quarta-feira, fevereiro 18, 2015
S.inistro S.chauble
Se o facies tem sido um espelho auxiliar de leitura das almas dos sapiens civilizados, este fantástico doppelganger remete - nos ao sombrio e irredutível ministro das Finanças alemão, a mão forte da punição austeritária sobre os estranhos habitantes que pontuam no sul da Europa, nomeadamente os ainda mais estranhos e ortodoxos gregos, cuja Vida não se esgota no labor mecânico e disciplinado de obreiras.
A resistência sobre o NÃO da Grécia sobre o caminho suicida, que apesar das tentativas dos seus burrocratas benzidas pela Nova Ordem alemã e seus colaboracionistas de hoje como ontem, a está a levar e à sua formidável contribuição histórica e civilizacional, coisas de que a Alemanha, mística e medieval, ( esqueçam o aproveitamento tecnológico...) nunca se poderá orgulhar, tem pela frente a indisponibilidade faceada por um político (!!!???) paralítico, onde não mora ponta de imaginação e lucidez projectiva sobre as consequências da expulsão civilizada da Grécia do concerto das nações europeias.
NEIN! - brada o azedo contabilista. As contas não batem certo. O.K., diz a Grécia, vamos pô - las em ordem mas precisamos de TEMPO e, não dispiciendo, da BOA - VONTADE para EMENDAR a vossa receita asinina. Nós NÃO SOMOS PORTUGUESES, e isto não é um elogio, e o mofinamento voluntário não está nos nossos genes, como vocês bem souberam, até pela história recente.
E que tal recomeçarmos, AQUI na sede da Democracia europeia. É que temos um mandato DEMOCRÁTICO exigido pelo nosso povo...
DEBALDE, pelo menos até agora... Se a ideia seja vacinar as democracias europeias contra o PODEMOS, a FRENTE NACIONAL, a UKIP e o PSI, releva de uma palermice política estrondosa, porque acontecerá EXACTAMENTE O CONTRÁRIO.
Por mim, será uma limpeza sobre todo o contrabando com que, essa casta pós- 2000, caracterizada pelo Iglesias, contaminou o edifício europeu.
terça-feira, fevereiro 10, 2015
O TRIUNFO DA ESTUPIDEZ, AGAIN!!!?
A chamada diplomacia norte - americana sustenta - se, desde o século XX, na sua força bélica, usada reiteradamente quando a preguiça intelectual se esbarra com o argumento do uso da força.
As últimas intervenções diplomáticas levadas a cabo no Iraque, na Líbia e na Síria, obliteraram do mapa estados florescentes que cometeram a ousadia de ter um pensamento próprio, como todos os estados soberano deveriam ter.
A mortandade associada aos esforços diplomáticos dos seus presidentes raia a demência criminal, com o seu cortejo infindável de milhões de vítimas, assassinadas, estropiadas e hoje sem tecto e sem país.
Tudo isso, em nome da, meu Deus!... Democracia e Liberdade.
Eis - nos chegados ao século XXI e as asneiras sucedem -se. Sinceramente, não quero acreditar que a arrogância militar, que torna qualquer sapiens portador de uma arma um justiceiro ou um ditador psicopata e um cobarde um Hércules, condicione, irremediávelmente, qualquer preclara inteligência humanista dos seus líderes.
A ameaça da " entrega de armamento defensivo!!!??? " , se falhar a diplomacia, aos governantes ucranianos desavindos e em guerra civil com uma parte da sua população insurrecta, por parte de Obama, quando a Merkel lhe foi apresentar, em cortesia, o plano de paz para a Ucrânia, enquanto por seu lado aplica, em nome da U.E. sanções à desobediência da Rússia, releva, em caso de apoio explícito, o " envenenamento " eficaz que os USA têm levado a cabo contra a Casa Comum Europeia e hoje contra a UE, no sentido da criação de um ambiente permanentemente hostil à aproximação distendida e colaborante entre a UE e a Rússia. Uma ameaça estratégica para os interesses americanos, dispostos a tudo para a boicotar, mesmo que um eventual conflito armado.
Uma monstruosidade? Já estamos habituados,.. A História do século passado não foi só o Auschwitz. A mortandade, servida a conta - gotas, durante esse século, se contabilizada e referenciada a actores directos foi apocalíptica, e assim começou a deste século...
A ligeireza imbecil com que o presidente Hollande se referiu a uma guerra europeia DEVE assustar os franceses, assim como todos os povos da UE.
Uma guerra europeia, hoje, faria a II G.G. parecer uma escaramuça de crianças.
E ela só acontecerá se os povos da Europa forem tão idiotas como ameaçam ser os seus líderes.
terça-feira, fevereiro 03, 2015
DIREITOS HUMANOS!!!???
LIBERDADE PARA TODOS?
DUVIDO QUE O DESASTRE HUMANITÁRIO QUE DEU ORIGEM A ISTO, NA SÍRIA, LÍBIA, IRAQUE, SUDÃO, TENHA MUITO QUE VER COM A LUTA PELA LIBERDADE E DEMOCRACIA...
( SÍRIOS )
( LÍBIOS )
( IRAQUIANOS )
OS RESPONSÁVEIS PELA MORTANDADE QUE ASSOLOU E ASSOLA ESSES PAÍSES E DESTRUÍRAM ESSES ESTADOS TÊM ROSTOS... IMPUTÁVEIS. NUNCA OS VERÃO SENTADOS NOS BANCOS DE RÉUS DOS TRIBUNAIS INTERNACIONAIS...
OBAMA
MERKEL
CAMERON
HOLANDE
QUEM OS ACUSA POR CRIMES CONTRA A HUMANIDADE?
DUVIDO QUE O DESASTRE HUMANITÁRIO QUE DEU ORIGEM A ISTO, NA SÍRIA, LÍBIA, IRAQUE, SUDÃO, TENHA MUITO QUE VER COM A LUTA PELA LIBERDADE E DEMOCRACIA...
( SÍRIOS )
( LÍBIOS )
( IRAQUIANOS )
OS RESPONSÁVEIS PELA MORTANDADE QUE ASSOLOU E ASSOLA ESSES PAÍSES E DESTRUÍRAM ESSES ESTADOS TÊM ROSTOS... IMPUTÁVEIS. NUNCA OS VERÃO SENTADOS NOS BANCOS DE RÉUS DOS TRIBUNAIS INTERNACIONAIS...
OBAMA
MERKEL
CAMERON
HOLANDE
QUEM OS ACUSA POR CRIMES CONTRA A HUMANIDADE?
domingo, fevereiro 01, 2015
ECOS DA SEMANA I
VISÕES OBLÍQUAS
José Rodrigues dos Santos, numa reportagem pré - eleições na Grécia, fazendo uma avaliação caracteriológica dos gregos, tomou a árvore pela floresta e tentou conduzir - nos através dos falsos paralíticos subsidiados pelo Estado, que levaram a Grécia ao caos financeiro, à interpretação que a UE faz por vingar em justificação da punição devida aos madraços e corruptos europeus do Sul.
Subsídio de Inserção, lembram - se? Uma excelente ideia com provas dadas e que aproveitada por " marginais " para sacar umas massinhas ao Estado português deu o argumentário reaccionário com que a Direita atacou o projecto social.
Caracterizar um povo, o português manhoso, o grego corrupto, o italiano mafioso, o espanhol madraço, o irlandês tinhoso, exponenciando " atributos " preconceituosos ou mesmo atávicos da suas elites ou do seu lumpen tem sido um exercício perigoso levado a cabo por uma analfabeta raça de Burrocratas que pontua hoje, victoriosa, no topo das decisões sobre a vida dos europeus.
A um passo e recorrendo à História recente dos acusadores, essa Europa que também se pode caracterizar de fascista, nazi, colaboracionista como o foram os franceses, holandeses, húngaros, com o portador da mais demente interpretação política dos anseios de um povo - Hitler.
A memória, com Auschwitz, também fala de heróis da Resistência que dentro desses países, teve a coragem de dizer NÃO à barbárie e morrer lutando contra ela, desafiando o Pensamento Único, de cócoras perante a força, ontem da força das armas e hoje do dinheiro.
A victória do Syriza representa, no limite, um parar para reflectir sobre uma realidade política(!!!?) coberta sobre um espesso manto de cobardia, colaboracionismo servil e candidatos aos TACHOS com que a BURROCRACIA tem servido aos seus serventes.
Ouvir o Primeiro - Ministro português, Passos Coelho durante esses dias extraordinários, tecer comentários soezes sobre a Grécia e o livre e democrático direito de TER OPINIÃO e expressá - la na defesa dos seus interesses, deu - nos, em traços abrangentes, o funcionamento, AO VIVO E EM DIRECTO, dessa postura ideológica ( verdades, semi - verdades e mentiras estruturalmente enquadradas e apresentadas como indiscutíveis ) que a Alemanha e os seus aliados de ocasião postulam hoje na U.E.
A mim não me surpreendeu, nada.
José Rodrigues dos Santos, numa reportagem pré - eleições na Grécia, fazendo uma avaliação caracteriológica dos gregos, tomou a árvore pela floresta e tentou conduzir - nos através dos falsos paralíticos subsidiados pelo Estado, que levaram a Grécia ao caos financeiro, à interpretação que a UE faz por vingar em justificação da punição devida aos madraços e corruptos europeus do Sul.
Subsídio de Inserção, lembram - se? Uma excelente ideia com provas dadas e que aproveitada por " marginais " para sacar umas massinhas ao Estado português deu o argumentário reaccionário com que a Direita atacou o projecto social.
Caracterizar um povo, o português manhoso, o grego corrupto, o italiano mafioso, o espanhol madraço, o irlandês tinhoso, exponenciando " atributos " preconceituosos ou mesmo atávicos da suas elites ou do seu lumpen tem sido um exercício perigoso levado a cabo por uma analfabeta raça de Burrocratas que pontua hoje, victoriosa, no topo das decisões sobre a vida dos europeus.
A um passo e recorrendo à História recente dos acusadores, essa Europa que também se pode caracterizar de fascista, nazi, colaboracionista como o foram os franceses, holandeses, húngaros, com o portador da mais demente interpretação política dos anseios de um povo - Hitler.
A memória, com Auschwitz, também fala de heróis da Resistência que dentro desses países, teve a coragem de dizer NÃO à barbárie e morrer lutando contra ela, desafiando o Pensamento Único, de cócoras perante a força, ontem da força das armas e hoje do dinheiro.
A victória do Syriza representa, no limite, um parar para reflectir sobre uma realidade política(!!!?) coberta sobre um espesso manto de cobardia, colaboracionismo servil e candidatos aos TACHOS com que a BURROCRACIA tem servido aos seus serventes.
Ouvir o Primeiro - Ministro português, Passos Coelho durante esses dias extraordinários, tecer comentários soezes sobre a Grécia e o livre e democrático direito de TER OPINIÃO e expressá - la na defesa dos seus interesses, deu - nos, em traços abrangentes, o funcionamento, AO VIVO E EM DIRECTO, dessa postura ideológica ( verdades, semi - verdades e mentiras estruturalmente enquadradas e apresentadas como indiscutíveis ) que a Alemanha e os seus aliados de ocasião postulam hoje na U.E.
A mim não me surpreendeu, nada.
segunda-feira, janeiro 26, 2015
HURRAHHHH!!!!! SYRIZA
NÃO! JÁ BASTA!
O povo grego fez jus à sua História e ao seu way of life que o seu edénico país moldou por milénios. Nascido da confrontação, conhece - lhe os trâmites e narrativas. Berço da Democracia, conhece - lhe o sabor como poucos e, por ela, fez - se ouvir num grito de Liberdade por cima do clamor chantagista.
O futuro virtuoso da Grécia e das nações europeias, em Democracia, só é possível na aplicação consciente de uma soberania partilhada e comparticipada nos princípios que consagraram a criação da U.E. e NÃO de penitenciais REGRAS impostas sobre países com dificuldades em trânsito, a que débeis líderes sobressaídos em obediência que não no debate franco e aberto com o diktaat, e o nosso P.Ministro, Passos Coelho tornou ~se o exemplo acabado do colaboracionismo austeritário, ajudaram na sua aplicação, por sobre a miséria daí resultante.
Um dia histórico na Europa que ameaça, com a Frente Nacional, o UKIP e o PODEMOS, sacudir a pasmaceira burrocrática que o Marco, perdão, queria dizer os Estados do Norte, instalaram num projecto do milénio, onde a Política se tornou o braço legitimador do saque em crescendo da Corporação Capitalista sobre a riqueza das nações, nomeadamente do seu TRABALHO.
Irá ser uma luta dura com os Burrocratas... Venha ela !
sábado, janeiro 24, 2015
DAVOS -. SYRIZA - PODEMOS e... PORTUGAL
E a satisfação do representante de um povo domesticado...,
Pires de Lima
,,, " civilizado ", pelos parâmetros de obediência aos ditâmes de um projecto civilizacional de Pensamento Único, economia errática com destinatários fixos, ajuízada, não pelos seus povos mas por entidades predatórias, sem rosto mas de todos conhecidos - o MERCADO.
Portugal, diz o nosso representante em Davos, Pires de Lima, não é motivo de preocupação nem para os políticos estrangeiros nem para os seus banqueiros, nem para os seus jornalistas, nem tampouco para os seus " investidores ", que sabem ter os seus lucros assegurados num universo trabalho/empresa em que a primeira parte da equação foi moldada aos interesses do capital, uma Concertação Social que zela pelos seus interesses e sindicatos amarelos amantes de
tapeçarias e de selfies com o Poder.
Portugal abriu a época dos saldos!
O que não preocupa mínimamente toda essa gente parece que por cá também não preocupa genuinamente NINGUÉM. - O QUE TEM DE SER SERÁ - , o fatalismo atávico e fadista que lamenta as penas e o imobilismo bem-comportado nunca será preocupação séria aos negócios nos tempos que correm, ao enriquecimento ilícito, à depredação patrimonial e à desfaçatez anti - patriótica que subjaz ao pragmatismo imoral de uma elite patética, voraz e provinciana que enxameia o Poder europeu.
É evidente que Portugal nunca será a Grécia, nem Espanha, o que para mim é desolador pelo que da objectivação do NÃO! BASTA! que esses países dão mostras no risco assumido da sua população não conformista contra o status quo sem futuro que se tem projectado no remanso letárgico e obeso das Instituições da U.E.
As " turbas ululantes " ( AH Gasset,Gasset... ) que, malgré eux, são o cerne da Democracia no que lhe é essência e conteúdo programático, pelo que interpretam e representam do seu suporte identitário - a Liberdade - assustam o sr. Monteiro, o Comendador do Expresso que, calculamos, prefere os salões florentinos de baixos décibéis de retórica cínica e bem modelada do discurso civilizado, os Passos Perdidos da maioria das Assembleias dos países da U.E.
Mentir e aldrabar com todos os dentes bem cuidados são - lhe, estéticamente, preferiveis aos ulos dos desdentados, como os chamou alarvemente o pinguim francês e os percepcionam a bem nutrida e silenciosa representação fantasma dos interesses maioritários das nações.
( continuaremos... )
quinta-feira, janeiro 22, 2015
AINDA A HIPOCRISIA...
... A DUALIDADE, A OBJECTIVIDADE E... A FLUTUAÇÃO SEMÂNTICA DOS CONCEITOS
DANIEL OLIVEIRA fez, no Expresso de 17 /1, uma lúcida e honesta ponderação sobre a nossa (deles... ) visão casuística na abordagem manequeísta dos problemas que o Ocidente TEM de enfrentar sobre o Terror , sem desvirtuar, corrompendo - os, os princípios que configuraram e se exportaram, em Globalização e nos enformam como a face resplandecente e exemplar do FIM DE HISTÓRIA.
Acontece que, a objectividade, que nos deveria pontuar e referenciar, hoje e ontem, na abordagem recorrente , emocionalmente analfabeta e racionalmente desconexa, no enfrentamento DEMOCRÁTICO e não BIO - PRAGMÁTICO com os OUTROS, que atraímos com a bandeira da Liberdade, tem - se colado, daninha, a reinterpretações sobre o que já tínhamos por adquirido.
No que toca à liberdade de expressão voltou - se à estaca ZERO ou do SIM...., MAS...
A Democracia passa por nós, pelas causas que defendemos e pelo que nos vamos tornando como cidadãos. O desbloqueamento desse enriquecimento pessoal e social tem sido a luta bio - racional da maioria da população do planeta, capturada, como na Idade Média, por uma insaciável e cobardemente ( porque protegida... ) predatória elite que detém o privilégio da interpretação da História e dos meios de a alterar impunemente ( a democracia cauciona... ) consoante os interesses de classe.
Voltando a D. Oliveira,, leiam e reflictam, s.f.f.
DANIEL OLIVEIRA fez, no Expresso de 17 /1, uma lúcida e honesta ponderação sobre a nossa (deles... ) visão casuística na abordagem manequeísta dos problemas que o Ocidente TEM de enfrentar sobre o Terror , sem desvirtuar, corrompendo - os, os princípios que configuraram e se exportaram, em Globalização e nos enformam como a face resplandecente e exemplar do FIM DE HISTÓRIA.
Acontece que, a objectividade, que nos deveria pontuar e referenciar, hoje e ontem, na abordagem recorrente , emocionalmente analfabeta e racionalmente desconexa, no enfrentamento DEMOCRÁTICO e não BIO - PRAGMÁTICO com os OUTROS, que atraímos com a bandeira da Liberdade, tem - se colado, daninha, a reinterpretações sobre o que já tínhamos por adquirido.
No que toca à liberdade de expressão voltou - se à estaca ZERO ou do SIM...., MAS...
A Democracia passa por nós, pelas causas que defendemos e pelo que nos vamos tornando como cidadãos. O desbloqueamento desse enriquecimento pessoal e social tem sido a luta bio - racional da maioria da população do planeta, capturada, como na Idade Média, por uma insaciável e cobardemente ( porque protegida... ) predatória elite que detém o privilégio da interpretação da História e dos meios de a alterar impunemente ( a democracia cauciona... ) consoante os interesses de classe.
Voltando a D. Oliveira,, leiam e reflictam, s.f.f.
segunda-feira, janeiro 19, 2015
NÃO ESTÁS ESQUECIDO...
A campanha contra o ex - P.Ministro de Portugal, José Sócrates continua cá fora, e pelos vistos, dentro do Estabelecimento prisional de Évora.
Miguel Sousa Tavares apelidou de pura sacanice e eu assino por baixo, os envolvimentos dos guardas- prisionais, nomeadamente o seu sindicato, na multiplicação dos enxovalhos ao Sócrates sob a justificação de tratamentos discriminatórios em relação aos outros cidadãos aí encarcerados.
E quais foram eles? O uso de um cobertor mais quente e calçado adequado ao Inverno.
É por estas e outras que...
sábado, janeiro 17, 2015
COMISSÃO JUNCKER
EVIDENTEMENTE...
A U.E., através da Comissão Juncker, resolveu fazer uma leitura " inteligente " do Tratado Orçamental que irá permitir que o investimento público, ou seja o endividamento estatal, não conte para o limite do déficit orçamental imposto sobre todos os estados membros e pensa alargar a visão sobre as reformas estruturais numa reinterpretação virtuosa e pró - activa das acções governamentais que tenham impacto positivo na competitividade económica e na redução do maior flagelo da última década - o desemprego jovem, criado por uma política austeritária que reduziu a escombros a economia dos países, nomeadamente Portugal, do Sul.
É evidente que essa devolução parcial de soberania económica aos países intervencionados, directa ou indirectamente, é um passo importante na suspensão da pouca inteligente condução dos destinos dos povos da U.E. por uma política de austeridade tão pouco inocente no aproveitamento da Crise e cínicamente aplicada em proveito dos países e investidores nas dívidas soberanas da Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália.
Chegados ao fundo do poço, impossível cavar mais, a obscenidade predadora tinha de parar e eis - nos apresentados a uma nova Comissão que irá permitir à acumulação de capital capturado às massas trabalhadoras o reinvestimento virtuoso dos lucros num universo de trabalho cujas leis foram completamente subvertidas em prol do chamado empreendedorismo empresarial.
Porquê agora? O que é que mudou? A simples mudança da Comissão, findo o período barrosista não chega para explicar a mudança de agulha que Merkel e companhia resolveram patrocinar, nomeadamente por se dar o caso de Juncker ter sido até há pouco tempo um defensor das políticas aplicadas aos países sob o memorando troykista.
Mudou o quadro das relações de trabalho com a flexibilização das leis laborais, houve uma acumulação obscena do capital financeiro que a especulação financeira proporcionou e últimamente uma descida consistente do preço do petróleo e uma previsível reviravolta na composição partidária dos governos do Sul com propostas alternativas de mudança.
A Austeridade cumpriu o seu papel e convenhamos fê - lo com a cumplicidade de governos da área política do Poder maioritário nas instituições da U.E. Só não atingiu o pleno devido a resistências, na minha óptica pouco consistentes, das oposições regulares dos partidos e, principalmente, extra - parlamentares.
O ir para além da troyka, foi, em Portugal, o cartão de visita de uma burocracia partidária, zelota e lambe - botas, aplanando o asfalto para Repartições extra - nacionais, em maximização da pobreza dos curricula, profissionais e pessoais.
A reabilitação política da Direita europeia, a encetar pela Comissão Juncker, tentará balizar os limites que os próximos governos ( a chantagem sobre as eleições gregas é indecorosa...) a sair das eleições, com mensagens anti - austeridade, não devem passar, apesar da flexibilidade do discurso.
Veremos como, apesar da composição do Parlamento Europeu, a Esquerda dará volta ao texto...
A U.E., através da Comissão Juncker, resolveu fazer uma leitura " inteligente " do Tratado Orçamental que irá permitir que o investimento público, ou seja o endividamento estatal, não conte para o limite do déficit orçamental imposto sobre todos os estados membros e pensa alargar a visão sobre as reformas estruturais numa reinterpretação virtuosa e pró - activa das acções governamentais que tenham impacto positivo na competitividade económica e na redução do maior flagelo da última década - o desemprego jovem, criado por uma política austeritária que reduziu a escombros a economia dos países, nomeadamente Portugal, do Sul.
É evidente que essa devolução parcial de soberania económica aos países intervencionados, directa ou indirectamente, é um passo importante na suspensão da pouca inteligente condução dos destinos dos povos da U.E. por uma política de austeridade tão pouco inocente no aproveitamento da Crise e cínicamente aplicada em proveito dos países e investidores nas dívidas soberanas da Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália.
Chegados ao fundo do poço, impossível cavar mais, a obscenidade predadora tinha de parar e eis - nos apresentados a uma nova Comissão que irá permitir à acumulação de capital capturado às massas trabalhadoras o reinvestimento virtuoso dos lucros num universo de trabalho cujas leis foram completamente subvertidas em prol do chamado empreendedorismo empresarial.
Porquê agora? O que é que mudou? A simples mudança da Comissão, findo o período barrosista não chega para explicar a mudança de agulha que Merkel e companhia resolveram patrocinar, nomeadamente por se dar o caso de Juncker ter sido até há pouco tempo um defensor das políticas aplicadas aos países sob o memorando troykista.
Mudou o quadro das relações de trabalho com a flexibilização das leis laborais, houve uma acumulação obscena do capital financeiro que a especulação financeira proporcionou e últimamente uma descida consistente do preço do petróleo e uma previsível reviravolta na composição partidária dos governos do Sul com propostas alternativas de mudança.
A Austeridade cumpriu o seu papel e convenhamos fê - lo com a cumplicidade de governos da área política do Poder maioritário nas instituições da U.E. Só não atingiu o pleno devido a resistências, na minha óptica pouco consistentes, das oposições regulares dos partidos e, principalmente, extra - parlamentares.
O ir para além da troyka, foi, em Portugal, o cartão de visita de uma burocracia partidária, zelota e lambe - botas, aplanando o asfalto para Repartições extra - nacionais, em maximização da pobreza dos curricula, profissionais e pessoais.
A reabilitação política da Direita europeia, a encetar pela Comissão Juncker, tentará balizar os limites que os próximos governos ( a chantagem sobre as eleições gregas é indecorosa...) a sair das eleições, com mensagens anti - austeridade, não devem passar, apesar da flexibilidade do discurso.
Veremos como, apesar da composição do Parlamento Europeu, a Esquerda dará volta ao texto...
quarta-feira, janeiro 14, 2015
LIBERDADES ( de EXPRESSÕES )
MANIFESTAÇÃO EM PARIS ( um rescaldo... a frio... )
Olhando para os perto de cinquenta chefes de estados que estiveram presentes na cerimónia da defesa dos " valores ocidentais " , que encabeçavam o desfile de desagravo e solidariedade com as vítimas do cobarde ( pelos valores humanistas que me enformam ) assassinato levado a cabo por quatro jihadistas franceses, a falsidade e a hipocrisia pairavam clamorosas por cima de tão distintas personalidades.
Sem querer, por ora, historiar a responsabilidade directa, a montante e fatalmente a jusante, nos desenvolvimentos das últimas décadas das acções que despoletaram a tomada de uma consciência, hoje mais política de que religiosa, identitária anti - Ocidente por parte do, para simplificar, o Islão, estremeço a pensar nas acções futuras dos nossos distintos dirigentes perante a demissão temerosa da moderação islâmica face ao extremismo jihadista, dentro e fora de portas.
Num Ocidente dessacralizado, cujos valores remanescentes disfarçam a relativização ética e moral - a liberdade de expressão ( um universo onde o relevante subjaz de manipulações de interesses para os quais a verdade se torna um pormenor descartável... ) teima em confundir - se com a impunidade que casuísticamente nos permitimos na abordagem negligenciada com que enfrentamos, não só as nossas idiossincracias como as dos Outros.
É a liberdade de expressão que me permite, não impunemente, porque choca com o MEU respeito humano, mas para as adversariar, que reproduzo acima a selvageria sarcástica do Charlie Hebdo contemplada em algumas caricaturas ofensivas, seja qual for o ângulo da interpretação.
A gratuitidade, repugnante por vezes, da crítica humorística releva de uma militância trágica, psicológicamente demente da redação, hoje, também ela tragicàmente extinta, do C. Hebdo.
A auto - censura que nos permite sair à rua e voltar incólumes para a paz do lar, é um dos traços essenciais da nossa humanidade, se não por uma questão de defesa própria, também por uma defesa dos outros na sua relação connosco. Todos os adultos conhecem os seus limites e, em semelhança, pressupõe os dos outros, sob o risco das consequências, não só legais como as retaliatórias.
E entra - se no campo da justificação da violência, sim, como TODOS sabemos ela tem justificações e atenuantes. A História do sapiens é uma história sobre a violência, sobre as violências e as suas infindáveis faces, do soft, falso soft, à brutal, da homicida à genocida e ainda nos chocamos com a nossa capacidade infinita do que somos capazes e não da incapacidade de contrariar essa genética maldita.
Confúcio diria que os homens comuns chocam - se com coisas invulgares e os sábios com as coisas comuns.
Esperamos que o choque sentido pelas luminárias que encabeçaram a manifestação dos homens comuns tenham a capacidade de se chocarem, de facto, com os assassinatos de Paris.
P.S. - HOJE, 16 DE JANEIRO, SOUBE QUE, AFINAL, O CORTEJO DE 200 METROS, DOS ILUSTRES NADA TEVE A VER COM A MARCHA DOS COMUNS QUE ACONTECIA NOUTRO LADO, DESAFIANDO A INTOLERÂNCIA. O CORTEJO SIMBÓLICO E COBARDE DESMERECEU OS VALORES QUE O POVO ENCABEÇOU. NÃO FOI UM LAPSO, JUSTIFICÁVEL PELA LOGÍSTICA, FOI CONTUMÁCIA.
sexta-feira, janeiro 09, 2015
NON! JE NE SUIS PAS POUR L' HEBDO!
SIM!!! SOU PELAS LIBERDADES QUE EXIJO, PARA MIM E PARA TODOS OS POVOS DO PLANETA E POR TODAS AS SUAS LUTAS TRAVADAS EM SEU NOME.
NÃO! NÃO RESPEITO O QUE NÃO É RESPEITÁVEL E O CHARLIE HEBDO NÃO É RESPEITÁVEL!
SIM! SOU SOLIDÁRIO COM TODAS AS VÍTIMAS, DA OPRESSÃO POLÍTICA, ECONÓMICA E RELIGIOSA E... TERRORISTA!
NÃO! SOU CONTRA O TERRORISMO, POLÍTICO, ECONÓMICO E... RELIGIOSO.
SIM! RESPEITO TODAS AS RELIGIÕES RESPEITÁVEIS E ANTI - VIOLÊNCIA.
NÃO! NÃO SOU PELO TRIUNFO DA MORTE SOBRE A VIDA.
SIM! SOU PELOS VALORES ÉTICOS OCIDENTAIS QUE ME FORMARAM COMO CIDADÃO. E SIM, COMBATO PELA SUA REABILITAÇÃO NO QUE TÊM DE ABSOLUTO EM TODAS AS CONSCIÊNCIAS ADULTAS.
NÃO! NÃO SOU SOLIDÁRIO COM A HEBDO PORQUE SIM, E, SIM, LAMENTO PROFUNDAMENTE A MORTE QUE SOBRE ELA SE ABATEU NA FIGURA DE CADA UM DOS ASSASSINADOS PELOS DELINQUENTES SOCIOPATAS QUE HABITAM ENTRE NÓS.
VIVAS À LIBERDADE! ABAIXO O TERROR!
NÃO! NÃO RESPEITO O QUE NÃO É RESPEITÁVEL E O CHARLIE HEBDO NÃO É RESPEITÁVEL!
SIM! SOU SOLIDÁRIO COM TODAS AS VÍTIMAS, DA OPRESSÃO POLÍTICA, ECONÓMICA E RELIGIOSA E... TERRORISTA!
NÃO! SOU CONTRA O TERRORISMO, POLÍTICO, ECONÓMICO E... RELIGIOSO.
SIM! RESPEITO TODAS AS RELIGIÕES RESPEITÁVEIS E ANTI - VIOLÊNCIA.
NÃO! NÃO SOU PELO TRIUNFO DA MORTE SOBRE A VIDA.
SIM! SOU PELOS VALORES ÉTICOS OCIDENTAIS QUE ME FORMARAM COMO CIDADÃO. E SIM, COMBATO PELA SUA REABILITAÇÃO NO QUE TÊM DE ABSOLUTO EM TODAS AS CONSCIÊNCIAS ADULTAS.
NÃO! NÃO SOU SOLIDÁRIO COM A HEBDO PORQUE SIM, E, SIM, LAMENTO PROFUNDAMENTE A MORTE QUE SOBRE ELA SE ABATEU NA FIGURA DE CADA UM DOS ASSASSINADOS PELOS DELINQUENTES SOCIOPATAS QUE HABITAM ENTRE NÓS.
VIVAS À LIBERDADE! ABAIXO O TERROR!
segunda-feira, janeiro 05, 2015
DOIS DISCURSOS E UMA PROCLAMAÇÃO
PERSPECTIVAS
Cavaco Silva, o actual presidente da República portuguesa, em fim de mandato, produziu, na linha dos anteriores pós - Sócrates, enquadrados com a sua família política e com o governo que apoiou sem rebuços de maior, um discurso desenquadrado com a realidade política actual à qual enviou recados sobre necessidades de compromissos de regime.
Não poderia dizer outra coisa, dizem comentadores encartados, como se a sua burocrática, esvaziada e políticamente correcta (!!!?) interpretação do cargo que exerce tenha feito o que quer que fosse em anos anteriores no sentido de compromissos com as oposições, nomeadamente com o P.S.
Lembramo - nos sim, do seu papel corruptor, activamente militante, na criação das condições políticas anti governos-Sócrates, que ajudaram à vinda, talvez necessária mas sem a truculência, mais tarde enfatizada pela Coligação que ele acarinhou, ao país.
Não se lhe ouviram palavras de apoio expresso e patriótico na defesa da pouca soberania que nos restava, então, nem posteriores invectivas à Coligação vencedora das eleições, a compromissos de regime.
Porque exigir ao novo governo, ANTES das eleições, com completo desconhecimento do quadro de relações de força que daí irão surgir, compromissos? Compromissos sobre quê? Sobre o statu quo nacional e europeu?
Sabe - se que a tentação que o despudor pragmático ( desconheço - lhe valores ) da Direita acarinha é o Poder e que os interesses que defende não são os da Esquerda, nunca foram. Portanto, QUALQUER compromisso, a haver, só pode ser trazido à discussão DEPOIS de formado o novo governo e apresentado o seu programa governamental, nunca antes, por, se não bastassem razões substantivas, o puro bom senso partidário aconselha.
Passos Coelho fez um discurso eleitoral mascarado de chefe de governo - manhoso e estuporado. Há de vir tempo para o desmascarar, até à despedida...
Da entrevista de Sócrates pouco há a acrescentar às perspectivas que trouxe sobre a sua condição anómala de preso preventivo, que já debatemos por aqui.
Satisfeito fico por ver que... não encolheu as garras...
Cavaco Silva, o actual presidente da República portuguesa, em fim de mandato, produziu, na linha dos anteriores pós - Sócrates, enquadrados com a sua família política e com o governo que apoiou sem rebuços de maior, um discurso desenquadrado com a realidade política actual à qual enviou recados sobre necessidades de compromissos de regime.
Não poderia dizer outra coisa, dizem comentadores encartados, como se a sua burocrática, esvaziada e políticamente correcta (!!!?) interpretação do cargo que exerce tenha feito o que quer que fosse em anos anteriores no sentido de compromissos com as oposições, nomeadamente com o P.S.
Lembramo - nos sim, do seu papel corruptor, activamente militante, na criação das condições políticas anti governos-Sócrates, que ajudaram à vinda, talvez necessária mas sem a truculência, mais tarde enfatizada pela Coligação que ele acarinhou, ao país.
Não se lhe ouviram palavras de apoio expresso e patriótico na defesa da pouca soberania que nos restava, então, nem posteriores invectivas à Coligação vencedora das eleições, a compromissos de regime.
Porque exigir ao novo governo, ANTES das eleições, com completo desconhecimento do quadro de relações de força que daí irão surgir, compromissos? Compromissos sobre quê? Sobre o statu quo nacional e europeu?
Sabe - se que a tentação que o despudor pragmático ( desconheço - lhe valores ) da Direita acarinha é o Poder e que os interesses que defende não são os da Esquerda, nunca foram. Portanto, QUALQUER compromisso, a haver, só pode ser trazido à discussão DEPOIS de formado o novo governo e apresentado o seu programa governamental, nunca antes, por, se não bastassem razões substantivas, o puro bom senso partidário aconselha.
Passos Coelho fez um discurso eleitoral mascarado de chefe de governo - manhoso e estuporado. Há de vir tempo para o desmascarar, até à despedida...
Da entrevista de Sócrates pouco há a acrescentar às perspectivas que trouxe sobre a sua condição anómala de preso preventivo, que já debatemos por aqui.
Satisfeito fico por ver que... não encolheu as garras...
quarta-feira, dezembro 31, 2014
2014 - UM PÉSSIMO ANO
REFLEXÕES PESSIMISTAS
Lamentávelmente, e isso tem de reflectir, pela contumácia, necessáriamente, sinais claros de uma decadência civilizacional, de uma lenta e inexorável corrupção da sua representação, em todo o planeta.
Se em alguma situação histórica se poderá aferir do fim, de e não , da História, as últimas décadas ofereceram - nos provas cabais do assustador impasse em que se encontram todas as democracias do Globo.
Nunca como hoje o Homem teve em seu poder tanta capacidade e recursos, humanos e materiais para fazer bem e NÃO SABE COMO FAZÊ - LO, contaminando, do topo à base todo o edifício evolutivo da espécie.
Por outro lado, a quietude e o conformismo em pasmo vão provocando reacções de repúdio, dentro e para dentro do sistema, de dentro e de fora do sistema onde a violência, com as suas múltiplas faces tem sido o factor mais relevante nas " mudanças " e no sacudir do torpôr linfático que parece ter atingido a maioria da população do planeta. Umas vezes, de cara descoberta, brutal e sanguinária, doutras, velada e civilizada com mortes lentas e sem sangue, em legitimidades " democráticas ", cínica e despudorada na política, imoral e corrupta nos " negócios ", na Banca e nos investimentos.
As excepções democráticas na condução virtuosa dos interesses nacionais, em prol dos cidadãos,, pela sua normalidade, passam despercebidas e é nessa circunstancialidade que as distingue que se encontra a virtude da sua condição.
À medida em que se interiorizava de significado as noções adquiridas e racionalmente decantadas das regras de relacionamento inter - pares sob a bandeira da liberdade, nas sociedades do humano, foi - se corrigindo as distorções que a naturalidade das diferenças intelectuais, físicas e de género se tinha por adquirido no passado, na criação evolutiva de comunidades socialmente solidárias, com a participação de todos os cidadãos através da limitação voluntária das suas pulsões naturais, contribuindo com os seus impostos através da autoridade delegada num Estado que cuidaria que assim fosse.
Acontece que a corrupção invadiu, por entre a confiança, umas vezes ingénua e doutras cega, dos cidadãos na boa - fé interpretativa dos seus delegados ao Poder, todo o tecido social, que paulatinamente se vai atirando para os braços da relativização ética em nome do que é do mais natural, porquanto incivil, do indivíduo que não do cidadão, também ele, reduzido à sobrevivência, cujas necessidades aceitam, naturalmente, os falsos alibis morais justificadores do abandono da cidadania social.
Vamos entrar num novo ano de calendário e lamento dizê - lo mas os sinais não prenunciam nada de bom, NADA, a não ser nas Ciências. A Filosofia., moribunda, acompanha cobardemente, em seguidismo todo um processo de decadência sem uma voz de FÚRIA que se OIÇA.
LAMENTÁVEL!
DE QUALQUER MANEIRA, FAÇAM POR SER FELIZES E UM BOM - ANO FAMILIAR!
Lamentávelmente, e isso tem de reflectir, pela contumácia, necessáriamente, sinais claros de uma decadência civilizacional, de uma lenta e inexorável corrupção da sua representação, em todo o planeta.
Se em alguma situação histórica se poderá aferir do fim, de e não , da História, as últimas décadas ofereceram - nos provas cabais do assustador impasse em que se encontram todas as democracias do Globo.
Nunca como hoje o Homem teve em seu poder tanta capacidade e recursos, humanos e materiais para fazer bem e NÃO SABE COMO FAZÊ - LO, contaminando, do topo à base todo o edifício evolutivo da espécie.
Por outro lado, a quietude e o conformismo em pasmo vão provocando reacções de repúdio, dentro e para dentro do sistema, de dentro e de fora do sistema onde a violência, com as suas múltiplas faces tem sido o factor mais relevante nas " mudanças " e no sacudir do torpôr linfático que parece ter atingido a maioria da população do planeta. Umas vezes, de cara descoberta, brutal e sanguinária, doutras, velada e civilizada com mortes lentas e sem sangue, em legitimidades " democráticas ", cínica e despudorada na política, imoral e corrupta nos " negócios ", na Banca e nos investimentos.
As excepções democráticas na condução virtuosa dos interesses nacionais, em prol dos cidadãos,, pela sua normalidade, passam despercebidas e é nessa circunstancialidade que as distingue que se encontra a virtude da sua condição.
À medida em que se interiorizava de significado as noções adquiridas e racionalmente decantadas das regras de relacionamento inter - pares sob a bandeira da liberdade, nas sociedades do humano, foi - se corrigindo as distorções que a naturalidade das diferenças intelectuais, físicas e de género se tinha por adquirido no passado, na criação evolutiva de comunidades socialmente solidárias, com a participação de todos os cidadãos através da limitação voluntária das suas pulsões naturais, contribuindo com os seus impostos através da autoridade delegada num Estado que cuidaria que assim fosse.
Acontece que a corrupção invadiu, por entre a confiança, umas vezes ingénua e doutras cega, dos cidadãos na boa - fé interpretativa dos seus delegados ao Poder, todo o tecido social, que paulatinamente se vai atirando para os braços da relativização ética em nome do que é do mais natural, porquanto incivil, do indivíduo que não do cidadão, também ele, reduzido à sobrevivência, cujas necessidades aceitam, naturalmente, os falsos alibis morais justificadores do abandono da cidadania social.
Vamos entrar num novo ano de calendário e lamento dizê - lo mas os sinais não prenunciam nada de bom, NADA, a não ser nas Ciências. A Filosofia., moribunda, acompanha cobardemente, em seguidismo todo um processo de decadência sem uma voz de FÚRIA que se OIÇA.
LAMENTÁVEL!
DE QUALQUER MANEIRA, FAÇAM POR SER FELIZES E UM BOM - ANO FAMILIAR!
terça-feira, dezembro 23, 2014
BOM NATAL!
PURA E SIMPLESMENTE, UM SAUDÁVEL HÁBITO, QUE AS IDIOSSINCRACIAS E AS CRENÇAS RELIGIOSAS DE UM VASTO NÚMERO DE CIDADÃOS, ALBERGAM DA HISTÓRIA DAS SUAS CIVILIZAÇÕES.
IMPOSSÍVEL, PELO UNIVERSO QUE ME COLHE E TOLHE, FICAR DE FORA DE UMA CELEBRAÇÃO REPRESENTADA E PER CAUSE, SINCERA, DA ESSÊNCIA QUE, EM MIM, A RELIGIOSIDADE DE XAMÃS, DE BRUXAS E DE DRUIDAS FAZ SUSTENTO E POSE.
RESPIRO E CANTO
O CHEIRO A FRIO
DOS LENÇÓIS AINDA QUENTES
DA CARNE DAS MULHERES
QUE SALTARAM DOS SONHOS PARA AS CAMAS
DAS MANHÃS INIBIDAS.
DEPOIS ABRO A JANELA
PARA VER O SOL DO MEU TAMANHO NO CHÃO
- TAPETE DE PRIMAVERA
QUE OS OLHOS SUJAM
DE BORBOLETAS CAÍDAS...
... PERFUME IMPERFEITO
QUE NÃO INVENTOU AINDA A FLOR POSSÍVEL.
ENTRETANTO, OS DEUSES PREFEREM A MORTE...
( José Gomes Ferreira )
IMPOSSÍVEL, PELO UNIVERSO QUE ME COLHE E TOLHE, FICAR DE FORA DE UMA CELEBRAÇÃO REPRESENTADA E PER CAUSE, SINCERA, DA ESSÊNCIA QUE, EM MIM, A RELIGIOSIDADE DE XAMÃS, DE BRUXAS E DE DRUIDAS FAZ SUSTENTO E POSE.
RESPIRO E CANTO
O CHEIRO A FRIO
DOS LENÇÓIS AINDA QUENTES
DA CARNE DAS MULHERES
QUE SALTARAM DOS SONHOS PARA AS CAMAS
DAS MANHÃS INIBIDAS.
DEPOIS ABRO A JANELA
PARA VER O SOL DO MEU TAMANHO NO CHÃO
- TAPETE DE PRIMAVERA
QUE OS OLHOS SUJAM
DE BORBOLETAS CAÍDAS...
... PERFUME IMPERFEITO
QUE NÃO INVENTOU AINDA A FLOR POSSÍVEL.
ENTRETANTO, OS DEUSES PREFEREM A MORTE...
( José Gomes Ferreira )
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terça-feira, dezembro 23, 2014
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sábado, dezembro 20, 2014
CONGRATULATIONS, OBAMA!
O presidente norte - americano acaba de dar passos decisivos na " despenalização " de Cuba, do seu atrevimento em querer, por força das circunstâncias históricas induzidas pela hostilidade dos USA, ser dona do seu destino e da sua liberdade.
Cuba sofreu durante uma geração o que nenhum outro estado comunista de então sentiu - um bloqueio total do seu relacionamento, político, militar, económico e financeiro, com o resto do mundo. A sua diplomacia fez milagres e o seu povo foi de um hercúleo estoicismo.
Seria impossível a sobrevivência durante estes anos sem rigores extremados no que à segurança interna de um país " amaldiçoado " durante décadas pelo Ocidente, dizia respeito. Ao amor pela liberdade tout - court da dissidência, opôs - se a liberdade colectiva, a socialização e coesão nacional que nem os derrames migratórios, humanamente compreensíveis face ao el dorado prometido pelo poderoso vizinho, fizeram vacilar a justeza e a justiça da liberdade de errar, em liberdade.
Ditadura? Sofrem, essencialmente mais ( as aspirações são exponenciais e gratuitas... ) os cidadãos em algumas democracias, mas com liberdade inconsequente de expressão, cujas leis, instrumentalizadas no sentido da formatação de burocracias serventuárias do que, em certos regimes apontados como ditactoriais, os cidadãos dessas repúblicas.
Adiante, que o que se quer celebrar é o bom- senso dos actuais líderes, de Cuba e... pela coragem no enfrentamento da tremenda pressão da face mais reaccionária do país, Obama, que vai pôr fim à insânia de 50 anos a que só a higiénica inteligência actual de Cuba, de braço dado com a intermediação da personagem ímpar da política actual, o mais decente e incorruptível chefe de Estado actual - o PAPA FRANCISCO, permitirão,
quarta-feira, dezembro 17, 2014
JULGAMENTO DA JUSTIÇA? (2)
( EM CONTINUAÇÃO )...
O caso GES foi um dos mais extraordinários acontecimentos que a este país, em depauperamento suicida, foi dado a conhecer pelos seus cidadãos. Um império económico financeiro sustentado por práticas imorais de gestão, apoiado implíta e explícitamente pelo Estado, cresceu como a rã da fábula e explodiu, ecoando sobre o país o carácter da sua elite, no caso, a endinheirada.
A Comissão de inquérito a correr na Assembleia da República está a tentar perceber a história do colapso por entre as estórias narradas pelos responsáveis directamente implicados na gestão do grupo de que o BES, como financiador das tropelias, é, ou antes, era, a jóia da coroa.
Um penoso espectáculo de desculpabilização a que só o principal rosto - Ricardo Salgado - por entre lapsos de memória, aparenta, pela pose, alguma dignidade, se é possível ter havido alguma que não tivesse sido esmagada pela amoralidade do sistema bancário proclamada pelo próprio, há bem pouco tempo.
Que justiça sairá das invectivas da Comissão, se à cumplicidade total com a chefia, paga a peso de ouro, não tiver, perante ela, a essencialidade do silêncio criminoso?
Por arrasto, já que as incompetências e os silêncios políticos já vêm de longe, cumpre esclarecer TUDO, o PORQUÊ e COMO das decisões políticas pouco transparentes, porque escondidas à nação, do actual governo, que deixaram que a destruição do grupo acontecesse e a separação do BES em duas entidades com o apoio do erário público mascarado de Fundo de Resolução.
CALARAM - NO...
Falemos do outro caso que tem ocupado a opinião pública - a prisão do ex - primeiro ministro, José Sócrates, só para dizer o óbvio sobre o que esperava que acontecesse, assim que Sócrates começou a defender - se através dos Media, em resposta às insidiosas fugas de informação, que NINGUÉM sabe se são fugas ou pura sacanice de chicos - espertos em grosseiras manipulações, cujos danos só em grosseiras mentes costumam fazer eco. E aconteceu!
O caso GES foi um dos mais extraordinários acontecimentos que a este país, em depauperamento suicida, foi dado a conhecer pelos seus cidadãos. Um império económico financeiro sustentado por práticas imorais de gestão, apoiado implíta e explícitamente pelo Estado, cresceu como a rã da fábula e explodiu, ecoando sobre o país o carácter da sua elite, no caso, a endinheirada.
A Comissão de inquérito a correr na Assembleia da República está a tentar perceber a história do colapso por entre as estórias narradas pelos responsáveis directamente implicados na gestão do grupo de que o BES, como financiador das tropelias, é, ou antes, era, a jóia da coroa.
Um penoso espectáculo de desculpabilização a que só o principal rosto - Ricardo Salgado - por entre lapsos de memória, aparenta, pela pose, alguma dignidade, se é possível ter havido alguma que não tivesse sido esmagada pela amoralidade do sistema bancário proclamada pelo próprio, há bem pouco tempo.
Que justiça sairá das invectivas da Comissão, se à cumplicidade total com a chefia, paga a peso de ouro, não tiver, perante ela, a essencialidade do silêncio criminoso?
Por arrasto, já que as incompetências e os silêncios políticos já vêm de longe, cumpre esclarecer TUDO, o PORQUÊ e COMO das decisões políticas pouco transparentes, porque escondidas à nação, do actual governo, que deixaram que a destruição do grupo acontecesse e a separação do BES em duas entidades com o apoio do erário público mascarado de Fundo de Resolução.
CALARAM - NO...
Falemos do outro caso que tem ocupado a opinião pública - a prisão do ex - primeiro ministro, José Sócrates, só para dizer o óbvio sobre o que esperava que acontecesse, assim que Sócrates começou a defender - se através dos Media, em resposta às insidiosas fugas de informação, que NINGUÉM sabe se são fugas ou pura sacanice de chicos - espertos em grosseiras manipulações, cujos danos só em grosseiras mentes costumam fazer eco. E aconteceu!
segunda-feira, dezembro 15, 2014
JULGAMENTO DA JUSTIÇA?
E... POR QUE NÃO?...
Uma das características sobre as quais se assenta a definição de estados fascistas, melhor, estados tendencialmente fasciszantes, que é para sermos claros, prende - se com o sistema de justiça, o funcionamento do espaço da definição das leis, os processos de investigação policial, a solidez das provas criminais para lá dos vislumbres de verdade que intuições mais ou menos acuradas possam produzir e... a salvaguarda, até ao julgamento de todo o processo que conduziu à apresentação de provas irrefutáveis, dos direitos liberdades e garantias dos cidadãos.
Portugal, a realidade concreta perspectivada por este cidadão, está num caminho perigoso neste campo, a que desgraçadamente se associou uma governação que, ancorada em receitas de taberneiro e de contabilista manhoso tem, sob alibis indefensáveis pela decência, estuporado a cada dia que passa os direitos liberdades e garantias dos cidadãos, ao mesmo tempo que diaboliza a resistência institucional de controlo das leis feita pelo Tribunal Constitucional.
À pobre sorte dos anónimos cidadãos, de cujos direitos consagrados numa Constituição que se pretende arquivo histórico, ninguém parece sentir a mínima simpatia, fez bem a cobertura mediática que não a pasquinária e merdiática , que os chamados caça aos poderosos, despoletou e da discussão jurídica que fatalmente levará a reformas antes que se solidifiquem os vícios, não só processuais como os relevados na incompetência na obtenção de provas concretas a definir decisões sobre a cidadania e a liberdade de QUALQUER cidadão.
Do absurdo dessa união corporativa da instrução processual e da investigação policial, dessa cumplicidade efectiva, já se falou bastante no meio especializado; por aqui só funciona o bom - senso, a racionalidade democrática, a contestar a figura da prisão preventiva para investigar, um aborto jurídico que objectivamente torpedeia princípios básicos da liberdade, de inocência até prova em contrário.
Das fugas cirúrgicas de informação para, que coincidência, os MERDIA, e sempre numa linha anti - arguido, sem que a incompetência de investigação dos culpados ( parece que é crime, não? ) em casa própria apouque a credibilidade do sistema, também já se fala há décadas. Porém...
O conforto e a almofada do julgamento popular e não só, sempre pronto a pisar os leões moribundos ( o caso GES e a comissão de inquérito tem sido de uma exemplaridade chocante, moralmente definidora do carácter de TODA A GENTE envolvida nesse processo em audição... ) corrompe à partida os pratos de uma balança que se almejaria virtuosa. Uma vergonha e um despautério que até hoje não teve arguidos. EXEMPLAR, portanto...
( continuaremos... )
Uma das características sobre as quais se assenta a definição de estados fascistas, melhor, estados tendencialmente fasciszantes, que é para sermos claros, prende - se com o sistema de justiça, o funcionamento do espaço da definição das leis, os processos de investigação policial, a solidez das provas criminais para lá dos vislumbres de verdade que intuições mais ou menos acuradas possam produzir e... a salvaguarda, até ao julgamento de todo o processo que conduziu à apresentação de provas irrefutáveis, dos direitos liberdades e garantias dos cidadãos.
Portugal, a realidade concreta perspectivada por este cidadão, está num caminho perigoso neste campo, a que desgraçadamente se associou uma governação que, ancorada em receitas de taberneiro e de contabilista manhoso tem, sob alibis indefensáveis pela decência, estuporado a cada dia que passa os direitos liberdades e garantias dos cidadãos, ao mesmo tempo que diaboliza a resistência institucional de controlo das leis feita pelo Tribunal Constitucional.
À pobre sorte dos anónimos cidadãos, de cujos direitos consagrados numa Constituição que se pretende arquivo histórico, ninguém parece sentir a mínima simpatia, fez bem a cobertura mediática que não a pasquinária e merdiática , que os chamados caça aos poderosos, despoletou e da discussão jurídica que fatalmente levará a reformas antes que se solidifiquem os vícios, não só processuais como os relevados na incompetência na obtenção de provas concretas a definir decisões sobre a cidadania e a liberdade de QUALQUER cidadão.
Do absurdo dessa união corporativa da instrução processual e da investigação policial, dessa cumplicidade efectiva, já se falou bastante no meio especializado; por aqui só funciona o bom - senso, a racionalidade democrática, a contestar a figura da prisão preventiva para investigar, um aborto jurídico que objectivamente torpedeia princípios básicos da liberdade, de inocência até prova em contrário.
Das fugas cirúrgicas de informação para, que coincidência, os MERDIA, e sempre numa linha anti - arguido, sem que a incompetência de investigação dos culpados ( parece que é crime, não? ) em casa própria apouque a credibilidade do sistema, também já se fala há décadas. Porém...
O conforto e a almofada do julgamento popular e não só, sempre pronto a pisar os leões moribundos ( o caso GES e a comissão de inquérito tem sido de uma exemplaridade chocante, moralmente definidora do carácter de TODA A GENTE envolvida nesse processo em audição... ) corrompe à partida os pratos de uma balança que se almejaria virtuosa. Uma vergonha e um despautério que até hoje não teve arguidos. EXEMPLAR, portanto...
( continuaremos... )
sexta-feira, dezembro 12, 2014
PFFFFFF!!!!!
Óscar Wilde dizia que o tédio é o único pecado para o qual não há perdão. Infelizmente ando perdido por essas bandas...
Como estamos numa época de boas - vontades, sei que me perdoarão e que virão, de vez em quando, passar por aqui a ver se já passou...
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CALAMATCHE
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sexta-feira, dezembro 12, 2014
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sexta-feira, dezembro 05, 2014
O PROCESSO SÓCRATES II
EU METO - ME NISTO, PÁ! ÉS - ME UM FILHO POLÍTICO ADOPTIVO.
AINDA NÃO SABES, MAS ÉS UM ANARQUISTA, REDUNDANTEMENTE DEMOCRÁTICO, COMO EU.
Da impossibilidade de se opôr aos " factos a provar ", que ainda estão no segredo do Campus, com uma defesa jurídica, enquanto cá fora se constrói uma narrativa, até ver insidiosa, o cidadão José Sócrates defende - se, sem acrimónia, através das cartas de prisão do processo político que contra ele começou assim que foi eleito pelo PS como secretário - geral.
Ou muito me engano ou Sócrates terá já sopesado a fragilidade que não a robustez dos indícios considerados criminosos por quem o investiga.
Ao fazê -lo, vira - se para a luta mediática, que tem sido o espaço mais contundente da tentativa de destruição de carácter de que há memória em Portugal, na linha de uma doentia relação que os jornais e as televisões consagraram com o seu Primeiro - Ministro, então. Basta comparar com a moleza quase erótica e aqui vou dar uma de misoginia, que as jornalistas estabeleceram com Portas e Passos Coelho.
Os ataques políticos aos seus governos foram de uma ineficácia ensurdecedora, confrangedora até, sobrepujados por uma competência política a toda a prova que só não resistiu ao ataque concertado do exterior ( cínica realpolytic alemã ) , a Direita alojada no Campus, aos MERDIAS sedentos de sangue e... oh céus! um vingativo opositor político na presidência da República.
Com a recusa, uma questão de coluna e amor - próprio, de governar em desautorização, com a troyka, fechou - se o cerco com a demissão.
Outros não tiveram essas pieguices ( há quem chame a isso, patriotismo... ) que hoje seriam um obstáculo à venda saracoteante do país ao desbarato que o status e a elite actual assistem em alegre compadrio com a infâmia.
A um processo que, visto pelas razões intuídas pelo arguido como político, a resposta no que poderá ter de jurídico estará entregue aos advogados de defesa, a defesa política será feita pelo acusado, já que nem o P.S. se atreve ( eleições condicionam... ) a fazê - lo. Não apaga a história nem rasura fotos mas lança um manto de silêncio compungido sobre um nome amaldiçoado pela Direita sob o alibi conveniente de que a Justiça está a funcionar. COMO, não interessa por ora...
Acontece que o calculismo socialista do costismo, com o Poder à vista, está a mandar para o exterior e mesmo para dentro do partido, a mesma mensagem subliminar que Coelho e Cavaco debitam.
Para o P.S., não deveria bastar a esperança numa justiça asséptica pelo que releva de uma ingenuidade fatal, se não numa solidariedade expressa pró - inocência, mesmo que pretensamente suicida com aquele que foi uma das melhores lideranças que teve. O modo como os simpatizantes e os militantes irão perspectivar o andamento do partido no desenrolar deste caso será vital.
É que Sócrates, como erróneamente se está a interpretar por aí, não está a criar narrativas sobre um cenário épico e transcendental.
Está a fazer o que NINGUÉM está, até hoje, a fazer por ele, exceptuando os amigos, claro! DEFENDE - SE, usando os meios ao dispôr...
Estranho é que ( seria o cair da máscara... ) ainda, por perturbar o processo, não o tenham calado. Sei é que a pulsão é forte...
segunda-feira, dezembro 01, 2014
O " ENCOBERTO "
Para quem, como eu, que por aqui tem reclamado uma visão ética na condução da administração dos Estados no relacionamento com as sociedades donde emanam, às quais impõem leis, normas de conduta e obrigações, o " arrastão "higiénico- punitivo que ameaça varrer, em Portugal, do nosso convívio a Corrupção, a ilegitimidade e a ilegalidade que por sobre um tecido legislativo opaco e pouco transparente, pantanoso por vezes, em que em tranquilas águas pareciam navegar, o acordar da Justiça foi uma boa notícia.
Infelizmente, a tormenta utópica que sempre abana este cidadão não abrandou, pelo susto com que, de repente se vê confrontado com a visão de um país ensanguentado pelo frenesim mediático - justiceiro em que cada jornalista se tornou um agente de investigação, ungido de uma auto - assumida legitimidade que a " audição popular tem sufragado nestes tempos de penúria moral.
É vê - los(as), qual cardume de piranhas sobre as presas, pés - de - microfone a debitar opiniões translatas sobre notícias em directo ou acabadas de VER reinterpretando suposições, achados e pareceres.
Por outro lado, o pesadelo que por estas horas afadiga muitas almas de comportamentos duvidosos a tentar limpar dos curriculam, longe do olhar furibundo e virtuoso do Desejado e do seu braço direito, as suas obras imperfeitas.
Se isso tudo significasse o aclamado fim da impunidade malabarítica com que os poderosos têm traficado com o património nacional ou particular, sobrepujando as leis que regulam ou deveriam regular, não só administrativa mas também éticamente a sociedade, tudo bem.
Contudo, esse escrutínio, se é intermediado processualmente pela Justiça, não deverá nem deve ser isentado na sua acção sobre o próprio funcionamento da Justiça, ela mesma, os seus intérpretes, por mais poderosos que sejam ou venham a ser.
O absurdo da concentração, não no Tribunal de Instrução Criminal mas na figura do seu ÚNICO juíz residente, Carlos Alexandre, de um poder super - heróico contra presumíveis super - vilões, remete - o à condição de figura moralmente redentora e messiânica de Portugal. Se a isso se associar a ligação quase umbilical com o super - inspector da investigação, Rosário Teixeira, eis um tribunal tornado ilegal ou no mínimo ilegítimo, por ser ESPECIAL, portanto inconstitucional, em que o papel de juíz de instrução que deveria ser um equilibrador perante a acusação, retira ao arguido um aliado processual, corrompendo, na minha opinião de LEIGO, uma presunção de inocência, à partida, e ISSO dá que pensar.
Os cidadãos, quero crer, não querem uma Justiça cega. Uma lei cega como o bom senso reclama não se coaduna com uma Justiça que não vê. A Justiça DEVE ter os olhos bem abertos e o Estado tem a obrigação de legislar para que assim seja.
E NÓS TAMBÉM...
segunda-feira, novembro 24, 2014
O PROCESSO SÓCRATES
LAMENTÁVEL!
Pouco mais tenho a acrescentar, por enquanto...
Os danos que, sucessivamente, as instituições democráticas portuguesas têm sofrido na última década são um sintoma de uma sociedade que se deixou corromper, em alegre compadrio, com os seus dirigentes.
SOMOS TODOS CULPADOS. Sobre nós recairão as denúncias de uma geração aviltada pelos seus ascendentes.
Já pouco interessam os nomes, os personagens mediáticos que nos representaram e representam na política, nas finanças e na justiça. A culpa está no regime que se deixou apodrecer por dentro e nos arrasta pela lama.
Pouco mais tenho a acrescentar, por enquanto...
Os danos que, sucessivamente, as instituições democráticas portuguesas têm sofrido na última década são um sintoma de uma sociedade que se deixou corromper, em alegre compadrio, com os seus dirigentes.
SOMOS TODOS CULPADOS. Sobre nós recairão as denúncias de uma geração aviltada pelos seus ascendentes.
Já pouco interessam os nomes, os personagens mediáticos que nos representaram e representam na política, nas finanças e na justiça. A culpa está no regime que se deixou apodrecer por dentro e nos arrasta pela lama.
sábado, novembro 22, 2014
CLÍMAX, POR FIM...
JOSÉ SÓCRATES
Este é o rosto de um dos mais odiados políticos de Portugal. O despudor de tamanho dislate em que Portugal se compraz numa acefalia indigente, nunca atingiu, por exemplo, a maior figura votada da sua história recente - SALAZAR.
O onanismo perverso a que se dedicaram desde o momento em que se tornou primeiro - Ministro do país, primeiro os seus adversários políticos e depois a massiva manipulação mediática numa corrupta ligação com a magistratura, já denunciada por Marinho Pinto então, está na sua fase que se crê, final.
O gajo, o falso engenheiro, que se permitiu afrontar - nos cara a cara no Parlamento e reduzir a nossa argumentação doutoral a lixo, foi finalmente associado a crimes que, pelo exemplo passado que deu a fumar dentro de um avião, acaba por nos confirmar da sua natureza criminosa.
O gajo, o falso engenheiro, que se permitiu afrontar - nos cara a cara no Parlamento e reduzir a nossa argumentação doutoral a lixo, foi finalmente associado a crimes que, pelo exemplo passado que deu a fumar dentro de um avião, acaba por nos confirmar da sua natureza criminosa.
Deu luta o homem, raios, Face Oculta, Freeport, etc e, ou por incompetência de investigação ou por esperteza, não deu em nada. Desta vez, parece que o apanhámos. E não é que veio numa altura muito conveniente...
Derivemos...
1 - Foi um acto deliberado de humilhação a um ex - Primeiro - Ministro, a sua detenção no aeroporto. Não havia necessidade a não ser passar uma imagem distorcida de Justiça cega, sobre a qual sabemos ser uma grande treta. Pelos vistos a conversa dos brandos costumes só serve para abrandar e caracterizar o Zé...
2 - O sr. Excelentíssimo Juíz Alexandre fez história. Boa!
3 - Fui um admirador da coragem e da postura de Sócrates durante os seus mandatos e apoiei genéricamente o que de bom fez.
4 - Não faço a mínima ideia se é culpado dos crimes de que é acusado. Provas, exige - se!
5 - Justiça limpa e transparente e castigo justo, caso for culpado.
6 - Retratação, com consequências sérias, em caso de inocência.
Derivemos...
1 - Foi um acto deliberado de humilhação a um ex - Primeiro - Ministro, a sua detenção no aeroporto. Não havia necessidade a não ser passar uma imagem distorcida de Justiça cega, sobre a qual sabemos ser uma grande treta. Pelos vistos a conversa dos brandos costumes só serve para abrandar e caracterizar o Zé...
2 - O sr. Excelentíssimo Juíz Alexandre fez história. Boa!
3 - Fui um admirador da coragem e da postura de Sócrates durante os seus mandatos e apoiei genéricamente o que de bom fez.
4 - Não faço a mínima ideia se é culpado dos crimes de que é acusado. Provas, exige - se!
5 - Justiça limpa e transparente e castigo justo, caso for culpado.
6 - Retratação, com consequências sérias, em caso de inocência.
POLÍTICA, UMA PRÁTICA SUJA?
HOJE É - O, DEFINITIVAMENTE
Nos meus verdes anos de aproximação contestatária à realidade política, então presente na minha terra, hoje um país independente - Cabo Verde - fui cerzindo a minha, hoje memória teórico - política, identidade de cidadão, que com o passar dos anos, já na minha pátria de adopção - Portugal - se amadureceu durante a revolução de Abril e se decantou numa iluminação irrevogável - Liberdade.
Paradoxalmente, a consciência plena desse Bem obrigou a uma distanciação higiénicamente reflectida sobre A prática política, que uma miríade de disposições ideológicas apresentava por sobre a sua fundamentação teórica, que por outro lado o impulso intelectual e cívico exigiam.
É que, paralelamente, uma definição ética se ostentava e esteve sempre presente nas origens e desenvolvimentos de todas as reflexões que orientavam para a acção política.
A resultante dessa harmonização ético - política procurada face à realidade urgentária e utilitária, resultou numa tensão confrontacional com o discurso do Poder que tanto impele às armas, literalmente, ( é o chamado, latus sensu, terrorismo ), como, em linfatismo hiper reflexivo, ao contínuo desmascaramento, pela retórica democrática que a livre expressão consagra, da " farsa " em que se auto - representa uma Democracia refém do MERCADO, tremendismo onde se escoam, qual fossa sanitária, o vómito moral que a conspurca.
O Estado, os Estados, nunca estiveram tão fragilizados e os povos, naturalmente, tão submetidos.
As ideias iluministas, capturadas por uma classe moralmente indigente, sim, falo da Burguesia, só se encontram defendidas hoje pelas margens do sistema financeiro Corporativo, hoje em globalização crescente, que consegue a proeza suprema de ter na maioria das suas vítimas, um defensor, à espreita do seu lugar ao sol, enquanto apanha as migalhas que a displicência predatória permite.
Se o maior inimigo para um pensador, na solidão populosa das suas reflexões, fôr, como proclama Bloom, a Indignação, seríamos mentecaptos e a corte dos lacaios, dos conformistas e dos agentes, conscientes e inconscientes do estado das coisas, uns génios.
Antecipando o olhar complacente com que os realistas pragmáticos se costumam debruçar sobre " utopias ", sobre ingenuidades, auto - iluminações ou veladas hipocrisias, com que reduzem tudo à natureza humana, fonte e desígneo intransponível de um marcador maléfico, que na maioria se sufraga, fácil é para quem diz - Não, o Homem e a sua acção, ética, política, económica, são obras em construção e ela não tem de ser naturalmente corrupta e corruptora.
Dois caminhos se perfilam a quem nega e recusa essa história acabada; ou é escorraçado dessa normalidade e torna - se filósofo, ou exila - se em demanda de uma pureza ideológica superior, seja a construcção do novo califado ou o desmantelamento pela fragmentação dos núcleos portadores do conformismo, que são as academias de formação ideológica - os partidos tradicionais - principais cúmplices quando não directamente responsáveis pela manutenção do Status Quo.
Tal é, neste " ancião " que nunca esteve só e numa geração perplexa e desperta para o absurdo feito norma, a visão que a Política, a outrora nobre arte, hoje desperta numa cada vez mais esclarecida juventude.
Consequências? Há muito que foram previstas e estão a acontecer neste momento.
É bom que isso aconteça e... isso sim, se GLOBALIZE!
Nos meus verdes anos de aproximação contestatária à realidade política, então presente na minha terra, hoje um país independente - Cabo Verde - fui cerzindo a minha, hoje memória teórico - política, identidade de cidadão, que com o passar dos anos, já na minha pátria de adopção - Portugal - se amadureceu durante a revolução de Abril e se decantou numa iluminação irrevogável - Liberdade.
Paradoxalmente, a consciência plena desse Bem obrigou a uma distanciação higiénicamente reflectida sobre A prática política, que uma miríade de disposições ideológicas apresentava por sobre a sua fundamentação teórica, que por outro lado o impulso intelectual e cívico exigiam.
É que, paralelamente, uma definição ética se ostentava e esteve sempre presente nas origens e desenvolvimentos de todas as reflexões que orientavam para a acção política.
A resultante dessa harmonização ético - política procurada face à realidade urgentária e utilitária, resultou numa tensão confrontacional com o discurso do Poder que tanto impele às armas, literalmente, ( é o chamado, latus sensu, terrorismo ), como, em linfatismo hiper reflexivo, ao contínuo desmascaramento, pela retórica democrática que a livre expressão consagra, da " farsa " em que se auto - representa uma Democracia refém do MERCADO, tremendismo onde se escoam, qual fossa sanitária, o vómito moral que a conspurca.
O Estado, os Estados, nunca estiveram tão fragilizados e os povos, naturalmente, tão submetidos.
As ideias iluministas, capturadas por uma classe moralmente indigente, sim, falo da Burguesia, só se encontram defendidas hoje pelas margens do sistema financeiro Corporativo, hoje em globalização crescente, que consegue a proeza suprema de ter na maioria das suas vítimas, um defensor, à espreita do seu lugar ao sol, enquanto apanha as migalhas que a displicência predatória permite.
Se o maior inimigo para um pensador, na solidão populosa das suas reflexões, fôr, como proclama Bloom, a Indignação, seríamos mentecaptos e a corte dos lacaios, dos conformistas e dos agentes, conscientes e inconscientes do estado das coisas, uns génios.
Antecipando o olhar complacente com que os realistas pragmáticos se costumam debruçar sobre " utopias ", sobre ingenuidades, auto - iluminações ou veladas hipocrisias, com que reduzem tudo à natureza humana, fonte e desígneo intransponível de um marcador maléfico, que na maioria se sufraga, fácil é para quem diz - Não, o Homem e a sua acção, ética, política, económica, são obras em construção e ela não tem de ser naturalmente corrupta e corruptora.
Dois caminhos se perfilam a quem nega e recusa essa história acabada; ou é escorraçado dessa normalidade e torna - se filósofo, ou exila - se em demanda de uma pureza ideológica superior, seja a construcção do novo califado ou o desmantelamento pela fragmentação dos núcleos portadores do conformismo, que são as academias de formação ideológica - os partidos tradicionais - principais cúmplices quando não directamente responsáveis pela manutenção do Status Quo.
Tal é, neste " ancião " que nunca esteve só e numa geração perplexa e desperta para o absurdo feito norma, a visão que a Política, a outrora nobre arte, hoje desperta numa cada vez mais esclarecida juventude.
Consequências? Há muito que foram previstas e estão a acontecer neste momento.
É bom que isso aconteça e... isso sim, se GLOBALIZE!
segunda-feira, novembro 17, 2014
A CASA COMUM EUROPEIA
G 20
Putin sabia ao que ia e o que iria ouvir e quis ouvi - lo de viva voz.
Espantosamente e se calhar nem tanto, foi o rosto da resistência à Globalização acéfala do planeta em que o Ocidente plus USA, na sua vital demanda contra a construção da CASA COMUM EUROPEIA de Lisboa a Vladivostok, se encarniça.
A crise ucraniana, criada e alimentada no aprofundamento do cerco ao membro vital dessa construção já sonhada por Gorbatchev, foi - nos oblíquamente relembrada pelo embaixador Ulrich Brandeburg, em recentes declarações.
Cameron, o clone e o porta - voz infiltrado dentro da UE, das geo - estratégias americanas, foi o microfone ruidoso do ataque a Putin, em nome dessa decisiva e quase inultrapassável realidade - A CASA COMUM EUROPEIA, um pesadelo para os USA. Os outros, bem, os outros, comumgam da política externa da UE, ou seja, NADA, porque ela NÃO EXISTE.
NADA, absolutamente mais nada é tão importante, no plano estratégico, que a perda de influência progressiva num espaço em que a China dá cartas, não só na Ásia, como, com paciência de xadrezista, em África, para os USA, que boicotar, por todos os meios possíveis, como a emergência de uma mentirosa guerra fria entre a Rússia e o resto da Europa que a cisão orquestrada na Ucrânia é um exemplo na provocação pavloviana com que excitou Putin, a descomprimida relação no espaço europeu.
Sem querer entrar num universo conspirativo sem fundamento políticamente -cúmplice- credível, a exportação da Crise capitalista de 2008 dos USA na desestabilização do euro, ajudou objectivamente a teia montada à volta desse desiderato do qual TODOS os presidentes americanos comungam.
Putin terá de ser mais inteligente se ainda não percebeu a essência da conspiração.
CARTA AO XANANA
ENTÃO, MANO, O QUE É QUE SE PASSA?
Então já não há diplomacia, pá? Correres desta maneira malcriada e sem dizer água vai a ninguém, os magistrados de um país que te está a ajudar a cimentar a Democracia ( lembras - te dela de certeza, lutaste por ela... ) no, hoje, teu país INDEPENDENTE, pela solidariedade militante ( estavas na prisão na altura, não? ) de um povo e de um Estado,( que nem te maltratou muito no tempo da outra senhora ) que chamaram a atenção do mundo para a vossa condição carcerária, é além de ter memória curta, ser mau anfitrião.
Sim, não se esqueceu por aqui a vossa luta gloriosa pela independência e sabe - se da situação periclitante em que se encontrava e do seu impasse paralisante.
Eu quero crer que estás mal aconselhado. Pelo que tenho andado a ler, até que ponhas cá fora as razões profundas ( o interesse nacional tem costas largas, como tu sabes, em seu nome o povo mauber ia sendo exterminado ) e as provas de corrupção dos magistrados que recambiaste à origem, contra o tal interesse que apregoas, estou de pé atrás...
Sabemos que há gente, governantes que de vez em quando gostariam de suspender a democracia para fazer valer os seus pontos de vista na sua interpretação pessoal do que acham do dito, a coisa do interesse nacional. Torna - se uma chatice pegada aturar a interpretação estrita que a Justiça, o outro ramo INDEPENDENTE da trilogia de Poder em Democracia, faz das tuas deliberações mas enquanto não te nomeares um ditador de preclaro iluminismo divino, nada feito.
Por outro lado, poderias e podes, está nas tuas atribuições, pôr, inclusivé aos magistrados ou aos juízes que deploras, a Polícia à perna e hélas, na posse das provas da sua corrupção contra os interesses da República, agir e o povo te proclamará o paladino da Pátria, já que, não sei se ainda te lembras, justiça igual para todos, é uma determinação que deveria ser inultrapassável em Democracia.
Agora, expulsar desta maneira esbofeteante para os teus colaboradores internacionais, gente que não gostes e que, vais - me desculpar, eventualmente não conseguiste e não consegues manipular no exercício da sua actividade, é muuuuito feio; para mais, gente a quem muuuito deves.
Calculo que deves ter tido, enquanto estiveste nas mãos dos teus carcereiros, algumas lições de como funciona a ditadura, ou seja, do modo como não DEVEM funcionar as coisas e um vislumbre das virtudes da Democracia, não?
Achas que, com a menoridade, sem ofensa, temporal, social, económica, financeira, política do teu país te podes sentir tão seguro contrabandeando disposições populistas em nome do TEU interesse nacional?
Só um aviso, que a carta já vai longa, e uma projecção não necessáriamente fatalista - O teu povo conheceu a Liberdade e garanto- te que gosta dela e... vai defendê - la. Espero que não venha a ser contra o teu Governo.
Viva Timor!
sábado, novembro 15, 2014
FALTA DE TOMATES
AGARREM - ME, SE NÃO!...
Saragoça da Mata, escreve no jornal " I " de 14/11, uma prosa indignada, que eu sublinho positivamente, sobre a feminização crescente da alma lusa, que, acrescento, nem o desvario psicopata da matança das mulheres em Portugal em acentuação progressiva da sua impotência descaracterizadamente viril, esconde a sua degradação.
Bem, as suas palavras não foram exactamente essas e tampouco o alcance, projectado sobre a diplomacia portuguesa que hoje envergonharia qualquer estado independente que ainda não tivesse enterrado aquilo que, conceitos como nacionalismo ou mesmo patriotismo, essenciam de amor próprio ou identidade nacional. É, no fundo, uma questão de tomates que a manipulação casuística da Crise reforçou, tanto na vertente psicopata como na impotência diplomática.
Deixando de fora, nem me atreveria, canudo e a Lei condicionam, a caracterização psicológica dos nossos governantes actuais e quiçá, da maioria dos nossos políticos actuais ( será uma condição, a maleabilidade cervical?... ), há, no fim de contas, um caracterizador bastamente reglossado por aqui de Almada, que definem de uma ponta a outra o arremedo fugidio do indígena pátrio - a MANHA.
E é de MANHA que se fala, quando do buraco negro do estiolamento ético do país por parte da sua representação estimada como elitista, da Política e às suas faces económicas, financeiras, diplomáticas, educacionais e sanitárias.
A semana tem sido pródiga na amostragem directa dos falhanços nacionais, EXACTAMENTE, nacional ,em todas as áreas em apreço, protagonizadas por este executivo.
Da cobardia da resposta diplomática às duplas desconsiderações de Timor - Leste, melhor, Xanana Gusmão, nos casos da imposição da Guiné - Equatorial na órbita dos PALOPS, e recentemente na expulsão pretensiosa ( é evidente que foi para consumo interno... ) dos magistrados lusos e, não por acaso, também de um caboverdiano,
Da opacidade estruturada do branqueamento do ninho de víboras que será a CPI sobre o GES ( comissão parlamentar de inquérito ) que vai arrancar amanhã, a escolha, na abertura das " hostilidades " da instituição Banco de Portugal, representado como regulador das boas práticas financeiras, na pessoa do Governador Carlos Costa, testemunha a obliquidade dirigida de um processo de averiguações, objectivamente pró - réu. Nada teve de inocente o escalonamento das audições. A nódoa moral foi abrangente dadas as cumplicidades de décadas com o poder e as suas franjas recolectoras. Daí o extremo cuidado com que se irão destapar as carecas.
Da corrupção estimulada por uma venda de acesso ao espaço Shengen por parte do Governo, através da concessão de vistos mediante investimentos no país, estamos agora a assistir, felizmente e digno de aplauso, a reacção do Ministério da Justiça - detenção de elevados quadros da Administração Pública com cumplicidades estranhas dentro do SIS ( serviços de informação da República ).
Dos pézinhos de lã na abordagem do que se estaria a prefigurar - se como crime de Saúde Pública, por parte dos responsáveis sanitários ( grandes interesses em foco... ) no surto de infecção pela bactéria legionella. Salvaram - se os responsáveis directos ao nível do controlo de danos e pela comunicação. O mesmo não se poderá dizer da fiscalização preventiva.
Do crime lesa - pátria que está a ser o desmantelamento de uma empresa como a P.T. e o desfastio, sempre em nome de números e não de decisões políticas, com que se prepara a entrega da TAP sobrarão, a ver vamos, mais casos de corrupção. Todo o ambiente para essa propagação venal não surgiu por acaso e tem um mentor não revelável... que mais um ano deste governo ajudarão a florescer... em desmantelamento e transmissão às negociatas.
Saragoça da Mata, escreve no jornal " I " de 14/11, uma prosa indignada, que eu sublinho positivamente, sobre a feminização crescente da alma lusa, que, acrescento, nem o desvario psicopata da matança das mulheres em Portugal em acentuação progressiva da sua impotência descaracterizadamente viril, esconde a sua degradação.
Bem, as suas palavras não foram exactamente essas e tampouco o alcance, projectado sobre a diplomacia portuguesa que hoje envergonharia qualquer estado independente que ainda não tivesse enterrado aquilo que, conceitos como nacionalismo ou mesmo patriotismo, essenciam de amor próprio ou identidade nacional. É, no fundo, uma questão de tomates que a manipulação casuística da Crise reforçou, tanto na vertente psicopata como na impotência diplomática.
Deixando de fora, nem me atreveria, canudo e a Lei condicionam, a caracterização psicológica dos nossos governantes actuais e quiçá, da maioria dos nossos políticos actuais ( será uma condição, a maleabilidade cervical?... ), há, no fim de contas, um caracterizador bastamente reglossado por aqui de Almada, que definem de uma ponta a outra o arremedo fugidio do indígena pátrio - a MANHA.
E é de MANHA que se fala, quando do buraco negro do estiolamento ético do país por parte da sua representação estimada como elitista, da Política e às suas faces económicas, financeiras, diplomáticas, educacionais e sanitárias.
A semana tem sido pródiga na amostragem directa dos falhanços nacionais, EXACTAMENTE, nacional ,em todas as áreas em apreço, protagonizadas por este executivo.
Da cobardia da resposta diplomática às duplas desconsiderações de Timor - Leste, melhor, Xanana Gusmão, nos casos da imposição da Guiné - Equatorial na órbita dos PALOPS, e recentemente na expulsão pretensiosa ( é evidente que foi para consumo interno... ) dos magistrados lusos e, não por acaso, também de um caboverdiano,
Da opacidade estruturada do branqueamento do ninho de víboras que será a CPI sobre o GES ( comissão parlamentar de inquérito ) que vai arrancar amanhã, a escolha, na abertura das " hostilidades " da instituição Banco de Portugal, representado como regulador das boas práticas financeiras, na pessoa do Governador Carlos Costa, testemunha a obliquidade dirigida de um processo de averiguações, objectivamente pró - réu. Nada teve de inocente o escalonamento das audições. A nódoa moral foi abrangente dadas as cumplicidades de décadas com o poder e as suas franjas recolectoras. Daí o extremo cuidado com que se irão destapar as carecas.
Da corrupção estimulada por uma venda de acesso ao espaço Shengen por parte do Governo, através da concessão de vistos mediante investimentos no país, estamos agora a assistir, felizmente e digno de aplauso, a reacção do Ministério da Justiça - detenção de elevados quadros da Administração Pública com cumplicidades estranhas dentro do SIS ( serviços de informação da República ).
Dos pézinhos de lã na abordagem do que se estaria a prefigurar - se como crime de Saúde Pública, por parte dos responsáveis sanitários ( grandes interesses em foco... ) no surto de infecção pela bactéria legionella. Salvaram - se os responsáveis directos ao nível do controlo de danos e pela comunicação. O mesmo não se poderá dizer da fiscalização preventiva.
Do crime lesa - pátria que está a ser o desmantelamento de uma empresa como a P.T. e o desfastio, sempre em nome de números e não de decisões políticas, com que se prepara a entrega da TAP sobrarão, a ver vamos, mais casos de corrupção. Todo o ambiente para essa propagação venal não surgiu por acaso e tem um mentor não revelável... que mais um ano deste governo ajudarão a florescer... em desmantelamento e transmissão às negociatas.
quinta-feira, novembro 13, 2014
ESPANTO DE UM ANARQUISTA
( continuação... )
Nem eu, na minha natureza política anarquista seria capaz de imaginar, pelas circunstâncias actuais do país, um modelo tão cínico de desmontagem do modelo político de Estado saído do 25 de Abril, de quase todo o seu edifício organizacional com a eficácia aparente com que esta coligação de Direita está a produzir. Para cúmulo, estando - se literalmente nas tintas para as consequências próximas ou futuras na governação do país.
E fê - lo, está a fazê - lo, à vista de toda a gente e com a complacência de quem tinha, tem e terá a obrigação de o proteger - O CIDADÃO - e julgava -se, com o seu garante último - a presidência da República, ocupada por Cavaco Silva.
Do panorama económico - jurídico e social pós - Abril só restará, no final deste mandato, uma Constituição, que sucessivos ataques ainda não conseguiram reduzir à irrelevância, verdade seja dita, pela resistência feroz ( quem diria...) do Partido Comunista Português e de uma Esquerda descentralizada.
A ideia, se conceptualmente imaginada, será a redução do universo eleitoral a uma massa amorfa de burocratas tementes e de cidadãos conformistas, cujos já débeis lamentos, antecipando o fim da angústia, reflectem, no limite, a sua capitulação à ordem das coisas.
Depois deste extraordinário e perigoso exercício político que a Direita europeia e caseira persegue - Anatole France dizia que os estúpidos são mais de temer de que os maus, já que estes descansavam de vez em quando, o Caos político que se seguirá - o pensamento reactivo adversariado por uma realidade desconstruída e tão fortemente armadilhada, umas vezes por incúria, outras por incompetência e outras por vontade expressa servilizada por directivas exteriores, terá de ser violentamente pró - activo, intransigentemente contemplado, ou correrá mal.
A vertente ético - política que a esta coligação PSD/CDS/PR nunca se pôs, mais, desprezou - a liminarmente, terá de estar presente na recomposição de TUDO o que foi descaracterizado, mormente na área da justiça social, por este governo.
Aos compromissos políticos que o futuro governo se irá obrigar não podem, não DEVEM, por absurdo político e de comunicação ao exterior, ser alcançados com nenhum membro da COLIGAÇÃO, sob o risco inevitável da total desfragmentação da Esquerda e o enfraquecimento objectivo do PS, já que a Direita se sente confortável com a actual situação que criaram e que só obriga a uma gestão de danos,
Se o PS tem uma identidade própria e que naturalmente o distingue da Direita, esta é a oportunidade de a exercer, na demarcação clara dos pressupostos e do discurso actual do Centrão, forçando - se a um entendimento virtuoso com os partidos à sua esquerda.
A esse respeito remete - se para a entrevista de Ana Drago ao Expresso do último sábado, uma das mais lúcidas tomadas de posição política na área da esquerda que ouvi nos últimos tempos.
Por mais que defenda a atomização dirigida do Poder, do Estado, não creio que a Ideia tenha espaço e esclarecidos meios humanos em Portugal para se tornar uma alternativa virtuosa, pelo que o que será do país na próxima década depende, em muito da identificação que do futuro governo de A. Costa fizerem a Esquerda e os seus votantes e simpatizantes sobre a sua definição SOCIAL e anti- corrupção; sobre isso há um entendimento instintivo por parte do povo que não sobre as minudências burocráticas dos contornos da dívida e dos financiamentos, deixadas aos especialistas.
Nem eu, na minha natureza política anarquista seria capaz de imaginar, pelas circunstâncias actuais do país, um modelo tão cínico de desmontagem do modelo político de Estado saído do 25 de Abril, de quase todo o seu edifício organizacional com a eficácia aparente com que esta coligação de Direita está a produzir. Para cúmulo, estando - se literalmente nas tintas para as consequências próximas ou futuras na governação do país.
E fê - lo, está a fazê - lo, à vista de toda a gente e com a complacência de quem tinha, tem e terá a obrigação de o proteger - O CIDADÃO - e julgava -se, com o seu garante último - a presidência da República, ocupada por Cavaco Silva.
Do panorama económico - jurídico e social pós - Abril só restará, no final deste mandato, uma Constituição, que sucessivos ataques ainda não conseguiram reduzir à irrelevância, verdade seja dita, pela resistência feroz ( quem diria...) do Partido Comunista Português e de uma Esquerda descentralizada.
A ideia, se conceptualmente imaginada, será a redução do universo eleitoral a uma massa amorfa de burocratas tementes e de cidadãos conformistas, cujos já débeis lamentos, antecipando o fim da angústia, reflectem, no limite, a sua capitulação à ordem das coisas.
Depois deste extraordinário e perigoso exercício político que a Direita europeia e caseira persegue - Anatole France dizia que os estúpidos são mais de temer de que os maus, já que estes descansavam de vez em quando, o Caos político que se seguirá - o pensamento reactivo adversariado por uma realidade desconstruída e tão fortemente armadilhada, umas vezes por incúria, outras por incompetência e outras por vontade expressa servilizada por directivas exteriores, terá de ser violentamente pró - activo, intransigentemente contemplado, ou correrá mal.
A vertente ético - política que a esta coligação PSD/CDS/PR nunca se pôs, mais, desprezou - a liminarmente, terá de estar presente na recomposição de TUDO o que foi descaracterizado, mormente na área da justiça social, por este governo.
Aos compromissos políticos que o futuro governo se irá obrigar não podem, não DEVEM, por absurdo político e de comunicação ao exterior, ser alcançados com nenhum membro da COLIGAÇÃO, sob o risco inevitável da total desfragmentação da Esquerda e o enfraquecimento objectivo do PS, já que a Direita se sente confortável com a actual situação que criaram e que só obriga a uma gestão de danos,
Se o PS tem uma identidade própria e que naturalmente o distingue da Direita, esta é a oportunidade de a exercer, na demarcação clara dos pressupostos e do discurso actual do Centrão, forçando - se a um entendimento virtuoso com os partidos à sua esquerda.
A esse respeito remete - se para a entrevista de Ana Drago ao Expresso do último sábado, uma das mais lúcidas tomadas de posição política na área da esquerda que ouvi nos últimos tempos.
Por mais que defenda a atomização dirigida do Poder, do Estado, não creio que a Ideia tenha espaço e esclarecidos meios humanos em Portugal para se tornar uma alternativa virtuosa, pelo que o que será do país na próxima década depende, em muito da identificação que do futuro governo de A. Costa fizerem a Esquerda e os seus votantes e simpatizantes sobre a sua definição SOCIAL e anti- corrupção; sobre isso há um entendimento instintivo por parte do povo que não sobre as minudências burocráticas dos contornos da dívida e dos financiamentos, deixadas aos especialistas.
SEMANA REVISITADA III
CAVACO FALOU
O Presidente da República portuguesa deu uma entrevista ao Expresso e como acontece em quase todas as suas intervenções disse o que, na sua interpretação pessoal do cargo, o que DEVIA dizer.
A ABRIR - O próximo governo será o que os eleitores decidirem e se não se sentiram suficientemente menorizados pela política da actual coligação PSD/CDS/PR não darão a maioria absoluta ao PS e, inconsequentemente, não aumentarão para níveis de governação os votos no PCP e no Bloco de Esquerda.
Em princípio, pela minha experiência do universo eleitoral do país, vão procastinar entre a revolução eleitoral e o regresso à normalidade vigente do Centrão - nem carne nem peixe.
Os brandos costumes, ahh os famigerados brandos costumes ( Quem terá inventado esse nonsense que uma longa e provinciana ditadura sobre a tutela fascista de Salazar ajudou pós - ditadura, a sua interiorização funda na alma lusa? ) não permitem a fuga à norma, ao desvario democrático no enfrentamento do medo do futuro na reconfiguração do Estado.
A revolução do 25 de Abril foi uma magnífica loucura que acabou cedo.
Não foi à toa que a Burocracia se instalou no país, funcionária e adepto do servilismo e deslumbramentos sociais e, mais grave, no pensamento nacional retratado no conformismo resilente da maioria esclarecida do país.
Que se respire tudo isso na entrevista do institucional conveniente saído da Presidência da República não é de admirar.
Cavaco Silva com esta entrevista quis marcar a agenda, não só eleitoral como a partidária. Já o tentou sem sucesso com Seguro e, conhecendo Costa, o novo líder do P.S., o mais que provável Primeiro - Ministro, o condicionamento a que o tentaria obrigar no cimentar das " conquistas " da sua coligação através de acordos de regime está dentro da idiossincracia que tem alimentado a Direita europeia na uniformização ideológica da Europa.
O mais extraordinário em todo este processo delirante é a convicção espraiada pelos actuais governos dos países da UE de que o " Ai aguenta, aguenta! " com que caracterizam a maleabilidade interpretativa dos seus cidadãos face à natureza desalmada e fria com que uma austeridade dirigida a um universo específico vai desequilibrando social e deliberadamente, sociedades inteiras.
( continua ... )
O mais extraordinário em todo este processo delirante é a convicção espraiada pelos actuais governos dos países da UE de que o " Ai aguenta, aguenta! " com que caracterizam a maleabilidade interpretativa dos seus cidadãos face à natureza desalmada e fria com que uma austeridade dirigida a um universo específico vai desequilibrando social e deliberadamente, sociedades inteiras.
( continua ... )
sexta-feira, novembro 07, 2014
COSTA FALOU...
E AINDA ESTOU A DIGERIR O DISCURSO.
Já me disseram que sou chato como o caraças, que gostariam de me ver no lugar deles, os políticos, a ver se fazia melhor... Costumo responder que primeiro teria de ser um deles, ( sem nenhuma conotação insultuosa, sejamos claros... ) o que manifestamente me poria abaixo da minha condição de cidadão patriota, pelo menos como penso que um cidadão se deveria comportar em relação a maus políticos e más administrações do Estado.
Evidentemente não há, a propósito, nenhuma remissão exarada do discurso de Costa perante os seus pares na apresentação dos seus propósitos políticos e apelos aos socialistas e simpatizantes ao apoio do P.S. que me tivesse provocado o desabafo acima, só que...
...ESPERAVA MAIS!
Se me perguntarem o quê este post tornar - se ia muuuito longo e ainda não é a altura e nem se justificaria, sinceramente.
Já me disseram que sou chato como o caraças, que gostariam de me ver no lugar deles, os políticos, a ver se fazia melhor... Costumo responder que primeiro teria de ser um deles, ( sem nenhuma conotação insultuosa, sejamos claros... ) o que manifestamente me poria abaixo da minha condição de cidadão patriota, pelo menos como penso que um cidadão se deveria comportar em relação a maus políticos e más administrações do Estado.
Evidentemente não há, a propósito, nenhuma remissão exarada do discurso de Costa perante os seus pares na apresentação dos seus propósitos políticos e apelos aos socialistas e simpatizantes ao apoio do P.S. que me tivesse provocado o desabafo acima, só que...
...ESPERAVA MAIS!
Se me perguntarem o quê este post tornar - se ia muuuito longo e ainda não é a altura e nem se justificaria, sinceramente.
terça-feira, novembro 04, 2014
MACRO-POLÍTICA
Silva Peneda, presidente do Conselho Económico Social português, ex - dirigente e Ministro social - democrata num tempo em que a social - democracia era um objectivo programático do partido que hoje governa Portugal, teve uma antecipação virtuosa de uma Ideia no bisonho deserto de reflexão e acção política do espaço europeu de hoje governado pela Direita.
A antecipação proclamada deve - se a uma estranheza por aqui antecipada num post intitulado - Chega de etnofilosofia - em referência pouco abonatória de uma caracterização filosófica tida como uma idiotia conceptual, onde se pasmava uma estranheza pessoal, política, da falta de reacção concertada dos então PIIGS e não só PIGS porque incluía a Itália, ao diktaat austeritário do eixo - franco alemão aos países do sul da Europa.
O que então se deplorava e ainda se deplora, testemunhado no discurso políticamente correcto de Silva Peneda é essa incapacidade, em essência, de IDEIAS políticas que sobrelevem, como tais, a BURROCRACIA vigente, a gestão funcionária e meramente contabilística do destino dos povos através de uma ditadura orçamental instrumental, através do qual se contrabandeiam desígneos político - ideológicos uniformizadores sob a capa redutora e imbecil do - NÃO HÁ ALTERNATIVA.
Esse bloqueio ideológico, hoje transmitido e interiorizado através de um discurso repetido até à náusea, está a conseguir, democráticamente, o que as ditaduras anti - democráticas ( a redundância é propositada... ) costumam fazer.
Uma história futura destes tempos quase que se equivalencia, não em desenvolvimento técnico - científico ( um espaço de uniforme excelência civilizacional ) mas pela narrativa histórica imposta do discurso e projecções políticas e civilizacionais, à Idade - Média. A religião e os deuses é que serão outros, fácilmente identificáveis nas missas e nos hossanas proclamatórios.
A resistência dos povos em democracia são, pelo actual regime globalizante, vista como normal, como um direito democrático mas infelizmente, folclóricas, já que o tempo de consolidação dado ao sistema acaba, quase sempre, por produzir legislação perniciosa aos interesses das nações, como entidade concreta e colectiva, que a alternância, quatro ou oito anos depois, por cobardia institucional, por táctica política ou sobre alibis vários, sobrepujados em incompetência e venalidade, acaba por inserir como definitivas no tecido legislativo do país como LEI que obriga a todos, incluindo nesse universo conformista a deploração faceada, a espaços, pela resistência da elite intelectual do país.
DESGRAÇADAMENTE, este filme tem passado por todas as capitais da UE. As interpretações é que variam, sobre uma realidade que circunstâncias transitórias mascaram a essência.
segunda-feira, outubro 27, 2014
A SEMANA REVISITADA II
ANTECIPAÇÃO OU NÃO DAS ELEIÇÕES?
Por mim, há uma razão substantiva para a antecipação das eleições legislativas em Portugal e é esta - Quanto mais tempo este governo estiver em funções mais males se acumularão, exponenciando objectivamente o trabalho do governo saído das eleições, na reconstrução daquilo que irá distingui - los, nomeadamente na área social, e com a paragem IMEDIATA das políticas de austeridade.
Claro que os argumentos que têm sido apresentados, a favor ou contra, são todos argumentáveis, na sua abordagem juridica e constitucional e na representação fáctica inexistente na maioria esmagadora da população portuguesa.
Os argumentos dos semprefoiassim dos conformistas, já imbuídos do discurso burocrático vigente na linha dos vantagistasprocessuaiscalendaristas, sairão sempre fragilizados por discussões opacas e instrumentais remetidas aos interesses partidários ou filistinamente institucionais que não nacionais, como seria suposto, em nome do país.
Só que, o deixar a decisão nas mãos do presidente da República actual será promovê - lo a uma condição já abandonada, voluntáriamente.
SAÍDAS DE SENDEIRO
O primeiro - Ministro português, Passos Coelho, permitiu - se, na brecha antevista no discurso de Juncker, numa tímida tirada, um arremedo de bom nariz ( para consumo interno, evidentemente... ) a votar contra as decisões a sair da reunião da UE sobre as condições climáticas e energéticas.
Que não assinava nada se Portugal não pudesse fazer a travessia do Rubicão dos Alpes, inundando a Europa com a sua excedentária produção de energia eléctrica, enfrentando o lobby francês com um não veemente.
Bem, saiu com umas palmadinhas nas costas e uma vagas promessas. HURRAH!
Eu, por exemplo, sabia o que fazer com o excesso de energia - reduziria substantivamente o seu custo para as empresas ( em nome da economia competitiva ), se fizer de conta que (des)conheço a legislação da UE a esse respeito...
É por essas e por outras que não sou convidado para o governo do país, pois claro...
FALEMOS DO COSTA, POIS ENTÃO...
Não é que o novo líder do PS e putativo primeiro - ministro do país, António Costa, está a ser alvo de uma campanha orquestrada nos MEDIA, através de de toda a espécie de mensageiros, a exigir - lhe um programa de governo, JÁ?
A intenção velhaca é conduzir os seus eleitores à conclusão de que a diferença com o Outro não era assim tanto e que, sendo assim...
O decoro ( será? ) impede o direccionamento da reflexão para o status, que ainda é cedo, mas água mole...., não é?
Nós, por aqui, poderíamos tentar explicar umas coisas, a razão da improcedência do desacato incompetente de pular JÁ, para além das linhas gerais programáticas de uma futura governação, coisa que qualquer cidadão sensato percebe, se não se deixar manipular.
Lembram - se do que aconteceu com os actuais governantes?
Por mim, há uma razão substantiva para a antecipação das eleições legislativas em Portugal e é esta - Quanto mais tempo este governo estiver em funções mais males se acumularão, exponenciando objectivamente o trabalho do governo saído das eleições, na reconstrução daquilo que irá distingui - los, nomeadamente na área social, e com a paragem IMEDIATA das políticas de austeridade.
Claro que os argumentos que têm sido apresentados, a favor ou contra, são todos argumentáveis, na sua abordagem juridica e constitucional e na representação fáctica inexistente na maioria esmagadora da população portuguesa.
Os argumentos dos semprefoiassim dos conformistas, já imbuídos do discurso burocrático vigente na linha dos vantagistasprocessuaiscalendaristas, sairão sempre fragilizados por discussões opacas e instrumentais remetidas aos interesses partidários ou filistinamente institucionais que não nacionais, como seria suposto, em nome do país.
Só que, o deixar a decisão nas mãos do presidente da República actual será promovê - lo a uma condição já abandonada, voluntáriamente.
SAÍDAS DE SENDEIRO
O primeiro - Ministro português, Passos Coelho, permitiu - se, na brecha antevista no discurso de Juncker, numa tímida tirada, um arremedo de bom nariz ( para consumo interno, evidentemente... ) a votar contra as decisões a sair da reunião da UE sobre as condições climáticas e energéticas.
Que não assinava nada se Portugal não pudesse fazer a travessia do Rubicão dos Alpes, inundando a Europa com a sua excedentária produção de energia eléctrica, enfrentando o lobby francês com um não veemente.
Bem, saiu com umas palmadinhas nas costas e uma vagas promessas. HURRAH!
Eu, por exemplo, sabia o que fazer com o excesso de energia - reduziria substantivamente o seu custo para as empresas ( em nome da economia competitiva ), se fizer de conta que (des)conheço a legislação da UE a esse respeito...
É por essas e por outras que não sou convidado para o governo do país, pois claro...
FALEMOS DO COSTA, POIS ENTÃO...
Não é que o novo líder do PS e putativo primeiro - ministro do país, António Costa, está a ser alvo de uma campanha orquestrada nos MEDIA, através de de toda a espécie de mensageiros, a exigir - lhe um programa de governo, JÁ?
A intenção velhaca é conduzir os seus eleitores à conclusão de que a diferença com o Outro não era assim tanto e que, sendo assim...
O decoro ( será? ) impede o direccionamento da reflexão para o status, que ainda é cedo, mas água mole...., não é?
Nós, por aqui, poderíamos tentar explicar umas coisas, a razão da improcedência do desacato incompetente de pular JÁ, para além das linhas gerais programáticas de uma futura governação, coisa que qualquer cidadão sensato percebe, se não se deixar manipular.
Lembram - se do que aconteceu com os actuais governantes?
A SEMANA REVISITADA
A SURPRESA JUNCKER ...
O discurso de apresentação é aliciante e motivador e os propósitos virtuosos, no que à recredibilização da U.E. e do espaço europeu diz respeito.
Feitas as despedidas e os elogios protocolares à Comissão Barroso, destaca - se a demarcação de uma linha POLÍTICA, desaparecida da Comissão anterior.
Se a ofensiva, o discurso e a demarcação política forem para a totalidade da zona euro com uma frente anti-austeritária, esperam - se as reacções de Paris e Berlim, os rostos da globalização anti-social numa Europa que pretendem pragmática, funcionária e despida de qualquer laivo de políticas de coesão social que se idealiza como resultante das leis do... Mercado.
Flexibilização, pede Juncker, quando queria e deveria ter dito INTELIGÊNCIA,
" Ou conseguimos que a Europa se debruce sobre os grandes problemas ou falhamos o nosso projecto... " é o retomar dos objectivos que estiveram na origem e nos desígnios expressos da sua formação. Menos que isso é trair as metas de coesão num espaço que será equilibrado, social e económicamente ou uma...FRAUDE, democrática.
...E A DECEPÇÃO BARROSO
Li o artigo auto - proclamatório do ex - presidente da Comissão europeia e pasmei - me com a pretensiosa apropriação de que se permitiu apregoar dos poucos, escassos êxitos que a Burocracia da U.E. conseguiu durante o seu mandato.
Além de feio, reforça uma oblíqua interpretação do papel que desempenhava num posto que deixou esvaziar de competências e prestígio, ocupado, à vista de TODA A GENTE, pelo Conselho europeu e... pelo BCE, telecomandados pelo eixo franco - alemão.
Barroso tornou - se, com prazer visível, no... mestre de cerimónias e não se deu conta disso?
sábado, outubro 25, 2014
EMPATIAS... MUITO RECOMENDÁVEIS
Clara Ferreira Alves
"D' A ESTUPIDEZ DO PRIVILÉGIO "
A frase é da Pluma Caprichosa, um espaço imperdível na Revista do Expresso, que semana a semana nos sacode do torpor de ideias não-feitas e desafia - nos a REFLECTIR.
Em mim, pelo menos, já tem de há muito o efeito particular de me fazer sentir menos só nos meus uivos, por aqui...
Debruçado sobre a Pluma de hoje, recorro - me à única inanidade, que quero acreditar poética, de um dos meus pensadores malditos e bemquistos de seu nome Almada Negreiros, quando verberava no sanguíneo luso, no seu fabuloso ( a pobreza das palavras...) poema Narciso do meu ódio, o desvirgamento pátreo que a mestiçagem sexocolonial trazia à pureza rácica dos egrégios doers que deram novos mundos ao mundo.
Almada desconhecia a genética e os benefícios hoje descobertos pela Ciência da troca de fluidos cromossómicos na evolução do sapiens e a doideira resultante da atávica e conformista consanguinidade psicossocial, num país que nunca passou dos 11 milhões entre naturais (?) e imigrantes.
Nós, os caboverdianos, também desconhecíamos, então, dessas ciências, mas sabíamos por experiências próximas, localizadas numa das nossas ilhas - o Fogo - das consequências dos cruzamentos próximos dos naturais na tentativa canhestra de manutenção da caucasiana tez, de maioria europeia, associada a virtualidades tidas como (passe o pleonasmo...) socialmente virtuosas em contraponto com as demais numa resistência feroz da manutenção do regime esclavagista praticada pela fidalguia menor vinda, voluntária ou coercivamente do Continente europeu.
" Foguêro ê dodu " - O natural da ilha do Fogo é maluco - era uma designação, preconceituosa, paradoxalmente genuína é certo, dos naturais da ilha, conhecida por todo o arquipélago. Eles atribuem o eventual desiquilíbrio psico-social ao vulcão que os encima.
A matriz, escalpelizada pela Pluma Caprichosa, sustentou ad retro, uma realidade histórica que se em Cabo Verde teve uma importância folclórica e brejeira, choca - nos, a nós, os imigrantes caboverdianos, a mim, cuja abominação do autoritarismo é quase uma segunda natureza, aliás própria dos ilhéus, encontrar esse " cobarde compromisso com a iniquidade que faz fraca a forte gente... " de que fala a C.F.Alves. num povo do qual só nos ensinaram os Cabrais, os Gamas, os Afonsos, os Braganças, os Camões e... Salazar, o salvador da Pátria.
O QUE É QUE ACONTECEU?
Eu sei, vivo - o desde 1968, quando aqui aterrei. Assim como sei o que se deixou fazer e... não fazer, como parte activa e quase sempre atento e... informado, como obriga a todo o cidadão da República.
O problema, ainda não resolvido é o QUE FAZER com essa informação, das tais que, semanalmente e ainda felizmente, entre outros, a Pluma Caprichosa nos desafia.
sexta-feira, outubro 24, 2014
PORCA MISÉRIA
UM PÂNTANO VISCOSO...
... se abateu sobre o país desde que os meus concidadãos se deixaram enredar na mais manhosa articulação do discurso político que há memória em Portugal e guindaram ao Poder este atraso de vida que o governo actual protagoniza.
Salazar, o nosso ditador doméstico, desdenhava da democracia com uma fundamentação pragmática - os eventuais eleitores, estruturalmente analfabetos, pouco saberiam cuidar dos próprios interesses quanto mais das virtuosidades da Coisa Pública. No fim de contas, seria ter incompetentes a decidir da competência das elites.
Essa seria, num debate ainda não totalmente encerrado, que as recorrentes batotas pós - eleições testemunham da actualidade e urgência de reabertura das conversas acabadas até novas eleições, numa reformulação e renovação do regime, a sua maior fraqueza e, paradoxalmente, a maior força da Democracia, como governo da maioria expressa livremente.
Tendo em conta os exemplos históricos que abundam e reforçam o desafio, o que se passou na maioria absoluta - Governo, Assembleia da República, Presidente da República e..., por pouco, a Justiça - que governou Portugal nos últimos anos, mais premente se torna adequar o regime de uma salvaguarda, melhor, que este termo é nebuloso como se descobriu agora, de um enquadramento jurídico e processual sem interpretações dúbias, que o proteja dos salteadores semânticos e não só.
Nenhum voto de censura política lançado à Coligação da Direita a fez vacilar nos seus propósitos, hoje se sabem velados (???), já que nenhuma racionalidade política os sustenta e dá fundamentação - os resultados proclamam - no, ad nauseam .
Estamos perante um impasse em que o último julgamento a fazer terá de ser a apreciação ética e no limite, moral, desta Coligação política e de todo o seu suporte.
A última absurda leviandade dada à luz, e aqui remeto para o meu post anterior dada a pertinência, tem o nome IRS, uma salganhada fiscal, como já foi denominada, que da manhosa complexidade retira dividendos em prol de interesses outros, sob a máscara de benefícios aos cidadãos.
A intencionalidade (re)velada remete - nos, sem rebuços, ao campo moral, e será nesta perspectiva que todos os actos governamentais terão de ser ajuízados a partir de agora, já que a máscara da dissimulação caiu, DE VEZ.
... se abateu sobre o país desde que os meus concidadãos se deixaram enredar na mais manhosa articulação do discurso político que há memória em Portugal e guindaram ao Poder este atraso de vida que o governo actual protagoniza.
Salazar, o nosso ditador doméstico, desdenhava da democracia com uma fundamentação pragmática - os eventuais eleitores, estruturalmente analfabetos, pouco saberiam cuidar dos próprios interesses quanto mais das virtuosidades da Coisa Pública. No fim de contas, seria ter incompetentes a decidir da competência das elites.
Essa seria, num debate ainda não totalmente encerrado, que as recorrentes batotas pós - eleições testemunham da actualidade e urgência de reabertura das conversas acabadas até novas eleições, numa reformulação e renovação do regime, a sua maior fraqueza e, paradoxalmente, a maior força da Democracia, como governo da maioria expressa livremente.
Tendo em conta os exemplos históricos que abundam e reforçam o desafio, o que se passou na maioria absoluta - Governo, Assembleia da República, Presidente da República e..., por pouco, a Justiça - que governou Portugal nos últimos anos, mais premente se torna adequar o regime de uma salvaguarda, melhor, que este termo é nebuloso como se descobriu agora, de um enquadramento jurídico e processual sem interpretações dúbias, que o proteja dos salteadores semânticos e não só.
Nenhum voto de censura política lançado à Coligação da Direita a fez vacilar nos seus propósitos, hoje se sabem velados (???), já que nenhuma racionalidade política os sustenta e dá fundamentação - os resultados proclamam - no, ad nauseam .
Estamos perante um impasse em que o último julgamento a fazer terá de ser a apreciação ética e no limite, moral, desta Coligação política e de todo o seu suporte.
A última absurda leviandade dada à luz, e aqui remeto para o meu post anterior dada a pertinência, tem o nome IRS, uma salganhada fiscal, como já foi denominada, que da manhosa complexidade retira dividendos em prol de interesses outros, sob a máscara de benefícios aos cidadãos.
A intencionalidade (re)velada remete - nos, sem rebuços, ao campo moral, e será nesta perspectiva que todos os actos governamentais terão de ser ajuízados a partir de agora, já que a máscara da dissimulação caiu, DE VEZ.
terça-feira, outubro 21, 2014
DA CORRUPÇÃO POLÍTICA
PORTUGAL, UMA ROTUNDA SEM ESCAPATÓRIA?
Tarda o abate do maior embuste governativo que se viu pós - Abril...
Se à Política se exige uma ordenação jurídica, burocrática q.b. que contemple as regras do funcionamento da sua administração prática, aos poucos se vai descobrindo que o veículo da sua corrupção, que fatalmente irá atingir todas as estruturas que ela engloba, está, exactamente, na Burocracia, na sua organização jurídica global, que quanto mais complexas, reflectem o grau e o nível da degradação ética de um Estado, de um país.
As sucessivas tentativas feitas por este Governo nas suas três figuras de proa, nomeadamente o primeiro - ministro, o sub - primeiro ministro e o Ministério das Finanças, de Gaspar a Albuquerque, nos sucessivos Orçamentos de Estado apresentados à votação, têm sido exemplos acabados do que se crê ser possível fazer na interpretação ou torneamento do quadro jurídico português.
O exemplo oferecido por este governo tem potenciado uma corrupção generalizada do entendimento do cidadão sobre a LEI, contribuindo objectivamente, com o fecho dos tribunais, para a reserva da sua interpretação viciada pelas sociedades de advogados a soldo de interesses poderosos, poluíndo uma máxima essencial da política democrática - a Justiça.
A simulação, o mascaramento, a chico - espertice, a MANHA, estão, em todo o seu esplendor, neste último Orçamento apresentado.
Nós sabemos e conhecemos a cara de pau com que a troyka portuguesa se apresenta perante os nacionais e conhecemos o rosto que afivelam perante os chefes, lá fora.
Se se acrescentar, num outro ângulo, o programa político com que se apresentaram ao escrutínio dos portugueses pela voz de Passos Coelho, e a rapidez com que foi metido na gaveta uma vez alcançado o poder, resumindo o papel do Governo ao de uma subrepartição ultra - zelota da Super Burocracia europeia, contaminando objectiva e anti - democráticamente a última e em essência, definitiva, marca do tecido democrático - as eleições, traçaremos um seu quadro normativo a seguir até finar.
Este governo nunca governou. Quem se lembra do nome dos Ministros? Geriu e incompetentemente as directrizes recebidas. Nunca cumpriu nenhum objectivo a que se propôs, o que a U.E. sabia que não era possível. O que interessava era o recrutamento e obteve - o, com sucesso.
Farão companhia ao Gaspar e outros num papel em que, d'aqui, estão a obter um reconhecimento conciliar lá fora.
Se isso não reclama de uma subversão, de uma corrupção generalizada que da política se liga a negócios que este governo vai fomentando, pela pulverização patrimonial, onde irão morar os tranquilamente os ex - ministros, num Estado onde há ( haverá? ) criminalização contra os lesa-património nacional, já não sei do significado de CORRUPÇÃO POLÍTICA.
Tarda o abate do maior embuste governativo que se viu pós - Abril...
Se à Política se exige uma ordenação jurídica, burocrática q.b. que contemple as regras do funcionamento da sua administração prática, aos poucos se vai descobrindo que o veículo da sua corrupção, que fatalmente irá atingir todas as estruturas que ela engloba, está, exactamente, na Burocracia, na sua organização jurídica global, que quanto mais complexas, reflectem o grau e o nível da degradação ética de um Estado, de um país.
As sucessivas tentativas feitas por este Governo nas suas três figuras de proa, nomeadamente o primeiro - ministro, o sub - primeiro ministro e o Ministério das Finanças, de Gaspar a Albuquerque, nos sucessivos Orçamentos de Estado apresentados à votação, têm sido exemplos acabados do que se crê ser possível fazer na interpretação ou torneamento do quadro jurídico português.
O exemplo oferecido por este governo tem potenciado uma corrupção generalizada do entendimento do cidadão sobre a LEI, contribuindo objectivamente, com o fecho dos tribunais, para a reserva da sua interpretação viciada pelas sociedades de advogados a soldo de interesses poderosos, poluíndo uma máxima essencial da política democrática - a Justiça.
A simulação, o mascaramento, a chico - espertice, a MANHA, estão, em todo o seu esplendor, neste último Orçamento apresentado.
Nós sabemos e conhecemos a cara de pau com que a troyka portuguesa se apresenta perante os nacionais e conhecemos o rosto que afivelam perante os chefes, lá fora.
Se se acrescentar, num outro ângulo, o programa político com que se apresentaram ao escrutínio dos portugueses pela voz de Passos Coelho, e a rapidez com que foi metido na gaveta uma vez alcançado o poder, resumindo o papel do Governo ao de uma subrepartição ultra - zelota da Super Burocracia europeia, contaminando objectiva e anti - democráticamente a última e em essência, definitiva, marca do tecido democrático - as eleições, traçaremos um seu quadro normativo a seguir até finar.
Este governo nunca governou. Quem se lembra do nome dos Ministros? Geriu e incompetentemente as directrizes recebidas. Nunca cumpriu nenhum objectivo a que se propôs, o que a U.E. sabia que não era possível. O que interessava era o recrutamento e obteve - o, com sucesso.
Farão companhia ao Gaspar e outros num papel em que, d'aqui, estão a obter um reconhecimento conciliar lá fora.
Se isso não reclama de uma subversão, de uma corrupção generalizada que da política se liga a negócios que este governo vai fomentando, pela pulverização patrimonial, onde irão morar os tranquilamente os ex - ministros, num Estado onde há ( haverá? ) criminalização contra os lesa-património nacional, já não sei do significado de CORRUPÇÃO POLÍTICA.
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