INQUIETAÇÕES...
Gasset, que não acreditava no determinismo histórico remeteu -nos a uma perspectiva outra na análise do formidável levantamento popular da primeira metade do século XX a que deu o nome de La rebelión de las masas, onde se deixa deslumbrar pelo fenómeno que qual maré, varreu o Ocidente.
Ausente do determinismo histórico e das suas condições objectivas, esse titubeio metafísico (sic) , embora assustador, não contemplou o mesmo tipo de inquietações que, miméticas, hoje assola o Ocidente e o mundo Global.
" Rejeito, pois, igualmente, toda a interpretação do nosso tempo que não descubra a significação positiva oculta sob o actual império das massas e as que o aceitam beatamente sem estremecer de espanto."
Das derrotas de Morus, Erasmo e , pasme - se, Maquiavel, ameaça sair e sobressair triunfante com Schop, Nietzschze, o último Homem, de regresso à CAVERNA.
A única significação positiva(?) não tão oculta como isso, que se vai descobrindo na consagração pífia de um individualismo serôdio, estribado na mais elementar pulsão do humano face à sua modelação como ser social, instintivo e básico, seria a necessidade, essa sim determinante, de enfrentar com arrojo e intransigência a erosão democrática que uma crescente mediocridade do Pensamento vai provocando na interpretação esclarecida. A História não acabou mas as soluções projectadas de um neo -fascismo redentor com que um populismo (in)orgânico tem vindo a se alimentar já nos levaram a duas Guerras Mundiais.
Fala-se de um novo ciclo histórico que se vai manifestando no quadro sincrético da suficiência auto - assumida e da banalização do Conhecimento versus Informação, sobrelevando esta ao estatuto de verdade, um desiderato traduzível à medida do sujeito, medida de todas as coisas.
À abrangência deste devir, manifestado hoje no mundo ocidental, contrapõe-se não já a Filosofia, abastardada e contaminada na enxurrada relativista, mas a firmeza das convicções nas virtualidades de um regime - a Democracia tout court - e a aversão libertária de todas as formas de submissão, seja ela social, política ou económica.
O Estado democrático, cúmplice na perda do respeito institucional nos seus líderes, tem de ser forte, criativo e pedagógico na resposta a dar aos ses detractores e na denúncia vigorosa e sem contemplações aos novos estandartes ressuscitados do negrume da História.
Se fraquejar, depois de nos ter amolecido, a nós, até à letargia, o ciclo histórico não será muito saudável, para ninguém, nem para os vencedores nem para os vencidos.
sábado, janeiro 05, 2019
terça-feira, janeiro 01, 2019
SÊ BEM VINDO 2019
EXPECTANTE...
... E em quarentena crítica por uns tempos a ver o que vales e se o que trouxeste do defunto foi - se ficando pelo caminho ou não...
Até já!
... E em quarentena crítica por uns tempos a ver o que vales e se o que trouxeste do defunto foi - se ficando pelo caminho ou não...
Até já!
quarta-feira, dezembro 26, 2018
OBRIGADO,MIGUEL!
Miguel Sousa Tavares
NADA A FAZER...
Tenho de dar uma de culambista, com outra vénia ao outro saudoso Miguel, o Esteves Cardoso, pela consagração caracteriológica de certas figuras do jornalismo e da política portuguesa de então e de agora, para, dizia... prestar uma reiterada homenagem a um dos mais brilhantes representantes da análise sócio política de Portugal.
A minha homenagem pública de hoje tem a ver com um assunto que, a não ser com raras excepções, tem sido tratado com uma cobardia, quando não com uma cumplicidade canina, que sobre uma causa banal, burocrática, que tem de fazer e faz, parte das obrigações da Justiça em qualquer Democracia, tem sido pretexto de chantagem psicológica sobre os rabos-de-palha do país sobre os quais têm lançado uma presença obsessiva e sufocante. Falo do " combate à Corrupção "...
" O que está subjacente a esta discussão é a coragem ou a falta dela para enfrentar um poder cada dia menos transparente e menos democrático... " -M.S.Tavares, Expresso 22/12/18, sob o título - O Ministério Público, a Autonomia e a Democracia
O texto é notável e a análise do panorama corporativo do corpo da Justiça, acutilante. Louvo a coragem, a denúncia e o alerta sobre os sinais preocupantes que se vão acumulando de há anos a esta parte.
Com a contenção e cobardia que bastasse, neste pequeno espaço, permiti - me ajuízar sobre o que via desde há muito tempo e ver, num espaço como o do Expresso este assunto abordado com tanto desassombro...
Espalhem a notícia!
terça-feira, dezembro 25, 2018
AINDA MOBILIZADO...
... A FAVOR DAS CAUSAS...
... Que nos distinguem dos babuínos, longe de mim o insulto a esses simpáticos primos, e dos exemplares pouco dignificantes de sapiens que nos remetem, recorrentemente, às memórias, também elas confrangedoras do que temos sido.
E CONTRA, VISCERAL E RACIONALMENTE CONTRA...
... O Cretinismo galopante da espécie já fácilmente diagnosticável no nosso querido Ocidente. A ajuntar a outras coisas já bastamente tratadas por aqui, algures...
Por ora e até o MEU balancete anual do estado das coisas, fico -me. Natal oblige...
... Que nos distinguem dos babuínos, longe de mim o insulto a esses simpáticos primos, e dos exemplares pouco dignificantes de sapiens que nos remetem, recorrentemente, às memórias, também elas confrangedoras do que temos sido.
E CONTRA, VISCERAL E RACIONALMENTE CONTRA...
... O Cretinismo galopante da espécie já fácilmente diagnosticável no nosso querido Ocidente. A ajuntar a outras coisas já bastamente tratadas por aqui, algures...
Por ora e até o MEU balancete anual do estado das coisas, fico -me. Natal oblige...
terça-feira, dezembro 11, 2018
A DERROTA DE HOBBES...
... KANT, PLATÃO... ORWELL..
O TRIUNFO DE SCHOPENHAUER
Num mundo em turmoil, que não em mudanças substantivas e desestruturantes, já que continuam a prevalecer os mecanismos de Poder que a burguesia triunfante impôs no rescaldo da revolução francesa, a Democracia burguesa encontra - se numa encruzilhada.
Conservadora que baste, a rapidez das mudanças, essas sim intangíveis, com que a evolução tecnológica a tem sacudido na letargia política que a sustenta, amedrontada e incapaz de previsão das consequências projectáveis da acção do pensamento não enquadrado nos mecanismos burocráticos da acção político/social, a sedimentação cristalizada e reactiva de receitas testadas, falsamente alternantes dentro do universo pluripartidário, deixou - se descredibilizar através da venalidade incompetente da acção dos seus intérpretes nos lugares cimeiros do Estado.
Um sopro de impaciência varre o planeta em rajadas localizadas e em calmarias ameaçadoras.
A Democracia liberal que aparentava durante meio-século ter metido o planeta numa nova Ordem, triunfante sobre outras maneiras de ver o mundo, tornou - se hoje o principal alvo dos seus praticantes ou(e) beneficiários, conquanto a deslocalização do alvo contaminado pelo sistema económico/financeiro vá passeando impune, como dado adquirido e inamovível no imaginário sócio/político do planeta, um HiperMercado Global.
O facilitador Hobbes, o utopista Kant e o tremendista Orwell, viram - nos como animais fácilmente amestráveis, onde inteligências superiores imporiam, argumentativas, a força de um Leviathan num Poder Centralizado Iluminado e a Razão divinizada na solução dos problemas que a Vida em comum provou ser capaz de produzir.
O sapiens de Schopenhauer recordou -nos e remeteu - nos à nossa condição singular de mamíferos num mundo que colapsa, cíclicamente, sobrepujado pela singularidade do EU, na sua representação de um Mundo guiado, consciente ou inconscientemente por uma Vontade que o ultrapassa e que o ignora em toda a sua plenitude. No espaço da sua representação do Mundo as estórias que vivencia e que com outras se faz História, se desenrola a nossa condição falsamente libertária. A cada um a sua Vontade e a sua Representação decifrável, de si e do Universo.
Acção/Reacção no nosso pequeno tempo e espaço marca, histórica e cíclicamente, como o sopro de Brama, a marcha material e espiritual do Homem - território, presas, recursos e... Sobrevivência.
As estratégias, pessoais, tribais, nacionais, continentais, que, como qualquer outro ser vivo do planeta executa, exponenciadas pela singularidade da consciência da sua perenidade e urgência de ser, marca, sardónicamente, a nossa condição.
Bastaria a humildade desse reconhecimento, na ausência de Deus, para que, efectivamente, a Mudança, a Revolução acontecesse.
Entretanto, fiquemos pelo espectáculo das nossas mesquinhas auto - produções..., por hoje.
Amanhã será outro dia... e ... dançarei...
O TRIUNFO DE SCHOPENHAUER
Num mundo em turmoil, que não em mudanças substantivas e desestruturantes, já que continuam a prevalecer os mecanismos de Poder que a burguesia triunfante impôs no rescaldo da revolução francesa, a Democracia burguesa encontra - se numa encruzilhada.
Conservadora que baste, a rapidez das mudanças, essas sim intangíveis, com que a evolução tecnológica a tem sacudido na letargia política que a sustenta, amedrontada e incapaz de previsão das consequências projectáveis da acção do pensamento não enquadrado nos mecanismos burocráticos da acção político/social, a sedimentação cristalizada e reactiva de receitas testadas, falsamente alternantes dentro do universo pluripartidário, deixou - se descredibilizar através da venalidade incompetente da acção dos seus intérpretes nos lugares cimeiros do Estado.
Um sopro de impaciência varre o planeta em rajadas localizadas e em calmarias ameaçadoras.
A Democracia liberal que aparentava durante meio-século ter metido o planeta numa nova Ordem, triunfante sobre outras maneiras de ver o mundo, tornou - se hoje o principal alvo dos seus praticantes ou(e) beneficiários, conquanto a deslocalização do alvo contaminado pelo sistema económico/financeiro vá passeando impune, como dado adquirido e inamovível no imaginário sócio/político do planeta, um HiperMercado Global.
O facilitador Hobbes, o utopista Kant e o tremendista Orwell, viram - nos como animais fácilmente amestráveis, onde inteligências superiores imporiam, argumentativas, a força de um Leviathan num Poder Centralizado Iluminado e a Razão divinizada na solução dos problemas que a Vida em comum provou ser capaz de produzir.
O sapiens de Schopenhauer recordou -nos e remeteu - nos à nossa condição singular de mamíferos num mundo que colapsa, cíclicamente, sobrepujado pela singularidade do EU, na sua representação de um Mundo guiado, consciente ou inconscientemente por uma Vontade que o ultrapassa e que o ignora em toda a sua plenitude. No espaço da sua representação do Mundo as estórias que vivencia e que com outras se faz História, se desenrola a nossa condição falsamente libertária. A cada um a sua Vontade e a sua Representação decifrável, de si e do Universo.
Acção/Reacção no nosso pequeno tempo e espaço marca, histórica e cíclicamente, como o sopro de Brama, a marcha material e espiritual do Homem - território, presas, recursos e... Sobrevivência.
As estratégias, pessoais, tribais, nacionais, continentais, que, como qualquer outro ser vivo do planeta executa, exponenciadas pela singularidade da consciência da sua perenidade e urgência de ser, marca, sardónicamente, a nossa condição.
Bastaria a humildade desse reconhecimento, na ausência de Deus, para que, efectivamente, a Mudança, a Revolução acontecesse.
Entretanto, fiquemos pelo espectáculo das nossas mesquinhas auto - produções..., por hoje.
Amanhã será outro dia... e ... dançarei...
segunda-feira, dezembro 10, 2018
MACRON
BASTA!...
... Disseram os franceses ao seu presidente E.Macron e, na rua, mostraram a sua insatisfação e paciência esgotada. E Macron... capitulou.
Por ora,o discurso patriótico, mesclado de meas-culpas e exortações patrióticas abrandará a fúria gaulesa.
Et puis... on verra...
... Disseram os franceses ao seu presidente E.Macron e, na rua, mostraram a sua insatisfação e paciência esgotada. E Macron... capitulou.
Por ora,o discurso patriótico, mesclado de meas-culpas e exortações patrióticas abrandará a fúria gaulesa.
Et puis... on verra...
sexta-feira, novembro 30, 2018
ENTRE " DEUS e o DIABO " ? BULLSHIT!
VEJAMOS...
José Eduardo Moniz...
...Actualmente vice-presidente do Benfica, a braços com uma carrada de problemas, desportivos, judiciais e eventualmente financeiros, consultor da Media Capital de que foi o Director Geral, abriu esta noite na TVI um espaço de comentário que se pretende interactivo, sobre os spotlights nacionais.
O homem não é burro e regressa à casa-mãe com um sentido de oportunidade louvável, face aos objectivos que, SUPONHO, perseguirá - a presidência do Benfica e, nos entrementes, juntar - se à coligação mediática anti - Geringonça na tentativa de demolição dessa coligação parlamentar de Esquerda que tem governado o país.
Calejado nessas andanças, Moniz ambiciona o Poder. Legítimo, mas os caminhos que pensa trilhar, à boleia de um simulacro de independência e imparcialidade, denunciado logo nessa primeira intervenção, com a " cumplicidade " inocente dos participantes, deverão ser impiedosamente escrutinados.
Por mais que o Diabo, numa imagética singular e reconhecível no discurso político de hoje em Portugal, se faça reconhecer nos detalhes, uns mais importantes que outros, Deus exibe - se na análise comparativa, feita pelos socialmente mais débeis e pela classe média menos voraz e socialmente integrada, entre os méritos do governo do P.S., amparado pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda e a T.I.N.A. neo-liberal da Direita afastada do poder.
Estaremos atentos...
José Eduardo Moniz...
...Actualmente vice-presidente do Benfica, a braços com uma carrada de problemas, desportivos, judiciais e eventualmente financeiros, consultor da Media Capital de que foi o Director Geral, abriu esta noite na TVI um espaço de comentário que se pretende interactivo, sobre os spotlights nacionais.
O homem não é burro e regressa à casa-mãe com um sentido de oportunidade louvável, face aos objectivos que, SUPONHO, perseguirá - a presidência do Benfica e, nos entrementes, juntar - se à coligação mediática anti - Geringonça na tentativa de demolição dessa coligação parlamentar de Esquerda que tem governado o país.
Calejado nessas andanças, Moniz ambiciona o Poder. Legítimo, mas os caminhos que pensa trilhar, à boleia de um simulacro de independência e imparcialidade, denunciado logo nessa primeira intervenção, com a " cumplicidade " inocente dos participantes, deverão ser impiedosamente escrutinados.
Por mais que o Diabo, numa imagética singular e reconhecível no discurso político de hoje em Portugal, se faça reconhecer nos detalhes, uns mais importantes que outros, Deus exibe - se na análise comparativa, feita pelos socialmente mais débeis e pela classe média menos voraz e socialmente integrada, entre os méritos do governo do P.S., amparado pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda e a T.I.N.A. neo-liberal da Direita afastada do poder.
Estaremos atentos...
sexta-feira, novembro 23, 2018
A VEZ À RUA?
DA TIRANIA DAS MASSAS?
A DEMOCRACIA INTERPELADA?
A DESCREDIBILIZAÇÃO DAS LIDERANÇAS POLÍTICAS?
O ALVORECER DO NACIONAL/POPULISMO?
A VICTÓRIA CORPORATIVA?
O que é isso de compreender e estar contra, relativamente ao que quer que seja? A compreensão da lógica linguística que fundamenta ou tenta fundamentar um argumento, transposta para o campo político/social só poderá socorrer - se de uma premissa humanista, cuja inteligibilidade e tangibilidade sejam universais.
O contexto não é um mito e a infinita gradação que a espécie contempla em cada história pessoal obrigou a que, para além do valor absolutizado da vida, da vida humana, da nossa vida, outros valores absolutizados na sua exequibilidade como Bem-Comum, nos civilizássemos, tendo por pilares essa noção evolutiva adquirida do Bem e do Mal, do Certo e do Errado a que nenhum interesse particular exigisse compreensão e estar contra.
O meu estupor, como se prevê, é proporcional à minha incompreensão. Estar contra é estar contra e é insuportável a quantidade de coisas contra às quais a Democracia não tem estado Contra, decididamente Contra, em defesa de tudo o que se construiu, melhor, do que não se deixou destruir. A reactividade que não a liderança das e nas mudanças tem sido o calcanhar de Aquiles por onde se filtra o contrabando facínora a coberto da Liberdade, adversativa e adversariada por protofascistas e fascistas de todo o Globo.
Quando, em nome da Democracia e Liberdade de Expressão, reivindicações corporativas, a descredibilização e demolição das suas instituições são levados a cabo, com ingenuidade, ignorância histórica e venalidade política, de dentro para fora, por democratas, abertas estão as portas do populismo, a primeira face da degeneração dos valores sociais.
Atrás cavalgam todos os oportunistas de ocasião de braço dado com a mentira e a negligência cobarde dos sobreviventes.
O CDS compreende a greve dos juízes mas está contra... O QUÊ?
O PCP compreende e aceita, o BLOCO olha para o lado.
A DEMOCRACIA INTERPELADA?
A DESCREDIBILIZAÇÃO DAS LIDERANÇAS POLÍTICAS?
O ALVORECER DO NACIONAL/POPULISMO?
A VICTÓRIA CORPORATIVA?
O que é isso de compreender e estar contra, relativamente ao que quer que seja? A compreensão da lógica linguística que fundamenta ou tenta fundamentar um argumento, transposta para o campo político/social só poderá socorrer - se de uma premissa humanista, cuja inteligibilidade e tangibilidade sejam universais.
O contexto não é um mito e a infinita gradação que a espécie contempla em cada história pessoal obrigou a que, para além do valor absolutizado da vida, da vida humana, da nossa vida, outros valores absolutizados na sua exequibilidade como Bem-Comum, nos civilizássemos, tendo por pilares essa noção evolutiva adquirida do Bem e do Mal, do Certo e do Errado a que nenhum interesse particular exigisse compreensão e estar contra.
O meu estupor, como se prevê, é proporcional à minha incompreensão. Estar contra é estar contra e é insuportável a quantidade de coisas contra às quais a Democracia não tem estado Contra, decididamente Contra, em defesa de tudo o que se construiu, melhor, do que não se deixou destruir. A reactividade que não a liderança das e nas mudanças tem sido o calcanhar de Aquiles por onde se filtra o contrabando facínora a coberto da Liberdade, adversativa e adversariada por protofascistas e fascistas de todo o Globo.
Quando, em nome da Democracia e Liberdade de Expressão, reivindicações corporativas, a descredibilização e demolição das suas instituições são levados a cabo, com ingenuidade, ignorância histórica e venalidade política, de dentro para fora, por democratas, abertas estão as portas do populismo, a primeira face da degeneração dos valores sociais.
Atrás cavalgam todos os oportunistas de ocasião de braço dado com a mentira e a negligência cobarde dos sobreviventes.
O CDS compreende a greve dos juízes mas está contra... O QUÊ?
O PCP compreende e aceita, o BLOCO olha para o lado.
quinta-feira, novembro 15, 2018
AVISOS À NAVEGAÇÃO
O EXEMPLO BRASILEIRO... ENTRE OUTROS
CONTEXTUALIZEMOS...
Demasiadas vezes se esquece que o PSD de Passos Coelho ganhou as legislativas que antecederam a formação do governo minoritário do P.Socialista com apoio parlamentar do Bloco de Esquerda e do P.Comunista, vulgarmente designado por " Geringonça ".
Porquê geringonça?
Porque a improbabilidade de manutenção dos compromissos políticos a negociar seriam, face aos programas ideológico/partidários dos parceiros, um empecilho que à primeira contrariedade deitaria por terra a utópica manobra política de António Costa, líder do PS.
A convicção da Direita foi tão forte que, ao ressentimento político, nomeadamente do seu líder de então, Passos Coelho, acrescentou uma profecia tremendista ao que, racionalmente pediria táctica e porque não, estratégia política -Vem aí o Diabo -, ou seja o inferno para os portugueses.
Ora, não caindo na tentação de paraísar a realidade nacional, normalizada, face ao descalabro daninho da vida dos portugueses levado ao cabo pela PáF, coligação governamental de Direita composta pelo PSD e pelo CDS, diria que a Esquerda coligada parlamentarmente teve um desempenho meritório e digno de aplausos pela generalidade da população portuguesa.
Exorcizado o Diabo pela Esquerda, a Direita não conseguiu, mesmo fazendo uso de todo o arsenal político ao dispôr, humano e material, avariar a geringonça ( detesto esta formulação, acho -a desrespeitosa... ).
A chamada experiência liberal passista, que se ia traduzindo numa precariedade progressiva e insistente da classe média e média-baixa, e dos pensionistas, com baixa de salários e pensões, conjugada com um brutal aumento de impostos sobre os rendimentos, foi sufragada em eleições, que o mentor Passos Coelho liderou e que venceu. PORQUÊ? Como foi possível o apoio partidário e não só, ao empobrecimento do país, melhor, da generalidade da população portuguesa?
Só um conjunto de circunstâncias, donde sobressaiu uma maioria parlamentar de Esquerda e as lideranças do P.Socialista de António Costa, de Catarina Martins do Bloco de Esquerda e de Jerónimo de Sousa do P.C.P., tornaram possível o bloqueamento político da PáF.
Remetendo - nos ao subtítulo deste post, pareceria abusiva a comparação da situação política brasileira de hoje com o que se poderia passar em Portugal com a Direita de Passos no poder por mais uma temporada.
Acontece que não foi nesta perspectiva, eventualmente errónea, que a associação da latente, atrevo - me, da efectiva luta de classes que opõe, conjunturalmente, a classe média, média-alta trabalhadora em aliança com as Corporações patronais, contra o potencial nivelamento social que partidos de Esquerda, no Poder, perseguem no seu ideário sócio/político.
Nessa perspectiva, não estranha a conflitualidade induzida no espaço da governação da Geringonça, contra o Estado, por uma protegida Corporação de trabalhadores chamada Função Pública.
As reivindicações e as queixas em Portugal, um país de lamúrias, justificadas ou não, como melhor disse e efabulou o ex-líder da PáF, são o dia-a-dia dos portugueses, mas esta grande concertação classista não aparece do nada. É um ataque concertado e feroz contra a outra concertação, essa de Esquerda.
Sabemos como as coisas se passaram no Brasil, com a conjugação dos Media, na indução da percepção de um país corrupto, da Justiça, apoderada, usada com fins políticos, com as redes sociais e o boicote económico, na criação do caldo populista que derrotou o P.T.de Haddad, de Dilma e de Lula.
SABEMOS?
CONTEXTUALIZEMOS...
Demasiadas vezes se esquece que o PSD de Passos Coelho ganhou as legislativas que antecederam a formação do governo minoritário do P.Socialista com apoio parlamentar do Bloco de Esquerda e do P.Comunista, vulgarmente designado por " Geringonça ".
Porquê geringonça?
Porque a improbabilidade de manutenção dos compromissos políticos a negociar seriam, face aos programas ideológico/partidários dos parceiros, um empecilho que à primeira contrariedade deitaria por terra a utópica manobra política de António Costa, líder do PS.
A convicção da Direita foi tão forte que, ao ressentimento político, nomeadamente do seu líder de então, Passos Coelho, acrescentou uma profecia tremendista ao que, racionalmente pediria táctica e porque não, estratégia política -Vem aí o Diabo -, ou seja o inferno para os portugueses.
Ora, não caindo na tentação de paraísar a realidade nacional, normalizada, face ao descalabro daninho da vida dos portugueses levado ao cabo pela PáF, coligação governamental de Direita composta pelo PSD e pelo CDS, diria que a Esquerda coligada parlamentarmente teve um desempenho meritório e digno de aplausos pela generalidade da população portuguesa.
Exorcizado o Diabo pela Esquerda, a Direita não conseguiu, mesmo fazendo uso de todo o arsenal político ao dispôr, humano e material, avariar a geringonça ( detesto esta formulação, acho -a desrespeitosa... ).
A chamada experiência liberal passista, que se ia traduzindo numa precariedade progressiva e insistente da classe média e média-baixa, e dos pensionistas, com baixa de salários e pensões, conjugada com um brutal aumento de impostos sobre os rendimentos, foi sufragada em eleições, que o mentor Passos Coelho liderou e que venceu. PORQUÊ? Como foi possível o apoio partidário e não só, ao empobrecimento do país, melhor, da generalidade da população portuguesa?
Só um conjunto de circunstâncias, donde sobressaiu uma maioria parlamentar de Esquerda e as lideranças do P.Socialista de António Costa, de Catarina Martins do Bloco de Esquerda e de Jerónimo de Sousa do P.C.P., tornaram possível o bloqueamento político da PáF.
Remetendo - nos ao subtítulo deste post, pareceria abusiva a comparação da situação política brasileira de hoje com o que se poderia passar em Portugal com a Direita de Passos no poder por mais uma temporada.
Acontece que não foi nesta perspectiva, eventualmente errónea, que a associação da latente, atrevo - me, da efectiva luta de classes que opõe, conjunturalmente, a classe média, média-alta trabalhadora em aliança com as Corporações patronais, contra o potencial nivelamento social que partidos de Esquerda, no Poder, perseguem no seu ideário sócio/político.
Nessa perspectiva, não estranha a conflitualidade induzida no espaço da governação da Geringonça, contra o Estado, por uma protegida Corporação de trabalhadores chamada Função Pública.
As reivindicações e as queixas em Portugal, um país de lamúrias, justificadas ou não, como melhor disse e efabulou o ex-líder da PáF, são o dia-a-dia dos portugueses, mas esta grande concertação classista não aparece do nada. É um ataque concertado e feroz contra a outra concertação, essa de Esquerda.
Sabemos como as coisas se passaram no Brasil, com a conjugação dos Media, na indução da percepção de um país corrupto, da Justiça, apoderada, usada com fins políticos, com as redes sociais e o boicote económico, na criação do caldo populista que derrotou o P.T.de Haddad, de Dilma e de Lula.
SABEMOS?
segunda-feira, novembro 05, 2018
CATARINA, a entrevista
ESCLARECIDA
CATARINA MARTINS
A Líder coordenadora do Bloco de Esquerda deu uma entrevista ao Expresso onde continuou a expôr grande assertividade, inteligência e... transparência.
Mais do que uma mensagem aos apoiantes na explicação/balanço sumário sobre as conversas (abrenúncio!) com o Partido Socialista sobre as expectativas ainda a haver para o resto da legislatura, traça pistas sobre a próxima, perante a ambição, legítima, do parceiro parlamentar, de uma maioria absoluta de deputados na próxima legislatura.
Passando por cima das cascas de banana atiradas pela provocação jornalística, esvaziou, lúcida, a indução conflituosa com os parceiros, nomeadamente o PCP e o PS, pela expectativa declarada da Esquerda por esta solução governativa, sem que necessáriamente, venha a tornar - se numa flor na lapela do primeiro - Ministro Costa, que será sempre um risco a correr na disputa do eleitorado de Esquerda, risco esse acrescido, paradoxalmente, pelos ganhos sociais, económicos e políticos, que essa solução de governo, com apoios parlamentares do Bloco e do PCP tornou possível, pela indução do voto útil no partido maioritário do Governo.
Bem fez, assim como o PCP e Jerónimo Martins, nos alertas às condições, conjunturais e de compromissos que tornaram possível, hoje e eventualmente no futuro, a continuação desses apoios a um governo minoritário do PS.
CATARINA MARTINS
A Líder coordenadora do Bloco de Esquerda deu uma entrevista ao Expresso onde continuou a expôr grande assertividade, inteligência e... transparência.
Mais do que uma mensagem aos apoiantes na explicação/balanço sumário sobre as conversas (abrenúncio!) com o Partido Socialista sobre as expectativas ainda a haver para o resto da legislatura, traça pistas sobre a próxima, perante a ambição, legítima, do parceiro parlamentar, de uma maioria absoluta de deputados na próxima legislatura.
Passando por cima das cascas de banana atiradas pela provocação jornalística, esvaziou, lúcida, a indução conflituosa com os parceiros, nomeadamente o PCP e o PS, pela expectativa declarada da Esquerda por esta solução governativa, sem que necessáriamente, venha a tornar - se numa flor na lapela do primeiro - Ministro Costa, que será sempre um risco a correr na disputa do eleitorado de Esquerda, risco esse acrescido, paradoxalmente, pelos ganhos sociais, económicos e políticos, que essa solução de governo, com apoios parlamentares do Bloco e do PCP tornou possível, pela indução do voto útil no partido maioritário do Governo.
Bem fez, assim como o PCP e Jerónimo Martins, nos alertas às condições, conjunturais e de compromissos que tornaram possível, hoje e eventualmente no futuro, a continuação desses apoios a um governo minoritário do PS.
O BRASIL DE BOLSONARO...
...ELEGEU
S.MORO
Das suas boas razões sobre o desmascaramento da intriga,da insídia e da infâmia, arquitectadas, o desMOROnamento ético desmerece, contundente, a campanha justicialista contra a Corrupção, levada a cabo contra o P.T.
Se houvesse algo a acrescentar ao que terá ficado evidente, durante os últimos anos da presidência petista na construção da sua alternativa, foi a eficácia despudorada dos seus inimigos de classe,na ocupação, controlo, uso e usura dos dois braços do Estado brasileiro - a Justiça e o Congresso.
A Democracia permitiu que isso acontecesse e será a Democracia, esclarecida, a recuperar o que ganhou e deitou a perder para uma geração de brasileiros, mais uma.
De pelo menos uma década de arbitrariedades " democráticas" não se irá livrar tão cedo.
Que sobre e não se relaxe a resistência aonde faltou a vigilância. AMÉN!
P.S.
AINDA VAI A TEMPO, BRASIL..
S.MORO
Das suas boas razões sobre o desmascaramento da intriga,da insídia e da infâmia, arquitectadas, o desMOROnamento ético desmerece, contundente, a campanha justicialista contra a Corrupção, levada a cabo contra o P.T.
Se houvesse algo a acrescentar ao que terá ficado evidente, durante os últimos anos da presidência petista na construção da sua alternativa, foi a eficácia despudorada dos seus inimigos de classe,na ocupação, controlo, uso e usura dos dois braços do Estado brasileiro - a Justiça e o Congresso.
A Democracia permitiu que isso acontecesse e será a Democracia, esclarecida, a recuperar o que ganhou e deitou a perder para uma geração de brasileiros, mais uma.
De pelo menos uma década de arbitrariedades " democráticas" não se irá livrar tão cedo.
Que sobre e não se relaxe a resistência aonde faltou a vigilância. AMÉN!
P.S.
AINDA VAI A TEMPO, BRASIL..
quinta-feira, novembro 01, 2018
HELP!
A ESQUERDA...
... PRECISA DESESPERADAMENTE DE REFERÊNCIAS. ALVÍSSARAS A QUEM AS DESCOBRIR HOJE EM QUALQUER LUGAR DO PLANETA.
PORTUGAL MEDIÁTICO
ABERTURA DOS TELEJORNAIS?
DESPEDIMENTO DE PESEIRO. QUEM? PESEIRO, o até hoje, treinador de uma equipa de futebol chamado Sporting.
E... Tancos, mais variações sobre Tancos, SNS, mais Bolsonaro, o nome mais vezes solicitado durante o mês de Outubro. Ah!.... o Orçamento, mais as reacções pavlovianas do costume com as greves corporativas do costume. Sindicais, queria dizer, mas a verdade venceu. E faltam, ao virar da esquina a dos médicos e a dos magistrados.
O mundo, para além de Trump? Só se aconteceu alguma catástrofe, cheias, temporais, incêndios... terrorismo...
Li algures que 60% da fauna terrestre terá desaparecido no século XX, algumas espécies erradicadas e não consegui deixar de me comover com a sorte que ameaça os perigosíssimos cavalos - marinhos portugueses - a sua extinção.
DESPEDIMENTO DE PESEIRO. QUEM? PESEIRO, o até hoje, treinador de uma equipa de futebol chamado Sporting.
E... Tancos, mais variações sobre Tancos, SNS, mais Bolsonaro, o nome mais vezes solicitado durante o mês de Outubro. Ah!.... o Orçamento, mais as reacções pavlovianas do costume com as greves corporativas do costume. Sindicais, queria dizer, mas a verdade venceu. E faltam, ao virar da esquina a dos médicos e a dos magistrados.
O mundo, para além de Trump? Só se aconteceu alguma catástrofe, cheias, temporais, incêndios... terrorismo...
Li algures que 60% da fauna terrestre terá desaparecido no século XX, algumas espécies erradicadas e não consegui deixar de me comover com a sorte que ameaça os perigosíssimos cavalos - marinhos portugueses - a sua extinção.
domingo, outubro 28, 2018
quinta-feira, outubro 25, 2018
O DIÁRIO DE CAVACO
SUA EX-EXCELÊNCIA DA REPÚBLICA...
...CAVACO SILVA, continua sendo o que sempre foi. À Instrução e às circunstâncias históricas que lhe permitiu ter - se tornado primeiro-Ministro e mais tarde presidente da República, muito terá a agradecer e à Democracia pela qual nunca lutou e que tanto lhe deu, no fortalecimento do ego originário, muitas mais lições teria a aprender.
A publicação de mais um diário intriguista, acaba por trazer justiça e clareza a um percurso político de um reciclado democrata, outrora bem instalado no regime fascista.
UMA GROSSERIA, a revelação de conversas privadas, mesmo que institucionais, a juntar a outras que a nossa memória arquivará e, diacho, a história pequenina, também.
...CAVACO SILVA, continua sendo o que sempre foi. À Instrução e às circunstâncias históricas que lhe permitiu ter - se tornado primeiro-Ministro e mais tarde presidente da República, muito terá a agradecer e à Democracia pela qual nunca lutou e que tanto lhe deu, no fortalecimento do ego originário, muitas mais lições teria a aprender.
A publicação de mais um diário intriguista, acaba por trazer justiça e clareza a um percurso político de um reciclado democrata, outrora bem instalado no regime fascista.
UMA GROSSERIA, a revelação de conversas privadas, mesmo que institucionais, a juntar a outras que a nossa memória arquivará e, diacho, a história pequenina, também.
terça-feira, outubro 23, 2018
O GRANDE FAXINEIRO
DUPLAMENTE OFENSIVA...
BOLSONARO
... A proclamação do candidato da extrema direita, Bolsonaro, prometendo LIMPAR o Brasil do que ele considera constituir -se numa LATRINA, assumindo - se, pois, como o Faxineiro-Mor. Como o irá fazer, caso seja eleito, estará hoje claro para todos os brasileiros, pelo que a escolha será, democráticamente, fundamentada.
De tantas vezes violada, a Dama Democracia anda a gostar do abuso e, alegremente masoq, aguarda, segundo todas as previsões, o estuprador que, afinal, descobriu como a assaltar...
QUE VÁ DANÇANDO...
P.S.
SUPONHO QUE HOJE, 14 DE JUNHO, JÁ ESTARÁ FARTA DO BAILE, OU NÃO?
BOLSONARO
... A proclamação do candidato da extrema direita, Bolsonaro, prometendo LIMPAR o Brasil do que ele considera constituir -se numa LATRINA, assumindo - se, pois, como o Faxineiro-Mor. Como o irá fazer, caso seja eleito, estará hoje claro para todos os brasileiros, pelo que a escolha será, democráticamente, fundamentada.
De tantas vezes violada, a Dama Democracia anda a gostar do abuso e, alegremente masoq, aguarda, segundo todas as previsões, o estuprador que, afinal, descobriu como a assaltar...
QUE VÁ DANÇANDO...
P.S.
SUPONHO QUE HOJE, 14 DE JUNHO, JÁ ESTARÁ FARTA DO BAILE, OU NÃO?
domingo, outubro 21, 2018
VIDAL, a entrevista (2)
AINDA A PRETEXTO...
O caso Marquês, pela abrangência real sobre uma realidade, essa não intuída mas efectiva que continha os pressupostos de malévolas ligações entre a Política,o sistema financeiro e económico, foi o coroamento, pelas personalidades envolvidas, um ex - Primeiro Ministro e a cabeça do maior banco português, o BES, da investida de uma Justiça descredibilizada aos olhos dos cidadãos.
Paralelamente e em nome de uma imparcialidade manhosa foi - se experimentando, testando, junto de personalidades menores do universo político da Direita e da Esquerda a reacção popular à abertura de investigações criminais aos grandes. Do peixe -miúdo, da pequena corrupção ao upgrade qualitativo foi um sopro A cumplicidade com franjas mediáticas, testadas, sopesadas na sua eficácia e finalmente alargadas numa agenda dirigida e fácilmente identificável nos seus contornos ideológicos não incomodou o protagonismo há tanto ansiado.
A substituição estratégica e táctica na compreensão pela Política do alastramento da impunidade de certos actores políticos e económico/financeiros do país configura - se na figura da Procuradoria-Geral onde pontua Marques Vidal e no TICÃO ( Tribunal Central de Investigação Criminal ) onde o juíz de Instrução Criminal, Carlos Alexandre, assume uma cumplicidade activa e efectiva com o Procurador Rosário Teixeira no mega-processo que envolverá, segundo a acusação, a cumplicidade corruptora entre Ricardo Salgado, o CEO do BES e o ex-Primeiro Ministro Português, o socialista José Sócrates, a par de outros intervenientes arrolados.
Carlos Alexandre
A singularidade das posições de um organismo judicial, o TICÃO, cuja acção deveria ser neutra e imparcial na apreciação dos passos da investigação, revelou - se como uma afronta aos arguidos, dada a sua denunciada manifesta cumplicidade com a Procuradoria, em cuja acção declarada de hostilidade pretenderia, à luz das queixas de preterição que um sorteio judicial fundamentou e sobre o qual lançou suspeitas de manipulação, continuar na avaliação bizarra, no mínimo, do próprio trabalho de avaliação das provas antes de serem remetidas a um eventual julgamento dos acusados.
Tenho por mim o desconhecimento das idiossincracias político/partidárias que enformam a maioria dos agentes do Ministerio Público e mesmo da ex-Procuradora Geral, da actual Procuradora e do Juíz C.Alexandre, mas que os sinais de uma presumível agenda política no seu trabalho começam a ficar expostos e vão - se tornando uma realidade incontornável à vista de toda a gente.
O caso Marquês, pela abrangência real sobre uma realidade, essa não intuída mas efectiva que continha os pressupostos de malévolas ligações entre a Política,o sistema financeiro e económico, foi o coroamento, pelas personalidades envolvidas, um ex - Primeiro Ministro e a cabeça do maior banco português, o BES, da investida de uma Justiça descredibilizada aos olhos dos cidadãos.
Paralelamente e em nome de uma imparcialidade manhosa foi - se experimentando, testando, junto de personalidades menores do universo político da Direita e da Esquerda a reacção popular à abertura de investigações criminais aos grandes. Do peixe -miúdo, da pequena corrupção ao upgrade qualitativo foi um sopro A cumplicidade com franjas mediáticas, testadas, sopesadas na sua eficácia e finalmente alargadas numa agenda dirigida e fácilmente identificável nos seus contornos ideológicos não incomodou o protagonismo há tanto ansiado.
A substituição estratégica e táctica na compreensão pela Política do alastramento da impunidade de certos actores políticos e económico/financeiros do país configura - se na figura da Procuradoria-Geral onde pontua Marques Vidal e no TICÃO ( Tribunal Central de Investigação Criminal ) onde o juíz de Instrução Criminal, Carlos Alexandre, assume uma cumplicidade activa e efectiva com o Procurador Rosário Teixeira no mega-processo que envolverá, segundo a acusação, a cumplicidade corruptora entre Ricardo Salgado, o CEO do BES e o ex-Primeiro Ministro Português, o socialista José Sócrates, a par de outros intervenientes arrolados.
Carlos Alexandre
A singularidade das posições de um organismo judicial, o TICÃO, cuja acção deveria ser neutra e imparcial na apreciação dos passos da investigação, revelou - se como uma afronta aos arguidos, dada a sua denunciada manifesta cumplicidade com a Procuradoria, em cuja acção declarada de hostilidade pretenderia, à luz das queixas de preterição que um sorteio judicial fundamentou e sobre o qual lançou suspeitas de manipulação, continuar na avaliação bizarra, no mínimo, do próprio trabalho de avaliação das provas antes de serem remetidas a um eventual julgamento dos acusados.
Tenho por mim o desconhecimento das idiossincracias político/partidárias que enformam a maioria dos agentes do Ministerio Público e mesmo da ex-Procuradora Geral, da actual Procuradora e do Juíz C.Alexandre, mas que os sinais de uma presumível agenda política no seu trabalho começam a ficar expostos e vão - se tornando uma realidade incontornável à vista de toda a gente.
quinta-feira, outubro 18, 2018
VIDAL - a entrevista
AINDA A TEMPO... e a pretexto
( UM SUBTÍTULO a 21/11 com uma pergunta - QUANDO É QUE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DIRÁ ALGO SOBRE A JUSTIÇA, EM RODA LIVRE, NA ÚLTIMA DÉCADA? )
Passando por cima da rapidez com que esta entrevista dá à luz e já que o balanço da Procuradoria, mais do que a sua gestão, foi feita, permito -me recordar as minhas reservas sobre o que não foi dito nem questionado no trabalho dirigido pela ex - Procuradora - Geral.
"... Não podemos cair na frase feita de que Portugal é um país de corruptos.../... somos um país onde o problema da corrupção tem uma dimensão que é urgente atacar. Tem de ser encarada como uma questão essencial do Estado de Direito democrático. Penso que políticamente a resposta não é eficaz. Tem sido muito superficial. Não há uma estratégia nacional contra a corrupção ".
Ora aí está, preto no branco, o despertar da Justiça nas suas obrigações constitucionais, dado o desaparecimento ( será? ), intuído, da sua, isso sim condenável, manipulação pelos interesses políticos.
Se o Estado, leia - se, Governo e Assembleia da República, não consegue ou não quer, como é a sua função política, dar combate a este problema, a Procuradoria - Geral fá - lo - ia, lançando para o terreno, com apoio declarado, a Polícia Judiciária e o Ministério Público.
Bem, se Portugal não é um país de corruptos, por que razão haveria de existir uma estratégia nacional de combate aos sintomas que as leis emanadas da Assembleia não contemplam já? Nunca houve, nem à Direita nem à Esquerda essa urgência declarada dada a dimensão desvalorizada do problema. A haver críticas ao desleixo e essas fundamentadas só poderiam visar o próprio aparelho judiciário, mormente a Procuradoria - Geral. Com o mesmo quadro legislativo de décadas e com a mesma crónica reivindicação de mais meios, técnicos e humanos de combate, libertou - se uma sanha justicialista como nunca se verificou no país e que visou notóriamente a Política e as suas ligações económico-financeiras.
O QUE É QUE ACONTECEU?
Demasiadas coisas que a infundamentação me tolhe a verve, MAS... a cumplicidade álacre e alarve com alguns jornalistas na distribuição cirúrgica de dados de investigação em segredo de justiça, mediatizando um julgamento popular a proteger a luta de David contra Golias, terá sido, até pela protecção dos crimes cometidos nessa divulgação, fundamentada pela inexistência de NENHUM processo conhecido sobre a matéria e NENHUM arguido indiciado, terá sido a chave do que se chamou a corajosa investida dos procuradores.
A facilidade na abertura de investigações, tornou - se frenética e a recolha de indícios probatórios com avisos antecipados aos MEDIA, presentes em cada detenção ou buscas, mais a denunciada lealdade bizarra do TICÃO, deu corpo a um estatuto moralista que atacou a Política com arrojo.
( continuaremos... )
( UM SUBTÍTULO a 21/11 com uma pergunta - QUANDO É QUE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DIRÁ ALGO SOBRE A JUSTIÇA, EM RODA LIVRE, NA ÚLTIMA DÉCADA? )
Passando por cima da rapidez com que esta entrevista dá à luz e já que o balanço da Procuradoria, mais do que a sua gestão, foi feita, permito -me recordar as minhas reservas sobre o que não foi dito nem questionado no trabalho dirigido pela ex - Procuradora - Geral.
"... Não podemos cair na frase feita de que Portugal é um país de corruptos.../... somos um país onde o problema da corrupção tem uma dimensão que é urgente atacar. Tem de ser encarada como uma questão essencial do Estado de Direito democrático. Penso que políticamente a resposta não é eficaz. Tem sido muito superficial. Não há uma estratégia nacional contra a corrupção ".
Ora aí está, preto no branco, o despertar da Justiça nas suas obrigações constitucionais, dado o desaparecimento ( será? ), intuído, da sua, isso sim condenável, manipulação pelos interesses políticos.
Se o Estado, leia - se, Governo e Assembleia da República, não consegue ou não quer, como é a sua função política, dar combate a este problema, a Procuradoria - Geral fá - lo - ia, lançando para o terreno, com apoio declarado, a Polícia Judiciária e o Ministério Público.
Bem, se Portugal não é um país de corruptos, por que razão haveria de existir uma estratégia nacional de combate aos sintomas que as leis emanadas da Assembleia não contemplam já? Nunca houve, nem à Direita nem à Esquerda essa urgência declarada dada a dimensão desvalorizada do problema. A haver críticas ao desleixo e essas fundamentadas só poderiam visar o próprio aparelho judiciário, mormente a Procuradoria - Geral. Com o mesmo quadro legislativo de décadas e com a mesma crónica reivindicação de mais meios, técnicos e humanos de combate, libertou - se uma sanha justicialista como nunca se verificou no país e que visou notóriamente a Política e as suas ligações económico-financeiras.
O QUE É QUE ACONTECEU?
Demasiadas coisas que a infundamentação me tolhe a verve, MAS... a cumplicidade álacre e alarve com alguns jornalistas na distribuição cirúrgica de dados de investigação em segredo de justiça, mediatizando um julgamento popular a proteger a luta de David contra Golias, terá sido, até pela protecção dos crimes cometidos nessa divulgação, fundamentada pela inexistência de NENHUM processo conhecido sobre a matéria e NENHUM arguido indiciado, terá sido a chave do que se chamou a corajosa investida dos procuradores.
A facilidade na abertura de investigações, tornou - se frenética e a recolha de indícios probatórios com avisos antecipados aos MEDIA, presentes em cada detenção ou buscas, mais a denunciada lealdade bizarra do TICÃO, deu corpo a um estatuto moralista que atacou a Política com arrojo.
( continuaremos... )
domingo, outubro 14, 2018
REMODELAÇÃO NO GOVERNO
XEQUE!
O primeiro -ministro português, António Costa, surpreendeu tudo e todos com uma remodelação ministerial que, na ressaca da demissão do Ministro da Defesa, surge como um eficaz lanço político no esvaziamento das fraquezas do Governo, na minha opinião mais induzidas pelos Media que pelos, decididamente, alguns engulhos sérios com que se defrontou.
Voltaremos a essa matéria...
Voltaremos a essa matéria...
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