terça-feira, janeiro 29, 2013

VALHA - ME DEUS!!!!

                                                                                      
LUÍZ FELIPE PONDÉ é filósofo, doutor em Filosofia moderna pela USP/Universidade de Paris e pós -doutor pela Universidade de Tel Aviv, professor da PUC e da FAAP, é colunista da Folha de S. Paulo e autor de livros que não conheço e não tenciono conhecer, dada a mostra do mais imbecil livro que me foi dado a ler até hoje de seu nome Guia politicamente incorrecto da Filosofia.

Calculo, pelo paleio do autor na contra -capa, cito, " Este livro é a confissão de um pecador irónico a respeito de uma mentira moral: o politicamento correcto " que a ideia era essa, ser irónico ( não conseguiu... ) já que não consegui vislumbrar nada que a pobreza do sarcasmo do filósofo doutorado conseguisse transformar em algo tão subtil como a ironia.

Quanto à substância, pesporrente, elitizada, do desprezo do sr. Pondé, fede tanto ou mais como eventualmente o mau cheiro que a ralé não doutorada emite, caso deste crítico, e em tanta inconsequência académica de pensar o ser e o mundo refastelado em pantufeiro marasmo social.

Tem alunos na suas aulas, PROF?

P.S.: Definitivamente, voltarei a botar opinião ( não coturnizada, claro...) a esse livro desprezível...


quinta-feira, janeiro 24, 2013

Sua Excelência, o BURROCRATA - MOR




O regresso de Portugal aos " mercados " deve ter sido uma das maiores manobras financeiras de que há memória, no que concerne à ética política ou a sua ausência, para o caso, indiciadora dos contornos  funcionais da Comissão Europeia, do BCE, dos fundos de investimentos e das agências de rating, brincando com a vida das pessoas, com as suas expectativas, com a sua confiança quando vota num Governo que liminarmente, em nome da credibilidade ( santo Deus, que arrogância!!! ) do país o faz recuar décadas, no que a sua crença na Democracia concerne e no respeito que a Política lhe deveria merecer.
                                                                                                                       
João Assunção Ribeiro, desmontou ontem no jornal "  I  ", sob o título O novo problema de Portugal aquilo que ele chamou da teatralização levada a efeito no sentido de credibilizar, não o País, como cínica e reiteradamente a terminologia politiqueira assevera mas sim a políticamente demente receita dos burrocratas da UE e dos seus mandantes e a construção cozinhada para salvar Portugal e um dos funcionários diligentes da Repartição - Mor.
O mais extraordinário de tudo isso serão as loas atribuídas pela fauna habitual, ao desiderato intrinsecamente falso, porque mentiroso nas consequências, às consequências de pedir empréstimo para pagar aos predadores, num rodízio pescadinha -de - rabo na boca, profetizando sobre uma retoma económica num país em que os consumidores estão semi - falidos, no desemprego ou a emigrar. É o que se chama ver a árvore e não enxergar a floresta.

Que o sr. Presidente Cavaco faça suas as palavras do governo releva da matriz enformadora da espécie retratada para a qual governar é contabilizar fins que os meios a usar, não interessam os destroços que ficam pelo caminho, são éticamente irrelevantes, nem se dando conta, na sua proverbial incultura que a Democracia está a sair vexada com o seu exercício e o excelente serviço que estão a fazer.
Não é que o país não compreenda o que se está a passar; só que compreender não é confiar, como a realidade o irá demonstrar.



quinta-feira, janeiro 17, 2013

DÂ FUSSS PÔ NA CATCHÔR...

Mais um tremendo erro político a somar às calinadas recorrentes de manhosas interpretações do real a dar origem a acções que já merecem um sério estudo psicológico.

Desfeiteadas as capacidades de governar em democracia o Governo, sentindo a gratidão das elites financeiras, nomeadamente das bancas nacionais e estrangeiras com as medidas que vem tomando em prol desses interesses, resolve, sob o pretexto de debate nacional ( !!!??? ) sobre o estado, credibilizar a bondade das suas acções arregimentando a " elite " pensante do sistema ( basta ver quem lá esteve...) num fórum de vaidades e inconsequências, afastando do olhar do povo, através do silêncio dos Media, a consagração de novas medidas de cariz fascista a somar ao absurdo e abusivo O.E. 2013.

A distopia política que começou com a posse deste governo tem de ser travada. Já basta de amestramentos manipuladores e chantagistas, venham eles das corporações, da insane casta burocrática de especialistas imberbes, analfabetos políticos que estão no topo das decisões sobre o País, ou da ganância dos necrófagos zelotas que pululam na Banca e que vão engordando com a desgraça do País, pondo a salvo nos offshores o produto da sua imoralidade e dos contornos sociopatas da sua ética empresarial.

É claro que a ideia peregrina seja associar ao descalabro e à incompetência, por inépcia, o maior número possível de figurantes úteis a quem, mais tarde assacar a culpa comum.
Como não creio que a maior parte deles seja ingénua, que sejam os Media a responsabilizá - los, em caso de silêncio voluntário, com as salvações miríficas que de lá vão sair.

segunda-feira, janeiro 14, 2013


Sr. primeiro - ministro.

Eu não votei no seu partido para governar Portugal e não lhe reconheço autoridade para desfazer o que eu contribuí durante toda a minha vida cívica para a construção de uma sociedade diferente, quase diametralmente diferente daquela que o sr. está a propôr para o País. Reconheço - lhe, como democrata que sou o dever ( insisto que não reconheço direitos ao Estado, a não ser os expressamente contratualizados ) de PROPÔR aos portugueses as mudanças substantivas de que se quer apoderar do direito e da  legitimidade de levar a cabo.
O sr. NÃO FOI MANDATADO para refundar o que quer que seja e apesar do abuso da legitimidade democrática de quatro anos de que se tem aproveitado para fazer uma mudança de regime e contrabandear uma Constituição que ideológicamente ( a Constituição é um instrumento político e jurídico, não é uma norma empresarial e burocrática ) lhe causa engulhos, não está imune ao meu repúdio político de destruição de um Estado para os portugueses e não para alguns portugueses.
Leia mais, revisite os clássicos, pondere sobre as motivações que levaram à existência e sobrevivência das nações e uniu os seus habitantes num equilíbrio social quase sempre periclitante e frágil, para lá dos ditâmes que a sobrevivência tout - court impõe ao humano e que evolutivamente são renegados pela sua racionalidade.
Como primeiro - ministro o sr. TEM A OBRIGAÇÃO de ser um político e não um burocrata e tem de o ser  Lá, aonde o estão a reduzir e ao seu governo ao papel de funcionários menores e diligentes de uma qualquer repartição europeia.

Se acha que os portugueses querem que o sr. destrua a decência objectiva do que foi conseguido no SNS e na Escola Pública durante essas décadas, tenha a coragem de propôr um REFERENDO ao país e não se escude em formalismos serôdios e urgências escatológicas.
Devolva ao menos a POLÍTICA aos cidadãos e já me darei por satisfeito.

BENFICA 2 PORTO 2

Grande jogo, ponto final.

As " bocas " tripeiras já enfastiam e as lamúrias de quem não chora não mama já mete nojo.

Nós sabemos quem é que o Pinto da Costa queria a arbitrar o jogo. O critério largo do sr. Ferreira não agradou, é claro, quanto à virilidade e espectacularidade de alguns lances protagonizados pelos benfiquistas, apesar de terem sido mais manhosas as entradas do sr. Moutinho e do sr. Fernando, enfim...

Foi um bom jogo, ponto final e foi uma boa abordagem da arbitragem, ponto final.

Jesus acabou por não incluir o Luisão. Avaliou bem e repito que o Max precisa de descanso. Boas substituições, nomeadamente a entrada do Carlos Martins que com os seus passes longo desanuviou um meio campo superpovoado. É claro que o treinador do Porto não gostou da receita do grande Benfica ( o uso, com intenção aparentemente sarcástica do" grande " quando se fala do Benfica acaba por ser  uma constatação sincera da sua força nacional... ) a fazer lançamentos por cima do meio - campo tripeiro e a baralhar tudo. Uma chatice pegada...

Agradeçam ao Helton e ao infortunado Artur, que convinha que não se habituasse a essas fífias penalizadoras, principalmente com adversários do calibre do Porto.

sábado, janeiro 12, 2013

REVISITANDO O " EXPRESSO "...

PÓ DAS ESTRELAS

Há pelo menos 100 biliões de planetas na nossa galáxia, há pelo menos 125 biliões de galáxias detectáveis pela tecnologia actual no universo conhecido.
A percepção de " és pó e ao pó voltarás " é total e definitiva e que uma parte ínfima desse pó permite o entendimento possível e o questionamento do TODO, é avassaladora.

MÁ FÉ

Nunca li ou ouvi o FMI ou a Comissão Europeia deplorarem a pobreza do nível médio dos salários que se praticam em Portugal mas já não é a primeira e eventualmente não será a última vez que os vejo a exigiram, no que toca à descapitalização da sua população a exigência de se situarem na média dos países mais ricos da UE, não da média dos impostos, não da média dos salários mas da média das indemnizações devidas ao desemprego forçado.
Posto isso em números ( está na moda... ), os 12 dias da média europeia deveriam corresponder, ainda na aritmética elementar, a pelo menos 30 dias portugueses, levando em conta a média dos salários médios europeus e portugueses.
A má - fé acontece quando um raciocínio nos conduz irrefutàvelmente a uma conclusão que não queremos e por isso ignoramo - la hipòcritamente.

BURRICE  e não só...

Ricardo Costa s'espanta com a leveza com que o governo da República sorrateiramente fecha com a troyka a compensação pelos despedimentos em 12 dias, ao arrepio dos compromissos assinados com a Concertação Social, correndo o risco imediato de destruir o mínimo sossêgo obtido pelo pacifismo sindical da UGT. Chama burrice à acção governativa e tem razão.
A isso acrescento uma ignorância política insanável a que atribuo uma pobreza cultural deplorável, aliada à cantada MANHA de que nos alertou Almada Negreiros.
Não é que não percebamos que o que está na forja seja diminuir consideràvelmente a factura devida ao projecto do despedimento de funcionários públicos.
A propósito, a que é que se referem esses sujeitos da governação quando falam de Estado mínimo?
E reitero a posição bastas vezes aqui trazida e que o padre Lino Maia formulou ontem - " SE O ESTADO NÃO É SOCIAL NÃO SERVE PARA NADA ".

sexta-feira, janeiro 11, 2013

BENFICA - PORTO

Na sua nota de autor do livro O mito do contexto, Karl Popper, com a humildade própria dos sábios diz - nos que, cito, Não me considero especialista nem em ciência nem em filosofia. Tenho, contudo, tentado com afinco, durante toda a minha vida, compreender alguma coisa acerca do mundo em que vivemos. O conhecimento científico e a racionalidade humana que o produz são, em meu entender, sempre falíveis ou sujeitos a erro.

Completamente deslocado quando se fala de futebol, dirá o analista ligeiro; acontece que também tem sido a minha forma de entender o que me cerca, nomeadamente a racionalidade alheia, e dou de barato que também a minha, falível como as demais.
Acontece que, sobre um filme já visto, a nossa tendência é recordá - lo quando se vão repetir circunstâncias idênticas.

E, pronto aí vai a razão da prosa; Jorge Jesus aparentemente vai jogar com o Porto tendo Luisão como titular após uma longa ausência com todas as derivadas daí resultadas, nomeadamente falta de ritmo competitivo e dinâmica de jogo. Como não acredito que a sua experiência seja suficiente para suprir as dificuldades que o jogo lhe vai impôr, temo que Garay vá ter trabalho redobrado e espero que com êxito.
Do mesmo modo, pelo que tenho visto, o lugar de lateral direito TEM de ser do André Almeida porque o grande Max está cansado e com poucas pernas, que o número de faltas que comete durante os jogos atesta.
É como digo, eu não sou o treinador mas sei racionalizar o que vejo, nomeadamente no futebol.
Tremideiras à parte, que seja uma boa partida e que ganhe o Glorioso, mais a equipa de arbitragem

D'as Biblias...


O primeiro - ministro de Portugal, Passos Coelho, no rescaldo do esvaziamento promovido para aligeirar as exultantes posições do sr. Moedas em louvor do relatório- programa do FMI, disse que esse relatório não é a bíblia do governo.
Da bíblia do governo já sabemos que não é o programa do PSD nem tampouco o programa eleitoral apresentado aos portugueses.

Por outro lado, apesar das sucessivas aberturas do sr. Draghi e do sr. Juncker no sentido de aligeirar as condições impostas aos estados sob resgate, o nosso governo, imbuído de idolatrias funestas, não de qualquer Bíblia, mas da endeusada chancelerina Merkel, faz dos seus ditâmes ( o mercado e a dívida são alibis mentirosos porque negociáveis...) a sua cartilha burocrática porque não há imaginação nem competência para mais; isso é o que nos diz a obediência cega de alunos medíocres, os cromos do empinanço.

terça-feira, janeiro 08, 2013

HMMMMM!....

Querem ver que o SCP aceitou o meu conselho... aqui trazido no dia 21 de Dezembro?

Por outro lado, devido ao erro de vulto que continua a cometer quando privilegia uma ligação servil aos tripeiros em detrimento, julga ele, de uma aproximação cordial ao seu jurado inimigo da Segunda Circular, não vou dar mais conselhos úteis que é para aprenderem.


Outra coisa: o Jesualdo vai precisar de dois anos para vos fazer uma equipa decente. Se o despedirem antes do próximo Natal, estão feitos ao bife.

Saudações gloriosas!

sábado, janeiro 05, 2013

" EXPRESSO " - Um espaço de liberdade

Quase aposto que tenho arquivado o primeiro número do semanário... e até hoje NUNCA deixei de cumprir a, para mim obrigação cívica imposta, de o ler.
Confesso que por vezes sentia - o a resvalar, por excesso de zelo de alguns medíocres jornalistas que por lá passaram, para uma espécie de caixa de ressonância do Centrão, nomeadamente na defesa das posições do partido do seu proprietário, fundador do PSD, Pinto Balsemão e perder por momentos o norte, provávelmente por alturas do aparecimento da pedrada no charco que foi o " Independente ".

Tudo perdooei em nome do respeito devido aos excepcionais colaboradores comentaristas, sans blague, que por lá pontuavam e outros que por lá continuam, nomeadamente Inês Pedrosa, Miguel Sousa Tavares, Nuno Bredorode Santos, Marcelo Rebelo de Sousa, Daniel Oliveira e os adversários políticos Rui Ramos, José António Saraiva, Henrique Raposo.
Com todos, mas mesmo com TODOS aprendi a diversidade, a inteligência e, principalmente, CIDADANIA.

PARABÉNS , pois ao Expresso e ao Pinto Balsemão, e que continue a albergar a diferença que faz dele um jornal único.

P.S. Imperdoável a não inclusão da Pluma Caprichosa de C.Ferreira Alves que só por si mereceria uma referência à parte, sem desprimor dos restantes. De tantas vezes referida e aplaudida por aqui o lapso não exigiria o P.S., mas...

quinta-feira, dezembro 27, 2012

HIGIENIZAÇÃO...,

... Precisei eu e penso que também o país; uma pausa para reflexão apurada. Se a Ciência sempre defendeu o seu direito de estar errada, e é das actividades do humano que mais respeito, mesmo com as suas vistas curtas quando não tem explicações saídas dos manuais da Consagração, a Política, reiteradamente medíocre que hoje assola o Globo, mercê de um empobrecimento intelectual e crítico com que aceitou e se conformou com a História acabada do liberalismo financeiro, continua a ser o depositário das esperanças ( abomino o conceito... ) dos povos.

Só da sociedade civil, que se vai esboroando à medida em que desaparece o público e a rua, virá essa reflexão tão necessária e uma renovação (a revolução não tem de ser necessàriamente armada, mas... nada obsta a que também o seja ) dos dirigentes conformistas, velhos, reaccionários, timoratos, e... ZUS! tão burocratizados, que a longevidade cristalizou em falsas sabedorias com que pasmam a evolução e as mudanças geracionais.

A Ciência há muito que se descolou das chamadas ciências sociais e, em cada ano que passa menoriza - as nos deméritos dos seus representantes políticos, já que os das pseudo - ciências económicas e financeiras não passam de leitores de folhas - de - chá e de recolectores rapaces sem dimensão ética e que do social têm a perspectiva de zona de caça e de extermínio.
Apoderaram -  se dos Estados e, pior, das riquezas produzidas pelos seus cidadãos, que gerem (???) no circuito fechado da coutada.

Que o ano que começa traga consigo algo que sacuda a bisonha realidade portuguesa e por que não a europeia e a tire dessa orfandade intelectual decadente e mediocre.

sábado, dezembro 22, 2012

UMA EXPLICAÇÃO NECESSÁRIA..

Quando por aqui se fala do Estado, nomeadamente o português, refiro - me explícitamente aos funcionários de topo da sua administração e é evidente que as criticas do mau estado do Estado são - lhe inteiramente dirigidas e não à entidade que os povos, as nações cimentaram num compromisso que os obriga a todos a velar pela sua sanidade e higiene.

sexta-feira, dezembro 21, 2012

S.C.P.

Lamento meter a foice em seara alheia e... para completar o aforismo... mal amanhada.

O Sporting, parecendo que não, está a preocupar mais os adeptos do Benfica, como eu, do que à sua massa associativa, por mais do que a irracionalidade (!!!?) competitiva nos diga que é mais um que não nos vai dar muito trabalho a afastar do pódio.
Todos os meus amigos são lagartos que hoje, cabisbaixos, aguentam todas as minhas larachas costumeiras ao rival e é uma pena ter perdido as nossas saudáveis polémicas da segunda circular.

Cá vai um conselho aos sócios e é de borla. O Sporting PRECISA de autoridade. A sua debilidade actual está na moleza dos seus dirigentes e da sua direcção técnica do futebol. Seria preferível ter como treinador hoje o Sá Pinto original e não o falsete que por lá andou carregado de boas - maneiras a suportar uma incipiência que a moleza e paciência do Domingos deitou a perder. Autoridade para despachar o Ismaylov e outros que tais, como muito bem notou o Ricciardi, que pelo dinheiro que ganham, não estão lá a fazer nada.

Pode acontecer que o mau - feitio do Jesualdo consiga meter as coisas na ordem e disciplinar um balneário muito mercenário, aliás na linha de todos os grandes, e profissionalmente burocrático e sem alma.
É claro que a equipa entrou em pré - temporada antes, mas muuuuuito antes do Natal.
Cá vos esperamos para o ano...

quarta-feira, dezembro 19, 2012

On a raison de se révolter!

Nem um rugido que se oiça, só lamentos e lamúrias.... Em mim, que o tempo se esgota, a energia física quase que se concentrou na tentativa, já absurda, porque absurdo o objecto de entendimento, de descortinar as raisons d'État que coercivamente a democracia liberal representada pelos seus executores de fraque impõem sobre tão respeitável país.

Os traidores à nação portuguesa sempre tiveram uma justificação para os seus actos e quase sempre pertenceram à elite do país; o seu resgate das mãos dos crápulas sempre pertenceu ao seu povo, umas vezes com muito sangue derramado e doutras através do seu desprezo declarado.

Hoje sinto - me, à medida que as notícias da capitulação e do regabofe das nacionalizações vão surgindo, vencido, vexado, indignado por sentir que os portugueses ainda não se deram conta que, subterrâneamente, a cavalo da famigerada crise, o Estado vai pondo cá fora normas fascizantes  e à medida que vai distraindo o pagode com a refundação do estado ( ver a tentativa de militarização da PSP, os desenfianços à Constituição da República, a criminalização dos manifestantes não pacíficos... , a vigilância filmada que agora se estende à visualização persecutória das imagens não editadas pela televisão oficial..., etc, etc ) tece lôas ao conformismo cívico (!!!???) da crítica democrática, vulgo manifestações pacíficas e baixos décibéis na indignação.

A coisa, se calhar é transparente, tão descarada nos seus trâmites, que a complexidade que os intelectuais arrebanhados tentam acoplar pelas suas oblíquas análises justificativas do NÃO HÁ ALTERNATIVA, se tornou uma perigosa distracção e a cegueira tomou conta do país, perplexo com tão bisonha e  provinciana desfaçatez que o está a tornar descartável, assim como ao seu povo.

Por mim, estou envergonhado...

domingo, dezembro 09, 2012

CONTRABANDO

Nós não assumimos nenhum compromisso com o Poder. Os nossos compromissos, de qualquer ordem assumimo - los com os nossos semelhantes, com os nossos concidadãos e juntos delegámos ao Poder, através da Constituição da República, as prerrogativas que o deveriam nortear na prossecução dos interesses das urbes e do País.
O Governo é constituído por funcionários pagos por nós para gerirem a coisa pública em troca das restrições que impusemos às nossas liberdades em nome de um pacto que assumimos com os nossos semelhantes no sentido de abrigar o que a nossa racionalidade sente que são os direitos fundamentais de convivência pacífica e urbana. A solidariedade entre os cidadãos está implícita nessa obrigação assumida. O poder que os governos detêm é o resultado desse compromisso colectivo e não a sua consequência e não é negociável a não ser entre partes das quais o Governo deve ser o OUVINTE e o aplicador das decisões quando formuladas.
Qualquer poder que queira refundar o Estado tem de deixar (!!!?) o consentimento e a decisão ao sufrágio dos cidadãos que em nenhuma circunstância se alienaram dos seus direitos, do mesmo modo que exigem ao Estado o cumprimento dos deveres que lhe atribuiu. 
É que o Estado não tem direitos, só tem deveres e temporários que lhe serão subtraídos pela demissão dos funcionários considerados incompetentes na gestão da coisa pública.

Isso dizia Locke e o seu mentor do Leviatã.
O Presidente da República portuguesa é o representante máximo desse contrato que o governo actual tem liminarmente desprezado, por ignorância dos pressupostos políticos do exercício do poder, por pesporrência burocrática e por claudicação a poderes não sufragados.
Os êrros que os governos eventualmente cometam durante o período da sua vigência não obrigam os seus governados, ad honores, a ficarem, sem negociações posteriores, presos às deliberações jurídicas dos seus governos. Quaisquer sentimentos ou intuições morais que obrigam os seus servidores são ética e socialmente irrelevantes para o seu povo, devem ser irrelevantes, já que só está comprometido com o colectivo e não com qualquer facção, seja de qualquer ordem, religiosa, ética, económica ou política.
A dívida, tão endeusada e moralmente caracterizada pelos burocratas actuais, não fora o cinismo dos especuladores, é um dos suportes do regime e é um dos traços essenciais da sua narrativa como processo económico - financeiro do capitalismo na sua face renovada de neo - liberalismo.
Morra a dívida e teremos mais uma História acabada.
As fantasias grotescas de " homem de outra raça " glosadas pelo P. Ministro de Portugal que honra as obrigações morais do País pertencem ao seu forro íntimo e são completamente irrelevantes e para o caso perniciosas para Portugal como Estado, em cuja defesa se deveria entregar, despido das roupagens provincianas, junto da UE.
No plano interno, da extinção das freguesias à discussão sobre a idiotia de em seis meses, refundar o Estado e não à sua adequação solidária em tempos de crise e à delapidação quase criminosa do património nacional, a voz que TEM de ser ouvida será a dos portugueses e de mais ninguém.
É que a legitimidade e mesmo a legalidade de que a Administração do País poderá eventualmente reclamar é um empréstimo temporário, repito, que nunca poderá caucionar, a não ser pela demissão dos portugueses, a alienação da soberania do país e desconhecer, contrabandear ou desprezar isso pode e deveria levar à decapitação do Poder.

Razão têm os que pedem a demissão do Governo antes que faça mais danos. A táctica e o cinismo partidário leva o PS a esperar que se consolide o que eventualmente ficará livre de fazer. O país, entretanto, entrou há muito em decadência acelerada.

quinta-feira, novembro 29, 2012

ARRAIAL, pois claro...

Com alguma insistência, confesso, tenho trazido aqui a minha percepção da maneira como o Poder, para o caso o governo actual e sejamos honestos, os governos em geral, nomeadamente os democráticos, vêem as manifestações dos seus povos contra medidas que vão contra os seus interesses, sejam eles corporativos, sectoriais ou nacionais. Inconsequentes, pois claro!

Poucos governos mudaram de rumo ou de propósitos sem que uma escalada qualitativa não tivesse antes robustecido as reivindicações dos seus governados; a História disso nos dá exemplos marcantes.
A violência normalmente só aparece quando, acossado, os governos deitam mão à legalidade do seu uso exclusivo.

Para o nosso primeiro - ministro Coelho, as manifestações de 14 de Novembro terminaram em arruaça e carga policiais porque meia dúzia de malfeitores quiseram estragar a FESTA que a pacífica e educada manifestação e concentração da CGTP, tinha protagonizado.

UMA FESTA, é como o poder vê as manifestações.

Quanto à entrevista de ontem, consigo compreender os problemas de comunicação confessados por P. Coelho a começar pela pertinência (!!!) de pôr mais sal na ferida criada pela aprovação do Orçamento para 2013.
Ela já foi classificada de uma confusão política a que outros descortinaram matizes de caracterização psicológica assaz pertinentes, como a negação.

Entre dois deslumbramentos faceados pela Merkel e pelo Gaspar, Passos não tem salvação política. O serôdio sebastianismo salazarento que nos arrasta para o miserabilismo do pobre mas honrado e que deixa o espaço liberto para os predadores e os necrófagos, é uma não - missão, é uma traição ao País.

sexta-feira, novembro 23, 2012

DOS PRÍNCIPES DA MULA RUÇA....

A. Lobo Antunes, não há muito tempo, numa entrevista balanceada sobre a sua obra, referindo - se a dado passo ao carácter do povo que muito estima ( não descortinei ponta de ironia... ), tomando como exemplo a dignidade na pobreza evidenciada por um paciente numa ida ao médico no contraste das vestes com a postura, generalizou - Somos um país de príncipes !

É evidente o alcance da afirmação do escritor como se torna evidente o tremendismo caracterizador se não estivéssemos nos últimos anos, a assistir a refundações curriculares do que outro português de seu nome Almada, chamou de manha e falsos prestígios e dedicou -lhes, através do Dantas este manifesto.

Uma geração, que consente deixar - se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio de indigentes, de indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos e só pode parir abaixo de zero!
Abaixo a geração!
Morra o Dantas, morra! Pim!
Uma geração com Dantas a cavalo é um burro impotente!
Uma geração com um Dantas à proa é uma canoa em seco!
O Dantas é um cigano!
O Dantas é meio - cigano!

....

Um país de Dantas e não de príncipes, é o que eu também digo!

E " A culpa de ser a nossa querida terra tão propícia à vegetação dos manhosos e à arribação dos " falsos prestígios " essa culpa é incomparàvelmente menos misteriosa do que possa parecê - lo à primeira vista. Ela não está na inocência dos simples e dos leigos que servem sem querer e sem o saberem de trampolim elástico para o salto mortal dos cambalhoteiros. A culpa, meus senhores, é de todos nós e sobretudo nossa. "

Porque, como dizia o Negreiros, a sua razão era atribuída à inveja e não ao desmascaramento dos sicários do que ele chamava marmelada nacional.

Outros tempos? Olhem que não!

quinta-feira, novembro 15, 2012

VISITA DA CHANCELARINA

A recepção à Merkel foi EXACTAMENTE a que estava à espera e a sua percepção foi tudo!

GREVE GERAL

As greves são manifestações sectoriais de desagrado, as greves gerais são manifestações colectivas de repúdio.
Em relação às primeiras o olhar colectivo vai do exterior, da curiosidade, do apoio à indiferença; quanto às segundas, o olhar é de dentro e a percepção da sua eficácia mede - se pela abrangência dos sectores sociais aderentes ao repúdio da totalidade do  mando, no caso o governo. De areia metida na engrenagem mistificadora ao despertar de consciências também se infere da sua utilidade e eficácia junto de regimes que se refinaram na sofisticação da exploração dos povos em seu benefício e que se calejaram no repasto das pacíficas e ordeiras manifestações públicas.

As palavras do sr. presidente da República raiaram o insulto e a insídia paternalista, aceitando o direito constitucional da greve nas palavras enquanto a sua linguagem gestual as desmentia. Bastou a sua frase - EU TRABALHEI - para reduzir os apoiantes da greve geral a um bando de madraços. Exagero? Talvez não, levando em conta o discurso do poder actual, do qual ele é um lídimo representante e apoiante.
Quanto ao primeiro ministro, as suas palavras sobre os novos números do desemprego são no mínimo brutais pela sua insensibilidade social que não consegue ver ROSTOS em cada dígito que engrossa a lista e que ainda espera mais dispensas estimuladoras para o ano. Aí, quando batermos no fundo, os números de desempregados começarão, acha ele, a descer.

Glosando C.F.Alves - ESTAMOS ENTREGUES À BICHARADA!

EU APOIEI A GREVE GERAL!|

terça-feira, novembro 13, 2012

HEIL MERKEL!



SI VINCO VINCENTEM TE, A FORTIORI VINCAM TE

Amanhã a Europa dos cidadãos assustados com o rumo imposto pela prepotência de opinião da Alemanha, sai à rua em protesto contra a destruição das expectativas criadas e acarinhadas então por um liberalismo trôpego, descomprometido hoje políticamente com o seu apoio ( não o dinheiro  como errôneamente supõe ) popular e, num espaço que se queria UE, retalhado em burocráticas, nacionalistas  e comezinhas contas de mercearia e repreensões paternalistas com instituições submissas pagas a peso de ouro ressoando as directivas prussianas.


Merkel é hoje o rosto que dá cara ao irrepremível " destino " do mando alemão. O que os panzers hitlerianos não conseguiram fá - lo- á a economia, trocando carros de luxo por sapatos e cortiça ( Luís Leitão dixit  no " I " de hoje... ) e o diktaat político.

Se a História nos lembra da " cumplicidade " fácil entre os Nórdicos também não nos deixa esquecer os criadores de Impérios e os seus ADN's únicos, como foram Atenas, Roma, Madrid, Lisboa que amanhã desfilarão pelas ruas dessas cidades ameaçadas de capitulação.

Em Portugal, a maçã foi entregue à mentora pelo PM ao reiterar - lhe a obediência. Suponho que falou só por si e pelo seu governo, por razões óbvias...