sexta-feira, novembro 07, 2014

COSTA FALOU...

 E AINDA ESTOU A DIGERIR O DISCURSO.

Já me disseram que sou chato como o caraças,  que gostariam de me ver no lugar deles, os políticos, a ver se fazia melhor... Costumo responder que primeiro teria de ser um deles, ( sem nenhuma conotação insultuosa, sejamos claros... ) o que manifestamente me poria abaixo da minha condição de cidadão patriota, pelo menos como penso que um cidadão se deveria comportar em relação a maus políticos e más administrações do Estado.

Evidentemente não há, a propósito, nenhuma remissão exarada do discurso de Costa perante os seus pares na apresentação dos seus propósitos políticos e apelos aos socialistas e simpatizantes ao apoio do P.S. que me tivesse provocado o desabafo acima, só que...

...ESPERAVA MAIS!
Se me perguntarem o quê este post tornar - se ia muuuito longo e ainda não é a altura e nem se justificaria, sinceramente.

terça-feira, novembro 04, 2014

MACRO-POLÍTICA


Silva Peneda, presidente do Conselho Económico Social português, ex - dirigente e Ministro social - democrata num tempo em que a social - democracia era um objectivo programático do partido que hoje governa Portugal, teve uma antecipação virtuosa de uma Ideia no bisonho deserto de reflexão e acção política do espaço europeu de hoje governado pela Direita.
A antecipação proclamada deve - se a uma estranheza por aqui antecipada num post intitulado - Chega de etnofilosofia - em referência pouco abonatória de uma caracterização filosófica tida como uma idiotia conceptual, onde se pasmava uma estranheza pessoal, política, da falta de reacção concertada dos então PIIGS e não só PIGS porque incluía a Itália, ao diktaat austeritário do eixo - franco alemão aos países do sul da Europa.
O que então se deplorava e ainda se deplora, testemunhado no discurso políticamente correcto de Silva Peneda é essa incapacidade, em essência, de IDEIAS políticas que sobrelevem, como tais, a BURROCRACIA vigente, a gestão funcionária e meramente contabilística do destino dos povos através de uma ditadura orçamental instrumental, através do qual se contrabandeiam desígneos político - ideológicos uniformizadores sob a capa redutora e imbecil do - NÃO HÁ ALTERNATIVA.

Esse bloqueio ideológico, hoje transmitido e interiorizado através de um discurso repetido até à náusea, está a conseguir, democráticamente, o que as ditaduras anti - democráticas ( a redundância é propositada... ) costumam fazer.
Uma história futura destes tempos quase que se equivalencia, não em desenvolvimento técnico - científico ( um espaço de uniforme excelência civilizacional ) mas pela narrativa histórica imposta do discurso e projecções políticas e civilizacionais, à Idade - Média. A religião e os deuses é que serão outros, fácilmente identificáveis nas missas e nos hossanas proclamatórios.

A resistência dos povos em democracia são, pelo actual regime globalizante, vista como normal, como um direito democrático mas infelizmente, folclóricas, já que o tempo de consolidação dado ao sistema acaba, quase sempre, por produzir legislação perniciosa aos  interesses das nações, como entidade concreta e colectiva, que a alternância, quatro ou oito anos depois, por cobardia institucional, por táctica política ou sobre alibis vários, sobrepujados em incompetência e venalidade, acaba por inserir como definitivas no tecido legislativo do país como LEI que obriga a todos, incluindo nesse universo conformista a deploração faceada, a espaços, pela resistência da elite intelectual do país.
DESGRAÇADAMENTE, este filme tem passado por todas as capitais da UE. As interpretações é que variam, sobre uma realidade que circunstâncias transitórias mascaram a essência.

segunda-feira, outubro 27, 2014

A SEMANA REVISITADA II

ANTECIPAÇÃO OU NÃO DAS ELEIÇÕES?

Por mim, há uma razão substantiva para a antecipação das eleições legislativas em Portugal e é esta - Quanto mais tempo este governo estiver em funções mais males se acumularão, exponenciando objectivamente o trabalho do governo saído das eleições, na reconstrução daquilo que irá distingui - los, nomeadamente na área social, e com a paragem IMEDIATA das políticas de austeridade.

Claro que os argumentos que têm sido apresentados, a favor ou contra, são todos argumentáveis, na sua abordagem juridica e constitucional e na representação fáctica inexistente na maioria esmagadora da população portuguesa.
Os argumentos dos semprefoiassim dos conformistas, já imbuídos do discurso burocrático vigente na linha dos vantagistasprocessuaiscalendaristas, sairão sempre fragilizados por discussões opacas e instrumentais remetidas aos interesses partidários ou filistinamente institucionais que não nacionais, como seria suposto, em nome do país.

Só que, o deixar a decisão nas mãos do presidente da República actual será promovê - lo a uma condição já abandonada, voluntáriamente.

SAÍDAS DE SENDEIRO

O primeiro - Ministro português, Passos Coelho, permitiu - se, na brecha antevista no discurso de Juncker, numa tímida tirada, um arremedo de bom nariz ( para consumo interno, evidentemente... ) a votar contra as decisões a sair da reunião da UE sobre as condições climáticas e energéticas.
Que não assinava nada se Portugal não pudesse  fazer a travessia do Rubicão dos Alpes, inundando a Europa com a sua excedentária produção de energia eléctrica, enfrentando o lobby francês com um não veemente.
Bem, saiu com umas palmadinhas nas costas e uma vagas promessas. HURRAH!
Eu, por exemplo, sabia o que fazer com o excesso de energia - reduziria substantivamente o seu custo para as empresas ( em nome da economia competitiva ), se fizer de conta que (des)conheço a legislação da UE a esse respeito...
 É por essas e por outras que não sou convidado para o governo do país, pois claro...

FALEMOS DO COSTA, POIS ENTÃO...

Não é que o novo líder do PS e putativo primeiro - ministro do país, António Costa, está a ser alvo de uma campanha orquestrada nos MEDIA, através de de toda a espécie de mensageiros, a exigir - lhe um programa de governo, JÁ?
A intenção velhaca é conduzir os seus eleitores à conclusão de que a diferença com o Outro não era assim tanto e que, sendo assim...
O decoro ( será? ) impede o direccionamento da reflexão para o status, que ainda é cedo, mas água mole...., não é?
Nós, por aqui, poderíamos tentar explicar umas coisas, a razão da improcedência do desacato incompetente de pular JÁ, para além das linhas gerais programáticas de uma futura governação, coisa que qualquer cidadão sensato percebe, se não se deixar manipular. 
Lembram - se do que aconteceu com os actuais governantes?

A SEMANA REVISITADA

A SURPRESA JUNCKER ... 



O discurso de apresentação é aliciante e motivador e os propósitos virtuosos, no que à recredibilização da U.E. e do espaço europeu diz respeito.
Feitas as despedidas e os elogios protocolares à Comissão Barroso, destaca - se a demarcação de uma linha POLÍTICA, desaparecida da Comissão anterior. 
Se a ofensiva, o discurso e a demarcação política forem para a totalidade da zona euro com uma frente anti-austeritária, esperam - se as reacções de Paris e Berlim, os rostos da globalização anti-social numa Europa que pretendem pragmática, funcionária e despida de qualquer laivo de políticas de coesão social que se idealiza como resultante das leis do... Mercado.
Flexibilização, pede Juncker, quando queria e deveria ter dito INTELIGÊNCIA, 
" Ou conseguimos que a Europa se debruce sobre os grandes problemas ou falhamos o nosso projecto... " é o retomar dos objectivos que estiveram na origem e nos desígnios expressos da sua formação. Menos que isso é trair as metas de coesão num espaço que será equilibrado, social e económicamente ou uma...FRAUDE, democrática.


                                                      ...E A DECEPÇÃO BARROSO



Li o artigo auto - proclamatório do ex - presidente da Comissão europeia e pasmei - me com a pretensiosa apropriação de que se permitiu apregoar dos poucos, escassos êxitos que a Burocracia da U.E. conseguiu durante o seu mandato.
Além de feio, reforça uma oblíqua interpretação do papel que desempenhava num posto que deixou esvaziar de competências e prestígio, ocupado, à vista de TODA A GENTE, pelo Conselho europeu e... pelo BCE, telecomandados pelo eixo franco - alemão.
Barroso tornou - se, com prazer visível, no... mestre de cerimónias e não se deu conta disso?

sábado, outubro 25, 2014

EMPATIAS... MUITO RECOMENDÁVEIS

                                                           
                                                                    Clara Ferreira Alves

 "D' A ESTUPIDEZ DO PRIVILÉGIO "

A frase é da Pluma Caprichosa, um espaço imperdível na Revista do Expresso, que semana a semana nos sacode do torpor de ideias não-feitas e desafia - nos a REFLECTIR.
Em mim, pelo menos, já tem de há muito o efeito particular de me fazer sentir menos só nos meus uivos, por aqui...

Debruçado sobre a Pluma de hoje, recorro - me à única inanidade, que quero acreditar poética, de um dos meus pensadores malditos e bemquistos de seu nome Almada Negreiros, quando verberava no sanguíneo luso, no seu fabuloso ( a pobreza das palavras...) poema Narciso do meu ódio, o desvirgamento pátreo que a mestiçagem sexocolonial trazia à pureza rácica dos egrégios doers que deram novos mundos ao mundo.
Almada desconhecia a genética e os benefícios hoje descobertos pela Ciência da troca de fluidos cromossómicos na evolução do sapiens e a doideira resultante da atávica e conformista consanguinidade psicossocial, num país que nunca passou dos 11 milhões entre naturais (?) e imigrantes.
Nós, os caboverdianos, também desconhecíamos, então, dessas ciências, mas sabíamos por experiências próximas, localizadas numa das nossas ilhas - o Fogo - das consequências dos cruzamentos próximos dos naturais na tentativa canhestra de manutenção da caucasiana tez, de maioria europeia, associada a virtualidades tidas como (passe o pleonasmo...) socialmente virtuosas em contraponto com as demais numa resistência feroz da manutenção do regime esclavagista praticada pela fidalguia menor vinda, voluntária ou coercivamente do Continente europeu.
" Foguêro ê dodu " - O natural da ilha do Fogo é maluco - era uma designação, preconceituosa, paradoxalmente genuína é certo, dos naturais da ilha, conhecida por todo o arquipélago. Eles atribuem o eventual desiquilíbrio psico-social ao vulcão que os encima.

A matriz, escalpelizada pela Pluma Caprichosa, sustentou ad retro, uma realidade histórica que se em Cabo Verde teve uma importância folclórica e brejeira, choca - nos, a nós, os imigrantes caboverdianos, a mim, cuja abominação do autoritarismo é quase uma segunda natureza, aliás própria dos ilhéus, encontrar esse " cobarde compromisso com a iniquidade que faz fraca a forte gente... " de que fala a C.F.Alves. num povo do qual só nos ensinaram os Cabrais, os Gamas, os Afonsos, os Braganças, os Camões e... Salazar, o salvador da Pátria.
O QUE É QUE ACONTECEU? 
Eu sei, vivo - o desde 1968, quando aqui aterrei. Assim como sei o que se deixou fazer e... não fazer, como parte activa e quase sempre atento e... informado, como obriga a todo o cidadão da República.

O problema, ainda não resolvido é o QUE FAZER  com essa informação, das tais que, semanalmente e ainda felizmente, entre outros, a Pluma Caprichosa nos desafia.

sexta-feira, outubro 24, 2014

PORCA MISÉRIA

UM PÂNTANO VISCOSO...

... se abateu sobre o país desde que os meus concidadãos se deixaram enredar na mais manhosa articulação do discurso político que há memória em Portugal  e guindaram ao Poder este atraso de vida que o governo actual protagoniza.
Salazar, o nosso ditador doméstico, desdenhava da democracia com uma fundamentação pragmática - os eventuais eleitores, estruturalmente analfabetos, pouco saberiam cuidar dos próprios interesses quanto mais das virtuosidades da Coisa Pública. No fim de contas, seria ter incompetentes a decidir da competência das elites.
 Essa seria, num debate ainda não totalmente encerrado, que as recorrentes batotas pós - eleições testemunham da actualidade e urgência de reabertura das conversas acabadas até novas eleições, numa reformulação e renovação do regime, a sua maior fraqueza e, paradoxalmente, a maior força da Democracia, como governo da maioria expressa livremente.

Tendo em conta os exemplos históricos que abundam e reforçam o desafio, o que se passou na maioria absoluta -  Governo, Assembleia da República, Presidente da República e..., por pouco, a Justiça - que governou Portugal nos últimos anos, mais premente se torna adequar o regime de uma salvaguarda, melhor, que este termo é nebuloso como se descobriu agora, de um enquadramento jurídico e processual sem interpretações dúbias, que o proteja dos salteadores semânticos e não só.

Nenhum voto de censura política lançado à Coligação da Direita a fez vacilar nos seus propósitos, hoje se sabem velados (???), já que nenhuma racionalidade política os sustenta e dá fundamentação - os resultados proclamam - no, ad nauseam .

Estamos perante um impasse em que o último julgamento a fazer terá de ser a apreciação ética e no limite, moral, desta Coligação política e de todo o seu suporte.
A última absurda leviandade dada à luz, e aqui remeto para o meu post anterior dada a pertinência, tem o nome IRS, uma salganhada fiscal, como já foi denominada, que da manhosa complexidade retira dividendos em prol de interesses outros, sob a máscara de benefícios aos cidadãos.
A intencionalidade (re)velada remete - nos, sem rebuços, ao campo moral, e será nesta perspectiva que todos os actos governamentais terão de ser ajuízados a partir de agora, já que a máscara da dissimulação caiu, DE VEZ.

terça-feira, outubro 21, 2014

DA CORRUPÇÃO POLÍTICA

PORTUGAL, UMA ROTUNDA SEM ESCAPATÓRIA?

Tarda o abate do maior embuste governativo que se viu pós - Abril...

Se à Política se exige uma ordenação jurídica, burocrática q.b. que contemple as regras do funcionamento da sua administração prática, aos poucos se vai descobrindo que o veículo da sua corrupção, que fatalmente irá atingir todas as estruturas que ela engloba,  está, exactamente, na Burocracia, na sua organização jurídica global, que quanto mais complexas, reflectem o grau e o nível da degradação ética de um Estado, de um país.

As sucessivas tentativas feitas por este Governo nas suas três figuras de proa, nomeadamente o primeiro - ministro, o sub - primeiro ministro e o Ministério das Finanças, de Gaspar a Albuquerque, nos sucessivos Orçamentos de Estado apresentados à votação, têm sido exemplos acabados do que se crê ser possível fazer na interpretação ou torneamento do quadro jurídico português.
O exemplo oferecido por este governo tem potenciado uma corrupção generalizada do entendimento do cidadão sobre a LEI, contribuindo objectivamente, com o fecho dos tribunais, para a reserva da sua interpretação viciada pelas sociedades de advogados a soldo de interesses poderosos, poluíndo uma máxima essencial da política democrática - a Justiça.

A simulação, o mascaramento, a chico - espertice, a MANHA, estão, em todo o  seu esplendor, neste último Orçamento apresentado.
Nós sabemos e conhecemos a cara de pau com que a troyka portuguesa se apresenta perante os nacionais e conhecemos o rosto que afivelam perante os chefes, lá fora. 

Se se acrescentar, num outro ângulo, o programa político com que se apresentaram ao escrutínio dos portugueses pela voz de Passos Coelho, e a rapidez com que foi metido na gaveta uma vez alcançado o poder, resumindo o papel do Governo ao de uma subrepartição ultra - zelota da Super Burocracia europeia, contaminando objectiva e anti - democráticamente a última  e em essência, definitiva, marca do tecido democrático - as eleições, traçaremos um seu quadro normativo a seguir até finar.
Este governo nunca governou. Quem se lembra do nome dos Ministros? Geriu e incompetentemente as directrizes recebidas. Nunca cumpriu nenhum objectivo a que se propôs, o que a U.E. sabia que não era possível. O que interessava era o recrutamento e obteve - o, com sucesso.
Farão companhia ao Gaspar e outros num papel em que, d'aqui, estão a obter um reconhecimento conciliar lá fora.
Se isso não reclama de uma subversão, de uma corrupção generalizada que da política se liga a negócios que este governo vai fomentando, pela pulverização patrimonial, onde irão morar os tranquilamente os ex - ministros, num Estado onde há ( haverá? ) criminalização contra os lesa-património nacional, já não sei do significado de CORRUPÇÃO POLÍTICA.

domingo, outubro 12, 2014

DESFAÇATEZ

                                                         
                                                               Maria Luísa Albuquerque
                                                                   
                                                                     Passos Coelho
QUÁDRUPLA DESFAÇATEZ

Não encontro melhor termo para classificar as últimas intervenções da ministra das Finanças e do primeiro - Ministro quando confrontados com as suas declarações proferidas, há bem pouco tempo, sobre a intervenção, oblíqua, porque simulada, do Governo na criação do Novo Banco com o resgate suportado por um Fundo de Resolução, um sindicato da Banca nacional.

Disseram na altura, enfáticamente, que não iria haver nenhum custo para o estado, vulgo, contribuintes nacionais.
Hoje, quando se perspectiva a falência do projecto, resumido à venda no mais curto prazo do resquício do BES e por um preço que se aproximasse do custo do resgate, ouvimos e não queremos acreditar que afinal vamos pagar, MAIS UMA VEZ, os exercícios criminosos de uma BANCA irresponsável e com comportamentos mafiosos e fraudulentos.

Não o disseram, então, explícitamente, por razões que nem vale a pena dissecar, partindo do princípio, que a lógica descortinaria, que haveria SEMPRE custos para os contribuíntes, pela básica conclusão de que se  a C.G.D. sendo o maior quotizador do Fundo a suportar os prejuízos da venda do que já é considerado lixo pelas agências de rating, naturalmente, nem é preciso estar a repeti - lo, que vai haver custos para o Estado, ou seja, nós.

A verdade, é que não houve aqui um problema de comunicação. Houve sim uma expectativa que saiu gorada e sobre a qual não se consegue ter um discurso, no mínimo honesto. UMA VERGONHA!


BAGUNÇADAS


                                                                        Nuno Crato
                                                     
                                                                     Teixeira da Cruz

Manha e falso prestígio ( a perspectiva por aqui é SEMPRE política, nunca pessoal...) , características há muito denunciadas de uma elite portuguesa, não só no seu discurso institucional, como a realidade próxima encimada hoje testemunha, tem no comportamento político tout - court uma incidência deplorável que reforça o desenho contundente de A. Negreiros no panorama nacional.
O descalabro administrativo tem - se feito sentir em duas áreas importantes do Estado, nomeadamente na Educação e na Justiça, que em governantes com um pingo de... amor próprio levá- los iam a pedir a demissão dos seus cargos e não a " pôr os lugares à disposição ", uma redundância sem sentido, a mascarar a correcta e honesta  assumpção da responsabilidade devida sobre o correcto funcionamento das suas áreas de gestão e das incompetências dadas à luz.
Uma vergonha, que paradoxalmente sentimos e emitimos em indignações e que não fez estremecer um músculo na arrogância do ministro da Educação, Nuno Crato, posto perante a bagunçada da abertura do ano lectivo e da colocação dos professores.
A ministra da Justiça, teve a humildade de se declarar culpada, vírgula, responsável, essa já sabíamos, pela bagunçada da deslocalização e fecho dos tribunais e no blackout sobre a plataforma usada na gestão dos processos judiciais. 
Quais as consequências políticas que foram tiradas pelos ministros e, no limite, pelo primeiro - Ministro?
NENHUMAS!, minto, dispensou - se um director - geral e um secretário de estado.
Uma vergonha!



sábado, outubro 11, 2014

O ÊRRO DE SEGURO

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A variação eleitoral do Centrão eleitoral em Portugal, constituído por uma larga maioria de eleitores, que dos políticos alimentam uma visão instrumental que deveria ajustar - se aos seus interesses e que, em cada eleição, seja para o que fôr, a definitiva análise e decisão determinante provém do intimismo pessoal e não de qualquer outra razão exterior, substantiva, superior, como o deveria ser o interesse nacional, formulação sentida como vaga e pantanosa, dizia, levou o ex-secretário geral do P.S., Seguro, a demarcar - se do que ele considerava, segundo as suas análises, da má herança dos governos Sócrates.

Aconteceu que a militância socialista não se reviu e não se revê na leitura direitista a que Seguro deu aval, no mínimo pelo silêncio e nunca perdoou a este a denegação da boa prestação socialista de Sócrates.

Repostos, com a devida distância e com a comparação directa e próxima com a " fraude " eleitoral, melhor, com a fraude política da qual foram objectivamente cúmplices pelo voto, o Centrão, essa massa eleitoral, ideológicamente neutra que não pragmática e cínicamente activa, os parâmetros de médio prazo na análise do real próximo, virou - se para outros discursos mais adequados ao seu sentimento actual.
Criticável? NUNCA!

A Democracia, um regime em que um condutor de táxis ou um bloguista, especialistas de coisa alguma se permitem, com os dados incipientes ( é a única desvantagem num adulto físicamente saudável... ) que detêm, a Crítica à governação na sua visão consequencial e global, contém por isso, nisso e para isso, a essência da sua singularidade abrangente por ancorada no mais precioso dos bens - a LIBERDADE - , da responsabilidade e da irresponsabilidade.

Voltando ao Seguro, a revisitação íntima quando não racional, das prestações dos governos Sócrates, sobrelevando o embuste narrativo que levou a coligação da Direita ao poder, recorrentemente ensaiado até à eleição do novo secretário - geral do P.S.  que  o esvaziou, foi um sopro penoso que a realidade de hoje tornou transparente.
A militância socialista nunca perdoou ao ex-secretário geral, Seguro, o silêncio e a não - defesa dos ideais socialistas protagonizados pelo Sócrates e assim que teve oportunidade de o fazer pagar, fê - lo, e irónicamente pela iniciativa do próprio que, mais uma vez, não soube interpretar políticamente os resultados eleitorais e o sentimento veiculado pelos eleitores.
AINDA BEM!

SUPER MÁRIO plus " SUPER "



ADORO ESTE PUTO!

A singularidade, a excentricidade deste menino rabino cola - se - lhe, paradoxalmente, como uma defesa feroz na estabilização, que não creio ansiada, de uma identidade, que as circunstâncias do seu crescimento num meio quase alienígena, onde visualizo o seu infantil olhar demorar - se nas coisas, nas pessoas,  tornou - se - lhe um desafio pessoal de superação.
A autenticidade rebelde e inconformista em contraponto com a " normalidade " e a previsibilidade associada ao reconhecimento do Outro sublinha e reforça - lhe o eu, o lugar que quer habitar, segundo as suas regras. 
O afecto pela " Super ", a porquinha, está na linha da sua contribuição generosa e anónima aos canis, lugares concentracionários de desafectação e de abandono.

Pessoa dizia, zurzindo A. France e a sua pretensa diletância, que, cito, " o diletantismo verdadeiro vai, porém, adiante da simples curiosidade pela superfície de tudo: desce à essência das coisas e é passageiramente intenso e sincero com cada uma delas " que lhe faltava autenticidade, entre outras coisas...

O que terá a citação a ver com a excentricidade do Balotelli, perguntará o cioso...

Passando por cima da definição gratuita, Ballo é um charmoso diletante, na sua arte, na pseudo gratuitidade da sua aplicação paga a peso de ouro, e, não dispiciendo, na irrisão.
A mim, provoca - me uma sincera empatia e partilho com ele o gozo íntimo que nos faz rir em surdina...

quinta-feira, outubro 09, 2014

" A CASINHA DOS SEGREDOS "


E... DOS AJUSTES DE CONTAS?



PASSOS/TECNOFORMA/CPPC

Campanha negra? Quase apetece dizer, se não considerasse repugnante esse exercício mediático de desmantelamento moral a que o P.Ministro português em exercício está a sofrer, que quem com ferro mata ...
Ainda está bem presente na memória do país, de formas distintas, bem claro, o início dessa prática suja no confronto político e que começou oblíquamente pelo processo Casa Pia, tentando atingir objectivamente os principais líderes políticos do PS, nomeadamente Ferro Rodrigues, o seu secretário - Geral à data e o ex - presidente da República Jorge Sampaio.
Assim que o PS ganhou as eleições, com maioria absoluta com José Sócrates, refinou - se, em eventuais gabinetes ad hoc criados para o uso e manipulação de informações orientando - as no sentido da descredibilização dos alvos a abater.
Foi o maior ataque ao carácter conhecido no Portugal democrático a que só um político limpo e com grande combatividade poderia sair imune. Todos os tonitruantes processos mediáticos conseguiam ter murmúrios socráticos.
 Sócrates conseguiu - o e ainda hoje, temendo eventualmente um seu regresso à vida política activa ( um poder não controlado é sempre uma ameaça... ) subsistem junto daqueles que mais o atacaram, a manutenção da suspeição, segundo o princípio soez de que... uma mentira mil vezes repetida...

Quase tenho pena do P.Ministro e do desamparo com que a sua decência pessoal nesse terreno resvaladiço da moralidade, está a cair.- Nós não temos meios para isto. Resta - nos aguentar ( ??? ) - Se baixar os braços está tramado. Será tomado pelos adversários como assumpção de Culpa. E francamente, não gostaria que saísse do governo por motivos desta índole, verdadeiros ou falsos.

Que não seja PIEGAS. QUE VÁ À LUTA E ENFRENTE ESSA CANALHADA DE GENTE PODEROSA. 
ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO ESTOU CONSIGO NESSA LUTA PESSOAL...

domingo, outubro 05, 2014

VEJAMOS...


O sr. Presidente da República portuguesa, discursando nas cerimónias alusivas ao 5 de Outubro de 1910, data da implantação da república em Portugal, faz um rotundo apelo ao consenso nacional, como forma de estabilizar o país no rumo do desenvolvimento, queremos acreditar.

Nunca, a não ser em períodos de guerra aberta, tive exemplos tão estranhos, mormente em democracia, de invocações cruzadistas em nome de um futuro, que ninguém hoje poderá prever minimamente por culpa directa de uma governação à qual está na origem, no apoio, e na manutenção.
Dir - se - á que A presidência da República só poderá ter este tipo de discurso de " conseguimentos " desejáveis.
. Nas circunstâncias políticas actuais em Portugal, cairá em saco roto, não por " inconseguimentos "atenentes à desfragmentação política e partidária actual  mas pela falta de credibilidade política que a postura do actual ocupante do cargo ,num passado recente e nos últimos anos cimentou junto do espectro partidário.

Torna - se evidente que o espaço de reflexão transposto pelas propostas políticas que o novo leque partidário traz às próximas eleições ( chamam a isso populismo... ) num enriquecimento, também ele EVIDENTE, da Democracia, tem assustado o Poder, como se sentiu, no discurso do P.R.
O refinamento democrático terá de passar pela inclusão activa de um largo naipe de representações políticas do país. Quem, cínicamente escudado em cristalizações conceptuais, se puser de fora da responsabilidade governativa, sairá desmascarado perante o povo.
E quem, escudado numa estigmatização politica de franjas do eleitorado representadas na Assembleia, insistir no debate, na repartição do Poder a dois, sazonalmente, continua a defender o consenso, nesse caso a três, vulgos PSD, PS,CDS, merecerá a resposta que vai ter.

UMA SARDINHA PORTUGUESA...

...Por acaso, que Portugal nada teve a ver com isso.

QUE BISONHO LEGADO...

O, já quase defunto, presidente da Comissão europeia, prepara - se para fechar o seu mandato com " chave de lata ".
Vai perder, definitivamente, a sua última oportunidade de deixar, mesmo que ténue, uma pegada virtuosa da sua passagem pela U.E., uma memória futura penitencial, com um gesto heróico de redenção.
O " CHERNE ", afinal , revelou - se uma sardinha que se deixou enlatar sem luta pelos três grandes de uma UE de 28. Porta - voz aleatório dos sinais que esses transmitiam, nunca soube fazer valer substantivamente um cargo que deixou esvaziar em irrelevância..
O mesmo não dirão os países para quem objectivamente trabalhou, irónicamente, os únicos que tentaram vetar a sua eleição - o Reino Unido, a França e a Alemanha.

Barroso, voltando às razões últimas deste post, prepara -  se, segundo as denúncias trazidas ao conhecimento dos cidadãos europeus pela presidente da Greenpeace europa e por Nuno Sequeira da QUERCUS, para co-financiar a construção de uma central nuclear no Reino Unido, pondo " sobre os ombros dos contribuintes os custos económicos e ambientais " do projecto.
Ainda segundo a QUERCUS, a Comissão Barroso, que irá abandonar o mandato daqui a um mês, " contribuiu activamente para a redução do apoio às energias renováveis e à eficiência energética, ao mesmo tempo que promove o apoio às fontes de energia mais poluentes e menos sustentáveis "

Que miserável desperdício... de inteligência. E daí, quem poderá ajuizar se da inteligência, que não racionalidade, a adaptação ao meio é uma das condições essenciais de sobrevivência... no meio. O diabo, é que há uma parte desse desiderato que depende ÚNICAMENTE, da nossa vontade, da nossa escolha; as do Barroso têm sido claras e transparentes. Valha -. nos isso...

segunda-feira, setembro 29, 2014

COSTA / SEGURO, FINAL

                                                                    António Costa ( 70% )
  
                                                                   António Seguro  ( 30% )

Q.E.D.

Eis o que para mim, valiam simbólica e realmente antes do confronto e a confirmação depois dele.
Do velado ao revelado foi uma etapa que desnecessàriamente, muito por culpa do primeiro, se prolongou demasiado no tempo. Se foi uma manobra política cínica e friamente executada, ou provocada por um real, para mim estranho sobressalto, já que Seguro era por demais conhecido dentro do P.S., a verdade é que a ruptura com essa Direcção do partido era de há muito uma necessidade, para o país, principalmente e para o P.S., por força das circunstâncias.
E pronto, fez - se a clarificação necessária e devida. Se dúvidas houvesse sobre as " águas moles " por onde boiavam a massa anónima e as referências originais do P.S. português, a semi-orfandade induzida por um fraco líder, elas foram dissipadas pela expressiva votação que o afastou.

O animal apagado da oposição só despertou para a defesa de um covil de que se julgava dono inamovível e fê -lo com um argumentário vitimizante e ultrajante para o adversário, no uso e abuso de um ataque oblíquo, por improcedência política, ao carácter do challenger, A. Costa.

A desilusão, não tão inesperada quanto isso, espelhou - se nas hostes da Direita, dos comentadores aos Media em geral que orbitam acéfalamente os corredores do poder, seja ele qual for. Se o seu alinhamento será rápido o mesmo não se poderá dizer da Coligação - Ainda vamos ganhar isso - confidenciava ainda há pouco tempo o nariz inteligente de Portas, o nº 2 da aliança PSD/CDS.
Ontem, se a mobilização encetada pelas primárias tiver consistência, começou, agora sim e consistentemente, a contagem decrescente deste governo.

quarta-feira, setembro 24, 2014

COSTA - SEGURO (4)



CONTAS FINAIS

Uma pequena indisponibilidade física impediu - me de ver, em directo, o debate de ontem entre o futuro p.Ministro do país e do líder opositor, António Seguro, actual secretário - geral do PS.

Em nenhum dos outros debates anteriores se definiu como no de ontem a diferença clara da envergadura política e humana dos dois candidatos e ela terá sido decisiva para os ainda hesitantes entre o provincianismo populista e oportunista, mesquinho até, em alguma situações pontuais da conversa, do Seguro e a aristocracia serena de Costa.

QUE VENHAM O PASSOS E O anexante PORTAS.

Ficaremos à espera do programa de governo do futuro PS.

sexta-feira, setembro 19, 2014

CARTA ABERTA AO " special one "


VAMOS A UM TESTE...
... DE PORTUGUÊS, MOU?

Para começar, como não sou de meias - tintas e daí a minha simpatia pessoal com essa característica que também transporta, começo por dizer - lhe que não gostei mesmo nada do acanalhamento sarcástico que fizeste ao Jorge Jesus.

À ironia inteligente com que ele tratou um aparente desconhecimento desportivo e pessoal pelos ingleses, do talento do jogador Talisca comprado pelo Benfica, cito... " Em Inglaterra conheciam tanto o Talisca como eu o d' Artagnan...", e aqui faço um parêntesis discutível, ( a inteligência deve tanto à especialidade como a sua falta ao autismo... ) , dizia eu, fez um ataque soez, por desnecessário e deslocado, carregado de azedume, de empáfia e falta de poder de encaixe.

Não deixe que o seu auto - imposto cognome lhe suba à cabeça, até porque, na boca e escrita de muita gente ele está carregado de gozo, ou ainda não tinha reparado?
E vai uma observação, não dispicienda para o caso em apreço, à qual os seus afazeres profissionais e culturais, como a leitura da gramática portuguesa e já agora sugiro também a inglesa, não permitem o reparo e é esta coisa extraordinária de a maior parte da população portuguesa e já agora também a inglesa, não saber expressar - se correctamente na sua língua - Mãe.
Mais grave, contudo, é ver especialistas de Comunicação, nos Media, na Política, na Educação a " ensinar " asneiras aos nossos filhos e netos.

Para acabar e já que a sua Gramática lhe permite a crítica e o escárnio nessa matéria, passarei a estar mais atento à sua expressão na língua pátria, já que a pobreza do seu inglês é... perdoável.

Já agora e por curiosidade - Qual foi o último livro que leu?

Com um abraço de um fã desportivo...

quarta-feira, setembro 17, 2014

COGITO COGITATUM...

REFUNDAÇÃO DEMOCRÁTICA, precisa - se...

Tem sido por demais recorrente a interiorização íntima dos cidadãos de todos os estados democráticos ,semi-democráticos ou falsamente democráticos, para não falar das Plutocracias orientais, do Caos Médio-Oriental e Africano, que estão a ser enganados, que estão a ser mal governados, que estão a ser roubados, que estão a ser manipulados e trucidados em algumas paragens, por um discurso de Poder que aos poucos se torna global.

O afunilamento das propostas e das suas representações dentro das instituições democráticas, dos Estados ocidentais, reduziu contundentemente a natureza do espaço político e da valoração das opções alternativas. O arco de poder no Ocidente eterniza - se numa hoje visão única representada pela BUROCRACIA controleira a vomitar diáriamente determinações semi - fascistas sobre os cidadãos, pouco interessando a etiqueta maioritária de marketing ideológico que alternadamente se substitui de tempos a tempos, já que a criatura funciona já por inércia.

Tenho por mim que foi a constatação dessa realidade, intuída mas ainda não completamente faceada até então, que aborreceu Marinho Pinto e vai fazê lo regressar para outras batalhas, como prometido.

A frontalidade e por vezes a truculência com que numa genuína indignação se expressa o pensamento e a acção, conseguem desviar o olhar do ouvinte ao que se verbera que não como se contesta. A atracção poderá estar aí, apesar de redutora e contraproducente e mal avisada tanto para a Crítica como para os simpatizantes.
Só na desfragmentação do espaço político em minorias, em independências, em desacato, como diria Eça, está a resposta ao discurso concentracionário do Poder, nacional, de Bruxelas e os demais e isso exige outro discurso e outros protagonistas não arrebanhados por uma lógica formatada a uma adesão paradoxalmente acrítica por inserida no contexto regimental, às conversas acabadas do - NÃO HÁ ALTERNATIVA -.
É evidente que há propostas alternativas DENTRO do contexto actual e elas serão de processos e não de roturas, de refundação do regime. As chamadas reformas vão no sentido do adensamento e não do arejamento do tecido democrático, da sua transparência e da sua limpeza normativa.

Que venha o partido de Márinho Pinto, que apareçam mais e que se proponham ao escrutínio dos cidadãos.


quinta-feira, setembro 11, 2014

SETEMBRO 2001

UMA DATA PARA A HISTÓRIA

Uma data histórica que desejaríamos não mais ver repetida, que desejaríamos que tivesse mudado o relacionamento do mundo democrático, transformando - o por dentro, desalavancando a cristalização social, económica, política e financeira das democracias, dando - lhes um impulso novo no aprofundamento das suas premissas, universalizando - as com uma ética incisiva, invasiva, se necessário, no que à sua falta permitiu a sua corrupção, aproximando nações, num mundo em que as relações humanas estão a ser intermediados por instituições que se representam a si próprias.

Uma data histórica, que apesar e por causa dos contextos bélicos que se lhe seguiram na guerra global contra o Terror não tornou o mundo mais seguro e atrevo - me a afirmar, soltou o Caos, com a redução à " pré - história "  do equilíbrio, do frágil equilíbrio político - religioso que habitava e habita as terras do Médio - Oriente, sustentado pelas fortes, circunstanciais, e hoje vai - se a ver necessárias na protecção das populações, lideranças dos Gadahfis dos Sadahms, dos Sauds, dos Hassads, dos Ayatolas, dos Nataniéis, e de toda a oligarquia monárquica do Golfo Pérsico.

A diplomacia musculada, essa sustentada por um estado imperial[ista] e com a mais poderosa máquina militar do Globo não soube lidar, por arrogância, com a fragilidade do barril de pólvora, guardado com mão - de -  ferro e pegou - lhe fogo.
Os resultados, incontroláveis hoje, estão à vista. Never mind, continuaremos a bombardear... A culpa não nos deixa outra alternativa perante a chacina de inocentes.

Uma data histórica que tornou os U.S.A. uma nação paranóica, desconfiada de tudo e de todos, mesmo dos seus aliados, como a denúncia do PRISM atestou.
Uma data histórica pelas consequências inimagináveis que daí advieram, nomeadamente pela mensagem aterradora que levou aos americanos, cujo eco a eliminação temporária do líder da al - Qaeda bin - Laden, não desvaneceu., pela simples razão de que a Ideia, seja o que isso fôr na ideologia radical muçulmana, conseguiu sempre sobrepujar o desaparecimento do criador. A História das nações transborda de exemplos, uns mais dignificantes do que outros.

Quanto à Europa, viveu em guerra até meados do século passado; durante meio século soube, apesar da guerra fria, que mais não foi do que um resquício da desconfiança e suspeição seculares, construir, em Paz e colaboração inter - nações, uma época de desenvolvimento e progresso, com formidáveis conquistas sociais, científicas, agregadoras de um projecto impossível que foi a criação da U.E. de que a história bélica comum com mudanças de alianças ao sabor das marés surgia como um travão inultrapassável.

Helás, hoje... a mediocridade e o imediatismo político - eleitoral fazem o pleno do desprezo das populações em prol da abstracção institucional auto - representativa em auto - gestão burrocrática. A imagem é a do ratinho no carrocel.
Qual o denominador comum entre a Casa Europeia e os U.S.A.?

Uma data histórica, triste, selvática, hoje como ontem, para os americanos e para os homens bons de todas as paragens do planeta que sentiram, então, a agressão sobre os inocentes com a mesma desolação e pasmo.
O que é que se aprendeu com o hiper - terror que a al - Qaeda levou ao solo americano?
Quando olho para a Política das nações, a resposta surge - me, descomplicada, cristalina e hiperbólica - NADA!

COSTA / SEGURO - 3




                                                        NADA MUDOU, ENTRETANTO...

O DEBATE

UM DADO ESCLARECEDOR - Seguro não foi capaz de criticar uma única ideia ao seu contendor. Fê -lo sómente num terreno tão escorregadio e movediço, cujo controlo programático escapa a voluntarismos eleitorais - o da Dívida.
Ao incidir o foco sobre o que as circunstâncias e no reforço das resistências que o BCE e a nova Comissão ponderam sobre o assunto, Costa esvaziou o protagonismo oportunista, assim como o fez à apropriação saloia ( de chico - esperto, o saloio não tem nada a ver com isso... ) dos objectivos programáticos do PS como se de emanação própria tivessem origem.

O exagero do discurso de vitimização ,a par da colagem de etiquetas redutoras ao adversário e ao confronto cidade / campo, Lisboa / paisagem, se não se consegue colar a Costa, está a contribuir negativamente para a definição caracteriológica da actual secretário - Geral, pormenor que o seu gabinete de apoio deve ter minimizado.
Desconfio que o anexante - traidor -  com que Seguro mimoseou Costa no primeiro frente-a-frente teve um universo definido, dentro da sua lógica de angariação de apoios na provincia, a par de um pretenso deslocamento do olhar esclarecido sobre capacidades provadas.
O - Não te fica bem - reiteradamente usado como contraponto desmobilizador e critico está sub-reptíciamente na mesma linha da agenda de demolição pessoal, já que a assertividade contida de Costa nesse campo está deliberadamente a pensar na reunião do partido e na sua mobilização pós/Seguro.

De que outra maneira se explicaria, hoje, a nula interpretação contextual das posições de Seguro durante os governos Sócrates em que literalmente andou pelo campo a cacicar, a secar os apoios socialistas ao então seu secretário - Geral e a escrevinhar textos insidiosos em todo o lado sob a capa de contribuições de um cidadão que só pensava no país, blá-blá...?

António Costa pecou quando levou tempo demais a conhecer a burocrata massa jotinha do actual sec.Geral.
Deseja - se, para o bem do país, que não tenha acordado tarde.

Quanto à substância do debate, ela foi inconsequente, embora tenha lançado pistas ligeiras sobre os projectos " para a década ", para a " restauração " com a descida do IVA e sobre a união para as presidenciais.
Sinceramente, duvido das virtuosidades deste tipo de debates, para mais com maus intérpretes a intermediar e a formular questões, macaqueando - se em agressividades parolas sob o alibi de independência nas impertinências semânticas.

Não vou pedir desculpas por uma pretensa arrogância e pela snobeira elitista, lisboeta e sei lá que mais, mas se voltarmos ( os eleitores, claro... ) a asnear, escolhendo Seguro ( o insulto só o será se isso acontecer...), bem...

quarta-feira, setembro 10, 2014

COSTA / SEGURO - [2]

O DEBATE

HMMMMM!

SEGURO atacou forte e feio, como se esperava e como se esperava fê - lo com ataques ao carácter ( sim, pode - se e deve - se falar de traições em política, o que não passa de uma  redundância infantil que nem merece ser exemplificado, nomeadamente visando o  acusador..., adiante ) e, céus, pegando na deixa de João Soares sobre o  elitismo lisboeta sobre o deslumbramento saloio, quis, opondo a cidade ao campo, apresentar Costa como um arrogante fidalgo a querer roubar o trabalho honesto do provinciano, o MESMO DO COSTUME, perpassou, em vitimização crescente, no seu ataque.

Como se esperava, Costa nunca apareceu como challenger, nem precisou já que Seguro assumiu esse papel. A frustação e um sentimento de injustiça eram - lhe patentes, o que só o menorizou frente a um discurso  sereno de mobilização por parte de Costa.

Política? O país? Talvez hoje se esbocem pistas que permitam perceber nas entrelinhas , democrática e honestamente impossível ser doutra maneira,  JÁ !  o que se projecta, por parte de António Costa para o desafio das legislativas e, mais importante para a mobilização anti - coligação da Direita.
Seguro já teve tempo mais do que suficiente para se perceber que é mais do mesmo - burocracia mental.