sábado, janeiro 12, 2013

REVISITANDO O " EXPRESSO "...

PÓ DAS ESTRELAS

Há pelo menos 100 biliões de planetas na nossa galáxia, há pelo menos 125 biliões de galáxias detectáveis pela tecnologia actual no universo conhecido.
A percepção de " és pó e ao pó voltarás " é total e definitiva e que uma parte ínfima desse pó permite o entendimento possível e o questionamento do TODO, é avassaladora.

MÁ FÉ

Nunca li ou ouvi o FMI ou a Comissão Europeia deplorarem a pobreza do nível médio dos salários que se praticam em Portugal mas já não é a primeira e eventualmente não será a última vez que os vejo a exigiram, no que toca à descapitalização da sua população a exigência de se situarem na média dos países mais ricos da UE, não da média dos impostos, não da média dos salários mas da média das indemnizações devidas ao desemprego forçado.
Posto isso em números ( está na moda... ), os 12 dias da média europeia deveriam corresponder, ainda na aritmética elementar, a pelo menos 30 dias portugueses, levando em conta a média dos salários médios europeus e portugueses.
A má - fé acontece quando um raciocínio nos conduz irrefutàvelmente a uma conclusão que não queremos e por isso ignoramo - la hipòcritamente.

BURRICE  e não só...

Ricardo Costa s'espanta com a leveza com que o governo da República sorrateiramente fecha com a troyka a compensação pelos despedimentos em 12 dias, ao arrepio dos compromissos assinados com a Concertação Social, correndo o risco imediato de destruir o mínimo sossêgo obtido pelo pacifismo sindical da UGT. Chama burrice à acção governativa e tem razão.
A isso acrescento uma ignorância política insanável a que atribuo uma pobreza cultural deplorável, aliada à cantada MANHA de que nos alertou Almada Negreiros.
Não é que não percebamos que o que está na forja seja diminuir consideràvelmente a factura devida ao projecto do despedimento de funcionários públicos.
A propósito, a que é que se referem esses sujeitos da governação quando falam de Estado mínimo?
E reitero a posição bastas vezes aqui trazida e que o padre Lino Maia formulou ontem - " SE O ESTADO NÃO É SOCIAL NÃO SERVE PARA NADA ".

sexta-feira, janeiro 11, 2013

BENFICA - PORTO

Na sua nota de autor do livro O mito do contexto, Karl Popper, com a humildade própria dos sábios diz - nos que, cito, Não me considero especialista nem em ciência nem em filosofia. Tenho, contudo, tentado com afinco, durante toda a minha vida, compreender alguma coisa acerca do mundo em que vivemos. O conhecimento científico e a racionalidade humana que o produz são, em meu entender, sempre falíveis ou sujeitos a erro.

Completamente deslocado quando se fala de futebol, dirá o analista ligeiro; acontece que também tem sido a minha forma de entender o que me cerca, nomeadamente a racionalidade alheia, e dou de barato que também a minha, falível como as demais.
Acontece que, sobre um filme já visto, a nossa tendência é recordá - lo quando se vão repetir circunstâncias idênticas.

E, pronto aí vai a razão da prosa; Jorge Jesus aparentemente vai jogar com o Porto tendo Luisão como titular após uma longa ausência com todas as derivadas daí resultadas, nomeadamente falta de ritmo competitivo e dinâmica de jogo. Como não acredito que a sua experiência seja suficiente para suprir as dificuldades que o jogo lhe vai impôr, temo que Garay vá ter trabalho redobrado e espero que com êxito.
Do mesmo modo, pelo que tenho visto, o lugar de lateral direito TEM de ser do André Almeida porque o grande Max está cansado e com poucas pernas, que o número de faltas que comete durante os jogos atesta.
É como digo, eu não sou o treinador mas sei racionalizar o que vejo, nomeadamente no futebol.
Tremideiras à parte, que seja uma boa partida e que ganhe o Glorioso, mais a equipa de arbitragem

D'as Biblias...


O primeiro - ministro de Portugal, Passos Coelho, no rescaldo do esvaziamento promovido para aligeirar as exultantes posições do sr. Moedas em louvor do relatório- programa do FMI, disse que esse relatório não é a bíblia do governo.
Da bíblia do governo já sabemos que não é o programa do PSD nem tampouco o programa eleitoral apresentado aos portugueses.

Por outro lado, apesar das sucessivas aberturas do sr. Draghi e do sr. Juncker no sentido de aligeirar as condições impostas aos estados sob resgate, o nosso governo, imbuído de idolatrias funestas, não de qualquer Bíblia, mas da endeusada chancelerina Merkel, faz dos seus ditâmes ( o mercado e a dívida são alibis mentirosos porque negociáveis...) a sua cartilha burocrática porque não há imaginação nem competência para mais; isso é o que nos diz a obediência cega de alunos medíocres, os cromos do empinanço.

terça-feira, janeiro 08, 2013

HMMMMM!....

Querem ver que o SCP aceitou o meu conselho... aqui trazido no dia 21 de Dezembro?

Por outro lado, devido ao erro de vulto que continua a cometer quando privilegia uma ligação servil aos tripeiros em detrimento, julga ele, de uma aproximação cordial ao seu jurado inimigo da Segunda Circular, não vou dar mais conselhos úteis que é para aprenderem.


Outra coisa: o Jesualdo vai precisar de dois anos para vos fazer uma equipa decente. Se o despedirem antes do próximo Natal, estão feitos ao bife.

Saudações gloriosas!

sábado, janeiro 05, 2013

" EXPRESSO " - Um espaço de liberdade

Quase aposto que tenho arquivado o primeiro número do semanário... e até hoje NUNCA deixei de cumprir a, para mim obrigação cívica imposta, de o ler.
Confesso que por vezes sentia - o a resvalar, por excesso de zelo de alguns medíocres jornalistas que por lá passaram, para uma espécie de caixa de ressonância do Centrão, nomeadamente na defesa das posições do partido do seu proprietário, fundador do PSD, Pinto Balsemão e perder por momentos o norte, provávelmente por alturas do aparecimento da pedrada no charco que foi o " Independente ".

Tudo perdooei em nome do respeito devido aos excepcionais colaboradores comentaristas, sans blague, que por lá pontuavam e outros que por lá continuam, nomeadamente Inês Pedrosa, Miguel Sousa Tavares, Nuno Bredorode Santos, Marcelo Rebelo de Sousa, Daniel Oliveira e os adversários políticos Rui Ramos, José António Saraiva, Henrique Raposo.
Com todos, mas mesmo com TODOS aprendi a diversidade, a inteligência e, principalmente, CIDADANIA.

PARABÉNS , pois ao Expresso e ao Pinto Balsemão, e que continue a albergar a diferença que faz dele um jornal único.

P.S. Imperdoável a não inclusão da Pluma Caprichosa de C.Ferreira Alves que só por si mereceria uma referência à parte, sem desprimor dos restantes. De tantas vezes referida e aplaudida por aqui o lapso não exigiria o P.S., mas...

quinta-feira, dezembro 27, 2012

HIGIENIZAÇÃO...,

... Precisei eu e penso que também o país; uma pausa para reflexão apurada. Se a Ciência sempre defendeu o seu direito de estar errada, e é das actividades do humano que mais respeito, mesmo com as suas vistas curtas quando não tem explicações saídas dos manuais da Consagração, a Política, reiteradamente medíocre que hoje assola o Globo, mercê de um empobrecimento intelectual e crítico com que aceitou e se conformou com a História acabada do liberalismo financeiro, continua a ser o depositário das esperanças ( abomino o conceito... ) dos povos.

Só da sociedade civil, que se vai esboroando à medida em que desaparece o público e a rua, virá essa reflexão tão necessária e uma renovação (a revolução não tem de ser necessàriamente armada, mas... nada obsta a que também o seja ) dos dirigentes conformistas, velhos, reaccionários, timoratos, e... ZUS! tão burocratizados, que a longevidade cristalizou em falsas sabedorias com que pasmam a evolução e as mudanças geracionais.

A Ciência há muito que se descolou das chamadas ciências sociais e, em cada ano que passa menoriza - as nos deméritos dos seus representantes políticos, já que os das pseudo - ciências económicas e financeiras não passam de leitores de folhas - de - chá e de recolectores rapaces sem dimensão ética e que do social têm a perspectiva de zona de caça e de extermínio.
Apoderaram -  se dos Estados e, pior, das riquezas produzidas pelos seus cidadãos, que gerem (???) no circuito fechado da coutada.

Que o ano que começa traga consigo algo que sacuda a bisonha realidade portuguesa e por que não a europeia e a tire dessa orfandade intelectual decadente e mediocre.

sábado, dezembro 22, 2012

UMA EXPLICAÇÃO NECESSÁRIA..

Quando por aqui se fala do Estado, nomeadamente o português, refiro - me explícitamente aos funcionários de topo da sua administração e é evidente que as criticas do mau estado do Estado são - lhe inteiramente dirigidas e não à entidade que os povos, as nações cimentaram num compromisso que os obriga a todos a velar pela sua sanidade e higiene.

sexta-feira, dezembro 21, 2012

S.C.P.

Lamento meter a foice em seara alheia e... para completar o aforismo... mal amanhada.

O Sporting, parecendo que não, está a preocupar mais os adeptos do Benfica, como eu, do que à sua massa associativa, por mais do que a irracionalidade (!!!?) competitiva nos diga que é mais um que não nos vai dar muito trabalho a afastar do pódio.
Todos os meus amigos são lagartos que hoje, cabisbaixos, aguentam todas as minhas larachas costumeiras ao rival e é uma pena ter perdido as nossas saudáveis polémicas da segunda circular.

Cá vai um conselho aos sócios e é de borla. O Sporting PRECISA de autoridade. A sua debilidade actual está na moleza dos seus dirigentes e da sua direcção técnica do futebol. Seria preferível ter como treinador hoje o Sá Pinto original e não o falsete que por lá andou carregado de boas - maneiras a suportar uma incipiência que a moleza e paciência do Domingos deitou a perder. Autoridade para despachar o Ismaylov e outros que tais, como muito bem notou o Ricciardi, que pelo dinheiro que ganham, não estão lá a fazer nada.

Pode acontecer que o mau - feitio do Jesualdo consiga meter as coisas na ordem e disciplinar um balneário muito mercenário, aliás na linha de todos os grandes, e profissionalmente burocrático e sem alma.
É claro que a equipa entrou em pré - temporada antes, mas muuuuuito antes do Natal.
Cá vos esperamos para o ano...

quarta-feira, dezembro 19, 2012

On a raison de se révolter!

Nem um rugido que se oiça, só lamentos e lamúrias.... Em mim, que o tempo se esgota, a energia física quase que se concentrou na tentativa, já absurda, porque absurdo o objecto de entendimento, de descortinar as raisons d'État que coercivamente a democracia liberal representada pelos seus executores de fraque impõem sobre tão respeitável país.

Os traidores à nação portuguesa sempre tiveram uma justificação para os seus actos e quase sempre pertenceram à elite do país; o seu resgate das mãos dos crápulas sempre pertenceu ao seu povo, umas vezes com muito sangue derramado e doutras através do seu desprezo declarado.

Hoje sinto - me, à medida que as notícias da capitulação e do regabofe das nacionalizações vão surgindo, vencido, vexado, indignado por sentir que os portugueses ainda não se deram conta que, subterrâneamente, a cavalo da famigerada crise, o Estado vai pondo cá fora normas fascizantes  e à medida que vai distraindo o pagode com a refundação do estado ( ver a tentativa de militarização da PSP, os desenfianços à Constituição da República, a criminalização dos manifestantes não pacíficos... , a vigilância filmada que agora se estende à visualização persecutória das imagens não editadas pela televisão oficial..., etc, etc ) tece lôas ao conformismo cívico (!!!???) da crítica democrática, vulgo manifestações pacíficas e baixos décibéis na indignação.

A coisa, se calhar é transparente, tão descarada nos seus trâmites, que a complexidade que os intelectuais arrebanhados tentam acoplar pelas suas oblíquas análises justificativas do NÃO HÁ ALTERNATIVA, se tornou uma perigosa distracção e a cegueira tomou conta do país, perplexo com tão bisonha e  provinciana desfaçatez que o está a tornar descartável, assim como ao seu povo.

Por mim, estou envergonhado...

domingo, dezembro 09, 2012

CONTRABANDO

Nós não assumimos nenhum compromisso com o Poder. Os nossos compromissos, de qualquer ordem assumimo - los com os nossos semelhantes, com os nossos concidadãos e juntos delegámos ao Poder, através da Constituição da República, as prerrogativas que o deveriam nortear na prossecução dos interesses das urbes e do País.
O Governo é constituído por funcionários pagos por nós para gerirem a coisa pública em troca das restrições que impusemos às nossas liberdades em nome de um pacto que assumimos com os nossos semelhantes no sentido de abrigar o que a nossa racionalidade sente que são os direitos fundamentais de convivência pacífica e urbana. A solidariedade entre os cidadãos está implícita nessa obrigação assumida. O poder que os governos detêm é o resultado desse compromisso colectivo e não a sua consequência e não é negociável a não ser entre partes das quais o Governo deve ser o OUVINTE e o aplicador das decisões quando formuladas.
Qualquer poder que queira refundar o Estado tem de deixar (!!!?) o consentimento e a decisão ao sufrágio dos cidadãos que em nenhuma circunstância se alienaram dos seus direitos, do mesmo modo que exigem ao Estado o cumprimento dos deveres que lhe atribuiu. 
É que o Estado não tem direitos, só tem deveres e temporários que lhe serão subtraídos pela demissão dos funcionários considerados incompetentes na gestão da coisa pública.

Isso dizia Locke e o seu mentor do Leviatã.
O Presidente da República portuguesa é o representante máximo desse contrato que o governo actual tem liminarmente desprezado, por ignorância dos pressupostos políticos do exercício do poder, por pesporrência burocrática e por claudicação a poderes não sufragados.
Os êrros que os governos eventualmente cometam durante o período da sua vigência não obrigam os seus governados, ad honores, a ficarem, sem negociações posteriores, presos às deliberações jurídicas dos seus governos. Quaisquer sentimentos ou intuições morais que obrigam os seus servidores são ética e socialmente irrelevantes para o seu povo, devem ser irrelevantes, já que só está comprometido com o colectivo e não com qualquer facção, seja de qualquer ordem, religiosa, ética, económica ou política.
A dívida, tão endeusada e moralmente caracterizada pelos burocratas actuais, não fora o cinismo dos especuladores, é um dos suportes do regime e é um dos traços essenciais da sua narrativa como processo económico - financeiro do capitalismo na sua face renovada de neo - liberalismo.
Morra a dívida e teremos mais uma História acabada.
As fantasias grotescas de " homem de outra raça " glosadas pelo P. Ministro de Portugal que honra as obrigações morais do País pertencem ao seu forro íntimo e são completamente irrelevantes e para o caso perniciosas para Portugal como Estado, em cuja defesa se deveria entregar, despido das roupagens provincianas, junto da UE.
No plano interno, da extinção das freguesias à discussão sobre a idiotia de em seis meses, refundar o Estado e não à sua adequação solidária em tempos de crise e à delapidação quase criminosa do património nacional, a voz que TEM de ser ouvida será a dos portugueses e de mais ninguém.
É que a legitimidade e mesmo a legalidade de que a Administração do País poderá eventualmente reclamar é um empréstimo temporário, repito, que nunca poderá caucionar, a não ser pela demissão dos portugueses, a alienação da soberania do país e desconhecer, contrabandear ou desprezar isso pode e deveria levar à decapitação do Poder.

Razão têm os que pedem a demissão do Governo antes que faça mais danos. A táctica e o cinismo partidário leva o PS a esperar que se consolide o que eventualmente ficará livre de fazer. O país, entretanto, entrou há muito em decadência acelerada.

quinta-feira, novembro 29, 2012

ARRAIAL, pois claro...

Com alguma insistência, confesso, tenho trazido aqui a minha percepção da maneira como o Poder, para o caso o governo actual e sejamos honestos, os governos em geral, nomeadamente os democráticos, vêem as manifestações dos seus povos contra medidas que vão contra os seus interesses, sejam eles corporativos, sectoriais ou nacionais. Inconsequentes, pois claro!

Poucos governos mudaram de rumo ou de propósitos sem que uma escalada qualitativa não tivesse antes robustecido as reivindicações dos seus governados; a História disso nos dá exemplos marcantes.
A violência normalmente só aparece quando, acossado, os governos deitam mão à legalidade do seu uso exclusivo.

Para o nosso primeiro - ministro Coelho, as manifestações de 14 de Novembro terminaram em arruaça e carga policiais porque meia dúzia de malfeitores quiseram estragar a FESTA que a pacífica e educada manifestação e concentração da CGTP, tinha protagonizado.

UMA FESTA, é como o poder vê as manifestações.

Quanto à entrevista de ontem, consigo compreender os problemas de comunicação confessados por P. Coelho a começar pela pertinência (!!!) de pôr mais sal na ferida criada pela aprovação do Orçamento para 2013.
Ela já foi classificada de uma confusão política a que outros descortinaram matizes de caracterização psicológica assaz pertinentes, como a negação.

Entre dois deslumbramentos faceados pela Merkel e pelo Gaspar, Passos não tem salvação política. O serôdio sebastianismo salazarento que nos arrasta para o miserabilismo do pobre mas honrado e que deixa o espaço liberto para os predadores e os necrófagos, é uma não - missão, é uma traição ao País.

sexta-feira, novembro 23, 2012

DOS PRÍNCIPES DA MULA RUÇA....

A. Lobo Antunes, não há muito tempo, numa entrevista balanceada sobre a sua obra, referindo - se a dado passo ao carácter do povo que muito estima ( não descortinei ponta de ironia... ), tomando como exemplo a dignidade na pobreza evidenciada por um paciente numa ida ao médico no contraste das vestes com a postura, generalizou - Somos um país de príncipes !

É evidente o alcance da afirmação do escritor como se torna evidente o tremendismo caracterizador se não estivéssemos nos últimos anos, a assistir a refundações curriculares do que outro português de seu nome Almada, chamou de manha e falsos prestígios e dedicou -lhes, através do Dantas este manifesto.

Uma geração, que consente deixar - se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio de indigentes, de indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos e só pode parir abaixo de zero!
Abaixo a geração!
Morra o Dantas, morra! Pim!
Uma geração com Dantas a cavalo é um burro impotente!
Uma geração com um Dantas à proa é uma canoa em seco!
O Dantas é um cigano!
O Dantas é meio - cigano!

....

Um país de Dantas e não de príncipes, é o que eu também digo!

E " A culpa de ser a nossa querida terra tão propícia à vegetação dos manhosos e à arribação dos " falsos prestígios " essa culpa é incomparàvelmente menos misteriosa do que possa parecê - lo à primeira vista. Ela não está na inocência dos simples e dos leigos que servem sem querer e sem o saberem de trampolim elástico para o salto mortal dos cambalhoteiros. A culpa, meus senhores, é de todos nós e sobretudo nossa. "

Porque, como dizia o Negreiros, a sua razão era atribuída à inveja e não ao desmascaramento dos sicários do que ele chamava marmelada nacional.

Outros tempos? Olhem que não!

quinta-feira, novembro 15, 2012

VISITA DA CHANCELARINA

A recepção à Merkel foi EXACTAMENTE a que estava à espera e a sua percepção foi tudo!

GREVE GERAL

As greves são manifestações sectoriais de desagrado, as greves gerais são manifestações colectivas de repúdio.
Em relação às primeiras o olhar colectivo vai do exterior, da curiosidade, do apoio à indiferença; quanto às segundas, o olhar é de dentro e a percepção da sua eficácia mede - se pela abrangência dos sectores sociais aderentes ao repúdio da totalidade do  mando, no caso o governo. De areia metida na engrenagem mistificadora ao despertar de consciências também se infere da sua utilidade e eficácia junto de regimes que se refinaram na sofisticação da exploração dos povos em seu benefício e que se calejaram no repasto das pacíficas e ordeiras manifestações públicas.

As palavras do sr. presidente da República raiaram o insulto e a insídia paternalista, aceitando o direito constitucional da greve nas palavras enquanto a sua linguagem gestual as desmentia. Bastou a sua frase - EU TRABALHEI - para reduzir os apoiantes da greve geral a um bando de madraços. Exagero? Talvez não, levando em conta o discurso do poder actual, do qual ele é um lídimo representante e apoiante.
Quanto ao primeiro ministro, as suas palavras sobre os novos números do desemprego são no mínimo brutais pela sua insensibilidade social que não consegue ver ROSTOS em cada dígito que engrossa a lista e que ainda espera mais dispensas estimuladoras para o ano. Aí, quando batermos no fundo, os números de desempregados começarão, acha ele, a descer.

Glosando C.F.Alves - ESTAMOS ENTREGUES À BICHARADA!

EU APOIEI A GREVE GERAL!|

terça-feira, novembro 13, 2012

HEIL MERKEL!



SI VINCO VINCENTEM TE, A FORTIORI VINCAM TE

Amanhã a Europa dos cidadãos assustados com o rumo imposto pela prepotência de opinião da Alemanha, sai à rua em protesto contra a destruição das expectativas criadas e acarinhadas então por um liberalismo trôpego, descomprometido hoje políticamente com o seu apoio ( não o dinheiro  como errôneamente supõe ) popular e, num espaço que se queria UE, retalhado em burocráticas, nacionalistas  e comezinhas contas de mercearia e repreensões paternalistas com instituições submissas pagas a peso de ouro ressoando as directivas prussianas.


Merkel é hoje o rosto que dá cara ao irrepremível " destino " do mando alemão. O que os panzers hitlerianos não conseguiram fá - lo- á a economia, trocando carros de luxo por sapatos e cortiça ( Luís Leitão dixit  no " I " de hoje... ) e o diktaat político.

Se a História nos lembra da " cumplicidade " fácil entre os Nórdicos também não nos deixa esquecer os criadores de Impérios e os seus ADN's únicos, como foram Atenas, Roma, Madrid, Lisboa que amanhã desfilarão pelas ruas dessas cidades ameaçadas de capitulação.

Em Portugal, a maçã foi entregue à mentora pelo PM ao reiterar - lhe a obediência. Suponho que falou só por si e pelo seu governo, por razões óbvias...

quarta-feira, novembro 07, 2012

OBAMA


O mundo será seguramente melhor com este humanista como presidente reeleito da maior máquina militar do planeta.
A sua luta pela harmonização social nos USA será diàriamente boicotada, no seguimento do que tem acontecido desde que tomou posse, pelo serôdio e enganador american dream de cada um por si, que ser milionário é possível para TODOS os americanos e que basta querer e trabalho.

Dia aziago este para os anti - Obama que gostariam de ter corrido com o " pretinho " da Casa Branca.
EMBRULHEM!
Da mesma maneira que Portugal será seguramente ( sem metáfora... ) melhor sem essa clique burrocrática que hoje detém o poder, entre um comerciante como Romney e um político como Obama, não um Messias, como a bisonha Direita o quis apresentar em sarcástico desdém, preferiria sempre o político e as suas ideias sociais.
É, a culpa é do mundo, povoado de crápulas e de aspirantes a crápulas que nos manda aguentar e que aspiram a deitar para o lixo 40 anos de evolução a troco de NADA, para além da sobrevivência.
AZAR o deles, porque ISSO não irá acontecer.

terça-feira, outubro 30, 2012

E FALANDO DE FRENESIM...

Que fantástico saque está a sofrer a antiga população soviética sobre as suas riquezas naturais. Da vida concreta dos russos e dos ucranianos pouco se sabe a não ser a emigração desses últimos, o tráfico das mulheres russas, ucranianas, moldavas, bielorrussas e a pobreza geral do resto desses países.

LEBEDEV, POLANSKI, ZINGAREVICH, RIBOVLEV,ABRAMOVICH,PROKHOROV, conhecem esses nomes? É claro que sim...Crescem na ex URSS como cogumelos. A oligarquia ex- soviética montou a besta capitalista e drena as riquezas do seu povo para o Ocidente num criminoso jogo de monopólio que se arrasta pelo globo, juntando - se à China, onde os milionários também vão crescendo às pazadas na mesma proporção da escravidão do seu povo.

Essa reinvenção desses dois países que abandonaram uma Ideia que se quis universalizar na Europa merece um seguimento sério de quem se preocupa com a marcha ( ia escrevendo evolução... ) da História das nações. Uma delas, jovem, ainda não abandonou o medievalismo que o breve interregno comunista interrompeu. A outra velha, e sabida porque velha, segue o ritmo lento da Natureza, o seu, abraçando agora uma das etapas necessárias da sua evolução - a acumulação capitalista - de dinheiro, de coisas e de oligarcas.

E falem -me dessa mistificação a que foi reduzida a Liberdade que o regime globalizante menoriza objectivamente quando limita, de facto, a capacidade de acção da maioria através do controlo efectivo do único instrumento que o sistema permite circular impune, o dinheiro, hoje em libertinagem voraz pelo planeta globalizado, do qual os oligarcas ocidentais podem reclamar a patente, a posse e a pose.

EU AINDA SONHO COM UMA REVOLUÇÃO... e sei que quanto mais tardar será como os terramotos.

segunda-feira, outubro 29, 2012

EXERCÍCIOS... gratuitos, ou talvez não...

ESCLARECIMENTOS

Já não é a primeira vez que por aqui deploro a Democracia ocidental e com razões fundadas e fundamentadas no logro em que se vai transformando, num contínuo e cínico esvaziamento do " contrato social ", do compromisso aceite pelos governados de uma vivência digna em sociedade.
A violência tem muitas caras, a da revolta franca, físicamente exposta em ira, a sorrateira, manhosa, subterrânea que qual caruncho vai minando em silêncio e com palavras mansas desarmando a lucidez e a perplexidade de quem se vê, sem saber bem como, cúmplice da sua aniquilação.
O que se tem passado com as elites e os povos do sul da Europa é inacreditável.

DERIVANDO

E será assim tão estranha essa apatia cortês com o mando da Alemanha, com qualquer supremacia? A sua tão cantada capacidade de adaptação que permitiu que as circunstâncias históricas tivessem forjado seguidistas regimes fascistas, em Portugal, Itália, Espanha e Grécia, afinal não esconderá antes uma irrepremível pulsão de auto- menorização  e uma aceitação definitiva da sua decadência colectiva?
De povos imperiais a vassalos obedientes foi um sopro.
Antero de Quental, Ortega y Gasset, reflectiram, no que à Península Ibérica diz respeito, sobre os desvirgamentos nacionais. Jorge de Senna e Almada Negreiros escalpelizaram a tacanhez e a manha.
Do que do patriotismo se infere e dá substância à acção colectiva em Portugal não resta nada e dentro em breve nem uma data simbólica de " estremecimento " pelos feitos dos outros, dos notáveis, dos homens de " outra raça ", dos pioneiros e não de macacos de imitação.

A Pátria, essa entidade mítica que ninguém sabia o que era mas todo o humano socialmente integrado sentia o bafo mobilizador vai morrendo aos poucos como todos os mitos formadores. Em seu lugar, buracos negros, vórtices incontroláveis, o VAZIO existencial. Ah.... em contrapartida nunca se viu tamanho frenesim...

sexta-feira, outubro 26, 2012

E QUE TAL USAR UMA MARRETA?...

...Apetece perguntar...

Acontece que, quando o povo em " revolta democrática", vulgo, marchante de pacíficas manifestações, exige novas abordagens no mando que democràticamente delegou aos seus funcionários para gerirem a sua vida pública, já não mete medo aos governantes, parece - me que qualquer coisa está muito errada, no regime, nos governantes e..., por que não dizê - lo, no povo.

Se este não consegue, perante o desprezo mistificador da governação, ter de volta a sua soberania delegada merece que o tratem como o têm tratado, num feroz acanalhamento das suas prerrogativas.

E mais não digo, no  seguimento do meu raciocínio, porque, sinceramente, não creio que a solução do mesmo, em termos lógicos e racionais, abonasse muito favoràvelmente nenhum elemento dessa farsa que o regime tem contrabandeado sob o pomposo nome de Democracia.

quinta-feira, outubro 25, 2012

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BATER COM A CABEÇA CONTRA UM MURO CANSA...