quarta-feira, outubro 21, 2015
ANTI - PRUDÊNCIO
EU, ANTI - PRUDÊNCIO, ME CONFESSO...
...E me desnudo... Prefiro Diógenes ao E. Carpenter, Darwin a Proudhon, e , hoje, A. Costa à " Pluma Caprichosa ".
Eu, um cidadão apodado de irresponsável e que, pelos vistos, se está nas tintas, na interpretação alheia e desatenta, pela felicidade e bem - estar dos filhos, das netas, da mulher, da família, dos amigos, dos vizinhos do país, votei CONTRA a manutenção desta Coligação no governo do país por mais um dia que seja. assim como a maioria dos portugueses, com toda a sua votação maioritária nos partidos políticos que são CONTRA a manutenção deste governo, por mais um dia que seja.
Outros não pensam do mesmo jeito e mal seria essa unanimidade dentro de uma sociedade adulta.
A Direita, unida à volta dos seus interesses de classe e de um cortejo de instalados confortávelmente no statu quo, mais os wannabes capturados pelo canto da sereia do Pensamento Unificado pelo Partido Popular europeu, reiterou a confiança no guardião - mor nacional das suas expectativas e... ganhou as eleições e o direito formal de formar um novo governo. Como e onde? Numa Assembleia de deputados maioritáriamente CONTRA essa possibilidade formal e com meios, constitucionais e democráticos de obstar a que isso aconteça sem que o derrubem ao virar da esquina, ou seja na primeira votação parlamentar.
Chamar isso um golpe de estado é de uma imbecilidade atroz que nos vai dando a medida da infecção anti - democrática que os anos de governação absoluta produziu na sociedade portuguesa.
O Partido Socialista será a cara de um Syrisa luso? Baboseira grosseira a que a sua história na implantação da Democracia portuguesa desmascara a fundamentação eivada de má - fé, que os prudêncios temerosos ( de quê, afinal? Qual será a perda? ) e liberais xuxalistas esgrimem na sua argumentação impassante.
Apaga - se a História do partido e enfatiza - se o relacionamento anti - esquerdista do passado com morte já anunciada, para atacar um presente de ruptura com pensamentos e ideias cristalizadas no hábito, na preguiça e... em mitos mil vezes ensaiados, contra a assumpção clara de uma identificação com um projecto político, social, humanista que nada tem a ver com o neo - liberalismo de pacotilha praticado pela Globalização e, entre nós, pelo provincianismo deslumbrado dos intérpretes políticos que nos governaram.
ABAIXO A COLIGAÇÃO DA DIREITA!
QUE VENHA A MUDANÇA!
domingo, outubro 18, 2015
BIG MISTAKE, Mr.PRESIDENT!
CARTA ABERTA
José Eduardo dos Santos
Quando, pela Europa e U.S.A. se criticava duramente o Estado angolano, a braços com uma infindável guerra civil contra a UNITA, esperança democrática contra o marxismo do MPLA, ( Em África!!!??? Santa e reiterada ignorância histórica... ) eu acreditava piamente que a História ( evolução bio - social ) faria o seu caminho, independentemente dos estados de alma e dos decretos piedosos das interpretações universalizadas sobre o particular circunstancial de cada processo histórico.
Desde que conseguisse pôr fim ao conflito armado Angola, seria obrigada, pelas circunstâncias que levaram à sua existência como Estado independente e pela dinâmica histórica que o seu passado colonial cavou fundo no seu psiquismo social, a abraçar, naturalmente, a Democracia e o pluralismo partidário.
Por uma razão, que, digamos estrutural, a própria cópia das instituições que vigoram e exemplarizam em Democracias mais antigas, o seu funcionamento integral e interiorizado seria uma questão de templo até que, criada uma massa crítica apoiada numa média burguesia, que a acumulação/apropriação ( a corrupção foi e é, infelizmente, um elemento incontornável e presente em todo o processo e em todas as latitudes...) potenciaria, levaria à contemplação plena das suas virtualidades, só possível em Liberdade.
Uma das liberdades incontornáveis numa Democracia é a liberdade de expressão, o direito de debater, discutir, adversariar e contrariar, opiniões, políticas, e exigência de uma matrix ética a marcar a gestão dos recursos patrimoniais da nação, em proveito de TODOS.
Quanto mais forte fôr a resistência do MPLA e da sua presidência aos ventos da História, pior será para a nação angolana e para o seu prestígio, justamente ganho nos combates políticos que protagonizou no sentido de dar uma dimensão unitária e nacional a um povo díspare.
A Democracia, apesar dos erros que o Ocidente tem multiplicado pelo Globo, não se faz por decretos ou estados de alma. É um processo dinâmico e dialéctico que quanto maiores resistências à sua implantação mais se sedimenta nos seus dinamizadores já que veicula a mais importante aquisição da Humanidade - a Liberdade - , um sortilégio que a torna invencível, a curto a médio ou a longo prazo.
Fora disso ou dentro disso, uma estabilidade que vai apodrecendo por dentro o dinamismo social que enforma qualquer sociedade adulta, aprisionando a liberdade de pensar de outro modo, merece ser demolida, ali, em Portugal ou em qualquer parte do Globo.
Silenciar vozes que exigem uma visão outra dos dirigentes do país sobre o País, é um tremendo erro político que o deveria remeter à história recente do seu país. Quanto mais cedo fôr corrigido, até porque é um erro estúpido, melhor, para Angola, para Democracia e ... para si.
quarta-feira, outubro 14, 2015
PÂNICO NA DIREITA PORTUGUESA...
O ex - presidente do C.D.S., hoje retirado das lides políticas, diz - nos no " I " de hoje, porque é que, afinal, todo este estremecimento FALSAMENTE PATRIOTEIRO que varre a Direita portuguesa e os seus anexantes oportunistas, na perspectiva de sucesso de um governo apoiado maioritàriamente pela Esquerda, esconde razões outras e essas... sim tão naturais como hipócritas e mesquinhas.
OUÇAMO - LO...
" Entendamo - nos, senhores: há quem esteja contra a possibilidade de um governo de esquerda em nome de princípios, de convicções e de memórias vividas e há quem evoque tudo isto mas, na realidade, esteja apenas preocupado com o que vai pessoalmente perder...
... Misturam - se hábilmente com o povo da direita e dizem inclusive falar em seu nome quando, na realidade, o que os inquieta é perderem influência, lugares, vantagens e privilégios.
Não sei se o próximo governo será ou não de toda a esquerda, mas sei que, se ele vier, poderão estar criadas as condições para que o joio se separe do trigo e o debate de valores possa regressar. Em nome da verdadeira política! " - Manuel Monteiro
AMÉN!
... E uma vénia ao autor pelo abuso da transcrição...
Basta ler no mesmo jornal e no mesmo dia a prosa troglodita de Carlos Carreiras, o edil da Cascais sobre o secretário - geral do Partido Socialista, António Costa, ( eu processava - o... ) para se perceber o que acima se caracterizou.
O pânico que grassa nessa fauna dos beneficiados da governação durante estes anos, cuja máscara democrática vai caindo em cada dislate, também se ancora na perspectiva, para ela sombria, de uma aproximação generalizada às autárquicas, em caso de sucesso governativo, o que levaria ao ganho de quase TODAS AS CÂMARAS do país para a Esquerda, a acrescentar à limpeza higiénica do aparelho do Estado assaltado literalmente, sem pudor, pela Coligação.
António Costa não tem nada a perder, pelo contrário, e essa provável experiência governativa mudará o País, sem deixar consolidar a lavagem cerebral veiculada pelo método e pela palavra de ordem da Direita nacional e europeia - Não há Alternativa - , para melhor. Em termos de decência programática com forte cariz humanista será UM FACTO. Só por isso vale a mudança.
segunda-feira, outubro 12, 2015
SACUDIR O PÓ...
... Da história das últimas décadas, enfrentar uma realidade que se instalou e se vai fortificando, pela ameaça, pela chantagem, e pela cobardia política dos socialistas europeus, na arrogância do Pensamento Único que os partidos conservadores estão a implantar na consciência dos cidadãos europeus será o desafio da Esquerda portuguesa e europeia para o ano que se avizinha.
Através do domínio das Instituições e do controlo do BCE ( aparentemente neutra... ) , a manipulação das políticas nacionais, nomeadamente dos países sob resgate, teve o seu apogeu no vergonhoso e anti - democrático tratamento que foi ministrado à Grécia rebelde que ousou pensar pela sua própria cabeça.
Esse discurso da moda, uniformizador, vazio de ideias, tem arautos espalhados, maioritàriamente presentes, nos Media, hoje capturados pelos interesses que ele veicula. São os novos apparatchiks do sistema e uma primeira barreira contra a tirania das massas, que infelizmente para ele, os actos eleitorais que a Democracia exige, não permite obnubilar.
Portugal está hoje a atravessar um momento histórico singular, desde a implantação da Democracia em 25 de Abril de 1974. Quarenta anos durou um regime ditatorial a que, não há volta a dar, a cobardia nacional manteve e a espaços acarinhou, face às extraordinárias mudanças histórico - evolutivas que o mundo estava a sofrer, enquanto definhava na pacatez do discurso unificado da mistificação salvífica da nação.
Esse será o desafio que o Partido Socialista, o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português têm pela frente, pouco interessando, para já, Cavaco Silva, Passos Coelho ou Paulo Portas. Haverá tempo de os ouvir... Pouco importa a pressa nessas conversas cruciais, sem agendas escondidas, que encetaram. O ter acontecido é, por si, extraordinário, políticamente, e demonstra que OUVIRAM o que o país lhes disse durante a campanha.
A limpeza, no sentido de clarificação identitária do P.S. e inclusivé do P.C.P. não deverá atemorizar os seus líderes, já que penso que os ganhos substanciais a obter, definirá, limitará de vez, o espaço que ainda tem sido ocupado, de um lado pelos liberais " socialistas " e do outro pelos estalinistas.
Ambos os partidos ficarão a ganhar e o país, também. A Direita ficará acantonada e sem submarinos dentro do P.S. e o P.C.P. refinará o seu, hoje, ADN democrático.
( a continuar... )
Através do domínio das Instituições e do controlo do BCE ( aparentemente neutra... ) , a manipulação das políticas nacionais, nomeadamente dos países sob resgate, teve o seu apogeu no vergonhoso e anti - democrático tratamento que foi ministrado à Grécia rebelde que ousou pensar pela sua própria cabeça.
Esse discurso da moda, uniformizador, vazio de ideias, tem arautos espalhados, maioritàriamente presentes, nos Media, hoje capturados pelos interesses que ele veicula. São os novos apparatchiks do sistema e uma primeira barreira contra a tirania das massas, que infelizmente para ele, os actos eleitorais que a Democracia exige, não permite obnubilar.
Portugal está hoje a atravessar um momento histórico singular, desde a implantação da Democracia em 25 de Abril de 1974. Quarenta anos durou um regime ditatorial a que, não há volta a dar, a cobardia nacional manteve e a espaços acarinhou, face às extraordinárias mudanças histórico - evolutivas que o mundo estava a sofrer, enquanto definhava na pacatez do discurso unificado da mistificação salvífica da nação.
Esse será o desafio que o Partido Socialista, o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português têm pela frente, pouco interessando, para já, Cavaco Silva, Passos Coelho ou Paulo Portas. Haverá tempo de os ouvir... Pouco importa a pressa nessas conversas cruciais, sem agendas escondidas, que encetaram. O ter acontecido é, por si, extraordinário, políticamente, e demonstra que OUVIRAM o que o país lhes disse durante a campanha.
A limpeza, no sentido de clarificação identitária do P.S. e inclusivé do P.C.P. não deverá atemorizar os seus líderes, já que penso que os ganhos substanciais a obter, definirá, limitará de vez, o espaço que ainda tem sido ocupado, de um lado pelos liberais " socialistas " e do outro pelos estalinistas.
Ambos os partidos ficarão a ganhar e o país, também. A Direita ficará acantonada e sem submarinos dentro do P.S. e o P.C.P. refinará o seu, hoje, ADN democrático.
( a continuar... )
sábado, outubro 10, 2015
NOTAS SOLTAS
CAVACO SILVA
O presidente cessante da República Portuguesa acabará o seu mandato como presidente honorário do PSD, numa linha de coerência que sublinhou, a traços grossos, nos oito anos que ocupou o posto mais elevado da Burocracia da República.
Foi um dogmático, um burocrata falsamente isento, com uma interpretação sectária do cargo, na linha dos princípios que a sua área política de origem sustenta, não foi, definitivamente, um presidente dos portugueses.
No seu último discurso, após as eleições, excluiu de soluções governativas dois partidos representados na Assembleia da República, o Bloco de Esquerda e o P.C.P., representantes de uma maioria numérica que votou contra a Coligação de Direita e a sua permanência no poder, reduzindo à improcedência e infantilidade a votação dos portugueses.
É evidente que, formalmente, só poderia convidar a representação vencedora das eleições a formar governo e, na linha das proclamações reiteradamente dadas à costa ( então, a crença era que o P.S. seria o vencedor sem maioria absoluta... ) exigir um governo estável e comprometido, nas suas linhas essenciais, com o caderno europeu.
Acontece que o condicionamento da estabilidade pelos resultados importantes obtidos pelo P.C.P e pelo Bloco de Esquerda fez cair a marca e a máscara do compromisso, pelo afastamento desses partidos de quaisquer soluções governativas.
Mais um ilustre do P.S.D. a juntar - se ao ex- presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, ao fechar com chave de lata, os seus mandatos.
PRESIDENCIAIS
Marcello R. Sousa apresenta - se como um fortíssimo candidato às próximas eleições presidenciais contra o provável aglutinador dos votos de Esquerda - Sampaio da Nóvoa.
Acontece que as coisas não serão assim tão simples e lineares já que há uma bissectriz, não só política como social e de género, quer queiramos ou não, de seu nome Maria de Belém, que terá uma voz na definição dos candidatos que irão passar à segunda volta das eleições.
Aparentemente, será dada liberdade de voto na área socialista e , caso Rui Rio não avance, duvido que o faça, Passos terá de engolir um sapo catavento.
ANTÓNIO COSTA
O líder do Partido Socialista tem entre mãos as mais difíceis negociações da sua vida política e das mais complicadas decisões a tomar, em relação ao País, aos eleitores, aos camaradas do partido, à Coligação do governo e... à restante Esquerda, para não falar das Presidenciais.
O que fará com a disponibilidade manifestada pelo Bloco e pelo P.C.P ( brilhantes passos politicos... ) pela disposição de apoiar um governo socialista no Parlamento?
Quero crer que só a relação de forças dentro do P.S. permitirá, condicionará, as tomadas de posição que vierem a ser conhecidas.
De um lado teremos os liberais socialistas, como o Assis. o Sousa Pinto, o A. Galamba e o Beleza a rasgar as vestes perante a hipótese de tais companhias; do outro, teremos os históricos, como João Soares, o Ferro Rodrigues e J. Galamba a avisar dos riscos de colonização programática pela Direita, entre outros...
Veremos se a cantada capacidade do líder nas negociações e criação de pontes irá acautelar Entre-Rios ideológicos/partidários...
E remete - se para o meu post de 26/6, sob o título - Uma Entrevista -, sobre os " fora de moda " ideológicos...
O presidente cessante da República Portuguesa acabará o seu mandato como presidente honorário do PSD, numa linha de coerência que sublinhou, a traços grossos, nos oito anos que ocupou o posto mais elevado da Burocracia da República.
Foi um dogmático, um burocrata falsamente isento, com uma interpretação sectária do cargo, na linha dos princípios que a sua área política de origem sustenta, não foi, definitivamente, um presidente dos portugueses.
No seu último discurso, após as eleições, excluiu de soluções governativas dois partidos representados na Assembleia da República, o Bloco de Esquerda e o P.C.P., representantes de uma maioria numérica que votou contra a Coligação de Direita e a sua permanência no poder, reduzindo à improcedência e infantilidade a votação dos portugueses.
É evidente que, formalmente, só poderia convidar a representação vencedora das eleições a formar governo e, na linha das proclamações reiteradamente dadas à costa ( então, a crença era que o P.S. seria o vencedor sem maioria absoluta... ) exigir um governo estável e comprometido, nas suas linhas essenciais, com o caderno europeu.
Acontece que o condicionamento da estabilidade pelos resultados importantes obtidos pelo P.C.P e pelo Bloco de Esquerda fez cair a marca e a máscara do compromisso, pelo afastamento desses partidos de quaisquer soluções governativas.
Mais um ilustre do P.S.D. a juntar - se ao ex- presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, ao fechar com chave de lata, os seus mandatos.
PRESIDENCIAIS
Marcello R. Sousa apresenta - se como um fortíssimo candidato às próximas eleições presidenciais contra o provável aglutinador dos votos de Esquerda - Sampaio da Nóvoa.
Acontece que as coisas não serão assim tão simples e lineares já que há uma bissectriz, não só política como social e de género, quer queiramos ou não, de seu nome Maria de Belém, que terá uma voz na definição dos candidatos que irão passar à segunda volta das eleições.
Aparentemente, será dada liberdade de voto na área socialista e , caso Rui Rio não avance, duvido que o faça, Passos terá de engolir um sapo catavento.
ANTÓNIO COSTA
O líder do Partido Socialista tem entre mãos as mais difíceis negociações da sua vida política e das mais complicadas decisões a tomar, em relação ao País, aos eleitores, aos camaradas do partido, à Coligação do governo e... à restante Esquerda, para não falar das Presidenciais.
O que fará com a disponibilidade manifestada pelo Bloco e pelo P.C.P ( brilhantes passos politicos... ) pela disposição de apoiar um governo socialista no Parlamento?
Quero crer que só a relação de forças dentro do P.S. permitirá, condicionará, as tomadas de posição que vierem a ser conhecidas.
De um lado teremos os liberais socialistas, como o Assis. o Sousa Pinto, o A. Galamba e o Beleza a rasgar as vestes perante a hipótese de tais companhias; do outro, teremos os históricos, como João Soares, o Ferro Rodrigues e J. Galamba a avisar dos riscos de colonização programática pela Direita, entre outros...
Veremos se a cantada capacidade do líder nas negociações e criação de pontes irá acautelar Entre-Rios ideológicos/partidários...
E remete - se para o meu post de 26/6, sob o título - Uma Entrevista -, sobre os " fora de moda " ideológicos...
quarta-feira, outubro 07, 2015
VÃO SER TEMPOS INTERESSANTES.....
... PORQUE SERÁ A VEZ DA POLÍTICA, PURA E DURA.
E... COMEÇOU COM O DISCURSO DO Presidente da República, infelizmente...
Infelizmente, pelas mensagens contraditórias que esboçou. De um lado, " afasta " subreptíciamente a possibilidade da integração, já manifesta do Bloco de Esquerda e do P.C.P. na criação de uma maioria de apoio governamental e promove, pressionando o Partido Socialista, a formação de um governo de Direita sem apoio parlamentar que o sustente.
ENCRUZILHADA
Se o P.S. avalizar o eventual programa da Coligação de Direita, a pergunta e as conclusões impõem - se - Afinal, de que mudanças se representa, quando se propôs aos portugueses, nas eleições transactas? Que cedências à Coligação, rejeitada pela maioria da população portuguesa, está disposto a fazer?
É que a Coligação diz que NÃO QUER acabar com o Estado Social, que o P.S. diz promover e defender, mas tem criado as condições objectivas da sua extinção, nomeadamente pela descapitalização dos serviços públicos que oferece e a desmobilização dos seus funcionários, quer nos serviços do S.N.S, da Educação Pública, da Justiça, dos Transportes Públicos e da Segurança Social.
A transferência para os Privados dos recursos nacionais, sob o alibi, que a subtracção qualitativa e financeira promove, de uma suposta incompetência de gestão é uma marca tangível, mensurável, da política neo - liberal que a Esquerda combate.
A cedência/aposta de Costa numa pretensa estabilidade política num País com uma maioria contestatária dos quatro anos dessa receita e não a ruptura ideológica com o Pensamento Único dominante na U.E., nomeadamente a Austeridade, só poderá e deverá ter uma consequência política - Uma cisão dentro do partido, entre os neo - liberais socialistas e os socialistas de esquerda - .
Por mim, Costa, o Partido Socialista e os seus militantes, do topo da pirâmide ao mais humilde dos simpatizantes, encontram - se numa encruzilhada histórica - Política, pura e dura ou Conformismo e estão sob os holofotes da análise situacional retratada em Popper no " Mito do Contexto ", na figura de Richard.
P.S. - Se a estabilidade política, endeusada pelo P.R. e pela ala direitista do P.S. e demais conservadores, fosse um Bem absoluto e estimável e não relativizável à luz dos contextos, a Líbia , o Iraque e a Síria ainda seriam estados soberanos, também à luz dos pressupostos hipócritas que põem a salvo a China, a Coreia do Norte, o Irão e a Rússia.
Aconteceu - lhes, como a nós, numa outra dimensão, estarem " fora " dos contextos do Mito e... mal " armados ", literal e metafóricamente.
E... COMEÇOU COM O DISCURSO DO Presidente da República, infelizmente...
Infelizmente, pelas mensagens contraditórias que esboçou. De um lado, " afasta " subreptíciamente a possibilidade da integração, já manifesta do Bloco de Esquerda e do P.C.P. na criação de uma maioria de apoio governamental e promove, pressionando o Partido Socialista, a formação de um governo de Direita sem apoio parlamentar que o sustente.
ENCRUZILHADA
Se o P.S. avalizar o eventual programa da Coligação de Direita, a pergunta e as conclusões impõem - se - Afinal, de que mudanças se representa, quando se propôs aos portugueses, nas eleições transactas? Que cedências à Coligação, rejeitada pela maioria da população portuguesa, está disposto a fazer?
É que a Coligação diz que NÃO QUER acabar com o Estado Social, que o P.S. diz promover e defender, mas tem criado as condições objectivas da sua extinção, nomeadamente pela descapitalização dos serviços públicos que oferece e a desmobilização dos seus funcionários, quer nos serviços do S.N.S, da Educação Pública, da Justiça, dos Transportes Públicos e da Segurança Social.
A transferência para os Privados dos recursos nacionais, sob o alibi, que a subtracção qualitativa e financeira promove, de uma suposta incompetência de gestão é uma marca tangível, mensurável, da política neo - liberal que a Esquerda combate.
A cedência/aposta de Costa numa pretensa estabilidade política num País com uma maioria contestatária dos quatro anos dessa receita e não a ruptura ideológica com o Pensamento Único dominante na U.E., nomeadamente a Austeridade, só poderá e deverá ter uma consequência política - Uma cisão dentro do partido, entre os neo - liberais socialistas e os socialistas de esquerda - .
Por mim, Costa, o Partido Socialista e os seus militantes, do topo da pirâmide ao mais humilde dos simpatizantes, encontram - se numa encruzilhada histórica - Política, pura e dura ou Conformismo e estão sob os holofotes da análise situacional retratada em Popper no " Mito do Contexto ", na figura de Richard.
P.S. - Se a estabilidade política, endeusada pelo P.R. e pela ala direitista do P.S. e demais conservadores, fosse um Bem absoluto e estimável e não relativizável à luz dos contextos, a Líbia , o Iraque e a Síria ainda seriam estados soberanos, também à luz dos pressupostos hipócritas que põem a salvo a China, a Coreia do Norte, o Irão e a Rússia.
Aconteceu - lhes, como a nós, numa outra dimensão, estarem " fora " dos contextos do Mito e... mal " armados ", literal e metafóricamente.
domingo, outubro 04, 2015
UMA LÁSTIMA!
A COLIGAÇÃO GANHOU AS ELEIÇÕES? MAS... ISSO FOI UM CONCURSO DE MISSES?
Eu não nasci cá, nasci em Cabo Verde sob domínio de uma ditadura fascistóide que me marcou indelévelmente como um rebelde que a psicanálise apoda de vítima de síndroma anti - obediência. Sem querer entrar por aqui em explicações sobre a formação do meu carácter, que não será para aqui chamado, declaro a minha completa ignorância sobre o que aos portugueses lusos lhe definem o seu carácter.
Na verdade, pelos perto de cinquenta anos de convivência, a diferença com a maioria, protagonistas da mesma História que eu, tem sido cavada em cada decepção.
Hoje será mais um dia de lástima sobre um povo que, culpa minha, naturalmente,penso funcionar em campos de racionalidade que eu deploro com veemência.
Sendo assim, apesar da alegria que o Bloco de Esquerda me deu, garantindo - me que não sou alienígena e que não estou só nessa deploração, estou, para gáudio da Direita que se apossou do País, em estado de choque, pela destruição, a breve passo, que antecipo já, do Partido Socialista.
Não darei, jamais, os parabéns de hipócritas à Coligação que hoje demonstrou que Portugal, afinal, é um domínio de manha e falsos prestígios.
A votação nacional que obtiverem dar - nos - á a medida e o grau da infecção.
P.S - COMO PREVISTO, A ABSTENÇÃO FOI... DEMOLIDORA E MERECE SÉRIA REFLEXÃO POR PARTE DA DEMOCRACIA POLÍTICA.
P.S - COMO PREVISTO, A ABSTENÇÃO FOI... DEMOLIDORA E MERECE SÉRIA REFLEXÃO POR PARTE DA DEMOCRACIA POLÍTICA.
sábado, outubro 03, 2015
E POR QUE É QUE...
... OS AVISOS DO PENSAMENTO ÚNICO NEM SÃO ASSIM TÃO ESTÚPIDOS?
NÃO SÃO EXCESSIVAMENTE ESTÚPIDOS, porque uma sociedade que, perante receitas que reiteradamente lhe são exibidas por ELE , cujas consequências sente na pele e não são nada agradáveis, e através das suas escolhas eleitorais os cidadãos lhe poderão, eventualmente, avalizar, confirmam a justeza da sua constatação e análise que faz sobre a natureza humana.
Perante essa realidade, só resta já a resistência intelectual, o NÃO cortante e definitivo com a bisonha normalidade dos colaboracionistas da BURROCRACIA. Isolamento ou emigração, já que a educação democrática não permite testar outras vias de esclarecimento ou desmascaramento sobre o que o analfabetismo e a Estupidez consagrada sustentam, a não ser o caderno de MAO.
Eventualmente, a Estupidez poderia residir por aqui, neste espaço de crença na racionalidade e na inteligência, não a natural que os neurónios e a Biologia sufragam, mas na social, cultural e humanista, se a História da Humanidade não me enfrentasse com a sua evolução.
Essa é a companhia que eu tento proteger...
Amanhã, os meus concidadãos vão a votos comigo. Espero estar bem acompanhado... contra uma Coligação BURROCRÁTICA ADMINISTRATIVA que me desassossega... e me acabrunha...
NÃO SÃO EXCESSIVAMENTE ESTÚPIDOS, porque uma sociedade que, perante receitas que reiteradamente lhe são exibidas por ELE , cujas consequências sente na pele e não são nada agradáveis, e através das suas escolhas eleitorais os cidadãos lhe poderão, eventualmente, avalizar, confirmam a justeza da sua constatação e análise que faz sobre a natureza humana.
Perante essa realidade, só resta já a resistência intelectual, o NÃO cortante e definitivo com a bisonha normalidade dos colaboracionistas da BURROCRACIA. Isolamento ou emigração, já que a educação democrática não permite testar outras vias de esclarecimento ou desmascaramento sobre o que o analfabetismo e a Estupidez consagrada sustentam, a não ser o caderno de MAO.
Eventualmente, a Estupidez poderia residir por aqui, neste espaço de crença na racionalidade e na inteligência, não a natural que os neurónios e a Biologia sufragam, mas na social, cultural e humanista, se a História da Humanidade não me enfrentasse com a sua evolução.
Essa é a companhia que eu tento proteger...
Amanhã, os meus concidadãos vão a votos comigo. Espero estar bem acompanhado... contra uma Coligação BURROCRÁTICA ADMINISTRATIVA que me desassossega... e me acabrunha...
terça-feira, setembro 29, 2015
AZAR, ANTÓNIO...
NÃO, NÃO É O DO P.S., É DESTE...
António Ribeiro Ferreira
( cronista do " I " )
... E da sua mimada ira contra a Esquerda e da sua deploração de uma Direita que não lhe enche as medidas... ainda. Um anarquista de Direita? Também os há e costumam habitar paragens pouco recomendáveis para pessoas civilizadas e não títulos jornalísticos do calibre do " I ".
O homem não me é própriamente um " ódio de estimação "; tem simplesmente a capacidade alarve e o condão de me tirar do sério e isso chateia - me à brava.
Porquê AZAR? Porque a Direita, não só a que ele gostaria de ver representada como a que ainda governa, vai ser posta na RUA.
Porque a Esquerda vai continuar, felizmente a ser maioritária neste país, desde que a raça dos neanderthais foi varrida para o caixote de lixo da história deste país no 25 de Abril. Faltou despejar o caixote que ainda hoje empesta o ar, infelizmente.
Nas suas diatribes, António costuma " malhar " fortemente no que ele apoda de " elite " esquerdalha que instrumentaliza o povo e que no dia 28/9 descobriu, despreza a Democracia. E porquê?
Porque num excesso de linguagem de um socialista de seu nome Correia de Campos, o povo seria estúpido se voltasse a confiar NESTE governo e nesta Coligação que os desgovernou durante esta legislatura.
Como parte interessada, não como político mas como cidadão pouco insultado pela verve desbocada do António, direi que a Estupidez define - se por acções contra o nosso próprio interesse. Acontece que TODA a gente acaba por ter uma inexplicável e irreprimível tendência a ser ou a cometer estupidezes ao longo da sua Vida, muitas vezes por falta de avisos amigos e doutras pela directa influência de outras estupidezes, como o António deverá convir.
A diferença está na interpretação dos avisos, como os do António ou os do Correia de Campos, verdade?
Ora, eu por mim penso pela minha cabeça e quero crer que os meus concidadãos também.
Acontece é que não posso deixar de dizer que os avisos do António são estúpidos e que os do Correia de Campos não.
VOU VOTAR VENCIDO!
ENGULO O SAPO OU NÃO?
Essa é a pergunta que todo os homens e mulheres de Esquerda, partidáriamente independentes estarão a fazer nesses dias de raiva e resistência. E o sapo, como já o foi, em tempos parecidos, para o histórico líder do P.C.P., Cunhal, continua a ser o P.S., ainda no seu labirinto identitário na Casa da Esquerda.
Quatro anos de tão daninha, anti - patriótica e anti - social governação de Direita e uma incrível incapacidade de projecção representativa da indignação popular pelo combate à casta, instalada e arrivista, que à boleia das " oportunidades " que lhes foram abertas pela delapidação do património de TODOS, do país, tomou conta dele através dessa transferência imoral dos recursos para os privados.
Tivesse o P.S. feito bem o seu trabalho como o maior partido de Esquerda ( ainda acredito... ) e não estaríamos agora perante este dilema que mexe connosco no mais íntimo das nossas convicções, reposto face a face com o Bem maior, que é o país liberto dessa política de embustes e emboscadas aos cidadãos.
O dilema, para mim é shakesperiano, é o voto útil no P.S., uma maneira directa de correr com o governo ou a resistência libertária por uma projectada perspectiva futura, em nome de uma coerência pessoal?
O dilema está entre o interesse imediato - RUA COM ELES ou...
De qualquer maneira, votarei vencido no dia 4 de Outubro, engolindo ou não o sapo.
ESTAREI LÁ, NÃO ME VOU ABSTER!
quinta-feira, setembro 24, 2015
DESCULPEM LÁ, A IGNORÂNCIA...
O INE e a PORDATA puseram cá para fora o estado do país em NÚMEROS, de 2011 a 2015, portanto, a sua evolução durante a legislatura dos " salvadores " da Pátria, Coelho$Portas.
TOMEM LÁ... DÉFICIT ORÇAMENTAL -2011 - 13.006
2015 - 12.446
DÍVIDA - 2011 - 196.231
2015 - 225.767
JUROS DE DÍVIDA - 2011 - 7.604
2015 - 8.502
PIB - 2011 - 176.167
2015 - 173.446
E O ASSALTO FISCAL...
RECEITAS DO IRS - 2011 - 9.831
2015 - 12.854
RECEITA DE IMPOSTOS - 2011 - 34.359
2015 - 37.120
CHEGA?
Deixemos, por ora, a emigração forçada, de quadros superiores e técnicos e a convite expresso do governo e fiquemos por perguntas que nada têm de singelas ou inocentes.
POR QUE RAIO, AFINAL, ESTE GOVERNO MERECE A NOSSA APROVAÇÃO?
É que, a julgar pelas " sondagens ", essas insondáveis sondagens, que mereceram de Santana Lopes e Paulo Portas, o especialista da AMOSTRA, no prefácio do livro do mesmo nome de Diogo Agostinho e Alexandre Guerra, - uma arma de destruição, nas palavras do ex-líder do PSD feita aos jovens desempregados e a idosos, através da rede fixa, durante o dia, enquanto o resto da população trabalha nas palavras do ex - gerente da Amostra, parece que gostámos do que nos aconteceu nesses quatro anos...
SERÁ VERDADE, OU ESTAMOS PERANTE UMA GIGANTESCA MISTIFICAÇÃO no sentido da manipulação psicológica dos cidadãos?
p.s. Com um abraço ao Sócrates, o do Planeta dos macacos e por que não, ao outro...
segunda-feira, setembro 21, 2015
D'A ORIGEM... DO ÊXODO
... Do que hoje se proclama da mais séria vaga de deslocação de refugiados desde a II G.G., convém ter presente como tudo começou...
FOI ASSIM... COMEÇOU COM...
SADDAM
DEPOIS, ENQUANTO ENGRAXÁVAMOS... KADAFI, da LÍBIA...
...E ALIADOS A ESTE...
... O PRÍNCIPE BANDAHR, da Arábia Saudita,
... enquanto congeminávamos a destruição...
FOI ASSIM... COMEÇOU COM...
SADDAM
DEPOIS, ENQUANTO ENGRAXÁVAMOS... KADAFI, da LÍBIA...
...E ALIADOS A ESTE...
... O PRÍNCIPE BANDAHR, da Arábia Saudita,
... enquanto congeminávamos a destruição...
...de ASSAD da Síria...
DESTRUÍMOS TRÊS ESTADOS FLORESCENTES, o Iraque, a Líbia e a Síria e deixámos instalar o CAOS que os seus, estúpidamente apodados, regimes, mantinham sob controlo em ESTADOS LAICOS, contra o fanatismo religioso.
O DAESH, mais não é que um alibi consequencial da barbárie que, então, encetámos no Médio - Oriente.
Qualquer referência à obrigação, já nem digo moral, mas POLÍTICA, de resolução da atroz crise humanitária que representa o êxodo que hoje assistimos com uma hipócrita lágrima no canto do olho, quando se exigem respostas substantivas, é no mínimo, um sórdido truísmo, que a imoralidade cometida contra os seus países em nome da Liberdade contempla.
SYRISA RELOADED
A. TSIPRAS
Um Syrisa, fragmentado entre o pragmatismo do seu líder e a intransigência da sua ala mais radical, ganhou as eleições legislativas, repondo a Coligação com os Gregos Independentes.
Que fazer com esta victória, em que mais de 40% dos gregos se absteve, numa surda proclamação de desencanto com o valor do seu voto, numa Democracia vigiada, com o centro das decisões alhures e completamente nas tintas para o que pensa e deseja a maioria do povo grego.
Ou muito me engano ou irá acontecer o mesmo nas próximas eleições legislativas a 4 de Outubro em Portugal. É que a percepção da quase inutilidade, com este governo actual e eventualmente do próximo que sair das eleições, é a mesma dos gregos e de maneira geral de TODOS os cidadãos da U.E. Será pena, numa altura em que se esboçam reacções de defesa entre os eleitores, no sentido de correr com esta pobreza da Austeritária e autocrática Vida Europeia que nos acabrunha, ( parece arrogância nos tempos que correm entre os refugiados que nos procuram... ) envelhece e desesperancia, que a Esquerda não aproveite, limpando a sua representação nas Instituições da U.E. dos seus burrocratas e ganhar uma maioria imponente na U.E.
quinta-feira, setembro 17, 2015
COSTA versus JERÓNIMO
António Costa
Jerónimo de Sousa
A ESQUERDA NO SEU LABIRINTO
O debate, que não existiu, ( Jerónimo é cortês e... respeitável ) permitiu uma conversa esclarecedora sobre posições conciliáveis, no quadro dos compromissos acordados com a U. E. e sobre linhas vermelhas programáticas, que nenhum dos dois partidos, o Partido Socialista e o Partido Comunista Português, quer ultrapassar.
À Terceira - Via socialista entre o liberalismo económico e o estado social, contrapõe o P.C.P. um conjunto de valores sociais e civilizacionais INATACÁVEIS , no plano da (r)evolução solidária e livre das nações.
A Liberdade, hoje, faz parte do A.D.N. do Partido Comunista, lambidas as feridas que a queda do muro provocou. Impossível, hoje, atacar o P.C.P. no plano dos princípios democráticos, que não na ausência de pragmatismo económico e rigidez doutrinal em relação ao grande Satã.
Só através dessa linha de pensamento que uma racionalidade asséptica e ideológicamente neutra ou não excessivamente marcada será possível um relacionamento cordial entre o P.S. e a sua Esquerda, a representada pelo P.C.P ou o Bloco de Esquerda.
Creio que houve uma tentativa de aproximação, por parte de A. Costa, em prol de ganhos futuros substantivos em relação às políticas que consubstanciam o Estado Social que ambos reclamam.
terça-feira, setembro 15, 2015
COSTA e CATARINA
INFELIZMENTE,...
...não pude seguir a conversa em directo. Gravei - a e farei um comentário assim que a tiver visionado.
Até lá...
P.S. - HOJE, DIA 16, REVI O DEBATE. ELE FOI ESCLARECEDOR, COMPETENTE E... UMA MAÇADORIA...
segunda-feira, setembro 14, 2015
UM SOPRO DE ESQUERDA
THE TIMES THEY ARE A CHANGIN...
A Direita no U.K., ou em qualquer outra parte da U.E. não se coíbe, na defesa dos seus interesses de classe ( Marx continua actual... ), de usar todas as suas armas, que a narrativa construída nas últimas décadas sobre uma História que se quer cristalizada em torno dos seus valores lhe permitiu, até então mantê - los a bom recato.
O medo, acoplado a ameaças escancaradas ( pudera..., o poder económico e financeiro está nas suas mãos... ) de retaliação essencia, hoje, o cerne do seu discurso político contra as mudanças.
Acontece que a Esquerda, que aos poucos vai abandonando o nonsense ideológico da Terceira Via que manietou por muito tempo o discurso democrático alternativo na área socialista já começa a respirar e a dar - se conta da armadilha que o civilizado e consternado silêncio pós - queda do Muro a conduziu.
Entretanto, a Direita foi criando, nas Academias e nas escolas de Gestão toda uma casta de cidadãos ideológicamente inicipientes, burocratizados, intelectual e moralmente assépticos. No fim de contas, o Capitalismo é amoral, o seu referencial ético é o Mercado e o seu objectivo conduz - se pela futurologia que os números e as equações ditam.
Em qualquer governo em que esta idiossincracia esteja sustentada, o cidadão faz parte dos algoritmos matemáticos que potenciam o Lucro como... cifra e pouco mais.
Blair no U.K e hoje Hollande em França, como os seus antecessores, em Portugal, Espanha, Grécia, etc, enterrou a luta de classes, escudado na transformação produtiva e ligeiro aumento da capacidade consumista da Esquerda, aburguesando a sua capacidade reivindicativa e de luta esclarecida.
Corbyn, a victória de Corbyn no Labour, até então na posse dos Blairistas e socialistas envergonhados, representa um sopro importante no despertar de uma consciência que tem estado adormecida pelos cantos de sereia dos Conservadores de Direita de todas as paragens.
Considerar Corbyn " uma ameaça à segurança nacional " como Cameron o faz, parte de uma estratégia que já tem dado frutos, com outras formulações menos insultuosas, durante todo este tempo de domínio do Pensamento Único na U.E., com transgenias espalhadas pelo Globo.
A clareza com que Corbyn abraça o combate encontrou eco num partido que já, como os seus homónimos europeus, não se reconhecia, de todo, e vai - lhe dar um ânimo acrescido para os combates que se avizinham, em nome de uma sociedade mais decente.
sexta-feira, setembro 11, 2015
PAIRANDO SOBRE o " I "...
UM EXERCÍCIO DIRIGIDO...
1 ) Socialistas eufóricos... ,titula o jornal " I ", com declarações fortes de dirigentes do P. S.
A questão que não foi esmiuçada é que a euforia testemunhada foi com a " surpresa "do abandono da postura soft de António Costa em relação às malfeitorias da governação da Direita durante esta legislatura, que até então parecia navegar em águas tranquilas do Mediterrâneo que não nas alterosas vagas do Atlântico deste jardim à beira - mar plantado.
E... têm razão para este estado de espírito...
2 ) Dentro da U.E. a Hungria tem estado a fazer o papel do polícia mau, que as suas circunstâncias, não só históricas mas também geográficas, pragmatizaram, como em todos os Estados diminutos, em serem a Voz dos donos, da audível e da " intuída ", como é de bom tom nos serviçais. Já o demonstrou no passado recente com Hitler...
3 )
1 ) Socialistas eufóricos... ,titula o jornal " I ", com declarações fortes de dirigentes do P. S.
A questão que não foi esmiuçada é que a euforia testemunhada foi com a " surpresa "do abandono da postura soft de António Costa em relação às malfeitorias da governação da Direita durante esta legislatura, que até então parecia navegar em águas tranquilas do Mediterrâneo que não nas alterosas vagas do Atlântico deste jardim à beira - mar plantado.
E... têm razão para este estado de espírito...
2 ) Dentro da U.E. a Hungria tem estado a fazer o papel do polícia mau, que as suas circunstâncias, não só históricas mas também geográficas, pragmatizaram, como em todos os Estados diminutos, em serem a Voz dos donos, da audível e da " intuída ", como é de bom tom nos serviçais. Já o demonstrou no passado recente com Hitler...
3 )
Marinho Pinto
E vai aqui um pedido público de desculpas ao Daniel Oliveira, que antes de mim e contra mim, no apoio que dei ao noviço encimado, nas eleições europeias recentes e projectado para, em face do embasbacamento da Esquerda na denúncia da apropriação do Pensamento pela Direita, apoiar as vozes do desmascaramento da apropriação da Política pela nova casta de burrocratas, anti - patrióticas que tomaram conta da U.E., denunciou o projecto narcísico e uni - pessoal do ex - Bastonário da Ordem dos Advogados.
Ministério da mulher? E por que não um Ministério dos Gays? E por que não um Ministério dos Reformados? E por que não um Ministério dos Machos?
Essa vertente do discurso feminista já fede no Portugal de hoje, que se pretende, pelo menos nos discursos políticamente correctos, tender para a Meritocracia, conceito esse constatado e interiorizado pela prevalência do feminino na assumpção da sua individualidade como cidadãos de pleno direito, que dispensam a colaboração dos novos " defensores ", na sua plena afirmação, como mulheres, e não como caricaturas andróginas de uma qualquer pretensa superioridade original.
Um SENADO?
Para quem " quer !!!? " combater privilégios de casta, não está nada mal...
quinta-feira, setembro 10, 2015
ANTÓNIO COSTA ganhou o debate
OK, COSTA! ASSIM ESTÁ BEM...
Sem paninhos quentes de conversa " civilizada " contra o manto protector de estabilidade sobre uma realidade, que do fundo para onde foi determinadamente lançado, vai reagindo aos poucos, naturalmente e em consequência, Costa foi decisivo, na amostragem do preço que se pagou, se está a pagar e se irá pagar por longos anos, da governação da Direita durante esta legislatura.
Foi, definitivamente, uma surpresa e um ânimo de combate para a Esquerda, para toda a Esquerda, mesma a temerosa do efeito da dinâmica que a prestação do secretário - Geral do Partido Socialista irá trazer à campanha, que de coxa, ganhou pernas para andar e, eventualmente, trazer o voto útil ao cerne das decisões, no momento de votar.
A nota mais importante no confronto ( é evidente que só a má - fé esperaria, dum e doutro lado a dissecação pormenorizada DO QUE SE IRÁ FAZER, enquanto governo... ) foi, para mim a redução do P.Ministro Passos Coelho a uma posição ultra - defensiva, em quase todos os temas abordados e em relação à sua directa e determinada responsabilização explícita sobre o rumo escolhido, que se veio a revelar, pelas consequências financeiras, económicas e sociais, um tremendo fiasco a que só a reacção solidária inter - geracional, familiar, evitou que tomassem proporções infinitamente mais graves.
Costa conseguiu transmitir confiança sem precisar de se esforçar muito contra o " contrabando " Syrisa e a obsessão Sócrates, que por demasiadas vezes foram esgrimidos numa canhestra colagem com um passado que a narrativa Mediatizada e de Direita quer apresentar como negra, escamoteando na pequena memória, as " imposições " de política económica da U.E., no rescaldo na crise de 98, que vieram acelerar o descalabro dos, então chamados PIGS. Uma história esquecida, portanto, e a ser feita em seu devido tempo...
Parabéns, pois, ao P.S. por este acordar...
quarta-feira, setembro 09, 2015
ANTÓNIO contra PEDRO
A aldrabice, assim, sem aspas, das sondagens manipuladas e sibilinamente dirigidas aos hesitantes entre o masoquismo e a posse missionária, vai fazendo o seu caminho no universo mediático na posse dos interesses defendidos ferozmente pela Coligação.
É com essa tremenda pressão que se explora o que, no seu entender ( deles ), venha a ser uma pedra no sapato para os interesses eleitorais do P.S., o caso Sócrates, quer ele fale quer se mantenha em silêncio, que Costa irá defrontar o morto - vivo, Passos Coelho, hoje à noite.
Parte - se do princípio que a população portuguesa seja um bando de idiotas fácilmente manipulável, esquecendo - se, ou tentando que ela esqueça os quatro anos de governação dirigidos CONTRA os seus interesses e contra, objectivamente depauperando - o, os interesses do País, em nome de um futuro que os mais jovens procuram...LÁ FORA.
Espero que a massificação informativa sobre os contornos do debate e sobre os moderadores dos três canais não lhes suba à cabeça no eventual protagonismo desviante que aos neófitos se poderia eventualmente perdoar que não a jornalistas experientes e até ver, competentes.
Quanto ao erro, já apontado ao líder do P.S. de ter sido o único a apresentar um programa eleitoral detalhado e projectado financeiramente e sobre o qual se dirigem TODAS as atenções mediáticas, desprezando assim o efeito Lázarus que poderiam provocar junto da Coligação, no sentido de fornecer pistas para o futuro que ultrapassem o Êxtase laudatório em que se entrincheiraram, é uma rasteira mistificação de chicos - espertos.
Saibam os moderadores fazer falar o silêncio...
É com essa tremenda pressão que se explora o que, no seu entender ( deles ), venha a ser uma pedra no sapato para os interesses eleitorais do P.S., o caso Sócrates, quer ele fale quer se mantenha em silêncio, que Costa irá defrontar o morto - vivo, Passos Coelho, hoje à noite.
Parte - se do princípio que a população portuguesa seja um bando de idiotas fácilmente manipulável, esquecendo - se, ou tentando que ela esqueça os quatro anos de governação dirigidos CONTRA os seus interesses e contra, objectivamente depauperando - o, os interesses do País, em nome de um futuro que os mais jovens procuram...LÁ FORA.
Espero que a massificação informativa sobre os contornos do debate e sobre os moderadores dos três canais não lhes suba à cabeça no eventual protagonismo desviante que aos neófitos se poderia eventualmente perdoar que não a jornalistas experientes e até ver, competentes.
Quanto ao erro, já apontado ao líder do P.S. de ter sido o único a apresentar um programa eleitoral detalhado e projectado financeiramente e sobre o qual se dirigem TODAS as atenções mediáticas, desprezando assim o efeito Lázarus que poderiam provocar junto da Coligação, no sentido de fornecer pistas para o futuro que ultrapassem o Êxtase laudatório em que se entrincheiraram, é uma rasteira mistificação de chicos - espertos.
Saibam os moderadores fazer falar o silêncio...
CATARINA 10, PORTAS 5
POR ONDE ANDAVAS, CACHOPA ?
A líder do Bloco de Esquerda continua a dar cartas no que à sua contundência e assertividade crítica sobre os anos de governação da Coligação de Direita tem contemplado.
Ontem, no debate com o experiente líder do C.D.S., encostou - o às cordas, em todos os capítulos abordados. Clareza de raciocínio, conhecimento detalhado ( que não especializado, naturalmente... ) da realidade do País, nomeadamente no campo movediço da interpretação política das estatísticas e dos números assépticos que elas projectam e... agilidade mental.
A única reacção possível de Portas encontrava - se longe daí, na Grécia e nas simpatias e empatias ideológicas do Bloco de Esquerda com a reacção, votada e contrariada pelo Partido Popular Europeu encimado pela Alemanha, do Syrisa contra a Austeridade.
Portas passou ao lado do significado da oposição política democrática contra o - NÃO HÁ ALTERNATIVA - com que a Direita tem assombrado a vida dos cidadãos da Europa e preferiu apodar de utopias às alternativas adversariantes. Fraco argumento que poderia, com tempo, ter sido explorado na sua vertente autoritária e conservadora pela sua adversária.
Quanto às propostas da Coligação para a próxima legislatura, a sua ausência remeteu - me a Camus e à fala do arauto in Estado de Sitio - " Ordem do governador. Que cada um se retire e retome as suas tarefas. Os governos bons são os governos em que nada se passa... Por isso cada um, a partir desta sexta hora, deverá ter como falso que algum cometa se tenha jamais mostrado no horizonte da cidade... "
A Austeridade não existiu... " Sem dor e sem intrujice, é Pedro que arranca os dentes!... ""
A líder do Bloco de Esquerda continua a dar cartas no que à sua contundência e assertividade crítica sobre os anos de governação da Coligação de Direita tem contemplado.
Ontem, no debate com o experiente líder do C.D.S., encostou - o às cordas, em todos os capítulos abordados. Clareza de raciocínio, conhecimento detalhado ( que não especializado, naturalmente... ) da realidade do País, nomeadamente no campo movediço da interpretação política das estatísticas e dos números assépticos que elas projectam e... agilidade mental.
A única reacção possível de Portas encontrava - se longe daí, na Grécia e nas simpatias e empatias ideológicas do Bloco de Esquerda com a reacção, votada e contrariada pelo Partido Popular Europeu encimado pela Alemanha, do Syrisa contra a Austeridade.
Portas passou ao lado do significado da oposição política democrática contra o - NÃO HÁ ALTERNATIVA - com que a Direita tem assombrado a vida dos cidadãos da Europa e preferiu apodar de utopias às alternativas adversariantes. Fraco argumento que poderia, com tempo, ter sido explorado na sua vertente autoritária e conservadora pela sua adversária.
Quanto às propostas da Coligação para a próxima legislatura, a sua ausência remeteu - me a Camus e à fala do arauto in Estado de Sitio - " Ordem do governador. Que cada um se retire e retome as suas tarefas. Os governos bons são os governos em que nada se passa... Por isso cada um, a partir desta sexta hora, deverá ter como falso que algum cometa se tenha jamais mostrado no horizonte da cidade... "
A Austeridade não existiu... " Sem dor e sem intrujice, é Pedro que arranca os dentes!... ""
terça-feira, setembro 08, 2015
CATARINA versus " OLIVEIRA "
CATARINA MARTINS enfrenta hoje na SIC notícias o Vice - Primeiro-Ministro, Paulo Portas num frente - a -frente em que se espera ( eu espero, saiba o moderador apontar aos desejos dos ouvintes... ) ouvir do líder do CDS as propostas da Coligação de Direita para a próxima legislatura.
Já chega fazerem - se de mortos, como a denúncia de Centeno, coordenador da área económica do programa do P.S., enfatizou.
O porta - voz do Bloco de Esquerda não precisa para nada dos meus conselhos mas se fosse comigo levava em linha de conta o desmascaramento da neutralidade estadista do adversário e forçava - o a definir - se ideológicamente como o porta - voz dos interesses do Capital e dos interesses instalados e sobre as falsas competências nas negociatas penalizadoras para o interesse nacional que encabeçou, como membro do Governo, nomeadamente nos estaleiros de Viana, no caso dos submarinos, na TAP, nos Correios, na P.T, no Novo Banco, etc, etc...
Quanto às recorrentes desconversas sobre o passado e o P.S., uma lembrança essencial - O P.S., ao menos apresentou um programa estruturado, que, como todas as projecções programáticas irá depender da evolução não definível do mundo à volta. E qual é o vosso? -
E, por Deus, ataca - lhes nas mentiras que foram vendidas antes das eleições e a realidade da governação, em relação aos impostos e ao roubo nas pensões que os 600 milhões de cortes prometidos a Bruxelas ameaçam eternizar.
Quanto aos números a exibir pela Coligação, basta confrontá - los com os de 2008, nomeadamente o P.I.B, o crescimento da Dívida, as exportações, que de zero só poderiam subir um bocadinho, e o Desemprego mais a brutal perda de cérebros e juventude pela emigração forçada e estimulada pelo Governo com as consequências futuras para o País.
Na Saúde e na Educação não haverá números que resistam à intenção não - declarada, pela degradação dos serviços e descapitalização crescente, de as atirar, como à Segurança Social, para os braços dos predadores financeiros e numa oportunidade de negociatas para os amigos de classe. Acoplar as viagens do caixeiro - viajante Oliveira a esses desideratos seria bem apanhada...
Portas anda, nesses debates, a fazer contra - informação contra o P.S. Pouco lhe interessa o espaço ocupado pelo Bloco ou pelo P.C.P no que à sua contundência crítica concerne.
Saiba a sua adversária obrigá - lo, junto do moderador, a focar - se...
domingo, setembro 06, 2015
SÓCRATES, HERE WE GO...
José Sócrates
O ex - Primeiro - Ministro português, a enfrentar " indícios " de malfeitorias assacadas, até hoje, sem acusação formal, pelo Ministério Público, foi libertado da prisão preventiva que, desde Novembro, lhe foi imposta.
Sócrates foi um grande líder do Partido Socialista e , um grande líder de Governo. Tenho, por mim, que só a CRISE financeira com o seu rasto de tsunamis políticos e económicos alimentados pelas exigências de um MERCADO venal, sobre a U.E. puseram travão a um projecto de transformação evolutiva da sociedade portuguesa e não a sucessão de casos com que a sua governação foi brindada por certos sectores dos Media associados a interesses que ele combatia e pelo corporativismo conservador e elitista da Justiça.
No combate político foi determinante e imbatível contra uma Direita que hoje, até ver, lhe tem tentado manchar o carácter a reboque de MAIS UM CASO, afastando - o do combate político de hoje, nomeadamente através dos seus comentários desassombrados, então, pela T.V., um líder de Esquerda pugnando pelo fortalecimento e evolução do Estado Social e com boa imagem na U.E.
Solto, embora preso de movimentos, tornou - se o rosto da campanha para as eleições legislativas que se avizinham, para gáudio da Direita e estúpida consternação dos seus camaradas da Direcção do partido, que, a coberto da separação de poderes, não emitiram um ai de reparo sobre a forma como evoluia e evolui o processo, a despeito da inocência a presumir sobre o , convém não esquecer, investigado.
O silêncio do Partido Socialista foi... ensurdecedor, pelo que hoje não tem autoridade moral para esperar do seu ex - líder o silêncio sobre o seu direito de defesa da sua inocência, por TODOS os meios de que se possa valer.
A minha solidariedade nessa sua luta é total.
sábado, setembro 05, 2015
I LOVE THE GIRL...
CLARA F. ALVES
QUEREM SABER...
... O que se passa com a " CRISE " ( simplificação neo - moderna para a acumulação da estupidofilia vigente... ) e o que lhe esteve nas origens não muito distantes?
É só dar um pulinho à PLUMA CAPRICHOSA de hoje, no " E " do Expresso, sob o título - Lágrimas de crocodilo - e reflectir, com ela, sobre a tremenda hipocrisia, o desleixo, o laissez faire, and the greed que pontuaram o desfecho que, a começar, em continuuum, pelos três B's, de burros, de BUSH, BLAIR, BARROSO E DO ASNO, perdão, AZN(O)AR, continuaram nas lideranças actuais do Ocidente e acabam na maior vaga de refugiados multiétnicos de que há memória.
Por cá, este solitário cidadão, passe a imodéstia e arremedos proféticos, já tinha projectado, não em tão curto espaço de tempo e com tantos detalhes, a realidade que hoje vivenciamos.
Voltando à " PLUMA ", está lá tudo. É saber ler... e ... usar a memória.
O mais escandaloso de tudo isto tem sido a filtragem, encetada pela generosidade alemã sobre a " qualidade étnica " dos refugiados que a Europa pretende. A Hungria não quer muçulmanos, quando o grosso dos fugidos do CAOS que lhes foram impostos professam o Islão e o resto da U.E. não quer africanos, negros, para ser mais transparente, a não ser... futebolistas.
Que o assunto é demasiado sério, numa altura em que rareiam estadistas, é um facto.
sexta-feira, setembro 04, 2015
PORTAS - 10, ????? - 0
Paulo Portas
O líder do C.D.S, dominou, como quis, o palco montado pela TVI, para responder aos " cidadãos ". Nunca, mas nunca se sentiu mínimamente incomodado com as interpelações debitadas por um moderador inócuo e uma plateia anódina.
Sinceramente não percebi o alcance que as explicações sobre a política do Governo ( afinal, em que posição ali se encontrava; líder do C.D.S. ou vice Primeiro - Ministro? ) que ele debitou sem contraditório e com incursões permitidas em comparações com um adversário ausente, o P.S., poderiam interessar, hoje, em vésperas de eleições quando propostas futuras foram liminarmente escamoteadas, sibilinamente, perante o silêncio do moderador e dos interpelantes.
O mais notável na prestação do jornalista /político foi a diluição total de qualquer marcador ideológico que lhe pudesse manchar a pose de estadista que últimamente tem afivelado. E mereceu - me o retrato oficial... encimado.
Parabéns à inteligência política do ministro, um caso raro no Governo.
Aguardo, com curiosidade acrescida, o embate com Heloísa Apolónia, a assertiva e contundente líder dos Verdes.
quarta-feira, setembro 02, 2015
PACTO DE NÃO AGRESSÃO
E... PRESSÃO SOBRE O P.S.


Jerónimo de Sousa, líder do Partido Comunista Português e Catarina Martins, porta - voz do Bloco de Esquerda protagonizaram ontem o primeiro frente - a - frente dos partidos concorrentes às eleições legislativas de Outubro em Portugal.
A nota mais importante da amena conversa foi a " incompetência " do entrevistador que, posto perante a táctica de não hostilização dos dois partidos de Esquerda, que se focaram nos aspectos fundamentais da sua luta contra a Direita no Poder e na sua posição expectante em relação ao P.Socialista falseou a intenção editorial de esclarecimento das diferenças programáticas entre esses dois partidos.A pergunta que, naturalmente, deveria ter sido feita, na ausência de fracturas inultrapassáveis que o consenso demonstrado entre os dois ia demonstrando seria - POR QUE NÃO UMA FRENTE COMUM entre o P.C.P. e o BLOCO de ESQUERDA? As vantagens que daí derivariam seriam, para a Esquerda, decisivas, não só em termos de percentagem acumulada na votação como pela dinâmica mobilizadora e pela saudável pressão sobre o P.S. obrigando - o a uma redefinição das alianças.
Outra nota recorrente na conversa compartimentada que assistimos foi exactamente isso - pressão sobre o Partido Socialista - o esperado vencedor das eleições legislativas sem a maioria absoluta no Parlamento. Pela sua história e pela sua, também ela, histórica base de apoio nenhum dos contendores recusou a sua pertença de direito nesse espaço político da Esquerda; contrapõem - lhe a sua praxis, que sob os mais diversos alibis o levam a aceitar, como orientador, em governação, o Pensamento Director da U.E,, hoje dominado pela Direita, focado nos aspectos mais daninhos da Democracia Liberal, nomeadamente a ditadura financeira e as transferências dos recursos e obrigações/ferramentas do Estado, enfraquecendo - o, para as mãos do capitalismo empresarial nacional e transnacional, nomeadamente a Saúde, a Educação, os Transportes e a Energia, com a perda, em consequência, da soberania do País.
Catarina Martins foi uma magnífica intérprete das Ideias programáticas do seu partido. Jerónimo Martins, por força da sua posição de líder deu a cara e não esteve mal, dentro das limitações, não só retóricas como de agilidade mental, conhecidas. O P.C.P. tem hoje nos seus quadros gente jovem com mais acutilância discursiva. É pena não os ver nesses frente - a - frente...
segunda-feira, agosto 31, 2015
ELEIÇÕES PORTUGUESAS
JERÓNIMO DE SOUSA
PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
O secretário - geral do P.C.P. protagonizou, pelo alcance das suas declarações, inéditas, de disponibilidade do partido que lidera a constituir - se como parceiro em soluções governativas, um dos factos políticos mais relevantes da semana, em Portugal.
No panorama pré - eleitoral para as eleições legislativas, após um dos períodos mais cinzentos e penalizador da governação da Direita, pressupõe - se ( Quem, sinceramente,além dos Media?... e do inefável Presidente da República? ) que o maior partido da oposição, o P.Socialista, não vai conseguir obter do eleitorado uma maioria absoluta no Parlamento.
Põe - se, no desenvolvimento dessas premissas, a necessidade (!!!!???? ) de acordos e negociações, no sentido de estabelecer um apoio maioritário de governação na Assembleia da República, mesmo que NADA na Constituição Portuguesa obrigue a esse desiderato sibilinamente enfatizado de que não será possível a um governo sem maioria absoluta, governar.
Percebe - se a intenção e o alcance dos sucessivos apelos ameaçadores de Cavaco Silva, no sentido da estabilização dos ganhos que a Direita, a reboque da famigerada Austeridade, tem cavalgado, entretanto....
Contrariar o Centrão proposto É uma obrigação da Esquerda portuguesa, no sentido de fornecer ao P.S. uma abertura negocial que leve, estratégicamente, com cedências pragmáticas, a um longo afastamento da Direita do poder em Portugal.
António Costa, o líder do P.S. deu já um sinal claro ao afastar, como " um conto marciano " a possibilidade de se comprometer com a Coligação de Direita.
Terá sido a leitura política dessa proclamação que levou o P.C.P. a se disponibilizar para soluções governativas?
Que a arrogância ideológica de soluções políticas irrealistas no quadro da realidade política, social e eleitoral do País não sustente nenhum tipo de coerência histórica que a própria História demoliu, entretanto, na linha da evolução das sociedades, é o que se espera da ESQUERDA.
A " indispensabilidade " clamada por Jerónimo de Sousa, do P.C.P. na governação do País é um dos mitos que a história portuguesa pós - Abril testemunha. O abandono programático dessa rigidez seria, também ele um passo de gigante e o País agradece.
terça-feira, agosto 25, 2015
RE(s)PÚBLICA
COISAS...
O meu amor pela Liberdade só me tem trazido dissabores e chatices, para mim e para os meus próximos.
Eu conheço - lhe as origens que já vêm da infância ( a psicopatologia comercial não tem hipóteses comigo... ) e, reforçado pela vida fora pelos " apetites " de poder e controlo que se esbarraram numa parede anti - autoritária intransponível durante a minha vida profissional e... pessoal, desenvolveu uma coerência interna que nenhuma má - fé interesseira a abalou, até hoje. Pelo respeito pela liberdade do Outro acabou sempre por passar como despreocupação e desinvestimento, em mim e nos outros.
O mais estranho, e se calhar, nem por isso, é que, mesmo com a a continuada deploração com que, por aqui e por aí, agrido a sua ausência no que considero uma ausência deplorável no enfrentamento político com a nova casta de burrocratas ( títeres políticos )que assolam o planeta, creio firmemente na DEMOCRACIA e na justeza, pragmática, instrumental e ética da fundamentação que a sua formulação conceptual transporta - Um regime do povo e para o povo.
O contraponto à Democracia tem sido faceado, desde sempre, pela erróneamente apelidada de elite do regime, quando, na realidade os seus falsos valores, perversamente justificados em nome da Dama e do Individualismo donde emana, estão na origem, pelo sistema a que, por força da usurpação do Poder, consideraram o Fim de História, fundamentada na mais imbecil e paradoxal projecção social de que o planeta tem conhecimento - a Globalização. O seu cortejo de misérias que a sua maximização do comércio ( um elo de aproximação dos povos, então...) e obscenidade lucrativa e predadora na transferência de riquezas nacionais para posses transnacionais tem sido a prova inequívoca do barbarismo a que o planeta está a ser sujeito, por força da imposição de idiossincracias que o conceito exige. A liberdade de as aceitar tem sido um pormenor que as bombas vão resolvendo...
A avalanche migratória que assola hoje o Ocidente tem consigo uma mensagem, embora tardia, para a elite Ocidental; uma delas é que quando o sapiens é reduzido ao modo Sobrevivência, a História será contada, mais uma vez, pelos povos. E... será sangrenta.
sexta-feira, agosto 21, 2015
E, A PROPÓSITO DE FUKUYAMA...
Não me passou em claro a entrevista que Clara F. Alves conduziu no " E " do Expresso de 18/7, ( como sempre, inteligente, assertiva e provocatória, no sentido de ao entrevistado fornecer pistas de clarificação do seu posicionamento em relação aos grandes temas de reflexão contemporânea... ) ao autor do Fim de História e do Último Homem, Francis Fukuyama.
Sejamos claros, a minha desilusão foi total, pela percepção de um pensamento, actualizado, de uma opacidade afirmativa total. O políticamente correcto actual do intelectual remeteu - me ao seu tutor, A. Bloom, numa reprodução paradoxal da pantufeira cadeira de " constatações " que tem assassinado a reflexão filosófica sobre o Mundo e os Poderes.
Paradoxal, já que a velhice que lhe permitiu, nas suas palavras, " ... o facto de se ganhar a autoconfiança para dizermos a nós mesmos que estamos em desacordo com toda a gente à volta... " parece ter tido, hoje, um efeito, a que não terá sido alheio o clima de Califórnia, de uma bonomia céptica que reiteradamente tem atingido TODOS os pensadores desde o início do século XXI.
LAMENTO!
O PODER....AHHH...O PODER...
POLÍTICA, pura e dura a marcar a decisão do P.Ministro grego, Tsipras, de se demitir, na tentativa de provocar eleições antecipadas numa altura em que ainda não começaram a doer as novas formulações austeritárias e a sua popularidade nas sondagens vai... bem.
Aconteceu que o Presidente da República não está pelos ajustes e força a formação de um governo liderado pela oposição ao Syriza, enquanto ela se desfaz por dentro.
A relação de forças no parlamento grego quase que inviabiliza à partida um novo governo que não saia das eleições e... mesmo esse, terá de negociar a sua formação e estabilidade capitulante.
É com uma enorme desolação que vejo cumprir a máxima autocrática do Pensamento Único projectado por Fukuyama - Não há alternativa a ESTA formulação prática do Capitalismo liberal campeado na Globalização.
Recorrendo - me do meu post de ontem, antevejo problemas , repito, muuuuito sérios na Europa nesta década. E eles estão a esboçar - se na Grécia.
quinta-feira, agosto 20, 2015
INEGOCIÁVEL!!!???
Afinal, o que é que é inegociável na U.E?
Com demasiada frequência temos andado a ouvir sobre inegociabilidades dentro da estrutura da U.E e reiteradamente esse panorama reflecte um NEIN qualquer da Alemanha e dos seus nostálgicos do pan- germanismo açulados pelos seus mestres.
Inegociável a Democracia e a soberania entre as nações que a compõem? A troco de QUÊ?
A Europa sempre foi um espaço de liberdade que resistiu sempre às tentativas imperiais de lhe darem um dono a que nem a consciência de uma História comum evitou a multiplicidade de maneiras outras de viver a Liberdade. Soube sempre escolher a liberdade sobre a dominação. E, fatalmente, pelo caminho que leva, voltará a fazer essa escolha.
INEGOCIÁVEL? Acabemos com ela. Em democracia será pelo voto já que nos tornámos os últimos e únicos representantes de nós mesmos.
Tornou - se urgente repôr a Democracia nos eixos já que a casta burrocrática, do Parlamento Europeu, do BCE e do Conselho só se representa a si própria e aos seus interesses próximos.
É que Berlim ainda não é a Capital da Europa e a não ser que o queiramos, não o deverá ser.
A chantagem exercida sobre os elos mais fracos da U.E. tem permitido uma corrupção activa da associação espontânea, voluntária das nações num projecto permanentemente torpedeado, contrabandeado, por um cisma de domínio e sujeição política, económica e financeira que outras pulsões passadas não conseguiram. A UE em criação é um embuste e antes que venha a dar origem a problemas muuuuuito sérios, as nações europeias devem pô - la nos eixos, com negociações, memória histórica e... compromissos sérios.
Nenhum político que não esteja sériamente comprometido com a reformulação dos Tratados europeus, nomeadamente o Orçamental, a reestruturação das dívidas soberanas e uma presença real nas decisões autocráticas do B.C.E., não merece o nosso voto.
Sejamos nós os inegociáveis com as dificuldades sem alternativa que através dos seus discursos titerizados nos trazem nos diktats imperiais.
terça-feira, agosto 18, 2015
quarta-feira, agosto 05, 2015
VAMOS LÁ VER ISSO...
António Costa
Interpelado, na entrevista que concedeu ao " I ", o secretário - geral do P.S., eventualmente, caso venha a ganhar as eleições legislativas, o futuro Primeiro - Ministro do país, sobre as críticas de camaradas do partido sobre o seu distanciamento ostensivo sobre o caso Sócrates, considerado como uma falta grosseira de solidariedade devida, não importando, evidentemente, eventuais condenações ou absolvições, produziu uma das mais curiosas proclamações políticas que me foi dado a conhecer.
Disse que... " Já tenho idade suficiente para me preocupar pouco sobre o que os outros pensam a meu respeito. Ajo como penso que devo agir e respondo exclusivamente perante a minha consciência.. "
Absolutamente de acordo, como cidadão que sou, e faço minhas as suas palavras, NESSA particular condição e circunstância de como indivíduo, a minha prestação de contas tem interlocutores restritos - a minha família, - e explicações, também elas restritas - aos meus amigos.
Acontece que A. Costa é um político, uma figura pública que TEM, de, OBRIGATÓRIAMENTE prestar contas ao País, aos cidadãos, aos seus camaradas e aos simpatizantes do seu partido, que não deveriam esgotar - se nos seus determinismos axiológicos, nomeadamente as ditadas pela sua consciência, ou então está numa actividade errónea.
O refúgio em justificações morais ( porque é disso que se trata... ) remete - nos, como diria Savater, a confundir a reflexão ética com a procura de justificações judiciais para sancionar uma conduta, como tem feito, até ver, o Ministério Público e, numa interpretação livre, o próprio.
O cidadão não precisa de orientações de consciência por parte de um político. Exige - lhe, isso sim, competência, deontologia e noção clara da sua condição de prover ao bem - estar dos seus governados. O que Costa pensa como cidadão só interessará ao seu circulo restrito.
Convinha que não confundisse a interpenetração dessa dualidade e a usasse com mais assertividade.
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