Da sacrilização dos direitos individuais perante o Dever colectivo derivou toda a doença incurável de que sofre o sistema que deu origem ao regime democrático no Ocidente.
A enumeração fastidiosa das mil e uma sondagens à opinião dos cidadãos europeus sobre o funcionamento das instituíções democráticas de cariz político, económico ou cultural atesta pela sua negatividade o mal - estar reinante.
Algo está podre no regime e ninguém quer apontar o dedo da denúncia na sua origem quando o cheiro provém de todos os lados...
As " excepções " , tidas como a credibilização de Tudo - a liberdade lato sensu a que se associa a famigerada liberdade de expressão, não resiste sequer, sem fragorosa queda, a uma análise mesmo que superficial.
O êrro na sacralização do mediático, por exemplo, deriva da falta de cultura, racionalidade, bom - senso, objectividade, maturidade na sua prática que outrora nos permitiam acreditar na notícia, no comentário, aprender, em suma, a formar opinião, fundamentada em factos.
Actualmente abundam opiniões massificadas, interesseiras, dirigidas, intelectualmente desonestas num grau tão elevado que a dificuldade está em saber da veracidade do que se diz mais do que QUEM diz.
Dessa batota ( porque não denunciada internamente ) corporativa salva - se a independência rara, ( não porque dispara indiscriminadamente à esquerda e à direita, sobre o Governo ou sobre a Oposição ) credibilizada, factualizada, honesta, èticamente louvável de uns quantos, poucos, paladinos.
O panorama geral, principalmente em época de eleições é sempre confrangedor dada a teia de cumplicidades e do contrabando ideológico transportado em cada página.
Seria mais verdadeiro que os Media, em vez da independência aldrabada, impraticável, assumissem com transparência o seu posicionamento rotulado, sem peias.
Aí ao se ouvir ou ler se saberia estar a ouvir ou a ler opiniões sustentadas numa determinada matriz de pensamento.
É que do albergue espanhol, aparentemente de louvável e democrática representação ideológica, difícilmente se distingue o lacaio do nobre, a voz do dono do rosnar da indignação verdadeira.
sábado, junho 06, 2009
OBAMA, uma visão outra, do Mundo e das coisas...

Aos poucos, com uma sinceridade desarmante num discurso claro e transparente, Obama tem levado ao conhecimento dos amigos e dos adversários o homem e o político.
A tónica humanista, adulta, substituíu a marca imatura com que o seu antecessor pontuava, com testículos pré - históricos, o seu miserável desempenho.
Nada de surpreendente para quem lhe viu a capacidade que as suas palavras e acções carregadas de sabedoria, ética, bom - senso, tinham sobre os seus seguidores nos USA e posteriormente na Europa e no Mundo.
O mundo árabe e muçulmano olhou -o, olhos nos olhos e sentiu a força da sua sinceridade e do seu empenho. Os efeitos, espera o planeta, que sejam duradouros e eficazes no sentido da PAZ e que a mortandade sacrificial deixe de o ser para ser vista como sempre foi - REPUGNANTE.
LUÍS CABRAL

A História, vulgo os homens que o conheceram de perto e os que lhe conheceram as acções como guerrilheiro, político e como homem, julgarão ( !!!? ) os seus actos na sua passagem.
O Estado Português não o devia ter feito com a sua ausência nas suas exéquias. LAMENTÁVEL os critérios, quaisquer que eles tivessem sido, à luz do comportamento devido em outras circuntâncias a Nino Vieira, por exemplo, para além do facto de que Luís Cabral era um amigo de Portugal. Só por isso mereceria respeito.
sexta-feira, junho 05, 2009
EFEITOS PERVERSOS...
O Presidente da Comissão Europeia - D. Barroso - ao apresentar as propostas da Comissão para superar o desemprego que fustiga a Europa, afirma ( supõe ) que " O maior receio de qualquer cidadão é perder o seu posto de trabalho " e que " não me ocorre nada mais grave, a não ser a morte de alguém próximo " ( conjectura ) e remata " É a maior tragédia pessoal que alguém pode viver ".
Eu não esperaria melhor do Burocrata - Mor de Bruxelas na defesa do sistema e do lugar.
E pronto, está dado o mote para as empresas e um aviso aos governos no sentido de, numa época de pressão social, serem pressionantes na ultradomesticação da classe trabalhadora já de si tão desprezada pela Economia e tão laboriosamente maltratada pela Política.
Ver esta crise ( mais uma para quem não lhe sente na pele as consequências ) como uma oportunidade tem sido um tema glosado à direita e à esquerda do espectro político, nos Bancos Centrais e nos aerópagos internacionais mas o sentido das soluções a encontrar e a Oportunidade a aproveitar é que não mudará.
Remenda -se o furo que provocou o " esvaziamento " como a um pneu e retoma - se o ar perdido.
Nada, absolutamente Nada se prepara, se fez e se fará, a não ser a cosmética habital, para mudar o que está na base dos falhanços sucessivos dos herdeiros do Iluminismo - a Razão sem Ética - por um motivo óbvio - quem podia e têm meios, em democracia, para o fazer não o fará já que são os principais beneficiados.
A Razão sem ética só tem um nome para isso -Estupidez, claro!
Eu não esperaria melhor do Burocrata - Mor de Bruxelas na defesa do sistema e do lugar.
E pronto, está dado o mote para as empresas e um aviso aos governos no sentido de, numa época de pressão social, serem pressionantes na ultradomesticação da classe trabalhadora já de si tão desprezada pela Economia e tão laboriosamente maltratada pela Política.
Ver esta crise ( mais uma para quem não lhe sente na pele as consequências ) como uma oportunidade tem sido um tema glosado à direita e à esquerda do espectro político, nos Bancos Centrais e nos aerópagos internacionais mas o sentido das soluções a encontrar e a Oportunidade a aproveitar é que não mudará.
Remenda -se o furo que provocou o " esvaziamento " como a um pneu e retoma - se o ar perdido.
Nada, absolutamente Nada se prepara, se fez e se fará, a não ser a cosmética habital, para mudar o que está na base dos falhanços sucessivos dos herdeiros do Iluminismo - a Razão sem Ética - por um motivo óbvio - quem podia e têm meios, em democracia, para o fazer não o fará já que são os principais beneficiados.
A Razão sem ética só tem um nome para isso -Estupidez, claro!
domingo, maio 31, 2009
EXERCÍCIOS... diletantes e meramente racionais sobre a Liberdade
Se na Natureza tudo é pré - determinado e tudo se passa segundo leis inabaláveis, o comportamento humano não obedece de todo às leis naturais senão no estrito campo físico da sua condição biológica.
Isso, apesar de ser TUDO, já que lhe delimita as fronteiras do possível, os limites da sua acção, remetendo - o à sua pequenez temporal não lhe marca o destino que a sua liberdade animal, proclama.
Até porque só nesse campo é que ela existe e tem o seu sentido pleno.
A outra, a liberdade cultural, a adquirida, social, política é uma bela utopia baseada numa concepção monista e necessária da existência da Civilização em todas as suas formas de ver o MUNDO, o COSMO e DEUS.
A sua pertença ao reino das probabilidades implica ajustamentos permanentes em relação ao REAL. O que tem falhado no seu aperfeiçoamento está no sentido das medidas correctivas.
A abundância de legislação tem reduzido amplamente o espaço do seu exercício quando a acção exigiria sim a culturalidade, a mudança consciente de mentalidades que só o Conhecimento sustenta e dá sentido.
Após o falhanço dos economistas profetizando o futuro em fórmulas matemáticas aplicadas à Liberdade, hoje, os únicos profetas serão os meteorologistas.
Apesar do caos que é o " tempo" ele pode ser mesmo assim teorizado em bases sólidas. Olhando para o céu, hoje, enquanto escrevo, posso afirmar com 99,99999% de certeza que não vai chover hoje.
O Homem precisa da universalidade para poder prever. A Globalização deriva dessa necessidade que só o Conhecimento permitiria a aplicação. Em vez de ter começado pelo cultural preferiu a matemática e pulsões primárias, essas sim universais mas com cambiantes que histórias únicas definiram e que têm sido desprezados em favor daquelas.
A taxa de juro pode -se mudar de noite para o dia; os conceitos culturais, NÃO!
Derivados de uma acumulação de conceitos empíricos que descrevem uma narrativa histórica e cultural única, a vida dos povos criou um universo paralelo tão válido como o do vizinho e o mesmo estupor perante a diferença.
Não compreender isso, simplificando o que é complexo deriva da estupidificação acelerada que a incapacidade determinante de interpretação de factos, dados, enunciados, textos, linguagem, o sapiens- sapiens cibernético tem dado provas.
O assustador é que a Estupidez, globalizada, é estúpidamente contagiosa e difícil de erradicar.
O irónico em tudo isto é que esta " nossa " capacidade adquirida ( já que não se encontra em nenhum ser vivo - a ignorância é coisa outra ) de ser ESTÚPIDOS vem de uma patologia necessáriamente do racional, incurável portanto pelo que lhe deu origem, crescimento e a sustenta até que....
P.S. - São 17:30 e pelos vistos, pelo que estou a ver, parece que o " tempo " quer contrariar as minhas 99,99999% certezas. Pois é! Nada é óbvio...
Isso, apesar de ser TUDO, já que lhe delimita as fronteiras do possível, os limites da sua acção, remetendo - o à sua pequenez temporal não lhe marca o destino que a sua liberdade animal, proclama.
Até porque só nesse campo é que ela existe e tem o seu sentido pleno.
A outra, a liberdade cultural, a adquirida, social, política é uma bela utopia baseada numa concepção monista e necessária da existência da Civilização em todas as suas formas de ver o MUNDO, o COSMO e DEUS.
A sua pertença ao reino das probabilidades implica ajustamentos permanentes em relação ao REAL. O que tem falhado no seu aperfeiçoamento está no sentido das medidas correctivas.
A abundância de legislação tem reduzido amplamente o espaço do seu exercício quando a acção exigiria sim a culturalidade, a mudança consciente de mentalidades que só o Conhecimento sustenta e dá sentido.
Após o falhanço dos economistas profetizando o futuro em fórmulas matemáticas aplicadas à Liberdade, hoje, os únicos profetas serão os meteorologistas.
Apesar do caos que é o " tempo" ele pode ser mesmo assim teorizado em bases sólidas. Olhando para o céu, hoje, enquanto escrevo, posso afirmar com 99,99999% de certeza que não vai chover hoje.
O Homem precisa da universalidade para poder prever. A Globalização deriva dessa necessidade que só o Conhecimento permitiria a aplicação. Em vez de ter começado pelo cultural preferiu a matemática e pulsões primárias, essas sim universais mas com cambiantes que histórias únicas definiram e que têm sido desprezados em favor daquelas.
A taxa de juro pode -se mudar de noite para o dia; os conceitos culturais, NÃO!
Derivados de uma acumulação de conceitos empíricos que descrevem uma narrativa histórica e cultural única, a vida dos povos criou um universo paralelo tão válido como o do vizinho e o mesmo estupor perante a diferença.
Não compreender isso, simplificando o que é complexo deriva da estupidificação acelerada que a incapacidade determinante de interpretação de factos, dados, enunciados, textos, linguagem, o sapiens- sapiens cibernético tem dado provas.
O assustador é que a Estupidez, globalizada, é estúpidamente contagiosa e difícil de erradicar.
O irónico em tudo isto é que esta " nossa " capacidade adquirida ( já que não se encontra em nenhum ser vivo - a ignorância é coisa outra ) de ser ESTÚPIDOS vem de uma patologia necessáriamente do racional, incurável portanto pelo que lhe deu origem, crescimento e a sustenta até que....
P.S. - São 17:30 e pelos vistos, pelo que estou a ver, parece que o " tempo " quer contrariar as minhas 99,99999% certezas. Pois é! Nada é óbvio...
O SÍNDROMA DE WATERGATE
Eu não duvido da sinceridade da M.M.Guedes na sua auto-avaliação como boa jornalista e da seriedade com que leva a sua profissão. Essa convicção, associada a uma coragem evidente no confronto com o Poder, confrontando -O com a Sua incompetência, com a Sua venalidade, com a Sua corrupção, DEVERIA estar indelèvelmente associada a uma Objectividade que a sua apreciação pessoal do adversário descredibiliza.
Esse distanciamento exige uma frieza que a sua emotividade feminina não conseguirá ultrapassar. Associada a um posicionamento político já revelado públicamente, convenhamos que a " hostilidade " terá sempre de ser vista como um ataque do mesmo teor.
Por mim, que não sou jornalista, tenho a obrigação de " SEPARAR AS ÁGUAS " por mais desencantado que esteja e estou SEMPRE, com a prática política.
Mas a convicção, tão verdadeira como a de quem me " governa " é porventura menos válida do que a dos políticos. Eu tento funcionar intelectualmente ao nível do Ideal e os políticos ao nível do Real.
É evidente que há políticos e políticos e é EXACTAMENTE nessa obliquidade que os distingue que se releva o papel do bom jornalista.
Ora, a M.M.Guedes tem da Economia, das Finanças, da Saúde, das Obras Públicas, etc, etc, o mesmo peso crítico que um observador como eu e não sou nada parvo, até porque com menos " pittibullismo" era capaz de encostar muitos políticos à corda no lugar dela.
Posto isso, tenho de concordar que o panorama jornalístico tem sido uma porcaria, até porque não é de hoje que o proclamo e que lhe chegaria ter mais controlo emocional nesses confrontos com a Política, abandonando a agressividade, essa sim carroceira, com que pontua a sua argumentação. Na política, o cinismo é mais elegante que a frontalidade. Saber usá -lo em momentos certos e não por sistema dará melhores resultados.
Com simpatia, apesar de me ter feito perder as estribeiras, por vezes... lhe digo que o " justicialismo " tem de estar fundamentado porque senão corre o risco de ser confundido com pusilanimidade. E isso tem sido a praga dos Media, particularmente em Portugal.
Então essa ambição de derrubar ministros, assim na linha do PCP e governos.... à Watergate.... bem....
Esse distanciamento exige uma frieza que a sua emotividade feminina não conseguirá ultrapassar. Associada a um posicionamento político já revelado públicamente, convenhamos que a " hostilidade " terá sempre de ser vista como um ataque do mesmo teor.
Por mim, que não sou jornalista, tenho a obrigação de " SEPARAR AS ÁGUAS " por mais desencantado que esteja e estou SEMPRE, com a prática política.
Mas a convicção, tão verdadeira como a de quem me " governa " é porventura menos válida do que a dos políticos. Eu tento funcionar intelectualmente ao nível do Ideal e os políticos ao nível do Real.
É evidente que há políticos e políticos e é EXACTAMENTE nessa obliquidade que os distingue que se releva o papel do bom jornalista.
Ora, a M.M.Guedes tem da Economia, das Finanças, da Saúde, das Obras Públicas, etc, etc, o mesmo peso crítico que um observador como eu e não sou nada parvo, até porque com menos " pittibullismo" era capaz de encostar muitos políticos à corda no lugar dela.
Posto isso, tenho de concordar que o panorama jornalístico tem sido uma porcaria, até porque não é de hoje que o proclamo e que lhe chegaria ter mais controlo emocional nesses confrontos com a Política, abandonando a agressividade, essa sim carroceira, com que pontua a sua argumentação. Na política, o cinismo é mais elegante que a frontalidade. Saber usá -lo em momentos certos e não por sistema dará melhores resultados.
Com simpatia, apesar de me ter feito perder as estribeiras, por vezes... lhe digo que o " justicialismo " tem de estar fundamentado porque senão corre o risco de ser confundido com pusilanimidade. E isso tem sido a praga dos Media, particularmente em Portugal.
Então essa ambição de derrubar ministros, assim na linha do PCP e governos.... à Watergate.... bem....
domingo, maio 24, 2009
JUSTICEIROS
UM TRIPEIRO -LISBOETA
Em Portugal, ninguém tem, como Miguel Sousa Tavares, batalhado em prol da cidade que ele aprendeu a amar - Lisboa.
Há muito tempo que sigo a sua demanda contra o desmantelamento progressivo do TEJO - lisboeta e do País em geral, no que ele tem de único na sua capacidade de se fazer amar.
O ataque a , para mim uma das zonas mais nobres da cidade, a sua zona ribeirinha, tem nele e permitam - me a colagem empática e em mim um inimigo feroz. A denúncia de sucessivos dislates a coberto do " INTERESSE PÚBLICO !!!? que tem protagonizado merece o apoio de todos aqueles que amam a cidade com a obrigatoriedade não-diletante de engrossar o clamor do repúdio contra o saque do que é NOSSO.
Francamente, eu não sei COMO e o que fazer para dar mais força a esta luta além da minha solidariedade activa com os justiceiros, agora aspeados, como Marinho Pinto, M.S. Tavares e outros, além do exercício da minha cidadania. Contra um regime outro saberia como.
Em Portugal, ninguém tem, como Miguel Sousa Tavares, batalhado em prol da cidade que ele aprendeu a amar - Lisboa.
Há muito tempo que sigo a sua demanda contra o desmantelamento progressivo do TEJO - lisboeta e do País em geral, no que ele tem de único na sua capacidade de se fazer amar.
O ataque a , para mim uma das zonas mais nobres da cidade, a sua zona ribeirinha, tem nele e permitam - me a colagem empática e em mim um inimigo feroz. A denúncia de sucessivos dislates a coberto do " INTERESSE PÚBLICO !!!? que tem protagonizado merece o apoio de todos aqueles que amam a cidade com a obrigatoriedade não-diletante de engrossar o clamor do repúdio contra o saque do que é NOSSO.
Francamente, eu não sei COMO e o que fazer para dar mais força a esta luta além da minha solidariedade activa com os justiceiros, agora aspeados, como Marinho Pinto, M.S. Tavares e outros, além do exercício da minha cidadania. Contra um regime outro saberia como.
ÓBVIAMENTE
DO CAMINHO DAS IDEIAS...
Henrique Monteiro - Uma ideia e seus caminhos-Expresso 23/5...
.... exortando os seus concidadãos à compreensão da Crise sugere a sua apreciação Global na assunção por cada um das suas responsabilidades próprias, ÒBVIAMENTE !
Não admitir o óbvio é estupidez. Por incrível que pareça, também ela é racionalizável mas no fim, se o processo de análise não for ele também estúpido, a conclusão só poderá ser ela também, ÓBVIA.
A validade de uma Ideia não está na sua origem e nem nas consequências indutoras da sua formulação, silogísticas portanto, o que põe em causa, à partida, a sua linearidade.
É no seu ajustamento à realidade ou não que se vai descobrindo,à medida em que se vai enriquecendo com novos dados que só esse contacto permite que está a sua Virtude, a sua adequação, o seu VALOR. NADA é óbvio!
Nessa margem de indefinição onde a Estupidez e a Ignorância se comprazem insinua - se o contrabando ( Gasset dixit ), o boicote que põe tudo em causa.
Esse é o preço da Liberdade.
A Democracia política pensou ter o assunto resolvido pela aritimética da maioria, luta para resolver essa contradição intrínseca entre o Óbvio e a Liberdade quando a sua própria origem deriva desse pressuposto. Pescadinha de rabo na boca, portanto.
A mudança será na mentalidade, no individual, no que esteve na Origem, cultural, portanto, de modo a sanar as contradições imparáveis com o outro termo da equação - LIBERDADE.
Henrique Monteiro - Uma ideia e seus caminhos-Expresso 23/5...
.... exortando os seus concidadãos à compreensão da Crise sugere a sua apreciação Global na assunção por cada um das suas responsabilidades próprias, ÒBVIAMENTE !
Não admitir o óbvio é estupidez. Por incrível que pareça, também ela é racionalizável mas no fim, se o processo de análise não for ele também estúpido, a conclusão só poderá ser ela também, ÓBVIA.
A validade de uma Ideia não está na sua origem e nem nas consequências indutoras da sua formulação, silogísticas portanto, o que põe em causa, à partida, a sua linearidade.
É no seu ajustamento à realidade ou não que se vai descobrindo,à medida em que se vai enriquecendo com novos dados que só esse contacto permite que está a sua Virtude, a sua adequação, o seu VALOR. NADA é óbvio!
Nessa margem de indefinição onde a Estupidez e a Ignorância se comprazem insinua - se o contrabando ( Gasset dixit ), o boicote que põe tudo em causa.
Esse é o preço da Liberdade.
A Democracia política pensou ter o assunto resolvido pela aritimética da maioria, luta para resolver essa contradição intrínseca entre o Óbvio e a Liberdade quando a sua própria origem deriva desse pressuposto. Pescadinha de rabo na boca, portanto.
A mudança será na mentalidade, no individual, no que esteve na Origem, cultural, portanto, de modo a sanar as contradições imparáveis com o outro termo da equação - LIBERDADE.
sábado, maio 23, 2009
EVIDENTEMENTE...!
Marinho Pinto tornou - se e bem, o que só o deve orgulhar e distinguir -se da fauna conformista, comodista, cobarde, corporativa, corrupta, que o quer apear da liderança da Ordem, a par de outros pares que prefeririam menos " barulho", um justiceiro, ( assim, sem aspas ).
Os interesses da Ordem e concomitantemente dos advogados passa pelo bom funcionamento da Justiça e por boas se não excelentes práticas da profissão.
A Ética que deve estar sempre presente na vida dos cidadãos e aí há uma gradação que vai ao infinito, tem de ser a base do exercício da cidadania e na Justiça mais do que em qualquer outra actividade.
Permitam -me um ligeiro desvio....
Ontem, na entrevista com Moura Guedes reiterou a denúncia sobre actividades ilícitas de alguns advogados e a senhora permitiu -se comparar a cidadania e a obrigação institucional com " bufaria ". Não me admira a confusão, já que ela está na base da mesma linha de raciocínio que tem impedido a classe jornalística de denunciar e criticar a prática malsã, desprestigiante e trauliteira com que ela exerce a sua profissão.
Finalmente levou o correctivo público, com todas as letras, olhos nos olhos do Bastonário a quem se permitiu insultar, que pôs a nu o que muita pobre gente considera jornalismo " agressivo ".
Os interesses da Ordem e concomitantemente dos advogados passa pelo bom funcionamento da Justiça e por boas se não excelentes práticas da profissão.
A Ética que deve estar sempre presente na vida dos cidadãos e aí há uma gradação que vai ao infinito, tem de ser a base do exercício da cidadania e na Justiça mais do que em qualquer outra actividade.
Permitam -me um ligeiro desvio....
Ontem, na entrevista com Moura Guedes reiterou a denúncia sobre actividades ilícitas de alguns advogados e a senhora permitiu -se comparar a cidadania e a obrigação institucional com " bufaria ". Não me admira a confusão, já que ela está na base da mesma linha de raciocínio que tem impedido a classe jornalística de denunciar e criticar a prática malsã, desprestigiante e trauliteira com que ela exerce a sua profissão.
Finalmente levou o correctivo público, com todas as letras, olhos nos olhos do Bastonário a quem se permitiu insultar, que pôs a nu o que muita pobre gente considera jornalismo " agressivo ".
quinta-feira, maio 21, 2009
MUUUUITO A SÉRIO...
Cada vez mais me custa ouvir a OPOSIÇÃO ao Governo nas suas pobres, vagas, casuísticas e sem contrapartidas fundamentadas, explícitas, claras, transparentes e não - dogmáticas críticas ao que ele tem andado a fazer.
Esse posicionamento é quase que uma oposição anarquista ao sistema democrático em toda a sua falência - é o meu - e à sua progressiva burocratização global.
Condenar o Governo pela falência económica do País é apelar à Ditadura do Estado. Em democracia, a economia é gerida pelo mercado e pela valência das empresas e dos produtos que vendem, a par da sua EFECTIVA utilidade para os cidadãos. A leviandade também se vende ,mas o seu valor esgota - se na sua futilidade.
O Estado como o gatilho e regulador da economia foi uma experiência histórica tentada e nada impede que volte a acontecer.
Mas...
...que hoje sejam o PSD e o CDS a acompanhar o Bloco e o PCP nessa " esperança " diz bem do falhanço político, como alternativas a este governo, que esse posicionamento falho de imaginação, (aliás pontuado pela vacuidade gratuita dos reparos como " ...a continuar assim... " recorrentemente usados pela líder do PSD ), exibe a cada passo a dizer NADA sobre NADA, numa prática de tal monta demagógica que só a ignorância poderá aceitar de ânimo leve.
A sinceridade OBRIGA a que os cidadãos da Europa tenham de aceitar, pelo menos até que reajam do estupôr a que a sua ingenuidade e negligência os conduziu, aceitem e dêem graças por ter, na Europa e em Portugal dois bons organizadores e excelentes funcionários a trabalhar para eles.
Oxalá se trabalhasse tanto em Portugal como eles!
DIGERINDO E REFLECTINDO...
Eu sei que a minha prosa não é simples como também eu não o sou. A simplicidade é para a amiba... Estou a brincar, claro!
Confesso que gostaria de " simplificar " o que só palavras " complexas ", pela sua abrangência, conseguem, a meu ver, EXPLICAR e tenho andado a aprender a falar simples. Na escrita é um bocado mais difícil. Mas....
" ... Não deixa de ser redutora a factualidade segundo a qual as dinâmicas emprestadas pelos primeiros 15 anos da democracia portuguesa no sentido de transformar o País para fora do seu contexto de africanização, portanto, mais perto de um europeísmo progressivamente inevitável, pouca ou nada disseram às estruturas obsoletas do futebol. " sic sic sic - Rui Santos - Record - 21/5/09
... depois de ler isto ( este " estilo !!!? " é recorrente ) dei por mim a pensar se a minha genuína espontaneidade na escrita podia alguma vez ter alguma coisa ver com este machadês pedante e intragável.
Prometo fazer uma visita aos meus posts antigos e com a devida distância e espírito crítico diagnosticar essa.... essa.... o QUÊ!!!?
domingo, maio 10, 2009
Eu não diria melhor... mutatis mutandis...
" Em onze ficavam os quatro defesas. O resto façam rifas em quermesses de caridade " Alberto João Jardim, sobre o Marítimo.
" Rui Costa é boa pessoa, mas falta -lhe um espírito de luta feroz e primário, uma agressividade permanente... " - Domingos Amaral
O Benfica de hoje é uma equipa completamente descaracterizada, amorfa, mole, educada, sem nervos, feminina até dizer basta, sem tomates, em suma. É, sem ofensa a imagem dos seus líderes, como todas acabam por se tornar.
Jaime Pacheco ou Scolari ou Jorge Jessus, nunca o Queirós ou o Cajuda, por exemplo fariam, com esses mesmos atletas uma equipa intratável, em todos os aspectos competitivos.
Posto isto, acho que o nacional - porreirismo não deverá ser a postura do Rui e civilizadamente, neste caso, dispensar Quique para já e armar -se de um comportamento muito mais duro em relação aos profissionais que tem a seu cargo, porque se não, as contínuas desilusões que temos sofrido afastar - nos- ão cada vez mais do Estádio da Luz e da equipa com todas as consequências que isso trará à SAD.
" Em onze ficavam os quatro defesas. O resto façam rifas em quermesses de caridade " Alberto João Jardim, sobre o Marítimo.
" Rui Costa é boa pessoa, mas falta -lhe um espírito de luta feroz e primário, uma agressividade permanente... " - Domingos Amaral
O Benfica de hoje é uma equipa completamente descaracterizada, amorfa, mole, educada, sem nervos, feminina até dizer basta, sem tomates, em suma. É, sem ofensa a imagem dos seus líderes, como todas acabam por se tornar.
Jaime Pacheco ou Scolari ou Jorge Jessus, nunca o Queirós ou o Cajuda, por exemplo fariam, com esses mesmos atletas uma equipa intratável, em todos os aspectos competitivos.
Posto isto, acho que o nacional - porreirismo não deverá ser a postura do Rui e civilizadamente, neste caso, dispensar Quique para já e armar -se de um comportamento muito mais duro em relação aos profissionais que tem a seu cargo, porque se não, as contínuas desilusões que temos sofrido afastar - nos- ão cada vez mais do Estádio da Luz e da equipa com todas as consequências que isso trará à SAD.
sábado, maio 09, 2009
TAMBÉM NO FUTEBOL...
Já que se falou de patologias associadas à formulação que tem levado ao desmantelamento das " coisas ", vulgo, valores, falemos de futebol, já chamado em tempos uma escola de vida por razões que toda a gente entendia, e do que tem acontecido nos últimos tempos.
Também aí a CRISE se instalou subreptíciamente a partir do momento em que o Mercado tomou conta da coisa e os milhões se lhe associaram com estrondo impondo as suas regras.
O fairplay, ainda alimentado por alguns românticos irredutíveis vai desaparecendo no torvelinho da venalidade e do suborno psicológico dos seus intervenientes e adeptos.
Os atletas, há já quem não aguente as exigências que uma pressão intolerável obriga à robotização e se afaste para poder recuperar outra vez o prazer de jogar futebol.
Refiro - me por exemplo aos atletas sul - americanos cuja relação com a bola sempre se fez com alegria, técnica, fruição e gozo a quem tem morrido aos poucos a sua arte em prol da rigidez da tática e dos resultados que valem milhões.
Ronaldo, Adriano, Fred, foram alguns dos nomes citados pelo Record, entre outros menos sonantes que regressaram a fim de se reconciliarem consigo e com a sua arte e prazer. Outros virão atrás da resolução de problemas económicos, outros mantêm - se por cá, adaptam -se, tentando conciliar a beleza do gesto e da prática com os ditames do rigor tático e à supressão do risco e do improviso com a perda óbvia das suas qualidades que as trouxeram até nós.
Por outro lado, o último jogo entre o Chelsea e o Barcelona foi paradigmático. Os amantes do futebol fizeram a sua escolha e preferiram ver o Barcelona na final de Roma com o Manchester, duas das equipas com o futebol mais excitante do planeta a par do Arsenal.
Nem a maneira inglória e manchada injustamente como obteve o apuramento abalou a escolha no final do desafio. Barcelona merecia e tinha de lá estar na final...O que aconteceu durante o jogo foram...pormenores.
A moralidade interesseira que faz parte da matriz individual quando não é contrariada por valores mais nobres tem - se tornado aceitável e de tanta aceitação empática, a MORAL, que se justifica pelos resultados.
Outro exemplo desse desmantelamento - PEPE, ou melhor Queirós.
Pepe agrediu selvàticamente um adversário e foi condenado e bem pela justiça desportiva e pelo mundo desportivo em geral pelo seu descontrolo.
Carlos Queirós, porém, num gesto oblíquo de solidariedade decide manter sem castigo a atitude do seu seleccionado, desprotegendo- o do período de nojo e reflexão a que ele teria de se submeter.
Pepe foi quase criminoso, mas...
Eu não aceito, sem castigo, o Pepe na selecção!
Eu não aceito que a batota cometida contra o Chelsea seja branqueada a favor do melhor futebol do Barcelona!
Eu não aceito a batota no Desporto sob nenhuma justificação e muito menos pelo meu prazer e satisfação!
Eu não aceito a moralidade adversativa e casual. Posso compreendê - la mas não a honro! Ponto final!
sexta-feira, maio 08, 2009
OCIDENTE -TOTALITARISMO ou DIRECÇÃO DO ESPÍRITO?
Nenhuma novidade tirou este céptico ocidental da leitura de Pol Droit - O que é o Ocidente?
Habituado a " bojardas sociologistas ", contava com uma leitura dogmática sobre a superioridade da cultura ocidental em confronto com as OUTRAS.
Felizmente nada disso aconteceu e reforçou -me os conceitos da Sua ( do Ocidente ) formação histórica, da Sua face gloriosa e da Sua zona tenebrosa. Interiorizou com mais profundidade a convicção da justeza dos Seus conceitos e das Suas patologias e continuou a ABOMINAR o abastardamento que a Sua hipocrisia tem provocado na sua evolução espiritual.
Também confirmou (!!!? ) que estaria Aí a raíz da Sua crise, tão natural como a tensão que lhe provocou a descida da árvores e a visão do mundo dos Outros que a Sua Técnica lhe proporcionou.
O Ocidente será como conclui Pol Droit " uma direcção do espírito " e não a sufragação da Sua superioridade técnica e da Universalização perante os outros novos bárbaros dos seus conceitos de existência. Deverá ser um exemplo a propôr e não a impôr, abrindo -se às outras Culturas como um mundo aberto que a Sua História apregoa.
Mas...
Nietzsche já dizia que o Homem moderno, à medida que vai perdendo a sua capacidade de avaliação perderia também a sua Humanidade, que não é mais do que a solidariedade de espécie, digo eu.
A unidade, o ponto de referência sobre o qual o Ocidente, particularmente com os Iluministas, se baseou - o indivíduo - criou, para mim, um paradoxo inevitável e uma tensão permanente com a universalidade dos valores propostos então. Se é sobre o individual que a sua universalidade se exerce e faz sentido, a permanente crítica e dúvida que sobre eles se desabou até hoje, levou ao seu esgotamento, naquilo que Droit chamou de patologias do Universal e acrescento eu, do Indivíduo, o abismo de Nietzsche.
Este declive obrigará Narciso a outro direccionamento do olhar. O Indivíduo e a Liberdade, então sacralizados, estão na origem da patologia universal; os conceitos, eles mesmos, biológicos na sua essência entraram em conflito entre si e estão na origem dos conflitos com os outros e com os OUTROS.
Impossível mudar o que quer que seja enquanto essas condições continuarem a ser O DIREITO, base de qualquer política.
A mudança de paradigmas terá de ser muito mais profunda. A base terá de ser deslocada ou então terá de ser outra e superior ao EU.
Os falhanços históricos aconteceram em circunstâncias únicas e específicas da vida do Planeta e dos povos e não se repetirão as condições que os proporcionaram, mas os êrros, já diagnosticados poderão ser emendados e hoje em pleno século XXI nada nos impede de pensar que a Utopia seja possível. Bastaria que a nossa capacidade de avaliação voltasse a funcionar em Racionalidade, Ética, Humanidade?
Referências - o Homem só funciona capazmente com referências que respeite. A Técnica - o novo Deus - exige domínio, não reverência, e o Homem que a cria tem de estar à sua frente e não a reboque das suas consequências indutoras. Não serve!
O mundo cibernético, o mundo dos engenheiros será funcional e burocrático mas sem alma, já que mesmo aí, onde a inerrância parece não ter lugar, o indivíduo continua a ser o Individual-Universal, um paradoxo universal.
domingo, maio 03, 2009
INTRUJICE, ÓBVIA....
....diz M. Carreira em relação à ESCOLA PORTUGUESA, e CARA, acrescenta.
Onde estão os professores no meio de tanta intrujice?
É que os alunos são as vítimas dos interesses de TODA A GENTE, pelos vistos.
E até agora estão - se " borrifando " até que a realidade cá fora lhes cobra a fraca exigência e a negligência.
....diz M. Carreira em relação à ESCOLA PORTUGUESA, e CARA, acrescenta.
Onde estão os professores no meio de tanta intrujice?
É que os alunos são as vítimas dos interesses de TODA A GENTE, pelos vistos.
E até agora estão - se " borrifando " até que a realidade cá fora lhes cobra a fraca exigência e a negligência.
MUITO BEM...
Faltou acrescentar a esquizofrenia militante, mas o retrato, apesar de local, ganha contornos globalizantes pela acelerada mas certeira perspectiva histórica que a acompanha.
H.Raposo faz no Expresso de hoje ( longe de mim qualquer procura de protagonismo...,dispenso) um exercício escorreito e assertivo sobre a razão da nossa decadência civilizacional a passos lestos, irónicos, sobre coisas muuuuuito sérias e que andam longe de quem, nos dias que correm não tem tempo de sobra para pensar o Presente quanto mais perscrutar o Passado em busca de explicações para o Futuro.
Alguém com mais tempo do que eu e com mais talento debruçou - se sobre uma perspectiva minha interiorizada há décadas e formalizou - a num livro que irei adquirir.
Não conhecia o autor que H. Raposo me deu a conhecer - Roger-Pol Droit nem o livro que escreveu..., falta de tempo... - O que é o Ocidente?, mas duvido que encontre alguma novidade sobre a qual não tivesse já reflectido e dado a conhecer, inclusive AQUI.
Mas a curiosidade por uma visão de Outro é -me um vício.
Faltou acrescentar a esquizofrenia militante, mas o retrato, apesar de local, ganha contornos globalizantes pela acelerada mas certeira perspectiva histórica que a acompanha.
H.Raposo faz no Expresso de hoje ( longe de mim qualquer procura de protagonismo...,dispenso) um exercício escorreito e assertivo sobre a razão da nossa decadência civilizacional a passos lestos, irónicos, sobre coisas muuuuuito sérias e que andam longe de quem, nos dias que correm não tem tempo de sobra para pensar o Presente quanto mais perscrutar o Passado em busca de explicações para o Futuro.
Alguém com mais tempo do que eu e com mais talento debruçou - se sobre uma perspectiva minha interiorizada há décadas e formalizou - a num livro que irei adquirir.
Não conhecia o autor que H. Raposo me deu a conhecer - Roger-Pol Droit nem o livro que escreveu..., falta de tempo... - O que é o Ocidente?, mas duvido que encontre alguma novidade sobre a qual não tivesse já reflectido e dado a conhecer, inclusive AQUI.
Mas a curiosidade por uma visão de Outro é -me um vício.
Sezões, esperteza saloia, histeria...
Uma das razões que leva a que muitos cidadãos se mostrem cépticos em relação aos políticos e à Política tem a ver com o seu exercício canhestro por parte de mentecaptos e chicos - espertos.
O que aconteceu em relação ao abuso das imagens de umas pobres criancinhas, traumatizados pela vida fora a partir de então, colhidas numas escolas primárias ao engodo de uns chicos-espertos estúpidamente associadas a uma das melhores iniciativas deste governo - Magalhães - ( podem continuar a metê - lo no prego ou a vendê -lo na Feira da Ladra ( irónico, não? ) que não lhe retiram o mérito ) é um exemplo disso.
Acontece que a noção tremendista, fadista dos acontecimentos em Portugal tem tido o apoio da cada vez mais fadista Comunicação Social que avara de neurónios e de capacidade de criar interesse caminha a reboque e a toque de caixa da indignação parola do mal - dizer português, o que multiplica por cem qualquer treta, desde que seja contra os políticos. Palermice óbvia a alimentar a palermice alheia.
Uma das razões que leva a que muitos cidadãos se mostrem cépticos em relação aos políticos e à Política tem a ver com o seu exercício canhestro por parte de mentecaptos e chicos - espertos.
O que aconteceu em relação ao abuso das imagens de umas pobres criancinhas, traumatizados pela vida fora a partir de então, colhidas numas escolas primárias ao engodo de uns chicos-espertos estúpidamente associadas a uma das melhores iniciativas deste governo - Magalhães - ( podem continuar a metê - lo no prego ou a vendê -lo na Feira da Ladra ( irónico, não? ) que não lhe retiram o mérito ) é um exemplo disso.
Acontece que a noção tremendista, fadista dos acontecimentos em Portugal tem tido o apoio da cada vez mais fadista Comunicação Social que avara de neurónios e de capacidade de criar interesse caminha a reboque e a toque de caixa da indignação parola do mal - dizer português, o que multiplica por cem qualquer treta, desde que seja contra os políticos. Palermice óbvia a alimentar a palermice alheia.
sexta-feira, maio 01, 2009
Bem- vindo...
...de volta www.africaminha.blogspot.com
Foram proveitosas as férias no País mais civilizado do mundo?
Essa da gripe suína tem sido motivo de " gozo " cá por casa. Mas tu, melhor que eu falarás do TAMIFLU.
Um abraço!
...de volta www.africaminha.blogspot.com
Foram proveitosas as férias no País mais civilizado do mundo?
Essa da gripe suína tem sido motivo de " gozo " cá por casa. Mas tu, melhor que eu falarás do TAMIFLU.
Um abraço!
quarta-feira, abril 29, 2009
Da nossa e a do Outro...., perspectivas, claro!
Viatura avariada e necessidade de usar o metro ao fim de mais de vinte anos de ausência. Agradável surpresa, um pouco de desorientação e acabei por conhecer três novas linhas num percurso da estação do Oriente à Praça de Espanha.
No último percurso ia de pé e a falta de hábito desiquilibrava - me com frequência sacudindo -me, sem apoio, de um lado para outro, até que condoído, um jovem paquistanês ofereceu -me o seu lugar, também de pé, mas com um apoio de espaldas que permitia melhor equilíbrio. Agradeci e aceitei a oferta.
No momento seguinte tive a consciência clara da diferença de perspectiva com que eu me olho e a visão do jovem - um ancião em apuros. Achei graça e perdi -me numa elocubração rápida sobre a facilidade com que a nossa auto - estima e segurança alimentadas pelo peso, da maturidade, chamamos - lhe nós, da velhice, cai, a par de uma constatação que um outro " velhote " bramou, provávelmente numa situação parecida - A velhice é uma merda - Jorge Amado
Viatura avariada e necessidade de usar o metro ao fim de mais de vinte anos de ausência. Agradável surpresa, um pouco de desorientação e acabei por conhecer três novas linhas num percurso da estação do Oriente à Praça de Espanha.
No último percurso ia de pé e a falta de hábito desiquilibrava - me com frequência sacudindo -me, sem apoio, de um lado para outro, até que condoído, um jovem paquistanês ofereceu -me o seu lugar, também de pé, mas com um apoio de espaldas que permitia melhor equilíbrio. Agradeci e aceitei a oferta.
No momento seguinte tive a consciência clara da diferença de perspectiva com que eu me olho e a visão do jovem - um ancião em apuros. Achei graça e perdi -me numa elocubração rápida sobre a facilidade com que a nossa auto - estima e segurança alimentadas pelo peso, da maturidade, chamamos - lhe nós, da velhice, cai, a par de uma constatação que um outro " velhote " bramou, provávelmente numa situação parecida - A velhice é uma merda - Jorge Amado
domingo, abril 26, 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)
