segunda-feira, setembro 29, 2014

COSTA / SEGURO, FINAL

                                                                    António Costa ( 70% )
  
                                                                   António Seguro  ( 30% )

Q.E.D.

Eis o que para mim, valiam simbólica e realmente antes do confronto e a confirmação depois dele.
Do velado ao revelado foi uma etapa que desnecessàriamente, muito por culpa do primeiro, se prolongou demasiado no tempo. Se foi uma manobra política cínica e friamente executada, ou provocada por um real, para mim estranho sobressalto, já que Seguro era por demais conhecido dentro do P.S., a verdade é que a ruptura com essa Direcção do partido era de há muito uma necessidade, para o país, principalmente e para o P.S., por força das circunstâncias.
E pronto, fez - se a clarificação necessária e devida. Se dúvidas houvesse sobre as " águas moles " por onde boiavam a massa anónima e as referências originais do P.S. português, a semi-orfandade induzida por um fraco líder, elas foram dissipadas pela expressiva votação que o afastou.

O animal apagado da oposição só despertou para a defesa de um covil de que se julgava dono inamovível e fê -lo com um argumentário vitimizante e ultrajante para o adversário, no uso e abuso de um ataque oblíquo, por improcedência política, ao carácter do challenger, A. Costa.

A desilusão, não tão inesperada quanto isso, espelhou - se nas hostes da Direita, dos comentadores aos Media em geral que orbitam acéfalamente os corredores do poder, seja ele qual for. Se o seu alinhamento será rápido o mesmo não se poderá dizer da Coligação - Ainda vamos ganhar isso - confidenciava ainda há pouco tempo o nariz inteligente de Portas, o nº 2 da aliança PSD/CDS.
Ontem, se a mobilização encetada pelas primárias tiver consistência, começou, agora sim e consistentemente, a contagem decrescente deste governo.

quarta-feira, setembro 24, 2014

COSTA - SEGURO (4)



CONTAS FINAIS

Uma pequena indisponibilidade física impediu - me de ver, em directo, o debate de ontem entre o futuro p.Ministro do país e do líder opositor, António Seguro, actual secretário - geral do PS.

Em nenhum dos outros debates anteriores se definiu como no de ontem a diferença clara da envergadura política e humana dos dois candidatos e ela terá sido decisiva para os ainda hesitantes entre o provincianismo populista e oportunista, mesquinho até, em alguma situações pontuais da conversa, do Seguro e a aristocracia serena de Costa.

QUE VENHAM O PASSOS E O anexante PORTAS.

Ficaremos à espera do programa de governo do futuro PS.

sexta-feira, setembro 19, 2014

CARTA ABERTA AO " special one "


VAMOS A UM TESTE...
... DE PORTUGUÊS, MOU?

Para começar, como não sou de meias - tintas e daí a minha simpatia pessoal com essa característica que também transporta, começo por dizer - lhe que não gostei mesmo nada do acanalhamento sarcástico que fizeste ao Jorge Jesus.

À ironia inteligente com que ele tratou um aparente desconhecimento desportivo e pessoal pelos ingleses, do talento do jogador Talisca comprado pelo Benfica, cito... " Em Inglaterra conheciam tanto o Talisca como eu o d' Artagnan...", e aqui faço um parêntesis discutível, ( a inteligência deve tanto à especialidade como a sua falta ao autismo... ) , dizia eu, fez um ataque soez, por desnecessário e deslocado, carregado de azedume, de empáfia e falta de poder de encaixe.

Não deixe que o seu auto - imposto cognome lhe suba à cabeça, até porque, na boca e escrita de muita gente ele está carregado de gozo, ou ainda não tinha reparado?
E vai uma observação, não dispicienda para o caso em apreço, à qual os seus afazeres profissionais e culturais, como a leitura da gramática portuguesa e já agora sugiro também a inglesa, não permitem o reparo e é esta coisa extraordinária de a maior parte da população portuguesa e já agora também a inglesa, não saber expressar - se correctamente na sua língua - Mãe.
Mais grave, contudo, é ver especialistas de Comunicação, nos Media, na Política, na Educação a " ensinar " asneiras aos nossos filhos e netos.

Para acabar e já que a sua Gramática lhe permite a crítica e o escárnio nessa matéria, passarei a estar mais atento à sua expressão na língua pátria, já que a pobreza do seu inglês é... perdoável.

Já agora e por curiosidade - Qual foi o último livro que leu?

Com um abraço de um fã desportivo...

quarta-feira, setembro 17, 2014

COGITO COGITATUM...

REFUNDAÇÃO DEMOCRÁTICA, precisa - se...

Tem sido por demais recorrente a interiorização íntima dos cidadãos de todos os estados democráticos ,semi-democráticos ou falsamente democráticos, para não falar das Plutocracias orientais, do Caos Médio-Oriental e Africano, que estão a ser enganados, que estão a ser mal governados, que estão a ser roubados, que estão a ser manipulados e trucidados em algumas paragens, por um discurso de Poder que aos poucos se torna global.

O afunilamento das propostas e das suas representações dentro das instituições democráticas, dos Estados ocidentais, reduziu contundentemente a natureza do espaço político e da valoração das opções alternativas. O arco de poder no Ocidente eterniza - se numa hoje visão única representada pela BUROCRACIA controleira a vomitar diáriamente determinações semi - fascistas sobre os cidadãos, pouco interessando a etiqueta maioritária de marketing ideológico que alternadamente se substitui de tempos a tempos, já que a criatura funciona já por inércia.

Tenho por mim que foi a constatação dessa realidade, intuída mas ainda não completamente faceada até então, que aborreceu Marinho Pinto e vai fazê lo regressar para outras batalhas, como prometido.

A frontalidade e por vezes a truculência com que numa genuína indignação se expressa o pensamento e a acção, conseguem desviar o olhar do ouvinte ao que se verbera que não como se contesta. A atracção poderá estar aí, apesar de redutora e contraproducente e mal avisada tanto para a Crítica como para os simpatizantes.
Só na desfragmentação do espaço político em minorias, em independências, em desacato, como diria Eça, está a resposta ao discurso concentracionário do Poder, nacional, de Bruxelas e os demais e isso exige outro discurso e outros protagonistas não arrebanhados por uma lógica formatada a uma adesão paradoxalmente acrítica por inserida no contexto regimental, às conversas acabadas do - NÃO HÁ ALTERNATIVA -.
É evidente que há propostas alternativas DENTRO do contexto actual e elas serão de processos e não de roturas, de refundação do regime. As chamadas reformas vão no sentido do adensamento e não do arejamento do tecido democrático, da sua transparência e da sua limpeza normativa.

Que venha o partido de Márinho Pinto, que apareçam mais e que se proponham ao escrutínio dos cidadãos.


quinta-feira, setembro 11, 2014

SETEMBRO 2001

UMA DATA PARA A HISTÓRIA

Uma data histórica que desejaríamos não mais ver repetida, que desejaríamos que tivesse mudado o relacionamento do mundo democrático, transformando - o por dentro, desalavancando a cristalização social, económica, política e financeira das democracias, dando - lhes um impulso novo no aprofundamento das suas premissas, universalizando - as com uma ética incisiva, invasiva, se necessário, no que à sua falta permitiu a sua corrupção, aproximando nações, num mundo em que as relações humanas estão a ser intermediados por instituições que se representam a si próprias.

Uma data histórica, que apesar e por causa dos contextos bélicos que se lhe seguiram na guerra global contra o Terror não tornou o mundo mais seguro e atrevo - me a afirmar, soltou o Caos, com a redução à " pré - história "  do equilíbrio, do frágil equilíbrio político - religioso que habitava e habita as terras do Médio - Oriente, sustentado pelas fortes, circunstanciais, e hoje vai - se a ver necessárias na protecção das populações, lideranças dos Gadahfis dos Sadahms, dos Sauds, dos Hassads, dos Ayatolas, dos Nataniéis, e de toda a oligarquia monárquica do Golfo Pérsico.

A diplomacia musculada, essa sustentada por um estado imperial[ista] e com a mais poderosa máquina militar do Globo não soube lidar, por arrogância, com a fragilidade do barril de pólvora, guardado com mão - de -  ferro e pegou - lhe fogo.
Os resultados, incontroláveis hoje, estão à vista. Never mind, continuaremos a bombardear... A culpa não nos deixa outra alternativa perante a chacina de inocentes.

Uma data histórica que tornou os U.S.A. uma nação paranóica, desconfiada de tudo e de todos, mesmo dos seus aliados, como a denúncia do PRISM atestou.
Uma data histórica pelas consequências inimagináveis que daí advieram, nomeadamente pela mensagem aterradora que levou aos americanos, cujo eco a eliminação temporária do líder da al - Qaeda bin - Laden, não desvaneceu., pela simples razão de que a Ideia, seja o que isso fôr na ideologia radical muçulmana, conseguiu sempre sobrepujar o desaparecimento do criador. A História das nações transborda de exemplos, uns mais dignificantes do que outros.

Quanto à Europa, viveu em guerra até meados do século passado; durante meio século soube, apesar da guerra fria, que mais não foi do que um resquício da desconfiança e suspeição seculares, construir, em Paz e colaboração inter - nações, uma época de desenvolvimento e progresso, com formidáveis conquistas sociais, científicas, agregadoras de um projecto impossível que foi a criação da U.E. de que a história bélica comum com mudanças de alianças ao sabor das marés surgia como um travão inultrapassável.

Helás, hoje... a mediocridade e o imediatismo político - eleitoral fazem o pleno do desprezo das populações em prol da abstracção institucional auto - representativa em auto - gestão burrocrática. A imagem é a do ratinho no carrocel.
Qual o denominador comum entre a Casa Europeia e os U.S.A.?

Uma data histórica, triste, selvática, hoje como ontem, para os americanos e para os homens bons de todas as paragens do planeta que sentiram, então, a agressão sobre os inocentes com a mesma desolação e pasmo.
O que é que se aprendeu com o hiper - terror que a al - Qaeda levou ao solo americano?
Quando olho para a Política das nações, a resposta surge - me, descomplicada, cristalina e hiperbólica - NADA!

COSTA / SEGURO - 3




                                                        NADA MUDOU, ENTRETANTO...

O DEBATE

UM DADO ESCLARECEDOR - Seguro não foi capaz de criticar uma única ideia ao seu contendor. Fê -lo sómente num terreno tão escorregadio e movediço, cujo controlo programático escapa a voluntarismos eleitorais - o da Dívida.
Ao incidir o foco sobre o que as circunstâncias e no reforço das resistências que o BCE e a nova Comissão ponderam sobre o assunto, Costa esvaziou o protagonismo oportunista, assim como o fez à apropriação saloia ( de chico - esperto, o saloio não tem nada a ver com isso... ) dos objectivos programáticos do PS como se de emanação própria tivessem origem.

O exagero do discurso de vitimização ,a par da colagem de etiquetas redutoras ao adversário e ao confronto cidade / campo, Lisboa / paisagem, se não se consegue colar a Costa, está a contribuir negativamente para a definição caracteriológica da actual secretário - Geral, pormenor que o seu gabinete de apoio deve ter minimizado.
Desconfio que o anexante - traidor -  com que Seguro mimoseou Costa no primeiro frente-a-frente teve um universo definido, dentro da sua lógica de angariação de apoios na provincia, a par de um pretenso deslocamento do olhar esclarecido sobre capacidades provadas.
O - Não te fica bem - reiteradamente usado como contraponto desmobilizador e critico está sub-reptíciamente na mesma linha da agenda de demolição pessoal, já que a assertividade contida de Costa nesse campo está deliberadamente a pensar na reunião do partido e na sua mobilização pós/Seguro.

De que outra maneira se explicaria, hoje, a nula interpretação contextual das posições de Seguro durante os governos Sócrates em que literalmente andou pelo campo a cacicar, a secar os apoios socialistas ao então seu secretário - Geral e a escrevinhar textos insidiosos em todo o lado sob a capa de contribuições de um cidadão que só pensava no país, blá-blá...?

António Costa pecou quando levou tempo demais a conhecer a burocrata massa jotinha do actual sec.Geral.
Deseja - se, para o bem do país, que não tenha acordado tarde.

Quanto à substância do debate, ela foi inconsequente, embora tenha lançado pistas ligeiras sobre os projectos " para a década ", para a " restauração " com a descida do IVA e sobre a união para as presidenciais.
Sinceramente, duvido das virtuosidades deste tipo de debates, para mais com maus intérpretes a intermediar e a formular questões, macaqueando - se em agressividades parolas sob o alibi de independência nas impertinências semânticas.

Não vou pedir desculpas por uma pretensa arrogância e pela snobeira elitista, lisboeta e sei lá que mais, mas se voltarmos ( os eleitores, claro... ) a asnear, escolhendo Seguro ( o insulto só o será se isso acontecer...), bem...

quarta-feira, setembro 10, 2014

COSTA / SEGURO - [2]

O DEBATE

HMMMMM!

SEGURO atacou forte e feio, como se esperava e como se esperava fê - lo com ataques ao carácter ( sim, pode - se e deve - se falar de traições em política, o que não passa de uma  redundância infantil que nem merece ser exemplificado, nomeadamente visando o  acusador..., adiante ) e, céus, pegando na deixa de João Soares sobre o  elitismo lisboeta sobre o deslumbramento saloio, quis, opondo a cidade ao campo, apresentar Costa como um arrogante fidalgo a querer roubar o trabalho honesto do provinciano, o MESMO DO COSTUME, perpassou, em vitimização crescente, no seu ataque.

Como se esperava, Costa nunca apareceu como challenger, nem precisou já que Seguro assumiu esse papel. A frustação e um sentimento de injustiça eram - lhe patentes, o que só o menorizou frente a um discurso  sereno de mobilização por parte de Costa.

Política? O país? Talvez hoje se esbocem pistas que permitam perceber nas entrelinhas , democrática e honestamente impossível ser doutra maneira,  JÁ !  o que se projecta, por parte de António Costa para o desafio das legislativas e, mais importante para a mobilização anti - coligação da Direita.
Seguro já teve tempo mais do que suficiente para se perceber que é mais do mesmo - burocracia mental. 

terça-feira, setembro 09, 2014

COSTA / SEGURO

O DEBATE

Francamente as minhas expectativas não são muito elevadas sobre o primeiro debate público televisionado dos dois candidatos do P.S. à liderança do partido, melhor, dos candidatos ao expectável cargo de primeiro-ministro do país, CASO a coligação perca as eleições legislativas que aí vêm..

Vai ser interessante reparar que o desafiado Seguro, hoje um animal feroz, porque acossado, irá ser extremamente agressivo chovendo arquétipos e soundbytes para cima de um fleumático challenger, que se não reagir à pobreza das invectivas contextualizando e menorizando a táctica do esperar sentado que o governo caia por si, mesmo que ganhe democráticamente por 1 voto, vai -  se dar mal neste primeiro round.

É claro que para o segundo e nos restantes debates a substância de que são feitos os dois personagens se vai clarificar naquilo que de facto interessará saber ao país.

TOLERÂNCIAS DEMOCRÁTICAS E...

... RELATIVISMOS ÉTICO - POLÍTICOS AD HOC ?

Considerando as experiências, relatadas no Expresso de sábado passado por Katya Delimbeuf, do psicólogo canadiano Paul Bloom e da sua mulher Karen Wynn, levadas a cabo com bebés de 3 meses a 1 ano, e descritas no seu livro " As origens do Bem e do Mal ", o sentido moral do sapiens é INATO. Um imperativo categórico que refundamenta as teses dos insurgentes contra o cinismo e a hipocrisias modernas sedimentadas no pragmatismo moral e existencial do indivídual de hoje.


Sem menosprezar o efeito social - educacional que a corrupção relativista exerce na formatação comportamental, os resultados das experiências disseram aos seus autores que a moral, recito, " é uma característica ( primeva ) moldada pela evolução da espécie, para a nossa sobrevivência ".

Numa análise tremendista dessas conclusões, a tautologia levar - nos - ia, face à aridez ética das sociedades contemporâneas, a consagrar uma decadência social acelerada da espécie em todas as paragens do planeta onde a noção original do CERTO e do ERRADO, de Justiça,  está a ser adversariada pelo SIM, MAS....

Tolerância?
Tolerância e democrática?
Tolera - se o óleo do fígado de bacalhau e eventualmente uma quimioterapia. Tolera - se o que é física,  psicológica ou racionalmente sustentável à luz das resistências apregoadas. Toleram - se circunstâncias atenuantes que o senso comum consagra, independentemente dos contextos, de qualquer natureza. O Mal é intolerável no reconhecimento que dele a sua face se nos apresenta no mais íntimo de nós. Está no nosso ADN essa capacidade, estamos a sabê - lo agora.
Sem querer entrar nas intuições roussianas do Bom selvagem e nas racionalizações e observações categóricas kantianas, o que sobressai é o condicionalismo hoje anexado à nossa capacidade de tolerância, exigida em nome da Democracia. Ela não deveria ser abstracta nem incondicional nem condicionada pelo que de natural ela transporta para a vivência sadia numa sociedade.

A exigência da tolerância tout - court, seja ela religiosa, política ou moral, desarma, democráticamente, a oposição intransigente a manter sobre tudo o que não é respeitável. A Liberdade natural, e não de redil, que o Homem sacrificou em nome de uma vivência pacífica tem sido acicatada  à medida em que se estreita, democráticamente, claro, através de imposições legais, o normativo comportamental dos cidadãos. 
Esta tendência neo - fascista, não encontro outra qualificação, nem complexa nem redutora, tem crescido à medida em que, por outro lado, os Estados se vão  demitindo das suas responsabilidades que lhes deram origem.
Enfatizando - se o paradoxo da sua presença sufocante na vida dos cidadãos enquanto ameaça reduzir - se a um epifenómeno através das acções concertadas dos funcionários superiores das Administrações Públicas, a pergunta que se pode pôr é a seguinte -  Como é possível este acéfalo auto - canibalismo? Com que fim? Em nome de que felicidade colectiva os cidadãos o permitem?

sábado, setembro 06, 2014

DANCING WITH THE DEVIL II

As consequências do baile maléfico que, faz agora 1 ano, então antevi as consequências para o futuro estão aí em todo seu irreparável horror.
A Síria, mais um estado pária na lista ocidental, também por aqui denunciada, assim como o foram a Líbia e o Iraque e por pouco o Egipto, deixaram de existir como Estados e foram entregues à barbárie extremista do hiper - fundamentalismo islâmico.
Milhares e milhares de vítimas inocentes foram e continuarão a ser a mancha vergonhosa da estupidez política e da ignorância histórica de líderes políticos e dos   MÉ(R)DIA acéfalas e de tão daninha negligência deontológica como a indiferença dos seus inocentes cidadãos.

Na terra onde nasceu, o DIABO anda à solta. Despertámo - lo NÓS, outra vez... alimentando - o com incompetência, negligência, ignorância, ganância e... um festim macabro de cadáveres.

Diz - se que se passeia, entretanto, por terras da África e... de Ucrânia...-

terça-feira, setembro 02, 2014

ARIDEZ INTELECTUAL...

...OU ACÇÃO POLÍTICA?

Não que uma não pressuponha a outra ou que essa não a desdenhe liminarmente. Podem, em situações limite, anularem - se nos objectivos que, à primeira vista parecem ser semelhantes e que finalmente nada terão um com o outro?

Quanto mais amplas as prisões conceptuais menos se sente a perda da liberdade de acção? A consciência da impossibilidade de conter, controlar, as circunstâncias exteriores e mesmo as interiores que o Caos existencial desenha definirá as margens que bordejam a liberdade individual?

Todas as estruturas, mentais e políticas essenciais à Ordem ( controlo do caos...) , pela previsibilidade que almejam alcançar e acrescentar ao seu funcionamento burocrático, seja ele intelectual, ao nível do individual ou político ao nível do social, criam uma teia de normativos, de coerências, de conexões mentais de aceitação/repulsão que definem espaços de compreensão para os aderentes, de intervenção para os cépticos e de rebeldias exclusivas, que a Crítica acarinha.

Quando, por aqui se sentiu a necessidade pessoal de aclaramento me intitulei de anarquista, deveria, em nome desse esclarecimento, acrescentado o anexante intelectual, para fazer a distinção com o que nunca fui na vida prática, na acção. Porém, aos poucos tenho concluído que não há discordância fundamental que mine a coerência entre o que penso e o que faço, ou seja, a minha racionalidade ( Razão + Ética ) e a minha liberdade continuam a dar - se bem.
Toda esta arenga pessoal, ( são - nas todos os meus posts... ) pouco interessará aos curiosos que por aqui passam; no entanto permitir - lhes - á uma aproximação do conhecimento de este Outro que sou eu com clara vantagem no seu juízo.

Tudo isto, enfim, vem a propósito, como apoiante esclarecido e não populista de Marinho Pinto, à sua eleição para deputado europeu e eventuais outras eleições, das críticas ferozes que acompanharam a sua decisão de, no espaço de um ano ( tempo mais do que suficiente para o conhecimento por dentro do funcionamento da U.E. e para a denúncia dessa realidade que nos comanda a Vida, e os contornos éticos que a enforma... ), abandonar essas funções quase fundamentalmente inúteis e tentar, no país, ser mais útil como parlamentar e no que for possível.
Nada de surprendente e aqui remeto para os parágrafos mais acima, em quem nunca teve uma escola partidária e a definição etiquetada dentro desse contexto.
Não o pensou assim D.Oliveira no Expresso de há duas semanas atrás na abordagem do assunto.
Se a formalidade crítica que sustentou a prosa está aberta à discussão teórica, já a hipocrisia denunciada e desenhada como uma inconsequência da banalidade ético - política do visado vai um mundo de ofensa que teve resposta adequada por parte de Marinho Pinto no Expresso do passado sábado.
Sugiro as leituras...

segunda-feira, agosto 25, 2014

CONTEXTUALIZEMOS, POIS...

...malgré Popper...

... Que a racionalidade de hoje perdeu o rumo, o sentido e o alcance e o contraponto ético que deve balizá - la, sem  a qual não merece essa formulação sem se tornar insultuosa para aqueles que a definem integralmente nas suas vidas.

Qual a diferença que as nossas consciências são capazes de discernir entre a repugnância abstracta que a matança de Gaza levada a efeito pela democráticos governantes israelitas sobre democráticos eleitores palestinianos ( milhares de civis e centenas de crianças, CRIANÇAS, entre eles...) e o real e sentido asco pela execução publicitada de um jornalista americano?

Para começar, todo o mundo passou a conhecer James Foley na hora da sua morte e a empatia viral com um ser humano miserávelmente humilhado e despido da sua condição de inocente, mártir da sua profissão de informar, re - humanizado por nós, no pranto do seu desamparo.

A sombra cínica que esconde a face da repugnância devida e a sentir por sobre as vítimas de Israel, da Boko Haram, a multiplicar por milhares, sem nome, sem rosto, tem na cumplicidade neutra e assassina, compreensiva até, com os carrascos das crianças terroristas e a indiferença racista para com as vítimas da barbárie na Nigéria, a instrumentalização racionalizada da Razão em nome do contexto.

Não vi a execução de Foley, nem preciso das imagens para  condenar a desumanidade, basta - me saber que aconteceu, assim como o arrastão impiedoso e cego da EIL que não distingue a sua jihad da pura carnificina de inocentes.
A outra jihad, a de Israel na limpeza étnica da Palestina em nada se distingue em barbaridade dos outros tipos de execução. Um assassinato em massa é um ASSASSINATO, não tem outro nome e sobre vítimas desarmadas, é COBARDIA.

domingo, agosto 17, 2014

ALJUBARROTA ou ALCÁCER QUIBIR?

E... MUDANÇAS GERACIONAIS

Quando, na Política contemporânea Global, na História acabada, se reclamam mudanças, o que em essência, se proclama,  são mudança de fotogenias que não de reformas, rupturas ou, no limite revoluções. Hoje, o facho da revolta contra o status quo definido por uma visão imperialista que tem corrompido o sistema democrático, está no Médio Oriente, em África, numa redefinição do CAOS imposto dentro da Ordem da manada.
Os condicionamentos que gerem os cidadãos, armadilhados na teia da Globalização, não já meramente financeira, et pour cause, mas também política económica e educacional, tornaram - nos vítimas do sistema e não os seus usufrutuários, a base da eficácia da sua verdade, da sua necessidade.
O conformismo, que a fuga para fora, estúpidamente acarinhada pelo governo actual com o agradecimento do resto da UE, desmerece como cidadania no enfrentamento geracional, como a geração dos 60, a minha geração, com a corrupção generalizada dos imperativos éticos que deveriam e devem sustentar a Democracia.

A infantilidade recorrente ( culpa nossa? ) com que a sociedade é vista em Portugal pela nova geração remete inapelávelmente a um aprofundamento, quase inconsciente, de uma individualização crescente, em contra - ciclo com a sedentarização social e solidariedade organizativa que os parâmetros actuais deveriam exigir. Naturalmente estranha mas coerente com o passado, o sentido solidário, que a cegueira mercantilista cavalga no pseudo - liberalismo actual que envergonharia os seus pensadores, está a funcionar no sentido inverso. Os velhos estão a ajudar a sobreviver os jovens que os governos empobrecem cada vez mais. Isso tem um nome e uma substância que escapa à análise consequente da Política de hoje.

A ruptura temporal, que não geracional, que os laços de solidariedade actuais têm de gerir, por fora dos mecanismos naturais, tarda a acontecer, e a maturidade que a gestão, no seu tempo próprio da sua Vida traz à nova geração está corrompida, na apreensão do que se chama Valores. O tempo de sedimentação que o relacionamento comunicacional saudável ajuda a temperar, perdeu - se, com consequências funestas, que a deriva social e política testemunham.

Saudamos, com regojizo sem juízo, que só o tempo permitirá, a subida de uma nova autoridade política no Partido Socialista espanhol e no Partido democrático em Itália e o aparecimento de independentes, de seccionistas na Ucrânia, Escócia e Catalunha,  de independentistas anti UE da Frente Nacional e  do ( fora do arco do poder ) e de revoltosos islâmicos e bárbaros africanos contra a Nova Ordem Mundial. Ela fede por todos os lados e exige combate, porque é CORRUPTA E CORRUPTORA. 
Desgraçadamente, os alvos desse combate não estão a ser o Poder mas sim as suas vítimas, que acabam por ser duplamente penalizados.

Corre - se, incontornávelmente, um risco de populismo oportunista que a indiferença generalizada e preguiça intelectual alimentam generalizadamente entre a população, numa abordagem pragmática ( ética dos resultados... ) do acesso ao universo do Poder, alimentada pelo desencanto e desconfiança da Política faceada pelos personagens actuais.

Este assunto merece mais reflexão e voltarei a ele, assim que voltar dos banhos... Preciso de iodo...

quarta-feira, agosto 06, 2014

ETNOFILOSOFIA

O QUE É ETNOFILOSOFIA?

A formulação pressupõe uma existência caracterizada por uma qualquer espécie de singularidade que a distinguiria, a definiria de outras " filosofias ", portanto, como etimológicamente traduzida, uma filosofia local, regional, nacional ou mesmo racial.
No fundo, este neologismo carece de fundamento, de essencialidade, como etapa localizada, passe a interpenetração, que seria do desenvolvimento filosófico; é uma barbaridade conceptual.

Falar - se hoje de uma filosofia africana, europeia, asiática ou americana distinguindo - as seria partir do princípio que elas existiriam como tais, nítidamente pressentidas nas suas formulações, nas suas interrogações e perplexidades. Por muito que a literatura ( a linguagem ) seja o veículo essencial de difusão do Pensamento estruturado, a Razão Silenciosa habita do mesmo modo em todo o humano.
E habitou - o ainda antes dos gregos e dos árabes que pela escrita, pelo verbo, a expressaram e difundiram - na.

Atribuir nacionalidades à Filosofia não tem fundamento. Os filósofos mais difundidos beberam de todas as fontes, das místicas orientais ao animismo africano, da racionalidade grega ao pragmatismo romano, enfim à Vida humana e acabaram remetidos ao silêncio, à Razão Silenciosa, às origens, por Wittgenstein e Heidegger.
E por lá permanecerá inquietando todas as almas do planeta...

terça-feira, agosto 05, 2014

ESPECIALISTAS

G.E.S. / B.E.S.

Pasmo - me com a maneira como funcionam as inteligências especialistas, nomeadamente dos economistas e dos  analistas financeiros. Elas nunca são projectivas, preventivas em relação às, chamemos - lhes aldrabices, para simplificar, construídas e em construção no espaço onde se movem e fazem profissão . Só aparecem, enfáticos, especialistas, na posse de todos os contornos das malfeitorias e em snobeiras explicativas onde antes, na minha boa - fé interpretativa e ignorância, concedo, só havia hiper - ignorância e talvez cumplicidade activa.
É claro que houve excepções e elas estiveram no Expresso, um espaço onde a cobardia não medra.

Uma pergunta singela se me põe - SE DURANTE TODO ESSE TEMPO TODA A CORTE DO BANCO DE PORTUGAL MAIS OS ESPECIALISTAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS, MAIS AS SUPERVISÕES DAS ACTIVIDADES DO GES / BES INTERNACIONAL, NÃO SE FOI CAPAZ DE DESCOBRIR ( públicamente nunca se soube nada... ) AS ACTIVIDADES CRIMINOSAS, COMO E COM QUE ESPECIALISTAS VAI O MINISTÉRIO PÚBLICO FAZER  FRENTE A ESSA FORMIDÁVEL TEIA DE ENCOBRIMENTO?

Eventualmente levará décadas e... cairão os prazos. Vai uma aposta?

INTERMEDIAÇÕES

Chocamo - nos com a incapacidade de produzir riqueza no país e descobrimos que a percentagem da população inserida nessa actividade é inversamente proporcional aos parasitas do sistema, perdão, intermediários.

A coisa tem raízes profundas, já vem do  século XVI com a posse, à força dos canhões, do comércio no  Índico. Portugal não tinha nada para comercializar, como nos diz David Arnold in A época dos descobrimentos e conseguiu ser o intermediário do comércio local com a África oriental. Notável!
Hoje há intermediários para tudo, só explicável pela (e)iliteracia e negligência na cidadania; os canhões já não deveriam servir em democracia...
Vai - se perdendo, numa individualização crescente, a perspectiva de nação, de sociedade e do País.

ISRAEL / HAMAS

Também se está a perder a perspectiva sobre esse confronto nas terras da Palestina. Choram - se lágrimas de crocodilo sobre as vítimas das decisões políticas dos dirigentes, com consequências, essas sim PREVISÍVEIS, ESPERADAS e criminosamente desprezadas.
Tenho por mim, a História ensinou - me, que TUDO o que acontece de irremediável dentro de uma nação e durante o tempo emn que o tem de ser lhe marca o trajecto e o futuro a torna responsável, como remete, no caso em apreço, a responsabilidade do que aconteceu, está a acontecer e virá a acontecer aos que intervenientes ou espectadores, definem, pela acção, pelo desconforto hipócrita ou pela cínica inacção, a sua atitude.

POLÍTICA NACIONAL?

A BANHOS, que a imaginação e o rasgo no mítico país de poetas fenece em soundbytes e vai - se a torrar ao sol de Agosto.

quinta-feira, julho 24, 2014

G.E.S.

A marcha da Justiça sobre os actos praticados pela Administração do GES e por arrasto no BES, começou.
Como, apesar de todas as balizas do  - TUDO VAI BEM - com que as instituições portuguesas, TODAS, exceptuando os alertas e o cepticismo avisado do PCP e do Bloco de Esquerda, os Outros não acreditaram  na bondade do Banco de Portugal e começam a chafurdar no pântano criado por uma impunidade de décadas e que NINGUÉM quis ver.

A amoralidade ( conceito vazio e mentiroso por dissimulação de patifarias ) tecnocrática só pode produzir, por inerência, impunidade moral. Ora, a LEI democrática, criada pelos cidadãos, deve punir as consequências criminosas que ela gera, sempre.
Empurrado pelas supervisões externas o desenlace de tudo isto porá a descoberto, preconceituosamente e infelizmente, uma maneira portuguesa de fazer as coisas que irá descredibilizar a Banca nacional por muito tempo.
O país irá pagar, mais uma vez o empreendedorismo da elite nababa com língua de palmo, quer queira ou não. COMO? Esse será o trabalho da cumplicidade política sob o alibi de interesse nacional.

Seguiremos as notícias...

SOLTAS...

U.E.

Juncker distancia - se da Comissão Barroso e faz bem. A sua declaração e intenções proclamadas em relação ao perfil que deseja à sua Comissão - uma Comissão política e não bur(r)ocrática como foi a última é um bom sinal a que se ajusta a sua posição sobre o referendo independentista da Escócia e veremos se se manterá a coerência no referendo catalão.

CPLP

Se dúvidas houvesse elas foram dissipadas na última reunião em Dili. O constrangimento luso foi notório pelo tratamento democrático dado aos participantes ( não poderia ser de outro modo..., pois não? ) e pela quebra protocolar a antecipar como facto consumado a entrada de Obiang já não como observador mas como membro de pleno direito, antecipando veleidades hipócritas, para o exterior, sobre o que realmente está em causa.

Está tudo explicado. Ao desejo sincero, quero acreditar, de que com a entrada na CPLP a Guiné Equatorial se vai aproximar dos valores declarados que enformam a Comunidade, acresce - se um dado essencial e definitivo não dispiciendo no panorama mundial - Nos próximos 20 anos, os países da CPLP prooduzirão entre 25 a 27% do petróleo mundial - diz - nos o Expresso.

Que isso se venha a traduzir na erradicação da miséria nos países formadores da Comunidade é- me um piedoso e veemente desejo; é o que me resta do meu voto vencido.

P.S.

Detesto meias - tintas, detesto a opacidade democrática tanto como a mediocridade dirigente assistida e acarinhada no seu seio. Como cidadão e não indivíduo governado desejo excelência a justificar a minha demissão libertária em prol da Democracia.

Nada me choca, a não ser a hipocrisia partidária, na definição que o P.S. hoje procura. Se nesse desafio sobrevierem roturas, pois bem, venham elas. Serão uma filtragem necessária e benigna para o partido.

A minha opinião sobre a essência do que deveria estar verdadeiramente em equação tem menos a ver com a liderança do que a transparência programática das posições a verter futuramente. Desconheço - lhes os contornos quanto mais a definição.

E depois? O problema só será meu se o PS conseguir ganhar rotundamente as eleições.Até lá, deixo, pois, a decisão aos militantes e... simpatizantes.


BLOCO DE ESQUERDA

Lamentável mas previsível a degradação, melhor,  a desagregação do Bloco pós-Sócrates. Qualquer análise séria sobre os desenvolvimentos, envolvimentos, involuções, evoluções dentro do Bloco estão, desde a saída do ex-Primeiro Ministro, provocada pela estúpida e irreal coligação a que o Bloco pertenceu, íntimamente ligada a esse episódio que trouxe a troyka e a dupla Passos/Portas  ao poder.
Para mim foi imperdoável a fraqueza da análise política que levou a ESTA situação actual e pelas dissidências a que tenho estado a assistir penosamente, confesso, muita gente militante e simpatizante do Bloco pensa o mesmo.

Das contradições internas dadas à costa, não creio que estejam na dicotomia, intensa e elitísticamente individualizada, por Daniel de Oliveira no seu bate-boca com o ex - líder Louçã, numa ocupação de espaço que permitiria, no governo, exponenciar a programática bloquista  com acção, deixando a essência e em essência a resistência ao PCP, o partido anti - poder.
A hierarquização das prioridades, base de qualquer negociação séria, exige que o Bloco cresça eleitoralmente e não se vá definhando em dissidência vaidosa e egocêntrica numa feira de vaidades e de individualidades até à inconsequência.
A questão que parece não apoquentar a massa bloquista, institucional e dissidente, é que o P.S. não precisa do Bloco para nada, a não ser como flor de credibilidade anti - liberal na lapela.
Pensou - se nisso?
A ilusão contida no pressuposto de que a nova dissidência ( a de Ana Drago e, por suposto, da Manifesto ) consiga plasmar uma ideia de agregação com a LIVRE e... que force, eleitoralmente, claro, o P.S. a coligar - se com os anti - Tratado Orçamental e a favor da renegociação da dívida, é toda ela um programa que o partido-mãe defende.
Compromissos e cedências? Em quê?
Num país, suposta e talvez mítica, aleatória e estatísticamente de Esquerda, onde nunca foi possível realizar uma Convenção de Esquerda, nem em Oposição nem com maiorias absolutas do P.S., o meu cepticismo foi buscar o seu fundamento.

ILUMINEM - ME!

sábado, julho 19, 2014

SENTIR, APENAS...

ASCO



Quero crer que seja o sentimento generalizado da humanidade sobre as últimas notícias da carnificina na Faixa de Gaza ( impossível qualquer tipo de racionalização sobre o horror burrocrático, nascido, criado e mantido na martirizada terra da Palestina... )



O abate da aeronave da Malásia foi um acto demente, miserável, como são - nos todos os que têm por alvos a Inocência, no meio da barbárie, política, militar ou económica.



Criminosos os contornos da falência do BES. Quase todas as explicações sobre a hecatombe são técnicas, quando o que está, esteve e voltará a estar em causa é o vazio ético que sempre enformou a actividade bancária. Umas vezes apodado de amoralidade tecnocrática, como o fez há bem pouco tempo o ex-líder do BES, hoje caído moral e técnicamente em desgraça, a BANCA, nacional e internacional tem funcionado em roda livre, por mais que se criem supervisores ( é de partir o coco a sua acção, que de preventiva passou a ser explicativa, snobmente apresentada, sem que rolem cabeças da incompetência e actue a Justiça sobre os malfeitores ).

A crise de 2008 só lhes refinou a dissimulação e até ver, com impunidade total. Oliveira e Costa só está na cadeia por excesso de gula. Merece companhia.

quarta-feira, julho 09, 2014

BRASIL 1 ALEMANHA 7



COMEÇOU ASSIM...


... A piramidal derrota do Brasil. 

Do lugar comum que a essência do futebol, entre outras modalidades desportivas,  define como jogo de equipa, provou - se liminarmente a pertinência da constatação demonstrada pela equipa da Alemanha contra um grupo de jogadores desgarrados, débeis físicamente e, finalmente, em pânico, a cada golpe desferido pela EQUIPA germânica.


O " vício " do endeusamento e do estrelato dos grandes jogadores mundiais, nomeadamente nos países latinos, pelos MEDIA, quando é transposto para as selecções nacionais pelas federações e equipas técnicas, tem - se revelado um erro crasso que a própria psicologia de grupo ressente pela marginalização a que são votados e interiorizados, os outros intérpretes do jogo.


Messi, Neymar, Ronaldo, Roben, Muller, James, Ribeiry, entre outros ( a lista é extensa e ainda bem... ) são o que se pode chamar estrelas mundiais neste desporto e eventualmente assim considerados pelos camaradas das equipas onde militam e nem assim escapam à sua monitorização contextualizada em relação às suas prestações em relação ao bem maior que É a equipa.

Saber gerir essas circunstancialidades exige um líder forte e... sabedor.


Nem Portugal, nem o Brasil souberam lidar com esse particular, ao referenciar obssessivamente o jogo, o protagonismo e a pressão sobre os ombros dos seus atletas mais mediáticos e... mais bem dotados na sua resolução.

A diferença de tratamento desta vertente da psicologia de grupo revelou - se neste Mundial, em equipas sensação, como a Colômbia, a Costa Rica, por exemplo, pela positiva e em Portugal, Brasil e até acabar, Argentina, pela negativa.

A Holanda, outra semi - finalista ainda vive atracado ao Roben. Veremos o desenlace posicional da equipa no jogo de hoje com a Argentina órfão do dinamizador Di Maria.

´

A Alemanha, uma equipa de  humildes vedetas e extraordinários jogadores de equipa, física e mentalmente bem preparada e bem dirigida, será, tudo leva a crer, o novo campeão mundial e... merece - o, pela demonstração clara da sua superioridade que tem protagonizado neste mundial, como EQUIPA.

terça-feira, julho 08, 2014

EXERCÍCIOS PERIGOSOS

                                                           

                                                                 Saturno, Lucientes

A coligação que tem estado à cabeça do estado português, na linha da proclamada demolição do Estado anunciada, entrevisto como um travão à ocupação de apetecíveis áreas de negócios chorudos nas mãos dos investidores, continua empenhada num exercício de desestruturação do tecido relacional criado pós Abril.

O ataque malfeitor aos organismos do Estado tem passado, com a conivência do hoje ocupante da Presidência da República, pela redução demente dos seus funcionários ainda em actividade e na criminosa, porque ilegal,  ilegítima e cobarde, depauperação dos seus aposentados reduzindo - lhes impiedosamente a propriedade das suas pensões, coisa que nem o tribunal constitucional do país da sua tutora, Merkel, admitiu, enfáticamente.

Um Estado que localizou as suas gorduras a cortar ( termo seboso como o seu autor ) nos seus cidadãos DEPENDENTES dele e nas suas principais e OBRIGATÓRIAS responsabilidades na Educação, Saúde e Forças Armadas e age como um representante dos consórcios espoliadores do património nacional, não só reduz a sua capacidade de reverter a posse da sua soberania DENTRO da U.E., como atiça o ódio dos seus cidadãos ao que ele deveria representar. Uma estupidez programática na linha das pretensões explicativas de uma realidade embusteiramente tecida desde que os burrocratas nacionais se guindaram, em aleivosias programáticas, ao poder.

Tudo isso em nome de QUÊ? Em nome de QUEM tem - se estado a descobrir. Um estado - empresa, um fantasma paradoxal com a proposição apresentada em contumácia, é um exercício financeiro que brinca com a vida da população portuguesa. A intencionalidade, se for consciente, atira - nos para os contornos de um neo -realismo político que se auto - governa numa autofagia que começou pelo saturnino repasto que ainda persiste.