sábado, setembro 06, 2008
...mas atentas. Tem sido só uma ligeira fase necessária de letargia. Só sentir em vez de ripostar, enfim encher o saco...
Até lá...
domingo, agosto 31, 2008
Muito se tem falado em Portugal nos últimos tempos sobre a criminalidade urbana com o exagero típico que a ignorância acresce às opiniões sobre matérias cujas causas e consequências não perdemos um minuto do nosso tempo a reflectir sobre elas e a conhecer - lhes a génese e os desenvolvimentos exponenciados, lá fora e cá dentro.
A criminalidade, violenta ou não, é SEMPRE uma consequência, em sociedades livres,dos paradigmas que orientam e definem aquelas, assim como a sua tipologia.
A China actual está a braços com uma criminalidade que desconhecia dentro do seu território e esse " upgrade " tem a ver com a nova regulamentação económica de " laissez faire " propiciadora de um exercício libertário que uma vez liberto EXIGIRÁ consequências a nível do livre arbítrio e às interpretações do real, não só o económico, mas a sua globalidade em todas as direcções.
Quanto mais LIBERTA fôr uma sociedade maior será o índice da sua oferta em bens materiais e maior a cobiça de os obter. Os meios dependerão de outras coisas. Quem tiver armas e vontade de as usar e de qualquer " legitimidade " apossada fará sempre esse uso DESSES meios.
Caberá ao Estado prover, analisando a sociedade que está a construir, antecipar as consequências da sua política e não ser apanhado desprevenido e sem reacção atempada.
E é essa componente analítica do comportamento do Governo, sem cair no dramatismo histérico e bipolar de que PORTUGAL é maníacamente fértil que deverá estar sobre sufrágio e nunca a paranóia amaricada dos MEDIA.
Surpreendente, no mínimo, a incapacidade do Porto em resolver um jogo em que tudo, após a expulsão de Katso, se encaminhava para uma humilhação próxima daquela que os lagartos protagonizaram em Madrid.
No entanto após uma análise cuidada ao desafio e à inexistência da " genialidade " desequilibradora de Quaresma quase se poderá aceitar o resultado.
Também surpreendente foi a má condição física do Benfica, mesmo reduzida a dez, relevada pela epidemia de " cãimbras " que assolou a equipa dada a propalada competência técnica dos preparadores físicos.
Enfim, não foi nada mau para o Benfica este empate.
Veremos como é que o Sporting, com o ego em baixo, devido ao autoritarismo parolo de Bento se sairá com um Braga em alta.
quarta-feira, agosto 20, 2008
A associação da cibernética com a biologia tem levado ao aperfeiçoamento físico dos atletas no que às suas capacidades de superação concerne.
A queda sucessiva de recordes em cada Olimpíada tem sido a consequência visível desse casamento cuja ligação monitorizada ao detalhe - aumenta-se aqui, diminui - se ali, reforça - se aqui, nigligencia - se ali, consoante a eficácia do que aqui e ali se pretende.
Apesar de tudo, o insuperável, o determinante está na " alma " dos atletas, naquele instante em que tudo se decide e a ( im )perfeição acontece.
A Obikwelo, Naide, entre outros atletas presentes nesta Olimpíada esse instante decisivo de conjugação do corpo - mente -ambiente falhou naquele momento, como já falhou noutros momentos.
São de entre nós TODOS os melhores atletas e foi por isso que lá estão e continuarão a ser dos melhores na sua profissão até serem, a pouco e pouco superados por outros mais rápidos e mais fortes.
E DAÍ !!!!!!?
Quantos de nós fomos pública e reiteradas vezes " medalhados " e reconhecidos pelos seus méritos como eles têm sido?
Eu não acredito que as mesquinhas desilusões sentidas tenham alguma comparação com a tristeza que sentiram.
A minha solidariedade é autêntica assim como a minha admiração pelo que têm feito.
domingo, agosto 17, 2008
Miguel Calado Lopes, juntou em " Fraquezas do sexo forte " - Expresso nº 1868 as suas fraquezas às de mais três carpidas almas num lamento patético sobre as pretensas desgraças que afligiam o homem SAPIENS perante a mulher SAPIENS.
Só um estádio galopante de apressado regresso às origens, à Biologia, faria tanger este arco de preocupações " naturais ", porque ao Sapiens superior as preocupações de há muito se afastaram desse combate de bando.
O nivelamento cultural que não biológico criado pelo HOMEM no sentido de igualdade de sexos não passa, apesar da sua necessidade sociológica, disso mesmo, um subproduto natural, um artifício de sobrevivência que a sexualidade, a cópula, já não regula no novo século.
O amor, reduzido à bioquímica deu lugar ao " curte " e ao niilismo.
O que está a acontecer hoje, previsto quase milimétricamente nas suas causas e nos seus efeitos há perto de 40 anos quando conheci a minha ainda mulher nos seus ternos 19 anos, foi exprimido numa profecia analítica que ela, como eu estamos a testemunhar, sem pânico. Estávamos em plena revolução contracultura hippie.
A Natureza não é democrática. As sociedades podem sê - lo jurídicamente mas NÃO O SÃO nem natural nem efectivamente.
O Homem, produto natural, pode racionalmente modificar ou tentar modificar tudo o que faz de si um mero primata, mas só consegue refinar os mesmos conceitos que fazem aquele mover -se, numa escala adequada ao que os distingue - a RAZÃO, o passado e o futuro projectável.
A Democracia é clartamente um instrumento de limitação - imposição ao livre curso da Natureza sobre o nosso destino, cujas leis - as da sobrevivência foram por nós domesticadas, sem contudo perdermos o que no nosso património genético ELA gerencia.
Voltando ao que tem atormentado a cabeça dos homens menos atentos, até hoje pelo menos, cujo " DESPERTAR " para a realidade contém ainda as marcas da superficialidade dos tempos e as limitações e leviandades acrescidas ao supérfluo da época.
É que o assunto é MUITO SÉRIO e o alcance da inversão biológica e sexual no domínio dos Primatas Superiores sobre o Planeta terá o mesmo efeito de uma IMPLOSÃO.
O sexo de há muito deixou de ser, enquanto necessidade, a arma que a Natureza tem usado no SAPIENS para fazer prevalecer esta espécie como tal.
O regresso aos estádios de emoções infantis e sentimentalismos imaturos que o feminismo transporta nos seus genes e nos seus projectos de vida levar - nos - á não à EXPANSÃO e EVOLUÇÃO como pressupostos de sobrevivência mas sim à procura da JUVENTUDE ETERNA e da IMORTALIDADE como o fim último do Homem e daí fatalmente ao ABSURDO.
Seráo que nos espera se a nossa visão da realidade se ficar por reflexões estivais como esta " Quem sabe se hoje para se ser homem como deve ser, um homem tenha de estar, (ipso ) e sentir-se, ( ipso ) em falta face à razão feminina "
Eu cá não me sinto perdido!
sábado, agosto 16, 2008
"Com a entrada de tropas de Moscovo em território estrangeiro assiste -se à maior violação do direito internacional do pós - guerra fria ( !!!!???? ) - Jacinto Paixão - Expresso 15 / 8 / 2008
Já se fala em levar Putin e Medvedev ao tribunal de Haia, só que a chatice é que - a lógica e justiça ( !!!??? ) dos vencedores - aquelas de que falava Nietzsche - e que nos últimos tempos têm somado patifarias e despautério deixam de ser verdadeiras quando os adversários são a Rússia ou a China.
Hoje, a liberdade tornou - se um conceito tático e estratégico por um lado e cínico, manipulável e manipulador por outro; uma virtude, sem aspas, que esvaziada do seu conteúdo moral se tornou um termo abstracto e vazio usado consoante as conveniências do portador.
Vejamos:
Eu acreditava que o ser livre transportava consigo uma responsabilidade que obrigava TODOS às consequências do seu mau - uso sob o risco de menorização e inconsequência da sua universalidade social e da sua posterior neutralização.
A liberdade teria de ser um conceito cívico e só então jurídico. O abastardamento e a inversão da sua natureza sempre levaram à criação de sociedades tuteladas, ditatoriais e à redução dos cidadãos livres a meros receptáculos de decisões de luminárias culturalmente indigentes, política e criminalmente impunes.
Com as nuances devidas esse tem sido o conceito de liberdade no Ocidente, cuja tentativa de globalização tem custado milhares e milhares de vítimas. Esse simulacro de liberdade exportado como o fim da História de um Ocidente que desistiu de reflectir sobre si próprio, funciona, quando instalado, por inércia, por crença, por cumplicidade, por cobardia, por venalidade, por obliteração, por estupidez e por conformismo.
É o que acontece quando o jurídico ( queijo suíço atulhado de alçapões) precede a norma, o social.
De conceito interiorizado, aceite, na base do bom - senso e da educação sobre o Bem e o Mal, passa a ser um instrumento político moralmente vazio, já que o cimento unificador, a Ética, tende a desaparecer das nossas ligações neuronais e pelo que a realidade nos demonstra em cada dia que passa o ritmo é exponencial.
terça-feira, agosto 12, 2008
Pairando por cima da boca misógina e contudo verdadeira reparo que há mais gente atenta aos sinais que Cavaco tem transmitido na definição do homem e das suas circunstâncias. A minúscula é propositada e tem um sentido.
A coincidência do discurso reactivo, porque posterior, define a perspectiva do inferior perante o superior e caracteriza o que, a mim pelo menos,pontua a " fragilidade " intelectual e técnica de Cavaco.
Políticamente está arrumado, no que às suas perspectivas futuras diz respeito.
O confronto com Sócrates terá consequências e elas ser - lhe - ão adversas. Para começar, o PS apoiará Manuel Alegre nas próximas eleições e com a credibilidade obtida por este junto do PCP e do Bloco, terá a eleição garantida.
Quanto às legislativas, não há volta a dar - lhe...Sócrates ganhará, seja qual for o opositor. E ganhará por mérito próprio e por demérito alheio, em competência, em dinamismo, em visão de futuro, e em capacidade pessoal no confronto com Cavaco e Manuela.
Mal irá o PSD na crença do sucesso dessa parceria...
segunda-feira, agosto 11, 2008

GLOBALIZAÇÃO
O homem ocidental, atingida a excelência no domínio da Técnica e beneficiando em termos de qualidade de vida da sua aplicação, sente -se, quando a própria técnica lhe devolve os resultados da sua acção sobre a NATUREZA e os limites da sua intervenção sobre Ela, ASSUSTADO...
Não tem sabido contrabalançar a sobrevivência que a Natureza lhe proporcionou com a manutenção sustentada desse desiquilíbrio em plano inclinado que lhe provocou.
O seu mau exemplo teve seguidores desatentos que, embora conhecedores, hoje, da reflexão cuidada que no Ocidente existe sobre os perigos da destruição da Casa -Comum sentem - se " compelidos " por uma linha de desenvolvimento que durante dois séculos pelo menos, lhes foi transmitida como a mais coerente e de maior sucesso.
Portanto, de nada valerá ao Ocidente parar, travar a pista de sentido único que AINDA HOJE IMPÕE, por vezes com recurso às armas sobre o resto do planeta, já que...
A sua credibilidade tem sido posta à prova a nível planetário, incluindo a sua ciência, a sua tecnologia e a sua Democracia.
Sendo assim, todo o espaço onde habitamos tende a ser uma zona de conflito, um espaço em que a Natureza voltará a impôr as suas leis, atingidos os limites de sobrevivência.
Aì..., após o Apocalipse, a TERRA lamberá as suas feridas e juntamente com o Homem a- tecnicus repovoará o planeta.
E começaremos um novo ciclo, até aprendermos a dar melhor uso à Razão, se entretanto não conduzirmos à morte este belo e generoso planeta por desmerecimento de O habitar.
quarta-feira, agosto 06, 2008
"Cíclicamente, um Presidente redentor ´chega ´ à América. De Roosevelt a ... Obama " - ver José Cutileiro - Expresso - O mundo dos outros 2/08/08
A análise histórica da vida dos povos quando perspectivada singularmente na figura do (s ) seu (s) lídere ( s ), reduz as democracias a uma farsa e quem a sustém e lhe dá sentido - o povo - a meros epifenómenos necessários às estatísticas eleitorais.
A ligeireza desse tratamento despreza o mais importante na condução e manutenção desses líderes - o movimento popular, transportador das esperanças que o candidato soube intuír e personalizar em credibilidade, portador de ruptura e à condução de um novo ciclo histórico.
Na maioria das vezes, o falhanço desses líderes está no falhanço desse apoio, que às primeiras desilusões INDIVIDUAIS perde de vista a floresta de esperanças que lhe alimentou o desejo de mudança e faz ruir todo o castelo ao tirar a " sua " pedra, o seu apoio.
O êxito ou inêxito do sucesso de Obama na presidência dos USA está dependente da firmeza desse apoio na primeira linha de combate contra a América que eles querem mudar: a America das Corporações, a base de tudo o que poderá ser melhorado.
Os USA precisam conhecer o resto do mundo, sair da Ignorância induzida e ver que estas batalhas com que sonha estão a ser ganhas noutras paragens, devagar é certo, mas com consistência e não são " o único povo sobre a face da Terra convencido de que o Criador lhes deu o direito à felicidade" com que sonham e que o " american way of life " está obsoleta, culturalmente decadente e ensimesmada no seu isolamento e luta pela sobrevivência.
YESS, YOU CAN!
sexta-feira, agosto 01, 2008
Só a falta de resultados desportivos de monta é que nos mantém na " toca " a par do afastamento das porcarias que têm enfeitado as glórias alheias e as demissões de outros...
Acontece que somos a referência obrigatória da qualidade efectiva, propalada ou sonhada dos outros, dos chamados grandes, dos assim - assim e dos minorcas e se esse farol ajudar os outros, com trabalho honesto, com talento e desportivismo a alcançar o estatuto que possuímos MAIOR será o nosso contributo e mais GLORIOSOS nos sentiremos.
Eusébio, Chalana, João Pinto, Simão, Rui Costa, Petit, eventualmente Katso, Luisão, a todos tratámos bem à entrada e à despedida e agradecemos o contributo que puderam dar à nossa grandeza.
É a nossa diferença e a nossa nobreza.
E viva o GLORIOSO! SEMPRE, com ou sem Champions.
Nós somos a nossa história e o percurso que nos moldou e molda o carácter, as convicções, os valores e as cumplicidades cola - se - nos, por vezes, em momentos pueris, em cargas reactivas tão desproporcionadas que denunciam a matriz que nos enformou e as directrizes que projectamos.
Aparentemente, digo aparentemente porque não acredito em acasos, a comunicação " institucional " do PR ao país traz água no bico...
Para lá das razões e legitimidades que lhe assistem ao cargo na interpretação das leis a promulgar e sobre as quais terá sempre opinião, contrária ou não, sabe que a constitucionalidade das mesmas é aferida,em caso de dúvida,pelo Tribunal Constitucional e a sua promulgação é obrigatória uma vez " libertas " por esse mesmo tribunal.
Bastas vezes essa " conflitualidade " eventual foi dirimida sem dramas e sem "solenes " avisos à navegação.
O que terá levado o PR a trazer à praça pública a " ameaça " dos Estatutos dos Açores quando sofreu ainda há pouco tempo um enxovalho contumaz do líder da Madeira, recorrentemente apontada como deficitária em termos democráticos, e não abriu o bico?
Fico por aqui porque não vou querer cometer uma injustiça na análise das intenções sobre as quais, por agora, intuo o alcance.
Manter - me- ei atento aos desenvolvimentos...
segunda-feira, julho 28, 2008
Porque não gostam de nós!!!?
A nação cigana, assim como a judaica, a árabe ou a africana na diáspora têm, instintivamente, do conhecimento derivado da prática do seu relacionamento com os autóctones, a noção do paternalismo que a sua condição de imigrante cria na maioria habitante, pela " medição " dos afectos e empatia que produzem pela sua aproximação ( integração ) ou afastamento ( reserva ) dessa maioria.
Em algumas situações, são essa minoria a alimentar esse distanciamento devido à manutenção expressa da sua identidade cultural, protegendo-a das contaminações indesejáveis de costumes liberais que entram em choque com as suas tradições.
A haver respeito mútuo sem a imposição abusiva dos costumes do país hospedeiro, essa dissonância sentida subliminar e efectivamente pelos imigrantes gregários ou nómadas, esse racismo, social principalmente, que atinge tudo e todos na manutenção de identidades, nunca aconteceria.
Confinados a um espaço onde a prática de actividades universais despidos de conotações culturais e identitários que propiciariam o convívio respeitoso e o conhecimento mútuo, a tendência será sempre o isolamento e territorialidade a par do reforço da diferença a um ponto tal que a tensão provocada cria espaços para a marginalidade cobiçosa dos bens que a urbe distante oferece e hostil às outras minorias ocupantes do mesmo espaço e quiçá portadoras do mesmo objectivo.
Essa marginalidade sem identidade ( e é assim que ela deve ser tratada ) só poderá ter uma resposta -a policial. A sociedade deverá, em democracia, ter a mesma resposta para os fora da lei.
A inversão paternalista para a criação de " complexos de culpa " em relação ao desvio social de respeito devido a todo e qualquer cidadão, é simplesmente patético e perigoso, até porque esses marginais SÃO UMA MINORIA AMEAÇADORA dentro dessas minorias e dentro da maioria que somos todos.
É claro que existe uma responsabilidade do ESTADO para todos os que do seu apoio real necessitem, porque da compaixão burguesa, cínica, mal cheirosa e grosseira até os sem abrigos fogem, na manutenção do único bem não contaminado que possuem - a sua liberdade.
sábado, julho 26, 2008
No dia em que, arrastado pela força dos factos o Expresso titula - PORTUGAL GANHA " jackpot ", referindo-se à carteira de investimentos ganhos pelo Governo e a atribuição do maior ( tiques provincianos ) prémio de sempre a uma cientista nacional de seu nome Elvira Fortunato, a quem humildemente presto as minhas homenagens pelo êxitos que tem obtido no seu trabalho e da sua equipa, desmentindo a visão catastrófica de um País por um partido que o quer levar de volta ao miserabilismo conformista dos tempos não muito longínquos, dá voz e relevo à porta - voz conservadora e de fraca argumentação política e SIM, também económica do PSD, Manuela F. Leite.
Nada de estranho, porém...
Só fica o registo...
Quanto ao conteúdo da entrevista, vazia e cheia de banalidades deixarei umas linhas quando o meu tempo livre o permitir.
domingo, julho 20, 2008
Daí a razão do descalabro da economia - produto humano refém de variáveis tais onde os factores psicológicos estão a ter, se não o tiveram sempre, uma preponderância inusitada. No nosso tempo pertenceram a BUSH e seus seguidores a introdução desses factores na economia mundial.
As perspectivas de há um ano, segundo as análises dos analistas, apontavam este ano como sendo o de maior crescimento económico em Portugal.
Hoje, passado um ano sobre as previsões é o que se vê. Enfrentamos o que já foi chamada de maior crise pós II G.Guerra.
Entretanto o autismo e a cegueira nacionais ainda campeiam neste pequeno país onde o esforço e a dedicação patriótica de alguns estão na mira de venais atoardas, como a última protagonizada pelo sr. Jardim que remete a crise indígena para aqueles que combateram as asnices que ele e o seu partido cometeram e que combatem esta que outros da sua igualha, como os republicanos de Bush truxeram até à Europa.
No PSD, Manuela F. Leite, a merecer o meu respeito, e até agora intelectualmenete honesta enquanto lhe for permitido o " arrojo " de o ser no caldo da subcultura burocrática, plutocrata e , sim, pequeno- burguesa com arremessos arrivistas sedententa de tachos do seu partido, SABE do bem que este governo tem feito, avisa sobre o que ainda pode ser ponderado perante a crise económica e despreza enquanto pode, o cinismo diletante e sôfrego dos Media avaros de " sangue ".
Está, pura e simplesmente a ser ela - própria, honesta e patriota e pouco mais tem a oferecer país.
Como já aqui o disse, o problema não é só a M. F. Leite mas também e principalmente a corte que a bajula.
Sócrates, apanhado, assim como todos os líderes mundiais, pelo furacão da crise internacional que veio agravar o estado de um país cuja maioria da população habituou - se levianamente a gastar mais do que produz e a pedir mais do que lhe é devido, vê -se obrigado a " parar " para pensar e com o pouco que lhe resta do que ganhou e poupou ( como qualquer familia ponderada o faria ) a rever o orçamento do País e as suas prioridades.
Que seja criativo que baste lembrando sempre de que tem uma agenda " necessária " e outra " obrigatória ", sendo que a segunda é atalhar com firmeza e soidariedade à pobreza e não ceder às reinvindicações de quem quer ver corrigidos os disparates que fez na condução das suas vidas, já que essa é uma função que não lhe compete em Democracia.
Tenho por mim que é preciso, quando é de exigir uma mudança de mentalidade e estilo de vida, sentir as consequências do ERRO para se acreditar nele. E Portugal vai precisar de um pouco de sofrimento que lhe abrande o autismo e o faça voltar à terra.
É que a vivência democrática trouxe - nos a LIBERDADE. A inteligência de saber o que fazer com ela tem de ser exercitada, em primeiro lugar na obrigação do seu uso prático e não sómente reinvindicativo, sob o risco de um monumental desperdício de energia e de concentração na superação de problemas pessoais.
É esse o desafio que o novo milénio nos trouxe. Saibamos ser dignos da nossa condição de Primata Superior e donos do nosso planeta, pela nossa sobrevivência, pela herança dos que nos precederam e dos que vão perpetuar a sobrevivência da espécie e levá - la a um nível superior de funcionamento como animal racional.
sexta-feira, julho 18, 2008
A corrupção só lavra em ambientes de COBARDIA ( terão de me provar o contrário... ) e ouso o silogismo de concluir que Portugal é um país de cobardes.
É claro que não pretendo ser insultuoso porque o ser português me incluiria no grupo de cobardes que definitivamente não sou, assim como todos os não - cobardes que eu conheço
Falemos do BENFICA, então...
Aparentemente fomos poucos a perceber ( moralistas utópicos, pois então ) O QUE ESTEVE E AINDA ESTÁ REALMENTE EM QUESTÃO nesta demanda do Benfica em prol da verdade desportiva contra a BATOTA e o clima de intimidação que os clubes do Norte principalmente, exercem sobre os árbitros, os fiscais de linha, os dirigentes federativos e sobre os próprios atletas que ousem usar a sua liberdade na orientação da sua vida.
No caso em apreço, o FCP, já o disse aqui e repito - NUNCA esteve em questão, mesmo para os lampiões, a superioridade das suas equipas nos últimos anos e o mérito DOS SEUS ATLETAS e da sua equipa técnica na conquista dos troféus que ganharam.
Infelizmente a natureza pouco digna das movimentações de alguns dirigentes tem enlameado o seu sucesso e a sua alegria. Não mereceram e não merecem a merda que os envolve.
Tudo o que aconteceu à volta dos APITOS trouxe à tona o chavascal das razões por que aconteceu o que aconteceu e as teias que o "ambiente siciliano " teceu à volta dos títeres e pseudos mandantes do futebol nacional. O que releva de tudo isso tem sido a vergonhosa COBARDIA patenteada e NÃO a eventual ida do Benfica para a Champions, o que duvido que houvesse algum LAMPIÃO e Dirigente benfiquista que o quisesse nessas circunstâncias. É que os atletas do Porto Não mereciam isso e os atletas do Benfica também NÃo.
Foi essa cortina de fumo que foi lançado - ganhos de secretaria - a toldar o raciocínio e a moralidade desportiva sobre o que esteve em questão por parte de quem, a começar pelo Sousa Tavares eu não esperaria, francamente.
Aqui também residem algumas explicações da razão por que essa luta É NECESSÁRIA.
Lamentável e para não esquecer foi a atitude neutra, para não dizer interesseira e cobarde do Sporting em toda esta problemática. Como instituição demitiu - se das suas obrigações sob o alibi de que não seria parte interessada. Notável!
Que saudades do seu paladino presidente - Dias da Cunha. Com ele ao comando do seu Sporting acredito que os sportinguistas estariam hoje mais orgulhosos e não metidos na concha do seu conformismo salpicado com picardias ao seu odiado rival lisboeta.
sexta-feira, julho 11, 2008

" O problema essencial da vida, que é o problema da realidade ou da verdade, não existe, nem pode existir em iguais termos para o Homem de inteligência superior e para o Homem vulgar. O Homem de inteligência superior não tem, é certo, melhores elementos para descobrir a verdade do que o mais fechado dos idiotas. O que tem é melhores elementos para compreender por que é que ela se não pode descobrir.
Mas a descrença, a que chegam todos os espíritos elevados em quem a RAZÃO predomina sobre o sentimento, sendo para eles TÓNICA, é absolutamente desastrosa para os inferiores.
Sem fé, sem crença, o Homem vulgar reduz - se a um bicho; com fé, com crença, o Homem superior baixa de posto. Daí o terrível paradoxo que ataca todo o Homem ao mesmo tempo superior intelectual e moralmente; que é inferior não sentir a descrença, e inferior pregar a descrença que sente.
O inferior não é capaz de descrença, porque a crença é um estado orgânico dos instintivos.
Por isso, a descrença, caindo nesse solo impropício, ou se torna um fanatismo às avessas, um materialismo sem teoria, ou uma simples estupidez. ---FERNANDO PESSOA
domingo, julho 06, 2008
Há um exercício sobre o TGV no Expresso desta semana pelo economista Alexandre Patricio Gouveia sob o título - Um projecto ruinoso e desnecessário -
Confesso que a palavra que mais engulhos me trouxe foi o desnecessário, porque o ruinoso remeto- a para a panóplia dos outros economistas do PSD e do PS que fizeram os estudos económicos sobre a matéria com a aprovação doutro grupo enorme de economistas da UE que aprovaram o projecto e o vão apoiar.
Ruinosos e na altura desnecessários foram a Ponte 25 de Abril ( sim, lembro - me... ), o Centro Cultural de Belém, a Expo, o Euro 2004, a Ponte Vasco da Gama, a Casa da Música, as Scuts, etc e as demais Obras Públicas que aparecerem...
Se um leigo como eu, inadvertidamente bolsar faladura técnica e financeira sobre a matéria merece ser zurzido pela sua impertinência, assim como a inutilidade social aparente de uma classe cuja capacidade de previsão / antecipação / solução das crises futuras e actuais só nos tem trazido desilusões como as antigas, recentes e futuras crises económicas nos tem demonstrado.
Voltando ao TGV, só deixo uma pergunta para reflexão - Numa época de crise petrolífera, com as reservas a darem de si em cada dia que passa, apostar numa alternativa A TEMPO aos transportes individuais, colectivos e de mercadorias como definitivamente o transporte ferroviário o é, é um projecto ruinoso e desnecessário!!!!?
Quantos problemas REAIS essa solução resolverá para além dos ecológicos, orçamentais, dependência e poupança individual?
sábado, julho 05, 2008
Sem tirar contudo, uma virgula ao que escrevi há dias sobre as correcções de posicionamento politico por parte dos jornalistas, foi me grato ler o Expresso de hoje e verificar que no fim de contas tudo está bem. No fim de contas é essa CLAREZA didática, essa fundamentação dos argumentos que definem os posicionamentos e comentários ( Aqui a " objectividade " é uma mistificação e um logro ) politicos, não o sectarismo e a " encomenda " fácilmente desmontável para quem o queira fazer.
Comparando as análises das últimas entrevistas dadas pelo Sócrates e pela M. Ferreira Leite pelo Fernando Madrinha e pelo Sousa Tavares, ressalta a coerência de um - S. Tavares, alfa e ómega de um individualismo ou independência, como queiram, para lá de um posicionamento distante, racionalizado dos factos- os resultados da governação socialista e a eficácia das medidas justificadas pelo chefe do governo ,tomadas até hoje, levando em consideração o estado em que encontrou o País.
Fernando Madrinha por seu lado, teve esse distanciamento crítico, o que lhe permitiu racionalizar com argumentos prós e contras o que Sousa Tavares omitiu, nomeadamente a péssima prestação de M.F. Leite na sua entrevista, em comparação com a do P.M.
O País só estará de tanga quando o levarmos a essa situação e aí choraremos TODOS. Por enquanto a palavra de ordem é não deixar que essa imagem idealizada por uns se torne um facto que ninguém vai querer e do qual seremos todos responsáveis, M.F.Leite, incluída.
Convém não nos esquecermos disso antes de cruxificar quem de entre nós mais tem feito para que isso não aconteça.
sexta-feira, julho 04, 2008
A entrevista de Sócrates deu para perceber que a Nova Moda, a nova cantilena anti - PS não terá grandes ouvintes.
Quem teve ouvidos OUVIU ! Quem tem inteligência PERCEBEU . A liberdade de fazermos com aquilo que ouvimos e que quisemos perceber está, desde o 25 de Abril de 1974, nas nossas mãos e , principalmente na nossa memória recente mas também na outra não tão recente.
Se fosse preciso ainda dar a ENTENDER o porquê da necessidade de ter as contas do Estado em dia e a bondade da política seguida pelo PS, a CRISE que aí desponta abriu- nos ( !!!? ) os olhos para a desgraça que seria para o País com o déficit que o PPD deixou.
PENSEM NISSO!
AS NOTAS DE MATEMÁTICA
Cá temos o novo romance e o RIDÍCULO cavado à volta das notas positivas obtidas pelos alunos sobre os malfadados ( já não são ? ) exames. Que as perguntas eram simples... ISTO está uma uma parvoeira pegada e a controvérsia idiota que se está a levantar só tem uma justificação - Eleições dentro de um ano.
A partir de hoje, NADA que o Governo faça estará livre dessa má - fé oposicionista. Aposto que se chegará ao despautério e pouca vergonha de sentir saudades da " arrogância " socrática...
Na entrevista ao PM impressionou - me a crispação dos entrevistadores e a agressividade da Judite de Sousa para com o Primeiro Ministro. O que é que se quis PROVAR com o ar de caso apresentado ? Já cheira a laranja e convém marcar as margens?
PCP
Patéticas as justificações do PCP ao não aprovar um voto de solidariedade para com a libertação de um civil bárbaramente raptado por umas pretensas forças revolucionárias por uma Forças Armadas ditatoriais.
É o mesmo tipo de confusão que o leva a achar democrático o regime norte coreano baseada numa solidariedade acéfala que aceita de bom grado a tremenda repressão que por lá lavra, em nome do Regime. O que é comunista é bom e quem abomina os seus princípios, ESSES, que estão na base dessa confusão, não merece solidariedade mas combate.
EM DEMOCRACIA, até isso se aceita. A opinião é Livre, não?