sábado, janeiro 24, 2015

DAVOS -. SYRIZA - PODEMOS e... PORTUGAL


E a satisfação do representante de um povo domesticado...,


         Pires de Lima

,,, " civilizado ", pelos parâmetros de obediência aos ditâmes de um projecto civilizacional de Pensamento Único, economia errática com destinatários fixos, ajuízada, não pelos seus povos mas por entidades predatórias, sem rosto mas de todos conhecidos - o MERCADO.

Portugal, diz o nosso representante em Davos, Pires de Lima, não é motivo de preocupação nem para os políticos estrangeiros nem para os seus banqueiros, nem para os seus jornalistas, nem tampouco para os seus " investidores ", que sabem ter os seus lucros assegurados num universo trabalho/empresa em que a primeira parte da equação foi moldada aos interesses do capital, uma Concertação Social que zela pelos seus interesses e sindicatos amarelos amantes de
tapeçarias e de selfies com o Poder.
Portugal abriu a época dos saldos!

O que não preocupa mínimamente toda essa  gente parece que por cá também não preocupa  genuinamente NINGUÉM. - O QUE TEM DE SER SERÁ - , o fatalismo atávico e fadista que lamenta as penas e o imobilismo bem-comportado nunca será preocupação séria aos negócios nos tempos que correm, ao enriquecimento ilícito, à depredação patrimonial e à desfaçatez anti - patriótica que subjaz ao pragmatismo imoral de uma elite patética, voraz e provinciana que enxameia o Poder europeu.

É evidente que Portugal nunca será a Grécia, nem Espanha, o que para mim é desolador pelo que da objectivação do NÃO! BASTA! que esses países dão mostras no risco assumido da sua população não conformista contra o status quo sem futuro que se tem projectado no remanso letárgico e obeso das Instituições da U.E.

As " turbas ululantes " ( AH Gasset,Gasset... ) que, malgré eux, são o cerne da Democracia no que lhe é essência e conteúdo programático, pelo que interpretam e representam do seu suporte identitário - a Liberdade - assustam o sr. Monteiro, o Comendador do Expresso que, calculamos, prefere os salões florentinos de baixos décibéis de retórica cínica e bem modelada do discurso civilizado, os Passos Perdidos da maioria das Assembleias dos países da U.E.
Mentir e aldrabar com todos os dentes bem cuidados são - lhe, estéticamente, preferiveis aos ulos dos desdentados, como os chamou alarvemente o pinguim francês e os percepcionam a bem nutrida e silenciosa representação fantasma dos interesses maioritários das nações.

( continuaremos... )


quinta-feira, janeiro 22, 2015

AINDA A HIPOCRISIA...

... A DUALIDADE, A OBJECTIVIDADE E... A FLUTUAÇÃO SEMÂNTICA DOS CONCEITOS

DANIEL OLIVEIRA fez, no Expresso de 17 /1, uma lúcida e honesta ponderação sobre a nossa  (deles... ) visão casuística na abordagem manequeísta dos problemas que o Ocidente TEM de enfrentar sobre o Terror , sem desvirtuar, corrompendo - os, os princípios que configuraram e se exportaram, em Globalização e nos enformam como a face resplandecente e exemplar do FIM DE HISTÓRIA.

Acontece que, a objectividade, que nos deveria pontuar e referenciar, hoje e ontem,  na abordagem recorrente , emocionalmente analfabeta e racionalmente desconexa, no enfrentamento DEMOCRÁTICO e não BIO - PRAGMÁTICO com os OUTROS, que atraímos com a bandeira da Liberdade, tem - se colado, daninha, a reinterpretações sobre o que já tínhamos por adquirido.
No que toca à liberdade de expressão voltou - se à estaca ZERO ou do SIM...., MAS...

A Democracia passa por nós, pelas causas que defendemos e pelo que nos vamos tornando como cidadãos. O desbloqueamento desse enriquecimento pessoal e social tem sido a luta bio - racional da maioria da população do planeta, capturada, como na Idade Média, por uma insaciável e cobardemente ( porque protegida... ) predatória elite que detém o privilégio da interpretação da História e dos meios de a alterar impunemente ( a democracia cauciona... ) consoante os interesses de classe.

Voltando a D. Oliveira,, leiam e reflictam, s.f.f.

segunda-feira, janeiro 19, 2015

NÃO ESTÁS ESQUECIDO...


A campanha contra o ex - P.Ministro de Portugal, José Sócrates continua cá fora, e pelos vistos, dentro do Estabelecimento prisional de Évora. 
Miguel Sousa Tavares apelidou de pura sacanice e eu assino por baixo, os envolvimentos dos guardas- prisionais, nomeadamente o seu sindicato, na multiplicação dos enxovalhos ao Sócrates sob a justificação de tratamentos discriminatórios em relação aos outros cidadãos aí encarcerados.

E quais foram eles? O uso de um cobertor mais quente e calçado adequado ao Inverno.

É por estas e outras que...


sábado, janeiro 17, 2015

COMISSÃO JUNCKER

EVIDENTEMENTE...

A U.E., através da Comissão Juncker, resolveu fazer uma leitura " inteligente " do Tratado Orçamental que irá permitir que o investimento público, ou seja o endividamento estatal, não conte para o limite do déficit orçamental imposto  sobre todos os estados membros e pensa alargar a visão sobre as reformas estruturais numa reinterpretação virtuosa e pró - activa das acções governamentais que tenham impacto positivo na competitividade económica e na redução do maior flagelo da última década - o desemprego jovem, criado por uma política austeritária que reduziu a escombros a economia dos países, nomeadamente Portugal, do Sul.

É evidente que essa devolução parcial de soberania económica aos países intervencionados, directa ou indirectamente, é  um passo importante na suspensão da pouca inteligente condução dos destinos dos povos da U.E. por uma política de austeridade tão pouco inocente no aproveitamento da Crise e cínicamente aplicada em proveito dos países e investidores nas dívidas soberanas da Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália.

Chegados ao fundo do poço, impossível cavar mais, a obscenidade predadora tinha de parar e eis - nos apresentados a uma nova Comissão que irá permitir à acumulação de capital capturado às massas trabalhadoras o reinvestimento virtuoso dos lucros num universo de trabalho cujas leis foram completamente subvertidas em prol do chamado empreendedorismo empresarial.

Porquê agora? O que é que mudou? A simples mudança da Comissão, findo o período barrosista não chega para explicar a mudança de agulha que Merkel e companhia resolveram patrocinar, nomeadamente por se dar o caso de Juncker ter sido até há pouco tempo um defensor das políticas aplicadas aos países sob o memorando troykista.
Mudou o quadro das relações de trabalho com a flexibilização das leis laborais, houve uma acumulação obscena do capital financeiro que a especulação financeira proporcionou e últimamente uma descida consistente do preço do petróleo e uma previsível reviravolta na composição partidária dos governos do Sul com propostas alternativas de mudança.

A Austeridade cumpriu o seu papel e convenhamos fê - lo com a cumplicidade de governos da área política do Poder  maioritário nas instituições da U.E. Só não atingiu o pleno devido a resistências, na minha óptica pouco consistentes, das oposições regulares dos partidos e, principalmente, extra - parlamentares.
O ir para além da troyka, foi, em Portugal, o cartão de visita de uma burocracia partidária, zelota e lambe - botas, aplanando o asfalto para Repartições extra - nacionais, em maximização da pobreza dos curricula, profissionais e pessoais.

A reabilitação política da Direita europeia, a encetar pela Comissão Juncker, tentará balizar os limites que os próximos governos ( a chantagem sobre as eleições gregas é indecorosa...) a sair das eleições, com mensagens anti - austeridade, não devem passar, apesar da flexibilidade do discurso.

Veremos como, apesar da composição do Parlamento Europeu, a Esquerda dará volta ao texto...

quarta-feira, janeiro 14, 2015

LIBERDADES ( de EXPRESSÕES )


MANIFESTAÇÃO EM PARIS ( um rescaldo... a frio... )

Olhando para os perto de cinquenta chefes de estados que estiveram presentes na cerimónia da defesa dos " valores ocidentais " , que encabeçavam o desfile de desagravo e solidariedade com as vítimas do cobarde ( pelos valores humanistas que me enformam ) assassinato levado a cabo por quatro jihadistas franceses, a falsidade e a hipocrisia pairavam clamorosas por cima de tão distintas personalidades.

Sem querer, por ora, historiar a responsabilidade directa, a montante e fatalmente a jusante, nos desenvolvimentos das últimas décadas das acções que despoletaram a tomada de uma consciência, hoje mais política de que religiosa, identitária anti - Ocidente por parte do, para simplificar, o Islão, estremeço a pensar nas acções futuras dos nossos distintos dirigentes perante a demissão temerosa da moderação islâmica face ao extremismo jihadista, dentro e fora de portas.


Num Ocidente dessacralizado, cujos valores remanescentes  disfarçam a relativização ética e moral - a liberdade de expressão  ( um universo onde o relevante subjaz de manipulações de interesses para os quais a verdade se torna um pormenor descartável... ) teima em confundir - se com a impunidade que casuísticamente nos permitimos na abordagem negligenciada com que enfrentamos, não só as nossas idiossincracias como as dos Outros.

É a liberdade de expressão que me permite, não impunemente, porque choca com o MEU respeito humano, mas para as adversariar, que reproduzo acima a selvageria sarcástica do Charlie Hebdo contemplada em algumas caricaturas ofensivas, seja qual for o ângulo da interpretação.
A gratuitidade, repugnante por vezes, da crítica humorística releva de uma militância trágica, psicológicamente demente da redação, hoje, também ela tragicàmente extinta, do C. Hebdo.

A auto - censura que nos permite sair à rua e voltar incólumes para a paz do lar, é um dos traços essenciais da nossa humanidade, se não por uma questão de defesa própria, também por uma defesa dos outros na sua relação connosco. Todos os adultos conhecem os seus limites e, em semelhança, pressupõe os dos outros, sob o risco das consequências, não só legais como as retaliatórias.

E entra - se no campo da justificação da violência, sim, como TODOS sabemos ela tem justificações e atenuantes. A História do sapiens é uma história sobre a violência, sobre as violências e as suas infindáveis faces, do soft, falso soft, à brutal, da homicida à genocida e ainda nos chocamos com a nossa capacidade infinita do que somos capazes e não da incapacidade de contrariar essa genética maldita.

Confúcio diria que os homens comuns chocam - se com coisas invulgares e os sábios com as coisas comuns.

Esperamos que o choque sentido pelas luminárias que encabeçaram a manifestação dos homens comuns tenham a capacidade de se chocarem, de facto, com os assassinatos de Paris.

P.S. - HOJE, 16 DE JANEIRO, SOUBE QUE, AFINAL, O CORTEJO DE 200 METROS, DOS  ILUSTRES NADA TEVE A VER COM A MARCHA DOS COMUNS QUE ACONTECIA NOUTRO LADO, DESAFIANDO A INTOLERÂNCIA. O CORTEJO SIMBÓLICO E COBARDE DESMERECEU OS VALORES QUE O POVO ENCABEÇOU. NÃO FOI UM LAPSO, JUSTIFICÁVEL PELA LOGÍSTICA, FOI CONTUMÁCIA.

sexta-feira, janeiro 09, 2015

NON! JE NE SUIS PAS POUR L' HEBDO!

SIM!!! SOU PELAS LIBERDADES QUE EXIJO, PARA MIM E PARA TODOS OS POVOS DO PLANETA E POR TODAS AS SUAS LUTAS TRAVADAS EM SEU NOME.

NÃO! NÃO RESPEITO O QUE NÃO É RESPEITÁVEL E O CHARLIE HEBDO NÃO É RESPEITÁVEL!

SIM! SOU SOLIDÁRIO COM TODAS AS VÍTIMAS, DA OPRESSÃO POLÍTICA, ECONÓMICA E RELIGIOSA E... TERRORISTA!

NÃO! SOU CONTRA O TERRORISMO, POLÍTICO, ECONÓMICO E... RELIGIOSO.

SIM! RESPEITO TODAS AS RELIGIÕES RESPEITÁVEIS E ANTI - VIOLÊNCIA.

NÃO! NÃO SOU PELO TRIUNFO DA MORTE SOBRE A VIDA.

SIM! SOU PELOS VALORES ÉTICOS OCIDENTAIS QUE ME FORMARAM COMO CIDADÃO. E SIM, COMBATO PELA SUA REABILITAÇÃO NO QUE TÊM DE ABSOLUTO EM TODAS AS CONSCIÊNCIAS ADULTAS.

NÃO! NÃO SOU SOLIDÁRIO COM A HEBDO PORQUE SIM, E, SIM, LAMENTO PROFUNDAMENTE A MORTE QUE SOBRE ELA SE ABATEU NA FIGURA DE CADA UM DOS ASSASSINADOS PELOS  DELINQUENTES SOCIOPATAS QUE HABITAM ENTRE NÓS.

VIVAS À LIBERDADE! ABAIXO O TERROR!

segunda-feira, janeiro 05, 2015

DOIS DISCURSOS E UMA PROCLAMAÇÃO

PERSPECTIVAS

Cavaco Silva, o actual presidente da República portuguesa, em fim de mandato, produziu, na linha dos anteriores pós - Sócrates, enquadrados com a sua família política e com o governo que apoiou sem rebuços de maior, um discurso desenquadrado com a realidade política actual à qual enviou recados sobre necessidades de compromissos de regime.
Não poderia dizer outra coisa, dizem comentadores encartados, como se a sua burocrática, esvaziada e políticamente correcta (!!!?) interpretação do cargo que exerce tenha feito o que quer que fosse em anos anteriores no sentido de compromissos com as oposições, nomeadamente  com o P.S.

Lembramo - nos sim, do seu papel corruptor, activamente militante, na criação das condições políticas anti governos-Sócrates, que ajudaram à vinda, talvez necessária mas sem a truculência, mais tarde enfatizada pela Coligação que ele acarinhou, ao país.
Não se lhe ouviram palavras de apoio expresso e patriótico na defesa da pouca soberania que nos restava, então, nem posteriores invectivas à Coligação vencedora das eleições, a compromissos de regime.
Porque exigir ao novo governo, ANTES das eleições, com completo desconhecimento do quadro de relações de força que daí irão surgir, compromissos? Compromissos sobre quê? Sobre o statu quo nacional e europeu?

Sabe - se que a tentação que o despudor pragmático ( desconheço - lhe valores ) da Direita acarinha é o Poder e que os interesses que defende não são os da Esquerda, nunca foram. Portanto, QUALQUER compromisso, a haver, só pode ser trazido à discussão DEPOIS de formado o novo governo e apresentado o seu programa governamental, nunca antes, por, se não bastassem razões substantivas, o puro bom senso partidário aconselha.

Passos Coelho fez um discurso eleitoral mascarado de chefe de governo - manhoso e estuporado. Há de vir tempo para o desmascarar, até à despedida...

Da entrevista de Sócrates pouco há a acrescentar às perspectivas que trouxe sobre a sua condição anómala de preso preventivo, que já debatemos por aqui.
Satisfeito fico por ver que... não encolheu as garras...

quarta-feira, dezembro 31, 2014

2014 - UM PÉSSIMO ANO

REFLEXÕES PESSIMISTAS

Lamentávelmente, e isso tem de reflectir, pela contumácia, necessáriamente, sinais claros de uma decadência civilizacional, de uma lenta e inexorável corrupção da sua representação, em todo o planeta.
Se em alguma situação histórica se poderá aferir do fim, de e não , da História, as últimas décadas ofereceram - nos provas cabais do assustador impasse em que se encontram todas as democracias do Globo.
Nunca como hoje o Homem teve em seu poder tanta capacidade e recursos, humanos e materiais para fazer bem e NÃO SABE COMO FAZÊ - LO, contaminando, do topo à base todo o edifício evolutivo da espécie.

Por outro lado, a quietude e o conformismo em pasmo vão provocando reacções de repúdio, dentro e para dentro do sistema, de dentro e de fora do sistema onde a violência, com as suas múltiplas faces tem sido o factor mais relevante nas " mudanças " e no sacudir do torpôr linfático que parece ter atingido a maioria da população do planeta. Umas vezes, de cara descoberta, brutal e sanguinária, doutras, velada e civilizada com mortes lentas e sem sangue, em legitimidades " democráticas ", cínica e despudorada na política, imoral e corrupta nos " negócios ", na Banca e nos investimentos.
As excepções democráticas na condução virtuosa dos interesses nacionais, em prol dos cidadãos,, pela sua normalidade, passam despercebidas e é nessa circunstancialidade que as distingue que se encontra a virtude da sua condição.

À medida em que se interiorizava de significado as noções adquiridas e racionalmente decantadas das regras de relacionamento inter - pares sob a bandeira da liberdade, nas sociedades do humano, foi - se corrigindo as distorções que a naturalidade das diferenças intelectuais, físicas e de género se tinha por adquirido no passado, na criação evolutiva de comunidades socialmente solidárias, com a participação de todos os cidadãos através da limitação voluntária das suas pulsões naturais, contribuindo com os seus impostos através da autoridade delegada num Estado que cuidaria que assim fosse.

Acontece que a corrupção invadiu, por entre a confiança, umas vezes ingénua e doutras cega, dos cidadãos na boa - fé interpretativa dos seus delegados ao Poder, todo o tecido social, que paulatinamente se vai atirando para os braços da relativização ética em nome do que é do mais natural, porquanto incivil, do indivíduo que não do cidadão, também ele, reduzido à sobrevivência, cujas necessidades aceitam, naturalmente, os falsos alibis morais justificadores do abandono da cidadania social.

Vamos entrar num novo ano de calendário e lamento dizê - lo mas os sinais não prenunciam nada de bom, NADA, a não ser nas Ciências. A Filosofia., moribunda, acompanha cobardemente, em seguidismo todo um processo de decadência sem uma voz de FÚRIA que se OIÇA.

LAMENTÁVEL!

DE QUALQUER MANEIRA, FAÇAM POR SER FELIZES E UM BOM - ANO FAMILIAR!

terça-feira, dezembro 23, 2014

BOM NATAL!

PURA E SIMPLESMENTE, UM SAUDÁVEL HÁBITO, QUE AS IDIOSSINCRACIAS E AS CRENÇAS RELIGIOSAS DE UM VASTO NÚMERO DE CIDADÃOS, ALBERGAM DA HISTÓRIA DAS SUAS CIVILIZAÇÕES.

IMPOSSÍVEL, PELO UNIVERSO QUE ME COLHE E TOLHE, FICAR DE FORA DE UMA CELEBRAÇÃO REPRESENTADA E PER CAUSE, SINCERA, DA ESSÊNCIA QUE, EM MIM, A RELIGIOSIDADE DE XAMÃS, DE BRUXAS E DE DRUIDAS FAZ SUSTENTO E POSE.

RESPIRO E CANTO
O CHEIRO A FRIO
DOS LENÇÓIS AINDA QUENTES
DA CARNE DAS MULHERES
QUE SALTARAM DOS SONHOS PARA AS CAMAS
DAS MANHÃS INIBIDAS.

DEPOIS ABRO A JANELA
PARA VER O SOL DO MEU TAMANHO NO CHÃO
- TAPETE DE PRIMAVERA
QUE OS OLHOS SUJAM
DE BORBOLETAS CAÍDAS...

... PERFUME IMPERFEITO
QUE NÃO INVENTOU AINDA A FLOR POSSÍVEL.

ENTRETANTO, OS DEUSES PREFEREM A MORTE...

( José Gomes Ferreira )

sábado, dezembro 20, 2014

CONGRATULATIONS, OBAMA!



O presidente norte - americano acaba de dar passos decisivos na " despenalização " de Cuba, do seu atrevimento em querer, por força das circunstâncias históricas induzidas pela hostilidade dos USA, ser dona do seu destino e da sua liberdade.
Cuba sofreu durante uma geração o que nenhum outro estado comunista de então sentiu - um bloqueio total do seu relacionamento, político, militar, económico e financeiro, com o resto do mundo. A sua diplomacia fez milagres e o seu povo foi de um hercúleo estoicismo.
Seria impossível a sobrevivência durante estes anos sem rigores extremados no que à segurança interna de um país " amaldiçoado " durante décadas pelo Ocidente, dizia respeito. Ao amor pela liberdade tout - court da dissidência, opôs - se a liberdade colectiva, a socialização e coesão nacional que nem os derrames migratórios, humanamente compreensíveis face ao el dorado prometido pelo poderoso vizinho, fizeram vacilar a justeza e a justiça da liberdade de errar, em liberdade.
Ditadura? Sofrem, essencialmente mais ( as aspirações são exponenciais e gratuitas... ) os cidadãos em algumas democracias, mas com liberdade inconsequente de expressão, cujas leis, instrumentalizadas no sentido da formatação de burocracias serventuárias  do que, em certos regimes apontados como ditactoriais, os cidadãos dessas repúblicas.

Adiante, que o que se quer celebrar é o bom- senso dos actuais líderes, de Cuba e... pela coragem no enfrentamento da tremenda pressão da face mais reaccionária do país, Obama, que vai pôr fim à insânia de 50 anos a que só a higiénica inteligência actual de Cuba, de braço dado com a intermediação da personagem ímpar da política actual, o mais decente e incorruptível chefe de Estado actual - o PAPA FRANCISCO, permitirão,

quarta-feira, dezembro 17, 2014

JULGAMENTO DA JUSTIÇA? (2)

( EM  CONTINUAÇÃO )...

O caso GES foi um dos mais extraordinários acontecimentos que a este país, em depauperamento suicida, foi dado a conhecer pelos seus cidadãos. Um império económico financeiro sustentado por práticas imorais de gestão, apoiado implíta e explícitamente pelo Estado, cresceu como a rã da fábula e explodiu, ecoando sobre o país o carácter da sua elite, no caso, a endinheirada.

A Comissão de inquérito a correr na Assembleia da República está a tentar perceber a história do colapso por entre as estórias narradas pelos responsáveis directamente implicados na gestão do grupo de que o BES, como financiador das tropelias, é, ou antes, era, a jóia da coroa.
Um penoso espectáculo de desculpabilização a que só o principal rosto - Ricardo Salgado - por entre lapsos de memória, aparenta, pela pose, alguma dignidade, se é possível ter havido alguma que não tivesse sido esmagada pela amoralidade do sistema bancário proclamada pelo próprio, há bem pouco tempo.
Que justiça sairá das invectivas da Comissão, se à cumplicidade total com a chefia, paga a peso de ouro, não tiver, perante ela, a essencialidade do silêncio criminoso?
Por arrasto, já que as incompetências e os silêncios políticos já vêm de longe, cumpre esclarecer TUDO, o PORQUÊ e COMO das decisões políticas pouco transparentes, porque escondidas à nação, do actual governo, que deixaram que a destruição do grupo acontecesse e a separação do BES em duas entidades com o apoio do erário público mascarado de Fundo de Resolução.


CALARAM - NO...



Falemos do outro caso que tem ocupado a opinião pública - a prisão do ex - primeiro ministro, José Sócrates, só para dizer o óbvio sobre o que esperava que acontecesse, assim que Sócrates  começou a defender - se através dos Media, em resposta às insidiosas fugas de informação, que NINGUÉM sabe se são fugas ou pura sacanice de chicos - espertos em grosseiras manipulações, cujos danos só em grosseiras mentes costumam fazer eco. E aconteceu!

segunda-feira, dezembro 15, 2014

JULGAMENTO DA JUSTIÇA?

E... POR QUE NÃO?...

Uma das características sobre as quais se assenta a definição de estados fascistas, melhor, estados tendencialmente fasciszantes, que é para sermos claros, prende - se com o sistema de justiça, o funcionamento do espaço da definição das leis, os processos de investigação policial,  a solidez das provas criminais para lá dos vislumbres de verdade que intuições mais ou menos acuradas possam produzir e... a salvaguarda, até ao julgamento de todo o processo que conduziu à apresentação de provas irrefutáveis, dos direitos liberdades e garantias dos cidadãos.

Portugal, a realidade concreta perspectivada por este cidadão, está num caminho perigoso neste campo, a que desgraçadamente se associou uma governação que, ancorada em receitas de taberneiro e de contabilista manhoso tem, sob alibis indefensáveis pela decência, estuporado a cada dia que passa os direitos liberdades e garantias dos cidadãos, ao mesmo tempo que diaboliza a resistência institucional de controlo das leis feita pelo Tribunal Constitucional.

À pobre sorte dos anónimos cidadãos, de cujos direitos consagrados numa Constituição que se pretende arquivo histórico, ninguém parece sentir a mínima simpatia, fez bem a cobertura mediática que não a pasquinária e merdiática  , que os chamados caça aos poderosos, despoletou e da discussão jurídica que fatalmente levará a reformas antes que se solidifiquem os vícios, não só processuais como os relevados na incompetência na obtenção de provas concretas a definir decisões sobre a cidadania e a liberdade de QUALQUER cidadão.

Do absurdo dessa união corporativa da instrução processual e da investigação policial, dessa cumplicidade efectiva, já se falou bastante no meio especializado; por aqui só funciona o bom - senso, a racionalidade democrática, a contestar a figura da prisão preventiva para investigar, um aborto jurídico que objectivamente torpedeia princípios básicos da liberdade, de inocência até prova em contrário.
Das fugas cirúrgicas de informação para, que coincidência, os MERDIA, e sempre numa linha anti - arguido, sem que a incompetência de investigação dos culpados ( parece que é crime, não? ) em casa própria apouque a credibilidade do sistema, também já se fala há décadas. Porém...
O conforto e a almofada do julgamento popular e não só, sempre pronto a pisar os leões moribundos ( o caso GES e a comissão de inquérito tem sido de uma exemplaridade chocante, moralmente definidora do carácter de TODA A GENTE envolvida nesse processo em audição... ) corrompe à partida os pratos de uma balança que se almejaria virtuosa. Uma vergonha e um despautério que até hoje não teve arguidos. EXEMPLAR, portanto...

( continuaremos... )

sexta-feira, dezembro 12, 2014

PFFFFFF!!!!!


Óscar Wilde dizia que o tédio é o único pecado para o qual não há perdão. Infelizmente ando perdido por essas bandas...

Como estamos numa época de boas - vontades, sei que me perdoarão e que virão, de vez em quando, passar por aqui a ver se já passou...

sexta-feira, dezembro 05, 2014

O PROCESSO SÓCRATES II


EU METO - ME NISTO, PÁ! ÉS - ME UM FILHO POLÍTICO ADOPTIVO.
AINDA NÃO SABES, MAS ÉS UM ANARQUISTA, REDUNDANTEMENTE DEMOCRÁTICO, COMO EU.

Da impossibilidade de se opôr aos " factos a provar ", que ainda estão no segredo do Campus, com uma defesa jurídica, enquanto cá fora se constrói uma narrativa, até ver insidiosa, o cidadão José Sócrates defende - se, sem acrimónia, através das cartas de prisão do processo político que contra ele começou assim que foi eleito pelo PS como secretário - geral.
Ou muito me engano ou Sócrates terá já sopesado a fragilidade que não a robustez dos indícios considerados criminosos por quem o investiga.

Ao fazê -lo, vira - se para a luta mediática, que tem sido o espaço mais contundente da tentativa de destruição de carácter de que há memória em Portugal, na linha de uma doentia relação que os jornais e as televisões consagraram com o seu Primeiro - Ministro, então. Basta comparar com a moleza quase erótica e aqui vou dar uma de misoginia, que as jornalistas estabeleceram com Portas e Passos Coelho.

Os ataques políticos aos seus governos foram de uma ineficácia ensurdecedora, confrangedora até, sobrepujados por uma competência política a toda a prova que só não resistiu ao ataque concertado do exterior ( cínica realpolytic alemã ) , a Direita alojada no Campus, aos MERDIAS sedentos de sangue e... oh céus! um vingativo opositor político na presidência da República.
Com a recusa, uma questão de coluna e amor - próprio, de governar em desautorização, com a troyka, fechou - se o cerco com a demissão.
Outros não tiveram essas pieguices  ( há quem chame a isso, patriotismo... ) que hoje seriam um obstáculo à venda saracoteante do país ao desbarato que o status e a elite actual assistem em alegre compadrio com a infâmia.

A um processo que, visto pelas razões intuídas pelo arguido como político, a resposta no que poderá ter de jurídico estará entregue aos advogados de defesa, a defesa política será feita pelo acusado, já que nem o P.S. se atreve ( eleições condicionam... ) a fazê - lo. Não apaga a história nem rasura fotos mas lança um manto de silêncio compungido sobre um nome amaldiçoado pela Direita sob o alibi conveniente de que a Justiça está a funcionar. COMO, não interessa por ora...
Acontece que o calculismo socialista do costismo, com o Poder à vista, está a mandar para o exterior e mesmo para dentro do partido, a mesma mensagem subliminar que Coelho e Cavaco debitam.

Para o P.S., não deveria bastar a esperança numa justiça asséptica pelo que releva de uma ingenuidade fatal, se não numa solidariedade expressa pró - inocência, mesmo que pretensamente suicida com aquele que foi uma das melhores lideranças que teve. O modo como os simpatizantes e os militantes irão perspectivar o andamento do partido no desenrolar deste caso será vital.
É que Sócrates, como erróneamente se está a interpretar por aí, não está a criar narrativas sobre um cenário épico e transcendental.
Está a fazer o que NINGUÉM está, até hoje, a fazer por ele, exceptuando os amigos, claro! DEFENDE - SE, usando os meios ao dispôr...

Estranho é que ( seria o cair da máscara... ) ainda, por perturbar o processo, não o tenham calado. Sei é que a pulsão é forte...

segunda-feira, dezembro 01, 2014

O " ENCOBERTO "


Para quem, como eu, que por aqui tem reclamado uma visão ética na condução da administração dos Estados no relacionamento com as sociedades donde emanam, às quais impõem leis, normas de conduta e obrigações, o " arrastão "higiénico- punitivo que ameaça varrer, em Portugal, do nosso convívio a Corrupção, a ilegitimidade e a ilegalidade que por sobre um tecido legislativo opaco e pouco transparente, pantanoso por vezes, em que em tranquilas águas pareciam navegar, o acordar da Justiça foi uma boa notícia.

Infelizmente, a tormenta utópica que sempre abana este cidadão não abrandou, pelo susto com que, de repente se vê confrontado com a visão de um país ensanguentado pelo frenesim  mediático - justiceiro em que cada jornalista se tornou um agente de investigação, ungido de uma auto - assumida legitimidade que a " audição popular tem sufragado nestes tempos de penúria moral.
É vê - los(as), qual cardume de piranhas sobre as presas, pés - de - microfone a debitar opiniões translatas sobre notícias em directo ou acabadas de VER reinterpretando suposições, achados e pareceres.

Por outro lado, o pesadelo que por estas horas afadiga muitas almas de comportamentos duvidosos a tentar limpar dos curriculam, longe do olhar furibundo e virtuoso do Desejado e do seu braço direito, as suas obras imperfeitas.
Se isso tudo significasse o aclamado fim da impunidade malabarítica com que os poderosos têm traficado com o património nacional ou particular, sobrepujando as leis que regulam ou deveriam regular, não só administrativa mas também éticamente a sociedade, tudo bem.
Contudo, esse escrutínio, se é intermediado processualmente pela Justiça, não deverá nem deve ser isentado na sua acção sobre o próprio funcionamento da Justiça, ela mesma, os seus intérpretes, por mais poderosos que sejam ou venham a ser.

O absurdo da concentração, não no Tribunal de Instrução Criminal mas na figura do seu ÚNICO juíz residente, Carlos Alexandre, de um poder super - heróico contra presumíveis super - vilões, remete - o à condição de figura moralmente redentora e messiânica de Portugal. Se a isso se associar a ligação quase umbilical com o super - inspector da investigação, Rosário Teixeira, eis um tribunal tornado ilegal ou no mínimo ilegítimo, por ser ESPECIAL, portanto inconstitucional, em que o papel de juíz de instrução que deveria ser um equilibrador perante a acusação, retira ao arguido um aliado processual, corrompendo, na minha opinião de LEIGO, uma presunção de inocência, à partida, e ISSO dá que pensar.

Os cidadãos, quero crer, não querem uma Justiça cega. Uma lei cega como o bom senso reclama não se coaduna com uma Justiça que não vê. A Justiça DEVE ter os olhos bem abertos e o Estado tem a obrigação de legislar para que assim seja.

E NÓS TAMBÉM...

segunda-feira, novembro 24, 2014

O PROCESSO SÓCRATES

LAMENTÁVEL!

Pouco mais tenho a acrescentar, por enquanto...
Os danos que, sucessivamente, as instituições democráticas portuguesas têm sofrido na última década são um sintoma de uma sociedade que se deixou corromper, em alegre compadrio, com os seus dirigentes.

SOMOS TODOS CULPADOS. Sobre nós recairão as denúncias de uma geração aviltada pelos seus ascendentes.
Já pouco interessam os nomes, os personagens mediáticos que nos representaram e representam na política, nas finanças e na justiça. A culpa está no regime que se deixou apodrecer por dentro e nos arrasta pela lama.

sábado, novembro 22, 2014

CLÍMAX, POR FIM...


                                                           JOSÉ SÓCRATES

Este é o rosto de um dos mais odiados políticos de Portugal. O despudor de tamanho dislate em que Portugal se compraz numa acefalia indigente, nunca atingiu, por exemplo, a maior figura votada da sua história recente - SALAZAR.

O onanismo perverso a que se dedicaram desde o momento em que se tornou primeiro - Ministro do país, primeiro os seus adversários políticos e depois a massiva manipulação mediática numa corrupta ligação com a magistratura,  já denunciada por Marinho Pinto então, está na sua fase que se crê, final.
 O gajo, o falso engenheiro,  que se permitiu afrontar - nos cara a cara no Parlamento e reduzir a nossa argumentação doutoral a lixo, foi finalmente associado a crimes que, pelo exemplo passado que deu a fumar dentro de um avião, acaba por nos confirmar da sua natureza criminosa.

Deu luta o homem, raios, Face Oculta, Freeport, etc e, ou por incompetência de investigação ou por esperteza, não deu em nada. Desta vez, parece que o apanhámos. E não é que veio numa altura muito conveniente...

Derivemos...
1 - Foi um acto deliberado de humilhação a um ex - Primeiro - Ministro, a sua detenção no aeroporto. Não havia necessidade a não ser passar uma imagem distorcida de Justiça cega, sobre a qual sabemos ser uma grande treta. Pelos vistos a conversa dos brandos costumes só serve para abrandar e caracterizar o Zé...
2 - O sr. Excelentíssimo Juíz Alexandre fez história. Boa!
3 - Fui um admirador da coragem e da postura de Sócrates durante os seus mandatos e apoiei genéricamente o que de bom fez.
4 - Não faço a mínima ideia se é culpado dos crimes de que é acusado. Provas, exige - se!
5 - Justiça limpa e transparente e castigo justo, caso for culpado.
6 -  Retratação, com consequências sérias, em caso de inocência.

POLÍTICA, UMA PRÁTICA SUJA?

HOJE É - O, DEFINITIVAMENTE

Nos meus verdes anos de aproximação contestatária à realidade política, então presente na minha terra, hoje um país independente - Cabo Verde - fui cerzindo a minha, hoje memória teórico - política, identidade de cidadão, que com o passar dos anos, já na minha pátria de adopção - Portugal -  se amadureceu durante a revolução de Abril e se decantou numa iluminação irrevogável - Liberdade.

Paradoxalmente, a consciência plena desse Bem obrigou a uma distanciação higiénicamente reflectida sobre A prática política, que uma miríade de disposições ideológicas apresentava por sobre a sua fundamentação teórica, que por outro lado o impulso intelectual e cívico exigiam.
É que, paralelamente, uma definição ética se ostentava e esteve sempre presente nas origens e desenvolvimentos de todas as reflexões que orientavam para a acção política.

A resultante dessa harmonização ético - política procurada face à realidade urgentária e utilitária, resultou numa tensão confrontacional com o discurso do Poder que tanto impele às armas, literalmente, ( é o chamado, latus sensu, terrorismo ), como, em linfatismo hiper reflexivo,  ao contínuo desmascaramento, pela retórica democrática que a livre expressão consagra, da " farsa " em que se auto - representa uma Democracia refém do MERCADO, tremendismo onde se escoam, qual fossa sanitária, o vómito moral que a conspurca.

O Estado, os Estados, nunca estiveram tão fragilizados e os povos, naturalmente, tão submetidos.
As ideias iluministas, capturadas por uma classe moralmente indigente, sim, falo da Burguesia, só se encontram defendidas hoje pelas margens do sistema financeiro Corporativo, hoje em globalização crescente, que consegue a proeza suprema de ter na maioria das suas vítimas, um defensor, à espreita do seu lugar ao sol, enquanto apanha as migalhas que a displicência predatória permite.

Se o maior inimigo para um pensador, na solidão populosa das suas reflexões, fôr, como proclama Bloom, a Indignação, seríamos mentecaptos e a corte dos lacaios, dos conformistas e dos agentes, conscientes e inconscientes do estado das coisas, uns génios.
Antecipando o olhar complacente com que os realistas pragmáticos se costumam debruçar sobre " utopias ", sobre ingenuidades, auto - iluminações ou veladas hipocrisias, com que reduzem tudo à natureza humana, fonte e desígneo intransponível de um marcador maléfico, que na maioria se sufraga, fácil é para quem diz - Não, o Homem e a sua acção, ética, política, económica, são obras em construção e ela não tem de ser naturalmente corrupta e corruptora.

Dois caminhos se perfilam a quem nega e recusa essa história acabada; ou é escorraçado dessa normalidade e torna - se filósofo, ou exila - se em demanda de uma pureza ideológica superior, seja a construcção do novo califado ou o desmantelamento pela fragmentação dos núcleos portadores do conformismo, que são as academias de formação ideológica - os partidos tradicionais - principais cúmplices quando não directamente responsáveis pela manutenção do Status Quo.

Tal é, neste " ancião " que nunca esteve só e numa geração perplexa e desperta para o absurdo feito norma, a visão que a Política, a outrora nobre arte, hoje desperta numa cada vez mais esclarecida juventude.
Consequências? Há muito que foram previstas e estão a acontecer neste momento.
É bom que isso aconteça e... isso sim, se GLOBALIZE!

segunda-feira, novembro 17, 2014

A CASA COMUM EUROPEIA


G 20

Putin sabia ao que ia e o que iria ouvir e quis ouvi - lo de viva voz.

Espantosamente e se calhar nem tanto, foi o rosto da resistência à Globalização acéfala do planeta em que o Ocidente plus USA, na sua vital demanda contra a construção da CASA COMUM EUROPEIA de Lisboa a Vladivostok, se encarniça. 
A crise ucraniana, criada e alimentada no aprofundamento do cerco ao membro vital dessa construção já sonhada por Gorbatchev, foi - nos oblíquamente relembrada pelo embaixador Ulrich Brandeburg, em recentes declarações.
Cameron, o clone e o porta - voz infiltrado dentro da UE, das geo - estratégias americanas, foi o microfone ruidoso do ataque a Putin, em nome dessa decisiva e quase inultrapassável realidade - A CASA COMUM EUROPEIA, um pesadelo para os USA. Os outros, bem, os outros, comumgam da política externa da UE, ou seja, NADA, porque ela NÃO EXISTE.

NADA, absolutamente mais nada é tão importante, no plano estratégico, que a perda de influência progressiva num espaço em que a China dá cartas, não só na Ásia, como, com paciência de xadrezista, em África, para os USA, que boicotar, por todos os meios possíveis, como a emergência de uma mentirosa guerra fria entre a Rússia e o resto da Europa que a cisão orquestrada na Ucrânia é um exemplo na provocação pavloviana com que excitou Putin, a descomprimida relação no espaço europeu.
Sem querer entrar num universo conspirativo sem fundamento políticamente -cúmplice- credível, a exportação da Crise capitalista de 2008 dos USA na desestabilização do euro, ajudou objectivamente a teia montada à volta desse desiderato  do qual TODOS os presidentes americanos comungam.

Putin terá de ser mais inteligente se ainda não percebeu a essência da conspiração.

CARTA AO XANANA


ENTÃO, MANO, O QUE É QUE SE PASSA?

Então já não há diplomacia, pá? Correres desta maneira malcriada e sem dizer água vai a ninguém, os magistrados de um país que te está a ajudar a cimentar a Democracia ( lembras - te dela de certeza, lutaste por ela... ) no, hoje, teu país INDEPENDENTE, pela solidariedade militante ( estavas na prisão na altura, não? ) de um povo e de um Estado,( que nem te maltratou muito no tempo da outra senhora ) que chamaram a atenção do  mundo para a vossa condição carcerária, é além de ter memória curta, ser mau anfitrião.
Sim, não se esqueceu por aqui a vossa luta gloriosa pela independência e sabe - se da situação periclitante em que se encontrava e do seu impasse paralisante.

Eu quero crer que estás mal aconselhado. Pelo que tenho andado a ler, até que ponhas cá fora as razões profundas ( o interesse nacional tem costas largas, como tu sabes, em seu nome o povo mauber ia sendo exterminado )  e as  provas de corrupção dos magistrados que recambiaste à origem, contra o tal interesse que apregoas, estou de pé atrás...

Sabemos que há gente, governantes que de vez em quando gostariam de suspender a democracia para fazer valer os seus pontos de vista na sua interpretação pessoal do que acham do dito, a coisa do interesse nacional. Torna - se uma chatice pegada aturar a interpretação estrita que a Justiça, o outro ramo INDEPENDENTE da trilogia de Poder em Democracia, faz das tuas deliberações mas enquanto não te nomeares um ditador de preclaro iluminismo divino, nada feito.
Por outro lado, poderias e podes, está nas tuas atribuições, pôr, inclusivé aos magistrados ou aos juízes que deploras, a Polícia à perna e hélas, na posse das provas da sua corrupção contra os interesses da República, agir e o povo te proclamará o paladino da Pátria, já que, não sei se ainda te lembras, justiça igual para todos, é uma determinação que deveria ser inultrapassável em Democracia.

Agora, expulsar desta maneira esbofeteante para os teus colaboradores internacionais, gente que não gostes e que, vais - me desculpar, eventualmente não conseguiste e não consegues manipular no exercício da sua actividade, é muuuuito feio; para mais, gente a quem muuuito deves.
Calculo que deves ter tido, enquanto estiveste nas mãos dos teus carcereiros, algumas lições de como funciona a ditadura, ou seja, do modo como não DEVEM funcionar as coisas e um vislumbre das virtudes da Democracia, não?
Achas que, com a menoridade, sem ofensa, temporal, social, económica, financeira, política do teu país te podes sentir tão seguro contrabandeando disposições populistas em nome do TEU interesse nacional?
Só um aviso, que a carta já vai longa, e uma projecção não necessáriamente fatalista - O teu povo conheceu a Liberdade e garanto- te que gosta dela e... vai defendê - la. Espero que não venha a ser contra o teu Governo.

Viva Timor!