sábado, agosto 04, 2012
MAIS CULPA NÃO... !
" Mais culpa não, já há que chegue!.. " - Paula Rego
POIS...!
A " colagem " com que o meu post de 11 de Junho intitulado D'o Síndroma de Egas Moniz antecipou as considerações de Paula Rego no Expresso de hoje releva um dos traços psicológicos marcantes do nação lusitana - a CULPA.
A impossibilidade de felicidade de motu proprio deriva de um fatalismo tão perverso e profundo que a racionalidade, quando acontece, se envergonha do papel de parceiro menor de uma capitulação ansiada.
Para o lusitano a Vida é sofrimento, TEM DE SER sofrimento, a alegria de Viver é uma brecha que a Culpa se encarrega de fechar, não se vá tornar- se um hábito que a " desilusão " devolverá à sua narrativa correcta.
Esse é o papel que a governança ou de quem se outorga desse papel, de infernizar a vida dos que da Vida tem uma visão equilibrada de subordinação, à espécie e à Fortuna.
A realidade portuguesa é deprimente, como deprimente e angustiante é o seu povo, cativo de uma menoridade auto - assumida que se compraz em flagelação, sua, e se possível, dos outros, para os quais remete a sua insuficiência e incapacidade, condições das quais desconhece os contornos, normalmente por estupidez e reiteradamente por ignorância.
E é sobre essa ignorância que os " chico-espertos " navegam impunes quando não confrontados com a visão, também ela simplória, que têm sobre a urbe.
Parafraseando, EM NEGAÇÃO, Schopenhauer, na abertura da sua obra O mundo como Vontade e Representação, o Mundo NÃO É a minha representação, apesar da minha liberdade. A parte que me cabe na sua representação é o que faz de mim o que sou e dos outros o que são. O diabo é que parece que Ele se está borrifando para tudo isso.
No fim de contas, em que é que o governo dos outros tem a ver comigo?
terça-feira, julho 31, 2012
HAJA ESPERANÇA...
A BALEIA,cheia que nem um odre, ameaça sair da zona euro, diz uma sondagem do " Bild " alemão feita no passado domingo à população alemã.
E porquê? Porque, para grande surpresa minha a Política quer - se fazer ouvir, nomeadamente através das instituições europeias, representantes, convém ter isso SEMPRE presente, dos seus VINTE e SETE estados.
Cansados da manipulação germânica e do seu diktat e sentindo em cada dia que passa o esvaziamento progressivo das suas atribuições, hoje reduzidas à burocracia e à arrogância do CSU, Draghi, presidente do BCE e Juncker, o presidente do grupo de ministros de finanças da zona euro, trouxeram a Política à ribalta através das suas últimas declarações publicadas, cujo teor e alcances são transparentes.
Bastou ouvir as reacções dos barões do CSU, acompanhadas de ameaças veladas, para sentirmos que atingiram o alvo.
Que melhor altura, para os vinte e sete, nomeadamente para os calões do sul e do nosso débil aprendiz lusitano, para recuperar da Política o nome perdido à Austeridade?
E Durão, por onde pára? Se bem o conheço, tentará apanhar essa boleia, com as nuances diplomáticas de estar de bem com todos, como é timbre de medíocres lideranças e perder MAIS UMA OPORTUNIDADE de se destacar da mediocridade funcional da Comissão europeia.
E porquê? Porque, para grande surpresa minha a Política quer - se fazer ouvir, nomeadamente através das instituições europeias, representantes, convém ter isso SEMPRE presente, dos seus VINTE e SETE estados.
Cansados da manipulação germânica e do seu diktat e sentindo em cada dia que passa o esvaziamento progressivo das suas atribuições, hoje reduzidas à burocracia e à arrogância do CSU, Draghi, presidente do BCE e Juncker, o presidente do grupo de ministros de finanças da zona euro, trouxeram a Política à ribalta através das suas últimas declarações publicadas, cujo teor e alcances são transparentes.
Bastou ouvir as reacções dos barões do CSU, acompanhadas de ameaças veladas, para sentirmos que atingiram o alvo.
Que melhor altura, para os vinte e sete, nomeadamente para os calões do sul e do nosso débil aprendiz lusitano, para recuperar da Política o nome perdido à Austeridade?
E Durão, por onde pára? Se bem o conheço, tentará apanhar essa boleia, com as nuances diplomáticas de estar de bem com todos, como é timbre de medíocres lideranças e perder MAIS UMA OPORTUNIDADE de se destacar da mediocridade funcional da Comissão europeia.
ESCALADA
Finalmente após meses de conflito os Media internacionais tiveram autorização para falar da guerra civil que assola a Síria, dantes escondido, pelos motivos óbvios do costume, como massacres perpetuados por criminosos contra inocentes. Venceu a clareza e a transparência contra a manipulação rasteira.
Síria é um espaço onde se conjugam interesses estratégicos vitais na sobrevivência airosa das monarquias do Médio Oriente e das " interpretações " do Corão. Trava - se uma guerra entre os sunitas e os xiitas com apoios claros já publicamente verbalizados, pelo Irão com quem Assad tem um tratado de assistência mútua em caso de conflito com o exterior e a casa Saudita mais as monarquias do Golfo no armamento dos rebeldes.
Para o Ocidente, o inimigo do meu inimigo meu amigo é e com a patética figura do secretário geral da ONU a fazer de porta voz dos americanos, a teia está montada e eventualmente com mais ou menos massacres que nunca tiraram o sono à sua população e aos seus líderes, o final será o esperado.
Síria é um espaço onde se conjugam interesses estratégicos vitais na sobrevivência airosa das monarquias do Médio Oriente e das " interpretações " do Corão. Trava - se uma guerra entre os sunitas e os xiitas com apoios claros já publicamente verbalizados, pelo Irão com quem Assad tem um tratado de assistência mútua em caso de conflito com o exterior e a casa Saudita mais as monarquias do Golfo no armamento dos rebeldes.
Para o Ocidente, o inimigo do meu inimigo meu amigo é e com a patética figura do secretário geral da ONU a fazer de porta voz dos americanos, a teia está montada e eventualmente com mais ou menos massacres que nunca tiraram o sono à sua população e aos seus líderes, o final será o esperado.
domingo, julho 29, 2012
SERMÃO AOS PEIXES, PERDÃO, AOS SIMPLES...
Porque não?
Passos Coelho não tem de P.António Vieira nem a habilidade oratória, nem o fino sarcasmo, nem a imaginação e nem a sua envergadura intelectual. Contudo convenceu - se, ou algum dos seus gurus de que com malabarices ( o termo é invenção deles... ) e conversa de carroceiro conseguiria passar a mensagem ao coração dos simples, já que a pieguice, a calinagem dos que não o são não os deixava ver a verdade.
Porque não?
A receita germânica com o seu sermão acoplado aos simples do sul da Europa tem funcionado junto ao SIMPLES-MOR e a sua corte, não tem? E porque não tratar a população portuguesa como um bando de simplórios? Até pode ser que resulte, já que está a resultar com ele e com os seus apaniguados... que se estão borrifando para as eleições na exacta medida em que se convenceram que irão desmantelar pedra sobre pedra o que resta ao património dos simples enquanto lá estiverem e que depois não há volta a dar para recuperar do saque que está a ser feito ao património nacional.
Pode ser que se enganem...
A inépcia política dessa trupe é espantosa e outra coisa não seria de esperar de um governo com todos os defeitos do funcionalismo público no que ele tinha de mais de mais condenável - um funcionamento burocrático cristalizado que não permitia o mínimo rasgo de imaginação, com uma história acabada que deveria assustar de morte a nova geração, não esteja já ela completamente formatada pelas lusófonas e quejandos.
Se for o caso, temo pelo país, pela sua existência identitária e pela sua soberania, que não será já o Portugal que me ensinaram a amar.
Passos Coelho não tem de P.António Vieira nem a habilidade oratória, nem o fino sarcasmo, nem a imaginação e nem a sua envergadura intelectual. Contudo convenceu - se, ou algum dos seus gurus de que com malabarices ( o termo é invenção deles... ) e conversa de carroceiro conseguiria passar a mensagem ao coração dos simples, já que a pieguice, a calinagem dos que não o são não os deixava ver a verdade.
Porque não?
A receita germânica com o seu sermão acoplado aos simples do sul da Europa tem funcionado junto ao SIMPLES-MOR e a sua corte, não tem? E porque não tratar a população portuguesa como um bando de simplórios? Até pode ser que resulte, já que está a resultar com ele e com os seus apaniguados... que se estão borrifando para as eleições na exacta medida em que se convenceram que irão desmantelar pedra sobre pedra o que resta ao património dos simples enquanto lá estiverem e que depois não há volta a dar para recuperar do saque que está a ser feito ao património nacional.
Pode ser que se enganem...
A inépcia política dessa trupe é espantosa e outra coisa não seria de esperar de um governo com todos os defeitos do funcionalismo público no que ele tinha de mais de mais condenável - um funcionamento burocrático cristalizado que não permitia o mínimo rasgo de imaginação, com uma história acabada que deveria assustar de morte a nova geração, não esteja já ela completamente formatada pelas lusófonas e quejandos.
Se for o caso, temo pelo país, pela sua existência identitária e pela sua soberania, que não será já o Portugal que me ensinaram a amar.
segunda-feira, julho 23, 2012
DAS LACAIAS INTERPRETAÇÕES... E DAS OUTRAS...
MAIO 2012...
Interrogava - me eu do interessante que seria ( intelectualmente, por desfastio...) analisar como as contas públicas em dia, dos seus anexantes, para ser mais claro, e pessoais estariam a minar as bases da economia liberal, hoje refém do capitalismo financeiro...
Daniel de Oliveira respondeu - me no último Expresso, elucidando - me com assertividade na sua crónica - Quem tem o cofre - enquanto à direita da página o direitinhas Raposo brincava com as palavras num simulacro de humor anárquico e imbecilizante supostamente engraçado para a rapaziada do bairro, da aldeia originária e respaldo melancólico das memórias coloniais.
O escárnio anti - marxista completamente fora - de - moda e deslocado, num tempo em que a lúcida análise de Marx sobre o capitalismo burguês se prova no impasse paralisante e demissionário da economia liberal e na inultrapassável luta de classes, hoje camuflada pelo fim - de - história com o simulacro da ascensão das massas à posse (?) do domínio público e ao conhecimento, é, no mínimo, ridículo.
É claro que concordo com a sua asa direita da mesma página que o ridículo pode matar, assim como com o facto de vivermos no Ocidente numa democracia de anedota...
Como é claro que os meus pressuposto sejam outros...
Interrogava - me eu do interessante que seria ( intelectualmente, por desfastio...) analisar como as contas públicas em dia, dos seus anexantes, para ser mais claro, e pessoais estariam a minar as bases da economia liberal, hoje refém do capitalismo financeiro...
Daniel de Oliveira respondeu - me no último Expresso, elucidando - me com assertividade na sua crónica - Quem tem o cofre - enquanto à direita da página o direitinhas Raposo brincava com as palavras num simulacro de humor anárquico e imbecilizante supostamente engraçado para a rapaziada do bairro, da aldeia originária e respaldo melancólico das memórias coloniais.
O escárnio anti - marxista completamente fora - de - moda e deslocado, num tempo em que a lúcida análise de Marx sobre o capitalismo burguês se prova no impasse paralisante e demissionário da economia liberal e na inultrapassável luta de classes, hoje camuflada pelo fim - de - história com o simulacro da ascensão das massas à posse (?) do domínio público e ao conhecimento, é, no mínimo, ridículo.
É claro que concordo com a sua asa direita da mesma página que o ridículo pode matar, assim como com o facto de vivermos no Ocidente numa democracia de anedota...
Como é claro que os meus pressuposto sejam outros...
MIJAR CONTRA O VENTO LIBERAL...
Sloterdijk, num dos capítulos do seu livro " Crítica da Razão Cínica ", dedica uma secção ao que ele titula Em busca da insolência perdida, à desconfiança jubilosa do ZÉ sobre a sabedoria dos mestres, tomando como exemplo a extraordinária figura do vadio ( Rui Ramos dixit, ver crónica no Expresso do sábado ) Diógenes.
Contra a palavra e a Retórica dialéctica dos senhores onde tudo se passa e se resolve, o sarcasmo, a chalaça e os dichotes são armas possíveis no desmantelamento das interpretações legalistas, quando o que se deplora - a falta de ética - é escondido sob o manto da legalidade abusiva que permite e do atropelo hipócrita que silencia.
Essa " soberania " que a democracia permite aos vadios, e não- lacaios ( a contradição é evidente... ) usar a linguagem argumentativa do cuspo de desprezo sobre a elite espertalhona e rapace também é dada à estampa por senhores e ladies nas páginas desse mesmo jornal em interpretações pejorativas, políticamente correctas mas não menos contundentes que semanalmente aplaudo e subscrevo ( sem vassalagem, como vadio que me sinto... ), dizia, é uma victória diàriamente exercitada que a surdez do poder ainda não ouve.
Lamentávelmente, tem aumentado o número dos surdos o que tem permitido que "... não parece haver outro risco na política... - Ramos disse.,. " a não ser o ridículo, nada abale o poder liberal.
Para piorar o estado das coisas, Clara F. Alves que sublinha semanalmente com mordaz nitidez os traços marcantes dessa tristeza que teima em se lhe colar como erva daninha, em cada safanão, exorcizando de si essa pertença, acrescenta - lhe a ignorância massiva, militante, de toda a burguesia nacional.
Eu cá prefiro a refracção, a VADIAGEM... E, DEFINITIVAMENTE, A INTELIGÊNCIA CULTA e não - lacaia, actualizo...
sexta-feira, julho 20, 2012
D' o VÉU DE MAYA...
MADRID, como foi ontem Tripoli e Cairo...
Manifestações democráticas, desarmadas e com a mesma carga de repúdio, marcando um divórcio temporalizado entre o poder político e o povo.
Enquadrar o que se passou na Líbia e hoje na Síria face a essa realidade é de uma miserável e hipócrita simplificação comparativa do que se passou e do que se passa.
Os líbios abdicaram das manifestações desarmadas, assim como os sírios e declararam guerra ao poder. Para os líbios, o patrocínio da revolta armada por parte do Ocidente permitiu - lhes apear o seu déspota , e até ver, instalar um sufrágio universal e democrático sobre a soberania do país, decapitando o antigo regime através de uma guerra civil da qual saíram victoriosos. Kadahfi tinha sido abandonado por todos.
Síria enfrentou o seu líder com uma revolta ARMADA e escolheu a via da guerra civil para o derrubar. Nunca chegou a ser uma confrontação, a não ser pretérita, entre inocentes e criminosos.
Assad ganhou, como ganhariam TODOS OS LÍDERES POLÍTICOS em vigência, a legitimidade e o dever de defender o seu país. Não há inocentes, a não ser as crianças, dentro da comunidade sunita e franjas do alauismo a chorar, a não ser com lágrimas de crocodilo.
Estivessem armadas as manifestações em oitenta cidades espanholas, como essa em Madrid, como seria a reacção de Rajoy ou eventualmente em casa própria, Obama?
A minha simpatia incondicional com os rebeldes em luta pela liberdade nunca me corromperá o discurso e a pose em obscenas cumplicidades com os globalizadores e com a acefalia mediática dos seus lacaios.
VIVA A SÍRIA LIVRE!
quinta-feira, julho 19, 2012
GLOBALIZAÇÃO POLÍTICA
Com um cinismo inultrapassávell o Ocidente vai tecendo a sua malha de uniformização política e económica do Globo. Bashar, o presidente sírio já não serve os interesses dos USA e o seu regime de déspota iluminado, na linha dos restantes que habitam o Médio - Oriente ainda intocados, vai cair em breve num banho de sangue. Não lhe resta outra alternativa, não lhe é dado outra alternativa - deposição ou morte.
É extraordinária a falta de imaginação, contudo de uma eficácia demente, da narrativa que se vai escrevendo sobre as deposições dos persona non grata aos olhos do Ocidente e a hipocrisia do discurso sobre a China, Rússia, Coreia do Norte e dentro em breve Irão mal tenha armas nucleares.
Enquanto os ilustres dissidentes de décadas se preparam, devidamente formatados pelos seus patronos, a regressar como salvadores da Pátria, e os ratos abandonam o barco, iremos assistir em directo pelas televisões ao linchamento de Assad e dos seus próximos, uma catarse necessária que servirá de aviso a outros eventuais déspotas ou tidos como tais pelos GLOBALIZADORES.
No meio de toda esta ópera pífia tantas vezes levada à cena, a liberdade do povo sírio é o que menos lhes importa, como cedo se irá verificar e a LIBERDADE, hoje corrompida e reduzida ao formalismo cénico das bichas eleitorais, acompanha a sua cega irmã - a JUSTIÇA - enquanto o seu mentor, a ÉTICA, encarcerada e aviltada se vai finando ireconhecível e dentro em breve obliterada na consciência das novas gerações.
sábado, julho 07, 2012
OPORTUNIDADES, OPORTUNISMO e... ÉTICA
É!....
A malfadada palavra, ( é -o simplesmente isso, para a maioria... ) está aí na berlinda e nem podia ser de outro modo, como um traço essencial na consciência de qualquer Homem adulto. Os paradigmáticos casos em estudo e exame nos Media envolvendo pessoas, instituições, e órgãos de soberania são exemplos elevados do que subterrâneamente se está a passar hoje na sociedade portuguesa.
Na base da pirâmide sobrejaz um alibi, já não moral mas biológico - a sobrevivência - se não quase física, pelo menos social e psicológica, sujeita a duros revezes.
No topo da pirâmide é uma Oportunidade que um oportunismo cínico, cavalgando o que tem de ser feito, de tentar enterrar de vez o que alguém já chamou de arquétipos, com uma agenda de transformação do País por decretos e uma oh!, tão estúpida burocracia que súbitamente se vê como a alma mater da Política a manipular pessoas em vez de papelada, a dirigir populações em vez de folhas de cálculo.
Dos oportunismos que a situação criada pelo sistema se permitiu aproveitar, o Governo da nossa anti-platónica República está a modelá-los com uma desfaçatez que raia a pouca vergonha.
O que fará com a oportunidade de ouro que a inconstitucionalidade decretada pelo Tribunal Constitucional ( a sua função tem de pairar actuante por cima da crise ) lhe trouxe como um reparo ético permitir - nos - à avaliar do nível a que chegou o seu Cinismo e a sua mediocridade política.
A malfadada palavra, ( é -o simplesmente isso, para a maioria... ) está aí na berlinda e nem podia ser de outro modo, como um traço essencial na consciência de qualquer Homem adulto. Os paradigmáticos casos em estudo e exame nos Media envolvendo pessoas, instituições, e órgãos de soberania são exemplos elevados do que subterrâneamente se está a passar hoje na sociedade portuguesa.
Na base da pirâmide sobrejaz um alibi, já não moral mas biológico - a sobrevivência - se não quase física, pelo menos social e psicológica, sujeita a duros revezes.
No topo da pirâmide é uma Oportunidade que um oportunismo cínico, cavalgando o que tem de ser feito, de tentar enterrar de vez o que alguém já chamou de arquétipos, com uma agenda de transformação do País por decretos e uma oh!, tão estúpida burocracia que súbitamente se vê como a alma mater da Política a manipular pessoas em vez de papelada, a dirigir populações em vez de folhas de cálculo.
Dos oportunismos que a situação criada pelo sistema se permitiu aproveitar, o Governo da nossa anti-platónica República está a modelá-los com uma desfaçatez que raia a pouca vergonha.
O que fará com a oportunidade de ouro que a inconstitucionalidade decretada pelo Tribunal Constitucional ( a sua função tem de pairar actuante por cima da crise ) lhe trouxe como um reparo ético permitir - nos - à avaliar do nível a que chegou o seu Cinismo e a sua mediocridade política.
quinta-feira, julho 05, 2012
AFINAL, ENGANEI - ME...
Há certo tipo de sujidade que dá trabalho em remover. Estou a braços com uma delas. Quem me lê teve conhecimento do que se está a passar...
Por meu lado, como não dei autorização à inclusão de publicidade nas minhas páginas, estou a pensar em processar os autores da chico-espertice, pelo que, por enquanto, evitando edits com sucessivas actualizações, ser -me-ão úteis como meios de prova da sacanagem.
Por meu lado, como não dei autorização à inclusão de publicidade nas minhas páginas, estou a pensar em processar os autores da chico-espertice, pelo que, por enquanto, evitando edits com sucessivas actualizações, ser -me-ão úteis como meios de prova da sacanagem.
TWITS
PUBLICIDADE ABUSIVA
Durou pouco a intromissão abusiva. Já se foi e ainda bem...
FUKUSHIMA
Descobre - se que na origem dos acontecimentos que DESPOLETARAM ( e não espoletaram, como erradamente ainda se diz e se ouve nos Media...) o desastre na central nuclear estiveram erros humanos e grossa ignorância. Fascinante! E eu a repreender o meu cão por ter feito xixi nos reactores...
RELVAS
É notícia de novo, eventualmente por motivos " semelhantes " aos que mantiveram por muuuuito tempo o ex - P. Ministro Sócrates nas bocas do mundo.
Passos Coelho afirma que é uma não-noticia. Tudo bem. Aparentemente, não há só doutoramentos " honoris causa "; há já licenciamentos a que a experiência de vida dá canudos.
Como Portugal se está a tornar numa república envelhecida em que até os mais jovens experenciam já percursos de vida assaz intranquilos, teremos em breve resolvidos os problemas de iliteracia no país. E como se dá o caso de grande parte deles terem suado as estopinhas nas universidades, o que está em marcha são doutoramentos acelerados.
Eu cá já sou um sr. Prof.Doutor. E estou à espera das prebendas e da oficialização tetemunhada.
COMENDADOR CORREIA
A esse, pelo menos já canta o título e a impunidade de se permitir apelidar de arquétipos às críticas transpostas, por vezes em ajuntamentos, berreiros, indignações, apelações, barulho e demagogias(!!!???) que os não - comendadores e cómodamente instalados, os cépticos e ingénuos que querem mudar a proliferação de comendas que só beneficiam os que não gritam, não berram, não se indignam ( e por que é que o haveriam de fazer?... ) e que ó vilupêndio, ó horror, acham que o governo que, sem berros, sem gritaria, elegeram, deveria TER consciência social, esse monstruoso arquétipo, e que acha que uma vez chegado ao fundo do poço só resta aproveitar a oportunidade para subir.
Ainda por cima têm o supremo desplante de se organizarem e enfrentarem olhos nos olhos os seus governantes...
O que será preciso é levar o Zé a contemplar o abismo, não é, sr. comendador Correia? E, eventualmente, seria o ideal para não incomodar sensíveis orelhas, COMER E CALAR, não?
Durou pouco a intromissão abusiva. Já se foi e ainda bem...
FUKUSHIMA
Descobre - se que na origem dos acontecimentos que DESPOLETARAM ( e não espoletaram, como erradamente ainda se diz e se ouve nos Media...) o desastre na central nuclear estiveram erros humanos e grossa ignorância. Fascinante! E eu a repreender o meu cão por ter feito xixi nos reactores...
RELVAS
É notícia de novo, eventualmente por motivos " semelhantes " aos que mantiveram por muuuuito tempo o ex - P. Ministro Sócrates nas bocas do mundo.
Passos Coelho afirma que é uma não-noticia. Tudo bem. Aparentemente, não há só doutoramentos " honoris causa "; há já licenciamentos a que a experiência de vida dá canudos.
Como Portugal se está a tornar numa república envelhecida em que até os mais jovens experenciam já percursos de vida assaz intranquilos, teremos em breve resolvidos os problemas de iliteracia no país. E como se dá o caso de grande parte deles terem suado as estopinhas nas universidades, o que está em marcha são doutoramentos acelerados.
Eu cá já sou um sr. Prof.Doutor. E estou à espera das prebendas e da oficialização tetemunhada.
COMENDADOR CORREIA
A esse, pelo menos já canta o título e a impunidade de se permitir apelidar de arquétipos às críticas transpostas, por vezes em ajuntamentos, berreiros, indignações, apelações, barulho e demagogias(!!!???) que os não - comendadores e cómodamente instalados, os cépticos e ingénuos que querem mudar a proliferação de comendas que só beneficiam os que não gritam, não berram, não se indignam ( e por que é que o haveriam de fazer?... ) e que ó vilupêndio, ó horror, acham que o governo que, sem berros, sem gritaria, elegeram, deveria TER consciência social, esse monstruoso arquétipo, e que acha que uma vez chegado ao fundo do poço só resta aproveitar a oportunidade para subir.
Ainda por cima têm o supremo desplante de se organizarem e enfrentarem olhos nos olhos os seus governantes...
O que será preciso é levar o Zé a contemplar o abismo, não é, sr. comendador Correia? E, eventualmente, seria o ideal para não incomodar sensíveis orelhas, COMER E CALAR, não?
quarta-feira, julho 04, 2012
ARROTOS COMERCIAIS
Malévola e fraudulentamente, foi inserida publicidade nos meus textos aqui publicados. Ainda não consegui resolver o problema. Entretanto aconselho o desprezo por todos os azul - vómitos que por aí aparecerem... a pontuar por entre o texto.
domingo, julho 01, 2012
JUSTIÇA
Um falhanço total num dos pilares que sustenta uma das mais nobres aspirações do SAPIENS - a Democracia.
Continua cega como conceito; ao querer ser imparcial na sua independência perante o seu projector deixou - se enlevar e corrompida pelas sucessivas normas que cada Poder lhe ofertava, acaba prostituída e sujeita aos mais pusilânimes e vis tratamentos.
Hoje é uma figura menor da ópera bufa de uma Democracia ainda mais corrupta e venal, habitada por títeres endinheirados e seus lacaios. Só não tira a venda pela vergonha de se ver ao espelho.
quinta-feira, junho 28, 2012
MENINO RABINO
Itália 2 Alemanha 1
Bom jogo de futebol, boa arbitragem e um grande " peru " para a UEFA, nomeadamente ao seu presidente que, inocentemente, " sugeriu " uma final entre a Espanha e a Alemanha.
Portugal não " sentiu " o toque, assim como a sua selecção; uma questão de narizes. Pelos vistos a Itália, fazendo jus ao seu " perfil " romano, têm - no bem proeminente e afinado.
Através do seu menino rabino a quem só falta equilíbrio emocional e uma grande dose de humor para, " comendo " as bananas e " cuspindo -as " depois aos ofertantes, se tornar uma lenda no seu métier, com dois magníficos golos, despachou a Alemanha e o seu arrogante líder.
Bravo Balotelli!
quinta-feira, junho 21, 2012
EURO 2012
Ainda não tinha falado do Campeonato da Europa... Tenho - me limitado a observar, a tirar notas. Do que tenho observado, o meu aplauso vai todo para os atletas, de Portugal, principalmente, e dos outros países na prova.
Lamentávelmente, o futebol reflecte hoje, como ontem, o espírito dos tempos, condição inultrapassável impressa em toda a actividade do humano. E o espírito dos tempos está manchado pela debilidade ética que marca o Ocidente nos dias que correm, nomeadamente ao nível dos decisores e dos seus companheiros de jornada.
No torneio em curso, antes e durante temos assistido a manifestações vis e deploráveis por parte de quase toda a estrutura que assina a organização técnica dos jogos - a UEFA - , com tentativas grosseiras de manipulação da marcha dos acontecimentos, ao nível da escolha dos juízes das partidas ( Espanha, Inglaterra, por exemplo, só continuam na prova devido à corrupção dos resultados decisivos para a classificação ), com " erros " !!!!??? inacreditáveis nas tendenciosas arbitragens protagonizadas pelos homens - de- mão da UEFA.
A impunidade e a vergonha é de tal monta que o sr. Platini se permite " mandar " um recado público a ouvidos e espinhas mais renitentes - Quer uma final entre a Espanha e Alemanha -. Aí não há nenhuma inocência que o " direito " individual de livre opinião podia dar cobertura. Há, sim, MANIPULAÇÃO clara das arbitragens em favor das equipas mais poderosas em prova, uma nojeira completa.
É que ele É o presidente da UEFA, não é um mero adepto. Quer queira quer não, a organização a que temporáriamente preside, representa TODAS as equipas.
Que Portugal e Grécia obriguem os favoritos do sr. Platini a suar, com os méritos próprios, pelas victórias, é o meu desejo como amante do futebol.
Lamentávelmente, o futebol reflecte hoje, como ontem, o espírito dos tempos, condição inultrapassável impressa em toda a actividade do humano. E o espírito dos tempos está manchado pela debilidade ética que marca o Ocidente nos dias que correm, nomeadamente ao nível dos decisores e dos seus companheiros de jornada.
No torneio em curso, antes e durante temos assistido a manifestações vis e deploráveis por parte de quase toda a estrutura que assina a organização técnica dos jogos - a UEFA - , com tentativas grosseiras de manipulação da marcha dos acontecimentos, ao nível da escolha dos juízes das partidas ( Espanha, Inglaterra, por exemplo, só continuam na prova devido à corrupção dos resultados decisivos para a classificação ), com " erros " !!!!??? inacreditáveis nas tendenciosas arbitragens protagonizadas pelos homens - de- mão da UEFA.
A impunidade e a vergonha é de tal monta que o sr. Platini se permite " mandar " um recado público a ouvidos e espinhas mais renitentes - Quer uma final entre a Espanha e Alemanha -. Aí não há nenhuma inocência que o " direito " individual de livre opinião podia dar cobertura. Há, sim, MANIPULAÇÃO clara das arbitragens em favor das equipas mais poderosas em prova, uma nojeira completa.
É que ele É o presidente da UEFA, não é um mero adepto. Quer queira quer não, a organização a que temporáriamente preside, representa TODAS as equipas.
Que Portugal e Grécia obriguem os favoritos do sr. Platini a suar, com os méritos próprios, pelas victórias, é o meu desejo como amante do futebol.
segunda-feira, junho 11, 2012
D' o SÍNDROMA DE EGAS MONIZ...
A " CULPA " e o resgate da honra que levaram Moniz a pôr a sua cabeça e as da restante família no cepo ilustra a diferença ética entre o mestre e o seu suserano Afonso Henriques, jovem príncipe, para quem a vassalagem seria o limite intransponível de obediência.
" ...Só os moralistas podem desmoralizar - se... ", constata em melancolia perplexa a exaustão iluminista contemplada por Sloterdijk in Crítica da Razão Cínica, perante o espírito do tempo, a que nenhum esclarecimento sobra ao entendimento, se não racional, do definitivamente empírico que assola o mundo hoje.
Porquê o marasmo e o conformismo perante uma narrativa que o Poder escreve e reescreve numa obsessão quase demente a que os efeitos contraditórios, ciclos após ciclos reiteram o erro desmascarando as causas, fundamentando e justificando outras abordagens que permitam um salto civilizacional que tarda?
Portugal, na ausência do seu, pelo poder actual, industriado bode expiatório, Sócrates, pôs a cabeça no cepo, em nome de uma cínica manipulação que lhe incutiu malévolamente uma responsabilização ética perante a dívida soberana de que o Poder, ele próprio e os seus salteadores, foram os principais causadores e aproveitadores. Toda a gente os conhece pelos nomes, não fugiram e o seu desplante e impunidade perante a massa amorfa e uma corrupta, porque cínica, e inepta máquina judicial, ainda, de cara descoberta, exibem ufanos a sua degradação moral, certos de que com a penalização política, democrática, claro, podem bem eles; será uma pequena pausa até ao inevitável regresso... A Democracia que eles criaram, à sua medida, se encarregará disso. Se não estiverem em pessoa a ocupar a cadeira estarão os amigos, o que vai dar ao mesmo.
" Podem reclamar à vontade, mas obedecei! " - Bismarck, disse o Burocrata -Mor nº 1. Hoje olharia com soberano enlevo a obra de uma discípula que, em vez de botas, usa o Euro como arma de controlo e domínio.
" ...Só os moralistas podem desmoralizar - se... ", constata em melancolia perplexa a exaustão iluminista contemplada por Sloterdijk in Crítica da Razão Cínica, perante o espírito do tempo, a que nenhum esclarecimento sobra ao entendimento, se não racional, do definitivamente empírico que assola o mundo hoje.
Porquê o marasmo e o conformismo perante uma narrativa que o Poder escreve e reescreve numa obsessão quase demente a que os efeitos contraditórios, ciclos após ciclos reiteram o erro desmascarando as causas, fundamentando e justificando outras abordagens que permitam um salto civilizacional que tarda?
Portugal, na ausência do seu, pelo poder actual, industriado bode expiatório, Sócrates, pôs a cabeça no cepo, em nome de uma cínica manipulação que lhe incutiu malévolamente uma responsabilização ética perante a dívida soberana de que o Poder, ele próprio e os seus salteadores, foram os principais causadores e aproveitadores. Toda a gente os conhece pelos nomes, não fugiram e o seu desplante e impunidade perante a massa amorfa e uma corrupta, porque cínica, e inepta máquina judicial, ainda, de cara descoberta, exibem ufanos a sua degradação moral, certos de que com a penalização política, democrática, claro, podem bem eles; será uma pequena pausa até ao inevitável regresso... A Democracia que eles criaram, à sua medida, se encarregará disso. Se não estiverem em pessoa a ocupar a cadeira estarão os amigos, o que vai dar ao mesmo.
" Podem reclamar à vontade, mas obedecei! " - Bismarck, disse o Burocrata -Mor nº 1. Hoje olharia com soberano enlevo a obra de uma discípula que, em vez de botas, usa o Euro como arma de controlo e domínio.
quarta-feira, junho 06, 2012
LiveLeak.com - Tribe encontra o homem branco pela primeira vez
LiveLeak.com - Tribe encontra o homem branco pela primeira vez:
Rousseau, em toda a sua glória!
A perda da inocência dessa tribo foi brutal, comovente e assombrosa. Mudará a sua vida para SEMPRE, esperamos que num sentido adequado à sua sobrevivência, que o conhecimento e posse(?) de novas ferramentas transporta para o humano.
As imagens desse encontro de 3º grau levaram - às lágrimas...
Rousseau, em toda a sua glória!
A perda da inocência dessa tribo foi brutal, comovente e assombrosa. Mudará a sua vida para SEMPRE, esperamos que num sentido adequado à sua sobrevivência, que o conhecimento e posse(?) de novas ferramentas transporta para o humano.
As imagens desse encontro de 3º grau levaram - às lágrimas...
Publicada por
CALAMATCHE
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quarta-feira, junho 06, 2012
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domingo, junho 03, 2012
C A L A M A T C H E: RESERVAS...
Muito DIFICILMENTE comentarei o que diz, pensa e faz este senhor, a quem nunca compraria um carro usado, sem cair nos braços da Justiça.
Se alguma vez tiver de comentar o que ele diz, pensa e faz, terei de usar de toda a minha civilidade para não cair no insulto.
Daí a ausência forçada de opiniões sobre ele...
Virá tempo...
Este post foi escrito no dia 20/12/11
O tempo chegou mais depressa do que estava à espera. Não foi uma grande surpresa. Quatro anos passam a correr e a pressa foi má conselheira, provoca despistes quando a má condução se alia a maus condutores.
Eu tinha razão antes de tempo em não me meter com palavras fortes com personagens tão sombrias com ligações tão poderosas e, vai - se sabendo, ilegítimas com os serviços secretos.
Agora não é preciso dizer mais nada. A Justiça que investigue já que o PS parece totalmente tolhido, não vá ser apanhado na enxurrada daninha.
Cá ficaremos à espera dos desenlaces...
sexta-feira, junho 01, 2012
UMA LÁSTIMA...
" Nego rotundamente que exista hoje em qualquer recanto do Continente grupo algum enformado por um novo ethos que tenha laivos de moral...
... seria uma ingenuidade atirar à cara do homem de hoje a sua falta de moral porque ele não tem nenhuma. A imputação não o afectaria mínimammente ou, pelo contrário, lisonjeá - lo -ia... "
Gasset 1930
É evidente em Gasset, perante as vicissitudes da época que então marcava a Europa, um chamamento a um imperativo moral, numa altura em que a liberdade das massas levavam ao pânico o pensador, que teria de se conjugar com os seus deveres e obrigações sociais, em desmantelamento, na euforia histórica da assunção do seu destino.
Do seu a seu dono, pois bem, a actualidade da caracterização de Gasset é, no mínimo, surpreendente, desarmante até.
Muitas teorias éticas terão aparecido entretanto sem que tenham conseguido o pleno junto do Sapiens, nem poderia ter sido de outro modo, já que, se livre, a aceitação ética exige uma consciencialização a que só a Vontade dá suporte, a boa Vontade, como diria Kant.
O Ocidente absorveu - as TODAS. A sua elite renega - as todas, em nome dos resultados previsíveis ou não. A Humanidade é o seu meio privilegiado e o pragmatismo egoísta e narcísico o seu Credo.
Os casos mediáticos do Portugal de hoje derivam dessa ausência de moralidade ou da sua assunção como conceito e prática, junto dos seus protagonistas, como reduzida aos interesses próprios, como um fim lógico e natural. Tudo o resto não são mais do que meios e oportunidades apropriados na consecução dos propósitos
Nada de mais natural para os sujeitos e nada de mais soberanamente condenável para quem do comportamento humano, da elite derivada dos privilégios ao comum dos mortais livres, é exigida uma civilidade digna de ser chamada virtuosa.
Fora desse espaço medra a selvajaria em doses cavalares, confrangedora para gente civilizada e péssimo exemplo para uma geração vindoura hoje já duramente fustigada e sem referências éticas e políticas de relevo.
... seria uma ingenuidade atirar à cara do homem de hoje a sua falta de moral porque ele não tem nenhuma. A imputação não o afectaria mínimammente ou, pelo contrário, lisonjeá - lo -ia... "
Gasset 1930
É evidente em Gasset, perante as vicissitudes da época que então marcava a Europa, um chamamento a um imperativo moral, numa altura em que a liberdade das massas levavam ao pânico o pensador, que teria de se conjugar com os seus deveres e obrigações sociais, em desmantelamento, na euforia histórica da assunção do seu destino.
Do seu a seu dono, pois bem, a actualidade da caracterização de Gasset é, no mínimo, surpreendente, desarmante até.
Muitas teorias éticas terão aparecido entretanto sem que tenham conseguido o pleno junto do Sapiens, nem poderia ter sido de outro modo, já que, se livre, a aceitação ética exige uma consciencialização a que só a Vontade dá suporte, a boa Vontade, como diria Kant.
O Ocidente absorveu - as TODAS. A sua elite renega - as todas, em nome dos resultados previsíveis ou não. A Humanidade é o seu meio privilegiado e o pragmatismo egoísta e narcísico o seu Credo.
Os casos mediáticos do Portugal de hoje derivam dessa ausência de moralidade ou da sua assunção como conceito e prática, junto dos seus protagonistas, como reduzida aos interesses próprios, como um fim lógico e natural. Tudo o resto não são mais do que meios e oportunidades apropriados na consecução dos propósitos
Nada de mais natural para os sujeitos e nada de mais soberanamente condenável para quem do comportamento humano, da elite derivada dos privilégios ao comum dos mortais livres, é exigida uma civilidade digna de ser chamada virtuosa.
Fora desse espaço medra a selvajaria em doses cavalares, confrangedora para gente civilizada e péssimo exemplo para uma geração vindoura hoje já duramente fustigada e sem referências éticas e políticas de relevo.
quinta-feira, maio 24, 2012
PENSAR PORTUGAL
www.abrupto.blogspot.com
Continua a ser um dos mais brilhantes espaços de analise histórico - político do país. Contundente, mordaz, irremediávelmente pessimista e cada vez mais independente.
De acompanhar, diáriamente, crítica e ajuízadamente.
Continua a ser um dos mais brilhantes espaços de analise histórico - político do país. Contundente, mordaz, irremediávelmente pessimista e cada vez mais independente.
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