terça-feira, maio 15, 2012
HURRRRRAH!
Um abraço fraterno, cachopa!
O respeito é para quem o merece e a integridade ética, aos saldos, ainda faz a diferença em quem a define nas acções e no pensamento.
Quem te acompanha sabe do que estou a falar, como diria o outro...
sábado, maio 12, 2012
UM INEPTO POLÍTICO
Ter como primeiro - ministro alguém, que de milhares de compatriotas no desemprego ( POR FAVOR, HAJA ALGUÉM QUE EXPLIQUE A ESSE SENHOR O QUE REPRESENTA O DESEMPREGO NUM PAÍS COMO PORTUGAL... ) bolsa alarvidades burocráticas sobre opções de VIDA estranguladas por contingências que produziu e aleivosamente reitera, é BURRICE, de quem lá o pôs e de quem lá o mantém.
A História está prenhe de exemplos de personagens conduzidas, por inércia e exaustões políticas, à chefia das nações. Passos Coelho é um erro de casting e, até ver, também o é o líder do PS, Seguro.
É pena que se tenha de aguentá -lo o tempo de uma legislatura e de, aproveitando a martelada do adeus e recondução à insignificância histórica, verberar quem, da inteligência se esperava mais - Paulo Portas.
Essa será, essa sim, a oportunidade dos desempregados de mudarem de chefe e de VIDA. Entretanto, os danos e os ressentimentos vão marcando uma geração de portugueses, lamentávelmente.
quinta-feira, maio 10, 2012
POIS É...
... É tudo uma questão de estar atento e conhecer o adversário.
Em Setembro de 2010 escrevi isto...
" No ano passado, os anti - benfiquistas acordaram tarde e quando deram por isso a nossa equipa estava já imparável, mesmo a jogar contra 14, em arbitragens tendenciosas e desavergonhadas, como a que se viu ontem. É evidente que a máquina ainda não está afinada e nem precisaria disso ainda para despachar os adversários que nos têm aparecido.
Acontece, como disse, que este ano perderam a vergonha muito cedo e com o Benfica " posto em sossêgo " logo no início do campeonato, a coisa poderá ser sempre recomposta ainda a tempo de salvar a face. Uma vergonha a que o sr. Querença ajudou a dar o mote.
E agora, não completamente fora do contexto, o nosso presidente cometeu um erro de tomo ao ter patrocinado a eleição do sr. Fernando Gomes como presidente da Liga. Ele vai - se arrepender mas será tarde... "
Hoje lembramo - nos de como as coisas acabaram. Este ano, como foi, sem rebuços, denunciado pelo Benfica, as coisas ficaram para o fim e, obscenamente, com os mesmos protagonistas e em jogos -chave - o Querença e o Proença.
Que tal um pulinho à crónica Pressão Alta do Rui Santos no Record de hoje e reavivar o que também já disse por aqui da ingenuidade do Benfica sobre os homens- de - bem que hoje estão à cabeça da Liga e da Federação Portuguesa de Futebol?
É que a deslocação do negócio da bola está a ser, com a liquidação dos clubes do sul e com o domínio de árbitros do norte, a subir para cima e se o Sporting ( nunca mais ganhará uma Liga... ) e o Benfica não souberem reagir, veremos para o ano o Porto e o Braga e algum outro associado de ocasião no topo do campeonato, com ou sem méritos próprios.
Em Setembro de 2010 escrevi isto...
" No ano passado, os anti - benfiquistas acordaram tarde e quando deram por isso a nossa equipa estava já imparável, mesmo a jogar contra 14, em arbitragens tendenciosas e desavergonhadas, como a que se viu ontem. É evidente que a máquina ainda não está afinada e nem precisaria disso ainda para despachar os adversários que nos têm aparecido.
Acontece, como disse, que este ano perderam a vergonha muito cedo e com o Benfica " posto em sossêgo " logo no início do campeonato, a coisa poderá ser sempre recomposta ainda a tempo de salvar a face. Uma vergonha a que o sr. Querença ajudou a dar o mote.
E agora, não completamente fora do contexto, o nosso presidente cometeu um erro de tomo ao ter patrocinado a eleição do sr. Fernando Gomes como presidente da Liga. Ele vai - se arrepender mas será tarde... "
Hoje lembramo - nos de como as coisas acabaram. Este ano, como foi, sem rebuços, denunciado pelo Benfica, as coisas ficaram para o fim e, obscenamente, com os mesmos protagonistas e em jogos -chave - o Querença e o Proença.
Que tal um pulinho à crónica Pressão Alta do Rui Santos no Record de hoje e reavivar o que também já disse por aqui da ingenuidade do Benfica sobre os homens- de - bem que hoje estão à cabeça da Liga e da Federação Portuguesa de Futebol?
É que a deslocação do negócio da bola está a ser, com a liquidação dos clubes do sul e com o domínio de árbitros do norte, a subir para cima e se o Sporting ( nunca mais ganhará uma Liga... ) e o Benfica não souberem reagir, veremos para o ano o Porto e o Braga e algum outro associado de ocasião no topo do campeonato, com ou sem méritos próprios.
quinta-feira, maio 03, 2012
SENADO EUROPEU?
PARA QUÊ?
Impossível esperar da classe social dirigente qualquer mudança aos princípios económicos em que se sustenta o seu domínio e o seu bem - estar - o liberalismo.
O povo, sempre " sábio " há muito que definiu num aforismo manhoso a natureza que do conhecimento maioritário de si e dos outros tem aprendido - Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte.
Ora, de tolo a classe social no poder não tem nada e quanto à arte de esconder dos tolos que a sua miséria periódica é não culpa própria e está incontornàvelmente ligada, como sabem, à economia liberal da qual as cíclicas crises não são mais do que os resultados de um reordenamento dos rendimentos, sempre que à boleia das migalhas que caem do pote, o Zé melhora o seu estado económico e o seu poder de compra, mimando os tiques e os privilégios da burguesia endinheirada, ela está pujante.
Por mais que os bem intencionados procurem explicações outras para debelar essa urdidura cíclica que tem sistemáticamente devolvido à realidade a proporcionalidade éticamente reprovável da repartição dos rendimentos, a economia política tornou - se um instrumento de domínio e gestão dos desequilíbrios e não de coesão social.
Uma sociedade " equilibrada " numa repartição justa do rendimento nacional não faz parte dos ensinamentos das escolas de economia dos países que abraçaram o capitalismo liberal a não ser como uma utópica miragem. Nelas aprende - se, pelo estudo das " conjunturas económicas " a estar atento na manutenção do status e não de como prevenir o aparecimento das brutais assimetrias que a liberdade incontrolada engendra.
" Se Keynes voltasse à Terra não seria certamente keynesiano " proclama o defensor da existência de um Senado europeu ( mais um gabinete burocrático e transnacional de inimigos da Vida ), o presidente do tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, entrevistado pela Clara F.Alves na Revista do Expresso último.
Como!!!|!|? O que é que levaria o pensamento keynesiano a entrar em curto-circuito com o seu projector?
Não creio que a solução monetarista que os estudos de " conjuntura " da escola alemã professam em torno de garrotes orçamentais que estão a empobrecer a Europa e a criar desemprego em massa, fosse do seu agrado e o levassem a tirar uma vírgula ao que pensou e que em relação ao emprego é determinante como factor de coesão social numa sociedade em que os dirigentes se deveriam advertir dos excessos para cima ou para baixo prevenindo e obstando à ocorrência de assimetrias denunciadores do descalabro e de CRISES.
Acontece que as crises do capitalismo, como os artistas as orquestram, são uma " limpeza do sistema " necessária para repôr as disparidades que permitem alimentar fraudulentamente um sistema caduco, imoral, criminoso, em nome das mais nobres aspirações do Homem - a Liberdade e a Democracia.
E vai fazendo o seu caminho numa sociedade que " sábia " acha que somos todos iguais e que quem parte e reparte e...blá-blá-blá...
Impossível esperar da classe social dirigente qualquer mudança aos princípios económicos em que se sustenta o seu domínio e o seu bem - estar - o liberalismo.
O povo, sempre " sábio " há muito que definiu num aforismo manhoso a natureza que do conhecimento maioritário de si e dos outros tem aprendido - Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte.
Ora, de tolo a classe social no poder não tem nada e quanto à arte de esconder dos tolos que a sua miséria periódica é não culpa própria e está incontornàvelmente ligada, como sabem, à economia liberal da qual as cíclicas crises não são mais do que os resultados de um reordenamento dos rendimentos, sempre que à boleia das migalhas que caem do pote, o Zé melhora o seu estado económico e o seu poder de compra, mimando os tiques e os privilégios da burguesia endinheirada, ela está pujante.
Por mais que os bem intencionados procurem explicações outras para debelar essa urdidura cíclica que tem sistemáticamente devolvido à realidade a proporcionalidade éticamente reprovável da repartição dos rendimentos, a economia política tornou - se um instrumento de domínio e gestão dos desequilíbrios e não de coesão social.
Uma sociedade " equilibrada " numa repartição justa do rendimento nacional não faz parte dos ensinamentos das escolas de economia dos países que abraçaram o capitalismo liberal a não ser como uma utópica miragem. Nelas aprende - se, pelo estudo das " conjunturas económicas " a estar atento na manutenção do status e não de como prevenir o aparecimento das brutais assimetrias que a liberdade incontrolada engendra.
" Se Keynes voltasse à Terra não seria certamente keynesiano " proclama o defensor da existência de um Senado europeu ( mais um gabinete burocrático e transnacional de inimigos da Vida ), o presidente do tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, entrevistado pela Clara F.Alves na Revista do Expresso último.
Como!!!|!|? O que é que levaria o pensamento keynesiano a entrar em curto-circuito com o seu projector?
Não creio que a solução monetarista que os estudos de " conjuntura " da escola alemã professam em torno de garrotes orçamentais que estão a empobrecer a Europa e a criar desemprego em massa, fosse do seu agrado e o levassem a tirar uma vírgula ao que pensou e que em relação ao emprego é determinante como factor de coesão social numa sociedade em que os dirigentes se deveriam advertir dos excessos para cima ou para baixo prevenindo e obstando à ocorrência de assimetrias denunciadores do descalabro e de CRISES.
Acontece que as crises do capitalismo, como os artistas as orquestram, são uma " limpeza do sistema " necessária para repôr as disparidades que permitem alimentar fraudulentamente um sistema caduco, imoral, criminoso, em nome das mais nobres aspirações do Homem - a Liberdade e a Democracia.
E vai fazendo o seu caminho numa sociedade que " sábia " acha que somos todos iguais e que quem parte e reparte e...blá-blá-blá...
quarta-feira, maio 02, 2012
VENHA CÁ!
Notável a polémica em torno da campanha do Pingo Doce, com descontos únicos.
TODA a gente se queixou, excepto os clientes e não foram poucos. Venham mais campanhas do género que a clientela agradece. As queixas foram de quem não precisa dessa alteração anormal ao hábito de saquear os bolsos de quem pouco tem.
Eu não fui lá; as razões dos que lá foram são muitas e fundamentadas e de quem fez a campanha também.
Veremos os desenvolvimentos nesses dias que se seguirão...
TODA a gente se queixou, excepto os clientes e não foram poucos. Venham mais campanhas do género que a clientela agradece. As queixas foram de quem não precisa dessa alteração anormal ao hábito de saquear os bolsos de quem pouco tem.
Eu não fui lá; as razões dos que lá foram são muitas e fundamentadas e de quem fez a campanha também.
Veremos os desenvolvimentos nesses dias que se seguirão...
segunda-feira, abril 30, 2012
MIGUEL PORTAS
Morreu um democrata socialista que manteve uma luta sem tréguas e sem nuances em favor da sua interpretação virtuosa por aqueles que a praticam. Foi um exemplo a seguir pela nova geração.
Aqui fica a minha singela e sincera homenagem.
SOARES É " FIXE " !
Assente a poeira sobre polémica ausência do ex - presidente da República às comemorações oficiais do 25 de Abril e para além da simpatia pessoal e não política que consagro ao cidadão Mário Soares, um homem sério ( para utilizar a sua terminologia... ) permito - me lembrar duas coisas...
A diferença fundamental que havia entre Soares e Alegre e anteriormente com Cunhal, principalmente com este, estaria na separação da personalidade política da pessoal que Soares sempre fez em relação aos seus adversários ideológicos, atitude impensável para Cunhal que do urbano e institucional relacionamento sempre separou as águas.
A proximidade política, ética, filosófica, cultural seriam condições essenciais a um relacionamento " simpático ", quando não empático, com o Outro.
Soares é praticante de uma pandemocracia que não distingue o Homem das suas ideias aos quais, independentemente das suas virtudes, algumas mencionadas um pouco acima, atribui respeito, em nome da democracia e da liberdade e, se empunhadas por quem nutre simpatia pessoal, não se coíbe de tecer alibis virtuosos ao carácter do Outro, tidos como meritórios e devidos. A sua deriva ideológica, melhor, consistência, deriva desse posicionamento.
Já a Direita ideológica é mais consistente no que às afinidades pessoais com Soares lhes diz respeito. Dos seus " sótãos " expulsaram e expulsam em antipatia o aristocrático político. Eanes nutre - lhe desprezo. Cavaco, profundo ressentimento político e distâncias vingativas, o que para mim só devia abonar pessoalmente Mário Soares; na verdade isso não acontece. O ex - presidente SENTE mais do que devia essas hostilidades pessoais, mas também sentiu como ofensa pessoal e não devia, junto dos correligionários Zenha e Alegre, o afrontamento POLÍTICO.
Para um político que combateu e combate IDEIAS e não pessoas e que o faz considerar sérios ( termo ideológicamente inconsequente ) adversários que não o consideram sério, é de uma ingenuidade tremenda.
Por mim, na política o homem faz a função assim como a função faz o homem e os fins estão íntimamente ligados aos meios. E só pelos meios posso ajuízar da seriedade dos homens que a conduzem. E também só aí posso alimentar sentimentos de simpatia e juízos parabenizantes pessoais.
A não - comparência de Soares, numas cerimónias alusivas a uma data histórica, essa sim pandemocrata, peca por irreflexão, por confusão entre o contingente e o essencial. Dando de barato que só a impotência leva a Direita hoje a celebrar essa data, essa Direita que se permite enterrar o 1º de Dezembro como se tivesse a importância das celebrações fascistas do 10 de Junho, o famigerado Dia da raça, dizia, deslustrou a força de 25 de Abril.
Foi pena, pelo gozo que também lhe daria ouvir Cavaco a fazer um discurso, contrabandeado é certo, de elogio a um socialista de nome Sócrates pela obra efectuada, em anúncios de excelências tornadas possíveis no Portugal de hoje.
A diferença fundamental que havia entre Soares e Alegre e anteriormente com Cunhal, principalmente com este, estaria na separação da personalidade política da pessoal que Soares sempre fez em relação aos seus adversários ideológicos, atitude impensável para Cunhal que do urbano e institucional relacionamento sempre separou as águas.
A proximidade política, ética, filosófica, cultural seriam condições essenciais a um relacionamento " simpático ", quando não empático, com o Outro.
Soares é praticante de uma pandemocracia que não distingue o Homem das suas ideias aos quais, independentemente das suas virtudes, algumas mencionadas um pouco acima, atribui respeito, em nome da democracia e da liberdade e, se empunhadas por quem nutre simpatia pessoal, não se coíbe de tecer alibis virtuosos ao carácter do Outro, tidos como meritórios e devidos. A sua deriva ideológica, melhor, consistência, deriva desse posicionamento.
Já a Direita ideológica é mais consistente no que às afinidades pessoais com Soares lhes diz respeito. Dos seus " sótãos " expulsaram e expulsam em antipatia o aristocrático político. Eanes nutre - lhe desprezo. Cavaco, profundo ressentimento político e distâncias vingativas, o que para mim só devia abonar pessoalmente Mário Soares; na verdade isso não acontece. O ex - presidente SENTE mais do que devia essas hostilidades pessoais, mas também sentiu como ofensa pessoal e não devia, junto dos correligionários Zenha e Alegre, o afrontamento POLÍTICO.
Para um político que combateu e combate IDEIAS e não pessoas e que o faz considerar sérios ( termo ideológicamente inconsequente ) adversários que não o consideram sério, é de uma ingenuidade tremenda.
Por mim, na política o homem faz a função assim como a função faz o homem e os fins estão íntimamente ligados aos meios. E só pelos meios posso ajuízar da seriedade dos homens que a conduzem. E também só aí posso alimentar sentimentos de simpatia e juízos parabenizantes pessoais.
A não - comparência de Soares, numas cerimónias alusivas a uma data histórica, essa sim pandemocrata, peca por irreflexão, por confusão entre o contingente e o essencial. Dando de barato que só a impotência leva a Direita hoje a celebrar essa data, essa Direita que se permite enterrar o 1º de Dezembro como se tivesse a importância das celebrações fascistas do 10 de Junho, o famigerado Dia da raça, dizia, deslustrou a força de 25 de Abril.
Foi pena, pelo gozo que também lhe daria ouvir Cavaco a fazer um discurso, contrabandeado é certo, de elogio a um socialista de nome Sócrates pela obra efectuada, em anúncios de excelências tornadas possíveis no Portugal de hoje.
sexta-feira, abril 27, 2012
HMMMMM!
Querem ver que o Seguro, a reboque das asneiradas políticas da maioria, vai roer a corda troikiana?
Está a chamar - me a atenção e isso, perdoem - me a imodéstia, está a afastá - lo da estupidez conformista e " responsável " reinante. Nada mau...
quarta-feira, abril 25, 2012
25 de Abril de 1974
Ninguém acreditava que esse dia chegaria da forma como chegou - em rotura decisiva com o repugnante status num desmantelamento assertivo das consciências tão longamente formatadas por uma autoridade e um Poder bisonho, miserabilista, provinciano e tacanho que durante tanto tempo assumiu a representatividade de um povo, em nome de uma menorização insultuosa das suas capacidades.
Acreditava - se em reformas, que de uma racionalidade atribuída e aceite ao delfim sucessor, se esperavam os desenlaces libertadores. Pura ingenuidade, que a escola era a mesma e o poder nunca é pertença única do chefe.
Vivi, minuto a minuto, desde a madrugada dessa revolução que podia ter sido, não fosse a complacência cobarde de mentalidades provincianas do BASTA, NÃO QUERO MAIS a meterem-na num redil controlado de carneiros mansos e ruminantes, até hoje, sob o rótulo de Democracia Ocidental.
Em letras de fogo ficaram gravadas no meu peito e na minha memória esse querer de uma nação, liberta, nos dias que se seguiram, das falsas consciências que um querer medíocre lhe incutiu durante décadas.
Hoje, quando os novos representantes desse poder apeado regressam, aprendida a lição, mas sempre com o tom melífluo e apaziguante a adornar - lhes o discurso, lembro - me dessa pulsão libertadora de então.
VIVA O 25 DE ABRIL!
Acreditava - se em reformas, que de uma racionalidade atribuída e aceite ao delfim sucessor, se esperavam os desenlaces libertadores. Pura ingenuidade, que a escola era a mesma e o poder nunca é pertença única do chefe.
Vivi, minuto a minuto, desde a madrugada dessa revolução que podia ter sido, não fosse a complacência cobarde de mentalidades provincianas do BASTA, NÃO QUERO MAIS a meterem-na num redil controlado de carneiros mansos e ruminantes, até hoje, sob o rótulo de Democracia Ocidental.
Em letras de fogo ficaram gravadas no meu peito e na minha memória esse querer de uma nação, liberta, nos dias que se seguiram, das falsas consciências que um querer medíocre lhe incutiu durante décadas.
Hoje, quando os novos representantes desse poder apeado regressam, aprendida a lição, mas sempre com o tom melífluo e apaziguante a adornar - lhes o discurso, lembro - me dessa pulsão libertadora de então.
VIVA O 25 DE ABRIL!
segunda-feira, abril 23, 2012
ERRO GRAVE
Alguém terá aconselhado ao P. Ministro uma estratégia de contenção na sua exposição pública ( por desgaste da imagem de mensageiro de más notícias, principalmente... ) e vai daí delega nos apóstolos a competência de disseminar a mensagem do pobrezinho mas honesto.
As primeiras bocas, nomeadamente do ministro da Solidariedade e do ministro da Justiça já nos iluminaram sobre o que aí vem.
É o que dá pôr os burocratas a falar e agir políticamente... Um erro ingénuo que irá ser bem aproveitado pelos media e pela Oposição.
As primeiras bocas, nomeadamente do ministro da Solidariedade e do ministro da Justiça já nos iluminaram sobre o que aí vem.
É o que dá pôr os burocratas a falar e agir políticamente... Um erro ingénuo que irá ser bem aproveitado pelos media e pela Oposição.
terça-feira, abril 17, 2012
D'os CULAMBISTAS... ( PARTE V )
Deambulando sobre a praxis política do Estado actual e do atrelamento anexante que ainda vai obtendo junto de uma população céptica e demissionária das virtudes políticas e de uma cumplicidade expectante e oportunista que a sua comunicação discursiva tem vindo a alimentar, não me atenho a particularizar, por hoje, o desmascaramento casuístico de cada acção ou demissão de alguns apaniguados dessa ladaínha conformista, paralizante, que tem a FÉ como o único leitmotiv mobilizador (!!!??? ) dos cidadãos, em estado pré - comatoso.
Generalizo, continuando na caracterização do M.E.C., feito na década de 80/90, de uma postura comportamental que não cessa de nos surpreender.
OS CARAS DE CUS
( Miguel Esteves Cardoso )
... Repare -se que, quando há eleições, todos os candidatos com uma hipótese remota de vencerem são agraciados pelos entrevistadores com longos lambe-cus aos quais normalmente não teriam direito. Esta é a forma do culambista profissional assegurar -se que nenhum cu tomará assento em Belém ou em S. Bento sem ter sido préviamente carimbado.
Como funciona o Culambismo? A essência está na relação entre o culambista e o cu lambido. Se a coisa é bem feita, cria - se uma relação de intimidade entre os dois. O segredo é adivinhar a forma de aproximação identificando os gostos e manias de cada cu.
Não é fácil porque todos os cus são diferentes. Há cus que gostam de ser lambidos abertamente - mas são raros ( embora actualmente proeminentes ). São os cus de quem aprecia que se lhe diga, em plena praça pública: " Senhor ministro, desculpe - me o desabafo, mas não há dúvida que o senhor é um grande estadista! "
Os cus, o mais das vezes, apreciam que as coisas sejam feitas com mais rodeios. Há cus que gostam de ser lambidos na diagonal. Outros preferem o face-a-face. Uns gostam de só uma longa lambidela. Uns gostam de várias lambidinhas imperceptíveis, dadas intervaladamente ao longo da sessão. Há cus que gostam de levar uns " taus-taus " carinhosos antes de serem lambidos. Em casos desses, o culambista experiente faz duas ou três críticas suaves ou perguntas levemente polémicas antes de avançar com as beiças...
( actualizaremos... )
Generalizo, continuando na caracterização do M.E.C., feito na década de 80/90, de uma postura comportamental que não cessa de nos surpreender.
OS CARAS DE CUS
( Miguel Esteves Cardoso )
... Repare -se que, quando há eleições, todos os candidatos com uma hipótese remota de vencerem são agraciados pelos entrevistadores com longos lambe-cus aos quais normalmente não teriam direito. Esta é a forma do culambista profissional assegurar -se que nenhum cu tomará assento em Belém ou em S. Bento sem ter sido préviamente carimbado.
Como funciona o Culambismo? A essência está na relação entre o culambista e o cu lambido. Se a coisa é bem feita, cria - se uma relação de intimidade entre os dois. O segredo é adivinhar a forma de aproximação identificando os gostos e manias de cada cu.
Não é fácil porque todos os cus são diferentes. Há cus que gostam de ser lambidos abertamente - mas são raros ( embora actualmente proeminentes ). São os cus de quem aprecia que se lhe diga, em plena praça pública: " Senhor ministro, desculpe - me o desabafo, mas não há dúvida que o senhor é um grande estadista! "
Os cus, o mais das vezes, apreciam que as coisas sejam feitas com mais rodeios. Há cus que gostam de ser lambidos na diagonal. Outros preferem o face-a-face. Uns gostam de só uma longa lambidela. Uns gostam de várias lambidinhas imperceptíveis, dadas intervaladamente ao longo da sessão. Há cus que gostam de levar uns " taus-taus " carinhosos antes de serem lambidos. Em casos desses, o culambista experiente faz duas ou três críticas suaves ou perguntas levemente polémicas antes de avançar com as beiças...
( actualizaremos... )
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CALAMATCHE
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terça-feira, abril 17, 2012
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sábado, abril 14, 2012
HIGIENE MENTAL, precisa - se...
Contra as sucessivas medidas burrofascizantes ,que aos poucos vão saindo dos enfados ministeriais, contra a felicidade alheia, aconselho uma lavagem cerebral a alguns envelhecidos neurónios, que à sua velhice existencial acrescem senilidades políticas, como as atitudes fundamentalistas anti- tabaco, anti-sexo, anti-álcool, anti-droga, anti-ética, anti-Vida, que vão subtilmente e em crescendo, cerceando a Liberdade e a Responsabilidade individual do cidadão.
É claro que só uma visão classista e pretensiosa explica o despudor dessa intromissão do Estado em áreas de julgamento pessoal com criminalizações abusivas e impertinentes.
Se este Estado quiser proteger as nossas crianças, tenho uma mão cheia de sugestões a apresentar e duas mãos de reparos à sua hipocrisia no que respeita ao tema, fundamentado nas consequências previsíveis de algumas acções que teve nessa área.
Essa atitude de emboscada que parece estar estratégicamente colada ao Estado actual, pertence a um campo bem definido - a dos salteadores, dos carteiristas e, no limite, dos evangelizadores. Não é definitivamente a área da Política e como tal deveria ser tratada pelos cidadãos.
Virá tempo...
É claro que só uma visão classista e pretensiosa explica o despudor dessa intromissão do Estado em áreas de julgamento pessoal com criminalizações abusivas e impertinentes.
Se este Estado quiser proteger as nossas crianças, tenho uma mão cheia de sugestões a apresentar e duas mãos de reparos à sua hipocrisia no que respeita ao tema, fundamentado nas consequências previsíveis de algumas acções que teve nessa área.
Essa atitude de emboscada que parece estar estratégicamente colada ao Estado actual, pertence a um campo bem definido - a dos salteadores, dos carteiristas e, no limite, dos evangelizadores. Não é definitivamente a área da Política e como tal deveria ser tratada pelos cidadãos.
Virá tempo...
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CALAMATCHE
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sábado, abril 14, 2012
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sexta-feira, abril 13, 2012
AI GUINÉ!!!
Só posso fazer uma caracterização da Guiné à luz da sua história recente - regressou ao tribalismo pré - colonial, que lhe marcava o espaço que Portugal encerrou numa fronteira administrativa.
Se de alguma coisa serviu a luta pela educação, pela criação de um sentimento nacional, contra o tribalismo, encetada por Amílcar Cabral - a sua independência - ela começou a desvanecer - se com o 1º golpe de estado protagonizado por Nino Vieira ( que NADA aprendeu com o seu líder ) e pela mais estúpida justificação política jamais brandida por um líder rebelde - o Cabral que chefiava o estado era "estrangeiro " porque tinha sangue caboverdiano, assim como os seus mais capazes dirigentes que lideraram a guerrilha victoriosa.
E foi o fim do Estado como entidade globalizadora. O exemplo da traição, da leviandade e leveza com que ela podia ser exercitada, está a dar frutos, até hoje.
Diz - se que Portugal está a preparar uma intervenção armada no território. A notícia não esclarece em que moldes isso se irá passar. Não acredito que a estupidez de avançar sózinho tenha passado pela cabeça de alguém.
A intervenção, a acontecer, terá de ser equacionada num âmbito mais alargado, com mandato mais alargado envolvendo forças da OUA ou da ONU, ou teremos sarilhos sérios.
Se de alguma coisa serviu a luta pela educação, pela criação de um sentimento nacional, contra o tribalismo, encetada por Amílcar Cabral - a sua independência - ela começou a desvanecer - se com o 1º golpe de estado protagonizado por Nino Vieira ( que NADA aprendeu com o seu líder ) e pela mais estúpida justificação política jamais brandida por um líder rebelde - o Cabral que chefiava o estado era "estrangeiro " porque tinha sangue caboverdiano, assim como os seus mais capazes dirigentes que lideraram a guerrilha victoriosa.
E foi o fim do Estado como entidade globalizadora. O exemplo da traição, da leviandade e leveza com que ela podia ser exercitada, está a dar frutos, até hoje.
Diz - se que Portugal está a preparar uma intervenção armada no território. A notícia não esclarece em que moldes isso se irá passar. Não acredito que a estupidez de avançar sózinho tenha passado pela cabeça de alguém.
A intervenção, a acontecer, terá de ser equacionada num âmbito mais alargado, com mandato mais alargado envolvendo forças da OUA ou da ONU, ou teremos sarilhos sérios.
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CALAMATCHE
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sexta-feira, abril 13, 2012
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quinta-feira, abril 12, 2012
ANEDOTA DO DIA
Um árabe cheio de sede atravessa o deserto há várias horas quando ao longe vislumbra uma tenda de vendas. Na esperança de lá encontrar água estuga o passo. Uma hora depois chega finalmente à banca e dirige - se ao vendedor:
- Boa tarde, tem água?
- Não, a única coisa que vendo são gravatas.
- Gravatas? Quem é que usa isso no deserto ???
- Olhe que estão em promoção, cinco euros cada uma. Quer?
- Claro que não! Estou a morrer de sede e a única coisa que eu queria era água.
- Tenho aqui umas gravatas que combinam bem com a sua túnica... insiste o vendedor.
- Não quero nada disso, já disse. Quero é matar a sede, homem.
- OK! Mas olhe, depois daquela duna aí, se virar para Oeste encontra um oásis a cerca de 4 km.
- A sério?
-Garantido!
- Então vou pôr - me a caminho.
Passadas umas horas e já noite, o árabe volta ao local da tendinha de gravatas.
- Então, encontrou o oásis? pergunta o vendedor.
- Encontrei.
- E...?
- O cabr** do porteiro não me deixou entrar sem gravata...
Moral da história?
O conhecimento do Mercado permite bons negócios?
Nem sempre no poupar está o ganho?
A burocracia é mesmo uma Merda?
- Boa tarde, tem água?
- Não, a única coisa que vendo são gravatas.
- Gravatas? Quem é que usa isso no deserto ???
- Olhe que estão em promoção, cinco euros cada uma. Quer?
- Claro que não! Estou a morrer de sede e a única coisa que eu queria era água.
- Tenho aqui umas gravatas que combinam bem com a sua túnica... insiste o vendedor.
- Não quero nada disso, já disse. Quero é matar a sede, homem.
- OK! Mas olhe, depois daquela duna aí, se virar para Oeste encontra um oásis a cerca de 4 km.
- A sério?
-Garantido!
- Então vou pôr - me a caminho.
Passadas umas horas e já noite, o árabe volta ao local da tendinha de gravatas.
- Então, encontrou o oásis? pergunta o vendedor.
- Encontrei.
- E...?
- O cabr** do porteiro não me deixou entrar sem gravata...
Moral da história?
O conhecimento do Mercado permite bons negócios?
Nem sempre no poupar está o ganho?
A burocracia é mesmo uma Merda?
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quinta-feira, abril 12, 2012
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quarta-feira, abril 11, 2012
SPORTING - BENFICA
Nós sabemos que as épocas do Sporting se resumem a guardar todas as suas forças e capacidades para ganhar um joguinho ao Glorioso. Bem, cada um sabe de si e das suas finanças...
Voltando ao jogo jogado nas quatro linhas e para além das tretas do costume ( aí o Sporting e o Benfica são de uma ingenuidade fantástica... ) relativas às arbitragens, o Sporting correu mais em busca da sua satisfação anual.
Quanto ao Benfica, o seu treinador errou, errou e errou, a começar pela titularidade da dupla de centrais Garay e Luisão, vinda de lesões e sem ritmo e sem pernas. Lamentável e desastroso jogo fizeram.
Ao resto da equipa faltou a inteligência de Aimar para normalizar a superioridade do jogo do Benfica perante a camionete lagarta.
Quanto aos meus eufóricos amigos lagartos, prestem atenção ao árbitro que vos vai sair no jogo com o já escolhido campeão deste ano. E nós é que estávamos a ser levados ao colo... As coisas não mudaram de um ano para outro. Ficou só um bocadinho mais difícil afastar o Benfica. Vocês afastaram - se por incompetência. Ao Benfica só com aldrabices apesar de todas as escorregadelas do seu treinador.
Voltando ao jogo jogado nas quatro linhas e para além das tretas do costume ( aí o Sporting e o Benfica são de uma ingenuidade fantástica... ) relativas às arbitragens, o Sporting correu mais em busca da sua satisfação anual.
Quanto ao Benfica, o seu treinador errou, errou e errou, a começar pela titularidade da dupla de centrais Garay e Luisão, vinda de lesões e sem ritmo e sem pernas. Lamentável e desastroso jogo fizeram.
Ao resto da equipa faltou a inteligência de Aimar para normalizar a superioridade do jogo do Benfica perante a camionete lagarta.
Quanto aos meus eufóricos amigos lagartos, prestem atenção ao árbitro que vos vai sair no jogo com o já escolhido campeão deste ano. E nós é que estávamos a ser levados ao colo... As coisas não mudaram de um ano para outro. Ficou só um bocadinho mais difícil afastar o Benfica. Vocês afastaram - se por incompetência. Ao Benfica só com aldrabices apesar de todas as escorregadelas do seu treinador.
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quarta-feira, abril 11, 2012
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segunda-feira, abril 09, 2012
D' os CULAMBISTAS... ( PARTE IV )
" Enquanto estendemos a passadeira à OPA da Intercement, a Presidente Dilma propõe o aumento brutal de taxas sobre o nosso vinho e azeite. Por onde anda Portas? " Nicolau Santos, caderno de Economia do Expresso.
"... Cimpor não é uma empresa qualquer: é a maior empresa industrial portuguesa, a mais internacionalizada e um centro de tecnologia e de engenharia nacionais. Víctor Gaspar e António Borges passaram a ferro tudo isto ( estamos a falar da privatização da Cimpor..., esclareço eu... ), sem nenhuma oposição da CGD" . - Nicolau Santos.
A oposição esperada pelo colunista seria a dos seus administradores Fernando Faria de Oliveira, José de Matos e Nogueira Leite. Pois...
Continuemos a saga dos Culambistas do aqui apresentado texto de Miguel Esteves Cardoso, intitulado
OS CARAS DE CU
( Miguel Esteves Cardoso )
(... em continuação...)
"... O Nãofaçondista prefere curvar ligeiramente a cabeça, em sinal de deferência, e não fazer ondas. Não se julgue que é fácil. Se, porventura a entrevista sai fora dos limites, ameaçando tornar - se incómoda ou interessante, O Nãofaçondista tem de enfiar a sua bóia « Pussy Cat » e ir socorrer o entrevistado, puxando - o de novo para as águas mornas do costume.
Os prémios do Culambismo são muito mais elevados que os do Nãofaçondismo. Um Nãofaçondista é um ginasta de manutenção, que se contenta em manter a posição que conquistou. ( Muitos Nãofaçondistas são ex - Culambistas ).
Um Culambista é um ginasta evolutivo, que quer subir a pulso pelo espaldar da vida, sempre com a língua de fora, melhorando a situação profissional e política ao longo dos ânus.
Um Culambista arrisca - se mais.É uma modalidade perigosa. Se se lamberem os cus errados pode - se ir parar à prateleira- Há cus que enganam muito. É preciso conhecê- los como a palma das mãos.Para o Culambista não importa onde um cu já esteve - importa sobretudo onde está o cu no momento do contacto. O lugar que um cu ocupa vale 50% da jogada. De resto, interessa onde o dito cu vai acabar. "
actualizaremos...
"... Cimpor não é uma empresa qualquer: é a maior empresa industrial portuguesa, a mais internacionalizada e um centro de tecnologia e de engenharia nacionais. Víctor Gaspar e António Borges passaram a ferro tudo isto ( estamos a falar da privatização da Cimpor..., esclareço eu... ), sem nenhuma oposição da CGD" . - Nicolau Santos.
A oposição esperada pelo colunista seria a dos seus administradores Fernando Faria de Oliveira, José de Matos e Nogueira Leite. Pois...
Continuemos a saga dos Culambistas do aqui apresentado texto de Miguel Esteves Cardoso, intitulado
OS CARAS DE CU
( Miguel Esteves Cardoso )
(... em continuação...)
"... O Nãofaçondista prefere curvar ligeiramente a cabeça, em sinal de deferência, e não fazer ondas. Não se julgue que é fácil. Se, porventura a entrevista sai fora dos limites, ameaçando tornar - se incómoda ou interessante, O Nãofaçondista tem de enfiar a sua bóia « Pussy Cat » e ir socorrer o entrevistado, puxando - o de novo para as águas mornas do costume.
Os prémios do Culambismo são muito mais elevados que os do Nãofaçondismo. Um Nãofaçondista é um ginasta de manutenção, que se contenta em manter a posição que conquistou. ( Muitos Nãofaçondistas são ex - Culambistas ).
Um Culambista é um ginasta evolutivo, que quer subir a pulso pelo espaldar da vida, sempre com a língua de fora, melhorando a situação profissional e política ao longo dos ânus.
Um Culambista arrisca - se mais.É uma modalidade perigosa. Se se lamberem os cus errados pode - se ir parar à prateleira- Há cus que enganam muito. É preciso conhecê- los como a palma das mãos.Para o Culambista não importa onde um cu já esteve - importa sobretudo onde está o cu no momento do contacto. O lugar que um cu ocupa vale 50% da jogada. De resto, interessa onde o dito cu vai acabar. "
actualizaremos...
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segunda-feira, abril 09, 2012
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sábado, abril 07, 2012
D'os CULAMBISTAS... ( PARTE III )
Pois é... o refinamento dessa espécie vai de velas desfraldads. O Zé - Mundial ladra ( os lobos estão definitivamente em extinção... ) e a caravana fedorenta espalha o seu perfume pelo planeta.
A Pátria é hoje pertença dos Vasconcellos e de aspirantes a sê - lo.
Entre Cristo e Barrabás o Zé prefere a cruxificação e assusta - se com bispos negros a governar a Igreja anglicana e pastores brasileiros a contaminar a Páscoa católica. De raspão, a época pascal é propícia, tem uma epifania desmascarante da promiscuidade envolvendo a CGD e a BRISA e notáveis da nossa praça, enquanto o Burocrata - Mor e a Repartição do Reino se ensalivam em pletórica, provinciana demissão identitária ao ser levado ao Olimpo da Super-Raça..., enquanto noutra freguesia se podam os ramos da oliveira antes de, tão certo como Portugal é Portugal ( a coisa hoje está tremida...) se ascender ao púlpito.
voltemos ao passado (!!!?), Miguel...
OS CARAS DE CU
( Miguel Esteves Cardoso )
O Culambista também sabe " ler " as ondas. É identificando as ondas que " estão a dar " que pode fazer a selecção dos cus que pretende lamber. O verdadeiro Culambista estuda as marés mas nunca perde de vista o objectivo: lamber cus importantes, CUSTE O QUE CUSTAR.
Há também praticantes menores, que também querem subir na vida e que erradamente se denominam culambistas. Assim como há o Surf, que é sério, e modalidades mais ligeiras como o « Skimming », há o Culambismo e o Nãofaçondismo, que consiste em não fazer ondas de modo a não incomodar os veraneantes do poder estabelecido. Basta olhar para a RTP ( há novos e actuantes protagonistas, sublinhado meu...) para ver a diferença. Enquanto o Culambista bajula o político que está a entrevistar, babando - se de gozo cada vez que diz « senhor ministro », o Nãofaçondista limita - se a dizer que sim com a cabeça, a fazer perguntas fáceis e a não interromper.
O Culambista é um activista. O Nãofaçondismo é passivo. O culambista não descansa enquanto não dobra o pescoço e aplica a língua ao orifício anal do entrevistado, cobrindo - o de beijinhos. O facto de estar a ser observado por cinco milhões de espectadores é - lhe indiferente. Já o Nãofaçondista inibe - se à frente de tanta gente. Fossem 4 ou 5 e ele ainda se prestaria a fazer uma tentativa de culambismo periférico, ensaiando, por exemplo, uma rápida lambidela do rego ou um " raid " de beijocas nas covinhas das nádegas.
Estou nauseado, por ora, pá. Continuarei com mais actualizações...
Há também praticantes menores, que também querem subir na vida e que erradamente se denominam culambistas. Assim como há o Surf, que é sério, e modalidades mais ligeiras como o « Skimming », há o Culambismo e o Nãofaçondismo, que consiste em não fazer ondas de modo a não incomodar os veraneantes do poder estabelecido. Basta olhar para a RTP ( há novos e actuantes protagonistas, sublinhado meu...) para ver a diferença. Enquanto o Culambista bajula o político que está a entrevistar, babando - se de gozo cada vez que diz « senhor ministro », o Nãofaçondista limita - se a dizer que sim com a cabeça, a fazer perguntas fáceis e a não interromper.
O Culambista é um activista. O Nãofaçondismo é passivo. O culambista não descansa enquanto não dobra o pescoço e aplica a língua ao orifício anal do entrevistado, cobrindo - o de beijinhos. O facto de estar a ser observado por cinco milhões de espectadores é - lhe indiferente. Já o Nãofaçondista inibe - se à frente de tanta gente. Fossem 4 ou 5 e ele ainda se prestaria a fazer uma tentativa de culambismo periférico, ensaiando, por exemplo, uma rápida lambidela do rego ou um " raid " de beijocas nas covinhas das nádegas.
Estou nauseado, por ora, pá. Continuarei com mais actualizações...
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sábado, abril 07, 2012
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quinta-feira, abril 05, 2012
D'os CULAMBISTAS... ( PARTE II )
OS CARAS DE CU
Miguel Esteves Cardoso
continuemos...
O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.
Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar - se irreconhecível. Foi - se subindo na escala da subserviência, dos sapatos até ao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu. Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu. Para fazer face à crescente popularidade do desporto importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing. Os praticantes porrtugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoaram-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.
Os culambistas portugueses habituaram - se depressa à modalidade. Comparar o engraxador entusiasta dos anos 60 com o culambista profissional dos anos 90 ( e os de hoje, sublinhado meu...) é como comparar fazer carreiras num colchão na Praia de Paço de Arcos ao campeonato de « windsurf » na Praia do Guincho. Os culambistas são um pouco a versão terrestre e abjecta dos nossos windsurfistas.
continuaremos...
Miguel Esteves Cardoso
continuemos...
O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.
Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar - se irreconhecível. Foi - se subindo na escala da subserviência, dos sapatos até ao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu. Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu. Para fazer face à crescente popularidade do desporto importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing. Os praticantes porrtugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoaram-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.
Os culambistas portugueses habituaram - se depressa à modalidade. Comparar o engraxador entusiasta dos anos 60 com o culambista profissional dos anos 90 ( e os de hoje, sublinhado meu...) é como comparar fazer carreiras num colchão na Praia de Paço de Arcos ao campeonato de « windsurf » na Praia do Guincho. Os culambistas são um pouco a versão terrestre e abjecta dos nossos windsurfistas.
continuaremos...
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quarta-feira, abril 04, 2012
DOS CULAMBISTAS...
MIL PERDÕES, MIGUEL, mas não resisto a trazer aqui, para a nova geração, um cheirinho do que foi o teu " INDEPENDENTE " e da tua argúcia na identificação de uma certa fauna indígena nos anos longínquos de 1990...
É que voltámos ao mesmo. Essa raça que tu identificaste a par de outras, evoluiu, tornou - se um bocadinho mais esperta na arte da dissimulação e da ambição e está mais activa do que nunca.
Com uma grande vénia, cheia de saudades pelo teu exílio e sem prostrações culambistas, cá vamos nós...
Vou trazer essa realidade, com outros rostos, claro, que o mundo girou entretanto, como tu a viste e escreveste.
OS CARAS DE CU
( Miguel Esteves Cardoso )
Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa - se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostar - se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.
Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá - los, lambê - los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida em que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.
Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como " engraxanço ". Os chefes de Repartição engraxavam os chefes de Serviço, os alunos engraxavam os professores, os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da Caixa, etc... Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga - se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.
Nesse tempo, " engraxar " era uma actividade socialmente menosprezada.
( continuaremos... )
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quarta-feira, abril 04, 2012
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terça-feira, abril 03, 2012
D'o Pregador de Domingo...
O Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa é um velho conhecido nosso, malta dos 60, desde os tempos da fundação do Expresso e na sua acção como editorialista pós - 25 de Abril, na sua forma subtil como introduz contrabando político na vida dos partidos.
Sem contraditório, é um génio a criar e desenvolver cenários onde as suas condições hipotéticas nunca são postas em relevo, pelo que perdem, perante os apreciadores, a sua face ficcional e manipuladora, para aparecerem como realidades tangíveis, no presente e, pasme - se, no futuro.
Ouvi o que ele disse das " intenções " do líder do PS e a especulação abusiva sobre o que lhe estava associado e dei - me por mim a tentar adivinhar das intenções do Prof., presentes e futuras. Só não ponho em letra de forma o que concluí já que quase toda a gente atenta aprendeu a ler nas entrelinhas o que intende sobre alguns, se não todos os seus comentários à volta da política nacional.
Tudo normal, não se desse o caso de ter sido um ataque directo, baseado em suposições de intenções a um colega do Conselho de Estado e se a troca de palavras se tornar azeda... a coisa vai ficar feia.
P.S - O título deste post é da responsabilidade de Santana Lopes
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terça-feira, abril 03, 2012
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