sexta-feira, março 08, 2019
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
SATÃ
Deixa - me. És livre. Já te não retenho. Não poderei mais esquecer - te, mas deixa - me agora - foge!
VIRGIA
Não, não quero fugir. Agora, que rompeste o cerco do encanto que me prendia ao chão e que posso livremente ir para casa, não quero abandonar - te. Aquela que não esquecerás, tem ainda alguma coisa a dizer - te.
SATÃ
Deixa - me! Deixa - me só com a minha incurável dor.
VIRGIA
Mas é precisamente essa dor o meu ponto de apoio e o meu penhor de esperança. Eu poderia falar - te das inúmeras dores que fazem delirar os homens e que são obra tua. Poderia falar - te dos furores dos povos, do sangue que alaga dia - a - dia a Terra, do infindável pranto nocturno dos feridos e dos pecadores, da infâmia que envilece e corrompe almas sem conta, da aflição que tritura e torce tantos corações, das incuráveis epidemias, do ódio, da cupidez, da vileza e do pecado, de tudo o que humilha, mortifica, dilacera, infecta e consome os meus irmãos por culpa tua. Mas eu não quero falar - te na dor dos homens. Eu faço apelo à tua dor, ao teu desejo inconfessado de tornar à Glória. Eu faço finca - pé na tua memória, não de todo abolida, na tua saciedade milenária, na tua desesperação por ter de sempre desesperar. Eu chamo - te em socorro de ti mesmo
SATÃ
Vai - te, repito. Ofereces - me o impossível. As tuas palavras redobram a minha tortura.Tu própria, que dizes amar - me, não me amas, visto que me fazes sofrer.
VIRGIA
Se tiveres coragem para te renegares a ti mesmo, eu prometo - te o perdão do género humano. Se tiveres força para tornares a ser o que foste, eu prometo - te o amor do género humano. E, entretanto, como ínfimo sinal, aceita o meu amor.
SATÃ
Eis o Tentador tentado! O que não conseguiu um Arcanjo, conseguirá porventura uma mulher? Seria demasiado absurdo acreditar no que me ofereces! Pões a lampejar diante dos meus olhos o impossível. Como poderei crer em ti? Também eu fiz tantas promessas e não eram senão laços e alçapões. Poderei jamais crer em ti? Vai - te embora, digo - te. Deixa - me!
VIRGIA
Vou deixar - te. Mas tu mesmo há pouco disseste uma palavra que conforta a minha esperança Disseste que não poderias esquecer - me. E não me esquecerás.Tu hás - de ir em minha procura e eu conseguirei salvar - te, porque a tua dor será doravante cúmplice do meu amor.
aparta - se Virgia e sobrevém Uriel
URIEL
Estás só, finalmente? Então, vamos.
SATÃ
VAMOS? MAS AONDE?
O Diabo - Giovanni Papini
segunda-feira, março 04, 2019
CAÇA AOS BRUXOS E... BRUXAS?
SOU CONTRA A VIOLÊNCIA...
mas sei que posso praticá - la, sem me sentir solidário com ela.
O Juíz Neto de Moura, que não conheço, a não ser através de críticas opiniões alheias e as minhas, naturalmente, tem, sobre algumas matérias dadas ao conhecimento público últimamente através de acórdãos a sustentar deliberações sobre alguns julgamentos de casos que lhe foram parar às mãos,
juízos fortes que têm abalado o ar dos tempos tendencialmente imbecilizantes do Ocidente.
Tem sobre o adultério, feminino para o caso, uma repulsa identificável nas citações e atenuações com que contempla o seu jurídico julgamento sobre essa matéria, suscitando para o exterior uma " pretensa " solidariedade e compreensão pelo agressor contundente, o masculino, contra o feminino vitimizado.
Quero crer que essa solidariedade seja alimentada, não na sua componente violenta, naturalmente, pela maioria esmagadora dos homens para com os machos traídos e não acredito que nenhuma mudança substantiva tenha ainda ocorrido ao nível do imaginário masculino que à hipocrisia dominante não renegue tal facto.
Não creio que o linchamento público que sobre as suas idiossincracias conjugais tem sido vítima seja a raiz mobilizadora de tanto ecumenismo.
Todo o julgamento, institucional ou não, feito pelo humano, por qualquer juíz, sobre o que quer que seja, arrasta consigo toda a história do julgador, TODA.
Haverá juízes reaccionários, esquerdistas, liberais e fascistas. Haverá juízes pederastas, pedófilos, gays, transgéneros e... viris. Haverá juízes racistas, fundamentalistas, homofóbicos e anti-feministas. E haverá juízes racionais, humanistas e técnicamente competentes para a função. De outros tipos, na diversidade dos perfis humanos, acrescente o leitor.
A atribuição de processos judiciais e julgamentos obrigaria, face à exigências da urbe (qual?) , a um pré - julgamento de cada juíz antes da atribuição ajuízada não vá acontecer a condenação por violências psicológicas sobre o masculino, menos contundente e mediático, talvez, mas eventualmente brutal para a vítima, entre outras singularidades como pederastas a julgar pederastas, juízas pró - vida a condenar abortos para lá dos prazos legais, enfim, imagine...
Voltando ao caso em análise, foi o ataque mais cerrado que até hoje me foi dado a contemplar sobre um juíz pelas suas opiniões fora - de - época expressas públicamente.
Podemos, SEMPRE, em Democracia, sem correr riscos visíveis, ajuízar e tecer opiniões sobre TUDO E MAIS ALGUMA COISA e vergastar públicamente, moral e racionalmente tudo o que conflitua com os nossos " adquiridos " culturais.Um privilégio que, em nome da liberdade de expressão, se excede com frequência em insultos vexatórios na opinião dos visados.
Chegados aqui, só os tribunais, se se chegar aí, decidirão.
Por mim, estou curioso sobre os acórdãos que irão dar à luz e a previsível histeria mediática até lá.
"Dissimular e monopolizar a agressão sob pretexto de refrear a violência é provocar e justificar a violência " - Hacker
E ela tem muitas faces...
terça-feira, fevereiro 26, 2019
UMA ALGAZARRA MEDONHA
RUÍDO...
... Numa policromia já insuportável, ecoada até à náusea e que ameaça abaixar a níveis intoleráveis de imbecilidade a luta política em Portugal.
Uma pergunta se me põe, ( como se não soubesse a resposta dada pela degradação individualista nos States e no Brasil, para já...) O QUE É QUE A BURGUESIA LUSA ESTÁ A EXIGIR?
De tão bisonha e mesquinha ganância agressiva de mais poder de consumo, retrata - se uma maneira de ser e estar que pouco se distingue, a não ser no método, dos caminhos trilhados e a trilhar pelos nossos brilhantes empreendedores.
O inimigo? O Estado social. BRILHANTE!
Adenda - 1/3
Nada a dizer, substantivamente, em relação às lutas dos trabalhadores por melhores condições de vida, materiais, para o caso, porque é disso que se trata...
Acontece que, hoje, as lutas são da classe média e o patamar das " exigências ", já não enquadradas, como ouvi algures, pelo velho sindicalismo, acoplou - se a uma agenda corporativa e indubitàvelmente reaccionária que desequilibrou a, chamemo - lhe assim, a burocracia negocial entre o Governo e os trabalhadores.
Lidar com esta nova realidade por parte de um governo que quer ser de Esquerda, portanto a contar com o apoio, no mínimo, dos beneficiários da sua política, que não a sua oposição, terá de ser a preocupação, não só eleitoral mas também nacional, de António Costa e do seu governo.
sexta-feira, fevereiro 15, 2019
DA VIOLÊNCA, doméstica para o caso...
AMAR - TE - EI até te matar?
" Nenhuma mutação metafísica... se realiza ser ter sido primeiro anunciada, preparada e facilitada por um conjunto de mutações menores, que passam muitas vezes despercebidas no momento da sua ocorrência histórica " , dizia Djerkinski in As partículas elementares de Houellebecq, acrescentando que se sentia como uma dessas mutações menores.
Sinto - me cúmplice dessas constatações já que também o sou, uma dessas mutações menores porque a previ, preparei - a, facilitei - a e alimentei - a, na minha relação pessoal e particularmente com as mulheres e específicamente com a minha companheira e família, a emergência da ocorrência histórica que, já reduzido a cinzas não contemplarei, da ascensão do Matriarcado como solução da salvação da espécie humana.
Porquê? Porque também intuí que elas são melhores que nós, os homens, na complementaridade recíproca que, elementar, a Natureza criou. E só ali essa diferença se sobrepõe ao resto. O que não invalida, ainda hoje, septuagenário, o meu estupor reactivo, perante um universo quase avassalador durante a minha infância e idade adulta, portanto familiar, à sua emotividade, à sua sentimentalidade e à sua (ir)racionalidade.
A curiosidade intelectual sempre se sobrepôs a uma eventual agressividade tendencialmente violenta e a mutação foi acontecendo e está a acontecer ainda hoje, aos repelões.
Essa mutação, que acontecerá à medida em que pequenos e grandes acontecimentos, como a morte de mulheres às mãos dos companheiros, estamparem, se não pela irracionalidade implícita, pela empatia com a vítima, será acelerada pela sua visibilidade e repulsa civilizacional junto das Pessoas, independentemente do seu género.
Hoje, ainda nos encontramos na fase djerkinskiana das mutações menores por todo o Globo. Estão a acontecer nas escolas, na educação das crianças masculinas e femininas; na impossibilidade, de facto, de nos adultos, " avalanchear " as suas cristalizadas heranças genéticas e culturais, terá de ser também o Estado, pela prevenção, monitorização dos sinais, acompanhamento médico e repressão, a conter a barbárie.
Como? Criando competências no seu Funcionalismo em todos aqueles que lidam com essas emergências e orientando para quem sabe, atempadamente, a prescrição de medidas.
Uma leitura demorada e atenta de Friedrich Hacker e do seu livro - Agressividade - com o sub- título A violência do mundo moderno, é uma sugestão deste leigo.
É que o conhecimento de si e dos outros continua a ser uma máxima muito útil e libertadora...
terça-feira, fevereiro 12, 2019
AMAR - TE -EI...
...ATÉ TE MATAR?
DO FEMICÍDIO EM PORTUGAL e... OUTRAS COISAS
" A liberdade dos outros leva a minha ao infinito "- Bakunine
A desconstrução da família tradicional vai deixando um rasto de negatividades que erodiu o campo de controlo da agressividade e alargou, com a independência da mulher, o campo de exercício de uma pulsão natural contida pelo Estado - o da agressividade.
Ora, o Estado, as instituições que lhe dão corpo, suporte, legitimidade, encontra - se hoje, pelo menos em Portugal, na primeira linha como alvo de um ataque sem precedentes, na sua violência implícita, pela sua Função Pública, com uma agenda cirúrgica e dirigida à sua descredibilização ideológica e programática. Dir - se -à ser sina dos Governos nos Estados Democráticos tal desiderato, esse da conflitualidade social; acontece que as movimentações das greves dos magistrados, dos funcionários da Justiça, dos guardas prisionais, dos professores, dos médicos, dos enfermeiros, FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS, das classes mais bem pagas dentro do universo minimalista dos salários em Portugal, são enquadradas politicamente contra o governo de Esquerda que actualmente gere os assuntos de Estado.
Em Portugal, a Função Pública é hoje, através dos seus funcionários, enquadrados pelas suas Ordens ( uma singularidade jurídica ) e de cogumélicos sindicatos representativos, o principal adversário do Estado actual, repito. Com a economia em bom ritmo e o desemprego a um nível baixo e com boas perspectivas futuras, a classe trabalhadora em geral tem andado em relativo sossego.
Assumido que foi pela Direita liberal a frouxidão demagógica do líder do principal partido da Oposição política, Rui Rio, abrem - se novas frentes de confronto com a programação política do Governo socialista em áreas vitais de futuros negócios e empreendedorismo capitalista, como a Saúde, a Educação entre outras.
Mas... perguntarão, o que é que tem toda esta conversa a ver com a morte de dezenas de mulheres, enquadradas no que se generalizou chamar como violência doméstica?
É inegável um rumor surdo de frustração social ( já se notam os marcadores que em paragens outras levaram populismos retrógados ao poder... ) de uma classe média com ambições de grandeza que recusa a solidariedade social em nome do extermínio da pobreza e prefere, ingénuamente, um capitalismo expansivo e sem regras donde se aproveitará das migalhas que antes da ralé lhe cairão ao colo.
Neste caldo pré/pró-populista de projectadas mudanças, como soe dizer - se hoje, em referência a certos desvarios sociais, o campo de disputa territorial e de bens, profissionais, sexuais, dos pequenos poderes, em suma, circunscrito no imaginário viril e hoje também no feminino, vai - se estreitando à medida em que os desafiantes femininos, hoje maioritários, se vão impondo nas suas prerrogativas de PESSOA, enquanto os adereços culturais e humanistas teimam, condicionados por milhares, se não milhões da anos de condicionamento animal e também cultural, em desaparecer.
É evidente que as frustrações naturalizadas - Tento contínuamente demonstrar que o agressor humano é precisamente o que se sente agredido e sente as suas próprias agressões como uma contra - agressão " - Friedrich Hacker - serão sentidas de forma diferente por A,B ou C, consoante a sua história pessoal, pelo que a transversabilidade e incidência da agressão viril fazendo parte do seu ADN, tem de ser observado, pelos educadores e pelos julgadores não só do ponto de vista das aquisições culturais como contextualizados numa história pessoal e... colectiva.
Não se trata da desculpabilização da violência, que as exigências sociais de simplificação condenatória reduzem à psicopatia misógina mas sim uma obrigação, pelo menos no que à Justiça concerne, de uma abordagem mais abrangente do fenómeno generalizadamente apodado de violência doméstica. É que a agressão tem vários disfarces e, na sua expressão física, por contundente, não deveria levar à desvalorização das suas outras faces, tão daninhas, embora não letais mas que despoletantes, pelo verbo e pelo comportamento, possam incrementar em seres afectáveis, reacções desproporcionadas.
A aparente gratuitidade da violência sobre as mulheres tem muito mais que se lhe diga.
A palavra, pois aos especialistas que não à rua, à indignação célere e aos feministas.
DO FEMICÍDIO EM PORTUGAL e... OUTRAS COISAS
" A liberdade dos outros leva a minha ao infinito "- Bakunine
A desconstrução da família tradicional vai deixando um rasto de negatividades que erodiu o campo de controlo da agressividade e alargou, com a independência da mulher, o campo de exercício de uma pulsão natural contida pelo Estado - o da agressividade.
Ora, o Estado, as instituições que lhe dão corpo, suporte, legitimidade, encontra - se hoje, pelo menos em Portugal, na primeira linha como alvo de um ataque sem precedentes, na sua violência implícita, pela sua Função Pública, com uma agenda cirúrgica e dirigida à sua descredibilização ideológica e programática. Dir - se -à ser sina dos Governos nos Estados Democráticos tal desiderato, esse da conflitualidade social; acontece que as movimentações das greves dos magistrados, dos funcionários da Justiça, dos guardas prisionais, dos professores, dos médicos, dos enfermeiros, FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS, das classes mais bem pagas dentro do universo minimalista dos salários em Portugal, são enquadradas politicamente contra o governo de Esquerda que actualmente gere os assuntos de Estado.
Em Portugal, a Função Pública é hoje, através dos seus funcionários, enquadrados pelas suas Ordens ( uma singularidade jurídica ) e de cogumélicos sindicatos representativos, o principal adversário do Estado actual, repito. Com a economia em bom ritmo e o desemprego a um nível baixo e com boas perspectivas futuras, a classe trabalhadora em geral tem andado em relativo sossego.
Assumido que foi pela Direita liberal a frouxidão demagógica do líder do principal partido da Oposição política, Rui Rio, abrem - se novas frentes de confronto com a programação política do Governo socialista em áreas vitais de futuros negócios e empreendedorismo capitalista, como a Saúde, a Educação entre outras.
Mas... perguntarão, o que é que tem toda esta conversa a ver com a morte de dezenas de mulheres, enquadradas no que se generalizou chamar como violência doméstica?
É inegável um rumor surdo de frustração social ( já se notam os marcadores que em paragens outras levaram populismos retrógados ao poder... ) de uma classe média com ambições de grandeza que recusa a solidariedade social em nome do extermínio da pobreza e prefere, ingénuamente, um capitalismo expansivo e sem regras donde se aproveitará das migalhas que antes da ralé lhe cairão ao colo.
Neste caldo pré/pró-populista de projectadas mudanças, como soe dizer - se hoje, em referência a certos desvarios sociais, o campo de disputa territorial e de bens, profissionais, sexuais, dos pequenos poderes, em suma, circunscrito no imaginário viril e hoje também no feminino, vai - se estreitando à medida em que os desafiantes femininos, hoje maioritários, se vão impondo nas suas prerrogativas de PESSOA, enquanto os adereços culturais e humanistas teimam, condicionados por milhares, se não milhões da anos de condicionamento animal e também cultural, em desaparecer.
É evidente que as frustrações naturalizadas - Tento contínuamente demonstrar que o agressor humano é precisamente o que se sente agredido e sente as suas próprias agressões como uma contra - agressão " - Friedrich Hacker - serão sentidas de forma diferente por A,B ou C, consoante a sua história pessoal, pelo que a transversabilidade e incidência da agressão viril fazendo parte do seu ADN, tem de ser observado, pelos educadores e pelos julgadores não só do ponto de vista das aquisições culturais como contextualizados numa história pessoal e... colectiva.
Não se trata da desculpabilização da violência, que as exigências sociais de simplificação condenatória reduzem à psicopatia misógina mas sim uma obrigação, pelo menos no que à Justiça concerne, de uma abordagem mais abrangente do fenómeno generalizadamente apodado de violência doméstica. É que a agressão tem vários disfarces e, na sua expressão física, por contundente, não deveria levar à desvalorização das suas outras faces, tão daninhas, embora não letais mas que despoletantes, pelo verbo e pelo comportamento, possam incrementar em seres afectáveis, reacções desproporcionadas.
A aparente gratuitidade da violência sobre as mulheres tem muito mais que se lhe diga.
A palavra, pois aos especialistas que não à rua, à indignação célere e aos feministas.
sexta-feira, fevereiro 08, 2019
UM LEVANTAMENTO CORPORATIVO
A GREVE NA ENFERMAGEM...
... Tem todas as características de um levantamento político contra o Governo de Esquerda, assim como as movimentações " sindicais " da Educação. Não por acaso, o políticamente correcto a isso não se refere, duas actividades profissionais com larga maioria de mulheres a cuja capacidade de confronto e desbragamento retórico oleadas pela seiva do MEtoo, se associou um desmesurado tropismo sócio/económico a que a má consciência " machista " não sabe hoje controlar.
A confrontação populista, não consigo caracterizá - lo de outra forma, deve ser velhice, naturalmente, liderada pelo funcionalismo do Estado contra a sua chefia máxima que é o Governo, nos moldes em que se desenrola, desmascara toda a orquestração que a encabeça, constituindo - se, se não for rápidamente contida, um polo bolsonarista, guaidoista, orbanista ou santanista ou outra merdice burguesa REACCIONÁRIA qualquer, a minar qualquer hipótese de existência de decências democráticas pelo globo e nomeadamente em Portugal.
A responsabilização, nomeadamente no SNS, das obrigações profissionais, que pelo seu carácter sensível assume uma relevância extra e vital no quadro das obrigações do Estado, terá de ser posta em marcha pela Esquerda,( que não deve cair no erro de perspectiva do quadro geral... ) porque é ela que está sob ataque, mesmo que tenha de recorrer a outras medidas que não sómente a requisição civil.
É que essas "lutas " dos funcionários da Saúde e da Educação, embora usando argumentos e valores de Esquerda, têm tanto dela como as minhas críticas e deplorações, de Direita ou machista.
A questão É ideológica e já que foi levada para este campo, assim terá de ser tratada, sem ingenuidade.
... Tem todas as características de um levantamento político contra o Governo de Esquerda, assim como as movimentações " sindicais " da Educação. Não por acaso, o políticamente correcto a isso não se refere, duas actividades profissionais com larga maioria de mulheres a cuja capacidade de confronto e desbragamento retórico oleadas pela seiva do MEtoo, se associou um desmesurado tropismo sócio/económico a que a má consciência " machista " não sabe hoje controlar.
A confrontação populista, não consigo caracterizá - lo de outra forma, deve ser velhice, naturalmente, liderada pelo funcionalismo do Estado contra a sua chefia máxima que é o Governo, nos moldes em que se desenrola, desmascara toda a orquestração que a encabeça, constituindo - se, se não for rápidamente contida, um polo bolsonarista, guaidoista, orbanista ou santanista ou outra merdice burguesa REACCIONÁRIA qualquer, a minar qualquer hipótese de existência de decências democráticas pelo globo e nomeadamente em Portugal.
A responsabilização, nomeadamente no SNS, das obrigações profissionais, que pelo seu carácter sensível assume uma relevância extra e vital no quadro das obrigações do Estado, terá de ser posta em marcha pela Esquerda,( que não deve cair no erro de perspectiva do quadro geral... ) porque é ela que está sob ataque, mesmo que tenha de recorrer a outras medidas que não sómente a requisição civil.
É que essas "lutas " dos funcionários da Saúde e da Educação, embora usando argumentos e valores de Esquerda, têm tanto dela como as minhas críticas e deplorações, de Direita ou machista.
A questão É ideológica e já que foi levada para este campo, assim terá de ser tratada, sem ingenuidade.
sexta-feira, fevereiro 01, 2019
S.N.S.
LEIS DE BASE DA SAÚDE
Cristalina como a água limpa, Francisco Louçã, ex-líder do Bloco de Esquerda e um dos seus fundadores, recordou - nos nas páginas do Expresso, em contraponto ao Presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, Óscar Gaspar, as razões por que existe uma incompatibilidade real entre os interesses dos fornecedores da Saúde Privada e a Saúde Pública remetida à obrigação do Estado, português, para o caso.
" O debate ideológico não me interessa e é uma farsa: os nossos liberais só querem empresas de saúde se o Estado lhes pagar. " Ora, sendo assim, já que o mercado é livre, porque é que não se limitam a criá - las em competição com o Estado e paga quem pode e quer?, pergunto eu...
Entre o negócio e a Obrigação, com contornos e fins que exigirão diferentes gestões porquanto o lucro norteia o primeiro enquanto a sustentabilidade no tempo a segunda, a escolha dos contribuintes líquidos é clara, quanto mais as capacidades técnicas e humanas se aproximam hoje, na evolução tecnológica, do que de melhor e infinitamente mais caro, se pratica no privado.
Hoje, dado o chorudo negócio para os privados, constituído pelas parcerias Público-Privadas estabelecidas entre o Estado e os investidores em várias actividades competidas constitucionalmente ao Estado e paralelamente aos privados, tornou - se claro que ao aperto do controlo e, eventualmente à dissolução de algumas dessas parcerias, os interesse privados lançaram mão a todos os processos de bloqueamento da entrada em vigor das novas Leis de Base da Saúde a sair da Assembleia da República, maioritáriamente apoiadas pela coligação de Esquerda.
Já não há como esconder o ataque generalizado da Direita política, empresarial, financeira e social, às escolhas políticas do governo socialista que colidam, como a Educação e a Saúde, por exemplo, com um statu quo de décadas, estabelecida pela direita cavaquista e reforçada brutalmente, com laivos de definitivo, pela ultra-liberalidade de Passos Coelho, Gaspar e companhia.
As tentativas recorrentes, que tão bons resultados deram no desmantelamento do estatismo pós-25 deAbril, de descredibilização da gestão pública, contrabandeada e boicotada por dentro por gestores comissariados para o efeito, prática ainda levada a cabo recentemente no que ainda resta da gestão pública, encontraram nas enfermeiras e nas professoras, aliadas corporativas de peso, pela nula noção de interesse nacional de que, coladas aos seus, ia dizer sindicatos, corporações lobistas, estampam como lutas sindicais.
Nenhum Governo que se preze cederá perante essa chantagem paga por interesses já não tão escondidos, sob o risco de inconsequência, mormente perante a aparente adesão do presidente da República à Oposição das Leis Gerais da Saúde.
A responsabilização pelas causas atendíveis de morte comprovada nos Serviços do SNS por falta de cuidados ou negligência exige um quadro jurídico a que só um dogmatismo ideológico sectário poderá invalidar.
Veremos...
Cristalina como a água limpa, Francisco Louçã, ex-líder do Bloco de Esquerda e um dos seus fundadores, recordou - nos nas páginas do Expresso, em contraponto ao Presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, Óscar Gaspar, as razões por que existe uma incompatibilidade real entre os interesses dos fornecedores da Saúde Privada e a Saúde Pública remetida à obrigação do Estado, português, para o caso.
" O debate ideológico não me interessa e é uma farsa: os nossos liberais só querem empresas de saúde se o Estado lhes pagar. " Ora, sendo assim, já que o mercado é livre, porque é que não se limitam a criá - las em competição com o Estado e paga quem pode e quer?, pergunto eu...
Entre o negócio e a Obrigação, com contornos e fins que exigirão diferentes gestões porquanto o lucro norteia o primeiro enquanto a sustentabilidade no tempo a segunda, a escolha dos contribuintes líquidos é clara, quanto mais as capacidades técnicas e humanas se aproximam hoje, na evolução tecnológica, do que de melhor e infinitamente mais caro, se pratica no privado.
Hoje, dado o chorudo negócio para os privados, constituído pelas parcerias Público-Privadas estabelecidas entre o Estado e os investidores em várias actividades competidas constitucionalmente ao Estado e paralelamente aos privados, tornou - se claro que ao aperto do controlo e, eventualmente à dissolução de algumas dessas parcerias, os interesse privados lançaram mão a todos os processos de bloqueamento da entrada em vigor das novas Leis de Base da Saúde a sair da Assembleia da República, maioritáriamente apoiadas pela coligação de Esquerda.
Já não há como esconder o ataque generalizado da Direita política, empresarial, financeira e social, às escolhas políticas do governo socialista que colidam, como a Educação e a Saúde, por exemplo, com um statu quo de décadas, estabelecida pela direita cavaquista e reforçada brutalmente, com laivos de definitivo, pela ultra-liberalidade de Passos Coelho, Gaspar e companhia.
As tentativas recorrentes, que tão bons resultados deram no desmantelamento do estatismo pós-25 deAbril, de descredibilização da gestão pública, contrabandeada e boicotada por dentro por gestores comissariados para o efeito, prática ainda levada a cabo recentemente no que ainda resta da gestão pública, encontraram nas enfermeiras e nas professoras, aliadas corporativas de peso, pela nula noção de interesse nacional de que, coladas aos seus, ia dizer sindicatos, corporações lobistas, estampam como lutas sindicais.
Nenhum Governo que se preze cederá perante essa chantagem paga por interesses já não tão escondidos, sob o risco de inconsequência, mormente perante a aparente adesão do presidente da República à Oposição das Leis Gerais da Saúde.
A responsabilização pelas causas atendíveis de morte comprovada nos Serviços do SNS por falta de cuidados ou negligência exige um quadro jurídico a que só um dogmatismo ideológico sectário poderá invalidar.
Veremos...
domingo, janeiro 27, 2019
JAMAICA, PORTUGAL...
Bairro da Jamaica
... UM SINTOMA (?)...
... analisado, como diz Bruno V. Amaral, no Expresso de sábado, em pormenores de bosta.
Está lá tudo, o retrato cru da razão por que a desigualdade social em Portugal mais desigual se torna e se impõe, com todas as suas consequências, quando as suas vítimas são os habitantes da exclusão das JAMAICAS do país.
E quando a essa condição, mais adivinhada que pressentida se acresce, fundo, o preconceito social e... rácico, o sintoma é já uma ocorrência que a repetição fundamenta, nos pressupostos e contornos a ela associada.
Portugal nunca foi um país generalizadamente racista até pelo desconhecimento que do OUTRO lhe chegava, num país isolado por uma ditadura provinciana e medíocre.
No Portugal pós - colonial raras foram as perseguições a portugueses de outras raças; curiosidade, aproximação e esvaziamento dos produtos da lavagem cerebral imperial e mais tarde, fascista, que sobre si e sobre o Outro lhe foi imposto. Foi a época do Portugal de Abril.
O atraso, cultural, económico e social obrigava a a uma aprendizagem comum que a Democracia apadrinhava.
Quase 45 anos passados, o auto- convencimento da existência de algum fundo de verdade no lixo então deitado fora proporciona, a par da reformulação, da reciclagem de um imaginário nunca desaparecido, quiçá amestrado,civilizado, democratizado, mas... ainda aí... modificável e ajustável a determinadas condições históricas, jamaicadas em Portugal. Transformar esse estar, essa linguagem individualizada no sentir da comunidade seria o percurso natural do advento populista xenófobo.
Já funcionou no Brasil e noutras paragens.
A infiltração ( não será instrumental, por ora... ) nas Forças de Segurança, na Magistratura, nos MEDIA e nos partidos democráticos pela extrema - direita fascista, racista, xenófoba e reaccionária, está a acontecer, assim como a radicalização oportunista de posições políticas em partidos nascentes e jazentes.
Pior que o racismo rácico é o racismo social, que penso estar na origem e transporte de todas as fobias do Preconceito. O " racismo " dos inferiorizados, muitas vezes como mecanismo de compensação psicológica, pela sua natureza reactiva, se não tem a mesma raíz e natureza do outro, do militante, tende, se as condições objectivas de manutenção do statu quo persistirem a mudar de natureza na sua expressão.
Do que se ouviu nos MEDIA, no rescaldo dos últimos acontecimentos, por este cabo-verdiano que não habita bairros periféricos e que hoje não lhes conhece as dificuldades mas reconhece - as, foi, salvo raras excepções e aqui aponto o EIXO DO MAL da SicNotícias com excepcional relevância, IMBECILIZANTE.
É QUE NÃO FALARAM DE DETALHES DE BOSTA...
quinta-feira, janeiro 24, 2019
VENEZUELA sob ataque
TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO
Nicolás Maduro
O presidente da Venezuela é, hoje, o ás de espadas a abater, pela infantilidade criminosa da política externa norte - americana. Pudera, convém distrair o pagode atormentando um alvo irredutível aparentemente mais fácil de que Kim, Hassad ou Rohani, sem armas nucleares e à mão de semear, levando a população à fome e minando a sua economia com boicotes chantagistas e receitas velhas de desestabilização política e descredibilização legal.
Seria, a meu ver, inconcebível, que a Europa venha a ter o desplante de acompanhar Trump, que quer impôr uma liderança titerizada, como nos velhos tempos, a uma nação soberana que é apoiada pela maioria da sua população, pelas suas Forças Armadas e pela Constituição. A intromissão grosseira, repugnante por parte desta liderança yanque que já prestou provas perante a Comunidade internacional da sua descredibilização em permanência, corre o risco, de por sobre a neutralidade ou seguidismo da U.E. de levar o país a uma guerra civil de grandes proporções, nomeadamente quando se prefigura o apoio a Maduro por parte da China, Rússia e Turquia, países não - seguidistas de um modelo fim - de - História na governação dos seus povos.
O auto-proclamado presidente pelos USA, Juan Guaidó...
... revelou- se como um irresponsável que pouco se importa com a vida dos seus conterrâneos, mesmo que trepe por cima dos seus cadáveres até ao poleiro que lhe sopraram pertencer.
É lamentável que depois das experiências passadas, em TODOS os países da América latina, com a imposição titerizada de líderes manobrados pela CIA, ainda não tenham aprendido... com a luta pela Liberdade que os USA costumam manipular.
Nicolás Maduro
O presidente da Venezuela é, hoje, o ás de espadas a abater, pela infantilidade criminosa da política externa norte - americana. Pudera, convém distrair o pagode atormentando um alvo irredutível aparentemente mais fácil de que Kim, Hassad ou Rohani, sem armas nucleares e à mão de semear, levando a população à fome e minando a sua economia com boicotes chantagistas e receitas velhas de desestabilização política e descredibilização legal.
Seria, a meu ver, inconcebível, que a Europa venha a ter o desplante de acompanhar Trump, que quer impôr uma liderança titerizada, como nos velhos tempos, a uma nação soberana que é apoiada pela maioria da sua população, pelas suas Forças Armadas e pela Constituição. A intromissão grosseira, repugnante por parte desta liderança yanque que já prestou provas perante a Comunidade internacional da sua descredibilização em permanência, corre o risco, de por sobre a neutralidade ou seguidismo da U.E. de levar o país a uma guerra civil de grandes proporções, nomeadamente quando se prefigura o apoio a Maduro por parte da China, Rússia e Turquia, países não - seguidistas de um modelo fim - de - História na governação dos seus povos.
O auto-proclamado presidente pelos USA, Juan Guaidó...
... revelou- se como um irresponsável que pouco se importa com a vida dos seus conterrâneos, mesmo que trepe por cima dos seus cadáveres até ao poleiro que lhe sopraram pertencer.
É lamentável que depois das experiências passadas, em TODOS os países da América latina, com a imposição titerizada de líderes manobrados pela CIA, ainda não tenham aprendido... com a luta pela Liberdade que os USA costumam manipular.
sábado, janeiro 19, 2019
BREXIT?
RELEMBREMOS G.PAPINI...
" Reparai num mapa da Europa. A Inglaterra lá está no alto, à parte, por sua conta própria, e olha o Continente como um cão a vigiar o rebanho lá em baixo, como uma ave de rapina oculta entre as nuvens para saltar em cheio sobre a vítima, como um severo vigilante espia com suspeita a sua gentalha.
Os países da Europa estão todos ligados, compactos, todos juntos e confiantes, mesmos os mais remotos. São uma família, e nas famílias não há sempre acordo, nas famílias há, por vezes, divisões e zangas mas, em suma, há sempre recordações, sentimentos, interesses comuns. A Europa continental é tão sociável, tão amiga do mundo, que, por um lado, parece uma só com a Ásia e em baixo, no meio-dia, se projecta com as suas ilhas e penínsulas até quase tocar em África.
A Inglaterra, não. Reconhece que a Europa não é a sua pátria. A Inglaterra não tem nada que ver com a Europa. Com o seu focinho apontado ao polo e as suas alturas brancas sobre o mar mostra claramente que não quer pertencer ao Continente. " - La spia del mondo
Escrito em 1955, o fascista Papini, céptico então de uma, para ele, inexistente pulsão europeísta da velha Albion, à qual remete a posse de uma soberba atávica e irremediável contra a qual nem o seu empedernido pragmatismo consegue dissimular a convicção.
Hoje, a História política e imperialista da Grã-Bretanha será do conhecimento, quero crer, dos mandantes da U.E., depositários dos interesses da Comunidade contra o, diria Papini, farisaísmo do Brexiters e dos seus apoiantes.
Temos em presença uma singularidade extraordinária. Por um lado uma liderança negocial por parte de uma primeira-ministra que foi contra a saída da U.E. e que está a funcionar burocráticamente contra os mestres da Burrocracia europeia. Por outro temos os anti- Brexit, aparentemente liderados por uma oposição política cujo líder, Corbyn, nunca foi um militante activista determinado contra o Brexit, mesmo nos dias que correm...
Tornou - se um imperativo, dada a bagunça criada por uma decisão política impulsiva, para não dizer pior, que não reflectida, pelo resultado, hoje se sabe manipulado, do referendo do Brexit, conseguir tirar o máximo de vantagens, comerciais e outras das negociações, o que não parece ser possível.
MAS...
" Reparai num mapa da Europa. A Inglaterra lá está no alto, à parte, por sua conta própria, e olha o Continente como um cão a vigiar o rebanho lá em baixo, como uma ave de rapina oculta entre as nuvens para saltar em cheio sobre a vítima, como um severo vigilante espia com suspeita a sua gentalha.
Os países da Europa estão todos ligados, compactos, todos juntos e confiantes, mesmos os mais remotos. São uma família, e nas famílias não há sempre acordo, nas famílias há, por vezes, divisões e zangas mas, em suma, há sempre recordações, sentimentos, interesses comuns. A Europa continental é tão sociável, tão amiga do mundo, que, por um lado, parece uma só com a Ásia e em baixo, no meio-dia, se projecta com as suas ilhas e penínsulas até quase tocar em África.
A Inglaterra, não. Reconhece que a Europa não é a sua pátria. A Inglaterra não tem nada que ver com a Europa. Com o seu focinho apontado ao polo e as suas alturas brancas sobre o mar mostra claramente que não quer pertencer ao Continente. " - La spia del mondo
Escrito em 1955, o fascista Papini, céptico então de uma, para ele, inexistente pulsão europeísta da velha Albion, à qual remete a posse de uma soberba atávica e irremediável contra a qual nem o seu empedernido pragmatismo consegue dissimular a convicção.
Hoje, a História política e imperialista da Grã-Bretanha será do conhecimento, quero crer, dos mandantes da U.E., depositários dos interesses da Comunidade contra o, diria Papini, farisaísmo do Brexiters e dos seus apoiantes.
Temos em presença uma singularidade extraordinária. Por um lado uma liderança negocial por parte de uma primeira-ministra que foi contra a saída da U.E. e que está a funcionar burocráticamente contra os mestres da Burrocracia europeia. Por outro temos os anti- Brexit, aparentemente liderados por uma oposição política cujo líder, Corbyn, nunca foi um militante activista determinado contra o Brexit, mesmo nos dias que correm...
Tornou - se um imperativo, dada a bagunça criada por uma decisão política impulsiva, para não dizer pior, que não reflectida, pelo resultado, hoje se sabe manipulado, do referendo do Brexit, conseguir tirar o máximo de vantagens, comerciais e outras das negociações, o que não parece ser possível.
MAS...
domingo, janeiro 13, 2019
COISAS E... LOISAS
MARCELO
O populismo civilizado do presidente da República tem, na minha avisada opinião, tanto de pernicioso como de meritório, na contemplação do desiderato democrático que deve aproximar os eleitos dos eleitores.
O acrescido, se como julgo propositado mérito, tem a ver com o desvio de pulsões político-sociais negativas que o lado negro do populismo se prepara para organizar contra os valores humanistas da Democracia. O pernicioso terá a ver com uma responsabilização político-instrumental que fácilmente lhe será assacado quando e se a operacionalidade política do Governo encontrar pela frente obstáculos fortes.
É que a raíz do populismo entronca - se na inferida convicção de uma capacidade de intervenção por parte de actores políticos ou politizados capazes de sobrepujar as complexidades de um regime com nada de redutor e cuja manutenção e acarinhamento nos deve a todos,inclusive aos não - democratas.
Pensar uma liderança liberta das amarras civilizadas das Leis da República e do humanismo dos seus valores, simplificadora da realidade na soltura dos instintos mais básicos da nossa condição e que a Democracia tenta amestrar, é uma contra-revolução reaccionária à qual uma resistência preventiva terá de ser uma obrigação de todos os democratas.
Quero crer, falso, acredito que a diferença entre o populismo plus do presidente e qualquer outro arremesso reaccionário e ou neo-fascista, servirá de equilibrador no cotejo, mesmo que inorgânico e mal esclarecido, entre uma coisa e outra.
RUI RIO
O presidente do P.S.D., partido social-democrata na Oposição, Rui Rio, tem - se recusado a abandonar a matriz social-democrata do partido fundado pelo Sá - Carneiro nos anos quentes da Revolução dos Cravos em Portugal. Com isso deu uma guinada à deriva direitista encetada pelo anterior líder Passos Coelho. A reacção dos passistas, que têm actualmente a maioria no grupo parlamentar saído das últimas eleições tem sido de molde a fragilizar a actual liderança, deplorando a pouca virulência da actual Direcção do partido dirigido por Rui Rio, no ataque político ao partido socialista no poder.
Luís Montenegro, um dos mais importantes chefes-de-fila dessa oposição desabrida surgiu, a três meses das eleições europeias, num lance ainda pouco descortinável dada a sua singularidade política, a desafiar a liderança de Rio, propondo um Congresso extraordinário com uma agenda declarada de deposição da actual liderança.
Tenho por mim que quanto mais a ala passista, hoje liderada por Montenegro e a eminência parda de Relvas, mais os mendistas, teixeiristas, santanistas, etc... se assanharem contra a falta de demagogia de Rio, mais se me reforça a convicção de que o afastamento do pote do Orçamento e as negociatas para os boys, por mais quatro anos, já que parece evidente que esta solução governativa, um Ferrari em velocidade de cruzeiro, com as travagens certas antes das curvas a evitar as derrapagens, está a toldar os valores sociais-democratas do PSD, ou pelo menos de uma minoria maisglutona. É que Rio foi eleito há um ano, apenas...
Agradou - me a reacção do visado...
O populismo civilizado do presidente da República tem, na minha avisada opinião, tanto de pernicioso como de meritório, na contemplação do desiderato democrático que deve aproximar os eleitos dos eleitores.
O acrescido, se como julgo propositado mérito, tem a ver com o desvio de pulsões político-sociais negativas que o lado negro do populismo se prepara para organizar contra os valores humanistas da Democracia. O pernicioso terá a ver com uma responsabilização político-instrumental que fácilmente lhe será assacado quando e se a operacionalidade política do Governo encontrar pela frente obstáculos fortes.
É que a raíz do populismo entronca - se na inferida convicção de uma capacidade de intervenção por parte de actores políticos ou politizados capazes de sobrepujar as complexidades de um regime com nada de redutor e cuja manutenção e acarinhamento nos deve a todos,inclusive aos não - democratas.
Pensar uma liderança liberta das amarras civilizadas das Leis da República e do humanismo dos seus valores, simplificadora da realidade na soltura dos instintos mais básicos da nossa condição e que a Democracia tenta amestrar, é uma contra-revolução reaccionária à qual uma resistência preventiva terá de ser uma obrigação de todos os democratas.
Quero crer, falso, acredito que a diferença entre o populismo plus do presidente e qualquer outro arremesso reaccionário e ou neo-fascista, servirá de equilibrador no cotejo, mesmo que inorgânico e mal esclarecido, entre uma coisa e outra.
RUI RIO
O presidente do P.S.D., partido social-democrata na Oposição, Rui Rio, tem - se recusado a abandonar a matriz social-democrata do partido fundado pelo Sá - Carneiro nos anos quentes da Revolução dos Cravos em Portugal. Com isso deu uma guinada à deriva direitista encetada pelo anterior líder Passos Coelho. A reacção dos passistas, que têm actualmente a maioria no grupo parlamentar saído das últimas eleições tem sido de molde a fragilizar a actual liderança, deplorando a pouca virulência da actual Direcção do partido dirigido por Rui Rio, no ataque político ao partido socialista no poder.
Luís Montenegro, um dos mais importantes chefes-de-fila dessa oposição desabrida surgiu, a três meses das eleições europeias, num lance ainda pouco descortinável dada a sua singularidade política, a desafiar a liderança de Rio, propondo um Congresso extraordinário com uma agenda declarada de deposição da actual liderança.
Tenho por mim que quanto mais a ala passista, hoje liderada por Montenegro e a eminência parda de Relvas, mais os mendistas, teixeiristas, santanistas, etc... se assanharem contra a falta de demagogia de Rio, mais se me reforça a convicção de que o afastamento do pote do Orçamento e as negociatas para os boys, por mais quatro anos, já que parece evidente que esta solução governativa, um Ferrari em velocidade de cruzeiro, com as travagens certas antes das curvas a evitar as derrapagens, está a toldar os valores sociais-democratas do PSD, ou pelo menos de uma minoria maisglutona. É que Rio foi eleito há um ano, apenas...
Agradou - me a reacção do visado...
sábado, janeiro 05, 2019
DISCORRENDO...
INQUIETAÇÕES...
Gasset, que não acreditava no determinismo histórico remeteu -nos a uma perspectiva outra na análise do formidável levantamento popular da primeira metade do século XX a que deu o nome de La rebelión de las masas, onde se deixa deslumbrar pelo fenómeno que qual maré, varreu o Ocidente.
Ausente do determinismo histórico e das suas condições objectivas, esse titubeio metafísico (sic) , embora assustador, não contemplou o mesmo tipo de inquietações que, miméticas, hoje assola o Ocidente e o mundo Global.
" Rejeito, pois, igualmente, toda a interpretação do nosso tempo que não descubra a significação positiva oculta sob o actual império das massas e as que o aceitam beatamente sem estremecer de espanto."
Das derrotas de Morus, Erasmo e , pasme - se, Maquiavel, ameaça sair e sobressair triunfante com Schop, Nietzschze, o último Homem, de regresso à CAVERNA.
A única significação positiva(?) não tão oculta como isso, que se vai descobrindo na consagração pífia de um individualismo serôdio, estribado na mais elementar pulsão do humano face à sua modelação como ser social, instintivo e básico, seria a necessidade, essa sim determinante, de enfrentar com arrojo e intransigência a erosão democrática que uma crescente mediocridade do Pensamento vai provocando na interpretação esclarecida. A História não acabou mas as soluções projectadas de um neo -fascismo redentor com que um populismo (in)orgânico tem vindo a se alimentar já nos levaram a duas Guerras Mundiais.
Fala-se de um novo ciclo histórico que se vai manifestando no quadro sincrético da suficiência auto - assumida e da banalização do Conhecimento versus Informação, sobrelevando esta ao estatuto de verdade, um desiderato traduzível à medida do sujeito, medida de todas as coisas.
À abrangência deste devir, manifestado hoje no mundo ocidental, contrapõe-se não já a Filosofia, abastardada e contaminada na enxurrada relativista, mas a firmeza das convicções nas virtualidades de um regime - a Democracia tout court - e a aversão libertária de todas as formas de submissão, seja ela social, política ou económica.
O Estado democrático, cúmplice na perda do respeito institucional nos seus líderes, tem de ser forte, criativo e pedagógico na resposta a dar aos ses detractores e na denúncia vigorosa e sem contemplações aos novos estandartes ressuscitados do negrume da História.
Se fraquejar, depois de nos ter amolecido, a nós, até à letargia, o ciclo histórico não será muito saudável, para ninguém, nem para os vencedores nem para os vencidos.
Gasset, que não acreditava no determinismo histórico remeteu -nos a uma perspectiva outra na análise do formidável levantamento popular da primeira metade do século XX a que deu o nome de La rebelión de las masas, onde se deixa deslumbrar pelo fenómeno que qual maré, varreu o Ocidente.
Ausente do determinismo histórico e das suas condições objectivas, esse titubeio metafísico (sic) , embora assustador, não contemplou o mesmo tipo de inquietações que, miméticas, hoje assola o Ocidente e o mundo Global.
" Rejeito, pois, igualmente, toda a interpretação do nosso tempo que não descubra a significação positiva oculta sob o actual império das massas e as que o aceitam beatamente sem estremecer de espanto."
Das derrotas de Morus, Erasmo e , pasme - se, Maquiavel, ameaça sair e sobressair triunfante com Schop, Nietzschze, o último Homem, de regresso à CAVERNA.
A única significação positiva(?) não tão oculta como isso, que se vai descobrindo na consagração pífia de um individualismo serôdio, estribado na mais elementar pulsão do humano face à sua modelação como ser social, instintivo e básico, seria a necessidade, essa sim determinante, de enfrentar com arrojo e intransigência a erosão democrática que uma crescente mediocridade do Pensamento vai provocando na interpretação esclarecida. A História não acabou mas as soluções projectadas de um neo -fascismo redentor com que um populismo (in)orgânico tem vindo a se alimentar já nos levaram a duas Guerras Mundiais.
Fala-se de um novo ciclo histórico que se vai manifestando no quadro sincrético da suficiência auto - assumida e da banalização do Conhecimento versus Informação, sobrelevando esta ao estatuto de verdade, um desiderato traduzível à medida do sujeito, medida de todas as coisas.
À abrangência deste devir, manifestado hoje no mundo ocidental, contrapõe-se não já a Filosofia, abastardada e contaminada na enxurrada relativista, mas a firmeza das convicções nas virtualidades de um regime - a Democracia tout court - e a aversão libertária de todas as formas de submissão, seja ela social, política ou económica.
O Estado democrático, cúmplice na perda do respeito institucional nos seus líderes, tem de ser forte, criativo e pedagógico na resposta a dar aos ses detractores e na denúncia vigorosa e sem contemplações aos novos estandartes ressuscitados do negrume da História.
Se fraquejar, depois de nos ter amolecido, a nós, até à letargia, o ciclo histórico não será muito saudável, para ninguém, nem para os vencedores nem para os vencidos.
terça-feira, janeiro 01, 2019
SÊ BEM VINDO 2019
EXPECTANTE...
... E em quarentena crítica por uns tempos a ver o que vales e se o que trouxeste do defunto foi - se ficando pelo caminho ou não...
Até já!
... E em quarentena crítica por uns tempos a ver o que vales e se o que trouxeste do defunto foi - se ficando pelo caminho ou não...
Até já!
quarta-feira, dezembro 26, 2018
OBRIGADO,MIGUEL!
Miguel Sousa Tavares
NADA A FAZER...
Tenho de dar uma de culambista, com outra vénia ao outro saudoso Miguel, o Esteves Cardoso, pela consagração caracteriológica de certas figuras do jornalismo e da política portuguesa de então e de agora, para, dizia... prestar uma reiterada homenagem a um dos mais brilhantes representantes da análise sócio política de Portugal.
A minha homenagem pública de hoje tem a ver com um assunto que, a não ser com raras excepções, tem sido tratado com uma cobardia, quando não com uma cumplicidade canina, que sobre uma causa banal, burocrática, que tem de fazer e faz, parte das obrigações da Justiça em qualquer Democracia, tem sido pretexto de chantagem psicológica sobre os rabos-de-palha do país sobre os quais têm lançado uma presença obsessiva e sufocante. Falo do " combate à Corrupção "...
" O que está subjacente a esta discussão é a coragem ou a falta dela para enfrentar um poder cada dia menos transparente e menos democrático... " -M.S.Tavares, Expresso 22/12/18, sob o título - O Ministério Público, a Autonomia e a Democracia
O texto é notável e a análise do panorama corporativo do corpo da Justiça, acutilante. Louvo a coragem, a denúncia e o alerta sobre os sinais preocupantes que se vão acumulando de há anos a esta parte.
Com a contenção e cobardia que bastasse, neste pequeno espaço, permiti - me ajuízar sobre o que via desde há muito tempo e ver, num espaço como o do Expresso este assunto abordado com tanto desassombro...
Espalhem a notícia!
terça-feira, dezembro 25, 2018
AINDA MOBILIZADO...
... A FAVOR DAS CAUSAS...
... Que nos distinguem dos babuínos, longe de mim o insulto a esses simpáticos primos, e dos exemplares pouco dignificantes de sapiens que nos remetem, recorrentemente, às memórias, também elas confrangedoras do que temos sido.
E CONTRA, VISCERAL E RACIONALMENTE CONTRA...
... O Cretinismo galopante da espécie já fácilmente diagnosticável no nosso querido Ocidente. A ajuntar a outras coisas já bastamente tratadas por aqui, algures...
Por ora e até o MEU balancete anual do estado das coisas, fico -me. Natal oblige...
... Que nos distinguem dos babuínos, longe de mim o insulto a esses simpáticos primos, e dos exemplares pouco dignificantes de sapiens que nos remetem, recorrentemente, às memórias, também elas confrangedoras do que temos sido.
E CONTRA, VISCERAL E RACIONALMENTE CONTRA...
... O Cretinismo galopante da espécie já fácilmente diagnosticável no nosso querido Ocidente. A ajuntar a outras coisas já bastamente tratadas por aqui, algures...
Por ora e até o MEU balancete anual do estado das coisas, fico -me. Natal oblige...
terça-feira, dezembro 11, 2018
A DERROTA DE HOBBES...
... KANT, PLATÃO... ORWELL..
O TRIUNFO DE SCHOPENHAUER
Num mundo em turmoil, que não em mudanças substantivas e desestruturantes, já que continuam a prevalecer os mecanismos de Poder que a burguesia triunfante impôs no rescaldo da revolução francesa, a Democracia burguesa encontra - se numa encruzilhada.
Conservadora que baste, a rapidez das mudanças, essas sim intangíveis, com que a evolução tecnológica a tem sacudido na letargia política que a sustenta, amedrontada e incapaz de previsão das consequências projectáveis da acção do pensamento não enquadrado nos mecanismos burocráticos da acção político/social, a sedimentação cristalizada e reactiva de receitas testadas, falsamente alternantes dentro do universo pluripartidário, deixou - se descredibilizar através da venalidade incompetente da acção dos seus intérpretes nos lugares cimeiros do Estado.
Um sopro de impaciência varre o planeta em rajadas localizadas e em calmarias ameaçadoras.
A Democracia liberal que aparentava durante meio-século ter metido o planeta numa nova Ordem, triunfante sobre outras maneiras de ver o mundo, tornou - se hoje o principal alvo dos seus praticantes ou(e) beneficiários, conquanto a deslocalização do alvo contaminado pelo sistema económico/financeiro vá passeando impune, como dado adquirido e inamovível no imaginário sócio/político do planeta, um HiperMercado Global.
O facilitador Hobbes, o utopista Kant e o tremendista Orwell, viram - nos como animais fácilmente amestráveis, onde inteligências superiores imporiam, argumentativas, a força de um Leviathan num Poder Centralizado Iluminado e a Razão divinizada na solução dos problemas que a Vida em comum provou ser capaz de produzir.
O sapiens de Schopenhauer recordou -nos e remeteu - nos à nossa condição singular de mamíferos num mundo que colapsa, cíclicamente, sobrepujado pela singularidade do EU, na sua representação de um Mundo guiado, consciente ou inconscientemente por uma Vontade que o ultrapassa e que o ignora em toda a sua plenitude. No espaço da sua representação do Mundo as estórias que vivencia e que com outras se faz História, se desenrola a nossa condição falsamente libertária. A cada um a sua Vontade e a sua Representação decifrável, de si e do Universo.
Acção/Reacção no nosso pequeno tempo e espaço marca, histórica e cíclicamente, como o sopro de Brama, a marcha material e espiritual do Homem - território, presas, recursos e... Sobrevivência.
As estratégias, pessoais, tribais, nacionais, continentais, que, como qualquer outro ser vivo do planeta executa, exponenciadas pela singularidade da consciência da sua perenidade e urgência de ser, marca, sardónicamente, a nossa condição.
Bastaria a humildade desse reconhecimento, na ausência de Deus, para que, efectivamente, a Mudança, a Revolução acontecesse.
Entretanto, fiquemos pelo espectáculo das nossas mesquinhas auto - produções..., por hoje.
Amanhã será outro dia... e ... dançarei...
O TRIUNFO DE SCHOPENHAUER
Num mundo em turmoil, que não em mudanças substantivas e desestruturantes, já que continuam a prevalecer os mecanismos de Poder que a burguesia triunfante impôs no rescaldo da revolução francesa, a Democracia burguesa encontra - se numa encruzilhada.
Conservadora que baste, a rapidez das mudanças, essas sim intangíveis, com que a evolução tecnológica a tem sacudido na letargia política que a sustenta, amedrontada e incapaz de previsão das consequências projectáveis da acção do pensamento não enquadrado nos mecanismos burocráticos da acção político/social, a sedimentação cristalizada e reactiva de receitas testadas, falsamente alternantes dentro do universo pluripartidário, deixou - se descredibilizar através da venalidade incompetente da acção dos seus intérpretes nos lugares cimeiros do Estado.
Um sopro de impaciência varre o planeta em rajadas localizadas e em calmarias ameaçadoras.
A Democracia liberal que aparentava durante meio-século ter metido o planeta numa nova Ordem, triunfante sobre outras maneiras de ver o mundo, tornou - se hoje o principal alvo dos seus praticantes ou(e) beneficiários, conquanto a deslocalização do alvo contaminado pelo sistema económico/financeiro vá passeando impune, como dado adquirido e inamovível no imaginário sócio/político do planeta, um HiperMercado Global.
O facilitador Hobbes, o utopista Kant e o tremendista Orwell, viram - nos como animais fácilmente amestráveis, onde inteligências superiores imporiam, argumentativas, a força de um Leviathan num Poder Centralizado Iluminado e a Razão divinizada na solução dos problemas que a Vida em comum provou ser capaz de produzir.
O sapiens de Schopenhauer recordou -nos e remeteu - nos à nossa condição singular de mamíferos num mundo que colapsa, cíclicamente, sobrepujado pela singularidade do EU, na sua representação de um Mundo guiado, consciente ou inconscientemente por uma Vontade que o ultrapassa e que o ignora em toda a sua plenitude. No espaço da sua representação do Mundo as estórias que vivencia e que com outras se faz História, se desenrola a nossa condição falsamente libertária. A cada um a sua Vontade e a sua Representação decifrável, de si e do Universo.
Acção/Reacção no nosso pequeno tempo e espaço marca, histórica e cíclicamente, como o sopro de Brama, a marcha material e espiritual do Homem - território, presas, recursos e... Sobrevivência.
As estratégias, pessoais, tribais, nacionais, continentais, que, como qualquer outro ser vivo do planeta executa, exponenciadas pela singularidade da consciência da sua perenidade e urgência de ser, marca, sardónicamente, a nossa condição.
Bastaria a humildade desse reconhecimento, na ausência de Deus, para que, efectivamente, a Mudança, a Revolução acontecesse.
Entretanto, fiquemos pelo espectáculo das nossas mesquinhas auto - produções..., por hoje.
Amanhã será outro dia... e ... dançarei...
segunda-feira, dezembro 10, 2018
MACRON
BASTA!...
... Disseram os franceses ao seu presidente E.Macron e, na rua, mostraram a sua insatisfação e paciência esgotada. E Macron... capitulou.
Por ora,o discurso patriótico, mesclado de meas-culpas e exortações patrióticas abrandará a fúria gaulesa.
Et puis... on verra...
... Disseram os franceses ao seu presidente E.Macron e, na rua, mostraram a sua insatisfação e paciência esgotada. E Macron... capitulou.
Por ora,o discurso patriótico, mesclado de meas-culpas e exortações patrióticas abrandará a fúria gaulesa.
Et puis... on verra...
sexta-feira, novembro 30, 2018
ENTRE " DEUS e o DIABO " ? BULLSHIT!
VEJAMOS...
José Eduardo Moniz...
...Actualmente vice-presidente do Benfica, a braços com uma carrada de problemas, desportivos, judiciais e eventualmente financeiros, consultor da Media Capital de que foi o Director Geral, abriu esta noite na TVI um espaço de comentário que se pretende interactivo, sobre os spotlights nacionais.
O homem não é burro e regressa à casa-mãe com um sentido de oportunidade louvável, face aos objectivos que, SUPONHO, perseguirá - a presidência do Benfica e, nos entrementes, juntar - se à coligação mediática anti - Geringonça na tentativa de demolição dessa coligação parlamentar de Esquerda que tem governado o país.
Calejado nessas andanças, Moniz ambiciona o Poder. Legítimo, mas os caminhos que pensa trilhar, à boleia de um simulacro de independência e imparcialidade, denunciado logo nessa primeira intervenção, com a " cumplicidade " inocente dos participantes, deverão ser impiedosamente escrutinados.
Por mais que o Diabo, numa imagética singular e reconhecível no discurso político de hoje em Portugal, se faça reconhecer nos detalhes, uns mais importantes que outros, Deus exibe - se na análise comparativa, feita pelos socialmente mais débeis e pela classe média menos voraz e socialmente integrada, entre os méritos do governo do P.S., amparado pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda e a T.I.N.A. neo-liberal da Direita afastada do poder.
Estaremos atentos...
José Eduardo Moniz...
...Actualmente vice-presidente do Benfica, a braços com uma carrada de problemas, desportivos, judiciais e eventualmente financeiros, consultor da Media Capital de que foi o Director Geral, abriu esta noite na TVI um espaço de comentário que se pretende interactivo, sobre os spotlights nacionais.
O homem não é burro e regressa à casa-mãe com um sentido de oportunidade louvável, face aos objectivos que, SUPONHO, perseguirá - a presidência do Benfica e, nos entrementes, juntar - se à coligação mediática anti - Geringonça na tentativa de demolição dessa coligação parlamentar de Esquerda que tem governado o país.
Calejado nessas andanças, Moniz ambiciona o Poder. Legítimo, mas os caminhos que pensa trilhar, à boleia de um simulacro de independência e imparcialidade, denunciado logo nessa primeira intervenção, com a " cumplicidade " inocente dos participantes, deverão ser impiedosamente escrutinados.
Por mais que o Diabo, numa imagética singular e reconhecível no discurso político de hoje em Portugal, se faça reconhecer nos detalhes, uns mais importantes que outros, Deus exibe - se na análise comparativa, feita pelos socialmente mais débeis e pela classe média menos voraz e socialmente integrada, entre os méritos do governo do P.S., amparado pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda e a T.I.N.A. neo-liberal da Direita afastada do poder.
Estaremos atentos...
sexta-feira, novembro 23, 2018
A VEZ À RUA?
DA TIRANIA DAS MASSAS?
A DEMOCRACIA INTERPELADA?
A DESCREDIBILIZAÇÃO DAS LIDERANÇAS POLÍTICAS?
O ALVORECER DO NACIONAL/POPULISMO?
A VICTÓRIA CORPORATIVA?
O que é isso de compreender e estar contra, relativamente ao que quer que seja? A compreensão da lógica linguística que fundamenta ou tenta fundamentar um argumento, transposta para o campo político/social só poderá socorrer - se de uma premissa humanista, cuja inteligibilidade e tangibilidade sejam universais.
O contexto não é um mito e a infinita gradação que a espécie contempla em cada história pessoal obrigou a que, para além do valor absolutizado da vida, da vida humana, da nossa vida, outros valores absolutizados na sua exequibilidade como Bem-Comum, nos civilizássemos, tendo por pilares essa noção evolutiva adquirida do Bem e do Mal, do Certo e do Errado a que nenhum interesse particular exigisse compreensão e estar contra.
O meu estupor, como se prevê, é proporcional à minha incompreensão. Estar contra é estar contra e é insuportável a quantidade de coisas contra às quais a Democracia não tem estado Contra, decididamente Contra, em defesa de tudo o que se construiu, melhor, do que não se deixou destruir. A reactividade que não a liderança das e nas mudanças tem sido o calcanhar de Aquiles por onde se filtra o contrabando facínora a coberto da Liberdade, adversativa e adversariada por protofascistas e fascistas de todo o Globo.
Quando, em nome da Democracia e Liberdade de Expressão, reivindicações corporativas, a descredibilização e demolição das suas instituições são levados a cabo, com ingenuidade, ignorância histórica e venalidade política, de dentro para fora, por democratas, abertas estão as portas do populismo, a primeira face da degeneração dos valores sociais.
Atrás cavalgam todos os oportunistas de ocasião de braço dado com a mentira e a negligência cobarde dos sobreviventes.
O CDS compreende a greve dos juízes mas está contra... O QUÊ?
O PCP compreende e aceita, o BLOCO olha para o lado.
A DEMOCRACIA INTERPELADA?
A DESCREDIBILIZAÇÃO DAS LIDERANÇAS POLÍTICAS?
O ALVORECER DO NACIONAL/POPULISMO?
A VICTÓRIA CORPORATIVA?
O que é isso de compreender e estar contra, relativamente ao que quer que seja? A compreensão da lógica linguística que fundamenta ou tenta fundamentar um argumento, transposta para o campo político/social só poderá socorrer - se de uma premissa humanista, cuja inteligibilidade e tangibilidade sejam universais.
O contexto não é um mito e a infinita gradação que a espécie contempla em cada história pessoal obrigou a que, para além do valor absolutizado da vida, da vida humana, da nossa vida, outros valores absolutizados na sua exequibilidade como Bem-Comum, nos civilizássemos, tendo por pilares essa noção evolutiva adquirida do Bem e do Mal, do Certo e do Errado a que nenhum interesse particular exigisse compreensão e estar contra.
O meu estupor, como se prevê, é proporcional à minha incompreensão. Estar contra é estar contra e é insuportável a quantidade de coisas contra às quais a Democracia não tem estado Contra, decididamente Contra, em defesa de tudo o que se construiu, melhor, do que não se deixou destruir. A reactividade que não a liderança das e nas mudanças tem sido o calcanhar de Aquiles por onde se filtra o contrabando facínora a coberto da Liberdade, adversativa e adversariada por protofascistas e fascistas de todo o Globo.
Quando, em nome da Democracia e Liberdade de Expressão, reivindicações corporativas, a descredibilização e demolição das suas instituições são levados a cabo, com ingenuidade, ignorância histórica e venalidade política, de dentro para fora, por democratas, abertas estão as portas do populismo, a primeira face da degeneração dos valores sociais.
Atrás cavalgam todos os oportunistas de ocasião de braço dado com a mentira e a negligência cobarde dos sobreviventes.
O CDS compreende a greve dos juízes mas está contra... O QUÊ?
O PCP compreende e aceita, o BLOCO olha para o lado.
quinta-feira, novembro 15, 2018
AVISOS À NAVEGAÇÃO
O EXEMPLO BRASILEIRO... ENTRE OUTROS
CONTEXTUALIZEMOS...
Demasiadas vezes se esquece que o PSD de Passos Coelho ganhou as legislativas que antecederam a formação do governo minoritário do P.Socialista com apoio parlamentar do Bloco de Esquerda e do P.Comunista, vulgarmente designado por " Geringonça ".
Porquê geringonça?
Porque a improbabilidade de manutenção dos compromissos políticos a negociar seriam, face aos programas ideológico/partidários dos parceiros, um empecilho que à primeira contrariedade deitaria por terra a utópica manobra política de António Costa, líder do PS.
A convicção da Direita foi tão forte que, ao ressentimento político, nomeadamente do seu líder de então, Passos Coelho, acrescentou uma profecia tremendista ao que, racionalmente pediria táctica e porque não, estratégia política -Vem aí o Diabo -, ou seja o inferno para os portugueses.
Ora, não caindo na tentação de paraísar a realidade nacional, normalizada, face ao descalabro daninho da vida dos portugueses levado ao cabo pela PáF, coligação governamental de Direita composta pelo PSD e pelo CDS, diria que a Esquerda coligada parlamentarmente teve um desempenho meritório e digno de aplausos pela generalidade da população portuguesa.
Exorcizado o Diabo pela Esquerda, a Direita não conseguiu, mesmo fazendo uso de todo o arsenal político ao dispôr, humano e material, avariar a geringonça ( detesto esta formulação, acho -a desrespeitosa... ).
A chamada experiência liberal passista, que se ia traduzindo numa precariedade progressiva e insistente da classe média e média-baixa, e dos pensionistas, com baixa de salários e pensões, conjugada com um brutal aumento de impostos sobre os rendimentos, foi sufragada em eleições, que o mentor Passos Coelho liderou e que venceu. PORQUÊ? Como foi possível o apoio partidário e não só, ao empobrecimento do país, melhor, da generalidade da população portuguesa?
Só um conjunto de circunstâncias, donde sobressaiu uma maioria parlamentar de Esquerda e as lideranças do P.Socialista de António Costa, de Catarina Martins do Bloco de Esquerda e de Jerónimo de Sousa do P.C.P., tornaram possível o bloqueamento político da PáF.
Remetendo - nos ao subtítulo deste post, pareceria abusiva a comparação da situação política brasileira de hoje com o que se poderia passar em Portugal com a Direita de Passos no poder por mais uma temporada.
Acontece que não foi nesta perspectiva, eventualmente errónea, que a associação da latente, atrevo - me, da efectiva luta de classes que opõe, conjunturalmente, a classe média, média-alta trabalhadora em aliança com as Corporações patronais, contra o potencial nivelamento social que partidos de Esquerda, no Poder, perseguem no seu ideário sócio/político.
Nessa perspectiva, não estranha a conflitualidade induzida no espaço da governação da Geringonça, contra o Estado, por uma protegida Corporação de trabalhadores chamada Função Pública.
As reivindicações e as queixas em Portugal, um país de lamúrias, justificadas ou não, como melhor disse e efabulou o ex-líder da PáF, são o dia-a-dia dos portugueses, mas esta grande concertação classista não aparece do nada. É um ataque concertado e feroz contra a outra concertação, essa de Esquerda.
Sabemos como as coisas se passaram no Brasil, com a conjugação dos Media, na indução da percepção de um país corrupto, da Justiça, apoderada, usada com fins políticos, com as redes sociais e o boicote económico, na criação do caldo populista que derrotou o P.T.de Haddad, de Dilma e de Lula.
SABEMOS?
CONTEXTUALIZEMOS...
Demasiadas vezes se esquece que o PSD de Passos Coelho ganhou as legislativas que antecederam a formação do governo minoritário do P.Socialista com apoio parlamentar do Bloco de Esquerda e do P.Comunista, vulgarmente designado por " Geringonça ".
Porquê geringonça?
Porque a improbabilidade de manutenção dos compromissos políticos a negociar seriam, face aos programas ideológico/partidários dos parceiros, um empecilho que à primeira contrariedade deitaria por terra a utópica manobra política de António Costa, líder do PS.
A convicção da Direita foi tão forte que, ao ressentimento político, nomeadamente do seu líder de então, Passos Coelho, acrescentou uma profecia tremendista ao que, racionalmente pediria táctica e porque não, estratégia política -Vem aí o Diabo -, ou seja o inferno para os portugueses.
Ora, não caindo na tentação de paraísar a realidade nacional, normalizada, face ao descalabro daninho da vida dos portugueses levado ao cabo pela PáF, coligação governamental de Direita composta pelo PSD e pelo CDS, diria que a Esquerda coligada parlamentarmente teve um desempenho meritório e digno de aplausos pela generalidade da população portuguesa.
Exorcizado o Diabo pela Esquerda, a Direita não conseguiu, mesmo fazendo uso de todo o arsenal político ao dispôr, humano e material, avariar a geringonça ( detesto esta formulação, acho -a desrespeitosa... ).
A chamada experiência liberal passista, que se ia traduzindo numa precariedade progressiva e insistente da classe média e média-baixa, e dos pensionistas, com baixa de salários e pensões, conjugada com um brutal aumento de impostos sobre os rendimentos, foi sufragada em eleições, que o mentor Passos Coelho liderou e que venceu. PORQUÊ? Como foi possível o apoio partidário e não só, ao empobrecimento do país, melhor, da generalidade da população portuguesa?
Só um conjunto de circunstâncias, donde sobressaiu uma maioria parlamentar de Esquerda e as lideranças do P.Socialista de António Costa, de Catarina Martins do Bloco de Esquerda e de Jerónimo de Sousa do P.C.P., tornaram possível o bloqueamento político da PáF.
Remetendo - nos ao subtítulo deste post, pareceria abusiva a comparação da situação política brasileira de hoje com o que se poderia passar em Portugal com a Direita de Passos no poder por mais uma temporada.
Acontece que não foi nesta perspectiva, eventualmente errónea, que a associação da latente, atrevo - me, da efectiva luta de classes que opõe, conjunturalmente, a classe média, média-alta trabalhadora em aliança com as Corporações patronais, contra o potencial nivelamento social que partidos de Esquerda, no Poder, perseguem no seu ideário sócio/político.
Nessa perspectiva, não estranha a conflitualidade induzida no espaço da governação da Geringonça, contra o Estado, por uma protegida Corporação de trabalhadores chamada Função Pública.
As reivindicações e as queixas em Portugal, um país de lamúrias, justificadas ou não, como melhor disse e efabulou o ex-líder da PáF, são o dia-a-dia dos portugueses, mas esta grande concertação classista não aparece do nada. É um ataque concertado e feroz contra a outra concertação, essa de Esquerda.
Sabemos como as coisas se passaram no Brasil, com a conjugação dos Media, na indução da percepção de um país corrupto, da Justiça, apoderada, usada com fins políticos, com as redes sociais e o boicote económico, na criação do caldo populista que derrotou o P.T.de Haddad, de Dilma e de Lula.
SABEMOS?
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