RELEMBREMOS G.PAPINI...
" Reparai num mapa da Europa. A Inglaterra lá está no alto, à parte, por sua conta própria, e olha o Continente como um cão a vigiar o rebanho lá em baixo, como uma ave de rapina oculta entre as nuvens para saltar em cheio sobre a vítima, como um severo vigilante espia com suspeita a sua gentalha.
Os países da Europa estão todos ligados, compactos, todos juntos e confiantes, mesmos os mais remotos. São uma família, e nas famílias não há sempre acordo, nas famílias há, por vezes, divisões e zangas mas, em suma, há sempre recordações, sentimentos, interesses comuns. A Europa continental é tão sociável, tão amiga do mundo, que, por um lado, parece uma só com a Ásia e em baixo, no meio-dia, se projecta com as suas ilhas e penínsulas até quase tocar em África.
A Inglaterra, não. Reconhece que a Europa não é a sua pátria. A Inglaterra não tem nada que ver com a Europa. Com o seu focinho apontado ao polo e as suas alturas brancas sobre o mar mostra claramente que não quer pertencer ao Continente. " - La spia del mondo
Escrito em 1955, o fascista Papini, céptico então de uma, para ele, inexistente pulsão europeísta da velha Albion, à qual remete a posse de uma soberba atávica e irremediável contra a qual nem o seu empedernido pragmatismo consegue dissimular a convicção.
Hoje, a História política e imperialista da Grã-Bretanha será do conhecimento, quero crer, dos mandantes da U.E., depositários dos interesses da Comunidade contra o, diria Papini, farisaísmo do Brexiters e dos seus apoiantes.
Temos em presença uma singularidade extraordinária. Por um lado uma liderança negocial por parte de uma primeira-ministra que foi contra a saída da U.E. e que está a funcionar burocráticamente contra os mestres da Burrocracia europeia. Por outro temos os anti- Brexit, aparentemente liderados por uma oposição política cujo líder, Corbyn, nunca foi um militante activista determinado contra o Brexit, mesmo nos dias que correm...
Tornou - se um imperativo, dada a bagunça criada por uma decisão política impulsiva, para não dizer pior, que não reflectida, pelo resultado, hoje se sabe manipulado, do referendo do Brexit, conseguir tirar o máximo de vantagens, comerciais e outras das negociações, o que não parece ser possível.
MAS...
sábado, janeiro 19, 2019
domingo, janeiro 13, 2019
COISAS E... LOISAS
MARCELO
O populismo civilizado do presidente da República tem, na minha avisada opinião, tanto de pernicioso como de meritório, na contemplação do desiderato democrático que deve aproximar os eleitos dos eleitores.
O acrescido, se como julgo propositado mérito, tem a ver com o desvio de pulsões político-sociais negativas que o lado negro do populismo se prepara para organizar contra os valores humanistas da Democracia. O pernicioso terá a ver com uma responsabilização político-instrumental que fácilmente lhe será assacado quando e se a operacionalidade política do Governo encontrar pela frente obstáculos fortes.
É que a raíz do populismo entronca - se na inferida convicção de uma capacidade de intervenção por parte de actores políticos ou politizados capazes de sobrepujar as complexidades de um regime com nada de redutor e cuja manutenção e acarinhamento nos deve a todos,inclusive aos não - democratas.
Pensar uma liderança liberta das amarras civilizadas das Leis da República e do humanismo dos seus valores, simplificadora da realidade na soltura dos instintos mais básicos da nossa condição e que a Democracia tenta amestrar, é uma contra-revolução reaccionária à qual uma resistência preventiva terá de ser uma obrigação de todos os democratas.
Quero crer, falso, acredito que a diferença entre o populismo plus do presidente e qualquer outro arremesso reaccionário e ou neo-fascista, servirá de equilibrador no cotejo, mesmo que inorgânico e mal esclarecido, entre uma coisa e outra.
RUI RIO
O presidente do P.S.D., partido social-democrata na Oposição, Rui Rio, tem - se recusado a abandonar a matriz social-democrata do partido fundado pelo Sá - Carneiro nos anos quentes da Revolução dos Cravos em Portugal. Com isso deu uma guinada à deriva direitista encetada pelo anterior líder Passos Coelho. A reacção dos passistas, que têm actualmente a maioria no grupo parlamentar saído das últimas eleições tem sido de molde a fragilizar a actual liderança, deplorando a pouca virulência da actual Direcção do partido dirigido por Rui Rio, no ataque político ao partido socialista no poder.
Luís Montenegro, um dos mais importantes chefes-de-fila dessa oposição desabrida surgiu, a três meses das eleições europeias, num lance ainda pouco descortinável dada a sua singularidade política, a desafiar a liderança de Rio, propondo um Congresso extraordinário com uma agenda declarada de deposição da actual liderança.
Tenho por mim que quanto mais a ala passista, hoje liderada por Montenegro e a eminência parda de Relvas, mais os mendistas, teixeiristas, santanistas, etc... se assanharem contra a falta de demagogia de Rio, mais se me reforça a convicção de que o afastamento do pote do Orçamento e as negociatas para os boys, por mais quatro anos, já que parece evidente que esta solução governativa, um Ferrari em velocidade de cruzeiro, com as travagens certas antes das curvas a evitar as derrapagens, está a toldar os valores sociais-democratas do PSD, ou pelo menos de uma minoria maisglutona. É que Rio foi eleito há um ano, apenas...
Agradou - me a reacção do visado...
O populismo civilizado do presidente da República tem, na minha avisada opinião, tanto de pernicioso como de meritório, na contemplação do desiderato democrático que deve aproximar os eleitos dos eleitores.
O acrescido, se como julgo propositado mérito, tem a ver com o desvio de pulsões político-sociais negativas que o lado negro do populismo se prepara para organizar contra os valores humanistas da Democracia. O pernicioso terá a ver com uma responsabilização político-instrumental que fácilmente lhe será assacado quando e se a operacionalidade política do Governo encontrar pela frente obstáculos fortes.
É que a raíz do populismo entronca - se na inferida convicção de uma capacidade de intervenção por parte de actores políticos ou politizados capazes de sobrepujar as complexidades de um regime com nada de redutor e cuja manutenção e acarinhamento nos deve a todos,inclusive aos não - democratas.
Pensar uma liderança liberta das amarras civilizadas das Leis da República e do humanismo dos seus valores, simplificadora da realidade na soltura dos instintos mais básicos da nossa condição e que a Democracia tenta amestrar, é uma contra-revolução reaccionária à qual uma resistência preventiva terá de ser uma obrigação de todos os democratas.
Quero crer, falso, acredito que a diferença entre o populismo plus do presidente e qualquer outro arremesso reaccionário e ou neo-fascista, servirá de equilibrador no cotejo, mesmo que inorgânico e mal esclarecido, entre uma coisa e outra.
RUI RIO
O presidente do P.S.D., partido social-democrata na Oposição, Rui Rio, tem - se recusado a abandonar a matriz social-democrata do partido fundado pelo Sá - Carneiro nos anos quentes da Revolução dos Cravos em Portugal. Com isso deu uma guinada à deriva direitista encetada pelo anterior líder Passos Coelho. A reacção dos passistas, que têm actualmente a maioria no grupo parlamentar saído das últimas eleições tem sido de molde a fragilizar a actual liderança, deplorando a pouca virulência da actual Direcção do partido dirigido por Rui Rio, no ataque político ao partido socialista no poder.
Luís Montenegro, um dos mais importantes chefes-de-fila dessa oposição desabrida surgiu, a três meses das eleições europeias, num lance ainda pouco descortinável dada a sua singularidade política, a desafiar a liderança de Rio, propondo um Congresso extraordinário com uma agenda declarada de deposição da actual liderança.
Tenho por mim que quanto mais a ala passista, hoje liderada por Montenegro e a eminência parda de Relvas, mais os mendistas, teixeiristas, santanistas, etc... se assanharem contra a falta de demagogia de Rio, mais se me reforça a convicção de que o afastamento do pote do Orçamento e as negociatas para os boys, por mais quatro anos, já que parece evidente que esta solução governativa, um Ferrari em velocidade de cruzeiro, com as travagens certas antes das curvas a evitar as derrapagens, está a toldar os valores sociais-democratas do PSD, ou pelo menos de uma minoria maisglutona. É que Rio foi eleito há um ano, apenas...
Agradou - me a reacção do visado...
sábado, janeiro 05, 2019
DISCORRENDO...
INQUIETAÇÕES...
Gasset, que não acreditava no determinismo histórico remeteu -nos a uma perspectiva outra na análise do formidável levantamento popular da primeira metade do século XX a que deu o nome de La rebelión de las masas, onde se deixa deslumbrar pelo fenómeno que qual maré, varreu o Ocidente.
Ausente do determinismo histórico e das suas condições objectivas, esse titubeio metafísico (sic) , embora assustador, não contemplou o mesmo tipo de inquietações que, miméticas, hoje assola o Ocidente e o mundo Global.
" Rejeito, pois, igualmente, toda a interpretação do nosso tempo que não descubra a significação positiva oculta sob o actual império das massas e as que o aceitam beatamente sem estremecer de espanto."
Das derrotas de Morus, Erasmo e , pasme - se, Maquiavel, ameaça sair e sobressair triunfante com Schop, Nietzschze, o último Homem, de regresso à CAVERNA.
A única significação positiva(?) não tão oculta como isso, que se vai descobrindo na consagração pífia de um individualismo serôdio, estribado na mais elementar pulsão do humano face à sua modelação como ser social, instintivo e básico, seria a necessidade, essa sim determinante, de enfrentar com arrojo e intransigência a erosão democrática que uma crescente mediocridade do Pensamento vai provocando na interpretação esclarecida. A História não acabou mas as soluções projectadas de um neo -fascismo redentor com que um populismo (in)orgânico tem vindo a se alimentar já nos levaram a duas Guerras Mundiais.
Fala-se de um novo ciclo histórico que se vai manifestando no quadro sincrético da suficiência auto - assumida e da banalização do Conhecimento versus Informação, sobrelevando esta ao estatuto de verdade, um desiderato traduzível à medida do sujeito, medida de todas as coisas.
À abrangência deste devir, manifestado hoje no mundo ocidental, contrapõe-se não já a Filosofia, abastardada e contaminada na enxurrada relativista, mas a firmeza das convicções nas virtualidades de um regime - a Democracia tout court - e a aversão libertária de todas as formas de submissão, seja ela social, política ou económica.
O Estado democrático, cúmplice na perda do respeito institucional nos seus líderes, tem de ser forte, criativo e pedagógico na resposta a dar aos ses detractores e na denúncia vigorosa e sem contemplações aos novos estandartes ressuscitados do negrume da História.
Se fraquejar, depois de nos ter amolecido, a nós, até à letargia, o ciclo histórico não será muito saudável, para ninguém, nem para os vencedores nem para os vencidos.
Gasset, que não acreditava no determinismo histórico remeteu -nos a uma perspectiva outra na análise do formidável levantamento popular da primeira metade do século XX a que deu o nome de La rebelión de las masas, onde se deixa deslumbrar pelo fenómeno que qual maré, varreu o Ocidente.
Ausente do determinismo histórico e das suas condições objectivas, esse titubeio metafísico (sic) , embora assustador, não contemplou o mesmo tipo de inquietações que, miméticas, hoje assola o Ocidente e o mundo Global.
" Rejeito, pois, igualmente, toda a interpretação do nosso tempo que não descubra a significação positiva oculta sob o actual império das massas e as que o aceitam beatamente sem estremecer de espanto."
Das derrotas de Morus, Erasmo e , pasme - se, Maquiavel, ameaça sair e sobressair triunfante com Schop, Nietzschze, o último Homem, de regresso à CAVERNA.
A única significação positiva(?) não tão oculta como isso, que se vai descobrindo na consagração pífia de um individualismo serôdio, estribado na mais elementar pulsão do humano face à sua modelação como ser social, instintivo e básico, seria a necessidade, essa sim determinante, de enfrentar com arrojo e intransigência a erosão democrática que uma crescente mediocridade do Pensamento vai provocando na interpretação esclarecida. A História não acabou mas as soluções projectadas de um neo -fascismo redentor com que um populismo (in)orgânico tem vindo a se alimentar já nos levaram a duas Guerras Mundiais.
Fala-se de um novo ciclo histórico que se vai manifestando no quadro sincrético da suficiência auto - assumida e da banalização do Conhecimento versus Informação, sobrelevando esta ao estatuto de verdade, um desiderato traduzível à medida do sujeito, medida de todas as coisas.
À abrangência deste devir, manifestado hoje no mundo ocidental, contrapõe-se não já a Filosofia, abastardada e contaminada na enxurrada relativista, mas a firmeza das convicções nas virtualidades de um regime - a Democracia tout court - e a aversão libertária de todas as formas de submissão, seja ela social, política ou económica.
O Estado democrático, cúmplice na perda do respeito institucional nos seus líderes, tem de ser forte, criativo e pedagógico na resposta a dar aos ses detractores e na denúncia vigorosa e sem contemplações aos novos estandartes ressuscitados do negrume da História.
Se fraquejar, depois de nos ter amolecido, a nós, até à letargia, o ciclo histórico não será muito saudável, para ninguém, nem para os vencedores nem para os vencidos.
terça-feira, janeiro 01, 2019
SÊ BEM VINDO 2019
EXPECTANTE...
... E em quarentena crítica por uns tempos a ver o que vales e se o que trouxeste do defunto foi - se ficando pelo caminho ou não...
Até já!
... E em quarentena crítica por uns tempos a ver o que vales e se o que trouxeste do defunto foi - se ficando pelo caminho ou não...
Até já!
quarta-feira, dezembro 26, 2018
OBRIGADO,MIGUEL!
Miguel Sousa Tavares
NADA A FAZER...
Tenho de dar uma de culambista, com outra vénia ao outro saudoso Miguel, o Esteves Cardoso, pela consagração caracteriológica de certas figuras do jornalismo e da política portuguesa de então e de agora, para, dizia... prestar uma reiterada homenagem a um dos mais brilhantes representantes da análise sócio política de Portugal.
A minha homenagem pública de hoje tem a ver com um assunto que, a não ser com raras excepções, tem sido tratado com uma cobardia, quando não com uma cumplicidade canina, que sobre uma causa banal, burocrática, que tem de fazer e faz, parte das obrigações da Justiça em qualquer Democracia, tem sido pretexto de chantagem psicológica sobre os rabos-de-palha do país sobre os quais têm lançado uma presença obsessiva e sufocante. Falo do " combate à Corrupção "...
" O que está subjacente a esta discussão é a coragem ou a falta dela para enfrentar um poder cada dia menos transparente e menos democrático... " -M.S.Tavares, Expresso 22/12/18, sob o título - O Ministério Público, a Autonomia e a Democracia
O texto é notável e a análise do panorama corporativo do corpo da Justiça, acutilante. Louvo a coragem, a denúncia e o alerta sobre os sinais preocupantes que se vão acumulando de há anos a esta parte.
Com a contenção e cobardia que bastasse, neste pequeno espaço, permiti - me ajuízar sobre o que via desde há muito tempo e ver, num espaço como o do Expresso este assunto abordado com tanto desassombro...
Espalhem a notícia!
terça-feira, dezembro 25, 2018
AINDA MOBILIZADO...
... A FAVOR DAS CAUSAS...
... Que nos distinguem dos babuínos, longe de mim o insulto a esses simpáticos primos, e dos exemplares pouco dignificantes de sapiens que nos remetem, recorrentemente, às memórias, também elas confrangedoras do que temos sido.
E CONTRA, VISCERAL E RACIONALMENTE CONTRA...
... O Cretinismo galopante da espécie já fácilmente diagnosticável no nosso querido Ocidente. A ajuntar a outras coisas já bastamente tratadas por aqui, algures...
Por ora e até o MEU balancete anual do estado das coisas, fico -me. Natal oblige...
... Que nos distinguem dos babuínos, longe de mim o insulto a esses simpáticos primos, e dos exemplares pouco dignificantes de sapiens que nos remetem, recorrentemente, às memórias, também elas confrangedoras do que temos sido.
E CONTRA, VISCERAL E RACIONALMENTE CONTRA...
... O Cretinismo galopante da espécie já fácilmente diagnosticável no nosso querido Ocidente. A ajuntar a outras coisas já bastamente tratadas por aqui, algures...
Por ora e até o MEU balancete anual do estado das coisas, fico -me. Natal oblige...
terça-feira, dezembro 11, 2018
A DERROTA DE HOBBES...
... KANT, PLATÃO... ORWELL..
O TRIUNFO DE SCHOPENHAUER
Num mundo em turmoil, que não em mudanças substantivas e desestruturantes, já que continuam a prevalecer os mecanismos de Poder que a burguesia triunfante impôs no rescaldo da revolução francesa, a Democracia burguesa encontra - se numa encruzilhada.
Conservadora que baste, a rapidez das mudanças, essas sim intangíveis, com que a evolução tecnológica a tem sacudido na letargia política que a sustenta, amedrontada e incapaz de previsão das consequências projectáveis da acção do pensamento não enquadrado nos mecanismos burocráticos da acção político/social, a sedimentação cristalizada e reactiva de receitas testadas, falsamente alternantes dentro do universo pluripartidário, deixou - se descredibilizar através da venalidade incompetente da acção dos seus intérpretes nos lugares cimeiros do Estado.
Um sopro de impaciência varre o planeta em rajadas localizadas e em calmarias ameaçadoras.
A Democracia liberal que aparentava durante meio-século ter metido o planeta numa nova Ordem, triunfante sobre outras maneiras de ver o mundo, tornou - se hoje o principal alvo dos seus praticantes ou(e) beneficiários, conquanto a deslocalização do alvo contaminado pelo sistema económico/financeiro vá passeando impune, como dado adquirido e inamovível no imaginário sócio/político do planeta, um HiperMercado Global.
O facilitador Hobbes, o utopista Kant e o tremendista Orwell, viram - nos como animais fácilmente amestráveis, onde inteligências superiores imporiam, argumentativas, a força de um Leviathan num Poder Centralizado Iluminado e a Razão divinizada na solução dos problemas que a Vida em comum provou ser capaz de produzir.
O sapiens de Schopenhauer recordou -nos e remeteu - nos à nossa condição singular de mamíferos num mundo que colapsa, cíclicamente, sobrepujado pela singularidade do EU, na sua representação de um Mundo guiado, consciente ou inconscientemente por uma Vontade que o ultrapassa e que o ignora em toda a sua plenitude. No espaço da sua representação do Mundo as estórias que vivencia e que com outras se faz História, se desenrola a nossa condição falsamente libertária. A cada um a sua Vontade e a sua Representação decifrável, de si e do Universo.
Acção/Reacção no nosso pequeno tempo e espaço marca, histórica e cíclicamente, como o sopro de Brama, a marcha material e espiritual do Homem - território, presas, recursos e... Sobrevivência.
As estratégias, pessoais, tribais, nacionais, continentais, que, como qualquer outro ser vivo do planeta executa, exponenciadas pela singularidade da consciência da sua perenidade e urgência de ser, marca, sardónicamente, a nossa condição.
Bastaria a humildade desse reconhecimento, na ausência de Deus, para que, efectivamente, a Mudança, a Revolução acontecesse.
Entretanto, fiquemos pelo espectáculo das nossas mesquinhas auto - produções..., por hoje.
Amanhã será outro dia... e ... dançarei...
O TRIUNFO DE SCHOPENHAUER
Num mundo em turmoil, que não em mudanças substantivas e desestruturantes, já que continuam a prevalecer os mecanismos de Poder que a burguesia triunfante impôs no rescaldo da revolução francesa, a Democracia burguesa encontra - se numa encruzilhada.
Conservadora que baste, a rapidez das mudanças, essas sim intangíveis, com que a evolução tecnológica a tem sacudido na letargia política que a sustenta, amedrontada e incapaz de previsão das consequências projectáveis da acção do pensamento não enquadrado nos mecanismos burocráticos da acção político/social, a sedimentação cristalizada e reactiva de receitas testadas, falsamente alternantes dentro do universo pluripartidário, deixou - se descredibilizar através da venalidade incompetente da acção dos seus intérpretes nos lugares cimeiros do Estado.
Um sopro de impaciência varre o planeta em rajadas localizadas e em calmarias ameaçadoras.
A Democracia liberal que aparentava durante meio-século ter metido o planeta numa nova Ordem, triunfante sobre outras maneiras de ver o mundo, tornou - se hoje o principal alvo dos seus praticantes ou(e) beneficiários, conquanto a deslocalização do alvo contaminado pelo sistema económico/financeiro vá passeando impune, como dado adquirido e inamovível no imaginário sócio/político do planeta, um HiperMercado Global.
O facilitador Hobbes, o utopista Kant e o tremendista Orwell, viram - nos como animais fácilmente amestráveis, onde inteligências superiores imporiam, argumentativas, a força de um Leviathan num Poder Centralizado Iluminado e a Razão divinizada na solução dos problemas que a Vida em comum provou ser capaz de produzir.
O sapiens de Schopenhauer recordou -nos e remeteu - nos à nossa condição singular de mamíferos num mundo que colapsa, cíclicamente, sobrepujado pela singularidade do EU, na sua representação de um Mundo guiado, consciente ou inconscientemente por uma Vontade que o ultrapassa e que o ignora em toda a sua plenitude. No espaço da sua representação do Mundo as estórias que vivencia e que com outras se faz História, se desenrola a nossa condição falsamente libertária. A cada um a sua Vontade e a sua Representação decifrável, de si e do Universo.
Acção/Reacção no nosso pequeno tempo e espaço marca, histórica e cíclicamente, como o sopro de Brama, a marcha material e espiritual do Homem - território, presas, recursos e... Sobrevivência.
As estratégias, pessoais, tribais, nacionais, continentais, que, como qualquer outro ser vivo do planeta executa, exponenciadas pela singularidade da consciência da sua perenidade e urgência de ser, marca, sardónicamente, a nossa condição.
Bastaria a humildade desse reconhecimento, na ausência de Deus, para que, efectivamente, a Mudança, a Revolução acontecesse.
Entretanto, fiquemos pelo espectáculo das nossas mesquinhas auto - produções..., por hoje.
Amanhã será outro dia... e ... dançarei...
segunda-feira, dezembro 10, 2018
MACRON
BASTA!...
... Disseram os franceses ao seu presidente E.Macron e, na rua, mostraram a sua insatisfação e paciência esgotada. E Macron... capitulou.
Por ora,o discurso patriótico, mesclado de meas-culpas e exortações patrióticas abrandará a fúria gaulesa.
Et puis... on verra...
... Disseram os franceses ao seu presidente E.Macron e, na rua, mostraram a sua insatisfação e paciência esgotada. E Macron... capitulou.
Por ora,o discurso patriótico, mesclado de meas-culpas e exortações patrióticas abrandará a fúria gaulesa.
Et puis... on verra...
sexta-feira, novembro 30, 2018
ENTRE " DEUS e o DIABO " ? BULLSHIT!
VEJAMOS...
José Eduardo Moniz...
...Actualmente vice-presidente do Benfica, a braços com uma carrada de problemas, desportivos, judiciais e eventualmente financeiros, consultor da Media Capital de que foi o Director Geral, abriu esta noite na TVI um espaço de comentário que se pretende interactivo, sobre os spotlights nacionais.
O homem não é burro e regressa à casa-mãe com um sentido de oportunidade louvável, face aos objectivos que, SUPONHO, perseguirá - a presidência do Benfica e, nos entrementes, juntar - se à coligação mediática anti - Geringonça na tentativa de demolição dessa coligação parlamentar de Esquerda que tem governado o país.
Calejado nessas andanças, Moniz ambiciona o Poder. Legítimo, mas os caminhos que pensa trilhar, à boleia de um simulacro de independência e imparcialidade, denunciado logo nessa primeira intervenção, com a " cumplicidade " inocente dos participantes, deverão ser impiedosamente escrutinados.
Por mais que o Diabo, numa imagética singular e reconhecível no discurso político de hoje em Portugal, se faça reconhecer nos detalhes, uns mais importantes que outros, Deus exibe - se na análise comparativa, feita pelos socialmente mais débeis e pela classe média menos voraz e socialmente integrada, entre os méritos do governo do P.S., amparado pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda e a T.I.N.A. neo-liberal da Direita afastada do poder.
Estaremos atentos...
José Eduardo Moniz...
...Actualmente vice-presidente do Benfica, a braços com uma carrada de problemas, desportivos, judiciais e eventualmente financeiros, consultor da Media Capital de que foi o Director Geral, abriu esta noite na TVI um espaço de comentário que se pretende interactivo, sobre os spotlights nacionais.
O homem não é burro e regressa à casa-mãe com um sentido de oportunidade louvável, face aos objectivos que, SUPONHO, perseguirá - a presidência do Benfica e, nos entrementes, juntar - se à coligação mediática anti - Geringonça na tentativa de demolição dessa coligação parlamentar de Esquerda que tem governado o país.
Calejado nessas andanças, Moniz ambiciona o Poder. Legítimo, mas os caminhos que pensa trilhar, à boleia de um simulacro de independência e imparcialidade, denunciado logo nessa primeira intervenção, com a " cumplicidade " inocente dos participantes, deverão ser impiedosamente escrutinados.
Por mais que o Diabo, numa imagética singular e reconhecível no discurso político de hoje em Portugal, se faça reconhecer nos detalhes, uns mais importantes que outros, Deus exibe - se na análise comparativa, feita pelos socialmente mais débeis e pela classe média menos voraz e socialmente integrada, entre os méritos do governo do P.S., amparado pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda e a T.I.N.A. neo-liberal da Direita afastada do poder.
Estaremos atentos...
sexta-feira, novembro 23, 2018
A VEZ À RUA?
DA TIRANIA DAS MASSAS?
A DEMOCRACIA INTERPELADA?
A DESCREDIBILIZAÇÃO DAS LIDERANÇAS POLÍTICAS?
O ALVORECER DO NACIONAL/POPULISMO?
A VICTÓRIA CORPORATIVA?
O que é isso de compreender e estar contra, relativamente ao que quer que seja? A compreensão da lógica linguística que fundamenta ou tenta fundamentar um argumento, transposta para o campo político/social só poderá socorrer - se de uma premissa humanista, cuja inteligibilidade e tangibilidade sejam universais.
O contexto não é um mito e a infinita gradação que a espécie contempla em cada história pessoal obrigou a que, para além do valor absolutizado da vida, da vida humana, da nossa vida, outros valores absolutizados na sua exequibilidade como Bem-Comum, nos civilizássemos, tendo por pilares essa noção evolutiva adquirida do Bem e do Mal, do Certo e do Errado a que nenhum interesse particular exigisse compreensão e estar contra.
O meu estupor, como se prevê, é proporcional à minha incompreensão. Estar contra é estar contra e é insuportável a quantidade de coisas contra às quais a Democracia não tem estado Contra, decididamente Contra, em defesa de tudo o que se construiu, melhor, do que não se deixou destruir. A reactividade que não a liderança das e nas mudanças tem sido o calcanhar de Aquiles por onde se filtra o contrabando facínora a coberto da Liberdade, adversativa e adversariada por protofascistas e fascistas de todo o Globo.
Quando, em nome da Democracia e Liberdade de Expressão, reivindicações corporativas, a descredibilização e demolição das suas instituições são levados a cabo, com ingenuidade, ignorância histórica e venalidade política, de dentro para fora, por democratas, abertas estão as portas do populismo, a primeira face da degeneração dos valores sociais.
Atrás cavalgam todos os oportunistas de ocasião de braço dado com a mentira e a negligência cobarde dos sobreviventes.
O CDS compreende a greve dos juízes mas está contra... O QUÊ?
O PCP compreende e aceita, o BLOCO olha para o lado.
A DEMOCRACIA INTERPELADA?
A DESCREDIBILIZAÇÃO DAS LIDERANÇAS POLÍTICAS?
O ALVORECER DO NACIONAL/POPULISMO?
A VICTÓRIA CORPORATIVA?
O que é isso de compreender e estar contra, relativamente ao que quer que seja? A compreensão da lógica linguística que fundamenta ou tenta fundamentar um argumento, transposta para o campo político/social só poderá socorrer - se de uma premissa humanista, cuja inteligibilidade e tangibilidade sejam universais.
O contexto não é um mito e a infinita gradação que a espécie contempla em cada história pessoal obrigou a que, para além do valor absolutizado da vida, da vida humana, da nossa vida, outros valores absolutizados na sua exequibilidade como Bem-Comum, nos civilizássemos, tendo por pilares essa noção evolutiva adquirida do Bem e do Mal, do Certo e do Errado a que nenhum interesse particular exigisse compreensão e estar contra.
O meu estupor, como se prevê, é proporcional à minha incompreensão. Estar contra é estar contra e é insuportável a quantidade de coisas contra às quais a Democracia não tem estado Contra, decididamente Contra, em defesa de tudo o que se construiu, melhor, do que não se deixou destruir. A reactividade que não a liderança das e nas mudanças tem sido o calcanhar de Aquiles por onde se filtra o contrabando facínora a coberto da Liberdade, adversativa e adversariada por protofascistas e fascistas de todo o Globo.
Quando, em nome da Democracia e Liberdade de Expressão, reivindicações corporativas, a descredibilização e demolição das suas instituições são levados a cabo, com ingenuidade, ignorância histórica e venalidade política, de dentro para fora, por democratas, abertas estão as portas do populismo, a primeira face da degeneração dos valores sociais.
Atrás cavalgam todos os oportunistas de ocasião de braço dado com a mentira e a negligência cobarde dos sobreviventes.
O CDS compreende a greve dos juízes mas está contra... O QUÊ?
O PCP compreende e aceita, o BLOCO olha para o lado.
quinta-feira, novembro 15, 2018
AVISOS À NAVEGAÇÃO
O EXEMPLO BRASILEIRO... ENTRE OUTROS
CONTEXTUALIZEMOS...
Demasiadas vezes se esquece que o PSD de Passos Coelho ganhou as legislativas que antecederam a formação do governo minoritário do P.Socialista com apoio parlamentar do Bloco de Esquerda e do P.Comunista, vulgarmente designado por " Geringonça ".
Porquê geringonça?
Porque a improbabilidade de manutenção dos compromissos políticos a negociar seriam, face aos programas ideológico/partidários dos parceiros, um empecilho que à primeira contrariedade deitaria por terra a utópica manobra política de António Costa, líder do PS.
A convicção da Direita foi tão forte que, ao ressentimento político, nomeadamente do seu líder de então, Passos Coelho, acrescentou uma profecia tremendista ao que, racionalmente pediria táctica e porque não, estratégia política -Vem aí o Diabo -, ou seja o inferno para os portugueses.
Ora, não caindo na tentação de paraísar a realidade nacional, normalizada, face ao descalabro daninho da vida dos portugueses levado ao cabo pela PáF, coligação governamental de Direita composta pelo PSD e pelo CDS, diria que a Esquerda coligada parlamentarmente teve um desempenho meritório e digno de aplausos pela generalidade da população portuguesa.
Exorcizado o Diabo pela Esquerda, a Direita não conseguiu, mesmo fazendo uso de todo o arsenal político ao dispôr, humano e material, avariar a geringonça ( detesto esta formulação, acho -a desrespeitosa... ).
A chamada experiência liberal passista, que se ia traduzindo numa precariedade progressiva e insistente da classe média e média-baixa, e dos pensionistas, com baixa de salários e pensões, conjugada com um brutal aumento de impostos sobre os rendimentos, foi sufragada em eleições, que o mentor Passos Coelho liderou e que venceu. PORQUÊ? Como foi possível o apoio partidário e não só, ao empobrecimento do país, melhor, da generalidade da população portuguesa?
Só um conjunto de circunstâncias, donde sobressaiu uma maioria parlamentar de Esquerda e as lideranças do P.Socialista de António Costa, de Catarina Martins do Bloco de Esquerda e de Jerónimo de Sousa do P.C.P., tornaram possível o bloqueamento político da PáF.
Remetendo - nos ao subtítulo deste post, pareceria abusiva a comparação da situação política brasileira de hoje com o que se poderia passar em Portugal com a Direita de Passos no poder por mais uma temporada.
Acontece que não foi nesta perspectiva, eventualmente errónea, que a associação da latente, atrevo - me, da efectiva luta de classes que opõe, conjunturalmente, a classe média, média-alta trabalhadora em aliança com as Corporações patronais, contra o potencial nivelamento social que partidos de Esquerda, no Poder, perseguem no seu ideário sócio/político.
Nessa perspectiva, não estranha a conflitualidade induzida no espaço da governação da Geringonça, contra o Estado, por uma protegida Corporação de trabalhadores chamada Função Pública.
As reivindicações e as queixas em Portugal, um país de lamúrias, justificadas ou não, como melhor disse e efabulou o ex-líder da PáF, são o dia-a-dia dos portugueses, mas esta grande concertação classista não aparece do nada. É um ataque concertado e feroz contra a outra concertação, essa de Esquerda.
Sabemos como as coisas se passaram no Brasil, com a conjugação dos Media, na indução da percepção de um país corrupto, da Justiça, apoderada, usada com fins políticos, com as redes sociais e o boicote económico, na criação do caldo populista que derrotou o P.T.de Haddad, de Dilma e de Lula.
SABEMOS?
CONTEXTUALIZEMOS...
Demasiadas vezes se esquece que o PSD de Passos Coelho ganhou as legislativas que antecederam a formação do governo minoritário do P.Socialista com apoio parlamentar do Bloco de Esquerda e do P.Comunista, vulgarmente designado por " Geringonça ".
Porquê geringonça?
Porque a improbabilidade de manutenção dos compromissos políticos a negociar seriam, face aos programas ideológico/partidários dos parceiros, um empecilho que à primeira contrariedade deitaria por terra a utópica manobra política de António Costa, líder do PS.
A convicção da Direita foi tão forte que, ao ressentimento político, nomeadamente do seu líder de então, Passos Coelho, acrescentou uma profecia tremendista ao que, racionalmente pediria táctica e porque não, estratégia política -Vem aí o Diabo -, ou seja o inferno para os portugueses.
Ora, não caindo na tentação de paraísar a realidade nacional, normalizada, face ao descalabro daninho da vida dos portugueses levado ao cabo pela PáF, coligação governamental de Direita composta pelo PSD e pelo CDS, diria que a Esquerda coligada parlamentarmente teve um desempenho meritório e digno de aplausos pela generalidade da população portuguesa.
Exorcizado o Diabo pela Esquerda, a Direita não conseguiu, mesmo fazendo uso de todo o arsenal político ao dispôr, humano e material, avariar a geringonça ( detesto esta formulação, acho -a desrespeitosa... ).
A chamada experiência liberal passista, que se ia traduzindo numa precariedade progressiva e insistente da classe média e média-baixa, e dos pensionistas, com baixa de salários e pensões, conjugada com um brutal aumento de impostos sobre os rendimentos, foi sufragada em eleições, que o mentor Passos Coelho liderou e que venceu. PORQUÊ? Como foi possível o apoio partidário e não só, ao empobrecimento do país, melhor, da generalidade da população portuguesa?
Só um conjunto de circunstâncias, donde sobressaiu uma maioria parlamentar de Esquerda e as lideranças do P.Socialista de António Costa, de Catarina Martins do Bloco de Esquerda e de Jerónimo de Sousa do P.C.P., tornaram possível o bloqueamento político da PáF.
Remetendo - nos ao subtítulo deste post, pareceria abusiva a comparação da situação política brasileira de hoje com o que se poderia passar em Portugal com a Direita de Passos no poder por mais uma temporada.
Acontece que não foi nesta perspectiva, eventualmente errónea, que a associação da latente, atrevo - me, da efectiva luta de classes que opõe, conjunturalmente, a classe média, média-alta trabalhadora em aliança com as Corporações patronais, contra o potencial nivelamento social que partidos de Esquerda, no Poder, perseguem no seu ideário sócio/político.
Nessa perspectiva, não estranha a conflitualidade induzida no espaço da governação da Geringonça, contra o Estado, por uma protegida Corporação de trabalhadores chamada Função Pública.
As reivindicações e as queixas em Portugal, um país de lamúrias, justificadas ou não, como melhor disse e efabulou o ex-líder da PáF, são o dia-a-dia dos portugueses, mas esta grande concertação classista não aparece do nada. É um ataque concertado e feroz contra a outra concertação, essa de Esquerda.
Sabemos como as coisas se passaram no Brasil, com a conjugação dos Media, na indução da percepção de um país corrupto, da Justiça, apoderada, usada com fins políticos, com as redes sociais e o boicote económico, na criação do caldo populista que derrotou o P.T.de Haddad, de Dilma e de Lula.
SABEMOS?
segunda-feira, novembro 05, 2018
CATARINA, a entrevista
ESCLARECIDA
CATARINA MARTINS
A Líder coordenadora do Bloco de Esquerda deu uma entrevista ao Expresso onde continuou a expôr grande assertividade, inteligência e... transparência.
Mais do que uma mensagem aos apoiantes na explicação/balanço sumário sobre as conversas (abrenúncio!) com o Partido Socialista sobre as expectativas ainda a haver para o resto da legislatura, traça pistas sobre a próxima, perante a ambição, legítima, do parceiro parlamentar, de uma maioria absoluta de deputados na próxima legislatura.
Passando por cima das cascas de banana atiradas pela provocação jornalística, esvaziou, lúcida, a indução conflituosa com os parceiros, nomeadamente o PCP e o PS, pela expectativa declarada da Esquerda por esta solução governativa, sem que necessáriamente, venha a tornar - se numa flor na lapela do primeiro - Ministro Costa, que será sempre um risco a correr na disputa do eleitorado de Esquerda, risco esse acrescido, paradoxalmente, pelos ganhos sociais, económicos e políticos, que essa solução de governo, com apoios parlamentares do Bloco e do PCP tornou possível, pela indução do voto útil no partido maioritário do Governo.
Bem fez, assim como o PCP e Jerónimo Martins, nos alertas às condições, conjunturais e de compromissos que tornaram possível, hoje e eventualmente no futuro, a continuação desses apoios a um governo minoritário do PS.
CATARINA MARTINS
A Líder coordenadora do Bloco de Esquerda deu uma entrevista ao Expresso onde continuou a expôr grande assertividade, inteligência e... transparência.
Mais do que uma mensagem aos apoiantes na explicação/balanço sumário sobre as conversas (abrenúncio!) com o Partido Socialista sobre as expectativas ainda a haver para o resto da legislatura, traça pistas sobre a próxima, perante a ambição, legítima, do parceiro parlamentar, de uma maioria absoluta de deputados na próxima legislatura.
Passando por cima das cascas de banana atiradas pela provocação jornalística, esvaziou, lúcida, a indução conflituosa com os parceiros, nomeadamente o PCP e o PS, pela expectativa declarada da Esquerda por esta solução governativa, sem que necessáriamente, venha a tornar - se numa flor na lapela do primeiro - Ministro Costa, que será sempre um risco a correr na disputa do eleitorado de Esquerda, risco esse acrescido, paradoxalmente, pelos ganhos sociais, económicos e políticos, que essa solução de governo, com apoios parlamentares do Bloco e do PCP tornou possível, pela indução do voto útil no partido maioritário do Governo.
Bem fez, assim como o PCP e Jerónimo Martins, nos alertas às condições, conjunturais e de compromissos que tornaram possível, hoje e eventualmente no futuro, a continuação desses apoios a um governo minoritário do PS.
O BRASIL DE BOLSONARO...
...ELEGEU
S.MORO
Das suas boas razões sobre o desmascaramento da intriga,da insídia e da infâmia, arquitectadas, o desMOROnamento ético desmerece, contundente, a campanha justicialista contra a Corrupção, levada a cabo contra o P.T.
Se houvesse algo a acrescentar ao que terá ficado evidente, durante os últimos anos da presidência petista na construção da sua alternativa, foi a eficácia despudorada dos seus inimigos de classe,na ocupação, controlo, uso e usura dos dois braços do Estado brasileiro - a Justiça e o Congresso.
A Democracia permitiu que isso acontecesse e será a Democracia, esclarecida, a recuperar o que ganhou e deitou a perder para uma geração de brasileiros, mais uma.
De pelo menos uma década de arbitrariedades " democráticas" não se irá livrar tão cedo.
Que sobre e não se relaxe a resistência aonde faltou a vigilância. AMÉN!
P.S.
AINDA VAI A TEMPO, BRASIL..
S.MORO
Das suas boas razões sobre o desmascaramento da intriga,da insídia e da infâmia, arquitectadas, o desMOROnamento ético desmerece, contundente, a campanha justicialista contra a Corrupção, levada a cabo contra o P.T.
Se houvesse algo a acrescentar ao que terá ficado evidente, durante os últimos anos da presidência petista na construção da sua alternativa, foi a eficácia despudorada dos seus inimigos de classe,na ocupação, controlo, uso e usura dos dois braços do Estado brasileiro - a Justiça e o Congresso.
A Democracia permitiu que isso acontecesse e será a Democracia, esclarecida, a recuperar o que ganhou e deitou a perder para uma geração de brasileiros, mais uma.
De pelo menos uma década de arbitrariedades " democráticas" não se irá livrar tão cedo.
Que sobre e não se relaxe a resistência aonde faltou a vigilância. AMÉN!
P.S.
AINDA VAI A TEMPO, BRASIL..
quinta-feira, novembro 01, 2018
HELP!
A ESQUERDA...
... PRECISA DESESPERADAMENTE DE REFERÊNCIAS. ALVÍSSARAS A QUEM AS DESCOBRIR HOJE EM QUALQUER LUGAR DO PLANETA.
PORTUGAL MEDIÁTICO
ABERTURA DOS TELEJORNAIS?
DESPEDIMENTO DE PESEIRO. QUEM? PESEIRO, o até hoje, treinador de uma equipa de futebol chamado Sporting.
E... Tancos, mais variações sobre Tancos, SNS, mais Bolsonaro, o nome mais vezes solicitado durante o mês de Outubro. Ah!.... o Orçamento, mais as reacções pavlovianas do costume com as greves corporativas do costume. Sindicais, queria dizer, mas a verdade venceu. E faltam, ao virar da esquina a dos médicos e a dos magistrados.
O mundo, para além de Trump? Só se aconteceu alguma catástrofe, cheias, temporais, incêndios... terrorismo...
Li algures que 60% da fauna terrestre terá desaparecido no século XX, algumas espécies erradicadas e não consegui deixar de me comover com a sorte que ameaça os perigosíssimos cavalos - marinhos portugueses - a sua extinção.
DESPEDIMENTO DE PESEIRO. QUEM? PESEIRO, o até hoje, treinador de uma equipa de futebol chamado Sporting.
E... Tancos, mais variações sobre Tancos, SNS, mais Bolsonaro, o nome mais vezes solicitado durante o mês de Outubro. Ah!.... o Orçamento, mais as reacções pavlovianas do costume com as greves corporativas do costume. Sindicais, queria dizer, mas a verdade venceu. E faltam, ao virar da esquina a dos médicos e a dos magistrados.
O mundo, para além de Trump? Só se aconteceu alguma catástrofe, cheias, temporais, incêndios... terrorismo...
Li algures que 60% da fauna terrestre terá desaparecido no século XX, algumas espécies erradicadas e não consegui deixar de me comover com a sorte que ameaça os perigosíssimos cavalos - marinhos portugueses - a sua extinção.
domingo, outubro 28, 2018
quinta-feira, outubro 25, 2018
O DIÁRIO DE CAVACO
SUA EX-EXCELÊNCIA DA REPÚBLICA...
...CAVACO SILVA, continua sendo o que sempre foi. À Instrução e às circunstâncias históricas que lhe permitiu ter - se tornado primeiro-Ministro e mais tarde presidente da República, muito terá a agradecer e à Democracia pela qual nunca lutou e que tanto lhe deu, no fortalecimento do ego originário, muitas mais lições teria a aprender.
A publicação de mais um diário intriguista, acaba por trazer justiça e clareza a um percurso político de um reciclado democrata, outrora bem instalado no regime fascista.
UMA GROSSERIA, a revelação de conversas privadas, mesmo que institucionais, a juntar a outras que a nossa memória arquivará e, diacho, a história pequenina, também.
...CAVACO SILVA, continua sendo o que sempre foi. À Instrução e às circunstâncias históricas que lhe permitiu ter - se tornado primeiro-Ministro e mais tarde presidente da República, muito terá a agradecer e à Democracia pela qual nunca lutou e que tanto lhe deu, no fortalecimento do ego originário, muitas mais lições teria a aprender.
A publicação de mais um diário intriguista, acaba por trazer justiça e clareza a um percurso político de um reciclado democrata, outrora bem instalado no regime fascista.
UMA GROSSERIA, a revelação de conversas privadas, mesmo que institucionais, a juntar a outras que a nossa memória arquivará e, diacho, a história pequenina, também.
terça-feira, outubro 23, 2018
O GRANDE FAXINEIRO
DUPLAMENTE OFENSIVA...
BOLSONARO
... A proclamação do candidato da extrema direita, Bolsonaro, prometendo LIMPAR o Brasil do que ele considera constituir -se numa LATRINA, assumindo - se, pois, como o Faxineiro-Mor. Como o irá fazer, caso seja eleito, estará hoje claro para todos os brasileiros, pelo que a escolha será, democráticamente, fundamentada.
De tantas vezes violada, a Dama Democracia anda a gostar do abuso e, alegremente masoq, aguarda, segundo todas as previsões, o estuprador que, afinal, descobriu como a assaltar...
QUE VÁ DANÇANDO...
P.S.
SUPONHO QUE HOJE, 14 DE JUNHO, JÁ ESTARÁ FARTA DO BAILE, OU NÃO?
BOLSONARO
... A proclamação do candidato da extrema direita, Bolsonaro, prometendo LIMPAR o Brasil do que ele considera constituir -se numa LATRINA, assumindo - se, pois, como o Faxineiro-Mor. Como o irá fazer, caso seja eleito, estará hoje claro para todos os brasileiros, pelo que a escolha será, democráticamente, fundamentada.
De tantas vezes violada, a Dama Democracia anda a gostar do abuso e, alegremente masoq, aguarda, segundo todas as previsões, o estuprador que, afinal, descobriu como a assaltar...
QUE VÁ DANÇANDO...
P.S.
SUPONHO QUE HOJE, 14 DE JUNHO, JÁ ESTARÁ FARTA DO BAILE, OU NÃO?
domingo, outubro 21, 2018
VIDAL, a entrevista (2)
AINDA A PRETEXTO...
O caso Marquês, pela abrangência real sobre uma realidade, essa não intuída mas efectiva que continha os pressupostos de malévolas ligações entre a Política,o sistema financeiro e económico, foi o coroamento, pelas personalidades envolvidas, um ex - Primeiro Ministro e a cabeça do maior banco português, o BES, da investida de uma Justiça descredibilizada aos olhos dos cidadãos.
Paralelamente e em nome de uma imparcialidade manhosa foi - se experimentando, testando, junto de personalidades menores do universo político da Direita e da Esquerda a reacção popular à abertura de investigações criminais aos grandes. Do peixe -miúdo, da pequena corrupção ao upgrade qualitativo foi um sopro A cumplicidade com franjas mediáticas, testadas, sopesadas na sua eficácia e finalmente alargadas numa agenda dirigida e fácilmente identificável nos seus contornos ideológicos não incomodou o protagonismo há tanto ansiado.
A substituição estratégica e táctica na compreensão pela Política do alastramento da impunidade de certos actores políticos e económico/financeiros do país configura - se na figura da Procuradoria-Geral onde pontua Marques Vidal e no TICÃO ( Tribunal Central de Investigação Criminal ) onde o juíz de Instrução Criminal, Carlos Alexandre, assume uma cumplicidade activa e efectiva com o Procurador Rosário Teixeira no mega-processo que envolverá, segundo a acusação, a cumplicidade corruptora entre Ricardo Salgado, o CEO do BES e o ex-Primeiro Ministro Português, o socialista José Sócrates, a par de outros intervenientes arrolados.
Carlos Alexandre
A singularidade das posições de um organismo judicial, o TICÃO, cuja acção deveria ser neutra e imparcial na apreciação dos passos da investigação, revelou - se como uma afronta aos arguidos, dada a sua denunciada manifesta cumplicidade com a Procuradoria, em cuja acção declarada de hostilidade pretenderia, à luz das queixas de preterição que um sorteio judicial fundamentou e sobre o qual lançou suspeitas de manipulação, continuar na avaliação bizarra, no mínimo, do próprio trabalho de avaliação das provas antes de serem remetidas a um eventual julgamento dos acusados.
Tenho por mim o desconhecimento das idiossincracias político/partidárias que enformam a maioria dos agentes do Ministerio Público e mesmo da ex-Procuradora Geral, da actual Procuradora e do Juíz C.Alexandre, mas que os sinais de uma presumível agenda política no seu trabalho começam a ficar expostos e vão - se tornando uma realidade incontornável à vista de toda a gente.
O caso Marquês, pela abrangência real sobre uma realidade, essa não intuída mas efectiva que continha os pressupostos de malévolas ligações entre a Política,o sistema financeiro e económico, foi o coroamento, pelas personalidades envolvidas, um ex - Primeiro Ministro e a cabeça do maior banco português, o BES, da investida de uma Justiça descredibilizada aos olhos dos cidadãos.
Paralelamente e em nome de uma imparcialidade manhosa foi - se experimentando, testando, junto de personalidades menores do universo político da Direita e da Esquerda a reacção popular à abertura de investigações criminais aos grandes. Do peixe -miúdo, da pequena corrupção ao upgrade qualitativo foi um sopro A cumplicidade com franjas mediáticas, testadas, sopesadas na sua eficácia e finalmente alargadas numa agenda dirigida e fácilmente identificável nos seus contornos ideológicos não incomodou o protagonismo há tanto ansiado.
A substituição estratégica e táctica na compreensão pela Política do alastramento da impunidade de certos actores políticos e económico/financeiros do país configura - se na figura da Procuradoria-Geral onde pontua Marques Vidal e no TICÃO ( Tribunal Central de Investigação Criminal ) onde o juíz de Instrução Criminal, Carlos Alexandre, assume uma cumplicidade activa e efectiva com o Procurador Rosário Teixeira no mega-processo que envolverá, segundo a acusação, a cumplicidade corruptora entre Ricardo Salgado, o CEO do BES e o ex-Primeiro Ministro Português, o socialista José Sócrates, a par de outros intervenientes arrolados.
Carlos Alexandre
A singularidade das posições de um organismo judicial, o TICÃO, cuja acção deveria ser neutra e imparcial na apreciação dos passos da investigação, revelou - se como uma afronta aos arguidos, dada a sua denunciada manifesta cumplicidade com a Procuradoria, em cuja acção declarada de hostilidade pretenderia, à luz das queixas de preterição que um sorteio judicial fundamentou e sobre o qual lançou suspeitas de manipulação, continuar na avaliação bizarra, no mínimo, do próprio trabalho de avaliação das provas antes de serem remetidas a um eventual julgamento dos acusados.
Tenho por mim o desconhecimento das idiossincracias político/partidárias que enformam a maioria dos agentes do Ministerio Público e mesmo da ex-Procuradora Geral, da actual Procuradora e do Juíz C.Alexandre, mas que os sinais de uma presumível agenda política no seu trabalho começam a ficar expostos e vão - se tornando uma realidade incontornável à vista de toda a gente.
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