Assim como as, cara do Relvas, do sonso Gaspar e do filistino Portas não enganam quem dos fácies faz leituras caracterológicas, os finos lábios espasmòdicamente cerrados de Passos Coelho traduzem uma teimosia insanável. O que poderia ser lido como determinação em caracteres outros, no P. Ministro acentua - lhe a negatividade cega e surda aos " pormenores " que se agitam à volta do seu ego.
Nada resulta, pela inflexibilidade, no mundo político, como este Governo já notou e no entanto...
Bem, suponho que a partir de agora a análise política deste governo extravasou o universo do bom - senso e aí...., perco - me.
quinta-feira, setembro 13, 2012
domingo, setembro 09, 2012
UM HOMEM SÓ...
Quem o acompanhou estará hoje a preparar o futuro e não é o de Portugal.
A Política é uma actividade muito séria e tem de ser exercida por políticos que sobrelevam a sua capacidade de gestão a um patamar de relacionamento com os dirigidos a um nível de empatia tal que não se compadeça com amadorismos burocráticos.
Confesso que senti pena da solidão do P.Ministro na apresentação das novas medidas para o País. O amadorismo político de um homem do aparelho que fez toda a sua vida nas lides partidárias foi desolador e revelou, no mínimo, que não se aconselhou com ninguém, e se o fez, está muito mal acompanhado.
Quanto ao pacote das medidas em si, foi mais do mesmo e revela um Governo a actuar em controlo remoto, empurrado por imperativos dos quais aparentemente desconhece os contornos. Caso contrário, é um Governo perigoso que tem de ser afastado na primeira oportunidade que aparecer.
E como a prudência e cautela do sr. presidente da República se tornaram parte do anedotário nacional não será por aí que estará a queda da coligação.
E segue o vira...
A SAÍDA DO PÂNTANO?
O Banco Central Europeu, inevitávelmente com o apoio da maioria dos estados da zona euro resolveu pôr um ponto final na pantanosa e nada inocente política do B.Central Alemão e da sua corrente de transmissão, o governo Merkel, sobre a (des)coesão do euro, que estava a demolir todos os pressupostos que estiveram na formação da UE e posteriormente, da moeda única.
Draghi e o sr. Junker trabalharam bem, em silêncio, junto dos restantes membros e com a eficácia e força necessária para enfrentar o lobby alemão e os amigos do norte a quem o impasse sobre o euro ia enchendo os cofres.
Foi um passo importante o dado e as consequências irão aparecer, quando até agora o marasmo cínico e manipulador das cimeiras atirava recorrentemente as decisões inadiáveis para as calendas gregas.
Foi mais forte a componente política da decisão que os resultados económicos imediatos como cedo se irá verificar.
JÁ TARDAVA!
Não sejamos ingénuos, a determinação dos que deram este passo em frente na compra ilimitada das dívidas soberanas tendo em vista o suporte do euro não poderá fraquejar ao enfrentar as reacções adversas da agiotagem internacional. As tentativas de boicote a Draghi e a sua eventual remoção por lacaios mais fácilmente manobráveis já começou.
Só a força e a oposição dos povos dos estados em saque apoiados por governos insubmissos dará maior consistência à posição do actual Banco Central; sem isso, Merkel vencerá, a prazo.
terça-feira, setembro 04, 2012
NÃO FADAM E NEM DEIXAM FADAR...
... Aos burrocratas da Politica, e do pensamento... e da Vida...
Mas tu nem vives nem deixas viver os mais,
Crápula do Egoísmo, cartola d'espanta pardais!
Mas hás - de pagar - Me a febre - rodopio
novelo emaranhado da minha dor!
Mas hás - de pagar - Me a febre - calafrio
abismo - descida de Eu não querer descer!
Hás - de pagar - Me o Absinto e a Morfina!
Hei - de ser cigana da tua sina!
Hei - de ser a bruxa do teu remorso!
Hei - de desforra - dor cantar - te a buena - dicha
em águas fortes de Goya
e no cavalo de Tróia
e nos poemas de Poe!
Hei - de feiticeira a galope na vassoura
largar - te os meus lagartos e a Peçonha!
Hei - de vara mágica encantar - te arte de ganir!
Hei - de reconstruir em ti a escravatura negra!
Hei - de despir- te a pele a pouco e pouco
e depois na carne viva deitar fel,
e depois na carne viva semear vidros,
semear gumes,
lumes,
e tiros.
Hei - de gozar em ti as poses diabólicas
dos teatrais venenos trágicos do persa Zoroastro!
Hei - de rasgar - te as vrilhas com forquilhas e croques,
e desfraldar - te nas canelas mirradas
o negro pendão dos piratas!
Hei - de corvo - marinho beber - te os olhos vesgos!
Hei - de bóia do Destino ser em brasa
e tu náufrago das galés sem horizontes verdes!
E mais do que isto ainda, muito mais:
Hei - de ser a mulher que tu gostes,
Hei - de ser Ela sem te dar atenção!
Ah! que eu sinto claramente que nasci
de uma praga de ciúmes.
Eu sou as sete pragas sobre o Nilo
e a alma dos Bórgias a penar!
com o amén de
( Almada Negreiros )
sexta-feira, agosto 31, 2012
E... AO PROFETA
Nos idos anos trinta do século XX, Gasset deplorava a insistência com que se falava da decadência europeia e a nostalgia com que se encarava os paradigmas do passado pré - moderno.
Numa abordagem crítica entre a posição das elites de então e a explosão da vida configurada num extraordinário aumento populacional, liberto da escravidão, dizia, a certo passo, in - A rebelião das massas - ...
" O nosso tempo teria ideais claros e firmes, embora fosse incapaz de os realizar. Mas a verdade é estritamente ao contrário: vivemos num tempo que se sente fabulosamenete capaz de realizar, mas não sabe o que realizar. Domina todas as coisas, mas não é dono de si mesmo. Sente - se perdido na sua própria abundância. Embora com mais meios, mais saber, mais técnicas do que nunca, o mundo actual anda como o mais infeliz que possa ter havido: totalmente à deriva.
Daí essa estranha dualidade de prepotência e insegurança na alma contemporânea... "
( os sublinhados são meus )
Creio que, hoje, muito difícilmente haja quem discorde dessa aberração que tem marcado o plano inclinado da estupidificação imparável que o modelo único tem aplicado ao planeta através dos seus mandantes e lacaios.
Perante tanto conformismo à arrogância a pergunta impõe -se com estrondo: - QUEREM VER QUE NO FIM DE CONTAS SOMOS INFINITAMENTE MAIS ESTÚPIDOS DO QUE A NOSSA RACIONALIDADE ALCANÇA?
quarta-feira, agosto 29, 2012
A PALAVRA À POESIA...
... À solidão burguesa, nas palavras do poeta...
LABORATÓRIO I
Não era aquela a cara a quem a morte
deu de beber do cântaro mais cheio
de sóis e anéis azuis? Quem de tal sorte
quebrou tão puramente pelo meio-
-dia das correrias no recreio?
Ou de lua que lívida a transporte
alguma vez algum olhar nos veio
que tamanha criança assim suporte?
Envólucro quebrado contra a crista
do antigo cipreste, ó fantástica festa
de quem consigo mesmo pela frente
se encontra e reencontra finalmente
E hora entreaberta como esta
em que país do sul Deus nos consente?
LABORATÓRIO II
Não foi aquela a cara a quem a morte
deu de beber do cântaro mais cheio
de sóis e anéis azuis? Tão pura sorte
noutro céu se cumpriu que não no meio-
-dia do pão partido no recreio?
Ou outrem conheceu o súbito transporte
do convívio dos dias para alheio
olhar os gestos de que foi suporte?
Envólucro enquadrado contra a crista
do antigo cipreste, ó fantástica festa
das coisas que se tocam pela vista
esta daquela como aquela desta
E há país aonde Deus assista
a hora entreaberta como esta?
( RUY BELO )
LABORATÓRIO I
Não era aquela a cara a quem a morte
deu de beber do cântaro mais cheio
de sóis e anéis azuis? Quem de tal sorte
quebrou tão puramente pelo meio-
-dia das correrias no recreio?
Ou de lua que lívida a transporte
alguma vez algum olhar nos veio
que tamanha criança assim suporte?
Envólucro quebrado contra a crista
do antigo cipreste, ó fantástica festa
de quem consigo mesmo pela frente
se encontra e reencontra finalmente
E hora entreaberta como esta
em que país do sul Deus nos consente?
LABORATÓRIO II
Não foi aquela a cara a quem a morte
deu de beber do cântaro mais cheio
de sóis e anéis azuis? Tão pura sorte
noutro céu se cumpriu que não no meio-
-dia do pão partido no recreio?
Ou outrem conheceu o súbito transporte
do convívio dos dias para alheio
olhar os gestos de que foi suporte?
Envólucro enquadrado contra a crista
do antigo cipreste, ó fantástica festa
das coisas que se tocam pela vista
esta daquela como aquela desta
E há país aonde Deus assista
a hora entreaberta como esta?
( RUY BELO )
sexta-feira, agosto 24, 2012
NÃO HÁ VOLTA A DAR...????
O governo da República está a falhar estrondosamente; mesmo para burocratas a quem a Política não passa do integral cumprimento pelos cidadãos dos seus deveres contratuais com a sociedade, cujo direito de exercer a soberania lhes foi outorgado temporàriamente, os números da execução contabilística das obrigações do Estado não podem, racionalmente, deixar de constatar que a receita seguida acumula erros crassos cujos resultados os números do déficit, desemprego, desempenho económico, receita fiscal, redução da despesa do Estado e do relacionamento com a população são passíveis de levar à demissão por incompetência qualquer governante com um pingo de vergonha na cara.
Aprendi que a insistência no erro, mesmo perante factos indesmentíveis reclamados recorrentemente pelos pragmáticos liberais, os números, só tem um nome - ESTUPIDEZ - , política e burocrática, para o caso.
Enquanto que noutras paragens se constrói, com méritos duvidosos, é certo, como Angola, um Estado que vai criando uma classe média, cidadãos, que paulatinamente, por entre os espaços que a nebulosa democracia angolana lhes permite o desempenho da liberdade, da consciência social, da acumulação legítima de riqueza, por aqui se desmantelam avanços civilizacionais representados nomeadamente pelo SNS, a Escola pública,a investigação científica, o recuo da mortalidade infantil, etc,etc, em contra-ciclo com TODOS os estados do planeta e vende - se tudo, a Indústria, a Agricultura, os Serviços, os Recursos naturais, a Energia, os Transportes, as Águas, o serviço público de Televisão, o património cultural e material.
Se o clima fosse vendável também marchava...
O mais espantoso de tudo isso é não existir nenhuma perspectiva de futuro, NADA, quando à nossa volta TUDO mexe.
Aprendi que a insistência no erro, mesmo perante factos indesmentíveis reclamados recorrentemente pelos pragmáticos liberais, os números, só tem um nome - ESTUPIDEZ - , política e burocrática, para o caso.
Enquanto que noutras paragens se constrói, com méritos duvidosos, é certo, como Angola, um Estado que vai criando uma classe média, cidadãos, que paulatinamente, por entre os espaços que a nebulosa democracia angolana lhes permite o desempenho da liberdade, da consciência social, da acumulação legítima de riqueza, por aqui se desmantelam avanços civilizacionais representados nomeadamente pelo SNS, a Escola pública,a investigação científica, o recuo da mortalidade infantil, etc,etc, em contra-ciclo com TODOS os estados do planeta e vende - se tudo, a Indústria, a Agricultura, os Serviços, os Recursos naturais, a Energia, os Transportes, as Águas, o serviço público de Televisão, o património cultural e material.
Se o clima fosse vendável também marchava...
O mais espantoso de tudo isso é não existir nenhuma perspectiva de futuro, NADA, quando à nossa volta TUDO mexe.
segunda-feira, agosto 20, 2012
INSÓLITO e, talvez não...
Arrancou a primeira Liga com os três, quatro candidatos ao pódio em recalibração de expectativas com o fecho dos mercados ( POIS... o maldito mercado... ) a exibir uma aflitiva burocracia competitiva perante o recomeço dos trabalhos.
Por mim, como benfiquista, espero que as frustrações de Hulk e Moutinho perdurem por mais tempo do que as de Gaitán e Witsel, por exemplo.
Derivando, deixo uma pergunta - Não vos assusta saber das almoçaradas entre o Joaquim Oliveira, Pinto da Costa e o sr. Relvas?
Por mim, como benfiquista, espero que as frustrações de Hulk e Moutinho perdurem por mais tempo do que as de Gaitán e Witsel, por exemplo.
Derivando, deixo uma pergunta - Não vos assusta saber das almoçaradas entre o Joaquim Oliveira, Pinto da Costa e o sr. Relvas?
ESTIVE A BANHOS...
À recorrência glosada por outros - Como está a água? - eu respondia, como africano amante de águas cálidas, - Uma porcaria, gelada e intratável.
E estava em Lagos, vazia de portugueses e com uns poucos a gozar o que ainda não é possível VENDER - o sol, aberto, claro e... gratuito. Tão pouca gente que, recordando o recordado Diógenes não dava para exigir - Tira - te do meu sol, esquecidos da urgência que a polis reclama(rá) em surdina, lá longe.
De volta, não durou muito o meu sossêgo, que a indignação permanente, incontrolável, não permite o descanso.
Recalibremos, pois, os neurónios e o sarcasmo. Até lá!
E estava em Lagos, vazia de portugueses e com uns poucos a gozar o que ainda não é possível VENDER - o sol, aberto, claro e... gratuito. Tão pouca gente que, recordando o recordado Diógenes não dava para exigir - Tira - te do meu sol, esquecidos da urgência que a polis reclama(rá) em surdina, lá longe.
De volta, não durou muito o meu sossêgo, que a indignação permanente, incontrolável, não permite o descanso.
Recalibremos, pois, os neurónios e o sarcasmo. Até lá!
sábado, agosto 04, 2012
MAIS CULPA NÃO... !
" Mais culpa não, já há que chegue!.. " - Paula Rego
POIS...!
A " colagem " com que o meu post de 11 de Junho intitulado D'o Síndroma de Egas Moniz antecipou as considerações de Paula Rego no Expresso de hoje releva um dos traços psicológicos marcantes do nação lusitana - a CULPA.
A impossibilidade de felicidade de motu proprio deriva de um fatalismo tão perverso e profundo que a racionalidade, quando acontece, se envergonha do papel de parceiro menor de uma capitulação ansiada.
Para o lusitano a Vida é sofrimento, TEM DE SER sofrimento, a alegria de Viver é uma brecha que a Culpa se encarrega de fechar, não se vá tornar- se um hábito que a " desilusão " devolverá à sua narrativa correcta.
Esse é o papel que a governança ou de quem se outorga desse papel, de infernizar a vida dos que da Vida tem uma visão equilibrada de subordinação, à espécie e à Fortuna.
A realidade portuguesa é deprimente, como deprimente e angustiante é o seu povo, cativo de uma menoridade auto - assumida que se compraz em flagelação, sua, e se possível, dos outros, para os quais remete a sua insuficiência e incapacidade, condições das quais desconhece os contornos, normalmente por estupidez e reiteradamente por ignorância.
E é sobre essa ignorância que os " chico-espertos " navegam impunes quando não confrontados com a visão, também ela simplória, que têm sobre a urbe.
Parafraseando, EM NEGAÇÃO, Schopenhauer, na abertura da sua obra O mundo como Vontade e Representação, o Mundo NÃO É a minha representação, apesar da minha liberdade. A parte que me cabe na sua representação é o que faz de mim o que sou e dos outros o que são. O diabo é que parece que Ele se está borrifando para tudo isso.
No fim de contas, em que é que o governo dos outros tem a ver comigo?
terça-feira, julho 31, 2012
HAJA ESPERANÇA...
A BALEIA,cheia que nem um odre, ameaça sair da zona euro, diz uma sondagem do " Bild " alemão feita no passado domingo à população alemã.
E porquê? Porque, para grande surpresa minha a Política quer - se fazer ouvir, nomeadamente através das instituições europeias, representantes, convém ter isso SEMPRE presente, dos seus VINTE e SETE estados.
Cansados da manipulação germânica e do seu diktat e sentindo em cada dia que passa o esvaziamento progressivo das suas atribuições, hoje reduzidas à burocracia e à arrogância do CSU, Draghi, presidente do BCE e Juncker, o presidente do grupo de ministros de finanças da zona euro, trouxeram a Política à ribalta através das suas últimas declarações publicadas, cujo teor e alcances são transparentes.
Bastou ouvir as reacções dos barões do CSU, acompanhadas de ameaças veladas, para sentirmos que atingiram o alvo.
Que melhor altura, para os vinte e sete, nomeadamente para os calões do sul e do nosso débil aprendiz lusitano, para recuperar da Política o nome perdido à Austeridade?
E Durão, por onde pára? Se bem o conheço, tentará apanhar essa boleia, com as nuances diplomáticas de estar de bem com todos, como é timbre de medíocres lideranças e perder MAIS UMA OPORTUNIDADE de se destacar da mediocridade funcional da Comissão europeia.
E porquê? Porque, para grande surpresa minha a Política quer - se fazer ouvir, nomeadamente através das instituições europeias, representantes, convém ter isso SEMPRE presente, dos seus VINTE e SETE estados.
Cansados da manipulação germânica e do seu diktat e sentindo em cada dia que passa o esvaziamento progressivo das suas atribuições, hoje reduzidas à burocracia e à arrogância do CSU, Draghi, presidente do BCE e Juncker, o presidente do grupo de ministros de finanças da zona euro, trouxeram a Política à ribalta através das suas últimas declarações publicadas, cujo teor e alcances são transparentes.
Bastou ouvir as reacções dos barões do CSU, acompanhadas de ameaças veladas, para sentirmos que atingiram o alvo.
Que melhor altura, para os vinte e sete, nomeadamente para os calões do sul e do nosso débil aprendiz lusitano, para recuperar da Política o nome perdido à Austeridade?
E Durão, por onde pára? Se bem o conheço, tentará apanhar essa boleia, com as nuances diplomáticas de estar de bem com todos, como é timbre de medíocres lideranças e perder MAIS UMA OPORTUNIDADE de se destacar da mediocridade funcional da Comissão europeia.
ESCALADA
Finalmente após meses de conflito os Media internacionais tiveram autorização para falar da guerra civil que assola a Síria, dantes escondido, pelos motivos óbvios do costume, como massacres perpetuados por criminosos contra inocentes. Venceu a clareza e a transparência contra a manipulação rasteira.
Síria é um espaço onde se conjugam interesses estratégicos vitais na sobrevivência airosa das monarquias do Médio Oriente e das " interpretações " do Corão. Trava - se uma guerra entre os sunitas e os xiitas com apoios claros já publicamente verbalizados, pelo Irão com quem Assad tem um tratado de assistência mútua em caso de conflito com o exterior e a casa Saudita mais as monarquias do Golfo no armamento dos rebeldes.
Para o Ocidente, o inimigo do meu inimigo meu amigo é e com a patética figura do secretário geral da ONU a fazer de porta voz dos americanos, a teia está montada e eventualmente com mais ou menos massacres que nunca tiraram o sono à sua população e aos seus líderes, o final será o esperado.
Síria é um espaço onde se conjugam interesses estratégicos vitais na sobrevivência airosa das monarquias do Médio Oriente e das " interpretações " do Corão. Trava - se uma guerra entre os sunitas e os xiitas com apoios claros já publicamente verbalizados, pelo Irão com quem Assad tem um tratado de assistência mútua em caso de conflito com o exterior e a casa Saudita mais as monarquias do Golfo no armamento dos rebeldes.
Para o Ocidente, o inimigo do meu inimigo meu amigo é e com a patética figura do secretário geral da ONU a fazer de porta voz dos americanos, a teia está montada e eventualmente com mais ou menos massacres que nunca tiraram o sono à sua população e aos seus líderes, o final será o esperado.
domingo, julho 29, 2012
SERMÃO AOS PEIXES, PERDÃO, AOS SIMPLES...
Porque não?
Passos Coelho não tem de P.António Vieira nem a habilidade oratória, nem o fino sarcasmo, nem a imaginação e nem a sua envergadura intelectual. Contudo convenceu - se, ou algum dos seus gurus de que com malabarices ( o termo é invenção deles... ) e conversa de carroceiro conseguiria passar a mensagem ao coração dos simples, já que a pieguice, a calinagem dos que não o são não os deixava ver a verdade.
Porque não?
A receita germânica com o seu sermão acoplado aos simples do sul da Europa tem funcionado junto ao SIMPLES-MOR e a sua corte, não tem? E porque não tratar a população portuguesa como um bando de simplórios? Até pode ser que resulte, já que está a resultar com ele e com os seus apaniguados... que se estão borrifando para as eleições na exacta medida em que se convenceram que irão desmantelar pedra sobre pedra o que resta ao património dos simples enquanto lá estiverem e que depois não há volta a dar para recuperar do saque que está a ser feito ao património nacional.
Pode ser que se enganem...
A inépcia política dessa trupe é espantosa e outra coisa não seria de esperar de um governo com todos os defeitos do funcionalismo público no que ele tinha de mais de mais condenável - um funcionamento burocrático cristalizado que não permitia o mínimo rasgo de imaginação, com uma história acabada que deveria assustar de morte a nova geração, não esteja já ela completamente formatada pelas lusófonas e quejandos.
Se for o caso, temo pelo país, pela sua existência identitária e pela sua soberania, que não será já o Portugal que me ensinaram a amar.
Passos Coelho não tem de P.António Vieira nem a habilidade oratória, nem o fino sarcasmo, nem a imaginação e nem a sua envergadura intelectual. Contudo convenceu - se, ou algum dos seus gurus de que com malabarices ( o termo é invenção deles... ) e conversa de carroceiro conseguiria passar a mensagem ao coração dos simples, já que a pieguice, a calinagem dos que não o são não os deixava ver a verdade.
Porque não?
A receita germânica com o seu sermão acoplado aos simples do sul da Europa tem funcionado junto ao SIMPLES-MOR e a sua corte, não tem? E porque não tratar a população portuguesa como um bando de simplórios? Até pode ser que resulte, já que está a resultar com ele e com os seus apaniguados... que se estão borrifando para as eleições na exacta medida em que se convenceram que irão desmantelar pedra sobre pedra o que resta ao património dos simples enquanto lá estiverem e que depois não há volta a dar para recuperar do saque que está a ser feito ao património nacional.
Pode ser que se enganem...
A inépcia política dessa trupe é espantosa e outra coisa não seria de esperar de um governo com todos os defeitos do funcionalismo público no que ele tinha de mais de mais condenável - um funcionamento burocrático cristalizado que não permitia o mínimo rasgo de imaginação, com uma história acabada que deveria assustar de morte a nova geração, não esteja já ela completamente formatada pelas lusófonas e quejandos.
Se for o caso, temo pelo país, pela sua existência identitária e pela sua soberania, que não será já o Portugal que me ensinaram a amar.
segunda-feira, julho 23, 2012
DAS LACAIAS INTERPRETAÇÕES... E DAS OUTRAS...
MAIO 2012...
Interrogava - me eu do interessante que seria ( intelectualmente, por desfastio...) analisar como as contas públicas em dia, dos seus anexantes, para ser mais claro, e pessoais estariam a minar as bases da economia liberal, hoje refém do capitalismo financeiro...
Daniel de Oliveira respondeu - me no último Expresso, elucidando - me com assertividade na sua crónica - Quem tem o cofre - enquanto à direita da página o direitinhas Raposo brincava com as palavras num simulacro de humor anárquico e imbecilizante supostamente engraçado para a rapaziada do bairro, da aldeia originária e respaldo melancólico das memórias coloniais.
O escárnio anti - marxista completamente fora - de - moda e deslocado, num tempo em que a lúcida análise de Marx sobre o capitalismo burguês se prova no impasse paralisante e demissionário da economia liberal e na inultrapassável luta de classes, hoje camuflada pelo fim - de - história com o simulacro da ascensão das massas à posse (?) do domínio público e ao conhecimento, é, no mínimo, ridículo.
É claro que concordo com a sua asa direita da mesma página que o ridículo pode matar, assim como com o facto de vivermos no Ocidente numa democracia de anedota...
Como é claro que os meus pressuposto sejam outros...
Interrogava - me eu do interessante que seria ( intelectualmente, por desfastio...) analisar como as contas públicas em dia, dos seus anexantes, para ser mais claro, e pessoais estariam a minar as bases da economia liberal, hoje refém do capitalismo financeiro...
Daniel de Oliveira respondeu - me no último Expresso, elucidando - me com assertividade na sua crónica - Quem tem o cofre - enquanto à direita da página o direitinhas Raposo brincava com as palavras num simulacro de humor anárquico e imbecilizante supostamente engraçado para a rapaziada do bairro, da aldeia originária e respaldo melancólico das memórias coloniais.
O escárnio anti - marxista completamente fora - de - moda e deslocado, num tempo em que a lúcida análise de Marx sobre o capitalismo burguês se prova no impasse paralisante e demissionário da economia liberal e na inultrapassável luta de classes, hoje camuflada pelo fim - de - história com o simulacro da ascensão das massas à posse (?) do domínio público e ao conhecimento, é, no mínimo, ridículo.
É claro que concordo com a sua asa direita da mesma página que o ridículo pode matar, assim como com o facto de vivermos no Ocidente numa democracia de anedota...
Como é claro que os meus pressuposto sejam outros...
MIJAR CONTRA O VENTO LIBERAL...
Sloterdijk, num dos capítulos do seu livro " Crítica da Razão Cínica ", dedica uma secção ao que ele titula Em busca da insolência perdida, à desconfiança jubilosa do ZÉ sobre a sabedoria dos mestres, tomando como exemplo a extraordinária figura do vadio ( Rui Ramos dixit, ver crónica no Expresso do sábado ) Diógenes.
Contra a palavra e a Retórica dialéctica dos senhores onde tudo se passa e se resolve, o sarcasmo, a chalaça e os dichotes são armas possíveis no desmantelamento das interpretações legalistas, quando o que se deplora - a falta de ética - é escondido sob o manto da legalidade abusiva que permite e do atropelo hipócrita que silencia.
Essa " soberania " que a democracia permite aos vadios, e não- lacaios ( a contradição é evidente... ) usar a linguagem argumentativa do cuspo de desprezo sobre a elite espertalhona e rapace também é dada à estampa por senhores e ladies nas páginas desse mesmo jornal em interpretações pejorativas, políticamente correctas mas não menos contundentes que semanalmente aplaudo e subscrevo ( sem vassalagem, como vadio que me sinto... ), dizia, é uma victória diàriamente exercitada que a surdez do poder ainda não ouve.
Lamentávelmente, tem aumentado o número dos surdos o que tem permitido que "... não parece haver outro risco na política... - Ramos disse.,. " a não ser o ridículo, nada abale o poder liberal.
Para piorar o estado das coisas, Clara F. Alves que sublinha semanalmente com mordaz nitidez os traços marcantes dessa tristeza que teima em se lhe colar como erva daninha, em cada safanão, exorcizando de si essa pertença, acrescenta - lhe a ignorância massiva, militante, de toda a burguesia nacional.
Eu cá prefiro a refracção, a VADIAGEM... E, DEFINITIVAMENTE, A INTELIGÊNCIA CULTA e não - lacaia, actualizo...
sexta-feira, julho 20, 2012
D' o VÉU DE MAYA...
MADRID, como foi ontem Tripoli e Cairo...
Manifestações democráticas, desarmadas e com a mesma carga de repúdio, marcando um divórcio temporalizado entre o poder político e o povo.
Enquadrar o que se passou na Líbia e hoje na Síria face a essa realidade é de uma miserável e hipócrita simplificação comparativa do que se passou e do que se passa.
Os líbios abdicaram das manifestações desarmadas, assim como os sírios e declararam guerra ao poder. Para os líbios, o patrocínio da revolta armada por parte do Ocidente permitiu - lhes apear o seu déspota , e até ver, instalar um sufrágio universal e democrático sobre a soberania do país, decapitando o antigo regime através de uma guerra civil da qual saíram victoriosos. Kadahfi tinha sido abandonado por todos.
Síria enfrentou o seu líder com uma revolta ARMADA e escolheu a via da guerra civil para o derrubar. Nunca chegou a ser uma confrontação, a não ser pretérita, entre inocentes e criminosos.
Assad ganhou, como ganhariam TODOS OS LÍDERES POLÍTICOS em vigência, a legitimidade e o dever de defender o seu país. Não há inocentes, a não ser as crianças, dentro da comunidade sunita e franjas do alauismo a chorar, a não ser com lágrimas de crocodilo.
Estivessem armadas as manifestações em oitenta cidades espanholas, como essa em Madrid, como seria a reacção de Rajoy ou eventualmente em casa própria, Obama?
A minha simpatia incondicional com os rebeldes em luta pela liberdade nunca me corromperá o discurso e a pose em obscenas cumplicidades com os globalizadores e com a acefalia mediática dos seus lacaios.
VIVA A SÍRIA LIVRE!
quinta-feira, julho 19, 2012
GLOBALIZAÇÃO POLÍTICA
Com um cinismo inultrapassávell o Ocidente vai tecendo a sua malha de uniformização política e económica do Globo. Bashar, o presidente sírio já não serve os interesses dos USA e o seu regime de déspota iluminado, na linha dos restantes que habitam o Médio - Oriente ainda intocados, vai cair em breve num banho de sangue. Não lhe resta outra alternativa, não lhe é dado outra alternativa - deposição ou morte.
É extraordinária a falta de imaginação, contudo de uma eficácia demente, da narrativa que se vai escrevendo sobre as deposições dos persona non grata aos olhos do Ocidente e a hipocrisia do discurso sobre a China, Rússia, Coreia do Norte e dentro em breve Irão mal tenha armas nucleares.
Enquanto os ilustres dissidentes de décadas se preparam, devidamente formatados pelos seus patronos, a regressar como salvadores da Pátria, e os ratos abandonam o barco, iremos assistir em directo pelas televisões ao linchamento de Assad e dos seus próximos, uma catarse necessária que servirá de aviso a outros eventuais déspotas ou tidos como tais pelos GLOBALIZADORES.
No meio de toda esta ópera pífia tantas vezes levada à cena, a liberdade do povo sírio é o que menos lhes importa, como cedo se irá verificar e a LIBERDADE, hoje corrompida e reduzida ao formalismo cénico das bichas eleitorais, acompanha a sua cega irmã - a JUSTIÇA - enquanto o seu mentor, a ÉTICA, encarcerada e aviltada se vai finando ireconhecível e dentro em breve obliterada na consciência das novas gerações.
sábado, julho 07, 2012
OPORTUNIDADES, OPORTUNISMO e... ÉTICA
É!....
A malfadada palavra, ( é -o simplesmente isso, para a maioria... ) está aí na berlinda e nem podia ser de outro modo, como um traço essencial na consciência de qualquer Homem adulto. Os paradigmáticos casos em estudo e exame nos Media envolvendo pessoas, instituições, e órgãos de soberania são exemplos elevados do que subterrâneamente se está a passar hoje na sociedade portuguesa.
Na base da pirâmide sobrejaz um alibi, já não moral mas biológico - a sobrevivência - se não quase física, pelo menos social e psicológica, sujeita a duros revezes.
No topo da pirâmide é uma Oportunidade que um oportunismo cínico, cavalgando o que tem de ser feito, de tentar enterrar de vez o que alguém já chamou de arquétipos, com uma agenda de transformação do País por decretos e uma oh!, tão estúpida burocracia que súbitamente se vê como a alma mater da Política a manipular pessoas em vez de papelada, a dirigir populações em vez de folhas de cálculo.
Dos oportunismos que a situação criada pelo sistema se permitiu aproveitar, o Governo da nossa anti-platónica República está a modelá-los com uma desfaçatez que raia a pouca vergonha.
O que fará com a oportunidade de ouro que a inconstitucionalidade decretada pelo Tribunal Constitucional ( a sua função tem de pairar actuante por cima da crise ) lhe trouxe como um reparo ético permitir - nos - à avaliar do nível a que chegou o seu Cinismo e a sua mediocridade política.
A malfadada palavra, ( é -o simplesmente isso, para a maioria... ) está aí na berlinda e nem podia ser de outro modo, como um traço essencial na consciência de qualquer Homem adulto. Os paradigmáticos casos em estudo e exame nos Media envolvendo pessoas, instituições, e órgãos de soberania são exemplos elevados do que subterrâneamente se está a passar hoje na sociedade portuguesa.
Na base da pirâmide sobrejaz um alibi, já não moral mas biológico - a sobrevivência - se não quase física, pelo menos social e psicológica, sujeita a duros revezes.
No topo da pirâmide é uma Oportunidade que um oportunismo cínico, cavalgando o que tem de ser feito, de tentar enterrar de vez o que alguém já chamou de arquétipos, com uma agenda de transformação do País por decretos e uma oh!, tão estúpida burocracia que súbitamente se vê como a alma mater da Política a manipular pessoas em vez de papelada, a dirigir populações em vez de folhas de cálculo.
Dos oportunismos que a situação criada pelo sistema se permitiu aproveitar, o Governo da nossa anti-platónica República está a modelá-los com uma desfaçatez que raia a pouca vergonha.
O que fará com a oportunidade de ouro que a inconstitucionalidade decretada pelo Tribunal Constitucional ( a sua função tem de pairar actuante por cima da crise ) lhe trouxe como um reparo ético permitir - nos - à avaliar do nível a que chegou o seu Cinismo e a sua mediocridade política.
quinta-feira, julho 05, 2012
AFINAL, ENGANEI - ME...
Há certo tipo de sujidade que dá trabalho em remover. Estou a braços com uma delas. Quem me lê teve conhecimento do que se está a passar...
Por meu lado, como não dei autorização à inclusão de publicidade nas minhas páginas, estou a pensar em processar os autores da chico-espertice, pelo que, por enquanto, evitando edits com sucessivas actualizações, ser -me-ão úteis como meios de prova da sacanagem.
Por meu lado, como não dei autorização à inclusão de publicidade nas minhas páginas, estou a pensar em processar os autores da chico-espertice, pelo que, por enquanto, evitando edits com sucessivas actualizações, ser -me-ão úteis como meios de prova da sacanagem.
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PUBLICIDADE ABUSIVA
Durou pouco a intromissão abusiva. Já se foi e ainda bem...
FUKUSHIMA
Descobre - se que na origem dos acontecimentos que DESPOLETARAM ( e não espoletaram, como erradamente ainda se diz e se ouve nos Media...) o desastre na central nuclear estiveram erros humanos e grossa ignorância. Fascinante! E eu a repreender o meu cão por ter feito xixi nos reactores...
RELVAS
É notícia de novo, eventualmente por motivos " semelhantes " aos que mantiveram por muuuuito tempo o ex - P. Ministro Sócrates nas bocas do mundo.
Passos Coelho afirma que é uma não-noticia. Tudo bem. Aparentemente, não há só doutoramentos " honoris causa "; há já licenciamentos a que a experiência de vida dá canudos.
Como Portugal se está a tornar numa república envelhecida em que até os mais jovens experenciam já percursos de vida assaz intranquilos, teremos em breve resolvidos os problemas de iliteracia no país. E como se dá o caso de grande parte deles terem suado as estopinhas nas universidades, o que está em marcha são doutoramentos acelerados.
Eu cá já sou um sr. Prof.Doutor. E estou à espera das prebendas e da oficialização tetemunhada.
COMENDADOR CORREIA
A esse, pelo menos já canta o título e a impunidade de se permitir apelidar de arquétipos às críticas transpostas, por vezes em ajuntamentos, berreiros, indignações, apelações, barulho e demagogias(!!!???) que os não - comendadores e cómodamente instalados, os cépticos e ingénuos que querem mudar a proliferação de comendas que só beneficiam os que não gritam, não berram, não se indignam ( e por que é que o haveriam de fazer?... ) e que ó vilupêndio, ó horror, acham que o governo que, sem berros, sem gritaria, elegeram, deveria TER consciência social, esse monstruoso arquétipo, e que acha que uma vez chegado ao fundo do poço só resta aproveitar a oportunidade para subir.
Ainda por cima têm o supremo desplante de se organizarem e enfrentarem olhos nos olhos os seus governantes...
O que será preciso é levar o Zé a contemplar o abismo, não é, sr. comendador Correia? E, eventualmente, seria o ideal para não incomodar sensíveis orelhas, COMER E CALAR, não?
Durou pouco a intromissão abusiva. Já se foi e ainda bem...
FUKUSHIMA
Descobre - se que na origem dos acontecimentos que DESPOLETARAM ( e não espoletaram, como erradamente ainda se diz e se ouve nos Media...) o desastre na central nuclear estiveram erros humanos e grossa ignorância. Fascinante! E eu a repreender o meu cão por ter feito xixi nos reactores...
RELVAS
É notícia de novo, eventualmente por motivos " semelhantes " aos que mantiveram por muuuuito tempo o ex - P. Ministro Sócrates nas bocas do mundo.
Passos Coelho afirma que é uma não-noticia. Tudo bem. Aparentemente, não há só doutoramentos " honoris causa "; há já licenciamentos a que a experiência de vida dá canudos.
Como Portugal se está a tornar numa república envelhecida em que até os mais jovens experenciam já percursos de vida assaz intranquilos, teremos em breve resolvidos os problemas de iliteracia no país. E como se dá o caso de grande parte deles terem suado as estopinhas nas universidades, o que está em marcha são doutoramentos acelerados.
Eu cá já sou um sr. Prof.Doutor. E estou à espera das prebendas e da oficialização tetemunhada.
COMENDADOR CORREIA
A esse, pelo menos já canta o título e a impunidade de se permitir apelidar de arquétipos às críticas transpostas, por vezes em ajuntamentos, berreiros, indignações, apelações, barulho e demagogias(!!!???) que os não - comendadores e cómodamente instalados, os cépticos e ingénuos que querem mudar a proliferação de comendas que só beneficiam os que não gritam, não berram, não se indignam ( e por que é que o haveriam de fazer?... ) e que ó vilupêndio, ó horror, acham que o governo que, sem berros, sem gritaria, elegeram, deveria TER consciência social, esse monstruoso arquétipo, e que acha que uma vez chegado ao fundo do poço só resta aproveitar a oportunidade para subir.
Ainda por cima têm o supremo desplante de se organizarem e enfrentarem olhos nos olhos os seus governantes...
O que será preciso é levar o Zé a contemplar o abismo, não é, sr. comendador Correia? E, eventualmente, seria o ideal para não incomodar sensíveis orelhas, COMER E CALAR, não?
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