domingo, abril 08, 2018
BRASIL
UM PAÍS..., criminosamente, ADIADO
À mercê de uma poderosa máfia, política, judicial, económica, financeira e ... militar, a Democracia brasileira vai gemendo nos gonzos de uma porta aberta para um período negro, mais um, da sua história, um escárnio grotesco oferecido ao mundo, com a desfaçatez da impunidade.
Dir - se - ia que, a fazer jus à, merecida ou não, colagem com que se identifica certa amoralidade ética da Direita e do seu protagonismo na Corrupção, activa e passiva das nações, a reacção contra o petismo mais não é do que uma reivindicação da originalidade e da natureza do que lhe pertence de direito.
O Lava Jato foi o pretexto para a sangria de um espaço que a venalidade deslumbrada de associados do P.T. ia ocupando perante a frouxidão cúmplice de Lula e o desamparo de Roussef. Abriu - se uma brecha pela qual as tropas de choque, pela judicialização política, campeou. E tão bem o fez que derrubou Roussef e preparou o caminho para o eventual regresso de Lula da Silva.
O " desclassificado " metalúrgico que o povo fez seu presidente e que, mau grado o destempero reaccionário provou que havia outro caminho para o país que não o do racismo, da fome, da miséria e do crime, continuava, afastado do poder efectivo, a protagonizar uma ideia de esperança e desenvolvimento, pela redistribuição das riquezas nacionais em prol da educação, da inclusão das minorias segregadas desse fabuloso território.
Uma ameaça, que a possibilidade de vencer as eleições presidenciais próximas, caucionada por todas as sondagens, transformou em pesadelo. Lula não iria ser tão brando e cordato como o tinha sido antes. Tinha aprendido a lição e reconhecido, de novo, a capacidade do polvo. Desta vez fá - lo - ia pagar e cobrar o que devia ter cobrado.
Foi tarde o despertar do P.T. e foi apanhado, ingénua e inaceitávelmente, com as calças no chão.
Com o seu líder preso ( demito - me das considerações legalistas sobre o que considero um agendamento político dirigido ), restam duas alternativas políticas ao P.T. - uma mobilização político/informativa constante e, no caso da não nomeação por Lula de um outro candidato do P.T. com o seu apoio explícito, a inscrição nos boletins de voto do nome de Lula e o correspondente voto.
Brasil merece melhor do que a clique rapace que dele se apoderou. Saibam os brasileiros recuperar o seu país, são os meus votos...
terça-feira, abril 03, 2018
O VÉU DE MAIA
UMA GUERRA FRIA " REQUENTADA "?
W. PUTIN
Desde Catarina II que a Rússia nos é apresentada como uma nação sanguinária, uma terra de bárbaros, de novos hunos, cuja sede imperialista só tem sido travada pelos briosos britânicos e os seus associados norte - americanos.
Esse é o imaginário emulativo construído, à boleia do, dantes vermelho, inimigo externo, a par do perigo amarelo, como a ameaça árabe fundamentalista, no Ocidente a marcar toda a evolução humanista na aversão ao diferente, ao estrangeiro, ao forasteiro.
Todo esse arsenal ideológico, mantido e reforçado em continuidade, tem funcionado, cínicamente, sempre que as necessidades políticas dos USA ou do Reino Unido, nomeadamente, sintam um enfraquecimento na aversão estimulada.
A História do século XX foi exemplar, pós II GG, no espelhamento dessa prática em momentos distintos desse turvamento.
Cada vez mais enfraquecidos, exangues e não já isolados no direito usurpado de imposição da sua idiossincracia ao resto do mundo, os indefectíveis defensores da colonização cultural, mercantil e militar das nações, sentem - se ultrapassados pelo ressurgimento da Rússia como actor global, já não como comedora de crianças, mas como intérprete do novo capitalismo no contexto geral das nações, e da formidável e ameaçadora China na interpretação invejada de controlo político plus agressiva exportação das virtudes absorvidas do que era e é apresentado como o melhor dos sistemas - o Capitalismo - que não o Comunismo.
SOLUÇAO? O boicote, económico, encetado pelos USA e político, despoletado pela UK, num oportuno ( para quem? ) envenenamento de um antigo e esquecido espião menor russo, hoje cidadão britânico, atribuído a um presumido ataque de cretinismo do Estado Russo.
Que segredos tenebrosos a ocultar DE um residente britânico teria Putin a esconder que não tivesse já dado a conhecer na apresentação PUBLICA das suas aquisições militares?
A verdade é que a Diplomacia mentirosa que nos tornou cúmplices do CAOS E MORTANDADE que, desde a queda de Sadam assolam o mundo, lá no Oriente - Médio e cá, através do terror importado através do Daesh, no Mediterrâneo com a morte de... em quantos vão!!!??? refugiados do horror da guerra, NÃO MERECE A NOSSA CREDIBILIDADE, sem que a irrefutabilidade das provas confirme a veracidade sobre o que quer que seja transmitido.
Do que se passa na Rússia saberão melhor os russos e sobre esse conhecimento farão o seu juízo.
Putin desmentiu aquilo que considera ser uma acusação improcedente e exige provas.
O que fizeram os USA e o Reino Unido? Uma guerra diplomática pela qual, pelo seguidismo, solidariedade, clamam os seguidistas, só servirá como um teste à observância do estado da aversão induzida.
Saiba e tem - no feito bem, a diplomacia portuguesa, ponderar os interesses nacionais e lembrar - se de que quem procura o isolamento e isolar os outros não coincidirá, nos seus propósitos com os deste pequeno e PACÍFICO país e ter SEMPRE presente que a NATO é e será sempre uma correia de transmissão no seguidismo pretendido pelos USA e pela UK, inimigos declarados da insubmissão dos povos e regimes não alinhados.
W. PUTIN
Desde Catarina II que a Rússia nos é apresentada como uma nação sanguinária, uma terra de bárbaros, de novos hunos, cuja sede imperialista só tem sido travada pelos briosos britânicos e os seus associados norte - americanos.
Esse é o imaginário emulativo construído, à boleia do, dantes vermelho, inimigo externo, a par do perigo amarelo, como a ameaça árabe fundamentalista, no Ocidente a marcar toda a evolução humanista na aversão ao diferente, ao estrangeiro, ao forasteiro.
Todo esse arsenal ideológico, mantido e reforçado em continuidade, tem funcionado, cínicamente, sempre que as necessidades políticas dos USA ou do Reino Unido, nomeadamente, sintam um enfraquecimento na aversão estimulada.
A História do século XX foi exemplar, pós II GG, no espelhamento dessa prática em momentos distintos desse turvamento.
Cada vez mais enfraquecidos, exangues e não já isolados no direito usurpado de imposição da sua idiossincracia ao resto do mundo, os indefectíveis defensores da colonização cultural, mercantil e militar das nações, sentem - se ultrapassados pelo ressurgimento da Rússia como actor global, já não como comedora de crianças, mas como intérprete do novo capitalismo no contexto geral das nações, e da formidável e ameaçadora China na interpretação invejada de controlo político plus agressiva exportação das virtudes absorvidas do que era e é apresentado como o melhor dos sistemas - o Capitalismo - que não o Comunismo.
SOLUÇAO? O boicote, económico, encetado pelos USA e político, despoletado pela UK, num oportuno ( para quem? ) envenenamento de um antigo e esquecido espião menor russo, hoje cidadão britânico, atribuído a um presumido ataque de cretinismo do Estado Russo.
Que segredos tenebrosos a ocultar DE um residente britânico teria Putin a esconder que não tivesse já dado a conhecer na apresentação PUBLICA das suas aquisições militares?
A verdade é que a Diplomacia mentirosa que nos tornou cúmplices do CAOS E MORTANDADE que, desde a queda de Sadam assolam o mundo, lá no Oriente - Médio e cá, através do terror importado através do Daesh, no Mediterrâneo com a morte de... em quantos vão!!!??? refugiados do horror da guerra, NÃO MERECE A NOSSA CREDIBILIDADE, sem que a irrefutabilidade das provas confirme a veracidade sobre o que quer que seja transmitido.
Do que se passa na Rússia saberão melhor os russos e sobre esse conhecimento farão o seu juízo.
Putin desmentiu aquilo que considera ser uma acusação improcedente e exige provas.
O que fizeram os USA e o Reino Unido? Uma guerra diplomática pela qual, pelo seguidismo, solidariedade, clamam os seguidistas, só servirá como um teste à observância do estado da aversão induzida.
Saiba e tem - no feito bem, a diplomacia portuguesa, ponderar os interesses nacionais e lembrar - se de que quem procura o isolamento e isolar os outros não coincidirá, nos seus propósitos com os deste pequeno e PACÍFICO país e ter SEMPRE presente que a NATO é e será sempre uma correia de transmissão no seguidismo pretendido pelos USA e pela UK, inimigos declarados da insubmissão dos povos e regimes não alinhados.
segunda-feira, abril 02, 2018
MÁRIO CENTENO...
... UM ALVO A ABATER
A Direita portuguesa desespera - se em encontrar pontos de demolição na política económica/financeira do Governo socialista. Todos os factos até agora conhecidos remetem a pretensa racionalidade crítica e analítica da descrição dos méritos e da eficácia governativa, a um agonizante estado de AZIA.
Mário Centeno, o ministro das Finanças português e presidente do Eurogrupo, provou as suas teses macroeconómicas e financeiras anti - Austeridade contra tudo e contra todas as luminárias liberais e académicas do país e da U.E., sedeadas na Comissão europeia e no Eurogrupo.
O " aprendiz de feiticeiro ", expectante, com que por aqui o cunhei na altura da sua nomeação limitava - se à sua inexperiênca política que não técnica, como ,então, apontada.
Hoje, com as calosidades que, do enfrentamento dos opositores, ideológicos por um lado e intelectualmente desonestos por outro, vai - se afirmando como um mestre político de respeito e... naturalmente, um alvo a abater, conflituando - o com os ministros do Governo.
A actual campanha caseira de ódio e cegueira, ( que não gratidão por ter posto o país nos eixos e levantá - lo do chão duro a que o anterior governo da Coligação de Direita PSD/CDS o remeteu), no que à sua política financeira e por arrasto económica, diz respeito, tem sido de uma indigência total, que se prolonga, na AZIA, à lucidez intelectual e pragmática do recém - eleito líder do maior partido da Oposição, Rui Rio, que à crítica desembestada e inane, prefere a ponderação programática e... eventuais alternativas de assédio ( abrenúncio!!! ) ao eleitorado flutuante do universo eleitoral.
Já se insinua, malévolamente, que detém, em vez do primeiro - Ministro A.Costa, o Governo do país, dada a percepção vocalizada do ministro da Saúde - Neste Governo somos todos Centeno - de que a solidariedade governamental, dentro do Governo é total, mau grado o controlo apurado do ministério das Finanças das dotações orçamentais.
Esta indigestão da Direita, com a clientela partidária hoje afastada do Poder já deu mostras de ser perigosa e... insidiosa, como as tentativas de desestabilização social, por vários métodos, testemunharam no ano último.
Todas elas falharam; os números das sondagens continuam a eleger A. Costa e o seu partido, o P.Socialista como o preferido para governar o país e, se possível, com o apoio dos seus actuais parceiros parlamentares, o PCP, o BLOCO de ESQUERDA e o Partido ecologista.
Uma AZIA PROLONGADA, pois....
A Direita portuguesa desespera - se em encontrar pontos de demolição na política económica/financeira do Governo socialista. Todos os factos até agora conhecidos remetem a pretensa racionalidade crítica e analítica da descrição dos méritos e da eficácia governativa, a um agonizante estado de AZIA.
Mário Centeno, o ministro das Finanças português e presidente do Eurogrupo, provou as suas teses macroeconómicas e financeiras anti - Austeridade contra tudo e contra todas as luminárias liberais e académicas do país e da U.E., sedeadas na Comissão europeia e no Eurogrupo.
O " aprendiz de feiticeiro ", expectante, com que por aqui o cunhei na altura da sua nomeação limitava - se à sua inexperiênca política que não técnica, como ,então, apontada.
Hoje, com as calosidades que, do enfrentamento dos opositores, ideológicos por um lado e intelectualmente desonestos por outro, vai - se afirmando como um mestre político de respeito e... naturalmente, um alvo a abater, conflituando - o com os ministros do Governo.
A actual campanha caseira de ódio e cegueira, ( que não gratidão por ter posto o país nos eixos e levantá - lo do chão duro a que o anterior governo da Coligação de Direita PSD/CDS o remeteu), no que à sua política financeira e por arrasto económica, diz respeito, tem sido de uma indigência total, que se prolonga, na AZIA, à lucidez intelectual e pragmática do recém - eleito líder do maior partido da Oposição, Rui Rio, que à crítica desembestada e inane, prefere a ponderação programática e... eventuais alternativas de assédio ( abrenúncio!!! ) ao eleitorado flutuante do universo eleitoral.
Já se insinua, malévolamente, que detém, em vez do primeiro - Ministro A.Costa, o Governo do país, dada a percepção vocalizada do ministro da Saúde - Neste Governo somos todos Centeno - de que a solidariedade governamental, dentro do Governo é total, mau grado o controlo apurado do ministério das Finanças das dotações orçamentais.
Esta indigestão da Direita, com a clientela partidária hoje afastada do Poder já deu mostras de ser perigosa e... insidiosa, como as tentativas de desestabilização social, por vários métodos, testemunharam no ano último.
Todas elas falharam; os números das sondagens continuam a eleger A. Costa e o seu partido, o P.Socialista como o preferido para governar o país e, se possível, com o apoio dos seus actuais parceiros parlamentares, o PCP, o BLOCO de ESQUERDA e o Partido ecologista.
Uma AZIA PROLONGADA, pois....
quarta-feira, março 28, 2018
PROCLAMAÇÃO...
... DE UM " INGÉNUO "...
...Que, do " senso - comum ", hoje remetido às cavernas, se espanta e se aparta, continua e continuará sempre fiel ao racionalismo, libertário e caótico, que a nossa condição cumpriu e até ao fim dos tempos continuará a cumprir, saúdo a Inteligência humanista, feroz, intrangisente, que, ao longo da nossa jornada neste belo planeta, nos define, em complacência, como seres racionais.
Só no aprofundamento dessa capacidade gratuita e generosa, que a barbárie devastou, a vaidade hipotecou, o niilismo claudicou, o relativismo menorizou, a cristalização político - ideológica impassou, o positivismo " facilitou ", o cinismo desactivou, o populismo desarticulou e o feminismo " cavalgou ", maior que todas as diferenças aprofundadas, estará a salvação da espécie, que este CRENTE na inteligência ético/racional, se proclama.
Philip Roth, como acontece a todos os " atentos " da nossa extraordinária condição de " vítimas " da nossa animalidade e do nosso divino projecto de ascensão, no dealbar do abismo ignoto do fim, regressa à melancolia dos antepassados, à procura de Godot, e abandona a ficção literária, tendencionalmente vitalizante, em prol da revisitação da marcha, quand même, optimizada, per cause, da espécie.
Sem qualquer intenção ostentatória, este escriba fê - lo há uma década e com as mesmas derivações. Sem querer estar na posse das razões que, na sua entrevista dada à luz na Revista do Expresso de Janeiro deste ano, o fez regressar às origens, quero acreditar que o desencanto que uma história apercebida como comum, nos surja como falhada nos seus objectivos possíveis e possíveis, não seja uma coincidência geracional.
Nada nos unirá a não ser a philosofia, essa crença, despida de preconceitos e amarras tantalizantes, que a nossa bestialidade domável, ainda gere. na Humanidade.
Esta " subtil " ligação parasitada, hoje, com Roth, tentou fazê - la ele, então, na demanda da História , da confirmação do intuído, do projectado, do desejado, do explorado, do exigido, do malogrado, da possibilidade..., como milhões de nós.
A Estupidez, se bem uma singularidade nossa, pode ser um anexante descartável. A transmissão dessa " mensagem " é, nos tempos que correm, não só uma possibilidade como uma urgência.
ESSA é a revolução que, antes de contemplarmos o abismo, se exige à nova geração.
...Que, do " senso - comum ", hoje remetido às cavernas, se espanta e se aparta, continua e continuará sempre fiel ao racionalismo, libertário e caótico, que a nossa condição cumpriu e até ao fim dos tempos continuará a cumprir, saúdo a Inteligência humanista, feroz, intrangisente, que, ao longo da nossa jornada neste belo planeta, nos define, em complacência, como seres racionais.
Só no aprofundamento dessa capacidade gratuita e generosa, que a barbárie devastou, a vaidade hipotecou, o niilismo claudicou, o relativismo menorizou, a cristalização político - ideológica impassou, o positivismo " facilitou ", o cinismo desactivou, o populismo desarticulou e o feminismo " cavalgou ", maior que todas as diferenças aprofundadas, estará a salvação da espécie, que este CRENTE na inteligência ético/racional, se proclama.
Philip Roth, como acontece a todos os " atentos " da nossa extraordinária condição de " vítimas " da nossa animalidade e do nosso divino projecto de ascensão, no dealbar do abismo ignoto do fim, regressa à melancolia dos antepassados, à procura de Godot, e abandona a ficção literária, tendencionalmente vitalizante, em prol da revisitação da marcha, quand même, optimizada, per cause, da espécie.
Sem qualquer intenção ostentatória, este escriba fê - lo há uma década e com as mesmas derivações. Sem querer estar na posse das razões que, na sua entrevista dada à luz na Revista do Expresso de Janeiro deste ano, o fez regressar às origens, quero acreditar que o desencanto que uma história apercebida como comum, nos surja como falhada nos seus objectivos possíveis e possíveis, não seja uma coincidência geracional.
Nada nos unirá a não ser a philosofia, essa crença, despida de preconceitos e amarras tantalizantes, que a nossa bestialidade domável, ainda gere. na Humanidade.
Esta " subtil " ligação parasitada, hoje, com Roth, tentou fazê - la ele, então, na demanda da História , da confirmação do intuído, do projectado, do desejado, do explorado, do exigido, do malogrado, da possibilidade..., como milhões de nós.
A Estupidez, se bem uma singularidade nossa, pode ser um anexante descartável. A transmissão dessa " mensagem " é, nos tempos que correm, não só uma possibilidade como uma urgência.
ESSA é a revolução que, antes de contemplarmos o abismo, se exige à nova geração.
terça-feira, março 20, 2018
FASCISTÓIDES?...
... OU...
...UMA VISÃO OUTRA DE DEMOCRACIA?
TRUMP, quer a condenação à morte dos traficantes de droga. Duterte, das Filipinas atira - os de helicópeteros ao oceano. Uma singularidade democrática muito acarinhada pelos regimes, na resolução de problemas sociais para os quais a incompetência, a impotência e... a Liberdade se conjugaram num negócio, no caso vertente, ilegal, de milhões.
Uma maneira outra de varrer o lixo para debaixo do tapete, só que estúpidamente selvagem.
...UMA VISÃO OUTRA DE DEMOCRACIA?
TRUMP, quer a condenação à morte dos traficantes de droga. Duterte, das Filipinas atira - os de helicópeteros ao oceano. Uma singularidade democrática muito acarinhada pelos regimes, na resolução de problemas sociais para os quais a incompetência, a impotência e... a Liberdade se conjugaram num negócio, no caso vertente, ilegal, de milhões.
Uma maneira outra de varrer o lixo para debaixo do tapete, só que estúpidamente selvagem.
DEMOCRACIA, SOBERANIAS (3)
ELEIÇÕES RUSSAS
W. PUTIN
A Rússia acaba de reeleger o seu presidente, Putin, para mais um mandato presidencial com uma maioria esmagadora dos votos dos seus cidadãos, um score que, numa visão ocidental, só é alcançado por ditadores e... em eleições fraudulentas - 74%.
Goste - se ou não do personagem, que os ciclos noticiosos de sentido único e... dirigidos, teimam em fazer - nos odiar e retratar como uma ameaça, a perspectiva que sobre Putin têm os cidadãos da Rússia, que é o que de facto lhes interessa, nada tem a ver com a demonização que, em primeira linha, o Reino Unido e os USA, encaram e..., muitas vezes a reboque e sem sentido crítico e estratégico, as nações europeias.
A BBC fala - nos das razões por que a soberania dos russos continua a apostar em Putin para os liderar. na ressaca destas eleições e elas são substantivas, apesar de toda a azáfama do Reino Unido e dos USA e , por arrasto, o Ocidente, em sucessivos boicotes económicos ao poderoso e indomável país que é, cada vez mais a Rússia.
Eu tenho uma teoria e já a tenho formulado por aqui algumas vezes. O pânico, o pesadelo estratégico dos Estados Unidos e da U.K. é uma Europa de Sagres a Vladivostok a viver em paz dentro das suas fronteiras, numa profícua colaboração, política, económica e social. Uma utopia que, nem mesmo o sendo, não os deixa dormir em paz, eles e... nós, a Europa.
A formulação democrática, quando é exercida pelos povos vai para além dos filtros com que o Ocidente valida a justeza da democracia dos outros e a que exercitamos entre nós, seja no Irão, na China, na Venezuela ou Angola. A nossa, perfeita nos seus passos jurídicos - burocráticos, é exercida substancialmente pela Plutocracia, pelo que um pouco de humildade DEMOCRÁTICA, na comparação analítica dos contextos históricos e de evolução das super-estruturas nacionais e as suas tendências regressivas ou evolutivas neste caminhar político - social dos povos, seria de todo aconselhável na diminuição dos conflitos, mais imaginados que reais entre as nações.
Um pouco mais de respeito pelas suas soberanias e... pelos seus REGIMES, que o nosso também o é, atestava com mais contundência a maioridade do nosso.
W. PUTIN
A Rússia acaba de reeleger o seu presidente, Putin, para mais um mandato presidencial com uma maioria esmagadora dos votos dos seus cidadãos, um score que, numa visão ocidental, só é alcançado por ditadores e... em eleições fraudulentas - 74%.
Goste - se ou não do personagem, que os ciclos noticiosos de sentido único e... dirigidos, teimam em fazer - nos odiar e retratar como uma ameaça, a perspectiva que sobre Putin têm os cidadãos da Rússia, que é o que de facto lhes interessa, nada tem a ver com a demonização que, em primeira linha, o Reino Unido e os USA, encaram e..., muitas vezes a reboque e sem sentido crítico e estratégico, as nações europeias.
A BBC fala - nos das razões por que a soberania dos russos continua a apostar em Putin para os liderar. na ressaca destas eleições e elas são substantivas, apesar de toda a azáfama do Reino Unido e dos USA e , por arrasto, o Ocidente, em sucessivos boicotes económicos ao poderoso e indomável país que é, cada vez mais a Rússia.
Eu tenho uma teoria e já a tenho formulado por aqui algumas vezes. O pânico, o pesadelo estratégico dos Estados Unidos e da U.K. é uma Europa de Sagres a Vladivostok a viver em paz dentro das suas fronteiras, numa profícua colaboração, política, económica e social. Uma utopia que, nem mesmo o sendo, não os deixa dormir em paz, eles e... nós, a Europa.
A formulação democrática, quando é exercida pelos povos vai para além dos filtros com que o Ocidente valida a justeza da democracia dos outros e a que exercitamos entre nós, seja no Irão, na China, na Venezuela ou Angola. A nossa, perfeita nos seus passos jurídicos - burocráticos, é exercida substancialmente pela Plutocracia, pelo que um pouco de humildade DEMOCRÁTICA, na comparação analítica dos contextos históricos e de evolução das super-estruturas nacionais e as suas tendências regressivas ou evolutivas neste caminhar político - social dos povos, seria de todo aconselhável na diminuição dos conflitos, mais imaginados que reais entre as nações.
Um pouco mais de respeito pelas suas soberanias e... pelos seus REGIMES, que o nosso também o é, atestava com mais contundência a maioridade do nosso.
sexta-feira, março 16, 2018
DEMOCRACIA, SOBERANIAS (2)...
... DAS NAÇÕES
Voltando à Europa, as questões acima referidas estão ao rubro. Há uma História partilhada durante séculos que deixou marcas indeléveis no imaginário político - social das nações que a constituem.
Com a redefinição, crê -se que definitiva, das fronteiras dos estados - nação com a derrocada do Império soviético e a redescoberta das identidades nacionais, ciosas de territorialidade, criaram - se novos estados, como a Sérvia, a Croácia, a Eslováquia, o Kosovo, o Montenegro, a Ucrânia, os estados bálticos e...
Todos os estados constituídos tiveram o direito ao regime que escolheram, ao regime político que, pelos votos reiterados, escolheram como representante do tipo de administração do Estado que almejam. Goste - se ou não, é assim que a Democracia se define, no formalismo contemporizado das escolhas maioritárias no tempo e circunstâncias históricas tão díspares, de evolução social e económica dos países e espaços geográficos.
A " arrogância " sobre o que se pretende ser o " fim da História ", com que o Pensamento Único e pretensamente Universal exige, na globalização e no mimetismo nas instituições representativas de supostas existências e entendimentos compartilhados como tais, releva e define a conversa de surdos entre o núcleo fundador da U.E. e os novos aderentes a um projecto do qual, históricamente, ainda não estavam preparados.
Tenho por mim que não será tanto pelos problemas que a Globalização trouxe ao ajustamento das estratégias políticas das nações que a UE não consegue convencer os seus cidadãos das virtualidades que uma futura Federação Europeia poderia trazer à Europa Continental.
As razões, profundas, têm mais a ver com a desconfiança quase atávica com que o imaginário social e histórico, formatado e sucessivamente actualizado, que reina entre os Estados da União, vê a fragmentação das identidades e perdas de soberania que definiam uma pertença caldeada por séculos de sedimentação histórica, em nome de um projecto a raiar a distopia política, para grande parte das nacionalidades europeias.
Enquanto que nos USA a união fez - se de base, na Europa há uma tentativa de reinvenção daquilo que os Impérios nunca conseguiram.
Apesar de ter em conta que a Globalização, ainda em hipótese sincrética, como resultado de uma cínica avaliação de diferentes percursos históricos que o deus DOLLAR, efigético, se encarregaria de equalizar através e até agora, únicamente, pelo comércio e livre circulação do Capital como valor de referência universal, depois da fase de deslumbramento, está a pôr a nu as consequências pouco virtuosas da sua expansão - a falência da redistribuição dos rendimentos e riqueza, esperava - se, das nações pelo bem - estar das suas populações, do estado das economias da zona euro, reequilibradas, esperar - se - ia outra tranquilidade nos seus propósitos que não uma guerra de identidades e... populismos desconexos. Pelo que, penso eu, o problema está além, melhor, dentro das contradições ainda não resolvidas entre a Democracia e... LIBERDADE, hoje em posse narcísica e individualizada.
Voltando à Europa, as questões acima referidas estão ao rubro. Há uma História partilhada durante séculos que deixou marcas indeléveis no imaginário político - social das nações que a constituem.
Com a redefinição, crê -se que definitiva, das fronteiras dos estados - nação com a derrocada do Império soviético e a redescoberta das identidades nacionais, ciosas de territorialidade, criaram - se novos estados, como a Sérvia, a Croácia, a Eslováquia, o Kosovo, o Montenegro, a Ucrânia, os estados bálticos e...
Todos os estados constituídos tiveram o direito ao regime que escolheram, ao regime político que, pelos votos reiterados, escolheram como representante do tipo de administração do Estado que almejam. Goste - se ou não, é assim que a Democracia se define, no formalismo contemporizado das escolhas maioritárias no tempo e circunstâncias históricas tão díspares, de evolução social e económica dos países e espaços geográficos.
A " arrogância " sobre o que se pretende ser o " fim da História ", com que o Pensamento Único e pretensamente Universal exige, na globalização e no mimetismo nas instituições representativas de supostas existências e entendimentos compartilhados como tais, releva e define a conversa de surdos entre o núcleo fundador da U.E. e os novos aderentes a um projecto do qual, históricamente, ainda não estavam preparados.
Tenho por mim que não será tanto pelos problemas que a Globalização trouxe ao ajustamento das estratégias políticas das nações que a UE não consegue convencer os seus cidadãos das virtualidades que uma futura Federação Europeia poderia trazer à Europa Continental.
As razões, profundas, têm mais a ver com a desconfiança quase atávica com que o imaginário social e histórico, formatado e sucessivamente actualizado, que reina entre os Estados da União, vê a fragmentação das identidades e perdas de soberania que definiam uma pertença caldeada por séculos de sedimentação histórica, em nome de um projecto a raiar a distopia política, para grande parte das nacionalidades europeias.
Enquanto que nos USA a união fez - se de base, na Europa há uma tentativa de reinvenção daquilo que os Impérios nunca conseguiram.
Apesar de ter em conta que a Globalização, ainda em hipótese sincrética, como resultado de uma cínica avaliação de diferentes percursos históricos que o deus DOLLAR, efigético, se encarregaria de equalizar através e até agora, únicamente, pelo comércio e livre circulação do Capital como valor de referência universal, depois da fase de deslumbramento, está a pôr a nu as consequências pouco virtuosas da sua expansão - a falência da redistribuição dos rendimentos e riqueza, esperava - se, das nações pelo bem - estar das suas populações, do estado das economias da zona euro, reequilibradas, esperar - se - ia outra tranquilidade nos seus propósitos que não uma guerra de identidades e... populismos desconexos. Pelo que, penso eu, o problema está além, melhor, dentro das contradições ainda não resolvidas entre a Democracia e... LIBERDADE, hoje em posse narcísica e individualizada.
quarta-feira, março 14, 2018
DEMOCRACIA, SOBERANIAS...
... DAS NAÇÕES E... NÓS
Só a força bruta foi capaz de domar sentimentos nacionalistas em toda a História da Humanidade.
Da época dos Impérios à libertação, também ela pela força, das nações e do seu enquadramento territorial, do jugo da dominação, militar, cultural e económico, se fez a História do mundo.
Dominação e poder foram os êmulos impulsionadores das primeiras civilizações que, sob outras vestes, pulsionam, e tentam refazer, nomeadamente hoje, outros Impérios como o foram a Rússia, a China e... os USA.
A Europa, farol universal, pelas suas vitórias de harmonização social durante meio século, por sobre os escombros da auto - aniquilação durante séculos, hoje cansada e envelhecida, sábia e conformista face à natureza humana escrutinada pelos filósofos, rende - se ao pragmatismo gestionário e geracional, desambiciona o Poder, enquanto vê implodir as suas democracias em populismos sebastianistas. A Paz é - lhe um tesouro cuja guarda deixou à Burrocracia na gestão da sua velhice e eventual decadência.
À primeira vista, o que do ponto de vista estratégico pareceria um suicídio face às pulsões belicistas dos Outros, exacto, dos outros, já que o conceito de Ocidente está a ser desmantelado pela América de Trump e pelo isolacionismo do Brexit, dizia, configura, a meu ver, uma maturidade política, ética e civilizacional exemplar, face ao turmoil histérico que a circunda e que de quando em vez nos perturba..., em casa.
Uma potência de luz e discernimento e não de sombras e miséria, portador de um novo Iluminismo que eduque a infantilidade soberana de povos e de... personalidades, terá de ser o caminho da refundação europeia, sob o risco de contaminação dos bárbaros.
Ver de fora o jogo de sombras entre um Império caquético governado por uma megalomania narcísica e armado até à medula e um Estado que se reclama do direito à existência e à experiência de um sistema de governo sem querer correr o risco que outros sistemas correram e sofreram, correm e sofrem, pela insubmissão ao Império, servirá de alerta à Europa na decifração dos seus interesses estratégicos, dos seus amigos, e de prevenção, pelo reconhecimento de décadas de manipulação de que foi alvo pelos interesses americanos.
Essa guerra entre dois egos imbecis não poderá ser a sua. Saiba a sua diplomacia PÔR - NOS FORA DISSO.
( continuaremos... )
Só a força bruta foi capaz de domar sentimentos nacionalistas em toda a História da Humanidade.
Da época dos Impérios à libertação, também ela pela força, das nações e do seu enquadramento territorial, do jugo da dominação, militar, cultural e económico, se fez a História do mundo.
Dominação e poder foram os êmulos impulsionadores das primeiras civilizações que, sob outras vestes, pulsionam, e tentam refazer, nomeadamente hoje, outros Impérios como o foram a Rússia, a China e... os USA.
A Europa, farol universal, pelas suas vitórias de harmonização social durante meio século, por sobre os escombros da auto - aniquilação durante séculos, hoje cansada e envelhecida, sábia e conformista face à natureza humana escrutinada pelos filósofos, rende - se ao pragmatismo gestionário e geracional, desambiciona o Poder, enquanto vê implodir as suas democracias em populismos sebastianistas. A Paz é - lhe um tesouro cuja guarda deixou à Burrocracia na gestão da sua velhice e eventual decadência.
À primeira vista, o que do ponto de vista estratégico pareceria um suicídio face às pulsões belicistas dos Outros, exacto, dos outros, já que o conceito de Ocidente está a ser desmantelado pela América de Trump e pelo isolacionismo do Brexit, dizia, configura, a meu ver, uma maturidade política, ética e civilizacional exemplar, face ao turmoil histérico que a circunda e que de quando em vez nos perturba..., em casa.
Uma potência de luz e discernimento e não de sombras e miséria, portador de um novo Iluminismo que eduque a infantilidade soberana de povos e de... personalidades, terá de ser o caminho da refundação europeia, sob o risco de contaminação dos bárbaros.
Ver de fora o jogo de sombras entre um Império caquético governado por uma megalomania narcísica e armado até à medula e um Estado que se reclama do direito à existência e à experiência de um sistema de governo sem querer correr o risco que outros sistemas correram e sofreram, correm e sofrem, pela insubmissão ao Império, servirá de alerta à Europa na decifração dos seus interesses estratégicos, dos seus amigos, e de prevenção, pelo reconhecimento de décadas de manipulação de que foi alvo pelos interesses americanos.
Essa guerra entre dois egos imbecis não poderá ser a sua. Saiba a sua diplomacia PÔR - NOS FORA DISSO.
( continuaremos... )
terça-feira, março 13, 2018
WHY NOT?
UMA CÁTEDRA?
Passos Coelho, o ex - primeiro Ministro de Portugal durante o período de austeridade imposto ao país, por culpas próprias e alheias, foi um bom aluno, na hipervalorização seguidista das receitas daninhas da Troika financiadora do resgate do país a uma crise financeira de monta.
Sem querer alongar - me sobre as razões que obrigaram o governo socialista de Sócrates a pedir ajuda às instâncias internacionais, o que ficou deste tempo foi a memória, aos poucos apagada, da pauperização do país pela alienação de sectores estratégicos da economia e um brutal corte de rendimentos da classe média e o empobrecimento dos mais desvalidos.
Soubemos agora que, ao abandono da militância política, coube - lhe o convite de algumas universidades como professor catedrático convidado, com todas as regalias do cargo.
Dentro de algumas academias estalou a polémica sobre o que considero ser uma banalidade no tratamento de ex - governantes. Nada de novo, portanto.
As universidades têm sido o veículo de transmissão, os polos promotores do que do mais conservador existe em matérias político económicas nos países ocidentais. A formação dada aos alunos formata - os política, burocrática e económicamente nas ideias liberais e conservadoras de gestão pública ou privada.
Passos Coelho saiu dessa fornada e aderiu - lhe totalmente - Um Estado esquelético e o laissez faire para os negócios. A receita, essa, aplicou - a até onde lhe foi possível, durante o tempo em que esteve no poder. Todo o conhecimento que sobre a matéria terá, deve - o à experiência como governante e será, EXACTAMENTE, por isso, pela sua vivência no primeiro plano da AUSTERIDADE aplicada que a sua cátedra faz sentido para quem o convidou. Uma experiência acumulada que valerá a pena ser transmitida.
Cavaco Silva optou pelos diários da presidência, num exercício narcísico da sua actuação como chefe de Estado. Passos Coelho, eventualmente não teria leitores assim como Cavaco não os teve, pelo que essa saída limpa que lhe foi proposta caiu do céu.
Que lhe faça bom proveito e que as suas crónicas sirvam de aviso contra a T.I.N.A., o Pensamento Único que varreu a UE com as consequências hoje visíveis do afastamento dos cidadãos dos seus promotores.
Passos Coelho, o ex - primeiro Ministro de Portugal durante o período de austeridade imposto ao país, por culpas próprias e alheias, foi um bom aluno, na hipervalorização seguidista das receitas daninhas da Troika financiadora do resgate do país a uma crise financeira de monta.
Sem querer alongar - me sobre as razões que obrigaram o governo socialista de Sócrates a pedir ajuda às instâncias internacionais, o que ficou deste tempo foi a memória, aos poucos apagada, da pauperização do país pela alienação de sectores estratégicos da economia e um brutal corte de rendimentos da classe média e o empobrecimento dos mais desvalidos.
Soubemos agora que, ao abandono da militância política, coube - lhe o convite de algumas universidades como professor catedrático convidado, com todas as regalias do cargo.
Dentro de algumas academias estalou a polémica sobre o que considero ser uma banalidade no tratamento de ex - governantes. Nada de novo, portanto.
As universidades têm sido o veículo de transmissão, os polos promotores do que do mais conservador existe em matérias político económicas nos países ocidentais. A formação dada aos alunos formata - os política, burocrática e económicamente nas ideias liberais e conservadoras de gestão pública ou privada.
Passos Coelho saiu dessa fornada e aderiu - lhe totalmente - Um Estado esquelético e o laissez faire para os negócios. A receita, essa, aplicou - a até onde lhe foi possível, durante o tempo em que esteve no poder. Todo o conhecimento que sobre a matéria terá, deve - o à experiência como governante e será, EXACTAMENTE, por isso, pela sua vivência no primeiro plano da AUSTERIDADE aplicada que a sua cátedra faz sentido para quem o convidou. Uma experiência acumulada que valerá a pena ser transmitida.
Cavaco Silva optou pelos diários da presidência, num exercício narcísico da sua actuação como chefe de Estado. Passos Coelho, eventualmente não teria leitores assim como Cavaco não os teve, pelo que essa saída limpa que lhe foi proposta caiu do céu.
Que lhe faça bom proveito e que as suas crónicas sirvam de aviso contra a T.I.N.A., o Pensamento Único que varreu a UE com as consequências hoje visíveis do afastamento dos cidadãos dos seus promotores.
segunda-feira, março 12, 2018
MAL ENTENDIDOS...
... OU " SUBTILEZAS " POLÍTICAS?
Diz - nos o Expresso que... " Nas audiências com os partidos, o Presidente da República admitiu ainda que se o Estado voltasse a falhar aos cidadãos, não poderia segurar o Governo ".
O que é que isto quer dizer? De quem é a perspectiva errónea sobre a vigência deste Governo? Dos Media, cujas fontes desconhecemos ou do próprio Presidente?
Que saibamos, em Portugal, os governos são apoiados ou não pela Assembleia da República e só em circunstâncias excepcionais de degradação democrática podem ser obrigados a demitir - se na sequência da dissolução desta, prerrogativa do presidente da República.
Ora, no Portugal de hoje, exerce - se uma visão política de Esquerda, que em contraponto com o governo liberal - conservador anterior, da área política do actual presidente da República tem, não só o apoio maioritário dos deputados na Assembleia como na população portuguesa, à vista dos resultados da governação e em sucessivas sondagens de opinião pública.
A acrescentar a isso temos a rendição da U.E., do FMI, das agências de rating, à eficácia da solução governativa, que dantes deploraram.
E... o que é isto de " falhar aos cidadãos ? " Em Democracia os governos falham aos cidadãos, porque os políticos erram na exacta medida da frustração das minorias ou maiorias falhadas. No falhanço aos cidadãos se radica a essência da alternância democrática e na volubilidade do voto a existência de partidos ou projectos políticos.
Custa - me a acreditar que a " conspiração " reaccionária que se instalou em Portugal no fornecimento de perspectivas negativas, alheias a este governo, através dos miseráveis incêndios deflagrados por todo o território, a poluição do Tejo, a queda das Raríssimas, o surto da legionela, os e - mails do Benfica, a guerra diplomática com Angola, o despertar do Ministério Público numa campanha de limpeza do lixo da corrupção, conseguiu sensibilizar à criação de uma linha vermelha de " falhanço " aos cidadãos por parte do Executivo, caucionando trôpegos alibis para a dissolução do Parlamento.
A não ser que a ideia seja provocar uma maioria absoluta do PS nas eleições subsequentes, o que não acredito, não vejo nenhuma razão para esta presença, para este estar, para este avisar, para este aprazar, por parte de Marcelo, nessa pulsão incontrolável de ser o centro das atenções na vida política portuguesa.
Marcelo oscula pelo país, selfia com o mundo luso, afaga, conforta os sem - abrigos, acolhe a cada infortúnio, tenta definir a democracia - cristã numa República laica governada hoje por socialistas, comunistas e radicais de Esquerda.
Creio que não há populismos positivos versus populismos negativos. Enfermam dos mesmos males que a subtileza político/intelectual na manipulação consegue atenuar a grosseria.
Diz - nos o Expresso que... " Nas audiências com os partidos, o Presidente da República admitiu ainda que se o Estado voltasse a falhar aos cidadãos, não poderia segurar o Governo ".
O que é que isto quer dizer? De quem é a perspectiva errónea sobre a vigência deste Governo? Dos Media, cujas fontes desconhecemos ou do próprio Presidente?
Que saibamos, em Portugal, os governos são apoiados ou não pela Assembleia da República e só em circunstâncias excepcionais de degradação democrática podem ser obrigados a demitir - se na sequência da dissolução desta, prerrogativa do presidente da República.
Ora, no Portugal de hoje, exerce - se uma visão política de Esquerda, que em contraponto com o governo liberal - conservador anterior, da área política do actual presidente da República tem, não só o apoio maioritário dos deputados na Assembleia como na população portuguesa, à vista dos resultados da governação e em sucessivas sondagens de opinião pública.
A acrescentar a isso temos a rendição da U.E., do FMI, das agências de rating, à eficácia da solução governativa, que dantes deploraram.
E... o que é isto de " falhar aos cidadãos ? " Em Democracia os governos falham aos cidadãos, porque os políticos erram na exacta medida da frustração das minorias ou maiorias falhadas. No falhanço aos cidadãos se radica a essência da alternância democrática e na volubilidade do voto a existência de partidos ou projectos políticos.
Custa - me a acreditar que a " conspiração " reaccionária que se instalou em Portugal no fornecimento de perspectivas negativas, alheias a este governo, através dos miseráveis incêndios deflagrados por todo o território, a poluição do Tejo, a queda das Raríssimas, o surto da legionela, os e - mails do Benfica, a guerra diplomática com Angola, o despertar do Ministério Público numa campanha de limpeza do lixo da corrupção, conseguiu sensibilizar à criação de uma linha vermelha de " falhanço " aos cidadãos por parte do Executivo, caucionando trôpegos alibis para a dissolução do Parlamento.
A não ser que a ideia seja provocar uma maioria absoluta do PS nas eleições subsequentes, o que não acredito, não vejo nenhuma razão para esta presença, para este estar, para este avisar, para este aprazar, por parte de Marcelo, nessa pulsão incontrolável de ser o centro das atenções na vida política portuguesa.
Marcelo oscula pelo país, selfia com o mundo luso, afaga, conforta os sem - abrigos, acolhe a cada infortúnio, tenta definir a democracia - cristã numa República laica governada hoje por socialistas, comunistas e radicais de Esquerda.
Creio que não há populismos positivos versus populismos negativos. Enfermam dos mesmos males que a subtileza político/intelectual na manipulação consegue atenuar a grosseria.
quarta-feira, março 07, 2018
" A COMPRA DA REPÚBLICA "
UMA REALIDADE EM MARCHA?
" Este mês, comprei uma República. Capricho caro que não terá imitadores. Era um desejo que tinha há muito tempo e quis livrar - me dele. Imaginava que ser dono de um país dava mais prazer.
A ocasião era boa e o assunto foi resolvido em poucos dias. O Presidente estava com a corda na garganta; o seu ministério, composto de clientes seus, era um perigo. Os cofres da República estavam vazios; lançar novos impostos teria sido o sinal para a destituição de todo o clã que estava no poder e talvez para uma revolução. Já existia um general que estava a armar bandos irregulares e prometia cargos e empregos ao primeiro que chegava.
Um agente americano que se encontrava no local avisou - me. O Ministro da Fazednda correu a Nova Iorque; em quatro dias pusemo - nos de acordo. Adiantei alguns milhões de dólares à Republica e fixei, além disso, subsídios equivalentes ao dobro dos que recebiam do Estado, ao Presidente, a todos os ministros e aos seus secretários. Deram - me como garantia - sem que o povo o saiba - as alfândegas e os monopólios. Além disso, o Presidente os ministros firmaram um convenant secreto que me concede práticamente o controle sobre a vida da República. Embora eu pareça, quando ali vou, um simples hóspede de passagem, sou, na realidade, o dono quase absoluto do país.
Por estes dias, tive de dar uma nova subvenção, bastante avultada, para a renovação do material do exército e, em compensação, obtive novos privilégios.
O espectáculo é, para mim, muito divertido. As Câmaras continuam a legislar livremente, na aparência; os cidadãos continuam a imaginar que a República é autónoma e independente e que à sua vontade se subordina o curso das coisas. Não sabem que tudo quanto supõem possuir - vida, bens, direitos civis - depende, em última instância, de um estrangeiro desconhecido para eles, isto é, de mim.
Amanhã posso ordenar o encerramento do Congresso, uma reforma da Constitição, o aumento das tarifas aduaneiras, a expulsão dos imigrados. Poderia, se me aprouvesse, revelar os acordos secretos da camarilha ora dominante e derrubar, assim, o governo, desde o Presidente ao último secretário. E não me seria impossível obrigar o país que tenho sob a minha mão a declarar guerra a uma das Repúblicas limítrofes.
Este poder oculto e ilimitado fez - me passar umas horas agradáveis. Sofrer todos os incómodos e o servilismo da comédia política é uma fadiga bestial; mas ser o movimentador de títeres que, detrás dos cenários, pode divertir - se a puxar os cordelinhos dos fantoches obedientes, é uma volúpia única. O meu desprezo pelos homens encontra um alimento saboroso e mil confirmações.
Não sou mais do que o rei incógnito de uma pequena República em desordem; mas a facilidade com que logrei dominá - la e o evidente interesse de todos os iniciados em conservar o segredo faz - me pensar que outras nações, talvez mais vastas e mais importantes do que a minha República, vivem, sem se aperceberem, debaixo da análoga dependência de soberanos estrangeiros. Sendo necessário mais dinheiro para a sua aquisição, tratar - se -á, em vez de um só dono, como no meu caso, de um trust, de um sindicato de negócios, de um grupo restrito de capitalistas ou de banqueiros.
Mas tenho fundadas suspeitas de que outros países são governados por pequenos comités de reis invisíveis, apenas conhecidos pelos seus homens de confiança, que continuam a desempenhar com naturalidade o papel dos chefes legítimos. " - GOG, GIOVANNI PAPINI
Os meus respeitos por tão grande citação e uma vénia a um dos maiores pensadores do seu tempo.
" Este mês, comprei uma República. Capricho caro que não terá imitadores. Era um desejo que tinha há muito tempo e quis livrar - me dele. Imaginava que ser dono de um país dava mais prazer.
A ocasião era boa e o assunto foi resolvido em poucos dias. O Presidente estava com a corda na garganta; o seu ministério, composto de clientes seus, era um perigo. Os cofres da República estavam vazios; lançar novos impostos teria sido o sinal para a destituição de todo o clã que estava no poder e talvez para uma revolução. Já existia um general que estava a armar bandos irregulares e prometia cargos e empregos ao primeiro que chegava.
Um agente americano que se encontrava no local avisou - me. O Ministro da Fazednda correu a Nova Iorque; em quatro dias pusemo - nos de acordo. Adiantei alguns milhões de dólares à Republica e fixei, além disso, subsídios equivalentes ao dobro dos que recebiam do Estado, ao Presidente, a todos os ministros e aos seus secretários. Deram - me como garantia - sem que o povo o saiba - as alfândegas e os monopólios. Além disso, o Presidente os ministros firmaram um convenant secreto que me concede práticamente o controle sobre a vida da República. Embora eu pareça, quando ali vou, um simples hóspede de passagem, sou, na realidade, o dono quase absoluto do país.
Por estes dias, tive de dar uma nova subvenção, bastante avultada, para a renovação do material do exército e, em compensação, obtive novos privilégios.
O espectáculo é, para mim, muito divertido. As Câmaras continuam a legislar livremente, na aparência; os cidadãos continuam a imaginar que a República é autónoma e independente e que à sua vontade se subordina o curso das coisas. Não sabem que tudo quanto supõem possuir - vida, bens, direitos civis - depende, em última instância, de um estrangeiro desconhecido para eles, isto é, de mim.
Amanhã posso ordenar o encerramento do Congresso, uma reforma da Constitição, o aumento das tarifas aduaneiras, a expulsão dos imigrados. Poderia, se me aprouvesse, revelar os acordos secretos da camarilha ora dominante e derrubar, assim, o governo, desde o Presidente ao último secretário. E não me seria impossível obrigar o país que tenho sob a minha mão a declarar guerra a uma das Repúblicas limítrofes.
Este poder oculto e ilimitado fez - me passar umas horas agradáveis. Sofrer todos os incómodos e o servilismo da comédia política é uma fadiga bestial; mas ser o movimentador de títeres que, detrás dos cenários, pode divertir - se a puxar os cordelinhos dos fantoches obedientes, é uma volúpia única. O meu desprezo pelos homens encontra um alimento saboroso e mil confirmações.
Não sou mais do que o rei incógnito de uma pequena República em desordem; mas a facilidade com que logrei dominá - la e o evidente interesse de todos os iniciados em conservar o segredo faz - me pensar que outras nações, talvez mais vastas e mais importantes do que a minha República, vivem, sem se aperceberem, debaixo da análoga dependência de soberanos estrangeiros. Sendo necessário mais dinheiro para a sua aquisição, tratar - se -á, em vez de um só dono, como no meu caso, de um trust, de um sindicato de negócios, de um grupo restrito de capitalistas ou de banqueiros.
Mas tenho fundadas suspeitas de que outros países são governados por pequenos comités de reis invisíveis, apenas conhecidos pelos seus homens de confiança, que continuam a desempenhar com naturalidade o papel dos chefes legítimos. " - GOG, GIOVANNI PAPINI
Os meus respeitos por tão grande citação e uma vénia a um dos maiores pensadores do seu tempo.
quarta-feira, fevereiro 28, 2018
RARÍSSIMAS
NAS RUAS DA AMARGURA
" Aqueles que apoiaram sempre não querem hoje ter nada a ver com a causa " - I
Passando por cima do mau português da citação e atendo - me à relação causa / efeito que provocou esta situação numa que foi, em tempos, das mais meritórias instituições de saúde infantil em Portugal, creio chegada a altura de se reflectir sobre a ligeireza irresponsável com que se lida, sob os mais pueris alibis, com assuntos demasiados sérios na vida cívica do país.
Tenho por mim, que a " intentona " levada a cabo contra a fundadora e ex - presidente da Raríssimas, terá desagradado mais aos mecenas - benfeitores do que as razões venais que originaram um dos mais vis ataques mediáticos ad hominem que já vi em Portugal e que levou à sua demissão, com as consequências trágicas que se vislumbram.
A cumplicidade mediática, arrastada pela inveja, mesquinhez e rancor de subordinados descontentes com o sucesso da " arrivista que se pavoneia com raínhas " transformou o pecadilho de deslumbramento da presidente da Raríssimas em caso de polícia. Um asqueroso trabalho em que quase ninguém nos MEDIA, ficou impune, no tratamento criminal do fait - divers da compra de vestidos para as recepções de potenciais parceiros e doadores da causa das Raríssimas.
Ninguém terá pensado, então, no mal que estariam a fazer à instituição na vileza do ataque à sua principal angariadora de apoios.
Espero agora assistir a uma campanha de angariação de fundos liderada pela Cofina, Media Capital e Impresa, para citar alguns, de braços dados com os conspiradores e a actual Direcção, no refinanciamento da Causa das Raríssimas, em prol das crianças que tão denodadamente desprezaram quando mimetizaram a porcaria que um deles iniciou.
" Aqueles que apoiaram sempre não querem hoje ter nada a ver com a causa " - I
Passando por cima do mau português da citação e atendo - me à relação causa / efeito que provocou esta situação numa que foi, em tempos, das mais meritórias instituições de saúde infantil em Portugal, creio chegada a altura de se reflectir sobre a ligeireza irresponsável com que se lida, sob os mais pueris alibis, com assuntos demasiados sérios na vida cívica do país.
Tenho por mim, que a " intentona " levada a cabo contra a fundadora e ex - presidente da Raríssimas, terá desagradado mais aos mecenas - benfeitores do que as razões venais que originaram um dos mais vis ataques mediáticos ad hominem que já vi em Portugal e que levou à sua demissão, com as consequências trágicas que se vislumbram.
A cumplicidade mediática, arrastada pela inveja, mesquinhez e rancor de subordinados descontentes com o sucesso da " arrivista que se pavoneia com raínhas " transformou o pecadilho de deslumbramento da presidente da Raríssimas em caso de polícia. Um asqueroso trabalho em que quase ninguém nos MEDIA, ficou impune, no tratamento criminal do fait - divers da compra de vestidos para as recepções de potenciais parceiros e doadores da causa das Raríssimas.
Ninguém terá pensado, então, no mal que estariam a fazer à instituição na vileza do ataque à sua principal angariadora de apoios.
Espero agora assistir a uma campanha de angariação de fundos liderada pela Cofina, Media Capital e Impresa, para citar alguns, de braços dados com os conspiradores e a actual Direcção, no refinanciamento da Causa das Raríssimas, em prol das crianças que tão denodadamente desprezaram quando mimetizaram a porcaria que um deles iniciou.
terça-feira, fevereiro 27, 2018
PRAGMATISMO E IDEOLOGIA (2)
( CONTINUEMOS )...
Acontece que, sendo o Bom-Senso um exercício limitado da Razão ele costuma estender - se ao comprido em contumácia. Eficaz em situações de black or white, quando se lhe deparam contextos complexos tende a reduzir - se ao instinto, à lógica da sobrevivência, liberto pois de considerações éticas paralisantes.
Somatório dos bons-sensos, nem sempre é maioritáriamente esclarecida, passe a contradição retórica, na defesa de interesses maioritários, que se confundem com os próprios.
No Portugal de hoje, muita gente anda a reflectir já sobre o uso do seu bom-senso na próxima vez que for chamada a exibi -. lo nas eleições.
A situação política recebeu um novo impulso, quer se goste ou não, com a entrada em cena de um novo joker, Rui Rio, que, enfrentando à partida uma oposição já declarada dentro do seu partido, parece pouco impressionado, aparentemente, com a oposição sulista e elitista de Lisboa e lança pontes de ligação patrióticas à mesa do regime, em nome de reformas inadiáveis para o país.
Sendo as prioridades aparentemente comuns e o interesse nacional consensual, a virtude política das propostas parece ser insofismável.
Contrariando o optimismo de alguns analistas, penso que o Partido Socialista, nomeadamente o primeiro - Ministro, António Costa, tem um caminho armadilhado pela frente, com esta Oposição tão civilizada.
Opôr ao pragmatismo ideológico uma ideologia pragmática, conciliar a macropolítica europeia com a política caseira presa a compromissos, que a pressão dos parceiros de Esquerda torna inadiáveis, poderá, eventualmente, fazer do P.S. o partido charneira do país e, paradoxalmente, a raiz de todos os males da Pátria ou o seu salvador.
Rui Rio, para os optimistas, se como pensam possível, conseguir " desmantelar " a geringonça, verá regressar ao redil as ovelhas tresmalhadas do seu partido, que ora conspiram, e unificá - lo, cimentando as suas hipótese de enfrentar o P.S. nas urnas.
Catarina Martins, a coordenadora do Bloco de Esquerda, ou se aproxima do P.S., correndo o risco de assimilação com a eventual entrada num governo socialista ou terá de radicalizar as " cobranças "do seu apoio a esta solução governativa, separando as águas, de volta às origens.
Jerónimo Martins, o líder do Partido Comunista, sentiu já, injustamente, os custos do apoio patriótico a este governo. A perda de bastiões muito importantes no imaginário político nacional em favor do P.S. pôs em alerta o partido que ainda procura encontrar a melhor maneira de se enquadrar, sem penalizações excessivas, no quadro de bloqueio ao regresso da Direita ao Poder e ao risco de ajudar à possibilidade de uma maioria absoluta por parte do P.S. nas próximas eleições.
O seu pragmatismo ideológico foi eficaz na construção da solução que derrubou a PàF, coligação de Direita, Agora será a vez de uma ideologia pragmática a sopesar os prós e contras do investimento na geringonça.
Uma coisa é certa e outra incerta. Sairão a ganhar os MEDIA com a dinamização política que se avizinha. Títulos, intrigas e análises não faltarão, assim como a dissimulação, a mentira e o cinismo; nada de novo.
Quanto ao país, tanto está bem com Deus ou com o Diabo. Ele, sim é pragmático e... sobreviverá, no progressismo ou... não. No fim de contas, um povo sábio e... manhoso, q.b.
Acontece que, sendo o Bom-Senso um exercício limitado da Razão ele costuma estender - se ao comprido em contumácia. Eficaz em situações de black or white, quando se lhe deparam contextos complexos tende a reduzir - se ao instinto, à lógica da sobrevivência, liberto pois de considerações éticas paralisantes.
Somatório dos bons-sensos, nem sempre é maioritáriamente esclarecida, passe a contradição retórica, na defesa de interesses maioritários, que se confundem com os próprios.
No Portugal de hoje, muita gente anda a reflectir já sobre o uso do seu bom-senso na próxima vez que for chamada a exibi -. lo nas eleições.
A situação política recebeu um novo impulso, quer se goste ou não, com a entrada em cena de um novo joker, Rui Rio, que, enfrentando à partida uma oposição já declarada dentro do seu partido, parece pouco impressionado, aparentemente, com a oposição sulista e elitista de Lisboa e lança pontes de ligação patrióticas à mesa do regime, em nome de reformas inadiáveis para o país.
Sendo as prioridades aparentemente comuns e o interesse nacional consensual, a virtude política das propostas parece ser insofismável.
Contrariando o optimismo de alguns analistas, penso que o Partido Socialista, nomeadamente o primeiro - Ministro, António Costa, tem um caminho armadilhado pela frente, com esta Oposição tão civilizada.
Opôr ao pragmatismo ideológico uma ideologia pragmática, conciliar a macropolítica europeia com a política caseira presa a compromissos, que a pressão dos parceiros de Esquerda torna inadiáveis, poderá, eventualmente, fazer do P.S. o partido charneira do país e, paradoxalmente, a raiz de todos os males da Pátria ou o seu salvador.
Rui Rio, para os optimistas, se como pensam possível, conseguir " desmantelar " a geringonça, verá regressar ao redil as ovelhas tresmalhadas do seu partido, que ora conspiram, e unificá - lo, cimentando as suas hipótese de enfrentar o P.S. nas urnas.
Catarina Martins, a coordenadora do Bloco de Esquerda, ou se aproxima do P.S., correndo o risco de assimilação com a eventual entrada num governo socialista ou terá de radicalizar as " cobranças "do seu apoio a esta solução governativa, separando as águas, de volta às origens.
Jerónimo Martins, o líder do Partido Comunista, sentiu já, injustamente, os custos do apoio patriótico a este governo. A perda de bastiões muito importantes no imaginário político nacional em favor do P.S. pôs em alerta o partido que ainda procura encontrar a melhor maneira de se enquadrar, sem penalizações excessivas, no quadro de bloqueio ao regresso da Direita ao Poder e ao risco de ajudar à possibilidade de uma maioria absoluta por parte do P.S. nas próximas eleições.
O seu pragmatismo ideológico foi eficaz na construção da solução que derrubou a PàF, coligação de Direita, Agora será a vez de uma ideologia pragmática a sopesar os prós e contras do investimento na geringonça.
Uma coisa é certa e outra incerta. Sairão a ganhar os MEDIA com a dinamização política que se avizinha. Títulos, intrigas e análises não faltarão, assim como a dissimulação, a mentira e o cinismo; nada de novo.
Quanto ao país, tanto está bem com Deus ou com o Diabo. Ele, sim é pragmático e... sobreviverá, no progressismo ou... não. No fim de contas, um povo sábio e... manhoso, q.b.
segunda-feira, fevereiro 26, 2018
PRAGMATISMO E IDEOLOGIA
PRAGMATISMO versus IDEOLOGIA
UMA FALSA QUESTÃO?
Sem querer entrar numa discussão filosófica sobre a clarificação dos conceitos que o Tempo invariávelmente esboroa, e numa hermenêutica ontológica e historicista sobre as suas origens, limitar - me -ei a reduzi - los à visão lexical, cuja extensão e compreensão lhes darão maior amplitude.
Pragmatismo sem Ideologia é pusilanimidade, Ideologia sem pragmatismo é diletância. Pragmatismo é acção, Ideologia é reflexão. Um e outro sofrem juízos éticos que fundamentando - os ou deplorando - os, lhes dão o carácter conflitual que resulta da sua interpenetração processual.
A grosso modo, essa tem sido a visão corrente, por outras palavras, que o Senso Comum tem consagrado na abordagem crítica, benévola ou malévola, do pragmático e do idealista.
Sendo o Pragmatismo um meio para a acção com o qual se confunde como praxis, e o Idealismo uma reflexividade intencional, faz do primeiro uma ideologia prática e do segundo uma racionalidade pragmática.
No desprezo pelo pragmatismo perde - se de vista a organização racionalizada e da negligência ideológica sobressai a derrocada ética e a objectividade social dirigida.
Este prefácio vem a propósito das mudanças que antevejo na entrada em cena de um actor político que deseja conciliar, com uma matriz ética, um e outro.
Falo de Rui Rio o novo presidente eleito do Partido Social Democrata português.
A junção do processo com a finalidade fá - la a Política. E é à política que quero chegar.
Com o esvaziamento, decretado pela distopia fukuyana, da Ideologia, crê - se ocupado esse espaço com a gestão pragmática/materialista da Burocracia, do statu quo, na macropolítica, no Estado e Corporações, gerindo ad hoc o excedentário conflituoso do laissez faire, na micropolítica.
Filhos do Bom Senso político na criação do Estado e da sua relação com a urbe, tanto o Pragmatismo como a Ideologia, oscilará sempre, em agudeza, para uma preponderância consoante as circunstâncias históricas e a ocupação do Estado por um essencialmente pragmático ou por um idealista racionalizado.
Daí, consoante as prioridades, se lhe definirá o rumo, progressista ou conservador, social ou mera e formalmente representativo da nação ocupante de um espaço geográfico.
A aferição pela nação, em Democracia, das soluções propostas para a definição do sistema em que quer viver, faz - se pelos resultados que à experiência pragmática vai buscar, num contínuo processo de tentativa e erro.
Em Democracia, assim funciona o Bom Senso. A exclamação global desse juízo faz - se pela votação e o seu resultado, repartido, remete - nos, quase sempre, para o perfil de expectação, de aprovação ou repúdio dos governados, durante o tempo de vigência da aplicação da receita política, da dose certa da Ideologia pragmática ou de Pragmatismo ideológico.
( continua... )
UMA FALSA QUESTÃO?
Sem querer entrar numa discussão filosófica sobre a clarificação dos conceitos que o Tempo invariávelmente esboroa, e numa hermenêutica ontológica e historicista sobre as suas origens, limitar - me -ei a reduzi - los à visão lexical, cuja extensão e compreensão lhes darão maior amplitude.
Pragmatismo sem Ideologia é pusilanimidade, Ideologia sem pragmatismo é diletância. Pragmatismo é acção, Ideologia é reflexão. Um e outro sofrem juízos éticos que fundamentando - os ou deplorando - os, lhes dão o carácter conflitual que resulta da sua interpenetração processual.
A grosso modo, essa tem sido a visão corrente, por outras palavras, que o Senso Comum tem consagrado na abordagem crítica, benévola ou malévola, do pragmático e do idealista.
Sendo o Pragmatismo um meio para a acção com o qual se confunde como praxis, e o Idealismo uma reflexividade intencional, faz do primeiro uma ideologia prática e do segundo uma racionalidade pragmática.
No desprezo pelo pragmatismo perde - se de vista a organização racionalizada e da negligência ideológica sobressai a derrocada ética e a objectividade social dirigida.
Este prefácio vem a propósito das mudanças que antevejo na entrada em cena de um actor político que deseja conciliar, com uma matriz ética, um e outro.
Falo de Rui Rio o novo presidente eleito do Partido Social Democrata português.
A junção do processo com a finalidade fá - la a Política. E é à política que quero chegar.
Com o esvaziamento, decretado pela distopia fukuyana, da Ideologia, crê - se ocupado esse espaço com a gestão pragmática/materialista da Burocracia, do statu quo, na macropolítica, no Estado e Corporações, gerindo ad hoc o excedentário conflituoso do laissez faire, na micropolítica.
Filhos do Bom Senso político na criação do Estado e da sua relação com a urbe, tanto o Pragmatismo como a Ideologia, oscilará sempre, em agudeza, para uma preponderância consoante as circunstâncias históricas e a ocupação do Estado por um essencialmente pragmático ou por um idealista racionalizado.
Daí, consoante as prioridades, se lhe definirá o rumo, progressista ou conservador, social ou mera e formalmente representativo da nação ocupante de um espaço geográfico.
A aferição pela nação, em Democracia, das soluções propostas para a definição do sistema em que quer viver, faz - se pelos resultados que à experiência pragmática vai buscar, num contínuo processo de tentativa e erro.
Em Democracia, assim funciona o Bom Senso. A exclamação global desse juízo faz - se pela votação e o seu resultado, repartido, remete - nos, quase sempre, para o perfil de expectação, de aprovação ou repúdio dos governados, durante o tempo de vigência da aplicação da receita política, da dose certa da Ideologia pragmática ou de Pragmatismo ideológico.
( continua... )
segunda-feira, fevereiro 19, 2018
UM SACO DE GATOS
AINDA NO REINO PSD
LUÍS MONTENEGRO
A fazer jus ao nome, o ex - líder parlamentar do governo neo - liberal do ex - líder do PSD, Passos Coelho não terá gostado dos discursos e do reposicionamento declarado do actual líder do partido, Rui Rio, na sua vertente social - democrata original.
O até já na despedida da bancada parlamentar que liderou foi, na linha do afrontamento directo, uma promessa/ameaça de oposição à pose e ao discurso de Estado do actual líder.
Uma nuvem montenegra paira, pois, sobre a nova liderança. Seguiremos, com curiosidade pouco gratuita, de que tipo de massa é feita este homem do Norte que chega, combatendo - a, com apelos à regionalização, à capital do país.
A domesticação do partido, civilizando - o em ética e filtro anti-demagógico, ao mesmo tempo que enfrenta a Frente de Esquerda liderada pelo P.S. e que tem governado com sucessos indesmentíveis na frente económica, financeira, social e... política, na percepção, junto do eleitorado, das virtudes desta solução governativa, ser - lhe - á uma tarefa de Hércules.
Passos afirmou que não vai andar por aí ao pingarelho e tão pouco o fará o domesticado, em nome da unidade e do interesse nacional, Santana Lopes.
Montenegro estará acompanhado pelos ex - passistas e virtuosos arrivistas ( sans blague... ).
A meta e a cobrança chantagista sobre a liderança já foram lançadas e, verdade se diga, com frontalidade.
Quem será o primeiro a sacudir o saco de gatos? Eu, se fosse o primeiro - Ministro, fá - lo - ia, com propósitos bem definidos.
LUÍS MONTENEGRO
A fazer jus ao nome, o ex - líder parlamentar do governo neo - liberal do ex - líder do PSD, Passos Coelho não terá gostado dos discursos e do reposicionamento declarado do actual líder do partido, Rui Rio, na sua vertente social - democrata original.
O até já na despedida da bancada parlamentar que liderou foi, na linha do afrontamento directo, uma promessa/ameaça de oposição à pose e ao discurso de Estado do actual líder.
Uma nuvem montenegra paira, pois, sobre a nova liderança. Seguiremos, com curiosidade pouco gratuita, de que tipo de massa é feita este homem do Norte que chega, combatendo - a, com apelos à regionalização, à capital do país.
A domesticação do partido, civilizando - o em ética e filtro anti-demagógico, ao mesmo tempo que enfrenta a Frente de Esquerda liderada pelo P.S. e que tem governado com sucessos indesmentíveis na frente económica, financeira, social e... política, na percepção, junto do eleitorado, das virtudes desta solução governativa, ser - lhe - á uma tarefa de Hércules.
Passos afirmou que não vai andar por aí ao pingarelho e tão pouco o fará o domesticado, em nome da unidade e do interesse nacional, Santana Lopes.
Montenegro estará acompanhado pelos ex - passistas e virtuosos arrivistas ( sans blague... ).
A meta e a cobrança chantagista sobre a liderança já foram lançadas e, verdade se diga, com frontalidade.
Quem será o primeiro a sacudir o saco de gatos? Eu, se fosse o primeiro - Ministro, fá - lo - ia, com propósitos bem definidos.
sábado, fevereiro 17, 2018
PSD/ R.R.
RUI RIO, presidente do PSD
O VERBO E A ACÇÃO
A tomada de posse do novo líder do Partido Social Democrata português, em substituição de Passos Coelho decorreu num ambiente políticamente correcto, mau grado as tensões e os recados que, de fora, os opositores ao homem do Norte, iam enviando sem nenhuma subtileza, tentando condicionar -lhe, se não o discurso, a pose.
Debalde, já que aconteceu o que daqui se previa aquando da sua vitória contra Santana Lopes nas eleições do partido. Rui Rio não se deixou intimidar e, em nome do " interesse nacional " que é todo ele uma estratégia ideológica e partidária, demoliu, com subtileza q.b. o condicionamento, que já Santana Lopes e seus apoiantes tinham lançado sobre a liderança, qualquer liderança que surgisse, no resultado das escolhas dos militantes.
Rui Rio terá ganho o partido devido à força do aparelho partidário que o acompanhou, terá afirmado S.Lopes, que teve do seu lado os barões, provávelmente a maioria dos dirigentes nacionais e ... autárquicos. Os militantes, os fazedores dos líderes, foram liminarmente descartados dessa equação e... foi o que se viu.
Ora, desta vez não funcionou o jogo dos manipuladores dos congressos e dos intriguistas e isso só pode ter sido bom para o partido. Houve uma mudança clara e, apesar do discurso de união, penso que a afirmação da liderança começou bem ao separar as águas entre o interesse nacional de médio e longo prazo e os imediatos das clientelas partidárias do Poder.
Quer queira quer não, terá de proceder a uma limpeza do balneário, na estrutura e modo do funcionamento do seu partido, subliminarmente sublinhado nas entrelinhas do seu discurso de posse, ou então enfrentará uma guerrilha permanente que a provável derrota nas eleições que se avizinham transformará em guerra total.
segunda-feira, fevereiro 12, 2018
EXPRESSOANDO... (x)
BURICCHIO, O SUPER CRÍTICO
BURICCHIO super crítico, mais famigerado que famoso, mais astuto que agudo, sem fundo mais do que profundo, tem uma tão desmesurada admiração pela própria inteligência que ficou para sempre estupefacto e deslumbrado, tão confuso e arrebatado que muitas vezes lhe acontece não compreender nada de nada. E, então, grita ao acaso, como uma Pitonisa de calças que troca a trípode por um vomitório e, ainda que se empenhe em encantar os cândidos com o seu estilo brincado e quimérico, a gente de bom - senso já reparou que tem a boca cheia de fogo e as mãos cheias de cinza.
Viveu sempre à sombra dos livros e dos pensamentos dos outros, mas é um daqueles parasitas impertinentes que, após dois ou três jantares repreendem os criados e querem ditar leis até aos dnos da casa.
Dá muito que fazer aos impressores mas as suas musas são os fórceps, a sua ambrosia é a goma arábica, o seu néctar é a bílis.... Giovanni Papini, Vigia do Mundo
Assim batia Giovanni Papini, num exercício mordaz sobre a Crítica, ontem como hoje, alimentada pelos doers, que ao cinismo pessimista pseudo realista opõe, ontem como hoje, a acção.
A intemporalidade, visitada pelo grande crítico das mediocridades e perplexidades do seu tempo acaba por reflectir a condição humana e as suas circunstâncias, moldadas pelo devir histórico ( ups....!) e as condições subjectivas que, anexantes, moldam as narrativas pessoais.
" O grande defeito das cabeças alemães consiste em não terem o sentido da ironia, do cinismo, do grotesco, do desprezo e da zombaria " - Otto Flake, citado da Crítica da Razão Cínica de Peter Sloterdijk, coisa de que os povos do sul não poderão nunca ser acusados.
A razão da soberba oitocentista que se prolongou no sul da Europa, com os " frouxos " fascismos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal teve e tem muito a ver com o ideário religioso que lhes moldou o carácter, a submissão e... pobreza, como determinações divinas. Vemos isso, com outra lupa, nas sociedades medievais do Islão.
Esta longa introdução tem a ver com a investigação pequeno- burguesa, cristã, classista, notável, que o historiador Henrique Raposo lançou sobre um exemplar da elite portuguesa do século XX pós II G.G.
A abordagem, séria e contextualizada de um período da História lusa, que este escriba amador, presente desde 1969 em Portugal, viveu, como estudante universitário, oficial de exército na guerra colonial, trabalhador por conta de outrém e... hoje na reforma, a partir da petrificação desarmante de uma pulsão progressista refém de uma condição bio - social originária, de uma inteligência que se perdeu no amargor das suas contradições e... soberba e cinismo intelectual num tempo de massificação anti - elitista, é um excelente contributo na redefinição dos parâmetros que corporizam as desigualdades sociais nos países do sul da Europa.
Falo de Vasco Pulido Valente, cujo retrato de vida, reinterpretado por H. Raposo, deu- se à estampa na Revista do Expresso desta semana.
A melancolia oitocentista que marca, ainda hoje, em profundidade, as desigualdades sociais em Portugal, Espanha, Itália, Grécia justifica o longo período fascista nesses países e o seu isolamento decidido face à mudança desses paradigmas na Europa pós II G.G. com a dispersão dos ideais democráticos.
V.P.Valente, entre outros, herdeiros da snobeira intelectual anti - comunista fez, faz a ponte entre a repugnância populista ao passado aristocrático e a deriva narcisista do individualismo contemporâneo. Foi e será um diletante.
TEOLOGIA DAS PALAVRAS CRUZADAS...
... chamou Frei Bento Rodrigues, frade dominicano, às justificações do cardeal - Patriarca pelo cruzamento das posições de João Paulo II e do cardeal Ratzinger com o Papa Francisco, em deploração da posição assumida pelo Patriarcado de Lisboa pela voz de D. Manuel Clemente, no aconselhamento da política de alcova a ser seguida pelos católicos recasados que se queiram reaproximar da Igreja, da qual saíram pelo divórcio. Abstinência sexual - determina o cardeal - Patriarca, um delírio, classifica o frade, ninguém se pode intrometer, acentua.
E eu não poderia estar mais de acordo.
A pertença a uma comunidade nunca deveria inibi - la do julgamento das suas posições desfasadas no tempo e da auto - crítica. O Papa Francisco tem - no feito com contundência e os católicos, genéricamente, têm apreciado o seu contributo.
ANGOLA
A transferência para a C.P.L.P., nos seus aspectos formalistas e diplomáticos do contencioso judiciário com Portugal sobre as acusações que pendem sobre o seu ex - vice presidente Manuel Vicente, foi uma brilhante démarche política e diplomática por sobre a preconceituosa posição da Justiça lusa, hoje numa demanda moralista sobre os podres da Pátria.
A transferência dos processos a pedido das nações signatárias do acordo, obrigaria Portugal à cedência do julgamento, caso fosse considerado procedente, do acusado, pela Justiça do país de origem, de Angola.
A Procuradoria, o Ministério Público não acredita, pelos vistos, na independência da Justiça angolana e ... eventualmente, da caboverdiana ou moçambicana ou timorense ou sãotomense.
Passam, portanto, um atestado de incompetência, aos poderes políticos signatários do acordo, numa intromissão oblíqua às prerrogativas do poder legislativo e executivo.
E agora?
BURICCHIO super crítico, mais famigerado que famoso, mais astuto que agudo, sem fundo mais do que profundo, tem uma tão desmesurada admiração pela própria inteligência que ficou para sempre estupefacto e deslumbrado, tão confuso e arrebatado que muitas vezes lhe acontece não compreender nada de nada. E, então, grita ao acaso, como uma Pitonisa de calças que troca a trípode por um vomitório e, ainda que se empenhe em encantar os cândidos com o seu estilo brincado e quimérico, a gente de bom - senso já reparou que tem a boca cheia de fogo e as mãos cheias de cinza.
Viveu sempre à sombra dos livros e dos pensamentos dos outros, mas é um daqueles parasitas impertinentes que, após dois ou três jantares repreendem os criados e querem ditar leis até aos dnos da casa.
Dá muito que fazer aos impressores mas as suas musas são os fórceps, a sua ambrosia é a goma arábica, o seu néctar é a bílis.... Giovanni Papini, Vigia do Mundo
Assim batia Giovanni Papini, num exercício mordaz sobre a Crítica, ontem como hoje, alimentada pelos doers, que ao cinismo pessimista pseudo realista opõe, ontem como hoje, a acção.
A intemporalidade, visitada pelo grande crítico das mediocridades e perplexidades do seu tempo acaba por reflectir a condição humana e as suas circunstâncias, moldadas pelo devir histórico ( ups....!) e as condições subjectivas que, anexantes, moldam as narrativas pessoais.
" O grande defeito das cabeças alemães consiste em não terem o sentido da ironia, do cinismo, do grotesco, do desprezo e da zombaria " - Otto Flake, citado da Crítica da Razão Cínica de Peter Sloterdijk, coisa de que os povos do sul não poderão nunca ser acusados.
A razão da soberba oitocentista que se prolongou no sul da Europa, com os " frouxos " fascismos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal teve e tem muito a ver com o ideário religioso que lhes moldou o carácter, a submissão e... pobreza, como determinações divinas. Vemos isso, com outra lupa, nas sociedades medievais do Islão.
Esta longa introdução tem a ver com a investigação pequeno- burguesa, cristã, classista, notável, que o historiador Henrique Raposo lançou sobre um exemplar da elite portuguesa do século XX pós II G.G.
A abordagem, séria e contextualizada de um período da História lusa, que este escriba amador, presente desde 1969 em Portugal, viveu, como estudante universitário, oficial de exército na guerra colonial, trabalhador por conta de outrém e... hoje na reforma, a partir da petrificação desarmante de uma pulsão progressista refém de uma condição bio - social originária, de uma inteligência que se perdeu no amargor das suas contradições e... soberba e cinismo intelectual num tempo de massificação anti - elitista, é um excelente contributo na redefinição dos parâmetros que corporizam as desigualdades sociais nos países do sul da Europa.
Falo de Vasco Pulido Valente, cujo retrato de vida, reinterpretado por H. Raposo, deu- se à estampa na Revista do Expresso desta semana.
A melancolia oitocentista que marca, ainda hoje, em profundidade, as desigualdades sociais em Portugal, Espanha, Itália, Grécia justifica o longo período fascista nesses países e o seu isolamento decidido face à mudança desses paradigmas na Europa pós II G.G. com a dispersão dos ideais democráticos.
V.P.Valente, entre outros, herdeiros da snobeira intelectual anti - comunista fez, faz a ponte entre a repugnância populista ao passado aristocrático e a deriva narcisista do individualismo contemporâneo. Foi e será um diletante.
TEOLOGIA DAS PALAVRAS CRUZADAS...
... chamou Frei Bento Rodrigues, frade dominicano, às justificações do cardeal - Patriarca pelo cruzamento das posições de João Paulo II e do cardeal Ratzinger com o Papa Francisco, em deploração da posição assumida pelo Patriarcado de Lisboa pela voz de D. Manuel Clemente, no aconselhamento da política de alcova a ser seguida pelos católicos recasados que se queiram reaproximar da Igreja, da qual saíram pelo divórcio. Abstinência sexual - determina o cardeal - Patriarca, um delírio, classifica o frade, ninguém se pode intrometer, acentua.
E eu não poderia estar mais de acordo.
A pertença a uma comunidade nunca deveria inibi - la do julgamento das suas posições desfasadas no tempo e da auto - crítica. O Papa Francisco tem - no feito com contundência e os católicos, genéricamente, têm apreciado o seu contributo.
ANGOLA
A transferência para a C.P.L.P., nos seus aspectos formalistas e diplomáticos do contencioso judiciário com Portugal sobre as acusações que pendem sobre o seu ex - vice presidente Manuel Vicente, foi uma brilhante démarche política e diplomática por sobre a preconceituosa posição da Justiça lusa, hoje numa demanda moralista sobre os podres da Pátria.
A transferência dos processos a pedido das nações signatárias do acordo, obrigaria Portugal à cedência do julgamento, caso fosse considerado procedente, do acusado, pela Justiça do país de origem, de Angola.
A Procuradoria, o Ministério Público não acredita, pelos vistos, na independência da Justiça angolana e ... eventualmente, da caboverdiana ou moçambicana ou timorense ou sãotomense.
Passam, portanto, um atestado de incompetência, aos poderes políticos signatários do acordo, numa intromissão oblíqua às prerrogativas do poder legislativo e executivo.
E agora?
segunda-feira, fevereiro 05, 2018
MORALIZAÇÃO... (2)
( continuemos... )
Todas as tentativas de desestabilização deste governo de Esquerda, uma anomalia no universo conservador da U.E., esgotados os argumentos racionais e políticos, viraram - se para os casos, esses já numa nova frente onde a Justiça impera e lidera quase impunemente.
Com os MEDIA desconsolados com os fracassos reiterados no empanar da geringonça, o Ministério Público, uma estrutura de elite, braço armado da Justiça lusa, quase inalterado no conservadorismo corporativo malgré a queda do fascismo em Portugal surge, por coincidência, dizem - nos, a encetar uma caça à bruxas sob a bandeira da anti - corrupção, dando à luz, exactamente agora, quando se esvaem as possibilidades de um retorno, através da possibilidade de uma coligação com a nova liderança do PSD de Rui Rio, ao Bloco Central um assalto judiciário aos podres da Pátria.
Mudar, no tempo que corre deste governo, de Esquerda, as percepções do país, lá fora e cá dentro, é todo ele uma agenda política que a falta aparente de uma ligação estruturada, entre o caso de Tancos ( falta de segurança interna ), os incêndios de Julho, controlados física e políticamente, e os de Outubro, concertados e... mortais, ( um país mal governado que não sabe tomar conta dos seus cidadãos ), uma avalanche vertical de casos investigados de corrupção, de cima abaixo do tecido social do país, onde avultam as SAD do futebol e a própria Justiça, na figura de procuradores e juízes desembargadores, secretários de Estado, e... cereja em cima do bolo - o ministro das Finanças, hoje presidente do Eurogrupo, teve uma visita do Ministério Público por ter solicitado bilhetes para ir ver uma partida de futebol de que é fã confesso, ( um país corrupto e que não merecerá a confiança das Instituições internacionais ), fez por desmerecer o sentido políticamente dirigido de coincidências.
PORÉM...,
A eventual substituição da actual Procuradora - Geral, adulada e apoiada pelos magistrados públicos, em fim de mandato, e que o Governo em pleno uso das suas prerrogativas parece não querer manter à frente do cargo e um eventual ajuste tardio de contas com o PS que já vem do tempo do ex-Primeiro Ministro socialista, José Sócrates, seguida por uma eficácia investigadora a que nem a perene falta de meios humanos e técnicos reclamadas em décadas de reivindicações pela polícia e pelos magistrados assoberbados de processos, tudo isso não passa de uma coincidência, a que só uma singularidade deu o empurrão - o GOVERNO DE ESQUERDA a cumprir, com eficácia e louvor um programa de Esquerda q.b. e que pretende continuar no mesmo rumo.
Confesso que não me comove este despertar súbito da sanha moralizadora de mudanças do país a partir da Justiça. Para isso estão lá o Governo legítimo da República e a Assembleia da República. Qualquer mudança estrutural e não calvinista deverão ter aí, com o apoio eleitoral, a sua origem.
A César o que é de César.
Todas as tentativas de desestabilização deste governo de Esquerda, uma anomalia no universo conservador da U.E., esgotados os argumentos racionais e políticos, viraram - se para os casos, esses já numa nova frente onde a Justiça impera e lidera quase impunemente.
Com os MEDIA desconsolados com os fracassos reiterados no empanar da geringonça, o Ministério Público, uma estrutura de elite, braço armado da Justiça lusa, quase inalterado no conservadorismo corporativo malgré a queda do fascismo em Portugal surge, por coincidência, dizem - nos, a encetar uma caça à bruxas sob a bandeira da anti - corrupção, dando à luz, exactamente agora, quando se esvaem as possibilidades de um retorno, através da possibilidade de uma coligação com a nova liderança do PSD de Rui Rio, ao Bloco Central um assalto judiciário aos podres da Pátria.
Mudar, no tempo que corre deste governo, de Esquerda, as percepções do país, lá fora e cá dentro, é todo ele uma agenda política que a falta aparente de uma ligação estruturada, entre o caso de Tancos ( falta de segurança interna ), os incêndios de Julho, controlados física e políticamente, e os de Outubro, concertados e... mortais, ( um país mal governado que não sabe tomar conta dos seus cidadãos ), uma avalanche vertical de casos investigados de corrupção, de cima abaixo do tecido social do país, onde avultam as SAD do futebol e a própria Justiça, na figura de procuradores e juízes desembargadores, secretários de Estado, e... cereja em cima do bolo - o ministro das Finanças, hoje presidente do Eurogrupo, teve uma visita do Ministério Público por ter solicitado bilhetes para ir ver uma partida de futebol de que é fã confesso, ( um país corrupto e que não merecerá a confiança das Instituições internacionais ), fez por desmerecer o sentido políticamente dirigido de coincidências.
PORÉM...,
A eventual substituição da actual Procuradora - Geral, adulada e apoiada pelos magistrados públicos, em fim de mandato, e que o Governo em pleno uso das suas prerrogativas parece não querer manter à frente do cargo e um eventual ajuste tardio de contas com o PS que já vem do tempo do ex-Primeiro Ministro socialista, José Sócrates, seguida por uma eficácia investigadora a que nem a perene falta de meios humanos e técnicos reclamadas em décadas de reivindicações pela polícia e pelos magistrados assoberbados de processos, tudo isso não passa de uma coincidência, a que só uma singularidade deu o empurrão - o GOVERNO DE ESQUERDA a cumprir, com eficácia e louvor um programa de Esquerda q.b. e que pretende continuar no mesmo rumo.
Confesso que não me comove este despertar súbito da sanha moralizadora de mudanças do país a partir da Justiça. Para isso estão lá o Governo legítimo da República e a Assembleia da República. Qualquer mudança estrutural e não calvinista deverão ter aí, com o apoio eleitoral, a sua origem.
A César o que é de César.
domingo, fevereiro 04, 2018
MORALIZAÇÃO...
...JUSTICIALISMO ou...
...COINCIDÊNCIAS?
A tentação é grande entre os órgãos de soberania em impôr - se uns aos outros; umas vezes com subtileza e decoro, outras vezes com desplante e sobrevalorização das prerrogativas e outras com cinismo e má - fé.
Impossível separar o elemento ideológico das tensões que por vezes se estabelecem quando a harmonização dos poderes é descartada em nome de interesses que as opções ideológicas podem, em certas circunstâncias, extremar.
Portugal está a atravessar a esse nível uma fase nítidamente, não já pressentida mas real de uma confrontação " surda " porque, embora declarada pelo Ministério Público através dos seus organismos de classe, segue por caminhos não tão óbvios.
A razão da guerrilha tem tudo a ver com o quadro político vigente em Portugal - um governo do P.Socialista associado ao Partido Comunista e ao Bloco de Esquerda, formações anti - capitalistas, ou se preferirem, contra o neo - liberalismo financeiro e político surgido em força após a crise de 2008.
Falta acrescentar que as esperanças no fracasso dessa solução governativa não foram atendidas pelo Diabo ( a UE, presume - se... ) invocado pelo ex - lider da Direita, Passos Coelho, com o acrescento da aprovação das agências de rating e dos órgão máximos da União Europeia, face ao extraordinário resultado das políticas sociais, económicas e financeiras alcançados em dois anos de governação em relativa paz social.
Ao breve flirt, que o estado de graça do Governo alimentado pelas circunstâncias, lhe foi feito pelos MEDIA, propriedades da Direita empreendedora, seguiu - se a retaliação, não já com contra-argumentos políticos económicos ou financeiros, esmagados pela realidade inequívoca dos números, debitados diáriamente, então, em todos os títulos da Imprensa pelos especialistas, mas com casos, tretas e inconsequências formalistas. Não resultou, Portugal continuava a ser bem visto lá fora e tornou - se um must internacional procurado por um mundo sedento de paz social e... retempero, físico, emocional, lazer e... negócios.
Aconteceu, então, uma das piores épocas de incêndios em Portugal e, pela primeira vez, com muitos mortos à mistura. Uma coincidência, dizem - nos, que alimentou até hoje as páginas dos jornais e aberturas televisivas, até à náusea revoltante do aproveitamento político da Direita das debilidades então constatadas e que duravam dezenas e dezenas de anos e que, hélas, foram descobertas pelo desatento país.
( continuarei... )
...COINCIDÊNCIAS?
A tentação é grande entre os órgãos de soberania em impôr - se uns aos outros; umas vezes com subtileza e decoro, outras vezes com desplante e sobrevalorização das prerrogativas e outras com cinismo e má - fé.
Impossível separar o elemento ideológico das tensões que por vezes se estabelecem quando a harmonização dos poderes é descartada em nome de interesses que as opções ideológicas podem, em certas circunstâncias, extremar.
Portugal está a atravessar a esse nível uma fase nítidamente, não já pressentida mas real de uma confrontação " surda " porque, embora declarada pelo Ministério Público através dos seus organismos de classe, segue por caminhos não tão óbvios.
A razão da guerrilha tem tudo a ver com o quadro político vigente em Portugal - um governo do P.Socialista associado ao Partido Comunista e ao Bloco de Esquerda, formações anti - capitalistas, ou se preferirem, contra o neo - liberalismo financeiro e político surgido em força após a crise de 2008.
Falta acrescentar que as esperanças no fracasso dessa solução governativa não foram atendidas pelo Diabo ( a UE, presume - se... ) invocado pelo ex - lider da Direita, Passos Coelho, com o acrescento da aprovação das agências de rating e dos órgão máximos da União Europeia, face ao extraordinário resultado das políticas sociais, económicas e financeiras alcançados em dois anos de governação em relativa paz social.
Ao breve flirt, que o estado de graça do Governo alimentado pelas circunstâncias, lhe foi feito pelos MEDIA, propriedades da Direita empreendedora, seguiu - se a retaliação, não já com contra-argumentos políticos económicos ou financeiros, esmagados pela realidade inequívoca dos números, debitados diáriamente, então, em todos os títulos da Imprensa pelos especialistas, mas com casos, tretas e inconsequências formalistas. Não resultou, Portugal continuava a ser bem visto lá fora e tornou - se um must internacional procurado por um mundo sedento de paz social e... retempero, físico, emocional, lazer e... negócios.
Aconteceu, então, uma das piores épocas de incêndios em Portugal e, pela primeira vez, com muitos mortos à mistura. Uma coincidência, dizem - nos, que alimentou até hoje as páginas dos jornais e aberturas televisivas, até à náusea revoltante do aproveitamento político da Direita das debilidades então constatadas e que duravam dezenas e dezenas de anos e que, hélas, foram descobertas pelo desatento país.
( continuarei... )
quarta-feira, janeiro 31, 2018
O ESTADO DA UNIÃO
A PALAVRA E O ACTO
TRUMP não terá escrito este discurso " conciliatório " que, a não ser pela permanência de Guantánamo, poderia ter sido verbalizado por qualquer outro presidente republicano que não ele.
O apelo ao melhor dos americanos foca - se essencialmente na captura da sua capacidade empreendedora - cada um por si - e no seu individualismo, liberto de considerações subsidiárias de alcance social.
Ao isolamento que a crença na exploração nacional dos recursos naturais inesgotáveis do país acarinha, cola - se a retórica do desequilíbrio comercial com a Europa e com a China, hoje rivais imbatíveis no contexto das nações, enquanto lança um manto de silêncio sobre a Rússia.
Face ao rearranjo das alianças estratégicas da Rússia no Oriente - Médio, Trump acredita na utopia de conciliar o REINO com Israel, desprezando o contributo vital da Turquia na NATO, que farto de esperar pela UE, amiga - se com Putin e ... aniquila o DAESH, uma lança sunita contra o IRÃO e os xiitas do Iraque, financiado pela Arábia Saudita.
Entretanto, enquanto o mundo pós-trumpista se organiza, face à deserção, Trump brinca aos cowboys com KIM e, felizmente, sem o querer e sem dar por isso levará à paz entre os coreanos e o apoio decisivo da China pelo reforço militar e económico daquela zona do Pacífico a que pouco faltará a adesão do único aliado de peso dos USA na região, o Japão.
Voltando ao Estado da União, dividida entre os urbanos e os rednecks, as Corporações e a ausência de representações do mundo do trabalho, entre os progressistas e os reaccionários, uma proeza de monta caucionada pelo actual presidente, que pura e simplesmente leu o discurso conciliador, tácticamente elaborado por quem ainda tem esperança de conter a prodigalidade néscia do seu patrão.
A União não está bem e não se recomenda.
TRUMP não terá escrito este discurso " conciliatório " que, a não ser pela permanência de Guantánamo, poderia ter sido verbalizado por qualquer outro presidente republicano que não ele.
O apelo ao melhor dos americanos foca - se essencialmente na captura da sua capacidade empreendedora - cada um por si - e no seu individualismo, liberto de considerações subsidiárias de alcance social.
Ao isolamento que a crença na exploração nacional dos recursos naturais inesgotáveis do país acarinha, cola - se a retórica do desequilíbrio comercial com a Europa e com a China, hoje rivais imbatíveis no contexto das nações, enquanto lança um manto de silêncio sobre a Rússia.
Face ao rearranjo das alianças estratégicas da Rússia no Oriente - Médio, Trump acredita na utopia de conciliar o REINO com Israel, desprezando o contributo vital da Turquia na NATO, que farto de esperar pela UE, amiga - se com Putin e ... aniquila o DAESH, uma lança sunita contra o IRÃO e os xiitas do Iraque, financiado pela Arábia Saudita.
Entretanto, enquanto o mundo pós-trumpista se organiza, face à deserção, Trump brinca aos cowboys com KIM e, felizmente, sem o querer e sem dar por isso levará à paz entre os coreanos e o apoio decisivo da China pelo reforço militar e económico daquela zona do Pacífico a que pouco faltará a adesão do único aliado de peso dos USA na região, o Japão.
Voltando ao Estado da União, dividida entre os urbanos e os rednecks, as Corporações e a ausência de representações do mundo do trabalho, entre os progressistas e os reaccionários, uma proeza de monta caucionada pelo actual presidente, que pura e simplesmente leu o discurso conciliador, tácticamente elaborado por quem ainda tem esperança de conter a prodigalidade néscia do seu patrão.
A União não está bem e não se recomenda.
terça-feira, janeiro 30, 2018
FRENESIM POLICIAL
PORTUGAL...,
... Um país de corruptores e corruptíveis?
Um olhar sobre o panorama judicial luso da última década põe - nos em contacto com uma enxurrada de casos policiais em investigação, envolvendo crimes de colarinho branco, nomeadamente tráfico de influências, peculato, corrupção política, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias.
Dir - se - ia que a Polícia Judiciária, finalmente, se encontrou com rédea livre para desmontar as teias do compadrio e promiscuidade entre as classes mais abastadas do país ou, então que, finalmente, já possui meios e competência, resguardados por apoio nunca enjeitado pela actual Procuradora Geral da República, Marques Vidal, para sair à caça.
Hoje tivemos a notícia de uma investigação a vários juízes e a um juíz - desembargador sobre acusações gravíssimas de corrupção quando ainda fresco está o julgamento de um procurador acusado, também ele, de corrupção passiva.
Esta " limpeza " judiciária pendurou - se sobre os ombros dos MEDIA e com a cumplicidade de uma nova raça de bufos e do povo sedento de sangue dos grandes, ameaça tudo o que estiver ao alcance de uma denúncia anónima.
Corre - se o perigo do emporcalhamento público de inocentes, cujas vidas poderão ser mudadas de uma maneira dramática.
Para isso estarão os tribunais, dir - se - á, enquanto os MEDIA se encarregam do julgamento público. Judicialismo com populismo será uma combinação venenosa e anti - democrática pela obliteração da presunção de inocência e pela mistura de alhos com bugalhos ao sabor de um sopro.
Não será, seguramente, o tipo de Justiça que os cidadãos democratas iriam desejar no seu país.
... Um país de corruptores e corruptíveis?
Um olhar sobre o panorama judicial luso da última década põe - nos em contacto com uma enxurrada de casos policiais em investigação, envolvendo crimes de colarinho branco, nomeadamente tráfico de influências, peculato, corrupção política, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias.
Dir - se - ia que a Polícia Judiciária, finalmente, se encontrou com rédea livre para desmontar as teias do compadrio e promiscuidade entre as classes mais abastadas do país ou, então que, finalmente, já possui meios e competência, resguardados por apoio nunca enjeitado pela actual Procuradora Geral da República, Marques Vidal, para sair à caça.
Hoje tivemos a notícia de uma investigação a vários juízes e a um juíz - desembargador sobre acusações gravíssimas de corrupção quando ainda fresco está o julgamento de um procurador acusado, também ele, de corrupção passiva.
Esta " limpeza " judiciária pendurou - se sobre os ombros dos MEDIA e com a cumplicidade de uma nova raça de bufos e do povo sedento de sangue dos grandes, ameaça tudo o que estiver ao alcance de uma denúncia anónima.
Corre - se o perigo do emporcalhamento público de inocentes, cujas vidas poderão ser mudadas de uma maneira dramática.
Para isso estarão os tribunais, dir - se - á, enquanto os MEDIA se encarregam do julgamento público. Judicialismo com populismo será uma combinação venenosa e anti - democrática pela obliteração da presunção de inocência e pela mistura de alhos com bugalhos ao sabor de um sopro.
Não será, seguramente, o tipo de Justiça que os cidadãos democratas iriam desejar no seu país.
quinta-feira, janeiro 25, 2018
BRASIL...
... UM CASO SÉRIO
LULA DA SILVA
O ex - presidente do Brasil, condenado por crimes de corrupção, dos quais sempre se declarou inocente, desafia o sistema jurídico/político do seu país, apresentando - se como candidato, nomeado pelo Partido dos Trabalhadores, às próximas eleições presidenciais.
Num país fortemente cindido políticamente e quando as sondagens o apresenta como possível vencedor das eleições, a situação, em caso de bloqueamento da sua apresentação legível de candidatura, será de difícil controlo social.
Se, entretanto, vencido jurídicamente e ausente dos boletins de voto, a sua anulação maciça com o nome do seu candidato, o P.T. criará uma singularidade única nas Democracias modernas - " eleger " um presidente detido.
E DEPOIS?
LULA DA SILVA
O ex - presidente do Brasil, condenado por crimes de corrupção, dos quais sempre se declarou inocente, desafia o sistema jurídico/político do seu país, apresentando - se como candidato, nomeado pelo Partido dos Trabalhadores, às próximas eleições presidenciais.
Num país fortemente cindido políticamente e quando as sondagens o apresenta como possível vencedor das eleições, a situação, em caso de bloqueamento da sua apresentação legível de candidatura, será de difícil controlo social.
Se, entretanto, vencido jurídicamente e ausente dos boletins de voto, a sua anulação maciça com o nome do seu candidato, o P.T. criará uma singularidade única nas Democracias modernas - " eleger " um presidente detido.
E DEPOIS?
terça-feira, janeiro 23, 2018
A CORRUPÇÃO DO PODER OU...
... O PODER DA CORRUPÇÃO
TSIPRAS
PENSAMENTO E ACTO
O Poder corrompe, diz um aforismo popular. Corrompe o quê? A acção ou o sujeito? O pensamento ou o acto consequente? É - se pelo que se pensa ou pelo que se faz?
O pensamento não - expresso não se consequencia, a acção, sempre.
O acto, como representação do pensamento expresso ou " clandestino ", se o contraria é um acto falhado? Ou um acto necessário? E o que é um acto necessário em Política? Serão os justificados pelos fins, críveis como virtuosos?
Onde estará, por fim, a virtude na Política? No domínio da relação causa/efeito face ao escrutínio dos seus predicados pelos predicativos?
´
Tsipras diz - nos que a estabilidade grega face aos seus vizinhos é exemplar. Os gregos que o apoiam temem tanto pragmatismo e contorcionismo face à ideologia que professam e sobre a qual esperam mais consistência programática.
CR 7
" Não gosto que me ponham num canto. Se for preciso, saio de lá ao pontapé " - Jorge Sampaio, ex- presidente da República portuguesa
FTV
Face à exposição assediante, sexualmente assediante da Moda, que futuro para a FTV e congéneres?
Talvez....
ISTO?
TSIPRAS
PENSAMENTO E ACTO
O Poder corrompe, diz um aforismo popular. Corrompe o quê? A acção ou o sujeito? O pensamento ou o acto consequente? É - se pelo que se pensa ou pelo que se faz?
O pensamento não - expresso não se consequencia, a acção, sempre.
O acto, como representação do pensamento expresso ou " clandestino ", se o contraria é um acto falhado? Ou um acto necessário? E o que é um acto necessário em Política? Serão os justificados pelos fins, críveis como virtuosos?
Onde estará, por fim, a virtude na Política? No domínio da relação causa/efeito face ao escrutínio dos seus predicados pelos predicativos?
´
Tsipras diz - nos que a estabilidade grega face aos seus vizinhos é exemplar. Os gregos que o apoiam temem tanto pragmatismo e contorcionismo face à ideologia que professam e sobre a qual esperam mais consistência programática.
CR 7
" Não gosto que me ponham num canto. Se for preciso, saio de lá ao pontapé " - Jorge Sampaio, ex- presidente da República portuguesa
FTV
Face à exposição assediante, sexualmente assediante da Moda, que futuro para a FTV e congéneres?
Talvez....
ISTO?
domingo, janeiro 14, 2018
ELEIÇÕES NO P.S.D.
RRRRR...!... . . .RUI RIO
Santana Lopes não quis " pôr ( ninguém ) na ordem ". Rui Rio prometeu fazer isso. Para liderar nada como alguém que o quer fazer e para isso será preciso manter na ordem os rebeldes. Assim o pensaram os militantes que elegeram R.R. para a liderança do Partido Social Democrata.
Rio chega com uma imagem de rigor, seriedade intelectual e técnica e equilíbrio ideológico. O mesmo que, perante o quadro político vigente e as projecções das sondagens, favoráveis ao governo socialista, o fez ter uma atitude realista na estratégia de demolição da " geringonça ", com uma aproximação estratégica ao P.S.
A realidade de hoje fê - lo perceber e não ao Santana, que difícilmente o P.S. deixará o poder durante os próximos anos, dadas as manifestações de apoio dos eleitores.
A Oposição, com Rio, tentará, primeiro, tirar as " peneiras " ao líder do C.D.S., Assunção Cristas que, entusiasmada com os resultados obtidos em Lisboa, onde encabeçou as listas nas eleições autárquicas últimas, tem verbalizado uma ambição legítima de crescer à custa do antigo parceiro PSD. Depois, minar a relação do P.S. com os parceiros " esquerdistas " que o apoiam na solução governativa em vigor e acarinhar com o seu apoio uma aproximação ao centro apoiando explícitamente o que considerará do " interesse nacional ".
O diabo estará nos detalhes que marcam a diferença entre governar à Esquerda ou à Direita. A liderança do P.S. de hoje quer e está a governar à Esquerda e promete manter este rumo que os resultados obtidos credibilizaram junto dos eleitores. A priorização encetada na redistribuição dos rendimentos e política de emprego, com equilíbrio orçamental e contenção com tendência a diminuir da dívida pública é um detalhe que difícilmente será ignorado pelo PSD de Rio. Um mas gigantesco, mau grado as boas relações pessoais entre os dois líderes.
Resta saber, por outro lado, que parte do programa do líder eleito teve o aval dos militantes e qual a parte do pensamento revelado de Santana Lopes que o levou à derrota. Uma curiosidade política que para o líder do governo socialista seria de preciosa utilidade.
quarta-feira, janeiro 10, 2018
OUI!
MA BELLE!
ALLONS!...
De HASS, feminista militante e radical reage, como se não a tivesse compreendido, à proclamação de Deneuve e de mulheres que não odeiam os homens, e, de esguelha, lê nessa tomada de posição, uma subalternidade masoq e solidariedade com a violência sexista.
Se quisesse ser mauzinho e... porco misógino, que é o que as lésbicas chamam aos homens que adoram as mulheres, diria que é sintomático que esse radicalismo feminista surja de mulheres que os homens não querem. E De Hass parece contemplar esse destino, que não a doce Deneuve.
FUNDAMENTALISMO PURITANO?
Gostei de saber que a Europa está a reagir a essa nova moda yanque. O que diz o Hebdo sobre isto?
Nada, absolutamente nada, tem os USA a ensinar à Europa. Tudo, mas absolutamente tudo tem os USA a aprender com a Europa. Fê - lo no passado e hoje, mais do que nunca terá de combater o seu insuperável provincianismo puritano e hipócrita, de maneira a nunca ter por representante pessoas como o seu actual presidente e mulheres abusadas a definir - lhe o uso da sua liberdade sexual.
Confundir violência sexual com a sedução e o cortejamento é não ter a subtileza cultural que a educação, a cultura que a literacia e o respeito humano acrescentam à relação civilizada DENTRO do espaço por nós habitado.
As modas, que recorrentemente disparam dos USA em globalização infame pelo mundo, pela imaturidade civilizacional que transportam não deveriam ser seguidas cegamente pela juventude mundial. Uma posição crítica e independente será sempre o melhor juíz da justeza, sem contrabando, do seu contributo civilizacional.
Teremos de ser, necessáriamente, melhores que eles.
terça-feira, janeiro 09, 2018
A FEMINIST TAKEOVER...
... and SAFO AS A WORLD LIDER?
Foi evidente, na cerimónia dos Globos de Ouro, a capitulação masculina, perante a apropriação simbolizada e levada à cena, da vontade da Eva sobre Adão, da Vénus sobre Marte, de Safo sobre Dionísio.
As fileiras feministas deixaram - se, alegremente, infiltrar - se pela LGBT, que viciou e tem torpedeado o compromisso humanista necessário a um novo tipo de relacionamento entre os sexos, sexos, digo bem e não géneros, nesta suja " guerra dos sexos " que mancha a nossa evolução.
A contrição expectante dos " senhores que restavam " naquele meio não reflecte, não reflectirá a narrativa que ainda decorre cá fora quanto ao extremar de posições e o " às armas " proclamadas pelas " abusadas " e , hoje não inclusivas, na soberania masculina.
O upgrade a que assistimos, desde que começaram as denúncias sobre o trogloditismo singular, vulgo assédio sexual, num mar de boa vizinhança que aos poucos ia demolindo séculos de circunstancialismos históricos que moldaram o relacionamento pessoal e profissional a partir de uma posição de poder masculino, dizia, provém de uma minoria militante que elevou o nível da confrontação, justa, a meu ver, ao nível dos preconizados pelo machismo, ajudando a que deste campo venha à luz do dia o contrapeso ao ataque.
A cerimónia, marcada por uma catarse circunscrita ao meio que a despoletou, juntou predadores contumazes, juanistas confessos, adúlteros e adúlteras que de braço dado com as vítimas e paravítimas, consagrou a Nova Ordem Sexual, retirando simbólicamente ao macho a iniciativa da corte sem correr o risco da ostracização por ASSÉDIO. Notável!
Um erro clamoroso, esse cometido pelos frágeis peitos das feministas inclusivas, as que não odeiam e que não querem ser vítimas mas sim protagonistas do seu destino, como qualquer sapiens adulto.
Os sucessos alcançados estavam a melhorar os seus companheiros e não a afastá - los. Seguir hoje as " fake swords " das LGBT fará regredir por mais uns tempos a normalização civilizada de todos os homens e mulheres deste planeta.
Se a luta continuar a ser pela liberdade será virtuosa e contará com a cumplicidade activa dos seus companheiros. Se for pelo Poder... será feia, muito feia.
segunda-feira, janeiro 08, 2018
PORTUGAL/ANGOLA
INCOMPREENSÕES SOBERANAS E...
...MÁS DIPLOMACIAS
" Esta coisa de haver nações - irmãs dá sempre merda, já se falou disto atrás mas que se dê mais uma achega ao assunto " - OLIFAQUE - João Magueijo
Inaceitável, o que se prefigura como uma chantagem inadmissível da liderança de Angola sobre o sistema político português, ponto.
Vejamos...
Perante o quadro de acusações do Ministério Público português ao ex - vice presidente de Angola, Manuel Vicente, entre outros altos dirigentes angolanos, arguido num processo de corrupção de um procurador português pelo arquivamento da investigação de crimes atribuídos a Manuel Vicente e eventualmente aos casos que lhe coubessem investigar, a troco de vantagens materiais e ocupação de lugar de relevo em instituições onde o Estado angolano, em Portugal, geria, Angola brandiu, numa primeira fase a imunidade diplomática do seu , na altura vice - presidente e agora a transferência do processo à sua soberania.
Esta abertura, suavizaria, de algum modo, a intransigência do Ministério Público numa matéria exemplar que contempla um dos seus e da qual difícilmente cederia e abre espaço a uma diplomacia subterrânea onde os interesses de Portugal, na parceria económica que almeja fortificar em prol dos portugueses aí residentes como colaboradores e das empresas exportadoras, seriam salvaguardados.
Não me espantaria que a Magistratura portuguesa, dominada pela Direita, no quadro dos interesses ideológicos em presença hoje em Portugal, tenha a tentação de complicar a vida do Partido Socialista no governo, numa intolerância superlativa à superação deste caso e projectar as consequências para a luta partidária. Daí ser uma obrigação do Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Justiça e do governo em geral e o que resta da visão de Estado do PSD, a resolução temperada deste impasse, pelo que as declarações públicas enquanto funciona a diplomacia serão, de todo, contraproducentes.
Essa terá de ser a posição do Estado.
A minha..., não me perguntem.
...MÁS DIPLOMACIAS
" Esta coisa de haver nações - irmãs dá sempre merda, já se falou disto atrás mas que se dê mais uma achega ao assunto " - OLIFAQUE - João Magueijo
Inaceitável, o que se prefigura como uma chantagem inadmissível da liderança de Angola sobre o sistema político português, ponto.
Vejamos...
Perante o quadro de acusações do Ministério Público português ao ex - vice presidente de Angola, Manuel Vicente, entre outros altos dirigentes angolanos, arguido num processo de corrupção de um procurador português pelo arquivamento da investigação de crimes atribuídos a Manuel Vicente e eventualmente aos casos que lhe coubessem investigar, a troco de vantagens materiais e ocupação de lugar de relevo em instituições onde o Estado angolano, em Portugal, geria, Angola brandiu, numa primeira fase a imunidade diplomática do seu , na altura vice - presidente e agora a transferência do processo à sua soberania.
Esta abertura, suavizaria, de algum modo, a intransigência do Ministério Público numa matéria exemplar que contempla um dos seus e da qual difícilmente cederia e abre espaço a uma diplomacia subterrânea onde os interesses de Portugal, na parceria económica que almeja fortificar em prol dos portugueses aí residentes como colaboradores e das empresas exportadoras, seriam salvaguardados.
Não me espantaria que a Magistratura portuguesa, dominada pela Direita, no quadro dos interesses ideológicos em presença hoje em Portugal, tenha a tentação de complicar a vida do Partido Socialista no governo, numa intolerância superlativa à superação deste caso e projectar as consequências para a luta partidária. Daí ser uma obrigação do Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Justiça e do governo em geral e o que resta da visão de Estado do PSD, a resolução temperada deste impasse, pelo que as declarações públicas enquanto funciona a diplomacia serão, de todo, contraproducentes.
Essa terá de ser a posição do Estado.
A minha..., não me perguntem.
sexta-feira, janeiro 05, 2018
UM ABORRECIMENTO...
... A CONVERSA DE CAFÉ...
...Dos dois candidatos à liderança do PPD/PSD, Santana Lopes e Rui Rio.
As tertúlias universitárias, ainda no imaginário dos dois, marcaram, no tuteio e no bate - boca inconsequente a conversa, que de debate sobre o seu partido e o país não teve RIGOROSAMENTE NADA, a não ser um catálogo mimetizado dos tempos de Sá Carneiro - Emagrecer as gorduras do Estado - , lembram - se?
Zurzir no Estado fê -lo o anterior líder de má memória, Passos Coelho, com os resultados que se conhecem. Por mais que se tente, dentro do PPD/PSD, branquear as malfeitorias de cujos resultados, mormente nos sectores estratégicos da Administração Pública, alienados levianamente à gula e especulação privada sob o alibi de melhor gestão, uma fraude evidente, neste atrelamento tardio ao líder demissionário, que resultados esperarão na escolha inconsequente dum ou doutro para, num futuro que desejo tão longínquo como Plutão, governar o país?
segunda-feira, janeiro 01, 2018
IMPOTÊNCIA...
... FOI A NOTA DOMINANTE DO ANO 2017
Só o desmantelamento do DAESH, ainda em curso, trouxe uma positividade, que pelo reconhecimento, sem relativismos, do mal representado na doutrina fundamentalista dos sequazes pseudo - religiosos que se acoitavam naquela organização anti - vida, uniu, embora com distintas motivações, o planeta.
É isso - UMA CAUSA COMUM - na linha do apelo do secretário geral da ONU, Guterres, conseguirá, de reverberação a reverberação, aqui, ali, trazer a comunidade do humano à sua condição humanista, libertando -a da negatividade que lhe tem marcado o trajecto.
VIVA 2018!
É na celebração da Vida, em toda a sua diversidade, que a nossa cumplicidade redentora com o planeta que tão generosamente nos acolhe, nos salvará do CAOS. E tantas caras tem o monstro...
BOM - ANO!
Só o desmantelamento do DAESH, ainda em curso, trouxe uma positividade, que pelo reconhecimento, sem relativismos, do mal representado na doutrina fundamentalista dos sequazes pseudo - religiosos que se acoitavam naquela organização anti - vida, uniu, embora com distintas motivações, o planeta.
É isso - UMA CAUSA COMUM - na linha do apelo do secretário geral da ONU, Guterres, conseguirá, de reverberação a reverberação, aqui, ali, trazer a comunidade do humano à sua condição humanista, libertando -a da negatividade que lhe tem marcado o trajecto.
VIVA 2018!
É na celebração da Vida, em toda a sua diversidade, que a nossa cumplicidade redentora com o planeta que tão generosamente nos acolhe, nos salvará do CAOS. E tantas caras tem o monstro...
BOM - ANO!
sábado, dezembro 30, 2017
POR ONDE ANDÁVAMOS?...
AH!... OS " CASOS "...
Foi uma pausa imposta pelas netas em visita aos velhotes. Telejornais vistos de esguelha, debates e comentários ouvidos em intermitência, quando não televisões e jornais em black - out totais.
Comecemos pela CATALÓNIA
Já toda a gente sabe dos resultados das eleições impostas pelo governo espanhol como toda a gente sabe que, no mínimo, elas foram marcadas por uma singularidade - a eleição de deputados e do putativo e previsível chefe do governo da Generalitat que neste momento se encontram encarcerados ou exilados por Rajoy, primeiro - ministro espanhol.
Uma maioria regimental absoluta dos independentistas opôr - se - á à vitória partidária dos Cyudadanos, pelo que nada mudou, minto, se definiu, com democracia e outra vez, o querer da maioria dos cidadãos catalães.
Um berbicacho político que só pela Política se poderá resolver. Felizmente, ou infelizmente, pela perspectiva do poder instalado - o Estado - é assim que, em DEMOCRACIA, se devem resolver as COISAS.
Acontece que o Pensamento Único que a liderança da Direita na U.E., hoje acarinha e tentou impôr através da T.I.N.A. aos países não cumpridores, pouco se preocupa com as subtilezas, ontem essências, que definiam a Democracia europeia, se as Finanças e as Bancas Nacionais estiverem em ordem, o que é o mesmo que dizer, se continuam a verificar - se as condições de enriquecimento para as minorias elitistas. Basta acompanhar os processos políticos de alguns países da U.E., nomeadamente dos ex - satélites da URSS e da Aústria, por exemplo, a braços com uma deriva populista e xenófoba que não tiram o sono à Alemanha e à França, apesar das ameaças entre - portas que as últimas eleições nesses países testemunharam.
Não admira, portanto, que, em relação ao abano anti - burrocrático que se desenha em Catalónia e ao desplante português na demolição dos pressupostos tinescos, ainda estejam às aranhas na reformatação do conceito DEMOCRACIA.
D'A FUFICE, sejamos neutros, foçanguice, ANTI - ASSÉDIO
Um exercício mental
Insisto no tema, dado o aberrante interpretativo que, OH CÉUS!!!, os estados - unidenses acabaram de descobrir que fazia parte do nosso património natural. Para o caso, do mais poderoso élan vital, chamemos - lhe assim numa abordagem redutora, da Natureza, sem o qual nem as rosas justificariam a sua condição.
Falo da sexualidade e do lugar que ocupa, nas suas infinitas variações, e como é experenciada pela diversidade das espécies e, para o caso em apreço, do humano.
Não me lembro, assinalado pela História, de algum conflito sério entre nações ou global, exceptuando a destruição de Tróia e do stress de Lesbos, de Salomé, em que ela esteja na base de qualquer mortandade homicida ( não desdenho o seu contributo no imaginário islamita contra a " libertinagem ocidental "... , hoje apelidado grotescamente de guerra de civilizações, em que ela não esteja, subterrânea, denunciada, bem lá no fundo das motivações recalcadas e sublimadas, presente, transparente, como catalizadora, inocente, pois claro, no despoletar das... tensões.
Pelo que..., permito - me generalizar ( não sou biólogo nem psiquiatra ) a todas as espécies viventes e a todas as raças humanas essa provação, esse imperativo, inserta nos seus genes.
No humano, o instinto é o que emerge no e do pensamento estruturado e da acumulação das vivências que, de elaboração em laboração definiu, dessa e nessa capacidade, única mas não exclusiva, o que nós poderemos ser. O seu controlo obriga a uma ordem auto - imposta e, no limite, imposta de fora pelos outros, pela Lei, pelo Estado, que a civilidade humanista que não urbi et orbi, contempla, e vai contemplando como um objectivo, utópico, passível de atingir, pela domesticação social. Daí a diferença, as discrepâncias e as variações das abordagens contextuais sobre o mais poderoso instinto da Natureza - o sexual - . A própria sobrevivência das espécies dele depende, ponto final.
A baboseira interpretativa contemporânea sobre a sua soberania tem tudo a ver com a boçalidade da (r)evolução(?) e da desordem sapiana que o nosso trajecto natural de domínio socialmente demente, insiste em impôr.
Poucas espécies naturais se poderão gabar desta anormalidade anti - natural que entre nós, evidentemente, se tornou numa ... aberração, com as consequências à vista, no discurso e na pose.
DA UNIÃO NACIONAL, ( reloaded as a wishful thinking... ) desejado pelo populista presidente da República Portuguesa, Marcelo Cae..., perdão, Rebelo de Sousa, falaremos em tempo oportuno.
Foi uma pausa imposta pelas netas em visita aos velhotes. Telejornais vistos de esguelha, debates e comentários ouvidos em intermitência, quando não televisões e jornais em black - out totais.
Comecemos pela CATALÓNIA
Já toda a gente sabe dos resultados das eleições impostas pelo governo espanhol como toda a gente sabe que, no mínimo, elas foram marcadas por uma singularidade - a eleição de deputados e do putativo e previsível chefe do governo da Generalitat que neste momento se encontram encarcerados ou exilados por Rajoy, primeiro - ministro espanhol.
Uma maioria regimental absoluta dos independentistas opôr - se - á à vitória partidária dos Cyudadanos, pelo que nada mudou, minto, se definiu, com democracia e outra vez, o querer da maioria dos cidadãos catalães.
Um berbicacho político que só pela Política se poderá resolver. Felizmente, ou infelizmente, pela perspectiva do poder instalado - o Estado - é assim que, em DEMOCRACIA, se devem resolver as COISAS.
Acontece que o Pensamento Único que a liderança da Direita na U.E., hoje acarinha e tentou impôr através da T.I.N.A. aos países não cumpridores, pouco se preocupa com as subtilezas, ontem essências, que definiam a Democracia europeia, se as Finanças e as Bancas Nacionais estiverem em ordem, o que é o mesmo que dizer, se continuam a verificar - se as condições de enriquecimento para as minorias elitistas. Basta acompanhar os processos políticos de alguns países da U.E., nomeadamente dos ex - satélites da URSS e da Aústria, por exemplo, a braços com uma deriva populista e xenófoba que não tiram o sono à Alemanha e à França, apesar das ameaças entre - portas que as últimas eleições nesses países testemunharam.
Não admira, portanto, que, em relação ao abano anti - burrocrático que se desenha em Catalónia e ao desplante português na demolição dos pressupostos tinescos, ainda estejam às aranhas na reformatação do conceito DEMOCRACIA.
D'A FUFICE, sejamos neutros, foçanguice, ANTI - ASSÉDIO
Um exercício mental
Insisto no tema, dado o aberrante interpretativo que, OH CÉUS!!!, os estados - unidenses acabaram de descobrir que fazia parte do nosso património natural. Para o caso, do mais poderoso élan vital, chamemos - lhe assim numa abordagem redutora, da Natureza, sem o qual nem as rosas justificariam a sua condição.
Falo da sexualidade e do lugar que ocupa, nas suas infinitas variações, e como é experenciada pela diversidade das espécies e, para o caso em apreço, do humano.
Não me lembro, assinalado pela História, de algum conflito sério entre nações ou global, exceptuando a destruição de Tróia e do stress de Lesbos, de Salomé, em que ela esteja na base de qualquer mortandade homicida ( não desdenho o seu contributo no imaginário islamita contra a " libertinagem ocidental "... , hoje apelidado grotescamente de guerra de civilizações, em que ela não esteja, subterrânea, denunciada, bem lá no fundo das motivações recalcadas e sublimadas, presente, transparente, como catalizadora, inocente, pois claro, no despoletar das... tensões.
Pelo que..., permito - me generalizar ( não sou biólogo nem psiquiatra ) a todas as espécies viventes e a todas as raças humanas essa provação, esse imperativo, inserta nos seus genes.
No humano, o instinto é o que emerge no e do pensamento estruturado e da acumulação das vivências que, de elaboração em laboração definiu, dessa e nessa capacidade, única mas não exclusiva, o que nós poderemos ser. O seu controlo obriga a uma ordem auto - imposta e, no limite, imposta de fora pelos outros, pela Lei, pelo Estado, que a civilidade humanista que não urbi et orbi, contempla, e vai contemplando como um objectivo, utópico, passível de atingir, pela domesticação social. Daí a diferença, as discrepâncias e as variações das abordagens contextuais sobre o mais poderoso instinto da Natureza - o sexual - . A própria sobrevivência das espécies dele depende, ponto final.
A baboseira interpretativa contemporânea sobre a sua soberania tem tudo a ver com a boçalidade da (r)evolução(?) e da desordem sapiana que o nosso trajecto natural de domínio socialmente demente, insiste em impôr.
Poucas espécies naturais se poderão gabar desta anormalidade anti - natural que entre nós, evidentemente, se tornou numa ... aberração, com as consequências à vista, no discurso e na pose.
DA UNIÃO NACIONAL, ( reloaded as a wishful thinking... ) desejado pelo populista presidente da República Portuguesa, Marcelo Cae..., perdão, Rebelo de Sousa, falaremos em tempo oportuno.
terça-feira, dezembro 19, 2017
CONTINUEMOS, POIS...
RARÍSSIMAS
Nunca dou por adquirido o que leio, ouço ou vejo na Comunicação Social a não ser numa perspectiva fenomenológica. Nunca faço julgamentos definitivos sobre o que considero importante, tendo sempre presente que o meu olhar e entendimento sobre as pessoas e as coisas são resultados de uma vivência, que embora partilhada com os meus semelhantes serão sempre unipessoais.
Penso que o cinismo generalizado da espécie resulta dessa presunção " de quem já viu tudo ", pelo que, tanto de uma perspectiva penitencial como inquisitorial, os ataques, ad hominem, ao sabor da boataria, me arrepiam.
Feito já o contraditório por quem se sentiu atacado por este caso, nomeadamente a presidente Paula Brito e Costa, entretanto auto - demissionária, o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS), padre Lino Maia, o, na época, presidente da Assembleia Geral das Raríssima, HOJE, Ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, e conhecidos os factos, os contextos, a cronologia e as explicações havidas, reitero a minha primeira impressão aqui dada - Um ajuste de contas - feito de boas intenções, mas falsas na sua fundamentação e alcance contra os alvos pretendidos e, por inerência, o mau funcionamento do Estado.
Sem nada de substancial a agarrar, já que o arrivismo deslumbrado é, não só condição de sucesso na política como a Burocracia, pelas costas largas, alberga todo o funcionamento do Estado actual como os do passado, a Oposição atirou - se a uma presa mais apetecível - o actual ministro do sector, Vieira da Silva na urdidura de uma relação causal e cúmplice de ... gestão danosa (!!!???).
Portugal transformar - se - ia num país de inspectores de polícia do cidadão para poder dar resposta às solicitações, não só da bufaria retaliatória, em tempo mediático, que as carradas de denúncias e queixas e queixinhas de virtuosos cristãos indignados veiculam.
Impossível à Burocracia desfazer esta teia pidesca sem fazer, também, de cada um de nós, um BUFO.
Antes de lançar o anátema pessoal seria preferível a crítica política e isso e sobre isso, seria preciso fazer um tratado etnológico que ninguém se atreve, sob o risco de ostracização social, sobre o país que somos, sobre a tão cantada simpatia dos seus naturais. Cairia muito mal a queda do mito.
É que, dos famigerados tempos salazaristas, até hoje, a matriz comportamental lusa no que respeita ao malabarismo ético e moral continua a mesma. No fim de contas é da sua natureza.
Para mim, o arrivismo não é uma singularidade no universo humano, é - lhe a primeira natureza, faz parte da, como diria Husserl, intuição originária da espécie a qual se procura dar um sentido que depende inexorávelmente do nosso juízo, que, produto da consciência, só o pode ser sobre o existente. No caso, nada há de singular nesse fenómeno a não ser uma questão de grau e... sucesso.
Nesse processo, só uma perspectiva ética poderá desadjectivar a invectivação, a inveja e a maledicência serôdia.
Aparentemente, o clique iniciador do que se chama deslumbramento, que um sentimento de permissividade e ou impunidade, desperta, toca - nos a todos e só alguns, como eu, por exemplo, ( tinha de dizê - lo, a minha snobeira... ), continuam surdos ao seu chamamento. Aos outros, a naturalidade e presteza na compreensão do fenómeno atesta a sua quase universalidade.
Posto isto, o que fica? Quase que... much ado about nothing, se não estivesse em discussão a descredibilização irresponsável de um importante sector da sociedade.
Nunca dou por adquirido o que leio, ouço ou vejo na Comunicação Social a não ser numa perspectiva fenomenológica. Nunca faço julgamentos definitivos sobre o que considero importante, tendo sempre presente que o meu olhar e entendimento sobre as pessoas e as coisas são resultados de uma vivência, que embora partilhada com os meus semelhantes serão sempre unipessoais.
Penso que o cinismo generalizado da espécie resulta dessa presunção " de quem já viu tudo ", pelo que, tanto de uma perspectiva penitencial como inquisitorial, os ataques, ad hominem, ao sabor da boataria, me arrepiam.
Feito já o contraditório por quem se sentiu atacado por este caso, nomeadamente a presidente Paula Brito e Costa, entretanto auto - demissionária, o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS), padre Lino Maia, o, na época, presidente da Assembleia Geral das Raríssima, HOJE, Ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, e conhecidos os factos, os contextos, a cronologia e as explicações havidas, reitero a minha primeira impressão aqui dada - Um ajuste de contas - feito de boas intenções, mas falsas na sua fundamentação e alcance contra os alvos pretendidos e, por inerência, o mau funcionamento do Estado.
Sem nada de substancial a agarrar, já que o arrivismo deslumbrado é, não só condição de sucesso na política como a Burocracia, pelas costas largas, alberga todo o funcionamento do Estado actual como os do passado, a Oposição atirou - se a uma presa mais apetecível - o actual ministro do sector, Vieira da Silva na urdidura de uma relação causal e cúmplice de ... gestão danosa (!!!???).
Portugal transformar - se - ia num país de inspectores de polícia do cidadão para poder dar resposta às solicitações, não só da bufaria retaliatória, em tempo mediático, que as carradas de denúncias e queixas e queixinhas de virtuosos cristãos indignados veiculam.
Impossível à Burocracia desfazer esta teia pidesca sem fazer, também, de cada um de nós, um BUFO.
Antes de lançar o anátema pessoal seria preferível a crítica política e isso e sobre isso, seria preciso fazer um tratado etnológico que ninguém se atreve, sob o risco de ostracização social, sobre o país que somos, sobre a tão cantada simpatia dos seus naturais. Cairia muito mal a queda do mito.
É que, dos famigerados tempos salazaristas, até hoje, a matriz comportamental lusa no que respeita ao malabarismo ético e moral continua a mesma. No fim de contas é da sua natureza.
Para mim, o arrivismo não é uma singularidade no universo humano, é - lhe a primeira natureza, faz parte da, como diria Husserl, intuição originária da espécie a qual se procura dar um sentido que depende inexorávelmente do nosso juízo, que, produto da consciência, só o pode ser sobre o existente. No caso, nada há de singular nesse fenómeno a não ser uma questão de grau e... sucesso.
Nesse processo, só uma perspectiva ética poderá desadjectivar a invectivação, a inveja e a maledicência serôdia.
Aparentemente, o clique iniciador do que se chama deslumbramento, que um sentimento de permissividade e ou impunidade, desperta, toca - nos a todos e só alguns, como eu, por exemplo, ( tinha de dizê - lo, a minha snobeira... ), continuam surdos ao seu chamamento. Aos outros, a naturalidade e presteza na compreensão do fenómeno atesta a sua quase universalidade.
Posto isto, o que fica? Quase que... much ado about nothing, se não estivesse em discussão a descredibilização irresponsável de um importante sector da sociedade.
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