Angola, melhor, o governo angolano, não gostou de ver a Justiça portuguesa atrás das manigâncias dos seus dirigentes, ministros, altos quadros militares e agora o seu procurador-geral.
Nem mais um tusto de investimento para Portugal - clama irado o Jornal estatal contra o que diz ser uma perseguição a honrados cidadãos que figuram na lista dos mais ricos de Angola, com fortunas de centenas de milhões de euros, fruto do seu mais que estimável labor pelo bem do país.
Percebe - se a reacção... No fim de contas, o dinheiro não devia ter cor e o raio da Justiça portuguesa dos colonialistas deveria fechar os olhos e estar de bico calado. Afinal quem é que manda nessa gente? Se o Governo português não os sabe pôr na ordem, como fazemos por aqui, fechamos a torneira.
Bem, essa visão de Portugal como sendo uma república das bananas está a fazer escola entre o novo - riquismo angolano e os seus porta-vozes. Eventualmente o petróleo e os diamantes estarão a turvar a visão de muita gente por aquelas paragens. Que tal, diplomàticamente, claro, levar umas cópias da Constituição Portuguesa na próxima visita de estado e distribuí -las aos governantes e aos jornalistas? E lembrar - lhes que ela ainda não se tornou num ornamento liberal passível de todos os desconchavos e que apesar do Algarve e Madeira produzirem bananas elas ainda são poucas para permitir o ingresso no club.
quarta-feira, fevereiro 27, 2013
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
A SAFADINHA...
A danadinha da Língua Portuguesa continua a desmerecer dos seus praticantes mais dotados um desrespeito contumaz.
Os exemplos vêm de cima, como C.Ferreira Alves descobriu, num pulinho à página do nosso premier em exercício facebookiano, na Revista do último Expresso. Saiu de lá desolada com o martirio a que estiveram sujeitas as pobres preposições e uns rápidos esclarecimentos.
Longe de mim, já o disse, ser especialista do que quer que seja o que, em Portugal, me põe no universo geral da mediocridade a que nos condenaram, MAS...
...Acontece que, perante tanto mau uso desta belíssima Língua, em lugares insuspeitos (!!!?)como os Media e principalmente nos meus jornais, chateia - me à brava os lapsos que aí ocorrem e não fossem as circunstâncias de andarem também a ensinar asneiras à minhas netas que começaram a aprender a ler e a escrever....
" Portugal poupará 14,9 mil milhões de euros se tiver condições idênticas à Grécia " titula na primeira página em letras garrafais o " I " de hoje.
Condições idênticas à Grécia? Não percebi. Quais? As climáticas? As políticas?
Bem, o que o autor quis dizer, na linha do artigo de fundo seria .... se tiver condições idênticas ÀS ( que foram dadas à Grécia, em subintenção ) da Grécia e não o que foi escrito, correcto? A concordância definida e contracção prepositiva é com o plural condições e não com o país, Grécia .
" QUE SE LIXE A TROIKA "
A Oposição políticamente correcta clamou aqui d'el rei perante a ameaça do Movimento Q.S.L. a Troika de reduzir ao silêncio um Governo que se encerra em palácios para discutir com os seus umbigos o destino de milhões de democratas.
Com o Governo ergueu - se de algumas consciências um clamor horrorizado pela afronta à sacrossanta liberdade de expressão como se ela pudesse ser formatada e balizada em cada uma das almas que a exigem numa expressão e pensamento único que calasse os livre - pensadores, catalogando -os de radicais e... está tudo dito.
Acontece que os fundamentos que sustentam o repúdio verdadeiramente democrata prendem -se exactamente aos mesmos fundamentos que caucionam a liberdade de expressão exercida pelos chamados radicais. A variação de tom, som, substância, direcção, objectivo, redefine com clareza a diferença entre a diletância intelectual e crítica inconsequente e enquadrada e a assertividade e conjugação do pensamento e da acção concreta.
É que não basta dizer - se que qualquer Poder não presta e... paciência, mesmo sabendo que quando essa imprestação se revela em acções contínuamente perniciosas, a democracia tem instrumentos para o remover, por mais democráticamente que ele tenha sido eleito. O bom - senso diz - nos que os erros têm de ser corrigidos, antes que a sua multiplicação os torne irreversíveis.
Alguém duvida da legitimidade do Q.S.L. a Troika de ter acções que não se esgotem nos passeios da CGTP e da UGT pelas Avenidas?
Arraiais inconsequentes, um direito que lhes assiste e... toca andar, o Governo não se vai distrair com as manifestações, os cães ladram e a caravana passa..., etc, etc, tem sido a interpretação do Poder e dos seus fiéis do desagrado popular. Dou de barato que é um direito que democráticamente também é deles.
E AGORA, COMO É QUE SE VAI DESATAR ESSE IMPASSE DEMOCRÁTICO? Pelo jogos das interpretações, dos governantes, dos comentaristas, dos bloguistas e de todas as corporações que manipulam este país? E a maioria não iluminada como fica? Refém da iluminação do pântano entrevisto por Guterres e que o pôs a milhas?
QUE POBREZA REDUTORA ESSA...
sexta-feira, fevereiro 15, 2013
MAIS UMA SINGULARIDADE...
BENTO XVI DEMITE- SE
O presidente do Vaticano pediu a demissão do cargo de chefe de estado. É um direito que lhe assiste e se configurasse todas as razões do seu abandono quero crer que a minha solidariedade intelectual com o homem seria total.
A racionalidade de Ratzinger impõe -lhe um imperativo moral que a política costuma denegar e quando as razões do estado se sobrepõem à consciência, religiosa, ética ou racional, por algum lado há - de partir; resta o abandono lúcido e a paz de espírito, que infelizmente para qualquer consciência èticamente formatada é uma ilusão.
A singularidade de vermos um Papa a assistir à nomeação do seu sucessor e de alguma maneira influir quase decisivamente na escolha do perfil de um novo será analisada em profundidade pelos especialistas da Cúria romana.
Estaremos por cá a ver a marcha da História...
SINGULARIDADES, OU...CINISMO, VÁ -SE LÁ SABER...
SOBRE A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA
A Constituição Portuguesa tem tido várias revisões que, numa visão virtuosa dos seus méritos, tiveram por fim adequar alguns determinativos à marcha da História, preservando a essência da que foi considerada uma das evoluídas do mundo.
Nos últimos tempos, ela tem sido alvo do mais descarado ataque ( ia dizer ideológico, conferindo - lhe alguma substância reflexiva, o que não é o caso ) desde a sua promulgação, que como TODAS as constituições reflectem sobre o passado e projectam um futuro baseado em valores que lhe deram origem. Basta ver, como exemplos, a Constituição dos USA e da Alemanha, para não falar da francesa; as emendas, revisões, aditamentos, etc, mais não fazem do que aprofundar a essência do que lá está.
Dizem - nos, ( luminárias avulsas... ) que hoje não é possível cumprir a Constituição, que está velha, ( ignorância ou cinismo histórico) e que não corresponde à realidade ( e qual é ela?...) de hoje, que é complexa, que há artigos a mais e que, em resumo, é uma utópica construção de marcianos para um bando de babuínos e que não serve para gente como nós, coisa que gente lúcida como os anti-constitucionalistas, já há muito tinham denunciado com a preclara constatação de que NÃO SERVE AO PAÍS.
O país de que falam e que querem aprofundar, contra o qual o colectivo néscio mansamente barafusta, é o da corrupção feita modo de ser, o da manha e falso prestígio, o do tráfico de influências, o da Justiça oblíqua e corporativa, o da ignorância e desinformação, o da imoralidade feita pragmatismo, o dos interesses instalados, o do logo se vê...
Que " modernice " ou inovação social, económica ou educacional poderá decentemente se comparar com a solidariedade utópica da Constituição de Abril e substituiria a soberania do povo na sua prerrogativa de expulsar do poder o desrespeito da sua condição não - elitista?
Como anarquista sem remédio, sugiro à coisa que em Portugal se confunde com elitismo e que apodo de provincianismo bolorento, uma constituição do SALVE - SE QUEM PUDER e vamos medir as forças.
Até pode ser que dos destroços da malfeitoria global, e não para alguns, resulte uma nova utopia e desta vez implacável com os vencidos.
VAMOS A ISTO?
A Constituição Portuguesa tem tido várias revisões que, numa visão virtuosa dos seus méritos, tiveram por fim adequar alguns determinativos à marcha da História, preservando a essência da que foi considerada uma das evoluídas do mundo.
Nos últimos tempos, ela tem sido alvo do mais descarado ataque ( ia dizer ideológico, conferindo - lhe alguma substância reflexiva, o que não é o caso ) desde a sua promulgação, que como TODAS as constituições reflectem sobre o passado e projectam um futuro baseado em valores que lhe deram origem. Basta ver, como exemplos, a Constituição dos USA e da Alemanha, para não falar da francesa; as emendas, revisões, aditamentos, etc, mais não fazem do que aprofundar a essência do que lá está.
Dizem - nos, ( luminárias avulsas... ) que hoje não é possível cumprir a Constituição, que está velha, ( ignorância ou cinismo histórico) e que não corresponde à realidade ( e qual é ela?...) de hoje, que é complexa, que há artigos a mais e que, em resumo, é uma utópica construção de marcianos para um bando de babuínos e que não serve para gente como nós, coisa que gente lúcida como os anti-constitucionalistas, já há muito tinham denunciado com a preclara constatação de que NÃO SERVE AO PAÍS.
O país de que falam e que querem aprofundar, contra o qual o colectivo néscio mansamente barafusta, é o da corrupção feita modo de ser, o da manha e falso prestígio, o do tráfico de influências, o da Justiça oblíqua e corporativa, o da ignorância e desinformação, o da imoralidade feita pragmatismo, o dos interesses instalados, o do logo se vê...
Que " modernice " ou inovação social, económica ou educacional poderá decentemente se comparar com a solidariedade utópica da Constituição de Abril e substituiria a soberania do povo na sua prerrogativa de expulsar do poder o desrespeito da sua condição não - elitista?
Como anarquista sem remédio, sugiro à coisa que em Portugal se confunde com elitismo e que apodo de provincianismo bolorento, uma constituição do SALVE - SE QUEM PUDER e vamos medir as forças.
Até pode ser que dos destroços da malfeitoria global, e não para alguns, resulte uma nova utopia e desta vez implacável com os vencidos.
VAMOS A ISTO?
sábado, fevereiro 09, 2013
MANIGÂNCIAS...
O desmascaramento, levado a cabo por Bruno Faria Lopes no jornal " I " de 8/2, sobre o valor implícito, embora não expressa, da Ética, no caso a sua ausência, nos salta - pocinhas que enxameiam os altos cargos da administração de Estados e que de saltinhos a saltões chegam a lugares cimeiros, amparados por uma cumplicidade que, mutatis mutandis, não eleva os seus patronos e que transportam consigo para as novas funções a " matriz " eficaz, claro, que os guindou ao sucesso, é exemplar.
A personagem que deu origem à reflexão do Bruno Lopes chama - se Anette Schavan e é ministra do governo Merkel, como por aqui se podia falar de outras personalidades.
Anette, provávelmente vai perder o título de DRA. obtida com recurso ao plágio de trabalhos reflexivos feitos por outrém e corre o risco de ser obrigada a pedir a demissão do governo.
E porquê? O que tem a bota a ver com a perdigota?, s'espantará muita gente, excepto aqueles para quem a falta de ética comportamental, uma vez denunciada tem de se haver com consequências, para o caso, políticas. E o seu afastamento do governo será o mínimo dos castigos.
Aparentemente, como no caso Franquelim Alves, a incapacidade manifesta, por convicção genuína, queremos crer, ou haverá contornos não esclarecidos na sua nomeação, de VER a inadequação ética da sua nomeação para o governo devido à sua associação como administrador ao BPN, mesmo que não tivesse metido a mão na massa, prende - se, dizia, com a cumplicidade empática que instintivamente compreende, aceita e desvaloriza o sucedido.
Nada disto tem a ver com a " ditadura " do políticamente correcto ( era o que faltava a sua condenação... pelos amoralistas... ) insultado pelo inefável Luiz Pondé por aqui retratado. Tem sim a ver com o declive cada vez mais permissivo no esvaziamento moral de comportamentos que associados a interesses próprios não olha a meios para atingir os fins, o qual urge atalhar, de desmascaramento em desmascaramento, papel esse que corajosos jornalistas contemplam com o nosso apoio incondicional.
A personagem que deu origem à reflexão do Bruno Lopes chama - se Anette Schavan e é ministra do governo Merkel, como por aqui se podia falar de outras personalidades.
Anette, provávelmente vai perder o título de DRA. obtida com recurso ao plágio de trabalhos reflexivos feitos por outrém e corre o risco de ser obrigada a pedir a demissão do governo.
E porquê? O que tem a bota a ver com a perdigota?, s'espantará muita gente, excepto aqueles para quem a falta de ética comportamental, uma vez denunciada tem de se haver com consequências, para o caso, políticas. E o seu afastamento do governo será o mínimo dos castigos.
Aparentemente, como no caso Franquelim Alves, a incapacidade manifesta, por convicção genuína, queremos crer, ou haverá contornos não esclarecidos na sua nomeação, de VER a inadequação ética da sua nomeação para o governo devido à sua associação como administrador ao BPN, mesmo que não tivesse metido a mão na massa, prende - se, dizia, com a cumplicidade empática que instintivamente compreende, aceita e desvaloriza o sucedido.
Nada disto tem a ver com a " ditadura " do políticamente correcto ( era o que faltava a sua condenação... pelos amoralistas... ) insultado pelo inefável Luiz Pondé por aqui retratado. Tem sim a ver com o declive cada vez mais permissivo no esvaziamento moral de comportamentos que associados a interesses próprios não olha a meios para atingir os fins, o qual urge atalhar, de desmascaramento em desmascaramento, papel esse que corajosos jornalistas contemplam com o nosso apoio incondicional.
ABERRAÇÕES
ABUSOS SEXUAIS DE CRIANÇAS NA TERRA DO KAMASUTRA
É medonho o relatório do Human Rights Watch sobre o que se passa na terra do Gandhi no que diz respeito à aberrante e anti - natural prática de sevícias sexuais sobre crianças e ao assustador e criminoso exercício de violação.
Até os animais, de qualquer espécie, acatam o determinismo da lei natural sobre o amadurecimento sexual. Os sapiens , em geral, o fazem e em todas as sociedades humanas essas práticas em análise são TABUS. A sua ocorrência em qualquer sociedade, dos bosquímanos aos asiáticos, dos americanos aos europeus deveria ser violentamente punida, com exclusão espacial perene do convívio dos predadores com as nossas crianças e com a aplicação inapelável da pena de morte em caso de vítimas mortais.
O que é realmente perturbador é o cinismo cultural que admite relativismos conducentes à aceitação de normas tradicionais em algumas paragens e o espesso manto de silêncio que cobre essa realidade no espaço da sociedade ocidental.
Se o H.R.W. se atrever a fazer um estudo sobre o que se passa a esse nível na Europa, por exemplo, junto das suas crianças e mesmo recorrendo à memória dos seus adultos, a nossa indignação sobre o que se passa noutras paragens, como a Índia, o Japão ou a China, para não falar dos USA, ficará soezmente enquadrada numa realidade que de tão universalizada adquire matrizes sociopatas no mínimo medonhas, no que diz respeito ao condicionamento da nossa animalidade, que séculos de repressão não extirpou, no que à sua face íntima e pessoal diz respeito.
É medonho o relatório do Human Rights Watch sobre o que se passa na terra do Gandhi no que diz respeito à aberrante e anti - natural prática de sevícias sexuais sobre crianças e ao assustador e criminoso exercício de violação.
Até os animais, de qualquer espécie, acatam o determinismo da lei natural sobre o amadurecimento sexual. Os sapiens , em geral, o fazem e em todas as sociedades humanas essas práticas em análise são TABUS. A sua ocorrência em qualquer sociedade, dos bosquímanos aos asiáticos, dos americanos aos europeus deveria ser violentamente punida, com exclusão espacial perene do convívio dos predadores com as nossas crianças e com a aplicação inapelável da pena de morte em caso de vítimas mortais.
O que é realmente perturbador é o cinismo cultural que admite relativismos conducentes à aceitação de normas tradicionais em algumas paragens e o espesso manto de silêncio que cobre essa realidade no espaço da sociedade ocidental.
Se o H.R.W. se atrever a fazer um estudo sobre o que se passa a esse nível na Europa, por exemplo, junto das suas crianças e mesmo recorrendo à memória dos seus adultos, a nossa indignação sobre o que se passa noutras paragens, como a Índia, o Japão ou a China, para não falar dos USA, ficará soezmente enquadrada numa realidade que de tão universalizada adquire matrizes sociopatas no mínimo medonhas, no que diz respeito ao condicionamento da nossa animalidade, que séculos de repressão não extirpou, no que à sua face íntima e pessoal diz respeito.
terça-feira, fevereiro 05, 2013
ÉTICA!!!? O que é isso!!!!???
A nomeação do sr. Franquelim Alves para um lugar de secretário de Estado causou estupefacção em todos aqueles que conheceram os contornos nebulosos da roubalheira nacional que foi o caso BPN, ou seja, em todos os portugueses.
Perdão, eu disse TODOS os portugueses? Errado! Há uma clique governativa para a qual o alcance da vergonha e os limites da decência não existem. E não existem porque, suponho, não tiveram quaisquer referências que lhes servissem de modelos para uma qualquer aproximação a uma vaga noção daquilo que todo o Homem adulto interioriza - a noção do certo e do errado - e a aplicação desse reconhecimento nas suas acções como ser, em liberdade.
Poder - se - á dizer que o pragmatismo como modo de vida se sente bem na dispensa desse obstáculo à eficácia ou ao que quer que se tenha como tal e que a transposta para a lide governativa, dispensando - a superiormente em nome do interesse nacional, acoplando - a objectivamente a um bem, que súbito se vê vilipendiado pelos meios que aquela usa para a sua prossecução.
A miséria de tudo isto está na honestidade do espanto genuíno que o Governo sente com a reacção da populaça à falta de vergonha e ao COMO É POSSÍVEL!!!??? que se solta da sua indignação a actos cujos alcances éticos o poder NÃO CONSEGUE VER.
Essa incapacidade de VER encontrámo - la últimamente em Jonet, no Amorim, no Ulrich e por aí fora. ELA existe, pura e simplesmente.
A mim, assusta - me mais a existência desse buraco negro do que uma corrupção ética ou mesmo uma moralidade outra.
Em patologia clínica isso tem um nome; o autismo já está declarado, agora soma - se a psicopatia.
Perdão, eu disse TODOS os portugueses? Errado! Há uma clique governativa para a qual o alcance da vergonha e os limites da decência não existem. E não existem porque, suponho, não tiveram quaisquer referências que lhes servissem de modelos para uma qualquer aproximação a uma vaga noção daquilo que todo o Homem adulto interioriza - a noção do certo e do errado - e a aplicação desse reconhecimento nas suas acções como ser, em liberdade.
Poder - se - á dizer que o pragmatismo como modo de vida se sente bem na dispensa desse obstáculo à eficácia ou ao que quer que se tenha como tal e que a transposta para a lide governativa, dispensando - a superiormente em nome do interesse nacional, acoplando - a objectivamente a um bem, que súbito se vê vilipendiado pelos meios que aquela usa para a sua prossecução.
A miséria de tudo isto está na honestidade do espanto genuíno que o Governo sente com a reacção da populaça à falta de vergonha e ao COMO É POSSÍVEL!!!??? que se solta da sua indignação a actos cujos alcances éticos o poder NÃO CONSEGUE VER.
Essa incapacidade de VER encontrámo - la últimamente em Jonet, no Amorim, no Ulrich e por aí fora. ELA existe, pura e simplesmente.
A mim, assusta - me mais a existência desse buraco negro do que uma corrupção ética ou mesmo uma moralidade outra.
Em patologia clínica isso tem um nome; o autismo já está declarado, agora soma - se a psicopatia.
segunda-feira, fevereiro 04, 2013
SOCORRO...
...QUE ME ESTÃO A IR AO BOLSO!
Querem ver que afinal a cegueira política de que padeciam alguns portugueses ilustres de que reiteradamente este escriba tem falado por aqui, viu a luz?
Não é que hoje toda a gente, nomeadamente os encarniçados defensores da " bestialidade " do sr. Gaspar, da troyka e do sr. Passos Coelho dão de barato, como se de repente tivessem tido uma epifania, que as coisas assim não funcionam?
O que terá acontecido? Simples...., o Gaspar foi - lhes aos bolsos, forte e feio. Apesar de fundos ele conseguiu lá chegar e causar mossa. E já se fala em " ruínas " e " miopias científicas ", a par de outros destroços que vão sendo deixados pelo caminho.
Descobre - se, finalmente, que não eram as mudanças que incomodavam os " cães "( e que a cachorrice de que fala o nababo Amorim e o inqualificável Ulrich, cujos ladrares são a marca do que políticamente está errado em Portugal... ) , coisas que qualquer mortal instintivamente tem interiorizado no seu ADN pela sua inevitabilidade e as adequações necessárias, sob o risco de não-sobrevivência digna, está obrigado a fazer.
O que esteve e está em causa é o modo canhestro como essas mudanças estão a ser orquestradas, custe o que custar. O que está em causa é a ignorância do país real, o que está em causa é a burrice política, mascarada de ciência financeira, confundida com determinação autista e burocrática cujo conhecimento de Portugal se fica pelas folhas estatísticas e a sua descontextualização comparativa com outros países.
Mais vale tarde do que nunca diria o povo, e já vai tarde a reacção de quem podia ter ajudado a trazer alguma reflexão consequente à Crítica.
No fim de contas, o que é que tinham a ver com essa entidade mítica criada pelos radicais anarquistas - o povo - e o seu sofrimento?
É claro que esgotadas as capacidades de exaurir os recursos do povo, Gaspar só poderia recorrer, em coerência com a toleima excel a outros bolsos. Ora, esses não estão a gostar de ser revolvidos, daí o ajustamento dos neurónios à realidade que afligia e aflige a ralé.
Elementar, caros compatriotas; não é a solidariedade nem a concordância com a crítica que os fez mexer noutro comprimento de onda; o mérito desse despertar é demasiado mesquinho para a reentrada tardia.
Querem ver que afinal a cegueira política de que padeciam alguns portugueses ilustres de que reiteradamente este escriba tem falado por aqui, viu a luz?
Não é que hoje toda a gente, nomeadamente os encarniçados defensores da " bestialidade " do sr. Gaspar, da troyka e do sr. Passos Coelho dão de barato, como se de repente tivessem tido uma epifania, que as coisas assim não funcionam?
O que terá acontecido? Simples...., o Gaspar foi - lhes aos bolsos, forte e feio. Apesar de fundos ele conseguiu lá chegar e causar mossa. E já se fala em " ruínas " e " miopias científicas ", a par de outros destroços que vão sendo deixados pelo caminho.
Descobre - se, finalmente, que não eram as mudanças que incomodavam os " cães "( e que a cachorrice de que fala o nababo Amorim e o inqualificável Ulrich, cujos ladrares são a marca do que políticamente está errado em Portugal... ) , coisas que qualquer mortal instintivamente tem interiorizado no seu ADN pela sua inevitabilidade e as adequações necessárias, sob o risco de não-sobrevivência digna, está obrigado a fazer.
O que esteve e está em causa é o modo canhestro como essas mudanças estão a ser orquestradas, custe o que custar. O que está em causa é a ignorância do país real, o que está em causa é a burrice política, mascarada de ciência financeira, confundida com determinação autista e burocrática cujo conhecimento de Portugal se fica pelas folhas estatísticas e a sua descontextualização comparativa com outros países.
Mais vale tarde do que nunca diria o povo, e já vai tarde a reacção de quem podia ter ajudado a trazer alguma reflexão consequente à Crítica.
No fim de contas, o que é que tinham a ver com essa entidade mítica criada pelos radicais anarquistas - o povo - e o seu sofrimento?
É claro que esgotadas as capacidades de exaurir os recursos do povo, Gaspar só poderia recorrer, em coerência com a toleima excel a outros bolsos. Ora, esses não estão a gostar de ser revolvidos, daí o ajustamento dos neurónios à realidade que afligia e aflige a ralé.
Elementar, caros compatriotas; não é a solidariedade nem a concordância com a crítica que os fez mexer noutro comprimento de onda; o mérito desse despertar é demasiado mesquinho para a reentrada tardia.
terça-feira, janeiro 29, 2013
VALHA - ME DEUS!!!!
LUÍZ FELIPE PONDÉ é filósofo, doutor em Filosofia moderna pela USP/Universidade de Paris e pós -doutor pela Universidade de Tel Aviv, professor da PUC e da FAAP, é colunista da Folha de S. Paulo e autor de livros que não conheço e não tenciono conhecer, dada a mostra do mais imbecil livro que me foi dado a ler até hoje de seu nome Guia politicamente incorrecto da Filosofia.
Calculo, pelo paleio do autor na contra -capa, cito, " Este livro é a confissão de um pecador irónico a respeito de uma mentira moral: o politicamento correcto " que a ideia era essa, ser irónico ( não conseguiu... ) já que não consegui vislumbrar nada que a pobreza do sarcasmo do filósofo doutorado conseguisse transformar em algo tão subtil como a ironia.
Quanto à substância, pesporrente, elitizada, do desprezo do sr. Pondé, fede tanto ou mais como eventualmente o mau cheiro que a ralé não doutorada emite, caso deste crítico, e em tanta inconsequência académica de pensar o ser e o mundo refastelado em pantufeiro marasmo social.
Tem alunos na suas aulas, PROF?
P.S.: Definitivamente, voltarei a botar opinião ( não coturnizada, claro...) a esse livro desprezível...
quinta-feira, janeiro 24, 2013
Sua Excelência, o BURROCRATA - MOR
O regresso de Portugal aos " mercados " deve ter sido uma das maiores manobras financeiras de que há memória, no que concerne à ética política ou a sua ausência, para o caso, indiciadora dos contornos funcionais da Comissão Europeia, do BCE, dos fundos de investimentos e das agências de rating, brincando com a vida das pessoas, com as suas expectativas, com a sua confiança quando vota num Governo que liminarmente, em nome da credibilidade ( santo Deus, que arrogância!!! ) do país o faz recuar décadas, no que a sua crença na Democracia concerne e no respeito que a Política lhe deveria merecer.
João Assunção Ribeiro, desmontou ontem no jornal " I ", sob o título O novo problema de Portugal aquilo que ele chamou da teatralização levada a efeito no sentido de credibilizar, não o País, como cínica e reiteradamente a terminologia politiqueira assevera mas sim a políticamente demente receita dos burrocratas da UE e dos seus mandantes e a construção cozinhada para salvar Portugal e um dos funcionários diligentes da Repartição - Mor.
O mais extraordinário de tudo isso serão as loas atribuídas pela fauna habitual, ao desiderato intrinsecamente falso, porque mentiroso nas consequências, às consequências de pedir empréstimo para pagar aos predadores, num rodízio pescadinha -de - rabo na boca, profetizando sobre uma retoma económica num país em que os consumidores estão semi - falidos, no desemprego ou a emigrar. É o que se chama ver a árvore e não enxergar a floresta.
Que o sr. Presidente Cavaco faça suas as palavras do governo releva da matriz enformadora da espécie retratada para a qual governar é contabilizar fins que os meios a usar, não interessam os destroços que ficam pelo caminho, são éticamente irrelevantes, nem se dando conta, na sua proverbial incultura que a Democracia está a sair vexada com o seu exercício e o excelente serviço que estão a fazer.
Não é que o país não compreenda o que se está a passar; só que compreender não é confiar, como a realidade o irá demonstrar.
quinta-feira, janeiro 17, 2013
DÂ FUSSS PÔ NA CATCHÔR...
Mais um tremendo erro político a somar às calinadas recorrentes de manhosas interpretações do real a dar origem a acções que já merecem um sério estudo psicológico.
Desfeiteadas as capacidades de governar em democracia o Governo, sentindo a gratidão das elites financeiras, nomeadamente das bancas nacionais e estrangeiras com as medidas que vem tomando em prol desses interesses, resolve, sob o pretexto de debate nacional ( !!!??? ) sobre o estado, credibilizar a bondade das suas acções arregimentando a " elite " pensante do sistema ( basta ver quem lá esteve...) num fórum de vaidades e inconsequências, afastando do olhar do povo, através do silêncio dos Media, a consagração de novas medidas de cariz fascista a somar ao absurdo e abusivo O.E. 2013.
A distopia política que começou com a posse deste governo tem de ser travada. Já basta de amestramentos manipuladores e chantagistas, venham eles das corporações, da insane casta burocrática de especialistas imberbes, analfabetos políticos que estão no topo das decisões sobre o País, ou da ganância dos necrófagos zelotas que pululam na Banca e que vão engordando com a desgraça do País, pondo a salvo nos offshores o produto da sua imoralidade e dos contornos sociopatas da sua ética empresarial.
É claro que a ideia peregrina seja associar ao descalabro e à incompetência, por inépcia, o maior número possível de figurantes úteis a quem, mais tarde assacar a culpa comum.
Como não creio que a maior parte deles seja ingénua, que sejam os Media a responsabilizá - los, em caso de silêncio voluntário, com as salvações miríficas que de lá vão sair.
Desfeiteadas as capacidades de governar em democracia o Governo, sentindo a gratidão das elites financeiras, nomeadamente das bancas nacionais e estrangeiras com as medidas que vem tomando em prol desses interesses, resolve, sob o pretexto de debate nacional ( !!!??? ) sobre o estado, credibilizar a bondade das suas acções arregimentando a " elite " pensante do sistema ( basta ver quem lá esteve...) num fórum de vaidades e inconsequências, afastando do olhar do povo, através do silêncio dos Media, a consagração de novas medidas de cariz fascista a somar ao absurdo e abusivo O.E. 2013.
A distopia política que começou com a posse deste governo tem de ser travada. Já basta de amestramentos manipuladores e chantagistas, venham eles das corporações, da insane casta burocrática de especialistas imberbes, analfabetos políticos que estão no topo das decisões sobre o País, ou da ganância dos necrófagos zelotas que pululam na Banca e que vão engordando com a desgraça do País, pondo a salvo nos offshores o produto da sua imoralidade e dos contornos sociopatas da sua ética empresarial.
É claro que a ideia peregrina seja associar ao descalabro e à incompetência, por inépcia, o maior número possível de figurantes úteis a quem, mais tarde assacar a culpa comum.
Como não creio que a maior parte deles seja ingénua, que sejam os Media a responsabilizá - los, em caso de silêncio voluntário, com as salvações miríficas que de lá vão sair.
segunda-feira, janeiro 14, 2013
Sr. primeiro - ministro.
Eu não votei no seu partido para governar Portugal e não lhe reconheço autoridade para desfazer o que eu contribuí durante toda a minha vida cívica para a construção de uma sociedade diferente, quase diametralmente diferente daquela que o sr. está a propôr para o País. Reconheço - lhe, como democrata que sou o dever ( insisto que não reconheço direitos ao Estado, a não ser os expressamente contratualizados ) de PROPÔR aos portugueses as mudanças substantivas de que se quer apoderar do direito e da legitimidade de levar a cabo.
O sr. NÃO FOI MANDATADO para refundar o que quer que seja e apesar do abuso da legitimidade democrática de quatro anos de que se tem aproveitado para fazer uma mudança de regime e contrabandear uma Constituição que ideológicamente ( a Constituição é um instrumento político e jurídico, não é uma norma empresarial e burocrática ) lhe causa engulhos, não está imune ao meu repúdio político de destruição de um Estado para os portugueses e não para alguns portugueses.
Leia mais, revisite os clássicos, pondere sobre as motivações que levaram à existência e sobrevivência das nações e uniu os seus habitantes num equilíbrio social quase sempre periclitante e frágil, para lá dos ditâmes que a sobrevivência tout - court impõe ao humano e que evolutivamente são renegados pela sua racionalidade.
Como primeiro - ministro o sr. TEM A OBRIGAÇÃO de ser um político e não um burocrata e tem de o ser Lá, aonde o estão a reduzir e ao seu governo ao papel de funcionários menores e diligentes de uma qualquer repartição europeia.
Se acha que os portugueses querem que o sr. destrua a decência objectiva do que foi conseguido no SNS e na Escola Pública durante essas décadas, tenha a coragem de propôr um REFERENDO ao país e não se escude em formalismos serôdios e urgências escatológicas.
Devolva ao menos a POLÍTICA aos cidadãos e já me darei por satisfeito.
BENFICA 2 PORTO 2
Grande jogo, ponto final.
As " bocas " tripeiras já enfastiam e as lamúrias de quem não chora não mama já mete nojo.
Nós sabemos quem é que o Pinto da Costa queria a arbitrar o jogo. O critério largo do sr. Ferreira não agradou, é claro, quanto à virilidade e espectacularidade de alguns lances protagonizados pelos benfiquistas, apesar de terem sido mais manhosas as entradas do sr. Moutinho e do sr. Fernando, enfim...
Foi um bom jogo, ponto final e foi uma boa abordagem da arbitragem, ponto final.
Jesus acabou por não incluir o Luisão. Avaliou bem e repito que o Max precisa de descanso. Boas substituições, nomeadamente a entrada do Carlos Martins que com os seus passes longo desanuviou um meio campo superpovoado. É claro que o treinador do Porto não gostou da receita do grande Benfica ( o uso, com intenção aparentemente sarcástica do" grande " quando se fala do Benfica acaba por ser uma constatação sincera da sua força nacional... ) a fazer lançamentos por cima do meio - campo tripeiro e a baralhar tudo. Uma chatice pegada...
Agradeçam ao Helton e ao infortunado Artur, que convinha que não se habituasse a essas fífias penalizadoras, principalmente com adversários do calibre do Porto.
As " bocas " tripeiras já enfastiam e as lamúrias de quem não chora não mama já mete nojo.
Nós sabemos quem é que o Pinto da Costa queria a arbitrar o jogo. O critério largo do sr. Ferreira não agradou, é claro, quanto à virilidade e espectacularidade de alguns lances protagonizados pelos benfiquistas, apesar de terem sido mais manhosas as entradas do sr. Moutinho e do sr. Fernando, enfim...
Foi um bom jogo, ponto final e foi uma boa abordagem da arbitragem, ponto final.
Jesus acabou por não incluir o Luisão. Avaliou bem e repito que o Max precisa de descanso. Boas substituições, nomeadamente a entrada do Carlos Martins que com os seus passes longo desanuviou um meio campo superpovoado. É claro que o treinador do Porto não gostou da receita do grande Benfica ( o uso, com intenção aparentemente sarcástica do" grande " quando se fala do Benfica acaba por ser uma constatação sincera da sua força nacional... ) a fazer lançamentos por cima do meio - campo tripeiro e a baralhar tudo. Uma chatice pegada...
Agradeçam ao Helton e ao infortunado Artur, que convinha que não se habituasse a essas fífias penalizadoras, principalmente com adversários do calibre do Porto.
sábado, janeiro 12, 2013
REVISITANDO O " EXPRESSO "...
PÓ DAS ESTRELAS
Há pelo menos 100 biliões de planetas na nossa galáxia, há pelo menos 125 biliões de galáxias detectáveis pela tecnologia actual no universo conhecido.
A percepção de " és pó e ao pó voltarás " é total e definitiva e que uma parte ínfima desse pó permite o entendimento possível e o questionamento do TODO, é avassaladora.
MÁ FÉ
Nunca li ou ouvi o FMI ou a Comissão Europeia deplorarem a pobreza do nível médio dos salários que se praticam em Portugal mas já não é a primeira e eventualmente não será a última vez que os vejo a exigiram, no que toca à descapitalização da sua população a exigência de se situarem na média dos países mais ricos da UE, não da média dos impostos, não da média dos salários mas da média das indemnizações devidas ao desemprego forçado.
Posto isso em números ( está na moda... ), os 12 dias da média europeia deveriam corresponder, ainda na aritmética elementar, a pelo menos 30 dias portugueses, levando em conta a média dos salários médios europeus e portugueses.
A má - fé acontece quando um raciocínio nos conduz irrefutàvelmente a uma conclusão que não queremos e por isso ignoramo - la hipòcritamente.
BURRICE e não só...
Ricardo Costa s'espanta com a leveza com que o governo da República sorrateiramente fecha com a troyka a compensação pelos despedimentos em 12 dias, ao arrepio dos compromissos assinados com a Concertação Social, correndo o risco imediato de destruir o mínimo sossêgo obtido pelo pacifismo sindical da UGT. Chama burrice à acção governativa e tem razão.
A isso acrescento uma ignorância política insanável a que atribuo uma pobreza cultural deplorável, aliada à cantada MANHA de que nos alertou Almada Negreiros.
Não é que não percebamos que o que está na forja seja diminuir consideràvelmente a factura devida ao projecto do despedimento de funcionários públicos.
A propósito, a que é que se referem esses sujeitos da governação quando falam de Estado mínimo?
E reitero a posição bastas vezes aqui trazida e que o padre Lino Maia formulou ontem - " SE O ESTADO NÃO É SOCIAL NÃO SERVE PARA NADA ".
Há pelo menos 100 biliões de planetas na nossa galáxia, há pelo menos 125 biliões de galáxias detectáveis pela tecnologia actual no universo conhecido.
A percepção de " és pó e ao pó voltarás " é total e definitiva e que uma parte ínfima desse pó permite o entendimento possível e o questionamento do TODO, é avassaladora.
MÁ FÉ
Nunca li ou ouvi o FMI ou a Comissão Europeia deplorarem a pobreza do nível médio dos salários que se praticam em Portugal mas já não é a primeira e eventualmente não será a última vez que os vejo a exigiram, no que toca à descapitalização da sua população a exigência de se situarem na média dos países mais ricos da UE, não da média dos impostos, não da média dos salários mas da média das indemnizações devidas ao desemprego forçado.
Posto isso em números ( está na moda... ), os 12 dias da média europeia deveriam corresponder, ainda na aritmética elementar, a pelo menos 30 dias portugueses, levando em conta a média dos salários médios europeus e portugueses.
A má - fé acontece quando um raciocínio nos conduz irrefutàvelmente a uma conclusão que não queremos e por isso ignoramo - la hipòcritamente.
BURRICE e não só...
Ricardo Costa s'espanta com a leveza com que o governo da República sorrateiramente fecha com a troyka a compensação pelos despedimentos em 12 dias, ao arrepio dos compromissos assinados com a Concertação Social, correndo o risco imediato de destruir o mínimo sossêgo obtido pelo pacifismo sindical da UGT. Chama burrice à acção governativa e tem razão.
A isso acrescento uma ignorância política insanável a que atribuo uma pobreza cultural deplorável, aliada à cantada MANHA de que nos alertou Almada Negreiros.
Não é que não percebamos que o que está na forja seja diminuir consideràvelmente a factura devida ao projecto do despedimento de funcionários públicos.
A propósito, a que é que se referem esses sujeitos da governação quando falam de Estado mínimo?
E reitero a posição bastas vezes aqui trazida e que o padre Lino Maia formulou ontem - " SE O ESTADO NÃO É SOCIAL NÃO SERVE PARA NADA ".
sexta-feira, janeiro 11, 2013
BENFICA - PORTO
Na sua nota de autor do livro O mito do contexto, Karl Popper, com a humildade própria dos sábios diz - nos que, cito, Não me considero especialista nem em ciência nem em filosofia. Tenho, contudo, tentado com afinco, durante toda a minha vida, compreender alguma coisa acerca do mundo em que vivemos. O conhecimento científico e a racionalidade humana que o produz são, em meu entender, sempre falíveis ou sujeitos a erro.
Completamente deslocado quando se fala de futebol, dirá o analista ligeiro; acontece que também tem sido a minha forma de entender o que me cerca, nomeadamente a racionalidade alheia, e dou de barato que também a minha, falível como as demais.
Acontece que, sobre um filme já visto, a nossa tendência é recordá - lo quando se vão repetir circunstâncias idênticas.
E, pronto aí vai a razão da prosa; Jorge Jesus aparentemente vai jogar com o Porto tendo Luisão como titular após uma longa ausência com todas as derivadas daí resultadas, nomeadamente falta de ritmo competitivo e dinâmica de jogo. Como não acredito que a sua experiência seja suficiente para suprir as dificuldades que o jogo lhe vai impôr, temo que Garay vá ter trabalho redobrado e espero que com êxito.
Do mesmo modo, pelo que tenho visto, o lugar de lateral direito TEM de ser do André Almeida porque o grande Max está cansado e com poucas pernas, que o número de faltas que comete durante os jogos atesta.
É como digo, eu não sou o treinador mas sei racionalizar o que vejo, nomeadamente no futebol.
Tremideiras à parte, que seja uma boa partida e que ganhe o Glorioso, mais a equipa de arbitragem
Completamente deslocado quando se fala de futebol, dirá o analista ligeiro; acontece que também tem sido a minha forma de entender o que me cerca, nomeadamente a racionalidade alheia, e dou de barato que também a minha, falível como as demais.
Acontece que, sobre um filme já visto, a nossa tendência é recordá - lo quando se vão repetir circunstâncias idênticas.
E, pronto aí vai a razão da prosa; Jorge Jesus aparentemente vai jogar com o Porto tendo Luisão como titular após uma longa ausência com todas as derivadas daí resultadas, nomeadamente falta de ritmo competitivo e dinâmica de jogo. Como não acredito que a sua experiência seja suficiente para suprir as dificuldades que o jogo lhe vai impôr, temo que Garay vá ter trabalho redobrado e espero que com êxito.
Do mesmo modo, pelo que tenho visto, o lugar de lateral direito TEM de ser do André Almeida porque o grande Max está cansado e com poucas pernas, que o número de faltas que comete durante os jogos atesta.
É como digo, eu não sou o treinador mas sei racionalizar o que vejo, nomeadamente no futebol.
Tremideiras à parte, que seja uma boa partida e que ganhe o Glorioso, mais a equipa de arbitragem
D'as Biblias...
O primeiro - ministro de Portugal, Passos Coelho, no rescaldo do esvaziamento promovido para aligeirar as exultantes posições do sr. Moedas em louvor do relatório- programa do FMI, disse que esse relatório não é a bíblia do governo.
Da bíblia do governo já sabemos que não é o programa do PSD nem tampouco o programa eleitoral apresentado aos portugueses.
Por outro lado, apesar das sucessivas aberturas do sr. Draghi e do sr. Juncker no sentido de aligeirar as condições impostas aos estados sob resgate, o nosso governo, imbuído de idolatrias funestas, não de qualquer Bíblia, mas da endeusada chancelerina Merkel, faz dos seus ditâmes ( o mercado e a dívida são alibis mentirosos porque negociáveis...) a sua cartilha burocrática porque não há imaginação nem competência para mais; isso é o que nos diz a obediência cega de alunos medíocres, os cromos do empinanço.
Da bíblia do governo já sabemos que não é o programa do PSD nem tampouco o programa eleitoral apresentado aos portugueses.
Por outro lado, apesar das sucessivas aberturas do sr. Draghi e do sr. Juncker no sentido de aligeirar as condições impostas aos estados sob resgate, o nosso governo, imbuído de idolatrias funestas, não de qualquer Bíblia, mas da endeusada chancelerina Merkel, faz dos seus ditâmes ( o mercado e a dívida são alibis mentirosos porque negociáveis...) a sua cartilha burocrática porque não há imaginação nem competência para mais; isso é o que nos diz a obediência cega de alunos medíocres, os cromos do empinanço.
terça-feira, janeiro 08, 2013
HMMMMM!....
Querem ver que o SCP aceitou o meu conselho... aqui trazido no dia 21 de Dezembro?
Por outro lado, devido ao erro de vulto que continua a cometer quando privilegia uma ligação servil aos tripeiros em detrimento, julga ele, de uma aproximação cordial ao seu jurado inimigo da Segunda Circular, não vou dar mais conselhos úteis que é para aprenderem.
Outra coisa: o Jesualdo vai precisar de dois anos para vos fazer uma equipa decente. Se o despedirem antes do próximo Natal, estão feitos ao bife.
Saudações gloriosas!
Por outro lado, devido ao erro de vulto que continua a cometer quando privilegia uma ligação servil aos tripeiros em detrimento, julga ele, de uma aproximação cordial ao seu jurado inimigo da Segunda Circular, não vou dar mais conselhos úteis que é para aprenderem.
Outra coisa: o Jesualdo vai precisar de dois anos para vos fazer uma equipa decente. Se o despedirem antes do próximo Natal, estão feitos ao bife.
Saudações gloriosas!
sábado, janeiro 05, 2013
" EXPRESSO " - Um espaço de liberdade
Quase aposto que tenho arquivado o primeiro número do semanário... e até hoje NUNCA deixei de cumprir a, para mim obrigação cívica imposta, de o ler.
Confesso que por vezes sentia - o a resvalar, por excesso de zelo de alguns medíocres jornalistas que por lá passaram, para uma espécie de caixa de ressonância do Centrão, nomeadamente na defesa das posições do partido do seu proprietário, fundador do PSD, Pinto Balsemão e perder por momentos o norte, provávelmente por alturas do aparecimento da pedrada no charco que foi o " Independente ".
Tudo perdooei em nome do respeito devido aos excepcionais colaboradores comentaristas, sans blague, que por lá pontuavam e outros que por lá continuam, nomeadamente Inês Pedrosa, Miguel Sousa Tavares, Nuno Bredorode Santos, Marcelo Rebelo de Sousa, Daniel Oliveira e os adversários políticos Rui Ramos, José António Saraiva, Henrique Raposo.
Com todos, mas mesmo com TODOS aprendi a diversidade, a inteligência e, principalmente, CIDADANIA.
PARABÉNS , pois ao Expresso e ao Pinto Balsemão, e que continue a albergar a diferença que faz dele um jornal único.
P.S. Imperdoável a não inclusão da Pluma Caprichosa de C.Ferreira Alves que só por si mereceria uma referência à parte, sem desprimor dos restantes. De tantas vezes referida e aplaudida por aqui o lapso não exigiria o P.S., mas...
Confesso que por vezes sentia - o a resvalar, por excesso de zelo de alguns medíocres jornalistas que por lá passaram, para uma espécie de caixa de ressonância do Centrão, nomeadamente na defesa das posições do partido do seu proprietário, fundador do PSD, Pinto Balsemão e perder por momentos o norte, provávelmente por alturas do aparecimento da pedrada no charco que foi o " Independente ".
Tudo perdooei em nome do respeito devido aos excepcionais colaboradores comentaristas, sans blague, que por lá pontuavam e outros que por lá continuam, nomeadamente Inês Pedrosa, Miguel Sousa Tavares, Nuno Bredorode Santos, Marcelo Rebelo de Sousa, Daniel Oliveira e os adversários políticos Rui Ramos, José António Saraiva, Henrique Raposo.
Com todos, mas mesmo com TODOS aprendi a diversidade, a inteligência e, principalmente, CIDADANIA.
PARABÉNS , pois ao Expresso e ao Pinto Balsemão, e que continue a albergar a diferença que faz dele um jornal único.
P.S. Imperdoável a não inclusão da Pluma Caprichosa de C.Ferreira Alves que só por si mereceria uma referência à parte, sem desprimor dos restantes. De tantas vezes referida e aplaudida por aqui o lapso não exigiria o P.S., mas...
quinta-feira, dezembro 27, 2012
HIGIENIZAÇÃO...,
... Precisei eu e penso que também o país; uma pausa para reflexão apurada. Se a Ciência sempre defendeu o seu direito de estar errada, e é das actividades do humano que mais respeito, mesmo com as suas vistas curtas quando não tem explicações saídas dos manuais da Consagração, a Política, reiteradamente medíocre que hoje assola o Globo, mercê de um empobrecimento intelectual e crítico com que aceitou e se conformou com a História acabada do liberalismo financeiro, continua a ser o depositário das esperanças ( abomino o conceito... ) dos povos.
Só da sociedade civil, que se vai esboroando à medida em que desaparece o público e a rua, virá essa reflexão tão necessária e uma renovação (a revolução não tem de ser necessàriamente armada, mas... nada obsta a que também o seja ) dos dirigentes conformistas, velhos, reaccionários, timoratos, e... ZUS! tão burocratizados, que a longevidade cristalizou em falsas sabedorias com que pasmam a evolução e as mudanças geracionais.
A Ciência há muito que se descolou das chamadas ciências sociais e, em cada ano que passa menoriza - as nos deméritos dos seus representantes políticos, já que os das pseudo - ciências económicas e financeiras não passam de leitores de folhas - de - chá e de recolectores rapaces sem dimensão ética e que do social têm a perspectiva de zona de caça e de extermínio.
Apoderaram - se dos Estados e, pior, das riquezas produzidas pelos seus cidadãos, que gerem (???) no circuito fechado da coutada.
Que o ano que começa traga consigo algo que sacuda a bisonha realidade portuguesa e por que não a europeia e a tire dessa orfandade intelectual decadente e mediocre.
Só da sociedade civil, que se vai esboroando à medida em que desaparece o público e a rua, virá essa reflexão tão necessária e uma renovação (a revolução não tem de ser necessàriamente armada, mas... nada obsta a que também o seja ) dos dirigentes conformistas, velhos, reaccionários, timoratos, e... ZUS! tão burocratizados, que a longevidade cristalizou em falsas sabedorias com que pasmam a evolução e as mudanças geracionais.
A Ciência há muito que se descolou das chamadas ciências sociais e, em cada ano que passa menoriza - as nos deméritos dos seus representantes políticos, já que os das pseudo - ciências económicas e financeiras não passam de leitores de folhas - de - chá e de recolectores rapaces sem dimensão ética e que do social têm a perspectiva de zona de caça e de extermínio.
Apoderaram - se dos Estados e, pior, das riquezas produzidas pelos seus cidadãos, que gerem (???) no circuito fechado da coutada.
Que o ano que começa traga consigo algo que sacuda a bisonha realidade portuguesa e por que não a europeia e a tire dessa orfandade intelectual decadente e mediocre.
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