SIM!!! SOU PELAS LIBERDADES QUE EXIJO, PARA MIM E PARA TODOS OS POVOS DO PLANETA E POR TODAS AS SUAS LUTAS TRAVADAS EM SEU NOME.
NÃO! NÃO RESPEITO O QUE NÃO É RESPEITÁVEL E O CHARLIE HEBDO NÃO É RESPEITÁVEL!
SIM! SOU SOLIDÁRIO COM TODAS AS VÍTIMAS, DA OPRESSÃO POLÍTICA, ECONÓMICA E RELIGIOSA E... TERRORISTA!
NÃO! SOU CONTRA O TERRORISMO, POLÍTICO, ECONÓMICO E... RELIGIOSO.
SIM! RESPEITO TODAS AS RELIGIÕES RESPEITÁVEIS E ANTI - VIOLÊNCIA.
NÃO! NÃO SOU PELO TRIUNFO DA MORTE SOBRE A VIDA.
SIM! SOU PELOS VALORES ÉTICOS OCIDENTAIS QUE ME FORMARAM COMO CIDADÃO. E SIM, COMBATO PELA SUA REABILITAÇÃO NO QUE TÊM DE ABSOLUTO EM TODAS AS CONSCIÊNCIAS ADULTAS.
NÃO! NÃO SOU SOLIDÁRIO COM A HEBDO PORQUE SIM, E, SIM, LAMENTO PROFUNDAMENTE A MORTE QUE SOBRE ELA SE ABATEU NA FIGURA DE CADA UM DOS ASSASSINADOS PELOS DELINQUENTES SOCIOPATAS QUE HABITAM ENTRE NÓS.
VIVAS À LIBERDADE! ABAIXO O TERROR!
sexta-feira, janeiro 09, 2015
segunda-feira, janeiro 05, 2015
DOIS DISCURSOS E UMA PROCLAMAÇÃO
PERSPECTIVAS
Cavaco Silva, o actual presidente da República portuguesa, em fim de mandato, produziu, na linha dos anteriores pós - Sócrates, enquadrados com a sua família política e com o governo que apoiou sem rebuços de maior, um discurso desenquadrado com a realidade política actual à qual enviou recados sobre necessidades de compromissos de regime.
Não poderia dizer outra coisa, dizem comentadores encartados, como se a sua burocrática, esvaziada e políticamente correcta (!!!?) interpretação do cargo que exerce tenha feito o que quer que fosse em anos anteriores no sentido de compromissos com as oposições, nomeadamente com o P.S.
Lembramo - nos sim, do seu papel corruptor, activamente militante, na criação das condições políticas anti governos-Sócrates, que ajudaram à vinda, talvez necessária mas sem a truculência, mais tarde enfatizada pela Coligação que ele acarinhou, ao país.
Não se lhe ouviram palavras de apoio expresso e patriótico na defesa da pouca soberania que nos restava, então, nem posteriores invectivas à Coligação vencedora das eleições, a compromissos de regime.
Porque exigir ao novo governo, ANTES das eleições, com completo desconhecimento do quadro de relações de força que daí irão surgir, compromissos? Compromissos sobre quê? Sobre o statu quo nacional e europeu?
Sabe - se que a tentação que o despudor pragmático ( desconheço - lhe valores ) da Direita acarinha é o Poder e que os interesses que defende não são os da Esquerda, nunca foram. Portanto, QUALQUER compromisso, a haver, só pode ser trazido à discussão DEPOIS de formado o novo governo e apresentado o seu programa governamental, nunca antes, por, se não bastassem razões substantivas, o puro bom senso partidário aconselha.
Passos Coelho fez um discurso eleitoral mascarado de chefe de governo - manhoso e estuporado. Há de vir tempo para o desmascarar, até à despedida...
Da entrevista de Sócrates pouco há a acrescentar às perspectivas que trouxe sobre a sua condição anómala de preso preventivo, que já debatemos por aqui.
Satisfeito fico por ver que... não encolheu as garras...
Cavaco Silva, o actual presidente da República portuguesa, em fim de mandato, produziu, na linha dos anteriores pós - Sócrates, enquadrados com a sua família política e com o governo que apoiou sem rebuços de maior, um discurso desenquadrado com a realidade política actual à qual enviou recados sobre necessidades de compromissos de regime.
Não poderia dizer outra coisa, dizem comentadores encartados, como se a sua burocrática, esvaziada e políticamente correcta (!!!?) interpretação do cargo que exerce tenha feito o que quer que fosse em anos anteriores no sentido de compromissos com as oposições, nomeadamente com o P.S.
Lembramo - nos sim, do seu papel corruptor, activamente militante, na criação das condições políticas anti governos-Sócrates, que ajudaram à vinda, talvez necessária mas sem a truculência, mais tarde enfatizada pela Coligação que ele acarinhou, ao país.
Não se lhe ouviram palavras de apoio expresso e patriótico na defesa da pouca soberania que nos restava, então, nem posteriores invectivas à Coligação vencedora das eleições, a compromissos de regime.
Porque exigir ao novo governo, ANTES das eleições, com completo desconhecimento do quadro de relações de força que daí irão surgir, compromissos? Compromissos sobre quê? Sobre o statu quo nacional e europeu?
Sabe - se que a tentação que o despudor pragmático ( desconheço - lhe valores ) da Direita acarinha é o Poder e que os interesses que defende não são os da Esquerda, nunca foram. Portanto, QUALQUER compromisso, a haver, só pode ser trazido à discussão DEPOIS de formado o novo governo e apresentado o seu programa governamental, nunca antes, por, se não bastassem razões substantivas, o puro bom senso partidário aconselha.
Passos Coelho fez um discurso eleitoral mascarado de chefe de governo - manhoso e estuporado. Há de vir tempo para o desmascarar, até à despedida...
Da entrevista de Sócrates pouco há a acrescentar às perspectivas que trouxe sobre a sua condição anómala de preso preventivo, que já debatemos por aqui.
Satisfeito fico por ver que... não encolheu as garras...
quarta-feira, dezembro 31, 2014
2014 - UM PÉSSIMO ANO
REFLEXÕES PESSIMISTAS
Lamentávelmente, e isso tem de reflectir, pela contumácia, necessáriamente, sinais claros de uma decadência civilizacional, de uma lenta e inexorável corrupção da sua representação, em todo o planeta.
Se em alguma situação histórica se poderá aferir do fim, de e não , da História, as últimas décadas ofereceram - nos provas cabais do assustador impasse em que se encontram todas as democracias do Globo.
Nunca como hoje o Homem teve em seu poder tanta capacidade e recursos, humanos e materiais para fazer bem e NÃO SABE COMO FAZÊ - LO, contaminando, do topo à base todo o edifício evolutivo da espécie.
Por outro lado, a quietude e o conformismo em pasmo vão provocando reacções de repúdio, dentro e para dentro do sistema, de dentro e de fora do sistema onde a violência, com as suas múltiplas faces tem sido o factor mais relevante nas " mudanças " e no sacudir do torpôr linfático que parece ter atingido a maioria da população do planeta. Umas vezes, de cara descoberta, brutal e sanguinária, doutras, velada e civilizada com mortes lentas e sem sangue, em legitimidades " democráticas ", cínica e despudorada na política, imoral e corrupta nos " negócios ", na Banca e nos investimentos.
As excepções democráticas na condução virtuosa dos interesses nacionais, em prol dos cidadãos,, pela sua normalidade, passam despercebidas e é nessa circunstancialidade que as distingue que se encontra a virtude da sua condição.
À medida em que se interiorizava de significado as noções adquiridas e racionalmente decantadas das regras de relacionamento inter - pares sob a bandeira da liberdade, nas sociedades do humano, foi - se corrigindo as distorções que a naturalidade das diferenças intelectuais, físicas e de género se tinha por adquirido no passado, na criação evolutiva de comunidades socialmente solidárias, com a participação de todos os cidadãos através da limitação voluntária das suas pulsões naturais, contribuindo com os seus impostos através da autoridade delegada num Estado que cuidaria que assim fosse.
Acontece que a corrupção invadiu, por entre a confiança, umas vezes ingénua e doutras cega, dos cidadãos na boa - fé interpretativa dos seus delegados ao Poder, todo o tecido social, que paulatinamente se vai atirando para os braços da relativização ética em nome do que é do mais natural, porquanto incivil, do indivíduo que não do cidadão, também ele, reduzido à sobrevivência, cujas necessidades aceitam, naturalmente, os falsos alibis morais justificadores do abandono da cidadania social.
Vamos entrar num novo ano de calendário e lamento dizê - lo mas os sinais não prenunciam nada de bom, NADA, a não ser nas Ciências. A Filosofia., moribunda, acompanha cobardemente, em seguidismo todo um processo de decadência sem uma voz de FÚRIA que se OIÇA.
LAMENTÁVEL!
DE QUALQUER MANEIRA, FAÇAM POR SER FELIZES E UM BOM - ANO FAMILIAR!
Lamentávelmente, e isso tem de reflectir, pela contumácia, necessáriamente, sinais claros de uma decadência civilizacional, de uma lenta e inexorável corrupção da sua representação, em todo o planeta.
Se em alguma situação histórica se poderá aferir do fim, de e não , da História, as últimas décadas ofereceram - nos provas cabais do assustador impasse em que se encontram todas as democracias do Globo.
Nunca como hoje o Homem teve em seu poder tanta capacidade e recursos, humanos e materiais para fazer bem e NÃO SABE COMO FAZÊ - LO, contaminando, do topo à base todo o edifício evolutivo da espécie.
Por outro lado, a quietude e o conformismo em pasmo vão provocando reacções de repúdio, dentro e para dentro do sistema, de dentro e de fora do sistema onde a violência, com as suas múltiplas faces tem sido o factor mais relevante nas " mudanças " e no sacudir do torpôr linfático que parece ter atingido a maioria da população do planeta. Umas vezes, de cara descoberta, brutal e sanguinária, doutras, velada e civilizada com mortes lentas e sem sangue, em legitimidades " democráticas ", cínica e despudorada na política, imoral e corrupta nos " negócios ", na Banca e nos investimentos.
As excepções democráticas na condução virtuosa dos interesses nacionais, em prol dos cidadãos,, pela sua normalidade, passam despercebidas e é nessa circunstancialidade que as distingue que se encontra a virtude da sua condição.
À medida em que se interiorizava de significado as noções adquiridas e racionalmente decantadas das regras de relacionamento inter - pares sob a bandeira da liberdade, nas sociedades do humano, foi - se corrigindo as distorções que a naturalidade das diferenças intelectuais, físicas e de género se tinha por adquirido no passado, na criação evolutiva de comunidades socialmente solidárias, com a participação de todos os cidadãos através da limitação voluntária das suas pulsões naturais, contribuindo com os seus impostos através da autoridade delegada num Estado que cuidaria que assim fosse.
Acontece que a corrupção invadiu, por entre a confiança, umas vezes ingénua e doutras cega, dos cidadãos na boa - fé interpretativa dos seus delegados ao Poder, todo o tecido social, que paulatinamente se vai atirando para os braços da relativização ética em nome do que é do mais natural, porquanto incivil, do indivíduo que não do cidadão, também ele, reduzido à sobrevivência, cujas necessidades aceitam, naturalmente, os falsos alibis morais justificadores do abandono da cidadania social.
Vamos entrar num novo ano de calendário e lamento dizê - lo mas os sinais não prenunciam nada de bom, NADA, a não ser nas Ciências. A Filosofia., moribunda, acompanha cobardemente, em seguidismo todo um processo de decadência sem uma voz de FÚRIA que se OIÇA.
LAMENTÁVEL!
DE QUALQUER MANEIRA, FAÇAM POR SER FELIZES E UM BOM - ANO FAMILIAR!
terça-feira, dezembro 23, 2014
BOM NATAL!
PURA E SIMPLESMENTE, UM SAUDÁVEL HÁBITO, QUE AS IDIOSSINCRACIAS E AS CRENÇAS RELIGIOSAS DE UM VASTO NÚMERO DE CIDADÃOS, ALBERGAM DA HISTÓRIA DAS SUAS CIVILIZAÇÕES.
IMPOSSÍVEL, PELO UNIVERSO QUE ME COLHE E TOLHE, FICAR DE FORA DE UMA CELEBRAÇÃO REPRESENTADA E PER CAUSE, SINCERA, DA ESSÊNCIA QUE, EM MIM, A RELIGIOSIDADE DE XAMÃS, DE BRUXAS E DE DRUIDAS FAZ SUSTENTO E POSE.
RESPIRO E CANTO
O CHEIRO A FRIO
DOS LENÇÓIS AINDA QUENTES
DA CARNE DAS MULHERES
QUE SALTARAM DOS SONHOS PARA AS CAMAS
DAS MANHÃS INIBIDAS.
DEPOIS ABRO A JANELA
PARA VER O SOL DO MEU TAMANHO NO CHÃO
- TAPETE DE PRIMAVERA
QUE OS OLHOS SUJAM
DE BORBOLETAS CAÍDAS...
... PERFUME IMPERFEITO
QUE NÃO INVENTOU AINDA A FLOR POSSÍVEL.
ENTRETANTO, OS DEUSES PREFEREM A MORTE...
( José Gomes Ferreira )
IMPOSSÍVEL, PELO UNIVERSO QUE ME COLHE E TOLHE, FICAR DE FORA DE UMA CELEBRAÇÃO REPRESENTADA E PER CAUSE, SINCERA, DA ESSÊNCIA QUE, EM MIM, A RELIGIOSIDADE DE XAMÃS, DE BRUXAS E DE DRUIDAS FAZ SUSTENTO E POSE.
RESPIRO E CANTO
O CHEIRO A FRIO
DOS LENÇÓIS AINDA QUENTES
DA CARNE DAS MULHERES
QUE SALTARAM DOS SONHOS PARA AS CAMAS
DAS MANHÃS INIBIDAS.
DEPOIS ABRO A JANELA
PARA VER O SOL DO MEU TAMANHO NO CHÃO
- TAPETE DE PRIMAVERA
QUE OS OLHOS SUJAM
DE BORBOLETAS CAÍDAS...
... PERFUME IMPERFEITO
QUE NÃO INVENTOU AINDA A FLOR POSSÍVEL.
ENTRETANTO, OS DEUSES PREFEREM A MORTE...
( José Gomes Ferreira )
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terça-feira, dezembro 23, 2014
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sábado, dezembro 20, 2014
CONGRATULATIONS, OBAMA!
O presidente norte - americano acaba de dar passos decisivos na " despenalização " de Cuba, do seu atrevimento em querer, por força das circunstâncias históricas induzidas pela hostilidade dos USA, ser dona do seu destino e da sua liberdade.
Cuba sofreu durante uma geração o que nenhum outro estado comunista de então sentiu - um bloqueio total do seu relacionamento, político, militar, económico e financeiro, com o resto do mundo. A sua diplomacia fez milagres e o seu povo foi de um hercúleo estoicismo.
Seria impossível a sobrevivência durante estes anos sem rigores extremados no que à segurança interna de um país " amaldiçoado " durante décadas pelo Ocidente, dizia respeito. Ao amor pela liberdade tout - court da dissidência, opôs - se a liberdade colectiva, a socialização e coesão nacional que nem os derrames migratórios, humanamente compreensíveis face ao el dorado prometido pelo poderoso vizinho, fizeram vacilar a justeza e a justiça da liberdade de errar, em liberdade.
Ditadura? Sofrem, essencialmente mais ( as aspirações são exponenciais e gratuitas... ) os cidadãos em algumas democracias, mas com liberdade inconsequente de expressão, cujas leis, instrumentalizadas no sentido da formatação de burocracias serventuárias do que, em certos regimes apontados como ditactoriais, os cidadãos dessas repúblicas.
Adiante, que o que se quer celebrar é o bom- senso dos actuais líderes, de Cuba e... pela coragem no enfrentamento da tremenda pressão da face mais reaccionária do país, Obama, que vai pôr fim à insânia de 50 anos a que só a higiénica inteligência actual de Cuba, de braço dado com a intermediação da personagem ímpar da política actual, o mais decente e incorruptível chefe de Estado actual - o PAPA FRANCISCO, permitirão,
quarta-feira, dezembro 17, 2014
JULGAMENTO DA JUSTIÇA? (2)
( EM CONTINUAÇÃO )...
O caso GES foi um dos mais extraordinários acontecimentos que a este país, em depauperamento suicida, foi dado a conhecer pelos seus cidadãos. Um império económico financeiro sustentado por práticas imorais de gestão, apoiado implíta e explícitamente pelo Estado, cresceu como a rã da fábula e explodiu, ecoando sobre o país o carácter da sua elite, no caso, a endinheirada.
A Comissão de inquérito a correr na Assembleia da República está a tentar perceber a história do colapso por entre as estórias narradas pelos responsáveis directamente implicados na gestão do grupo de que o BES, como financiador das tropelias, é, ou antes, era, a jóia da coroa.
Um penoso espectáculo de desculpabilização a que só o principal rosto - Ricardo Salgado - por entre lapsos de memória, aparenta, pela pose, alguma dignidade, se é possível ter havido alguma que não tivesse sido esmagada pela amoralidade do sistema bancário proclamada pelo próprio, há bem pouco tempo.
Que justiça sairá das invectivas da Comissão, se à cumplicidade total com a chefia, paga a peso de ouro, não tiver, perante ela, a essencialidade do silêncio criminoso?
Por arrasto, já que as incompetências e os silêncios políticos já vêm de longe, cumpre esclarecer TUDO, o PORQUÊ e COMO das decisões políticas pouco transparentes, porque escondidas à nação, do actual governo, que deixaram que a destruição do grupo acontecesse e a separação do BES em duas entidades com o apoio do erário público mascarado de Fundo de Resolução.
CALARAM - NO...
Falemos do outro caso que tem ocupado a opinião pública - a prisão do ex - primeiro ministro, José Sócrates, só para dizer o óbvio sobre o que esperava que acontecesse, assim que Sócrates começou a defender - se através dos Media, em resposta às insidiosas fugas de informação, que NINGUÉM sabe se são fugas ou pura sacanice de chicos - espertos em grosseiras manipulações, cujos danos só em grosseiras mentes costumam fazer eco. E aconteceu!
O caso GES foi um dos mais extraordinários acontecimentos que a este país, em depauperamento suicida, foi dado a conhecer pelos seus cidadãos. Um império económico financeiro sustentado por práticas imorais de gestão, apoiado implíta e explícitamente pelo Estado, cresceu como a rã da fábula e explodiu, ecoando sobre o país o carácter da sua elite, no caso, a endinheirada.
A Comissão de inquérito a correr na Assembleia da República está a tentar perceber a história do colapso por entre as estórias narradas pelos responsáveis directamente implicados na gestão do grupo de que o BES, como financiador das tropelias, é, ou antes, era, a jóia da coroa.
Um penoso espectáculo de desculpabilização a que só o principal rosto - Ricardo Salgado - por entre lapsos de memória, aparenta, pela pose, alguma dignidade, se é possível ter havido alguma que não tivesse sido esmagada pela amoralidade do sistema bancário proclamada pelo próprio, há bem pouco tempo.
Que justiça sairá das invectivas da Comissão, se à cumplicidade total com a chefia, paga a peso de ouro, não tiver, perante ela, a essencialidade do silêncio criminoso?
Por arrasto, já que as incompetências e os silêncios políticos já vêm de longe, cumpre esclarecer TUDO, o PORQUÊ e COMO das decisões políticas pouco transparentes, porque escondidas à nação, do actual governo, que deixaram que a destruição do grupo acontecesse e a separação do BES em duas entidades com o apoio do erário público mascarado de Fundo de Resolução.
CALARAM - NO...
Falemos do outro caso que tem ocupado a opinião pública - a prisão do ex - primeiro ministro, José Sócrates, só para dizer o óbvio sobre o que esperava que acontecesse, assim que Sócrates começou a defender - se através dos Media, em resposta às insidiosas fugas de informação, que NINGUÉM sabe se são fugas ou pura sacanice de chicos - espertos em grosseiras manipulações, cujos danos só em grosseiras mentes costumam fazer eco. E aconteceu!
segunda-feira, dezembro 15, 2014
JULGAMENTO DA JUSTIÇA?
E... POR QUE NÃO?...
Uma das características sobre as quais se assenta a definição de estados fascistas, melhor, estados tendencialmente fasciszantes, que é para sermos claros, prende - se com o sistema de justiça, o funcionamento do espaço da definição das leis, os processos de investigação policial, a solidez das provas criminais para lá dos vislumbres de verdade que intuições mais ou menos acuradas possam produzir e... a salvaguarda, até ao julgamento de todo o processo que conduziu à apresentação de provas irrefutáveis, dos direitos liberdades e garantias dos cidadãos.
Portugal, a realidade concreta perspectivada por este cidadão, está num caminho perigoso neste campo, a que desgraçadamente se associou uma governação que, ancorada em receitas de taberneiro e de contabilista manhoso tem, sob alibis indefensáveis pela decência, estuporado a cada dia que passa os direitos liberdades e garantias dos cidadãos, ao mesmo tempo que diaboliza a resistência institucional de controlo das leis feita pelo Tribunal Constitucional.
À pobre sorte dos anónimos cidadãos, de cujos direitos consagrados numa Constituição que se pretende arquivo histórico, ninguém parece sentir a mínima simpatia, fez bem a cobertura mediática que não a pasquinária e merdiática , que os chamados caça aos poderosos, despoletou e da discussão jurídica que fatalmente levará a reformas antes que se solidifiquem os vícios, não só processuais como os relevados na incompetência na obtenção de provas concretas a definir decisões sobre a cidadania e a liberdade de QUALQUER cidadão.
Do absurdo dessa união corporativa da instrução processual e da investigação policial, dessa cumplicidade efectiva, já se falou bastante no meio especializado; por aqui só funciona o bom - senso, a racionalidade democrática, a contestar a figura da prisão preventiva para investigar, um aborto jurídico que objectivamente torpedeia princípios básicos da liberdade, de inocência até prova em contrário.
Das fugas cirúrgicas de informação para, que coincidência, os MERDIA, e sempre numa linha anti - arguido, sem que a incompetência de investigação dos culpados ( parece que é crime, não? ) em casa própria apouque a credibilidade do sistema, também já se fala há décadas. Porém...
O conforto e a almofada do julgamento popular e não só, sempre pronto a pisar os leões moribundos ( o caso GES e a comissão de inquérito tem sido de uma exemplaridade chocante, moralmente definidora do carácter de TODA A GENTE envolvida nesse processo em audição... ) corrompe à partida os pratos de uma balança que se almejaria virtuosa. Uma vergonha e um despautério que até hoje não teve arguidos. EXEMPLAR, portanto...
( continuaremos... )
Uma das características sobre as quais se assenta a definição de estados fascistas, melhor, estados tendencialmente fasciszantes, que é para sermos claros, prende - se com o sistema de justiça, o funcionamento do espaço da definição das leis, os processos de investigação policial, a solidez das provas criminais para lá dos vislumbres de verdade que intuições mais ou menos acuradas possam produzir e... a salvaguarda, até ao julgamento de todo o processo que conduziu à apresentação de provas irrefutáveis, dos direitos liberdades e garantias dos cidadãos.
Portugal, a realidade concreta perspectivada por este cidadão, está num caminho perigoso neste campo, a que desgraçadamente se associou uma governação que, ancorada em receitas de taberneiro e de contabilista manhoso tem, sob alibis indefensáveis pela decência, estuporado a cada dia que passa os direitos liberdades e garantias dos cidadãos, ao mesmo tempo que diaboliza a resistência institucional de controlo das leis feita pelo Tribunal Constitucional.
À pobre sorte dos anónimos cidadãos, de cujos direitos consagrados numa Constituição que se pretende arquivo histórico, ninguém parece sentir a mínima simpatia, fez bem a cobertura mediática que não a pasquinária e merdiática , que os chamados caça aos poderosos, despoletou e da discussão jurídica que fatalmente levará a reformas antes que se solidifiquem os vícios, não só processuais como os relevados na incompetência na obtenção de provas concretas a definir decisões sobre a cidadania e a liberdade de QUALQUER cidadão.
Do absurdo dessa união corporativa da instrução processual e da investigação policial, dessa cumplicidade efectiva, já se falou bastante no meio especializado; por aqui só funciona o bom - senso, a racionalidade democrática, a contestar a figura da prisão preventiva para investigar, um aborto jurídico que objectivamente torpedeia princípios básicos da liberdade, de inocência até prova em contrário.
Das fugas cirúrgicas de informação para, que coincidência, os MERDIA, e sempre numa linha anti - arguido, sem que a incompetência de investigação dos culpados ( parece que é crime, não? ) em casa própria apouque a credibilidade do sistema, também já se fala há décadas. Porém...
O conforto e a almofada do julgamento popular e não só, sempre pronto a pisar os leões moribundos ( o caso GES e a comissão de inquérito tem sido de uma exemplaridade chocante, moralmente definidora do carácter de TODA A GENTE envolvida nesse processo em audição... ) corrompe à partida os pratos de uma balança que se almejaria virtuosa. Uma vergonha e um despautério que até hoje não teve arguidos. EXEMPLAR, portanto...
( continuaremos... )
sexta-feira, dezembro 12, 2014
PFFFFFF!!!!!
Óscar Wilde dizia que o tédio é o único pecado para o qual não há perdão. Infelizmente ando perdido por essas bandas...
Como estamos numa época de boas - vontades, sei que me perdoarão e que virão, de vez em quando, passar por aqui a ver se já passou...
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sexta-feira, dezembro 12, 2014
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sexta-feira, dezembro 05, 2014
O PROCESSO SÓCRATES II
EU METO - ME NISTO, PÁ! ÉS - ME UM FILHO POLÍTICO ADOPTIVO.
AINDA NÃO SABES, MAS ÉS UM ANARQUISTA, REDUNDANTEMENTE DEMOCRÁTICO, COMO EU.
Da impossibilidade de se opôr aos " factos a provar ", que ainda estão no segredo do Campus, com uma defesa jurídica, enquanto cá fora se constrói uma narrativa, até ver insidiosa, o cidadão José Sócrates defende - se, sem acrimónia, através das cartas de prisão do processo político que contra ele começou assim que foi eleito pelo PS como secretário - geral.
Ou muito me engano ou Sócrates terá já sopesado a fragilidade que não a robustez dos indícios considerados criminosos por quem o investiga.
Ao fazê -lo, vira - se para a luta mediática, que tem sido o espaço mais contundente da tentativa de destruição de carácter de que há memória em Portugal, na linha de uma doentia relação que os jornais e as televisões consagraram com o seu Primeiro - Ministro, então. Basta comparar com a moleza quase erótica e aqui vou dar uma de misoginia, que as jornalistas estabeleceram com Portas e Passos Coelho.
Os ataques políticos aos seus governos foram de uma ineficácia ensurdecedora, confrangedora até, sobrepujados por uma competência política a toda a prova que só não resistiu ao ataque concertado do exterior ( cínica realpolytic alemã ) , a Direita alojada no Campus, aos MERDIAS sedentos de sangue e... oh céus! um vingativo opositor político na presidência da República.
Com a recusa, uma questão de coluna e amor - próprio, de governar em desautorização, com a troyka, fechou - se o cerco com a demissão.
Outros não tiveram essas pieguices ( há quem chame a isso, patriotismo... ) que hoje seriam um obstáculo à venda saracoteante do país ao desbarato que o status e a elite actual assistem em alegre compadrio com a infâmia.
A um processo que, visto pelas razões intuídas pelo arguido como político, a resposta no que poderá ter de jurídico estará entregue aos advogados de defesa, a defesa política será feita pelo acusado, já que nem o P.S. se atreve ( eleições condicionam... ) a fazê - lo. Não apaga a história nem rasura fotos mas lança um manto de silêncio compungido sobre um nome amaldiçoado pela Direita sob o alibi conveniente de que a Justiça está a funcionar. COMO, não interessa por ora...
Acontece que o calculismo socialista do costismo, com o Poder à vista, está a mandar para o exterior e mesmo para dentro do partido, a mesma mensagem subliminar que Coelho e Cavaco debitam.
Para o P.S., não deveria bastar a esperança numa justiça asséptica pelo que releva de uma ingenuidade fatal, se não numa solidariedade expressa pró - inocência, mesmo que pretensamente suicida com aquele que foi uma das melhores lideranças que teve. O modo como os simpatizantes e os militantes irão perspectivar o andamento do partido no desenrolar deste caso será vital.
É que Sócrates, como erróneamente se está a interpretar por aí, não está a criar narrativas sobre um cenário épico e transcendental.
Está a fazer o que NINGUÉM está, até hoje, a fazer por ele, exceptuando os amigos, claro! DEFENDE - SE, usando os meios ao dispôr...
Estranho é que ( seria o cair da máscara... ) ainda, por perturbar o processo, não o tenham calado. Sei é que a pulsão é forte...
segunda-feira, dezembro 01, 2014
O " ENCOBERTO "
Para quem, como eu, que por aqui tem reclamado uma visão ética na condução da administração dos Estados no relacionamento com as sociedades donde emanam, às quais impõem leis, normas de conduta e obrigações, o " arrastão "higiénico- punitivo que ameaça varrer, em Portugal, do nosso convívio a Corrupção, a ilegitimidade e a ilegalidade que por sobre um tecido legislativo opaco e pouco transparente, pantanoso por vezes, em que em tranquilas águas pareciam navegar, o acordar da Justiça foi uma boa notícia.
Infelizmente, a tormenta utópica que sempre abana este cidadão não abrandou, pelo susto com que, de repente se vê confrontado com a visão de um país ensanguentado pelo frenesim mediático - justiceiro em que cada jornalista se tornou um agente de investigação, ungido de uma auto - assumida legitimidade que a " audição popular tem sufragado nestes tempos de penúria moral.
É vê - los(as), qual cardume de piranhas sobre as presas, pés - de - microfone a debitar opiniões translatas sobre notícias em directo ou acabadas de VER reinterpretando suposições, achados e pareceres.
Por outro lado, o pesadelo que por estas horas afadiga muitas almas de comportamentos duvidosos a tentar limpar dos curriculam, longe do olhar furibundo e virtuoso do Desejado e do seu braço direito, as suas obras imperfeitas.
Se isso tudo significasse o aclamado fim da impunidade malabarítica com que os poderosos têm traficado com o património nacional ou particular, sobrepujando as leis que regulam ou deveriam regular, não só administrativa mas também éticamente a sociedade, tudo bem.
Contudo, esse escrutínio, se é intermediado processualmente pela Justiça, não deverá nem deve ser isentado na sua acção sobre o próprio funcionamento da Justiça, ela mesma, os seus intérpretes, por mais poderosos que sejam ou venham a ser.
O absurdo da concentração, não no Tribunal de Instrução Criminal mas na figura do seu ÚNICO juíz residente, Carlos Alexandre, de um poder super - heróico contra presumíveis super - vilões, remete - o à condição de figura moralmente redentora e messiânica de Portugal. Se a isso se associar a ligação quase umbilical com o super - inspector da investigação, Rosário Teixeira, eis um tribunal tornado ilegal ou no mínimo ilegítimo, por ser ESPECIAL, portanto inconstitucional, em que o papel de juíz de instrução que deveria ser um equilibrador perante a acusação, retira ao arguido um aliado processual, corrompendo, na minha opinião de LEIGO, uma presunção de inocência, à partida, e ISSO dá que pensar.
Os cidadãos, quero crer, não querem uma Justiça cega. Uma lei cega como o bom senso reclama não se coaduna com uma Justiça que não vê. A Justiça DEVE ter os olhos bem abertos e o Estado tem a obrigação de legislar para que assim seja.
E NÓS TAMBÉM...
segunda-feira, novembro 24, 2014
O PROCESSO SÓCRATES
LAMENTÁVEL!
Pouco mais tenho a acrescentar, por enquanto...
Os danos que, sucessivamente, as instituições democráticas portuguesas têm sofrido na última década são um sintoma de uma sociedade que se deixou corromper, em alegre compadrio, com os seus dirigentes.
SOMOS TODOS CULPADOS. Sobre nós recairão as denúncias de uma geração aviltada pelos seus ascendentes.
Já pouco interessam os nomes, os personagens mediáticos que nos representaram e representam na política, nas finanças e na justiça. A culpa está no regime que se deixou apodrecer por dentro e nos arrasta pela lama.
Pouco mais tenho a acrescentar, por enquanto...
Os danos que, sucessivamente, as instituições democráticas portuguesas têm sofrido na última década são um sintoma de uma sociedade que se deixou corromper, em alegre compadrio, com os seus dirigentes.
SOMOS TODOS CULPADOS. Sobre nós recairão as denúncias de uma geração aviltada pelos seus ascendentes.
Já pouco interessam os nomes, os personagens mediáticos que nos representaram e representam na política, nas finanças e na justiça. A culpa está no regime que se deixou apodrecer por dentro e nos arrasta pela lama.
sábado, novembro 22, 2014
CLÍMAX, POR FIM...
JOSÉ SÓCRATES
Este é o rosto de um dos mais odiados políticos de Portugal. O despudor de tamanho dislate em que Portugal se compraz numa acefalia indigente, nunca atingiu, por exemplo, a maior figura votada da sua história recente - SALAZAR.
O onanismo perverso a que se dedicaram desde o momento em que se tornou primeiro - Ministro do país, primeiro os seus adversários políticos e depois a massiva manipulação mediática numa corrupta ligação com a magistratura, já denunciada por Marinho Pinto então, está na sua fase que se crê, final.
O gajo, o falso engenheiro, que se permitiu afrontar - nos cara a cara no Parlamento e reduzir a nossa argumentação doutoral a lixo, foi finalmente associado a crimes que, pelo exemplo passado que deu a fumar dentro de um avião, acaba por nos confirmar da sua natureza criminosa.
O gajo, o falso engenheiro, que se permitiu afrontar - nos cara a cara no Parlamento e reduzir a nossa argumentação doutoral a lixo, foi finalmente associado a crimes que, pelo exemplo passado que deu a fumar dentro de um avião, acaba por nos confirmar da sua natureza criminosa.
Deu luta o homem, raios, Face Oculta, Freeport, etc e, ou por incompetência de investigação ou por esperteza, não deu em nada. Desta vez, parece que o apanhámos. E não é que veio numa altura muito conveniente...
Derivemos...
1 - Foi um acto deliberado de humilhação a um ex - Primeiro - Ministro, a sua detenção no aeroporto. Não havia necessidade a não ser passar uma imagem distorcida de Justiça cega, sobre a qual sabemos ser uma grande treta. Pelos vistos a conversa dos brandos costumes só serve para abrandar e caracterizar o Zé...
2 - O sr. Excelentíssimo Juíz Alexandre fez história. Boa!
3 - Fui um admirador da coragem e da postura de Sócrates durante os seus mandatos e apoiei genéricamente o que de bom fez.
4 - Não faço a mínima ideia se é culpado dos crimes de que é acusado. Provas, exige - se!
5 - Justiça limpa e transparente e castigo justo, caso for culpado.
6 - Retratação, com consequências sérias, em caso de inocência.
Derivemos...
1 - Foi um acto deliberado de humilhação a um ex - Primeiro - Ministro, a sua detenção no aeroporto. Não havia necessidade a não ser passar uma imagem distorcida de Justiça cega, sobre a qual sabemos ser uma grande treta. Pelos vistos a conversa dos brandos costumes só serve para abrandar e caracterizar o Zé...
2 - O sr. Excelentíssimo Juíz Alexandre fez história. Boa!
3 - Fui um admirador da coragem e da postura de Sócrates durante os seus mandatos e apoiei genéricamente o que de bom fez.
4 - Não faço a mínima ideia se é culpado dos crimes de que é acusado. Provas, exige - se!
5 - Justiça limpa e transparente e castigo justo, caso for culpado.
6 - Retratação, com consequências sérias, em caso de inocência.
POLÍTICA, UMA PRÁTICA SUJA?
HOJE É - O, DEFINITIVAMENTE
Nos meus verdes anos de aproximação contestatária à realidade política, então presente na minha terra, hoje um país independente - Cabo Verde - fui cerzindo a minha, hoje memória teórico - política, identidade de cidadão, que com o passar dos anos, já na minha pátria de adopção - Portugal - se amadureceu durante a revolução de Abril e se decantou numa iluminação irrevogável - Liberdade.
Paradoxalmente, a consciência plena desse Bem obrigou a uma distanciação higiénicamente reflectida sobre A prática política, que uma miríade de disposições ideológicas apresentava por sobre a sua fundamentação teórica, que por outro lado o impulso intelectual e cívico exigiam.
É que, paralelamente, uma definição ética se ostentava e esteve sempre presente nas origens e desenvolvimentos de todas as reflexões que orientavam para a acção política.
A resultante dessa harmonização ético - política procurada face à realidade urgentária e utilitária, resultou numa tensão confrontacional com o discurso do Poder que tanto impele às armas, literalmente, ( é o chamado, latus sensu, terrorismo ), como, em linfatismo hiper reflexivo, ao contínuo desmascaramento, pela retórica democrática que a livre expressão consagra, da " farsa " em que se auto - representa uma Democracia refém do MERCADO, tremendismo onde se escoam, qual fossa sanitária, o vómito moral que a conspurca.
O Estado, os Estados, nunca estiveram tão fragilizados e os povos, naturalmente, tão submetidos.
As ideias iluministas, capturadas por uma classe moralmente indigente, sim, falo da Burguesia, só se encontram defendidas hoje pelas margens do sistema financeiro Corporativo, hoje em globalização crescente, que consegue a proeza suprema de ter na maioria das suas vítimas, um defensor, à espreita do seu lugar ao sol, enquanto apanha as migalhas que a displicência predatória permite.
Se o maior inimigo para um pensador, na solidão populosa das suas reflexões, fôr, como proclama Bloom, a Indignação, seríamos mentecaptos e a corte dos lacaios, dos conformistas e dos agentes, conscientes e inconscientes do estado das coisas, uns génios.
Antecipando o olhar complacente com que os realistas pragmáticos se costumam debruçar sobre " utopias ", sobre ingenuidades, auto - iluminações ou veladas hipocrisias, com que reduzem tudo à natureza humana, fonte e desígneo intransponível de um marcador maléfico, que na maioria se sufraga, fácil é para quem diz - Não, o Homem e a sua acção, ética, política, económica, são obras em construção e ela não tem de ser naturalmente corrupta e corruptora.
Dois caminhos se perfilam a quem nega e recusa essa história acabada; ou é escorraçado dessa normalidade e torna - se filósofo, ou exila - se em demanda de uma pureza ideológica superior, seja a construcção do novo califado ou o desmantelamento pela fragmentação dos núcleos portadores do conformismo, que são as academias de formação ideológica - os partidos tradicionais - principais cúmplices quando não directamente responsáveis pela manutenção do Status Quo.
Tal é, neste " ancião " que nunca esteve só e numa geração perplexa e desperta para o absurdo feito norma, a visão que a Política, a outrora nobre arte, hoje desperta numa cada vez mais esclarecida juventude.
Consequências? Há muito que foram previstas e estão a acontecer neste momento.
É bom que isso aconteça e... isso sim, se GLOBALIZE!
Nos meus verdes anos de aproximação contestatária à realidade política, então presente na minha terra, hoje um país independente - Cabo Verde - fui cerzindo a minha, hoje memória teórico - política, identidade de cidadão, que com o passar dos anos, já na minha pátria de adopção - Portugal - se amadureceu durante a revolução de Abril e se decantou numa iluminação irrevogável - Liberdade.
Paradoxalmente, a consciência plena desse Bem obrigou a uma distanciação higiénicamente reflectida sobre A prática política, que uma miríade de disposições ideológicas apresentava por sobre a sua fundamentação teórica, que por outro lado o impulso intelectual e cívico exigiam.
É que, paralelamente, uma definição ética se ostentava e esteve sempre presente nas origens e desenvolvimentos de todas as reflexões que orientavam para a acção política.
A resultante dessa harmonização ético - política procurada face à realidade urgentária e utilitária, resultou numa tensão confrontacional com o discurso do Poder que tanto impele às armas, literalmente, ( é o chamado, latus sensu, terrorismo ), como, em linfatismo hiper reflexivo, ao contínuo desmascaramento, pela retórica democrática que a livre expressão consagra, da " farsa " em que se auto - representa uma Democracia refém do MERCADO, tremendismo onde se escoam, qual fossa sanitária, o vómito moral que a conspurca.
O Estado, os Estados, nunca estiveram tão fragilizados e os povos, naturalmente, tão submetidos.
As ideias iluministas, capturadas por uma classe moralmente indigente, sim, falo da Burguesia, só se encontram defendidas hoje pelas margens do sistema financeiro Corporativo, hoje em globalização crescente, que consegue a proeza suprema de ter na maioria das suas vítimas, um defensor, à espreita do seu lugar ao sol, enquanto apanha as migalhas que a displicência predatória permite.
Se o maior inimigo para um pensador, na solidão populosa das suas reflexões, fôr, como proclama Bloom, a Indignação, seríamos mentecaptos e a corte dos lacaios, dos conformistas e dos agentes, conscientes e inconscientes do estado das coisas, uns génios.
Antecipando o olhar complacente com que os realistas pragmáticos se costumam debruçar sobre " utopias ", sobre ingenuidades, auto - iluminações ou veladas hipocrisias, com que reduzem tudo à natureza humana, fonte e desígneo intransponível de um marcador maléfico, que na maioria se sufraga, fácil é para quem diz - Não, o Homem e a sua acção, ética, política, económica, são obras em construção e ela não tem de ser naturalmente corrupta e corruptora.
Dois caminhos se perfilam a quem nega e recusa essa história acabada; ou é escorraçado dessa normalidade e torna - se filósofo, ou exila - se em demanda de uma pureza ideológica superior, seja a construcção do novo califado ou o desmantelamento pela fragmentação dos núcleos portadores do conformismo, que são as academias de formação ideológica - os partidos tradicionais - principais cúmplices quando não directamente responsáveis pela manutenção do Status Quo.
Tal é, neste " ancião " que nunca esteve só e numa geração perplexa e desperta para o absurdo feito norma, a visão que a Política, a outrora nobre arte, hoje desperta numa cada vez mais esclarecida juventude.
Consequências? Há muito que foram previstas e estão a acontecer neste momento.
É bom que isso aconteça e... isso sim, se GLOBALIZE!
segunda-feira, novembro 17, 2014
A CASA COMUM EUROPEIA
G 20
Putin sabia ao que ia e o que iria ouvir e quis ouvi - lo de viva voz.
Espantosamente e se calhar nem tanto, foi o rosto da resistência à Globalização acéfala do planeta em que o Ocidente plus USA, na sua vital demanda contra a construção da CASA COMUM EUROPEIA de Lisboa a Vladivostok, se encarniça.
A crise ucraniana, criada e alimentada no aprofundamento do cerco ao membro vital dessa construção já sonhada por Gorbatchev, foi - nos oblíquamente relembrada pelo embaixador Ulrich Brandeburg, em recentes declarações.
Cameron, o clone e o porta - voz infiltrado dentro da UE, das geo - estratégias americanas, foi o microfone ruidoso do ataque a Putin, em nome dessa decisiva e quase inultrapassável realidade - A CASA COMUM EUROPEIA, um pesadelo para os USA. Os outros, bem, os outros, comumgam da política externa da UE, ou seja, NADA, porque ela NÃO EXISTE.
NADA, absolutamente mais nada é tão importante, no plano estratégico, que a perda de influência progressiva num espaço em que a China dá cartas, não só na Ásia, como, com paciência de xadrezista, em África, para os USA, que boicotar, por todos os meios possíveis, como a emergência de uma mentirosa guerra fria entre a Rússia e o resto da Europa que a cisão orquestrada na Ucrânia é um exemplo na provocação pavloviana com que excitou Putin, a descomprimida relação no espaço europeu.
Sem querer entrar num universo conspirativo sem fundamento políticamente -cúmplice- credível, a exportação da Crise capitalista de 2008 dos USA na desestabilização do euro, ajudou objectivamente a teia montada à volta desse desiderato do qual TODOS os presidentes americanos comungam.
Putin terá de ser mais inteligente se ainda não percebeu a essência da conspiração.
CARTA AO XANANA
ENTÃO, MANO, O QUE É QUE SE PASSA?
Então já não há diplomacia, pá? Correres desta maneira malcriada e sem dizer água vai a ninguém, os magistrados de um país que te está a ajudar a cimentar a Democracia ( lembras - te dela de certeza, lutaste por ela... ) no, hoje, teu país INDEPENDENTE, pela solidariedade militante ( estavas na prisão na altura, não? ) de um povo e de um Estado,( que nem te maltratou muito no tempo da outra senhora ) que chamaram a atenção do mundo para a vossa condição carcerária, é além de ter memória curta, ser mau anfitrião.
Sim, não se esqueceu por aqui a vossa luta gloriosa pela independência e sabe - se da situação periclitante em que se encontrava e do seu impasse paralisante.
Eu quero crer que estás mal aconselhado. Pelo que tenho andado a ler, até que ponhas cá fora as razões profundas ( o interesse nacional tem costas largas, como tu sabes, em seu nome o povo mauber ia sendo exterminado ) e as provas de corrupção dos magistrados que recambiaste à origem, contra o tal interesse que apregoas, estou de pé atrás...
Sabemos que há gente, governantes que de vez em quando gostariam de suspender a democracia para fazer valer os seus pontos de vista na sua interpretação pessoal do que acham do dito, a coisa do interesse nacional. Torna - se uma chatice pegada aturar a interpretação estrita que a Justiça, o outro ramo INDEPENDENTE da trilogia de Poder em Democracia, faz das tuas deliberações mas enquanto não te nomeares um ditador de preclaro iluminismo divino, nada feito.
Por outro lado, poderias e podes, está nas tuas atribuições, pôr, inclusivé aos magistrados ou aos juízes que deploras, a Polícia à perna e hélas, na posse das provas da sua corrupção contra os interesses da República, agir e o povo te proclamará o paladino da Pátria, já que, não sei se ainda te lembras, justiça igual para todos, é uma determinação que deveria ser inultrapassável em Democracia.
Agora, expulsar desta maneira esbofeteante para os teus colaboradores internacionais, gente que não gostes e que, vais - me desculpar, eventualmente não conseguiste e não consegues manipular no exercício da sua actividade, é muuuuito feio; para mais, gente a quem muuuito deves.
Calculo que deves ter tido, enquanto estiveste nas mãos dos teus carcereiros, algumas lições de como funciona a ditadura, ou seja, do modo como não DEVEM funcionar as coisas e um vislumbre das virtudes da Democracia, não?
Achas que, com a menoridade, sem ofensa, temporal, social, económica, financeira, política do teu país te podes sentir tão seguro contrabandeando disposições populistas em nome do TEU interesse nacional?
Só um aviso, que a carta já vai longa, e uma projecção não necessáriamente fatalista - O teu povo conheceu a Liberdade e garanto- te que gosta dela e... vai defendê - la. Espero que não venha a ser contra o teu Governo.
Viva Timor!
sábado, novembro 15, 2014
FALTA DE TOMATES
AGARREM - ME, SE NÃO!...
Saragoça da Mata, escreve no jornal " I " de 14/11, uma prosa indignada, que eu sublinho positivamente, sobre a feminização crescente da alma lusa, que, acrescento, nem o desvario psicopata da matança das mulheres em Portugal em acentuação progressiva da sua impotência descaracterizadamente viril, esconde a sua degradação.
Bem, as suas palavras não foram exactamente essas e tampouco o alcance, projectado sobre a diplomacia portuguesa que hoje envergonharia qualquer estado independente que ainda não tivesse enterrado aquilo que, conceitos como nacionalismo ou mesmo patriotismo, essenciam de amor próprio ou identidade nacional. É, no fundo, uma questão de tomates que a manipulação casuística da Crise reforçou, tanto na vertente psicopata como na impotência diplomática.
Deixando de fora, nem me atreveria, canudo e a Lei condicionam, a caracterização psicológica dos nossos governantes actuais e quiçá, da maioria dos nossos políticos actuais ( será uma condição, a maleabilidade cervical?... ), há, no fim de contas, um caracterizador bastamente reglossado por aqui de Almada, que definem de uma ponta a outra o arremedo fugidio do indígena pátrio - a MANHA.
E é de MANHA que se fala, quando do buraco negro do estiolamento ético do país por parte da sua representação estimada como elitista, da Política e às suas faces económicas, financeiras, diplomáticas, educacionais e sanitárias.
A semana tem sido pródiga na amostragem directa dos falhanços nacionais, EXACTAMENTE, nacional ,em todas as áreas em apreço, protagonizadas por este executivo.
Da cobardia da resposta diplomática às duplas desconsiderações de Timor - Leste, melhor, Xanana Gusmão, nos casos da imposição da Guiné - Equatorial na órbita dos PALOPS, e recentemente na expulsão pretensiosa ( é evidente que foi para consumo interno... ) dos magistrados lusos e, não por acaso, também de um caboverdiano,
Da opacidade estruturada do branqueamento do ninho de víboras que será a CPI sobre o GES ( comissão parlamentar de inquérito ) que vai arrancar amanhã, a escolha, na abertura das " hostilidades " da instituição Banco de Portugal, representado como regulador das boas práticas financeiras, na pessoa do Governador Carlos Costa, testemunha a obliquidade dirigida de um processo de averiguações, objectivamente pró - réu. Nada teve de inocente o escalonamento das audições. A nódoa moral foi abrangente dadas as cumplicidades de décadas com o poder e as suas franjas recolectoras. Daí o extremo cuidado com que se irão destapar as carecas.
Da corrupção estimulada por uma venda de acesso ao espaço Shengen por parte do Governo, através da concessão de vistos mediante investimentos no país, estamos agora a assistir, felizmente e digno de aplauso, a reacção do Ministério da Justiça - detenção de elevados quadros da Administração Pública com cumplicidades estranhas dentro do SIS ( serviços de informação da República ).
Dos pézinhos de lã na abordagem do que se estaria a prefigurar - se como crime de Saúde Pública, por parte dos responsáveis sanitários ( grandes interesses em foco... ) no surto de infecção pela bactéria legionella. Salvaram - se os responsáveis directos ao nível do controlo de danos e pela comunicação. O mesmo não se poderá dizer da fiscalização preventiva.
Do crime lesa - pátria que está a ser o desmantelamento de uma empresa como a P.T. e o desfastio, sempre em nome de números e não de decisões políticas, com que se prepara a entrega da TAP sobrarão, a ver vamos, mais casos de corrupção. Todo o ambiente para essa propagação venal não surgiu por acaso e tem um mentor não revelável... que mais um ano deste governo ajudarão a florescer... em desmantelamento e transmissão às negociatas.
Saragoça da Mata, escreve no jornal " I " de 14/11, uma prosa indignada, que eu sublinho positivamente, sobre a feminização crescente da alma lusa, que, acrescento, nem o desvario psicopata da matança das mulheres em Portugal em acentuação progressiva da sua impotência descaracterizadamente viril, esconde a sua degradação.
Bem, as suas palavras não foram exactamente essas e tampouco o alcance, projectado sobre a diplomacia portuguesa que hoje envergonharia qualquer estado independente que ainda não tivesse enterrado aquilo que, conceitos como nacionalismo ou mesmo patriotismo, essenciam de amor próprio ou identidade nacional. É, no fundo, uma questão de tomates que a manipulação casuística da Crise reforçou, tanto na vertente psicopata como na impotência diplomática.
Deixando de fora, nem me atreveria, canudo e a Lei condicionam, a caracterização psicológica dos nossos governantes actuais e quiçá, da maioria dos nossos políticos actuais ( será uma condição, a maleabilidade cervical?... ), há, no fim de contas, um caracterizador bastamente reglossado por aqui de Almada, que definem de uma ponta a outra o arremedo fugidio do indígena pátrio - a MANHA.
E é de MANHA que se fala, quando do buraco negro do estiolamento ético do país por parte da sua representação estimada como elitista, da Política e às suas faces económicas, financeiras, diplomáticas, educacionais e sanitárias.
A semana tem sido pródiga na amostragem directa dos falhanços nacionais, EXACTAMENTE, nacional ,em todas as áreas em apreço, protagonizadas por este executivo.
Da cobardia da resposta diplomática às duplas desconsiderações de Timor - Leste, melhor, Xanana Gusmão, nos casos da imposição da Guiné - Equatorial na órbita dos PALOPS, e recentemente na expulsão pretensiosa ( é evidente que foi para consumo interno... ) dos magistrados lusos e, não por acaso, também de um caboverdiano,
Da opacidade estruturada do branqueamento do ninho de víboras que será a CPI sobre o GES ( comissão parlamentar de inquérito ) que vai arrancar amanhã, a escolha, na abertura das " hostilidades " da instituição Banco de Portugal, representado como regulador das boas práticas financeiras, na pessoa do Governador Carlos Costa, testemunha a obliquidade dirigida de um processo de averiguações, objectivamente pró - réu. Nada teve de inocente o escalonamento das audições. A nódoa moral foi abrangente dadas as cumplicidades de décadas com o poder e as suas franjas recolectoras. Daí o extremo cuidado com que se irão destapar as carecas.
Da corrupção estimulada por uma venda de acesso ao espaço Shengen por parte do Governo, através da concessão de vistos mediante investimentos no país, estamos agora a assistir, felizmente e digno de aplauso, a reacção do Ministério da Justiça - detenção de elevados quadros da Administração Pública com cumplicidades estranhas dentro do SIS ( serviços de informação da República ).
Dos pézinhos de lã na abordagem do que se estaria a prefigurar - se como crime de Saúde Pública, por parte dos responsáveis sanitários ( grandes interesses em foco... ) no surto de infecção pela bactéria legionella. Salvaram - se os responsáveis directos ao nível do controlo de danos e pela comunicação. O mesmo não se poderá dizer da fiscalização preventiva.
Do crime lesa - pátria que está a ser o desmantelamento de uma empresa como a P.T. e o desfastio, sempre em nome de números e não de decisões políticas, com que se prepara a entrega da TAP sobrarão, a ver vamos, mais casos de corrupção. Todo o ambiente para essa propagação venal não surgiu por acaso e tem um mentor não revelável... que mais um ano deste governo ajudarão a florescer... em desmantelamento e transmissão às negociatas.
quinta-feira, novembro 13, 2014
ESPANTO DE UM ANARQUISTA
( continuação... )
Nem eu, na minha natureza política anarquista seria capaz de imaginar, pelas circunstâncias actuais do país, um modelo tão cínico de desmontagem do modelo político de Estado saído do 25 de Abril, de quase todo o seu edifício organizacional com a eficácia aparente com que esta coligação de Direita está a produzir. Para cúmulo, estando - se literalmente nas tintas para as consequências próximas ou futuras na governação do país.
E fê - lo, está a fazê - lo, à vista de toda a gente e com a complacência de quem tinha, tem e terá a obrigação de o proteger - O CIDADÃO - e julgava -se, com o seu garante último - a presidência da República, ocupada por Cavaco Silva.
Do panorama económico - jurídico e social pós - Abril só restará, no final deste mandato, uma Constituição, que sucessivos ataques ainda não conseguiram reduzir à irrelevância, verdade seja dita, pela resistência feroz ( quem diria...) do Partido Comunista Português e de uma Esquerda descentralizada.
A ideia, se conceptualmente imaginada, será a redução do universo eleitoral a uma massa amorfa de burocratas tementes e de cidadãos conformistas, cujos já débeis lamentos, antecipando o fim da angústia, reflectem, no limite, a sua capitulação à ordem das coisas.
Depois deste extraordinário e perigoso exercício político que a Direita europeia e caseira persegue - Anatole France dizia que os estúpidos são mais de temer de que os maus, já que estes descansavam de vez em quando, o Caos político que se seguirá - o pensamento reactivo adversariado por uma realidade desconstruída e tão fortemente armadilhada, umas vezes por incúria, outras por incompetência e outras por vontade expressa servilizada por directivas exteriores, terá de ser violentamente pró - activo, intransigentemente contemplado, ou correrá mal.
A vertente ético - política que a esta coligação PSD/CDS/PR nunca se pôs, mais, desprezou - a liminarmente, terá de estar presente na recomposição de TUDO o que foi descaracterizado, mormente na área da justiça social, por este governo.
Aos compromissos políticos que o futuro governo se irá obrigar não podem, não DEVEM, por absurdo político e de comunicação ao exterior, ser alcançados com nenhum membro da COLIGAÇÃO, sob o risco inevitável da total desfragmentação da Esquerda e o enfraquecimento objectivo do PS, já que a Direita se sente confortável com a actual situação que criaram e que só obriga a uma gestão de danos,
Se o PS tem uma identidade própria e que naturalmente o distingue da Direita, esta é a oportunidade de a exercer, na demarcação clara dos pressupostos e do discurso actual do Centrão, forçando - se a um entendimento virtuoso com os partidos à sua esquerda.
A esse respeito remete - se para a entrevista de Ana Drago ao Expresso do último sábado, uma das mais lúcidas tomadas de posição política na área da esquerda que ouvi nos últimos tempos.
Por mais que defenda a atomização dirigida do Poder, do Estado, não creio que a Ideia tenha espaço e esclarecidos meios humanos em Portugal para se tornar uma alternativa virtuosa, pelo que o que será do país na próxima década depende, em muito da identificação que do futuro governo de A. Costa fizerem a Esquerda e os seus votantes e simpatizantes sobre a sua definição SOCIAL e anti- corrupção; sobre isso há um entendimento instintivo por parte do povo que não sobre as minudências burocráticas dos contornos da dívida e dos financiamentos, deixadas aos especialistas.
Nem eu, na minha natureza política anarquista seria capaz de imaginar, pelas circunstâncias actuais do país, um modelo tão cínico de desmontagem do modelo político de Estado saído do 25 de Abril, de quase todo o seu edifício organizacional com a eficácia aparente com que esta coligação de Direita está a produzir. Para cúmulo, estando - se literalmente nas tintas para as consequências próximas ou futuras na governação do país.
E fê - lo, está a fazê - lo, à vista de toda a gente e com a complacência de quem tinha, tem e terá a obrigação de o proteger - O CIDADÃO - e julgava -se, com o seu garante último - a presidência da República, ocupada por Cavaco Silva.
Do panorama económico - jurídico e social pós - Abril só restará, no final deste mandato, uma Constituição, que sucessivos ataques ainda não conseguiram reduzir à irrelevância, verdade seja dita, pela resistência feroz ( quem diria...) do Partido Comunista Português e de uma Esquerda descentralizada.
A ideia, se conceptualmente imaginada, será a redução do universo eleitoral a uma massa amorfa de burocratas tementes e de cidadãos conformistas, cujos já débeis lamentos, antecipando o fim da angústia, reflectem, no limite, a sua capitulação à ordem das coisas.
Depois deste extraordinário e perigoso exercício político que a Direita europeia e caseira persegue - Anatole France dizia que os estúpidos são mais de temer de que os maus, já que estes descansavam de vez em quando, o Caos político que se seguirá - o pensamento reactivo adversariado por uma realidade desconstruída e tão fortemente armadilhada, umas vezes por incúria, outras por incompetência e outras por vontade expressa servilizada por directivas exteriores, terá de ser violentamente pró - activo, intransigentemente contemplado, ou correrá mal.
A vertente ético - política que a esta coligação PSD/CDS/PR nunca se pôs, mais, desprezou - a liminarmente, terá de estar presente na recomposição de TUDO o que foi descaracterizado, mormente na área da justiça social, por este governo.
Aos compromissos políticos que o futuro governo se irá obrigar não podem, não DEVEM, por absurdo político e de comunicação ao exterior, ser alcançados com nenhum membro da COLIGAÇÃO, sob o risco inevitável da total desfragmentação da Esquerda e o enfraquecimento objectivo do PS, já que a Direita se sente confortável com a actual situação que criaram e que só obriga a uma gestão de danos,
Se o PS tem uma identidade própria e que naturalmente o distingue da Direita, esta é a oportunidade de a exercer, na demarcação clara dos pressupostos e do discurso actual do Centrão, forçando - se a um entendimento virtuoso com os partidos à sua esquerda.
A esse respeito remete - se para a entrevista de Ana Drago ao Expresso do último sábado, uma das mais lúcidas tomadas de posição política na área da esquerda que ouvi nos últimos tempos.
Por mais que defenda a atomização dirigida do Poder, do Estado, não creio que a Ideia tenha espaço e esclarecidos meios humanos em Portugal para se tornar uma alternativa virtuosa, pelo que o que será do país na próxima década depende, em muito da identificação que do futuro governo de A. Costa fizerem a Esquerda e os seus votantes e simpatizantes sobre a sua definição SOCIAL e anti- corrupção; sobre isso há um entendimento instintivo por parte do povo que não sobre as minudências burocráticas dos contornos da dívida e dos financiamentos, deixadas aos especialistas.
SEMANA REVISITADA III
CAVACO FALOU
O Presidente da República portuguesa deu uma entrevista ao Expresso e como acontece em quase todas as suas intervenções disse o que, na sua interpretação pessoal do cargo, o que DEVIA dizer.
A ABRIR - O próximo governo será o que os eleitores decidirem e se não se sentiram suficientemente menorizados pela política da actual coligação PSD/CDS/PR não darão a maioria absoluta ao PS e, inconsequentemente, não aumentarão para níveis de governação os votos no PCP e no Bloco de Esquerda.
Em princípio, pela minha experiência do universo eleitoral do país, vão procastinar entre a revolução eleitoral e o regresso à normalidade vigente do Centrão - nem carne nem peixe.
Os brandos costumes, ahh os famigerados brandos costumes ( Quem terá inventado esse nonsense que uma longa e provinciana ditadura sobre a tutela fascista de Salazar ajudou pós - ditadura, a sua interiorização funda na alma lusa? ) não permitem a fuga à norma, ao desvario democrático no enfrentamento do medo do futuro na reconfiguração do Estado.
A revolução do 25 de Abril foi uma magnífica loucura que acabou cedo.
Não foi à toa que a Burocracia se instalou no país, funcionária e adepto do servilismo e deslumbramentos sociais e, mais grave, no pensamento nacional retratado no conformismo resilente da maioria esclarecida do país.
Que se respire tudo isso na entrevista do institucional conveniente saído da Presidência da República não é de admirar.
Cavaco Silva com esta entrevista quis marcar a agenda, não só eleitoral como a partidária. Já o tentou sem sucesso com Seguro e, conhecendo Costa, o novo líder do P.S., o mais que provável Primeiro - Ministro, o condicionamento a que o tentaria obrigar no cimentar das " conquistas " da sua coligação através de acordos de regime está dentro da idiossincracia que tem alimentado a Direita europeia na uniformização ideológica da Europa.
O mais extraordinário em todo este processo delirante é a convicção espraiada pelos actuais governos dos países da UE de que o " Ai aguenta, aguenta! " com que caracterizam a maleabilidade interpretativa dos seus cidadãos face à natureza desalmada e fria com que uma austeridade dirigida a um universo específico vai desequilibrando social e deliberadamente, sociedades inteiras.
( continua ... )
O mais extraordinário em todo este processo delirante é a convicção espraiada pelos actuais governos dos países da UE de que o " Ai aguenta, aguenta! " com que caracterizam a maleabilidade interpretativa dos seus cidadãos face à natureza desalmada e fria com que uma austeridade dirigida a um universo específico vai desequilibrando social e deliberadamente, sociedades inteiras.
( continua ... )
sexta-feira, novembro 07, 2014
COSTA FALOU...
E AINDA ESTOU A DIGERIR O DISCURSO.
Já me disseram que sou chato como o caraças, que gostariam de me ver no lugar deles, os políticos, a ver se fazia melhor... Costumo responder que primeiro teria de ser um deles, ( sem nenhuma conotação insultuosa, sejamos claros... ) o que manifestamente me poria abaixo da minha condição de cidadão patriota, pelo menos como penso que um cidadão se deveria comportar em relação a maus políticos e más administrações do Estado.
Evidentemente não há, a propósito, nenhuma remissão exarada do discurso de Costa perante os seus pares na apresentação dos seus propósitos políticos e apelos aos socialistas e simpatizantes ao apoio do P.S. que me tivesse provocado o desabafo acima, só que...
...ESPERAVA MAIS!
Se me perguntarem o quê este post tornar - se ia muuuito longo e ainda não é a altura e nem se justificaria, sinceramente.
Já me disseram que sou chato como o caraças, que gostariam de me ver no lugar deles, os políticos, a ver se fazia melhor... Costumo responder que primeiro teria de ser um deles, ( sem nenhuma conotação insultuosa, sejamos claros... ) o que manifestamente me poria abaixo da minha condição de cidadão patriota, pelo menos como penso que um cidadão se deveria comportar em relação a maus políticos e más administrações do Estado.
Evidentemente não há, a propósito, nenhuma remissão exarada do discurso de Costa perante os seus pares na apresentação dos seus propósitos políticos e apelos aos socialistas e simpatizantes ao apoio do P.S. que me tivesse provocado o desabafo acima, só que...
...ESPERAVA MAIS!
Se me perguntarem o quê este post tornar - se ia muuuito longo e ainda não é a altura e nem se justificaria, sinceramente.
terça-feira, novembro 04, 2014
MACRO-POLÍTICA
Silva Peneda, presidente do Conselho Económico Social português, ex - dirigente e Ministro social - democrata num tempo em que a social - democracia era um objectivo programático do partido que hoje governa Portugal, teve uma antecipação virtuosa de uma Ideia no bisonho deserto de reflexão e acção política do espaço europeu de hoje governado pela Direita.
A antecipação proclamada deve - se a uma estranheza por aqui antecipada num post intitulado - Chega de etnofilosofia - em referência pouco abonatória de uma caracterização filosófica tida como uma idiotia conceptual, onde se pasmava uma estranheza pessoal, política, da falta de reacção concertada dos então PIIGS e não só PIGS porque incluía a Itália, ao diktaat austeritário do eixo - franco alemão aos países do sul da Europa.
O que então se deplorava e ainda se deplora, testemunhado no discurso políticamente correcto de Silva Peneda é essa incapacidade, em essência, de IDEIAS políticas que sobrelevem, como tais, a BURROCRACIA vigente, a gestão funcionária e meramente contabilística do destino dos povos através de uma ditadura orçamental instrumental, através do qual se contrabandeiam desígneos político - ideológicos uniformizadores sob a capa redutora e imbecil do - NÃO HÁ ALTERNATIVA.
Esse bloqueio ideológico, hoje transmitido e interiorizado através de um discurso repetido até à náusea, está a conseguir, democráticamente, o que as ditaduras anti - democráticas ( a redundância é propositada... ) costumam fazer.
Uma história futura destes tempos quase que se equivalencia, não em desenvolvimento técnico - científico ( um espaço de uniforme excelência civilizacional ) mas pela narrativa histórica imposta do discurso e projecções políticas e civilizacionais, à Idade - Média. A religião e os deuses é que serão outros, fácilmente identificáveis nas missas e nos hossanas proclamatórios.
A resistência dos povos em democracia são, pelo actual regime globalizante, vista como normal, como um direito democrático mas infelizmente, folclóricas, já que o tempo de consolidação dado ao sistema acaba, quase sempre, por produzir legislação perniciosa aos interesses das nações, como entidade concreta e colectiva, que a alternância, quatro ou oito anos depois, por cobardia institucional, por táctica política ou sobre alibis vários, sobrepujados em incompetência e venalidade, acaba por inserir como definitivas no tecido legislativo do país como LEI que obriga a todos, incluindo nesse universo conformista a deploração faceada, a espaços, pela resistência da elite intelectual do país.
DESGRAÇADAMENTE, este filme tem passado por todas as capitais da UE. As interpretações é que variam, sobre uma realidade que circunstâncias transitórias mascaram a essência.
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