... Essa de Luís Raínha no " I " de ontem a contrapôr às súplicas urgentes do Ministro de Administração Interna António Macedo - o que este país precisa é de mais formigas e menos cigarras - com personagens novas, os Bancus voratius, aliados aos burrocratas, a pontuar os discursos e as acções da plebe.
É ler, que as fábulas com a simplificação retórica ao nível da compreensão do vulgo põe em relevo o que é fácilmente perceptível - o discurso hipócrita e a malfeitoria escondida.
Na mesma página, na ala esquerda Braz Teixeira, investigador do NECEP deplora, com mais coturno, o que este bloguista tem reiteradamente observado por aqui nestas páginas, nomeadamente a demissão das " elites " ( sempre os aspeei e tenho razão... ), nomeadamente a académica, da sua responsabilidade social e crítica e o seu arrebanhamento pelo poder político.
As excepções são tão poucas e irrelevantes que quase ninguém as conhece. Aqui também a culpa é sua.
quinta-feira, setembro 27, 2012
quarta-feira, setembro 26, 2012
BASTA!
JÁ TARDAVA a reacção em Espanha e aí as coisas vão fiar mais fino. A têmpera dos nuestros hermanos não se acomoda aos formalismos " civilizados " com que a elite no poder limita a violência física; para dizer a verdade deve ser a única que lhe mete respeito e... medo.
MIL vezes maior é a outra violência com que ela actua, malfeitora, cínica, imoral e... injustificável e traiçoeira.
Uma vez desmascarada a batota não basta denunciá - la. A exigência da reposição e cumprimento dos compromissos que mantêm o povo em sossêgo é uma obrigação de todos. A Democracia exige - o.
Se não, a coisa vai feder, forte e feio.
terça-feira, setembro 25, 2012
QUAL O MAIS PERIGOSO?...
...O NÉSCIO OU O ESTÚPIDO?
O néscio caracteriza - se pela ignorância e inacção, enquanto ao estúpido o que tem de capacidade intelectiva e acção sobra - lhe em interpretação desadequada do real.
A Ideia, dizia o outro, é um xeque à realidade.
A colecta fiscal em relação à indústria do tabaco desceu 10%. O presidente da CIP propõe nas negociações com o governo a subida para 30% da taxa sobre o dito.
A coesão social e o desemprego atingiram níveis assustadores para qualquer governo de qualquer parte do mundo civilizado. O ministro da economia pensa em baixar os custos das indemnizações aos despedimentos.
ADIVINHEM LÁ... Quem é quem?
O néscio caracteriza - se pela ignorância e inacção, enquanto ao estúpido o que tem de capacidade intelectiva e acção sobra - lhe em interpretação desadequada do real.
A Ideia, dizia o outro, é um xeque à realidade.
A colecta fiscal em relação à indústria do tabaco desceu 10%. O presidente da CIP propõe nas negociações com o governo a subida para 30% da taxa sobre o dito.
A coesão social e o desemprego atingiram níveis assustadores para qualquer governo de qualquer parte do mundo civilizado. O ministro da economia pensa em baixar os custos das indemnizações aos despedimentos.
ADIVINHEM LÁ... Quem é quem?
terça-feira, setembro 18, 2012
CONSISTÊNCIA
Seguro falou e falou bem. Surpreendeu- me a maturidade e a consistência política perante um entrevistador que, à laia de " agressividade " e independência exagerou na impertinência. Quis ser incómodo e por pouco falava mais do que o entrevistado. Quando é que aprendem que as suas opiniões, em situações como essas, não interessam minimamente senão para o circulo dos amigos? E que para conduzir uma entrevista é preciso mais inteligência e informação do que a chico-espertice?
Adiante, que agora é a vez da Política reatar o seu papel e Seguro revelou - se seguro.
Veremos..., lá mais para diante...
domingo, setembro 16, 2012
KAPUTT
A vez da Política, pura e dura, ameaça superar a Burrocracia reinante.
Paulo Portas parece ter sido acordado pela insensatez de governar contra toda uma nação com uma receita estúpidamente formatada, porque cega e , pior, VAZIA DE SIGNIFICADO, no empobrecimento geral da economia.
Confesso que, apesar da Política ameaçar resgatar a sua condição de condutora das nações, ela terá de ser apoiada, nomeadamente como foi, nas manifestações que repudiaram a menorização que uma elite políticamente analfabeta quer impôr em Portugal.
Portugal acordou?
Paulo Portas parece ter sido acordado pela insensatez de governar contra toda uma nação com uma receita estúpidamente formatada, porque cega e , pior, VAZIA DE SIGNIFICADO, no empobrecimento geral da economia.
Confesso que, apesar da Política ameaçar resgatar a sua condição de condutora das nações, ela terá de ser apoiada, nomeadamente como foi, nas manifestações que repudiaram a menorização que uma elite políticamente analfabeta quer impôr em Portugal.
Portugal acordou?
quinta-feira, setembro 13, 2012
E CAIU - LHE O CARMO E A TRINDADE EM CIMA...
Assim como as, cara do Relvas, do sonso Gaspar e do filistino Portas não enganam quem dos fácies faz leituras caracterológicas, os finos lábios espasmòdicamente cerrados de Passos Coelho traduzem uma teimosia insanável. O que poderia ser lido como determinação em caracteres outros, no P. Ministro acentua - lhe a negatividade cega e surda aos " pormenores " que se agitam à volta do seu ego.
Nada resulta, pela inflexibilidade, no mundo político, como este Governo já notou e no entanto...
Bem, suponho que a partir de agora a análise política deste governo extravasou o universo do bom - senso e aí...., perco - me.
Nada resulta, pela inflexibilidade, no mundo político, como este Governo já notou e no entanto...
Bem, suponho que a partir de agora a análise política deste governo extravasou o universo do bom - senso e aí...., perco - me.
domingo, setembro 09, 2012
UM HOMEM SÓ...
Quem o acompanhou estará hoje a preparar o futuro e não é o de Portugal.
A Política é uma actividade muito séria e tem de ser exercida por políticos que sobrelevam a sua capacidade de gestão a um patamar de relacionamento com os dirigidos a um nível de empatia tal que não se compadeça com amadorismos burocráticos.
Confesso que senti pena da solidão do P.Ministro na apresentação das novas medidas para o País. O amadorismo político de um homem do aparelho que fez toda a sua vida nas lides partidárias foi desolador e revelou, no mínimo, que não se aconselhou com ninguém, e se o fez, está muito mal acompanhado.
Quanto ao pacote das medidas em si, foi mais do mesmo e revela um Governo a actuar em controlo remoto, empurrado por imperativos dos quais aparentemente desconhece os contornos. Caso contrário, é um Governo perigoso que tem de ser afastado na primeira oportunidade que aparecer.
E como a prudência e cautela do sr. presidente da República se tornaram parte do anedotário nacional não será por aí que estará a queda da coligação.
E segue o vira...
A SAÍDA DO PÂNTANO?
O Banco Central Europeu, inevitávelmente com o apoio da maioria dos estados da zona euro resolveu pôr um ponto final na pantanosa e nada inocente política do B.Central Alemão e da sua corrente de transmissão, o governo Merkel, sobre a (des)coesão do euro, que estava a demolir todos os pressupostos que estiveram na formação da UE e posteriormente, da moeda única.
Draghi e o sr. Junker trabalharam bem, em silêncio, junto dos restantes membros e com a eficácia e força necessária para enfrentar o lobby alemão e os amigos do norte a quem o impasse sobre o euro ia enchendo os cofres.
Foi um passo importante o dado e as consequências irão aparecer, quando até agora o marasmo cínico e manipulador das cimeiras atirava recorrentemente as decisões inadiáveis para as calendas gregas.
Foi mais forte a componente política da decisão que os resultados económicos imediatos como cedo se irá verificar.
JÁ TARDAVA!
Não sejamos ingénuos, a determinação dos que deram este passo em frente na compra ilimitada das dívidas soberanas tendo em vista o suporte do euro não poderá fraquejar ao enfrentar as reacções adversas da agiotagem internacional. As tentativas de boicote a Draghi e a sua eventual remoção por lacaios mais fácilmente manobráveis já começou.
Só a força e a oposição dos povos dos estados em saque apoiados por governos insubmissos dará maior consistência à posição do actual Banco Central; sem isso, Merkel vencerá, a prazo.
terça-feira, setembro 04, 2012
NÃO FADAM E NEM DEIXAM FADAR...
... Aos burrocratas da Politica, e do pensamento... e da Vida...
Mas tu nem vives nem deixas viver os mais,
Crápula do Egoísmo, cartola d'espanta pardais!
Mas hás - de pagar - Me a febre - rodopio
novelo emaranhado da minha dor!
Mas hás - de pagar - Me a febre - calafrio
abismo - descida de Eu não querer descer!
Hás - de pagar - Me o Absinto e a Morfina!
Hei - de ser cigana da tua sina!
Hei - de ser a bruxa do teu remorso!
Hei - de desforra - dor cantar - te a buena - dicha
em águas fortes de Goya
e no cavalo de Tróia
e nos poemas de Poe!
Hei - de feiticeira a galope na vassoura
largar - te os meus lagartos e a Peçonha!
Hei - de vara mágica encantar - te arte de ganir!
Hei - de reconstruir em ti a escravatura negra!
Hei - de despir- te a pele a pouco e pouco
e depois na carne viva deitar fel,
e depois na carne viva semear vidros,
semear gumes,
lumes,
e tiros.
Hei - de gozar em ti as poses diabólicas
dos teatrais venenos trágicos do persa Zoroastro!
Hei - de rasgar - te as vrilhas com forquilhas e croques,
e desfraldar - te nas canelas mirradas
o negro pendão dos piratas!
Hei - de corvo - marinho beber - te os olhos vesgos!
Hei - de bóia do Destino ser em brasa
e tu náufrago das galés sem horizontes verdes!
E mais do que isto ainda, muito mais:
Hei - de ser a mulher que tu gostes,
Hei - de ser Ela sem te dar atenção!
Ah! que eu sinto claramente que nasci
de uma praga de ciúmes.
Eu sou as sete pragas sobre o Nilo
e a alma dos Bórgias a penar!
com o amén de
( Almada Negreiros )
sexta-feira, agosto 31, 2012
E... AO PROFETA
Nos idos anos trinta do século XX, Gasset deplorava a insistência com que se falava da decadência europeia e a nostalgia com que se encarava os paradigmas do passado pré - moderno.
Numa abordagem crítica entre a posição das elites de então e a explosão da vida configurada num extraordinário aumento populacional, liberto da escravidão, dizia, a certo passo, in - A rebelião das massas - ...
" O nosso tempo teria ideais claros e firmes, embora fosse incapaz de os realizar. Mas a verdade é estritamente ao contrário: vivemos num tempo que se sente fabulosamenete capaz de realizar, mas não sabe o que realizar. Domina todas as coisas, mas não é dono de si mesmo. Sente - se perdido na sua própria abundância. Embora com mais meios, mais saber, mais técnicas do que nunca, o mundo actual anda como o mais infeliz que possa ter havido: totalmente à deriva.
Daí essa estranha dualidade de prepotência e insegurança na alma contemporânea... "
( os sublinhados são meus )
Creio que, hoje, muito difícilmente haja quem discorde dessa aberração que tem marcado o plano inclinado da estupidificação imparável que o modelo único tem aplicado ao planeta através dos seus mandantes e lacaios.
Perante tanto conformismo à arrogância a pergunta impõe -se com estrondo: - QUEREM VER QUE NO FIM DE CONTAS SOMOS INFINITAMENTE MAIS ESTÚPIDOS DO QUE A NOSSA RACIONALIDADE ALCANÇA?
quarta-feira, agosto 29, 2012
A PALAVRA À POESIA...
... À solidão burguesa, nas palavras do poeta...
LABORATÓRIO I
Não era aquela a cara a quem a morte
deu de beber do cântaro mais cheio
de sóis e anéis azuis? Quem de tal sorte
quebrou tão puramente pelo meio-
-dia das correrias no recreio?
Ou de lua que lívida a transporte
alguma vez algum olhar nos veio
que tamanha criança assim suporte?
Envólucro quebrado contra a crista
do antigo cipreste, ó fantástica festa
de quem consigo mesmo pela frente
se encontra e reencontra finalmente
E hora entreaberta como esta
em que país do sul Deus nos consente?
LABORATÓRIO II
Não foi aquela a cara a quem a morte
deu de beber do cântaro mais cheio
de sóis e anéis azuis? Tão pura sorte
noutro céu se cumpriu que não no meio-
-dia do pão partido no recreio?
Ou outrem conheceu o súbito transporte
do convívio dos dias para alheio
olhar os gestos de que foi suporte?
Envólucro enquadrado contra a crista
do antigo cipreste, ó fantástica festa
das coisas que se tocam pela vista
esta daquela como aquela desta
E há país aonde Deus assista
a hora entreaberta como esta?
( RUY BELO )
LABORATÓRIO I
Não era aquela a cara a quem a morte
deu de beber do cântaro mais cheio
de sóis e anéis azuis? Quem de tal sorte
quebrou tão puramente pelo meio-
-dia das correrias no recreio?
Ou de lua que lívida a transporte
alguma vez algum olhar nos veio
que tamanha criança assim suporte?
Envólucro quebrado contra a crista
do antigo cipreste, ó fantástica festa
de quem consigo mesmo pela frente
se encontra e reencontra finalmente
E hora entreaberta como esta
em que país do sul Deus nos consente?
LABORATÓRIO II
Não foi aquela a cara a quem a morte
deu de beber do cântaro mais cheio
de sóis e anéis azuis? Tão pura sorte
noutro céu se cumpriu que não no meio-
-dia do pão partido no recreio?
Ou outrem conheceu o súbito transporte
do convívio dos dias para alheio
olhar os gestos de que foi suporte?
Envólucro enquadrado contra a crista
do antigo cipreste, ó fantástica festa
das coisas que se tocam pela vista
esta daquela como aquela desta
E há país aonde Deus assista
a hora entreaberta como esta?
( RUY BELO )
sexta-feira, agosto 24, 2012
NÃO HÁ VOLTA A DAR...????
O governo da República está a falhar estrondosamente; mesmo para burocratas a quem a Política não passa do integral cumprimento pelos cidadãos dos seus deveres contratuais com a sociedade, cujo direito de exercer a soberania lhes foi outorgado temporàriamente, os números da execução contabilística das obrigações do Estado não podem, racionalmente, deixar de constatar que a receita seguida acumula erros crassos cujos resultados os números do déficit, desemprego, desempenho económico, receita fiscal, redução da despesa do Estado e do relacionamento com a população são passíveis de levar à demissão por incompetência qualquer governante com um pingo de vergonha na cara.
Aprendi que a insistência no erro, mesmo perante factos indesmentíveis reclamados recorrentemente pelos pragmáticos liberais, os números, só tem um nome - ESTUPIDEZ - , política e burocrática, para o caso.
Enquanto que noutras paragens se constrói, com méritos duvidosos, é certo, como Angola, um Estado que vai criando uma classe média, cidadãos, que paulatinamente, por entre os espaços que a nebulosa democracia angolana lhes permite o desempenho da liberdade, da consciência social, da acumulação legítima de riqueza, por aqui se desmantelam avanços civilizacionais representados nomeadamente pelo SNS, a Escola pública,a investigação científica, o recuo da mortalidade infantil, etc,etc, em contra-ciclo com TODOS os estados do planeta e vende - se tudo, a Indústria, a Agricultura, os Serviços, os Recursos naturais, a Energia, os Transportes, as Águas, o serviço público de Televisão, o património cultural e material.
Se o clima fosse vendável também marchava...
O mais espantoso de tudo isso é não existir nenhuma perspectiva de futuro, NADA, quando à nossa volta TUDO mexe.
Aprendi que a insistência no erro, mesmo perante factos indesmentíveis reclamados recorrentemente pelos pragmáticos liberais, os números, só tem um nome - ESTUPIDEZ - , política e burocrática, para o caso.
Enquanto que noutras paragens se constrói, com méritos duvidosos, é certo, como Angola, um Estado que vai criando uma classe média, cidadãos, que paulatinamente, por entre os espaços que a nebulosa democracia angolana lhes permite o desempenho da liberdade, da consciência social, da acumulação legítima de riqueza, por aqui se desmantelam avanços civilizacionais representados nomeadamente pelo SNS, a Escola pública,a investigação científica, o recuo da mortalidade infantil, etc,etc, em contra-ciclo com TODOS os estados do planeta e vende - se tudo, a Indústria, a Agricultura, os Serviços, os Recursos naturais, a Energia, os Transportes, as Águas, o serviço público de Televisão, o património cultural e material.
Se o clima fosse vendável também marchava...
O mais espantoso de tudo isso é não existir nenhuma perspectiva de futuro, NADA, quando à nossa volta TUDO mexe.
segunda-feira, agosto 20, 2012
INSÓLITO e, talvez não...
Arrancou a primeira Liga com os três, quatro candidatos ao pódio em recalibração de expectativas com o fecho dos mercados ( POIS... o maldito mercado... ) a exibir uma aflitiva burocracia competitiva perante o recomeço dos trabalhos.
Por mim, como benfiquista, espero que as frustrações de Hulk e Moutinho perdurem por mais tempo do que as de Gaitán e Witsel, por exemplo.
Derivando, deixo uma pergunta - Não vos assusta saber das almoçaradas entre o Joaquim Oliveira, Pinto da Costa e o sr. Relvas?
Por mim, como benfiquista, espero que as frustrações de Hulk e Moutinho perdurem por mais tempo do que as de Gaitán e Witsel, por exemplo.
Derivando, deixo uma pergunta - Não vos assusta saber das almoçaradas entre o Joaquim Oliveira, Pinto da Costa e o sr. Relvas?
ESTIVE A BANHOS...
À recorrência glosada por outros - Como está a água? - eu respondia, como africano amante de águas cálidas, - Uma porcaria, gelada e intratável.
E estava em Lagos, vazia de portugueses e com uns poucos a gozar o que ainda não é possível VENDER - o sol, aberto, claro e... gratuito. Tão pouca gente que, recordando o recordado Diógenes não dava para exigir - Tira - te do meu sol, esquecidos da urgência que a polis reclama(rá) em surdina, lá longe.
De volta, não durou muito o meu sossêgo, que a indignação permanente, incontrolável, não permite o descanso.
Recalibremos, pois, os neurónios e o sarcasmo. Até lá!
E estava em Lagos, vazia de portugueses e com uns poucos a gozar o que ainda não é possível VENDER - o sol, aberto, claro e... gratuito. Tão pouca gente que, recordando o recordado Diógenes não dava para exigir - Tira - te do meu sol, esquecidos da urgência que a polis reclama(rá) em surdina, lá longe.
De volta, não durou muito o meu sossêgo, que a indignação permanente, incontrolável, não permite o descanso.
Recalibremos, pois, os neurónios e o sarcasmo. Até lá!
sábado, agosto 04, 2012
MAIS CULPA NÃO... !
" Mais culpa não, já há que chegue!.. " - Paula Rego
POIS...!
A " colagem " com que o meu post de 11 de Junho intitulado D'o Síndroma de Egas Moniz antecipou as considerações de Paula Rego no Expresso de hoje releva um dos traços psicológicos marcantes do nação lusitana - a CULPA.
A impossibilidade de felicidade de motu proprio deriva de um fatalismo tão perverso e profundo que a racionalidade, quando acontece, se envergonha do papel de parceiro menor de uma capitulação ansiada.
Para o lusitano a Vida é sofrimento, TEM DE SER sofrimento, a alegria de Viver é uma brecha que a Culpa se encarrega de fechar, não se vá tornar- se um hábito que a " desilusão " devolverá à sua narrativa correcta.
Esse é o papel que a governança ou de quem se outorga desse papel, de infernizar a vida dos que da Vida tem uma visão equilibrada de subordinação, à espécie e à Fortuna.
A realidade portuguesa é deprimente, como deprimente e angustiante é o seu povo, cativo de uma menoridade auto - assumida que se compraz em flagelação, sua, e se possível, dos outros, para os quais remete a sua insuficiência e incapacidade, condições das quais desconhece os contornos, normalmente por estupidez e reiteradamente por ignorância.
E é sobre essa ignorância que os " chico-espertos " navegam impunes quando não confrontados com a visão, também ela simplória, que têm sobre a urbe.
Parafraseando, EM NEGAÇÃO, Schopenhauer, na abertura da sua obra O mundo como Vontade e Representação, o Mundo NÃO É a minha representação, apesar da minha liberdade. A parte que me cabe na sua representação é o que faz de mim o que sou e dos outros o que são. O diabo é que parece que Ele se está borrifando para tudo isso.
No fim de contas, em que é que o governo dos outros tem a ver comigo?
terça-feira, julho 31, 2012
HAJA ESPERANÇA...
A BALEIA,cheia que nem um odre, ameaça sair da zona euro, diz uma sondagem do " Bild " alemão feita no passado domingo à população alemã.
E porquê? Porque, para grande surpresa minha a Política quer - se fazer ouvir, nomeadamente através das instituições europeias, representantes, convém ter isso SEMPRE presente, dos seus VINTE e SETE estados.
Cansados da manipulação germânica e do seu diktat e sentindo em cada dia que passa o esvaziamento progressivo das suas atribuições, hoje reduzidas à burocracia e à arrogância do CSU, Draghi, presidente do BCE e Juncker, o presidente do grupo de ministros de finanças da zona euro, trouxeram a Política à ribalta através das suas últimas declarações publicadas, cujo teor e alcances são transparentes.
Bastou ouvir as reacções dos barões do CSU, acompanhadas de ameaças veladas, para sentirmos que atingiram o alvo.
Que melhor altura, para os vinte e sete, nomeadamente para os calões do sul e do nosso débil aprendiz lusitano, para recuperar da Política o nome perdido à Austeridade?
E Durão, por onde pára? Se bem o conheço, tentará apanhar essa boleia, com as nuances diplomáticas de estar de bem com todos, como é timbre de medíocres lideranças e perder MAIS UMA OPORTUNIDADE de se destacar da mediocridade funcional da Comissão europeia.
E porquê? Porque, para grande surpresa minha a Política quer - se fazer ouvir, nomeadamente através das instituições europeias, representantes, convém ter isso SEMPRE presente, dos seus VINTE e SETE estados.
Cansados da manipulação germânica e do seu diktat e sentindo em cada dia que passa o esvaziamento progressivo das suas atribuições, hoje reduzidas à burocracia e à arrogância do CSU, Draghi, presidente do BCE e Juncker, o presidente do grupo de ministros de finanças da zona euro, trouxeram a Política à ribalta através das suas últimas declarações publicadas, cujo teor e alcances são transparentes.
Bastou ouvir as reacções dos barões do CSU, acompanhadas de ameaças veladas, para sentirmos que atingiram o alvo.
Que melhor altura, para os vinte e sete, nomeadamente para os calões do sul e do nosso débil aprendiz lusitano, para recuperar da Política o nome perdido à Austeridade?
E Durão, por onde pára? Se bem o conheço, tentará apanhar essa boleia, com as nuances diplomáticas de estar de bem com todos, como é timbre de medíocres lideranças e perder MAIS UMA OPORTUNIDADE de se destacar da mediocridade funcional da Comissão europeia.
ESCALADA
Finalmente após meses de conflito os Media internacionais tiveram autorização para falar da guerra civil que assola a Síria, dantes escondido, pelos motivos óbvios do costume, como massacres perpetuados por criminosos contra inocentes. Venceu a clareza e a transparência contra a manipulação rasteira.
Síria é um espaço onde se conjugam interesses estratégicos vitais na sobrevivência airosa das monarquias do Médio Oriente e das " interpretações " do Corão. Trava - se uma guerra entre os sunitas e os xiitas com apoios claros já publicamente verbalizados, pelo Irão com quem Assad tem um tratado de assistência mútua em caso de conflito com o exterior e a casa Saudita mais as monarquias do Golfo no armamento dos rebeldes.
Para o Ocidente, o inimigo do meu inimigo meu amigo é e com a patética figura do secretário geral da ONU a fazer de porta voz dos americanos, a teia está montada e eventualmente com mais ou menos massacres que nunca tiraram o sono à sua população e aos seus líderes, o final será o esperado.
Síria é um espaço onde se conjugam interesses estratégicos vitais na sobrevivência airosa das monarquias do Médio Oriente e das " interpretações " do Corão. Trava - se uma guerra entre os sunitas e os xiitas com apoios claros já publicamente verbalizados, pelo Irão com quem Assad tem um tratado de assistência mútua em caso de conflito com o exterior e a casa Saudita mais as monarquias do Golfo no armamento dos rebeldes.
Para o Ocidente, o inimigo do meu inimigo meu amigo é e com a patética figura do secretário geral da ONU a fazer de porta voz dos americanos, a teia está montada e eventualmente com mais ou menos massacres que nunca tiraram o sono à sua população e aos seus líderes, o final será o esperado.
domingo, julho 29, 2012
SERMÃO AOS PEIXES, PERDÃO, AOS SIMPLES...
Porque não?
Passos Coelho não tem de P.António Vieira nem a habilidade oratória, nem o fino sarcasmo, nem a imaginação e nem a sua envergadura intelectual. Contudo convenceu - se, ou algum dos seus gurus de que com malabarices ( o termo é invenção deles... ) e conversa de carroceiro conseguiria passar a mensagem ao coração dos simples, já que a pieguice, a calinagem dos que não o são não os deixava ver a verdade.
Porque não?
A receita germânica com o seu sermão acoplado aos simples do sul da Europa tem funcionado junto ao SIMPLES-MOR e a sua corte, não tem? E porque não tratar a população portuguesa como um bando de simplórios? Até pode ser que resulte, já que está a resultar com ele e com os seus apaniguados... que se estão borrifando para as eleições na exacta medida em que se convenceram que irão desmantelar pedra sobre pedra o que resta ao património dos simples enquanto lá estiverem e que depois não há volta a dar para recuperar do saque que está a ser feito ao património nacional.
Pode ser que se enganem...
A inépcia política dessa trupe é espantosa e outra coisa não seria de esperar de um governo com todos os defeitos do funcionalismo público no que ele tinha de mais de mais condenável - um funcionamento burocrático cristalizado que não permitia o mínimo rasgo de imaginação, com uma história acabada que deveria assustar de morte a nova geração, não esteja já ela completamente formatada pelas lusófonas e quejandos.
Se for o caso, temo pelo país, pela sua existência identitária e pela sua soberania, que não será já o Portugal que me ensinaram a amar.
Passos Coelho não tem de P.António Vieira nem a habilidade oratória, nem o fino sarcasmo, nem a imaginação e nem a sua envergadura intelectual. Contudo convenceu - se, ou algum dos seus gurus de que com malabarices ( o termo é invenção deles... ) e conversa de carroceiro conseguiria passar a mensagem ao coração dos simples, já que a pieguice, a calinagem dos que não o são não os deixava ver a verdade.
Porque não?
A receita germânica com o seu sermão acoplado aos simples do sul da Europa tem funcionado junto ao SIMPLES-MOR e a sua corte, não tem? E porque não tratar a população portuguesa como um bando de simplórios? Até pode ser que resulte, já que está a resultar com ele e com os seus apaniguados... que se estão borrifando para as eleições na exacta medida em que se convenceram que irão desmantelar pedra sobre pedra o que resta ao património dos simples enquanto lá estiverem e que depois não há volta a dar para recuperar do saque que está a ser feito ao património nacional.
Pode ser que se enganem...
A inépcia política dessa trupe é espantosa e outra coisa não seria de esperar de um governo com todos os defeitos do funcionalismo público no que ele tinha de mais de mais condenável - um funcionamento burocrático cristalizado que não permitia o mínimo rasgo de imaginação, com uma história acabada que deveria assustar de morte a nova geração, não esteja já ela completamente formatada pelas lusófonas e quejandos.
Se for o caso, temo pelo país, pela sua existência identitária e pela sua soberania, que não será já o Portugal que me ensinaram a amar.
segunda-feira, julho 23, 2012
DAS LACAIAS INTERPRETAÇÕES... E DAS OUTRAS...
MAIO 2012...
Interrogava - me eu do interessante que seria ( intelectualmente, por desfastio...) analisar como as contas públicas em dia, dos seus anexantes, para ser mais claro, e pessoais estariam a minar as bases da economia liberal, hoje refém do capitalismo financeiro...
Daniel de Oliveira respondeu - me no último Expresso, elucidando - me com assertividade na sua crónica - Quem tem o cofre - enquanto à direita da página o direitinhas Raposo brincava com as palavras num simulacro de humor anárquico e imbecilizante supostamente engraçado para a rapaziada do bairro, da aldeia originária e respaldo melancólico das memórias coloniais.
O escárnio anti - marxista completamente fora - de - moda e deslocado, num tempo em que a lúcida análise de Marx sobre o capitalismo burguês se prova no impasse paralisante e demissionário da economia liberal e na inultrapassável luta de classes, hoje camuflada pelo fim - de - história com o simulacro da ascensão das massas à posse (?) do domínio público e ao conhecimento, é, no mínimo, ridículo.
É claro que concordo com a sua asa direita da mesma página que o ridículo pode matar, assim como com o facto de vivermos no Ocidente numa democracia de anedota...
Como é claro que os meus pressuposto sejam outros...
Interrogava - me eu do interessante que seria ( intelectualmente, por desfastio...) analisar como as contas públicas em dia, dos seus anexantes, para ser mais claro, e pessoais estariam a minar as bases da economia liberal, hoje refém do capitalismo financeiro...
Daniel de Oliveira respondeu - me no último Expresso, elucidando - me com assertividade na sua crónica - Quem tem o cofre - enquanto à direita da página o direitinhas Raposo brincava com as palavras num simulacro de humor anárquico e imbecilizante supostamente engraçado para a rapaziada do bairro, da aldeia originária e respaldo melancólico das memórias coloniais.
O escárnio anti - marxista completamente fora - de - moda e deslocado, num tempo em que a lúcida análise de Marx sobre o capitalismo burguês se prova no impasse paralisante e demissionário da economia liberal e na inultrapassável luta de classes, hoje camuflada pelo fim - de - história com o simulacro da ascensão das massas à posse (?) do domínio público e ao conhecimento, é, no mínimo, ridículo.
É claro que concordo com a sua asa direita da mesma página que o ridículo pode matar, assim como com o facto de vivermos no Ocidente numa democracia de anedota...
Como é claro que os meus pressuposto sejam outros...
MIJAR CONTRA O VENTO LIBERAL...
Sloterdijk, num dos capítulos do seu livro " Crítica da Razão Cínica ", dedica uma secção ao que ele titula Em busca da insolência perdida, à desconfiança jubilosa do ZÉ sobre a sabedoria dos mestres, tomando como exemplo a extraordinária figura do vadio ( Rui Ramos dixit, ver crónica no Expresso do sábado ) Diógenes.
Contra a palavra e a Retórica dialéctica dos senhores onde tudo se passa e se resolve, o sarcasmo, a chalaça e os dichotes são armas possíveis no desmantelamento das interpretações legalistas, quando o que se deplora - a falta de ética - é escondido sob o manto da legalidade abusiva que permite e do atropelo hipócrita que silencia.
Essa " soberania " que a democracia permite aos vadios, e não- lacaios ( a contradição é evidente... ) usar a linguagem argumentativa do cuspo de desprezo sobre a elite espertalhona e rapace também é dada à estampa por senhores e ladies nas páginas desse mesmo jornal em interpretações pejorativas, políticamente correctas mas não menos contundentes que semanalmente aplaudo e subscrevo ( sem vassalagem, como vadio que me sinto... ), dizia, é uma victória diàriamente exercitada que a surdez do poder ainda não ouve.
Lamentávelmente, tem aumentado o número dos surdos o que tem permitido que "... não parece haver outro risco na política... - Ramos disse.,. " a não ser o ridículo, nada abale o poder liberal.
Para piorar o estado das coisas, Clara F. Alves que sublinha semanalmente com mordaz nitidez os traços marcantes dessa tristeza que teima em se lhe colar como erva daninha, em cada safanão, exorcizando de si essa pertença, acrescenta - lhe a ignorância massiva, militante, de toda a burguesia nacional.
Eu cá prefiro a refracção, a VADIAGEM... E, DEFINITIVAMENTE, A INTELIGÊNCIA CULTA e não - lacaia, actualizo...
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