domingo, outubro 12, 2014
DESFAÇATEZ
Maria Luísa Albuquerque
Passos Coelho
QUÁDRUPLA DESFAÇATEZ
Não encontro melhor termo para classificar as últimas intervenções da ministra das Finanças e do primeiro - Ministro quando confrontados com as suas declarações proferidas, há bem pouco tempo, sobre a intervenção, oblíqua, porque simulada, do Governo na criação do Novo Banco com o resgate suportado por um Fundo de Resolução, um sindicato da Banca nacional.
Disseram na altura, enfáticamente, que não iria haver nenhum custo para o estado, vulgo, contribuintes nacionais.
Hoje, quando se perspectiva a falência do projecto, resumido à venda no mais curto prazo do resquício do BES e por um preço que se aproximasse do custo do resgate, ouvimos e não queremos acreditar que afinal vamos pagar, MAIS UMA VEZ, os exercícios criminosos de uma BANCA irresponsável e com comportamentos mafiosos e fraudulentos.
Não o disseram, então, explícitamente, por razões que nem vale a pena dissecar, partindo do princípio, que a lógica descortinaria, que haveria SEMPRE custos para os contribuíntes, pela básica conclusão de que se a C.G.D. sendo o maior quotizador do Fundo a suportar os prejuízos da venda do que já é considerado lixo pelas agências de rating, naturalmente, nem é preciso estar a repeti - lo, que vai haver custos para o Estado, ou seja, nós.
A verdade, é que não houve aqui um problema de comunicação. Houve sim uma expectativa que saiu gorada e sobre a qual não se consegue ter um discurso, no mínimo honesto. UMA VERGONHA!
BAGUNÇADAS
Nuno Crato
Teixeira da Cruz
Manha e falso prestígio ( a perspectiva por aqui é SEMPRE política, nunca pessoal...) , características há muito denunciadas de uma elite portuguesa, não só no seu discurso institucional, como a realidade próxima encimada hoje testemunha, tem no comportamento político tout - court uma incidência deplorável que reforça o desenho contundente de A. Negreiros no panorama nacional.
O descalabro administrativo tem - se feito sentir em duas áreas importantes do Estado, nomeadamente na Educação e na Justiça, que em governantes com um pingo de... amor próprio levá- los iam a pedir a demissão dos seus cargos e não a " pôr os lugares à disposição ", uma redundância sem sentido, a mascarar a correcta e honesta assumpção da responsabilidade devida sobre o correcto funcionamento das suas áreas de gestão e das incompetências dadas à luz.
Uma vergonha, que paradoxalmente sentimos e emitimos em indignações e que não fez estremecer um músculo na arrogância do ministro da Educação, Nuno Crato, posto perante a bagunçada da abertura do ano lectivo e da colocação dos professores.
A ministra da Justiça, teve a humildade de se declarar culpada, vírgula, responsável, essa já sabíamos, pela bagunçada da deslocalização e fecho dos tribunais e no blackout sobre a plataforma usada na gestão dos processos judiciais.
Quais as consequências políticas que foram tiradas pelos ministros e, no limite, pelo primeiro - Ministro?
NENHUMAS!, minto, dispensou - se um director - geral e um secretário de estado.
Uma vergonha!
sábado, outubro 11, 2014
O ÊRRO DE SEGURO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A variação eleitoral do Centrão eleitoral em Portugal, constituído por uma larga maioria de eleitores, que dos políticos alimentam uma visão instrumental que deveria ajustar - se aos seus interesses e que, em cada eleição, seja para o que fôr, a definitiva análise e decisão determinante provém do intimismo pessoal e não de qualquer outra razão exterior, substantiva, superior, como o deveria ser o interesse nacional, formulação sentida como vaga e pantanosa, dizia, levou o ex-secretário geral do P.S., Seguro, a demarcar - se do que ele considerava, segundo as suas análises, da má herança dos governos Sócrates.
Aconteceu que a militância socialista não se reviu e não se revê na leitura direitista a que Seguro deu aval, no mínimo pelo silêncio e nunca perdoou a este a denegação da boa prestação socialista de Sócrates.
Repostos, com a devida distância e com a comparação directa e próxima com a " fraude " eleitoral, melhor, com a fraude política da qual foram objectivamente cúmplices pelo voto, o Centrão, essa massa eleitoral, ideológicamente neutra que não pragmática e cínicamente activa, os parâmetros de médio prazo na análise do real próximo, virou - se para outros discursos mais adequados ao seu sentimento actual.
Criticável? NUNCA!
A Democracia, um regime em que um condutor de táxis ou um bloguista, especialistas de coisa alguma se permitem, com os dados incipientes ( é a única desvantagem num adulto físicamente saudável... ) que detêm, a Crítica à governação na sua visão consequencial e global, contém por isso, nisso e para isso, a essência da sua singularidade abrangente por ancorada no mais precioso dos bens - a LIBERDADE - , da responsabilidade e da irresponsabilidade.
Voltando ao Seguro, a revisitação íntima quando não racional, das prestações dos governos Sócrates, sobrelevando o embuste narrativo que levou a coligação da Direita ao poder, recorrentemente ensaiado até à eleição do novo secretário - geral do P.S. que o esvaziou, foi um sopro penoso que a realidade de hoje tornou transparente.
A militância socialista nunca perdoou ao ex-secretário geral, Seguro, o silêncio e a não - defesa dos ideais socialistas protagonizados pelo Sócrates e assim que teve oportunidade de o fazer pagar, fê - lo, e irónicamente pela iniciativa do próprio que, mais uma vez, não soube interpretar políticamente os resultados eleitorais e o sentimento veiculado pelos eleitores.
AINDA BEM!
A variação eleitoral do Centrão eleitoral em Portugal, constituído por uma larga maioria de eleitores, que dos políticos alimentam uma visão instrumental que deveria ajustar - se aos seus interesses e que, em cada eleição, seja para o que fôr, a definitiva análise e decisão determinante provém do intimismo pessoal e não de qualquer outra razão exterior, substantiva, superior, como o deveria ser o interesse nacional, formulação sentida como vaga e pantanosa, dizia, levou o ex-secretário geral do P.S., Seguro, a demarcar - se do que ele considerava, segundo as suas análises, da má herança dos governos Sócrates.
Aconteceu que a militância socialista não se reviu e não se revê na leitura direitista a que Seguro deu aval, no mínimo pelo silêncio e nunca perdoou a este a denegação da boa prestação socialista de Sócrates.
Repostos, com a devida distância e com a comparação directa e próxima com a " fraude " eleitoral, melhor, com a fraude política da qual foram objectivamente cúmplices pelo voto, o Centrão, essa massa eleitoral, ideológicamente neutra que não pragmática e cínicamente activa, os parâmetros de médio prazo na análise do real próximo, virou - se para outros discursos mais adequados ao seu sentimento actual.
Criticável? NUNCA!
A Democracia, um regime em que um condutor de táxis ou um bloguista, especialistas de coisa alguma se permitem, com os dados incipientes ( é a única desvantagem num adulto físicamente saudável... ) que detêm, a Crítica à governação na sua visão consequencial e global, contém por isso, nisso e para isso, a essência da sua singularidade abrangente por ancorada no mais precioso dos bens - a LIBERDADE - , da responsabilidade e da irresponsabilidade.
Voltando ao Seguro, a revisitação íntima quando não racional, das prestações dos governos Sócrates, sobrelevando o embuste narrativo que levou a coligação da Direita ao poder, recorrentemente ensaiado até à eleição do novo secretário - geral do P.S. que o esvaziou, foi um sopro penoso que a realidade de hoje tornou transparente.
A militância socialista nunca perdoou ao ex-secretário geral, Seguro, o silêncio e a não - defesa dos ideais socialistas protagonizados pelo Sócrates e assim que teve oportunidade de o fazer pagar, fê - lo, e irónicamente pela iniciativa do próprio que, mais uma vez, não soube interpretar políticamente os resultados eleitorais e o sentimento veiculado pelos eleitores.
AINDA BEM!
SUPER MÁRIO plus " SUPER "
ADORO ESTE PUTO!
A singularidade, a excentricidade deste menino rabino cola - se - lhe, paradoxalmente, como uma defesa feroz na estabilização, que não creio ansiada, de uma identidade, que as circunstâncias do seu crescimento num meio quase alienígena, onde visualizo o seu infantil olhar demorar - se nas coisas, nas pessoas, tornou - se - lhe um desafio pessoal de superação.
A autenticidade rebelde e inconformista em contraponto com a " normalidade " e a previsibilidade associada ao reconhecimento do Outro sublinha e reforça - lhe o eu, o lugar que quer habitar, segundo as suas regras.
O afecto pela " Super ", a porquinha, está na linha da sua contribuição generosa e anónima aos canis, lugares concentracionários de desafectação e de abandono.
Pessoa dizia, zurzindo A. France e a sua pretensa diletância, que, cito, " o diletantismo verdadeiro vai, porém, adiante da simples curiosidade pela superfície de tudo: desce à essência das coisas e é passageiramente intenso e sincero com cada uma delas " que lhe faltava autenticidade, entre outras coisas...
O que terá a citação a ver com a excentricidade do Balotelli, perguntará o cioso...
Passando por cima da definição gratuita, Ballo é um charmoso diletante, na sua arte, na pseudo gratuitidade da sua aplicação paga a peso de ouro, e, não dispiciendo, na irrisão.
A mim, provoca - me uma sincera empatia e partilho com ele o gozo íntimo que nos faz rir em surdina...
quinta-feira, outubro 09, 2014
" A CASINHA DOS SEGREDOS "
E... DOS AJUSTES DE CONTAS?
PASSOS/TECNOFORMA/CPPC
Campanha negra? Quase apetece dizer, se não considerasse repugnante esse exercício mediático de desmantelamento moral a que o P.Ministro português em exercício está a sofrer, que quem com ferro mata ...
Ainda está bem presente na memória do país, de formas distintas, bem claro, o início dessa prática suja no confronto político e que começou oblíquamente pelo processo Casa Pia, tentando atingir objectivamente os principais líderes políticos do PS, nomeadamente Ferro Rodrigues, o seu secretário - Geral à data e o ex - presidente da República Jorge Sampaio.
Assim que o PS ganhou as eleições, com maioria absoluta com José Sócrates, refinou - se, em eventuais gabinetes ad hoc criados para o uso e manipulação de informações orientando - as no sentido da descredibilização dos alvos a abater.
Foi o maior ataque ao carácter conhecido no Portugal democrático a que só um político limpo e com grande combatividade poderia sair imune. Todos os tonitruantes processos mediáticos conseguiam ter murmúrios socráticos.
Sócrates conseguiu - o e ainda hoje, temendo eventualmente um seu regresso à vida política activa ( um poder não controlado é sempre uma ameaça... ) subsistem junto daqueles que mais o atacaram, a manutenção da suspeição, segundo o princípio soez de que... uma mentira mil vezes repetida...
Quase tenho pena do P.Ministro e do desamparo com que a sua decência pessoal nesse terreno resvaladiço da moralidade, está a cair.- Nós não temos meios para isto. Resta - nos aguentar ( ??? ) - Se baixar os braços está tramado. Será tomado pelos adversários como assumpção de Culpa. E francamente, não gostaria que saísse do governo por motivos desta índole, verdadeiros ou falsos.
Que não seja PIEGAS. QUE VÁ À LUTA E ENFRENTE ESSA CANALHADA DE GENTE PODEROSA.
ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO ESTOU CONSIGO NESSA LUTA PESSOAL...
domingo, outubro 05, 2014
VEJAMOS...
O sr. Presidente da República portuguesa, discursando nas cerimónias alusivas ao 5 de Outubro de 1910, data da implantação da república em Portugal, faz um rotundo apelo ao consenso nacional, como forma de estabilizar o país no rumo do desenvolvimento, queremos acreditar.
Nunca, a não ser em períodos de guerra aberta, tive exemplos tão estranhos, mormente em democracia, de invocações cruzadistas em nome de um futuro, que ninguém hoje poderá prever minimamente por culpa directa de uma governação à qual está na origem, no apoio, e na manutenção.
Dir - se - á que A presidência da República só poderá ter este tipo de discurso de " conseguimentos " desejáveis.
. Nas circunstâncias políticas actuais em Portugal, cairá em saco roto, não por " inconseguimentos "atenentes à desfragmentação política e partidária actual mas pela falta de credibilidade política que a postura do actual ocupante do cargo ,num passado recente e nos últimos anos cimentou junto do espectro partidário.
Torna - se evidente que o espaço de reflexão transposto pelas propostas políticas que o novo leque partidário traz às próximas eleições ( chamam a isso populismo... ) num enriquecimento, também ele EVIDENTE, da Democracia, tem assustado o Poder, como se sentiu, no discurso do P.R.
O refinamento democrático terá de passar pela inclusão activa de um largo naipe de representações políticas do país. Quem, cínicamente escudado em cristalizações conceptuais, se puser de fora da responsabilidade governativa, sairá desmascarado perante o povo.
E quem, escudado numa estigmatização politica de franjas do eleitorado representadas na Assembleia, insistir no debate, na repartição do Poder a dois, sazonalmente, continua a defender o consenso, nesse caso a três, vulgos PSD, PS,CDS, merecerá a resposta que vai ter.
UMA SARDINHA PORTUGUESA...
...Por acaso, que Portugal nada teve a ver com isso.
QUE BISONHO LEGADO...
O, já quase defunto, presidente da Comissão europeia, prepara - se para fechar o seu mandato com " chave de lata ".
Vai perder, definitivamente, a sua última oportunidade de deixar, mesmo que ténue, uma pegada virtuosa da sua passagem pela U.E., uma memória futura penitencial, com um gesto heróico de redenção.
O " CHERNE ", afinal , revelou - se uma sardinha que se deixou enlatar sem luta pelos três grandes de uma UE de 28. Porta - voz aleatório dos sinais que esses transmitiam, nunca soube fazer valer substantivamente um cargo que deixou esvaziar em irrelevância..
O mesmo não dirão os países para quem objectivamente trabalhou, irónicamente, os únicos que tentaram vetar a sua eleição - o Reino Unido, a França e a Alemanha.
Barroso, voltando às razões últimas deste post, prepara - se, segundo as denúncias trazidas ao conhecimento dos cidadãos europeus pela presidente da Greenpeace europa e por Nuno Sequeira da QUERCUS, para co-financiar a construção de uma central nuclear no Reino Unido, pondo " sobre os ombros dos contribuintes os custos económicos e ambientais " do projecto.
Ainda segundo a QUERCUS, a Comissão Barroso, que irá abandonar o mandato daqui a um mês, " contribuiu activamente para a redução do apoio às energias renováveis e à eficiência energética, ao mesmo tempo que promove o apoio às fontes de energia mais poluentes e menos sustentáveis "
Que miserável desperdício... de inteligência. E daí, quem poderá ajuizar se da inteligência, que não racionalidade, a adaptação ao meio é uma das condições essenciais de sobrevivência... no meio. O diabo, é que há uma parte desse desiderato que depende ÚNICAMENTE, da nossa vontade, da nossa escolha; as do Barroso têm sido claras e transparentes. Valha -. nos isso...
QUE BISONHO LEGADO...
O, já quase defunto, presidente da Comissão europeia, prepara - se para fechar o seu mandato com " chave de lata ".
Vai perder, definitivamente, a sua última oportunidade de deixar, mesmo que ténue, uma pegada virtuosa da sua passagem pela U.E., uma memória futura penitencial, com um gesto heróico de redenção.
O " CHERNE ", afinal , revelou - se uma sardinha que se deixou enlatar sem luta pelos três grandes de uma UE de 28. Porta - voz aleatório dos sinais que esses transmitiam, nunca soube fazer valer substantivamente um cargo que deixou esvaziar em irrelevância..
O mesmo não dirão os países para quem objectivamente trabalhou, irónicamente, os únicos que tentaram vetar a sua eleição - o Reino Unido, a França e a Alemanha.
Barroso, voltando às razões últimas deste post, prepara - se, segundo as denúncias trazidas ao conhecimento dos cidadãos europeus pela presidente da Greenpeace europa e por Nuno Sequeira da QUERCUS, para co-financiar a construção de uma central nuclear no Reino Unido, pondo " sobre os ombros dos contribuintes os custos económicos e ambientais " do projecto.
Ainda segundo a QUERCUS, a Comissão Barroso, que irá abandonar o mandato daqui a um mês, " contribuiu activamente para a redução do apoio às energias renováveis e à eficiência energética, ao mesmo tempo que promove o apoio às fontes de energia mais poluentes e menos sustentáveis "
Que miserável desperdício... de inteligência. E daí, quem poderá ajuizar se da inteligência, que não racionalidade, a adaptação ao meio é uma das condições essenciais de sobrevivência... no meio. O diabo, é que há uma parte desse desiderato que depende ÚNICAMENTE, da nossa vontade, da nossa escolha; as do Barroso têm sido claras e transparentes. Valha -. nos isso...
Publicada por
CALAMATCHE
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domingo, outubro 05, 2014
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segunda-feira, setembro 29, 2014
COSTA / SEGURO, FINAL
António Costa ( 70% )
António Seguro ( 30% )
Q.E.D.
Eis o que para mim, valiam simbólica e realmente antes do confronto e a confirmação depois dele.
Do velado ao revelado foi uma etapa que desnecessàriamente, muito por culpa do primeiro, se prolongou demasiado no tempo. Se foi uma manobra política cínica e friamente executada, ou provocada por um real, para mim estranho sobressalto, já que Seguro era por demais conhecido dentro do P.S., a verdade é que a ruptura com essa Direcção do partido era de há muito uma necessidade, para o país, principalmente e para o P.S., por força das circunstâncias.
E pronto, fez - se a clarificação necessária e devida. Se dúvidas houvesse sobre as " águas moles " por onde boiavam a massa anónima e as referências originais do P.S. português, a semi-orfandade induzida por um fraco líder, elas foram dissipadas pela expressiva votação que o afastou.
O animal apagado da oposição só despertou para a defesa de um covil de que se julgava dono inamovível e fê -lo com um argumentário vitimizante e ultrajante para o adversário, no uso e abuso de um ataque oblíquo, por improcedência política, ao carácter do challenger, A. Costa.
A desilusão, não tão inesperada quanto isso, espelhou - se nas hostes da Direita, dos comentadores aos Media em geral que orbitam acéfalamente os corredores do poder, seja ele qual for. Se o seu alinhamento será rápido o mesmo não se poderá dizer da Coligação - Ainda vamos ganhar isso - confidenciava ainda há pouco tempo o nariz inteligente de Portas, o nº 2 da aliança PSD/CDS.
Ontem, se a mobilização encetada pelas primárias tiver consistência, começou, agora sim e consistentemente, a contagem decrescente deste governo.
António Seguro ( 30% )
Q.E.D.
Eis o que para mim, valiam simbólica e realmente antes do confronto e a confirmação depois dele.
Do velado ao revelado foi uma etapa que desnecessàriamente, muito por culpa do primeiro, se prolongou demasiado no tempo. Se foi uma manobra política cínica e friamente executada, ou provocada por um real, para mim estranho sobressalto, já que Seguro era por demais conhecido dentro do P.S., a verdade é que a ruptura com essa Direcção do partido era de há muito uma necessidade, para o país, principalmente e para o P.S., por força das circunstâncias.
E pronto, fez - se a clarificação necessária e devida. Se dúvidas houvesse sobre as " águas moles " por onde boiavam a massa anónima e as referências originais do P.S. português, a semi-orfandade induzida por um fraco líder, elas foram dissipadas pela expressiva votação que o afastou.
O animal apagado da oposição só despertou para a defesa de um covil de que se julgava dono inamovível e fê -lo com um argumentário vitimizante e ultrajante para o adversário, no uso e abuso de um ataque oblíquo, por improcedência política, ao carácter do challenger, A. Costa.
A desilusão, não tão inesperada quanto isso, espelhou - se nas hostes da Direita, dos comentadores aos Media em geral que orbitam acéfalamente os corredores do poder, seja ele qual for. Se o seu alinhamento será rápido o mesmo não se poderá dizer da Coligação - Ainda vamos ganhar isso - confidenciava ainda há pouco tempo o nariz inteligente de Portas, o nº 2 da aliança PSD/CDS.
Ontem, se a mobilização encetada pelas primárias tiver consistência, começou, agora sim e consistentemente, a contagem decrescente deste governo.
quarta-feira, setembro 24, 2014
COSTA - SEGURO (4)
CONTAS FINAIS
Uma pequena indisponibilidade física impediu - me de ver, em directo, o debate de ontem entre o futuro p.Ministro do país e do líder opositor, António Seguro, actual secretário - geral do PS.
Em nenhum dos outros debates anteriores se definiu como no de ontem a diferença clara da envergadura política e humana dos dois candidatos e ela terá sido decisiva para os ainda hesitantes entre o provincianismo populista e oportunista, mesquinho até, em alguma situações pontuais da conversa, do Seguro e a aristocracia serena de Costa.
QUE VENHAM O PASSOS E O anexante PORTAS.
Ficaremos à espera do programa de governo do futuro PS.
sexta-feira, setembro 19, 2014
CARTA ABERTA AO " special one "
VAMOS A UM TESTE...
... DE PORTUGUÊS, MOU?
Para começar, como não sou de meias - tintas e daí a minha simpatia pessoal com essa característica que também transporta, começo por dizer - lhe que não gostei mesmo nada do acanalhamento sarcástico que fizeste ao Jorge Jesus.
À ironia inteligente com que ele tratou um aparente desconhecimento desportivo e pessoal pelos ingleses, do talento do jogador Talisca comprado pelo Benfica, cito... " Em Inglaterra conheciam tanto o Talisca como eu o d' Artagnan...", e aqui faço um parêntesis discutível, ( a inteligência deve tanto à especialidade como a sua falta ao autismo... ) , dizia eu, fez um ataque soez, por desnecessário e deslocado, carregado de azedume, de empáfia e falta de poder de encaixe.
Não deixe que o seu auto - imposto cognome lhe suba à cabeça, até porque, na boca e escrita de muita gente ele está carregado de gozo, ou ainda não tinha reparado?
E vai uma observação, não dispicienda para o caso em apreço, à qual os seus afazeres profissionais e culturais, como a leitura da gramática portuguesa e já agora sugiro também a inglesa, não permitem o reparo e é esta coisa extraordinária de a maior parte da população portuguesa e já agora também a inglesa, não saber expressar - se correctamente na sua língua - Mãe.
Mais grave, contudo, é ver especialistas de Comunicação, nos Media, na Política, na Educação a " ensinar " asneiras aos nossos filhos e netos.
Para acabar e já que a sua Gramática lhe permite a crítica e o escárnio nessa matéria, passarei a estar mais atento à sua expressão na língua pátria, já que a pobreza do seu inglês é... perdoável.
Já agora e por curiosidade - Qual foi o último livro que leu?
Com um abraço de um fã desportivo...
quarta-feira, setembro 17, 2014
COGITO COGITATUM...
REFUNDAÇÃO DEMOCRÁTICA, precisa - se...
Tem sido por demais recorrente a interiorização íntima dos cidadãos de todos os estados democráticos ,semi-democráticos ou falsamente democráticos, para não falar das Plutocracias orientais, do Caos Médio-Oriental e Africano, que estão a ser enganados, que estão a ser mal governados, que estão a ser roubados, que estão a ser manipulados e trucidados em algumas paragens, por um discurso de Poder que aos poucos se torna global.
O afunilamento das propostas e das suas representações dentro das instituições democráticas, dos Estados ocidentais, reduziu contundentemente a natureza do espaço político e da valoração das opções alternativas. O arco de poder no Ocidente eterniza - se numa hoje visão única representada pela BUROCRACIA controleira a vomitar diáriamente determinações semi - fascistas sobre os cidadãos, pouco interessando a etiqueta maioritária de marketing ideológico que alternadamente se substitui de tempos a tempos, já que a criatura funciona já por inércia.
Tenho por mim que foi a constatação dessa realidade, intuída mas ainda não completamente faceada até então, que aborreceu Marinho Pinto e vai fazê lo regressar para outras batalhas, como prometido.
A frontalidade e por vezes a truculência com que numa genuína indignação se expressa o pensamento e a acção, conseguem desviar o olhar do ouvinte ao que se verbera que não como se contesta. A atracção poderá estar aí, apesar de redutora e contraproducente e mal avisada tanto para a Crítica como para os simpatizantes.
Só na desfragmentação do espaço político em minorias, em independências, em desacato, como diria Eça, está a resposta ao discurso concentracionário do Poder, nacional, de Bruxelas e os demais e isso exige outro discurso e outros protagonistas não arrebanhados por uma lógica formatada a uma adesão paradoxalmente acrítica por inserida no contexto regimental, às conversas acabadas do - NÃO HÁ ALTERNATIVA -.
É evidente que há propostas alternativas DENTRO do contexto actual e elas serão de processos e não de roturas, de refundação do regime. As chamadas reformas vão no sentido do adensamento e não do arejamento do tecido democrático, da sua transparência e da sua limpeza normativa.
Que venha o partido de Márinho Pinto, que apareçam mais e que se proponham ao escrutínio dos cidadãos.
Tem sido por demais recorrente a interiorização íntima dos cidadãos de todos os estados democráticos ,semi-democráticos ou falsamente democráticos, para não falar das Plutocracias orientais, do Caos Médio-Oriental e Africano, que estão a ser enganados, que estão a ser mal governados, que estão a ser roubados, que estão a ser manipulados e trucidados em algumas paragens, por um discurso de Poder que aos poucos se torna global.
O afunilamento das propostas e das suas representações dentro das instituições democráticas, dos Estados ocidentais, reduziu contundentemente a natureza do espaço político e da valoração das opções alternativas. O arco de poder no Ocidente eterniza - se numa hoje visão única representada pela BUROCRACIA controleira a vomitar diáriamente determinações semi - fascistas sobre os cidadãos, pouco interessando a etiqueta maioritária de marketing ideológico que alternadamente se substitui de tempos a tempos, já que a criatura funciona já por inércia.
Tenho por mim que foi a constatação dessa realidade, intuída mas ainda não completamente faceada até então, que aborreceu Marinho Pinto e vai fazê lo regressar para outras batalhas, como prometido.
A frontalidade e por vezes a truculência com que numa genuína indignação se expressa o pensamento e a acção, conseguem desviar o olhar do ouvinte ao que se verbera que não como se contesta. A atracção poderá estar aí, apesar de redutora e contraproducente e mal avisada tanto para a Crítica como para os simpatizantes.
Só na desfragmentação do espaço político em minorias, em independências, em desacato, como diria Eça, está a resposta ao discurso concentracionário do Poder, nacional, de Bruxelas e os demais e isso exige outro discurso e outros protagonistas não arrebanhados por uma lógica formatada a uma adesão paradoxalmente acrítica por inserida no contexto regimental, às conversas acabadas do - NÃO HÁ ALTERNATIVA -.
É evidente que há propostas alternativas DENTRO do contexto actual e elas serão de processos e não de roturas, de refundação do regime. As chamadas reformas vão no sentido do adensamento e não do arejamento do tecido democrático, da sua transparência e da sua limpeza normativa.
Que venha o partido de Márinho Pinto, que apareçam mais e que se proponham ao escrutínio dos cidadãos.
quinta-feira, setembro 11, 2014
SETEMBRO 2001
UMA DATA PARA A HISTÓRIA
Uma data histórica que desejaríamos não mais ver repetida, que desejaríamos que tivesse mudado o relacionamento do mundo democrático, transformando - o por dentro, desalavancando a cristalização social, económica, política e financeira das democracias, dando - lhes um impulso novo no aprofundamento das suas premissas, universalizando - as com uma ética incisiva, invasiva, se necessário, no que à sua falta permitiu a sua corrupção, aproximando nações, num mundo em que as relações humanas estão a ser intermediados por instituições que se representam a si próprias.
Uma data histórica, que apesar e por causa dos contextos bélicos que se lhe seguiram na guerra global contra o Terror não tornou o mundo mais seguro e atrevo - me a afirmar, soltou o Caos, com a redução à " pré - história " do equilíbrio, do frágil equilíbrio político - religioso que habitava e habita as terras do Médio - Oriente, sustentado pelas fortes, circunstanciais, e hoje vai - se a ver necessárias na protecção das populações, lideranças dos Gadahfis dos Sadahms, dos Sauds, dos Hassads, dos Ayatolas, dos Nataniéis, e de toda a oligarquia monárquica do Golfo Pérsico.
A diplomacia musculada, essa sustentada por um estado imperial[ista] e com a mais poderosa máquina militar do Globo não soube lidar, por arrogância, com a fragilidade do barril de pólvora, guardado com mão - de - ferro e pegou - lhe fogo.
Os resultados, incontroláveis hoje, estão à vista. Never mind, continuaremos a bombardear... A culpa não nos deixa outra alternativa perante a chacina de inocentes.
Uma data histórica que tornou os U.S.A. uma nação paranóica, desconfiada de tudo e de todos, mesmo dos seus aliados, como a denúncia do PRISM atestou.
Uma data histórica pelas consequências inimagináveis que daí advieram, nomeadamente pela mensagem aterradora que levou aos americanos, cujo eco a eliminação temporária do líder da al - Qaeda bin - Laden, não desvaneceu., pela simples razão de que a Ideia, seja o que isso fôr na ideologia radical muçulmana, conseguiu sempre sobrepujar o desaparecimento do criador. A História das nações transborda de exemplos, uns mais dignificantes do que outros.
Quanto à Europa, viveu em guerra até meados do século passado; durante meio século soube, apesar da guerra fria, que mais não foi do que um resquício da desconfiança e suspeição seculares, construir, em Paz e colaboração inter - nações, uma época de desenvolvimento e progresso, com formidáveis conquistas sociais, científicas, agregadoras de um projecto impossível que foi a criação da U.E. de que a história bélica comum com mudanças de alianças ao sabor das marés surgia como um travão inultrapassável.
Helás, hoje... a mediocridade e o imediatismo político - eleitoral fazem o pleno do desprezo das populações em prol da abstracção institucional auto - representativa em auto - gestão burrocrática. A imagem é a do ratinho no carrocel.
Qual o denominador comum entre a Casa Europeia e os U.S.A.?
Uma data histórica, triste, selvática, hoje como ontem, para os americanos e para os homens bons de todas as paragens do planeta que sentiram, então, a agressão sobre os inocentes com a mesma desolação e pasmo.
O que é que se aprendeu com o hiper - terror que a al - Qaeda levou ao solo americano?
Quando olho para a Política das nações, a resposta surge - me, descomplicada, cristalina e hiperbólica - NADA!
Uma data histórica que desejaríamos não mais ver repetida, que desejaríamos que tivesse mudado o relacionamento do mundo democrático, transformando - o por dentro, desalavancando a cristalização social, económica, política e financeira das democracias, dando - lhes um impulso novo no aprofundamento das suas premissas, universalizando - as com uma ética incisiva, invasiva, se necessário, no que à sua falta permitiu a sua corrupção, aproximando nações, num mundo em que as relações humanas estão a ser intermediados por instituições que se representam a si próprias.
Uma data histórica, que apesar e por causa dos contextos bélicos que se lhe seguiram na guerra global contra o Terror não tornou o mundo mais seguro e atrevo - me a afirmar, soltou o Caos, com a redução à " pré - história " do equilíbrio, do frágil equilíbrio político - religioso que habitava e habita as terras do Médio - Oriente, sustentado pelas fortes, circunstanciais, e hoje vai - se a ver necessárias na protecção das populações, lideranças dos Gadahfis dos Sadahms, dos Sauds, dos Hassads, dos Ayatolas, dos Nataniéis, e de toda a oligarquia monárquica do Golfo Pérsico.
A diplomacia musculada, essa sustentada por um estado imperial[ista] e com a mais poderosa máquina militar do Globo não soube lidar, por arrogância, com a fragilidade do barril de pólvora, guardado com mão - de - ferro e pegou - lhe fogo.
Os resultados, incontroláveis hoje, estão à vista. Never mind, continuaremos a bombardear... A culpa não nos deixa outra alternativa perante a chacina de inocentes.
Uma data histórica que tornou os U.S.A. uma nação paranóica, desconfiada de tudo e de todos, mesmo dos seus aliados, como a denúncia do PRISM atestou.
Uma data histórica pelas consequências inimagináveis que daí advieram, nomeadamente pela mensagem aterradora que levou aos americanos, cujo eco a eliminação temporária do líder da al - Qaeda bin - Laden, não desvaneceu., pela simples razão de que a Ideia, seja o que isso fôr na ideologia radical muçulmana, conseguiu sempre sobrepujar o desaparecimento do criador. A História das nações transborda de exemplos, uns mais dignificantes do que outros.
Quanto à Europa, viveu em guerra até meados do século passado; durante meio século soube, apesar da guerra fria, que mais não foi do que um resquício da desconfiança e suspeição seculares, construir, em Paz e colaboração inter - nações, uma época de desenvolvimento e progresso, com formidáveis conquistas sociais, científicas, agregadoras de um projecto impossível que foi a criação da U.E. de que a história bélica comum com mudanças de alianças ao sabor das marés surgia como um travão inultrapassável.
Helás, hoje... a mediocridade e o imediatismo político - eleitoral fazem o pleno do desprezo das populações em prol da abstracção institucional auto - representativa em auto - gestão burrocrática. A imagem é a do ratinho no carrocel.
Qual o denominador comum entre a Casa Europeia e os U.S.A.?
Uma data histórica, triste, selvática, hoje como ontem, para os americanos e para os homens bons de todas as paragens do planeta que sentiram, então, a agressão sobre os inocentes com a mesma desolação e pasmo.
O que é que se aprendeu com o hiper - terror que a al - Qaeda levou ao solo americano?
Quando olho para a Política das nações, a resposta surge - me, descomplicada, cristalina e hiperbólica - NADA!
COSTA / SEGURO - 3
NADA MUDOU, ENTRETANTO...
O DEBATE
UM DADO ESCLARECEDOR - Seguro não foi capaz de criticar uma única ideia ao seu contendor. Fê -lo sómente num terreno tão escorregadio e movediço, cujo controlo programático escapa a voluntarismos eleitorais - o da Dívida.
Ao incidir o foco sobre o que as circunstâncias e no reforço das resistências que o BCE e a nova Comissão ponderam sobre o assunto, Costa esvaziou o protagonismo oportunista, assim como o fez à apropriação saloia ( de chico - esperto, o saloio não tem nada a ver com isso... ) dos objectivos programáticos do PS como se de emanação própria tivessem origem.
O exagero do discurso de vitimização ,a par da colagem de etiquetas redutoras ao adversário e ao confronto cidade / campo, Lisboa / paisagem, se não se consegue colar a Costa, está a contribuir negativamente para a definição caracteriológica da actual secretário - Geral, pormenor que o seu gabinete de apoio deve ter minimizado.
Desconfio que o anexante - traidor - com que Seguro mimoseou Costa no primeiro frente-a-frente teve um universo definido, dentro da sua lógica de angariação de apoios na provincia, a par de um pretenso deslocamento do olhar esclarecido sobre capacidades provadas.
O - Não te fica bem - reiteradamente usado como contraponto desmobilizador e critico está sub-reptíciamente na mesma linha da agenda de demolição pessoal, já que a assertividade contida de Costa nesse campo está deliberadamente a pensar na reunião do partido e na sua mobilização pós/Seguro.
De que outra maneira se explicaria, hoje, a nula interpretação contextual das posições de Seguro durante os governos Sócrates em que literalmente andou pelo campo a cacicar, a secar os apoios socialistas ao então seu secretário - Geral e a escrevinhar textos insidiosos em todo o lado sob a capa de contribuições de um cidadão que só pensava no país, blá-blá...?
António Costa pecou quando levou tempo demais a conhecer a burocrata massa jotinha do actual sec.Geral.
Deseja - se, para o bem do país, que não tenha acordado tarde.
Quanto à substância do debate, ela foi inconsequente, embora tenha lançado pistas ligeiras sobre os projectos " para a década ", para a " restauração " com a descida do IVA e sobre a união para as presidenciais.
Sinceramente, duvido das virtuosidades deste tipo de debates, para mais com maus intérpretes a intermediar e a formular questões, macaqueando - se em agressividades parolas sob o alibi de independência nas impertinências semânticas.
Não vou pedir desculpas por uma pretensa arrogância e pela snobeira elitista, lisboeta e sei lá que mais, mas se voltarmos ( os eleitores, claro... ) a asnear, escolhendo Seguro ( o insulto só o será se isso acontecer...), bem...
quarta-feira, setembro 10, 2014
COSTA / SEGURO - [2]
O DEBATE
HMMMMM!
SEGURO atacou forte e feio, como se esperava e como se esperava fê - lo com ataques ao carácter ( sim, pode - se e deve - se falar de traições em política, o que não passa de uma redundância infantil que nem merece ser exemplificado, nomeadamente visando o acusador..., adiante ) e, céus, pegando na deixa de João Soares sobre o elitismo lisboeta sobre o deslumbramento saloio, quis, opondo a cidade ao campo, apresentar Costa como um arrogante fidalgo a querer roubar o trabalho honesto do provinciano, o MESMO DO COSTUME, perpassou, em vitimização crescente, no seu ataque.
Como se esperava, Costa nunca apareceu como challenger, nem precisou já que Seguro assumiu esse papel. A frustação e um sentimento de injustiça eram - lhe patentes, o que só o menorizou frente a um discurso sereno de mobilização por parte de Costa.
Política? O país? Talvez hoje se esbocem pistas que permitam perceber nas entrelinhas , democrática e honestamente impossível ser doutra maneira, JÁ ! o que se projecta, por parte de António Costa para o desafio das legislativas e, mais importante para a mobilização anti - coligação da Direita.
Seguro já teve tempo mais do que suficiente para se perceber que é mais do mesmo - burocracia mental.
HMMMMM!
SEGURO atacou forte e feio, como se esperava e como se esperava fê - lo com ataques ao carácter ( sim, pode - se e deve - se falar de traições em política, o que não passa de uma redundância infantil que nem merece ser exemplificado, nomeadamente visando o acusador..., adiante ) e, céus, pegando na deixa de João Soares sobre o elitismo lisboeta sobre o deslumbramento saloio, quis, opondo a cidade ao campo, apresentar Costa como um arrogante fidalgo a querer roubar o trabalho honesto do provinciano, o MESMO DO COSTUME, perpassou, em vitimização crescente, no seu ataque.
Como se esperava, Costa nunca apareceu como challenger, nem precisou já que Seguro assumiu esse papel. A frustação e um sentimento de injustiça eram - lhe patentes, o que só o menorizou frente a um discurso sereno de mobilização por parte de Costa.
Política? O país? Talvez hoje se esbocem pistas que permitam perceber nas entrelinhas , democrática e honestamente impossível ser doutra maneira, JÁ ! o que se projecta, por parte de António Costa para o desafio das legislativas e, mais importante para a mobilização anti - coligação da Direita.
Seguro já teve tempo mais do que suficiente para se perceber que é mais do mesmo - burocracia mental.
terça-feira, setembro 09, 2014
COSTA / SEGURO
O DEBATE
Francamente as minhas expectativas não são muito elevadas sobre o primeiro debate público televisionado dos dois candidatos do P.S. à liderança do partido, melhor, dos candidatos ao expectável cargo de primeiro-ministro do país, CASO a coligação perca as eleições legislativas que aí vêm..
Vai ser interessante reparar que o desafiado Seguro, hoje um animal feroz, porque acossado, irá ser extremamente agressivo chovendo arquétipos e soundbytes para cima de um fleumático challenger, que se não reagir à pobreza das invectivas contextualizando e menorizando a táctica do esperar sentado que o governo caia por si, mesmo que ganhe democráticamente por 1 voto, vai - se dar mal neste primeiro round.
É claro que para o segundo e nos restantes debates a substância de que são feitos os dois personagens se vai clarificar naquilo que de facto interessará saber ao país.
Francamente as minhas expectativas não são muito elevadas sobre o primeiro debate público televisionado dos dois candidatos do P.S. à liderança do partido, melhor, dos candidatos ao expectável cargo de primeiro-ministro do país, CASO a coligação perca as eleições legislativas que aí vêm..
Vai ser interessante reparar que o desafiado Seguro, hoje um animal feroz, porque acossado, irá ser extremamente agressivo chovendo arquétipos e soundbytes para cima de um fleumático challenger, que se não reagir à pobreza das invectivas contextualizando e menorizando a táctica do esperar sentado que o governo caia por si, mesmo que ganhe democráticamente por 1 voto, vai - se dar mal neste primeiro round.
É claro que para o segundo e nos restantes debates a substância de que são feitos os dois personagens se vai clarificar naquilo que de facto interessará saber ao país.
TOLERÂNCIAS DEMOCRÁTICAS E...
... RELATIVISMOS ÉTICO - POLÍTICOS AD HOC ?
Considerando as experiências, relatadas no Expresso de sábado passado por Katya Delimbeuf, do psicólogo canadiano Paul Bloom e da sua mulher Karen Wynn, levadas a cabo com bebés de 3 meses a 1 ano, e descritas no seu livro " As origens do Bem e do Mal ", o sentido moral do sapiens é INATO. Um imperativo categórico que refundamenta as teses dos insurgentes contra o cinismo e a hipocrisias modernas sedimentadas no pragmatismo moral e existencial do indivídual de hoje.
Sem menosprezar o efeito social - educacional que a corrupção relativista exerce na formatação comportamental, os resultados das experiências disseram aos seus autores que a moral, recito, " é uma característica ( primeva ) moldada pela evolução da espécie, para a nossa sobrevivência ".
Numa análise tremendista dessas conclusões, a tautologia levar - nos - ia, face à aridez ética das sociedades contemporâneas, a consagrar uma decadência social acelerada da espécie em todas as paragens do planeta onde a noção original do CERTO e do ERRADO, de Justiça, está a ser adversariada pelo SIM, MAS....
Tolerância?
Tolerância e democrática?
Tolera - se o óleo do fígado de bacalhau e eventualmente uma quimioterapia. Tolera - se o que é física, psicológica ou racionalmente sustentável à luz das resistências apregoadas. Toleram - se circunstâncias atenuantes que o senso comum consagra, independentemente dos contextos, de qualquer natureza. O Mal é intolerável no reconhecimento que dele a sua face se nos apresenta no mais íntimo de nós. Está no nosso ADN essa capacidade, estamos a sabê - lo agora.
Sem querer entrar nas intuições roussianas do Bom selvagem e nas racionalizações e observações categóricas kantianas, o que sobressai é o condicionalismo hoje anexado à nossa capacidade de tolerância, exigida em nome da Democracia. Ela não deveria ser abstracta nem incondicional nem condicionada pelo que de natural ela transporta para a vivência sadia numa sociedade.
A exigência da tolerância tout - court, seja ela religiosa, política ou moral, desarma, democráticamente, a oposição intransigente a manter sobre tudo o que não é respeitável. A Liberdade natural, e não de redil, que o Homem sacrificou em nome de uma vivência pacífica tem sido acicatada à medida em que se estreita, democráticamente, claro, através de imposições legais, o normativo comportamental dos cidadãos.
Esta tendência neo - fascista, não encontro outra qualificação, nem complexa nem redutora, tem crescido à medida em que, por outro lado, os Estados se vão demitindo das suas responsabilidades que lhes deram origem.
Enfatizando - se o paradoxo da sua presença sufocante na vida dos cidadãos enquanto ameaça reduzir - se a um epifenómeno através das acções concertadas dos funcionários superiores das Administrações Públicas, a pergunta que se pode pôr é a seguinte - Como é possível este acéfalo auto - canibalismo? Com que fim? Em nome de que felicidade colectiva os cidadãos o permitem?
Considerando as experiências, relatadas no Expresso de sábado passado por Katya Delimbeuf, do psicólogo canadiano Paul Bloom e da sua mulher Karen Wynn, levadas a cabo com bebés de 3 meses a 1 ano, e descritas no seu livro " As origens do Bem e do Mal ", o sentido moral do sapiens é INATO. Um imperativo categórico que refundamenta as teses dos insurgentes contra o cinismo e a hipocrisias modernas sedimentadas no pragmatismo moral e existencial do indivídual de hoje.
Sem menosprezar o efeito social - educacional que a corrupção relativista exerce na formatação comportamental, os resultados das experiências disseram aos seus autores que a moral, recito, " é uma característica ( primeva ) moldada pela evolução da espécie, para a nossa sobrevivência ".
Numa análise tremendista dessas conclusões, a tautologia levar - nos - ia, face à aridez ética das sociedades contemporâneas, a consagrar uma decadência social acelerada da espécie em todas as paragens do planeta onde a noção original do CERTO e do ERRADO, de Justiça, está a ser adversariada pelo SIM, MAS....
Tolerância?
Tolerância e democrática?
Tolera - se o óleo do fígado de bacalhau e eventualmente uma quimioterapia. Tolera - se o que é física, psicológica ou racionalmente sustentável à luz das resistências apregoadas. Toleram - se circunstâncias atenuantes que o senso comum consagra, independentemente dos contextos, de qualquer natureza. O Mal é intolerável no reconhecimento que dele a sua face se nos apresenta no mais íntimo de nós. Está no nosso ADN essa capacidade, estamos a sabê - lo agora.
Sem querer entrar nas intuições roussianas do Bom selvagem e nas racionalizações e observações categóricas kantianas, o que sobressai é o condicionalismo hoje anexado à nossa capacidade de tolerância, exigida em nome da Democracia. Ela não deveria ser abstracta nem incondicional nem condicionada pelo que de natural ela transporta para a vivência sadia numa sociedade.
A exigência da tolerância tout - court, seja ela religiosa, política ou moral, desarma, democráticamente, a oposição intransigente a manter sobre tudo o que não é respeitável. A Liberdade natural, e não de redil, que o Homem sacrificou em nome de uma vivência pacífica tem sido acicatada à medida em que se estreita, democráticamente, claro, através de imposições legais, o normativo comportamental dos cidadãos.
Esta tendência neo - fascista, não encontro outra qualificação, nem complexa nem redutora, tem crescido à medida em que, por outro lado, os Estados se vão demitindo das suas responsabilidades que lhes deram origem.
Enfatizando - se o paradoxo da sua presença sufocante na vida dos cidadãos enquanto ameaça reduzir - se a um epifenómeno através das acções concertadas dos funcionários superiores das Administrações Públicas, a pergunta que se pode pôr é a seguinte - Como é possível este acéfalo auto - canibalismo? Com que fim? Em nome de que felicidade colectiva os cidadãos o permitem?
sábado, setembro 06, 2014
DANCING WITH THE DEVIL II
As consequências do baile maléfico que, faz agora 1 ano, então antevi as consequências para o futuro estão aí em todo seu irreparável horror.
A Síria, mais um estado pária na lista ocidental, também por aqui denunciada, assim como o foram a Líbia e o Iraque e por pouco o Egipto, deixaram de existir como Estados e foram entregues à barbárie extremista do hiper - fundamentalismo islâmico.
Milhares e milhares de vítimas inocentes foram e continuarão a ser a mancha vergonhosa da estupidez política e da ignorância histórica de líderes políticos e dos MÉ(R)DIA acéfalas e de tão daninha negligência deontológica como a indiferença dos seus inocentes cidadãos.
Na terra onde nasceu, o DIABO anda à solta. Despertámo - lo NÓS, outra vez... alimentando - o com incompetência, negligência, ignorância, ganância e... um festim macabro de cadáveres.
Diz - se que se passeia, entretanto, por terras da África e... de Ucrânia...-
A Síria, mais um estado pária na lista ocidental, também por aqui denunciada, assim como o foram a Líbia e o Iraque e por pouco o Egipto, deixaram de existir como Estados e foram entregues à barbárie extremista do hiper - fundamentalismo islâmico.
Milhares e milhares de vítimas inocentes foram e continuarão a ser a mancha vergonhosa da estupidez política e da ignorância histórica de líderes políticos e dos MÉ(R)DIA acéfalas e de tão daninha negligência deontológica como a indiferença dos seus inocentes cidadãos.
Na terra onde nasceu, o DIABO anda à solta. Despertámo - lo NÓS, outra vez... alimentando - o com incompetência, negligência, ignorância, ganância e... um festim macabro de cadáveres.
Diz - se que se passeia, entretanto, por terras da África e... de Ucrânia...-
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CALAMATCHE
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sábado, setembro 06, 2014
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terça-feira, setembro 02, 2014
ARIDEZ INTELECTUAL...
...OU ACÇÃO POLÍTICA?
Não que uma não pressuponha a outra ou que essa não a desdenhe liminarmente. Podem, em situações limite, anularem - se nos objectivos que, à primeira vista parecem ser semelhantes e que finalmente nada terão um com o outro?
Quanto mais amplas as prisões conceptuais menos se sente a perda da liberdade de acção? A consciência da impossibilidade de conter, controlar, as circunstâncias exteriores e mesmo as interiores que o Caos existencial desenha definirá as margens que bordejam a liberdade individual?
Todas as estruturas, mentais e políticas essenciais à Ordem ( controlo do caos...) , pela previsibilidade que almejam alcançar e acrescentar ao seu funcionamento burocrático, seja ele intelectual, ao nível do individual ou político ao nível do social, criam uma teia de normativos, de coerências, de conexões mentais de aceitação/repulsão que definem espaços de compreensão para os aderentes, de intervenção para os cépticos e de rebeldias exclusivas, que a Crítica acarinha.
Quando, por aqui se sentiu a necessidade pessoal de aclaramento me intitulei de anarquista, deveria, em nome desse esclarecimento, acrescentado o anexante intelectual, para fazer a distinção com o que nunca fui na vida prática, na acção. Porém, aos poucos tenho concluído que não há discordância fundamental que mine a coerência entre o que penso e o que faço, ou seja, a minha racionalidade ( Razão + Ética ) e a minha liberdade continuam a dar - se bem.
Toda esta arenga pessoal, ( são - nas todos os meus posts... ) pouco interessará aos curiosos que por aqui passam; no entanto permitir - lhes - á uma aproximação do conhecimento de este Outro que sou eu com clara vantagem no seu juízo.
Tudo isto, enfim, vem a propósito, como apoiante esclarecido e não populista de Marinho Pinto, à sua eleição para deputado europeu e eventuais outras eleições, das críticas ferozes que acompanharam a sua decisão de, no espaço de um ano ( tempo mais do que suficiente para o conhecimento por dentro do funcionamento da U.E. e para a denúncia dessa realidade que nos comanda a Vida, e os contornos éticos que a enforma... ), abandonar essas funções quase fundamentalmente inúteis e tentar, no país, ser mais útil como parlamentar e no que for possível.
Nada de surprendente e aqui remeto para os parágrafos mais acima, em quem nunca teve uma escola partidária e a definição etiquetada dentro desse contexto.
Não o pensou assim D.Oliveira no Expresso de há duas semanas atrás na abordagem do assunto.
Se a formalidade crítica que sustentou a prosa está aberta à discussão teórica, já a hipocrisia denunciada e desenhada como uma inconsequência da banalidade ético - política do visado vai um mundo de ofensa que teve resposta adequada por parte de Marinho Pinto no Expresso do passado sábado.
Sugiro as leituras...
Não que uma não pressuponha a outra ou que essa não a desdenhe liminarmente. Podem, em situações limite, anularem - se nos objectivos que, à primeira vista parecem ser semelhantes e que finalmente nada terão um com o outro?
Quanto mais amplas as prisões conceptuais menos se sente a perda da liberdade de acção? A consciência da impossibilidade de conter, controlar, as circunstâncias exteriores e mesmo as interiores que o Caos existencial desenha definirá as margens que bordejam a liberdade individual?
Todas as estruturas, mentais e políticas essenciais à Ordem ( controlo do caos...) , pela previsibilidade que almejam alcançar e acrescentar ao seu funcionamento burocrático, seja ele intelectual, ao nível do individual ou político ao nível do social, criam uma teia de normativos, de coerências, de conexões mentais de aceitação/repulsão que definem espaços de compreensão para os aderentes, de intervenção para os cépticos e de rebeldias exclusivas, que a Crítica acarinha.
Quando, por aqui se sentiu a necessidade pessoal de aclaramento me intitulei de anarquista, deveria, em nome desse esclarecimento, acrescentado o anexante intelectual, para fazer a distinção com o que nunca fui na vida prática, na acção. Porém, aos poucos tenho concluído que não há discordância fundamental que mine a coerência entre o que penso e o que faço, ou seja, a minha racionalidade ( Razão + Ética ) e a minha liberdade continuam a dar - se bem.
Toda esta arenga pessoal, ( são - nas todos os meus posts... ) pouco interessará aos curiosos que por aqui passam; no entanto permitir - lhes - á uma aproximação do conhecimento de este Outro que sou eu com clara vantagem no seu juízo.
Tudo isto, enfim, vem a propósito, como apoiante esclarecido e não populista de Marinho Pinto, à sua eleição para deputado europeu e eventuais outras eleições, das críticas ferozes que acompanharam a sua decisão de, no espaço de um ano ( tempo mais do que suficiente para o conhecimento por dentro do funcionamento da U.E. e para a denúncia dessa realidade que nos comanda a Vida, e os contornos éticos que a enforma... ), abandonar essas funções quase fundamentalmente inúteis e tentar, no país, ser mais útil como parlamentar e no que for possível.
Nada de surprendente e aqui remeto para os parágrafos mais acima, em quem nunca teve uma escola partidária e a definição etiquetada dentro desse contexto.
Não o pensou assim D.Oliveira no Expresso de há duas semanas atrás na abordagem do assunto.
Se a formalidade crítica que sustentou a prosa está aberta à discussão teórica, já a hipocrisia denunciada e desenhada como uma inconsequência da banalidade ético - política do visado vai um mundo de ofensa que teve resposta adequada por parte de Marinho Pinto no Expresso do passado sábado.
Sugiro as leituras...
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CALAMATCHE
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terça-feira, setembro 02, 2014
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segunda-feira, agosto 25, 2014
CONTEXTUALIZEMOS, POIS...
...malgré Popper...
... Que a racionalidade de hoje perdeu o rumo, o sentido e o alcance e o contraponto ético que deve balizá - la, sem a qual não merece essa formulação sem se tornar insultuosa para aqueles que a definem integralmente nas suas vidas.
Qual a diferença que as nossas consciências são capazes de discernir entre a repugnância abstracta que a matança de Gaza levada a efeito pela democráticos governantes israelitas sobre democráticos eleitores palestinianos ( milhares de civis e centenas de crianças, CRIANÇAS, entre eles...) e o real e sentido asco pela execução publicitada de um jornalista americano?
Para começar, todo o mundo passou a conhecer James Foley na hora da sua morte e a empatia viral com um ser humano miserávelmente humilhado e despido da sua condição de inocente, mártir da sua profissão de informar, re - humanizado por nós, no pranto do seu desamparo.
A sombra cínica que esconde a face da repugnância devida e a sentir por sobre as vítimas de Israel, da Boko Haram, a multiplicar por milhares, sem nome, sem rosto, tem na cumplicidade neutra e assassina, compreensiva até, com os carrascos das crianças terroristas e a indiferença racista para com as vítimas da barbárie na Nigéria, a instrumentalização racionalizada da Razão em nome do contexto.
Não vi a execução de Foley, nem preciso das imagens para condenar a desumanidade, basta - me saber que aconteceu, assim como o arrastão impiedoso e cego da EIL que não distingue a sua jihad da pura carnificina de inocentes.
A outra jihad, a de Israel na limpeza étnica da Palestina em nada se distingue em barbaridade dos outros tipos de execução. Um assassinato em massa é um ASSASSINATO, não tem outro nome e sobre vítimas desarmadas, é COBARDIA.
... Que a racionalidade de hoje perdeu o rumo, o sentido e o alcance e o contraponto ético que deve balizá - la, sem a qual não merece essa formulação sem se tornar insultuosa para aqueles que a definem integralmente nas suas vidas.
Qual a diferença que as nossas consciências são capazes de discernir entre a repugnância abstracta que a matança de Gaza levada a efeito pela democráticos governantes israelitas sobre democráticos eleitores palestinianos ( milhares de civis e centenas de crianças, CRIANÇAS, entre eles...) e o real e sentido asco pela execução publicitada de um jornalista americano?
Para começar, todo o mundo passou a conhecer James Foley na hora da sua morte e a empatia viral com um ser humano miserávelmente humilhado e despido da sua condição de inocente, mártir da sua profissão de informar, re - humanizado por nós, no pranto do seu desamparo.
A sombra cínica que esconde a face da repugnância devida e a sentir por sobre as vítimas de Israel, da Boko Haram, a multiplicar por milhares, sem nome, sem rosto, tem na cumplicidade neutra e assassina, compreensiva até, com os carrascos das crianças terroristas e a indiferença racista para com as vítimas da barbárie na Nigéria, a instrumentalização racionalizada da Razão em nome do contexto.
Não vi a execução de Foley, nem preciso das imagens para condenar a desumanidade, basta - me saber que aconteceu, assim como o arrastão impiedoso e cego da EIL que não distingue a sua jihad da pura carnificina de inocentes.
A outra jihad, a de Israel na limpeza étnica da Palestina em nada se distingue em barbaridade dos outros tipos de execução. Um assassinato em massa é um ASSASSINATO, não tem outro nome e sobre vítimas desarmadas, é COBARDIA.
domingo, agosto 17, 2014
ALJUBARROTA ou ALCÁCER QUIBIR?
E... MUDANÇAS GERACIONAIS
Quando, na Política contemporânea Global, na História acabada, se reclamam mudanças, o que em essência, se proclama, são mudança de fotogenias que não de reformas, rupturas ou, no limite revoluções. Hoje, o facho da revolta contra o status quo definido por uma visão imperialista que tem corrompido o sistema democrático, está no Médio Oriente, em África, numa redefinição do CAOS imposto dentro da Ordem da manada.
Os condicionamentos que gerem os cidadãos, armadilhados na teia da Globalização, não já meramente financeira, et pour cause, mas também política económica e educacional, tornaram - nos vítimas do sistema e não os seus usufrutuários, a base da eficácia da sua verdade, da sua necessidade.
O conformismo, que a fuga para fora, estúpidamente acarinhada pelo governo actual com o agradecimento do resto da UE, desmerece como cidadania no enfrentamento geracional, como a geração dos 60, a minha geração, com a corrupção generalizada dos imperativos éticos que deveriam e devem sustentar a Democracia.
A infantilidade recorrente ( culpa nossa? ) com que a sociedade é vista em Portugal pela nova geração remete inapelávelmente a um aprofundamento, quase inconsciente, de uma individualização crescente, em contra - ciclo com a sedentarização social e solidariedade organizativa que os parâmetros actuais deveriam exigir. Naturalmente estranha mas coerente com o passado, o sentido solidário, que a cegueira mercantilista cavalga no pseudo - liberalismo actual que envergonharia os seus pensadores, está a funcionar no sentido inverso. Os velhos estão a ajudar a sobreviver os jovens que os governos empobrecem cada vez mais. Isso tem um nome e uma substância que escapa à análise consequente da Política de hoje.
A ruptura temporal, que não geracional, que os laços de solidariedade actuais têm de gerir, por fora dos mecanismos naturais, tarda a acontecer, e a maturidade que a gestão, no seu tempo próprio da sua Vida traz à nova geração está corrompida, na apreensão do que se chama Valores. O tempo de sedimentação que o relacionamento comunicacional saudável ajuda a temperar, perdeu - se, com consequências funestas, que a deriva social e política testemunham.
Saudamos, com regojizo sem juízo, que só o tempo permitirá, a subida de uma nova autoridade política no Partido Socialista espanhol e no Partido democrático em Itália e o aparecimento de independentes, de seccionistas na Ucrânia, Escócia e Catalunha, de independentistas anti UE da Frente Nacional e do ( fora do arco do poder ) e de revoltosos islâmicos e bárbaros africanos contra a Nova Ordem Mundial. Ela fede por todos os lados e exige combate, porque é CORRUPTA E CORRUPTORA.
Desgraçadamente, os alvos desse combate não estão a ser o Poder mas sim as suas vítimas, que acabam por ser duplamente penalizados.
Corre - se, incontornávelmente, um risco de populismo oportunista que a indiferença generalizada e preguiça intelectual alimentam generalizadamente entre a população, numa abordagem pragmática ( ética dos resultados... ) do acesso ao universo do Poder, alimentada pelo desencanto e desconfiança da Política faceada pelos personagens actuais.
Este assunto merece mais reflexão e voltarei a ele, assim que voltar dos banhos... Preciso de iodo...
Quando, na Política contemporânea Global, na História acabada, se reclamam mudanças, o que em essência, se proclama, são mudança de fotogenias que não de reformas, rupturas ou, no limite revoluções. Hoje, o facho da revolta contra o status quo definido por uma visão imperialista que tem corrompido o sistema democrático, está no Médio Oriente, em África, numa redefinição do CAOS imposto dentro da Ordem da manada.
Os condicionamentos que gerem os cidadãos, armadilhados na teia da Globalização, não já meramente financeira, et pour cause, mas também política económica e educacional, tornaram - nos vítimas do sistema e não os seus usufrutuários, a base da eficácia da sua verdade, da sua necessidade.
O conformismo, que a fuga para fora, estúpidamente acarinhada pelo governo actual com o agradecimento do resto da UE, desmerece como cidadania no enfrentamento geracional, como a geração dos 60, a minha geração, com a corrupção generalizada dos imperativos éticos que deveriam e devem sustentar a Democracia.
A infantilidade recorrente ( culpa nossa? ) com que a sociedade é vista em Portugal pela nova geração remete inapelávelmente a um aprofundamento, quase inconsciente, de uma individualização crescente, em contra - ciclo com a sedentarização social e solidariedade organizativa que os parâmetros actuais deveriam exigir. Naturalmente estranha mas coerente com o passado, o sentido solidário, que a cegueira mercantilista cavalga no pseudo - liberalismo actual que envergonharia os seus pensadores, está a funcionar no sentido inverso. Os velhos estão a ajudar a sobreviver os jovens que os governos empobrecem cada vez mais. Isso tem um nome e uma substância que escapa à análise consequente da Política de hoje.
A ruptura temporal, que não geracional, que os laços de solidariedade actuais têm de gerir, por fora dos mecanismos naturais, tarda a acontecer, e a maturidade que a gestão, no seu tempo próprio da sua Vida traz à nova geração está corrompida, na apreensão do que se chama Valores. O tempo de sedimentação que o relacionamento comunicacional saudável ajuda a temperar, perdeu - se, com consequências funestas, que a deriva social e política testemunham.
Saudamos, com regojizo sem juízo, que só o tempo permitirá, a subida de uma nova autoridade política no Partido Socialista espanhol e no Partido democrático em Itália e o aparecimento de independentes, de seccionistas na Ucrânia, Escócia e Catalunha, de independentistas anti UE da Frente Nacional e do ( fora do arco do poder ) e de revoltosos islâmicos e bárbaros africanos contra a Nova Ordem Mundial. Ela fede por todos os lados e exige combate, porque é CORRUPTA E CORRUPTORA.
Desgraçadamente, os alvos desse combate não estão a ser o Poder mas sim as suas vítimas, que acabam por ser duplamente penalizados.
Corre - se, incontornávelmente, um risco de populismo oportunista que a indiferença generalizada e preguiça intelectual alimentam generalizadamente entre a população, numa abordagem pragmática ( ética dos resultados... ) do acesso ao universo do Poder, alimentada pelo desencanto e desconfiança da Política faceada pelos personagens actuais.
Este assunto merece mais reflexão e voltarei a ele, assim que voltar dos banhos... Preciso de iodo...
quarta-feira, agosto 06, 2014
ETNOFILOSOFIA
O QUE É ETNOFILOSOFIA?
A formulação pressupõe uma existência caracterizada por uma qualquer espécie de singularidade que a distinguiria, a definiria de outras " filosofias ", portanto, como etimológicamente traduzida, uma filosofia local, regional, nacional ou mesmo racial.
No fundo, este neologismo carece de fundamento, de essencialidade, como etapa localizada, passe a interpenetração, que seria do desenvolvimento filosófico; é uma barbaridade conceptual.
Falar - se hoje de uma filosofia africana, europeia, asiática ou americana distinguindo - as seria partir do princípio que elas existiriam como tais, nítidamente pressentidas nas suas formulações, nas suas interrogações e perplexidades. Por muito que a literatura ( a linguagem ) seja o veículo essencial de difusão do Pensamento estruturado, a Razão Silenciosa habita do mesmo modo em todo o humano.
E habitou - o ainda antes dos gregos e dos árabes que pela escrita, pelo verbo, a expressaram e difundiram - na.
Atribuir nacionalidades à Filosofia não tem fundamento. Os filósofos mais difundidos beberam de todas as fontes, das místicas orientais ao animismo africano, da racionalidade grega ao pragmatismo romano, enfim à Vida humana e acabaram remetidos ao silêncio, à Razão Silenciosa, às origens, por Wittgenstein e Heidegger.
E por lá permanecerá inquietando todas as almas do planeta...
A formulação pressupõe uma existência caracterizada por uma qualquer espécie de singularidade que a distinguiria, a definiria de outras " filosofias ", portanto, como etimológicamente traduzida, uma filosofia local, regional, nacional ou mesmo racial.
No fundo, este neologismo carece de fundamento, de essencialidade, como etapa localizada, passe a interpenetração, que seria do desenvolvimento filosófico; é uma barbaridade conceptual.
Falar - se hoje de uma filosofia africana, europeia, asiática ou americana distinguindo - as seria partir do princípio que elas existiriam como tais, nítidamente pressentidas nas suas formulações, nas suas interrogações e perplexidades. Por muito que a literatura ( a linguagem ) seja o veículo essencial de difusão do Pensamento estruturado, a Razão Silenciosa habita do mesmo modo em todo o humano.
E habitou - o ainda antes dos gregos e dos árabes que pela escrita, pelo verbo, a expressaram e difundiram - na.
Atribuir nacionalidades à Filosofia não tem fundamento. Os filósofos mais difundidos beberam de todas as fontes, das místicas orientais ao animismo africano, da racionalidade grega ao pragmatismo romano, enfim à Vida humana e acabaram remetidos ao silêncio, à Razão Silenciosa, às origens, por Wittgenstein e Heidegger.
E por lá permanecerá inquietando todas as almas do planeta...
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