sexta-feira, fevereiro 08, 2019

UM LEVANTAMENTO CORPORATIVO

A GREVE NA ENFERMAGEM...

... Tem todas as características de um levantamento político contra o Governo de Esquerda, assim como as movimentações " sindicais "  da Educação. Não por acaso, o políticamente correcto a isso não se refere, duas actividades profissionais com larga maioria de mulheres a cuja capacidade de confronto e desbragamento retórico oleadas pela seiva do MEtoo, se associou um desmesurado tropismo sócio/económico a que a má consciência " machista " não sabe hoje controlar.

A confrontação populista, não consigo caracterizá - lo de outra forma, deve ser velhice, naturalmente, liderada pelo funcionalismo do Estado contra a sua chefia máxima que é o Governo, nos moldes em que se desenrola, desmascara toda a orquestração que a encabeça, constituindo - se, se não for rápidamente contida, um polo bolsonarista, guaidoista, orbanista ou santanista ou outra merdice burguesa REACCIONÁRIA qualquer, a minar qualquer hipótese de existência de decências democráticas pelo globo e nomeadamente em Portugal.

A responsabilização, nomeadamente no SNS, das obrigações profissionais, que pelo seu carácter sensível assume uma relevância extra e vital no quadro das obrigações do Estado, terá de ser posta em marcha pela Esquerda,( que não deve cair no erro de perspectiva do quadro geral... ) porque é ela que está sob ataque, mesmo que tenha de recorrer a outras medidas que não sómente a requisição civil.

É que essas "lutas " dos funcionários da Saúde e da Educação, embora usando argumentos e valores de Esquerda, têm tanto dela como as minhas críticas e deplorações, de Direita ou machista.
A questão É ideológica e já que foi levada para este campo, assim terá de ser tratada, sem ingenuidade.

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

S.N.S.

LEIS DE BASE DA SAÚDE

Cristalina como a água limpa, Francisco Louçã, ex-líder do Bloco de Esquerda e um dos seus fundadores, recordou - nos nas páginas do Expresso, em contraponto ao Presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, Óscar Gaspar, as razões por que existe uma incompatibilidade real entre os interesses dos fornecedores da Saúde Privada e a Saúde Pública remetida à obrigação do Estado, português, para o caso.
" O debate ideológico  não me interessa e é uma farsa: os nossos liberais só querem empresas de saúde se o Estado lhes pagar. " Ora, sendo assim, já que o mercado é livre, porque é que não se limitam a criá - las em competição com o Estado e paga quem pode e quer?, pergunto eu...

Entre o negócio e a Obrigação, com contornos e fins que exigirão diferentes gestões porquanto o lucro norteia o primeiro enquanto a sustentabilidade no tempo a segunda, a escolha dos contribuintes líquidos é clara, quanto mais as capacidades técnicas e humanas se aproximam hoje, na evolução tecnológica, do que de melhor e infinitamente mais caro, se pratica no privado.

Hoje, dado o chorudo negócio para os privados, constituído pelas parcerias Público-Privadas estabelecidas entre o Estado e os investidores em várias actividades competidas constitucionalmente ao Estado e paralelamente aos privados, tornou - se claro que ao aperto do controlo e, eventualmente à dissolução de algumas dessas parcerias, os interesse privados lançaram mão a todos os processos de bloqueamento da entrada em vigor das novas Leis de Base da Saúde a sair da Assembleia da República, maioritáriamente apoiadas pela coligação de Esquerda.

Já não há como esconder o ataque generalizado da Direita política, empresarial, financeira e social, às escolhas políticas do governo socialista que colidam, como a Educação e a Saúde, por exemplo, com um statu quo de décadas, estabelecida pela direita cavaquista e reforçada brutalmente, com laivos de definitivo, pela ultra-liberalidade de Passos Coelho, Gaspar e companhia.

As tentativas recorrentes, que tão bons resultados deram no desmantelamento do estatismo pós-25 deAbril, de descredibilização da gestão pública, contrabandeada e boicotada por dentro por gestores comissariados para o efeito, prática ainda levada a cabo recentemente no que ainda resta da gestão pública, encontraram nas enfermeiras e nas professoras, aliadas corporativas de peso, pela nula noção de interesse nacional de que, coladas aos seus, ia dizer sindicatos, corporações lobistas, estampam como lutas sindicais.

Nenhum Governo que se preze cederá perante essa chantagem paga por interesses já não tão escondidos, sob o risco de inconsequência, mormente perante a aparente adesão do presidente da República à Oposição das Leis Gerais da Saúde.
A responsabilização pelas causas atendíveis de morte comprovada nos Serviços do SNS por falta de cuidados ou negligência exige um quadro jurídico a que só um dogmatismo ideológico sectário poderá invalidar.

Veremos...



domingo, janeiro 27, 2019

JAMAICA, PORTUGAL...

                                   
                                                                Bairro da Jamaica
... UM SINTOMA (?)...

... analisado, como diz Bruno V. Amaral, no Expresso de sábado, em pormenores de bosta.

Está lá tudo, o retrato cru da razão por que a desigualdade social em Portugal mais desigual se torna e se impõe, com todas as suas consequências, quando as suas vítimas são os habitantes da exclusão das JAMAICAS do país.
E quando a essa condição, mais adivinhada que pressentida se acresce, fundo, o preconceito social e... rácico, o sintoma é já uma ocorrência que a repetição fundamenta, nos pressupostos e contornos a ela associada.

Portugal nunca foi um país generalizadamente racista até pelo desconhecimento que do OUTRO lhe chegava, num país isolado por uma ditadura provinciana e medíocre.
No Portugal pós - colonial raras foram as perseguições a portugueses de outras raças; curiosidade, aproximação e esvaziamento dos produtos da lavagem cerebral imperial e mais tarde, fascista, que sobre si e sobre o Outro lhe foi imposto. Foi a época do Portugal de Abril.
O atraso, cultural, económico e social obrigava a a uma aprendizagem comum que a Democracia apadrinhava.

Quase 45 anos passados, o auto- convencimento da existência de algum fundo de verdade no lixo então deitado fora proporciona, a par da reformulação, da reciclagem de um imaginário nunca desaparecido, quiçá amestrado,civilizado, democratizado, mas... ainda aí... modificável e ajustável a determinadas condições históricas, jamaicadas em Portugal. Transformar esse estar, essa linguagem individualizada no sentir da comunidade seria o percurso natural do advento populista xenófobo.
Já funcionou no Brasil e noutras paragens.

A infiltração ( não será instrumental, por ora... ) nas Forças de Segurança, na Magistratura, nos MEDIA e nos partidos democráticos pela extrema - direita fascista, racista, xenófoba e reaccionária, está a acontecer, assim como a radicalização oportunista de posições políticas em partidos nascentes e jazentes.  

Pior que o racismo rácico é o racismo social, que penso estar na origem e transporte de todas as fobias do Preconceito. O " racismo " dos inferiorizados, muitas vezes como mecanismo de compensação psicológica, pela sua natureza reactiva, se não tem a mesma raíz e natureza do outro, do militante, tende, se as condições objectivas de manutenção do statu quo persistirem a mudar de natureza na sua expressão.      

Do que se ouviu nos MEDIA, no rescaldo dos últimos acontecimentos, por este cabo-verdiano que não habita bairros periféricos e que hoje não lhes conhece as dificuldades mas reconhece - as, foi, salvo raras excepções e aqui aponto o EIXO DO MAL da SicNotícias com excepcional relevância, IMBECILIZANTE.

É QUE NÃO FALARAM DE DETALHES DE BOSTA...                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

quinta-feira, janeiro 24, 2019

VENEZUELA sob ataque

TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO


                                                                    Nicolás Maduro

O presidente da Venezuela é, hoje, o ás de espadas a abater, pela infantilidade criminosa da política externa norte - americana. Pudera, convém distrair o pagode atormentando um alvo irredutível aparentemente mais fácil de que Kim, Hassad ou Rohani, sem armas nucleares e à mão de semear, levando a população à fome e minando a sua economia com boicotes chantagistas e receitas velhas de desestabilização política e descredibilização legal.

Seria, a meu ver, inconcebível, que a Europa venha a ter o desplante de acompanhar Trump, que quer impôr uma liderança titerizada, como nos velhos tempos, a uma nação soberana que é apoiada pela maioria da sua população, pelas suas Forças Armadas e pela Constituição. A intromissão grosseira, repugnante por parte desta liderança yanque que já prestou provas perante a Comunidade internacional da sua descredibilização em permanência, corre o risco, de por sobre a neutralidade ou seguidismo da U.E. de levar o país a uma guerra civil de grandes proporções, nomeadamente quando se prefigura o apoio a Maduro por parte da China, Rússia e Turquia, países não - seguidistas de um modelo fim - de - História na governação dos seus povos.

O auto-proclamado presidente pelos USA, Juan Guaidó...


... revelou- se como um irresponsável que pouco se importa com a vida dos seus conterrâneos, mesmo que trepe por cima dos seus cadáveres até ao poleiro que lhe sopraram pertencer.

É lamentável que depois das experiências passadas, em TODOS os países da América latina, com a imposição titerizada de líderes manobrados pela CIA, ainda não tenham aprendido... com a luta pela Liberdade que os USA costumam manipular.


sábado, janeiro 19, 2019

BREXIT?

RELEMBREMOS G.PAPINI...


" Reparai num mapa da Europa. A Inglaterra lá está no alto, à parte, por sua conta própria, e olha o Continente como um cão a vigiar o rebanho lá em baixo, como uma ave de rapina oculta entre as nuvens para saltar em cheio sobre a vítima, como um severo vigilante espia com suspeita a sua gentalha.
Os países da Europa estão todos ligados, compactos, todos juntos e confiantes, mesmos os mais remotos. São uma família, e nas famílias não há sempre acordo, nas famílias há, por vezes, divisões e zangas mas, em suma, há sempre recordações, sentimentos, interesses comuns. A Europa continental é tão sociável, tão amiga do mundo, que, por um lado, parece uma só com a Ásia e em baixo, no meio-dia, se projecta com as suas ilhas e penínsulas até quase tocar em África.
A Inglaterra, não. Reconhece que a Europa não é a sua pátria. A Inglaterra não tem nada que ver com a Europa. Com o seu focinho apontado ao polo e as suas alturas brancas sobre o mar mostra claramente que não quer pertencer ao Continente. " - La spia del mondo

Escrito em 1955, o fascista Papini, céptico então de uma, para ele, inexistente pulsão europeísta da velha Albion, à qual remete a posse de uma soberba atávica e irremediável contra a qual nem o seu empedernido pragmatismo consegue dissimular a convicção.

Hoje, a História política e imperialista da Grã-Bretanha será do conhecimento, quero crer, dos mandantes da U.E., depositários dos interesses da Comunidade contra o, diria Papini, farisaísmo do Brexiters e dos seus apoiantes.

Temos em presença uma singularidade extraordinária. Por um lado uma liderança negocial por parte de uma primeira-ministra que foi contra a saída da U.E. e que está a funcionar burocráticamente contra os mestres da Burrocracia europeia. Por outro temos os anti- Brexit, aparentemente liderados por uma oposição política cujo líder, Corbyn, nunca foi um militante activista determinado contra o Brexit, mesmo nos dias que correm...
Tornou - se um imperativo, dada a bagunça criada por uma decisão política impulsiva, para não dizer pior, que não reflectida, pelo resultado, hoje se sabe manipulado, do referendo do Brexit, conseguir tirar o máximo de vantagens, comerciais e outras das negociações, o que não parece ser possível.
MAS...

domingo, janeiro 13, 2019

COISAS E... LOISAS

MARCELO

O populismo civilizado do presidente da República tem, na minha avisada opinião, tanto de pernicioso como de meritório, na contemplação do desiderato democrático que deve aproximar os eleitos dos eleitores.
O acrescido, se como julgo propositado mérito, tem a ver com o desvio de pulsões político-sociais negativas que o lado negro do populismo se prepara para organizar contra os valores humanistas da Democracia. O pernicioso terá a ver com uma responsabilização político-instrumental que fácilmente lhe será assacado quando e se a operacionalidade política do Governo encontrar pela frente obstáculos fortes.

É que a raíz do populismo entronca - se na inferida convicção de uma capacidade de intervenção por parte de actores políticos ou politizados capazes de sobrepujar as complexidades de um regime com nada de redutor e cuja manutenção e acarinhamento nos deve a todos,inclusive aos não - democratas.

Pensar uma liderança liberta das amarras civilizadas das Leis da República e do humanismo dos seus valores, simplificadora da realidade na soltura dos instintos mais básicos da nossa condição e que a Democracia tenta amestrar, é uma contra-revolução reaccionária à qual uma resistência preventiva terá de ser uma obrigação de todos os democratas.

Quero crer, falso, acredito que a diferença entre o populismo plus do presidente e qualquer outro arremesso reaccionário e ou neo-fascista, servirá de equilibrador no cotejo, mesmo que inorgânico e mal esclarecido, entre uma coisa e outra.

RUI RIO

O presidente do P.S.D., partido social-democrata na Oposição, Rui Rio, tem - se recusado a abandonar a matriz social-democrata do partido fundado pelo Sá - Carneiro nos anos quentes da Revolução dos Cravos em Portugal. Com isso deu uma guinada à deriva direitista encetada pelo anterior líder Passos Coelho. A reacção dos passistas, que têm actualmente a maioria no grupo parlamentar saído das últimas eleições tem sido de molde a fragilizar a actual liderança, deplorando a pouca virulência da actual Direcção do partido dirigido por Rui Rio, no ataque político ao partido socialista no poder.

Luís Montenegro, um dos mais importantes chefes-de-fila dessa oposição desabrida surgiu, a três meses das eleições europeias, num lance ainda pouco descortinável dada a sua singularidade política, a desafiar a liderança de Rio, propondo um Congresso extraordinário com uma agenda declarada de deposição da actual liderança.
Tenho por mim que quanto mais a ala passista, hoje liderada por Montenegro e a eminência parda de Relvas, mais os mendistas, teixeiristas, santanistas, etc... se assanharem contra a falta de demagogia de Rio, mais se me reforça a convicção de que o afastamento do pote do Orçamento e as negociatas para os boys, por mais quatro anos, já que parece evidente que esta solução governativa, um Ferrari em velocidade de cruzeiro, com as travagens certas antes das curvas a evitar as derrapagens, está a toldar os valores sociais-democratas do PSD, ou pelo menos de uma minoria maisglutona. É que Rio foi eleito há um ano, apenas...

Agradou - me a reacção do visado...

sábado, janeiro 05, 2019

DISCORRENDO...

INQUIETAÇÕES...

Gasset, que não acreditava no determinismo histórico remeteu -nos a uma perspectiva outra na análise do formidável levantamento popular da primeira metade do século XX a que deu o nome de La rebelión de las masas, onde se deixa deslumbrar pelo fenómeno que qual maré, varreu o Ocidente.
Ausente do determinismo histórico e das suas condições objectivas, esse titubeio metafísico (sic) , embora assustador, não contemplou o mesmo tipo de inquietações que, miméticas, hoje assola o Ocidente e o mundo Global.
" Rejeito, pois, igualmente, toda a interpretação do nosso tempo  que não descubra a significação positiva oculta sob o actual império das massas e as que o aceitam beatamente sem estremecer de espanto.

Das derrotas de Morus, Erasmo e , pasme - se, Maquiavel, ameaça sair e sobressair triunfante com Schop, Nietzschze, o último Homem, de regresso à CAVERNA.

A única significação positiva(?) não tão oculta como isso, que se vai descobrindo na consagração pífia de um individualismo serôdio, estribado na mais elementar pulsão do humano face à sua modelação como ser social, instintivo e básico, seria a necessidade, essa sim determinante, de enfrentar com arrojo e  intransigência a erosão democrática que uma crescente mediocridade do Pensamento vai provocando na interpretação esclarecida. A História não acabou mas as soluções projectadas de um neo -fascismo redentor com que um populismo (in)orgânico tem vindo a se alimentar já nos levaram a duas Guerras Mundiais.

Fala-se de um novo ciclo histórico que se vai manifestando no quadro sincrético da suficiência auto - assumida e da banalização do Conhecimento versus Informação, sobrelevando esta ao estatuto de verdade, um desiderato traduzível à medida do sujeito, medida de todas as coisas.
À abrangência deste devir, manifestado hoje no mundo ocidental, contrapõe-se não já a Filosofia, abastardada e contaminada na enxurrada relativista, mas a firmeza das convicções nas virtualidades de um regime - a Democracia tout court - e a aversão libertária de todas as formas de submissão, seja ela social, política ou económica.

O Estado democrático, cúmplice na perda do respeito institucional nos seus líderes, tem de ser forte,  criativo e pedagógico na resposta a dar aos ses detractores e na denúncia vigorosa e sem contemplações aos novos estandartes ressuscitados do negrume da História.
Se fraquejar, depois de nos ter amolecido, a nós, até à letargia, o ciclo histórico não será muito saudável, para ninguém, nem para os vencedores nem para os vencidos.                             

terça-feira, janeiro 01, 2019

SÊ BEM VINDO 2019

EXPECTANTE...

... E em quarentena crítica por uns tempos a ver o que vales e se o que trouxeste do defunto foi - se ficando pelo caminho ou não...

Até já!

quarta-feira, dezembro 26, 2018

OBRIGADO,MIGUEL!


                                                             Miguel Sousa Tavares

NADA A  FAZER...

Tenho de dar uma de culambista, com outra vénia ao outro saudoso Miguel, o Esteves Cardoso, pela consagração caracteriológica de certas figuras do jornalismo e da política portuguesa de então e de agora, para, dizia... prestar uma reiterada homenagem a um dos mais brilhantes representantes da análise sócio política de Portugal.

A minha homenagem pública de hoje tem a  ver com um assunto que, a não ser com raras excepções, tem sido tratado com uma cobardia, quando não com uma cumplicidade canina, que sobre uma causa banal, burocrática, que tem de fazer e faz, parte das obrigações da Justiça em qualquer Democracia, tem sido pretexto de chantagem psicológica sobre os rabos-de-palha do país sobre os quais têm lançado uma presença obsessiva e sufocante. Falo do " combate à Corrupção "...

" O que está subjacente a esta discussão é a coragem ou a falta dela para enfrentar um poder cada dia menos transparente e menos democrático... " -M.S.Tavares, Expresso 22/12/18, sob o título - O Ministério Público, a Autonomia e a Democracia

O texto é notável e a análise do panorama corporativo do corpo da Justiça, acutilante. Louvo a coragem, a denúncia e o alerta sobre os sinais preocupantes que se vão acumulando de há anos a esta parte.
Com a contenção e cobardia que bastasse, neste pequeno espaço, permiti - me ajuízar sobre o que via desde há muito tempo e ver, num espaço como o do Expresso este assunto abordado com tanto desassombro...
Espalhem a notícia!

terça-feira, dezembro 25, 2018

AINDA MOBILIZADO...

... A FAVOR DAS CAUSAS...

... Que nos distinguem dos babuínos, longe de mim o insulto a esses simpáticos primos, e dos exemplares pouco dignificantes de sapiens que nos remetem, recorrentemente, às memórias, também elas confrangedoras do que temos sido.

E CONTRA, VISCERAL E RACIONALMENTE CONTRA...

... O Cretinismo galopante da espécie já fácilmente diagnosticável no nosso querido Ocidente. A ajuntar a outras coisas já bastamente tratadas por aqui, algures...

Por ora e até o MEU balancete anual do estado das coisas, fico -me. Natal oblige...

terça-feira, dezembro 11, 2018

A DERROTA DE HOBBES...

... KANT, PLATÃO... ORWELL..

O TRIUNFO DE SCHOPENHAUER


Num mundo em turmoil, que não em mudanças substantivas e desestruturantes, já que continuam a prevalecer os mecanismos de Poder que a burguesia triunfante impôs no rescaldo da revolução francesa, a Democracia burguesa encontra - se numa encruzilhada. 
Conservadora que baste, a rapidez das mudanças, essas sim intangíveis, com que a evolução tecnológica a tem sacudido na letargia política que a sustenta, amedrontada e incapaz de previsão das consequências projectáveis da acção do pensamento não enquadrado nos mecanismos burocráticos da acção político/social, a sedimentação cristalizada e reactiva de receitas testadas, falsamente alternantes dentro do universo pluripartidário, deixou - se descredibilizar através da venalidade incompetente da acção dos seus intérpretes nos lugares cimeiros do Estado.

Um sopro de impaciência varre o planeta em rajadas localizadas e em calmarias ameaçadoras.
A Democracia liberal que aparentava durante meio-século ter metido o planeta numa nova Ordem, triunfante sobre outras maneiras de ver o mundo, tornou - se hoje o principal alvo dos seus praticantes ou(e) beneficiários, conquanto a deslocalização do alvo contaminado pelo sistema económico/financeiro vá passeando impune, como dado adquirido e inamovível no imaginário sócio/político do planeta, um HiperMercado Global.

O facilitador Hobbes, o utopista Kant e o tremendista Orwell, viram - nos como animais fácilmente amestráveis, onde inteligências superiores imporiam, argumentativas, a força de um Leviathan num Poder Centralizado Iluminado e a Razão divinizada na solução dos problemas que a Vida em comum provou ser capaz de produzir.
O sapiens de Schopenhauer recordou -nos e remeteu - nos à nossa condição singular de mamíferos num mundo que colapsa, cíclicamente, sobrepujado pela singularidade do EU, na sua representação de um Mundo guiado, consciente ou inconscientemente por uma Vontade que o ultrapassa e que o ignora em toda a sua plenitude. No espaço da sua representação do Mundo as estórias que vivencia e que com outras se faz História, se desenrola a nossa condição falsamente libertária. A cada um a sua Vontade e a sua Representação decifrável, de si e do Universo.

Acção/Reacção no nosso pequeno tempo e espaço marca, histórica e cíclicamente, como o sopro de Brama, a marcha material e espiritual do Homem - território, presas, recursos e... Sobrevivência.
As estratégias, pessoais, tribais, nacionais, continentais, que, como qualquer outro ser vivo do planeta executa, exponenciadas pela singularidade da consciência da sua perenidade e urgência de ser, marca, sardónicamente, a nossa condição.
Bastaria a humildade desse reconhecimento, na ausência de Deus, para que, efectivamente, a Mudança, a Revolução acontecesse.

Entretanto, fiquemos pelo espectáculo das nossas mesquinhas auto - produções..., por hoje.

Amanhã será outro dia... e ... dançarei...



segunda-feira, dezembro 10, 2018

MACRON

BASTA!...


... Disseram os franceses ao seu presidente E.Macron e, na rua, mostraram a sua insatisfação e paciência esgotada. E Macron... capitulou.

Por ora,o discurso patriótico, mesclado de meas-culpas e exortações patrióticas abrandará a fúria gaulesa.
Et puis... on verra...


sexta-feira, novembro 30, 2018

ENTRE " DEUS e o DIABO " ? BULLSHIT!

VEJAMOS...


                                                                José Eduardo Moniz...

...Actualmente vice-presidente do Benfica, a braços com uma carrada de problemas, desportivos, judiciais e eventualmente financeiros, consultor da Media Capital de que foi o Director Geral, abriu esta noite na TVI um espaço de comentário que se pretende interactivo, sobre os spotlights nacionais.

O homem não é burro e regressa à casa-mãe com um sentido de oportunidade louvável, face aos objectivos que, SUPONHO, perseguirá - a presidência do Benfica e, nos entrementes, juntar - se à coligação mediática anti - Geringonça na tentativa de demolição dessa coligação parlamentar de Esquerda que tem governado o país.
Calejado nessas andanças, Moniz ambiciona o Poder. Legítimo, mas os caminhos que pensa trilhar, à boleia de um simulacro de independência e imparcialidade, denunciado logo nessa primeira intervenção, com a " cumplicidade " inocente dos participantes, deverão ser impiedosamente escrutinados.

Por mais que o Diabo, numa imagética singular e reconhecível no discurso político de hoje em Portugal, se faça reconhecer nos detalhes, uns mais importantes que outros, Deus exibe - se na análise comparativa, feita pelos socialmente mais débeis e pela classe média menos voraz e socialmente integrada, entre os méritos do governo do P.S., amparado pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda e a T.I.N.A. neo-liberal da Direita afastada do poder.

Estaremos atentos...

sexta-feira, novembro 23, 2018

A VEZ À RUA?

DA TIRANIA DAS MASSAS?
A DEMOCRACIA INTERPELADA?
A DESCREDIBILIZAÇÃO DAS LIDERANÇAS POLÍTICAS?
O ALVORECER DO NACIONAL/POPULISMO?
A VICTÓRIA CORPORATIVA?

O que é isso de compreender e estar contra, relativamente ao que quer que seja? A compreensão da lógica linguística que fundamenta ou tenta fundamentar um argumento, transposta para o campo político/social só poderá socorrer - se de uma premissa humanista, cuja inteligibilidade e tangibilidade sejam universais.
O contexto não é um mito e a infinita gradação que a espécie contempla em cada história pessoal obrigou a que, para além do valor absolutizado da vida, da vida humana, da nossa vida, outros valores absolutizados na sua exequibilidade como Bem-Comum, nos civilizássemos, tendo por pilares essa noção evolutiva adquirida do Bem e do Mal, do Certo e do Errado a que nenhum interesse particular exigisse compreensão e estar contra.

O meu estupor, como se prevê, é proporcional à minha incompreensão. Estar contra é estar contra e é insuportável a quantidade de coisas contra às quais a Democracia não tem estado Contra, decididamente Contra, em defesa de tudo o que se construiu, melhor, do que não se deixou destruir. A reactividade que não a liderança das e nas mudanças tem sido o calcanhar de Aquiles por onde se filtra o contrabando facínora a coberto da Liberdade, adversativa e adversariada por protofascistas e fascistas de todo o Globo.

Quando, em nome da Democracia e Liberdade de Expressão, reivindicações corporativas, a descredibilização e demolição das suas instituições são levados a cabo, com ingenuidade, ignorância histórica e venalidade política, de dentro para fora, por democratas, abertas estão as portas do populismo, a primeira face da degeneração dos valores sociais.
Atrás cavalgam todos os oportunistas de ocasião de braço dado com a mentira e a negligência cobarde dos sobreviventes.

O CDS compreende a greve dos juízes mas está contra... O QUÊ?
O PCP compreende e aceita, o BLOCO olha para o lado.

quinta-feira, novembro 15, 2018

AVISOS À NAVEGAÇÃO

 O EXEMPLO BRASILEIRO... ENTRE OUTROS

CONTEXTUALIZEMOS...

Demasiadas vezes se esquece que o PSD de Passos Coelho ganhou as legislativas que antecederam a formação do governo minoritário do P.Socialista com apoio parlamentar do Bloco de Esquerda e do P.Comunista, vulgarmente designado por " Geringonça ".
Porquê geringonça?
Porque a improbabilidade de manutenção dos compromissos políticos a negociar seriam, face aos programas ideológico/partidários dos parceiros, um empecilho que à primeira contrariedade deitaria por terra a utópica manobra política de António Costa, líder do PS.

A convicção da Direita foi tão forte que, ao ressentimento político, nomeadamente do seu líder de então, Passos Coelho, acrescentou uma profecia tremendista ao que, racionalmente pediria táctica e porque não, estratégia política -Vem aí o Diabo -, ou seja o inferno para os portugueses.

Ora, não caindo na tentação de paraísar a realidade nacional, normalizada, face ao descalabro daninho da vida dos portugueses levado ao cabo pela PáF, coligação governamental de Direita composta pelo PSD e pelo CDS, diria que a Esquerda coligada parlamentarmente teve um desempenho meritório e digno de aplausos pela generalidade da população portuguesa.

Exorcizado o Diabo pela Esquerda, a Direita não conseguiu, mesmo fazendo uso de  todo o arsenal político ao dispôr, humano e material, avariar a geringonça ( detesto esta formulação, acho -a desrespeitosa... ).

A chamada experiência liberal passista, que se ia traduzindo numa precariedade progressiva e insistente da classe média e média-baixa, e dos pensionistas, com baixa de salários e pensões, conjugada com um brutal aumento de impostos sobre os rendimentos, foi sufragada em eleições, que o mentor Passos Coelho liderou e que venceu. PORQUÊ? Como foi possível o apoio partidário e não só, ao empobrecimento do país, melhor, da generalidade da população portuguesa?

Só um conjunto de circunstâncias, donde sobressaiu uma maioria parlamentar de Esquerda e as lideranças do P.Socialista de António Costa, de Catarina Martins do Bloco de Esquerda e de Jerónimo de Sousa do P.C.P., tornaram possível o bloqueamento político da PáF.

Remetendo - nos ao subtítulo deste post, pareceria abusiva a comparação da situação política brasileira de hoje com o que se poderia passar em Portugal com a Direita de Passos no poder por mais uma temporada.
Acontece que não foi nesta perspectiva, eventualmente errónea, que a associação da latente, atrevo - me, da efectiva luta de classes que opõe, conjunturalmente, a classe média, média-alta trabalhadora em aliança com as Corporações patronais, contra o potencial nivelamento social que partidos de  Esquerda, no Poder, perseguem no seu ideário sócio/político.

Nessa perspectiva, não estranha a conflitualidade induzida no espaço da governação da Geringonça, contra o Estado, por uma protegida Corporação de trabalhadores chamada Função Pública.
As reivindicações e as queixas em Portugal, um país de lamúrias, justificadas ou não, como melhor disse e efabulou o ex-líder da PáF, são o dia-a-dia dos portugueses, mas esta grande concertação classista não aparece do nada. É um ataque concertado e feroz contra a outra concertação, essa de Esquerda.
Sabemos como as coisas se passaram no Brasil, com a conjugação dos Media, na indução da percepção de um país corrupto, da Justiça, apoderada, usada com fins políticos, com as redes sociais e o boicote económico, na criação do caldo populista que derrotou o P.T.de Haddad, de Dilma e de Lula.

SABEMOS?

segunda-feira, novembro 05, 2018

CATARINA, a entrevista

ESCLARECIDA


                                                              CATARINA MARTINS

A Líder coordenadora do Bloco de Esquerda deu uma entrevista ao Expresso onde continuou a expôr grande assertividade, inteligência e... transparência.
Mais do que uma mensagem aos apoiantes na explicação/balanço sumário sobre as conversas (abrenúncio!) com o Partido Socialista sobre as expectativas ainda a haver para o resto da legislatura, traça pistas sobre a próxima, perante a ambição, legítima, do parceiro parlamentar, de uma maioria absoluta de deputados na próxima legislatura.

Passando por cima das cascas de banana atiradas pela provocação jornalística, esvaziou, lúcida, a indução conflituosa com os parceiros, nomeadamente o PCP e o PS, pela expectativa declarada da Esquerda por esta solução governativa, sem que necessáriamente, venha a tornar - se numa flor na lapela do primeiro - Ministro Costa, que será sempre um risco a correr na disputa do eleitorado de Esquerda, risco esse acrescido, paradoxalmente, pelos ganhos sociais, económicos e políticos, que essa solução de governo, com apoios parlamentares do Bloco e do PCP tornou possível, pela indução do voto útil no partido maioritário do Governo.

Bem fez, assim como o PCP e Jerónimo Martins, nos alertas às condições, conjunturais e de compromissos que tornaram possível, hoje e eventualmente no futuro, a continuação desses apoios a um governo minoritário do PS.







O BRASIL DE BOLSONARO...

...ELEGEU


                                                                         S.MORO

Das suas boas razões sobre o desmascaramento da intriga,da insídia e da infâmia, arquitectadas, o desMOROnamento ético desmerece, contundente, a campanha justicialista contra a Corrupção, levada a cabo contra o P.T.
Se houvesse algo a acrescentar ao que terá ficado evidente, durante os últimos anos da presidência petista na construção da sua alternativa, foi a eficácia despudorada dos seus inimigos de classe,na ocupação, controlo, uso e usura dos dois braços do Estado brasileiro - a Justiça e o Congresso.

A Democracia permitiu que isso acontecesse e será a Democracia, esclarecida, a recuperar o que ganhou e deitou a perder para uma geração de brasileiros, mais uma.
De pelo menos uma década de arbitrariedades " democráticas" não se irá livrar tão cedo.

Que sobre e não se relaxe a resistência aonde faltou a vigilância. AMÉN!

P.S.

AINDA VAI A TEMPO, BRASIL..

quinta-feira, novembro 01, 2018

HELP!

A ESQUERDA...


... PRECISA DESESPERADAMENTE DE REFERÊNCIAS. ALVÍSSARAS A QUEM AS DESCOBRIR HOJE EM QUALQUER LUGAR DO PLANETA.

PORTUGAL MEDIÁTICO

ABERTURA DOS TELEJORNAIS?

DESPEDIMENTO DE PESEIRO. QUEM? PESEIRO, o até hoje, treinador de uma equipa de futebol chamado Sporting.

E... Tancos, mais variações sobre Tancos, SNS, mais Bolsonaro, o nome mais vezes solicitado durante o mês de Outubro. Ah!.... o Orçamento, mais as reacções pavlovianas do costume com as greves corporativas do costume. Sindicais, queria dizer, mas a verdade venceu. E faltam, ao virar da esquina a dos médicos e a dos magistrados.

O mundo, para além de Trump? Só se aconteceu alguma catástrofe, cheias, temporais, incêndios... terrorismo...

Li algures que 60% da fauna terrestre terá desaparecido no século XX, algumas espécies erradicadas e não consegui deixar de me comover com a sorte que ameaça os perigosíssimos cavalos - marinhos portugueses - a sua extinção.

domingo, outubro 28, 2018

ELEIÇÕES BRASILEIRAS

BRASIL ESCOLHEU

                                       
                                                                      BOLSONARO

FIAT TENEBRIS!