domingo, julho 26, 2009

CONCURSO DE BELEZA !!!?




Manuela F. Leite diz que os programas eleitorais dos Partidos políticos são uma inutilidade porque ninguém os lê.


De uma assentada reduziu a pó a própria utilidade dos partidos no sistema com que ela sonha - a suspensão da própria Democracia enquanto o (a) líder iluminada se encarregaria de pôr a casa em Ordem.


Por outro lado, se não vamos votar políticas, eventualmente vamos votar putativos líderes e já agora num concurso de Beleza...
Sendo assim, ela vai perder as eleições, já que reduzindo - as a uma versão sexista perde o voto das mulheres, que nessas coisas funcionam a um nível biológico, dos gays, que em Portugal já são um lobby de respeito e dos heteros confortáveis na sua condição, como eu. GRANDE ÊRRO!
E deixemo - nos de lérias. Quando ela " deixa " o PM a falar sózinho ( outro engano, porque está muita gente atenta ) é porque não tem NADA de útil para dizer e nem saberia como o fazer sem vir ao de cima o seu reaccionarismo.
Mais vale estar calada e esperar que os tolos tomem o silêncio como dourado.
PS: As imagens dos concorrentes ao concurso foram " extraídas " do Google. Não houve nenhuma intenção de proteger M.F.Leite.

sexta-feira, julho 24, 2009

TOLERÂNCIA ZERO .... à NATALIDADE !!!!???

O REGRESSO DE SATURNO

Vejamos...

Chegámos ao século XXI com a nossa principal fonte de energia em declínio, envenenamos o ar com a mesma displicência com que o respiramos, criámos uma estúpida guerra religiosa sem fim à vista despoletada pela nossa agressividade cultural e económica, já nos falta espaço para o Lixo, o tóxico e os outros...

Cientes da herança miserável que vamos deixando a quem nasce, pensámos !!!??? , hélas, reduzir os herdeiros. Quanto menos forem menor será o impacto das malfeitorias e podemos apaziguar a nossa consciência, já residual hoje.

Einstein já o tinha dito - maior que o Universo só a Estupidez humana ( é que não há outra ).
E tem sido à letra que ela está a ser entendida pelos seus herdeiros.

Medonha, a perspectiva que antevejo quando a racionalidade, envenenada pelo avanço imparável da Incultura e Vulgaridade, porquanto é disso que se trata, dá lugar à Imbecilidade.

Eu faço -o porque o sinto - Bartali, campeoníssimo ciclista italiano citado por Daniel Oliveira com o título - Fazer a diferença - no Record de hoje.
Eu cá sinto o que faço e o que se faz sem perder a espontaneidade, resultado de uma racionalidade que o uso da Razão transformou em 1ª natureza.

A racionalidade, reflexão inteligente, parte do Eu mas não O faz centro doUniverso, é dirigida para fora, para o relacionamento com a Natureza e com os Outros, implicando inapelàvelmente a ÉTICA como seu vector principal.

Fora disso resta o barbarismo inteligente às vezes e puramente biológico na mais das vezes.
Foi o que deu origem a este post.

E QUE TAL TOLERÂNCIA ZERO À ESTUPIDEZ?

domingo, julho 19, 2009

ALEGRE

LEVOU TEMPO DEMAIS A DIAR O INEVITÁVEL. VAI TARDE E O TIMING ESCOLHIDO MARCARÁ A MEMÓRIA DOS SOCIALISTAS.

sábado, julho 18, 2009

CÁ ESTÃO ELAS...as minhas meninas



CONVIDO - VOS a conhecê - las de perto e a manter com elas um contacto permanente.
Sem cair na apologia de uma admiração já aqui trazida que me faria cair em exageros assumidos ( o pouco tempo que tenho para a narrativa reduzo - o à adjectivação ) remeto - vos para o melhor das qualidades jornalísticas de Inês Pedrosa e Clara Ferreira Alves - a LUCIDEZ.
Façam o favor de ler as suas crónicas na ÚNICA do Expresso a começar pelas últimas de 11/7.

CONSENTIDA E NEGOCIADA!!!?
Do editorial do mesmo jornal ficámos a saber que as boas ideias em política necessitam da aprovação sistémica e sectorial do povo.
O Governo, qualquer governo, tem de ter a aprovação referendada de cada sector da governação ( a Assembleia é um epifenómeno ) para levar por diante qualquer projecto.
Essas ideias veiculadas nos Media e soberanamente antecipadas já pelo corporativismo nacional ( mas que profunda lavagem cerebral levou a cabo o de Santa Comba ! ) tem, desde o 25 de Abril minado Portugal de uma maneira decisiva.
Uma farsa para farsantes tem sido a trajectória incutida, falseando o sentido profundo das regras democráticas, batoteando cínicamente a batota dos políticos.
Dizer, por outro lado que uma LEI é imposta aos cidadãos pelo Estado e apresentar essa acção como uma " enormidade " ilegítima, em Democracia esclareça - se, é cair no mundo do absurdo e de fazer de conta.
Essa palermice preciana já custou demasiado ao País.
Se os sindicatos desprezam o Governo o problema É dos sindicatos e da corporação que defendem.
Se a Função Pública acha que negociando alarvemente o voto consoante os seus interesses numa ultrajante chantagem contra o Estado sem ouvir da inteligência nacional nenhuma voz de repúdio, mais se reforça a minha confusão sobre o regime que o povo quer. Será o anarco - sindicalismo?
Gostaria de ver essa coerência nas próximas legislativas.
Eu cá sei o que quero pessoal e políticamente e vai para além disso. Só que não peço isso aos políticos, vivo -o no espaço que a maioria democrática me deixa na minha condição de super - minoritário.
O caos pós eleitoral já está marcado pelos Media num exercício grotesco e irresponsável. Resta saber a quem aproveita.
Bom proveito, minha gente!

sexta-feira, julho 17, 2009

EVIDENTEMENTE...

... que eu não esperaria outra coisa de Obama, na linha de coerência e bom-senso que tem marcado a sua Administração.

Ao suspender a palermice que foi a lei Helms - Burton que isolou Cuba do resto do Mundo está a emendar a tremenda injustiça de que foi vítima o povo cubano que, verdade se diga sempre contou com um Estado que soube valorizar e dirigir todas os seus, então, parcos recursos, na valorização do seu povo. E de que maneira o fez!

O fortalecimento do ESTADO era uma obrigação nacional, dever de qualquer governo em qualquer parte do mundo perante a ameaça e o isolamento coercivo sob o risco de capitulação e submissão à lei do mais forte, militarmente, claro.

Enquanto escrevo passam -me imagens de televisão do IRÃO que hoje está a sofrer a mesma pressão que Cuba sofreu pela escolha que fez do seu destino e da sua LIBERDADE.

Em todas as democracias há descontentes que quando exageram (!!!!? ) os seus protestos contra o Estado têm sobre si a força dos seus mecanismos de repressão que o povo sufraga e defende.

Se a cada manifestação de desagrado se entrega o Poder à RUA o Estado não existiria e a sua própria essência se desvaneceria em diletância e imbecilidade.

A tendência dos povos, das massas, é para o CAOS no seu sentido mais primário - cada um por SI. Foi o reconhecimento dessa pulsão primária que levou à construção de sistemas que O organizem, criando organismos de controlo, superação, solidariedade, estímulo, interacção, saúde, que sustenta e definirá em crescendo a harmonização social.

Não entender isto é também parte da condição humana que só milimétricamente e em espaços de elitismo confinados à CIÊNCIA se supera da sua condição de, meramente um primata como os outros.

Quando na POLÍTICA aparece alguém cujos valores gritados a plena Voz são " entendidos " pelas massas sinto que vale a pena ter esperança...no POVO quando vota.

Por enquanto não passa disso e o meu cepticismo não é frágil.

É que...

A realidade dos percursos históricos dos povos levou a que em cada ponto do Planeta se tente adequar o Estado às características que marcaram o percurso do seu povo., Esse deve(ria) ser o papel da sua elite e de mais ninguém.
Por outro lado, a Elite já não é o que era já que a força niveladora da Democracia não permite a sua plena manifestação, em conhecimento, visão, vontade, ambição, sentido de risco e mudança, determinação e principalmente... LIDERANÇA.

Estamos no século XXI. Aparentemente o que se conseguiu parece muito na visão medíocre das massas. Por ora, se não fosse a força da Democracia seríamos donos do sistema solar.

DAS REFLEXÕES IGNORANTES...

A tautologia que as duas palavras juntas contêm já que uma pressupõe a outra que a provoca(ria) não desmente necessáriamente o sentido que seu autor - A. Pires de Lima lhe deu na sua crónica do Expresso de 11/7 sobre o título - Reflexões ignorantes.

O autor discorria sobre a boutade de C.Silva - Duas pessoas sérias com a mesma informação têm de concordar - e apresenta duas posições contrárias e fundamentadas de dois gestores de topo, no caso Horta Osório e Ricardo Salgado, ambos banqueiros, sobre as OBRAS PÚBLICAS, nomeadamente o TGV e o novo AEROPORTO.

Por mim, mero cidadão, penso, porque reflecti, que há, na maioria dos casos, decisões ignorantes e intenções ignorantes mesmo que resultem de reflexões.
Acontece muitas vezes na POLÍTICA.

No postulado do objecto a reflectir é que, por norma, já lhe está associado de maneira clara ou encapotada o caminho e o fim a alcançar.
O princípio e o fim é decisão política. A metodologia implica a Técnica e as Finanças.

Em Portugal e eventualmente no resto do mundo, a discussão sobre as Obras Públicas passam sempre e únicamente sobre quem gere o dinheiro e eventuais prebendas como já o disse em tempos.

domingo, julho 12, 2009

DO MUNDO NARCÍSICO...

.... E DA SOBREVALORIZAÇÃO DE SI.

À contingência espacial que define uma naturalidade ( que não a nacionalidade ) contrapõe - se a renúncia de uma herança quando dela nos apartamos deliberadamente.

Acto subversivo, repulsivo, revelador de uma imaturidade emocional e sentimental única onde a confusão entre PÁTRIA e governos, vaidade natural e Elitismo seródio se compraz e se revela no grande lago contemporrâneo - o do NARCISO.

A universalidade da música que M. João Pires mimetiza nunca lhe pertenceu. À humildade com que se deveria vestir para a sua interpretação deveria acrescentar a consciência de funcionária eficaz na gestão de uma criação sublime - a de MOZART.

Como diz o fado - Se queres ir embora vai.....

sábado, julho 11, 2009

DEFINITIVAMENTE, NÃO....

... me surpreende que em tempos o agora P.R. Cavaco Silva tenha proferido a frase que o jornalista do Expresso repescou na reportagem sobre o personagem -" DUAS PESSOAS SÉRIAS COM A MESMA INFORMAÇÃO TÊM DE CONCORDAR ".

Conhecendo - lhe o percurso académico e político, exijo - me a honestidade intelectual de aceitar que só podia estar a falar de Aritmética e vá lá, Algebra e não de Economia e de MAIS NADA.

Porque se não...
aonde páram as opiniões do OUTRO que não concorda com Cavaco Silva, nomeadamente certas maiorias que na Assembleia da República aprovaram leis que Cavaco contestou vetando - as? Na sua falta de seriedade?

É que os valores, como é do conhecimento geral, formatam a maneira como se vêem e se usam os factos.

Por mim, não posso comungar dos valores que permitem ao P.R. pensar como pensa por mais que os tente compreender, racionalizando o que não é de todo racionalizável - a sua origem, dos valores, claro !

À vista desarmada, a frase é anti - democrática, mesmo para quem não tenha dúvidas e põe em evidência uma matriz de pensamento já antevista, de há muito tempo, de cariz fascista.

Convém seguir com mais atenção a pupila Ferreira Leite porque bebeu da mesma fonte.

domingo, julho 05, 2009

E O VERBO TAMBÉM...

Portugal está a ser assolado por uma velha, hoje literalmente mais nova, classe de oportunistas.
Lembram -me os abutres que só poisam quando de alto e de fora vêem os outros enfrentar os desafios e vencê -los para sorrateiramente virem aproveitar -se do trabalho alheio.

A recorrência deste facto na sociedade portuguesa está a atingir um descaramento tão evidente que muita gente se está a " passar -se " e a continência civilizada é mandada às malvas.

Em dois dias foi o que se viu. Vilarinho está -se cagando e Pinho cansou - se de tourear.

A incontinência verbal, associada por vezes ao desconhecimento da Língua Portuguesa, tem levado os " pés - de microfone " e a nova fornada de jornalistas a inconscientemente ou por má - formação, os interpelados ao limite da tolerância.

A diferença entre as perguntas incómodas e insolência na formulação é que as primeiras incomodam e as segundas irritam. Mas o pior, é que penso que a inconsciência destas não acrescenta mérito se propositadas, só mais insolência que não impertinência.

A moda, infantil já agora, é atacar o Poder quando se pensa que poderá estar na mó - de baixo.
Gostaria de ver algum jornalista ARRANCAR e expôr qualquer ideia, sectorial ou não para o País da parte do PSD ou do CDS e já agora do BLOCO e do PCP.

Fico à espera...

O GESTO É TUDO...


Em tempos, essa foi a resposta dos estudantes à senhora que os levou ao desvario.
Nas escolas, a contestação sempre foi um privilégio dos alunos, revelando a atenção com que seguiam os seus formadores e os políticos que definiam o seu futuro.
Hoje, essa luta foi substituída pela ferocidade de uma classe - a dos professores com uma palavra de ordem absurda - NÃO AOS EXAMES - acrescida de exigências ainda mais absurdas - QUEREMOS SER NÓS A DEFINIR como queremos ser avaliados e a definir as regras da evolução da nossa carreira docente.
Qualquer outro grupo profissional, excepto a Função Pública, provocaria um riso monumental aos seus empregadores se se apresentassem numa negociação com essa completa inversão da hierarquia e corria o risco de ser dispensado.
Em Portugal, os funcionários públicos - POLÍCIA, JUÍZES, MÉDICOS, ENFERMEIROS, PROFESSORES, etc, etc, querem substituír o Estado pela BUROCRACIA e o caos.
Ouviremos durante a campanha eleitoral declarações de simpatia e adesão a essas teses corporativas.
M.F.Leite e Paulo Portas querem mudar TUDO. O que isso quer dizer ninguém sabe e os corporativistas também não mas o caos das mudanças é - lhes música para os ouvidos, tolamente, na minha opinião.
Estaremos cá para ver se,de facto, o cansaço do Governo entregar o País aos bárbaros.

sábado, julho 04, 2009

POIS É...

O P.M. desafiou as PME para a abertura de um pacto no sentido de lhes tentar salvaguardar os pequenos e médios negócios que a sua ( delas ) incompetência não consegue salvar.

A reacção absurda apareceu de imediato pela voz do seu representante na APME a denegrir as intenções do Governo e a, pesporrentemente, declinar liminarmente o convite.

Se eu tivesse uma pequena ou média empresa pugnar - me -ia pela demissão imediata de quem parece ter uma agenda que não é, definitivamente, a das PME.

Que Portas ou Rangel assobiem para o lado e decretem o fim de prazos para as ajudar releva da agenda própria que alimentam, já ufanos, e que se estão, de verdade, a borrifar para os seus ( delas ) interesses.

DEMAGOGIAS

Lamento dizê - lo, mas parece ser um campo onde vai medrar a argumentação oposicionista.

Uma pergunta - O Bloco esperava que o Estado criasse 150 mil postos de trabalho? Claro que não. Terá percebido a mensagem e a intenção do Governo? Claro que sim.
Numa sociedade liberal, é liberal, não!!!!?, a criação de postos de trabalho é da responsabilidade dos empresários, da livre iniciativa e do Capital. Ou não!!!!?
Portugal não é uma República Comunista. O Povão não quer e tem de assumir as consequências da sua escolha, ou não!!!?

É no mínimo uma falta de rigor intelectual exigir o que ao mesmo tempo se deplora.

sexta-feira, julho 03, 2009

POIS É... JÁ NÃO HÁ PACHÔRRA!

Há dias " temi " pelo cansaço dos ministros e do PM da República em relação à tremenda pressão mediática acrescida de vários sufrágios que se avizinham.

A época é de CRETINICE global e o contágio da supressão da Razão e do bom-senso costuma ser recorrente nessas alturas em que o imediatismo se torna uma necessidade.

Fez agora uma vítima inesperada. O pedido de demissão do Ministro da Economia era incontornável apesar da minha simpatia pessoal pelo enfado e falta de chá enfatizante que deu mostra.

A Política tem uma exigência que o comum dos mortais tem, por IGNORÂNCIA, ignorar - a interpretação, não do Real mas do POSSÍVEL em determinada realidade.

A interpretação, vulgo, a consciência desse Real é uma responsabilidade individual, não POLÍTICA, cuja abrangência deve estar para além das necessidades individuais ultrapassando - as, sublimando - as em prol do colectivo e do FUTURO.

O conservadorismo que marca o medo do FUTURO no SAPIENS inferior só se encontra e se define em almas débeis para quem a superação é uma ameaça que a Ignorância transporta na incapacidade de Conhecimento.

Essa necessidade biológica de protecção da MAIORIA ESMAGADORA da população do Planeta, onde o imperativo é a SOBREVIVÊNCIA no imediato, no dia - a - dia, deveria fazer parte de TODOS os manuais de Economia e Política e não ser tratada como uma variável matemática sob o risco de entrar no mundo do ABSURDO onde as projecções idealistas da natureza humana enfrentam uma realidade que as desmente.

A acção que permitirá a definição plena da Política está para além da IDEOLOGIA e definitivamente de fora do VOTO, manifestação plena, burocrática, ignorante, interesseira, cínica, corrupta ( enquanto manifestação pessoal ) da massa votante, ignara, não só do PRESENTE como do FUTURO, cuja antevisão é- lhe um exercício Insane. E ela terá de ser elitista e autocrática dentro dos limites que a lógica ética e necessàriamente democrática exige.

Posto isto, recolho - me à diletância da OBSERVAÇÃO do que vem aí, na certeza porém que o meu destino, a Minha vida é uma responsabilidade minha que a DEMOCRACIA como fim da História não definirá JAMAIS.

À Política cedo - lhe a definição dos meus sacrifícios em prol da polis na medida em que espero o mesmo da minha espécie.

O seu escrutínio torna - se , por isso et pour cause uma obrigação da qual não me abdico. JAMAIS!

sábado, junho 27, 2009

DA IMPRESCINDIBILIDADE DO ESTADO...

.... na salvação do sistema económico e financeiro pós -crise e da eficácia da economia liberal a funcionar em roda - viva na redução das desigualdades ( a raiar a obscenidade ) planetárias, nacionais, locais, sociais, estamos conversados.

Só não viu quem não quer ou não pode ver.
Da imprescindibilidade do Estado na regulação da Liberdade, sim regulação, individual, social, local, nacional, planetária também deveríamos estar conversados.

MAS...

Ao ouvir M. F. Leite que do discurso de Menezes e do Passos adoptou a boutade - Desmantelo o Estado em cinco dias, mais coisa menos coisa, compreendo a razão que levou até hoje ao esconder das intenções da clique directiva do PSD e das suas intenções futuras de reduzir o ZÉ à sua pequenez que a sua condição social transporta.

Se em Outubro essa pequenez, mental, já agora, levar deliberadamente ao Poder o PSD e o CDS, terei uma reforma de gozo e deploração diária da condição única que o Sapiens lusitano ( não estão sózinhos... ) não abdica - a liberdade, de asnear também, claro.

DEMOCRACIA

A correcção do disparate proferido em tempos sobre a suspensão da dita tem levado a líder do PSD a sobre qualquer intervenção enaltecer a ofendida, disparando, com um nariz afinado a tudo que lhe cheire a ofensa à fulana.

OBRAS PÚBLICAS

Afinal, a serem executadas onde é que o Governo vai arranjar pessoal? Será ao pelotão dos deslocados ou aos reformados da Função Pública? Ah não!!!? Então?

AHHHHH, têm de ser as empresas privadas, a economia liberal, o capital a executar as obras.
E eu aqui a pensar que seria o Estado.

Estava errado, claro.

Bem, neste caso, se isso não for capaz de ajudar à recuperação do coma auto - induzido com que os nossos empresários, a livre iniciativa, ( aonde a M. F. Leite e quejandos nos querem conduzir... ) se comprazem há décadas não vejo, a não ser no livro vermelho de MAO com a reeducação do POVO e da sua classe dirigente a GRANDE solução para o País.

Quem tem crânio emigrará e será este o destino de Sócrates se continuar nessa patética tentativa de branquear o que o distinguiu da massa amorfa e comodista de Portugal -a sua propalada arrogância (auto - confiança ) e teimosia ( determinação ) com que qualquer líder, democrático ou não tem de estar armado.
As decisões de um líder em democracia SÃO AUTOCRÁTICAS e é assim que devem ser, pelo menos durante o período em que funciona a sua legitimidade.

Caso contrário a democracia é uma farsa alimentada e aproveitada por farsantes.

quinta-feira, junho 25, 2009

SEM ESPINHAS

Foi assim, que o PM despachou a costumeira insuficiência da Oposição e a dar sinais muito positivos aos socialistas da sua mobilização para as batalhas que se avizinham.

AUTOEUROPA

Para sindicalistas " calejados " na defesa dos direitos dos trabalhadores, os últimos acontecimentos continuam, infelizmente a mostrar porque é que Setúbal passou da terceira cidade do País para as marchas " negras " e para o declínio.

A recuperação está a ser lenta e os trabalhadores da AE que nessa altura demonstraram grande sensatez no que era mais importante para o caso a manutenção dos postos de trabalho, aburguesaram -se e perderam por momentos a capacidade de interpretação da realidade.

É evidente que o Capital, para usar uma linguagem clara, está, apesar da crise, na mó de cima e como convém aproveita -se disso tentando chantagear, sempre com boas maneiras, quando são civilizados, com a situação.

É nessas alturas que os Sindicatos fazem sentido como organizadores administrativos dos interesses dos trabalhadores que representam com uma correcta interpretação das situações e aconselhamentos adequados. NÃO FOI ISSO QUE ACONTECEU quando se abandonou a negociação por motivos quase insignificantes a querer demonstrar a sua força (!!!!? ) quando não a tinha.

Eu creio que a correcta (insisto, neste caso da AE) interpretação e ajuízada atitude dos trabalhadores que levou ao seu recuo terá sido concertada no aconchego do lar com a pragmática ajuda das suas mulheres e ainda bem.

sábado, junho 20, 2009

TGV

.
Digo, repito e repiso que o único óbice ao desenvolvimento do TGV em Portugal prende - se com as mesmas razões que estiveram na origem das tentativas de obstaculização de qualquer obra pública desde o 25 de Abril - designadamente o mérito alheio da iniciativa e execução e , principalmente o CONTROLO dos milhões a eles associados.

As lenga - lengas políticas sempre serviram, com os aliados de costume e os de ocasião, para disfarçar a Azia.

Essa da preocupação com o nosso futuro " endividado ", teria bases para andar se a capacidade de o prever fosse inata e não um produto da Inteligência, que como sabemos é muuuuuuuito interesseira e rara.


" JÁ NÃO TENHO IDADE PARA ESTAR NO GOVERNO " Mário Lino - M.O.P.

Eu traduzo: - JÁ NÃO HÁ PACHÔRRA!...

...para flexibilizações ou dobrar de espinha que a política eleitoral aconselha .


Posto isto, espero que o cansaço e falta de pachôrra não atinja o resto da equipa de Sócrates e .... nomeadamente a ele.

Ele, o PM deste País, tem a obrigação de saber que os décibéis dos soundbytes da Oposição e nisso incluo os Media na sua eterna lapdance, têm um desígnio - REDUZI - LO À MEDIOCRIDADE E CONFORMISMO GERAL, repetindo o sucesso que levou ao abandono da política nacional de um dos mais brilhantes políticos que por aqui passou - GUTERRES.

Desde que a Burguesia tomou o Poder e fê -lo território das massas através do voto, muitos grandes homens perderam a Nobreza, o Carácter e a Alma que os distinguia dos restantes democratas.,

Sócrates, como combatente que é, tem de fazer frente a essa imolação pelos medíocres e manter -se arrogante . É que é um dos melhores elogios que o povo consegue discernir.
A humildade mereceu sempre desprezo das massas e definitivamente não faz parte do código genético de quem quer estar no TOPO

MAIS VALE CAIR DE PÉ!


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sexta-feira, junho 19, 2009

IRÃO 2009







OS VELHOS HÁBITOS, DE VOLTA...



O mundo tem sido preparado, como de costume, através de manipulações, umas grosseiras, quando o alvo a atingir é pobre de espirito e outras mais sofisticadas, para quem se alimenta irracionalmente dos Media, para a mudança desejada pelos USA no IRÃO.


É tão evidente o dedo da senhora do Sistema - Hillary - na coordenação dos serviços secretos americanos em TEERÃO como em Caracas que, como de costume, só não conseguem ver os tolos de costume.




Infelizmente, Obama está a ser enredado numa teia tão complexa que se não tiver alguém de confiança muito perto da Hillary que o mantenha informado da política paralela que ela alimenta em seu próprio benefício, dár - se -á MAL.




A minha esperança é que a ingenuidade não venha a ser um traço decisivo na sua administração.




Por outro lado, o regime iraniano a cair, será pela força LIBERTÁRIA das mulheres persas, tão oprimidas e ofendidas por uma casta temente e com razão, da universalidade, em compreensão e extensão, da ABERTURA do feminino à vida em todas as suas variantes, mesmo as mais perversas.




Então se for essa senhora a manobrar os cordelinhos dessa luta, isso mete - me mais medo do que as consequências e razões legítimas da sua fúria, infelizmente.
Se a pressão se mantiver como se prevê, vai haver muito sofrimento e mortandade, não só no Irão como em todo o Oriente.

domingo, junho 14, 2009

SAUDADES


Eu tenho um pecado original que a minha auto - formação definiu - o amor pela Inteligência e pelo Carácter. E se a essa inteligência se acresce a Ética e a Racionalidade a minha admiração e respeito pelos que me precederam, é TOTAL.

Em relação a Cunhal, pela sua dimensão como homem e como político, em termos comparativos com a mediocridade nacional só posso sentir saudades.

Como saudades sinto do Lucas Pires, Soares, Amaral.... Sousa Tavares, Rego, Arnault, Zenha, Sá Carneiro...

Vá- se lá saber porquê!....

sábado, junho 13, 2009

ESQUIZOFRENIAS... alheias, claro !

... ou, se preferirem,

MAU - PERDER

Os vergonhosos 63% de abstenção nas eleições para o Parlamento Europeu têm sido apresentados pelos Media como uma derrota para (!!!!?) os políticos num exercício tão idiota que até eu que sou um crítico do sistema me sinto na obrigação de dizer alguma coisa sobre o assunto.
Para mim, eles só revelaram a derrota da cidadania e dos deveres que lhe deviam estar cívicamente associados.

Não votar não é expressão de NADA a não ser o abandono da solidariedade que a condição de votante traduz, se não em benefício próprio, a favor dos concidadãos.

Se eles constituem na visão, para mim canhestra de alguns, uma derrota para os políticos, levemos esse raciocínio até ao fim.

O Presidente da República, nas vésperas das eleições fez um veemente apelo ao voto. Este resultado, apesar de satisfatòriamente gratificante para ele, foi uma derrota PESSOAL e POLÍTICA pelo menosprezo com que os cidadãos lhe responderam.

Apresentá - lo, ou apresentar - se agora como uma vestal imune a este resultado só releva da imbecilidade ou igual menosprezo com que se prefigura o Zé - votante e é bem feita. Um bocado de pudor não cairia mal.

É de rir até às lágrimas o endeusamento e promoção de Rangel, esse criador de factos políticos falsos sobre os quais esparrama toda a verve oposicionista numa falacciosa argumentação sem adversário, claro, a não ser os factos inventados.

Esse truque é tão velho como Matusalém e no entanto ainda há basbaques, uns ingénuos, outros ignorantes e outros interesseiros que continuam a cair nele. Paciência!

Para mim, continuo a dizer convictamente que para Portugal, hoje, como há um ano, Sócrates é a melhor solução para o Governo por mais que a Rua ululante tente demonstrar o contrário. Aliás tenho por mim que a rua mostra outra coisa que não a racionalidade e argumentos.

Só que a Liberdade tem um preço e Portugal pagá - lo-á com língua de palmo à medida que empurra os seus melhores para a Rua e instala a mediocridade niveladora, pois então.
Pagá - lo -á como sempre: com lamúria, insultos gratuitos ( mas sabe bem, não? ) burrice, hipocrisia, demissionismo e emigração física e intelectual da falta de pachôrra.


segunda-feira, junho 08, 2009

SANTA INGENUIDADE !

Traduzo...

Eu não sou um profissional da política, não frequento os seus apeadeiros partidários e não sou usufrutuário das suas benesses.
Democrata por racionalidade e cultura, céptico que baste das virtualidades do sistema aplicado em toda a sua essência e extensão a povos com níveis distintos de formação, informação e desenvolvimento económico e social ( que não é uma derivada daquela e por vezes a precede ), a minha independência é real.

... para dizer isto - Portugal, se não fosse um tremendismo dizê -lo, está a um passo do disparate e sinceramente gostaria que desse o passo em frente e assumisse de vez a sua liberdade sem consequências exactamente como a pratica e votasse no PSD nas próximas eleições legislativas e autárquicas.
Seria a vingança do chinês, no caso do ZÉ, sobre um P.M. do qual aprenderam a não gostar das qualidades que a si faltam.

SANTA INGENUIDADE!

Suponhamos que ganharia o PSD. Dentro do quadro legal das reformas encetadas e a decorrer na Saúde, Educação, por exemplo, quais seriam as mudanças e em que sentido?
Em primeiro lugar duvido que não houvesse um aproveitamento cínico do que o PS fez ( as leis nem são nossas ...) e por outro lado a tentação de usar a técnica do desmantelamento progressivo e em boicote a favor da clientela privada avara de negociatas, principalmente nessas duas áreas.

Quanto ao resto, eu SEI exactamente o que vai acontecer. Tenho -o testemunhado desde o 25 de Abril como todos os portugueses adultos e os outros também.

Que venha pois, a M.Ferreira Leite com as falanges santanistas, coelhistas, menezitas, mendistas, marcelistas, barrosistas e cavaquistas repescadas do BPN, lembrar ao pagode como é que se fazem as coisas.
Eles já aí estão a aparecer na TV... O cheiro do Poder e o deboche com as Finanças Públicas é um poderoso íman. Pudera...

Eu cá tenho boa memória...

Um conselho, porém. De Sócrates, pelo que aprendi a conhecer dele, não esperem cócegas à opinião pública.
Por mim, acho que ele pensa que a responsabilidade da modernização do País ( o que quer que isso seja ) é de todos. Portanto, duvido que mude, por causa do barulho da RUA e dos Media o projecto que ele ambicionou para o País

Se quiserem, corram com ele e assumam as consequências da escolha. Insistir em malhar em cabeça dura é - lhe uma missão à qual não dará tréguas. Feitios, para não usar um termo em desuso - Patriotismo.

domingo, junho 07, 2009

VERGONHOSA ABSTENÇÃO

Se as projecções se confirmarem - 63% de abstenção - numas eleições tão importantes para o futuro do País - a composição do Parlamento que nos gere a política económica, financeira, social, que conclusão se poderá tirar desse alheamento autista?

É que NÃO HÁ NENHUMA JUSTIFICAÇÃO RACIONAL. Se ela foi do âmbito do emocional, isso, para já, só atesta a nossa imaturidade.

E por hoje, fico por aqui. Sinto - me derrotado, apesar de todo o meu pessimismo sobre a espécie ao nível da sua capacidade de interpretação do real.

Voltarei ao assunto porque ele faz parte da minha interrogação permanente aqui neste espaço há pelo menos três anos.