quarta-feira, maio 08, 2019

ENFIM... KUTUNBEMBEM.

... POUCO HÁ PARA ACRESCENTAR.

O Bom - Senso...( tem hífen? Contas de outro rosário... ) regressou aonde por alguns dias alucinou.

Só uma classe ou um sindicato, que é para ser justo, que se quereria de maior largueza de espírito e que amasse mais o seu país do que a sua carteira, distinguindo -a dos predadores que por aí abundam, completamente surda e cega e fechada num autismo demissionário das suas responsabilidades, contra o sentimento nacional, se poria, despudorada ( cada um sabe de si... ) nessa posição de chantagem permanente contra os seus alunos e contra o país.

Os restantes partidos da troyka negativa, PCP, BLOCO, CDS, PSD, que vislumbrou uma brecha por onde poderia embaraçar o governo socialista, melhor, o Partido Socialista, postos perante a posição irredutível do P.S., com a ameaça de demissão do Governo e o clamor recriminatório da opinião pública contra a sua iniciativa, recuaram, com desculpas esfarrapadas e mal cerzidas, nas suas decisões.

Se houve eleitoralismo nas démarches políticas dos últimos dias ele foi sobejamente identificado e... registado.

P.S.
KUTUNBEMBEM é o nome que os caboverdianos dão a um simpático bicharoco que anda às arrecuas e que habita uma cova cónica de areia fina, armadilha fatal para os incautos.

sexta-feira, maio 03, 2019

GERINGONÇA DESCONJUNTADA?

NATURALMENTE...

Posto perante a Coligação negativa que juntou, como no passado com Sócrates, o PCP, o Bloco de Esquerda, o CDS e o PSD, a favor da contagem integral do tempo de serviço dos professores, para efeitos de subida nas carreiras, congeladas há nove anos, assim como outros funcionários do Estado, que o Governo contrariava, o Primeiro - Ministro português, António Costa comunicou ao Presidente da República que se demitiria das suas funções, caso fosse aprovada a resolução acima exposta.

Confesso que, assim que se soube da formação dessa Coligação bizarra entre a extrema Esquerda e os partidos de Direita e da informação que votariam favorávelmente a contagem integral para os professores, murmurei com os meus botões - Centeno pedirá a demissão a Costa e ele não o deixará cair, pelo que será ele a demitir - se.

Foi o que aconteceu, sem ser preciso ter dotes divinatórios, tinha de acontecer.

Abrir - se - à uma caixa de Pandora se se levar a efeito esse processo reivindicativo exigido pelos professores, afirmava o ministro, reiteradamente, e a justificação da oposição tinha a ver com uma questão de igualdade de tratamento, que naturalmente seria exigido por outras classes profissionais do Estado e o acúmulo vertiginoso na despesa pública do Estado nos anos vindouros - Uma despesa fixa na ordem 900 milhões de euros.

O oportunismo que a descarada e sofismática movimentação da Direita, cavalgando sem pudor bandeiras reivindicativas da Extrema Esquerda, verdade se diga, coerentes no seu discurso e pose, descredibilizou - a, por sua vez, no seu discurso e pose.
Patética e despudorada, a proclamação justificativa por parte da líder do CDS, Cristas e desmascarante a hipócrita pose de Estado do líder do PSD., Rui Rio. Foi, para muitos, como eu, surpreendente.

Já não há recuo para Costa se a lei for aprovada e as decisões caberão ao Presidente Marcelo.
Para todos os efeitos,morreu a a campanha para as europeias.

Suponho que uma nova sobretaxa a aplicar pelo próximo governo resolverá essa questão.
Onde, pensaria a Esquerda, que o Governo, venha de que lado, iria buscar financiamento para a Pandora?
A Direita saberia... Na Austeridade.

quinta-feira, maio 02, 2019

A COLIGAÇÃO DA TROYKA...

... ESTÁ DE VOLTA.

PCP/BLOCO/CDS/PSD, bloqueiam uma das mais importantes Leis da República.

( Amanhã continuarei...)

terça-feira, abril 30, 2019

VENEZUELA

WAITING...

VIVA MADURO!ABAIXO OS GOLPISTAS, LÁ, CÁ, NA UE E NOS USA.

ABAIXO O USURPADOR GUAIDÓ!

VIVA A LIBERDADE DO POVO VENEZUELANO DE ESCOLHER QUEM O DEVE GOVERNAR E NÃO TÍTERES.

P.S. - Que o ar de proclamação não assuste. Acontece que me bloquearam um texto mais assertivo e com explicações cabais sobre a razão por que não aceitei a intentona criminosa que poderia ter lançado o país num banho de sangue, não fosse a contenção de Maduro e das Forças Armadas que juraram defender a Constituição Bolivariana.

É tudo!

S.N.S.

SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE

O debate tremendista que sobre a nova Lei de Bases da Saúde irá ser promulgada na Assembleia da República Portuguesa, cuja redacção final se desconhece, está a atingir proporções, no mínimo daninhas, não só ao esclarecimento dos utentes como à análise racional dos moldes que, em parcerias contratualizadas com parceiros económicos privados, devem ou não ser implementadas e os porquês da adesão ou exclusão dessa condição.

Ao ou... ou... extremado, o Bom Senso realista, por sobre o apoderamento da paternidade factual do S.N.S., reclamada pela Esquerda, deveria conjugar - se  o idealismo pragmático ao pragmatismo ideológico.


O Governo tem sido acusado de zigzaguear em torno desta questão já que as propostas apresentadas aos parceiros da coligação parlamentar que suportam uma maioria de esquerda no parlamento encontraram resistência do partido Socialista, que à exclusão liminar dessas parcerias propõe um modelo que não as excluísse na Lei, deixando ao cuidado de governos eleitos essa decisão.

Perante essas reticências do seu partido, o  Primeiro-Ministro António Costa, cuja proposta ia no sentido da exclusão das Parcerias Público Privadas, acatou o sentimento do seu grupo parlamentar e criou um conflito com o Bloco e com o PCP.

Espera - se pela redacção articulada da Lei...


sexta-feira, abril 26, 2019

BEM...

... RECOMECEMOS

Atirado, de novo, com Ficções, aos braços do Borges de leituras longínquas, a redescoberta do vício de cismar, reflectindo sobre o inominável plantado nas palavras e conceitos com que nos digladiamos, a Torre de Babel do nosso descontentamento adquire, paradoxalmente, uma cor viva " a tal... " - Somos todos estranhos um do outro.

Neste planeta superpovoado, a dimensão dessa estranheza que a cibernética vai plantando nesta certeza está a tornar - se avassaladora.

A rotineira mediocridade das nossas vidas, pessoais, políticas, ideológicas, configura - se -me como uma defesa ao indefensável - fatalmente, este mundo que é o nosso, ruirá. Está escrito no tempo.

Ruirá para mim, pois que, concedo, as estranhezas com que, cada vez mais rápido, ele me vergasta e ao meu estupor diário, vão avisando do fim de um tempo, o meu.
O meu lento afastamento físico, e a " exaustão " mental com que uma realidade em aceleração turvou o meu olhar, incompatibilizou -me com o meu tempo, como acontece com todos os que já estão no terceiro patamar de partida.

Voltemos à Terra...


Por onde começar? Joana d'Arc?


Leio e pasmo que a Escola Tàber de Barcelona censurou perto de 200 livros infantis da sua Biblioteca, atribuindo - lhes um carácter maléfico, sentenciado por uma visão sexista, homofóbica, masculinizada, misógina, que não respeita os " ares dos tempos actuais " e ofende a (des)ideologia do género.

Um exemplo que parece ter seguidores no resto da Espanha e, se a moda pega, ao resto dos países civilizados. Capuchinho, Branca de Neve, Bela Adormecida e muitos mais, que não passaram pelo crivo de uma Comissão ad-hoc, foram catalogadas como inadequadas para as crianças.
Toda a nossa história, o nosso imaginário infantil que ainda ecoa nos nossos neurónios, terá sido visto como uma trágica circunstância que terá moldado os homens e as mulheres de hoje; dos outros géneros, produtos genuínos do fastio civilizacional do século XX, acredita- se que por geração espontânea, urge criar um imaginário outro. É o que está em marcha...

Irão reescrever a História e apagar dela todas as belas e competentes bruxas nossas avós, de Hatshepsut a Cleópatra e Catarina ( enumerá - as seria fastidioso...) e adoptar de vez as santas d'Arc?

Ínvios estão a ser os caminhos do apoderamento e breve a chamada " fadiga da compaixão " moldar - se - à para coisas outras ( o advento da extrema - direita configura- se -me uma reacção ainda não abertamente declarada na "guerra dos sexos "...) que não o companheirismo cúmplice e racionalmente civilizado da masculinidade, isso mesmo, da masculinidade, a única força capaz de defender todos os géneros.

Uma cretinice pegada que ameaça, através do contrabando do políticamente correcto na higienização das palavras e... agora da História, as conquistas das mulheres pela sua dignificação pessoal, como PESSOA e não como género.

sábado, abril 20, 2019

ADVERSÁRIAS OU COMPANHEIRAS?

UMA GUERRA PELO PODER...
... DE FAZER DIFERENTE?

" As vaginas delituosas de hoje insurgiram - se e não querem estar a mando,nem biológico nem social " - Alberto Hernando in CUNNUS




                                                                   
                                                               Lori Lightfoot ( googlar... )
                                                       
A  " anómala ??? ) protecção do outrora sexo fraco pela feminização imaginada e construída ontem pelos nossos ancestrais, está a desaparecer, à medida que as relações, hoje definitivamente contaminadas pelo contrabando da generalização, se vão deteriorando no combate feroz pela sobrevivência e controlo que grassa no mundo Ocidental, com reverberações negativas em outras paragens do Globo, oposicionistas tenazes de qualquer tipo de abertura à auto-determinação do sexo feminino.

No Ocidente, a destruição desse imaginário, que a luta dos povos vai ajudando a demolir de braço dado com as companheiras, expandiu- se exponencialmente apesar da resistência atávica de um machismo resiliente, que milhões de anos naturais e civilizados ajudaram a construir.
O acerto de agulhas que a condição humana, reconstruída em torno dos direitos humanos, exigia, face ao direito à auto-determinação e à felicidade, não-imposta mas decidida em liberdade, tinha de ser feito, face à irracionalidade da resistência.

A consequência genérica foi, a traços grossos, o aumento de mecanismos de defesa e de desconfiança induzida no espaço de partilha dos bens e... do Poder.
A disputa, encabeçada pelo masculino versus masculino deu lugar, findo o estupor perante o desplante com que o alargamento adversariante das fêmeas reivindicando o seu direito ao saque, produziu, à retaliação, por um lado, a pequenas cedências controláveis, por outro, e à violência mesquinha e ressentida, por fim.
Nesta " guerra dos sexos ", já não há homens, mulheres, gays, há adversários, que poderão ser tratados com bonomia, recrutamento ou violência, dentro da disparidade infinita da imaginação e talento sapiano.


                                        
                                                       Charlotte Kirk ( googlar... )

À luz dessa nova realidade, pela inocência e vitimização ( Desculpem lá rapazes... MT.Horta ), não só sexual, mas pandémica, organizada em torno da LGBTI e com uma frente política impulsionada pelo movimento MeToo,, fez - se ressuscitar o mito do sexo fraco, impotente perante o domínio do macho, também adversário, nessa luta pelas fêmeas e cuja acção assediante fez - se tornar num crime social e... moral. Notável!
Uma guerra sem violência, civilizada, onde só a violência verbal e em baixos décibéis, comportamental, intelectual, teria espaço que não a física, a masculina, uma vantagem que estratégicamente tem de ser denegrida, dados os seus efeitos e danos incontroláveis.

A violência doméstica classificaria, com a sua carga grotesca, no namoro, no lar, todo o tipo de agressividade, estimulada ou provocada, que relações em conflito despoletam em gradações várias, num universo em turmoil onde as balizas comportamentais se definem a jusante, no limite da violência física, o  - NÃO VALE BATER como a solução milagrosa e embusteira que substituiria a racionalização que urge implementar no espaço de partilha deste planeta.

Essa impossibilidade, nos casos em que a principal obrigação cívica e civilizacional seria o auto- controle, a calma, quando a agressividade é testada no limite e explode em violência física, elementar e básica, essa condição humana, relativamente controlada, que nos impediu a extinção como espécie, terá de ser trazida de volta a uma nova reavaliação, perante os desafios contundentes com que as nossas companheiras se nos apresentam como herdeiras legítimas de um espaço comum.


Aparentemente, realmente,o que está em equação é o PODER, de decidir, não só sobre esse espaço como sobre os seus habitantes e a quotização que a cada um(a) deve caber.
À aparente displicência com que, perante a manifestação expressa desse apoderamento, o masculino se vai comprazendo contra a mobilização feroz e sem contemplações do feminismo e doutros... géneros, releva de uma má consciência, por que histórica, imbecilizante perante a contemporalidade.

Não estarei cá para assistir mas garanto que, mea culpa, não gostaria do novo mundo que se vai construindo.
No fim de contas, deverá estar aì a razão da nossa partida, a dos velhos...  

segunda-feira, abril 08, 2019

UM FEMINISMO SEXISTA TOTALITÁRIO?

CONTEXTUALIZEMOS...

Nos anos 90, portanto longe ainda do advento METOO no panorama sócio-político, quando do discurso genérico passámos ao discurso do género, houve uma acesa polémica envolvendo José Sarmento Ferreira e uma das vozes feministas de então, Maria Teresa Horta sobre o marialvismo e o assédio sexual dos homens sobre as mulheres.
O comportamento masculino, de ontem, hoje e... talvez amanhã, nunca se sabe..., assolado por uma ferocíssima avaliação, inspirada no manual feminista, que à natural, o seu a seu dono, postura de corte sobre uma fêmea por parte de um macho e, hoje, com a inversão dos papéis, e da variabilidade dos géneros, numa caótica desnaturalização do adquirido, dizia, via - se confrontado com uma redutora caracterização dos seus propósitos e do seu comportamento.

Sarmento Ferreira, afrontado connosco, os assediadores, no melhor dos casos, quando não liminarmente violadores, na redutora visão feminista, pela linguagem desbragada da avaliação, genéricamente LGBT, acabadinho de formar e hoje com cursos de formação POLÍTICA, espalhados pelo Ocidente, verberou barbaridades proferidas por especialistas feministas como Andrea Dworkin que  afirma que é bom para um homem inocente ser condenado por violação " porque assim fica mais sensível às necessidades femininas " ou que, como C. McKinnon " a violação é um meio pelo qual os homens, todos os homens, mantêm as mulheres, todas as mulheres, num estado permanente de subjugação política ", sem se dar conta que o mesmo se pode dizer, invertendo os termos, das falsas acusações de violação ou de assédio sexual, deplora com vigor a postura das militantes, categorizando - a como um feminismo sexista totalitário.

Passou - se um quarto de século e as posições agudizaram- se. Já não há conversa, há guerrilha.

( a continuar... )

segunda-feira, abril 01, 2019

TWEETS OU... ANÁLISE?

TWEETEMOS, POIS...

Que o tempo decorrido desde o último post foi demasiado, face à barulheira que por aí abunda. Escutei e agora boto faladura...

PARTIDO SOCIALISTA


Brilhante, a temporalização do anúncio e implementação das medidas sobre a mobilidade nas cidades, atreladas a uma redução significativa e estrutural do preço dos passes sociais, com ganhos substantivos para os seus utentes e a diminuição do tráfego automóvel nas grandes cidades.
Se não bastasse o pânico que se apoderou da Direita pelos eventuais e merecidos ganhos eleitorais por parte da Geringonça, nomeadamente do P.S., na avaliação da contundência política da medida, para aquilatar da sua adesão quase instantânea pela Nação, a retaliação que se seguiu provou a sua eficácia.

NEPOTISMO DE ESTADO?

Essa foi a palavra de ordem com que a Direita, numa realidade bem mais complexa de esvaziamento da qualidade política de recrutamento, necessáriamente fiável e de qualidade funcional na Esquerda, melhor, no P.Socialista, tentou e ainda tenta esvaziar a satisfação dos eleitores com um Governo que PENSOU nos governados.
Sobre este " nepotismo " incipiente e corriqueiro aflorado no P.S que o estreitamento das margens de confiança e de recrutamento, a salvo de infiltrações "direitistas ", diletantes ou ressentidas, pareceria, à primeira leitura, que se deu o flanco à histeria reaccionária e populista com que se tenta manipular o sentimento popular divisionista - NÓS contra ELES.
Numa demografia de ignorância induzida e de negligência cívica o populismo sempre medrou e o atalho das redes sociais deu uma ajuda importante.
Mas, quando vejo e leio no Expressso, que Costa anda pelo país A VENDER, sic, a redução dos passes sociais para os portugueses menos afortunados, não me admiro da decadência da Imprensa escrita...

( a continuar...)

segunda-feira, março 25, 2019

SELECÇÃO NACIONAL...

... DE FUTEBOL, EVIDENTEMENTE.

PORQUÊ? PORQUE SIM E PRONTO.

Por não ter conseguido imagens da nossa selecção, ilustro a prosa cinzenta com a foto do seu treinador, com uma vénia de respeito.


                                                                   Fernando Santos 

Infelizmente, o aforismo lançado, já nem me lembra por quem..., de que uma equipa de futebol é a cara do seu treinador nunca foi tão verdadeiro como o caso português de hoje, um campeão europeu apesar do seu treinador e das suas, hoje ultrapassadas concepções de jogo FACE aos excepcionais atletas de que dispõe.
A selecção nacional tem sido EXACTAMENTE O CONTRÁRIO do que os seus exímios executantes são capazes, reduzidos hoje a uma burocracia bisonha e redundante. 

É claro que esse futebol reaccionário pode ganhar jogos como empastelá - los até à náusea.
Só temos visto o esplendor desses rapazes quando toda a táctica temerosa é mandada às malvas e já ninguém consegue ouvir o treinador.

Temos jogadores excepcionais que pediriam meças a qualquer selecção mundial se tiverem a possibilidade de não serem a CARA do seu treinador. Por ora, só a sua qualidade os vai safando...


sexta-feira, março 15, 2019

VENEZUELA...

O APAGÃO


Não acredito em coincidências sobre absolutamente nada de estranho ou singular que possa ter lugar na Venezuela de hoje, sitiada, ameaçada, roubada, sempre em nome da Liberdade, pela arrogância Ocidental.
De tão bisonha, repetitiva, sem uma única gota de imaginação, a gasta e bafienta cartilha narrativa, de tão usada, já nos deveria pôr em alerta aos seus primeiros sinais....
Infelizmente, a hipocrisia encontra sempre uma justificação qualquer aos actos inqualificáveis do serôdio imperialismo estrebuchante.

O apagão que se abateu sobre Venezuela tem um mentor e lacaios. Foi um acto criminoso sobre a população, sobre a qual recaem lágrimas de crocodilo dos seus libertadores.
Quando se exibirem provas ( a Embaixada da Coreia do Norte em Espanha, se o Estado espanhol assim o quiser, as mostrará sobre o assalto de que foi vítima em Fevereiro... ) dessa monstruosidade já será tarde, porque a ninguém, a não ser aos venezuelanos, interessará saber.

É...desolador!


sexta-feira, março 08, 2019

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


                                                                             SATÃ
Deixa - me. És livre. Já te não retenho. Não poderei mais esquecer - te, mas deixa - me agora - foge!

                                                                            VIRGIA
Não, não quero fugir. Agora, que rompeste o cerco do encanto que me prendia ao chão e que posso livremente ir para casa, não quero abandonar - te. Aquela que não esquecerás, tem ainda alguma coisa a dizer - te.

                                                                             SATÃ
Deixa - me! Deixa - me só com a minha incurável dor.

                                                                            VIRGIA
Mas é precisamente essa dor o meu ponto de apoio e o meu penhor de esperança. Eu poderia  falar - te das inúmeras dores que fazem delirar os homens e que são obra tua. Poderia falar - te dos furores dos povos, do sangue que alaga dia - a - dia a Terra, do infindável pranto nocturno dos feridos e dos pecadores, da infâmia que envilece e corrompe almas sem conta, da aflição que tritura e torce tantos corações, das incuráveis epidemias, do ódio, da cupidez, da vileza e do pecado, de tudo o que humilha, mortifica, dilacera, infecta e consome os meus irmãos por culpa tua. Mas eu não quero falar - te na dor dos homens. Eu faço apelo à tua dor, ao teu desejo inconfessado de tornar à Glória. Eu faço finca - pé na tua memória, não de todo abolida, na tua saciedade milenária, na tua desesperação por ter de sempre desesperar. Eu chamo - te em socorro de ti mesmo

                                                                            SATÃ
Vai - te, repito. Ofereces - me o impossível. As tuas palavras redobram a minha tortura.Tu própria, que dizes amar - me, não me amas, visto que me fazes sofrer.

                                                                          VIRGIA
Se tiveres coragem para te renegares a ti mesmo, eu prometo - te o perdão do género humano. Se tiveres força para tornares a ser o que foste, eu prometo - te o amor do género humano. E, entretanto, como ínfimo sinal, aceita o meu amor.

                                                                            SATÃ
Eis o Tentador tentado! O que não conseguiu um Arcanjo, conseguirá porventura uma mulher? Seria demasiado absurdo acreditar no que me ofereces! Pões a lampejar diante dos meus olhos o impossível. Como poderei crer em ti? Também eu fiz tantas promessas e não eram senão laços e alçapões. Poderei jamais crer em ti? Vai - te embora, digo - te. Deixa - me!

                                                                         VIRGIA
Vou deixar - te. Mas tu mesmo há pouco disseste uma palavra que conforta a minha esperança Disseste que não poderias esquecer - me. E não me esquecerás.Tu hás - de ir em minha procura e eu conseguirei salvar - te, porque a tua dor será doravante cúmplice do meu amor.

                                                                         aparta - se Virgia e sobrevém Uriel

                                                                          URIEL
Estás só, finalmente? Então, vamos.

                                                                           SATÃ
VAMOS? MAS AONDE?

O Diabo - Giovanni Papini

segunda-feira, março 04, 2019

CAÇA AOS BRUXOS E... BRUXAS?


SOU CONTRA A VIOLÊNCIA...
mas sei que posso praticá - la, sem me sentir solidário com ela.


O Juíz Neto de Moura, que não conheço, a não ser através de críticas opiniões alheias e as minhas, naturalmente, tem, sobre algumas matérias dadas ao conhecimento público últimamente através de acórdãos a sustentar deliberações sobre alguns julgamentos de casos que lhe foram parar às mãos,
juízos fortes  que têm abalado o ar dos tempos tendencialmente imbecilizantes do Ocidente.

Tem sobre o adultério, feminino para o caso, uma repulsa identificável nas citações e atenuações com que contempla o seu jurídico julgamento sobre essa matéria, suscitando para o exterior uma " pretensa " solidariedade e compreensão pelo agressor contundente, o masculino, contra o feminino vitimizado.
Quero crer que essa solidariedade seja alimentada, não na sua componente violenta, naturalmente, pela maioria esmagadora dos homens para com os machos traídos e não acredito que nenhuma mudança substantiva tenha ainda ocorrido ao nível do imaginário masculino que à hipocrisia dominante não renegue tal facto.
Não creio que o linchamento público que sobre as suas idiossincracias conjugais tem sido vítima seja a raiz mobilizadora de tanto ecumenismo.

Todo o julgamento, institucional ou não, feito pelo humano, por qualquer juíz, sobre o que quer que seja, arrasta consigo toda a história do julgador, TODA.
Haverá juízes reaccionários, esquerdistas, liberais e fascistas. Haverá juízes pederastas, pedófilos, gays, transgéneros e... viris. Haverá juízes racistas, fundamentalistas, homofóbicos e anti-feministas. E haverá juízes racionais, humanistas e técnicamente competentes para a função. De outros tipos, na diversidade dos perfis humanos, acrescente o leitor.

A atribuição de processos judiciais e julgamentos obrigaria, face à exigências da urbe (qual?) , a um pré - julgamento de cada juíz antes da atribuição ajuízada não vá acontecer a condenação por violências psicológicas sobre o masculino, menos contundente e mediático, talvez, mas eventualmente brutal para a vítima, entre outras singularidades como pederastas a julgar pederastas, juízas pró - vida a condenar abortos para lá dos prazos legais, enfim, imagine...

Voltando ao caso em análise, foi o ataque mais cerrado que até hoje me foi dado a contemplar sobre um juíz pelas suas opiniões fora - de  - época expressas públicamente.
Podemos, SEMPRE, em Democracia, sem correr riscos visíveis, ajuízar e tecer opiniões sobre TUDO E MAIS ALGUMA COISA e vergastar públicamente, moral e racionalmente tudo o que conflitua com os nossos " adquiridos " culturais.Um privilégio que, em nome da liberdade de expressão, se excede com frequência em insultos vexatórios na opinião dos visados.

Chegados aqui, só os tribunais, se se chegar aí, decidirão.

Por mim, estou curioso sobre os acórdãos que irão dar à luz e a previsível histeria mediática até lá.

"Dissimular e monopolizar a agressão sob pretexto de refrear a violência é provocar e justificar a violência " - Hacker 

E ela tem muitas faces...

terça-feira, fevereiro 26, 2019

UMA ALGAZARRA MEDONHA


RUÍDO...

... Numa policromia já insuportável, ecoada até à náusea e que ameaça abaixar a níveis intoleráveis de imbecilidade a luta política em Portugal.

Uma pergunta se me põe, ( como se não soubesse a resposta dada pela degradação individualista nos States e no Brasil, para já...) O QUE É QUE A BURGUESIA LUSA ESTÁ A EXIGIR?
De tão bisonha e mesquinha ganância agressiva de mais poder de consumo, retrata - se uma maneira de ser e estar que pouco se distingue, a não ser no método, dos caminhos trilhados e a trilhar pelos nossos brilhantes empreendedores.

O inimigo? O Estado social. BRILHANTE!

Adenda - 1/3

Nada a dizer, substantivamente, em relação às lutas dos trabalhadores por melhores condições de vida, materiais, para o caso, porque é disso que se trata...
Acontece que, hoje, as lutas são da classe média e o patamar das " exigências ", já não enquadradas, como ouvi algures, pelo velho sindicalismo, acoplou - se a uma agenda corporativa e indubitàvelmente reaccionária que desequilibrou a, chamemo - lhe assim, a burocracia negocial entre o Governo e os trabalhadores. 

Lidar com esta nova realidade por parte de um governo que quer ser de Esquerda, portanto a contar com o apoio, no mínimo, dos beneficiários da sua política, que não a sua oposição, terá de ser a preocupação, não só eleitoral mas também nacional, de António Costa e do seu governo.




























sexta-feira, fevereiro 15, 2019

DA VIOLÊNCA, doméstica para o caso...

AMAR - TE - EI até te matar?



" Nenhuma mutação metafísica... se realiza ser ter sido primeiro anunciada, preparada e facilitada por um conjunto de mutações menores, que passam muitas vezes despercebidas no momento da sua ocorrência histórica " , dizia Djerkinski in As partículas elementares de Houellebecq, acrescentando que se sentia como uma dessas mutações menores.

Sinto - me cúmplice dessas constatações já que também o sou, uma dessas mutações menores porque a previ, preparei - a, facilitei - a e alimentei - a, na minha relação pessoal e particularmente com as mulheres e específicamente com a minha companheira e família, a emergência da ocorrência histórica que, já reduzido a cinzas não contemplarei, da ascensão do Matriarcado como solução da salvação da espécie humana.
Porquê? Porque também intuí que elas são melhores que nós, os homens, na complementaridade recíproca que, elementar, a Natureza criou. E só ali essa diferença se sobrepõe ao resto. O que não invalida, ainda hoje, septuagenário, o meu estupor reactivo, perante um universo quase avassalador durante a minha infância e idade adulta, portanto familiar, à sua emotividade, à sua sentimentalidade e à sua (ir)racionalidade.
A curiosidade intelectual sempre se sobrepôs a uma eventual agressividade tendencialmente violenta e a mutação foi acontecendo e está a acontecer ainda hoje, aos repelões.

Essa mutação, que acontecerá à medida em que pequenos e grandes acontecimentos, como a morte de mulheres às mãos dos companheiros, estamparem, se não pela irracionalidade implícita, pela empatia com a vítima, será acelerada pela sua visibilidade e repulsa civilizacional junto das Pessoas, independentemente do seu género.

Hoje, ainda nos encontramos na fase djerkinskiana das mutações menores por todo o Globo. Estão a acontecer nas escolas, na educação das crianças masculinas e femininas; na impossibilidade, de facto, de nos adultos, " avalanchear " as suas cristalizadas heranças genéticas e culturais, terá de ser também o Estado, pela prevenção, monitorização dos sinais, acompanhamento médico e repressão, a conter a barbárie.
Como? Criando competências no seu Funcionalismo em todos aqueles que lidam com essas emergências e orientando para quem sabe, atempadamente, a prescrição de medidas.

Uma leitura demorada e atenta de Friedrich Hacker e do seu livro -  Agressividade -  com o sub- título A violência do mundo moderno, é uma sugestão deste leigo.
É que o conhecimento de si e dos outros continua a ser uma máxima muito útil e libertadora...

terça-feira, fevereiro 12, 2019

AMAR - TE -EI...

...ATÉ TE MATAR?

DO FEMICÍDIO EM PORTUGAL e... OUTRAS COISAS



" A liberdade dos outros leva a minha ao infinito "- Bakunine


A desconstrução da família tradicional vai deixando um rasto de negatividades que erodiu o campo de controlo da agressividade e alargou, com a independência da mulher, o campo de exercício de uma pulsão natural contida pelo Estado - o da agressividade.

Ora, o Estado, as instituições que lhe dão corpo, suporte, legitimidade, encontra - se hoje, pelo menos em Portugal, na primeira linha como alvo de um ataque sem precedentes, na sua violência implícita, pela sua Função Pública, com uma agenda cirúrgica e dirigida à sua descredibilização ideológica e programática. Dir - se -à ser sina dos Governos nos Estados Democráticos tal desiderato, esse da conflitualidade social; acontece que as movimentações das greves dos magistrados, dos funcionários da Justiça, dos guardas prisionais, dos professores, dos médicos, dos enfermeiros, FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS, das classes mais bem pagas dentro do universo minimalista dos salários em Portugal, são enquadradas politicamente contra o governo de Esquerda que actualmente gere os assuntos de Estado.
Em Portugal, a Função Pública é hoje, através dos seus funcionários, enquadrados pelas suas Ordens ( uma singularidade jurídica ) e de cogumélicos sindicatos representativos, o principal adversário do Estado actual, repito. Com a economia em bom ritmo e o desemprego a um nível baixo e com boas perspectivas futuras, a classe trabalhadora em geral tem andado em relativo sossego.
Assumido que foi pela Direita liberal a frouxidão demagógica do líder do principal partido da Oposição política, Rui Rio, abrem - se novas frentes de confronto com a programação política do Governo socialista em áreas vitais de futuros negócios e empreendedorismo capitalista, como a Saúde, a Educação entre outras.

Mas... perguntarão, o que é que tem toda esta conversa a ver com a morte de dezenas de mulheres, enquadradas no que se generalizou chamar como violência doméstica?

É inegável um rumor surdo de frustração social ( já se notam os marcadores que em paragens outras levaram populismos retrógados ao poder... ) de uma classe média com ambições de grandeza que recusa a solidariedade social em nome do extermínio da pobreza e prefere, ingénuamente, um capitalismo expansivo e sem regras donde se aproveitará das migalhas que antes da ralé lhe cairão ao colo.
Neste caldo pré/pró-populista de projectadas mudanças, como soe dizer - se hoje, em referência a certos desvarios sociais, o campo de disputa territorial e de bens, profissionais, sexuais, dos pequenos poderes, em suma, circunscrito no imaginário viril e hoje também no feminino, vai - se estreitando à medida em que os desafiantes femininos, hoje maioritários, se vão impondo nas suas prerrogativas de PESSOA, enquanto os adereços culturais e humanistas teimam, condicionados por milhares, se não milhões da anos de condicionamento animal e também cultural, em desaparecer.

É evidente que as frustrações naturalizadas - Tento contínuamente demonstrar que o agressor humano é precisamente o que se sente agredido e sente as suas próprias agressões como uma contra - agressão " - Friedrich Hacker - serão sentidas de forma diferente por A,B ou C, consoante a sua história pessoal, pelo que a transversabilidade e incidência da agressão viril fazendo parte do seu ADN, tem de ser observado, pelos educadores e pelos julgadores não só do ponto de vista das aquisições culturais como contextualizados numa história pessoal e... colectiva.

Não se trata da desculpabilização da violência, que as exigências sociais de simplificação condenatória reduzem à psicopatia misógina mas sim uma obrigação, pelo menos no que à Justiça concerne, de uma abordagem mais abrangente do fenómeno generalizadamente apodado de violência doméstica. É que a agressão tem vários disfarces e, na sua expressão física, por contundente, não deveria levar à desvalorização das suas outras faces, tão daninhas, embora não letais mas que despoletantes, pelo verbo e pelo comportamento, possam incrementar em seres afectáveis, reacções desproporcionadas.

A aparente gratuitidade da violência sobre as mulheres tem muito mais que se lhe diga.
A palavra, pois aos especialistas que não à rua, à indignação célere e aos feministas.



sexta-feira, fevereiro 08, 2019

UM LEVANTAMENTO CORPORATIVO

A GREVE NA ENFERMAGEM...

... Tem todas as características de um levantamento político contra o Governo de Esquerda, assim como as movimentações " sindicais "  da Educação. Não por acaso, o políticamente correcto a isso não se refere, duas actividades profissionais com larga maioria de mulheres a cuja capacidade de confronto e desbragamento retórico oleadas pela seiva do MEtoo, se associou um desmesurado tropismo sócio/económico a que a má consciência " machista " não sabe hoje controlar.

A confrontação populista, não consigo caracterizá - lo de outra forma, deve ser velhice, naturalmente, liderada pelo funcionalismo do Estado contra a sua chefia máxima que é o Governo, nos moldes em que se desenrola, desmascara toda a orquestração que a encabeça, constituindo - se, se não for rápidamente contida, um polo bolsonarista, guaidoista, orbanista ou santanista ou outra merdice burguesa REACCIONÁRIA qualquer, a minar qualquer hipótese de existência de decências democráticas pelo globo e nomeadamente em Portugal.

A responsabilização, nomeadamente no SNS, das obrigações profissionais, que pelo seu carácter sensível assume uma relevância extra e vital no quadro das obrigações do Estado, terá de ser posta em marcha pela Esquerda,( que não deve cair no erro de perspectiva do quadro geral... ) porque é ela que está sob ataque, mesmo que tenha de recorrer a outras medidas que não sómente a requisição civil.

É que essas "lutas " dos funcionários da Saúde e da Educação, embora usando argumentos e valores de Esquerda, têm tanto dela como as minhas críticas e deplorações, de Direita ou machista.
A questão É ideológica e já que foi levada para este campo, assim terá de ser tratada, sem ingenuidade.

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

S.N.S.

LEIS DE BASE DA SAÚDE

Cristalina como a água limpa, Francisco Louçã, ex-líder do Bloco de Esquerda e um dos seus fundadores, recordou - nos nas páginas do Expresso, em contraponto ao Presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, Óscar Gaspar, as razões por que existe uma incompatibilidade real entre os interesses dos fornecedores da Saúde Privada e a Saúde Pública remetida à obrigação do Estado, português, para o caso.
" O debate ideológico  não me interessa e é uma farsa: os nossos liberais só querem empresas de saúde se o Estado lhes pagar. " Ora, sendo assim, já que o mercado é livre, porque é que não se limitam a criá - las em competição com o Estado e paga quem pode e quer?, pergunto eu...

Entre o negócio e a Obrigação, com contornos e fins que exigirão diferentes gestões porquanto o lucro norteia o primeiro enquanto a sustentabilidade no tempo a segunda, a escolha dos contribuintes líquidos é clara, quanto mais as capacidades técnicas e humanas se aproximam hoje, na evolução tecnológica, do que de melhor e infinitamente mais caro, se pratica no privado.

Hoje, dado o chorudo negócio para os privados, constituído pelas parcerias Público-Privadas estabelecidas entre o Estado e os investidores em várias actividades competidas constitucionalmente ao Estado e paralelamente aos privados, tornou - se claro que ao aperto do controlo e, eventualmente à dissolução de algumas dessas parcerias, os interesse privados lançaram mão a todos os processos de bloqueamento da entrada em vigor das novas Leis de Base da Saúde a sair da Assembleia da República, maioritáriamente apoiadas pela coligação de Esquerda.

Já não há como esconder o ataque generalizado da Direita política, empresarial, financeira e social, às escolhas políticas do governo socialista que colidam, como a Educação e a Saúde, por exemplo, com um statu quo de décadas, estabelecida pela direita cavaquista e reforçada brutalmente, com laivos de definitivo, pela ultra-liberalidade de Passos Coelho, Gaspar e companhia.

As tentativas recorrentes, que tão bons resultados deram no desmantelamento do estatismo pós-25 deAbril, de descredibilização da gestão pública, contrabandeada e boicotada por dentro por gestores comissariados para o efeito, prática ainda levada a cabo recentemente no que ainda resta da gestão pública, encontraram nas enfermeiras e nas professoras, aliadas corporativas de peso, pela nula noção de interesse nacional de que, coladas aos seus, ia dizer sindicatos, corporações lobistas, estampam como lutas sindicais.

Nenhum Governo que se preze cederá perante essa chantagem paga por interesses já não tão escondidos, sob o risco de inconsequência, mormente perante a aparente adesão do presidente da República à Oposição das Leis Gerais da Saúde.
A responsabilização pelas causas atendíveis de morte comprovada nos Serviços do SNS por falta de cuidados ou negligência exige um quadro jurídico a que só um dogmatismo ideológico sectário poderá invalidar.

Veremos...



domingo, janeiro 27, 2019

JAMAICA, PORTUGAL...

                                   
                                                                Bairro da Jamaica
... UM SINTOMA (?)...

... analisado, como diz Bruno V. Amaral, no Expresso de sábado, em pormenores de bosta.

Está lá tudo, o retrato cru da razão por que a desigualdade social em Portugal mais desigual se torna e se impõe, com todas as suas consequências, quando as suas vítimas são os habitantes da exclusão das JAMAICAS do país.
E quando a essa condição, mais adivinhada que pressentida se acresce, fundo, o preconceito social e... rácico, o sintoma é já uma ocorrência que a repetição fundamenta, nos pressupostos e contornos a ela associada.

Portugal nunca foi um país generalizadamente racista até pelo desconhecimento que do OUTRO lhe chegava, num país isolado por uma ditadura provinciana e medíocre.
No Portugal pós - colonial raras foram as perseguições a portugueses de outras raças; curiosidade, aproximação e esvaziamento dos produtos da lavagem cerebral imperial e mais tarde, fascista, que sobre si e sobre o Outro lhe foi imposto. Foi a época do Portugal de Abril.
O atraso, cultural, económico e social obrigava a a uma aprendizagem comum que a Democracia apadrinhava.

Quase 45 anos passados, o auto- convencimento da existência de algum fundo de verdade no lixo então deitado fora proporciona, a par da reformulação, da reciclagem de um imaginário nunca desaparecido, quiçá amestrado,civilizado, democratizado, mas... ainda aí... modificável e ajustável a determinadas condições históricas, jamaicadas em Portugal. Transformar esse estar, essa linguagem individualizada no sentir da comunidade seria o percurso natural do advento populista xenófobo.
Já funcionou no Brasil e noutras paragens.

A infiltração ( não será instrumental, por ora... ) nas Forças de Segurança, na Magistratura, nos MEDIA e nos partidos democráticos pela extrema - direita fascista, racista, xenófoba e reaccionária, está a acontecer, assim como a radicalização oportunista de posições políticas em partidos nascentes e jazentes.  

Pior que o racismo rácico é o racismo social, que penso estar na origem e transporte de todas as fobias do Preconceito. O " racismo " dos inferiorizados, muitas vezes como mecanismo de compensação psicológica, pela sua natureza reactiva, se não tem a mesma raíz e natureza do outro, do militante, tende, se as condições objectivas de manutenção do statu quo persistirem a mudar de natureza na sua expressão.      

Do que se ouviu nos MEDIA, no rescaldo dos últimos acontecimentos, por este cabo-verdiano que não habita bairros periféricos e que hoje não lhes conhece as dificuldades mas reconhece - as, foi, salvo raras excepções e aqui aponto o EIXO DO MAL da SicNotícias com excepcional relevância, IMBECILIZANTE.

É QUE NÃO FALARAM DE DETALHES DE BOSTA...                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

quinta-feira, janeiro 24, 2019

VENEZUELA sob ataque

TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO


                                                                    Nicolás Maduro

O presidente da Venezuela é, hoje, o ás de espadas a abater, pela infantilidade criminosa da política externa norte - americana. Pudera, convém distrair o pagode atormentando um alvo irredutível aparentemente mais fácil de que Kim, Hassad ou Rohani, sem armas nucleares e à mão de semear, levando a população à fome e minando a sua economia com boicotes chantagistas e receitas velhas de desestabilização política e descredibilização legal.

Seria, a meu ver, inconcebível, que a Europa venha a ter o desplante de acompanhar Trump, que quer impôr uma liderança titerizada, como nos velhos tempos, a uma nação soberana que é apoiada pela maioria da sua população, pelas suas Forças Armadas e pela Constituição. A intromissão grosseira, repugnante por parte desta liderança yanque que já prestou provas perante a Comunidade internacional da sua descredibilização em permanência, corre o risco, de por sobre a neutralidade ou seguidismo da U.E. de levar o país a uma guerra civil de grandes proporções, nomeadamente quando se prefigura o apoio a Maduro por parte da China, Rússia e Turquia, países não - seguidistas de um modelo fim - de - História na governação dos seus povos.

O auto-proclamado presidente pelos USA, Juan Guaidó...


... revelou- se como um irresponsável que pouco se importa com a vida dos seus conterrâneos, mesmo que trepe por cima dos seus cadáveres até ao poleiro que lhe sopraram pertencer.

É lamentável que depois das experiências passadas, em TODOS os países da América latina, com a imposição titerizada de líderes manobrados pela CIA, ainda não tenham aprendido... com a luta pela Liberdade que os USA costumam manipular.