sexta-feira, fevereiro 27, 2015

I AM ANONYMOUS


PUTIN


                                                                 O LÍDER ACOSSADO

Qual é, afinal, o pecado de Putin, o presidente eleito da Rússia?
O de não se deixar " globalizar " ? A não - capitulação à História acabada e à narrativa em projecto e construcção de um " Ocidente " que teima em renegar a própria história?

Sigamos os passos da reportagem no jornal " I " de hoje, de um correspondente in Bruxelas, de seu nome Diogo Vaz Pinto sobre os programas tenebrosos do líder de um país em resistência à capitulação e em recusa do papel de bode - expiatório à falência humanitária da Globalização.
Intitulado GUERRA FRIA 2.0,  o correspondente traçou, exaustivamente, o pensamento russo e da sua liderança sobre o assalto que pretendem levar sobre a U.E.

Sem mandato do demoniaco líder, e por puro exercício, diletante, vá lá, permito - me fazer um contraponto às normalidades delirantes de um lado e aos delírios normalizados do outro.

DEPENDÊNCIAS - A Hungria, estado soberano e democrático, que numa normal relação comercial compra 80% de gás natural e 56% da electricidade que consome à Rússia e cujo líder Viktor  Orbán, na plena posse das suas prerrogativas e funcionamento neuronal recusa - se a ostracizar o seu vital parceiro comercial, na defesa dos interesses do povo que fez dele o seu representante, conta - nos tenebrosamente a reportagem,
Por outro lado, seguem, normalizadas, a DEPENDÊNCIA Ocidental com a China, em termos de crédito, comércio e investimento e com a Arábia Saudita em termos de crude e consumo de armamento. Duas extraordinárias democracias, exemplares para o resto do mundo...

INTERESSES - " Quando John McCain, ( o ex - candidato à presidência dos USA,) o confrontou no ano passado com as suas inclinações ( e não cordialidade, claro... ) pró - russas...,Orbán... respondeu - lhe " Não me interessa o que o sr. pensa. O senhor não importa. A Rússia importa por causa da energia. A Alemanha por causa dos empregos ", conta - nos o jornal. TENEBROSO,  ou uma lição prática de realpolitik?
E pergunto - Quem é que quer isolar a Rússia? E respondo, conspirativamente, já que o clima é este... os USA e o seu anexante britânico, a UK.
Adiante...

INSTABILIDADE - Aqui entramos no reino dos "supônhamos "...
D. Vaz Pinto diz - nos que a Rússia ( Putin ), elegeu como uma prioridade nas relações externas a sua influência sobre os Balcãs e especialmente sobre a Sérvia e a Bósnia ( Só isso!!!? Falta de ambição, admito... ) .
Outro analista político ( um especialista, como eu, suponho...) de seu nome, citado por si, Ivan Krastev, diz - nos que, " no intuito de dividir ( sic) a Europa, Putin pode (sic) ( e aqui entrámos nos supônhamos... ) muito bem instrumentalizar a falta de estabilidade política ( onde? ) e de prosperidade económica... eles ( os malandros... ) encaram os Balcãs como uma região onde podem usar o seu poder para causar perturbação "
Um chorrilho de banalidades, enfim... Teriam muito mais a aprender com Obama, Camereon e Hollande, não é verdade?
Nós por cá seríamos uns anjinhos.A gente cá não desestabiliza pevas, só levamos, de vez em quando umas guerrazitas lá para fora e destruímos pelo caminho, alguns estados.

NACIONALISMOS - Não é que organizações democráticas, impedidas de se financiarem em bancos nacionais, como a citada Frente Nacional francesa comercializaram com bancos russos? SACRILÉGIO!
A China e a Arábia Saudita, dois portentos de Democracias, intocáveis, devem ter na sua posse a maioria do déficit externo norte - americano e com os seus investimentos, uma parte não dispicienda das riquezas nacionais de estados ocidentais.
Só uma pergunta - Em que é que a democracia da Rússia desmerece dos regimes destes dois países com quem o Ocidente lida, sem queixumes de maior?
A gente sabe o porquê, não sabe?

Bem, a verdade é que, parece que a base de dados incontornável das intenções maquiavélicas da Rússia são esses poços de sabedorias profundas que os think - thanks Atlantic Council e Centre Transatlantique Relations, representam. E, pronto, cansei - me e está tudo dito.

Pensem pela vossa cabeça... e mandem a manipulação rasteira, venha de onde vier, inclusivé, involuntáriamente daqui, para aquela parte...

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

PATRIOTISMO

A GRÉCIA E ... OS OUTROS

Da relevância de que as nações se atribuem e da interpretação sobre a sua dignidade e soberania só são devidamente aquilatadas quando o povo é chamado a se definir perante as outras nações e perante si próprio.
Os limites das suas cedências nesses domínios marcam e são por sua vez o espelhamento da firmeza do seu carácter.
Em tempos de abandono relativista das, hoje, abstracções metafísicas como patriotismo, honra, solidariedade, lealdade, VERGONHA, verticalidade, que a reboque da sua libertação democrática em prol da liberdade individual, a Ética tornou - se um empecilho, arreliador das consciências e da GANÂNCIA insaciável que o niilismo contemporâneo sufragado por lideranças venais e moralmente deficientes sufragam, impunemente.

O Pensamento Único que do Ocidente ameaça, umas vezes com cantos de sereia sobre a Liberdade e outras com a História acabada na Democracia liberal, subverter as diferenças dos povos, das culturas e das civilizações, tem enfrentado resistências tenazes, um pouco por todo o mundo e na U,E. por franjas já não tão minoritárias dos seus povos.
A social - democracia que os partidos socialistas e sociais - democratas, teórica e históricamente alternativas ao conservadorismo e à selvageria capitalista tornou - se um anexo irrelevante e cúmplice no aprofundamento ideológico do ideário, substantiva e de facto assimilado, desse poder sem rosto - o Mercado - que orienta a Globalização.

Em 29/3/2012 recordava num post, as palavras do então prof. do ISEL, João Carlos Quaresma Dias, que em 2003 escrevia, reflectindo sobre as adptações que o mundo estava a fazer em todas as áreas, perante o advento e soberania do que ele classificava como Metacapitalismo, vulgo Globalização, propunha, em face da caracterização e adaptação dos paradigmas do velho capitalismo à nova realidade que a sua inércia ( hoje acrescento corrupção... ) criou, um contrapeso ao que ele chamou METASOCIALISMO, como " tema obrigatório " para o futuro próximo, das correntes reformistas, socialistas, acrescento eu...
Olhando para a realidade " ideológica " das correntes socialistas, hoje, afigura - se - me que nenhuma reflexão crítica consistente, como alternativa, está a preparar as massas para mudanças numa já idiossincracia soberana em quase todas as consciências, iluminadas ou não.

Ou seja, NÃO HÁ ALTERNATIVA!
Entretanto, o socialismo tornou - se um quadro de figurantes, com outros rostos e outro rótulo, os sucessores obedientes à narrativa escrita e assimilada, deixando a resistência às franjas rotuladas como radicais, das sociedades, que aos poucos vão preenchendo o Vazio que deixaram, uns com mais assertividade do que outros.

E aparece o SYRISA, e a BURROCRÁTICA  U.E. abriu uma brecha no seu edifício conceptual e programático, fazendo o trabalho que DEVERIA ter sido feito pela Esquerda há muuuitos anos.
Não vai ser fácil a batalha com o PODER que reina como um senhor feudal dentro da U.E.
A História ensinou - nos que foi o medo da Democracia que o caos político e partidário de Weimar partilhou que elevou Hitler ao poder absoluto. Que não medre junto das outrora vítimas desse Poder o medo da Democracia. 
É que a Europa precisa de outros Syrisas que ponha a Política no lugar que lhe foi comprado pela Plutocracia e usurpado pela Burocracia. 

É que, simplesmente, HÁ ALTERNATIVAS!

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

PRAGMATISMO?...

... OU IMORALIDADE POLÍTICA?

A exigência de , em Democracia, no julgamento das decisões dos seus administradores políticos  se abster de juízos morais, é uma fraude que precisa de contemplação jurídica e não só política.

Já que a amoralidade é um conceito vazio e hoje, pela voz do presidente da Comissão Europeia, Juncker, num mea culpa aparentemente sincero sobre o erro que objectivamente representou a política de austeridade lançada sobre as mais débeis economias da zona euro com custos que configuraram, na opinião de Juncker, um ataque moral, atingindo a dignidade desses povos, só podemos encarar o " pragmatismo " de que o primeiro - ministro de Portugal se revê como uma imoralidade política.
Mesmo que o desplante com que apresenta resultados ( que a realidade concreta dos cidadãos desmerece... )tente justificar alguma eventual eficácia da hiper- austeridade com que agraciou os mandantes, o que ficou exemplarmente retratado nestes dias do despertar grego foi a absoluta vassalagem representada pelo governo de Portugal, como cobaia de sucesso, pelo ministro de Finanças alemão e pela vasconceliana e retardada reacção às palavras do presidente da Comissão Europeia - PECÁMOS CONTRA A DIGNIDADE DOS POVOS.. - 

- QUE NÃO..., garante o porta - voz do governo, Marques Guedes, ... PORQUE NUNCA A DIGNIDADE DE PORTUGAL NEM DOS PORTUGUESES FOI BELISCADA... até porque nós, servis, fomos para além do que nos foi pedido e quem deveria ser acusado de atacar a dignidade do cidadão teria de ser o governo português e nunca a Alemanha, perdão a Troyka, poderia ter acrescentado, em coerência.

Para mim, a Dignidade sente - se ofendida quando se a tem e eu sinto -me duplamente ofendido por o governo do meu país negar a minha e por representar - me no papel de fiel canino de uma visão europeia que me envergonha.
Mas isso sou eu... que não tenho problemas de fazer juízos éticos ou morais, se preferirem, em Política.

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

MINSKY

REAL POLITICK

A NATO, o diplomático braço armado  dos USA que vai aos poucos e ao arrepio das soberanias eleitas dos Estados da Europa, sufocando a RÚSSIA, dando importância e que fazer ao enxame parasitário de generais e burocratas da guerra a mando da toda poderosa indústria de armamento, sofreu, em Minsky, um revés, pautado pelo bom - senso de uma Alemanha pouco saudosa da destruição passada e ciente da existência de uma geo - política que a ultrapassa, de todo.

À estupidez demente que foi alimentar os desejos da Ucrânia e da Lituânia em ter bases da NATO e aderir à UE teve um choque de realidade com a resistência esperada da Rússia à provocação do cerco com a dissidência, em retaliação, das regiões maioritáriamente habitadas por russos e a anexação democrática da Crimeia, vital no mar Negro para os interesses russos.

A Europa, instigada pela NATO, que é como quem diz os USA, meteu - se em sarilhos com o alinhamento acéfalo contra uma mirífica pulsão imperialista da Rússia, criada para alimentar e manter em tensão uma colaboração pacífica da UE com o seu vizinho.
Com Minsky, apesar da resistência visível do presidente ucraniano, entrou alguma racionalidade e tempo de reflexão.
Não acredito que o cessar fogo dure muito tempo. Há interesses investidos e são fortes e ...perigosos


p.s Lamento que este texto, escrito no dia da cimeira, esteja já actualizado pelos contendores.
De qualquer maneira, a realidade do que se expõe está aí.

S.inistro S.chauble

 

Se o facies tem sido um espelho auxiliar de leitura das almas dos sapiens civilizados, este fantástico doppelganger remete - nos ao sombrio e irredutível ministro das Finanças alemão, a mão forte da punição austeritária sobre os estranhos habitantes que pontuam no sul da Europa, nomeadamente os ainda mais estranhos e ortodoxos gregos, cuja Vida não se esgota no labor mecânico e disciplinado de obreiras.

A resistência sobre o NÃO da Grécia sobre o caminho suicida, que apesar das tentativas dos seus burrocratas benzidas pela Nova Ordem alemã e seus colaboracionistas de hoje como ontem, a está a levar e à sua formidável contribuição histórica e civilizacional, coisas de que a Alemanha, mística e medieval, ( esqueçam o aproveitamento tecnológico...) nunca se poderá orgulhar, tem pela frente a indisponibilidade faceada por um político (!!!???) paralítico, onde não mora ponta de imaginação e lucidez projectiva sobre as consequências da expulsão civilizada da Grécia do concerto das nações europeias.

NEIN! - brada o azedo contabilista. As contas não batem certo. O.K., diz a Grécia, vamos pô - las em ordem mas precisamos de TEMPO e, não dispiciendo, da BOA - VONTADE para EMENDAR a vossa receita asinina. Nós NÃO SOMOS PORTUGUESES, e isto não é um elogio, e o mofinamento voluntário não está nos nossos genes, como vocês bem souberam, até pela história recente.
E que tal recomeçarmos, AQUI na sede da Democracia europeia. É que temos um mandato DEMOCRÁTICO exigido pelo nosso povo...

DEBALDE, pelo menos até agora... Se a ideia seja vacinar as democracias europeias contra o PODEMOS, a FRENTE NACIONAL, a UKIP e o PSI, releva de uma palermice política estrondosa, porque acontecerá EXACTAMENTE O CONTRÁRIO.
Por mim, será uma limpeza sobre todo o contrabando com que, essa casta pós- 2000, caracterizada pelo Iglesias, contaminou o edifício europeu.

terça-feira, fevereiro 10, 2015

O TRIUNFO DA ESTUPIDEZ, AGAIN!!!?



A chamada diplomacia norte - americana sustenta - se, desde o século XX, na sua força bélica, usada reiteradamente quando a preguiça intelectual se esbarra com o argumento do uso da força.
As últimas intervenções diplomáticas levadas a cabo no Iraque, na Líbia e na Síria, obliteraram do mapa estados florescentes que cometeram a ousadia de ter um pensamento próprio, como todos os estados soberano deveriam ter.
A mortandade associada aos esforços diplomáticos dos seus presidentes raia a demência criminal, com o seu cortejo infindável de milhões de vítimas, assassinadas, estropiadas e hoje sem tecto e sem país.
Tudo isso, em nome da, meu Deus!... Democracia e Liberdade.

Eis - nos chegados ao século XXI e as asneiras sucedem -se. Sinceramente, não quero acreditar que a arrogância militar, que torna qualquer sapiens  portador de uma arma um justiceiro ou um ditador psicopata e um cobarde um Hércules, condicione, irremediávelmente, qualquer preclara inteligência humanista dos seus líderes.

A ameaça da " entrega de armamento defensivo!!!??? " , se falhar a diplomacia, aos governantes ucranianos desavindos e em guerra civil com uma parte da sua população insurrecta, por parte de Obama, quando a Merkel lhe foi apresentar, em cortesia, o plano de paz para a Ucrânia, enquanto por seu lado aplica, em nome da U.E. sanções à desobediência da Rússia, releva, em caso de apoio explícito, o " envenenamento " eficaz que os USA têm levado a cabo contra a Casa Comum Europeia e hoje contra a UE, no sentido da criação de um ambiente permanentemente hostil à aproximação distendida e colaborante entre a UE e a Rússia. Uma ameaça estratégica para os interesses americanos, dispostos a tudo para a boicotar, mesmo que um eventual conflito armado.
Uma monstruosidade? Já estamos habituados,.. A História do século passado não foi só o Auschwitz. A mortandade, servida a conta - gotas, durante esse século, se contabilizada e referenciada a actores directos foi apocalíptica, e assim começou a deste século...

A ligeireza imbecil com que o presidente Hollande se referiu a uma guerra europeia DEVE assustar os franceses, assim como todos os povos da UE.
Uma guerra europeia, hoje, faria a II G.G. parecer uma escaramuça de crianças.

E ela só acontecerá se os povos da Europa forem tão idiotas como ameaçam ser os seus líderes.

terça-feira, fevereiro 03, 2015

DIREITOS HUMANOS!!!???

LIBERDADE PARA TODOS?
DUVIDO QUE O DESASTRE HUMANITÁRIO QUE DEU ORIGEM A ISTO, NA SÍRIA, LÍBIA, IRAQUE, SUDÃO, TENHA MUITO QUE VER COM A LUTA PELA LIBERDADE E DEMOCRACIA...

                                                                 
                                                                       ( SÍRIOS )
                                                                         ( LÍBIOS )
                                                                         ( IRAQUIANOS )

OS RESPONSÁVEIS PELA MORTANDADE QUE ASSOLOU E ASSOLA ESSES PAÍSES E DESTRUÍRAM ESSES ESTADOS TÊM ROSTOS... IMPUTÁVEIS. NUNCA OS VERÃO SENTADOS NOS BANCOS DE RÉUS DOS TRIBUNAIS INTERNACIONAIS...

                                                                      OBAMA
                                                                       MERKEL
                                                                        CAMERON
                                                                      HOLANDE

QUEM OS ACUSA POR CRIMES CONTRA A HUMANIDADE?

domingo, fevereiro 01, 2015

ECOS DA SEMANA I

VISÕES OBLÍQUAS

José Rodrigues dos Santos, numa reportagem pré - eleições na Grécia, fazendo uma avaliação caracteriológica dos gregos, tomou a árvore pela floresta e tentou conduzir - nos através dos falsos paralíticos subsidiados pelo Estado, que levaram a Grécia ao caos financeiro, à interpretação que a UE faz por vingar em justificação da punição devida aos madraços e corruptos europeus do Sul.

Subsídio de Inserção, lembram - se? Uma excelente ideia com provas dadas e que aproveitada por " marginais " para sacar umas massinhas ao Estado português deu o argumentário reaccionário com que a Direita atacou o projecto social.

Caracterizar um povo, o português manhoso, o grego corrupto, o italiano mafioso, o espanhol madraço, o irlandês tinhoso, exponenciando " atributos " preconceituosos ou mesmo atávicos da suas elites ou do seu lumpen tem sido um exercício perigoso levado a cabo por uma analfabeta raça de Burrocratas que pontua hoje, victoriosa, no topo das decisões sobre a vida dos europeus.
A um passo e recorrendo à História recente dos acusadores, essa Europa que também se pode caracterizar de fascista, nazi, colaboracionista como o foram os franceses, holandeses, húngaros, com o portador da mais demente interpretação política dos anseios de um povo - Hitler.

A memória, com Auschwitz, também fala de heróis da Resistência que dentro desses países, teve a coragem de dizer NÃO à barbárie e morrer lutando contra ela, desafiando o Pensamento Único, de cócoras perante a força, ontem da força das armas e hoje do dinheiro.

A victória do Syriza representa, no limite, um parar para reflectir sobre uma realidade política(!!!?) coberta sobre um espesso manto de cobardia, colaboracionismo servil e candidatos aos TACHOS com que a BURROCRACIA tem servido aos seus serventes.

Ouvir o Primeiro - Ministro português, Passos Coelho durante esses dias extraordinários, tecer comentários soezes sobre a Grécia e o livre e democrático direito de TER OPINIÃO e expressá - la na defesa dos seus interesses, deu - nos, em traços abrangentes, o funcionamento, AO VIVO E EM DIRECTO, dessa postura ideológica ( verdades, semi - verdades e mentiras estruturalmente enquadradas e apresentadas como indiscutíveis ) que a Alemanha e os seus aliados de ocasião postulam hoje na U.E.

A mim não me surpreendeu, nada.

segunda-feira, janeiro 26, 2015

HURRAHHHH!!!!! SYRIZA



NÃO! JÁ BASTA!

O povo grego fez jus à sua História e ao seu way of life que o seu edénico país moldou por milénios. Nascido da confrontação, conhece - lhe os trâmites e  narrativas. Berço da Democracia, conhece - lhe o sabor como poucos e, por ela, fez - se ouvir num grito de Liberdade por cima do clamor chantagista. 
O futuro virtuoso da Grécia e das nações europeias, em Democracia, só é possível na aplicação consciente de uma soberania partilhada e comparticipada nos princípios que consagraram a criação da U.E. e NÃO de penitenciais REGRAS impostas sobre países com dificuldades em trânsito, a que débeis líderes sobressaídos em obediência que não no debate franco e aberto com o diktaat, e o nosso P.Ministro, Passos Coelho tornou ~se o exemplo acabado do colaboracionismo austeritário, ajudaram na sua aplicação, por sobre a miséria daí resultante.

Um dia histórico na Europa que ameaça, com a Frente Nacional, o UKIP e o PODEMOS, sacudir a pasmaceira burrocrática que o Marco, perdão, queria dizer os Estados do Norte, instalaram num projecto do milénio, onde a Política se tornou o braço legitimador do saque em crescendo da Corporação Capitalista sobre a riqueza das nações, nomeadamente do seu TRABALHO.

Irá ser uma luta dura com os Burrocratas... Venha ela !

sábado, janeiro 24, 2015

DAVOS -. SYRIZA - PODEMOS e... PORTUGAL


E a satisfação do representante de um povo domesticado...,


         Pires de Lima

,,, " civilizado ", pelos parâmetros de obediência aos ditâmes de um projecto civilizacional de Pensamento Único, economia errática com destinatários fixos, ajuízada, não pelos seus povos mas por entidades predatórias, sem rosto mas de todos conhecidos - o MERCADO.

Portugal, diz o nosso representante em Davos, Pires de Lima, não é motivo de preocupação nem para os políticos estrangeiros nem para os seus banqueiros, nem para os seus jornalistas, nem tampouco para os seus " investidores ", que sabem ter os seus lucros assegurados num universo trabalho/empresa em que a primeira parte da equação foi moldada aos interesses do capital, uma Concertação Social que zela pelos seus interesses e sindicatos amarelos amantes de
tapeçarias e de selfies com o Poder.
Portugal abriu a época dos saldos!

O que não preocupa mínimamente toda essa  gente parece que por cá também não preocupa  genuinamente NINGUÉM. - O QUE TEM DE SER SERÁ - , o fatalismo atávico e fadista que lamenta as penas e o imobilismo bem-comportado nunca será preocupação séria aos negócios nos tempos que correm, ao enriquecimento ilícito, à depredação patrimonial e à desfaçatez anti - patriótica que subjaz ao pragmatismo imoral de uma elite patética, voraz e provinciana que enxameia o Poder europeu.

É evidente que Portugal nunca será a Grécia, nem Espanha, o que para mim é desolador pelo que da objectivação do NÃO! BASTA! que esses países dão mostras no risco assumido da sua população não conformista contra o status quo sem futuro que se tem projectado no remanso letárgico e obeso das Instituições da U.E.

As " turbas ululantes " ( AH Gasset,Gasset... ) que, malgré eux, são o cerne da Democracia no que lhe é essência e conteúdo programático, pelo que interpretam e representam do seu suporte identitário - a Liberdade - assustam o sr. Monteiro, o Comendador do Expresso que, calculamos, prefere os salões florentinos de baixos décibéis de retórica cínica e bem modelada do discurso civilizado, os Passos Perdidos da maioria das Assembleias dos países da U.E.
Mentir e aldrabar com todos os dentes bem cuidados são - lhe, estéticamente, preferiveis aos ulos dos desdentados, como os chamou alarvemente o pinguim francês e os percepcionam a bem nutrida e silenciosa representação fantasma dos interesses maioritários das nações.

( continuaremos... )


quinta-feira, janeiro 22, 2015

AINDA A HIPOCRISIA...

... A DUALIDADE, A OBJECTIVIDADE E... A FLUTUAÇÃO SEMÂNTICA DOS CONCEITOS

DANIEL OLIVEIRA fez, no Expresso de 17 /1, uma lúcida e honesta ponderação sobre a nossa  (deles... ) visão casuística na abordagem manequeísta dos problemas que o Ocidente TEM de enfrentar sobre o Terror , sem desvirtuar, corrompendo - os, os princípios que configuraram e se exportaram, em Globalização e nos enformam como a face resplandecente e exemplar do FIM DE HISTÓRIA.

Acontece que, a objectividade, que nos deveria pontuar e referenciar, hoje e ontem,  na abordagem recorrente , emocionalmente analfabeta e racionalmente desconexa, no enfrentamento DEMOCRÁTICO e não BIO - PRAGMÁTICO com os OUTROS, que atraímos com a bandeira da Liberdade, tem - se colado, daninha, a reinterpretações sobre o que já tínhamos por adquirido.
No que toca à liberdade de expressão voltou - se à estaca ZERO ou do SIM...., MAS...

A Democracia passa por nós, pelas causas que defendemos e pelo que nos vamos tornando como cidadãos. O desbloqueamento desse enriquecimento pessoal e social tem sido a luta bio - racional da maioria da população do planeta, capturada, como na Idade Média, por uma insaciável e cobardemente ( porque protegida... ) predatória elite que detém o privilégio da interpretação da História e dos meios de a alterar impunemente ( a democracia cauciona... ) consoante os interesses de classe.

Voltando a D. Oliveira,, leiam e reflictam, s.f.f.

segunda-feira, janeiro 19, 2015

NÃO ESTÁS ESQUECIDO...


A campanha contra o ex - P.Ministro de Portugal, José Sócrates continua cá fora, e pelos vistos, dentro do Estabelecimento prisional de Évora. 
Miguel Sousa Tavares apelidou de pura sacanice e eu assino por baixo, os envolvimentos dos guardas- prisionais, nomeadamente o seu sindicato, na multiplicação dos enxovalhos ao Sócrates sob a justificação de tratamentos discriminatórios em relação aos outros cidadãos aí encarcerados.

E quais foram eles? O uso de um cobertor mais quente e calçado adequado ao Inverno.

É por estas e outras que...


sábado, janeiro 17, 2015

COMISSÃO JUNCKER

EVIDENTEMENTE...

A U.E., através da Comissão Juncker, resolveu fazer uma leitura " inteligente " do Tratado Orçamental que irá permitir que o investimento público, ou seja o endividamento estatal, não conte para o limite do déficit orçamental imposto  sobre todos os estados membros e pensa alargar a visão sobre as reformas estruturais numa reinterpretação virtuosa e pró - activa das acções governamentais que tenham impacto positivo na competitividade económica e na redução do maior flagelo da última década - o desemprego jovem, criado por uma política austeritária que reduziu a escombros a economia dos países, nomeadamente Portugal, do Sul.

É evidente que essa devolução parcial de soberania económica aos países intervencionados, directa ou indirectamente, é  um passo importante na suspensão da pouca inteligente condução dos destinos dos povos da U.E. por uma política de austeridade tão pouco inocente no aproveitamento da Crise e cínicamente aplicada em proveito dos países e investidores nas dívidas soberanas da Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália.

Chegados ao fundo do poço, impossível cavar mais, a obscenidade predadora tinha de parar e eis - nos apresentados a uma nova Comissão que irá permitir à acumulação de capital capturado às massas trabalhadoras o reinvestimento virtuoso dos lucros num universo de trabalho cujas leis foram completamente subvertidas em prol do chamado empreendedorismo empresarial.

Porquê agora? O que é que mudou? A simples mudança da Comissão, findo o período barrosista não chega para explicar a mudança de agulha que Merkel e companhia resolveram patrocinar, nomeadamente por se dar o caso de Juncker ter sido até há pouco tempo um defensor das políticas aplicadas aos países sob o memorando troykista.
Mudou o quadro das relações de trabalho com a flexibilização das leis laborais, houve uma acumulação obscena do capital financeiro que a especulação financeira proporcionou e últimamente uma descida consistente do preço do petróleo e uma previsível reviravolta na composição partidária dos governos do Sul com propostas alternativas de mudança.

A Austeridade cumpriu o seu papel e convenhamos fê - lo com a cumplicidade de governos da área política do Poder  maioritário nas instituições da U.E. Só não atingiu o pleno devido a resistências, na minha óptica pouco consistentes, das oposições regulares dos partidos e, principalmente, extra - parlamentares.
O ir para além da troyka, foi, em Portugal, o cartão de visita de uma burocracia partidária, zelota e lambe - botas, aplanando o asfalto para Repartições extra - nacionais, em maximização da pobreza dos curricula, profissionais e pessoais.

A reabilitação política da Direita europeia, a encetar pela Comissão Juncker, tentará balizar os limites que os próximos governos ( a chantagem sobre as eleições gregas é indecorosa...) a sair das eleições, com mensagens anti - austeridade, não devem passar, apesar da flexibilidade do discurso.

Veremos como, apesar da composição do Parlamento Europeu, a Esquerda dará volta ao texto...

quarta-feira, janeiro 14, 2015

LIBERDADES ( de EXPRESSÕES )


MANIFESTAÇÃO EM PARIS ( um rescaldo... a frio... )

Olhando para os perto de cinquenta chefes de estados que estiveram presentes na cerimónia da defesa dos " valores ocidentais " , que encabeçavam o desfile de desagravo e solidariedade com as vítimas do cobarde ( pelos valores humanistas que me enformam ) assassinato levado a cabo por quatro jihadistas franceses, a falsidade e a hipocrisia pairavam clamorosas por cima de tão distintas personalidades.

Sem querer, por ora, historiar a responsabilidade directa, a montante e fatalmente a jusante, nos desenvolvimentos das últimas décadas das acções que despoletaram a tomada de uma consciência, hoje mais política de que religiosa, identitária anti - Ocidente por parte do, para simplificar, o Islão, estremeço a pensar nas acções futuras dos nossos distintos dirigentes perante a demissão temerosa da moderação islâmica face ao extremismo jihadista, dentro e fora de portas.


Num Ocidente dessacralizado, cujos valores remanescentes  disfarçam a relativização ética e moral - a liberdade de expressão  ( um universo onde o relevante subjaz de manipulações de interesses para os quais a verdade se torna um pormenor descartável... ) teima em confundir - se com a impunidade que casuísticamente nos permitimos na abordagem negligenciada com que enfrentamos, não só as nossas idiossincracias como as dos Outros.

É a liberdade de expressão que me permite, não impunemente, porque choca com o MEU respeito humano, mas para as adversariar, que reproduzo acima a selvageria sarcástica do Charlie Hebdo contemplada em algumas caricaturas ofensivas, seja qual for o ângulo da interpretação.
A gratuitidade, repugnante por vezes, da crítica humorística releva de uma militância trágica, psicológicamente demente da redação, hoje, também ela tragicàmente extinta, do C. Hebdo.

A auto - censura que nos permite sair à rua e voltar incólumes para a paz do lar, é um dos traços essenciais da nossa humanidade, se não por uma questão de defesa própria, também por uma defesa dos outros na sua relação connosco. Todos os adultos conhecem os seus limites e, em semelhança, pressupõe os dos outros, sob o risco das consequências, não só legais como as retaliatórias.

E entra - se no campo da justificação da violência, sim, como TODOS sabemos ela tem justificações e atenuantes. A História do sapiens é uma história sobre a violência, sobre as violências e as suas infindáveis faces, do soft, falso soft, à brutal, da homicida à genocida e ainda nos chocamos com a nossa capacidade infinita do que somos capazes e não da incapacidade de contrariar essa genética maldita.

Confúcio diria que os homens comuns chocam - se com coisas invulgares e os sábios com as coisas comuns.

Esperamos que o choque sentido pelas luminárias que encabeçaram a manifestação dos homens comuns tenham a capacidade de se chocarem, de facto, com os assassinatos de Paris.

P.S. - HOJE, 16 DE JANEIRO, SOUBE QUE, AFINAL, O CORTEJO DE 200 METROS, DOS  ILUSTRES NADA TEVE A VER COM A MARCHA DOS COMUNS QUE ACONTECIA NOUTRO LADO, DESAFIANDO A INTOLERÂNCIA. O CORTEJO SIMBÓLICO E COBARDE DESMERECEU OS VALORES QUE O POVO ENCABEÇOU. NÃO FOI UM LAPSO, JUSTIFICÁVEL PELA LOGÍSTICA, FOI CONTUMÁCIA.

sexta-feira, janeiro 09, 2015

NON! JE NE SUIS PAS POUR L' HEBDO!

SIM!!! SOU PELAS LIBERDADES QUE EXIJO, PARA MIM E PARA TODOS OS POVOS DO PLANETA E POR TODAS AS SUAS LUTAS TRAVADAS EM SEU NOME.

NÃO! NÃO RESPEITO O QUE NÃO É RESPEITÁVEL E O CHARLIE HEBDO NÃO É RESPEITÁVEL!

SIM! SOU SOLIDÁRIO COM TODAS AS VÍTIMAS, DA OPRESSÃO POLÍTICA, ECONÓMICA E RELIGIOSA E... TERRORISTA!

NÃO! SOU CONTRA O TERRORISMO, POLÍTICO, ECONÓMICO E... RELIGIOSO.

SIM! RESPEITO TODAS AS RELIGIÕES RESPEITÁVEIS E ANTI - VIOLÊNCIA.

NÃO! NÃO SOU PELO TRIUNFO DA MORTE SOBRE A VIDA.

SIM! SOU PELOS VALORES ÉTICOS OCIDENTAIS QUE ME FORMARAM COMO CIDADÃO. E SIM, COMBATO PELA SUA REABILITAÇÃO NO QUE TÊM DE ABSOLUTO EM TODAS AS CONSCIÊNCIAS ADULTAS.

NÃO! NÃO SOU SOLIDÁRIO COM A HEBDO PORQUE SIM, E, SIM, LAMENTO PROFUNDAMENTE A MORTE QUE SOBRE ELA SE ABATEU NA FIGURA DE CADA UM DOS ASSASSINADOS PELOS  DELINQUENTES SOCIOPATAS QUE HABITAM ENTRE NÓS.

VIVAS À LIBERDADE! ABAIXO O TERROR!

segunda-feira, janeiro 05, 2015

DOIS DISCURSOS E UMA PROCLAMAÇÃO

PERSPECTIVAS

Cavaco Silva, o actual presidente da República portuguesa, em fim de mandato, produziu, na linha dos anteriores pós - Sócrates, enquadrados com a sua família política e com o governo que apoiou sem rebuços de maior, um discurso desenquadrado com a realidade política actual à qual enviou recados sobre necessidades de compromissos de regime.
Não poderia dizer outra coisa, dizem comentadores encartados, como se a sua burocrática, esvaziada e políticamente correcta (!!!?) interpretação do cargo que exerce tenha feito o que quer que fosse em anos anteriores no sentido de compromissos com as oposições, nomeadamente  com o P.S.

Lembramo - nos sim, do seu papel corruptor, activamente militante, na criação das condições políticas anti governos-Sócrates, que ajudaram à vinda, talvez necessária mas sem a truculência, mais tarde enfatizada pela Coligação que ele acarinhou, ao país.
Não se lhe ouviram palavras de apoio expresso e patriótico na defesa da pouca soberania que nos restava, então, nem posteriores invectivas à Coligação vencedora das eleições, a compromissos de regime.
Porque exigir ao novo governo, ANTES das eleições, com completo desconhecimento do quadro de relações de força que daí irão surgir, compromissos? Compromissos sobre quê? Sobre o statu quo nacional e europeu?

Sabe - se que a tentação que o despudor pragmático ( desconheço - lhe valores ) da Direita acarinha é o Poder e que os interesses que defende não são os da Esquerda, nunca foram. Portanto, QUALQUER compromisso, a haver, só pode ser trazido à discussão DEPOIS de formado o novo governo e apresentado o seu programa governamental, nunca antes, por, se não bastassem razões substantivas, o puro bom senso partidário aconselha.

Passos Coelho fez um discurso eleitoral mascarado de chefe de governo - manhoso e estuporado. Há de vir tempo para o desmascarar, até à despedida...

Da entrevista de Sócrates pouco há a acrescentar às perspectivas que trouxe sobre a sua condição anómala de preso preventivo, que já debatemos por aqui.
Satisfeito fico por ver que... não encolheu as garras...

quarta-feira, dezembro 31, 2014

2014 - UM PÉSSIMO ANO

REFLEXÕES PESSIMISTAS

Lamentávelmente, e isso tem de reflectir, pela contumácia, necessáriamente, sinais claros de uma decadência civilizacional, de uma lenta e inexorável corrupção da sua representação, em todo o planeta.
Se em alguma situação histórica se poderá aferir do fim, de e não , da História, as últimas décadas ofereceram - nos provas cabais do assustador impasse em que se encontram todas as democracias do Globo.
Nunca como hoje o Homem teve em seu poder tanta capacidade e recursos, humanos e materiais para fazer bem e NÃO SABE COMO FAZÊ - LO, contaminando, do topo à base todo o edifício evolutivo da espécie.

Por outro lado, a quietude e o conformismo em pasmo vão provocando reacções de repúdio, dentro e para dentro do sistema, de dentro e de fora do sistema onde a violência, com as suas múltiplas faces tem sido o factor mais relevante nas " mudanças " e no sacudir do torpôr linfático que parece ter atingido a maioria da população do planeta. Umas vezes, de cara descoberta, brutal e sanguinária, doutras, velada e civilizada com mortes lentas e sem sangue, em legitimidades " democráticas ", cínica e despudorada na política, imoral e corrupta nos " negócios ", na Banca e nos investimentos.
As excepções democráticas na condução virtuosa dos interesses nacionais, em prol dos cidadãos,, pela sua normalidade, passam despercebidas e é nessa circunstancialidade que as distingue que se encontra a virtude da sua condição.

À medida em que se interiorizava de significado as noções adquiridas e racionalmente decantadas das regras de relacionamento inter - pares sob a bandeira da liberdade, nas sociedades do humano, foi - se corrigindo as distorções que a naturalidade das diferenças intelectuais, físicas e de género se tinha por adquirido no passado, na criação evolutiva de comunidades socialmente solidárias, com a participação de todos os cidadãos através da limitação voluntária das suas pulsões naturais, contribuindo com os seus impostos através da autoridade delegada num Estado que cuidaria que assim fosse.

Acontece que a corrupção invadiu, por entre a confiança, umas vezes ingénua e doutras cega, dos cidadãos na boa - fé interpretativa dos seus delegados ao Poder, todo o tecido social, que paulatinamente se vai atirando para os braços da relativização ética em nome do que é do mais natural, porquanto incivil, do indivíduo que não do cidadão, também ele, reduzido à sobrevivência, cujas necessidades aceitam, naturalmente, os falsos alibis morais justificadores do abandono da cidadania social.

Vamos entrar num novo ano de calendário e lamento dizê - lo mas os sinais não prenunciam nada de bom, NADA, a não ser nas Ciências. A Filosofia., moribunda, acompanha cobardemente, em seguidismo todo um processo de decadência sem uma voz de FÚRIA que se OIÇA.

LAMENTÁVEL!

DE QUALQUER MANEIRA, FAÇAM POR SER FELIZES E UM BOM - ANO FAMILIAR!

terça-feira, dezembro 23, 2014

BOM NATAL!

PURA E SIMPLESMENTE, UM SAUDÁVEL HÁBITO, QUE AS IDIOSSINCRACIAS E AS CRENÇAS RELIGIOSAS DE UM VASTO NÚMERO DE CIDADÃOS, ALBERGAM DA HISTÓRIA DAS SUAS CIVILIZAÇÕES.

IMPOSSÍVEL, PELO UNIVERSO QUE ME COLHE E TOLHE, FICAR DE FORA DE UMA CELEBRAÇÃO REPRESENTADA E PER CAUSE, SINCERA, DA ESSÊNCIA QUE, EM MIM, A RELIGIOSIDADE DE XAMÃS, DE BRUXAS E DE DRUIDAS FAZ SUSTENTO E POSE.

RESPIRO E CANTO
O CHEIRO A FRIO
DOS LENÇÓIS AINDA QUENTES
DA CARNE DAS MULHERES
QUE SALTARAM DOS SONHOS PARA AS CAMAS
DAS MANHÃS INIBIDAS.

DEPOIS ABRO A JANELA
PARA VER O SOL DO MEU TAMANHO NO CHÃO
- TAPETE DE PRIMAVERA
QUE OS OLHOS SUJAM
DE BORBOLETAS CAÍDAS...

... PERFUME IMPERFEITO
QUE NÃO INVENTOU AINDA A FLOR POSSÍVEL.

ENTRETANTO, OS DEUSES PREFEREM A MORTE...

( José Gomes Ferreira )

sábado, dezembro 20, 2014

CONGRATULATIONS, OBAMA!



O presidente norte - americano acaba de dar passos decisivos na " despenalização " de Cuba, do seu atrevimento em querer, por força das circunstâncias históricas induzidas pela hostilidade dos USA, ser dona do seu destino e da sua liberdade.
Cuba sofreu durante uma geração o que nenhum outro estado comunista de então sentiu - um bloqueio total do seu relacionamento, político, militar, económico e financeiro, com o resto do mundo. A sua diplomacia fez milagres e o seu povo foi de um hercúleo estoicismo.
Seria impossível a sobrevivência durante estes anos sem rigores extremados no que à segurança interna de um país " amaldiçoado " durante décadas pelo Ocidente, dizia respeito. Ao amor pela liberdade tout - court da dissidência, opôs - se a liberdade colectiva, a socialização e coesão nacional que nem os derrames migratórios, humanamente compreensíveis face ao el dorado prometido pelo poderoso vizinho, fizeram vacilar a justeza e a justiça da liberdade de errar, em liberdade.
Ditadura? Sofrem, essencialmente mais ( as aspirações são exponenciais e gratuitas... ) os cidadãos em algumas democracias, mas com liberdade inconsequente de expressão, cujas leis, instrumentalizadas no sentido da formatação de burocracias serventuárias  do que, em certos regimes apontados como ditactoriais, os cidadãos dessas repúblicas.

Adiante, que o que se quer celebrar é o bom- senso dos actuais líderes, de Cuba e... pela coragem no enfrentamento da tremenda pressão da face mais reaccionária do país, Obama, que vai pôr fim à insânia de 50 anos a que só a higiénica inteligência actual de Cuba, de braço dado com a intermediação da personagem ímpar da política actual, o mais decente e incorruptível chefe de Estado actual - o PAPA FRANCISCO, permitirão,