domingo, junho 02, 2019

RUI RIO...

... UMA LIDERANÇA NO SEU LABIRINTO...


Foi bom a Pluma Caprichosa de C.Ferreira Alves deste sábado ter vindo lembrar aos esquecidos na voragem dos casos mediáticos que assolaram a Geringonça durante esta legislatura, as patifarias da PàF durante o consulado de Pedro Passos Coelho, Portas e companhia, nomeadamente a venda ao desbarato de sectores chave da soberania do país entre os quais se avultam os CTT, a REN, o Aeroporto de Lisboa, a TAP, os Estaleiros de Viana, etc. e outros que eventualmente congeminadas não foram avante com a subida do P.S. ao poder.

A ameaça de desmantelar o Estado, confiada pelo ex-líder do PSD de má memória, Menezes, na linha do seu seguidor, Coelho, era para ser levada a sério e felizmente foi - o.
Foi preciso topete para se apresentarem durante a campanha eleitoral finda a dar a cara pelo arruaceiro Rangel, como se tudo já estivesse esquecido num país de curta memória como, por vezes, Portugal consegue ser.

Rui Rio, o novo líder social - democrata, prometeu, à data da sua consagração, afastar - se do neo- liberalismo serôdio dos seus antecessores e remeter de novo o partido à linha social- democrata dos seus fundadores, afastando-o da contaminação dos Arnault, Barroso, Relvas, Menezes, Coelho e seguidores.
Contudo, a perspectiva do afastamento por mais quatro anos do pote orçamental, tem pressionado a militância empreendedora junto do líder, turvando - lhe a sensatez nos últimos tempos, levando o partido a uma forte derrota nas eleições europeias e minando, por arrasto, a sua credibilidade auto - afirmada de homem de Estado.

Que tenha coragem de fazer uma limpeza no seu partido que quer social - democrata e que atire para os braços do incaracterístico e populista CDS detodasascausas de Cristas, os oportunistas infiltrados de Direita.Com suavidade, Costa fê -lo, com bons resultados no P.S., expurgando - o, paulatinamente de não - socialistas.
Fará, mesmo que afastado por uns tempos do Poder, melhor serviço ao país, ao PSD e a si próprio, na definição de reformas humanistas de que o país carece e fará jus à sua imagem de estadista. Amén!


segunda-feira, maio 27, 2019

AINDA AS EUROPEIAS...

REAGIMOS?

Foi consolador ver que a Democracia, os Direitos Humanos e o Humanismo venceram as forças retrógadas na U.E.
Mau grado as "aberrações " que pontuaram na Grã - Bretanha, em Itália e em França, a Democracia emerge ainda mais forte na defesa dos seus ideais.
Assim se faz a resistência às tentações totalitárias, xenófobas e racistas que uma anómala e muito minoritária casta de migrantes vão ajudando a semear.
Agora, antes que essa realidade sonhada pela incompetência, ignorância, estupidez, nos atire a formas mais musculadas de acção. Assim, pelo voto e pelo esclarecimento PERMANENTE.

AOS ABSTENCIONISTAS...

BORRIFASTE - TE, FOI?
OUTROS QUE DECIDAM POR TI, NÃO, MANDRIÃO?


ERA SÓ ISSO.

O Primeiro - ministro mostrou " respeito " pela vossa decisão, eu não.
Não aceito que os cidadãos do meu país se demitam das suas responsabilidades na definição das regras e valores pelos quais quero viver o resto dos meus dias, assim como os meus filhos, netos e amigos.
Amanhã hei - de ver - vos nas ruas em manifestações por meia dúzia de coroas a mais nos salários ou a clamar contra a destruição do planeta e, eventualmente pelos direitos humanos. Nessas alturas, relembrem - se do dia de ontem, em que se estiveram nas tintas.

" Hei - de gastar a garganta a insultar te, besta... "...

Galopa a tua bestialidade
Na memória que eu faço dos teus coices,
cavalga o teu insecticismo na tua cela de D. Duarte!
Arreia - te de Bom - Senso um segundo! peço - te de joelhos.
Encabresta - te de Humanidade
e eu passo - te uma Zoologia para as mãos
para te inscreveres na divisão dos Mamíferos.
Mas anda primeiro ao Jardim Zoológico,
Vem ver os chimpanzés!
Acorpanzilha - te neles se te ousas!
Sagra - te de cú azul a ver se eles te querem!
Lá porque aprendeste a andar de mãos no ar
não quer dizer que sejas mais chimpanzé que eles... "

Narciso do meu ódio - Almada Negreiros

sábado, maio 25, 2019

ELEIÇÕES EUROPEIAS


VAMOS LÁ VOTAR, CALÕES!

Não vale a pena deitar as culpas aos outros pelo tipo de liderança, aqui e no Ocidente em geral, que nos calha em sorte sempre que nos defrontamos com palermóides muuuito perigosos à frente de Instituições dos Estados ocidentais e da U.E.

Embora... que não custa nada, vale bem melhor do que a... lamúria. 

segunda-feira, maio 20, 2019

ELEIÇÕES EUROPEIAS?

FALEMOS DELAS... pois então.

Nada a dizer... nada se disse...

Continuamos, aqui e lá fora, narcotizados e desatentos. Tem - nos bastado o prazer do lambuzamento na porcaria dos outros que, atrelada às nossas, pensamos diluir na identificação emulatória e... inveja.
Numa época marcada pela mediocridade já irreparável, cujos sintomas diagnosticados fadigam as terapias há anos, ninguém se tarda, na triunfal e imparável marcha narcísica, a querer VER para lá do dia -a -dia dos dias que se sucedem em acumulação de porcarias.

Não tardará, por outro lado, saciados e recompensados no ego igualitário, o enfartamento. Chegados lá, WE´LL GIVE A FUCK.

A Verdade? Qual? A tua, a minha, a dos Berardos desta vida? No fim de contas, seremos todos iguais, basta ser mais chico - esperto de que o vizinho, né?

domingo, maio 12, 2019

FENPROF - assunto arrumado?


DEFINITIVAMENTE, NÃO!



A questão do Governo, qualquer governo, com o sindicato dos professores e o o seu líder Mário Nogueira, não se esgotou com a reviravolta que se operou nos últimos dias, consubstanciada no recuo das suas posições de apoio à aprovação da contagem integral do tempo de serviço para efeitos de evolução salarial e de carreira, por parte dos partidos de Direita, o que levou ao " chumbo " da proposta de lei que apontava nesse sentido.

Dizem - nos que o programa do Partido Socialista para as legislativas irá excluir "... qualquer alteração na carreira, estatuto ou avaliação de professores ", pondo ponto final às aspirações de uma classe que representa um ramo fundamental da política de qualquer governo, nomeadamente de um governo socialista - a Educação.
Passar da paixão pela Educação, de António Guterres, para a residualidade antevista pelo primeiro- Ministro Costa no fecho deste dossier pelo triunfalismo de uma victória política, é um mau sinal sobre o que falta fazer, nomeadamente sobre a reforma dos Estatutos dos professores, uma reforma, que tal como na Saúde, urge ser nacional.

Fechar o diálogo seria uma estupidez, por mais peganhento que possa ser o líder da FENPROF, Mário Nogueira.

quarta-feira, maio 08, 2019

ENFIM... KUTUNBEMBEM.

... POUCO HÁ PARA ACRESCENTAR.

O Bom - Senso...( tem hífen? Contas de outro rosário... ) regressou aonde por alguns dias alucinou.

Só uma classe ou um sindicato, que é para ser justo, que se quereria de maior largueza de espírito e que amasse mais o seu país do que a sua carteira, distinguindo -a dos predadores que por aí abundam, completamente surda e cega e fechada num autismo demissionário das suas responsabilidades, contra o sentimento nacional, se poria, despudorada ( cada um sabe de si... ) nessa posição de chantagem permanente contra os seus alunos e contra o país.

Os restantes partidos da troyka negativa, PCP, BLOCO, CDS, PSD, que vislumbrou uma brecha por onde poderia embaraçar o governo socialista, melhor, o Partido Socialista, postos perante a posição irredutível do P.S., com a ameaça de demissão do Governo e o clamor recriminatório da opinião pública contra a sua iniciativa, recuaram, com desculpas esfarrapadas e mal cerzidas, nas suas decisões.

Se houve eleitoralismo nas démarches políticas dos últimos dias ele foi sobejamente identificado e... registado.

P.S.
KUTUNBEMBEM é o nome que os caboverdianos dão a um simpático bicharoco que anda às arrecuas e que habita uma cova cónica de areia fina, armadilha fatal para os incautos.

sexta-feira, maio 03, 2019

GERINGONÇA DESCONJUNTADA?

NATURALMENTE...

Posto perante a Coligação negativa que juntou, como no passado com Sócrates, o PCP, o Bloco de Esquerda, o CDS e o PSD, a favor da contagem integral do tempo de serviço dos professores, para efeitos de subida nas carreiras, congeladas há nove anos, assim como outros funcionários do Estado, que o Governo contrariava, o Primeiro - Ministro português, António Costa comunicou ao Presidente da República que se demitiria das suas funções, caso fosse aprovada a resolução acima exposta.

Confesso que, assim que se soube da formação dessa Coligação bizarra entre a extrema Esquerda e os partidos de Direita e da informação que votariam favorávelmente a contagem integral para os professores, murmurei com os meus botões - Centeno pedirá a demissão a Costa e ele não o deixará cair, pelo que será ele a demitir - se.

Foi o que aconteceu, sem ser preciso ter dotes divinatórios, tinha de acontecer.

Abrir - se - à uma caixa de Pandora se se levar a efeito esse processo reivindicativo exigido pelos professores, afirmava o ministro, reiteradamente, e a justificação da oposição tinha a ver com uma questão de igualdade de tratamento, que naturalmente seria exigido por outras classes profissionais do Estado e o acúmulo vertiginoso na despesa pública do Estado nos anos vindouros - Uma despesa fixa na ordem 900 milhões de euros.

O oportunismo que a descarada e sofismática movimentação da Direita, cavalgando sem pudor bandeiras reivindicativas da Extrema Esquerda, verdade se diga, coerentes no seu discurso e pose, descredibilizou - a, por sua vez, no seu discurso e pose.
Patética e despudorada, a proclamação justificativa por parte da líder do CDS, Cristas e desmascarante a hipócrita pose de Estado do líder do PSD., Rui Rio. Foi, para muitos, como eu, surpreendente.

Já não há recuo para Costa se a lei for aprovada e as decisões caberão ao Presidente Marcelo.
Para todos os efeitos,morreu a a campanha para as europeias.

Suponho que uma nova sobretaxa a aplicar pelo próximo governo resolverá essa questão.
Onde, pensaria a Esquerda, que o Governo, venha de que lado, iria buscar financiamento para a Pandora?
A Direita saberia... Na Austeridade.

quinta-feira, maio 02, 2019

A COLIGAÇÃO DA TROYKA...

... ESTÁ DE VOLTA.

PCP/BLOCO/CDS/PSD, bloqueiam uma das mais importantes Leis da República.

( Amanhã continuarei...)

terça-feira, abril 30, 2019

VENEZUELA

WAITING...

VIVA MADURO!ABAIXO OS GOLPISTAS, LÁ, CÁ, NA UE E NOS USA.

ABAIXO O USURPADOR GUAIDÓ!

VIVA A LIBERDADE DO POVO VENEZUELANO DE ESCOLHER QUEM O DEVE GOVERNAR E NÃO TÍTERES.

P.S. - Que o ar de proclamação não assuste. Acontece que me bloquearam um texto mais assertivo e com explicações cabais sobre a razão por que não aceitei a intentona criminosa que poderia ter lançado o país num banho de sangue, não fosse a contenção de Maduro e das Forças Armadas que juraram defender a Constituição Bolivariana.

É tudo!

S.N.S.

SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE

O debate tremendista que sobre a nova Lei de Bases da Saúde irá ser promulgada na Assembleia da República Portuguesa, cuja redacção final se desconhece, está a atingir proporções, no mínimo daninhas, não só ao esclarecimento dos utentes como à análise racional dos moldes que, em parcerias contratualizadas com parceiros económicos privados, devem ou não ser implementadas e os porquês da adesão ou exclusão dessa condição.

Ao ou... ou... extremado, o Bom Senso realista, por sobre o apoderamento da paternidade factual do S.N.S., reclamada pela Esquerda, deveria conjugar - se  o idealismo pragmático ao pragmatismo ideológico.


O Governo tem sido acusado de zigzaguear em torno desta questão já que as propostas apresentadas aos parceiros da coligação parlamentar que suportam uma maioria de esquerda no parlamento encontraram resistência do partido Socialista, que à exclusão liminar dessas parcerias propõe um modelo que não as excluísse na Lei, deixando ao cuidado de governos eleitos essa decisão.

Perante essas reticências do seu partido, o  Primeiro-Ministro António Costa, cuja proposta ia no sentido da exclusão das Parcerias Público Privadas, acatou o sentimento do seu grupo parlamentar e criou um conflito com o Bloco e com o PCP.

Espera - se pela redacção articulada da Lei...


sexta-feira, abril 26, 2019

BEM...

... RECOMECEMOS

Atirado, de novo, com Ficções, aos braços do Borges de leituras longínquas, a redescoberta do vício de cismar, reflectindo sobre o inominável plantado nas palavras e conceitos com que nos digladiamos, a Torre de Babel do nosso descontentamento adquire, paradoxalmente, uma cor viva " a tal... " - Somos todos estranhos um do outro.

Neste planeta superpovoado, a dimensão dessa estranheza que a cibernética vai plantando nesta certeza está a tornar - se avassaladora.

A rotineira mediocridade das nossas vidas, pessoais, políticas, ideológicas, configura - se -me como uma defesa ao indefensável - fatalmente, este mundo que é o nosso, ruirá. Está escrito no tempo.

Ruirá para mim, pois que, concedo, as estranhezas com que, cada vez mais rápido, ele me vergasta e ao meu estupor diário, vão avisando do fim de um tempo, o meu.
O meu lento afastamento físico, e a " exaustão " mental com que uma realidade em aceleração turvou o meu olhar, incompatibilizou -me com o meu tempo, como acontece com todos os que já estão no terceiro patamar de partida.

Voltemos à Terra...


Por onde começar? Joana d'Arc?


Leio e pasmo que a Escola Tàber de Barcelona censurou perto de 200 livros infantis da sua Biblioteca, atribuindo - lhes um carácter maléfico, sentenciado por uma visão sexista, homofóbica, masculinizada, misógina, que não respeita os " ares dos tempos actuais " e ofende a (des)ideologia do género.

Um exemplo que parece ter seguidores no resto da Espanha e, se a moda pega, ao resto dos países civilizados. Capuchinho, Branca de Neve, Bela Adormecida e muitos mais, que não passaram pelo crivo de uma Comissão ad-hoc, foram catalogadas como inadequadas para as crianças.
Toda a nossa história, o nosso imaginário infantil que ainda ecoa nos nossos neurónios, terá sido visto como uma trágica circunstância que terá moldado os homens e as mulheres de hoje; dos outros géneros, produtos genuínos do fastio civilizacional do século XX, acredita- se que por geração espontânea, urge criar um imaginário outro. É o que está em marcha...

Irão reescrever a História e apagar dela todas as belas e competentes bruxas nossas avós, de Hatshepsut a Cleópatra e Catarina ( enumerá - as seria fastidioso...) e adoptar de vez as santas d'Arc?

Ínvios estão a ser os caminhos do apoderamento e breve a chamada " fadiga da compaixão " moldar - se - à para coisas outras ( o advento da extrema - direita configura- se -me uma reacção ainda não abertamente declarada na "guerra dos sexos "...) que não o companheirismo cúmplice e racionalmente civilizado da masculinidade, isso mesmo, da masculinidade, a única força capaz de defender todos os géneros.

Uma cretinice pegada que ameaça, através do contrabando do políticamente correcto na higienização das palavras e... agora da História, as conquistas das mulheres pela sua dignificação pessoal, como PESSOA e não como género.

sábado, abril 20, 2019

ADVERSÁRIAS OU COMPANHEIRAS?

UMA GUERRA PELO PODER...
... DE FAZER DIFERENTE?

" As vaginas delituosas de hoje insurgiram - se e não querem estar a mando,nem biológico nem social " - Alberto Hernando in CUNNUS




                                                                   
                                                               Lori Lightfoot ( googlar... )
                                                       
A  " anómala ??? ) protecção do outrora sexo fraco pela feminização imaginada e construída ontem pelos nossos ancestrais, está a desaparecer, à medida que as relações, hoje definitivamente contaminadas pelo contrabando da generalização, se vão deteriorando no combate feroz pela sobrevivência e controlo que grassa no mundo Ocidental, com reverberações negativas em outras paragens do Globo, oposicionistas tenazes de qualquer tipo de abertura à auto-determinação do sexo feminino.

No Ocidente, a destruição desse imaginário, que a luta dos povos vai ajudando a demolir de braço dado com as companheiras, expandiu- se exponencialmente apesar da resistência atávica de um machismo resiliente, que milhões de anos naturais e civilizados ajudaram a construir.
O acerto de agulhas que a condição humana, reconstruída em torno dos direitos humanos, exigia, face ao direito à auto-determinação e à felicidade, não-imposta mas decidida em liberdade, tinha de ser feito, face à irracionalidade da resistência.

A consequência genérica foi, a traços grossos, o aumento de mecanismos de defesa e de desconfiança induzida no espaço de partilha dos bens e... do Poder.
A disputa, encabeçada pelo masculino versus masculino deu lugar, findo o estupor perante o desplante com que o alargamento adversariante das fêmeas reivindicando o seu direito ao saque, produziu, à retaliação, por um lado, a pequenas cedências controláveis, por outro, e à violência mesquinha e ressentida, por fim.
Nesta " guerra dos sexos ", já não há homens, mulheres, gays, há adversários, que poderão ser tratados com bonomia, recrutamento ou violência, dentro da disparidade infinita da imaginação e talento sapiano.


                                        
                                                       Charlotte Kirk ( googlar... )

À luz dessa nova realidade, pela inocência e vitimização ( Desculpem lá rapazes... MT.Horta ), não só sexual, mas pandémica, organizada em torno da LGBTI e com uma frente política impulsionada pelo movimento MeToo,, fez - se ressuscitar o mito do sexo fraco, impotente perante o domínio do macho, também adversário, nessa luta pelas fêmeas e cuja acção assediante fez - se tornar num crime social e... moral. Notável!
Uma guerra sem violência, civilizada, onde só a violência verbal e em baixos décibéis, comportamental, intelectual, teria espaço que não a física, a masculina, uma vantagem que estratégicamente tem de ser denegrida, dados os seus efeitos e danos incontroláveis.

A violência doméstica classificaria, com a sua carga grotesca, no namoro, no lar, todo o tipo de agressividade, estimulada ou provocada, que relações em conflito despoletam em gradações várias, num universo em turmoil onde as balizas comportamentais se definem a jusante, no limite da violência física, o  - NÃO VALE BATER como a solução milagrosa e embusteira que substituiria a racionalização que urge implementar no espaço de partilha deste planeta.

Essa impossibilidade, nos casos em que a principal obrigação cívica e civilizacional seria o auto- controle, a calma, quando a agressividade é testada no limite e explode em violência física, elementar e básica, essa condição humana, relativamente controlada, que nos impediu a extinção como espécie, terá de ser trazida de volta a uma nova reavaliação, perante os desafios contundentes com que as nossas companheiras se nos apresentam como herdeiras legítimas de um espaço comum.


Aparentemente, realmente,o que está em equação é o PODER, de decidir, não só sobre esse espaço como sobre os seus habitantes e a quotização que a cada um(a) deve caber.
À aparente displicência com que, perante a manifestação expressa desse apoderamento, o masculino se vai comprazendo contra a mobilização feroz e sem contemplações do feminismo e doutros... géneros, releva de uma má consciência, por que histórica, imbecilizante perante a contemporalidade.

Não estarei cá para assistir mas garanto que, mea culpa, não gostaria do novo mundo que se vai construindo.
No fim de contas, deverá estar aì a razão da nossa partida, a dos velhos...  

segunda-feira, abril 08, 2019

UM FEMINISMO SEXISTA TOTALITÁRIO?

CONTEXTUALIZEMOS...

Nos anos 90, portanto longe ainda do advento METOO no panorama sócio-político, quando do discurso genérico passámos ao discurso do género, houve uma acesa polémica envolvendo José Sarmento Ferreira e uma das vozes feministas de então, Maria Teresa Horta sobre o marialvismo e o assédio sexual dos homens sobre as mulheres.
O comportamento masculino, de ontem, hoje e... talvez amanhã, nunca se sabe..., assolado por uma ferocíssima avaliação, inspirada no manual feminista, que à natural, o seu a seu dono, postura de corte sobre uma fêmea por parte de um macho e, hoje, com a inversão dos papéis, e da variabilidade dos géneros, numa caótica desnaturalização do adquirido, dizia, via - se confrontado com uma redutora caracterização dos seus propósitos e do seu comportamento.

Sarmento Ferreira, afrontado connosco, os assediadores, no melhor dos casos, quando não liminarmente violadores, na redutora visão feminista, pela linguagem desbragada da avaliação, genéricamente LGBT, acabadinho de formar e hoje com cursos de formação POLÍTICA, espalhados pelo Ocidente, verberou barbaridades proferidas por especialistas feministas como Andrea Dworkin que  afirma que é bom para um homem inocente ser condenado por violação " porque assim fica mais sensível às necessidades femininas " ou que, como C. McKinnon " a violação é um meio pelo qual os homens, todos os homens, mantêm as mulheres, todas as mulheres, num estado permanente de subjugação política ", sem se dar conta que o mesmo se pode dizer, invertendo os termos, das falsas acusações de violação ou de assédio sexual, deplora com vigor a postura das militantes, categorizando - a como um feminismo sexista totalitário.

Passou - se um quarto de século e as posições agudizaram- se. Já não há conversa, há guerrilha.

( a continuar... )

segunda-feira, abril 01, 2019

TWEETS OU... ANÁLISE?

TWEETEMOS, POIS...

Que o tempo decorrido desde o último post foi demasiado, face à barulheira que por aí abunda. Escutei e agora boto faladura...

PARTIDO SOCIALISTA


Brilhante, a temporalização do anúncio e implementação das medidas sobre a mobilidade nas cidades, atreladas a uma redução significativa e estrutural do preço dos passes sociais, com ganhos substantivos para os seus utentes e a diminuição do tráfego automóvel nas grandes cidades.
Se não bastasse o pânico que se apoderou da Direita pelos eventuais e merecidos ganhos eleitorais por parte da Geringonça, nomeadamente do P.S., na avaliação da contundência política da medida, para aquilatar da sua adesão quase instantânea pela Nação, a retaliação que se seguiu provou a sua eficácia.

NEPOTISMO DE ESTADO?

Essa foi a palavra de ordem com que a Direita, numa realidade bem mais complexa de esvaziamento da qualidade política de recrutamento, necessáriamente fiável e de qualidade funcional na Esquerda, melhor, no P.Socialista, tentou e ainda tenta esvaziar a satisfação dos eleitores com um Governo que PENSOU nos governados.
Sobre este " nepotismo " incipiente e corriqueiro aflorado no P.S que o estreitamento das margens de confiança e de recrutamento, a salvo de infiltrações "direitistas ", diletantes ou ressentidas, pareceria, à primeira leitura, que se deu o flanco à histeria reaccionária e populista com que se tenta manipular o sentimento popular divisionista - NÓS contra ELES.
Numa demografia de ignorância induzida e de negligência cívica o populismo sempre medrou e o atalho das redes sociais deu uma ajuda importante.
Mas, quando vejo e leio no Expressso, que Costa anda pelo país A VENDER, sic, a redução dos passes sociais para os portugueses menos afortunados, não me admiro da decadência da Imprensa escrita...

( a continuar...)

segunda-feira, março 25, 2019

SELECÇÃO NACIONAL...

... DE FUTEBOL, EVIDENTEMENTE.

PORQUÊ? PORQUE SIM E PRONTO.

Por não ter conseguido imagens da nossa selecção, ilustro a prosa cinzenta com a foto do seu treinador, com uma vénia de respeito.


                                                                   Fernando Santos 

Infelizmente, o aforismo lançado, já nem me lembra por quem..., de que uma equipa de futebol é a cara do seu treinador nunca foi tão verdadeiro como o caso português de hoje, um campeão europeu apesar do seu treinador e das suas, hoje ultrapassadas concepções de jogo FACE aos excepcionais atletas de que dispõe.
A selecção nacional tem sido EXACTAMENTE O CONTRÁRIO do que os seus exímios executantes são capazes, reduzidos hoje a uma burocracia bisonha e redundante. 

É claro que esse futebol reaccionário pode ganhar jogos como empastelá - los até à náusea.
Só temos visto o esplendor desses rapazes quando toda a táctica temerosa é mandada às malvas e já ninguém consegue ouvir o treinador.

Temos jogadores excepcionais que pediriam meças a qualquer selecção mundial se tiverem a possibilidade de não serem a CARA do seu treinador. Por ora, só a sua qualidade os vai safando...


sexta-feira, março 15, 2019

VENEZUELA...

O APAGÃO


Não acredito em coincidências sobre absolutamente nada de estranho ou singular que possa ter lugar na Venezuela de hoje, sitiada, ameaçada, roubada, sempre em nome da Liberdade, pela arrogância Ocidental.
De tão bisonha, repetitiva, sem uma única gota de imaginação, a gasta e bafienta cartilha narrativa, de tão usada, já nos deveria pôr em alerta aos seus primeiros sinais....
Infelizmente, a hipocrisia encontra sempre uma justificação qualquer aos actos inqualificáveis do serôdio imperialismo estrebuchante.

O apagão que se abateu sobre Venezuela tem um mentor e lacaios. Foi um acto criminoso sobre a população, sobre a qual recaem lágrimas de crocodilo dos seus libertadores.
Quando se exibirem provas ( a Embaixada da Coreia do Norte em Espanha, se o Estado espanhol assim o quiser, as mostrará sobre o assalto de que foi vítima em Fevereiro... ) dessa monstruosidade já será tarde, porque a ninguém, a não ser aos venezuelanos, interessará saber.

É...desolador!


sexta-feira, março 08, 2019

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


                                                                             SATÃ
Deixa - me. És livre. Já te não retenho. Não poderei mais esquecer - te, mas deixa - me agora - foge!

                                                                            VIRGIA
Não, não quero fugir. Agora, que rompeste o cerco do encanto que me prendia ao chão e que posso livremente ir para casa, não quero abandonar - te. Aquela que não esquecerás, tem ainda alguma coisa a dizer - te.

                                                                             SATÃ
Deixa - me! Deixa - me só com a minha incurável dor.

                                                                            VIRGIA
Mas é precisamente essa dor o meu ponto de apoio e o meu penhor de esperança. Eu poderia  falar - te das inúmeras dores que fazem delirar os homens e que são obra tua. Poderia falar - te dos furores dos povos, do sangue que alaga dia - a - dia a Terra, do infindável pranto nocturno dos feridos e dos pecadores, da infâmia que envilece e corrompe almas sem conta, da aflição que tritura e torce tantos corações, das incuráveis epidemias, do ódio, da cupidez, da vileza e do pecado, de tudo o que humilha, mortifica, dilacera, infecta e consome os meus irmãos por culpa tua. Mas eu não quero falar - te na dor dos homens. Eu faço apelo à tua dor, ao teu desejo inconfessado de tornar à Glória. Eu faço finca - pé na tua memória, não de todo abolida, na tua saciedade milenária, na tua desesperação por ter de sempre desesperar. Eu chamo - te em socorro de ti mesmo

                                                                            SATÃ
Vai - te, repito. Ofereces - me o impossível. As tuas palavras redobram a minha tortura.Tu própria, que dizes amar - me, não me amas, visto que me fazes sofrer.

                                                                          VIRGIA
Se tiveres coragem para te renegares a ti mesmo, eu prometo - te o perdão do género humano. Se tiveres força para tornares a ser o que foste, eu prometo - te o amor do género humano. E, entretanto, como ínfimo sinal, aceita o meu amor.

                                                                            SATÃ
Eis o Tentador tentado! O que não conseguiu um Arcanjo, conseguirá porventura uma mulher? Seria demasiado absurdo acreditar no que me ofereces! Pões a lampejar diante dos meus olhos o impossível. Como poderei crer em ti? Também eu fiz tantas promessas e não eram senão laços e alçapões. Poderei jamais crer em ti? Vai - te embora, digo - te. Deixa - me!

                                                                         VIRGIA
Vou deixar - te. Mas tu mesmo há pouco disseste uma palavra que conforta a minha esperança Disseste que não poderias esquecer - me. E não me esquecerás.Tu hás - de ir em minha procura e eu conseguirei salvar - te, porque a tua dor será doravante cúmplice do meu amor.

                                                                         aparta - se Virgia e sobrevém Uriel

                                                                          URIEL
Estás só, finalmente? Então, vamos.

                                                                           SATÃ
VAMOS? MAS AONDE?

O Diabo - Giovanni Papini

segunda-feira, março 04, 2019

CAÇA AOS BRUXOS E... BRUXAS?


SOU CONTRA A VIOLÊNCIA...
mas sei que posso praticá - la, sem me sentir solidário com ela.


O Juíz Neto de Moura, que não conheço, a não ser através de críticas opiniões alheias e as minhas, naturalmente, tem, sobre algumas matérias dadas ao conhecimento público últimamente através de acórdãos a sustentar deliberações sobre alguns julgamentos de casos que lhe foram parar às mãos,
juízos fortes  que têm abalado o ar dos tempos tendencialmente imbecilizantes do Ocidente.

Tem sobre o adultério, feminino para o caso, uma repulsa identificável nas citações e atenuações com que contempla o seu jurídico julgamento sobre essa matéria, suscitando para o exterior uma " pretensa " solidariedade e compreensão pelo agressor contundente, o masculino, contra o feminino vitimizado.
Quero crer que essa solidariedade seja alimentada, não na sua componente violenta, naturalmente, pela maioria esmagadora dos homens para com os machos traídos e não acredito que nenhuma mudança substantiva tenha ainda ocorrido ao nível do imaginário masculino que à hipocrisia dominante não renegue tal facto.
Não creio que o linchamento público que sobre as suas idiossincracias conjugais tem sido vítima seja a raiz mobilizadora de tanto ecumenismo.

Todo o julgamento, institucional ou não, feito pelo humano, por qualquer juíz, sobre o que quer que seja, arrasta consigo toda a história do julgador, TODA.
Haverá juízes reaccionários, esquerdistas, liberais e fascistas. Haverá juízes pederastas, pedófilos, gays, transgéneros e... viris. Haverá juízes racistas, fundamentalistas, homofóbicos e anti-feministas. E haverá juízes racionais, humanistas e técnicamente competentes para a função. De outros tipos, na diversidade dos perfis humanos, acrescente o leitor.

A atribuição de processos judiciais e julgamentos obrigaria, face à exigências da urbe (qual?) , a um pré - julgamento de cada juíz antes da atribuição ajuízada não vá acontecer a condenação por violências psicológicas sobre o masculino, menos contundente e mediático, talvez, mas eventualmente brutal para a vítima, entre outras singularidades como pederastas a julgar pederastas, juízas pró - vida a condenar abortos para lá dos prazos legais, enfim, imagine...

Voltando ao caso em análise, foi o ataque mais cerrado que até hoje me foi dado a contemplar sobre um juíz pelas suas opiniões fora - de  - época expressas públicamente.
Podemos, SEMPRE, em Democracia, sem correr riscos visíveis, ajuízar e tecer opiniões sobre TUDO E MAIS ALGUMA COISA e vergastar públicamente, moral e racionalmente tudo o que conflitua com os nossos " adquiridos " culturais.Um privilégio que, em nome da liberdade de expressão, se excede com frequência em insultos vexatórios na opinião dos visados.

Chegados aqui, só os tribunais, se se chegar aí, decidirão.

Por mim, estou curioso sobre os acórdãos que irão dar à luz e a previsível histeria mediática até lá.

"Dissimular e monopolizar a agressão sob pretexto de refrear a violência é provocar e justificar a violência " - Hacker 

E ela tem muitas faces...

terça-feira, fevereiro 26, 2019

UMA ALGAZARRA MEDONHA


RUÍDO...

... Numa policromia já insuportável, ecoada até à náusea e que ameaça abaixar a níveis intoleráveis de imbecilidade a luta política em Portugal.

Uma pergunta se me põe, ( como se não soubesse a resposta dada pela degradação individualista nos States e no Brasil, para já...) O QUE É QUE A BURGUESIA LUSA ESTÁ A EXIGIR?
De tão bisonha e mesquinha ganância agressiva de mais poder de consumo, retrata - se uma maneira de ser e estar que pouco se distingue, a não ser no método, dos caminhos trilhados e a trilhar pelos nossos brilhantes empreendedores.

O inimigo? O Estado social. BRILHANTE!

Adenda - 1/3

Nada a dizer, substantivamente, em relação às lutas dos trabalhadores por melhores condições de vida, materiais, para o caso, porque é disso que se trata...
Acontece que, hoje, as lutas são da classe média e o patamar das " exigências ", já não enquadradas, como ouvi algures, pelo velho sindicalismo, acoplou - se a uma agenda corporativa e indubitàvelmente reaccionária que desequilibrou a, chamemo - lhe assim, a burocracia negocial entre o Governo e os trabalhadores. 

Lidar com esta nova realidade por parte de um governo que quer ser de Esquerda, portanto a contar com o apoio, no mínimo, dos beneficiários da sua política, que não a sua oposição, terá de ser a preocupação, não só eleitoral mas também nacional, de António Costa e do seu governo.