segunda-feira, novembro 20, 2017

O ASSÉDIO...etc (2)

(continuando)...

No jogo da sedução, as regras cumprem - se e o reconhecimento do NÃO definitivo, também. Quem avançar para além desta linha vermelha arrisca - se, hoje, ao opróbrio público.
Contudo...

- Queres vir, querido?, solicita, não necessáriamente,a prostituição, a liberdade, a abalar a normalidade da norma, passe a redundância, remetendo o assédio a uma exterioridade outra em que a garantia do sim, por um preço, ou por uma vontade expressa, explicita o consentimento soberano do corpo. Nenhum sinal, que não seja a linguagem corporal, verbalizada ou não, e a topografia do reconhecimento do contexto obstam ao recolhimento das regras.

A confusão estabelece - se, em contrabando, nessa desordem, que a ambiguidade dos contextos criados unilateralmente na presunção de sucesso, circunstancia.
Por outro lado, nessa exposição sem regras a não ser as determinadas pelo consentimento, pela emulação pessoal, sobra espaço para o voluntarismo amoral, imoral ou pornográfico, uma libertinagem que se auto - justifica atrás de uma cândida figuração vitimizada que se pretende sem consequências e onde cabem todas as perversões que o individualismo libertário concede, mesmo que inseridas no esvaziamento e desestruturação do conceito.

Confundir a pedofilia e a violação autorizada ou não, com o marialvismo, com o juanismo militante é uma aldrabice, uma patranha e uma estupidez que, em vez de limitar os estragos só os embrutece, à luz de um esclarecimento social numa matéria policromática que a besteira de rebanho tem acefalizada, nos Media e nas redes sociais em tons de branco e negro.

Sempre existiram, de braço dado, a normalidade, os tabus e as determinações sociais que a determinam. O Levítico abominava a homossexualidade masculina e na ignorância da feminina, lançava à fogueira os sodomitas, sem que lhe subissem os ânimos na abordagem pedófila. Outros tempos outros modos e eis - nos em Sodoma, reloaded, melhor, num continuum a que só franjas minoritárias nas sociedades ocidentalizadas lançam um olhar mais atento, de repulsa.

Neste quadro movediço de comércio de favores sexuais, se, por um lado se acentua e se vitoria a luta pela conquista do espaço público pela mulher na exigência da sua formatação adequada aos seus interesses físicos e outros, um espaço virtuoso, onde os caracteres naturais do macho se desvanecem em civilidade, desenrola - se paralelamente, atrás do espelho público um outro mundo do qual se espera impunidade e... ignorância.
Se por um lado na luta pela libertação erótico/sexual do feminino está patente uma componente de supremacia, de poder decisório sobre o corpo, a subalternidade daí resultante, na linha do natural ( não há violações na Natureza, I presume... ) para o masculino, no primeiro e ulteriores passos, atira -nos para um crescendo revolucionário em que esses e outros eventuais privilégios mudariam de ... género.

Só que, desconfio, que o auditório, fascinado pelas aparências de, há pelo menos vinte anos, dadas à costa em Holywood e que se viruliza pelo mundo violado e abusado, está a dormir.
Ou isso ou estaremos a ser, depois do " altíssimo nível de limitação dos nossos impulsos ", educação, chamar - lhe -ia, de um campo de nudistas do século passado, dessexualizados, impunemente.

sábado, novembro 18, 2017

O ASSÉDIO, OS EUNUCOS e o P.C.

QUE FUTURO?
HERMAFRODITISMO  ou...


                                                  SALIGER, julgamento de Páris

A luta pela dignidade e liberdade dos povos está a descambar, em plano inclinado, do colectivo para as tiranias da intimidade projectadas, em estrondo, na falsa placidez dos costumes.

Se já não chegasse a estupidez e o cretinismo agudo feitos virtudes à boleia da guerra dos sexos, que uma militância lésbica vai introduzindo em contrabando na justa luta do humano, singularizando - a, eis - nos atirados a uma nova formulação do odioso masculino - o ASSÉDIO SEXUAL.

O ASSÉDIO, a importunação tout- court, mais não é do que um dos traços distintivos do vivente, plantas, animais e humanos. Todos nós assediamos e sem o assédio sexual a vida, pura e simplesmente desaparece, pelo menos numa das suas características mais notáveis e... aprazíveis.
A abordagem pessoal, no preâmbulo de qualquer tipo de relacionamento, sexualizado ou não, terá sempre a marca distintiva dos actuantes, como distintos serão os seus carácteres e o seu temperamento e distintas as recepções dos seus alvos.

Atentemos...
Quantos casais e quantos felizes casados e namorados existiriam por aí se, à primeira nega dele ou dela, se afastasse o assediante ao primeiro enfado?

O não, sim, talvez... sempre fizeram parte do jogo da sedução, hoje em abominação. Sim eu sei, o que se deplora serão os avanços físicos, os apalpões e os toques SEM CONSENTIMENTO. Acontece que isso não faz parte do jogo, a pressão psicológica sim, definitivamente e... entre adultos, na plena posse da sua Razão.
Não beijar na primeira saída atira - nos para a exclusão do sexo que a mulher séria estampa e o cavalheiro agradece, mesmo que contristado.
Que digo eu?
Os julgamentos históricos são sempre feitos no " fio da navalha ". Julgar o passado com os parâmetros actualizados, adquiridos da avaliação ética ou moral que a nossa evolução humanista permite, incorre em desbragamentos políticamente correctos que pouco devem já à racionalidade com que os nossos pensadores da condição humana nos conduziu até aqui.

( a continuar... )


quinta-feira, novembro 16, 2017

CAOS

EU PECADOR ME CONFESSO..., ATÓNITO!



No turbilhão da nossa contemporaneidade, que o meu ainda não desfalecido olhar, em maravilhamento perplexo com a espécie contempla, nada me tem sido tão perturbador como a deserotização do feminino e, por contraste que não oposição, com a efeminização do masculino, a par da dessacralização da sexualidade humana.
O meu despudor estampado a uma veneração, dantes íntima, atesta - o na imagem compartilhada de uma geração sacrílega.

Da possibilidade, como condutora, sem freios, da individualidade feminina, liberta, desafiante, cínica e literalmente despudorada e esvaziada do mistério mítico da aproximação, da descoberta e do fascínio, opõe - se a destruição do olhar reverente, hoje profano, sobre a mulher.
Rompido o véu físico e metafórico à luz fria da exposição contundente e adversariante da posse hoje reencontrada como dona e senhora do seu corpo e do seu espírito, as  nossas companheiras encetaram um caminho, não já convergente mas paralelo ao nosso.

E não é de hoje a pulsão...

" Eu recordava a sua cona imensa, generosa, uma das conas mais peludas que eu tinha visto na vida; os pêlos não só eram abundantes, como compridos, e , no centro daquela cabeleira, como que penteada com risco ao meio, sobressaía um clitóris em forma de tacão de sapato tão grande como o meu dedo gordo. Durante todo o jantar fiquei a imaginar aquela cona. Mas quando chegámos a casa e ela se despiu, oh desolação! aquela espessura sagrada tinha - se convertido numa superfície lisa, absolutamente pelada, com um certo tacto de frango depenado. Meu Deus! - gritei. Ela olhou para o monte de Vénus, mole, como que muito ufana da sua obra. Raparam - mo. Gostas? É mais agradável (... ) Usa - se muito - disse - me ela orgulhosíssima da paisagem lunar " -  José Maria Álvarez, La esclava instruída

segunda-feira, novembro 13, 2017

NÃO HÁ VOLTA A DAR

O SACUDIR A ÁGUA DO CAPOTE...

...É UM DESPORTO NACIONAL...
...Como o é em todas as paragens do planeta onde a justificação dos actos por inerência ou as suas ausências são trazidos ao escrutínio das comunidades.
Este gesto encontra sempre, na sua angelização, a montante, a sua justificação. Levado à sua demonstração última chegaria a Adão.

Um acto feio e quanto maior o " pecado " e a sua  responsabilização, pior.
Sem querer alongar - me pelo tempo e espaço com exemplos por este mundo fora para o caracterizar como um humaníssimo traço do nosso carácter e atendo - me ao exercício nacional dessa prática, seria melhor chamar - lhe um reflexo, este mau hábito, por mais rotineiro que seja em Portugal em todos os escalões da sociedade, merece censura.

Posto isso e a propósito dos novos títulos dos Media e do frenesim que se lhes seguiu com a estória do jantar tecnológico da WEB SUMMIT no Panteão Nacional, ninguém em Portugal acreditou no aguaceiro provocado por tanto capote sacudido, após a revelação da indignação popular pelo desassossego dos nossos ilustres defuntos em tão sagrado lugar.
Do Governo à Presidência da República ninguém pareceu saber do agendamento do repasto, pior, ninguém o atalhou em reprimendas.

Bodes expiatórios em sacrifício? É preciso ter lata. Deixem a Directora em paz, que apesar de tudo, também não é inocente, foi burrocrata simplesmente, e... ponham trancas à porta. Ponto final!



terça-feira, outubro 31, 2017

CATALÓNIA

AUDACIOSO MOVIMENTO POLÍTICO



...Do chefe do Governo catalão na sua deslocação à sede da U.E.
Quando o inesperado se intromete na História, a realidade, que as condições objectivas, o statu quo, nos coloca e aos povos e aos Estados, tende à sua rejeição. Um acto reflexo que à interiorização do elemento forasteiro oferece resistência, tão tenaz como a determinação alienígena.

Nada disso porém se aplica ao caso catalão, à História catalã e tampouco à História comum partilhada com o Estado espanhol. Nada é inesperado, nem mesmo a urgência radical da liderança da Generalitat de Puigdemont. Os dados estiveram sempre na mesa, a Catalunha nunca abandonou o jogo, a aspiração a um Estado independente.
A História é memória suspensa nos temporáriamente vencidos e esquecimento imperdoável nos vencedores. Suscita - a a luta pela justiça, guarda - a em compêndios empoeirados a arrogância.
Nenhuma dialéctica negativa poderá interromper este continuum; quando muito, abranda - o...

Um acto reflexo, pavaloviano, que vai em crescendo de radicalização no tratamento de um problema político como criminal, foi a resposta do Estado espanhol.

Essa foi a resposta antevista quando, mutatis mutandis, se questionava por aqui, no rescaldo das resistências ferozes que líderes estrangeiros ofereciam às tentativas de auto - determinação democrática dos seus povos, durante a Primavera Árabe e mormente em relação ao líder sírio Hassad que enfrentava uma resistência armada, uma guerra civil.
A pergunta era - O que fariam os Estados Ocidentais face a dissidências, hoje?

Engana - se a Europa ao pôr - se de fora na intermediação sob o argumento, que se pretende louvável políticamente, de respeito pela soberania espanhola.
Tenho por mim que a contenção, a prevenção de conflitos mais sérios, que uma mediação amenizaria seria mais relevante que a ausência pública desse debate.
Puigdemont também assim o pensou e  a pressão política que levou à Casa Europeia foi genial.
Saibam as lideranças europeias olhar para além da espuma das coisas...

segunda-feira, outubro 30, 2017

NO KISSES...

... JUST HARD WORKING



Enquanto os MEDIA procuram manter acesa a intriga sobre o desenlace institucional com o presidente da República a geringonça passa...




sexta-feira, outubro 27, 2017

D'O JULGAMENTO MORAL E... JUSTIÇA

J' ACCUSE!




Nenhum ser humano, na plena posse das suas capacidades racionais, estará livre de julgar, tomado em toda a sua compreensão e extensão, sem ser com todo o peso da sua história, das suas experiências pessoais ou de próximos, das suas memórias, das suas idiossincracias, das suas aversões e das suas simpatias, NENHUM!
O que deveria distinguir o julgamento pelo Estado através da aplicação pelos juízes e juízas das suas leis, enquadrar - se - ia numa pseudo neutralidade decisória que no balanço analítico das provas e da sua refutação, equilibraria, racionalmente, à luz da legislação, a sentença, pretensamente tão neutra como a intenção presumida dos legisladores.

Supôr que o quadro legal de qualquer nação estaria livre de considerações moralistas seria antepôr um véu de Maia entre o presente e o passado numa refutação esdrúxula da base de qualquer LEI, tanta a terrena como a divina. Seria apagar todo o imaginário nacional ao longo da fermentação das suas regras de convívio social.

Quando para além da menção dos artigos violados no âmbito de uma acusação se faz uso de considerandos moralistas e , quer se queira ou não, tradicionais no Senso Comum e hoje sublimados no processo de domesticação do sapiens, pretende - se obter uma cumplicidade empática com uma decisão entre dois males - o adultério, e a violência como resultado humanizado face à traição.
Como reagiria a maioria dos, no caso, homens, perante essa situação?

Em consciência, e o juízo é sempre uni-pessoal, se condeno porque há - de a Lei absolver, se absolvo a vítima porque há - de a Lei condená - la?
Se considero mais grave o adultério que a reacção violenta faço justiça e absolvo a violência, num caso de legítima defesa, num caso de HONRA.
Honra, essa palavra caída em esquecimento e varrida do panorama social onde vigora a amoralidade, a indiferença sobre valores outrora charneiras no relacionamento humano.
" Uma mulher adúltera é uma pessoa falsa, hipócrita, desonesta, desleal, fútil e imoral "

Este é o quadro intimidatório que em cada julgamento se materializa em quem julga. Fácil é o julgamento sem juízos morais apesar de implícitos e não expostos, verbalizados.

A despessoalização exigida no julgamento pelo Estado configura - se a esta luz como uma violência pessoal.
Eu condeno o adultério tout - court e sou ateu. O cidadão Joaquim Neto e a cidadã Maria Luíza Abrantes também. O que nos distingue para lá da liberdade de emitir esta opinião públicamente? - As margens que as nossas condições permitem. As minhas, são pessoais e eventualmente auto - impostas, as deles não o serão, definitivamente.

domingo, outubro 22, 2017

O " ANTIPÁTICO "

                                                             
                                            António Costa, Primeiro - Ministro de Portugal

A irracionalidade ou a urgência do racional, a Emoção que não a frieza e cabeça fria, a lamentação inane que não a acção concertada e reflectida, o choro que não a solidariedade efectiva, a Empatia que não a Confiança na relação positiva e pragmática, perante a devastação que atingiu Portugal, seriam as " receitas " meritórias que o político deveria abraçar, para escapar à, aparentemente, crítica que se almeja ser demolidora à sua postura perante o quadro político e físico que enfrentou.

" Será um homem sensato aquele que, para decidir se um homem está em paz ou guerra consigo próprio, liga mais às palavras do que aos actos? - Demóstenes

O apelo à Emoção à flor da pele, ao coração, aos instintos, à auto - compaixão será sempre a arma dos populistas tenham eles as cores que tiverem e os cargos que exercem.
Redenções, pedidos de desculpas confessionais, apelos sebastianistas foram a postura do faduncho a que respondeu a resistência da intervenção, que se impôs.

Não comungo, de maneira nenhuma, com o teor das críticas ao P.Ministro, para lá do seu carácter estritamente político e institucional, que acreditam criar uma maré de " estados de alma " que ofusque a racionalidade analítica do desempenho deste Governo.
O caminho populista, que com todas as " nuances " empáticas e talvez, inadvertidamente, o Presidente da República encabeça como referência voluntária ou não, na criação de " factos políticos " que estão marcar a agenda, mediática, por ora, é um mau sinal... Quem não está a entender isto não está a perceber o que se está a germinar pelo país pós - Pedrógão...


Vergonha, sim, toda a gente é livre de a sentir como sentimento banal, com ou sem sustentação e eu também a sinto por ter contribuído, pela parte que me toca, com o meu silêncio impotente, então, sobre o conhecimento que ia obtendo do " fogareiro " em que, inevitávelmente o país se transformaria um dia, na denúncia do tipo da mancha verde demoníaca que na época começava a nos encher de orgulho e... euros.

Porém, nunca lembrou a ninguém nos USA, com as Torres Gémeas, em Espanha com Atocha, em Londres com a Grenfell Tower e por aí fora, concluir, tão ligeiramente e envergonhado até à medula, pela incapacidade do seu país em defender o seu território e as suas gentes.
A incúria foi também e, na minha opinião, nossa e depois da casa arrombada as lágrimas de crocodilo inundam o país mediático num atroz cinismo pelo país que só nos últimos tempos lhes foi dado a conhecer.
E já que estamos numa de teleologia, estão eles, cuido que é tempo de um Nacional MEA CULPA e estarmos mais atentos.

E socorro - me ainda do velhinho Demóstenes para acabar - Parece - me que o bom cidadão deve preferir as palavras que salvam às palavras que agradam - disse ele e eu, entretanto, prefiro ouvir as palavras e acções do Governo e escrutiná - las, RACIONALMENTE.

sexta-feira, outubro 20, 2017

EUREKA!!!

DESCOBRI!!!!

PORTUGAL ESTÁ EM COMBUSTÃO ESPONTÂNEA






DOUTRA MANEIRA...

Como me explicam a deflagração de perto de 500 incêndios num Domingo às seis da manhã?
E dos perto de 200 em Pedrógão em Junho?

Que diabo, se foi do calor as estepes alentejanas e os pinhais e eucaliptos de Setúbal não arderam ESPONTÂNEAMENTE porquê?

O povo português, aquela gente que viu os incêndios, ou seja, nós, perdeu a confiança no Governo, decreta Pacheco Pereira, na Quadratura do Círculo, ante o ar compungido e lacrimejante de Lopo Xavier perante a " frieza "do azougado Governo, vulgo António Costa, com tanto calor que por aí vai e que o Presidente Marcelo vai soprando por onde passa.

BULSHIT!

E porque é que isso aconteceria no wishful thinking desses dois comparsas da Direita? Porque, pelo que ouvi, o Governo não foi capaz, de Junho a Outubro, de limpar as Matas Nacionais, de mandar abater toda a roupagem verde com que as populações do interior enfeitam a zona circundante das habitações e fábricas, de não ter demitido toda a incompetência dos serviços dos Bombeiros, e do SIRESP mais as dos Serviços da Protecção Civil, e..., principalmente ter sido INCAPAZ de mimar o Presidente na sua campanha facebookiana pelo país. Longe de mim o cinismo mas tanta emoção e amor a rodos já me está a pôr de pé - atrás.
Sigamos pois o raciocínio orientador e pouco subtil dos anti - geringonça; se o povo perdeu a confiança no P.S e nos seus parceiros, de quem, com algum maquiavelismo, Marcelo exige a colagem responsabilizante das desgraças, não deverá votar neles nas próximas eleições. Um recado com cara de comentário e uma orientação política com cara de objectividade de análise.

Estaria a ser difícil à Oposição engolir a perspectiva longínqua de voltar ao Poder sem que houvesse uma alteração substancial à realidade respirável dos dias de hoje, pelo que será preciso deitar mãos, para além dos procedimentos transparentes como a moção de censura ao Governo apresentado pelo CDS, aproveitamento político mesquinho mas legal, a chamada à mobilização dos ilustres e... singularizar

500 focos de incêndio em simultâneo; COMO FOI POSSÍVEL?

ESSA TERÁ DE SER A PERGUNTA DOS PORTUGUESES, para além das responsabilidades a assacar ao Estado no apoio rápido e eficiente a todas as vítimas dessa barbárie.







quarta-feira, outubro 18, 2017

ATENÇÃO, ANTÓNIO!

A DIREITA ESTÁ EM DESESPERO...

... E QUER A TUA PELE

A semvergonhice da Direita portuguesa está a um passo do paroxismo e histeria emocional e está a tornar - se perigosa.
Sem tirar um vírgula ao que tenho dito sobre o assunto dos incêndios deste ano e lembrando - me do Verão Quente de 1975, constato um upgrade concertado de cerco a esta solução governativa por parte de todo o universo anti - geringonça.
Perante a impotência política e sem retórica contra os sucessos obtidos estão a dar formas concretas ao Diabo do Passos. NUNCA, mas nunca, os fogos estiveram tão próximos das populações e nunca, mas nunca a incompetência foi tão visível. Como não acredito em coincidências... aceito a teoria de conspiração de que o propósito de tudo o que está a acontecer no terreno é claro - enfraquecer o governo e fazer - nos esquecer dos seus sucessos.

Ora, aí está a cavalgagem da desgraça das populações, atingidas miserável e asquerosamente, pela infâmia e pouca -. vergonha do PSD e do CDS.
Para já, e eu tinha avisado, deram razões ao Marcelo, como se disso precisasse, para mostrar a face num discurso cheio de ambiguidades e solicitações à guerrilha. A posição, aparentemente ambígua do P.C.P. também está a ajudar à festa e disso terá de ter consciência, não desfalecendo na segurança do Governo contra a Oposição.

Para já, conseguiram a demissão de uma ministra do Governo. Se políticamente, para o Governo, que não como resposta aos gritos dos Media, do Presidente e da Oposição, seria um passo a dar dada a fragilidade política exposta da Ministra, por outro deu esperança a que se atreva hoje a pedir a demissão do Governo por parte do PSD, de uma moção de censura encorajada, entrelinhas pelo Presidente da República por parte do CDS e a um, oh céus! acabrunhamento do ex - primeiro - ministro, P. Coelho, a morrer de vergonha pelo país...

Os dados estão lançados e a parada da Direita é alta e não hesitará nos passos que serão necessários - se o tempo quente e seco continuar e aproveitando a " ameaça " de Marcelo, voltaremos a ter uma desgraça que lhe dará o alibi para dissolver a Assembleia da República.

Posto isto, António, põe - te a pau!

terça-feira, outubro 17, 2017

D' O IMAGINÁRIO SOCIAL

... E... PROJECÇÕES INTERESSEIRAS OU...

... POUCO AVISADAS,...

... PELO QUE...

... " DEIXAREMOS O MUNDO TÃO TOLO E PERVERSO COMO O ENCONTRAMOS " - VOLTAIRE


Ganhou -se o hábito da confrontação de opiniões pretéritas e contextualizadas sobre realidades analisadas por personagens da vida pública e publicável da sociedade política e intelectual portuguesa ( a coisa vai mais além... ) com as actualizações que a realidade de hoje impôs nos novos contextos históricos, políticos ou sociais, pelo silêncio ruminativo ou verve desbragada.

O desmerecimento que a " falsidade " pretérita e, ou, a interpretação errónea dos factos, a par da sua permanência temporal como valor ou desperdício opinativo, não acrescenta, para a esmagadora maioria dos casos, consoante a importância factual ou projectado do assunto ou personagem em análise sobre os quais se emitiram pareceres e opiniões, nenhuma desvalorização de carácter para a maioria esmagadora dos casos, nem para os visados, nem para os factos.

Dito isto, que não passa de uma, quiçá, presunção, e reportando - nos, saindo do geral para o particular, à Política e aos seus sujeitos e predicados, a banalidade acima referida de juízos desavisados não passa senão da aplicação inferida de um comportamento... humano.
Não se trata aqui da relativização de uma Verdade mas de uma hermenêutica sincrética de reflexão que é comum a cada um de nós.

A posse de todos os dados, melhor, a ausência dessa acumulação de informação, obriga, necessáriamente, à falha parcelar que outros, entretanto, e por outros caminhos, vão preenchendo, empírica ou racionalmente e sobre isso fazem o seu juízo. Senso Comum, é o derivativo imaginário daí resultante.
Como todo o Conhecimento é, ABSOLUTAMENTE, parcelar, como parcelares e singulares as organizações mentais de tratamento de informações para cada um de nós perante as nossas vivências memorizadas, interesseiras e invocadas à medida das nossas necessidades projectáveis, os juízos que a cada FACTO formulamos será sempre pessoal e único.

" O que escreveste num tweet passado " ou.... " Em tempos dizias que... " enquadra - se no âmbito desta reflexão, para concluir que a coerência temporal é, terá de ser uma anormalidade, não só intelectual como vital, no nosso posicionamento racional e biológico para com os FACTOS. E se levada a extremos conduzirá à extinção da espécie, de todas as espécies, as racionais e às outras.

Uma inteligibilidade de " achados " marca o nosso percurso - Eu acho, tu achas... - , não só os da Ciência como os do racionalismo biológico, vulgo Senso Comum, e massifica o carácter da espécie.

DERIVANDO...

Nada, como a crónica de Clara Ferreira Alves na revista do Expresso último, sob o título - O julgamento de Sócrates - para exemplar, pretensamente, o meu juízo.
Para o caso, juízos feitos de achados a que a singularidade de um encontro ocasional, fortuito e de interpretação facial sincrética, PESSOAL, acrescenta toda uma caracterização justificativa de um trajecto, na linha das negatividades, então pressentidas.

Acontece, que no " caso " Sócrates, como em qualquer outro, numa Democracia, o " achar ", a referência do Senso Comum, não pode, num Estado de Direito, estar presente num julgamento. A verosimilhança de Verdade, intuída pelo S.C. ( leia - se Senso Comum ) é e terá de ser uma treta e como tal assim tratada por qualquer Juíz ou Juízes que sobre o caso venham a deliberar sobre a culpabilidade ou inocência do ou dos arguidos.

Ou isso ou então... será, de facto, TODO O REGIME que estará a julgamento.

segunda-feira, outubro 16, 2017

TERROR(ISMO) INCENDIÁRIO

" VIVER E DEIXAR MORRER "?


Tem sido essencialmente por esta perspectiva dramática que o Director do " Expresso ", Pedro Guerreiro, tem abordado a problemática dos incêndios que, desde Pedrógão, em Junho, tem lavrado em Portugal.
A sistematização que, aliada às condições objectivas das suas deflagrações e propagações e o sucesso devastador dos seus efeitos exige, para além das humaníssimas e necessárias indignações, exige olhares mais alongados do que o apontar de dedos a A,B ou C.
Mal sabia, mas poderia perfeitamente ter previsto, dada a manutenção das condições estruturais acima objectivadas que levaram à morte de dezenas de cidadãos então, o que aconteceu este Domingo pelo país.

Estaria lá tudo, no dramatismo visceral da denúncia da incúria do Estado extrapolada por P.S.Guerreiro, nas palavras do presidente da República e do P. Ministro do país, para além das incompetências já assacadas a todos os intervenientes no fracasso. se não se desse o caso da obliteração das nossas culpas e cumplicidades em todo o processo que nos conduziu a isso, excepto nas condições climatéricas, na seca extrema que assola o país.
Durante décadas fomos pondo tijolos sobre tijolos no edifício que agora nos ameaça mortalmente.

O regresso à competência, dos Bombeiros, dos Serviços de Protecção Civil, dos guardas - florestais, do ordenamento do território, dos políticos, do Estado na redefinição de uma normalidade outra dantes percebida como tal que não este terror permanente também ela levará décadas. E terá pela frente toda a Corporação dos Incêndios, todos os interesses instalados à volta do negócio dos fogos. que darão uma luta sem tréguas e serão tão sorrateiros como o estão a ser hoje.

Por mim acredito pia e fortemente que " há uma organização terrorista a atear os fogos em Portugal "; competente e contumaz. Faço, por isso, minhas, as palavras do Presidente da Liga dos Bombeiros portugueses, Jaime Mata Soares.
Com toda a magistratura atrás do Sócrates torna - se evidente que estiveram e estão à rédea solta. Estará na forja algum outro mega - processo de décadas quando e se for descoberta?

Entretanto, o País arde e as pessoas morrem.

sexta-feira, outubro 13, 2017

SÓCRATES, UM MESTRE DO CRIME?...

... UMA VÍTIMA KAFKIANA?


A " teia " mafiosa que o Ministério Público, pretensamente, nos traz ao conhecimento e que teria como cabecilhas mais mediáticas o ex - P. Ministro de Portugal, José Sócrates e o presidente do ex - BES, Ricardo Salgado, teve a sua " apresentação " numa das mais estranhas entrevistas a que tive oportunidade de assistir.
De um lado, um jornalista de guião acusatório em riste, debitando pretensões e julgamentos moralistas atribuíveis ao senso - comum, manipulado durante quatro anos de fugas de informação ( falsas ou verdadeiras, é o que se verá... ) enquanto se mantinha em prisão preventiva um pretenso criminoso sem culpa formada e do outro lado, assertivo e completamente pronto a se defender de um processo que, repetidamente, considera ser político.


Nada de novo sobre as acusações já bastamente dadas à luz durante estes anos, exceptuando as contra - provas do arguido contra as " insinuações " da Acusação.
Não poderá haver num julgamento desta natureza NENHUMA VEROSIMILHANÇA DE VERDADE e certamente que o julgamento da rua não passará disto mesmo.

Singularmente, desconfio que quem estará em julgamento, pelo que tenho visto e sabido até agora, será a Magistratura e o Ministério Público.

Sócrates, parece estar preparado para a luta...


segunda-feira, outubro 09, 2017

WISHFUL THINKINGS

ENA! COMO TÊM ABUNDADO POR ESTES DIAS EM PORTUGAL...

                                             ( uma vénia à Anabela Matias pelo roubo... )

A razão por detrás de tanto distúrbio neuronal e emocional pós- eleições autárquicas deve - se à existência da singularidade acima estampada, vulgo geringonça, que directa e indirectamente tem governado o país com mérito e que foi premiado pelo desafio da sua existência.

Aconteceu que o P. Socialista, o motor do acordo de governo suportado pelo P.C.P. e pelo Bloco de Esquerda foi o vencedor absoluto nestas eleições, reforçando o seu peso nas autarquias do país, nomeadamente nos grandes centros urbanos. Quando um partido ganha outros perdem - física elementar de vasos comunicantes - e foi o que aconteceu ao P.S.D. e ao P.C.P.
Pela elementar lógica, que não a da política, o reforço do P.S. só poderia trazer benefícios à geringonça e problemas acrescidos à Oposição da Direita. Assim o terá interpretado, pelo menos públicamente, o Primeiro - Ministro, António Costa.

MAS...,

... Um gigantesco mas tem criado um frémito que, passado pela inacreditável e, na minha opinião, apressada interpretação pelo P.C.P. das perdas havidas com uma estupidificação dos eleitores, atravessa todo o universo partidário, presidencial e mediático com uma questão que depressa se vai transformando num wishful thinking estranho e picaresco - É agora que a geringonça vai empanar -. E sobre isso se vai tecendo as mais mirabolantes fantasias e cenários em que nada fica de fora, nem mesmo o putativo herdeiro de Passos Coelho, demissionário após uma violenta rejeição por parte dos eleitores com a mais expressiva derrota eleitoral desde Abril de 1974, e os desenvolvimentos numa aliança de propósitos tácticos no sentido de abalar a força política do P.Socialista.

É inegável o cuidado com que o líder do P.S. e a sua Direcção têm tratado o mau momento passado pelo parceiro como também será estúpidamente incompreensível que não tire vantagens dessa posição de força.
A chave do relacionamento com os parceiros têve - a sempre nas mãos e foi gerida com pinças. Que seja capaz de lidar correctamente com os azedumes e ressentimento dos parceiros e com o equilíbrio que tem permitido que o país respire mais saudávelmente, é o que esperam todos os que acreditam nessa solução que teve tanto de audácia como inteligência política na leitura dos " ares dos tempos ".

Esperar para ver, enquanto vai governando e controlando os acontecimentos dentro e fora do partido, seria o meu conselho alargado à presidência da República. É que, é preciso não esquecer, o presidente É de Direita; civilizado, é certo, mas de Direita e não deixou de o ser, por mais imparcial que a sua actuação possa ou deseje ser.

sexta-feira, outubro 06, 2017

BAN THE BOMB

PORQUE...


... ELA É ESTÚPIDA, COMO ESTÚPIDA A INTENÇÃO DE A USAR E ESTÚPIDAS AS LIDERANÇAS QUE A BRANDEM.

Num tempo em que a Estupidez se apresenta alarvemente como Representação e Vontade de uma época, caberá ao humilde Bom Senso pôr ordem na bagunça.

terça-feira, outubro 03, 2017

BALANÇOS AUTÁRQUICOS

PSD

E não é que o Diabo veio mesmo? Nada de surpreendente, já que o mafarrico só aparece a quem o convoca e evoca.
Passos Coelho, o líder do PSD, remetido ao silêncio pelo desempenho da " geringonça ", ficou sem discurso e a atribuição das maleitas projectadas ao seu futuro e ao do país relegou - a ao Diabo que surgiria num dia de nevoeiro...
Ora, ele aí está! E, segundo parece, para sacudir o seu invocador de uma causa perdida.

Uma derrota estrondosa teve o PSD no Domingo passado e, aparentemente, por deixar o partido em cacos, já só resta ao seu líder o abandono da liderança.

11º Mandamento - Não invocar o nome do Diabo em vão!

CDU

No mínimo injusta a perda de 10 Câmaras municipais ao partido precursor da solução governativa que levou o P.Socialista à direcção do governo do país. O P.C.P. não o merecia...

Muitas e variadas interpretações desse débâcle já foram trazidas a público na justificação dessa penalização que, outrora tão leais apoiantes, infligiram ao partido dos trabalhadores.
Por mim, a justificação tem a ver com a mudança slowly but sure que se vai verificando no tecido social do país com a solidificação de uma média - burguesia que, esquecido do muito que aproveitou com as " bandeirinhas no ar " ( como uma certa snobeira intelectual apoda a luta dos sindicatos... ) do P.C.P e dos sindicatos onde ainda exerce influência, agradece na pessoa de uma liderança DE Esquerda há muito esperada, a política para o povo.
Urge uma interpretação madura que não ressentida desses resultados que, quero acreditar, a Direcção do partido fará. Caso contrário, as coisas complicar - se - ão, não para o P.S., mas para o Partido Comunista Português. 

CDS

Parabéns ao labor de formiguinha da líder do CDS! Uma sinceridade e uma entrega notáveis ao serviço do seu partido que a fez consolidar a sua liderança nessas eleições regionais e do qual resultou ter atirado o PSD para o terceiro lugar na autarquia da capital.
Assunção Cristas promete ser uma adversária de respeito nas eleições futuras e cometer a proeza de, a nível nacional, se deslocar do liberalismo sebento do antigo parceiro do governo de má memória para os portugueses.

BLOCO DE ESQUERDA

Resultados modestos para um partido que começa a sair das cidades e aventurar - se no campo. Está em crescimento e saúda - se a mensagem.

PARTIDO SOCIALISTA

O grande vencedor da noite de Domingo. Merece umas considerações à parte e fá - lo - ei em tempo oportuno.

CATALUNHA

Os catalães votaram e pouco ou nada me interessa o resultado da votação, que as circunstâncias, originais da convocação do referendo e os desenvolvimentos que se seguiram macularam no seu propósito mais puro.
O princípio, sagrado na maioria das Constituições do Ocidente e no seio da ONU - o da Autodeterminação dos povos - está a ser atirado para a hermenêutica contingencial e contextual da sua praxis numa racionalização contundente e hipócrita com a cumplicidade do Quadro Constitucional.
Não admira que os curdos, que desejam o seu país de volta, o país que a Europa destruíu, displicente e vingativamente, olhando à chamada realpolitik, comecem a crer que só recorrendo às armas serão livres.
Aparentemente, em Espanha, ainda não se dá conta da gravidade da situação... na Catalunha.

segunda-feira, setembro 25, 2017

CATALUNHA...

... E A MARCHA DA HISTÓRIA



À " estupidez " política em toda a linha com que o Governo da Espanha, através de Rajoy, responde às aspirações de liberdade e independência dos catalães, com a repressão militar contra o referendo do dia 1 de Outubro, sobrejaz uma normalidade histórica na marcha das nações.

Nada que, do passado aos dias de hoje, lembram - se da Síria, do Egipto, da Venezuela?, não faria qualquer Estado perante o que considerasse uma afronta constitucional e que na linha da suas obrigações teria de atalhar. Lá, cá, na Rússia, em Angola, na China, nos USA, essa " normalidade " constitucional foi, é e será sempre brandida como argumento da repressão no sentido da manutenção da sua coesão interna.

Nenhuma argumentação política sobre a bondade ou o malefício decorrentes da confrontação dos Estados com os seus cidadãos esconderá a normalidade dessa narrativa, que em paragens outras não alinhadas com os USA, leia - se Ocidente, atira - as para o campo da infâmia " democrática ".

Seguiremos os picos de hipocrisia que se formarão na análise do processo catalão.

Por mim, sou catalão, sou escocês, sou irlandês, sou curdo, fui ucraniano e fui cidadão da Crimeia, nas expressões maioritárias definidas democráticamente sobre a permanência numa associação política vista como inconveniente.

A compreensão racionaljzada e fácilmente projectável do efeito mimético que a " démarche " catalã poderá ter no resto da Espanha e um pouco por outras paragens, quebrando a monotonia da Nova Ordem Mundial, enferma dos mesmos pressupostos reaccionários de que comunga o Pensamento Único que o hipotético e fantasista Fim da História elaborou e que, outrora Hegel vergastou - A mais profunda lei política é a Liberdade - .

O ser do Estado a organização da Liberdade colectiva faz da aparente contradição com a liberdade dos seus cidadãos o espaço da autonomia contratual dos povos sempre que, defraudadas as suas expectativas, reclamam o protagonismo sobre a estrutura criada, no sentido de a reformular.
A isso chama - se evolução histórica.

VIVA CATALUNHA!


domingo, setembro 24, 2017

RELATÓRIO SOBRE TANCOS!!!???

EXPLOSIVO!


" RELATÓRIO DAS SECRETAS SOBRE TANCOS ARRASA MINISTRO E MILITARES "

Assaltou - me, num nítido reconhecimento,  um facto já antevisto últimamente e aqui dado ao post, que tem sido a tabloidização, tipo Correio da Manhã, dos títulos de primeira página do Expresso.

Fui ler, na esperança de que a coisa não contaminaria o trabalho sério de reportagem com que este leitor antigo foi habituado em décadas.
A abrir, espero pela identificação dos " serviços secretos militares " que elaboraram o dito relatório, que, em princípio, estava pendente da investigação do Ministério Público. Nada! Continuo a ler e, ALTO LÁ... - tráfico de armamento para África, em concreto (!!!???) Guiné - Bissau ou Cabo Verde (!!!!!?????)...
Nem precisava de ler mais para concluir que estaria perante um formidável exercício especulativo, já que logo a seguir caíram em turbilhão coloridos cenários à mistura com verdades, meias - verdades e... pura fantasia, num pitoresco e assustadoras e hiperbólicas tramas escatológicas.

Essas " hipóteses " também andaram de boca - em - boca nas conversas dos portugueses, não só dos jornalistas, como dos portugueses mais bem informados. Como a publicação de hipóteses é lixo informativo e os boatos das conversas de café não são notícia, ficou - se por aí... até agora e hora dessa " evacuação ", dessa deslavada e geral mistificação, secreta, claro!





segunda-feira, setembro 18, 2017

O ESTADO

DECLARAÇÃO DE INTERESSE

Nunca fui funcionário do Estado e ,sim, sei e conheci durante toda a minha actividade profissional as condições de trabalho " cá fora ".
Também sei que, sózinho, batalhei pela melhoria das condições salariais e de trabalho sem que, apodado de perigoso agitador, os meus colegas de profissão, veteranos, me acompanhassem nessa " guerra ". O que não os impediu de , uma vez saído com sucesso das minhas reivindicações, também delas tirarem proveito sem ter mexido uma palha.

Adiante...
Tem sido recorrente na coluna de M.Sousa Tavares uma " sanha " bizarra contra o Funcionalismo Público  que nem nas confederações representativas do Comércio ou Indústria se encontra assim estampada com tanta contundência.
Não sei, exactamente, em que é que se baseia essa hostilidade por uma das principais instituições do Estado, sem a qual ele pura e simplesmente não existiria como tal. Desconfio que não será por nenhuma pulsão anarquista, coisa que nem nós, anarquista céptico, que a Função Pública tem sido por ele assim vergastada. Como também não creio que será o " laissez faire, laissez passer " o suporte das suas contrariedades contra a F. P., a coisa terá uma base pessoal, o que não me impedirá de tecer juízos sobre o exagero crítico comparativo com a situação dos " privados ".

Que eu saiba, na Democracia Portuguesa, todas as actividades profissionais são representadas em organizações que têm como fundamento de existência a defesa dos seus associados, TODAS. Verdade se diga que NINGUÉM é obrigado a ser sócio na presunção de que, como indivíduo, será capaz de resolver os seus assuntos profissionais. Tudo bem e ninguém tem nada a ver com isso desde que se cale perante a capacidade da sua organização de classe profissional em proteger os interesses dos que por ela são representados.

Estranhamente, tem sido EXACTAMENTE essa capacidade reivindicativa na melhoria das condições salariais e relações de trabalho que as organizações de classe, os sindicatos, nomeadamente, assim como as Ordens e as Confederações Patronais, que M. Sousa Tavares, suponho que freelancer, tem criticado, semana sim, semana sim.

É evidente que os trabalhadores da Função Pública estão menos sujeitos aos " azeites " da chefia e às " reestruturações " privadas. Era o que faltava que não fosse assim. A própria estabilidade dos serviços assim o exige, até por uma questão de eficácia do seu funcionamento. Já bastariam os exemplos que a cada mudança governativa sacodem o topo das hierarquias.

" Governo, sindicatos e partidos de esquerda  não defendem quem mais precisa, mas quem mais reivindica ", proclama M.S.T. e exempla com os privilégios, que, convém não esquecer, não caíram do céu, do Funcionalismo Público versus Privados.
Quem não precisa não reivindica, como ele, o Passos ou a A.Crista, ou melhor, reivindicam no planos dos seus interesses de classe, ou não? Isso na democracia liberal, do mercado, do capitalismo em que vivemos.
Evidentemente que somos TODOS, dos nababos ao Zé, trabalhadores ou, como os famigerados, e hoje perseguidos, pensionistas já foram, para si e para os outros.

MAS...

..." Vai - se cavando um fosso entre os que trabalham e têm a protecção do Estado e os que trabalham para quem conseguem, sem a protecção de ninguém ", insiste M.S.T. e eu pergunto se não foi sempre assim ou se a culpa é só dos Governos de Esquerda?
É que, a abrir, lembrei da minha e a de muitos outros, condição em que exerci, no privado, a minha actividade profissional.
Só um reparo - tinha a " protecção " do Sindicato do sector e, curiosamente ou talvez não, era o ÚNICO trabalhador sindicalizado numa empresa de média condição.

Um conselho aos trabalhadores - Não oiçam o M.S.T.! A lamúria não leva a nada. Sindicalizem - se! E verão os vossos interesses tão bem defendidos como os da Função Pública.

sábado, setembro 16, 2017

SÁBADANDO...

GREVE DAS ENFERMEIRA(O)S



Apoio total, ponderadas, sopesadas e analisadas as razões da contenção do Governo e as disponibilidades financeiras tornadas possíveis e as reivindicações da classe.
Este Governo terá de responder às solicitações externas e às exigências nacionais. A maneira como o irá fazer, melhor, terá de fazer esse equilíbrio o distinguirá como de esquerda e não gestor das estruturas do capitalismo.
A gestão capitalista que, desde Blair, levou os socialistas e sociais democratas europeus à derrapagem política da qual procuram hoje reerguer - se, não poderá ser o êmulo de um partido que é de Esquerda. Para isso esteve lá a coligação PSD/CDS.

PROTECÇÃO CIVIL

O afastamento do presidente do comandante operacional da ANPC, Rui Esteves não poderá fechar as démarches sobre as responsabilidades tidas ou havidas sobre a condução das operações nos incêndios, nomeadamente de Pedrógão.
" Com uma situação muito pior, a dos fogos, não houve demissões e agora com uma licenciatura já há demissões? " - estranhava o presidente da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais, Fernando Couto e também este cidadão...
Condena  - se a " manha e falso prestígio " e não eventuais incompetências. No mínimo estranho a não ser que esse atavismo nacional seja já visto como uma segunda natureza dos nacionais.

JUNKERADAS

Habituados estamos já às junkeradas do Presidente da Comissão Europeia, Junker, mesmo antes de ocupar o lugar. Tem por hábito revelar muita ignorância histórica do espaço a que hoje preside naquela condição.
Agora resolveu redesenhar o mapa da Europa obliviando uma, se não a mais antiga nação da Europa na definição das suas fronteiras - Portugal - como se de um protectorado ou província espanhola se tratasse. Ofensivo, se demeritório do país e deplorável se de ignorância se trata, o que não acreditamos. 
Uma lástima, definitivamente!

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

O sr. Marques Guedes, quadro político do P.S.D., poderá não gostar do futebol mas desconhecer as falanges clubísticas e o amor que têm pelo jogo e pelas suas equipas de eleição, é, no mínimo um atestado de incompetência, política, claro, e um alheamento bizarro pela realidade nacional.
Teatros, cinemas e museus, todos juntos não aliciam, por ano, o que os " clássicos " fazem numa temporada em assistência, pelo que a " boutade " - Também vão proibir os cinemas, teatros e museus ", criticando a mudança do horário de um " clássico " tendo em vista eventuais abstenções aos deveres eleitorais, seria incompreensível se não se desse o caso da abstenção favorecer, eventualmente o partido a que pertence. Coisas...

P.S.

Ah.... e faltava a minha opinião sobre eventuais menorizações cívicas que eventuais proibições de " diversões de massas " em dias de eleições em estudo, diz - se....
Uma ESTUPIDEZ que espero marcará a intenção e que não passará disso. Só comparável com o famigerado voto obrigatório da " outra senhora "...

sexta-feira, setembro 15, 2017

COREIA DO NORTE & ZUGZWANG

ZUGZWANG


Citando Lenin, relembrado pelo Courrier no âmbito das comemorações do centenário da revolução bolchevique russa - " Nada se sobrepõe à controvérsia quando se trata de desenvolver pontos de vista " - a Política, vista à luz da sua programação instrumental, não estaria melhor definida.

Acontece que a controvérsia, que a projecção de qualquer ponto de vista sobre a realidade, por mais banal, inocente ou definitivo que possa ser, pode e deve ser equacionada e desmontada nos seus argumentos interpretativos à luz da eficácia ( leia - se resultados positivos ) de qualquer natureza que o contraditório possa contemplar em impassante paralisia.Tal é a situação, hoje, perante a Coreia do Norte.
A condenação global que ecoa face às continuadas provocações da sua liderança, onde pontua Kim Jung - un, associada a um desarmante zugzwang onde, suspensos, de um lado a China e o seu aliado e do outro a Rússia, os USA e a Europa, não prefigura nada de bom para o futuro.
As consequências, monstruosas, que a inacção e paradoxalmente a acção, possam daí advir, não só para a Ásia como para o Ocidente, clama pela acção diplomática com o dedo no gatilho.

A escalada, em caso de conflito armado seria inevitável e as suas consequências, apocalípticas.

Nenhuma solução, face à irracionalidade e megalomania delirante patentes do interlocutor, parece racionalizável perante uma liderança suicida a que só uma aniquilação piedosa parece ser a saída. O problema, dantesco, reside nos custos civilizacionais da barbárie a despoletar.
Uma fera acossada e sitiada tem sempre, como saída, a fuga para a frente.

Só a China terá a solução para isto e será o interlocutor com quem a diplomacia terá de forçar a capitulação do aliado. Pézinhos de lã e firmeza q.b.
Trump, se não for controlado pelo bom senso do seu povo, teria de ser afastado já que seria uma parte do problema e não a sua solução.

sábado, setembro 09, 2017

E... continuo...

... ainda com ANGOLA

Não terá sido assim porque se criaram condições mensuráveis de mudanças sócio - económicas malgré a resistência sistemática que propiciaram o despertar da cidadania e à adesão decisiva às reformas que as sociedades, temperadas, exigiam? A acomodação, o conformismo, em letargias aparentes, desembaraçadas, então, dão lugar à exigência, à urgência.

A Ordem sempre foi uma exigência da elite burguesa pelo que nunca liderou revoluções, prefere a evolução na continuidade; mas uma vez despoletadas pela insatisfação das classes mais atingidas pela desigualdade soube sempre, com pézinhos de lã e com competências, reorientá - las, domesticá -las e... reformá-las no sentido de mudar tudo para ficar tudo na mesma, com outros contornos, mais subtis, sujeitos a hermenêuticas abstractivas de reconhecimento das suas evoluções.

" Angola não evoluirá do capitalismo oligárquico para a Democracia, com uma nova classe média exigente e ansiosa por liberdade " proclama Daniel Oliveira e eu pergunto porquê?

O exemplo máximo de Oligarquia Financeira como forma de governo reside hoje nos U.S.A., com simulacros na China e na Rússia. A democracia liberal não passa dos rituais eleitorais, a democracia social ( haverá outra? ) é inexistente e mesmo as mais débeis tentativas de reformas sociais encontram pela frente toda a estrutura criada para a manter nos estreitos limites da votação, sempre manipuladas quando não aldrabadas, e na liberdade anárquica e irresponsável, socialmente, colectivamente. E perpetua, não os mesmos elementos mas o mesmo modo de fazer as coisas, com outros nomes na maior democracia do mundo, a par da bizarra democracia indiana. Um sistema de castas com nomes diversos - WASP nos USA e marajás na India.
QUEM PEDE SATISFAÇÕES?

Ah, os jovens, SIM, SÃO SEMPRE UMA ESPERANÇA, o futuro, desde que não captiváveis pelo status; se não forem eles a forjá - lo, outros o farão por eles.
Maio 68 representou uma tremenda evolução nas mentalidades conformistas de então e mostrou que, como catalisador, pôs na rua a massa operária explorada, a pequena burguesia sofredora e chafurdou no pasmo intelectual da elite fazedora do Pensamento Único conservador. Uma proeza que até hoje tem marcado a geração que a liderou nas reformas que marcaram a Europa e, em certa medida, o Ocidente.
Até lá, Angola ter(ia)á de esperar pelo seu Maio, fatalmente. Foram séculos de aculturação e isso, paga - se em menoridade cívica.

Por mim, não" ficou só o luxo e o lixo ", como diz D.Oliveira. É um diagnóstico tremendista que a História desmentirá. Ainda estará por cá para o emendar...

sexta-feira, setembro 08, 2017

ANGOLA, ainda ( 2 )

INSISTO!


                                                           QUADROS DO MPLA

A elite ( de qualquer natureza ) que detém o poder, em nenhuma circunstância conhecida o cedeu de mão beijada. Dada a sua característica conservadora, de manutenção dos privilégios, mesmo nas " reformas " que a racionalidade política exige dentro do sistema, autocrático ou democrático, há uma obstaculização que as estruturas criadas para a sua permanência exercem contra as mudanças.

Faz todo o sentido falar - se, ainda e sempre, de uma luta de classes, que terá de se configurar como um desafio permanente ao impasse histórico das nações, sob o risco de degradação social, política, económica e... dos costumes.
Quando essas condições de resistência não se verificam, pelo conformismo cívico, ou quando lhe são negadas nas suas expressões pelo poder, a revolução aberta e armada foi o caminho seguido por todos os povos do Ocidente e não só. Começou pelo derrube dos impérios e a domesticação das suas elites, alterando as distâncias que as separava do povo, até aí a condição sine qua non na manutenção do statu quo vigente. A liderança da marcha da história, individualmente representada ou como classe foi feita pela burguesia.

E eis - nos em Angola...

Por que será que, como nos diz Daniel Oliveira em " O lixo e o luxo " no último Expresso, num afloramento analítico sobre a marcha da Democracia em Angola... - " E como se vê na Rússia ou na China, as novas burguesias do mundo globalizado dispensam a democracia liberal. Pelo menos se ela implica mais do que uns rituais eleitorais que perpetuem os mesmos no poder " isso acontece?

Vejamos...
Durante mais de quarenta anos, o espaço não globalizado da Ibéria ( e fico por aí, como exemplo ) sustentou lideranças fascistas e quando, a Espanha pós - Franco reformou o seu regime e Portugal revolucionou o seu no 25 de Abril, criaram - se as condições que mutatis mutandis se sucederão, fatalmente, no suspense histórico, na Rússia e na China e... em Angola.
A questão que se me coloca é esta: - No que é que se constituem as diferenças que permitiram desenlaces similares em condições tão diversas na Ibéria em populações que se estavam  borrifando até então, para a democracia liberal e o impasse aparente na evolução político- social da China, da Rússia ou de Angola?

( continuarei ... )

quarta-feira, setembro 06, 2017

EM RUMINAÇÃO...

... NÃO COMO ESTA...



...MAS COMO ESTE...


quarta-feira, agosto 30, 2017

ANGOLA, ainda...

... UM ESTADO EM FORMAÇÃO

Que urgência é essa e que nostálgicos estremecimentos colonialistas por um país e um Estado em formação que, do século XV ao século XX não se soube FAZER e que, ainda jovem e à procura do seu destino, se admoesta assim, tão sem cerimónia?

Um Estado corrupto, diz - se, com uma convicção de virtuosos, por um país cuja corrupção, pequena, média, grande, faz, genéricamente, parte do seu modo de fazer as coisas, do aparelho do Estado ao empreendedorismo privado e que já leva mais de 900 anos de existência e mais de 40 anos de Democracia. 
No mínimo, um pouco de pudor e conhecimento da história da formação dos Estados, no caso, africanos pós - independência de séculos de dominação E... formação de carácteres, a que a formatura da veia corruptiva e corruptora, pelo exemplo da elite dominante, se tornou parte do seu imaginário político - social.

A evolução da Democracia, conta - nos a sua história, foi feita pela burguesia sobre pressão do povo em geral. As revoluções que a primarizaram foram todas marcadas por essa posse e por esse controlo na reposição da ordem após o caos.
Num país onde a primeira universidade data de 1962, no rescaldo das pressões da pequena e média burguesia assimilada e filhos de colonos com escassa representação nativa, Angola nunca chegou a ter uma elitização suficiente que propiciasse a formação de uma burguesia capaz de se tornar um respaldo da sua maioridade democrática. Com a saída dos colonos e dos filhos escolarizados a situação criou um vazio que as contingências históricas preencheram.
Entretanto,  os vencedores de quase trinta anos de guerra não descuraram, ainda que com timidez, a formação dessa elitização pela criação de instituições superiores de educação e ensino.

Enquanto o vazio, ocupado táctica e estratégicamente, pelo Poder - a estrutura política partidária do MPLA, vencedor da guerra civil contra a UNITA e FNLA - e pelos militares, seria de uma singularidade quase trágica o abandono dos despojos da guerra, permitam - me o desplante figurativo, da riqueza do país à predação internacional, com Portugal à cabeça. Não o fez e, na minha opinião, FEZ BEM.
Aconteceu o que tinha de acontecer, por uma questão de determinismo histórico e das condições político/sociais em presença. Querer ou exigir, em África ou em qualquer outra parte do mundo um figurino que o pensamento unificador, mistificador e falsamente ignorante, criou para os Outros é no mínimo,... uma presunção pouco respeitável.

A mudança está a decorrer, num país que passou de 7 milhões de almas para 15.000.000, com uma juventude ansiosa de conhecimento a aprender a rebeldia e o inconformismo e com uma classe média cada vez e bem, mais exigente no que ao desenvolvimento PATRIÓTICO e económico do país diz respeito, é uma questão de tempo histórico.

Por aqui, levou - se mais de 40 anos para afastar o provinciano fascismo luso, conquanto a limpeza do condicionamento ainda vá precisar de mais tempo.

PORTANTO, CALMA COM ANGOLA e... contenham as piedosas, predicativas e judiciosas bocas moralistas.

segunda-feira, agosto 28, 2017

NÃO PASSARÃO!

O CERCO ALTERNATIVO


                                                   
                                                                GRAÇA FONSECA...

... A secretária de estado da Modernização Administrativa " sai do armário ", para quem não a conhecia e assume - se como lésbica à Nação.

O QUE TEMOS NÓS A VER COM ISSO? Qual o interesse, a não ser para a comunidade dos gays, transgéneros e outras alternâncias saber das suas preferências sexuais?
Bem, como quero crer que a senhora não esteja em nenhuma serôdia campanha feminista e eventualmente a dar a cara pelas imaginárias perseguições a que a classe, no mínimo anómala e pitoresca a que já ninguém alimenta o desmesurado ego, só pode haver uma razão e , de certeza que não é pública, para a apresentação - uma satisfação intimista a alguém.

Adiante, que para este peditório já eu dei.... mas, como parece que essa aparente imbecilidade políticamente correcta de, em pleno século XXI, as mulheres ainda se fazem, estratégica e táticamente, passar por vítimas, no Ocidente, claro, que não em países ainda na Idade Média, e na ressaca de uma aparente palermice editorial em livros escolares com a aparente intenção distintiva e discriminativa ( para o p.c. ) dos meninos das meninas, para lá das pilinhas e xoxótas mas também nas tendências naturais de gosto posse e pose. Uma normalidade que hoje passa por uma enormidade. Um dia - a- dia das famílias que hoje passa por estereorótipos, enfim...

Dando de barato, e aqui não mora o duplipensar ou o unipensar mas o multipensar, que a normalidade, vá..., o estereorótipo predicativo, seja incontornável visto que a Natureza se encarregará de haver, no sapiens, machos e fêmeas sob o risco da extinção, que dar bonecas às miúdas e bolas aos rapazes seja visto como condenável e desviante, por propagar, MADRE MIA!!!, esteorótipos, pela comunidade sofredora dos... alternativos, apraz perguntar aonde pára o DESVIO.
Se, hoje, a heterossexualidade e os mecanismos educacionais que ela transporta e propaga em consonância com o seu imaginário e práticas sociais está a ser vista como uma ameaça preconceituosa à sanidade dos filhos daí resultantes, concluo que, na linha das abordagens imbecis ao tema, que o negócio de barrigas de aluguer está por detrás disto e, isso sim, é uma ameaça séria, que não esta minha paródia inofensiva.

Ninguém se preocupa, em aprofundar, para além da caricatura bem - pensante, esta desordem relacional e social a que se deu o nome idiota de guerra de sexos ( quais sexos? do galo, da galinha, do capão ou da minhoca? ) nas sociedades ocidentais, uma singularidade de milhares e milhares de anos que nos trouxe ao limiar das viagens espaciais.
Se guerra de poder se trata já sabemos como o filme vai acabar - em tragédia que não capitulação.

Eu cá continuo a jogar à bola com as minhas três netas, estimulo a sua actividade física a par da intelectual e dou - lhes, a par do tabuleiro de xadrez, bonecas para brincar. A feminilidade delas é - me uma graça que, a par da sua independência e liberdade não denegará a normalidade do seu género e as sua ESCOLHAS futuras de viver a sua sexualidade.

Etiquetas? Força aí que je m'en fou...

A desfaçatez crítica e mal orientada sobre os disparates cometidos, por inadvertência ou por pura sinceridade de género tem sido uma aldrabice intelectual para os incautos e... já fede.

domingo, agosto 20, 2017

BARCELONA

QUE DIZER?

A condenação mil vezes reiterada, a troca de mensagens de solidariedade e condolências, a procissão aos palcos da morte, a " euforia " mediática, o pânico dos sobreviventes e... as promessas de reforço de segurança, têm sinalizado uma anormalidade que aos poucos se vai entranhando no sentir colectivo como um dado adquirido da civilização.

Até hoje ainda não assisti a uma manifestação colectiva, continental, civilizacional, de repúdio e pressão sobre as soberanias vigentes, do Ocidente e do Oriente, no sentido de pôr um fim à barbárie fundamentalista religiosa. Se sobre ela paira um manto vergonhoso de hipocrisia ( sim, o DAESH e a al - QAEDA têm sido duramente atingidas na sua operacionalidade paramilitar... E...? ) e de utilização política instrumental do terrorismo e não faltam exemplos, como aceitar esta moleza global que faz disparar uma vaga migratória multinacional e a nossa resignação silenciosa que combate em modo dionísico a agressão assassina?

segunda-feira, agosto 14, 2017

A BLACKOUT...

FOR A...


                                                                    BLACK HOLE

BOAS FÉRIAS! E REGRESSEM INTEIROS...


domingo, agosto 06, 2017

D'OS REGIMES...

... E A SUA INTERPRETAÇÃO PELOS OUTROS


VENEZUELA, POIS CLARO!

Um país democrático com lideranças saídas de eleições democráticas, duas vezes referendadas nas suas alterações constitucionais no pressuposto do aprofundamento das políticas socialistas que defende.
A ruptura com o passado de alinhamento com a política e as práticas capitalistas do poderoso vizinho do norte pô - la na mira dos alvos a abater... democráticamente. Foi através das práticas democráticas, em sucessivas eleições que a maioria do povo reiterou a confiança na chamada revolução chavista, elegendo o actual presidente Nicolas Maduro para a chefia do Estado. E foi através das práticas democráticas que os U.S.A. elegeram o seu mais inconsequente e improvável líder para a chefia do Estado.
Em quase, se não na totalidade dos regimes democráticos o presidente da República tem a prerrogativa da dissolução dos seus parlamentos sob os mais variados argumentos políticos, de modo a reforçar a solidez do Estado. A História ocidental está prenhe dessas contingências, Portugal incluído.
A chefia do Estado venezuelano, mormente o seu presidente não o podem fazer, dada a Constituição do país mas o seu Tribunal Constitucional pode e fê - lo. Antidemocráticamente? E porquê só na Venezuela? Em toda a Europa e não só, os parlamentos dissolvidos tinham sido democráticamente eleitos e foram dissolvidos pelos seus presidentes sob o pretexto dos parlamentares. Três presidentes, na nossa curta história democrática fizeram - no, nomeadamente Eanes, Soares e Sampaio, sem se ouvir um pio das outras democracias. A França fá - lo sempre que há uma eleição presidencial e a maioria constituída na Assembleia, democráticamente, não corresponder à maioria que elegeu o presidente. 

Um dado adquirido - não há duas Constituições iguais em todo o planeta, pelo que, partindo do princípio que nelas se plasma a praxis que, no momento histórico da sua implementação configura o sentir maioritário dos cidadãos, são legítimas e são o resultado do compromisso político aceite. 
Em Democracia, na Venezuela, aconteceu ISSO e Maduro tem a legalidade e a legitimidade da maioria para, perante o " estado de sítio  social  " instigado pela Oposição nacional e internacional, reforçar o seu regime democrático e não alinhado com os U.S.A.,como o fariam e fazem TODAS as democracias do Ocidente. Aliás, esse é o pecado dos regimes que a CIA deita abaixo em quase todo o planeta com o beneplácito e cumplicidade da Europa,  se as suas fraquezas assim o permitam. 

É espantoso que ESTE FILME , com tantos remakes ainda consiga ser visionado, por sociedades que se dizem civilizadas e democráticas, onde se respeitam as diferenças de opinião e visões políticas dos seus cidadãos, sem repugnância.

Todos os erros políticos cometidos ( atire a primeira pedra o não pecador... ) pela liderança chavista não justificam tamanha falta de respeito e hipocrisia do Ocidente para com uma democracia que se pretende ser socialista.

Quanto aos Media, só tenho a deplorar o tratamento, no mínimo estúpido e mimético, da crise social venezuelana. A habitual leviandade e leveza de rebanho etiquetado...

quarta-feira, agosto 02, 2017

D'os IMAGINÁRIOS SOCIAIS ( cont. )

O MEU, NATURALMENTE...,

... NO SOMATÓRIO DO TODO

O racismo e a xenofobia, comum entre todos os povos em relação ao forasteiro e estimulado pelas diferenças não só físicas como culturais, uma banalidade social aos poucos em extinção pelo globo, assim como o machismo e um feminismo obsoleto que os seus resquícios ainda sustentam, a existir e existe, em franjas marginais da sociedade portuguesa, teve o seu tempo histórico e não é hoje sustentável em Portugal.

Se quisermos, por outro ângulo de incidência na criação desse imaginário, num plano hermenêutico de pesquisa de que Taylor chama de " expectações " no plano ético/moral e que eu reduziria à qualidade do civismo, num englobamento, chamemos - lhe ontológico, há um dado adquirido ao qual se atribui muitos nomes consoante o grau de depreciação agreste ou benévola. Ele é o " DESENRASCANÇO ", uma auto - assumida, pretensiosa mas aplicável genéricamente às gentes lusas, capacidade de contornar, no sentido lato, instrumental, ético ou mesmo moral, as contrariedades da vida.
A diferença, em relação ao que se poderia chamar de iniciativa, comum à racionalidade, está no atrevimento e desfaçatez normalizados como prática do dia - a -dia em todos os campos de actividade, mesmo a especialização. ( esta prosa não é uma teorização social, avisa - se, é o meu imaginário... expresso )
Essa evolução, que desde a Revolução de Abril se foi cimentando na nossa modernidade e que pela rapidez com que, no espaço de uma geração, se impôs no imaginário moderno português, atesta o alcance que o condicionamento fascista, repressor, do Estado Novo de Salazar tinha num imaginário que, liberto das amarras, se expôs em toda sua glória.
A autoflagelação, a auto - crítica feroz recorrentemente vem à superfície como resquícios dessa vil tristeza a que Portugal esteve submetido durante o que hoje nos parece uma eternidade, uma eternidade que também foi o reflexo da ideia que Portugal tinha, então, de si.

terça-feira, agosto 01, 2017

UM RAPOSO reaccionário...

...ATÉ MAIS NÃO

ATAQUE AOS MEDIA!!!???


Desconhecia até há poucos dias essa capacidade directa e dirigida dos partidos de controlara Comunicação Social em Portugal. Fico de sobre-aviso...

O upgrade, assim para o desmiolado da caracterização do Partido Socialista, para não falar das transmontanas diatribes contra o Bloco de Esquerda e o acirrado ódio ao P.C.P., estão a atingir um nível preocupante dentro da Direita portuguesa.
A leitura, em desconcerto, da última prosa de Henrique Raposo no Expresso, a par das histórias de cadáveres, dos suicídios, dos ciganos, de ameaças inconsequentes de moções de censura, puseram - me os cabelos em pé.
Utilizar o Expresso, o meu jornal, para isso, é inadmissível. O Expresso não é o Correio da Manhã; sempre se pautou, globalmente, pela distanciação objectiva e inteligente, não isento de críticas, óbviamente, nas suas análises, que nem mesmo o mais empedernido sectarismo conseguia abalar na credibilidade dos seus colaboradores. A inteligência crítica sempre foi por mim saudada, a emotividade rasteira e manipuladora nunca aí se tinha denunciado, até agora.

Raposo cita Trump, a despropósito, sobre pretensos fake news instigados pelo P.S. e parte para uma teoria de conspiração delirante, enquanto despeja estados de alma pungentes para cima do leitor a passar por análise racional.
De que fala ele? Confesso que não percebi. Se de uma conspiração do P.S. no sentido de controlar os Media, propriedade da Direita, já agora, com o, hoje, insidioso contrabando do nome Sócrates a credibilizar as pretensas denúncias, entra - se no campo da infâmia ( não, a ingenuidade não mora por aqui... ) e já estamos a entrar no campo da erosão... ética.

E... fico - me por aqui, até porque quero crer que será uma fase passageira no desnorte que se apossou do universo dos direitinhas...

segunda-feira, julho 31, 2017

DIA MUNDIAL DO ORGASMO!!!???


ORGASMO? TÃO FÁCIL COMO SALTAR À CORDA...

UMA BUROCRACIA..., MAIS INTERESSANTE DO QUE A CONSAGRAÇÃO, ESSA, IMBECIL, DO DIA...

D' OS IMAGINÁRIOS SOCIAIS...

... SUSCITADOS PELO ESTADO ACTUAL DO PAÍS
                                                                 ABEL MANTA


Sobre os " Imaginários sociais modernos ", título do livro de Charles Taylor, um estudo comparativo/evolutivo das pegadas sobre o desenvolvimento dos movimentos políticos, sociais e religiosos que caldearam a sedimentação, no Ocidente e válido para o resto do mundo, dos valores adstritos a cada uma das representações simbólicas ou efectivas, do nosso modo de ser, através da História, há um mundo vasto de hermenêuticas díspares que nos atiram, pela força das reacções destemperadas, a interrogar - nos sobre o espaço social que nos rodeia.

Marca distintiva do que hoje poderíamos chamar de " civilizações ", sob(re) a abrangência do que hoje se apelida de Globalização, as " práticas sociais ", das aldeias às cidades, das nações aos continentes, do Ocidente ao Oriente, definem o que o autor chamou " Imaginário social ".


Qual será, interrogo - me, à luz dessa reflexão, o imaginário social luso? O que pensa o país de si e ... do Outro? Como se protagoniza em relação ao exterior?
Vários personagens ilustres portugueses se debruçaram, uns em angústia, outros satíricamente, outros em escárnio e outros em emulação, sobre essa contingência. De Aquilino a Torga, de Sena a Pessoa, de Almada a O' Neill, de Saramago a Herman José, traçaram pistas de entendimento e catarse à alma lusa, eventualmente imbuídos dessa condição de eles próprios fazerem parte desse imaginário interrogado, numa relação de estima/repulsa tão singular como a deste escriba, ave de arribação de Cabo Verde, desde 1964.

A caracterização do que na gíria e no fado se chamaria a " alma lusa " é um tema sensível e conflitual; provoca reacções extremadas e acefalias recorrentes, quando são denunciados aspectos ( sejamos políticamente correctos... ) menos abonatórios do carácter globalizado do ego português, ( existirá como tal ou é um mito social?), as suas taras e manias, as suas obssessões e presumíveis laxismos morais.
Nem tempo, nem espaço e nem paciência para englobar citações de apoio das investigações sobre os portugueses, dos portugueses e dos outros sobre os portugueses, que sobre o imaginário deles e dos naturais teceram um " imaginário social luso ", fico - me pela vasta experiência das minhas solitárias e partilhadas observações do país e dos seus habitantes, do Portugal de lés-a-lés.

Uma bizarra combinação da mais espontânea generosidade com a mais vil mesquinhez atravessa verticalmente o tecido social luso.
Antes, vai um esclarecimento necessário - " Por imaginário social entendo algo de muito mais vasto e profundo do que os esquemas intelectuais que as pessoas podem acoitar quando pensam, de forma desinteressada, acerca da realidade social ", diz - nos o prof. Taylor.
 É, contudo, exactamente, nesse esquema intelectual que me quero situar, como observador, para lá das " imagens " de conforto ou desconforto que são partilhadas colectivamente.

A auto - flagelação depreciativa, íntima, mas projectada no colectivo, que o atavismo provinciano contemplado pelas necessidades constantes de reforço de auto - estima na relação com o Outro(s) transporta, espraia - se em toda a Comunicação, verbal, escrita ou televisiva, em Portugal, a par da posse simbólica dos sucessos dos conterrâneos. A excelência, que simbióticamente se parasita funciona, compensatóriamente, como placebo temporário até à próxima crise.
Ronaldo, Saramago, Mourinho, entre outras genialidades reconhecidas pelo Outro, são os avatares modernos dessa projecção fantasmática.

Qual o dado adquirido civilizacional do país? Qual a base comum senão a integridade territorial que a Língua cimenta, passível de ser integrado no imaginário social do país?
Tenho por mim que a abertura de espírito dos lusos, própria de povos exploradores ( em todos os sentidos... ) que, se dos britânicos, espanhóis ou holandeses, a contenção snob e a barbaridade colonizadora, marca a diferença em grau, pose e posse, dos restantes povos do Ocidente. Os " brandos costumes portugueses " fazem parte desse imaginário, que se abraçou, então, e ainda hoje, com as mulheres de todas as raças.

( a continuar... )

sexta-feira, julho 21, 2017

SMALL TALKIES...

... OU O BICHO - DE - MATO E OUTRAS ESPÉCIES


CONVERSA FIADA ( apolítica )... mesmo!

Esse desconforto com a banalidade sonora das conversas da treta tem - me acompanhado desde que que por aqui arribei. O que mais me chocou, e as estatísticas britânicas vieram a confirmar no espaço da Commonwealth, em relação ao inglês, foi que o meu português ( gramaticalmente correcto e com uma carga lexical a milhas do que me foi dado a contemplar... )  não era compatível com o small talk residente. 
Se eu quisesse resumir, numa palavra, a abrangência da epistemologia filosófica numa  conversa da treta, num meio universitário, claro, onde arribei,  o raio da acção dos ouvintes restringia - se catastróficamente.
Apesar da minha genuína disposição empática para o bate papo inóquo, a restrição da minha capacidade de desligamento, melhor, de dilatação ambiental da minha paciência de ouvir tretas atirava - me, quase sempre, para a bichomatice, dada a incapacidade de encaixe no universo das conversas catadeiras.

Arrogância? Nem por isso... A solução, impossível, seria o silêncio e ouvidos atentos, que a minha curiosidade intelectual alimentaria, SILENCIOSA, até morrer.
Desgraçadamente, a partilha compulsiva dos meus fracos conhecimentos do mundo, da História do mundo, das minhas experiências pessoais e das minhas reflexões sobre a espécie, é - me, é - nos de uma brutal emergência, daí o meu barulhar por sobre a a catadeira condição.

" Lá está o meu avô a ralhar com a televisão... " - comentam as minhas netas às minhas censuras sobre o desbragamento com que a Língua Portuguesa está a ser tratada na veiculação de asnices ,pedagógicamente imbecilizantes.

Voltando à vaca fria..., a " COMO FALAR BANALIDADES " - do Luís Pedro Nunes, na Revista do Expresso  passado e aceite o desafio da conversa, espero que não - fiada, acrescento que... quando a treta é demais e a banalidade resiste aos meus contrabandos desviantes, bem..., BLOQUEIO e... passo por bicho - de - mato, na maior...

Einstein dizia que um serão em que todos os convivas estivessem de acordo seria um serão perdido.
Espero não ter dado, com o meu silêncio enfastiado, cabo de alguns...