sexta-feira, outubro 03, 2008
Gostei de ver o Benfica. Finalmente estamos a construir uma equipa com qualidade, raça e carácter.
Torna- se claro que assim os resultados a nosso favor serão um hábito que só a competência de outras equipas mais trabalhadoras e com melhor qualidade travarão.
Pelo menos na Liga portuguesa não vejo melhor, por enquanto.
quinta-feira, outubro 02, 2008
Será isto o fim da História antevisto por Fukuyama, se bem que numa perspectiva soberanamente acintosa no que às ideologias concernia, face ao poder triunfante do liberalismo ?
Falou cedo porque o impasse a que chegou o obsceno regabofe do sistema financeiro ocidental acordou Marx do seu sono profundo a rebolar de gozo.
A liquidez financeira, produto de uma acumulação imoral de lucros sacados ao trabalho alheio com o rápido empobrecimento dos trabalhadores e da classe média, tem alimentado uma BOLSA mundial cuja ligação à economia real é no mínimo aberrante.
Como alguém já perguntou, como é possível a subida em Bolsa sempre que se fala em despedimentos?
A coisa mais extraordinária e a mais triste de tudo o que tem acontecido foi a COMPLETA AUSÊNCIA de uma analise IDEOLÓGICA ao descalabro financeiro que, suprema ironia, levou ao despudor do uso do "satânico" exercicio de NACIONALIZACÕES para salvar o sistema.
Será que a capacidade crítica e a independência intelectual se globalizaram de tal modo que para além de se terem abaixado ao nível do bisonho se pasmaram na enxurrada da massificação assassina da diferença posta em marcha!!!?
sexta-feira, setembro 26, 2008
Peço desculpa se ofender alguém, mas eu não gostaria de ter M. F. Leite como o P.M. deste País.
A cada intervenção da senhora sinto - me fã de Meneses e isso incomoda - me como o caraças.
Portanto, saio de cena e ele que se encarregue de desmontar o que é óbvio.
O portista - mor e grande amante do futebol, que como todos os amantes conseguem com o passar dos anos a conhecer o " objecto " amado como nenhum outro, de seu nome M.S.Tavares, SOUBE sempre que a saída da Quaresma e Assunção reduziria o Porto à normalidade da Liga.
Um treinador atento teria de saber colmatar essas duas saídas e " normalizar " as rotinas da equipa. Aparentemente o " suave " alivio com que viu a saída do Quaresma, que como aqui disse em tempos não era moldável, como a alcunha de mustang dada pelos adeptos que nessas coisas são connaisseurs, não se seguiu nenhuma medida a contento.
As queixas de arbitragens e a análises casuísticas apresentadas são a prova do mau momento do campeão nacional, do desejo de mudança de ares de Lucho e Lisandro e da mediania do restante plantel, mais nada.
Vem aí o derby. Quero ver uma grande partida de futebol. Só isso e se o Benfica ganhar com merecimento ficarei feliz.
quarta-feira, setembro 24, 2008
Nesta polémica marcada pelos pruridos hetero da associação da sua condição de casados,que em princípio e socialmente os mantém libertos do " anátema " que se abate sobre os homos e já que os argumentos dum e doutro lado estão eivados de má -fé e de palermices tais como considerar essa possível união civil como um passo civilizacional por um lado e negá - lo por imperativos biológicos e semânticos por outro, meto a colher, salvo seja, para opinar sobre isso.
Como homem livre que sou, em toda a extensão que esta condição me é permitida pela minha biologia e a consequência é a MINHA responsabilização total dos meus actos, não posso alimentar nenhum juízo a - priori sobre a exacta motivação que a liberdade dos gays transporta nessa reivindicação; portanto não aceito nenhuma discriminação baseado nas opções sexuais, DESDE QUE, essas opções não colidam com os meus direitos e com os direitos de outros, nomeadamente crianças.
Como aparentemente não parece ser esse o caso, e para acabar com a polémica, que tal dar o nome de CASALAMENTO a esse tipo de união civil e sossegava -se os hetero, como eu?
P. S. - A minha solidariedade pela liberdade e felicidade de cada um esgotar- se - á e se tornará militantemente feroz ante a possibilidade dos gays adoptarem crianças. Eu fundamento a aparente " hipocrisia ": na educação dos filhos, qualquer pai ou mãe transmite aos filhos as idiossincracias que lhe moldam o carácter, o herdado e o adquirido. A militância agressiva dos gays pela normalidade de uma opção de vida, no mínimo fracturante, numa sociedade que que os tolera quando não os marginaliza não é, de todo, uma boa base de educação a uma criança. Aliás, eles sentiram - no maioritáriamente, em casa, na escola e na vida adulta. Nenhum pai hetero desejaria esse futuro aos filhos. Uma vida se possível sem DÔR ou com o mínimo possível é o que desejamos aos filhos, adoptados ou não.
sexta-feira, setembro 19, 2008
A arbitragem foi tão caseira que mesmo as fragilidades evidenciadas pelo Benfica num meio campo completamente à nora com o 3 - 5 - 2 do Nápoles, passaram um bocadinho ao lado do desafio que acabámos com 10 e meio quando devíamos estar a jogar contra nove.
Eu tenho por mim, não completamente leigo na matéria, que contra três centrais joga - se com dois pontas de lança e com passes por cima dos 5 homens da linha média, NÃO no meio campo sobrepovoado e com dois trincos e NÃO com um.
Espero que no jogo da segunda mão, uma vez aprendida a lição que a entrada de Nuno Gomes e Katso ajudaram a VER, as coisas funcionem melhor.
E.... por amor de Deus, para reverentes embasbacados com as " estrelas " ( que Nápoles nem tem ) , já chegou a triste figura do Sporting em Barcelona.
É que a humildade é SEMPRE um defeito da carácter e está na proporção exacta das debilidades funcionais e outras, do indivíduo e das equipas.
É que nós somos muito orgulhosos do Benfica e de jogadores que se sintam dos melhores na sua profissão é o que precisamos.
domingo, setembro 14, 2008
" Não adianta argumentar que sobre os problemas do País se pode sempre dizer o mesmo desde o século XIX, ou se se quiser ser mais modesto temporalmente desde o defunto governo Guterres ( inclusive) - JPP - Visão/ 227
Está claro que o novo ideólogo do PSD, pelo que à maledicência concerne, bebeu de fontes seguras e históricas e disso faz alarde e propaganda, já que a sobremassiva dose de leitura e informação lhe é inútil no que à acção e política concreta ( haverá outra ? ) lhe poderiam ser de alguma utilidade.
Estará também aí, nessa impotência, o fracasso de M.F. Leite à frente do PSD.
Da impotência feita discurso ( mudo e inconsequente, pelos vistos ) nunca brotou nada de relevante e assim continuará a regra.
Da fixação mediática, melhor, pelos media, pela pulsão irrepremível de os domesticar, de os meter na ordem já lhe conhecíamos o trajecto e as associações
espúrias e quase conspirativas de há alguns anos a esta parte e sempre que a esquerda está no poder. Pura paranóia!
O despeito freudiano por um candidato que se repugna dos malefícios civilizacionais que algumas administrações americanas, nomeadamente a actual, tem trazido ao planeta com a arrogância típica de uma aristocracia rural, ignorante e pesporrente, faz ver em Obama um Messias ( que uma perversa conotação perjorativa inverte os valores da associação ) que fatalmente será cruxificado pela realidade da mesquinhez, da ganância, da incivilidade, da violência, do " destino induzido " e... do fim da História. Patético!
Da impotência europeia ( ela nunca existiu, é um mito alimentado ) que, estranho, seguiu os conselhos do outro " messiânico " de seu nome Soares, que, SACRILÉGIO! disse que com a Rússia não se brinca nem se ameaça, negoceia - se, emerge a " real politick " que aos poucos está a entender que o vizinho com o qual poderá criar uma formidável Europa perante o mundo globalizado, poderá vir a ser um aliado fundamental para a sua sobrevivência do que o imaturo e prenhe de testosterona bélica USA.
O boicote e neutralização dessa aliança, fatidica e natural, tem norteado quase toda a politica americana desde a queda da URSS.
É uma questão de estar atento e ver, inclusive nas aparições dos " master`s voices ".
quinta-feira, setembro 11, 2008
Um amigo meu que muito prezo contava no seu blog Africaminha.blogsppot.com as reflexões de um intelectual sobre se devia ou não " papar " uma beldade, preocupado com os caprichos da Genética na definição dos caracteres da " consequência "...
Um " sapiens " que se preocupa com essas racionalidades perante " essa " perspectiva só pode ser um intelectual, que como de costume " avalia " enquanto o " básico " funciona com todas as alegrias e prazeres que a sua condição natural lhe ensinou.
Para o caso, trata - se das reflexões de Shaw perante a oferta de Sarah Bernhardt em querer " ter um filho " do dito.
Aparentemente ter - se-á recusado porque se corria o risco de, em vez da beleza da progenitora, a Genética baralhar as coisas e num intragável macho, como o putativo progenitor, escolher a inteligência da progenitora.
Convenhamos que, no lugar de Sarah, em qualquer circunstância desta reflexão, a existir, eu desistiria da intenção, porque " NATURALMENTE " Shaw era um idiota.
A esmagadora victória alcançada pelo MPLA nas eleições remete os preconceitos e as " normas " ocidentais de cartilha única para o caixote de lixo da História.
Angola está a trilhar o caminho certo. Nenhuma democracia será viável sem que antes se " CRIEM " cidadãos; o salutar exercício de votar e escolher é um passo importante nessa caminhada que só a criação de um ESTADO com a capacidade do uso completo das suas prerrogativas legais associadas às suas obrigações de prover ao desenvolvimento económico, social, cultural do seu povo, sustenta.
China
Também aprendeu que a Democracia tem de ser " musculada ", que o diálogo tem um limite e que as regras que gerem uma nação serão naturalmente IMPOSTAS à minoria.
Também aí se descobriu que a cidadania tem de ser " criada " pelo desenvolvimento económico, social, cultural, ( os Jogos Olímpicos foram uma oportunidade não desperdiçada ) antes da " liberdade " por decreto.
CAVACO
O carácter tem de servir o motivo e o do actual PR tem sido marcado nas " susceptibilidades " evidenciadas últimamente e que lhe estão a desmascarar as circunstâncias e as cumplicidades.
Como disse por aqui em tempos, sair - se- á mal.
CRIMINALIDADE
Bem vindos à modernidade e à globalização!
FUTEBOL
Obrigado pelo excelente desafio de futebol que me proporciaram como adepto. Teve tudo, até a " injustiça !!!? " do resultado.
Eu acredito que a gente estará na África do Sul.
PEDROSO
A jogar numa equipa a pedir a maioria absoluta nas próximas eleições, aparece como um êrro de casting, após anos como " suplente " a tentar marcar a agenda do PS, sugerindo o Bloco Central.
Que tal um período de pousio até se esquecer a " mancha " que lhe interrompeu o trajecto?
Manuela F. Leite
Que fiasco! Do silêncio, perspectivado de ouro brotou o bota - abaixo da Maria - Povinha.
Pouco, muito pouco para merecer a minha reflexão.
domingo, setembro 07, 2008
NÃO A DEVERIAM SER TODAS!!!? Não deveria ser essa a obrigação dos dirigentes perante o sistema politico que abraçaram para conduzir o seu povo à prosperidade e à liberdade e à democracia?
" Os problemas das novas democracias podem parecer um assunto abstracto que seria bem deixar aos " think thanks " e às universidades. Mas a teoria colide muitas vezes com a realidade...Possuir a teoria errada significa que a prática também o seja." - Fareed Zakaria
Poucas vezes me tenho debruçado neste espaço sobre os problemas com que se debatem os países em vias de democratização. A razão disso prende - se com o meu extremo pudor em fazer juízos redutores e ignorantes na análise das realidades históricas que moldaram, moldam e irão definir as escolhas que os povos e os seus dirigentes farão no futuro das suas Pátrias.
Muito antes de conhecer Zakaria,( a quem aconselho a leitura urgente do seu livro -O futuro da liberdade - pelos incipientes, tolos e ignorantes " democratas " que por aí abundam nos jornais e no País, e que da Democracia como estádio de desenvolvimento politico e civilizacional e uma maravilhosa Utopia cuja demanda, ela - a democracia, permanentemente vigiada e melhorada, é mais um passo nesse sentido - só conhecem o nome e os frenesins libertários ) a função do Estado pré - democrático já fazia parte das minhas reflexões. Teóricas, como as são todas enquanto a prática não as fundamenta em factos. E isso está a acontecer por aí. O futuro dirá se errei.
Angola, como a China e a Rússia cometerão GRAVES êrros se derem ouvidos incondicionais aos Media ocidentais e aos seus donos e se importarem do Ocidente a cartilha invertida que lhes querem impôr - a liberdade ( !!!? ) antes do desenvolvimento económico. É que ela é um produto de cidadania e só um cidadão será livre, aqui, em Moscovo, em Pequim ou em Luanda.
Essa será a sua obrigação primeira - criar cidadãos pelo desenvolvimento económico e social e a liberdade se tornará naturalmente a sua segunda natureza. Ela não se imporá NUNCA por decreto.
O Ocidente despertou para a sua criação desde o século XVIII e ainda está a braços com este desafio. Passaram - se entretanto 3oo anos.
A liberdade sem desenvolvimento económico, social e cultural NÃO EXISTE, não passa de uma palavra VÃ.
sábado, setembro 06, 2008
...mas atentas. Tem sido só uma ligeira fase necessária de letargia. Só sentir em vez de ripostar, enfim encher o saco...
Até lá...
domingo, agosto 31, 2008
Muito se tem falado em Portugal nos últimos tempos sobre a criminalidade urbana com o exagero típico que a ignorância acresce às opiniões sobre matérias cujas causas e consequências não perdemos um minuto do nosso tempo a reflectir sobre elas e a conhecer - lhes a génese e os desenvolvimentos exponenciados, lá fora e cá dentro.
A criminalidade, violenta ou não, é SEMPRE uma consequência, em sociedades livres,dos paradigmas que orientam e definem aquelas, assim como a sua tipologia.
A China actual está a braços com uma criminalidade que desconhecia dentro do seu território e esse " upgrade " tem a ver com a nova regulamentação económica de " laissez faire " propiciadora de um exercício libertário que uma vez liberto EXIGIRÁ consequências a nível do livre arbítrio e às interpretações do real, não só o económico, mas a sua globalidade em todas as direcções.
Quanto mais LIBERTA fôr uma sociedade maior será o índice da sua oferta em bens materiais e maior a cobiça de os obter. Os meios dependerão de outras coisas. Quem tiver armas e vontade de as usar e de qualquer " legitimidade " apossada fará sempre esse uso DESSES meios.
Caberá ao Estado prover, analisando a sociedade que está a construir, antecipar as consequências da sua política e não ser apanhado desprevenido e sem reacção atempada.
E é essa componente analítica do comportamento do Governo, sem cair no dramatismo histérico e bipolar de que PORTUGAL é maníacamente fértil que deverá estar sobre sufrágio e nunca a paranóia amaricada dos MEDIA.
Surpreendente, no mínimo, a incapacidade do Porto em resolver um jogo em que tudo, após a expulsão de Katso, se encaminhava para uma humilhação próxima daquela que os lagartos protagonizaram em Madrid.
No entanto após uma análise cuidada ao desafio e à inexistência da " genialidade " desequilibradora de Quaresma quase se poderá aceitar o resultado.
Também surpreendente foi a má condição física do Benfica, mesmo reduzida a dez, relevada pela epidemia de " cãimbras " que assolou a equipa dada a propalada competência técnica dos preparadores físicos.
Enfim, não foi nada mau para o Benfica este empate.
Veremos como é que o Sporting, com o ego em baixo, devido ao autoritarismo parolo de Bento se sairá com um Braga em alta.
quarta-feira, agosto 20, 2008
A associação da cibernética com a biologia tem levado ao aperfeiçoamento físico dos atletas no que às suas capacidades de superação concerne.
A queda sucessiva de recordes em cada Olimpíada tem sido a consequência visível desse casamento cuja ligação monitorizada ao detalhe - aumenta-se aqui, diminui - se ali, reforça - se aqui, nigligencia - se ali, consoante a eficácia do que aqui e ali se pretende.
Apesar de tudo, o insuperável, o determinante está na " alma " dos atletas, naquele instante em que tudo se decide e a ( im )perfeição acontece.
A Obikwelo, Naide, entre outros atletas presentes nesta Olimpíada esse instante decisivo de conjugação do corpo - mente -ambiente falhou naquele momento, como já falhou noutros momentos.
São de entre nós TODOS os melhores atletas e foi por isso que lá estão e continuarão a ser dos melhores na sua profissão até serem, a pouco e pouco superados por outros mais rápidos e mais fortes.
E DAÍ !!!!!!?
Quantos de nós fomos pública e reiteradas vezes " medalhados " e reconhecidos pelos seus méritos como eles têm sido?
Eu não acredito que as mesquinhas desilusões sentidas tenham alguma comparação com a tristeza que sentiram.
A minha solidariedade é autêntica assim como a minha admiração pelo que têm feito.
domingo, agosto 17, 2008
Miguel Calado Lopes, juntou em " Fraquezas do sexo forte " - Expresso nº 1868 as suas fraquezas às de mais três carpidas almas num lamento patético sobre as pretensas desgraças que afligiam o homem SAPIENS perante a mulher SAPIENS.
Só um estádio galopante de apressado regresso às origens, à Biologia, faria tanger este arco de preocupações " naturais ", porque ao Sapiens superior as preocupações de há muito se afastaram desse combate de bando.
O nivelamento cultural que não biológico criado pelo HOMEM no sentido de igualdade de sexos não passa, apesar da sua necessidade sociológica, disso mesmo, um subproduto natural, um artifício de sobrevivência que a sexualidade, a cópula, já não regula no novo século.
O amor, reduzido à bioquímica deu lugar ao " curte " e ao niilismo.
O que está a acontecer hoje, previsto quase milimétricamente nas suas causas e nos seus efeitos há perto de 40 anos quando conheci a minha ainda mulher nos seus ternos 19 anos, foi exprimido numa profecia analítica que ela, como eu estamos a testemunhar, sem pânico. Estávamos em plena revolução contracultura hippie.
A Natureza não é democrática. As sociedades podem sê - lo jurídicamente mas NÃO O SÃO nem natural nem efectivamente.
O Homem, produto natural, pode racionalmente modificar ou tentar modificar tudo o que faz de si um mero primata, mas só consegue refinar os mesmos conceitos que fazem aquele mover -se, numa escala adequada ao que os distingue - a RAZÃO, o passado e o futuro projectável.
A Democracia é clartamente um instrumento de limitação - imposição ao livre curso da Natureza sobre o nosso destino, cujas leis - as da sobrevivência foram por nós domesticadas, sem contudo perdermos o que no nosso património genético ELA gerencia.
Voltando ao que tem atormentado a cabeça dos homens menos atentos, até hoje pelo menos, cujo " DESPERTAR " para a realidade contém ainda as marcas da superficialidade dos tempos e as limitações e leviandades acrescidas ao supérfluo da época.
É que o assunto é MUITO SÉRIO e o alcance da inversão biológica e sexual no domínio dos Primatas Superiores sobre o Planeta terá o mesmo efeito de uma IMPLOSÃO.
O sexo de há muito deixou de ser, enquanto necessidade, a arma que a Natureza tem usado no SAPIENS para fazer prevalecer esta espécie como tal.
O regresso aos estádios de emoções infantis e sentimentalismos imaturos que o feminismo transporta nos seus genes e nos seus projectos de vida levar - nos - á não à EXPANSÃO e EVOLUÇÃO como pressupostos de sobrevivência mas sim à procura da JUVENTUDE ETERNA e da IMORTALIDADE como o fim último do Homem e daí fatalmente ao ABSURDO.
Seráo que nos espera se a nossa visão da realidade se ficar por reflexões estivais como esta " Quem sabe se hoje para se ser homem como deve ser, um homem tenha de estar, (ipso ) e sentir-se, ( ipso ) em falta face à razão feminina "
Eu cá não me sinto perdido!
sábado, agosto 16, 2008
"Com a entrada de tropas de Moscovo em território estrangeiro assiste -se à maior violação do direito internacional do pós - guerra fria ( !!!!???? ) - Jacinto Paixão - Expresso 15 / 8 / 2008
Já se fala em levar Putin e Medvedev ao tribunal de Haia, só que a chatice é que - a lógica e justiça ( !!!??? ) dos vencedores - aquelas de que falava Nietzsche - e que nos últimos tempos têm somado patifarias e despautério deixam de ser verdadeiras quando os adversários são a Rússia ou a China.
Hoje, a liberdade tornou - se um conceito tático e estratégico por um lado e cínico, manipulável e manipulador por outro; uma virtude, sem aspas, que esvaziada do seu conteúdo moral se tornou um termo abstracto e vazio usado consoante as conveniências do portador.
Vejamos:
Eu acreditava que o ser livre transportava consigo uma responsabilidade que obrigava TODOS às consequências do seu mau - uso sob o risco de menorização e inconsequência da sua universalidade social e da sua posterior neutralização.
A liberdade teria de ser um conceito cívico e só então jurídico. O abastardamento e a inversão da sua natureza sempre levaram à criação de sociedades tuteladas, ditatoriais e à redução dos cidadãos livres a meros receptáculos de decisões de luminárias culturalmente indigentes, política e criminalmente impunes.
Com as nuances devidas esse tem sido o conceito de liberdade no Ocidente, cuja tentativa de globalização tem custado milhares e milhares de vítimas. Esse simulacro de liberdade exportado como o fim da História de um Ocidente que desistiu de reflectir sobre si próprio, funciona, quando instalado, por inércia, por crença, por cumplicidade, por cobardia, por venalidade, por obliteração, por estupidez e por conformismo.
É o que acontece quando o jurídico ( queijo suíço atulhado de alçapões) precede a norma, o social.
De conceito interiorizado, aceite, na base do bom - senso e da educação sobre o Bem e o Mal, passa a ser um instrumento político moralmente vazio, já que o cimento unificador, a Ética, tende a desaparecer das nossas ligações neuronais e pelo que a realidade nos demonstra em cada dia que passa o ritmo é exponencial.
terça-feira, agosto 12, 2008
Pairando por cima da boca misógina e contudo verdadeira reparo que há mais gente atenta aos sinais que Cavaco tem transmitido na definição do homem e das suas circunstâncias. A minúscula é propositada e tem um sentido.
A coincidência do discurso reactivo, porque posterior, define a perspectiva do inferior perante o superior e caracteriza o que, a mim pelo menos,pontua a " fragilidade " intelectual e técnica de Cavaco.
Políticamente está arrumado, no que às suas perspectivas futuras diz respeito.
O confronto com Sócrates terá consequências e elas ser - lhe - ão adversas. Para começar, o PS apoiará Manuel Alegre nas próximas eleições e com a credibilidade obtida por este junto do PCP e do Bloco, terá a eleição garantida.
Quanto às legislativas, não há volta a dar - lhe...Sócrates ganhará, seja qual for o opositor. E ganhará por mérito próprio e por demérito alheio, em competência, em dinamismo, em visão de futuro, e em capacidade pessoal no confronto com Cavaco e Manuela.
Mal irá o PSD na crença do sucesso dessa parceria...
segunda-feira, agosto 11, 2008

GLOBALIZAÇÃO
O homem ocidental, atingida a excelência no domínio da Técnica e beneficiando em termos de qualidade de vida da sua aplicação, sente -se, quando a própria técnica lhe devolve os resultados da sua acção sobre a NATUREZA e os limites da sua intervenção sobre Ela, ASSUSTADO...
Não tem sabido contrabalançar a sobrevivência que a Natureza lhe proporcionou com a manutenção sustentada desse desiquilíbrio em plano inclinado que lhe provocou.
O seu mau exemplo teve seguidores desatentos que, embora conhecedores, hoje, da reflexão cuidada que no Ocidente existe sobre os perigos da destruição da Casa -Comum sentem - se " compelidos " por uma linha de desenvolvimento que durante dois séculos pelo menos, lhes foi transmitida como a mais coerente e de maior sucesso.
Portanto, de nada valerá ao Ocidente parar, travar a pista de sentido único que AINDA HOJE IMPÕE, por vezes com recurso às armas sobre o resto do planeta, já que...
A sua credibilidade tem sido posta à prova a nível planetário, incluindo a sua ciência, a sua tecnologia e a sua Democracia.
Sendo assim, todo o espaço onde habitamos tende a ser uma zona de conflito, um espaço em que a Natureza voltará a impôr as suas leis, atingidos os limites de sobrevivência.
Aì..., após o Apocalipse, a TERRA lamberá as suas feridas e juntamente com o Homem a- tecnicus repovoará o planeta.
E começaremos um novo ciclo, até aprendermos a dar melhor uso à Razão, se entretanto não conduzirmos à morte este belo e generoso planeta por desmerecimento de O habitar.
quarta-feira, agosto 06, 2008
"Cíclicamente, um Presidente redentor ´chega ´ à América. De Roosevelt a ... Obama " - ver José Cutileiro - Expresso - O mundo dos outros 2/08/08
A análise histórica da vida dos povos quando perspectivada singularmente na figura do (s ) seu (s) lídere ( s ), reduz as democracias a uma farsa e quem a sustém e lhe dá sentido - o povo - a meros epifenómenos necessários às estatísticas eleitorais.
A ligeireza desse tratamento despreza o mais importante na condução e manutenção desses líderes - o movimento popular, transportador das esperanças que o candidato soube intuír e personalizar em credibilidade, portador de ruptura e à condução de um novo ciclo histórico.
Na maioria das vezes, o falhanço desses líderes está no falhanço desse apoio, que às primeiras desilusões INDIVIDUAIS perde de vista a floresta de esperanças que lhe alimentou o desejo de mudança e faz ruir todo o castelo ao tirar a " sua " pedra, o seu apoio.
O êxito ou inêxito do sucesso de Obama na presidência dos USA está dependente da firmeza desse apoio na primeira linha de combate contra a América que eles querem mudar: a America das Corporações, a base de tudo o que poderá ser melhorado.
Os USA precisam conhecer o resto do mundo, sair da Ignorância induzida e ver que estas batalhas com que sonha estão a ser ganhas noutras paragens, devagar é certo, mas com consistência e não são " o único povo sobre a face da Terra convencido de que o Criador lhes deu o direito à felicidade" com que sonham e que o " american way of life " está obsoleta, culturalmente decadente e ensimesmada no seu isolamento e luta pela sobrevivência.
YESS, YOU CAN!
sexta-feira, agosto 01, 2008
Só a falta de resultados desportivos de monta é que nos mantém na " toca " a par do afastamento das porcarias que têm enfeitado as glórias alheias e as demissões de outros...
Acontece que somos a referência obrigatória da qualidade efectiva, propalada ou sonhada dos outros, dos chamados grandes, dos assim - assim e dos minorcas e se esse farol ajudar os outros, com trabalho honesto, com talento e desportivismo a alcançar o estatuto que possuímos MAIOR será o nosso contributo e mais GLORIOSOS nos sentiremos.
Eusébio, Chalana, João Pinto, Simão, Rui Costa, Petit, eventualmente Katso, Luisão, a todos tratámos bem à entrada e à despedida e agradecemos o contributo que puderam dar à nossa grandeza.
É a nossa diferença e a nossa nobreza.
E viva o GLORIOSO! SEMPRE, com ou sem Champions.