quinta-feira, novembro 20, 2008
É claro que nenhum governo, democrático ou não, permititá, em minoria ou maioria, que as politicas que apresenta para a governação sejam definidas, condicionadas coercívamente, em suma dirigidas por Sindicatos, Corporações, ANFs, Ordens, etc, etc.
O ferro com que Salazar marcou a cobardia politica do País foi substituído pela insolência politica e desavergonhada demagogia e oportunismo politico.
É facil, sem previsível ou impossível cobrança politica ser demagogo até à irresponsabilidade de miséria colectiva e sobre os escombros tornar - se o portador de esperanças.
Este cinismo partidário destruiu em tempos a indústria de uma das zonas mais florescentes do País - SETÚBAL - , assim como hoje, associado à ganância do capitalismo de trazer por casa da zona do Porto, elevou - o a essa condição extraordinária de uma das zonas mais pobres do País, sempre desculpabilizado pelos sucessivos governos do País.
Deixar cair o Ministro da Saúde foi um tremendo erro politico de Sócrates. Na altura defini o alvo seguinte - o Ministro da Educação, quem quer que ele fosse. E porquê? Porque são nesses sectores onde a esquerda !!!? radical arregimenta os descontentes.
O Estado, por negligência, nunca controlou, de facto, a qualidade dos seus funcionários, na Educação, na Saúde e em todos os sectores em geral.
Nenhum Governo, desde o 25 de Abril, conseguiu uma ÚNICA reforma no sentido de melhorar a produtividade em competência dos funcionários da Administração, dado o nivelamento que a debilização do Estado permitiu entre o Poder Público e o Poder social.
Parar com este descalabro é também uma necessidade URGENTE, principalmente numa época de crise em que o ESTADO não pode fraquejar nas opções que toma em consciência, sob o risco de entregar o poder à RUA.
MANUELA F. LEITE
As " gaffes " da Palin portuguesa acumulam -se... Só que, na minha opinião, não são verdadeiras " gaffes ", mas sim lapsus linguae de quem maneja mal as palavras no jogo politico.
Isso não é própriamente um defeito grave, mas revela - lhe a alma, a verdadeira matrix ideológica que lhe sustenta as opções de vida e a sua visão do mundo; a sua natureza, em suma, que o marketing politico tem por hábito esconder.
Eu voto CONTRA e dentro do seu próprio Partido já estarão a pensar em dispensá -la para outras tarefas que não a de líder.
Brasil 6 Portugal 2
Abandonei o " estádio " ao terceiro golo do Brasil. A hecatombe que perspectivei não me iria ter como masoquista testemunha.
Portugal é actualmente a imagem do carácter do seu líder mais a imaturidade sem controlo das suas " estrelas " fabricadas pelos Media. Não é definitivamente um EQUIPA e como tal não merece estar na fantástica festa de EQUIPAS que estarão no Mundial.
Solução? Baralhar e dar de novo e pôr à frente do grupo quem tenha tomates. Não há nada a ensinar como futebolistas à rapaziada, mas há muito a fazer para os tornar Homens de carácter e jogadores de equipa.
segunda-feira, novembro 10, 2008
Excelente partida de futebol ! Arbitragem muito deficiente, sem carácter, insegura e displicente.
Incríveis as palavras do sr. Bento no final da partida. Eu cito " Arbitragem portuguesa já mete nojo. O Sporting ( qual Sporting? a educada, naturalmente, deduzo eu ) é demasiado simpático para as arbitragens. Alvalade ( traduzo, as claques ) tem de criar um ambiente muito mais difícil às outras equipas... E aos três que vêm arbitrar, se tivermos de lhes criar mau ambiente, não tem problema, porque é o que merecem e os de hoje merecem bastante... "
Críticas à arbitragem também as faz J. Ferreira como as fez em relação à actuação de B. Paixão ontem. A diferença de tom define a maneira como está para o futebol um menino rabino e um Senhor.
As incendiárias palavras de Bento, pelo incitamento à violência, psicológica ou não, consoante a inteligência das claques as entenderem, merece uma actuação da Comissão Disciplinar da Liga. E que seja severa, preventiva já das respostas que as claques irão dar ao desafio lançado por Bento.
Trancas à porta, antes da casa arrombada, JÁ !
domingo, novembro 09, 2008
Alguém me responda a esta singela pergunta - É ou não é verdade que o PS está a governar com maioria absoluta "CONTRA " todos os adversários do programa que apresentou?
Quero crer que serão MAIS DE 100 MIL os opositores do PS. E DAÍ!!!!?
Se com 100 mil votantes fosse possível governar este País e alterar politicas sempre que 100 mil saíssem à rua, qual seria o Governo capaz de governar?
Estão a tomar-nos por tolos?
Eu cá desconhecia que o Governo Sócrates tinha aberta a caça aos professores como qualquer nazi que se preze. Santa ignorância da minha parte! É espalhar a notícia minha gente, que com esses fuzilamentos um dia desses acordamo - nos todos analfabetos e desgraças das desgraças, nós, os outros 10 milhões e mais qualquer coisinha maluquinhos da cuca.
Qualquer simpatia que eu pudesse ter com qualquer classe profissional que, em pleno direito democrático de manifestar ou levar ao conhecimento dos governos os erros inerentes às medidas para o sector influenciando -o no sentido de mudanças fundamentadas, está a esgotar -se com a luta!!!!? dos professores CONTRA TODOS os M.E. desde o 25 de Abril.
NENHUMA tentativa de reforma resultou perante a arrogância inepta dessa classe ( os 100 mil manifestantes fundamentam a minha generalização ), para mim responsável por todas as degradações educativas de que Portugal padece.
Não há falta de dinheiro que justifique a incompetência das percentagens de insucesso, de abandono escolar, de desrespeito de alunos pelos seus educadores. O seu exemplo, na miserabilização do que ensinam e do que deveriam representar está a frutificar no envenenamento de TODA a Instituição da qual são, quer queiram quer não serão SEMPRE o rosto.
Os governos têm passado... e os professores são os mesmos, miméticamente os mesmos, acéfalamente os mesmos. Dá que pensar a incapacidade revelada nesses TRINTA E QUATRO anos de penúria intelectual e resistência às Reformas, quaisquer reformas.
O pânico da avaliação tem revelado o cerne da questão - SÓ A INCOMPETÊNCIA TEM MEDO DE SER AVALIADA. O resto, que são as manifestações, a falta de alternativas, o diálogo condicionante, os ataques soezes, politicamente ineptos, é fachada.
Já agora, um pouco de COERÊNCIA. Nas próximas eleições, façam o favor de NÃO VOTAR no PS. Assumam -se solidários com quem vos acompanha nos ataques ao Governo, do PCP ao PSD, passando pelo CDS e B.E., OK?
sexta-feira, novembro 07, 2008
As dificuldades que o Benfica tem demonstrado quando joga contra equipas de futebol apoiado, de linhas reduzidas entre os avançados, linha média e defesa, com passes curtos e certinhos já deveriam merecer mais atenção da equipa técnica.
Foi assim com o Penafiel, foi -o com o Sporting e aconteceu agora com o Galatasaray e será com qualquer outra equipa com o mesmo tipo de jogo enquanto não se descobrir o antídoto, que passaria, no jogo de ontem por quem fosse capaz de pensar o jogo e não se limitar em raides individuais e lançamentos sem nexo para a corrida de Suazo. É que as " cheetas " têm capacidade de explosão mas cansam-se mais rápidamente.
Para terminar, acontececeu que o ritmo da partida foi definida pelo adversário. Nós estivemos a reboque...
quarta-feira, novembro 05, 2008
Prometi deixar ao Menezes falar por mim sempre que a PALIN portuguesa abre a boca para falar do que quer que seja para além da Contabilidade Pública, ou seja matemática.
É que da economia os seus doutos praticantes já nos provaram a sua capacidade de gestão qunado se metem no mundo das finanças.
Os disparates, politicos, naturalmente, da senhora têm - nos revelado aos poucos a confusão que se faz em Portugal da sisudez e capacidade politica, do mau humor com a seriedade, da crítica com a maledicência.
Eu sei que nesta vertente o PSD está a milhas do PCP, que aos poucos se está a tornar num albergue espanhol de " descontentes ", do que quer que seja. Basta ser do contra. E como o PCP está sempre CONTRA tem nessa condição todo o programa político de que é capaz.
É que a dificuldade de interpretação do REAL, não a Acção que sobre ele podemos exercer foi sempre uma incapacidade do PCP português, até hoje.
Só há um nome a dar a isso e tenho pejo de o mencionar.
À sua volta tudo está em deliquiscência e o peso que o sufrágio PLANETÁRIO lhe colocou sobre os magros ombros só tem paralelo com a tortura de Atlas.
A injustiça de colocar sobre um mortal TODAS as esperanças do mundo é revelador do VÁCUO moral e mental com que entrámos no século XXI à procura de um Messias redentor dos pecados que a nossa displicência a par da nossa negligência espiritual a soldo da GANÂNCIA nossa e dos outros criou.
Ciclópica tarefa espera BARAK.
As pressões serão INTOLERÁVEIS, como intoleráveis serão as cobranças que nem mesmo o facto histórico que ele permitiu à geração antes dele presenciar e que marcará indelèvelmente a História, abrandará.
Que seja um Líder sensato, compassivo, dialogante, comprometido com os valores éticos que lhe permitiram chegar ao cargo que vai exercer.
ISSO faria dele o ESTADISTA que todo o mundo anseia.
E não é que resulta!...
Brincadeiras à parte, o jogo da véspera do Sporting mostrou o que vale a solidariedade em campo e o querer vencer. Isso é que faz uma EQUIPA e o futebol é um jogo de equipa que potencia e releva o jogo dos "craques ".
Veremos se esses exemplos também servirão ao Benfica amanhã.
segunda-feira, novembro 03, 2008
...em Guimarães 1 Benfica 2, onde o caráter da equipa do Benfica, a passos largos de consolidação, revelou atitude, auto - estima, solidariedade, talento e já uma certa maturidade na gestão do jogo.
Parabéns ao Quique pela boa gestão do balneário e da escolha das equipas titulares para cada jogo a par de substituições atempadas e eficazes.
Eu sei que a votória " provou" a- posteriori o que foi dito acima, só que já não é a primeira vez que isso acontece. É que não há coincidências se o acaso não tiver as ajudas necessárias .
Ninguém ganha o euro milhões se não preencher o boletim.
Nota negativa para Reys. O futebol é um jogo também ele de inteligência, cabeça fria e cálculo. Só o talento nunca chegou.
domingo, novembro 02, 2008
O remédio está mesmo aí no Porto donde saiu este excelente elixir.Em nota de rodapé só tenho a dizer que a luta de Vieira pela verdade desportiva está a resultar - a desinibição que os árbitros já sentem veio equlibrar a Liga dando - lhe imparcialidade, até ver.
Os erros e as malfeitorias acontecerão sempre. Para isso estará lá o Conselho Disciplinar. As equipas para ganhar têm de trabalhar mais do que as outras e revelar mais talento, tão -só.
sábado, novembro 01, 2008
... um pulo ao " O fim de um mundo falso " de M.S.Tavares no Expresso de hoje ?
Está lá tudo o que uma observação isenta ( apesar da Ética não nos obrigar a isso ,bem pelo contrário ) faria dos diasde ontem de hoje e do futuro que aí vem.
Só não concordo quando a páginas tantas ele diz que... " as pessoas não se alimentam de teorias filosóficas nem convicções morais, e sim de coisas mais imediatas como a produdtividade " para explicar uma das razões do falhanço do socialismo, quando o que está no cerne de todas as discussões sobre a natureza humana e do seu sucessivo falhanço espiritual é EXACTAMENTE a harmonização da matéria e do espírito através da MORAL, em cada um de nós.
Nele está a funcionar e em mim também.
Daí a empatia com o que escreve e com as suas lutas.
sexta-feira, outubro 31, 2008
" ... para chegar até aos meus próprios pensamentos,
aos meus pensamentos só meus,
eu tive muitas vezes de dar voltas ignóbeis!
Mas até que cheguei aqui
a isto que eu buscava,
e que é o principiar em mim.
Desde o ponto inicial
já tudo começou para mim
e passados séculos e séculos
EU hoje vou exactamente em mim.
Poesia - ALMADA NEGREIROS
É O QUE EU DIGO...
... MÁ - FÉ OU COMPREENSÃO LENTA.
Lembro - me, como se fosse hoje, do discurso de Churchill aos ingleses exortando - os a lutar até ao fim, com todas as consequências previsíveis à ameaça que o fascismo hitleriano representava então para a Grã - Bretanha e para o mundo livre.
A Segunda- Guerra Mundial acabou em 1945 com a derrota do nazismo.
Eu, contudo, ainda não tinha nascido mas lembro -me do efeito mobilizador desse discurso conforme a História me ensinou.
domingo, outubro 26, 2008
As críticas da direita, da esquerda - caviar e da pseudo esquerda proletária às medidas orçamentais para este ano estão eivadas de uma má - fé tão gritante que só os eleitores serão capazes de responder adequadamente ao que OUTROS defendem em seu nome.
Eu estarei aqui, de memória fresca a plantar os textos que andam a ser publicados agora por algumas almas que pensam que ser da OPOSIÇÃO é o que está a dar e não uma análise sincera, no mínimo um pouco de bom - senso na abordagem da actividade deste governo durante esses anos.
Classificar de manobras eleitorais ao que o governo está a fazer AGORA, quando o que a realidade obrigou -O a fazer então, com outras classificações pelos seus críticos, é no mínimo revoltante.
Diz - se que a Democracia é respeitar a opinião alheia. Disparates sofismáticos como esses é que estão na origem de tantos constrangimentos e bloqueios à sua evolução. A opinião é livre e todos os animais, na sua liberdade têm -na, na maneira como escolhem os frutos e as bagas que os alimentam.
Em democracia não é a opinião " tout court " que se deve respeitar, mas sim a FUNDAMENTADA, pelo real, pelos resultados traduzidos em acção eficaz, e pela credibilidade escrutinada de quem a produz. O resto é ruído e é assim que deve ser tratado por quem tenha a capacidade de distinguir a música da cacofonia.
Não se passou muito tempo sobre a bombástica e pouco reflectida conclusão de Fukuyama dando por fim ,(com a queda do muro de Berlim e a incipiente, então, globalização e o aparente triunfo do ultra -liberalismo) a História, que ainda hoje nos rende perplexos à rapidez das suas mudanças e a perenidade do seu discurso, a nós os afastados do Olimpo das decisões, orientações, conclusões e estrondosos fracassos dos sábios que governam o Mundo.
O sacrossanto MERCADO, apeado por um dos seus sacerdotes - Greenspan, que o liberalismo sem controlo, etapa brevemente varrida da História, entronizou revelou - se em todo o seu esplendor como um ídolo com pés de barro ao qual o Estado liberal numa dorida e sofrida cambalhota, engolindo todos os sapos de que é capaz e é capaz de muuuuuito, lançou mão de receitas do Estado - Providência para salvar o seu Mundo em nome , vejam só da harmonia social.
Falência do socialismo!!!? Qual socialismo!!!?
sexta-feira, outubro 17, 2008
Até o título deste post parece estranho, inusitado, equívoco, pela originalidade que ele contém.
Houve uma característica essencial em falta neste grupo da selecção que enfrentou a Albânia - CARÁCTER e com isso digo quase tudo.
As análises pontuais e gerais sobre o falhanço já foram todas feitas nos seus aspectos técnico - táticos e quase todas elas acertaram na má constituição da equipa de início e no péssimo re - arranjo quando o adversário ficou reduzido a dez elementos.
Para mim, o que ficou também evidente foi a imaturidade à solta a que só o PEPE e o Bruno Alves escaparam; egos à solta que a inconsistência e o mau - uso da condição de capitão pelo C. Ronaldo ajudaram arelevar no mau funcionamento COMO equipa.
Claro que o culpado de TUDO, até pela sua condição de lider traquejado pela experiência de contacto com " craques " e pretendentes a " craques ", é Carlos Queirós.
Será que não aprendeu NADA com a experiência!!!?
domingo, outubro 12, 2008
Recapitulemos...
Os sistemas politicos, das ditaduras ao despotismo iluminado, resultam SEMPRE de uma dinâmica que a própria história dos povos vai tecendo e construindo na sua evolução social. A partir do momento em que o nomadismo deu lugar à sedentarização dos povos, a necessidade de se criar regras de funcionamento aceites pelos seus reivindicadores - o povo -tornou -se necessária...
A definição formal, a implementação e o aperfeiçoamento das mesmas foi sempre território dos politicos que em primeira e definitiva análise traduziriam o sentir da maioria. A História mostra - nos que nem sempre isso aconteceu, umas vezes pela corrupção da elite dirigente, outras pela estupidificação da cultura popular, outras pela fraqueza do Estado perante a plutocracia, e no limite, pelo fundamentalismo religioso portador de mensagens sobre um paraíso extraterrestre, demissionária pois do que se passa cá em baixo.
Uma sociedade que permite a um dos seus instrumentos de evolução o funcionamento em roda livre, expõe, como tem sido evidente nestes dias, o risco da demissão da sua essência - O Estado é o PODER de actuar; não tem atenuantes, foi " criado " para isso com o conhecimento EXACTO da sua soberania em nosso nome e o seu alcance terá de ser universal. Nenhuma actividade em sociedade tem liberdade para fugir ou esconder - se ao escrutinio do Estado, ou seja, ao nosso escrutínio. E se ele é produto nosso - a MAIORIA - , deve reflectir os pontos de vista da maioria.
ESTAS SAO AS REGRAS e terão de o ser para as minorias como eu, como o meu vizinho, como a minha mulher, como os meus filhos e como os meus amigos e amigas.
O preconceito ideológico no Ocidente sobre o Estado que marcou todo o século passado, muito por culpa da URSS e dos USA, debilitou a noção do conceito de Estado e empobreceu o mundo de ESTADISTAS e marcou uma época de tibieza propícia ao aparecimento de actividades predatórias numa sociedade sem ÉTICA em que o calvinismo anglo - saxónico - a minha felicidade unipessoal está acima de tudo e é uma obrigação minha, não importa como - tem feito escola e desgraça das desgraças está a GLOBALIZAR -SE.
É por essas e outras que dou vivas ao menino de ouro do PS que se está a revelar -se como o menino de ouro do PAÍS, fazendo uso de uma capacidade que deveria ser universal - O BOM- SENSO.
E quando o bom - senso está sujeito ao escrutínio de outros paradigmas, sejam eles fracturantes, imbecilizantes, " modernistas " ou ancilosantes, eu, por modéstia e limitação escolho sempre a sua vulgaridade no seguimento do que nos trouxe ao século XXI e se O deixarem, ao fim dos tempos, porque esta é a resposta ao sentido da Vida, da existência - a procura da Felicidade, da Utopia, da Imortalidade, porque essa foi a grande armadilha que a VIDA nos pregou.
domingo, outubro 05, 2008

A existir será a da Ética. E depois!!!? Há muito muito tempo que Ela deixou de estar nas nossas preocupações, como empecilho que é, no nosso comportamento, nas nossas reflexões e ... principalmente nas nossas acções. Portanto... Qual crise? A moral, naturalmente, já que a falta daquela começou com a morte desta.
" Não consigo ver nada, mas ouço alguma coisa. Em todos os cantos ouve - se um murmúrio e um sussurro cauteloso, dissimulado e suave. Parece -me que estão a ser ditas mentiras; uma doçura açucarada cola - se a todos os sons. A fraqueza vai ser transformada em mérito através das mentiras, não há dúvida - é exactamente como disse. " - NIETZSCHE
sexta-feira, outubro 03, 2008
Gostei de ver o Benfica. Finalmente estamos a construir uma equipa com qualidade, raça e carácter.
Torna- se claro que assim os resultados a nosso favor serão um hábito que só a competência de outras equipas mais trabalhadoras e com melhor qualidade travarão.
Pelo menos na Liga portuguesa não vejo melhor, por enquanto.
quinta-feira, outubro 02, 2008
Será isto o fim da História antevisto por Fukuyama, se bem que numa perspectiva soberanamente acintosa no que às ideologias concernia, face ao poder triunfante do liberalismo ?
Falou cedo porque o impasse a que chegou o obsceno regabofe do sistema financeiro ocidental acordou Marx do seu sono profundo a rebolar de gozo.
A liquidez financeira, produto de uma acumulação imoral de lucros sacados ao trabalho alheio com o rápido empobrecimento dos trabalhadores e da classe média, tem alimentado uma BOLSA mundial cuja ligação à economia real é no mínimo aberrante.
Como alguém já perguntou, como é possível a subida em Bolsa sempre que se fala em despedimentos?
A coisa mais extraordinária e a mais triste de tudo o que tem acontecido foi a COMPLETA AUSÊNCIA de uma analise IDEOLÓGICA ao descalabro financeiro que, suprema ironia, levou ao despudor do uso do "satânico" exercicio de NACIONALIZACÕES para salvar o sistema.
Será que a capacidade crítica e a independência intelectual se globalizaram de tal modo que para além de se terem abaixado ao nível do bisonho se pasmaram na enxurrada da massificação assassina da diferença posta em marcha!!!?
sexta-feira, setembro 26, 2008
O portista - mor e grande amante do futebol, que como todos os amantes conseguem com o passar dos anos a conhecer o " objecto " amado como nenhum outro, de seu nome M.S.Tavares, SOUBE sempre que a saída da Quaresma e Assunção reduziria o Porto à normalidade da Liga.
Um treinador atento teria de saber colmatar essas duas saídas e " normalizar " as rotinas da equipa. Aparentemente o " suave " alivio com que viu a saída do Quaresma, que como aqui disse em tempos não era moldável, como a alcunha de mustang dada pelos adeptos que nessas coisas são connaisseurs, não se seguiu nenhuma medida a contento.
As queixas de arbitragens e a análises casuísticas apresentadas são a prova do mau momento do campeão nacional, do desejo de mudança de ares de Lucho e Lisandro e da mediania do restante plantel, mais nada.
Vem aí o derby. Quero ver uma grande partida de futebol. Só isso e se o Benfica ganhar com merecimento ficarei feliz.
quarta-feira, setembro 24, 2008
Nesta polémica marcada pelos pruridos hetero da associação da sua condição de casados,que em princípio e socialmente os mantém libertos do " anátema " que se abate sobre os homos e já que os argumentos dum e doutro lado estão eivados de má -fé e de palermices tais como considerar essa possível união civil como um passo civilizacional por um lado e negá - lo por imperativos biológicos e semânticos por outro, meto a colher, salvo seja, para opinar sobre isso.
Como homem livre que sou, em toda a extensão que esta condição me é permitida pela minha biologia e a consequência é a MINHA responsabilização total dos meus actos, não posso alimentar nenhum juízo a - priori sobre a exacta motivação que a liberdade dos gays transporta nessa reivindicação; portanto não aceito nenhuma discriminação baseado nas opções sexuais, DESDE QUE, essas opções não colidam com os meus direitos e com os direitos de outros, nomeadamente crianças.
Como aparentemente não parece ser esse o caso, e para acabar com a polémica, que tal dar o nome de CASALAMENTO a esse tipo de união civil e sossegava -se os hetero, como eu?
P. S. - A minha solidariedade pela liberdade e felicidade de cada um esgotar- se - á e se tornará militantemente feroz ante a possibilidade dos gays adoptarem crianças. Eu fundamento a aparente " hipocrisia ": na educação dos filhos, qualquer pai ou mãe transmite aos filhos as idiossincracias que lhe moldam o carácter, o herdado e o adquirido. A militância agressiva dos gays pela normalidade de uma opção de vida, no mínimo fracturante, numa sociedade que que os tolera quando não os marginaliza não é, de todo, uma boa base de educação a uma criança. Aliás, eles sentiram - no maioritáriamente, em casa, na escola e na vida adulta. Nenhum pai hetero desejaria esse futuro aos filhos. Uma vida se possível sem DÔR ou com o mínimo possível é o que desejamos aos filhos, adoptados ou não.
sexta-feira, setembro 19, 2008
A arbitragem foi tão caseira que mesmo as fragilidades evidenciadas pelo Benfica num meio campo completamente à nora com o 3 - 5 - 2 do Nápoles, passaram um bocadinho ao lado do desafio que acabámos com 10 e meio quando devíamos estar a jogar contra nove.
Eu tenho por mim, não completamente leigo na matéria, que contra três centrais joga - se com dois pontas de lança e com passes por cima dos 5 homens da linha média, NÃO no meio campo sobrepovoado e com dois trincos e NÃO com um.
Espero que no jogo da segunda mão, uma vez aprendida a lição que a entrada de Nuno Gomes e Katso ajudaram a VER, as coisas funcionem melhor.
E.... por amor de Deus, para reverentes embasbacados com as " estrelas " ( que Nápoles nem tem ) , já chegou a triste figura do Sporting em Barcelona.
É que a humildade é SEMPRE um defeito da carácter e está na proporção exacta das debilidades funcionais e outras, do indivíduo e das equipas.
É que nós somos muito orgulhosos do Benfica e de jogadores que se sintam dos melhores na sua profissão é o que precisamos.
domingo, setembro 14, 2008
" Não adianta argumentar que sobre os problemas do País se pode sempre dizer o mesmo desde o século XIX, ou se se quiser ser mais modesto temporalmente desde o defunto governo Guterres ( inclusive) - JPP - Visão/ 227
Está claro que o novo ideólogo do PSD, pelo que à maledicência concerne, bebeu de fontes seguras e históricas e disso faz alarde e propaganda, já que a sobremassiva dose de leitura e informação lhe é inútil no que à acção e política concreta ( haverá outra ? ) lhe poderiam ser de alguma utilidade.
Estará também aí, nessa impotência, o fracasso de M.F. Leite à frente do PSD.
Da impotência feita discurso ( mudo e inconsequente, pelos vistos ) nunca brotou nada de relevante e assim continuará a regra.
Da fixação mediática, melhor, pelos media, pela pulsão irrepremível de os domesticar, de os meter na ordem já lhe conhecíamos o trajecto e as associações
espúrias e quase conspirativas de há alguns anos a esta parte e sempre que a esquerda está no poder. Pura paranóia!
O despeito freudiano por um candidato que se repugna dos malefícios civilizacionais que algumas administrações americanas, nomeadamente a actual, tem trazido ao planeta com a arrogância típica de uma aristocracia rural, ignorante e pesporrente, faz ver em Obama um Messias ( que uma perversa conotação perjorativa inverte os valores da associação ) que fatalmente será cruxificado pela realidade da mesquinhez, da ganância, da incivilidade, da violência, do " destino induzido " e... do fim da História. Patético!
Da impotência europeia ( ela nunca existiu, é um mito alimentado ) que, estranho, seguiu os conselhos do outro " messiânico " de seu nome Soares, que, SACRILÉGIO! disse que com a Rússia não se brinca nem se ameaça, negoceia - se, emerge a " real politick " que aos poucos está a entender que o vizinho com o qual poderá criar uma formidável Europa perante o mundo globalizado, poderá vir a ser um aliado fundamental para a sua sobrevivência do que o imaturo e prenhe de testosterona bélica USA.
O boicote e neutralização dessa aliança, fatidica e natural, tem norteado quase toda a politica americana desde a queda da URSS.
É uma questão de estar atento e ver, inclusive nas aparições dos " master`s voices ".
quinta-feira, setembro 11, 2008
Um amigo meu que muito prezo contava no seu blog Africaminha.blogsppot.com as reflexões de um intelectual sobre se devia ou não " papar " uma beldade, preocupado com os caprichos da Genética na definição dos caracteres da " consequência "...
Um " sapiens " que se preocupa com essas racionalidades perante " essa " perspectiva só pode ser um intelectual, que como de costume " avalia " enquanto o " básico " funciona com todas as alegrias e prazeres que a sua condição natural lhe ensinou.
Para o caso, trata - se das reflexões de Shaw perante a oferta de Sarah Bernhardt em querer " ter um filho " do dito.
Aparentemente ter - se-á recusado porque se corria o risco de, em vez da beleza da progenitora, a Genética baralhar as coisas e num intragável macho, como o putativo progenitor, escolher a inteligência da progenitora.
Convenhamos que, no lugar de Sarah, em qualquer circunstância desta reflexão, a existir, eu desistiria da intenção, porque " NATURALMENTE " Shaw era um idiota.
A esmagadora victória alcançada pelo MPLA nas eleições remete os preconceitos e as " normas " ocidentais de cartilha única para o caixote de lixo da História.
Angola está a trilhar o caminho certo. Nenhuma democracia será viável sem que antes se " CRIEM " cidadãos; o salutar exercício de votar e escolher é um passo importante nessa caminhada que só a criação de um ESTADO com a capacidade do uso completo das suas prerrogativas legais associadas às suas obrigações de prover ao desenvolvimento económico, social, cultural do seu povo, sustenta.
China
Também aprendeu que a Democracia tem de ser " musculada ", que o diálogo tem um limite e que as regras que gerem uma nação serão naturalmente IMPOSTAS à minoria.
Também aí se descobriu que a cidadania tem de ser " criada " pelo desenvolvimento económico, social, cultural, ( os Jogos Olímpicos foram uma oportunidade não desperdiçada ) antes da " liberdade " por decreto.
CAVACO
O carácter tem de servir o motivo e o do actual PR tem sido marcado nas " susceptibilidades " evidenciadas últimamente e que lhe estão a desmascarar as circunstâncias e as cumplicidades.
Como disse por aqui em tempos, sair - se- á mal.
CRIMINALIDADE
Bem vindos à modernidade e à globalização!
FUTEBOL
Obrigado pelo excelente desafio de futebol que me proporciaram como adepto. Teve tudo, até a " injustiça !!!? " do resultado.
Eu acredito que a gente estará na África do Sul.
PEDROSO
A jogar numa equipa a pedir a maioria absoluta nas próximas eleições, aparece como um êrro de casting, após anos como " suplente " a tentar marcar a agenda do PS, sugerindo o Bloco Central.
Que tal um período de pousio até se esquecer a " mancha " que lhe interrompeu o trajecto?
Manuela F. Leite
Que fiasco! Do silêncio, perspectivado de ouro brotou o bota - abaixo da Maria - Povinha.
Pouco, muito pouco para merecer a minha reflexão.
domingo, setembro 07, 2008
NÃO A DEVERIAM SER TODAS!!!? Não deveria ser essa a obrigação dos dirigentes perante o sistema politico que abraçaram para conduzir o seu povo à prosperidade e à liberdade e à democracia?
" Os problemas das novas democracias podem parecer um assunto abstracto que seria bem deixar aos " think thanks " e às universidades. Mas a teoria colide muitas vezes com a realidade...Possuir a teoria errada significa que a prática também o seja." - Fareed Zakaria
Poucas vezes me tenho debruçado neste espaço sobre os problemas com que se debatem os países em vias de democratização. A razão disso prende - se com o meu extremo pudor em fazer juízos redutores e ignorantes na análise das realidades históricas que moldaram, moldam e irão definir as escolhas que os povos e os seus dirigentes farão no futuro das suas Pátrias.
Muito antes de conhecer Zakaria,( a quem aconselho a leitura urgente do seu livro -O futuro da liberdade - pelos incipientes, tolos e ignorantes " democratas " que por aí abundam nos jornais e no País, e que da Democracia como estádio de desenvolvimento politico e civilizacional e uma maravilhosa Utopia cuja demanda, ela - a democracia, permanentemente vigiada e melhorada, é mais um passo nesse sentido - só conhecem o nome e os frenesins libertários ) a função do Estado pré - democrático já fazia parte das minhas reflexões. Teóricas, como as são todas enquanto a prática não as fundamenta em factos. E isso está a acontecer por aí. O futuro dirá se errei.
Angola, como a China e a Rússia cometerão GRAVES êrros se derem ouvidos incondicionais aos Media ocidentais e aos seus donos e se importarem do Ocidente a cartilha invertida que lhes querem impôr - a liberdade ( !!!? ) antes do desenvolvimento económico. É que ela é um produto de cidadania e só um cidadão será livre, aqui, em Moscovo, em Pequim ou em Luanda.
Essa será a sua obrigação primeira - criar cidadãos pelo desenvolvimento económico e social e a liberdade se tornará naturalmente a sua segunda natureza. Ela não se imporá NUNCA por decreto.
O Ocidente despertou para a sua criação desde o século XVIII e ainda está a braços com este desafio. Passaram - se entretanto 3oo anos.
A liberdade sem desenvolvimento económico, social e cultural NÃO EXISTE, não passa de uma palavra VÃ.
sábado, setembro 06, 2008
domingo, agosto 31, 2008
Muito se tem falado em Portugal nos últimos tempos sobre a criminalidade urbana com o exagero típico que a ignorância acresce às opiniões sobre matérias cujas causas e consequências não perdemos um minuto do nosso tempo a reflectir sobre elas e a conhecer - lhes a génese e os desenvolvimentos exponenciados, lá fora e cá dentro.
A criminalidade, violenta ou não, é SEMPRE uma consequência, em sociedades livres,dos paradigmas que orientam e definem aquelas, assim como a sua tipologia.
A China actual está a braços com uma criminalidade que desconhecia dentro do seu território e esse " upgrade " tem a ver com a nova regulamentação económica de " laissez faire " propiciadora de um exercício libertário que uma vez liberto EXIGIRÁ consequências a nível do livre arbítrio e às interpretações do real, não só o económico, mas a sua globalidade em todas as direcções.
Quanto mais LIBERTA fôr uma sociedade maior será o índice da sua oferta em bens materiais e maior a cobiça de os obter. Os meios dependerão de outras coisas. Quem tiver armas e vontade de as usar e de qualquer " legitimidade " apossada fará sempre esse uso DESSES meios.
Caberá ao Estado prover, analisando a sociedade que está a construir, antecipar as consequências da sua política e não ser apanhado desprevenido e sem reacção atempada.
E é essa componente analítica do comportamento do Governo, sem cair no dramatismo histérico e bipolar de que PORTUGAL é maníacamente fértil que deverá estar sobre sufrágio e nunca a paranóia amaricada dos MEDIA.
Surpreendente, no mínimo, a incapacidade do Porto em resolver um jogo em que tudo, após a expulsão de Katso, se encaminhava para uma humilhação próxima daquela que os lagartos protagonizaram em Madrid.
No entanto após uma análise cuidada ao desafio e à inexistência da " genialidade " desequilibradora de Quaresma quase se poderá aceitar o resultado.
Também surpreendente foi a má condição física do Benfica, mesmo reduzida a dez, relevada pela epidemia de " cãimbras " que assolou a equipa dada a propalada competência técnica dos preparadores físicos.
Enfim, não foi nada mau para o Benfica este empate.
Veremos como é que o Sporting, com o ego em baixo, devido ao autoritarismo parolo de Bento se sairá com um Braga em alta.
quarta-feira, agosto 20, 2008
A associação da cibernética com a biologia tem levado ao aperfeiçoamento físico dos atletas no que às suas capacidades de superação concerne.
A queda sucessiva de recordes em cada Olimpíada tem sido a consequência visível desse casamento cuja ligação monitorizada ao detalhe - aumenta-se aqui, diminui - se ali, reforça - se aqui, nigligencia - se ali, consoante a eficácia do que aqui e ali se pretende.
Apesar de tudo, o insuperável, o determinante está na " alma " dos atletas, naquele instante em que tudo se decide e a ( im )perfeição acontece.
A Obikwelo, Naide, entre outros atletas presentes nesta Olimpíada esse instante decisivo de conjugação do corpo - mente -ambiente falhou naquele momento, como já falhou noutros momentos.
São de entre nós TODOS os melhores atletas e foi por isso que lá estão e continuarão a ser dos melhores na sua profissão até serem, a pouco e pouco superados por outros mais rápidos e mais fortes.
E DAÍ !!!!!!?
Quantos de nós fomos pública e reiteradas vezes " medalhados " e reconhecidos pelos seus méritos como eles têm sido?
Eu não acredito que as mesquinhas desilusões sentidas tenham alguma comparação com a tristeza que sentiram.
A minha solidariedade é autêntica assim como a minha admiração pelo que têm feito.
domingo, agosto 17, 2008
Miguel Calado Lopes, juntou em " Fraquezas do sexo forte " - Expresso nº 1868 as suas fraquezas às de mais três carpidas almas num lamento patético sobre as pretensas desgraças que afligiam o homem SAPIENS perante a mulher SAPIENS.
Só um estádio galopante de apressado regresso às origens, à Biologia, faria tanger este arco de preocupações " naturais ", porque ao Sapiens superior as preocupações de há muito se afastaram desse combate de bando.
O nivelamento cultural que não biológico criado pelo HOMEM no sentido de igualdade de sexos não passa, apesar da sua necessidade sociológica, disso mesmo, um subproduto natural, um artifício de sobrevivência que a sexualidade, a cópula, já não regula no novo século.
O amor, reduzido à bioquímica deu lugar ao " curte " e ao niilismo.
O que está a acontecer hoje, previsto quase milimétricamente nas suas causas e nos seus efeitos há perto de 40 anos quando conheci a minha ainda mulher nos seus ternos 19 anos, foi exprimido numa profecia analítica que ela, como eu estamos a testemunhar, sem pânico. Estávamos em plena revolução contracultura hippie.
A Natureza não é democrática. As sociedades podem sê - lo jurídicamente mas NÃO O SÃO nem natural nem efectivamente.
O Homem, produto natural, pode racionalmente modificar ou tentar modificar tudo o que faz de si um mero primata, mas só consegue refinar os mesmos conceitos que fazem aquele mover -se, numa escala adequada ao que os distingue - a RAZÃO, o passado e o futuro projectável.
A Democracia é clartamente um instrumento de limitação - imposição ao livre curso da Natureza sobre o nosso destino, cujas leis - as da sobrevivência foram por nós domesticadas, sem contudo perdermos o que no nosso património genético ELA gerencia.
Voltando ao que tem atormentado a cabeça dos homens menos atentos, até hoje pelo menos, cujo " DESPERTAR " para a realidade contém ainda as marcas da superficialidade dos tempos e as limitações e leviandades acrescidas ao supérfluo da época.
É que o assunto é MUITO SÉRIO e o alcance da inversão biológica e sexual no domínio dos Primatas Superiores sobre o Planeta terá o mesmo efeito de uma IMPLOSÃO.
O sexo de há muito deixou de ser, enquanto necessidade, a arma que a Natureza tem usado no SAPIENS para fazer prevalecer esta espécie como tal.
O regresso aos estádios de emoções infantis e sentimentalismos imaturos que o feminismo transporta nos seus genes e nos seus projectos de vida levar - nos - á não à EXPANSÃO e EVOLUÇÃO como pressupostos de sobrevivência mas sim à procura da JUVENTUDE ETERNA e da IMORTALIDADE como o fim último do Homem e daí fatalmente ao ABSURDO.
Seráo que nos espera se a nossa visão da realidade se ficar por reflexões estivais como esta " Quem sabe se hoje para se ser homem como deve ser, um homem tenha de estar, (ipso ) e sentir-se, ( ipso ) em falta face à razão feminina "
Eu cá não me sinto perdido!
sábado, agosto 16, 2008
"Com a entrada de tropas de Moscovo em território estrangeiro assiste -se à maior violação do direito internacional do pós - guerra fria ( !!!!???? ) - Jacinto Paixão - Expresso 15 / 8 / 2008
Já se fala em levar Putin e Medvedev ao tribunal de Haia, só que a chatice é que - a lógica e justiça ( !!!??? ) dos vencedores - aquelas de que falava Nietzsche - e que nos últimos tempos têm somado patifarias e despautério deixam de ser verdadeiras quando os adversários são a Rússia ou a China.
Hoje, a liberdade tornou - se um conceito tático e estratégico por um lado e cínico, manipulável e manipulador por outro; uma virtude, sem aspas, que esvaziada do seu conteúdo moral se tornou um termo abstracto e vazio usado consoante as conveniências do portador.
Vejamos:
Eu acreditava que o ser livre transportava consigo uma responsabilidade que obrigava TODOS às consequências do seu mau - uso sob o risco de menorização e inconsequência da sua universalidade social e da sua posterior neutralização.
A liberdade teria de ser um conceito cívico e só então jurídico. O abastardamento e a inversão da sua natureza sempre levaram à criação de sociedades tuteladas, ditatoriais e à redução dos cidadãos livres a meros receptáculos de decisões de luminárias culturalmente indigentes, política e criminalmente impunes.
Com as nuances devidas esse tem sido o conceito de liberdade no Ocidente, cuja tentativa de globalização tem custado milhares e milhares de vítimas. Esse simulacro de liberdade exportado como o fim da História de um Ocidente que desistiu de reflectir sobre si próprio, funciona, quando instalado, por inércia, por crença, por cumplicidade, por cobardia, por venalidade, por obliteração, por estupidez e por conformismo.
É o que acontece quando o jurídico ( queijo suíço atulhado de alçapões) precede a norma, o social.
De conceito interiorizado, aceite, na base do bom - senso e da educação sobre o Bem e o Mal, passa a ser um instrumento político moralmente vazio, já que o cimento unificador, a Ética, tende a desaparecer das nossas ligações neuronais e pelo que a realidade nos demonstra em cada dia que passa o ritmo é exponencial.
terça-feira, agosto 12, 2008
Pairando por cima da boca misógina e contudo verdadeira reparo que há mais gente atenta aos sinais que Cavaco tem transmitido na definição do homem e das suas circunstâncias. A minúscula é propositada e tem um sentido.
A coincidência do discurso reactivo, porque posterior, define a perspectiva do inferior perante o superior e caracteriza o que, a mim pelo menos,pontua a " fragilidade " intelectual e técnica de Cavaco.
Políticamente está arrumado, no que às suas perspectivas futuras diz respeito.
O confronto com Sócrates terá consequências e elas ser - lhe - ão adversas. Para começar, o PS apoiará Manuel Alegre nas próximas eleições e com a credibilidade obtida por este junto do PCP e do Bloco, terá a eleição garantida.
Quanto às legislativas, não há volta a dar - lhe...Sócrates ganhará, seja qual for o opositor. E ganhará por mérito próprio e por demérito alheio, em competência, em dinamismo, em visão de futuro, e em capacidade pessoal no confronto com Cavaco e Manuela.
Mal irá o PSD na crença do sucesso dessa parceria...
segunda-feira, agosto 11, 2008

GLOBALIZAÇÃO
O homem ocidental, atingida a excelência no domínio da Técnica e beneficiando em termos de qualidade de vida da sua aplicação, sente -se, quando a própria técnica lhe devolve os resultados da sua acção sobre a NATUREZA e os limites da sua intervenção sobre Ela, ASSUSTADO...
Não tem sabido contrabalançar a sobrevivência que a Natureza lhe proporcionou com a manutenção sustentada desse desiquilíbrio em plano inclinado que lhe provocou.
O seu mau exemplo teve seguidores desatentos que, embora conhecedores, hoje, da reflexão cuidada que no Ocidente existe sobre os perigos da destruição da Casa -Comum sentem - se " compelidos " por uma linha de desenvolvimento que durante dois séculos pelo menos, lhes foi transmitida como a mais coerente e de maior sucesso.
Portanto, de nada valerá ao Ocidente parar, travar a pista de sentido único que AINDA HOJE IMPÕE, por vezes com recurso às armas sobre o resto do planeta, já que...
A sua credibilidade tem sido posta à prova a nível planetário, incluindo a sua ciência, a sua tecnologia e a sua Democracia.
Sendo assim, todo o espaço onde habitamos tende a ser uma zona de conflito, um espaço em que a Natureza voltará a impôr as suas leis, atingidos os limites de sobrevivência.
Aì..., após o Apocalipse, a TERRA lamberá as suas feridas e juntamente com o Homem a- tecnicus repovoará o planeta.
E começaremos um novo ciclo, até aprendermos a dar melhor uso à Razão, se entretanto não conduzirmos à morte este belo e generoso planeta por desmerecimento de O habitar.
quarta-feira, agosto 06, 2008
"Cíclicamente, um Presidente redentor ´chega ´ à América. De Roosevelt a ... Obama " - ver José Cutileiro - Expresso - O mundo dos outros 2/08/08
A análise histórica da vida dos povos quando perspectivada singularmente na figura do (s ) seu (s) lídere ( s ), reduz as democracias a uma farsa e quem a sustém e lhe dá sentido - o povo - a meros epifenómenos necessários às estatísticas eleitorais.
A ligeireza desse tratamento despreza o mais importante na condução e manutenção desses líderes - o movimento popular, transportador das esperanças que o candidato soube intuír e personalizar em credibilidade, portador de ruptura e à condução de um novo ciclo histórico.
Na maioria das vezes, o falhanço desses líderes está no falhanço desse apoio, que às primeiras desilusões INDIVIDUAIS perde de vista a floresta de esperanças que lhe alimentou o desejo de mudança e faz ruir todo o castelo ao tirar a " sua " pedra, o seu apoio.
O êxito ou inêxito do sucesso de Obama na presidência dos USA está dependente da firmeza desse apoio na primeira linha de combate contra a América que eles querem mudar: a America das Corporações, a base de tudo o que poderá ser melhorado.
Os USA precisam conhecer o resto do mundo, sair da Ignorância induzida e ver que estas batalhas com que sonha estão a ser ganhas noutras paragens, devagar é certo, mas com consistência e não são " o único povo sobre a face da Terra convencido de que o Criador lhes deu o direito à felicidade" com que sonham e que o " american way of life " está obsoleta, culturalmente decadente e ensimesmada no seu isolamento e luta pela sobrevivência.
YESS, YOU CAN!
sexta-feira, agosto 01, 2008
Só a falta de resultados desportivos de monta é que nos mantém na " toca " a par do afastamento das porcarias que têm enfeitado as glórias alheias e as demissões de outros...
Acontece que somos a referência obrigatória da qualidade efectiva, propalada ou sonhada dos outros, dos chamados grandes, dos assim - assim e dos minorcas e se esse farol ajudar os outros, com trabalho honesto, com talento e desportivismo a alcançar o estatuto que possuímos MAIOR será o nosso contributo e mais GLORIOSOS nos sentiremos.
Eusébio, Chalana, João Pinto, Simão, Rui Costa, Petit, eventualmente Katso, Luisão, a todos tratámos bem à entrada e à despedida e agradecemos o contributo que puderam dar à nossa grandeza.
É a nossa diferença e a nossa nobreza.
E viva o GLORIOSO! SEMPRE, com ou sem Champions.
Nós somos a nossa história e o percurso que nos moldou e molda o carácter, as convicções, os valores e as cumplicidades cola - se - nos, por vezes, em momentos pueris, em cargas reactivas tão desproporcionadas que denunciam a matriz que nos enformou e as directrizes que projectamos.
Aparentemente, digo aparentemente porque não acredito em acasos, a comunicação " institucional " do PR ao país traz água no bico...
Para lá das razões e legitimidades que lhe assistem ao cargo na interpretação das leis a promulgar e sobre as quais terá sempre opinião, contrária ou não, sabe que a constitucionalidade das mesmas é aferida,em caso de dúvida,pelo Tribunal Constitucional e a sua promulgação é obrigatória uma vez " libertas " por esse mesmo tribunal.
Bastas vezes essa " conflitualidade " eventual foi dirimida sem dramas e sem "solenes " avisos à navegação.
O que terá levado o PR a trazer à praça pública a " ameaça " dos Estatutos dos Açores quando sofreu ainda há pouco tempo um enxovalho contumaz do líder da Madeira, recorrentemente apontada como deficitária em termos democráticos, e não abriu o bico?
Fico por aqui porque não vou querer cometer uma injustiça na análise das intenções sobre as quais, por agora, intuo o alcance.
Manter - me- ei atento aos desenvolvimentos...
segunda-feira, julho 28, 2008
Porque não gostam de nós!!!?
A nação cigana, assim como a judaica, a árabe ou a africana na diáspora têm, instintivamente, do conhecimento derivado da prática do seu relacionamento com os autóctones, a noção do paternalismo que a sua condição de imigrante cria na maioria habitante, pela " medição " dos afectos e empatia que produzem pela sua aproximação ( integração ) ou afastamento ( reserva ) dessa maioria.
Em algumas situações, são essa minoria a alimentar esse distanciamento devido à manutenção expressa da sua identidade cultural, protegendo-a das contaminações indesejáveis de costumes liberais que entram em choque com as suas tradições.
A haver respeito mútuo sem a imposição abusiva dos costumes do país hospedeiro, essa dissonância sentida subliminar e efectivamente pelos imigrantes gregários ou nómadas, esse racismo, social principalmente, que atinge tudo e todos na manutenção de identidades, nunca aconteceria.
Confinados a um espaço onde a prática de actividades universais despidos de conotações culturais e identitários que propiciariam o convívio respeitoso e o conhecimento mútuo, a tendência será sempre o isolamento e territorialidade a par do reforço da diferença a um ponto tal que a tensão provocada cria espaços para a marginalidade cobiçosa dos bens que a urbe distante oferece e hostil às outras minorias ocupantes do mesmo espaço e quiçá portadoras do mesmo objectivo.
Essa marginalidade sem identidade ( e é assim que ela deve ser tratada ) só poderá ter uma resposta -a policial. A sociedade deverá, em democracia, ter a mesma resposta para os fora da lei.
A inversão paternalista para a criação de " complexos de culpa " em relação ao desvio social de respeito devido a todo e qualquer cidadão, é simplesmente patético e perigoso, até porque esses marginais SÃO UMA MINORIA AMEAÇADORA dentro dessas minorias e dentro da maioria que somos todos.
É claro que existe uma responsabilidade do ESTADO para todos os que do seu apoio real necessitem, porque da compaixão burguesa, cínica, mal cheirosa e grosseira até os sem abrigos fogem, na manutenção do único bem não contaminado que possuem - a sua liberdade.
sábado, julho 26, 2008
No dia em que, arrastado pela força dos factos o Expresso titula - PORTUGAL GANHA " jackpot ", referindo-se à carteira de investimentos ganhos pelo Governo e a atribuição do maior ( tiques provincianos ) prémio de sempre a uma cientista nacional de seu nome Elvira Fortunato, a quem humildemente presto as minhas homenagens pelo êxitos que tem obtido no seu trabalho e da sua equipa, desmentindo a visão catastrófica de um País por um partido que o quer levar de volta ao miserabilismo conformista dos tempos não muito longínquos, dá voz e relevo à porta - voz conservadora e de fraca argumentação política e SIM, também económica do PSD, Manuela F. Leite.
Nada de estranho, porém...
Só fica o registo...
Quanto ao conteúdo da entrevista, vazia e cheia de banalidades deixarei umas linhas quando o meu tempo livre o permitir.
domingo, julho 20, 2008
Daí a razão do descalabro da economia - produto humano refém de variáveis tais onde os factores psicológicos estão a ter, se não o tiveram sempre, uma preponderância inusitada. No nosso tempo pertenceram a BUSH e seus seguidores a introdução desses factores na economia mundial.
As perspectivas de há um ano, segundo as análises dos analistas, apontavam este ano como sendo o de maior crescimento económico em Portugal.
Hoje, passado um ano sobre as previsões é o que se vê. Enfrentamos o que já foi chamada de maior crise pós II G.Guerra.
Entretanto o autismo e a cegueira nacionais ainda campeiam neste pequeno país onde o esforço e a dedicação patriótica de alguns estão na mira de venais atoardas, como a última protagonizada pelo sr. Jardim que remete a crise indígena para aqueles que combateram as asnices que ele e o seu partido cometeram e que combatem esta que outros da sua igualha, como os republicanos de Bush truxeram até à Europa.
No PSD, Manuela F. Leite, a merecer o meu respeito, e até agora intelectualmenete honesta enquanto lhe for permitido o " arrojo " de o ser no caldo da subcultura burocrática, plutocrata e , sim, pequeno- burguesa com arremessos arrivistas sedententa de tachos do seu partido, SABE do bem que este governo tem feito, avisa sobre o que ainda pode ser ponderado perante a crise económica e despreza enquanto pode, o cinismo diletante e sôfrego dos Media avaros de " sangue ".
Está, pura e simplesmente a ser ela - própria, honesta e patriota e pouco mais tem a oferecer país.
Como já aqui o disse, o problema não é só a M. F. Leite mas também e principalmente a corte que a bajula.
Sócrates, apanhado, assim como todos os líderes mundiais, pelo furacão da crise internacional que veio agravar o estado de um país cuja maioria da população habituou - se levianamente a gastar mais do que produz e a pedir mais do que lhe é devido, vê -se obrigado a " parar " para pensar e com o pouco que lhe resta do que ganhou e poupou ( como qualquer familia ponderada o faria ) a rever o orçamento do País e as suas prioridades.
Que seja criativo que baste lembrando sempre de que tem uma agenda " necessária " e outra " obrigatória ", sendo que a segunda é atalhar com firmeza e soidariedade à pobreza e não ceder às reinvindicações de quem quer ver corrigidos os disparates que fez na condução das suas vidas, já que essa é uma função que não lhe compete em Democracia.
Tenho por mim que é preciso, quando é de exigir uma mudança de mentalidade e estilo de vida, sentir as consequências do ERRO para se acreditar nele. E Portugal vai precisar de um pouco de sofrimento que lhe abrande o autismo e o faça voltar à terra.
É que a vivência democrática trouxe - nos a LIBERDADE. A inteligência de saber o que fazer com ela tem de ser exercitada, em primeiro lugar na obrigação do seu uso prático e não sómente reinvindicativo, sob o risco de um monumental desperdício de energia e de concentração na superação de problemas pessoais.
É esse o desafio que o novo milénio nos trouxe. Saibamos ser dignos da nossa condição de Primata Superior e donos do nosso planeta, pela nossa sobrevivência, pela herança dos que nos precederam e dos que vão perpetuar a sobrevivência da espécie e levá - la a um nível superior de funcionamento como animal racional.
sexta-feira, julho 18, 2008
A corrupção só lavra em ambientes de COBARDIA ( terão de me provar o contrário... ) e ouso o silogismo de concluir que Portugal é um país de cobardes.
É claro que não pretendo ser insultuoso porque o ser português me incluiria no grupo de cobardes que definitivamente não sou, assim como todos os não - cobardes que eu conheço
Falemos do BENFICA, então...
Aparentemente fomos poucos a perceber ( moralistas utópicos, pois então ) O QUE ESTEVE E AINDA ESTÁ REALMENTE EM QUESTÃO nesta demanda do Benfica em prol da verdade desportiva contra a BATOTA e o clima de intimidação que os clubes do Norte principalmente, exercem sobre os árbitros, os fiscais de linha, os dirigentes federativos e sobre os próprios atletas que ousem usar a sua liberdade na orientação da sua vida.
No caso em apreço, o FCP, já o disse aqui e repito - NUNCA esteve em questão, mesmo para os lampiões, a superioridade das suas equipas nos últimos anos e o mérito DOS SEUS ATLETAS e da sua equipa técnica na conquista dos troféus que ganharam.
Infelizmente a natureza pouco digna das movimentações de alguns dirigentes tem enlameado o seu sucesso e a sua alegria. Não mereceram e não merecem a merda que os envolve.
Tudo o que aconteceu à volta dos APITOS trouxe à tona o chavascal das razões por que aconteceu o que aconteceu e as teias que o "ambiente siciliano " teceu à volta dos títeres e pseudos mandantes do futebol nacional. O que releva de tudo isso tem sido a vergonhosa COBARDIA patenteada e NÃO a eventual ida do Benfica para a Champions, o que duvido que houvesse algum LAMPIÃO e Dirigente benfiquista que o quisesse nessas circunstâncias. É que os atletas do Porto Não mereciam isso e os atletas do Benfica também NÃo.
Foi essa cortina de fumo que foi lançado - ganhos de secretaria - a toldar o raciocínio e a moralidade desportiva sobre o que esteve em questão por parte de quem, a começar pelo Sousa Tavares eu não esperaria, francamente.
Aqui também residem algumas explicações da razão por que essa luta É NECESSÁRIA.
Lamentável e para não esquecer foi a atitude neutra, para não dizer interesseira e cobarde do Sporting em toda esta problemática. Como instituição demitiu - se das suas obrigações sob o alibi de que não seria parte interessada. Notável!
Que saudades do seu paladino presidente - Dias da Cunha. Com ele ao comando do seu Sporting acredito que os sportinguistas estariam hoje mais orgulhosos e não metidos na concha do seu conformismo salpicado com picardias ao seu odiado rival lisboeta.
sexta-feira, julho 11, 2008

" O problema essencial da vida, que é o problema da realidade ou da verdade, não existe, nem pode existir em iguais termos para o Homem de inteligência superior e para o Homem vulgar. O Homem de inteligência superior não tem, é certo, melhores elementos para descobrir a verdade do que o mais fechado dos idiotas. O que tem é melhores elementos para compreender por que é que ela se não pode descobrir.
Mas a descrença, a que chegam todos os espíritos elevados em quem a RAZÃO predomina sobre o sentimento, sendo para eles TÓNICA, é absolutamente desastrosa para os inferiores.
Sem fé, sem crença, o Homem vulgar reduz - se a um bicho; com fé, com crença, o Homem superior baixa de posto. Daí o terrível paradoxo que ataca todo o Homem ao mesmo tempo superior intelectual e moralmente; que é inferior não sentir a descrença, e inferior pregar a descrença que sente.
O inferior não é capaz de descrença, porque a crença é um estado orgânico dos instintivos.
Por isso, a descrença, caindo nesse solo impropício, ou se torna um fanatismo às avessas, um materialismo sem teoria, ou uma simples estupidez. ---FERNANDO PESSOA
domingo, julho 06, 2008
Há um exercício sobre o TGV no Expresso desta semana pelo economista Alexandre Patricio Gouveia sob o título - Um projecto ruinoso e desnecessário -
Confesso que a palavra que mais engulhos me trouxe foi o desnecessário, porque o ruinoso remeto- a para a panóplia dos outros economistas do PSD e do PS que fizeram os estudos económicos sobre a matéria com a aprovação doutro grupo enorme de economistas da UE que aprovaram o projecto e o vão apoiar.
Ruinosos e na altura desnecessários foram a Ponte 25 de Abril ( sim, lembro - me... ), o Centro Cultural de Belém, a Expo, o Euro 2004, a Ponte Vasco da Gama, a Casa da Música, as Scuts, etc e as demais Obras Públicas que aparecerem...
Se um leigo como eu, inadvertidamente bolsar faladura técnica e financeira sobre a matéria merece ser zurzido pela sua impertinência, assim como a inutilidade social aparente de uma classe cuja capacidade de previsão / antecipação / solução das crises futuras e actuais só nos tem trazido desilusões como as antigas, recentes e futuras crises económicas nos tem demonstrado.
Voltando ao TGV, só deixo uma pergunta para reflexão - Numa época de crise petrolífera, com as reservas a darem de si em cada dia que passa, apostar numa alternativa A TEMPO aos transportes individuais, colectivos e de mercadorias como definitivamente o transporte ferroviário o é, é um projecto ruinoso e desnecessário!!!!?
Quantos problemas REAIS essa solução resolverá para além dos ecológicos, orçamentais, dependência e poupança individual?
sábado, julho 05, 2008
Sem tirar contudo, uma virgula ao que escrevi há dias sobre as correcções de posicionamento politico por parte dos jornalistas, foi me grato ler o Expresso de hoje e verificar que no fim de contas tudo está bem. No fim de contas é essa CLAREZA didática, essa fundamentação dos argumentos que definem os posicionamentos e comentários ( Aqui a " objectividade " é uma mistificação e um logro ) politicos, não o sectarismo e a " encomenda " fácilmente desmontável para quem o queira fazer.
Comparando as análises das últimas entrevistas dadas pelo Sócrates e pela M. Ferreira Leite pelo Fernando Madrinha e pelo Sousa Tavares, ressalta a coerência de um - S. Tavares, alfa e ómega de um individualismo ou independência, como queiram, para lá de um posicionamento distante, racionalizado dos factos- os resultados da governação socialista e a eficácia das medidas justificadas pelo chefe do governo ,tomadas até hoje, levando em consideração o estado em que encontrou o País.
Fernando Madrinha por seu lado, teve esse distanciamento crítico, o que lhe permitiu racionalizar com argumentos prós e contras o que Sousa Tavares omitiu, nomeadamente a péssima prestação de M.F. Leite na sua entrevista, em comparação com a do P.M.
O País só estará de tanga quando o levarmos a essa situação e aí choraremos TODOS. Por enquanto a palavra de ordem é não deixar que essa imagem idealizada por uns se torne um facto que ninguém vai querer e do qual seremos todos responsáveis, M.F.Leite, incluída.
Convém não nos esquecermos disso antes de cruxificar quem de entre nós mais tem feito para que isso não aconteça.
sexta-feira, julho 04, 2008
A entrevista de Sócrates deu para perceber que a Nova Moda, a nova cantilena anti - PS não terá grandes ouvintes.
Quem teve ouvidos OUVIU ! Quem tem inteligência PERCEBEU . A liberdade de fazermos com aquilo que ouvimos e que quisemos perceber está, desde o 25 de Abril de 1974, nas nossas mãos e , principalmente na nossa memória recente mas também na outra não tão recente.
Se fosse preciso ainda dar a ENTENDER o porquê da necessidade de ter as contas do Estado em dia e a bondade da política seguida pelo PS, a CRISE que aí desponta abriu- nos ( !!!? ) os olhos para a desgraça que seria para o País com o déficit que o PPD deixou.
PENSEM NISSO!
AS NOTAS DE MATEMÁTICA
Cá temos o novo romance e o RIDÍCULO cavado à volta das notas positivas obtidas pelos alunos sobre os malfadados ( já não são ? ) exames. Que as perguntas eram simples... ISTO está uma uma parvoeira pegada e a controvérsia idiota que se está a levantar só tem uma justificação - Eleições dentro de um ano.
A partir de hoje, NADA que o Governo faça estará livre dessa má - fé oposicionista. Aposto que se chegará ao despautério e pouca vergonha de sentir saudades da " arrogância " socrática...
Na entrevista ao PM impressionou - me a crispação dos entrevistadores e a agressividade da Judite de Sousa para com o Primeiro Ministro. O que é que se quis PROVAR com o ar de caso apresentado ? Já cheira a laranja e convém marcar as margens?
PCP
Patéticas as justificações do PCP ao não aprovar um voto de solidariedade para com a libertação de um civil bárbaramente raptado por umas pretensas forças revolucionárias por uma Forças Armadas ditatoriais.
É o mesmo tipo de confusão que o leva a achar democrático o regime norte coreano baseada numa solidariedade acéfala que aceita de bom grado a tremenda repressão que por lá lavra, em nome do Regime. O que é comunista é bom e quem abomina os seus princípios, ESSES, que estão na base dessa confusão, não merece solidariedade mas combate.
EM DEMOCRACIA, até isso se aceita. A opinião é Livre, não?
sexta-feira, junho 27, 2008
De onde surgiu a divergência?...
...perguntava eu há dias a propósito da diversidade do humano e do universo único que lhe formata individualmente o seu breve percurso na história da Natureza.
... na perspectiva que cada um de nós, em relação ao qual TUDO está referenciado - o Tempo, o Espaço, o Bem, o Mal...
Imaginemos o Tempo, por exemplo, como uma auto-estrada em que um viaduto seja uma barreira temporal que delimita o Futuro do Passado e, ele mesmo, o Presente, passando por cima de toda a nossa ignorância sobre a definição do que é o TEMPO e raciocinando sobre o que o senso comum nos permite " imaginar " do Futuro do Passado e do Presente.
Imagine-se numa viagem Lisboa-Porto em que se cruza EXACTAMENTE nesse viaduto com um outro viajante. Para si, que vai para Lisboa, ela é o Futuro que alcançará em breve e se saiu do Porto ele já é um Passado que ficou para trás.
Para o outro viajante que vai para o Porto ele será, em breve um Futuro alcançado e Lisboa um Passado que ficou para trás.
Exactamente, nesse instante em que passam por essa barreira temporal o Presente está em Lisboa para TODOS os que lá estão, ou seja, HÁ uma coincidência temporal total e ao mesmo tempo relativa para tudo o que está Inscrito nessa matriz Única que por definição é ABSOLUTA porque Objectivamente válida para TUDO na sua natureza de Ser e Não-Ser.
É aqui que surge a Divergência e o paradoxo que faz de cada Homem e da sua relação com o Tempo um Ser único e Solitário que O imita, qual Saturno em busca de imortalidade devorando os herdeiros, tornando-se Único e Deus de si próprio.
Essa " tragédia " humana multiplica -se em cada segundo por cada Homem que apareça sobre este planeta...porque está na matriz da Imortalidade do TEMPO.
NO REINO DOS CALIMEROS - perversões democráticas
Há uma tendência generalizada em Portugal, como não conheço em parte algum do planeta, de CULPAR os governos de qualquer cor, da má prática individual e por vezes colectiva, com as devidas proporções numerais, que cada um faz da SUA liberdade, de atribuir às normas, leis e regulamentos que regula os cidadãos, o ÓNUS da Culpa atribuíveis a quem os negligencia e os despreza.
Essa, chamemos - lhe eufemismicamente, " disposição " do ZÉ CALIMERO nacional fá - lo culpar a Democracia que estúpidamente, pelos vistos, não trata os seus cidadãos como mentecaptos e que parte do principio de que a sua comum capacidade de julgar não deriva de penosas e sofridas elocubrações mentais mas tão sómente do SENSO COMUM.
Vejamos:
Em Portugal, as mortes nos hospitais deixaram de ser um pesadelo para os médicos e transformaram - se numa dor de cabeça para os ministros da Saúde. Quando acontecem nas estradas portuguesas pede - se a cabeça dos ministros das Obras Públicas. Se há agressõesn a juízes, não se condena o infractor sem antes pedir satisfações aos ministros da Justiça e Administração Interna.
Se as nossas jovens sexualmente activas passaram a utilizar a pilula do dia seguinte como método anti - concepcional em vez de solução de recurso para uma gravidez indesejada a culpa foi da Lei do aborto.
Se os nossos jovens se agridem nas aulas e no intervalo das mesmas e no limite dão uma sova aos mestres, ai que a ministra da Educação em vez fazer de contínua anda por aí a tratar de insignificâncias em vez de EDUCAR os nossos filhos.
Se um facínora, nesta beatífica sociedade de anjinhos, assalta uma casa, rouba um transeunte, fuzila um membro do gangue, meu Deus, que há falta de policia à porta de cada lar e de cada esquina...
AH QUE SAUDADES DE SALAZAR, não é, minha gente?
Por outro lado, a nossa Maior conquista, a da possibilidade de, enfim, poder ter a liberdade de DIZER MAL dos políticos e dos Governos que eles formam, o Gozo de chamar mentiroso ao nosso Primeiro - Ministro... então é o paroxismo, a nossa condição primeira e última onde se esgota a nossa responsabilidade de cidadãos.
Por mim, tudo bem. Isso só justifica o que penso da espécie; é da Sua natureza, e ela como ser biológico que é não pode ser responsabilizada pelo determinismo que orienta qualquer animal na NATUREZA. É que o Bem e o Mal não existem por lá. Só a sobrevivência.
E isto basta, correcto?

