sexta-feira, setembro 27, 2019

TANCOS, ou...

...DEMOCRACIA EM DEMOLIÇÃO

TUDO isso é grave, muito grave e..., não há coincidências, a não ser para a ingenuidade, nos últimos desenvolvimentos do caso de Tancos.
Não sei se devamos vangloriar - nos da capacidade e coragem do nosso Ministério Público na sua luta contra os poderosos e a classe política ou deplorar a temporalização assassina dos seus ataques. O último foi um desses casos.
Tudo isto prefigura, não há como escondê -lo, uma guerra aberta por um dos braços institucionais da República, a Justiça, contra os outros dois, o Executivo e o Legislativo. Moralização necessária, dirão alguns, está a acontecer no Brasil, Espanha, USA, Reino Unido, França.

Em plena campanha eleitoral para uma nova Assembleia da República o Ministério Público define, com acusações formais, os arguidos constituídos, findo o processo de investigação do roubo de armas ao paiol das Forças Armadas em Tancos e, principalmente, sobre os supostos autores de uma apropriação indevida da investigação que caberia à Polícia Judiciária civil e a trama ensaiada com a cumplicidade e encobrimento dos autores materiais, da recuperação das armas pela Polícia Judiciária Militar com o suposto conhecimento do Ministro da Defesa, Azeredo Lopes.
Deixaram-nos, a nós, cidadãos, a gravidade " insinuada ", da cumplicidade do primeiro-Ministro socialista António Costa e também do presidente da República, Marcello de Sousa.
COMO É QUE PODERIAM NÃO SABER? E se não souberam DEVIAM TER SABIDO.

Foi com esta casca de banana que a campanha eleitoral deve, deveria, deverá escorregar até evitar que o partido do Governo alcance uma maioria absoluta nas eleições de Outubro.
Foi tentadora esta bóia de salvação lançada pelo Ministério Público aos naufragados partidos de Direita, PSD e CDS, e às ambições do Bloco de Esquerda e do PCP de voltarem a reeditar a experiência governativa conhecida como Geringonça pela Direita, que lhe augurou uma pane à partida.
Rio, Cristas, Catarina e, levemente, Jerónimo de Sousa, deixaram - se enlear e enlevar por essa perspectiva daninha para o P.Socialista e, com mais ou menos alarvidade e incoerência irreflectem sobre os danos que a Democracia vai acumulando, com a contaminação persistente, agendada, corporativa e políticamente enquadrada, da Política.

Por outro lado, a desvalorização optimista, para não lhe chamar negligente, do Partido Socialista e quiçá do primeiro - ministro e ex-ministro da Justiça, sobre as reverberações deste caso e da Hubris castrense, releva de uma ingenuidade, desconhecida até então, sobre o tecido social e político que dirige o funcionamento da Justiça em Portugal.

( a continuar )...

quarta-feira, setembro 25, 2019

D'A ELITE DO REGIME XIII

MATURIDADE...

... POLÍTICA E DEMOCRÁTICA


                                                                Jerónimo de Sousa

O PCP é, hoje, o único partido português que respeita as Instituições Democráticas que compõem o quadro normativo do país.
Nenhum outro partido se poderá gabar desta singularidade, dadas as contaminações corruptivas que atingiram os principais partidos, que no governo ou na Oposição, viram dirigentes seus, locais, regionais, nacionais, ministeriais, a braços com a Justiça. 
Esta relação com a legalidade instituída e pelas instituições democráticas tornou- se num dado adquirido, tanto para os Media como para os adversários.

Poderá, terá, eventualmente, ter alguma coisa a ver com a sua história de luta contra a ditadura salazarista, a valorização, em relação ao passado, do status político herdeiro da revolução de Abril que instituiu a Democracia no país. E..., por que não, com a veterania política e não só, do seu actual líder, Jerónimo de Sousa, acrescida de uma urbanidade pessoal respeitada por todos os adversários, políticos e mediáticos.

Num tempo de disputa eleitoral, quando a virulência comunicativa e a grosseria, de braço dado com a má - educação a espaços, a serenidade confrontacional do secretário - Geral do Partido Comunista Português na apresentação do ideário social e político do seu partido, sobreleva - se por sobre a retórica desabrida e por vezes insultante, das líderes do Bloco de Esquerda e do CDS.
Que o seu exemplo frutifique.

BEM- HAJA, POIS, JERÓNIMO!





segunda-feira, setembro 16, 2019

ENFIM...

... BORED AS A FROG.

Virão tempos melhores com o P.S., sem maioria absoluta, a exercitar-se num veículo mais fiável, o Boris a levar nas orelhas em Bruxelas, Bolsonaro em silêncio, Venezuela a tentar reencontrar - se com o seu povo, com Trump ausente a incendiar com o tarado príncipe saudita e o Bibi, o Oriente -Médio e a Europa, no intervalo de eleições a cogitar cenários mais adequados aos seus povos.

segunda-feira, setembro 09, 2019

POIS É... uma chatice pegada

UMA CAMPANHA ELEITORAL SEM ESTALADAS?
ONDE É QUE JÁ SE VIU?

A moderação que tem pautada esta campanha eleitoral em Portugal surpreende e  enfada(?) o ex - Director do Expresso, Pedro S.Guerreiro, que constata, constrito, que se apresenta como valor eleitoral no enfrentamento das propostas dos partidos em presença.

Uma vista de olhos aos programas dos principais partidos, uma maçadoria anti- disruptiva que as generalidades programáticas assemelham com pequenas diferenças de grau, mais lhe reforçou a maré baixa de ânimo pela certeza já assumida de uma victória já anunciada do Partido Socialista.

Nem um partido populista decente, que o Chega desmerece em inanidade, nem um partido reaccionário de Direita que Cristas desmente, nem uma extrema- esquerda, hoje social - democratizada pela Catarina que se veja, nem um PPD popular, que o PSD descoseu da bandeira PPD/PSD... Enfim, uma seca.
Que saudades dos tempos dos debates políticos nas televisões, de Soares, Cunhal, Amaral, Carneiro, Barreiros... pensaria Pedro, se tivesse a idade para ter visto.

Hoje, olhando para os frente -a - frente dos falsos debates televisivos, onde o(a) entrevistador(a) deixa - se tomar por uma pulsão irresistível, indisfarçável, de protagonismo por sobre os convidados, que acabam a debitar as suas proclamações sem contraditório desarmante, que o tempo, cronometrado ao segundo, terá de permitir mais questões ao entrevistador... que o esclarecimento só iria atrapalhar, enfim... Chamar debate a isso é gozar com o pagode.
Como é que, nessas circunstâncias, a moderação, moderada, não se torna a estrela do firmamento discursivo? Ninguém ouve, ninguém tem tempo para ouvir e o espectáculo pretendido pelos Media, falha. Nem dá para uma troca de argumentos cá fora.

Pelo que, sim, a moderação tem marcado, até quando? esta campanha eleitoral. Um Bem? Um Mal?

sexta-feira, setembro 06, 2019

CAMPANHA ELEITORAL?

VOU OUVINDO, VENDO E REGISTANDO...

Por ora, estou à espera de QUALCOSA DI SINISTRA por parte do Partido Socialista, de alguma lucidez pragmática do Bloco de Esquerda e, sim, uma mudança na apresentação programática do P.C.P., uma definição ideológica do PSD que filtre de vez o albergue espanhol em que se tornou, a denúncia, por todos, do oportunismo político diletante do PAN, uma sopa de pedra em construção, e a saída do ostracismo mediático da Aliança.

HONG KONG? Vai acabar mal. É um loops doom sem until...

BREXIT?

BORIS, de tanto ter lido Churchill está a convencer- se que - " A História ver - me -á com bons olhos, pois tenciono escrevê - la " emulando o distinto estadista. Veremos como começará o ano de 2020...

Trump?Bolsonaro? Capos.

domingo, setembro 01, 2019

AI AMAZÓNIA!

UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA...

...Que se vai  tornando, pela disfuncionalidade infantilóide dos nossos ( das nações ) líderes, numa realidade demasiado séria, a merecer uma avaliação das nações, dos povos, sobre os riscos que o planeta corre quando decisões vitais sobre o seu futuro têm a " liderá - las ", moralmente uma adolescente e não a ONU, hoje impotente, a clamar no deserto e políticamente as acefalias megalómanas de Trump, Bolsonaro e doutros, titerizadas pelos mesmos interesses de sempre - os do Capital.

sábado, agosto 17, 2019

SMOKEYYY!!!



                                                           
                                                                       António Costa 

Ora, já aí estão nos MEDIA os louvores, os encómios e as hossanas ao homem do Estado de seu nome António Costa, o primeiro - ministro de Portugal.
Já os esperava e disso dei conta no post transacto, expectando o que neste país de hipocrisia encartada que cataventa, incólume e impune para onde está virado, viria a seguir.

Ainda a procissão do Sindicato grevista que ameaçou paralisar o país vai no adro do país de anti - patriotas a funcionar com problemas de lana caprina, segundo P.S.Guerreiro, descobre - se que temos um primeiro -ministro " habilidoso " na gíria cavaquista, " optimista irritante " na versão marcelista,  chefe do circo mediático na visão de Rio, o líder da Oposição e... por fim, competente na visão dos portugueses que o vão eleger nas eleições de Outubro.

O balanço destes dias far - se - á quando a razão suplantar outras coisas muito  tugas de que, por ora, abstenho -me de aprofundar.
A António Costa e o seu governo bastou-lhe ser o responsável máximo do governo do País e agir em conformidade com as suas obrigações políticas. Parece fácil agora mas, de facto, nunca é.

Para alguns, como o Marinho do " I ", tudo isto redundou num " aproveitamento político " do governo que, para Marinho, ansiava, estúpidamente, creio eu e não ele, que isso acontecesse para aproveitar as sobras do caos que daí resultasse e cavalgasse triunfante a onda oportunista que a " oportunidade " criasse . Palermices espelhantes de uma visão da política que misturando works in progress na Educação e na Saúde, que enfrentam guerrilhas ferozes do empreendedorismo liberal, com escaramuças populistas viesse a resultar uma síntese redentora.

Por outro lado, sibilas catastrofistas numa disparatada ou intencional hermenêutica analítica dos ares do tempo, prevêm requisições civis por tudo e por nada, sempre que estiverem em causa as preocupações políticas com a nação, num escalar de medidas autoritárias de uma pretensa inclinação para uma ditadura de Esquerda  que se avizinha se houver outra maioria de Esquerda ou absoluta do P.S. nas eleições legislativas de Outubro.

Porquê o pânico? Nunca estiveram tão bem...

WELL DONE, COSTA!


sábado, agosto 10, 2019

GREVE

CONTRA TUDO E CONTRA TODOS

Ainda não me tinha dado conta do meu silêncio sobre esta movimentação dos motoristas de matérias perigosas. Um assunto que, pela sua seriedade e pelas reacções desencontradas que, fatalmente, pela abrangência dos seus efeitos sobre toda a comunidade empresarial, pequena, média ou grande e pela incidência directa no mundo do trabalho, merecia contenção de análise.

A ambivalência que, quero crer, tolheu a Esquerda partidária e todo o cidadão que se reclama desta área ideológica e este cidadão, justificou a lentidão dos partidos, todos, na definição das suas posições a esta greve anunciada.
Com o avolumar da incomodidade da população em geral, perspectivando dificuldades de movimentação por falta do abastecimento dos postos de combustível,  tornou - se clara a impopularidade desta greve junto a todos os sectores da sociedade.

Amanhã veremos, no caso de não haver suspensão da greve, a resposta das autoridades à inflexibilidades da Antran e do Sindicato dos motoristas de matérias perigosas.
Pela novidade logística de implementação de tantos meios de contenção de danos, sua monitorização em tempo real, o Governo que, a dado passo quis ser o elemento congregador do diálogo e compromisso entre as partes em conflito, creio eu, não será alvo de grande censura por parte dos cidadãos caso falharem alguns passos nessa actuação.

Eventualmente, para as forças "inorgânicas " bem identificadas já, que lutam contra este Governo e o estado actual das coisas, favoráveis a uma eventual maioria absoluta ( um pesadelo ), quanto mais caos, melhor.
Os Media, esses, explorarão com contundência qualquer falhanço visível e abundarão as adversativas,  mau uso verbal e as coordenativas "e" baterão na madeira quando, em qualquer balanço positivo das respostas operacionais do Governo, tiverem de... aplaudir

Sou sempre solidário com a luta dos trabalhadores em defesa dos seus interesses profissionais e de classe. Neste caso particular desta greve " cheira  me " a qualquer coisa que está velada e que não consigo identificar com clareza; impressão minha, talvez, como estranha tem sido a radicalização da Antran.
O Governo esse tem de ser dialéctico, sem assustar o mundo sindical.

terça-feira, agosto 06, 2019

MISANDRIA - a chaga do século XXI

POLÍTICAMENTE INCORRECTO? SEJAMOS...

Contextualizemos...

Se já não há pachorra para a misoginia, induzida ou esclarecida, no século XXI, tampouco a haverá, quando a ameaça for real e efectiva no apoderamento das lideranças, pelo feminismo misândrico, das instituições que gerem a vida dos povos. Refiro -me ao Ocidente, onde a letargia viril cede passo a " outras maneiras de ver ", passados milénios sobre a história do sapiens e milhões de anos sobre a organização natural das outras espécies que connosco partilham este planeta.

Ferrante, a antitética misândrica, abominadora dos pontos de exclamação,(!!!!) dos obeliscos e dos pénis triunfantes, e paradoxalmente, também das reticências... gentis de aproximação aos... subentendidos, vai- se tornando uma das paladinas encartadas da desnaturalização da ordem natural pela " libertação " do id feminino das amarras do ego castrador e obsoleto manipulado pelo macho da espécie.
O véu de Maya, que à volta das subjugações pretéritas, presentes ou futuras dentro da comunidade do humano, consentidas pragmáticamente ou rejeitadas ideológicamente, rasgar - se - à como os hímenes arcaicizados pelas valquírias do novo século e o mistério feminino finar - se - à, de vez.

Consequências?
Rejeitado ( eu bem desconfiava... ) " o imaginário do género poderosamente estruturado desde há milénios ), como " denuncia " Ferrante e lembro - lhe que esse imaginário, já que os homens tinham mais que fazer do que estruturar!!!??? a normalidade evolutiva que à própria civilização que, então, construíam e continuam a construir, alargaria o espaço de intervenção, com a sobrevivência caucionada, das suas companheiras.

( merece continuação...)

E teve em 10/11

quarta-feira, julho 31, 2019

WHAT'S KNEW?

 NO MUNDO?

Um feroz exercício de senilidade, cretinices pretensiosas, como esta minha " boca "... e queda abrupta e já irreparável do nível médio do Q.I., pelos meus parâmetros, ( lá está a arrogância... ) entre a população jovem do planeta.
Os velhos, como eu, já não são remédio, apesar de infinitamente mais cultos do que a nova geração googliana, para os males de que não fomos capazes de debelar e a revolução doce do apoderamento feminista , mais do que a bufona grosseria metooniana, precisaria de mais intérpretes que não odeiam os homens, para dar um sentido ao que hoje se reduz à burrocracia impotente, aqui e... por todo o lado.

A mesquinhez da, chamemos -lhe luta política, reveste - se de uma tacanhez aflitiva e o modo sobrevivência, alibi de toda a carência ética e moral com a qual se propõe justificar, com indulgência, evidentemente, as traições cometidas e em velocidade de cruzeiro no século XXI, sobre a nossa herança civilizacional, absorvida dos melhores de cada época, domina o panorama comportamental do sapiens.

O que tem faltado, nessa lucidez recorrente de diagnósticos nado - mortos, é a autoridade do Estado.

A selva anti - liberal, cacicado hoje pelos líderes populistas, de Trump a Bolsonaro, de Erdogan a Salvini, de Putin a Duterte, ameaça, pelo exemplo de possibilidade, como erva daninha, todo o testamentário redentor pós- IIG.G. pela sua capacidade de se dirigir a um mundo que intui, certeiro, de analfabetos culturais e dos q.s.f..
Foi na falta da autoridade dos Estados, ocidentais, principalmente, observadores quase passivos da captura, por uma infernália pan - democrática, do campo de valores humanistas, subvertidos em fragmentações identitárias à medida dos fastios e modas do spleen libertário de uma sociedade obesa e  levianamente consumista, dizia, que medrou esta ocupação militante de desprezo pela representação política democrática e... pelo Outro.

NO SE PASSA NADA...

Em Portugal, incêndios polítizados, nos USA, alqueires de alarvidades trumpistas, na Europa, oh Deus, a suprema Burrocracia nórdica a pontuar, sem remédio, o nosso destino, na Rússia de Putin a impunidade, na China de Xi uma singularidade cautelosa com Hong Kong, a Venezuela ausentou - se dos noticiários ( interessante e... ameaçador), e em África acendem - se fachos de mudanças no Continente do futuro.

E disse...

quinta-feira, julho 25, 2019

BORIS, O TURCO

U.K.first!


Boris, o novo premier britânico anuncia uma era de ouro para o Reino Unido, assim que se livrar dos compromissos com o Continente europeu e, glosando Rushdie, tropicalizar, singapurando o país.
Interessante será acompanhar as suas relações pessoais e políticas com o seu alter-ego Trump e as ginásticas necessárias para conciliar a palavra-de-ordem trumpista - « América first » com a nostalgia de um Império já finado.

Bizarro, no mínimo, no panorama actual o enfrentamento entre os promotores da Globalização, hoje nacionalistas, isolacionistas, populistas e os integralistas globais, aparentemente representados pelas forças mais progressistas e humanistas no planeta sedeadas na Europa.

A serpente já pôs os ovos em várias partes do planeta, que só eclodirão com o nosso desleixo, negligência e... estupidez.
Sim, os Estates são democráticos, a U.K., também, assim como a Rússia a Turquia, Israel, Irão e , singularmente a China e as Filipinas. Ditaduras, aparentemente, só a do Kim.
A Alemanha de Hitler também foi uma democracia, assim como a Itália do Duce, até deixarem de o ser, com a bênção do povo. É no que dá a tirania das massas acefalizadas e... orgulhosamente sós.

domingo, julho 21, 2019

BONIFACIEMOS, POIS ENTÃO...

SOBERANIEMOS...

" A guerra dos sujeitos ( exóticos ou não..., a lavra é bonifácia...) que fazem do Outro, adversário ou coisa, o objecto,produz o pano de fundo da objectividade polémica das disciplinas « científicas » e racionalistas. A coisa que se opõe a mim torna - se objecto.Todo o objecto - se o tomarmos em si - é um rebelde em potência, um contra -eu ou um meio no combate contra mim, tal como eu, rebelde ao que me sujeita e apenas a esse título ( ao que faz de mim um « sujeitado » ), me tornei o sujeito no sentido filosófico do termo.... " - Peter Sloterdijk, Crítica da Razão Cínica

A arrogância, vá lá, chamemos- lhe intelectual para lhe aumentar a abrangência cognitiva desmerecida, posiciona - se como uma capacidade de lidar com a própria ignorância pela possibilidade de a suprir por uma singularidade adstrita que, vulgarizemos, se chama curiosidade intelectual.
Em casos extremos, recusa - se ao resto da espécie o que a definiria como tal - a Racionalidade.

Num post, já antigo e curiosamente dos mais solicitados deste pouco popular escriba, sobre a etnofilosofia, já entrevia a aberração do conceito que teria, tem, nos seus pressupostos, uma gradação elitista que separaria, separa, a Grande Filosofia, entornada pelas divulgações imperialistas, profanas ou religiosas, categorizadas pela escrita e a chamada etnofilosofia, apreendida como cogitações melancólicas do barbarismo.

A universalidade do espanto existencial do sapiens do antanho e do contemporâneo ajusta - se, comparativamente, ao mundo conhecido e à informação recolhida, mais nada as distingue, conceptualmente, espiritualmente. Continuamos, civilizadamente, brutos e racionalmente pragmáticos na nossa condição de sobreviventes numa natureza adversa e desafiadora.

As bonifacidades, dadas à costa durante o meu retiro por terras algarvias, apanhou -me em cogitações melancólicas sobre a pouca expressão substantiva da soberania muçulmana em terras lusas para além da toponímia, em comparação com a Espanha, e despertaram neste... sujeito, de pai caucasiano, mãe mestiça de pai caucasiano, avó mestiça e bisavó negróide, um chamamento exótico/racial , que apaziguasse, debalde, a minha (in)definição identitária.

O cansaço que a banalidade narrativa desta demanda, no século XXI, sobre a raça, o racismo, a inveja peniana, a ameaça do forasteiro, fastasmagorias do macho colonialista em pleno apoderamento feminista aconselhou -me, resumidamente, a neanthertalizar sobre o assunto - A Bonifácio que vá à merda!

quarta-feira, julho 10, 2019

A " GERINGONÇA " ?...

PORTOU- SE BEM...

... E gostámos, nós, gente de esquerda. Foram evidentes e esperadas as panes surgidas durante o percurso que terá o seu fim em Outubro, pelo que, no cômputo geral, a experiência, já num veículo mais sólido, é para continuar.

Todos os partidos que viajaram na Geringonça retiraram ensinamentos dos quais um conhecimento 
próximo dos companheiros terá sido de vital importância, sobrepujando desconfianças históricas e... pessoais.
Acrescentando, como exemplo dessa possibilidade para outros universos socialistas e socialistas plus a urgência dessa proximidade face à recuperação de forças obscurantistas no Ocidente, a absoluta necessidade de travar a Direita reaccionária, aqui e na U.E., seria imperdoável outro desfecho, por mais difíceis que forem as negociações e as florentinas infiltrações do Presidente Marcelo.

ENTENDAM - SE, pois... 


JUSTIÇA 

Inaceitáveis, o número de casos arquivados pela Justiça lusa, 94% diz - nos o Expresso. Atenção, que se na origem desses arquivamentos se descobriram falsas delações e denúncias caluniosas, ANTES da constituição de arguidos, mediatizados e sujeitos ao pelourinho da atracção irresistível das massas em JULGAR, a diluição desse frenesim processual seria virtuosa; MAS... se esses arquivamentos se sucederam após a constituição de arguidos, depois do nosso lesto julgamento moral, e NINGUÉM é penalizado pelo Conselho Superior da Magistratura, alinho com Rui Rio na sua luta contra o corporativismo protector desse Conselho e exijo mais poderes à nossa raínha de Inglaterra, perdão à nossa Ministra da Justiça, ou seja à Política, com as salvaguardas necessárias sobre as tentações de inimputabilidades formais de um lado e do outro.

U.E.

O espectáculo formalmente democrático, naturalmente, que constituiu a escolha dos órgãos dirigentes das instituições da U.E., foi muito esclarecedor sobre as dificuldades acrescidas com que a Europa se vai debater, minada que está, por dentro, por forças políticas que desprezam quase tudo o que esteve na base da sua criação, nomeadamente os seus valores humanistas que uma história comum ajudou a cimentar, lambidas as feridas de séculos de escaramuças e duas guerras mundiais.
A solução contra as " forças de bloqueio " tem, com o retiro da Grã -Bretanha às origens em Outubro, uma oportunidade única para a sua refundação, com os países fundadores a fazere prevalecer os valores originários da decência humanista e das leis sobre a boçalidade populista.

Boas férias!

quarta-feira, julho 03, 2019

FALEMOS DE PORTUGAL, ENTÃO.

O PRESENTE DEFINITIVO?

Dir - se ia que, uma vez alcançados alguns objectivos, em parceria com o Bloco de Esquerda e com o PCP, ( a relevância do PAN com a sua agenda animal carece de confirmação... ) o Partido Socialista terá perdido a paixão que o animou nos primeiros tempos e hoje, temeroso, joga a cartada do centro quando se aproximam as eleições legislativas de Outubro.

Uma vez " satisfeitas " as exigências do "contrato " negociado por alturas da formação do Governo pelas quais cimentou uma governação que, em traços gerais, satisfez a Esquerda sociológica que não a ideológica, apressada, tremendista, dogmática e, lamento dizê - lo, oportunista no aproveitamento das condições materiais na acumulação e aquisição de direitos. Uma Esquerda míope face à prudência do " gato escaldado ", suscitou uma reacção tipo policia bom ( em observação... ) e policia mau, faceado pelo líder parlamentar Carlos César, avisando sobre a necessidade de contenção dos gastos do Estado. As considerações foram claras, transparentes e tiveram um alvo anunciado - os parceiros da Coligação. Não consegui descortinar a arrogância que lhe foi atribuída; para todos os efeitos foi um aviso e , concedamos, um piscar de olho responsável a um eleitorado mais conservador. Nada mais do que isso se pode inferir..

No entanto, o conceito definidor da eficácia de gestão da coisa pública que até os anos 80 terá sido uma bandeira da Direita que apoderada, então, com tão péssimos resultados levou ao definhamento dos partidos socialistas e sociais democratas em toda a Europa, com excepção da Escandinávia, e que tem estado na posse da Esquerda em Portugal ( impossível seria o sucesso sem o aval do PCP e do BLOCO ) definiu uma política ideológica COM pragmatismo, cuja aferição nos será dada em Outubro.


terça-feira, julho 02, 2019

HERE WE GO...

... NO REINO DA BURROCRACIA

"... O nosso tempo teria ideais claros e firmes, embora fosse incapaz de os realizar. Mas a verdade é estritamente o contrário: vivemos num tempo que se sente fabulosamente capaz de realizar, mas não sabe o que realizar. Domina todas as coisas, mas não não é dono de si mesmo. Sente - se perdido na sua própria abundância. Embora com mais meios, mais saber, mais técnica do que nunca, o mundo actual anda como o mais infeliz que possa ter havido: totalmente à deriva. " - A rebelião das massas - Gasset

Em gestão burocrática, quando não em pura reactividade, política, económica e social, tal tem sido a realidade do mundo ocidental desde a queda da URSS, a emulação referencial desde os anos 50 do século passado. A metafórica boutade de Fukuyama, tomada no seu sentido simbólico e político por uma Democracia liberal vitoriosa, foi levada à letra e... atascámo -nos em suficiências.

Se à visão de Gasset de que falar - se em decadência, glosada por Spengler, conduzir - nos - ia a conclusões que a realidade, física, económica e científica de hoje desmente estrondosamente, contrapôr - se - ia sim a falência, essa factual, das instituições que gerem, com mediocridade, os ganhos civilizacionais de hoje, nos Estados e nas Instituições unificadoras, como a UE.

Falamos, pois, em boa verdade, de falta de ideias, de projectos, de previsões e de soluções.
O conservadorismo conceptual que tem marcado, de facto, as ideologias, de Direita ou de Esquerda, estranhamente na Esquerda que, paulatinamente se vê esvaziada do seu suporte eleitoral pelos profetas populistas, tem estado, na UE, no âmago desse impasse que se reflecte no Ocidente. Reacção e não acção, fruto de amadurecimento racional crítico do estado das coisas.

ORA, falemos de Portugal...

terça-feira, junho 25, 2019

AO PODER VENAL...

... TODA A RESISTÊNCIA...,

... Combate e enfrentamento cívico e , se necessário, físico, quando a cobardia não medre em " almas fortes ", aqui e em todo o lado.

" Não se bate num homem caído " foi o que uma geração passada procurou praticar, no cumprimento de um código viril de conduta cujo alcance, se outrora claro, hoje envolto na bruma dos valores caídos e encarnecidos por um imaginário em construção que, para não destoar, imbecilizante de niilismo, relativização e coração férreo.

Eu fui uma das muitas " almas sensíveis " que, descobri hoje na leitura de " Istoandatudoligado " de Cristina Leonardo, a achar deprimente e confrangedor o espectáculo da audição do ex - Administrador da Caixa Geral de Depósitos, Armando Vara, numa Comissão de inquérito da Assembleia da República, que, estranhamente, se enrijeceram face à audição do Comendador Berardo na mesma Comissão.
Que circunstâncias singulares terão provocado essas disposições tão díspares?

A verdade prende - se com uma defesa cerrada de um humorista, hoje já desinteressante para muuuuitos e que vampiriza os meios tangíveis e não só, que lhe são postos de bandeja à disposição, num tipo de humor deficiente e dirigido, feita pelos incondicionais, como a Cristina, em nome de um anti - políticamente correcto que se chamava, na minha geração, decência.

Enfim, enfiei a carapuça...

sexta-feira, junho 21, 2019

BOCAS SOLTAS...

... QUE A PACIÊNCIA É POUCA

TRUMP/IRÃO

A mesma merda de sempre, que a imaginação e inteligência abandonaram de há muito a política externa de um arrogante líder de uma cada vez mais acéfala nação.
Na trumpolândia, MONEY makes the world go around, o resto é paisagem, pasto para as beiças insaciáveis.
O que na biografia da Administração de Trump, acoplada a uma irresistível análise clínica da imaturidade que qualquer leitor de MEDO de Bob Woodward, perito ou não, se descobrirá sobre a América de hoje, é simplesmente aterrador.

PORTUGAL

Cheira a qualquer coisa a podre em terras lusas. As fragrâncias de tão matizadas ocultam a visão de um conjunto que vem resistindo ao cheiro a cravo, que se desvanece.

UE

Altura de compôr os poleiros. Negociações decisivas sobre o rosto recomposto que sucederá ao Brexit.


sábado, junho 08, 2019

EQUILÍBRIO DO SISTEMA? OK!


                                                                        MARCELO

Bizarra, no mínimo ou talvez não, a inferição do nosso presidente da República sobre como deve votar o cidadão sem que com isso não desequilibre a estrutura constitucional.
Julgava que, desde o 25 de Abril, essa particular singularidade tinha sido cometida aos cidadãos da República, a de " equilibrar "ou " desequilibrar " as suas representações políticas, votadas, na Assembleia.

Acontece que a particularidade, sábia, na visão dos especialistas, de não " pôr os ovos no mesmo cesto ", ou seja, para um governo de Esquerda convém ter um presidente de Direita e, no caso de escolha de um presidente de Direita, seria de bom - senso  escolher um governo de Esquerda, não comete nem ao presidente nem ao governo a OBRIGAÇÃO de uma presumível guerrilha " equilibradora " entre esses órgãos de soberania do Estado.

Marcelo Ribeiro de Sousa, um presidente de Direita, eleito pelos cidadãos, posto perante o que considera uma crise da Direita política em Portugal pós - eleições europeias, e que prenuncia, pelas suas análises do panorama político a possibilidade de uma maioria absoluta do P.Socialista, sentiu - se na obrigação de alertar o país para a possibilidade necessária deter de assumir o papel de EQUILIBRADOR do sistema.
Para um constitucionalista, mais do que para este cidadão comum, as interrogações sobre o COMO, para um presidente de TODOS os portugueses, o bloqueamento equilibrador de medidas de Esquerda, deixaria de ser visto como uma força de bloqueio, para citar Cavaco Silva, deverá ser de monta.

Se amanhã os portugueses resolvessem, democràticamente, repartir os seus votos pelos dezoito partidos que aportaram às europeias últimas, nas eleições legislativas de Outubro, fragmentando ao absurdo a representação política, que não institucional, claro, da nação, dificultando eventualmente a constituição de um governo estável na Assembleia e no país, " desequilibrando ", de facto, a vida política, como, perante o papel hoje assumido de líder da Oposição de Direita, equilibradora perante a força da Esquerda, seria capaz de aparecer como o grande EQUILIBRADOR?

A partir de hoje, a Esquerda, se ainda não tinha reparado, tem um desequilibrador que veio lembra - la que terá uma oposição, subtil ou declarada, por parte do presidente da Direita, que já lançou, com as suas declarações a sua recandidatura, como um candidato da Direita.

terça-feira, junho 04, 2019

PS § PAN!!!???

NONSENSE!

Tenho ouvido por aí uns zuns - zuns sobre uma inferida tentação do Partido Socialista de se apoiar, caso vença as eleições de Outubro sem uma maioria, no PAN, vulgo partido dos animais, para governar.
O PAN, para quem não saiba, tem como projecto a " redefinição da pessoa humana ",nas palavras do seu líder e que oportunísticamente redescobriu - se como um partido ambiental.

Sei que em Política, nos dias que correm, as cogitações pragmáticas que não programáticas, tendem a privilegiar laços neutros mas úteis, em desfavor de parcerias familiares ( abrenúncio! por vezes incómodas e mito reivindicativas, mas esse (im)possível e cínico namoro constituir - se - ia, nas circunstâncias actuais e de futuras dependências, um profundo disparate.

O P.S. foi derrotado pela PàF há quatro anos e só conseguiu reerguer- se quando resolveu seguir o seu caminho natural que não histórico, que foi governar à esquerda como apoio do PCP e do BLOCO de ESQUERDA, trazendo justiça democrática à maioria sociológica do país que se reviu na solução encontrada e até hoje a apoia.
O abandono do apoio do BLOCO ou do PCP, em queda eleitoral, só justificável pelo voto útil na liderança operacional da Geringonça faceada pelo PS ou a domesticação do BLOCO através da ameaça panista terá consequências sérias, não só ao nível da governabilidade como ao próprio Partido Socialista, como partido " charneira " no universo eleitoral do país.
Com a Direita em queda e no reajuste do seu posicionamento comunicacional, seria de um grande desvario político por parte da liderança socialista o desmantelamento da Geringonça com a descredibilização que minaria de vez futuras alianças.

Quanto aos panistas, sirvo -me do excelente texto de H.Raposo - Um funeral - no Expresso, cito, " O afecto por cães e gatos ( e já agora por touros, javalis, etc... acrescento... ) quimicamente castrados e transformados em peluches não é um argumento moral, nem sequer é um argumento ambiental... ).
Nem político/partidário, acrescento eu.
Fundamentalismos por aqui? Nem pensar nisso é bom. A reconversão numa ONG seria mais consistente com a manutenção do paraíso proibido que a estupidez, uma característica só nossa, ainda não atalhara ao seu desaparecimento, até hoje. E teria o benefício do Mecenato Global.
Uma força de pressão, que a solução será dos cientistas e... dos políticos.

domingo, junho 02, 2019

RUI RIO...

... UMA LIDERANÇA NO SEU LABIRINTO...


Foi bom a Pluma Caprichosa de C.Ferreira Alves deste sábado ter vindo lembrar aos esquecidos na voragem dos casos mediáticos que assolaram a Geringonça durante esta legislatura, as patifarias da PàF durante o consulado de Pedro Passos Coelho, Portas e companhia, nomeadamente a venda ao desbarato de sectores chave da soberania do país entre os quais se avultam os CTT, a REN, o Aeroporto de Lisboa, a TAP, os Estaleiros de Viana, etc. e outros que eventualmente congeminadas não foram avante com a subida do P.S. ao poder.

A ameaça de desmantelar o Estado, confiada pelo ex-líder do PSD de má memória, Menezes, na linha do seu seguidor, Coelho, era para ser levada a sério e felizmente foi - o.
Foi preciso topete para se apresentarem durante a campanha eleitoral finda a dar a cara pelo arruaceiro Rangel, como se tudo já estivesse esquecido num país de curta memória como, por vezes, Portugal consegue ser.

Rui Rio, o novo líder social - democrata, prometeu, à data da sua consagração, afastar - se do neo- liberalismo serôdio dos seus antecessores e remeter de novo o partido à linha social- democrata dos seus fundadores, afastando-o da contaminação dos Arnault, Barroso, Relvas, Menezes, Coelho e seguidores.
Contudo, a perspectiva do afastamento por mais quatro anos do pote orçamental, tem pressionado a militância empreendedora junto do líder, turvando - lhe a sensatez nos últimos tempos, levando o partido a uma forte derrota nas eleições europeias e minando, por arrasto, a sua credibilidade auto - afirmada de homem de Estado.

Que tenha coragem de fazer uma limpeza no seu partido que quer social - democrata e que atire para os braços do incaracterístico e populista CDS detodasascausas de Cristas, os oportunistas infiltrados de Direita.Com suavidade, Costa fê -lo, com bons resultados no P.S., expurgando - o, paulatinamente de não - socialistas.
Fará, mesmo que afastado por uns tempos do Poder, melhor serviço ao país, ao PSD e a si próprio, na definição de reformas humanistas de que o país carece e fará jus à sua imagem de estadista. Amén!