domingo, março 10, 2013
D'A " ELITE " do REGIME II
THE CLEANER
Tarefa dura a deste branqueador para quem o regime se esgotou nos formalismos institucionais reguladores daquilo que alguns apelidam de " lei da rua ". Tem sido soberbo o esforço, que já não é de agora, valha a coerência, deste historiador no desmantelamento da " Grande Mistificação " protagonizada pela esquerdalha indígena no ataque indecoroso ao Poder actual.
A distorção redutora da Crítica ao governo colando - lhe anexos falsos nos quais o absurdo aparece como exigência intransponível tem sido a táctica recorrente, enquanto se valoriza o seu contrário, a Austeridade tout court, como a via dos valores.
Interessante tem sido a fixação anti - comunista em tudo o que seja manifestação cívica, das grandoladas às concentrações de repúdio à coligação, ao poder actual.
A raiva é mais útil do que o desespero, diz a psicologia básica e engana - se o poder e o historiador em confundi - la com mistificações e contos da carochinha, apoucando os valores de cuja defesa, julga a pseudo - elite industriada, em cínica e hipócrita contemplação, ser os guardiães.
Dando de barato que os historiadores, mais do que os leigos pouco informados, tinham a obrigação do conhecimento histórico das implantações dos regimes políticos e da demolição dos sistemas económicos e financeiros deviam ter uma abordagem mais objectiva , menos comprometida, mais distanciada dos factos que a urgência de paginação comentarista obriga em negligência preguiçosa, espanta - me o fundamentalismo onde não deveria existir. E daí, porque não?
Para terminar, uma singela pergunta: - Se a Constituição diz que a soberania está no povo, como povo ele, o cidadão, não tem liberdade de a exercer na rua? Quando a credibilidade dessa representação institucional se rompe com a, essa sim, mistificação dos compromissos eleitorais e contrabando governativo a cidadania extingue - se?
D' A " ELITE " do REGIME...
THE DOER
A Crítica política tem sido unânime na avaliação negativa que tem feito à permanência do ministro Relvas no governo da República. As raízes da fundamentação dessa unanimidade crítica encontram - se em quase todos os parâmetros passíveis de análise das funções que lhe foram atribuídas e nos contornos nebulosos do que já foi considerado de falta de ética política.
Encarregue da área de comunicação e coordenação política, a sua inépcia, nomeadamente na reforma autárquica, na reestruturação da RTP, na ligação/coordenação da coligação, foi total.
Verdade seja dita que nesse particular o doer, como o vê o P.ministro, não esteve sózinho em incompetência no Governo, a começar pelo ministro Gaspar que tem falhado TODAS as previsões económicas e cujos Orçamentos de estado não resistem a dois meses de exercício, o que sublinho como um caso excepcional de aberração política, que exponenciou o " vazio " das políticas sectoriais, a funcionarem com as migalhas caídas de orçamentos descredibilizados pelo real.
E voltemos ao doer...
É pensamento comum que no Governo só tem o apoio do produto do seu doerismo - o primeiro - ministro Passos Coelho e a pergunta de um milhão fá - la toda a gente. Porquê?
Por mim, só há uma explicação para esse apoio incondicional, custe o que custar, e chama - se LEALDADE. E se no campo do relacionamento pessoal, pelo que deve ao Relvas no concretizar de um sonho e de uma ambição de carreira política o mérito desse posicionamento seja de aplaudir, quanto mais não seja pela raridade no meio, o País político não só não se revê nessa " qualidade " e atém - se no que considera pernicioso para o governo e naturalmente para o país - a descredibilização de um ministro que se tornou viral no espaço mediático.
quarta-feira, março 06, 2013
BURROCRATAS OU " PALHAÇOS " ?
25% dos italianos disseram vaffanculo aos primeiros e bem - vindos aos segundos. Da tristeza irremediável atrelada a uns preferiram o anti-sistema teorizado pelos outros.
Dos primeiros conheceram e conhecem na pele a prática daninha de governação, a incompetência política e o cinismo tacanho; dos outros, para já, conhecem a negação comum ao status quo.
As reacções dos instalados e do Poder em geral foi de surpresa.
Não é que a nós nos surpreenda mas é preciso uma grande " cara de pau " e uma repetida, redundante ( não temo adjectivações...) hipocrisia para se admirar da reacção popular contra a governação da UE, para mais quando ela ainda se recusa a existência como tal e mascara o seu monetarismo sectário com austeridade, custe o que custar.
Por uma questão de transparência e honestidade, a condenação tem um destinatário claro, a Alemanha de Merkel e dos aliados de ocasião, sustentados por uma fanática ética luterana, que a par do calvinismo dos USA, mascaram a silenciada exploração capitalista com um salto qualitativo de monta; da posse dos meios de produção que a desindustrialização deliberada cancelou, partiu para o domínio do dinheiro e do investimento financeiro, vulgo capitalismo de casino, com o qual manietou, primeiro as nações, depois os Estados e se não houver resistência e demolição, a própria Liberdade.
A tudo isso, a esse medonho e criminoso exercício chamou Globalização e ornou - o dessa capacidade sofismática de poder beneficiar cada um dos povos.
A ilusão foi breve; tinha sido mais uma manobra da Banca que subtraído o investimento na economia armazenou e faz circular o novo e único meio de controlar a liberdade, dos indivíduos, das nações e dos estados.
À actividade pacífica e quiçá prazenteira para os alvos, sugerida pelos italianos responderam com insultos, apalhaçando as escolhas democráticas.
Ninguém se engane, a tentação totalitária está em passo acelerado; os sinais abundam, coisa que a intolerância e o afastamento dos representantes da Democracia proseguem, uns conscientemente, outros como idiotas úteis, outros por anemia intelectual, outros por desvirgamento de carácter.
Já há avisos feitos aos tiques fascistas, da judicialização da política, ao controlo obsessivo e desmesurado dos cidadãos através da máquina fiscal e a arbitrariedade programática ao arrepio do sufragado em eleições coroada pela titerização de um governo a mando de ( Merkel é o rosto visível... ) QUEM?
PONHAM - SE A PAU, JUVENTUDE. Nós conhecemos a ditadura. Por enquanto só lhe sentem o cheiro da História e as pulsões actuais. Não queiram conhecer o resto ...
Dos primeiros conheceram e conhecem na pele a prática daninha de governação, a incompetência política e o cinismo tacanho; dos outros, para já, conhecem a negação comum ao status quo.
As reacções dos instalados e do Poder em geral foi de surpresa.
Não é que a nós nos surpreenda mas é preciso uma grande " cara de pau " e uma repetida, redundante ( não temo adjectivações...) hipocrisia para se admirar da reacção popular contra a governação da UE, para mais quando ela ainda se recusa a existência como tal e mascara o seu monetarismo sectário com austeridade, custe o que custar.
Por uma questão de transparência e honestidade, a condenação tem um destinatário claro, a Alemanha de Merkel e dos aliados de ocasião, sustentados por uma fanática ética luterana, que a par do calvinismo dos USA, mascaram a silenciada exploração capitalista com um salto qualitativo de monta; da posse dos meios de produção que a desindustrialização deliberada cancelou, partiu para o domínio do dinheiro e do investimento financeiro, vulgo capitalismo de casino, com o qual manietou, primeiro as nações, depois os Estados e se não houver resistência e demolição, a própria Liberdade.
A tudo isso, a esse medonho e criminoso exercício chamou Globalização e ornou - o dessa capacidade sofismática de poder beneficiar cada um dos povos.
A ilusão foi breve; tinha sido mais uma manobra da Banca que subtraído o investimento na economia armazenou e faz circular o novo e único meio de controlar a liberdade, dos indivíduos, das nações e dos estados.
À actividade pacífica e quiçá prazenteira para os alvos, sugerida pelos italianos responderam com insultos, apalhaçando as escolhas democráticas.
Ninguém se engane, a tentação totalitária está em passo acelerado; os sinais abundam, coisa que a intolerância e o afastamento dos representantes da Democracia proseguem, uns conscientemente, outros como idiotas úteis, outros por anemia intelectual, outros por desvirgamento de carácter.
Já há avisos feitos aos tiques fascistas, da judicialização da política, ao controlo obsessivo e desmesurado dos cidadãos através da máquina fiscal e a arbitrariedade programática ao arrepio do sufragado em eleições coroada pela titerização de um governo a mando de ( Merkel é o rosto visível... ) QUEM?
PONHAM - SE A PAU, JUVENTUDE. Nós conhecemos a ditadura. Por enquanto só lhe sentem o cheiro da História e as pulsões actuais. Não queiram conhecer o resto ...
ADEUS, COMANDANTE CHAVÉZ
Deixarás, seguramente, muitas saudades ao teu povo e um lugar cativo na História do teu país pelo que da tua luta pela decência política contra os malfeitores de colarinho branco ficará na memória colectiva.
Mais um resistente activo à selvageria capitalista que se foi. Que em teu lugar apareçam milhares a dizer - ASSIM NÃO!
Por outro lado, confesso que temo pelo futuro próximo da Venezuela. Os crápulas financeiros afiam já as unhas para o assalto ao património do país. Saiba o povo venezuelano fazer -lhes frente...
domingo, março 03, 2013
O " PANFLETO "
J.P.P. no www.abrupto.blogspot.com de hoje, igual a si próprio no desmascaramento contínuo que exercita sobre os " podres " da nossa vida colectiva, esteve no seu melhor.
Os livres pensadores são personagens incómodas e J.P.P. sempre " incomodou " o Poder, recusando - se a ser o intelectual de serviço, o que a sua anarquia ideológica prova à saciedade em cada intervenção.
O seu panfleto de hoje remeteu - me a um texto de Virgílio Ferreira do seu livro « PENSAR » da visão pragmática sobre o intelectual, considerado como um inútil, um chato, um complicado,um desperdício a dar baixa no activo da humanidade, do qual cito as últimas palavras - Há todavia um pequeno pormenor maçador e é que a própria humanidade sofre com isso também uma baixa por tabela. É esquisito mas é assim. Porque se não fossem esses chatos, a história dos humanos era apenas a da pocilga com apenas talvez uma variedade de feitio.
Os livres pensadores são personagens incómodas e J.P.P. sempre " incomodou " o Poder, recusando - se a ser o intelectual de serviço, o que a sua anarquia ideológica prova à saciedade em cada intervenção.
O seu panfleto de hoje remeteu - me a um texto de Virgílio Ferreira do seu livro « PENSAR » da visão pragmática sobre o intelectual, considerado como um inútil, um chato, um complicado,um desperdício a dar baixa no activo da humanidade, do qual cito as últimas palavras - Há todavia um pequeno pormenor maçador e é que a própria humanidade sofre com isso também uma baixa por tabela. É esquisito mas é assim. Porque se não fossem esses chatos, a história dos humanos era apenas a da pocilga com apenas talvez uma variedade de feitio.
quarta-feira, fevereiro 27, 2013
POIS É...
Angola, melhor, o governo angolano, não gostou de ver a Justiça portuguesa atrás das manigâncias dos seus dirigentes, ministros, altos quadros militares e agora o seu procurador-geral.
Nem mais um tusto de investimento para Portugal - clama irado o Jornal estatal contra o que diz ser uma perseguição a honrados cidadãos que figuram na lista dos mais ricos de Angola, com fortunas de centenas de milhões de euros, fruto do seu mais que estimável labor pelo bem do país.
Percebe - se a reacção... No fim de contas, o dinheiro não devia ter cor e o raio da Justiça portuguesa dos colonialistas deveria fechar os olhos e estar de bico calado. Afinal quem é que manda nessa gente? Se o Governo português não os sabe pôr na ordem, como fazemos por aqui, fechamos a torneira.
Bem, essa visão de Portugal como sendo uma república das bananas está a fazer escola entre o novo - riquismo angolano e os seus porta-vozes. Eventualmente o petróleo e os diamantes estarão a turvar a visão de muita gente por aquelas paragens. Que tal, diplomàticamente, claro, levar umas cópias da Constituição Portuguesa na próxima visita de estado e distribuí -las aos governantes e aos jornalistas? E lembrar - lhes que ela ainda não se tornou num ornamento liberal passível de todos os desconchavos e que apesar do Algarve e Madeira produzirem bananas elas ainda são poucas para permitir o ingresso no club.
Nem mais um tusto de investimento para Portugal - clama irado o Jornal estatal contra o que diz ser uma perseguição a honrados cidadãos que figuram na lista dos mais ricos de Angola, com fortunas de centenas de milhões de euros, fruto do seu mais que estimável labor pelo bem do país.
Percebe - se a reacção... No fim de contas, o dinheiro não devia ter cor e o raio da Justiça portuguesa dos colonialistas deveria fechar os olhos e estar de bico calado. Afinal quem é que manda nessa gente? Se o Governo português não os sabe pôr na ordem, como fazemos por aqui, fechamos a torneira.
Bem, essa visão de Portugal como sendo uma república das bananas está a fazer escola entre o novo - riquismo angolano e os seus porta-vozes. Eventualmente o petróleo e os diamantes estarão a turvar a visão de muita gente por aquelas paragens. Que tal, diplomàticamente, claro, levar umas cópias da Constituição Portuguesa na próxima visita de estado e distribuí -las aos governantes e aos jornalistas? E lembrar - lhes que ela ainda não se tornou num ornamento liberal passível de todos os desconchavos e que apesar do Algarve e Madeira produzirem bananas elas ainda são poucas para permitir o ingresso no club.
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
A SAFADINHA...
A danadinha da Língua Portuguesa continua a desmerecer dos seus praticantes mais dotados um desrespeito contumaz.
Os exemplos vêm de cima, como C.Ferreira Alves descobriu, num pulinho à página do nosso premier em exercício facebookiano, na Revista do último Expresso. Saiu de lá desolada com o martirio a que estiveram sujeitas as pobres preposições e uns rápidos esclarecimentos.
Longe de mim, já o disse, ser especialista do que quer que seja o que, em Portugal, me põe no universo geral da mediocridade a que nos condenaram, MAS...
...Acontece que, perante tanto mau uso desta belíssima Língua, em lugares insuspeitos (!!!?)como os Media e principalmente nos meus jornais, chateia - me à brava os lapsos que aí ocorrem e não fossem as circunstâncias de andarem também a ensinar asneiras à minhas netas que começaram a aprender a ler e a escrever....
" Portugal poupará 14,9 mil milhões de euros se tiver condições idênticas à Grécia " titula na primeira página em letras garrafais o " I " de hoje.
Condições idênticas à Grécia? Não percebi. Quais? As climáticas? As políticas?
Bem, o que o autor quis dizer, na linha do artigo de fundo seria .... se tiver condições idênticas ÀS ( que foram dadas à Grécia, em subintenção ) da Grécia e não o que foi escrito, correcto? A concordância definida e contracção prepositiva é com o plural condições e não com o país, Grécia .
" QUE SE LIXE A TROIKA "
A Oposição políticamente correcta clamou aqui d'el rei perante a ameaça do Movimento Q.S.L. a Troika de reduzir ao silêncio um Governo que se encerra em palácios para discutir com os seus umbigos o destino de milhões de democratas.
Com o Governo ergueu - se de algumas consciências um clamor horrorizado pela afronta à sacrossanta liberdade de expressão como se ela pudesse ser formatada e balizada em cada uma das almas que a exigem numa expressão e pensamento único que calasse os livre - pensadores, catalogando -os de radicais e... está tudo dito.
Acontece que os fundamentos que sustentam o repúdio verdadeiramente democrata prendem -se exactamente aos mesmos fundamentos que caucionam a liberdade de expressão exercida pelos chamados radicais. A variação de tom, som, substância, direcção, objectivo, redefine com clareza a diferença entre a diletância intelectual e crítica inconsequente e enquadrada e a assertividade e conjugação do pensamento e da acção concreta.
É que não basta dizer - se que qualquer Poder não presta e... paciência, mesmo sabendo que quando essa imprestação se revela em acções contínuamente perniciosas, a democracia tem instrumentos para o remover, por mais democráticamente que ele tenha sido eleito. O bom - senso diz - nos que os erros têm de ser corrigidos, antes que a sua multiplicação os torne irreversíveis.
Alguém duvida da legitimidade do Q.S.L. a Troika de ter acções que não se esgotem nos passeios da CGTP e da UGT pelas Avenidas?
Arraiais inconsequentes, um direito que lhes assiste e... toca andar, o Governo não se vai distrair com as manifestações, os cães ladram e a caravana passa..., etc, etc, tem sido a interpretação do Poder e dos seus fiéis do desagrado popular. Dou de barato que é um direito que democráticamente também é deles.
E AGORA, COMO É QUE SE VAI DESATAR ESSE IMPASSE DEMOCRÁTICO? Pelo jogos das interpretações, dos governantes, dos comentaristas, dos bloguistas e de todas as corporações que manipulam este país? E a maioria não iluminada como fica? Refém da iluminação do pântano entrevisto por Guterres e que o pôs a milhas?
QUE POBREZA REDUTORA ESSA...
sexta-feira, fevereiro 15, 2013
MAIS UMA SINGULARIDADE...
BENTO XVI DEMITE- SE
O presidente do Vaticano pediu a demissão do cargo de chefe de estado. É um direito que lhe assiste e se configurasse todas as razões do seu abandono quero crer que a minha solidariedade intelectual com o homem seria total.
A racionalidade de Ratzinger impõe -lhe um imperativo moral que a política costuma denegar e quando as razões do estado se sobrepõem à consciência, religiosa, ética ou racional, por algum lado há - de partir; resta o abandono lúcido e a paz de espírito, que infelizmente para qualquer consciência èticamente formatada é uma ilusão.
A singularidade de vermos um Papa a assistir à nomeação do seu sucessor e de alguma maneira influir quase decisivamente na escolha do perfil de um novo será analisada em profundidade pelos especialistas da Cúria romana.
Estaremos por cá a ver a marcha da História...
SINGULARIDADES, OU...CINISMO, VÁ -SE LÁ SABER...
SOBRE A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA
A Constituição Portuguesa tem tido várias revisões que, numa visão virtuosa dos seus méritos, tiveram por fim adequar alguns determinativos à marcha da História, preservando a essência da que foi considerada uma das evoluídas do mundo.
Nos últimos tempos, ela tem sido alvo do mais descarado ataque ( ia dizer ideológico, conferindo - lhe alguma substância reflexiva, o que não é o caso ) desde a sua promulgação, que como TODAS as constituições reflectem sobre o passado e projectam um futuro baseado em valores que lhe deram origem. Basta ver, como exemplos, a Constituição dos USA e da Alemanha, para não falar da francesa; as emendas, revisões, aditamentos, etc, mais não fazem do que aprofundar a essência do que lá está.
Dizem - nos, ( luminárias avulsas... ) que hoje não é possível cumprir a Constituição, que está velha, ( ignorância ou cinismo histórico) e que não corresponde à realidade ( e qual é ela?...) de hoje, que é complexa, que há artigos a mais e que, em resumo, é uma utópica construção de marcianos para um bando de babuínos e que não serve para gente como nós, coisa que gente lúcida como os anti-constitucionalistas, já há muito tinham denunciado com a preclara constatação de que NÃO SERVE AO PAÍS.
O país de que falam e que querem aprofundar, contra o qual o colectivo néscio mansamente barafusta, é o da corrupção feita modo de ser, o da manha e falso prestígio, o do tráfico de influências, o da Justiça oblíqua e corporativa, o da ignorância e desinformação, o da imoralidade feita pragmatismo, o dos interesses instalados, o do logo se vê...
Que " modernice " ou inovação social, económica ou educacional poderá decentemente se comparar com a solidariedade utópica da Constituição de Abril e substituiria a soberania do povo na sua prerrogativa de expulsar do poder o desrespeito da sua condição não - elitista?
Como anarquista sem remédio, sugiro à coisa que em Portugal se confunde com elitismo e que apodo de provincianismo bolorento, uma constituição do SALVE - SE QUEM PUDER e vamos medir as forças.
Até pode ser que dos destroços da malfeitoria global, e não para alguns, resulte uma nova utopia e desta vez implacável com os vencidos.
VAMOS A ISTO?
A Constituição Portuguesa tem tido várias revisões que, numa visão virtuosa dos seus méritos, tiveram por fim adequar alguns determinativos à marcha da História, preservando a essência da que foi considerada uma das evoluídas do mundo.
Nos últimos tempos, ela tem sido alvo do mais descarado ataque ( ia dizer ideológico, conferindo - lhe alguma substância reflexiva, o que não é o caso ) desde a sua promulgação, que como TODAS as constituições reflectem sobre o passado e projectam um futuro baseado em valores que lhe deram origem. Basta ver, como exemplos, a Constituição dos USA e da Alemanha, para não falar da francesa; as emendas, revisões, aditamentos, etc, mais não fazem do que aprofundar a essência do que lá está.
Dizem - nos, ( luminárias avulsas... ) que hoje não é possível cumprir a Constituição, que está velha, ( ignorância ou cinismo histórico) e que não corresponde à realidade ( e qual é ela?...) de hoje, que é complexa, que há artigos a mais e que, em resumo, é uma utópica construção de marcianos para um bando de babuínos e que não serve para gente como nós, coisa que gente lúcida como os anti-constitucionalistas, já há muito tinham denunciado com a preclara constatação de que NÃO SERVE AO PAÍS.
O país de que falam e que querem aprofundar, contra o qual o colectivo néscio mansamente barafusta, é o da corrupção feita modo de ser, o da manha e falso prestígio, o do tráfico de influências, o da Justiça oblíqua e corporativa, o da ignorância e desinformação, o da imoralidade feita pragmatismo, o dos interesses instalados, o do logo se vê...
Que " modernice " ou inovação social, económica ou educacional poderá decentemente se comparar com a solidariedade utópica da Constituição de Abril e substituiria a soberania do povo na sua prerrogativa de expulsar do poder o desrespeito da sua condição não - elitista?
Como anarquista sem remédio, sugiro à coisa que em Portugal se confunde com elitismo e que apodo de provincianismo bolorento, uma constituição do SALVE - SE QUEM PUDER e vamos medir as forças.
Até pode ser que dos destroços da malfeitoria global, e não para alguns, resulte uma nova utopia e desta vez implacável com os vencidos.
VAMOS A ISTO?
sábado, fevereiro 09, 2013
MANIGÂNCIAS...
O desmascaramento, levado a cabo por Bruno Faria Lopes no jornal " I " de 8/2, sobre o valor implícito, embora não expressa, da Ética, no caso a sua ausência, nos salta - pocinhas que enxameiam os altos cargos da administração de Estados e que de saltinhos a saltões chegam a lugares cimeiros, amparados por uma cumplicidade que, mutatis mutandis, não eleva os seus patronos e que transportam consigo para as novas funções a " matriz " eficaz, claro, que os guindou ao sucesso, é exemplar.
A personagem que deu origem à reflexão do Bruno Lopes chama - se Anette Schavan e é ministra do governo Merkel, como por aqui se podia falar de outras personalidades.
Anette, provávelmente vai perder o título de DRA. obtida com recurso ao plágio de trabalhos reflexivos feitos por outrém e corre o risco de ser obrigada a pedir a demissão do governo.
E porquê? O que tem a bota a ver com a perdigota?, s'espantará muita gente, excepto aqueles para quem a falta de ética comportamental, uma vez denunciada tem de se haver com consequências, para o caso, políticas. E o seu afastamento do governo será o mínimo dos castigos.
Aparentemente, como no caso Franquelim Alves, a incapacidade manifesta, por convicção genuína, queremos crer, ou haverá contornos não esclarecidos na sua nomeação, de VER a inadequação ética da sua nomeação para o governo devido à sua associação como administrador ao BPN, mesmo que não tivesse metido a mão na massa, prende - se, dizia, com a cumplicidade empática que instintivamente compreende, aceita e desvaloriza o sucedido.
Nada disto tem a ver com a " ditadura " do políticamente correcto ( era o que faltava a sua condenação... pelos amoralistas... ) insultado pelo inefável Luiz Pondé por aqui retratado. Tem sim a ver com o declive cada vez mais permissivo no esvaziamento moral de comportamentos que associados a interesses próprios não olha a meios para atingir os fins, o qual urge atalhar, de desmascaramento em desmascaramento, papel esse que corajosos jornalistas contemplam com o nosso apoio incondicional.
A personagem que deu origem à reflexão do Bruno Lopes chama - se Anette Schavan e é ministra do governo Merkel, como por aqui se podia falar de outras personalidades.
Anette, provávelmente vai perder o título de DRA. obtida com recurso ao plágio de trabalhos reflexivos feitos por outrém e corre o risco de ser obrigada a pedir a demissão do governo.
E porquê? O que tem a bota a ver com a perdigota?, s'espantará muita gente, excepto aqueles para quem a falta de ética comportamental, uma vez denunciada tem de se haver com consequências, para o caso, políticas. E o seu afastamento do governo será o mínimo dos castigos.
Aparentemente, como no caso Franquelim Alves, a incapacidade manifesta, por convicção genuína, queremos crer, ou haverá contornos não esclarecidos na sua nomeação, de VER a inadequação ética da sua nomeação para o governo devido à sua associação como administrador ao BPN, mesmo que não tivesse metido a mão na massa, prende - se, dizia, com a cumplicidade empática que instintivamente compreende, aceita e desvaloriza o sucedido.
Nada disto tem a ver com a " ditadura " do políticamente correcto ( era o que faltava a sua condenação... pelos amoralistas... ) insultado pelo inefável Luiz Pondé por aqui retratado. Tem sim a ver com o declive cada vez mais permissivo no esvaziamento moral de comportamentos que associados a interesses próprios não olha a meios para atingir os fins, o qual urge atalhar, de desmascaramento em desmascaramento, papel esse que corajosos jornalistas contemplam com o nosso apoio incondicional.
ABERRAÇÕES
ABUSOS SEXUAIS DE CRIANÇAS NA TERRA DO KAMASUTRA
É medonho o relatório do Human Rights Watch sobre o que se passa na terra do Gandhi no que diz respeito à aberrante e anti - natural prática de sevícias sexuais sobre crianças e ao assustador e criminoso exercício de violação.
Até os animais, de qualquer espécie, acatam o determinismo da lei natural sobre o amadurecimento sexual. Os sapiens , em geral, o fazem e em todas as sociedades humanas essas práticas em análise são TABUS. A sua ocorrência em qualquer sociedade, dos bosquímanos aos asiáticos, dos americanos aos europeus deveria ser violentamente punida, com exclusão espacial perene do convívio dos predadores com as nossas crianças e com a aplicação inapelável da pena de morte em caso de vítimas mortais.
O que é realmente perturbador é o cinismo cultural que admite relativismos conducentes à aceitação de normas tradicionais em algumas paragens e o espesso manto de silêncio que cobre essa realidade no espaço da sociedade ocidental.
Se o H.R.W. se atrever a fazer um estudo sobre o que se passa a esse nível na Europa, por exemplo, junto das suas crianças e mesmo recorrendo à memória dos seus adultos, a nossa indignação sobre o que se passa noutras paragens, como a Índia, o Japão ou a China, para não falar dos USA, ficará soezmente enquadrada numa realidade que de tão universalizada adquire matrizes sociopatas no mínimo medonhas, no que diz respeito ao condicionamento da nossa animalidade, que séculos de repressão não extirpou, no que à sua face íntima e pessoal diz respeito.
É medonho o relatório do Human Rights Watch sobre o que se passa na terra do Gandhi no que diz respeito à aberrante e anti - natural prática de sevícias sexuais sobre crianças e ao assustador e criminoso exercício de violação.
Até os animais, de qualquer espécie, acatam o determinismo da lei natural sobre o amadurecimento sexual. Os sapiens , em geral, o fazem e em todas as sociedades humanas essas práticas em análise são TABUS. A sua ocorrência em qualquer sociedade, dos bosquímanos aos asiáticos, dos americanos aos europeus deveria ser violentamente punida, com exclusão espacial perene do convívio dos predadores com as nossas crianças e com a aplicação inapelável da pena de morte em caso de vítimas mortais.
O que é realmente perturbador é o cinismo cultural que admite relativismos conducentes à aceitação de normas tradicionais em algumas paragens e o espesso manto de silêncio que cobre essa realidade no espaço da sociedade ocidental.
Se o H.R.W. se atrever a fazer um estudo sobre o que se passa a esse nível na Europa, por exemplo, junto das suas crianças e mesmo recorrendo à memória dos seus adultos, a nossa indignação sobre o que se passa noutras paragens, como a Índia, o Japão ou a China, para não falar dos USA, ficará soezmente enquadrada numa realidade que de tão universalizada adquire matrizes sociopatas no mínimo medonhas, no que diz respeito ao condicionamento da nossa animalidade, que séculos de repressão não extirpou, no que à sua face íntima e pessoal diz respeito.
terça-feira, fevereiro 05, 2013
ÉTICA!!!? O que é isso!!!!???
A nomeação do sr. Franquelim Alves para um lugar de secretário de Estado causou estupefacção em todos aqueles que conheceram os contornos nebulosos da roubalheira nacional que foi o caso BPN, ou seja, em todos os portugueses.
Perdão, eu disse TODOS os portugueses? Errado! Há uma clique governativa para a qual o alcance da vergonha e os limites da decência não existem. E não existem porque, suponho, não tiveram quaisquer referências que lhes servissem de modelos para uma qualquer aproximação a uma vaga noção daquilo que todo o Homem adulto interioriza - a noção do certo e do errado - e a aplicação desse reconhecimento nas suas acções como ser, em liberdade.
Poder - se - á dizer que o pragmatismo como modo de vida se sente bem na dispensa desse obstáculo à eficácia ou ao que quer que se tenha como tal e que a transposta para a lide governativa, dispensando - a superiormente em nome do interesse nacional, acoplando - a objectivamente a um bem, que súbito se vê vilipendiado pelos meios que aquela usa para a sua prossecução.
A miséria de tudo isto está na honestidade do espanto genuíno que o Governo sente com a reacção da populaça à falta de vergonha e ao COMO É POSSÍVEL!!!??? que se solta da sua indignação a actos cujos alcances éticos o poder NÃO CONSEGUE VER.
Essa incapacidade de VER encontrámo - la últimamente em Jonet, no Amorim, no Ulrich e por aí fora. ELA existe, pura e simplesmente.
A mim, assusta - me mais a existência desse buraco negro do que uma corrupção ética ou mesmo uma moralidade outra.
Em patologia clínica isso tem um nome; o autismo já está declarado, agora soma - se a psicopatia.
Perdão, eu disse TODOS os portugueses? Errado! Há uma clique governativa para a qual o alcance da vergonha e os limites da decência não existem. E não existem porque, suponho, não tiveram quaisquer referências que lhes servissem de modelos para uma qualquer aproximação a uma vaga noção daquilo que todo o Homem adulto interioriza - a noção do certo e do errado - e a aplicação desse reconhecimento nas suas acções como ser, em liberdade.
Poder - se - á dizer que o pragmatismo como modo de vida se sente bem na dispensa desse obstáculo à eficácia ou ao que quer que se tenha como tal e que a transposta para a lide governativa, dispensando - a superiormente em nome do interesse nacional, acoplando - a objectivamente a um bem, que súbito se vê vilipendiado pelos meios que aquela usa para a sua prossecução.
A miséria de tudo isto está na honestidade do espanto genuíno que o Governo sente com a reacção da populaça à falta de vergonha e ao COMO É POSSÍVEL!!!??? que se solta da sua indignação a actos cujos alcances éticos o poder NÃO CONSEGUE VER.
Essa incapacidade de VER encontrámo - la últimamente em Jonet, no Amorim, no Ulrich e por aí fora. ELA existe, pura e simplesmente.
A mim, assusta - me mais a existência desse buraco negro do que uma corrupção ética ou mesmo uma moralidade outra.
Em patologia clínica isso tem um nome; o autismo já está declarado, agora soma - se a psicopatia.
segunda-feira, fevereiro 04, 2013
SOCORRO...
...QUE ME ESTÃO A IR AO BOLSO!
Querem ver que afinal a cegueira política de que padeciam alguns portugueses ilustres de que reiteradamente este escriba tem falado por aqui, viu a luz?
Não é que hoje toda a gente, nomeadamente os encarniçados defensores da " bestialidade " do sr. Gaspar, da troyka e do sr. Passos Coelho dão de barato, como se de repente tivessem tido uma epifania, que as coisas assim não funcionam?
O que terá acontecido? Simples...., o Gaspar foi - lhes aos bolsos, forte e feio. Apesar de fundos ele conseguiu lá chegar e causar mossa. E já se fala em " ruínas " e " miopias científicas ", a par de outros destroços que vão sendo deixados pelo caminho.
Descobre - se, finalmente, que não eram as mudanças que incomodavam os " cães "( e que a cachorrice de que fala o nababo Amorim e o inqualificável Ulrich, cujos ladrares são a marca do que políticamente está errado em Portugal... ) , coisas que qualquer mortal instintivamente tem interiorizado no seu ADN pela sua inevitabilidade e as adequações necessárias, sob o risco de não-sobrevivência digna, está obrigado a fazer.
O que esteve e está em causa é o modo canhestro como essas mudanças estão a ser orquestradas, custe o que custar. O que está em causa é a ignorância do país real, o que está em causa é a burrice política, mascarada de ciência financeira, confundida com determinação autista e burocrática cujo conhecimento de Portugal se fica pelas folhas estatísticas e a sua descontextualização comparativa com outros países.
Mais vale tarde do que nunca diria o povo, e já vai tarde a reacção de quem podia ter ajudado a trazer alguma reflexão consequente à Crítica.
No fim de contas, o que é que tinham a ver com essa entidade mítica criada pelos radicais anarquistas - o povo - e o seu sofrimento?
É claro que esgotadas as capacidades de exaurir os recursos do povo, Gaspar só poderia recorrer, em coerência com a toleima excel a outros bolsos. Ora, esses não estão a gostar de ser revolvidos, daí o ajustamento dos neurónios à realidade que afligia e aflige a ralé.
Elementar, caros compatriotas; não é a solidariedade nem a concordância com a crítica que os fez mexer noutro comprimento de onda; o mérito desse despertar é demasiado mesquinho para a reentrada tardia.
Querem ver que afinal a cegueira política de que padeciam alguns portugueses ilustres de que reiteradamente este escriba tem falado por aqui, viu a luz?
Não é que hoje toda a gente, nomeadamente os encarniçados defensores da " bestialidade " do sr. Gaspar, da troyka e do sr. Passos Coelho dão de barato, como se de repente tivessem tido uma epifania, que as coisas assim não funcionam?
O que terá acontecido? Simples...., o Gaspar foi - lhes aos bolsos, forte e feio. Apesar de fundos ele conseguiu lá chegar e causar mossa. E já se fala em " ruínas " e " miopias científicas ", a par de outros destroços que vão sendo deixados pelo caminho.
Descobre - se, finalmente, que não eram as mudanças que incomodavam os " cães "( e que a cachorrice de que fala o nababo Amorim e o inqualificável Ulrich, cujos ladrares são a marca do que políticamente está errado em Portugal... ) , coisas que qualquer mortal instintivamente tem interiorizado no seu ADN pela sua inevitabilidade e as adequações necessárias, sob o risco de não-sobrevivência digna, está obrigado a fazer.
O que esteve e está em causa é o modo canhestro como essas mudanças estão a ser orquestradas, custe o que custar. O que está em causa é a ignorância do país real, o que está em causa é a burrice política, mascarada de ciência financeira, confundida com determinação autista e burocrática cujo conhecimento de Portugal se fica pelas folhas estatísticas e a sua descontextualização comparativa com outros países.
Mais vale tarde do que nunca diria o povo, e já vai tarde a reacção de quem podia ter ajudado a trazer alguma reflexão consequente à Crítica.
No fim de contas, o que é que tinham a ver com essa entidade mítica criada pelos radicais anarquistas - o povo - e o seu sofrimento?
É claro que esgotadas as capacidades de exaurir os recursos do povo, Gaspar só poderia recorrer, em coerência com a toleima excel a outros bolsos. Ora, esses não estão a gostar de ser revolvidos, daí o ajustamento dos neurónios à realidade que afligia e aflige a ralé.
Elementar, caros compatriotas; não é a solidariedade nem a concordância com a crítica que os fez mexer noutro comprimento de onda; o mérito desse despertar é demasiado mesquinho para a reentrada tardia.
terça-feira, janeiro 29, 2013
VALHA - ME DEUS!!!!
LUÍZ FELIPE PONDÉ é filósofo, doutor em Filosofia moderna pela USP/Universidade de Paris e pós -doutor pela Universidade de Tel Aviv, professor da PUC e da FAAP, é colunista da Folha de S. Paulo e autor de livros que não conheço e não tenciono conhecer, dada a mostra do mais imbecil livro que me foi dado a ler até hoje de seu nome Guia politicamente incorrecto da Filosofia.
Calculo, pelo paleio do autor na contra -capa, cito, " Este livro é a confissão de um pecador irónico a respeito de uma mentira moral: o politicamento correcto " que a ideia era essa, ser irónico ( não conseguiu... ) já que não consegui vislumbrar nada que a pobreza do sarcasmo do filósofo doutorado conseguisse transformar em algo tão subtil como a ironia.
Quanto à substância, pesporrente, elitizada, do desprezo do sr. Pondé, fede tanto ou mais como eventualmente o mau cheiro que a ralé não doutorada emite, caso deste crítico, e em tanta inconsequência académica de pensar o ser e o mundo refastelado em pantufeiro marasmo social.
Tem alunos na suas aulas, PROF?
P.S.: Definitivamente, voltarei a botar opinião ( não coturnizada, claro...) a esse livro desprezível...
quinta-feira, janeiro 24, 2013
Sua Excelência, o BURROCRATA - MOR
O regresso de Portugal aos " mercados " deve ter sido uma das maiores manobras financeiras de que há memória, no que concerne à ética política ou a sua ausência, para o caso, indiciadora dos contornos funcionais da Comissão Europeia, do BCE, dos fundos de investimentos e das agências de rating, brincando com a vida das pessoas, com as suas expectativas, com a sua confiança quando vota num Governo que liminarmente, em nome da credibilidade ( santo Deus, que arrogância!!! ) do país o faz recuar décadas, no que a sua crença na Democracia concerne e no respeito que a Política lhe deveria merecer.
João Assunção Ribeiro, desmontou ontem no jornal " I ", sob o título O novo problema de Portugal aquilo que ele chamou da teatralização levada a efeito no sentido de credibilizar, não o País, como cínica e reiteradamente a terminologia politiqueira assevera mas sim a políticamente demente receita dos burrocratas da UE e dos seus mandantes e a construção cozinhada para salvar Portugal e um dos funcionários diligentes da Repartição - Mor.
O mais extraordinário de tudo isso serão as loas atribuídas pela fauna habitual, ao desiderato intrinsecamente falso, porque mentiroso nas consequências, às consequências de pedir empréstimo para pagar aos predadores, num rodízio pescadinha -de - rabo na boca, profetizando sobre uma retoma económica num país em que os consumidores estão semi - falidos, no desemprego ou a emigrar. É o que se chama ver a árvore e não enxergar a floresta.
Que o sr. Presidente Cavaco faça suas as palavras do governo releva da matriz enformadora da espécie retratada para a qual governar é contabilizar fins que os meios a usar, não interessam os destroços que ficam pelo caminho, são éticamente irrelevantes, nem se dando conta, na sua proverbial incultura que a Democracia está a sair vexada com o seu exercício e o excelente serviço que estão a fazer.
Não é que o país não compreenda o que se está a passar; só que compreender não é confiar, como a realidade o irá demonstrar.
quinta-feira, janeiro 17, 2013
DÂ FUSSS PÔ NA CATCHÔR...
Mais um tremendo erro político a somar às calinadas recorrentes de manhosas interpretações do real a dar origem a acções que já merecem um sério estudo psicológico.
Desfeiteadas as capacidades de governar em democracia o Governo, sentindo a gratidão das elites financeiras, nomeadamente das bancas nacionais e estrangeiras com as medidas que vem tomando em prol desses interesses, resolve, sob o pretexto de debate nacional ( !!!??? ) sobre o estado, credibilizar a bondade das suas acções arregimentando a " elite " pensante do sistema ( basta ver quem lá esteve...) num fórum de vaidades e inconsequências, afastando do olhar do povo, através do silêncio dos Media, a consagração de novas medidas de cariz fascista a somar ao absurdo e abusivo O.E. 2013.
A distopia política que começou com a posse deste governo tem de ser travada. Já basta de amestramentos manipuladores e chantagistas, venham eles das corporações, da insane casta burocrática de especialistas imberbes, analfabetos políticos que estão no topo das decisões sobre o País, ou da ganância dos necrófagos zelotas que pululam na Banca e que vão engordando com a desgraça do País, pondo a salvo nos offshores o produto da sua imoralidade e dos contornos sociopatas da sua ética empresarial.
É claro que a ideia peregrina seja associar ao descalabro e à incompetência, por inépcia, o maior número possível de figurantes úteis a quem, mais tarde assacar a culpa comum.
Como não creio que a maior parte deles seja ingénua, que sejam os Media a responsabilizá - los, em caso de silêncio voluntário, com as salvações miríficas que de lá vão sair.
Desfeiteadas as capacidades de governar em democracia o Governo, sentindo a gratidão das elites financeiras, nomeadamente das bancas nacionais e estrangeiras com as medidas que vem tomando em prol desses interesses, resolve, sob o pretexto de debate nacional ( !!!??? ) sobre o estado, credibilizar a bondade das suas acções arregimentando a " elite " pensante do sistema ( basta ver quem lá esteve...) num fórum de vaidades e inconsequências, afastando do olhar do povo, através do silêncio dos Media, a consagração de novas medidas de cariz fascista a somar ao absurdo e abusivo O.E. 2013.
A distopia política que começou com a posse deste governo tem de ser travada. Já basta de amestramentos manipuladores e chantagistas, venham eles das corporações, da insane casta burocrática de especialistas imberbes, analfabetos políticos que estão no topo das decisões sobre o País, ou da ganância dos necrófagos zelotas que pululam na Banca e que vão engordando com a desgraça do País, pondo a salvo nos offshores o produto da sua imoralidade e dos contornos sociopatas da sua ética empresarial.
É claro que a ideia peregrina seja associar ao descalabro e à incompetência, por inépcia, o maior número possível de figurantes úteis a quem, mais tarde assacar a culpa comum.
Como não creio que a maior parte deles seja ingénua, que sejam os Media a responsabilizá - los, em caso de silêncio voluntário, com as salvações miríficas que de lá vão sair.
segunda-feira, janeiro 14, 2013
Sr. primeiro - ministro.
Eu não votei no seu partido para governar Portugal e não lhe reconheço autoridade para desfazer o que eu contribuí durante toda a minha vida cívica para a construção de uma sociedade diferente, quase diametralmente diferente daquela que o sr. está a propôr para o País. Reconheço - lhe, como democrata que sou o dever ( insisto que não reconheço direitos ao Estado, a não ser os expressamente contratualizados ) de PROPÔR aos portugueses as mudanças substantivas de que se quer apoderar do direito e da legitimidade de levar a cabo.
O sr. NÃO FOI MANDATADO para refundar o que quer que seja e apesar do abuso da legitimidade democrática de quatro anos de que se tem aproveitado para fazer uma mudança de regime e contrabandear uma Constituição que ideológicamente ( a Constituição é um instrumento político e jurídico, não é uma norma empresarial e burocrática ) lhe causa engulhos, não está imune ao meu repúdio político de destruição de um Estado para os portugueses e não para alguns portugueses.
Leia mais, revisite os clássicos, pondere sobre as motivações que levaram à existência e sobrevivência das nações e uniu os seus habitantes num equilíbrio social quase sempre periclitante e frágil, para lá dos ditâmes que a sobrevivência tout - court impõe ao humano e que evolutivamente são renegados pela sua racionalidade.
Como primeiro - ministro o sr. TEM A OBRIGAÇÃO de ser um político e não um burocrata e tem de o ser Lá, aonde o estão a reduzir e ao seu governo ao papel de funcionários menores e diligentes de uma qualquer repartição europeia.
Se acha que os portugueses querem que o sr. destrua a decência objectiva do que foi conseguido no SNS e na Escola Pública durante essas décadas, tenha a coragem de propôr um REFERENDO ao país e não se escude em formalismos serôdios e urgências escatológicas.
Devolva ao menos a POLÍTICA aos cidadãos e já me darei por satisfeito.
BENFICA 2 PORTO 2
Grande jogo, ponto final.
As " bocas " tripeiras já enfastiam e as lamúrias de quem não chora não mama já mete nojo.
Nós sabemos quem é que o Pinto da Costa queria a arbitrar o jogo. O critério largo do sr. Ferreira não agradou, é claro, quanto à virilidade e espectacularidade de alguns lances protagonizados pelos benfiquistas, apesar de terem sido mais manhosas as entradas do sr. Moutinho e do sr. Fernando, enfim...
Foi um bom jogo, ponto final e foi uma boa abordagem da arbitragem, ponto final.
Jesus acabou por não incluir o Luisão. Avaliou bem e repito que o Max precisa de descanso. Boas substituições, nomeadamente a entrada do Carlos Martins que com os seus passes longo desanuviou um meio campo superpovoado. É claro que o treinador do Porto não gostou da receita do grande Benfica ( o uso, com intenção aparentemente sarcástica do" grande " quando se fala do Benfica acaba por ser uma constatação sincera da sua força nacional... ) a fazer lançamentos por cima do meio - campo tripeiro e a baralhar tudo. Uma chatice pegada...
Agradeçam ao Helton e ao infortunado Artur, que convinha que não se habituasse a essas fífias penalizadoras, principalmente com adversários do calibre do Porto.
As " bocas " tripeiras já enfastiam e as lamúrias de quem não chora não mama já mete nojo.
Nós sabemos quem é que o Pinto da Costa queria a arbitrar o jogo. O critério largo do sr. Ferreira não agradou, é claro, quanto à virilidade e espectacularidade de alguns lances protagonizados pelos benfiquistas, apesar de terem sido mais manhosas as entradas do sr. Moutinho e do sr. Fernando, enfim...
Foi um bom jogo, ponto final e foi uma boa abordagem da arbitragem, ponto final.
Jesus acabou por não incluir o Luisão. Avaliou bem e repito que o Max precisa de descanso. Boas substituições, nomeadamente a entrada do Carlos Martins que com os seus passes longo desanuviou um meio campo superpovoado. É claro que o treinador do Porto não gostou da receita do grande Benfica ( o uso, com intenção aparentemente sarcástica do" grande " quando se fala do Benfica acaba por ser uma constatação sincera da sua força nacional... ) a fazer lançamentos por cima do meio - campo tripeiro e a baralhar tudo. Uma chatice pegada...
Agradeçam ao Helton e ao infortunado Artur, que convinha que não se habituasse a essas fífias penalizadoras, principalmente com adversários do calibre do Porto.
sábado, janeiro 12, 2013
REVISITANDO O " EXPRESSO "...
PÓ DAS ESTRELAS
Há pelo menos 100 biliões de planetas na nossa galáxia, há pelo menos 125 biliões de galáxias detectáveis pela tecnologia actual no universo conhecido.
A percepção de " és pó e ao pó voltarás " é total e definitiva e que uma parte ínfima desse pó permite o entendimento possível e o questionamento do TODO, é avassaladora.
MÁ FÉ
Nunca li ou ouvi o FMI ou a Comissão Europeia deplorarem a pobreza do nível médio dos salários que se praticam em Portugal mas já não é a primeira e eventualmente não será a última vez que os vejo a exigiram, no que toca à descapitalização da sua população a exigência de se situarem na média dos países mais ricos da UE, não da média dos impostos, não da média dos salários mas da média das indemnizações devidas ao desemprego forçado.
Posto isso em números ( está na moda... ), os 12 dias da média europeia deveriam corresponder, ainda na aritmética elementar, a pelo menos 30 dias portugueses, levando em conta a média dos salários médios europeus e portugueses.
A má - fé acontece quando um raciocínio nos conduz irrefutàvelmente a uma conclusão que não queremos e por isso ignoramo - la hipòcritamente.
BURRICE e não só...
Ricardo Costa s'espanta com a leveza com que o governo da República sorrateiramente fecha com a troyka a compensação pelos despedimentos em 12 dias, ao arrepio dos compromissos assinados com a Concertação Social, correndo o risco imediato de destruir o mínimo sossêgo obtido pelo pacifismo sindical da UGT. Chama burrice à acção governativa e tem razão.
A isso acrescento uma ignorância política insanável a que atribuo uma pobreza cultural deplorável, aliada à cantada MANHA de que nos alertou Almada Negreiros.
Não é que não percebamos que o que está na forja seja diminuir consideràvelmente a factura devida ao projecto do despedimento de funcionários públicos.
A propósito, a que é que se referem esses sujeitos da governação quando falam de Estado mínimo?
E reitero a posição bastas vezes aqui trazida e que o padre Lino Maia formulou ontem - " SE O ESTADO NÃO É SOCIAL NÃO SERVE PARA NADA ".
Há pelo menos 100 biliões de planetas na nossa galáxia, há pelo menos 125 biliões de galáxias detectáveis pela tecnologia actual no universo conhecido.
A percepção de " és pó e ao pó voltarás " é total e definitiva e que uma parte ínfima desse pó permite o entendimento possível e o questionamento do TODO, é avassaladora.
MÁ FÉ
Nunca li ou ouvi o FMI ou a Comissão Europeia deplorarem a pobreza do nível médio dos salários que se praticam em Portugal mas já não é a primeira e eventualmente não será a última vez que os vejo a exigiram, no que toca à descapitalização da sua população a exigência de se situarem na média dos países mais ricos da UE, não da média dos impostos, não da média dos salários mas da média das indemnizações devidas ao desemprego forçado.
Posto isso em números ( está na moda... ), os 12 dias da média europeia deveriam corresponder, ainda na aritmética elementar, a pelo menos 30 dias portugueses, levando em conta a média dos salários médios europeus e portugueses.
A má - fé acontece quando um raciocínio nos conduz irrefutàvelmente a uma conclusão que não queremos e por isso ignoramo - la hipòcritamente.
BURRICE e não só...
Ricardo Costa s'espanta com a leveza com que o governo da República sorrateiramente fecha com a troyka a compensação pelos despedimentos em 12 dias, ao arrepio dos compromissos assinados com a Concertação Social, correndo o risco imediato de destruir o mínimo sossêgo obtido pelo pacifismo sindical da UGT. Chama burrice à acção governativa e tem razão.
A isso acrescento uma ignorância política insanável a que atribuo uma pobreza cultural deplorável, aliada à cantada MANHA de que nos alertou Almada Negreiros.
Não é que não percebamos que o que está na forja seja diminuir consideràvelmente a factura devida ao projecto do despedimento de funcionários públicos.
A propósito, a que é que se referem esses sujeitos da governação quando falam de Estado mínimo?
E reitero a posição bastas vezes aqui trazida e que o padre Lino Maia formulou ontem - " SE O ESTADO NÃO É SOCIAL NÃO SERVE PARA NADA ".
sexta-feira, janeiro 11, 2013
BENFICA - PORTO
Na sua nota de autor do livro O mito do contexto, Karl Popper, com a humildade própria dos sábios diz - nos que, cito, Não me considero especialista nem em ciência nem em filosofia. Tenho, contudo, tentado com afinco, durante toda a minha vida, compreender alguma coisa acerca do mundo em que vivemos. O conhecimento científico e a racionalidade humana que o produz são, em meu entender, sempre falíveis ou sujeitos a erro.
Completamente deslocado quando se fala de futebol, dirá o analista ligeiro; acontece que também tem sido a minha forma de entender o que me cerca, nomeadamente a racionalidade alheia, e dou de barato que também a minha, falível como as demais.
Acontece que, sobre um filme já visto, a nossa tendência é recordá - lo quando se vão repetir circunstâncias idênticas.
E, pronto aí vai a razão da prosa; Jorge Jesus aparentemente vai jogar com o Porto tendo Luisão como titular após uma longa ausência com todas as derivadas daí resultadas, nomeadamente falta de ritmo competitivo e dinâmica de jogo. Como não acredito que a sua experiência seja suficiente para suprir as dificuldades que o jogo lhe vai impôr, temo que Garay vá ter trabalho redobrado e espero que com êxito.
Do mesmo modo, pelo que tenho visto, o lugar de lateral direito TEM de ser do André Almeida porque o grande Max está cansado e com poucas pernas, que o número de faltas que comete durante os jogos atesta.
É como digo, eu não sou o treinador mas sei racionalizar o que vejo, nomeadamente no futebol.
Tremideiras à parte, que seja uma boa partida e que ganhe o Glorioso, mais a equipa de arbitragem
Completamente deslocado quando se fala de futebol, dirá o analista ligeiro; acontece que também tem sido a minha forma de entender o que me cerca, nomeadamente a racionalidade alheia, e dou de barato que também a minha, falível como as demais.
Acontece que, sobre um filme já visto, a nossa tendência é recordá - lo quando se vão repetir circunstâncias idênticas.
E, pronto aí vai a razão da prosa; Jorge Jesus aparentemente vai jogar com o Porto tendo Luisão como titular após uma longa ausência com todas as derivadas daí resultadas, nomeadamente falta de ritmo competitivo e dinâmica de jogo. Como não acredito que a sua experiência seja suficiente para suprir as dificuldades que o jogo lhe vai impôr, temo que Garay vá ter trabalho redobrado e espero que com êxito.
Do mesmo modo, pelo que tenho visto, o lugar de lateral direito TEM de ser do André Almeida porque o grande Max está cansado e com poucas pernas, que o número de faltas que comete durante os jogos atesta.
É como digo, eu não sou o treinador mas sei racionalizar o que vejo, nomeadamente no futebol.
Tremideiras à parte, que seja uma boa partida e que ganhe o Glorioso, mais a equipa de arbitragem
D'as Biblias...
O primeiro - ministro de Portugal, Passos Coelho, no rescaldo do esvaziamento promovido para aligeirar as exultantes posições do sr. Moedas em louvor do relatório- programa do FMI, disse que esse relatório não é a bíblia do governo.
Da bíblia do governo já sabemos que não é o programa do PSD nem tampouco o programa eleitoral apresentado aos portugueses.
Por outro lado, apesar das sucessivas aberturas do sr. Draghi e do sr. Juncker no sentido de aligeirar as condições impostas aos estados sob resgate, o nosso governo, imbuído de idolatrias funestas, não de qualquer Bíblia, mas da endeusada chancelerina Merkel, faz dos seus ditâmes ( o mercado e a dívida são alibis mentirosos porque negociáveis...) a sua cartilha burocrática porque não há imaginação nem competência para mais; isso é o que nos diz a obediência cega de alunos medíocres, os cromos do empinanço.
Da bíblia do governo já sabemos que não é o programa do PSD nem tampouco o programa eleitoral apresentado aos portugueses.
Por outro lado, apesar das sucessivas aberturas do sr. Draghi e do sr. Juncker no sentido de aligeirar as condições impostas aos estados sob resgate, o nosso governo, imbuído de idolatrias funestas, não de qualquer Bíblia, mas da endeusada chancelerina Merkel, faz dos seus ditâmes ( o mercado e a dívida são alibis mentirosos porque negociáveis...) a sua cartilha burocrática porque não há imaginação nem competência para mais; isso é o que nos diz a obediência cega de alunos medíocres, os cromos do empinanço.
terça-feira, janeiro 08, 2013
HMMMMM!....
Querem ver que o SCP aceitou o meu conselho... aqui trazido no dia 21 de Dezembro?
Por outro lado, devido ao erro de vulto que continua a cometer quando privilegia uma ligação servil aos tripeiros em detrimento, julga ele, de uma aproximação cordial ao seu jurado inimigo da Segunda Circular, não vou dar mais conselhos úteis que é para aprenderem.
Outra coisa: o Jesualdo vai precisar de dois anos para vos fazer uma equipa decente. Se o despedirem antes do próximo Natal, estão feitos ao bife.
Saudações gloriosas!
Por outro lado, devido ao erro de vulto que continua a cometer quando privilegia uma ligação servil aos tripeiros em detrimento, julga ele, de uma aproximação cordial ao seu jurado inimigo da Segunda Circular, não vou dar mais conselhos úteis que é para aprenderem.
Outra coisa: o Jesualdo vai precisar de dois anos para vos fazer uma equipa decente. Se o despedirem antes do próximo Natal, estão feitos ao bife.
Saudações gloriosas!
sábado, janeiro 05, 2013
" EXPRESSO " - Um espaço de liberdade
Quase aposto que tenho arquivado o primeiro número do semanário... e até hoje NUNCA deixei de cumprir a, para mim obrigação cívica imposta, de o ler.
Confesso que por vezes sentia - o a resvalar, por excesso de zelo de alguns medíocres jornalistas que por lá passaram, para uma espécie de caixa de ressonância do Centrão, nomeadamente na defesa das posições do partido do seu proprietário, fundador do PSD, Pinto Balsemão e perder por momentos o norte, provávelmente por alturas do aparecimento da pedrada no charco que foi o " Independente ".
Tudo perdooei em nome do respeito devido aos excepcionais colaboradores comentaristas, sans blague, que por lá pontuavam e outros que por lá continuam, nomeadamente Inês Pedrosa, Miguel Sousa Tavares, Nuno Bredorode Santos, Marcelo Rebelo de Sousa, Daniel Oliveira e os adversários políticos Rui Ramos, José António Saraiva, Henrique Raposo.
Com todos, mas mesmo com TODOS aprendi a diversidade, a inteligência e, principalmente, CIDADANIA.
PARABÉNS , pois ao Expresso e ao Pinto Balsemão, e que continue a albergar a diferença que faz dele um jornal único.
P.S. Imperdoável a não inclusão da Pluma Caprichosa de C.Ferreira Alves que só por si mereceria uma referência à parte, sem desprimor dos restantes. De tantas vezes referida e aplaudida por aqui o lapso não exigiria o P.S., mas...
Confesso que por vezes sentia - o a resvalar, por excesso de zelo de alguns medíocres jornalistas que por lá passaram, para uma espécie de caixa de ressonância do Centrão, nomeadamente na defesa das posições do partido do seu proprietário, fundador do PSD, Pinto Balsemão e perder por momentos o norte, provávelmente por alturas do aparecimento da pedrada no charco que foi o " Independente ".
Tudo perdooei em nome do respeito devido aos excepcionais colaboradores comentaristas, sans blague, que por lá pontuavam e outros que por lá continuam, nomeadamente Inês Pedrosa, Miguel Sousa Tavares, Nuno Bredorode Santos, Marcelo Rebelo de Sousa, Daniel Oliveira e os adversários políticos Rui Ramos, José António Saraiva, Henrique Raposo.
Com todos, mas mesmo com TODOS aprendi a diversidade, a inteligência e, principalmente, CIDADANIA.
PARABÉNS , pois ao Expresso e ao Pinto Balsemão, e que continue a albergar a diferença que faz dele um jornal único.
P.S. Imperdoável a não inclusão da Pluma Caprichosa de C.Ferreira Alves que só por si mereceria uma referência à parte, sem desprimor dos restantes. De tantas vezes referida e aplaudida por aqui o lapso não exigiria o P.S., mas...
quinta-feira, dezembro 27, 2012
HIGIENIZAÇÃO...,
... Precisei eu e penso que também o país; uma pausa para reflexão apurada. Se a Ciência sempre defendeu o seu direito de estar errada, e é das actividades do humano que mais respeito, mesmo com as suas vistas curtas quando não tem explicações saídas dos manuais da Consagração, a Política, reiteradamente medíocre que hoje assola o Globo, mercê de um empobrecimento intelectual e crítico com que aceitou e se conformou com a História acabada do liberalismo financeiro, continua a ser o depositário das esperanças ( abomino o conceito... ) dos povos.
Só da sociedade civil, que se vai esboroando à medida em que desaparece o público e a rua, virá essa reflexão tão necessária e uma renovação (a revolução não tem de ser necessàriamente armada, mas... nada obsta a que também o seja ) dos dirigentes conformistas, velhos, reaccionários, timoratos, e... ZUS! tão burocratizados, que a longevidade cristalizou em falsas sabedorias com que pasmam a evolução e as mudanças geracionais.
A Ciência há muito que se descolou das chamadas ciências sociais e, em cada ano que passa menoriza - as nos deméritos dos seus representantes políticos, já que os das pseudo - ciências económicas e financeiras não passam de leitores de folhas - de - chá e de recolectores rapaces sem dimensão ética e que do social têm a perspectiva de zona de caça e de extermínio.
Apoderaram - se dos Estados e, pior, das riquezas produzidas pelos seus cidadãos, que gerem (???) no circuito fechado da coutada.
Que o ano que começa traga consigo algo que sacuda a bisonha realidade portuguesa e por que não a europeia e a tire dessa orfandade intelectual decadente e mediocre.
Só da sociedade civil, que se vai esboroando à medida em que desaparece o público e a rua, virá essa reflexão tão necessária e uma renovação (a revolução não tem de ser necessàriamente armada, mas... nada obsta a que também o seja ) dos dirigentes conformistas, velhos, reaccionários, timoratos, e... ZUS! tão burocratizados, que a longevidade cristalizou em falsas sabedorias com que pasmam a evolução e as mudanças geracionais.
A Ciência há muito que se descolou das chamadas ciências sociais e, em cada ano que passa menoriza - as nos deméritos dos seus representantes políticos, já que os das pseudo - ciências económicas e financeiras não passam de leitores de folhas - de - chá e de recolectores rapaces sem dimensão ética e que do social têm a perspectiva de zona de caça e de extermínio.
Apoderaram - se dos Estados e, pior, das riquezas produzidas pelos seus cidadãos, que gerem (???) no circuito fechado da coutada.
Que o ano que começa traga consigo algo que sacuda a bisonha realidade portuguesa e por que não a europeia e a tire dessa orfandade intelectual decadente e mediocre.
sábado, dezembro 22, 2012
UMA EXPLICAÇÃO NECESSÁRIA..
Quando por aqui se fala do Estado, nomeadamente o português, refiro - me explícitamente aos funcionários de topo da sua administração e é evidente que as criticas do mau estado do Estado são - lhe inteiramente dirigidas e não à entidade que os povos, as nações cimentaram num compromisso que os obriga a todos a velar pela sua sanidade e higiene.
sexta-feira, dezembro 21, 2012
S.C.P.
Lamento meter a foice em seara alheia e... para completar o aforismo... mal amanhada.
O Sporting, parecendo que não, está a preocupar mais os adeptos do Benfica, como eu, do que à sua massa associativa, por mais do que a irracionalidade (!!!?) competitiva nos diga que é mais um que não nos vai dar muito trabalho a afastar do pódio.
Todos os meus amigos são lagartos que hoje, cabisbaixos, aguentam todas as minhas larachas costumeiras ao rival e é uma pena ter perdido as nossas saudáveis polémicas da segunda circular.
Cá vai um conselho aos sócios e é de borla. O Sporting PRECISA de autoridade. A sua debilidade actual está na moleza dos seus dirigentes e da sua direcção técnica do futebol. Seria preferível ter como treinador hoje o Sá Pinto original e não o falsete que por lá andou carregado de boas - maneiras a suportar uma incipiência que a moleza e paciência do Domingos deitou a perder. Autoridade para despachar o Ismaylov e outros que tais, como muito bem notou o Ricciardi, que pelo dinheiro que ganham, não estão lá a fazer nada.
Pode acontecer que o mau - feitio do Jesualdo consiga meter as coisas na ordem e disciplinar um balneário muito mercenário, aliás na linha de todos os grandes, e profissionalmente burocrático e sem alma.
É claro que a equipa entrou em pré - temporada antes, mas muuuuuito antes do Natal.
Cá vos esperamos para o ano...
O Sporting, parecendo que não, está a preocupar mais os adeptos do Benfica, como eu, do que à sua massa associativa, por mais do que a irracionalidade (!!!?) competitiva nos diga que é mais um que não nos vai dar muito trabalho a afastar do pódio.
Todos os meus amigos são lagartos que hoje, cabisbaixos, aguentam todas as minhas larachas costumeiras ao rival e é uma pena ter perdido as nossas saudáveis polémicas da segunda circular.
Cá vai um conselho aos sócios e é de borla. O Sporting PRECISA de autoridade. A sua debilidade actual está na moleza dos seus dirigentes e da sua direcção técnica do futebol. Seria preferível ter como treinador hoje o Sá Pinto original e não o falsete que por lá andou carregado de boas - maneiras a suportar uma incipiência que a moleza e paciência do Domingos deitou a perder. Autoridade para despachar o Ismaylov e outros que tais, como muito bem notou o Ricciardi, que pelo dinheiro que ganham, não estão lá a fazer nada.
Pode acontecer que o mau - feitio do Jesualdo consiga meter as coisas na ordem e disciplinar um balneário muito mercenário, aliás na linha de todos os grandes, e profissionalmente burocrático e sem alma.
É claro que a equipa entrou em pré - temporada antes, mas muuuuuito antes do Natal.
Cá vos esperamos para o ano...
quarta-feira, dezembro 19, 2012
On a raison de se révolter!
Nem um rugido que se oiça, só lamentos e lamúrias.... Em mim, que o tempo se esgota, a energia física quase que se concentrou na tentativa, já absurda, porque absurdo o objecto de entendimento, de descortinar as raisons d'État que coercivamente a democracia liberal representada pelos seus executores de fraque impõem sobre tão respeitável país.
Os traidores à nação portuguesa sempre tiveram uma justificação para os seus actos e quase sempre pertenceram à elite do país; o seu resgate das mãos dos crápulas sempre pertenceu ao seu povo, umas vezes com muito sangue derramado e doutras através do seu desprezo declarado.
Hoje sinto - me, à medida que as notícias da capitulação e do regabofe das nacionalizações vão surgindo, vencido, vexado, indignado por sentir que os portugueses ainda não se deram conta que, subterrâneamente, a cavalo da famigerada crise, o Estado vai pondo cá fora normas fascizantes e à medida que vai distraindo o pagode com a refundação do estado ( ver a tentativa de militarização da PSP, os desenfianços à Constituição da República, a criminalização dos manifestantes não pacíficos... , a vigilância filmada que agora se estende à visualização persecutória das imagens não editadas pela televisão oficial..., etc, etc ) tece lôas ao conformismo cívico (!!!???) da crítica democrática, vulgo manifestações pacíficas e baixos décibéis na indignação.
A coisa, se calhar é transparente, tão descarada nos seus trâmites, que a complexidade que os intelectuais arrebanhados tentam acoplar pelas suas oblíquas análises justificativas do NÃO HÁ ALTERNATIVA, se tornou uma perigosa distracção e a cegueira tomou conta do país, perplexo com tão bisonha e provinciana desfaçatez que o está a tornar descartável, assim como ao seu povo.
Por mim, estou envergonhado...
Os traidores à nação portuguesa sempre tiveram uma justificação para os seus actos e quase sempre pertenceram à elite do país; o seu resgate das mãos dos crápulas sempre pertenceu ao seu povo, umas vezes com muito sangue derramado e doutras através do seu desprezo declarado.
Hoje sinto - me, à medida que as notícias da capitulação e do regabofe das nacionalizações vão surgindo, vencido, vexado, indignado por sentir que os portugueses ainda não se deram conta que, subterrâneamente, a cavalo da famigerada crise, o Estado vai pondo cá fora normas fascizantes e à medida que vai distraindo o pagode com a refundação do estado ( ver a tentativa de militarização da PSP, os desenfianços à Constituição da República, a criminalização dos manifestantes não pacíficos... , a vigilância filmada que agora se estende à visualização persecutória das imagens não editadas pela televisão oficial..., etc, etc ) tece lôas ao conformismo cívico (!!!???) da crítica democrática, vulgo manifestações pacíficas e baixos décibéis na indignação.
A coisa, se calhar é transparente, tão descarada nos seus trâmites, que a complexidade que os intelectuais arrebanhados tentam acoplar pelas suas oblíquas análises justificativas do NÃO HÁ ALTERNATIVA, se tornou uma perigosa distracção e a cegueira tomou conta do país, perplexo com tão bisonha e provinciana desfaçatez que o está a tornar descartável, assim como ao seu povo.
Por mim, estou envergonhado...
domingo, dezembro 09, 2012
CONTRABANDO
Nós não assumimos nenhum compromisso com o Poder. Os nossos compromissos, de qualquer ordem assumimo - los com os nossos semelhantes, com os nossos concidadãos e juntos delegámos ao Poder, através da Constituição da República, as prerrogativas que o deveriam nortear na prossecução dos interesses das urbes e do País.
O Governo é constituído por funcionários pagos por nós para gerirem a coisa pública em troca das restrições que impusemos às nossas liberdades em nome de um pacto que assumimos com os nossos semelhantes no sentido de abrigar o que a nossa racionalidade sente que são os direitos fundamentais de convivência pacífica e urbana. A solidariedade entre os cidadãos está implícita nessa obrigação assumida. O poder que os governos detêm é o resultado desse compromisso colectivo e não a sua consequência e não é negociável a não ser entre partes das quais o Governo deve ser o OUVINTE e o aplicador das decisões quando formuladas.
Qualquer poder que queira refundar o Estado tem de deixar (!!!?) o consentimento e a decisão ao sufrágio dos cidadãos que em nenhuma circunstância se alienaram dos seus direitos, do mesmo modo que exigem ao Estado o cumprimento dos deveres que lhe atribuiu.
É que o Estado não tem direitos, só tem deveres e temporários que lhe serão subtraídos pela demissão dos funcionários considerados incompetentes na gestão da coisa pública.
Isso dizia Locke e o seu mentor do Leviatã.
O Presidente da República portuguesa é o representante máximo desse contrato que o governo actual tem liminarmente desprezado, por ignorância dos pressupostos políticos do exercício do poder, por pesporrência burocrática e por claudicação a poderes não sufragados.
Os êrros que os governos eventualmente cometam durante o período da sua vigência não obrigam os seus governados, ad honores, a ficarem, sem negociações posteriores, presos às deliberações jurídicas dos seus governos. Quaisquer sentimentos ou intuições morais que obrigam os seus servidores são ética e socialmente irrelevantes para o seu povo, devem ser irrelevantes, já que só está comprometido com o colectivo e não com qualquer facção, seja de qualquer ordem, religiosa, ética, económica ou política.
A dívida, tão endeusada e moralmente caracterizada pelos burocratas actuais, não fora o cinismo dos especuladores, é um dos suportes do regime e é um dos traços essenciais da sua narrativa como processo económico - financeiro do capitalismo na sua face renovada de neo - liberalismo.
Morra a dívida e teremos mais uma História acabada.
As fantasias grotescas de " homem de outra raça " glosadas pelo P. Ministro de Portugal que honra as obrigações morais do País pertencem ao seu forro íntimo e são completamente irrelevantes e para o caso perniciosas para Portugal como Estado, em cuja defesa se deveria entregar, despido das roupagens provincianas, junto da UE.
No plano interno, da extinção das freguesias à discussão sobre a idiotia de em seis meses, refundar o Estado e não à sua adequação solidária em tempos de crise e à delapidação quase criminosa do património nacional, a voz que TEM de ser ouvida será a dos portugueses e de mais ninguém.
É que a legitimidade e mesmo a legalidade de que a Administração do País poderá eventualmente reclamar é um empréstimo temporário, repito, que nunca poderá caucionar, a não ser pela demissão dos portugueses, a alienação da soberania do país e desconhecer, contrabandear ou desprezar isso pode e deveria levar à decapitação do Poder.
Razão têm os que pedem a demissão do Governo antes que faça mais danos. A táctica e o cinismo partidário leva o PS a esperar que se consolide o que eventualmente ficará livre de fazer. O país, entretanto, entrou há muito em decadência acelerada.
O Governo é constituído por funcionários pagos por nós para gerirem a coisa pública em troca das restrições que impusemos às nossas liberdades em nome de um pacto que assumimos com os nossos semelhantes no sentido de abrigar o que a nossa racionalidade sente que são os direitos fundamentais de convivência pacífica e urbana. A solidariedade entre os cidadãos está implícita nessa obrigação assumida. O poder que os governos detêm é o resultado desse compromisso colectivo e não a sua consequência e não é negociável a não ser entre partes das quais o Governo deve ser o OUVINTE e o aplicador das decisões quando formuladas.
Qualquer poder que queira refundar o Estado tem de deixar (!!!?) o consentimento e a decisão ao sufrágio dos cidadãos que em nenhuma circunstância se alienaram dos seus direitos, do mesmo modo que exigem ao Estado o cumprimento dos deveres que lhe atribuiu.
É que o Estado não tem direitos, só tem deveres e temporários que lhe serão subtraídos pela demissão dos funcionários considerados incompetentes na gestão da coisa pública.
Isso dizia Locke e o seu mentor do Leviatã.
O Presidente da República portuguesa é o representante máximo desse contrato que o governo actual tem liminarmente desprezado, por ignorância dos pressupostos políticos do exercício do poder, por pesporrência burocrática e por claudicação a poderes não sufragados.
Os êrros que os governos eventualmente cometam durante o período da sua vigência não obrigam os seus governados, ad honores, a ficarem, sem negociações posteriores, presos às deliberações jurídicas dos seus governos. Quaisquer sentimentos ou intuições morais que obrigam os seus servidores são ética e socialmente irrelevantes para o seu povo, devem ser irrelevantes, já que só está comprometido com o colectivo e não com qualquer facção, seja de qualquer ordem, religiosa, ética, económica ou política.
A dívida, tão endeusada e moralmente caracterizada pelos burocratas actuais, não fora o cinismo dos especuladores, é um dos suportes do regime e é um dos traços essenciais da sua narrativa como processo económico - financeiro do capitalismo na sua face renovada de neo - liberalismo.
Morra a dívida e teremos mais uma História acabada.
As fantasias grotescas de " homem de outra raça " glosadas pelo P. Ministro de Portugal que honra as obrigações morais do País pertencem ao seu forro íntimo e são completamente irrelevantes e para o caso perniciosas para Portugal como Estado, em cuja defesa se deveria entregar, despido das roupagens provincianas, junto da UE.
No plano interno, da extinção das freguesias à discussão sobre a idiotia de em seis meses, refundar o Estado e não à sua adequação solidária em tempos de crise e à delapidação quase criminosa do património nacional, a voz que TEM de ser ouvida será a dos portugueses e de mais ninguém.
É que a legitimidade e mesmo a legalidade de que a Administração do País poderá eventualmente reclamar é um empréstimo temporário, repito, que nunca poderá caucionar, a não ser pela demissão dos portugueses, a alienação da soberania do país e desconhecer, contrabandear ou desprezar isso pode e deveria levar à decapitação do Poder.
Razão têm os que pedem a demissão do Governo antes que faça mais danos. A táctica e o cinismo partidário leva o PS a esperar que se consolide o que eventualmente ficará livre de fazer. O país, entretanto, entrou há muito em decadência acelerada.
quinta-feira, novembro 29, 2012
ARRAIAL, pois claro...
Com alguma insistência, confesso, tenho trazido aqui a minha percepção da maneira como o Poder, para o caso o governo actual e sejamos honestos, os governos em geral, nomeadamente os democráticos, vêem as manifestações dos seus povos contra medidas que vão contra os seus interesses, sejam eles corporativos, sectoriais ou nacionais. Inconsequentes, pois claro!
Poucos governos mudaram de rumo ou de propósitos sem que uma escalada qualitativa não tivesse antes robustecido as reivindicações dos seus governados; a História disso nos dá exemplos marcantes.
A violência normalmente só aparece quando, acossado, os governos deitam mão à legalidade do seu uso exclusivo.
Para o nosso primeiro - ministro Coelho, as manifestações de 14 de Novembro terminaram em arruaça e carga policiais porque meia dúzia de malfeitores quiseram estragar a FESTA que a pacífica e educada manifestação e concentração da CGTP, tinha protagonizado.
UMA FESTA, é como o poder vê as manifestações.
Quanto à entrevista de ontem, consigo compreender os problemas de comunicação confessados por P. Coelho a começar pela pertinência (!!!) de pôr mais sal na ferida criada pela aprovação do Orçamento para 2013.
Ela já foi classificada de uma confusão política a que outros descortinaram matizes de caracterização psicológica assaz pertinentes, como a negação.
Entre dois deslumbramentos faceados pela Merkel e pelo Gaspar, Passos não tem salvação política. O serôdio sebastianismo salazarento que nos arrasta para o miserabilismo do pobre mas honrado e que deixa o espaço liberto para os predadores e os necrófagos, é uma não - missão, é uma traição ao País.
Poucos governos mudaram de rumo ou de propósitos sem que uma escalada qualitativa não tivesse antes robustecido as reivindicações dos seus governados; a História disso nos dá exemplos marcantes.
A violência normalmente só aparece quando, acossado, os governos deitam mão à legalidade do seu uso exclusivo.
Para o nosso primeiro - ministro Coelho, as manifestações de 14 de Novembro terminaram em arruaça e carga policiais porque meia dúzia de malfeitores quiseram estragar a FESTA que a pacífica e educada manifestação e concentração da CGTP, tinha protagonizado.
UMA FESTA, é como o poder vê as manifestações.
Quanto à entrevista de ontem, consigo compreender os problemas de comunicação confessados por P. Coelho a começar pela pertinência (!!!) de pôr mais sal na ferida criada pela aprovação do Orçamento para 2013.
Ela já foi classificada de uma confusão política a que outros descortinaram matizes de caracterização psicológica assaz pertinentes, como a negação.
Entre dois deslumbramentos faceados pela Merkel e pelo Gaspar, Passos não tem salvação política. O serôdio sebastianismo salazarento que nos arrasta para o miserabilismo do pobre mas honrado e que deixa o espaço liberto para os predadores e os necrófagos, é uma não - missão, é uma traição ao País.
sexta-feira, novembro 23, 2012
DOS PRÍNCIPES DA MULA RUÇA....
A. Lobo Antunes, não há muito tempo, numa entrevista balanceada sobre a sua obra, referindo - se a dado passo ao carácter do povo que muito estima ( não descortinei ponta de ironia... ), tomando como exemplo a dignidade na pobreza evidenciada por um paciente numa ida ao médico no contraste das vestes com a postura, generalizou - Somos um país de príncipes !
É evidente o alcance da afirmação do escritor como se torna evidente o tremendismo caracterizador se não estivéssemos nos últimos anos, a assistir a refundações curriculares do que outro português de seu nome Almada, chamou de manha e falsos prestígios e dedicou -lhes, através do Dantas este manifesto.
Uma geração, que consente deixar - se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio de indigentes, de indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos e só pode parir abaixo de zero!
Abaixo a geração!
Morra o Dantas, morra! Pim!
Uma geração com Dantas a cavalo é um burro impotente!
Uma geração com um Dantas à proa é uma canoa em seco!
O Dantas é um cigano!
O Dantas é meio - cigano!
....
Um país de Dantas e não de príncipes, é o que eu também digo!
E " A culpa de ser a nossa querida terra tão propícia à vegetação dos manhosos e à arribação dos " falsos prestígios " essa culpa é incomparàvelmente menos misteriosa do que possa parecê - lo à primeira vista. Ela não está na inocência dos simples e dos leigos que servem sem querer e sem o saberem de trampolim elástico para o salto mortal dos cambalhoteiros. A culpa, meus senhores, é de todos nós e sobretudo nossa. "
Porque, como dizia o Negreiros, a sua razão era atribuída à inveja e não ao desmascaramento dos sicários do que ele chamava marmelada nacional.
Outros tempos? Olhem que não!
É evidente o alcance da afirmação do escritor como se torna evidente o tremendismo caracterizador se não estivéssemos nos últimos anos, a assistir a refundações curriculares do que outro português de seu nome Almada, chamou de manha e falsos prestígios e dedicou -lhes, através do Dantas este manifesto.
Uma geração, que consente deixar - se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio de indigentes, de indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos e só pode parir abaixo de zero!
Abaixo a geração!
Morra o Dantas, morra! Pim!
Uma geração com Dantas a cavalo é um burro impotente!
Uma geração com um Dantas à proa é uma canoa em seco!
O Dantas é um cigano!
O Dantas é meio - cigano!
....
Um país de Dantas e não de príncipes, é o que eu também digo!
E " A culpa de ser a nossa querida terra tão propícia à vegetação dos manhosos e à arribação dos " falsos prestígios " essa culpa é incomparàvelmente menos misteriosa do que possa parecê - lo à primeira vista. Ela não está na inocência dos simples e dos leigos que servem sem querer e sem o saberem de trampolim elástico para o salto mortal dos cambalhoteiros. A culpa, meus senhores, é de todos nós e sobretudo nossa. "
Porque, como dizia o Negreiros, a sua razão era atribuída à inveja e não ao desmascaramento dos sicários do que ele chamava marmelada nacional.
Outros tempos? Olhem que não!
quinta-feira, novembro 15, 2012
VISITA DA CHANCELARINA
A recepção à Merkel foi EXACTAMENTE a que estava à espera e a sua percepção foi tudo!
GREVE GERAL
As greves são manifestações sectoriais de desagrado, as greves gerais são manifestações colectivas de repúdio.
Em relação às primeiras o olhar colectivo vai do exterior, da curiosidade, do apoio à indiferença; quanto às segundas, o olhar é de dentro e a percepção da sua eficácia mede - se pela abrangência dos sectores sociais aderentes ao repúdio da totalidade do mando, no caso o governo. De areia metida na engrenagem mistificadora ao despertar de consciências também se infere da sua utilidade e eficácia junto de regimes que se refinaram na sofisticação da exploração dos povos em seu benefício e que se calejaram no repasto das pacíficas e ordeiras manifestações públicas.
As palavras do sr. presidente da República raiaram o insulto e a insídia paternalista, aceitando o direito constitucional da greve nas palavras enquanto a sua linguagem gestual as desmentia. Bastou a sua frase - EU TRABALHEI - para reduzir os apoiantes da greve geral a um bando de madraços. Exagero? Talvez não, levando em conta o discurso do poder actual, do qual ele é um lídimo representante e apoiante.
Quanto ao primeiro ministro, as suas palavras sobre os novos números do desemprego são no mínimo brutais pela sua insensibilidade social que não consegue ver ROSTOS em cada dígito que engrossa a lista e que ainda espera mais dispensas estimuladoras para o ano. Aí, quando batermos no fundo, os números de desempregados começarão, acha ele, a descer.
Glosando C.F.Alves - ESTAMOS ENTREGUES À BICHARADA!
EU APOIEI A GREVE GERAL!|
Em relação às primeiras o olhar colectivo vai do exterior, da curiosidade, do apoio à indiferença; quanto às segundas, o olhar é de dentro e a percepção da sua eficácia mede - se pela abrangência dos sectores sociais aderentes ao repúdio da totalidade do mando, no caso o governo. De areia metida na engrenagem mistificadora ao despertar de consciências também se infere da sua utilidade e eficácia junto de regimes que se refinaram na sofisticação da exploração dos povos em seu benefício e que se calejaram no repasto das pacíficas e ordeiras manifestações públicas.
As palavras do sr. presidente da República raiaram o insulto e a insídia paternalista, aceitando o direito constitucional da greve nas palavras enquanto a sua linguagem gestual as desmentia. Bastou a sua frase - EU TRABALHEI - para reduzir os apoiantes da greve geral a um bando de madraços. Exagero? Talvez não, levando em conta o discurso do poder actual, do qual ele é um lídimo representante e apoiante.
Quanto ao primeiro ministro, as suas palavras sobre os novos números do desemprego são no mínimo brutais pela sua insensibilidade social que não consegue ver ROSTOS em cada dígito que engrossa a lista e que ainda espera mais dispensas estimuladoras para o ano. Aí, quando batermos no fundo, os números de desempregados começarão, acha ele, a descer.
Glosando C.F.Alves - ESTAMOS ENTREGUES À BICHARADA!
EU APOIEI A GREVE GERAL!|
terça-feira, novembro 13, 2012
HEIL MERKEL!
SI VINCO VINCENTEM TE, A FORTIORI VINCAM TE
Amanhã a Europa dos cidadãos assustados com o rumo imposto pela prepotência de opinião da Alemanha, sai à rua em protesto contra a destruição das expectativas criadas e acarinhadas então por um liberalismo trôpego, descomprometido hoje políticamente com o seu apoio ( não o dinheiro como errôneamente supõe ) popular e, num espaço que se queria UE, retalhado em burocráticas, nacionalistas e comezinhas contas de mercearia e repreensões paternalistas com instituições submissas pagas a peso de ouro ressoando as directivas prussianas.
Merkel é hoje o rosto que dá cara ao irrepremível " destino " do mando alemão. O que os panzers hitlerianos não conseguiram fá - lo- á a economia, trocando carros de luxo por sapatos e cortiça ( Luís Leitão dixit no " I " de hoje... ) e o diktaat político.
Se a História nos lembra da " cumplicidade " fácil entre os Nórdicos também não nos deixa esquecer os criadores de Impérios e os seus ADN's únicos, como foram Atenas, Roma, Madrid, Lisboa que amanhã desfilarão pelas ruas dessas cidades ameaçadas de capitulação.
Em Portugal, a maçã foi entregue à mentora pelo PM ao reiterar - lhe a obediência. Suponho que falou só por si e pelo seu governo, por razões óbvias...
quarta-feira, novembro 07, 2012
OBAMA
O mundo será seguramente melhor com este humanista como presidente reeleito da maior máquina militar do planeta.
A sua luta pela harmonização social nos USA será diàriamente boicotada, no seguimento do que tem acontecido desde que tomou posse, pelo serôdio e enganador american dream de cada um por si, que ser milionário é possível para TODOS os americanos e que basta querer e trabalho.
Dia aziago este para os anti - Obama que gostariam de ter corrido com o " pretinho " da Casa Branca.
EMBRULHEM!
Da mesma maneira que Portugal será seguramente ( sem metáfora... ) melhor sem essa clique burrocrática que hoje detém o poder, entre um comerciante como Romney e um político como Obama, não um Messias, como a bisonha Direita o quis apresentar em sarcástico desdém, preferiria sempre o político e as suas ideias sociais.
É, a culpa é do mundo, povoado de crápulas e de aspirantes a crápulas que nos manda aguentar e que aspiram a deitar para o lixo 40 anos de evolução a troco de NADA, para além da sobrevivência.
AZAR o deles, porque ISSO não irá acontecer.
terça-feira, outubro 30, 2012
E FALANDO DE FRENESIM...
Que fantástico saque está a sofrer a antiga população soviética sobre as suas riquezas naturais. Da vida concreta dos russos e dos ucranianos pouco se sabe a não ser a emigração desses últimos, o tráfico das mulheres russas, ucranianas, moldavas, bielorrussas e a pobreza geral do resto desses países.
LEBEDEV, POLANSKI, ZINGAREVICH, RIBOVLEV,ABRAMOVICH,PROKHOROV, conhecem esses nomes? É claro que sim...Crescem na ex URSS como cogumelos. A oligarquia ex- soviética montou a besta capitalista e drena as riquezas do seu povo para o Ocidente num criminoso jogo de monopólio que se arrasta pelo globo, juntando - se à China, onde os milionários também vão crescendo às pazadas na mesma proporção da escravidão do seu povo.
Essa reinvenção desses dois países que abandonaram uma Ideia que se quis universalizar na Europa merece um seguimento sério de quem se preocupa com a marcha ( ia escrevendo evolução... ) da História das nações. Uma delas, jovem, ainda não abandonou o medievalismo que o breve interregno comunista interrompeu. A outra velha, e sabida porque velha, segue o ritmo lento da Natureza, o seu, abraçando agora uma das etapas necessárias da sua evolução - a acumulação capitalista - de dinheiro, de coisas e de oligarcas.
E falem -me dessa mistificação a que foi reduzida a Liberdade que o regime globalizante menoriza objectivamente quando limita, de facto, a capacidade de acção da maioria através do controlo efectivo do único instrumento que o sistema permite circular impune, o dinheiro, hoje em libertinagem voraz pelo planeta globalizado, do qual os oligarcas ocidentais podem reclamar a patente, a posse e a pose.
EU AINDA SONHO COM UMA REVOLUÇÃO... e sei que quanto mais tardar será como os terramotos.
LEBEDEV, POLANSKI, ZINGAREVICH, RIBOVLEV,ABRAMOVICH,PROKHOROV, conhecem esses nomes? É claro que sim...Crescem na ex URSS como cogumelos. A oligarquia ex- soviética montou a besta capitalista e drena as riquezas do seu povo para o Ocidente num criminoso jogo de monopólio que se arrasta pelo globo, juntando - se à China, onde os milionários também vão crescendo às pazadas na mesma proporção da escravidão do seu povo.
Essa reinvenção desses dois países que abandonaram uma Ideia que se quis universalizar na Europa merece um seguimento sério de quem se preocupa com a marcha ( ia escrevendo evolução... ) da História das nações. Uma delas, jovem, ainda não abandonou o medievalismo que o breve interregno comunista interrompeu. A outra velha, e sabida porque velha, segue o ritmo lento da Natureza, o seu, abraçando agora uma das etapas necessárias da sua evolução - a acumulação capitalista - de dinheiro, de coisas e de oligarcas.
E falem -me dessa mistificação a que foi reduzida a Liberdade que o regime globalizante menoriza objectivamente quando limita, de facto, a capacidade de acção da maioria através do controlo efectivo do único instrumento que o sistema permite circular impune, o dinheiro, hoje em libertinagem voraz pelo planeta globalizado, do qual os oligarcas ocidentais podem reclamar a patente, a posse e a pose.
EU AINDA SONHO COM UMA REVOLUÇÃO... e sei que quanto mais tardar será como os terramotos.
segunda-feira, outubro 29, 2012
EXERCÍCIOS... gratuitos, ou talvez não...
ESCLARECIMENTOS
Já não é a primeira vez que por aqui deploro a Democracia ocidental e com razões fundadas e fundamentadas no logro em que se vai transformando, num contínuo e cínico esvaziamento do " contrato social ", do compromisso aceite pelos governados de uma vivência digna em sociedade.
A violência tem muitas caras, a da revolta franca, físicamente exposta em ira, a sorrateira, manhosa, subterrânea que qual caruncho vai minando em silêncio e com palavras mansas desarmando a lucidez e a perplexidade de quem se vê, sem saber bem como, cúmplice da sua aniquilação.
O que se tem passado com as elites e os povos do sul da Europa é inacreditável.
DERIVANDO
E será assim tão estranha essa apatia cortês com o mando da Alemanha, com qualquer supremacia? A sua tão cantada capacidade de adaptação que permitiu que as circunstâncias históricas tivessem forjado seguidistas regimes fascistas, em Portugal, Itália, Espanha e Grécia, afinal não esconderá antes uma irrepremível pulsão de auto- menorização e uma aceitação definitiva da sua decadência colectiva?
De povos imperiais a vassalos obedientes foi um sopro.
Antero de Quental, Ortega y Gasset, reflectiram, no que à Península Ibérica diz respeito, sobre os desvirgamentos nacionais. Jorge de Senna e Almada Negreiros escalpelizaram a tacanhez e a manha.
Do que do patriotismo se infere e dá substância à acção colectiva em Portugal não resta nada e dentro em breve nem uma data simbólica de " estremecimento " pelos feitos dos outros, dos notáveis, dos homens de " outra raça ", dos pioneiros e não de macacos de imitação.
A Pátria, essa entidade mítica que ninguém sabia o que era mas todo o humano socialmente integrado sentia o bafo mobilizador vai morrendo aos poucos como todos os mitos formadores. Em seu lugar, buracos negros, vórtices incontroláveis, o VAZIO existencial. Ah.... em contrapartida nunca se viu tamanho frenesim...
Já não é a primeira vez que por aqui deploro a Democracia ocidental e com razões fundadas e fundamentadas no logro em que se vai transformando, num contínuo e cínico esvaziamento do " contrato social ", do compromisso aceite pelos governados de uma vivência digna em sociedade.
A violência tem muitas caras, a da revolta franca, físicamente exposta em ira, a sorrateira, manhosa, subterrânea que qual caruncho vai minando em silêncio e com palavras mansas desarmando a lucidez e a perplexidade de quem se vê, sem saber bem como, cúmplice da sua aniquilação.
O que se tem passado com as elites e os povos do sul da Europa é inacreditável.
DERIVANDO
E será assim tão estranha essa apatia cortês com o mando da Alemanha, com qualquer supremacia? A sua tão cantada capacidade de adaptação que permitiu que as circunstâncias históricas tivessem forjado seguidistas regimes fascistas, em Portugal, Itália, Espanha e Grécia, afinal não esconderá antes uma irrepremível pulsão de auto- menorização e uma aceitação definitiva da sua decadência colectiva?
De povos imperiais a vassalos obedientes foi um sopro.
Antero de Quental, Ortega y Gasset, reflectiram, no que à Península Ibérica diz respeito, sobre os desvirgamentos nacionais. Jorge de Senna e Almada Negreiros escalpelizaram a tacanhez e a manha.
Do que do patriotismo se infere e dá substância à acção colectiva em Portugal não resta nada e dentro em breve nem uma data simbólica de " estremecimento " pelos feitos dos outros, dos notáveis, dos homens de " outra raça ", dos pioneiros e não de macacos de imitação.
A Pátria, essa entidade mítica que ninguém sabia o que era mas todo o humano socialmente integrado sentia o bafo mobilizador vai morrendo aos poucos como todos os mitos formadores. Em seu lugar, buracos negros, vórtices incontroláveis, o VAZIO existencial. Ah.... em contrapartida nunca se viu tamanho frenesim...
sexta-feira, outubro 26, 2012
E QUE TAL USAR UMA MARRETA?...
...Apetece perguntar...
Acontece que, quando o povo em " revolta democrática", vulgo, marchante de pacíficas manifestações, exige novas abordagens no mando que democràticamente delegou aos seus funcionários para gerirem a sua vida pública, já não mete medo aos governantes, parece - me que qualquer coisa está muito errada, no regime, nos governantes e..., por que não dizê - lo, no povo.
Se este não consegue, perante o desprezo mistificador da governação, ter de volta a sua soberania delegada merece que o tratem como o têm tratado, num feroz acanalhamento das suas prerrogativas.
E mais não digo, no seguimento do meu raciocínio, porque, sinceramente, não creio que a solução do mesmo, em termos lógicos e racionais, abonasse muito favoràvelmente nenhum elemento dessa farsa que o regime tem contrabandeado sob o pomposo nome de Democracia.
Acontece que, quando o povo em " revolta democrática", vulgo, marchante de pacíficas manifestações, exige novas abordagens no mando que democràticamente delegou aos seus funcionários para gerirem a sua vida pública, já não mete medo aos governantes, parece - me que qualquer coisa está muito errada, no regime, nos governantes e..., por que não dizê - lo, no povo.
Se este não consegue, perante o desprezo mistificador da governação, ter de volta a sua soberania delegada merece que o tratem como o têm tratado, num feroz acanalhamento das suas prerrogativas.
E mais não digo, no seguimento do meu raciocínio, porque, sinceramente, não creio que a solução do mesmo, em termos lógicos e racionais, abonasse muito favoràvelmente nenhum elemento dessa farsa que o regime tem contrabandeado sob o pomposo nome de Democracia.
quinta-feira, outubro 25, 2012
terça-feira, outubro 16, 2012
FUTEBOLEMOS..
Portugal 0 Irlanda 1
Como não podia deixar de ser, o futebol nacional acompanha a mediocridade geral.
Estamos no intervalo do jogo e Portugal perde com a Irlanda em casa num jogo francamente mau por parte das duas formações.
Se tivesse, numa escala de zero a dez, de atribuir uma pontuação a cada um dos jogadores portugueses NESTA partida, até ao momento, ninguém passaria da nota 3.
A negligência tem pontuado a actuação da maioria dos jogadores. Uma lástima!
A jogarem assim, mais vale perderem do que sonhar ir ao Brasil fazer de saco de pancada.
Como no jogo com os russos que eu abandonei a meio da segunda parte, o comando está - me a pedir zapping...
Veremos...
ELEIÇÕES NO BENFICA
Só uma cândida pergunta: - Qual a experiência de gestão de Rangel? Entre um mano e outro, se calhar faria mais sentido ser o outro o challenger de Vieira, penso eu de que...
Como não podia deixar de ser, o futebol nacional acompanha a mediocridade geral.
Estamos no intervalo do jogo e Portugal perde com a Irlanda em casa num jogo francamente mau por parte das duas formações.
Se tivesse, numa escala de zero a dez, de atribuir uma pontuação a cada um dos jogadores portugueses NESTA partida, até ao momento, ninguém passaria da nota 3.
A negligência tem pontuado a actuação da maioria dos jogadores. Uma lástima!
A jogarem assim, mais vale perderem do que sonhar ir ao Brasil fazer de saco de pancada.
Como no jogo com os russos que eu abandonei a meio da segunda parte, o comando está - me a pedir zapping...
Veremos...
ELEIÇÕES NO BENFICA
Só uma cândida pergunta: - Qual a experiência de gestão de Rangel? Entre um mano e outro, se calhar faria mais sentido ser o outro o challenger de Vieira, penso eu de que...
segunda-feira, outubro 15, 2012
A QUEDA DEFINITIVA DO SACRO IMPÉRIO ROMANO
Se a percepção é tudo...
" Receber a melhor parte, ser louvado, ser obedecido cegamente - tais são os pontos de honra dos deuses, que, para mantê-los, se abrem em favores e castigos dos mais tremendos" - SANTAYANA, Reason in society
Com a mudança, hoje aparentemente irreversível, da gravitação histórica, do espírito do tempo na Europa ( e, com a decadência acelerada dos USA e do seu curto e periclitante Império construído sob baionetas, perdidos em fragmentações de seitas e superstições somadas a uma imaturidade intelectual insanável e atirados para os braços da cibernética e fastfood ) a assumir um protagonismo consistente e adequado à realidade conceptual da nova globalização, assistimos ao assalto final dos bárbaros ao que restava conquistar do Sacro Império.
A sacerdotiza - Mor, Merkel, representante de valores que se opõem à pobreza espiritual, da litúrgica e da conceptual das católicas PIG`s, tem percorrido os hoje protectorados, em apoio aos dilectos sicários da Nova Revelação.
Brevemente estará em Portugal...
E se a percepção é tudo, a recepção que ela tiver nos dirá muito da reconversão pagã aos novos deuses.
NOBEL DA PAZ
Este senhor chama - se Vaclav Klaus e é o presidente da República Checa; disse que -"foi um erro trágico a atribuição a uma instituição burocrática como a UE " ( a vacuidade da sigla tem sido evidente...),do prémio Nobel da Paz.
E eu a pensar que estava sózinho...
sexta-feira, outubro 12, 2012
ABSURDOS CONCEPTUAIS...
... E PERSPECTIVAS INTERPRETATIVAS GLOBALIZADAS, são portadoras, nos nossos dias, de todas as componentes apelativas à revolta dos cidadãos contra a inépcia, a hipocrisia e o autismo dos seus governos, cristalizados em aberrantes, mitológicas formulações académicas, credoras, no seu pensamento burrocrático, de serem aplicadas em todo o planeta, aos esquimós e aos bosquímanos, ao árabe e ao louro nórdico, ao africano e ao asiático.
Se a matemática é universal, universal será a sua aplicação aritmética para os governados.
O direito das minorias foi uma consagração solidária do liberalismo político; hoje estamos a verificar que essa generosidade iluminista foi contrabandeada nos seus pressupostos por uma minoria cleptómana que assaltou a Democracia, com intermediários entre a ingenuidade e estupidez, com um exército e polícia a soldo, protegendo a manutenção do seu direito à existência e, principalmente, das suas propriedades adquiridas e protegendo os cidadãos pacíficos que se manifestam democráticamente, ou seja em décibéis inconsequentes e sem violência física, que a outra, exibida em " assaltos à mão armada ", na expressão enfática de Mendes, está de boa saúde.
Da outra hipocrisia ideológica com que o " viver acima das suas posses " é ungida ao cidadão comum, a pátria do capitalismo e seus seguidores, com déficits orçamentais inscritas no ADN do sistema, é o supremo representante do que Portugal e o seu nobre povo chefiado pelo homem de " outra raça ", de seu nome Coelho, quer desmascarar, envenenando a honra dos que o seu governo surripia ( o homem não gosta do outro verbo... ) com a sua limitada, para não dizer nula, interpretação da ética política.
Qualquer interpretação simplória da realidade portuguesa conduz - nos à constatação de que quem anda a apelar ou a instigar a violência é o próprio governo do país e o seu irresponsável autismo, bem visível, em termos de análise comportamental e visual. Basta olhar - lhes de frente nos olhos.
Como sabemos, o autismo não tem cura.
A apresentação do Orçamento do Estado e a sua defesa pelo governo foi uma prova, acompanhada da auto-autista atribuição do prémio Nobel da Paz à Europa. Qual Europa? A dos cidadãos ou a de Bruxelas?
Se a matemática é universal, universal será a sua aplicação aritmética para os governados.
O direito das minorias foi uma consagração solidária do liberalismo político; hoje estamos a verificar que essa generosidade iluminista foi contrabandeada nos seus pressupostos por uma minoria cleptómana que assaltou a Democracia, com intermediários entre a ingenuidade e estupidez, com um exército e polícia a soldo, protegendo a manutenção do seu direito à existência e, principalmente, das suas propriedades adquiridas e protegendo os cidadãos pacíficos que se manifestam democráticamente, ou seja em décibéis inconsequentes e sem violência física, que a outra, exibida em " assaltos à mão armada ", na expressão enfática de Mendes, está de boa saúde.
Da outra hipocrisia ideológica com que o " viver acima das suas posses " é ungida ao cidadão comum, a pátria do capitalismo e seus seguidores, com déficits orçamentais inscritas no ADN do sistema, é o supremo representante do que Portugal e o seu nobre povo chefiado pelo homem de " outra raça ", de seu nome Coelho, quer desmascarar, envenenando a honra dos que o seu governo surripia ( o homem não gosta do outro verbo... ) com a sua limitada, para não dizer nula, interpretação da ética política.
Qualquer interpretação simplória da realidade portuguesa conduz - nos à constatação de que quem anda a apelar ou a instigar a violência é o próprio governo do país e o seu irresponsável autismo, bem visível, em termos de análise comportamental e visual. Basta olhar - lhes de frente nos olhos.
Como sabemos, o autismo não tem cura.
A apresentação do Orçamento do Estado e a sua defesa pelo governo foi uma prova, acompanhada da auto-autista atribuição do prémio Nobel da Paz à Europa. Qual Europa? A dos cidadãos ou a de Bruxelas?
segunda-feira, outubro 08, 2012
PARABÉNS, CHAVEZ!
O povo escolheu - te livremente apoiando a tua luta contra o poder do dinheiro na " modelação " das sociedades. O Ocidente tem sido um exemplo a renegar, siiiiiim há liberdade mas também um racismo económico discriminatório que a reduz a NADA.
Retirar das mãos dos predadores financeiros a capacidade de gerirem nações consoante os seus apetites de casta tem sido a tua luta e ela não pode distrair - se no controlo das suas manobras.
Bem - haja!
domingo, outubro 07, 2012
leiam,Leiam...LEIAM!
Da Crítica da Razão Cínica ao livro acima referenciado, Sloterdijk tem reflectido profundamente sobre as estratégias, as tácticas de sobrevivência, já não da espécie mas de classes sociais que o próprio processo de " entendimento " da natureza humana engendrou.
Os habitantes das áreas de conforto tão caras ao nosso P.M., uma trepadeira social que zela pela sua manutenção e expansão, principalmente pela sua segurança, travam de novo uma luta histórica contra a ascenção do poder de decidir dos outsiders, que um melhoramento da sua capacidade de consumo permitiu ao exterior dos palácios de vidro construídos.
É ler, que o filósofo alemão é brilhante na ajuda que dá à compreensão do aparente absurdo e irracionalidade que lavra ao nível da governação no Ocidente e dos seus intelectuais de serviço.
É que a estratégia é deliberada, num espaço em que a Ética e as abstracções comportamentais contidas nos Grandes Propósitos do melhoramento global do planeta e da sua espécie mais evoluída desapareceram, como empecilhos à plena afirmação do Narciso.
P.S.
E que bela ideia o Expresso dar - nos a conhecer a evolução/actualização das suas observações com uma entrevista conduzida pela Clara F. Alves?
quinta-feira, outubro 04, 2012
CONTINUAM AS " malabarices "...
A cada aparição a prenda é sempre a mesma, só mudam as cores do laço e o embrulho. Lá dentro, a falta de imaginação e competência para fazer escolhas diferentes da sebenta sebenta repete - se, com mais ou menos malabarice.
quarta-feira, outubro 03, 2012
P.E.I.G. e não PIG´S
Só faltou a Grécia para compôr o grupo da indignação com as hesitações da UE em dar passos decisivos na estabilização da zona euro perante o assalto feito pelos " investidores-credores " e que tem paulatinamente degradado, social e económicamente, os resgatados ou em vias de o serem.
A Comissão europeia tem sido o porta -voz dos estados do norte e quando balbucia redundâncias sobre as responsabilidades dos PEIG'S não fala como instituição representativa dos vinte e sete estados membros.
Quanto ao Parlamento Europeu, será que ainda trabalha? E se anda a fazer alguma coisa porque é que ninguém o ouve. Eu pelo menos já quase me tinha esquecido que existe...
Ficámos a saber o que Napolitano, Cavaco e o rei D. Carlos de Espanha pensam e exigem. Foi bom sabê - lo.
A Comissão europeia tem sido o porta -voz dos estados do norte e quando balbucia redundâncias sobre as responsabilidades dos PEIG'S não fala como instituição representativa dos vinte e sete estados membros.
Quanto ao Parlamento Europeu, será que ainda trabalha? E se anda a fazer alguma coisa porque é que ninguém o ouve. Eu pelo menos já quase me tinha esquecido que existe...
Ficámos a saber o que Napolitano, Cavaco e o rei D. Carlos de Espanha pensam e exigem. Foi bom sabê - lo.
domingo, setembro 30, 2012
EMPÁFIA E...ARROGÂNCIA...
...Quando associadas à ignorância política dão asnice, como a protagonizada nas suas últimas declarações sobre a TSU.
Ficámos a saber, pela reacção extremada, donde surgiram os sintomas da surpreendente inépcia política de Passos Coelho. Com um guru deste calibre, mais um contabilista deslumbrado pelas actividades sombrias que exerceu e que levaram ao sequestro da democracia, Passos está muito mal acompanhado. Rodeado de estrangeirados que desconhecem de todo a realidade do País só podiam dar cabo dele quando sobre ele e por ele agem.
O sr. prof.dr. é um zero à esquerda no que à economia diz respeito, responderam -lhe à letra os empresários portugueses e como político, digo eu, é uma perigosa nulidade.
quinta-feira, setembro 27, 2012
DELICIOSA FÁBULA...
... Essa de Luís Raínha no " I " de ontem a contrapôr às súplicas urgentes do Ministro de Administração Interna António Macedo - o que este país precisa é de mais formigas e menos cigarras - com personagens novas, os Bancus voratius, aliados aos burrocratas, a pontuar os discursos e as acções da plebe.
É ler, que as fábulas com a simplificação retórica ao nível da compreensão do vulgo põe em relevo o que é fácilmente perceptível - o discurso hipócrita e a malfeitoria escondida.
Na mesma página, na ala esquerda Braz Teixeira, investigador do NECEP deplora, com mais coturno, o que este bloguista tem reiteradamente observado por aqui nestas páginas, nomeadamente a demissão das " elites " ( sempre os aspeei e tenho razão... ), nomeadamente a académica, da sua responsabilidade social e crítica e o seu arrebanhamento pelo poder político.
As excepções são tão poucas e irrelevantes que quase ninguém as conhece. Aqui também a culpa é sua.
É ler, que as fábulas com a simplificação retórica ao nível da compreensão do vulgo põe em relevo o que é fácilmente perceptível - o discurso hipócrita e a malfeitoria escondida.
Na mesma página, na ala esquerda Braz Teixeira, investigador do NECEP deplora, com mais coturno, o que este bloguista tem reiteradamente observado por aqui nestas páginas, nomeadamente a demissão das " elites " ( sempre os aspeei e tenho razão... ), nomeadamente a académica, da sua responsabilidade social e crítica e o seu arrebanhamento pelo poder político.
As excepções são tão poucas e irrelevantes que quase ninguém as conhece. Aqui também a culpa é sua.
quarta-feira, setembro 26, 2012
BASTA!
JÁ TARDAVA a reacção em Espanha e aí as coisas vão fiar mais fino. A têmpera dos nuestros hermanos não se acomoda aos formalismos " civilizados " com que a elite no poder limita a violência física; para dizer a verdade deve ser a única que lhe mete respeito e... medo.
MIL vezes maior é a outra violência com que ela actua, malfeitora, cínica, imoral e... injustificável e traiçoeira.
Uma vez desmascarada a batota não basta denunciá - la. A exigência da reposição e cumprimento dos compromissos que mantêm o povo em sossêgo é uma obrigação de todos. A Democracia exige - o.
Se não, a coisa vai feder, forte e feio.
terça-feira, setembro 25, 2012
QUAL O MAIS PERIGOSO?...
...O NÉSCIO OU O ESTÚPIDO?
O néscio caracteriza - se pela ignorância e inacção, enquanto ao estúpido o que tem de capacidade intelectiva e acção sobra - lhe em interpretação desadequada do real.
A Ideia, dizia o outro, é um xeque à realidade.
A colecta fiscal em relação à indústria do tabaco desceu 10%. O presidente da CIP propõe nas negociações com o governo a subida para 30% da taxa sobre o dito.
A coesão social e o desemprego atingiram níveis assustadores para qualquer governo de qualquer parte do mundo civilizado. O ministro da economia pensa em baixar os custos das indemnizações aos despedimentos.
ADIVINHEM LÁ... Quem é quem?
O néscio caracteriza - se pela ignorância e inacção, enquanto ao estúpido o que tem de capacidade intelectiva e acção sobra - lhe em interpretação desadequada do real.
A Ideia, dizia o outro, é um xeque à realidade.
A colecta fiscal em relação à indústria do tabaco desceu 10%. O presidente da CIP propõe nas negociações com o governo a subida para 30% da taxa sobre o dito.
A coesão social e o desemprego atingiram níveis assustadores para qualquer governo de qualquer parte do mundo civilizado. O ministro da economia pensa em baixar os custos das indemnizações aos despedimentos.
ADIVINHEM LÁ... Quem é quem?
terça-feira, setembro 18, 2012
CONSISTÊNCIA
Seguro falou e falou bem. Surpreendeu- me a maturidade e a consistência política perante um entrevistador que, à laia de " agressividade " e independência exagerou na impertinência. Quis ser incómodo e por pouco falava mais do que o entrevistado. Quando é que aprendem que as suas opiniões, em situações como essas, não interessam minimamente senão para o circulo dos amigos? E que para conduzir uma entrevista é preciso mais inteligência e informação do que a chico-espertice?
Adiante, que agora é a vez da Política reatar o seu papel e Seguro revelou - se seguro.
Veremos..., lá mais para diante...
domingo, setembro 16, 2012
KAPUTT
A vez da Política, pura e dura, ameaça superar a Burrocracia reinante.
Paulo Portas parece ter sido acordado pela insensatez de governar contra toda uma nação com uma receita estúpidamente formatada, porque cega e , pior, VAZIA DE SIGNIFICADO, no empobrecimento geral da economia.
Confesso que, apesar da Política ameaçar resgatar a sua condição de condutora das nações, ela terá de ser apoiada, nomeadamente como foi, nas manifestações que repudiaram a menorização que uma elite políticamente analfabeta quer impôr em Portugal.
Portugal acordou?
Paulo Portas parece ter sido acordado pela insensatez de governar contra toda uma nação com uma receita estúpidamente formatada, porque cega e , pior, VAZIA DE SIGNIFICADO, no empobrecimento geral da economia.
Confesso que, apesar da Política ameaçar resgatar a sua condição de condutora das nações, ela terá de ser apoiada, nomeadamente como foi, nas manifestações que repudiaram a menorização que uma elite políticamente analfabeta quer impôr em Portugal.
Portugal acordou?
quinta-feira, setembro 13, 2012
E CAIU - LHE O CARMO E A TRINDADE EM CIMA...
Assim como as, cara do Relvas, do sonso Gaspar e do filistino Portas não enganam quem dos fácies faz leituras caracterológicas, os finos lábios espasmòdicamente cerrados de Passos Coelho traduzem uma teimosia insanável. O que poderia ser lido como determinação em caracteres outros, no P. Ministro acentua - lhe a negatividade cega e surda aos " pormenores " que se agitam à volta do seu ego.
Nada resulta, pela inflexibilidade, no mundo político, como este Governo já notou e no entanto...
Bem, suponho que a partir de agora a análise política deste governo extravasou o universo do bom - senso e aí...., perco - me.
Nada resulta, pela inflexibilidade, no mundo político, como este Governo já notou e no entanto...
Bem, suponho que a partir de agora a análise política deste governo extravasou o universo do bom - senso e aí...., perco - me.
domingo, setembro 09, 2012
UM HOMEM SÓ...
Quem o acompanhou estará hoje a preparar o futuro e não é o de Portugal.
A Política é uma actividade muito séria e tem de ser exercida por políticos que sobrelevam a sua capacidade de gestão a um patamar de relacionamento com os dirigidos a um nível de empatia tal que não se compadeça com amadorismos burocráticos.
Confesso que senti pena da solidão do P.Ministro na apresentação das novas medidas para o País. O amadorismo político de um homem do aparelho que fez toda a sua vida nas lides partidárias foi desolador e revelou, no mínimo, que não se aconselhou com ninguém, e se o fez, está muito mal acompanhado.
Quanto ao pacote das medidas em si, foi mais do mesmo e revela um Governo a actuar em controlo remoto, empurrado por imperativos dos quais aparentemente desconhece os contornos. Caso contrário, é um Governo perigoso que tem de ser afastado na primeira oportunidade que aparecer.
E como a prudência e cautela do sr. presidente da República se tornaram parte do anedotário nacional não será por aí que estará a queda da coligação.
E segue o vira...
A SAÍDA DO PÂNTANO?
O Banco Central Europeu, inevitávelmente com o apoio da maioria dos estados da zona euro resolveu pôr um ponto final na pantanosa e nada inocente política do B.Central Alemão e da sua corrente de transmissão, o governo Merkel, sobre a (des)coesão do euro, que estava a demolir todos os pressupostos que estiveram na formação da UE e posteriormente, da moeda única.
Draghi e o sr. Junker trabalharam bem, em silêncio, junto dos restantes membros e com a eficácia e força necessária para enfrentar o lobby alemão e os amigos do norte a quem o impasse sobre o euro ia enchendo os cofres.
Foi um passo importante o dado e as consequências irão aparecer, quando até agora o marasmo cínico e manipulador das cimeiras atirava recorrentemente as decisões inadiáveis para as calendas gregas.
Foi mais forte a componente política da decisão que os resultados económicos imediatos como cedo se irá verificar.
JÁ TARDAVA!
Não sejamos ingénuos, a determinação dos que deram este passo em frente na compra ilimitada das dívidas soberanas tendo em vista o suporte do euro não poderá fraquejar ao enfrentar as reacções adversas da agiotagem internacional. As tentativas de boicote a Draghi e a sua eventual remoção por lacaios mais fácilmente manobráveis já começou.
Só a força e a oposição dos povos dos estados em saque apoiados por governos insubmissos dará maior consistência à posição do actual Banco Central; sem isso, Merkel vencerá, a prazo.
terça-feira, setembro 04, 2012
NÃO FADAM E NEM DEIXAM FADAR...
... Aos burrocratas da Politica, e do pensamento... e da Vida...
Mas tu nem vives nem deixas viver os mais,
Crápula do Egoísmo, cartola d'espanta pardais!
Mas hás - de pagar - Me a febre - rodopio
novelo emaranhado da minha dor!
Mas hás - de pagar - Me a febre - calafrio
abismo - descida de Eu não querer descer!
Hás - de pagar - Me o Absinto e a Morfina!
Hei - de ser cigana da tua sina!
Hei - de ser a bruxa do teu remorso!
Hei - de desforra - dor cantar - te a buena - dicha
em águas fortes de Goya
e no cavalo de Tróia
e nos poemas de Poe!
Hei - de feiticeira a galope na vassoura
largar - te os meus lagartos e a Peçonha!
Hei - de vara mágica encantar - te arte de ganir!
Hei - de reconstruir em ti a escravatura negra!
Hei - de despir- te a pele a pouco e pouco
e depois na carne viva deitar fel,
e depois na carne viva semear vidros,
semear gumes,
lumes,
e tiros.
Hei - de gozar em ti as poses diabólicas
dos teatrais venenos trágicos do persa Zoroastro!
Hei - de rasgar - te as vrilhas com forquilhas e croques,
e desfraldar - te nas canelas mirradas
o negro pendão dos piratas!
Hei - de corvo - marinho beber - te os olhos vesgos!
Hei - de bóia do Destino ser em brasa
e tu náufrago das galés sem horizontes verdes!
E mais do que isto ainda, muito mais:
Hei - de ser a mulher que tu gostes,
Hei - de ser Ela sem te dar atenção!
Ah! que eu sinto claramente que nasci
de uma praga de ciúmes.
Eu sou as sete pragas sobre o Nilo
e a alma dos Bórgias a penar!
com o amén de
( Almada Negreiros )
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