quarta-feira, agosto 06, 2008
"Cíclicamente, um Presidente redentor ´chega ´ à América. De Roosevelt a ... Obama " - ver José Cutileiro - Expresso - O mundo dos outros 2/08/08
A análise histórica da vida dos povos quando perspectivada singularmente na figura do (s ) seu (s) lídere ( s ), reduz as democracias a uma farsa e quem a sustém e lhe dá sentido - o povo - a meros epifenómenos necessários às estatísticas eleitorais.
A ligeireza desse tratamento despreza o mais importante na condução e manutenção desses líderes - o movimento popular, transportador das esperanças que o candidato soube intuír e personalizar em credibilidade, portador de ruptura e à condução de um novo ciclo histórico.
Na maioria das vezes, o falhanço desses líderes está no falhanço desse apoio, que às primeiras desilusões INDIVIDUAIS perde de vista a floresta de esperanças que lhe alimentou o desejo de mudança e faz ruir todo o castelo ao tirar a " sua " pedra, o seu apoio.
O êxito ou inêxito do sucesso de Obama na presidência dos USA está dependente da firmeza desse apoio na primeira linha de combate contra a América que eles querem mudar: a America das Corporações, a base de tudo o que poderá ser melhorado.
Os USA precisam conhecer o resto do mundo, sair da Ignorância induzida e ver que estas batalhas com que sonha estão a ser ganhas noutras paragens, devagar é certo, mas com consistência e não são " o único povo sobre a face da Terra convencido de que o Criador lhes deu o direito à felicidade" com que sonham e que o " american way of life " está obsoleta, culturalmente decadente e ensimesmada no seu isolamento e luta pela sobrevivência.
YESS, YOU CAN!
sexta-feira, agosto 01, 2008
Só a falta de resultados desportivos de monta é que nos mantém na " toca " a par do afastamento das porcarias que têm enfeitado as glórias alheias e as demissões de outros...
Acontece que somos a referência obrigatória da qualidade efectiva, propalada ou sonhada dos outros, dos chamados grandes, dos assim - assim e dos minorcas e se esse farol ajudar os outros, com trabalho honesto, com talento e desportivismo a alcançar o estatuto que possuímos MAIOR será o nosso contributo e mais GLORIOSOS nos sentiremos.
Eusébio, Chalana, João Pinto, Simão, Rui Costa, Petit, eventualmente Katso, Luisão, a todos tratámos bem à entrada e à despedida e agradecemos o contributo que puderam dar à nossa grandeza.
É a nossa diferença e a nossa nobreza.
E viva o GLORIOSO! SEMPRE, com ou sem Champions.
Nós somos a nossa história e o percurso que nos moldou e molda o carácter, as convicções, os valores e as cumplicidades cola - se - nos, por vezes, em momentos pueris, em cargas reactivas tão desproporcionadas que denunciam a matriz que nos enformou e as directrizes que projectamos.
Aparentemente, digo aparentemente porque não acredito em acasos, a comunicação " institucional " do PR ao país traz água no bico...
Para lá das razões e legitimidades que lhe assistem ao cargo na interpretação das leis a promulgar e sobre as quais terá sempre opinião, contrária ou não, sabe que a constitucionalidade das mesmas é aferida,em caso de dúvida,pelo Tribunal Constitucional e a sua promulgação é obrigatória uma vez " libertas " por esse mesmo tribunal.
Bastas vezes essa " conflitualidade " eventual foi dirimida sem dramas e sem "solenes " avisos à navegação.
O que terá levado o PR a trazer à praça pública a " ameaça " dos Estatutos dos Açores quando sofreu ainda há pouco tempo um enxovalho contumaz do líder da Madeira, recorrentemente apontada como deficitária em termos democráticos, e não abriu o bico?
Fico por aqui porque não vou querer cometer uma injustiça na análise das intenções sobre as quais, por agora, intuo o alcance.
Manter - me- ei atento aos desenvolvimentos...
segunda-feira, julho 28, 2008
Porque não gostam de nós!!!?
A nação cigana, assim como a judaica, a árabe ou a africana na diáspora têm, instintivamente, do conhecimento derivado da prática do seu relacionamento com os autóctones, a noção do paternalismo que a sua condição de imigrante cria na maioria habitante, pela " medição " dos afectos e empatia que produzem pela sua aproximação ( integração ) ou afastamento ( reserva ) dessa maioria.
Em algumas situações, são essa minoria a alimentar esse distanciamento devido à manutenção expressa da sua identidade cultural, protegendo-a das contaminações indesejáveis de costumes liberais que entram em choque com as suas tradições.
A haver respeito mútuo sem a imposição abusiva dos costumes do país hospedeiro, essa dissonância sentida subliminar e efectivamente pelos imigrantes gregários ou nómadas, esse racismo, social principalmente, que atinge tudo e todos na manutenção de identidades, nunca aconteceria.
Confinados a um espaço onde a prática de actividades universais despidos de conotações culturais e identitários que propiciariam o convívio respeitoso e o conhecimento mútuo, a tendência será sempre o isolamento e territorialidade a par do reforço da diferença a um ponto tal que a tensão provocada cria espaços para a marginalidade cobiçosa dos bens que a urbe distante oferece e hostil às outras minorias ocupantes do mesmo espaço e quiçá portadoras do mesmo objectivo.
Essa marginalidade sem identidade ( e é assim que ela deve ser tratada ) só poderá ter uma resposta -a policial. A sociedade deverá, em democracia, ter a mesma resposta para os fora da lei.
A inversão paternalista para a criação de " complexos de culpa " em relação ao desvio social de respeito devido a todo e qualquer cidadão, é simplesmente patético e perigoso, até porque esses marginais SÃO UMA MINORIA AMEAÇADORA dentro dessas minorias e dentro da maioria que somos todos.
É claro que existe uma responsabilidade do ESTADO para todos os que do seu apoio real necessitem, porque da compaixão burguesa, cínica, mal cheirosa e grosseira até os sem abrigos fogem, na manutenção do único bem não contaminado que possuem - a sua liberdade.
sábado, julho 26, 2008
No dia em que, arrastado pela força dos factos o Expresso titula - PORTUGAL GANHA " jackpot ", referindo-se à carteira de investimentos ganhos pelo Governo e a atribuição do maior ( tiques provincianos ) prémio de sempre a uma cientista nacional de seu nome Elvira Fortunato, a quem humildemente presto as minhas homenagens pelo êxitos que tem obtido no seu trabalho e da sua equipa, desmentindo a visão catastrófica de um País por um partido que o quer levar de volta ao miserabilismo conformista dos tempos não muito longínquos, dá voz e relevo à porta - voz conservadora e de fraca argumentação política e SIM, também económica do PSD, Manuela F. Leite.
Nada de estranho, porém...
Só fica o registo...
Quanto ao conteúdo da entrevista, vazia e cheia de banalidades deixarei umas linhas quando o meu tempo livre o permitir.
domingo, julho 20, 2008
Daí a razão do descalabro da economia - produto humano refém de variáveis tais onde os factores psicológicos estão a ter, se não o tiveram sempre, uma preponderância inusitada. No nosso tempo pertenceram a BUSH e seus seguidores a introdução desses factores na economia mundial.
As perspectivas de há um ano, segundo as análises dos analistas, apontavam este ano como sendo o de maior crescimento económico em Portugal.
Hoje, passado um ano sobre as previsões é o que se vê. Enfrentamos o que já foi chamada de maior crise pós II G.Guerra.
Entretanto o autismo e a cegueira nacionais ainda campeiam neste pequeno país onde o esforço e a dedicação patriótica de alguns estão na mira de venais atoardas, como a última protagonizada pelo sr. Jardim que remete a crise indígena para aqueles que combateram as asnices que ele e o seu partido cometeram e que combatem esta que outros da sua igualha, como os republicanos de Bush truxeram até à Europa.
No PSD, Manuela F. Leite, a merecer o meu respeito, e até agora intelectualmenete honesta enquanto lhe for permitido o " arrojo " de o ser no caldo da subcultura burocrática, plutocrata e , sim, pequeno- burguesa com arremessos arrivistas sedententa de tachos do seu partido, SABE do bem que este governo tem feito, avisa sobre o que ainda pode ser ponderado perante a crise económica e despreza enquanto pode, o cinismo diletante e sôfrego dos Media avaros de " sangue ".
Está, pura e simplesmente a ser ela - própria, honesta e patriota e pouco mais tem a oferecer país.
Como já aqui o disse, o problema não é só a M. F. Leite mas também e principalmente a corte que a bajula.
Sócrates, apanhado, assim como todos os líderes mundiais, pelo furacão da crise internacional que veio agravar o estado de um país cuja maioria da população habituou - se levianamente a gastar mais do que produz e a pedir mais do que lhe é devido, vê -se obrigado a " parar " para pensar e com o pouco que lhe resta do que ganhou e poupou ( como qualquer familia ponderada o faria ) a rever o orçamento do País e as suas prioridades.
Que seja criativo que baste lembrando sempre de que tem uma agenda " necessária " e outra " obrigatória ", sendo que a segunda é atalhar com firmeza e soidariedade à pobreza e não ceder às reinvindicações de quem quer ver corrigidos os disparates que fez na condução das suas vidas, já que essa é uma função que não lhe compete em Democracia.
Tenho por mim que é preciso, quando é de exigir uma mudança de mentalidade e estilo de vida, sentir as consequências do ERRO para se acreditar nele. E Portugal vai precisar de um pouco de sofrimento que lhe abrande o autismo e o faça voltar à terra.
É que a vivência democrática trouxe - nos a LIBERDADE. A inteligência de saber o que fazer com ela tem de ser exercitada, em primeiro lugar na obrigação do seu uso prático e não sómente reinvindicativo, sob o risco de um monumental desperdício de energia e de concentração na superação de problemas pessoais.
É esse o desafio que o novo milénio nos trouxe. Saibamos ser dignos da nossa condição de Primata Superior e donos do nosso planeta, pela nossa sobrevivência, pela herança dos que nos precederam e dos que vão perpetuar a sobrevivência da espécie e levá - la a um nível superior de funcionamento como animal racional.
sexta-feira, julho 18, 2008
A corrupção só lavra em ambientes de COBARDIA ( terão de me provar o contrário... ) e ouso o silogismo de concluir que Portugal é um país de cobardes.
É claro que não pretendo ser insultuoso porque o ser português me incluiria no grupo de cobardes que definitivamente não sou, assim como todos os não - cobardes que eu conheço
Falemos do BENFICA, então...
Aparentemente fomos poucos a perceber ( moralistas utópicos, pois então ) O QUE ESTEVE E AINDA ESTÁ REALMENTE EM QUESTÃO nesta demanda do Benfica em prol da verdade desportiva contra a BATOTA e o clima de intimidação que os clubes do Norte principalmente, exercem sobre os árbitros, os fiscais de linha, os dirigentes federativos e sobre os próprios atletas que ousem usar a sua liberdade na orientação da sua vida.
No caso em apreço, o FCP, já o disse aqui e repito - NUNCA esteve em questão, mesmo para os lampiões, a superioridade das suas equipas nos últimos anos e o mérito DOS SEUS ATLETAS e da sua equipa técnica na conquista dos troféus que ganharam.
Infelizmente a natureza pouco digna das movimentações de alguns dirigentes tem enlameado o seu sucesso e a sua alegria. Não mereceram e não merecem a merda que os envolve.
Tudo o que aconteceu à volta dos APITOS trouxe à tona o chavascal das razões por que aconteceu o que aconteceu e as teias que o "ambiente siciliano " teceu à volta dos títeres e pseudos mandantes do futebol nacional. O que releva de tudo isso tem sido a vergonhosa COBARDIA patenteada e NÃO a eventual ida do Benfica para a Champions, o que duvido que houvesse algum LAMPIÃO e Dirigente benfiquista que o quisesse nessas circunstâncias. É que os atletas do Porto Não mereciam isso e os atletas do Benfica também NÃo.
Foi essa cortina de fumo que foi lançado - ganhos de secretaria - a toldar o raciocínio e a moralidade desportiva sobre o que esteve em questão por parte de quem, a começar pelo Sousa Tavares eu não esperaria, francamente.
Aqui também residem algumas explicações da razão por que essa luta É NECESSÁRIA.
Lamentável e para não esquecer foi a atitude neutra, para não dizer interesseira e cobarde do Sporting em toda esta problemática. Como instituição demitiu - se das suas obrigações sob o alibi de que não seria parte interessada. Notável!
Que saudades do seu paladino presidente - Dias da Cunha. Com ele ao comando do seu Sporting acredito que os sportinguistas estariam hoje mais orgulhosos e não metidos na concha do seu conformismo salpicado com picardias ao seu odiado rival lisboeta.
sexta-feira, julho 11, 2008

" O problema essencial da vida, que é o problema da realidade ou da verdade, não existe, nem pode existir em iguais termos para o Homem de inteligência superior e para o Homem vulgar. O Homem de inteligência superior não tem, é certo, melhores elementos para descobrir a verdade do que o mais fechado dos idiotas. O que tem é melhores elementos para compreender por que é que ela se não pode descobrir.
Mas a descrença, a que chegam todos os espíritos elevados em quem a RAZÃO predomina sobre o sentimento, sendo para eles TÓNICA, é absolutamente desastrosa para os inferiores.
Sem fé, sem crença, o Homem vulgar reduz - se a um bicho; com fé, com crença, o Homem superior baixa de posto. Daí o terrível paradoxo que ataca todo o Homem ao mesmo tempo superior intelectual e moralmente; que é inferior não sentir a descrença, e inferior pregar a descrença que sente.
O inferior não é capaz de descrença, porque a crença é um estado orgânico dos instintivos.
Por isso, a descrença, caindo nesse solo impropício, ou se torna um fanatismo às avessas, um materialismo sem teoria, ou uma simples estupidez. ---FERNANDO PESSOA
domingo, julho 06, 2008
Há um exercício sobre o TGV no Expresso desta semana pelo economista Alexandre Patricio Gouveia sob o título - Um projecto ruinoso e desnecessário -
Confesso que a palavra que mais engulhos me trouxe foi o desnecessário, porque o ruinoso remeto- a para a panóplia dos outros economistas do PSD e do PS que fizeram os estudos económicos sobre a matéria com a aprovação doutro grupo enorme de economistas da UE que aprovaram o projecto e o vão apoiar.
Ruinosos e na altura desnecessários foram a Ponte 25 de Abril ( sim, lembro - me... ), o Centro Cultural de Belém, a Expo, o Euro 2004, a Ponte Vasco da Gama, a Casa da Música, as Scuts, etc e as demais Obras Públicas que aparecerem...
Se um leigo como eu, inadvertidamente bolsar faladura técnica e financeira sobre a matéria merece ser zurzido pela sua impertinência, assim como a inutilidade social aparente de uma classe cuja capacidade de previsão / antecipação / solução das crises futuras e actuais só nos tem trazido desilusões como as antigas, recentes e futuras crises económicas nos tem demonstrado.
Voltando ao TGV, só deixo uma pergunta para reflexão - Numa época de crise petrolífera, com as reservas a darem de si em cada dia que passa, apostar numa alternativa A TEMPO aos transportes individuais, colectivos e de mercadorias como definitivamente o transporte ferroviário o é, é um projecto ruinoso e desnecessário!!!!?
Quantos problemas REAIS essa solução resolverá para além dos ecológicos, orçamentais, dependência e poupança individual?
sábado, julho 05, 2008
Sem tirar contudo, uma virgula ao que escrevi há dias sobre as correcções de posicionamento politico por parte dos jornalistas, foi me grato ler o Expresso de hoje e verificar que no fim de contas tudo está bem. No fim de contas é essa CLAREZA didática, essa fundamentação dos argumentos que definem os posicionamentos e comentários ( Aqui a " objectividade " é uma mistificação e um logro ) politicos, não o sectarismo e a " encomenda " fácilmente desmontável para quem o queira fazer.
Comparando as análises das últimas entrevistas dadas pelo Sócrates e pela M. Ferreira Leite pelo Fernando Madrinha e pelo Sousa Tavares, ressalta a coerência de um - S. Tavares, alfa e ómega de um individualismo ou independência, como queiram, para lá de um posicionamento distante, racionalizado dos factos- os resultados da governação socialista e a eficácia das medidas justificadas pelo chefe do governo ,tomadas até hoje, levando em consideração o estado em que encontrou o País.
Fernando Madrinha por seu lado, teve esse distanciamento crítico, o que lhe permitiu racionalizar com argumentos prós e contras o que Sousa Tavares omitiu, nomeadamente a péssima prestação de M.F. Leite na sua entrevista, em comparação com a do P.M.
O País só estará de tanga quando o levarmos a essa situação e aí choraremos TODOS. Por enquanto a palavra de ordem é não deixar que essa imagem idealizada por uns se torne um facto que ninguém vai querer e do qual seremos todos responsáveis, M.F.Leite, incluída.
Convém não nos esquecermos disso antes de cruxificar quem de entre nós mais tem feito para que isso não aconteça.
sexta-feira, julho 04, 2008
A entrevista de Sócrates deu para perceber que a Nova Moda, a nova cantilena anti - PS não terá grandes ouvintes.
Quem teve ouvidos OUVIU ! Quem tem inteligência PERCEBEU . A liberdade de fazermos com aquilo que ouvimos e que quisemos perceber está, desde o 25 de Abril de 1974, nas nossas mãos e , principalmente na nossa memória recente mas também na outra não tão recente.
Se fosse preciso ainda dar a ENTENDER o porquê da necessidade de ter as contas do Estado em dia e a bondade da política seguida pelo PS, a CRISE que aí desponta abriu- nos ( !!!? ) os olhos para a desgraça que seria para o País com o déficit que o PPD deixou.
PENSEM NISSO!
AS NOTAS DE MATEMÁTICA
Cá temos o novo romance e o RIDÍCULO cavado à volta das notas positivas obtidas pelos alunos sobre os malfadados ( já não são ? ) exames. Que as perguntas eram simples... ISTO está uma uma parvoeira pegada e a controvérsia idiota que se está a levantar só tem uma justificação - Eleições dentro de um ano.
A partir de hoje, NADA que o Governo faça estará livre dessa má - fé oposicionista. Aposto que se chegará ao despautério e pouca vergonha de sentir saudades da " arrogância " socrática...
Na entrevista ao PM impressionou - me a crispação dos entrevistadores e a agressividade da Judite de Sousa para com o Primeiro Ministro. O que é que se quis PROVAR com o ar de caso apresentado ? Já cheira a laranja e convém marcar as margens?
PCP
Patéticas as justificações do PCP ao não aprovar um voto de solidariedade para com a libertação de um civil bárbaramente raptado por umas pretensas forças revolucionárias por uma Forças Armadas ditatoriais.
É o mesmo tipo de confusão que o leva a achar democrático o regime norte coreano baseada numa solidariedade acéfala que aceita de bom grado a tremenda repressão que por lá lavra, em nome do Regime. O que é comunista é bom e quem abomina os seus princípios, ESSES, que estão na base dessa confusão, não merece solidariedade mas combate.
EM DEMOCRACIA, até isso se aceita. A opinião é Livre, não?
sexta-feira, junho 27, 2008
De onde surgiu a divergência?...
...perguntava eu há dias a propósito da diversidade do humano e do universo único que lhe formata individualmente o seu breve percurso na história da Natureza.
... na perspectiva que cada um de nós, em relação ao qual TUDO está referenciado - o Tempo, o Espaço, o Bem, o Mal...
Imaginemos o Tempo, por exemplo, como uma auto-estrada em que um viaduto seja uma barreira temporal que delimita o Futuro do Passado e, ele mesmo, o Presente, passando por cima de toda a nossa ignorância sobre a definição do que é o TEMPO e raciocinando sobre o que o senso comum nos permite " imaginar " do Futuro do Passado e do Presente.
Imagine-se numa viagem Lisboa-Porto em que se cruza EXACTAMENTE nesse viaduto com um outro viajante. Para si, que vai para Lisboa, ela é o Futuro que alcançará em breve e se saiu do Porto ele já é um Passado que ficou para trás.
Para o outro viajante que vai para o Porto ele será, em breve um Futuro alcançado e Lisboa um Passado que ficou para trás.
Exactamente, nesse instante em que passam por essa barreira temporal o Presente está em Lisboa para TODOS os que lá estão, ou seja, HÁ uma coincidência temporal total e ao mesmo tempo relativa para tudo o que está Inscrito nessa matriz Única que por definição é ABSOLUTA porque Objectivamente válida para TUDO na sua natureza de Ser e Não-Ser.
É aqui que surge a Divergência e o paradoxo que faz de cada Homem e da sua relação com o Tempo um Ser único e Solitário que O imita, qual Saturno em busca de imortalidade devorando os herdeiros, tornando-se Único e Deus de si próprio.
Essa " tragédia " humana multiplica -se em cada segundo por cada Homem que apareça sobre este planeta...porque está na matriz da Imortalidade do TEMPO.
NO REINO DOS CALIMEROS - perversões democráticas
Há uma tendência generalizada em Portugal, como não conheço em parte algum do planeta, de CULPAR os governos de qualquer cor, da má prática individual e por vezes colectiva, com as devidas proporções numerais, que cada um faz da SUA liberdade, de atribuir às normas, leis e regulamentos que regula os cidadãos, o ÓNUS da Culpa atribuíveis a quem os negligencia e os despreza.
Essa, chamemos - lhe eufemismicamente, " disposição " do ZÉ CALIMERO nacional fá - lo culpar a Democracia que estúpidamente, pelos vistos, não trata os seus cidadãos como mentecaptos e que parte do principio de que a sua comum capacidade de julgar não deriva de penosas e sofridas elocubrações mentais mas tão sómente do SENSO COMUM.
Vejamos:
Em Portugal, as mortes nos hospitais deixaram de ser um pesadelo para os médicos e transformaram - se numa dor de cabeça para os ministros da Saúde. Quando acontecem nas estradas portuguesas pede - se a cabeça dos ministros das Obras Públicas. Se há agressõesn a juízes, não se condena o infractor sem antes pedir satisfações aos ministros da Justiça e Administração Interna.
Se as nossas jovens sexualmente activas passaram a utilizar a pilula do dia seguinte como método anti - concepcional em vez de solução de recurso para uma gravidez indesejada a culpa foi da Lei do aborto.
Se os nossos jovens se agridem nas aulas e no intervalo das mesmas e no limite dão uma sova aos mestres, ai que a ministra da Educação em vez fazer de contínua anda por aí a tratar de insignificâncias em vez de EDUCAR os nossos filhos.
Se um facínora, nesta beatífica sociedade de anjinhos, assalta uma casa, rouba um transeunte, fuzila um membro do gangue, meu Deus, que há falta de policia à porta de cada lar e de cada esquina...
AH QUE SAUDADES DE SALAZAR, não é, minha gente?
Por outro lado, a nossa Maior conquista, a da possibilidade de, enfim, poder ter a liberdade de DIZER MAL dos políticos e dos Governos que eles formam, o Gozo de chamar mentiroso ao nosso Primeiro - Ministro... então é o paroxismo, a nossa condição primeira e última onde se esgota a nossa responsabilidade de cidadãos.
Por mim, tudo bem. Isso só justifica o que penso da espécie; é da Sua natureza, e ela como ser biológico que é não pode ser responsabilizada pelo determinismo que orienta qualquer animal na NATUREZA. É que o Bem e o Mal não existem por lá. Só a sobrevivência.
E isto basta, correcto?
sábado, junho 21, 2008
Remeto - vos para o linkhttp://www2.blogger.com/www.africaminha.blogspot.com que deu o remake para esta posta.
Ontem, falando com o meu filho, tecemos EXACTAMENTE os mesmos argumentos e perspectivas sobre Scolari, Ronaldo, as razões do seu sucesso no futebol britânico, o tipo de futebol latino e inglês, e o eventual fracasso e inadequação das capacidades dum e doutro postas ao serviço de realidades diferentes.
A coincidência da nossa previsão leva-me a ( já não é a primeira vez ) a interrogar -me das razões que levam indivíduos a, perspectivando sobre " realidades " futuras usando os mesmos pressupostos, chegam à mesma conclusão e, por outro lado, perspectivando a MESMA REALIDADE, chegam a futuros diferentes.
Onde surgiu a DIVERGÊNCIA?
Alberto Martins ( líder parlamentar socialista )" recusa cenários de coligação e diz não ver razões para o PS não pedir a renovação da maioria absoluta " .
Acontece que o título do Expresso, hoje, é o seguinte--Aliança com o PS ? Só se fosse doida - M.Ferreira Leite
Pois é , Sócrates, a partir de hoje tens a " instituição " a fazer o seu papel de guerrilha e apoio à sua (deles ) candidata. Acredita que não estás sózinho e se de alguma coisa te valer o meu apoio, a minha memória e o meu conhecimento deste povo e da sua " elite " crê que o Zé só é estúpido quando quer e quando for o caso, o melhor a fazer por ele é deixá - lO seguir o seu caminho e cimentar pela experiência repetida a Sua burrice.
Não desdenhes seguir o caminho de todos aqueles emigrantes, se for caso disso, os antigos e os novos, que fartos da lamúria, venalidade, imaturidade, má - fé e egoismo militante que marcam indelèvelmente o carácter nacional para o qual o mundo tem a larqueza do seu quintal e o patriotismo o sabor de vitualhas com que adormece o cérebro, abandona o País.
O abandono, como sempre fazem e farão os melhores, como Guterres, Barroso,Sampaio, Vitorino, Lourenço, Saramago, chega a ser uma necessidade de higiene mental face à pobreza de " ENTENDIMENTO " do básico dos nossos conterrâneos.
Elitista o comportamento!!!? Pois claro e ainda bem. O reconhecimento da qualidade só é possível pelos iguais, e se a Democracia É a eleição dos REPRESENTANTES, estes deverão sê -lo dos medíocres ou dos outros ?
Mas ainda tens uma luta a travar e uma obrigação a cumprir. A mentalidade do Zé, formatada por quarenta anos de lavagem cerebral, descobriu - se capaz de pensar e o Poder, que sempre os menorizou, corporizado por ti ou por outrém, tor nou - se paradoxalmente, o alvo a atacar e a salvação das desgraças individuais.
Entender ISSO, ser coerente e deixar que o Zé também aprenda também é uma obrigação do governante.
Daí a alternativa em Democracia, onde a capacidade das massas, quando votam, expressa a realidade intimista e radiografada de Si, como povo.
É nessas alturas que a coerência do governante, posto perante o juízo de quem, no fundo não reconhece capacidade para o julgar, o leva ao ABANDONO.
Para ti, ainda é cedo. Desmascara o PSD e a sua actual líder, obsoleta, burocrata, desfasada dos tempos, com receitas gastas e políticamente oportunista, como o foi com M. Soares, no aproveitamento do trabalho dos outros na correcção das barbaridades cometidas quando estiveram no Governo.
Sê forte e implacável com a avózinha, respondão e libertário, que já és crescidinho. Lembra - te que o problema NÃO É a Manuela, mas a corte que a acompanha.
sexta-feira, junho 20, 2008
E pronto... cá está o Princípio de Peter em acção.
Portugal, como o seu mentor atingiu o seu nível de competência. Não há volta a dar - lhe. Excelentes executantes, mas na hora da verdade vem ao de cima todo o atavismo reverencial que não DEIXA vencer essa incompetência ao nível do carácter.
A um grupo de jogadores que, como costumam dizer de si próprios - " Nada têm a provar " apetece perguntar : - QUAL SERÁ A PROVA APETECÍVEL DE GANHAR, ao menos UMA vez na vida !!!?
segunda-feira, junho 16, 2008
Portugal - 0 SUÍÇA - 2
Suponho que TODA A GENTE ( e levou tempo ) já deve ter percebido porque é a equipa principal de Portugal é a OUTRA e feito mea culpa sobre a ignorância patenteada.
Eu podia fazer uma análise detalhada das razões da derrota da equipa B para além da suja arbitragem caseira - mas não vale a pena. O que vimos, para quem tem olhos de ver sem fundamentalismos clubistas, também Scolari VIU em acção o que SABIA.
De qualquer maneira foi pena a derrota perante os suíços. Os emigrantes portugueses na Suíça mereciam melhor prémio pelo seu apoio INCONDICIONAL a Portugal.
sexta-feira, junho 13, 2008
É bonito de se ver a independência que a Democracia permite de livremente manifestarmos a nossa opinião e as nossas vontades. Individualmente então é quase feérica essa sensação de decidir o que o País deverá fazer.
Eu por mim que não sou irlandês não me esqueço do tempo em que, sem o apoio dos " burocratas " de Bruxelas a Irlanda era um pobre país agricola, orgulhosa, mas pobre.
Hoje as coisas serão diferentes e com que direito a Europa lhes vai dizer o que é melhor para o seu país?
Orgulhosamente só ficará se ganhar o NÃO e o " resto ", os outros 26 países, que se amanhem e... AHHH!...mas vão - se amanhar e a Irlanda que se cuide.
Personagem controversa porque independente, tão sómente.
Fez da selecção nacional de Portugal das mais temidas e respeitadas do Mundo, pela sua qualidade técnica que ele valorizou com um espírito de equipa inquebrantável
Dos maiores técnicos e jogadores do passado ouvíamos dizer da selecção que era uma equipa muito boa técnicamente mas frágil e inconsistente e os resultados e as classificações até então obtidas reforçavam essa visão.
Com Scolari, os mesmos antigos técnicos e jogadores juntaram -se ao coro dos novos técnicos e jogadores de todo o mundo numa certeza -Portugal mudou e na base dessa mudança tão radical está o seu actual líder. O talento, esse sempre lá esteve. Torná- lo eficaz foi obra de Scolari.
Estranhamente o anúncio da sua saída para outras tarefas trouxe outra vez à ribalta os detractores de sempre, entre eles o inefável Rui Santos do Record, cuja prosa picaresca, gongórica, deu um salto para o que ele quer crer como ironia e que não passou de um arroto mal medido e a tresandar a má - fé no ataque soez à saída do seleccionador sob o alibi do timing da declaração.
Chamar pesetero a Scolari é insultar todos os profissionais do mundo de futebol, que só deveriam mover -se em nome da camisola que envergam na opinião deste falso moralista.
PATÉTICO, pois o sentimento de escândalo, repartido com outros arrotos do mesmo sentido.
E O BURRO É SCOLARI!!!?
