quinta-feira, junho 13, 2013

D'A ELITE DO REGIME IX


                                                                        MR. NYET
                                                         THE     SELF - MAN LEADER

                                                               
As formidáveis conquistas ( posses ) que o sistema capitalista permitiu a méritos e ganhos individuais, à luz dos pressupostos que enformam o sistema, têm sido o maior adversário da utopia comunista e o travão obstaculizante da interpretação da felicidade colectiva, de cujos meios os espectaculares avanços científicos e... ia dizer económicos..., financeiros, têm produzido.
A natureza humana, pois, é a barreira que o atavismo biológico contrapõe ao programa das Utopias.

No PCP do Jerónimo de Sousa não há espaço para opções revogáveis, que a posse do dinheiro como avatar de todas as possibilidades do humano, permite. A desconstrução dos valores iluministas que a modernidade desfocou em prol da ganância como exercício anti-tédio e da desvalorização da relação trabalho/riqueza, desonerando o individual e o seu contributo de mérito, formatou uma mentalidade à qual aos apelos utópicos responde com cinismo indisfarçável.

A repugnância com que, inevitàvelmente, a contenção democrática suscita junto da vanguarda comunista, abandonada que foi a luta armada, espraia - se em melancolia, resistência e manifestações civilizadas, objectivamente desvalorizadas pelo Poder como formalismos inultrapassáveis do ritual democrático.
Fortificado no bunker das convicções e do dogmatismo, o  PCP não faz alianças e seria ridículo que as fizesse, renegando a mater que o sustenta e a praxis que o move.

Partido do NÃO, cumpre o seu destino histórico de NÃO HÁ ALTERNATIVAS... 
O Homem e as suas circunstâncias, refém avesso das armadilhas dos historicismos que o querem definir dogmáticamente, também conhece a imprecação - NÃO!

Este NÃO prende -se ao acoplamento funesto, até hoje não desmascarado, pós - URSS, da Liberdade versus Ideologia.

Jerónimo de Sousa não é o líder com capacidade de esvaziar  essa má relação que os Poderes exibem triunfantes em contra - argumentação e a que chamam O fim da História.

Adenda em 2/7: É evidente que a Ideologia referida acima seria a comunista, mas nada obsta a que seja qualquer uma...

quarta-feira, junho 12, 2013

MADIBA







Aos poucos, vai - se apagando a única e última para mim, referência moral que o século XX me deu a conhecer.
É evidente que quero acreditar que o mundo restrito dos meus "  conhecimentos ", públicos e privados, leva - me a pecar por ignorância, mas num planeta em que os méritos humanistas são criados, vendidos e esbanjados pelos Media, perdoe -  se - me essa arrogância tão informada, que a Aldeia que habito unanimaniza.

A morte antecipada de Mandela já me deixa órfão.

sexta-feira, junho 07, 2013

INFERIÇÕES TARDIAS...

Patéticos os descontrolos que a " salganhada " herdada dos USA e dos seus criminosos exercícios neo - liberais pós - crash 1973 e a mais recente hecatombe, estão a provocar na UE.
A resposta encontrada para a subida do preço do petróleo foi a desregulação financeira e a livre circulação do capital financeiro com os Estados, em demolição, no papel de observador neutro da liberdade dos " doers ".
 Como foi possível a interiorização cúmplice de tanto cinismo e de tanta malfeitoria? Não pela fé no controlo da natureza humana e no seu bom -  senso, certamente.

A " receita " dos memorandos de resgate ( arrepio - me sempre que me vejo perante o significado dessa condição... ) está hoje a ser posta em causa com um atraso assassino de dois anos.
Os resultados negativos que começaram a surgir na Grécia, da sua aplicação acéfala, tiveram por cá - NÓS NÃO SOMOS COMO A GRÉCIA,... lembram - se? mesquinhos arrufos com a comparação, dada a nossa incomparável capacidade de encaixe e fé nos salvadores ungidos, Gaspar e Coelho.

A única razão por que o FMI se está a descolar da receita prende - se com a inevitabilidade de renegociação das dívidas e a previsível perda de biliões por parte dos seus investidores.
 Atirar o odioso da situação que ameaça sériamente a economia da zona euro para cima da Comissão Europeia visa únicamente salvaguardar Lagarde, já que de facto não houve erros mas sim uma estratégia e uma agenda troikiana que foi longe de mais.

Rasgadas hoje em Portugal as vestes da convicção, o Governo já não prevê, espera que..., atitude mais do que prudente onde as decisões vêm de fora e onde a dúvida substituiu a Fé como ideologia de resgate. Vem tarde, pois na fé perdida é mais fácil, quando assim tão abalada, partir para a descrença do que para a retoma.

Que fazer? Não a manutenção do laissez - faire, laissez passer, já que se tem revelado mais um campo de biologia que da Política. O que é bom para... confesso que desconheço os alvos compatíveis..., não o é, como a realidade reiteradamente nos ilumina quase até ao desvario, para as comunidades SAPIENS, como os bosquímanes o sabem.
Uma nova abordagem, não grandes teorias de intervenção, que faça com que a Aldeia Global o venha a ser, com pequenos passos de coesão sociológicamente efectivos que permitam e orientem a teorização económica, financeira, educacional e política no sentido de uma harmonização pacífica na espécie.
Chamem - lhe um metassocialismo ou um socioliberalismo, como queiram. O que interessa será o conteúdo que universalize o conceito e o pacifique.

Uma nova UTOPIA precisará sempre de uma sistematização que só a Educação dará lastro e continuidade que permitirá assolar o CINISMO POLÍTICO monstruoso que deu à luz no século passado e que ameaça eternizar - se.

INTELECTUAIS DE TODO O MUNDO, UNI - VOS E MEREÇAM OS ATRIBUTOS QUE VOS TITULAM! IDEIAS PRECISAM - SE!

sábado, junho 01, 2013

D'A EVA...



... VERSUS FILOSOFIA

" Quando não se quer produzir longas narrativas históricas recorre - se a um pequeno mito que condensa o essencial em imagens " - Sloterdijk

O mito da Eva é o mais poderoso alguma vez contado sobre a perdição do homem. De maneira que...

O amor da sageza e a perda do baixo - ventre, ainda segundo o nosso filósofo, com a perda da energização, transformou a Filosofia numa organização de eunucos, enfatiza sarcásticamente Sloterdijk in Crítica da Razão Cínica.

A contradição anteposta sempre se alimentou desde Sócrates e a sua máxima, - De qualquer maneira casa - te; se tiveres a sorte de ter uma boa mulher, serás feliz, se não serás filósofo - do seu infortúnio masoquista.
Com o decorrer dos séculos, a própria história amorosa dos grandes filósofos parece ter dado razão a Sócrates. De Kant, celibatário convicto, a Nietzsche, de Schopenhauer a Byron, passando pela excepção semi - feliz de Russel, a realidade contraditória parece confirmar o que no fim de contas não passa do trivial no relacionamento de duas espécies cujo encontro é mediado pela Natureza com um fim único - a Sobrevivência -  que a complexidade racional teima em RACIONALIZAR, passe a redundância.

A aparente contradição enunciada e a causalidade antevista no esvaziamento necessário(?) das pulsões sexuais ( naturais) quando em confronto com o amor da sageza, que as compensaria, remete - nos a uma conclusão perversa, que as imagens de Sócrates e Xantipa, Aristóteles e Phyllis,( citados pelo autor ) parecem caucionar.

Por outro lado, o aparente desprezo ( frustração ) a que o feminino como objecto de pesquisa parece votado nas reflexões das grandes referências filosóficas parece fundamentar, à partida, o falhanço da ousadia de , em confronto com uma realidade tão concreta, tão referencial, tão apetecível, tão desejada, tão natural como as provocações que suscita, contrariar a impotência da demanda na procura da explicação última.

Sobram no entanto, de todos os filósofos e pensadores avulsos, os aforismos e as máximas redutoras da condensação em preconceitos, da preguiça que denuncia a insegurança visceral no confronto com a  origem tão pouco misteriosa do SER.

De puta à mãe, balança aferidora das nuances que o eu masculino voluntáriamente manipula resta o mundo do nosso deslumbramento, do nosso fascínio e da nossa, porque nunca satisfeita, IMPOTÊNCIA, não necessàriamente eunuca. 
É que a sua capacidade de receber está para além da nossa capacidade de dar, tão sómente, e isso pesa... às almas generosas...

Cinismo ou Kinismo, vá -se lá saber...

segunda-feira, maio 27, 2013

AINDA O DMS 5

DO CINISMO CLÍNICO in Crítica da Razão Cínica por Peter Sloterdijk, pg.349


" ... Uma ordem social como a nossa encoraja directa e necessàriamente uma medicina favorável ao sistema das doenças e do que as traz, mais do que à vida em boa saúde... A única arma contra um socorro falso ou problemático consistiu em não ter necessidade dele. "

" ... O Sistema da " saúde " tende para uma situação em que o controlo da medicina dos senhores sobre o somático se torna totalitário. Podemos imaginar um nível em que se chegue à expropriação completa das competências físicas privadas. No fim de contas, haverá que aprender a mijar correctamente seguindo cursos de urologia... "

Sem comentários...

domingo, maio 26, 2013

À VOL D' OISEAU...

COITUS INTERRUPTUS

O fim de época do Benfica não teve nada de glorioso, muito pelo contrário. Assemelhou - se mais a um...., isso, como o título deste post enfatiza. Já o previa, desculpem lá, está aí escrito algures quando perdemos, MAIS UMA VEZ, por manifesta incompetência, o campeonato para o Porto.


LOUCURAS

Tornei - me, à luz das novas classificações dos distúrbios psicológicos um caso de psiquiatria e eu...danado...
Três birras por semana tornaram - se, para as luminárias do DSM5 um distúrbio psiquiátrico. Agora imaginem a população portuguesa e o sério risco de internamento, por ataques de fúria, que está a correr.
TEM TRABALHADO BEM A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA...

PALHAÇADAS

Um abraço de conforto e solidariedade ao MST pelo " lapsus linguae " que provocou a " birra " do Cavaco. Tivesse ele uma pontinha de humor e o VAFFANCULO do Grilo, grito triunfante dos clowns, ecoaria no Palácio de Belém e o MST provàvelmente se ria.
O processo levantado a seu pedido junto do ministério público será inútil, como creio que irá acontecer.

CONSENSOS PROFESSORAIS

Convocar uma reunião com notáveis com uma agenda criticada à partida e com as conclusões da dita alinhavadas num comunicado excel com consensos já adquiridos !?? , não lembraria a ninguém e é de uma desfaçatez que raia a uma preclara auto - suficiência e arrogância pessoal.
Convocar uma reunião de Concertação Social com o mesmo power point que terá dado origem a sucessivas reuniões devidas ao desconcerto de posições é outra desfaçatez, indiciadora de uma visão de negociação para yessmen e não para organizações democráticas e acusá - las de falta de preparação inibidora de colagens ao texto também nos informa muito sobre os tiques fascistóides que medram na coligação.

VAFFANCULO!

terça-feira, maio 21, 2013

AOS TROIKISTAS...

A diferença entre o Portugal do nosso defunto ditador - SALAZAR -  hoje albino de tanto branqueamento e a Alemanha mal - enterrada, pelo menos na consciência germânica, do  HITLER,  está, não tanto na personalidades dos dois fascistas mas nos povos que os pariu, como qualquer historiador decente e não funcionário burocratizado, terá a obrigação de saber, por mais voltas que dê à convicção, fé, chamemos - lhe isso, de que a História dos povos é feita pelos seus líderes, no caso seus contemporâneos, sub-avaliando nèsciamente a visão do outro bigodudo, também já defunto.

Ah, eu não sou historiador, sou um... curioso, um renascentista, vá lá..., grande apreciador da filosofia alemã e conhecedor, através dela, da Culpa penitencial que o seu povo arrasta e da sua fé (o ADN não se atira para o lixo como estamos a tentar por aqui num mimetismo grotesco que a admiração bovina sublinha ) numa superioridade eleita para dirigir.
Tirando o lapso, apontado por um historiador ( haverá mais?... ) de terem dobrado a coluna ao Miterrand que lhes impôs ( !!!??? ) o euro ( que redutora análise essa... ), cedo recuperaram a sua identidade normativa.
Qual a crise? A História se faz e se conta sobre povos dominados, dominadores e dos resistentes; os líderes são títulos, com maior ou menor importância, nos seus capítulos.
 O problema está na visão oblíqua que V/ Excelências exigem que se faça sobre os funcionários da Troika, mais o Gaspar, o Passos e o Portas, apresentando as suas acções  como consequências das minhas, vossas, e das imbecilidades gerais de um grande povo que merecia ter o ADN da loira valquíria e não, pela parte que nos toca, da capitulação da nossa provinciana, deslumbrada e arrivista  " elite ", como tem recorrentemente feito na História portuguesa e cada vez mais  na História recente.
A menorização étnica e o aproveitamento cínico que essa " elite " vendida tem exercido sobre este povo de brandos costumes,( outro mito na criação oportunística de sua auto - defesa ) tem sido mais um traço histórico do seu comportamento que só à paulada cíclicamente brandida, se refreia no seu descaramento.

E ela não vai tardar...

Saudações anti - troikistas e umas almofadas para os vossos sofridos joelhos.

segunda-feira, maio 20, 2013

CO - ADOPÇÃO ?

SOU CONTRA!

Não tenho nada a ver com o casalamento gay e tenho tudo a ver com os direitos das crianças. Sou pela liberdade individual que a diferença das escolhas transportam. As crianças não têm escolhas e deve ser o colectivo a velar pela sua protecção.

 Já que não lhes terá sido possível escolher os progenitores biológicos a sociedade deve ter o dever de  afastar eventuais ameaças nos seus lares, configuradas, nesse caso, por uma visão do mundo partilhada por uma minoria restrita. Ora, as leis que DEVEM regular o colectivo e às quais TODOS somos obrigados devem imanar de um processo natural e não dos artificialismos culturais que a sociedade contra-natura consagra no PORQUE NÃO?... e apresentados como uma pseudo modernidade que em nome da democracia e liberdade vem destruindo, de demolição em demolição valores seguros de convivência sadia entre os cidadãos.
E é com essa visão das crianças como cidadãos ainda sem Voz e Liberdade para fazerem as suas escolhas que se reitera a obrigação da Aldeia, e não das suas franjas marginais zelar pela sua educação no sentido da sua integração e não da sua eventual marginalização ou sofrimento.

Terminando e para ser totalmente transparente nos meus pressupostos, não só pessoais mas também lógicos, porque acredito, e a Ciência não me provou o contrário, que a homossexualidade é uma escolha, um artificialismo cultural a que só aos adultos, em plena liberdade se tolera, se ignora ( como é o meu caso... ) ou se aceita militantemente.

E... não tem nada de virtuoso, para ser objecto de educação exemplarmente transmissível.

Espero que a lei seja chumbada, por uma questão de bom-senso, se falharem todas as outras argumentações que o contrabando neo-contemporâneo apoda de reaccionárias.

terça-feira, maio 14, 2013

A EUROPA ABSURDA


M. Sousa Tavares, escapelizou factualmente o absurdo da realidade da eurolândia nos dias que correm na sua crónica - É ISTO A EUROPA ?, no último Expresso. É de ler e reflectir.

A farsa espoliadora dos recursos, da criatividade, da economia e das finanças dos países económicamente mais débeis, entra pelos olhos adentro de qualquer analista sério e enfatizo a qualificação, que não faz depender exclusivamente, em cínica descontextualização histórica das directivas da UE, então, dos erros nacionais e dos seus maus políticos e povos, a catástrofe que representa hoje para os países sob resgate a obediência à arrogância burrocrata de Bruxelas.

Mais do que os erros políticos nacionais, apresentados como causadores das acções actuais, importaria relevar em consideração a exaustão e caducidade do sistema ocidental de exploração capitalista que estrebucha em impotência, como solução para uma, essa sim, história acabada e se transformou numa barreira tenaz a qualquer Ideia outra de funcionamento colectivo.

A Globalização, apresentada como desenvolvimento lógico à vitória final no conflito com o socialismo soviético, transportou consigo o contrabando que lhe está na essência, enfeitada com os faíscantes faróis - Liberdade - Democracia, a cegar as vítimas, enquanto a posse do dinheiro e dos mercados financeiros pelos especuladores fazia o pleno do controlo, dos indivíduos, das nações e dos Estados.
A ganância é tal que se está a matar a galinhas de ovos-de-ouro. Que importa, aparecerão outras... A África e eventualmente a América Latina, à medida em que despachemos líderes incómodos, como o foi Chavéz.
 Limpámos o Sadham, o Gadahfi, o Al-Assad está por um fio, bin Laden já era, o Irão está a ser um osso duro de roer ( sabe - se lá se o tipo que lá manda já não terá a bomba nuclear, uma chatice... )

O único bem, realmente transaccionável do Ocidente é o DINHEIRO, de que hoje detém o controlo quase total, retrato patético de um avô Patinhas caquético e mesquinho ensimesmado, na eurolândia, nesse formidável edifício de cretinice política que é a Comissão e o seu braço financeiro BCE com os seus funcionários menores mas não menos diligentes e obedientes, instalados nos governos nacionais dos países ocupados.

" RECLAMAI, MAS OBEDECEI !exigia Bismark aos seus súbditos...

sábado, maio 11, 2013

PORTO - BENFICA...

...Minuto 87 do jogo e o treinador não consegue transmitir para dentro do campo a necessidade, face ao resultado, de contenção e posse da bola. Porquê?

Maxi, o grande Maxi, foi uma completa nulidade em todo o jogo; não atacou e não incomodou minimamente o Varela que fez TODOS os cruzamentos possíveis e ainda teve tempo de rematar à baliza. Artur foi uma lástima  na parte final do campeonato com o golo consentido ao Estoril e hoje, patèticamente, ao Porto. Tragam o Oblak para a equipa principal...

Faltou uma coisa ao Benfica - INTELIGÊNCIA - e a falta dessa mais - valia costuma ser sempre penalizadora em competição, mesmo que não seja a condição  suficiente.

O jogo foi mau e as duas equipas se igualaram em inépcia competitiva.

 Alguém conseguirá apontar o melhor elemento em campo?

 É que não houve nenhum que se tivesse transcendido,  nem a defender nem a atacar. A mediocridade foi geral, até nas substituições, nomeadamente por parte do Benfica.

A época acabou para o Benfica, como um balão que se esvazia e a tendência vai ser para piorar; já não há nada que valha a pena ganhar. A Europa é uma miragem e a taça de Portugal não vai merecer a época.

PONTO FINAL!

JESUS?  ...........

quarta-feira, maio 08, 2013

D'A ELITE DO REGIME VIII


                                                                      The Jelly Boy


A " exaustão " e o vazio político que o PS semeou durante o consulado Sócrates, um fortíssimo líder, " secou " o debate partidário, coisa que o jotinha Seguro, conhecedor do funcionamento do aparelho partidário, como o foi então, o seu adversário político de hoje, Passos, na sua caminhada para o Poder,  permitiram que um cinzento político socialista surgisse como alternativa à sucessão do animal feroz.

Seguro não é um pregoeiro de feira, coisa tipo - E leva mais este e mais este... -  Eu não estou por aqui para enganar ninguém... , mas do tipo evangelista da IURD, melífluo, mole, tipo bom - rapaz fàcilmente vítima de bulling passivo do que  seu perpetrador.

Acontece que a Política exige mais dos seus praticantes. É definitivamente meritório o serviço da causa pública e é racionalmente exigente de muito mais coisas do que ESTAR lá...

O que é o homem e as mais - valias transportadas, necessárias a um estadista ( Ah, como Portugal precisa desesperadamente de alguns...) com visão, coragem, liderança, capaz de roturas e consensos democráticos, que não essa democracia mole e paralizante ancorada numa esperança doentia que não na acção concreta, com um rumo político capaz de fazer dos cidadãos o seu principal defensor, ninguém conhece.
Da cartilha e das frases feitas, mecânicamente repetidas, que o irão levar ao Poder já se conhece. O resto está atrás da cortina, já descerrada por um povo a dizer NÃO; do tremendo resto que é a redefinição do País conhecemos as epístolas evangelizantes. 

É POUCO, muito pouco o que sabemos da ignorância deste challenger...

sábado, maio 04, 2013

D'A ELITE DO REGIME VI


                                                                  O FILISTINO

INADVERTIDAMENTE APAGUEI O POST AQUI INSERIDO HÁ DIAS SOBRE O MINISTRO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS, PAULO PORTAS, E NÃO SEI COMO RECUPERÁ- LO...

P.S.

ACONTECE QUE O PRÓPRIO SE ESTÁ ENCARREGANDO DA ACTUALIZAÇÃO DO QUE FOI ENTÃO POSTADO, O QUE AGRADECEMOS...

D' A ELITE DO REGIME VII



                                                                   O CATAVENTO

Há uma casta de funcionários burocratizados na UE que da teoria Política reteve o manobrismo e jogo de cintura e da sua  praxis o acautelamento dos interesses próprios e dos aliados de ocasião.

O presidente da Comissão europeia, Barroso, é a imagem consagrada da mediocridade de uma liderança.  As qualidades pessoais adstritas, pela sua inadequação política que não diplomática, ao cargo, fazem dele uma quase nulidade na função nacessáriamente abrangente que o cargo exige no  funcionamento global de uma UE que paulatinamente se desagrega com o seu beneplácito cúmplice.

A tristeza de ver um formidável projecto como pensado, não por políticos mesquinhos e sem visão e grandeza mas pelos seus pensadores, nas mãos de uma tal mediocridade liderativa, conformista, seguidista e deslumbrada pelos afagos dos donos, é penosa.

A História acabada que esses funcionários estão a escrever será feita um dia quando, em nostalgia, sob as ruínas de uma decadência entrevista e revisitada, se lançar um olhar para o exterior, para os Outros.

O enorme drama da superação das supervivências nacionais, como diria Gassett, na sonhada construção dessa Europa, hoje adiada e sem futuro, está hoje transformada numa tragicomédia, ameaçada pelas subserviências ( espantosa ironia histórica... ) nacionais e a apropriação, através do controlo das suas figuras de proa, das suas instituições.

Em vez de portador de uma missão histórica, Barroso borrou a pintura aceitando ser o master's voice dos ventos dominantes; os de hoje são da Alemanha.

domingo, abril 28, 2013

D' as interpretações...

... e das perspectivas lançadas sobre o discurso do presidente da República no dia 25 de Abril na Assembleia da República tivemos visões , isso mesmo, de todos os tipos, como seria de esperar.

As fundamentações racionalizadas sobre o que disse Cavaco, as suas intenções ao verbalizar nesse dia, numa cerimónia simbólica de apologia de libertação a recusa de alternativas, remete - nos ao  - NÃO HÁ ALTERNATIVAS - de Passos quando, num aproveitamento cínico e despudorado das circunstâncias do resgate, resolveu impôr uma agenda ideológica reaccionária e passadista sobre o país, fazendo - o, como se constata hoje, regredir de décadas.

A contradição evidente no discurso de quem apela ao consenso e ao mesmo tempo desvaloriza as eleições como referência de debate é políticamente revelador de uma ideia do país menorizado por uma promovida elite pequeno-burguesa a quem a nivelação democrática é desvalorizadora da excelência alcançada.

Na mesma ordem de ideias dos aderentes à bondade do discurso presidencial vemos o pragmatismo governamental apresentado como alibi da vacuidade ética e de expedientes de toda a ordem, como o recente caso dos SWAP, atesta.

Confundir, como o fizeram muitos, uma cerimónia simbólica e ritual, concernente à instituição Presidência da República, como aconteceu nos USA recentemente que não ao detentor, passado ou presente do cargo, por mais imbecil que tenha sido no exercício do cargo, como o foi Bush jr., com tolerância democrática à asnice criminosa do dito, é obra e compará - la enviezadamente com as críticas feitas ao discurso do presidente português apresentadas como intolerantes, é sofismático, como o fez H. Monteiro no último Expresso.

O " espírito democrático " não É a tolerância com aquilo com que não acreditamos, é pelo contrário, a sua crítica livremente expressa e o desmascaramento das inverdades dadas por adquiridas e como definitivas.
Ninguém negou ao Cavaco a opinião e a assumpção do seu pensamento sobre o país, era o que faltava. 
O que se deplorou foi a batota de ver o representante assumido de TODOS OS PORTUGUESES ao reboque de uma facção, melhor, fracção do todo e silenciar o resto do país, como só o fazem ou tentam fazer os donos, não do regime democrático mas das coutadas.

Por mim, o fundamento da Democracia está mais na Intolerância e Crítica do que no silêncio e tolerância bovinas.

quinta-feira, abril 25, 2013

LAMENTÁVEL!

SAMPAIO, de passagem pelos corredores da Assembleia, interpelado sobre as palavras do presidente da República proferidas no seu discurso cerimonial, disse que o dia era do presidente e dos convidados.

Não, não, não, o dia era do país, dos seus cidadãos e da sua memória colectiva, a data é histórica, sobrelevando  TODAS as outras interpretações, percepções e projecções que sobre ela os intérpretes políticos, de ontem, de hoje e do futuro façam do seu significado profundo que teve para Portugal e os PALOP´S.

Hoje ouvimos a apropriação desmazelada e sectária da Democracia num discurso que a desvalorizou objectivamente - Não contem comigo - feita por um presidente da República que além de enfatizar o seu enquadramento burrocrático no apoio transparente da sua família política e da troyka, desvaloriza com desapreço a luta política e objectivamente as eleições democráticas, que estão nos fundamentos formadores do regime.

Tenho a acrescentar que NADA do que ouvi me surpreendeu e fico por aqui... em relação ao presidente da República, melhor, do PSD.

Quanto à oposição socialista, se continua a deixar o  sr. Zorrinho a falar aos Media, vai mal. O homem é de uma nulidade comunicacional aflitiva. Tê - lo, por outro lado, como chefe de fila no parlamento, por maiores serviços que tenha prestado ao secretário-geral do PS no reforço da sua eleição, tem - se revelado um erro de casting. MUDEM - NO, JÁ, para onde se revelou ser útil no passado recente.

DIA DA LIBERDADE



                                                      VIVA  O 25 DE ABRIL, SEMPRE!


sexta-feira, abril 19, 2013

D`O TERRORISMO

" QUANDO BOMBAS SÃO LANÇADAS SOBRE CIVIS ISSO É TERRORISMO " - OBAMA

Confesso que não me assalta nenhuma dúvida sobre o significado e substância dessa declaração e também me confesso incrédulo com a origem dessa constatação que é da potência mundial que mais terror tem espalhado pelo planeta em toda a sua violenta história - os USA.

Sem cinismo, ou assumindo - o declaradamente, o que a minha experiência de vida me ensinou a ver e racionalizar em relação ao que é considerado " terrorista ", pela repugnância que instintivamente me assola perante os relativismos associados ao conceito e às circunstâncias históricas manipuladas em alibis prenunciadores de um verdade unilateral, continua a  merecer - me  , quando brandido por uma qualquer ética sufragada em nome do Poder, um desprezo infinito.

É que não são os meios a estarem sob escrutínio ético mas sim a " mão " que os utiliza e a grandiosidade da acção, que, por exemplo, na declaração de guerra é o sublimar do TERROR puro.

Nunca saberemos a contabilidade dos civis estropiados pelas bombas americanas, israelitas e a mortandade transportada pelos drones que Obama sanciona e das outras bombas que qualquer  Poder em geral não se coíbe de usar contra opositores do passado, do presente ou do futuro.

A comparação entre as vítimas inocentes dO Terrorismo que em princípio terá o Poder como inimigo e as vítimas inocentes, directa ou indirectamente atingidas pelo Poder e desprezadas como danos colaterais obriga - nos a rever em profundidade o significado do conceito, por mais que aceitemos o privilégio do uso da força DEMOCRÁTICA e não fascista do Estado.

quarta-feira, abril 17, 2013

COMO ERA EVIDENTE...

O Burrocrata - Mor Gaspar, teve de ser " denunciado " lá fora para os portugueses constatarem o óbvio ululante repetidamente denunciado já por almas mais atentas.

É que era impossível ser tão incompetente política e técnicamente como reiteradamente a realidade, criada pelas acções do funcionário europeu, não se cansou de evidenciar.
A explicação dos " despachos " do ministro, a funcionar em controlo remoto perante o deslumbramento do primeiro -  ministro, só poderia, em coerência, ser dada pela sintonia total e não disfarçada com a troika e nunca como medidas tendentes a encontrar soluções politico-económicas para o país.

Os irlandeses toparam - no e denunciaram - no; os portugueses, em geral, ficaram - se pela desconfiança e fé.

Ficámos a saber que há uma tentativa reforçada de atrelar o PS ao descalabro numa despudorada chantagem a que chamam responsabilidade, coisa para rir se não fosse tão séria a situação no país. Espera - se que a desconfiança em relação ao gato escondido com rabo de fora se reforce. Qualquer alternativa concreta por parte dos dirigentes socialistas no sentido de minorar o descalabro implica a recusa frontal dos pressupostos do Gaspar e a exigência da demissão deste governo.
Ou isso ou a perda irreparável da débil confiança dos portugueses nos seus políticos.

sexta-feira, abril 12, 2013

D´A PSICOPATIA SOCIAL...

... Por aqui denunciada, em nome das consequências sociais e não só, objectivamente calculadas e desprezadas com igual frieza pelo Governo dirigido pelo ministro Gaspar, dei aqui testemunho em 5/2, a propósito do buraco negro entrevisto na nula percepção ética por parte deste governo, pelo menos da sua cara visível, da sua acção demolidora sobre o tecido social, económico e financeiro do país.

Aos poucos, durante a sua vigência, os então entusiastas apoiantes da acção do " competente " Gaspar  do diligente Relvas e do determinado Coelho postos perante os escombros de tanta ruína têm estado a percorrer o caminho da dissidência que a realidade os obrigou; uns com grandes esforços e muuuuitos mas retroactivos lançados sobre o Governo anterior, outros com estrondo, como aconteceu agora com o ex - assessor do ministro da Economia, Carlos Vargas que assumiu em nome do seu ministro, Álvaro S. Pereira a irrelevância a que foram reduzidos pelo todo - poderoso Burrocrata - Mor.

" Víctor Gaspar é um psicopata social e não um ministro das Finanças " -  e " é o ministro das Finanças mais arrogante e mais incompetente desde o reinado de Dona Maria II " .

Carlos Vargas reflectiu, embora tardiamente, de dentro para fora, o que, eventualmente, o próprio ministro da Economia pensa e por que não muitos outros ministros, cuja relevância no Executivo é ZERO, até porque este governo se tornou uma repartição menor da UE e, convenhamos, o colaboracionismo mudo, mesmo que em nome do hipotético interesse nacional não é muito abonatório para quem quer que seja.

Haverá mais dissidências, isso é um facto antecipado e não uma previsão gasparina, que como se tem visto reduz o seu emissor à figura de leitor-de folhas-de-chá.

quarta-feira, abril 10, 2013

FECHADO PARA BALANÇO



À ESPERA DO GASPAR

Como qualquer lojeca de bairro, o país fechou para balanço enquanto o contabilista trata do que resta à insolvência programada, ao " famigerado " corte  das " gorduras " do estado, creio eu...

A demolição programada de um Estado a caminhar para um milénio de existência por parte de uma classe apátrida e deslumbrada da sua população já teve històricamente exemplos malfadados como os que antecederam a entrega do reino aos Filipes contra a resistência tenaz do seu povo.

Acontece que desta vez a resistência está melhor informada sobre a sua liberdade e sobre a sua " elite ". Sabe melhor distinguir a diferença entre o interesse nacional e os interesses outros que sob a capa da sua defesa contrabandeia os interesses próprios e de classe.

Não há dinheiro, dizem - nos, portanto suspende - se a Democracia e por que não, a Liberdade e por que não o País?

TEMPOS DESALMADOS ESSES " apud  ad libitum " , M. Veiga.

" FASCISTÓIDES "




INACREDITÁVEL!

O Governo impôs, através do seu chefe Gaspar, assessorado pelo seu delfim, Passos, o estado de excepção ao País, paralisando - o através de uma monstruosa e perigosa medida burrocrata - Nenhum organismo do estado tem autorização para gastar um cêntimo sem o despacho do Ministro das Finanças e não houve nem UM ministro a pedir a demissão do seu cargo, menorizado até à inexistência.


Digo e repito; em personagens outras, até poderia haver uma tentativa racional de interpretação do gesto que não nesses dois " estadistas " do aviário, como sugere M. Veiga numa recente entrevista ao Expresso. " Vivemos tempos desalmados ", caracterizou o social - democrata, desolado com tanta vacuidade governativa.
Uma vingança amuada de uns senhoritos que ao autismo de um se acrescenta a rigidez de carácter, para não ser ofensivo, do outro e a cobardia do resto do Governo, portadores de uma missão que lhes engrandeceria o curriculum perante os futuros empregadores - a UE.

Quem não é por nós... e toma - se o país como inimigo.
Quanto mais tardar a vassourada que se impõe, do Governo à presidência do Estado, mais impunes se julgarão.
E que tal, na nova Assembleia, criar uma Comissão que reflicta sobre as limitações democráticas que uma maioria absoluta e um presidente da mesma cor política, impõem sobre o seu afastamento dos cargos de maneira a evitar exercícios fasciszantes ( sim, o governo foi eleito democràticamente ) por parte de governos democráticos ?

sábado, abril 06, 2013

" CHUMBOS "

Quantos mais reprovações serão precisas até que o aluno se convença de que o chumbo ou aprovação que interessa  e tem a primazia  é o nacional e não o estrangeiro?

Quando é que o nosso governo interioriza o facto determinante de que não há uma política comum europeia e tampouco uma economia comum e que temos uma moeda única cujo valor é cambialmente díspare para cada um dos estados?

Quando é que os dirigentes nacionais se convencem que sem um reforço da sua rectaguarda política ( o apoio expresso do seu povo ) tem voz de burro e que a tolerância que a sua obediência induz menospreza - o objectivamente perante os avaliadores?

A tentativa canhestra de manipular a Justiça, vista como um conceito táctico e não um produto histórico, faz parte da nossa história política, umas vezes com resultados satisfatórios para o Poder e outras nem tanto. Desta vez, falhou, por motivos óbvios.
A Justiça sentiu que o poder executivo e legislativo estava a atirar para cima dos seus ombros uma responsabilidade que não lhe competia e que se resumia à avaliação, neste caso, da constitucionalidade das normas por eles emitidas.
Exigir uma avaliação POLÍTICA ao que é estruturalmente jurídico partiu do pressuposto de uma cumplicidade dada por adquirida entre a " elite " do Estado, cumplicidade essa baseada na crença de que a Ética já teria sido também abandonada por aquelas paragens. Felizmente, não foi o caso.

O caso Relvas encerrou - se com o chumbo de mais um aluno cábula e a sua dispensa do grupo dos doutores a quem as suas artimanhas ensombraram, por conhecidas e publicitadas, o doerismo empreendedor. Saiu com azedume, quando posto perante as razões do Estado, o que foi normal, já que nunca confundiu os dois interesses em presença.

E agora? Quando o anão político da presidência disse o que a sua prudência avisada, glosada e gozada, não descortinou - Não haverá eleições antecipadas -  antes de conhecer as decisões que irão sair do conselho de ministros que a esta hora está a decorrer?
E se o Governo apresentar a demissão? Irá assobiar para o lado ou envidar esforços num governo de salvação nacional quando o parceiro maior da coligação deu por terminada, como caso perdido, a colaboração com o PS?

Terá suficiente política ou a sua responsabilidade esgotou - se nos avisos sibilinos?

quinta-feira, abril 04, 2013

D'A VACUIDADE POLÍTICA...

... De hoje, globalizada em todas as paragens do planeta se reflecte em melancolia o homem atento.

A Vida, aquela caracterizada por Gasset, esboroa - se nas urgências que o sonho, hoje cativo, não pode atalhar na contemplação do outro real, aos poucos transfigurado entre dois universos de aquisição, representados pelos que têm dinheiro ou não.

" Só a descontinuidade induzida pelo sonho torna suportável a vida " - E. Cioran

O espaço, rico de projecções, que essa descontinuidade transporta, avisos/alertas/barramentos/ cepticismo, a par de possibilidades/energizações/positivismo/, é essencial no processo consciente de crescimento e amadurecimento do indivíduo e por reflexo das sociedades e das nações.

O sonhar acordado, viver, conjugando o sonho com o real, resume -se, nessa narrativa ( sans blague...) de cariz fascista que o sistema sustenta, onde a posse/circulação de dinheiro, subtraído à realidade concreta dos governados, à economia e ao regime democrático, resume - se , dizia, à subserviência, individual e nacional perante quem o detém, emporcalhando objectivamente o bem mais precioso que  sustenta o regime - a Liberdade. 

O governo que está hoje em Portugal tornou - se alvo de todas as censuras imagináveis pelo que de criminoso se prefigura a sua acção no assassinato dos sonhos de uma geração. Nenhum erro, de qualquer governo pós-25 de Abril foi definitivo e as suas eventuais consequências foram quase sempre minoradas pelo governo seguinte, na maior parte dos casos; sim, não havia decerto na Europa tanta mediocridade,  tanta desfaçatez nos líderes de então, nem tanta subserviência em relação à Alemanha e sim, houve crises económicas que a Política soube resolver.

O que temos hoje? Vacuidade e pesporrência a rodos, futurologia e autismo, bravatas e manhas a esconder uma intolerável demissão das obrigações do Estado, a começar pelo respeito da sua soberania e do seu povo.
Este governo não precisa que o demitam, já se demitiu, assim como o seu protector no palácio de Belém. É um governo de gestão e desgraçadamente ainda vai fazer muuuuito mal ao País.

Eu bem me lembro do então candidato a chefe de Governo, Passos Coelho, dizer que iria desmantelar o Estado e também vi a ingenuidade e boa - fé ajudá -lo nesse propósito.
O que também sei, o que parece ser um anátema para este governo, é que os erros, uma vez aquilatados devem ser corrigidos com celeridade. Pena é que 4 anos seja demasiado tempo de desmantelamento. Só restarão ruínas e aposto que ninguém IRÁ PARAR À PRISÃO.

quinta-feira, março 28, 2013

D'A "ELITE " DO REGIME V



                                                           O TÍTERIZINHO CÁBULA

AGONIADO, e quiçá marcado pela experiência traumática das consequências do 25 de Abril na vida familiar e naturalmente na sua, Passos Coelho cimentou pela vida fora a convicção de que a vida é estoicismo, sobriedade, disciplina, determinação, lealdade, e... doerismo. A ninguém ocorreria contrapôr a essas qualidades indiscutíveis, objectivas, o dedo da crítica e evidentemente ninguém criticaria esses anexantes caracteriológicos na personalidade de um cidadão.

Acontece que a cada uma delas, em exarcebação, contrapôr - se - ia o equilíbrio que faria delas virtudes políticas, não se desse o caso da nula existência do reconhecimento do fanatismo isolado de cada uma e da descontextualização com uma realidade que as renega como absurdos políticos.
Como também se torna evidente que o trauma de bom aluno perante os tutores, representados pelos aprovadores ou desaprovadores, da troika, da Merkel, obriga a um mimético empinanço para o exame final, sem se perceber bem a matéria que se debita.

O diabo, é que, para um político nacional ou aspirante a sê - lo, o GRANDE EXAMINADOR, é o SEU povo, de nada lhe valendo a apreciação externa. Valerá para o país, argumentaria em racionalização, o bom aluno. A grande chatice é que o povo, todos os povos, vivem no presente e querem ser ELES a programar, INDIVIDUALMENTE, o seu futuro e esperam que o governo do seu país crie para hoje, as condições em que, em plena liberdade o possa fazer.

Passos assim não o entende e não tem nenhum farol de esperança a iluminar esse caminho que só ele e os apaniguados mais a mesquinha e anti - patriótica Banca enxergam.
Ele promete o paraíso e eventualmente terá boas intenções; acontece que o inferno, o lugar da expiação, está cheio de bem - intencionados, pelo menos de passagem sabática, como aconteceu a Sócrates.

É, o inferno são os OUTROS...

AVÉ, SÓCRATES!


Regressou a Portugal o político mais odiado pela Direita portuguesa e um dos mais competentes que passou pela democracia portuguesa. Digo passou mas deveria ter dito de passagem, já que a combatividade e coragem são - lhe atributos hoje imprescindíveis no desmascaramento não só do que ele apelidou de embustes como da incompetência fanática do actual governo e seria uma perda enorme o seu exílio partidário.

O povo português não tem nada a temer, pelo contrário, da sua acção futura como comentador. Quem o teme irá dando a cara ( como se já não conhecêssemos a história recente... ) à medida em que o desespero pelo fim deste governo ponha a descoberto os " traumas " associados a uma pulsão que aos poucos se vai soltando e ela tem um nome - autoritarismo - e para cúmulo, medíocremente iluminado.

Sócrates não precisa que ninguém o defenda dos soezes ataques que a arraia miúda dos instalados no status quo lhe vão fazer, ele pode bem com eles, já lhes conhece os contornos e as motivações. Por mim não o farei. Limito - me a saudar o seu regresso e a qualidade que vai trazer à luta política bem evidente nos ecos que a sua primeira prestação provocou.

segunda-feira, março 25, 2013

CLEPTOMANIA

A já defunta UE continua a derrapar, ela própria já refém consciente e sem reacção visível aos interesses alemães e à transformação acelerada do euro no novo marco.

O último assalto, desta vez ao Chipre, denuncia o abandono de quaisquer restrições políticas ao quero posso e mando por parte do Deutchbank com a surpreendente capitulação de toda a casta burrocrátrica apolítica que hoje está à cabeça das nações europeias, obedecendo às suas directivas.

Acontece que desta vez estão a mexer também com a Rússia, de quem a Alemanha depende em termos energéticos; nada de surpreendente quando a tacanhez política, apoiada ao poderio económico, se substitui ao realpolitik. É que a Rússia pode ser uma ameaça REAL e não uma pedra no sapato.

O efeito borboleta das sucessivas e penalizadoras medidas sobre os estados do sul da Europa, com a cumplicidade activa dos idiotas úteis e colaboracionistas, fará o seu caminho até que...
Entretanto, pelo caminho ficará uma geração que não se adaptará a uma Democracia abastardada da qual os representantes nacionais respondem, se explicam e obedecem a outras soberanias e à mudança do sistema se acrescentará a do regime, desagraçadamente.

A Estupidez campeia e situá - la na Alemanha é um erro de perspectiva, não só histórica como política. Ela floresce noutras paragens à vista de toda a gente, nomeadamente em Portugal.
Chipre, como muitos outros países da zona euro, serão percalços insignificantes que, se necessário, serão afastados se não se submeterem ao Poder actual. O imperialismo, que hoje se toma como ameaça irreal, tem muitas faces e ela não tem de ser necessàriamente armada.

sábado, março 16, 2013

D'A " ELITE " DO REGIME IV



                                                             O BURROCRATA - MOR

Em qualquer república europeia as consequências políticas, sociais e económicas derivadas das medidas impostas sobre o país, levariam à sua demissão, por incompetência técnica, ( falhanço total em previsões projectadas... ) comunicacional, ( o discurso pontuado por um linfatismo quase abúlico é tudo o que se condena na mensagem política... ) e política ( o governo está completamente descredibilizado; eventualmente só terá, hoje, o apoio dos deputados do PSD, da BANCA e do sr. presidente da República )

Cruxifixado hoje pelos tutores da troika, desconsolados pelo, afinal péssimo aluno, com quem contariam na criação de uma " jurisprudência " curricular a apresentar a putativos candidatos a resgates financeiros, Gaspar ameaça com o abismo onde estará a prova das suas e as deles razões.
Sem se poder desculpabilizar com a Constituição ( já se tentou... ) o que resta ao Gaspar?

Afinal, os louros com que a ignorância interpretativa política e histórica associadas ao desconhecimento do país e do seu povo ungiu os salvadores da Pátria, nomeadamente o seu intérprete maior - Gaspar - amarelaram - se em contacto com o real, nem lhe valendo já a cumplicidade activa de privilégios incomodados com a invasão dos espaços e cargos públicos por uma classe arrivista, súbitamente consumista de bens dantes só ao alcance de alguns.
A essa desordem urgia pôr termo... Tudo leva a crer que vai falhar...

D'A " ELITE " DO REGIME III


                                                               THE  WHISTLLER


" Carta fora do baralho ",  - foi caracterização analítica feita por Carvalho da Silva, ex - coordenador da C.G.T.P. a um presidente da República que de tão bem conhecer e interpretar as suas obrigações e deveres do cargo se deixou " bloquear " ; se numa primeira fase, perante as investidas do governo PSD/CDS assobiou recomendações que foram desprezadas passou à fase profetizante com conselhos prontamente ignorados. Resultado? Remeteu - se à reflexão pitonísica e encerrou - se no seu palácio.

Se não é muito difícil compreender o dilema ético e pessoal de um presidente que vergastou o governo Sócrates por não ter sido levado em consideração numa medida pontual do anterior governo e que despudoradamente chamou à rua os cidadãos contra as, na altura débeis medidas de austeridade comparadas ao percurso actual, espanta a interpretação demissionária das suas atribuições constitucionais, lançando o " odioso " da resistência a outros órgãos da soberania, justicializando substancialmente um problema político resumido ao repúdio da população portuguesa às imposições tantalizantes da troika, da Europa merkealizada e de um governo inepto.

Tornou se, efectivamente, até hoje, uma carta fora do baralho...

domingo, março 10, 2013

D'A " ELITE " do REGIME II

                                                   
                                                                      THE CLEANER

Tarefa dura a deste branqueador para quem o regime se esgotou nos formalismos institucionais reguladores daquilo que alguns apelidam de " lei da rua ". Tem sido soberbo o esforço, que já não é de agora, valha a coerência, deste historiador no desmantelamento da " Grande Mistificação " protagonizada pela esquerdalha indígena no ataque indecoroso ao Poder actual.

A distorção redutora da Crítica ao governo colando - lhe anexos falsos nos quais o absurdo aparece como exigência intransponível tem sido a táctica recorrente, enquanto se valoriza o seu contrário, a Austeridade tout court, como a via dos valores.
Interessante tem sido a fixação anti - comunista em tudo o que seja manifestação cívica, das grandoladas às concentrações de repúdio à coligação, ao poder actual.

 A raiva é mais útil do que o desespero, diz a psicologia básica e engana - se o poder e o historiador em confundi - la com mistificações e contos da carochinha, apoucando os valores de cuja defesa, julga a pseudo - elite industriada, em cínica e hipócrita contemplação, ser os guardiães.
Dando de barato que os historiadores, mais do que os leigos pouco informados, tinham a obrigação do conhecimento histórico das implantações dos regimes políticos e da demolição dos sistemas económicos e financeiros deviam ter uma abordagem mais objectiva , menos comprometida, mais distanciada dos factos que a urgência de paginação comentarista obriga em negligência preguiçosa, espanta - me o fundamentalismo onde não deveria existir. E daí, porque não?

Para terminar, uma singela pergunta: - Se a Constituição diz que a soberania está no povo, como povo ele, o cidadão, não tem liberdade de a exercer na rua? Quando a credibilidade dessa representação institucional se rompe com a, essa sim, mistificação dos compromissos eleitorais e contrabando governativo a cidadania extingue - se?

D' A " ELITE " do REGIME...

           
                                                                     THE DOER

A Crítica política tem sido unânime na avaliação negativa que tem feito à permanência do ministro Relvas no governo da República. As raízes da fundamentação dessa unanimidade crítica encontram - se em quase todos os parâmetros passíveis de análise das funções que lhe foram atribuídas e nos contornos nebulosos do que já foi considerado de falta de ética política.
Encarregue da área de comunicação e coordenação política, a sua inépcia, nomeadamente na reforma autárquica, na reestruturação da RTP, na ligação/coordenação da coligação, foi total.

Verdade seja dita que nesse particular o doer, como o vê o P.ministro, não esteve sózinho em incompetência no Governo, a começar pelo ministro Gaspar que tem falhado TODAS as previsões económicas e cujos Orçamentos de estado não resistem a dois meses de exercício, o que sublinho como um caso excepcional de aberração política, que exponenciou o " vazio " das políticas sectoriais, a funcionarem com as migalhas caídas de orçamentos descredibilizados pelo real.

E voltemos ao doer...
É pensamento comum que no Governo só tem o apoio do produto do seu doerismo - o primeiro - ministro Passos Coelho e a pergunta de um milhão fá - la toda a gente. Porquê? 
Por mim, só há uma explicação para esse apoio incondicional, custe o que custar, e chama - se LEALDADE. E se no campo do relacionamento pessoal, pelo que deve ao Relvas no concretizar de um sonho e de uma ambição de carreira política o mérito desse posicionamento seja de aplaudir, quanto mais não seja pela raridade no meio, o País político  não só não se revê nessa " qualidade " e atém - se no que considera pernicioso para o governo e naturalmente para o país - a descredibilização de um  ministro que se tornou viral no espaço mediático.

quarta-feira, março 06, 2013

BURROCRATAS OU " PALHAÇOS " ?

25% dos italianos disseram vaffanculo aos primeiros e bem - vindos aos segundos. Da tristeza irremediável atrelada a uns preferiram o anti-sistema teorizado pelos outros.
Dos primeiros conheceram e conhecem na pele a prática daninha de governação, a incompetência política e o cinismo tacanho; dos outros, para já, conhecem a negação comum ao status quo.

As reacções dos instalados e do Poder em geral foi de surpresa.
Não é que a nós nos surpreenda mas é preciso uma grande " cara de pau " e uma repetida, redundante ( não temo adjectivações...) hipocrisia para se admirar da reacção popular contra a governação da UE, para mais quando ela ainda se recusa a existência como tal e mascara o seu monetarismo sectário com austeridade, custe o que custar.

Por uma questão de transparência e honestidade, a condenação tem um destinatário claro, a Alemanha de Merkel e dos aliados de ocasião, sustentados por uma fanática ética luterana, que a par do calvinismo dos USA, mascaram a silenciada exploração capitalista com um salto qualitativo de monta; da posse dos meios de produção que a desindustrialização deliberada cancelou, partiu para o domínio do dinheiro e do investimento financeiro, vulgo capitalismo de casino, com o qual manietou, primeiro as nações, depois os Estados e se não houver resistência e demolição, a própria Liberdade.
A tudo isso, a esse medonho e criminoso exercício chamou Globalização e ornou - o dessa capacidade sofismática de poder beneficiar cada um dos povos.
A ilusão foi breve; tinha sido mais uma manobra da Banca que subtraído o investimento na economia armazenou e faz circular o novo e único meio de controlar a liberdade, dos indivíduos, das nações e dos estados.

À actividade pacífica e quiçá prazenteira para os alvos, sugerida pelos italianos responderam com insultos, apalhaçando as escolhas democráticas.
Ninguém se engane, a tentação totalitária está em passo acelerado; os sinais abundam, coisa que a intolerância e o afastamento dos representantes da Democracia proseguem, uns conscientemente, outros  como idiotas úteis, outros por anemia intelectual, outros por desvirgamento de carácter.

Já há avisos feitos aos tiques fascistas, da judicialização da política, ao controlo obsessivo e desmesurado dos cidadãos através da máquina fiscal e a arbitrariedade programática ao arrepio do sufragado em eleições coroada pela titerização de um governo a mando de ( Merkel é o rosto visível... ) QUEM?

PONHAM - SE A PAU, JUVENTUDE. Nós conhecemos a ditadura. Por enquanto só lhe sentem o cheiro da História e as pulsões actuais. Não queiram conhecer o resto ...

ADEUS, COMANDANTE CHAVÉZ


Deixarás, seguramente, muitas saudades ao teu povo e um lugar cativo na História do teu país pelo que da tua luta pela decência política contra os malfeitores de colarinho branco ficará na memória colectiva.

Mais um resistente activo à selvageria capitalista que se foi. Que em teu lugar apareçam milhares a dizer - ASSIM NÃO!
Por outro lado, confesso que temo pelo futuro próximo da Venezuela. Os crápulas financeiros afiam já as unhas para o assalto ao património do país. Saiba o povo venezuelano fazer -lhes frente...


domingo, março 03, 2013

O " PANFLETO "

J.P.P. no www.abrupto.blogspot.com de hoje, igual a si próprio no desmascaramento contínuo que exercita sobre os " podres " da nossa vida colectiva, esteve no seu melhor.

Os livres pensadores são personagens incómodas e J.P.P. sempre " incomodou " o Poder, recusando - se a ser o intelectual de serviço, o que a sua anarquia ideológica prova à saciedade em cada intervenção.

O seu panfleto de hoje remeteu - me a um texto de Virgílio Ferreira do seu livro « PENSAR » da visão pragmática sobre o intelectual, considerado como um inútil, um chato, um complicado,um desperdício a dar baixa no activo da humanidade, do qual cito as últimas palavras - Há todavia um pequeno pormenor maçador e é que a própria humanidade sofre com isso também uma baixa por tabela. É esquisito mas é assim. Porque se não fossem esses chatos, a história dos humanos era apenas a da pocilga com apenas talvez uma variedade de feitio.

2 de MARÇO




E VIVA A DEMOCRACIA!

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

POIS É...

Angola, melhor, o governo angolano, não gostou de ver a Justiça portuguesa atrás das manigâncias dos seus dirigentes, ministros, altos quadros militares e agora o seu procurador-geral.

Nem mais um tusto de investimento para Portugal - clama irado o Jornal estatal contra o que diz ser uma perseguição a honrados cidadãos que figuram na lista dos mais ricos de Angola, com fortunas de centenas de milhões de euros, fruto do seu mais que  estimável labor pelo bem do país.

Percebe - se a reacção... No fim de contas, o dinheiro não devia ter cor e o raio da Justiça portuguesa dos colonialistas deveria fechar os olhos e estar de bico calado. Afinal quem é que manda nessa gente? Se o Governo português não os sabe pôr na ordem, como fazemos por aqui, fechamos a torneira.

Bem, essa visão de Portugal como sendo uma república das bananas está a fazer escola entre o novo - riquismo angolano e os seus porta-vozes. Eventualmente o petróleo e os diamantes estarão a turvar a visão de muita gente por aquelas paragens. Que tal, diplomàticamente, claro, levar umas cópias da Constituição Portuguesa na próxima visita de estado e distribuí -las aos governantes e aos jornalistas? E lembrar - lhes que ela ainda não se tornou num ornamento liberal passível de todos os desconchavos e que apesar do Algarve e Madeira produzirem bananas elas ainda são poucas para permitir o ingresso no club.

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

A SAFADINHA...

A danadinha da Língua Portuguesa continua a desmerecer dos seus praticantes mais dotados um desrespeito contumaz.
Os exemplos vêm de cima, como C.Ferreira Alves descobriu, num pulinho à página do nosso premier em exercício facebookiano, na Revista do último Expresso. Saiu de lá desolada com o martirio a que estiveram sujeitas as pobres preposições e uns rápidos esclarecimentos.

Longe de mim, já o disse, ser especialista do que quer que seja o que, em Portugal, me põe no universo geral da mediocridade a que nos condenaram, MAS...
...Acontece que, perante tanto mau uso desta belíssima Língua, em lugares insuspeitos (!!!?)como os Media e principalmente nos meus jornais, chateia - me à brava os lapsos que aí ocorrem e não fossem as circunstâncias de andarem também a ensinar asneiras à minhas netas que começaram a aprender a ler e a escrever....

" Portugal poupará 14,9 mil milhões de euros se tiver condições idênticas à Grécia " titula na primeira página em letras garrafais o " I " de hoje.
Condições idênticas à Grécia? Não percebi. Quais? As climáticas? As políticas?
Bem, o que o autor quis dizer, na linha do artigo de fundo seria .... se tiver condições idênticas ÀS ( que foram dadas à Grécia, em subintenção ) da Grécia e não o que foi escrito, correcto? A concordância definida e contracção prepositiva é com o plural condições e não com o país, Grécia .

" QUE SE LIXE A TROIKA "







A Oposição políticamente correcta clamou aqui d'el rei perante a ameaça do Movimento Q.S.L. a Troika de reduzir ao silêncio um Governo que se encerra em palácios para discutir com os seus umbigos o destino de milhões de democratas.

Com o Governo ergueu - se de algumas consciências um clamor horrorizado pela afronta à sacrossanta liberdade de expressão como se ela pudesse ser formatada e balizada em cada uma das almas que a exigem numa expressão e pensamento único que calasse os livre - pensadores, catalogando -os de radicais e... está tudo dito.

Acontece que os fundamentos que sustentam o repúdio verdadeiramente democrata prendem -se exactamente aos mesmos fundamentos que caucionam a liberdade de expressão exercida pelos chamados radicais. A variação de tom, som, substância, direcção, objectivo, redefine com clareza a diferença entre a diletância intelectual e crítica inconsequente e enquadrada e a assertividade e conjugação do pensamento e da acção concreta.
É que não basta dizer - se que qualquer Poder não presta e... paciência, mesmo sabendo que  quando essa imprestação se revela em acções contínuamente perniciosas, a democracia tem instrumentos para o remover, por mais democráticamente que ele tenha sido eleito. O bom - senso diz - nos que os erros têm de ser corrigidos, antes que a sua multiplicação os torne irreversíveis.

Alguém duvida da legitimidade do Q.S.L. a Troika de ter acções que não se esgotem nos passeios da CGTP e da UGT pelas Avenidas?
Arraiais inconsequentes, um direito que lhes assiste e... toca andar, o Governo não se vai distrair com as manifestações, os cães ladram e a caravana passa..., etc, etc, tem sido a interpretação do Poder e dos seus fiéis do desagrado popular. Dou de barato que é um direito que democráticamente também é deles.
E AGORA, COMO É QUE SE VAI DESATAR ESSE IMPASSE DEMOCRÁTICO? Pelo jogos das interpretações, dos governantes, dos comentaristas, dos bloguistas e de todas as corporações que manipulam este país? E a maioria não iluminada como fica? Refém da iluminação do pântano entrevisto por Guterres e que o pôs a milhas?

QUE POBREZA REDUTORA ESSA...

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

MAIS UMA SINGULARIDADE...










BENTO XVI DEMITE- SE


O presidente do Vaticano pediu a demissão do cargo de chefe de estado. É um direito que lhe assiste e se configurasse todas as razões do seu abandono quero crer que a minha solidariedade intelectual com o homem seria total.
A racionalidade de Ratzinger impõe -lhe um imperativo moral que a política costuma denegar e quando as razões do estado se sobrepõem à consciência, religiosa, ética ou racional, por algum lado há - de partir; resta o abandono lúcido e a paz de espírito, que infelizmente para qualquer consciência èticamente formatada é uma ilusão.

A singularidade de vermos um Papa a assistir à nomeação do seu sucessor e de alguma maneira influir quase decisivamente na escolha do perfil de um novo será analisada em profundidade pelos especialistas da Cúria romana.

Estaremos por cá a ver a marcha da História...

SINGULARIDADES, OU...CINISMO, VÁ -SE LÁ SABER...

SOBRE A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

A Constituição Portuguesa tem tido várias revisões que, numa visão virtuosa dos seus méritos, tiveram por fim adequar  alguns determinativos à marcha da História, preservando a essência da que foi considerada uma das evoluídas do mundo.

Nos últimos tempos, ela tem sido alvo do mais descarado ataque ( ia dizer ideológico, conferindo - lhe alguma substância reflexiva, o que não é o caso ) desde a sua promulgação, que como TODAS as constituições reflectem sobre o passado e projectam um futuro baseado em valores que lhe deram origem. Basta ver, como exemplos, a Constituição dos USA e da Alemanha, para não falar da francesa; as emendas, revisões, aditamentos, etc, mais não fazem do que aprofundar a essência do que lá está.

Dizem - nos, ( luminárias avulsas... ) que hoje não é possível cumprir a Constituição, que está velha, ( ignorância ou cinismo histórico) e que não corresponde à realidade ( e qual é ela?...) de hoje, que é complexa, que há artigos a mais e que, em resumo, é uma utópica construção de marcianos para um bando de babuínos e que não serve para gente como nós, coisa que gente lúcida como os anti-constitucionalistas, já há muito tinham denunciado com a preclara constatação de que NÃO SERVE AO PAÍS.
O país de que falam e que querem aprofundar, contra o qual o colectivo néscio mansamente barafusta, é o da corrupção feita modo de ser, o da manha e falso prestígio, o do tráfico de influências, o da Justiça oblíqua e corporativa, o da ignorância e desinformação, o da imoralidade feita pragmatismo, o dos interesses instalados, o do logo se vê...

Que " modernice " ou inovação social, económica ou educacional poderá decentemente se comparar com a solidariedade utópica  da Constituição de Abril e substituiria a soberania do povo na sua prerrogativa de expulsar do poder o desrespeito da sua condição não - elitista?

Como anarquista sem remédio, sugiro à coisa que em Portugal se confunde com elitismo e que apodo de provincianismo bolorento, uma constituição do SALVE - SE QUEM PUDER e vamos medir as forças.
Até pode ser que dos destroços da malfeitoria global, e não para alguns, resulte uma nova utopia e desta vez implacável com os vencidos.

VAMOS A ISTO?


sábado, fevereiro 09, 2013

MANIGÂNCIAS...

O desmascaramento, levado a cabo por Bruno Faria Lopes no jornal " I " de 8/2, sobre o  valor implícito, embora não expressa, da Ética, no caso a sua ausência, nos salta - pocinhas que enxameiam os altos cargos da administração de Estados e que de saltinhos a saltões chegam a lugares cimeiros, amparados por uma cumplicidade que, mutatis mutandis, não eleva os seus patronos e que transportam consigo para as novas funções a " matriz " eficaz, claro, que os guindou ao sucesso, é exemplar.

A personagem que deu origem à reflexão do Bruno Lopes chama - se Anette Schavan e é ministra do governo Merkel, como por aqui se podia falar de outras personalidades.
Anette, provávelmente vai perder o título de DRA. obtida com recurso ao plágio de trabalhos reflexivos feitos por outrém e corre o risco de ser obrigada a pedir a demissão do governo.
E porquê? O que tem a bota a ver com a perdigota?, s'espantará muita gente, excepto aqueles para quem a falta de ética comportamental, uma vez denunciada tem de se haver com consequências, para o caso, políticas. E o seu afastamento do governo será o mínimo dos castigos.

Aparentemente, como no caso Franquelim Alves, a incapacidade manifesta, por convicção genuína, queremos crer, ou haverá contornos não esclarecidos na sua nomeação, de VER a inadequação ética da sua nomeação para o governo devido à sua associação como administrador ao BPN, mesmo que não tivesse metido a mão na massa, prende - se, dizia, com a cumplicidade empática que instintivamente compreende,  aceita e desvaloriza o sucedido.

Nada disto tem a ver com a " ditadura " do políticamente correcto ( era o que faltava a sua condenação... pelos amoralistas... ) insultado pelo inefável Luiz Pondé por aqui retratado. Tem sim a ver com o declive cada vez mais permissivo no esvaziamento moral de comportamentos que associados a interesses próprios não olha a meios para atingir os fins, o qual urge atalhar, de desmascaramento em desmascaramento, papel esse que corajosos jornalistas contemplam com o nosso apoio incondicional.

ABERRAÇÕES

ABUSOS SEXUAIS DE CRIANÇAS NA TERRA DO KAMASUTRA

É medonho o relatório do Human Rights Watch sobre o que se passa na terra do Gandhi no que diz respeito à aberrante e anti - natural prática de sevícias sexuais sobre crianças e ao assustador e criminoso exercício de violação.
Até os animais, de qualquer espécie, acatam o determinismo da lei natural sobre o amadurecimento sexual. Os sapiens , em geral, o fazem e em todas as sociedades humanas essas práticas em análise são TABUS. A sua ocorrência em qualquer sociedade, dos bosquímanos aos asiáticos, dos americanos aos europeus deveria ser violentamente punida, com exclusão espacial perene do convívio dos predadores com as nossas crianças e com a aplicação inapelável da pena de morte em caso de vítimas mortais.

O que é realmente perturbador é o cinismo cultural que admite relativismos conducentes à aceitação de normas tradicionais em algumas paragens e o espesso manto de silêncio que cobre essa realidade no espaço da sociedade ocidental.
Se o H.R.W. se atrever a fazer um estudo sobre o que se passa a esse nível na Europa, por exemplo, junto das suas crianças e mesmo recorrendo à memória dos seus adultos, a nossa indignação sobre o que se passa noutras paragens, como a Índia, o Japão ou a China, para não falar dos USA, ficará soezmente enquadrada numa realidade que de tão universalizada adquire matrizes sociopatas no mínimo medonhas, no que diz respeito ao condicionamento da nossa animalidade, que séculos de repressão não extirpou, no que à sua face íntima e pessoal diz respeito.

terça-feira, fevereiro 05, 2013

ÉTICA!!!? O que é isso!!!!???

A nomeação do sr. Franquelim Alves para um lugar de secretário de Estado causou estupefacção em todos aqueles que conheceram os contornos nebulosos da roubalheira nacional que foi o caso BPN, ou seja, em todos os portugueses.
Perdão, eu disse TODOS os portugueses? Errado! Há uma clique governativa para a qual o alcance da vergonha e os limites da decência não existem. E não existem porque, suponho, não tiveram quaisquer referências que lhes servissem de modelos para uma qualquer aproximação a uma vaga noção daquilo que todo o Homem adulto interioriza - a noção do certo e do errado - e a aplicação desse reconhecimento nas suas acções como ser, em liberdade.

Poder - se - á dizer que o pragmatismo como modo de vida se sente bem na dispensa desse obstáculo à eficácia ou ao que quer que se tenha como tal e que a transposta para a lide governativa, dispensando - a superiormente em nome do interesse nacional, acoplando - a objectivamente a um bem, que súbito se vê vilipendiado pelos meios que aquela usa para a sua prossecução.

A miséria de tudo isto está na honestidade do espanto genuíno que o Governo sente com a reacção da populaça à falta de vergonha e ao COMO É POSSÍVEL!!!??? que se solta da sua indignação a actos cujos alcances éticos o poder NÃO CONSEGUE VER.
Essa incapacidade de VER encontrámo - la últimamente em Jonet, no Amorim, no Ulrich e por aí fora. ELA existe, pura e simplesmente.
A mim, assusta - me mais a existência desse buraco negro do que uma corrupção ética ou mesmo uma moralidade outra.

Em patologia clínica isso tem um nome; o autismo já está declarado, agora soma - se a psicopatia.

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

SOCORRO...

...QUE ME ESTÃO A IR AO BOLSO!

Querem ver que afinal a cegueira política de que padeciam alguns portugueses ilustres de que reiteradamente este escriba tem falado por aqui, viu a luz?
Não é que hoje toda a gente, nomeadamente os encarniçados defensores da " bestialidade " do sr. Gaspar, da troyka e do sr. Passos Coelho dão de barato, como se de repente tivessem tido uma epifania, que as coisas assim não funcionam?

O que terá acontecido? Simples...., o Gaspar foi - lhes aos bolsos, forte e feio. Apesar de fundos ele conseguiu lá chegar e causar mossa. E já se fala em " ruínas " e " miopias científicas ", a par de outros destroços que vão sendo deixados pelo caminho.
 Descobre - se, finalmente, que não eram as mudanças que incomodavam os " cães "( e que a cachorrice de que fala o nababo Amorim e o inqualificável Ulrich, cujos ladrares são a marca do que políticamente está errado em Portugal... ) , coisas que qualquer mortal instintivamente tem interiorizado no seu ADN pela sua inevitabilidade e as adequações necessárias, sob o risco de não-sobrevivência digna, está obrigado a fazer.

O que esteve e está em causa é o modo canhestro como essas mudanças estão a ser orquestradas, custe o que custar. O que está em causa é a ignorância do país real, o que está em causa é  a burrice política, mascarada de ciência financeira, confundida com determinação autista e burocrática cujo conhecimento de Portugal se fica pelas folhas estatísticas e a sua descontextualização comparativa com outros países.
Mais vale tarde do que nunca diria o povo, e já vai tarde a reacção de quem podia ter ajudado a trazer alguma reflexão consequente à Crítica.
No fim de contas, o que é que tinham a ver com essa entidade mítica criada pelos radicais anarquistas - o povo - e o seu sofrimento?

É claro que esgotadas as capacidades de exaurir os recursos do povo, Gaspar só poderia recorrer, em coerência com a toleima excel a outros bolsos. Ora, esses não estão a gostar de ser revolvidos, daí o ajustamento dos neurónios à realidade que afligia e aflige a ralé.
Elementar, caros compatriotas; não é a solidariedade nem a concordância com a crítica que os fez mexer noutro comprimento de onda; o mérito desse despertar é demasiado mesquinho para a reentrada tardia.

terça-feira, janeiro 29, 2013

VALHA - ME DEUS!!!!

                                                                                      
LUÍZ FELIPE PONDÉ é filósofo, doutor em Filosofia moderna pela USP/Universidade de Paris e pós -doutor pela Universidade de Tel Aviv, professor da PUC e da FAAP, é colunista da Folha de S. Paulo e autor de livros que não conheço e não tenciono conhecer, dada a mostra do mais imbecil livro que me foi dado a ler até hoje de seu nome Guia politicamente incorrecto da Filosofia.

Calculo, pelo paleio do autor na contra -capa, cito, " Este livro é a confissão de um pecador irónico a respeito de uma mentira moral: o politicamento correcto " que a ideia era essa, ser irónico ( não conseguiu... ) já que não consegui vislumbrar nada que a pobreza do sarcasmo do filósofo doutorado conseguisse transformar em algo tão subtil como a ironia.

Quanto à substância, pesporrente, elitizada, do desprezo do sr. Pondé, fede tanto ou mais como eventualmente o mau cheiro que a ralé não doutorada emite, caso deste crítico, e em tanta inconsequência académica de pensar o ser e o mundo refastelado em pantufeiro marasmo social.

Tem alunos na suas aulas, PROF?

P.S.: Definitivamente, voltarei a botar opinião ( não coturnizada, claro...) a esse livro desprezível...


quinta-feira, janeiro 24, 2013

Sua Excelência, o BURROCRATA - MOR




O regresso de Portugal aos " mercados " deve ter sido uma das maiores manobras financeiras de que há memória, no que concerne à ética política ou a sua ausência, para o caso, indiciadora dos contornos  funcionais da Comissão Europeia, do BCE, dos fundos de investimentos e das agências de rating, brincando com a vida das pessoas, com as suas expectativas, com a sua confiança quando vota num Governo que liminarmente, em nome da credibilidade ( santo Deus, que arrogância!!! ) do país o faz recuar décadas, no que a sua crença na Democracia concerne e no respeito que a Política lhe deveria merecer.
                                                                                                                       
João Assunção Ribeiro, desmontou ontem no jornal "  I  ", sob o título O novo problema de Portugal aquilo que ele chamou da teatralização levada a efeito no sentido de credibilizar, não o País, como cínica e reiteradamente a terminologia politiqueira assevera mas sim a políticamente demente receita dos burrocratas da UE e dos seus mandantes e a construção cozinhada para salvar Portugal e um dos funcionários diligentes da Repartição - Mor.
O mais extraordinário de tudo isso serão as loas atribuídas pela fauna habitual, ao desiderato intrinsecamente falso, porque mentiroso nas consequências, às consequências de pedir empréstimo para pagar aos predadores, num rodízio pescadinha -de - rabo na boca, profetizando sobre uma retoma económica num país em que os consumidores estão semi - falidos, no desemprego ou a emigrar. É o que se chama ver a árvore e não enxergar a floresta.

Que o sr. Presidente Cavaco faça suas as palavras do governo releva da matriz enformadora da espécie retratada para a qual governar é contabilizar fins que os meios a usar, não interessam os destroços que ficam pelo caminho, são éticamente irrelevantes, nem se dando conta, na sua proverbial incultura que a Democracia está a sair vexada com o seu exercício e o excelente serviço que estão a fazer.
Não é que o país não compreenda o que se está a passar; só que compreender não é confiar, como a realidade o irá demonstrar.



quinta-feira, janeiro 17, 2013

DÂ FUSSS PÔ NA CATCHÔR...

Mais um tremendo erro político a somar às calinadas recorrentes de manhosas interpretações do real a dar origem a acções que já merecem um sério estudo psicológico.

Desfeiteadas as capacidades de governar em democracia o Governo, sentindo a gratidão das elites financeiras, nomeadamente das bancas nacionais e estrangeiras com as medidas que vem tomando em prol desses interesses, resolve, sob o pretexto de debate nacional ( !!!??? ) sobre o estado, credibilizar a bondade das suas acções arregimentando a " elite " pensante do sistema ( basta ver quem lá esteve...) num fórum de vaidades e inconsequências, afastando do olhar do povo, através do silêncio dos Media, a consagração de novas medidas de cariz fascista a somar ao absurdo e abusivo O.E. 2013.

A distopia política que começou com a posse deste governo tem de ser travada. Já basta de amestramentos manipuladores e chantagistas, venham eles das corporações, da insane casta burocrática de especialistas imberbes, analfabetos políticos que estão no topo das decisões sobre o País, ou da ganância dos necrófagos zelotas que pululam na Banca e que vão engordando com a desgraça do País, pondo a salvo nos offshores o produto da sua imoralidade e dos contornos sociopatas da sua ética empresarial.

É claro que a ideia peregrina seja associar ao descalabro e à incompetência, por inépcia, o maior número possível de figurantes úteis a quem, mais tarde assacar a culpa comum.
Como não creio que a maior parte deles seja ingénua, que sejam os Media a responsabilizá - los, em caso de silêncio voluntário, com as salvações miríficas que de lá vão sair.

segunda-feira, janeiro 14, 2013


Sr. primeiro - ministro.

Eu não votei no seu partido para governar Portugal e não lhe reconheço autoridade para desfazer o que eu contribuí durante toda a minha vida cívica para a construção de uma sociedade diferente, quase diametralmente diferente daquela que o sr. está a propôr para o País. Reconheço - lhe, como democrata que sou o dever ( insisto que não reconheço direitos ao Estado, a não ser os expressamente contratualizados ) de PROPÔR aos portugueses as mudanças substantivas de que se quer apoderar do direito e da  legitimidade de levar a cabo.
O sr. NÃO FOI MANDATADO para refundar o que quer que seja e apesar do abuso da legitimidade democrática de quatro anos de que se tem aproveitado para fazer uma mudança de regime e contrabandear uma Constituição que ideológicamente ( a Constituição é um instrumento político e jurídico, não é uma norma empresarial e burocrática ) lhe causa engulhos, não está imune ao meu repúdio político de destruição de um Estado para os portugueses e não para alguns portugueses.
Leia mais, revisite os clássicos, pondere sobre as motivações que levaram à existência e sobrevivência das nações e uniu os seus habitantes num equilíbrio social quase sempre periclitante e frágil, para lá dos ditâmes que a sobrevivência tout - court impõe ao humano e que evolutivamente são renegados pela sua racionalidade.
Como primeiro - ministro o sr. TEM A OBRIGAÇÃO de ser um político e não um burocrata e tem de o ser  Lá, aonde o estão a reduzir e ao seu governo ao papel de funcionários menores e diligentes de uma qualquer repartição europeia.

Se acha que os portugueses querem que o sr. destrua a decência objectiva do que foi conseguido no SNS e na Escola Pública durante essas décadas, tenha a coragem de propôr um REFERENDO ao país e não se escude em formalismos serôdios e urgências escatológicas.
Devolva ao menos a POLÍTICA aos cidadãos e já me darei por satisfeito.

BENFICA 2 PORTO 2

Grande jogo, ponto final.

As " bocas " tripeiras já enfastiam e as lamúrias de quem não chora não mama já mete nojo.

Nós sabemos quem é que o Pinto da Costa queria a arbitrar o jogo. O critério largo do sr. Ferreira não agradou, é claro, quanto à virilidade e espectacularidade de alguns lances protagonizados pelos benfiquistas, apesar de terem sido mais manhosas as entradas do sr. Moutinho e do sr. Fernando, enfim...

Foi um bom jogo, ponto final e foi uma boa abordagem da arbitragem, ponto final.

Jesus acabou por não incluir o Luisão. Avaliou bem e repito que o Max precisa de descanso. Boas substituições, nomeadamente a entrada do Carlos Martins que com os seus passes longo desanuviou um meio campo superpovoado. É claro que o treinador do Porto não gostou da receita do grande Benfica ( o uso, com intenção aparentemente sarcástica do" grande " quando se fala do Benfica acaba por ser  uma constatação sincera da sua força nacional... ) a fazer lançamentos por cima do meio - campo tripeiro e a baralhar tudo. Uma chatice pegada...

Agradeçam ao Helton e ao infortunado Artur, que convinha que não se habituasse a essas fífias penalizadoras, principalmente com adversários do calibre do Porto.