sexta-feira, abril 19, 2013

D`O TERRORISMO

" QUANDO BOMBAS SÃO LANÇADAS SOBRE CIVIS ISSO É TERRORISMO " - OBAMA

Confesso que não me assalta nenhuma dúvida sobre o significado e substância dessa declaração e também me confesso incrédulo com a origem dessa constatação que é da potência mundial que mais terror tem espalhado pelo planeta em toda a sua violenta história - os USA.

Sem cinismo, ou assumindo - o declaradamente, o que a minha experiência de vida me ensinou a ver e racionalizar em relação ao que é considerado " terrorista ", pela repugnância que instintivamente me assola perante os relativismos associados ao conceito e às circunstâncias históricas manipuladas em alibis prenunciadores de um verdade unilateral, continua a  merecer - me  , quando brandido por uma qualquer ética sufragada em nome do Poder, um desprezo infinito.

É que não são os meios a estarem sob escrutínio ético mas sim a " mão " que os utiliza e a grandiosidade da acção, que, por exemplo, na declaração de guerra é o sublimar do TERROR puro.

Nunca saberemos a contabilidade dos civis estropiados pelas bombas americanas, israelitas e a mortandade transportada pelos drones que Obama sanciona e das outras bombas que qualquer  Poder em geral não se coíbe de usar contra opositores do passado, do presente ou do futuro.

A comparação entre as vítimas inocentes dO Terrorismo que em princípio terá o Poder como inimigo e as vítimas inocentes, directa ou indirectamente atingidas pelo Poder e desprezadas como danos colaterais obriga - nos a rever em profundidade o significado do conceito, por mais que aceitemos o privilégio do uso da força DEMOCRÁTICA e não fascista do Estado.

quarta-feira, abril 17, 2013

COMO ERA EVIDENTE...

O Burrocrata - Mor Gaspar, teve de ser " denunciado " lá fora para os portugueses constatarem o óbvio ululante repetidamente denunciado já por almas mais atentas.

É que era impossível ser tão incompetente política e técnicamente como reiteradamente a realidade, criada pelas acções do funcionário europeu, não se cansou de evidenciar.
A explicação dos " despachos " do ministro, a funcionar em controlo remoto perante o deslumbramento do primeiro -  ministro, só poderia, em coerência, ser dada pela sintonia total e não disfarçada com a troika e nunca como medidas tendentes a encontrar soluções politico-económicas para o país.

Os irlandeses toparam - no e denunciaram - no; os portugueses, em geral, ficaram - se pela desconfiança e fé.

Ficámos a saber que há uma tentativa reforçada de atrelar o PS ao descalabro numa despudorada chantagem a que chamam responsabilidade, coisa para rir se não fosse tão séria a situação no país. Espera - se que a desconfiança em relação ao gato escondido com rabo de fora se reforce. Qualquer alternativa concreta por parte dos dirigentes socialistas no sentido de minorar o descalabro implica a recusa frontal dos pressupostos do Gaspar e a exigência da demissão deste governo.
Ou isso ou a perda irreparável da débil confiança dos portugueses nos seus políticos.

sexta-feira, abril 12, 2013

D´A PSICOPATIA SOCIAL...

... Por aqui denunciada, em nome das consequências sociais e não só, objectivamente calculadas e desprezadas com igual frieza pelo Governo dirigido pelo ministro Gaspar, dei aqui testemunho em 5/2, a propósito do buraco negro entrevisto na nula percepção ética por parte deste governo, pelo menos da sua cara visível, da sua acção demolidora sobre o tecido social, económico e financeiro do país.

Aos poucos, durante a sua vigência, os então entusiastas apoiantes da acção do " competente " Gaspar  do diligente Relvas e do determinado Coelho postos perante os escombros de tanta ruína têm estado a percorrer o caminho da dissidência que a realidade os obrigou; uns com grandes esforços e muuuuitos mas retroactivos lançados sobre o Governo anterior, outros com estrondo, como aconteceu agora com o ex - assessor do ministro da Economia, Carlos Vargas que assumiu em nome do seu ministro, Álvaro S. Pereira a irrelevância a que foram reduzidos pelo todo - poderoso Burrocrata - Mor.

" Víctor Gaspar é um psicopata social e não um ministro das Finanças " -  e " é o ministro das Finanças mais arrogante e mais incompetente desde o reinado de Dona Maria II " .

Carlos Vargas reflectiu, embora tardiamente, de dentro para fora, o que, eventualmente, o próprio ministro da Economia pensa e por que não muitos outros ministros, cuja relevância no Executivo é ZERO, até porque este governo se tornou uma repartição menor da UE e, convenhamos, o colaboracionismo mudo, mesmo que em nome do hipotético interesse nacional não é muito abonatório para quem quer que seja.

Haverá mais dissidências, isso é um facto antecipado e não uma previsão gasparina, que como se tem visto reduz o seu emissor à figura de leitor-de folhas-de-chá.

quarta-feira, abril 10, 2013

FECHADO PARA BALANÇO



À ESPERA DO GASPAR

Como qualquer lojeca de bairro, o país fechou para balanço enquanto o contabilista trata do que resta à insolvência programada, ao " famigerado " corte  das " gorduras " do estado, creio eu...

A demolição programada de um Estado a caminhar para um milénio de existência por parte de uma classe apátrida e deslumbrada da sua população já teve històricamente exemplos malfadados como os que antecederam a entrega do reino aos Filipes contra a resistência tenaz do seu povo.

Acontece que desta vez a resistência está melhor informada sobre a sua liberdade e sobre a sua " elite ". Sabe melhor distinguir a diferença entre o interesse nacional e os interesses outros que sob a capa da sua defesa contrabandeia os interesses próprios e de classe.

Não há dinheiro, dizem - nos, portanto suspende - se a Democracia e por que não, a Liberdade e por que não o País?

TEMPOS DESALMADOS ESSES " apud  ad libitum " , M. Veiga.

" FASCISTÓIDES "




INACREDITÁVEL!

O Governo impôs, através do seu chefe Gaspar, assessorado pelo seu delfim, Passos, o estado de excepção ao País, paralisando - o através de uma monstruosa e perigosa medida burrocrata - Nenhum organismo do estado tem autorização para gastar um cêntimo sem o despacho do Ministro das Finanças e não houve nem UM ministro a pedir a demissão do seu cargo, menorizado até à inexistência.


Digo e repito; em personagens outras, até poderia haver uma tentativa racional de interpretação do gesto que não nesses dois " estadistas " do aviário, como sugere M. Veiga numa recente entrevista ao Expresso. " Vivemos tempos desalmados ", caracterizou o social - democrata, desolado com tanta vacuidade governativa.
Uma vingança amuada de uns senhoritos que ao autismo de um se acrescenta a rigidez de carácter, para não ser ofensivo, do outro e a cobardia do resto do Governo, portadores de uma missão que lhes engrandeceria o curriculum perante os futuros empregadores - a UE.

Quem não é por nós... e toma - se o país como inimigo.
Quanto mais tardar a vassourada que se impõe, do Governo à presidência do Estado, mais impunes se julgarão.
E que tal, na nova Assembleia, criar uma Comissão que reflicta sobre as limitações democráticas que uma maioria absoluta e um presidente da mesma cor política, impõem sobre o seu afastamento dos cargos de maneira a evitar exercícios fasciszantes ( sim, o governo foi eleito democràticamente ) por parte de governos democráticos ?

sábado, abril 06, 2013

" CHUMBOS "

Quantos mais reprovações serão precisas até que o aluno se convença de que o chumbo ou aprovação que interessa  e tem a primazia  é o nacional e não o estrangeiro?

Quando é que o nosso governo interioriza o facto determinante de que não há uma política comum europeia e tampouco uma economia comum e que temos uma moeda única cujo valor é cambialmente díspare para cada um dos estados?

Quando é que os dirigentes nacionais se convencem que sem um reforço da sua rectaguarda política ( o apoio expresso do seu povo ) tem voz de burro e que a tolerância que a sua obediência induz menospreza - o objectivamente perante os avaliadores?

A tentativa canhestra de manipular a Justiça, vista como um conceito táctico e não um produto histórico, faz parte da nossa história política, umas vezes com resultados satisfatórios para o Poder e outras nem tanto. Desta vez, falhou, por motivos óbvios.
A Justiça sentiu que o poder executivo e legislativo estava a atirar para cima dos seus ombros uma responsabilidade que não lhe competia e que se resumia à avaliação, neste caso, da constitucionalidade das normas por eles emitidas.
Exigir uma avaliação POLÍTICA ao que é estruturalmente jurídico partiu do pressuposto de uma cumplicidade dada por adquirida entre a " elite " do Estado, cumplicidade essa baseada na crença de que a Ética já teria sido também abandonada por aquelas paragens. Felizmente, não foi o caso.

O caso Relvas encerrou - se com o chumbo de mais um aluno cábula e a sua dispensa do grupo dos doutores a quem as suas artimanhas ensombraram, por conhecidas e publicitadas, o doerismo empreendedor. Saiu com azedume, quando posto perante as razões do Estado, o que foi normal, já que nunca confundiu os dois interesses em presença.

E agora? Quando o anão político da presidência disse o que a sua prudência avisada, glosada e gozada, não descortinou - Não haverá eleições antecipadas -  antes de conhecer as decisões que irão sair do conselho de ministros que a esta hora está a decorrer?
E se o Governo apresentar a demissão? Irá assobiar para o lado ou envidar esforços num governo de salvação nacional quando o parceiro maior da coligação deu por terminada, como caso perdido, a colaboração com o PS?

Terá suficiente política ou a sua responsabilidade esgotou - se nos avisos sibilinos?

quinta-feira, abril 04, 2013

D'A VACUIDADE POLÍTICA...

... De hoje, globalizada em todas as paragens do planeta se reflecte em melancolia o homem atento.

A Vida, aquela caracterizada por Gasset, esboroa - se nas urgências que o sonho, hoje cativo, não pode atalhar na contemplação do outro real, aos poucos transfigurado entre dois universos de aquisição, representados pelos que têm dinheiro ou não.

" Só a descontinuidade induzida pelo sonho torna suportável a vida " - E. Cioran

O espaço, rico de projecções, que essa descontinuidade transporta, avisos/alertas/barramentos/ cepticismo, a par de possibilidades/energizações/positivismo/, é essencial no processo consciente de crescimento e amadurecimento do indivíduo e por reflexo das sociedades e das nações.

O sonhar acordado, viver, conjugando o sonho com o real, resume -se, nessa narrativa ( sans blague...) de cariz fascista que o sistema sustenta, onde a posse/circulação de dinheiro, subtraído à realidade concreta dos governados, à economia e ao regime democrático, resume - se , dizia, à subserviência, individual e nacional perante quem o detém, emporcalhando objectivamente o bem mais precioso que  sustenta o regime - a Liberdade. 

O governo que está hoje em Portugal tornou - se alvo de todas as censuras imagináveis pelo que de criminoso se prefigura a sua acção no assassinato dos sonhos de uma geração. Nenhum erro, de qualquer governo pós-25 de Abril foi definitivo e as suas eventuais consequências foram quase sempre minoradas pelo governo seguinte, na maior parte dos casos; sim, não havia decerto na Europa tanta mediocridade,  tanta desfaçatez nos líderes de então, nem tanta subserviência em relação à Alemanha e sim, houve crises económicas que a Política soube resolver.

O que temos hoje? Vacuidade e pesporrência a rodos, futurologia e autismo, bravatas e manhas a esconder uma intolerável demissão das obrigações do Estado, a começar pelo respeito da sua soberania e do seu povo.
Este governo não precisa que o demitam, já se demitiu, assim como o seu protector no palácio de Belém. É um governo de gestão e desgraçadamente ainda vai fazer muuuuito mal ao País.

Eu bem me lembro do então candidato a chefe de Governo, Passos Coelho, dizer que iria desmantelar o Estado e também vi a ingenuidade e boa - fé ajudá -lo nesse propósito.
O que também sei, o que parece ser um anátema para este governo, é que os erros, uma vez aquilatados devem ser corrigidos com celeridade. Pena é que 4 anos seja demasiado tempo de desmantelamento. Só restarão ruínas e aposto que ninguém IRÁ PARAR À PRISÃO.

quinta-feira, março 28, 2013

D'A "ELITE " DO REGIME V



                                                           O TÍTERIZINHO CÁBULA

AGONIADO, e quiçá marcado pela experiência traumática das consequências do 25 de Abril na vida familiar e naturalmente na sua, Passos Coelho cimentou pela vida fora a convicção de que a vida é estoicismo, sobriedade, disciplina, determinação, lealdade, e... doerismo. A ninguém ocorreria contrapôr a essas qualidades indiscutíveis, objectivas, o dedo da crítica e evidentemente ninguém criticaria esses anexantes caracteriológicos na personalidade de um cidadão.

Acontece que a cada uma delas, em exarcebação, contrapôr - se - ia o equilíbrio que faria delas virtudes políticas, não se desse o caso da nula existência do reconhecimento do fanatismo isolado de cada uma e da descontextualização com uma realidade que as renega como absurdos políticos.
Como também se torna evidente que o trauma de bom aluno perante os tutores, representados pelos aprovadores ou desaprovadores, da troika, da Merkel, obriga a um mimético empinanço para o exame final, sem se perceber bem a matéria que se debita.

O diabo, é que, para um político nacional ou aspirante a sê - lo, o GRANDE EXAMINADOR, é o SEU povo, de nada lhe valendo a apreciação externa. Valerá para o país, argumentaria em racionalização, o bom aluno. A grande chatice é que o povo, todos os povos, vivem no presente e querem ser ELES a programar, INDIVIDUALMENTE, o seu futuro e esperam que o governo do seu país crie para hoje, as condições em que, em plena liberdade o possa fazer.

Passos assim não o entende e não tem nenhum farol de esperança a iluminar esse caminho que só ele e os apaniguados mais a mesquinha e anti - patriótica Banca enxergam.
Ele promete o paraíso e eventualmente terá boas intenções; acontece que o inferno, o lugar da expiação, está cheio de bem - intencionados, pelo menos de passagem sabática, como aconteceu a Sócrates.

É, o inferno são os OUTROS...

AVÉ, SÓCRATES!


Regressou a Portugal o político mais odiado pela Direita portuguesa e um dos mais competentes que passou pela democracia portuguesa. Digo passou mas deveria ter dito de passagem, já que a combatividade e coragem são - lhe atributos hoje imprescindíveis no desmascaramento não só do que ele apelidou de embustes como da incompetência fanática do actual governo e seria uma perda enorme o seu exílio partidário.

O povo português não tem nada a temer, pelo contrário, da sua acção futura como comentador. Quem o teme irá dando a cara ( como se já não conhecêssemos a história recente... ) à medida em que o desespero pelo fim deste governo ponha a descoberto os " traumas " associados a uma pulsão que aos poucos se vai soltando e ela tem um nome - autoritarismo - e para cúmulo, medíocremente iluminado.

Sócrates não precisa que ninguém o defenda dos soezes ataques que a arraia miúda dos instalados no status quo lhe vão fazer, ele pode bem com eles, já lhes conhece os contornos e as motivações. Por mim não o farei. Limito - me a saudar o seu regresso e a qualidade que vai trazer à luta política bem evidente nos ecos que a sua primeira prestação provocou.

segunda-feira, março 25, 2013

CLEPTOMANIA

A já defunta UE continua a derrapar, ela própria já refém consciente e sem reacção visível aos interesses alemães e à transformação acelerada do euro no novo marco.

O último assalto, desta vez ao Chipre, denuncia o abandono de quaisquer restrições políticas ao quero posso e mando por parte do Deutchbank com a surpreendente capitulação de toda a casta burrocrátrica apolítica que hoje está à cabeça das nações europeias, obedecendo às suas directivas.

Acontece que desta vez estão a mexer também com a Rússia, de quem a Alemanha depende em termos energéticos; nada de surpreendente quando a tacanhez política, apoiada ao poderio económico, se substitui ao realpolitik. É que a Rússia pode ser uma ameaça REAL e não uma pedra no sapato.

O efeito borboleta das sucessivas e penalizadoras medidas sobre os estados do sul da Europa, com a cumplicidade activa dos idiotas úteis e colaboracionistas, fará o seu caminho até que...
Entretanto, pelo caminho ficará uma geração que não se adaptará a uma Democracia abastardada da qual os representantes nacionais respondem, se explicam e obedecem a outras soberanias e à mudança do sistema se acrescentará a do regime, desagraçadamente.

A Estupidez campeia e situá - la na Alemanha é um erro de perspectiva, não só histórica como política. Ela floresce noutras paragens à vista de toda a gente, nomeadamente em Portugal.
Chipre, como muitos outros países da zona euro, serão percalços insignificantes que, se necessário, serão afastados se não se submeterem ao Poder actual. O imperialismo, que hoje se toma como ameaça irreal, tem muitas faces e ela não tem de ser necessàriamente armada.

sábado, março 16, 2013

D'A " ELITE " DO REGIME IV



                                                             O BURROCRATA - MOR

Em qualquer república europeia as consequências políticas, sociais e económicas derivadas das medidas impostas sobre o país, levariam à sua demissão, por incompetência técnica, ( falhanço total em previsões projectadas... ) comunicacional, ( o discurso pontuado por um linfatismo quase abúlico é tudo o que se condena na mensagem política... ) e política ( o governo está completamente descredibilizado; eventualmente só terá, hoje, o apoio dos deputados do PSD, da BANCA e do sr. presidente da República )

Cruxifixado hoje pelos tutores da troika, desconsolados pelo, afinal péssimo aluno, com quem contariam na criação de uma " jurisprudência " curricular a apresentar a putativos candidatos a resgates financeiros, Gaspar ameaça com o abismo onde estará a prova das suas e as deles razões.
Sem se poder desculpabilizar com a Constituição ( já se tentou... ) o que resta ao Gaspar?

Afinal, os louros com que a ignorância interpretativa política e histórica associadas ao desconhecimento do país e do seu povo ungiu os salvadores da Pátria, nomeadamente o seu intérprete maior - Gaspar - amarelaram - se em contacto com o real, nem lhe valendo já a cumplicidade activa de privilégios incomodados com a invasão dos espaços e cargos públicos por uma classe arrivista, súbitamente consumista de bens dantes só ao alcance de alguns.
A essa desordem urgia pôr termo... Tudo leva a crer que vai falhar...

D'A " ELITE " DO REGIME III


                                                               THE  WHISTLLER


" Carta fora do baralho ",  - foi caracterização analítica feita por Carvalho da Silva, ex - coordenador da C.G.T.P. a um presidente da República que de tão bem conhecer e interpretar as suas obrigações e deveres do cargo se deixou " bloquear " ; se numa primeira fase, perante as investidas do governo PSD/CDS assobiou recomendações que foram desprezadas passou à fase profetizante com conselhos prontamente ignorados. Resultado? Remeteu - se à reflexão pitonísica e encerrou - se no seu palácio.

Se não é muito difícil compreender o dilema ético e pessoal de um presidente que vergastou o governo Sócrates por não ter sido levado em consideração numa medida pontual do anterior governo e que despudoradamente chamou à rua os cidadãos contra as, na altura débeis medidas de austeridade comparadas ao percurso actual, espanta a interpretação demissionária das suas atribuições constitucionais, lançando o " odioso " da resistência a outros órgãos da soberania, justicializando substancialmente um problema político resumido ao repúdio da população portuguesa às imposições tantalizantes da troika, da Europa merkealizada e de um governo inepto.

Tornou se, efectivamente, até hoje, uma carta fora do baralho...

domingo, março 10, 2013

D'A " ELITE " do REGIME II

                                                   
                                                                      THE CLEANER

Tarefa dura a deste branqueador para quem o regime se esgotou nos formalismos institucionais reguladores daquilo que alguns apelidam de " lei da rua ". Tem sido soberbo o esforço, que já não é de agora, valha a coerência, deste historiador no desmantelamento da " Grande Mistificação " protagonizada pela esquerdalha indígena no ataque indecoroso ao Poder actual.

A distorção redutora da Crítica ao governo colando - lhe anexos falsos nos quais o absurdo aparece como exigência intransponível tem sido a táctica recorrente, enquanto se valoriza o seu contrário, a Austeridade tout court, como a via dos valores.
Interessante tem sido a fixação anti - comunista em tudo o que seja manifestação cívica, das grandoladas às concentrações de repúdio à coligação, ao poder actual.

 A raiva é mais útil do que o desespero, diz a psicologia básica e engana - se o poder e o historiador em confundi - la com mistificações e contos da carochinha, apoucando os valores de cuja defesa, julga a pseudo - elite industriada, em cínica e hipócrita contemplação, ser os guardiães.
Dando de barato que os historiadores, mais do que os leigos pouco informados, tinham a obrigação do conhecimento histórico das implantações dos regimes políticos e da demolição dos sistemas económicos e financeiros deviam ter uma abordagem mais objectiva , menos comprometida, mais distanciada dos factos que a urgência de paginação comentarista obriga em negligência preguiçosa, espanta - me o fundamentalismo onde não deveria existir. E daí, porque não?

Para terminar, uma singela pergunta: - Se a Constituição diz que a soberania está no povo, como povo ele, o cidadão, não tem liberdade de a exercer na rua? Quando a credibilidade dessa representação institucional se rompe com a, essa sim, mistificação dos compromissos eleitorais e contrabando governativo a cidadania extingue - se?

D' A " ELITE " do REGIME...

           
                                                                     THE DOER

A Crítica política tem sido unânime na avaliação negativa que tem feito à permanência do ministro Relvas no governo da República. As raízes da fundamentação dessa unanimidade crítica encontram - se em quase todos os parâmetros passíveis de análise das funções que lhe foram atribuídas e nos contornos nebulosos do que já foi considerado de falta de ética política.
Encarregue da área de comunicação e coordenação política, a sua inépcia, nomeadamente na reforma autárquica, na reestruturação da RTP, na ligação/coordenação da coligação, foi total.

Verdade seja dita que nesse particular o doer, como o vê o P.ministro, não esteve sózinho em incompetência no Governo, a começar pelo ministro Gaspar que tem falhado TODAS as previsões económicas e cujos Orçamentos de estado não resistem a dois meses de exercício, o que sublinho como um caso excepcional de aberração política, que exponenciou o " vazio " das políticas sectoriais, a funcionarem com as migalhas caídas de orçamentos descredibilizados pelo real.

E voltemos ao doer...
É pensamento comum que no Governo só tem o apoio do produto do seu doerismo - o primeiro - ministro Passos Coelho e a pergunta de um milhão fá - la toda a gente. Porquê? 
Por mim, só há uma explicação para esse apoio incondicional, custe o que custar, e chama - se LEALDADE. E se no campo do relacionamento pessoal, pelo que deve ao Relvas no concretizar de um sonho e de uma ambição de carreira política o mérito desse posicionamento seja de aplaudir, quanto mais não seja pela raridade no meio, o País político  não só não se revê nessa " qualidade " e atém - se no que considera pernicioso para o governo e naturalmente para o país - a descredibilização de um  ministro que se tornou viral no espaço mediático.

quarta-feira, março 06, 2013

BURROCRATAS OU " PALHAÇOS " ?

25% dos italianos disseram vaffanculo aos primeiros e bem - vindos aos segundos. Da tristeza irremediável atrelada a uns preferiram o anti-sistema teorizado pelos outros.
Dos primeiros conheceram e conhecem na pele a prática daninha de governação, a incompetência política e o cinismo tacanho; dos outros, para já, conhecem a negação comum ao status quo.

As reacções dos instalados e do Poder em geral foi de surpresa.
Não é que a nós nos surpreenda mas é preciso uma grande " cara de pau " e uma repetida, redundante ( não temo adjectivações...) hipocrisia para se admirar da reacção popular contra a governação da UE, para mais quando ela ainda se recusa a existência como tal e mascara o seu monetarismo sectário com austeridade, custe o que custar.

Por uma questão de transparência e honestidade, a condenação tem um destinatário claro, a Alemanha de Merkel e dos aliados de ocasião, sustentados por uma fanática ética luterana, que a par do calvinismo dos USA, mascaram a silenciada exploração capitalista com um salto qualitativo de monta; da posse dos meios de produção que a desindustrialização deliberada cancelou, partiu para o domínio do dinheiro e do investimento financeiro, vulgo capitalismo de casino, com o qual manietou, primeiro as nações, depois os Estados e se não houver resistência e demolição, a própria Liberdade.
A tudo isso, a esse medonho e criminoso exercício chamou Globalização e ornou - o dessa capacidade sofismática de poder beneficiar cada um dos povos.
A ilusão foi breve; tinha sido mais uma manobra da Banca que subtraído o investimento na economia armazenou e faz circular o novo e único meio de controlar a liberdade, dos indivíduos, das nações e dos estados.

À actividade pacífica e quiçá prazenteira para os alvos, sugerida pelos italianos responderam com insultos, apalhaçando as escolhas democráticas.
Ninguém se engane, a tentação totalitária está em passo acelerado; os sinais abundam, coisa que a intolerância e o afastamento dos representantes da Democracia proseguem, uns conscientemente, outros  como idiotas úteis, outros por anemia intelectual, outros por desvirgamento de carácter.

Já há avisos feitos aos tiques fascistas, da judicialização da política, ao controlo obsessivo e desmesurado dos cidadãos através da máquina fiscal e a arbitrariedade programática ao arrepio do sufragado em eleições coroada pela titerização de um governo a mando de ( Merkel é o rosto visível... ) QUEM?

PONHAM - SE A PAU, JUVENTUDE. Nós conhecemos a ditadura. Por enquanto só lhe sentem o cheiro da História e as pulsões actuais. Não queiram conhecer o resto ...

ADEUS, COMANDANTE CHAVÉZ


Deixarás, seguramente, muitas saudades ao teu povo e um lugar cativo na História do teu país pelo que da tua luta pela decência política contra os malfeitores de colarinho branco ficará na memória colectiva.

Mais um resistente activo à selvageria capitalista que se foi. Que em teu lugar apareçam milhares a dizer - ASSIM NÃO!
Por outro lado, confesso que temo pelo futuro próximo da Venezuela. Os crápulas financeiros afiam já as unhas para o assalto ao património do país. Saiba o povo venezuelano fazer -lhes frente...


domingo, março 03, 2013

O " PANFLETO "

J.P.P. no www.abrupto.blogspot.com de hoje, igual a si próprio no desmascaramento contínuo que exercita sobre os " podres " da nossa vida colectiva, esteve no seu melhor.

Os livres pensadores são personagens incómodas e J.P.P. sempre " incomodou " o Poder, recusando - se a ser o intelectual de serviço, o que a sua anarquia ideológica prova à saciedade em cada intervenção.

O seu panfleto de hoje remeteu - me a um texto de Virgílio Ferreira do seu livro « PENSAR » da visão pragmática sobre o intelectual, considerado como um inútil, um chato, um complicado,um desperdício a dar baixa no activo da humanidade, do qual cito as últimas palavras - Há todavia um pequeno pormenor maçador e é que a própria humanidade sofre com isso também uma baixa por tabela. É esquisito mas é assim. Porque se não fossem esses chatos, a história dos humanos era apenas a da pocilga com apenas talvez uma variedade de feitio.

2 de MARÇO




E VIVA A DEMOCRACIA!

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

POIS É...

Angola, melhor, o governo angolano, não gostou de ver a Justiça portuguesa atrás das manigâncias dos seus dirigentes, ministros, altos quadros militares e agora o seu procurador-geral.

Nem mais um tusto de investimento para Portugal - clama irado o Jornal estatal contra o que diz ser uma perseguição a honrados cidadãos que figuram na lista dos mais ricos de Angola, com fortunas de centenas de milhões de euros, fruto do seu mais que  estimável labor pelo bem do país.

Percebe - se a reacção... No fim de contas, o dinheiro não devia ter cor e o raio da Justiça portuguesa dos colonialistas deveria fechar os olhos e estar de bico calado. Afinal quem é que manda nessa gente? Se o Governo português não os sabe pôr na ordem, como fazemos por aqui, fechamos a torneira.

Bem, essa visão de Portugal como sendo uma república das bananas está a fazer escola entre o novo - riquismo angolano e os seus porta-vozes. Eventualmente o petróleo e os diamantes estarão a turvar a visão de muita gente por aquelas paragens. Que tal, diplomàticamente, claro, levar umas cópias da Constituição Portuguesa na próxima visita de estado e distribuí -las aos governantes e aos jornalistas? E lembrar - lhes que ela ainda não se tornou num ornamento liberal passível de todos os desconchavos e que apesar do Algarve e Madeira produzirem bananas elas ainda são poucas para permitir o ingresso no club.

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

A SAFADINHA...

A danadinha da Língua Portuguesa continua a desmerecer dos seus praticantes mais dotados um desrespeito contumaz.
Os exemplos vêm de cima, como C.Ferreira Alves descobriu, num pulinho à página do nosso premier em exercício facebookiano, na Revista do último Expresso. Saiu de lá desolada com o martirio a que estiveram sujeitas as pobres preposições e uns rápidos esclarecimentos.

Longe de mim, já o disse, ser especialista do que quer que seja o que, em Portugal, me põe no universo geral da mediocridade a que nos condenaram, MAS...
...Acontece que, perante tanto mau uso desta belíssima Língua, em lugares insuspeitos (!!!?)como os Media e principalmente nos meus jornais, chateia - me à brava os lapsos que aí ocorrem e não fossem as circunstâncias de andarem também a ensinar asneiras à minhas netas que começaram a aprender a ler e a escrever....

" Portugal poupará 14,9 mil milhões de euros se tiver condições idênticas à Grécia " titula na primeira página em letras garrafais o " I " de hoje.
Condições idênticas à Grécia? Não percebi. Quais? As climáticas? As políticas?
Bem, o que o autor quis dizer, na linha do artigo de fundo seria .... se tiver condições idênticas ÀS ( que foram dadas à Grécia, em subintenção ) da Grécia e não o que foi escrito, correcto? A concordância definida e contracção prepositiva é com o plural condições e não com o país, Grécia .