domingo, janeiro 30, 2011

E VIVA A REVOLUÇÃO!

 



Eu já tinha avisado e ansiado que os " sinais " estavam já aí...

Manietada pela sua demissão da direcção administrativa dos povos que a sua obrigação e essência exigiria, em prol da Cleptocracia feita regime, a POLÍTICA, desmascarada na sua cumplicidade "activa, só tinha um caminho a percorrer - a DEVOLUÇÃO do Poder a quem o deu - o POVO.

Nas sociedades democráticas instituídas pelo Globo, essa devolução tem sido formalmente protagonizada nas eleições, durante o tempo da campanha eleitoral. Uma vez cumpridas as " obrigações " exigidas( !!!???) ao Povo regressa tudo ao statu anterior, com novos protagonistas ou não.

Naturalmente, as sucessivas " mascaradas " com as quais o Povo se deixava enganar, na ilusão de que o sistema e o regime podiam ser reformados, começam a esvaziar - se de sentido e de conteúdo de que o abandono em crescendo das urnas eleitorais dá consistência.

A hora é de acção.

A minha desilusão com o comodismo e emburguesamento da juventude ociosa, niilista, burocrática e efeminada do Ocidente,ausente e negligente do seu futuro teve um revés - contentamento com a revolução dos jovens tunisinos.
Que os ventos que varreram a cleptocracia tunisina representada pelos seus dirigentes políticos tenham o efeito de um gigantesco e global tsunami,a leste a norte a sul e a ocidente e que ajude a reinventar uma nova DEMOCRACIA E UM REGIME OUTRO, que sejam capazes de redefinir uma nova matrix do SAPIENS.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

LÁ COMO CÁ...


No dia 6 de Fevereiro decidem - se as eleições em Cabo Verde.

Como de resto em todo o planeta em sufrágio, exigem - se MUDANÇAS, quanto mais não seja a cara da liderança.

Os ventos de mudança sopram na Tunísia e no Egipto e certas lideranças, aquelas que se assustam e com razão quando o povo abandona a " urna " e acciona a democracia directa,têm razão para ter medo.

Felizmente, no meu saudoso País, tão doce nos seus costumes como os pais fundadores, a fúria não foi para lá chamada.
Aquilo que nos distingue - a proximidade, nunca permitirá a resolução dos problemas políticos pela violência.

Que continue assim...

segunda-feira, janeiro 24, 2011

E Manuel Alegre?

Em Fevereiro do ano passado, quando a candidatura de Fernando Nobre se deu à luz e na ressaca das palavras proferidas por M. Alegre, " aliviado " com a definição do voto do PS dizia - As coisas estão claras - eu duvidei que estivessem e previ então que se não fizesse esquecer aos socialistas a sua declarada e reiterada oposição ao seu governo,não iria longe.

Pelos vistos, não conseguiu...
A incoerência do seu táctico posicionamento político, em nome da liberdade, magoou os seus camaradas e se para alguns engolir o sapo da sua candidatura era um mal necessário, para outros,em nome da mesma liberdade que exemplificou,era amargo demais, como se viu.

DA NATURALIDADE DAS COISAS...

" AQUELE DE ENTRE VÓS QUE NUNCA PECOU, ATIRE A PRIMEIRA PEDRA! " - Jesus Cristo

A História das Nações está íntimamente ligada, como necessáriamente tem de ser,aos seus protagonistas, em cada fase da sua Vida.A inocência está excluída das suas decisões.
Ontem, o protagonista foi o povo que elegeu Cavaco Silva para mais um mandato de 5 anos à frente do seu destino.

A Democracia também é isto e a História de Portugal estará, nos próximos anos, marcada pelos resultados da votação de ontem.
Como tem acontecido nos desenvolvimentos recentes da política portuguesa,a reacção popular aos ataques aos carácteres dos seus líderes tem sido a absolvição, para lá de qualquer análise racional que sobre os factos lhe tenha sido trazido, numa manifestação de solidariedade e esvaziamento de juízos morais a que só um reconhecimento e empatia da imperfeição do outro, justifica.

O que isso nos diz do carácter do POVO, também é ISSO, aqui ou em qualquer parte do mundo, é claro.
A natureza humana sabe - se imperfeita,e quando posta perante a imperfeição ética dos seus líderes a sua análise, quase sempre, estreita -se para o campo familiar e próximo do Eu que não para o espaço real, político, aonde deveria ser sufragada.

Cavaco Silva é, hoje, o representante político, sociológico e ético do estado moral do País.
O que se espera dele, conhecida a sua história e dos seus companheiros da jornada é incompreensível para mim..., mas eu não votei nele, naturalmente!

sexta-feira, janeiro 21, 2011

EU NÃO VOTO CAVACO...

...E passo a explicar o porquê, para lá da questão ideológica, que em essência explicaria e estaria na base de qualquer opção consciente.

A suprema ironia de " tudo isto ", é que uma " ideologia " - o Capitalismo liberal - que travou uma feroz batalha com o comunismo esteja hoje entregue a burocratas, da China aos USA, passando pela Europa e Rússia. O vazio que a tensão social, esvaziada então pelo fim da História, ideológica naturalmente,criou, foi preenchido, sem pudor já, ( ai dos vencidos! )por uma entidade sem rosto, quase etérea - o Mercado, contra a qual a " multidão " de Neri e as " massas " de Gasset se encontra na posição de Quixote.

Voltando a Cavaco, eu não voto Cavaco porque ele é, na essência, um ser desprovido de ideologia, é um BUROCRATA, um funcionário do statu quo, um representante consciente do " Império ", em Portugal.

Não confio nele, como não confio em amorais. Dos imorais conheço os sintomas e a narrativa, por exclusão; dos amorais temo a inconsciência quando sustentada pela ignorância e a hipocrisia quando apoiada no " pragmatismo ".

segunda-feira, janeiro 17, 2011

ORA, AÌ ESTÁ A RAZÃO...

...Da minha ausência de comentários à campanha eleitoral em curso e a minha séria reflexão sobre uma abstenção que diàriamente me tenta trazer à realidade do dever cívico.

Façam o favor de ir ler, com olhos de ver, " PLUMA CAPRICHOSA " de Clara Ferreira Alves do Expresso de sábado, sob o título - Os políticos e os patetas. Está lá tudo e desta vez sem paninhos quentes que a elegância da prosa por vezes atenua em suaves " desabafos ".

Fala - se muito da crise económica e financeira e não se olha para o que se passa ao nosso lado...
Do empobrecimento e decadência da generalidade da " massa cinzenta " nacional têm os MEDIA uma responsabilidade medonha, repetidamente ensaiada por aqui e por muitas outras " vozes de burro " que ainda não vencidas pelo cansaço, teimam em alertar para a bisonha realidade nacional.

Saramago deplorava a incapacidade progressiva do mundo de hoje REFLECTIR, associando esse descalabro, nas Academias, ao abandono da Filosofia e do gosto pelo raciocínio abstracto.
Tudo isso, associado à trôpega literatura que hoje, sem pudor, se dá, num exercício pungente de narcisismo,a conhecer pelos seus iguais criou um caldo de uma " coisa " que ainda não encontrei uma palavra em português que a definisse. Mas vou a tempo...

É evidente que a Política não poderia passar impune e imune a essa contaminação a montante e a juzante, como causa e efeito desse produto.
Os intelectuais, na sua maioria, abandonaram, " desprezados ", a vida pública. Tornaram - se - lhes penosas as escolhas entre venderem - se ou capitularem -se e exilaram - se para o privado e para o universo, hoje restrito, da Cultura feita impotência.

Fala - se para quem, HOJE? E de QUÊ?

quinta-feira, janeiro 13, 2011

DA CAPITULAÇÃO ANUNCIADA...

... E que vem sendo, com uma pertinácia afrontosa, tecida pelos interesses económicos, financeiros e políticos,à sua efectivação já só vai o tempo que decorre até às eleições do novo presidente da República.
Tudo se prepara já para entregar de mão - beijada o País aos decisores estrangeiros.

Nada tem isso de surpreendente na História dos povos e em Portugal isso já aconteceu com as consequências que essa nova " conspiração " terá.
Nos finais do século XVI, as circunstâncias criadas pela aristocracia política e religiosa somadas à " neutralidade interesseira " do comércio, " anexaram ", nas palavras de um investigador não referenciado, ( ver " A língua e a cultura portuguesas no tempo dos Filipes de Pilar Vásquez Cuesta " )Filipe II de Espanha.

Do seu a seu dono, quando em Portugal, hoje, temos à cabeça dessa " conspiração ", visível de cada vez que abre a boca para falar do País, o actual Presidente da República, ancorado nas mesmas forças que então quase exigiam a entrada de decisores estrangeiros no País, está tudo dito e visto. Só que o " anexado " estimado desta vez será o FMI, na esteira do Fundo de Estabilidade Económica Europeia.

Como no século XVI, hoje como ontem, a resistência, passiva ou activa, estará no Povo, que nas circunstâncias actuais terá de se aliar à outra resistência configurada pelo Governo e o seu líder - Sócrates.
Ressalta em tudo isso a tremenda importância de que se revestem as eleições que vêm aí. As escolhas serão decisivas e determinantes para o futuro próximo.
Se o Governo cair, cercado por todos os lados como está, a CAPITULAÇÃO estará à porta.

Quem diz que a História não se repete redu-la aos rostos dos protagonistas e não às circunstâncias que os criam e fundamentam as suas escolhas e a sua história.
Hoje, os protagonistas têm um rosto e uma actuação conhecida de TODOS, assim como as circunstâncias que criaram ou querem evitar, para lá da sua actuação mediática. O conhecimento da sua história também entra nas nossas escolhas. TEM DE ENTRAR!

terça-feira, janeiro 11, 2011

CONSAGRAÇÃO

 



A haver uma justa atribuição de mérito, Mourinho conseguiu - o, com a votação maciça dos jogadores de futebol que o consagraram como o melhor treinador do Planeta, juntamente com os jornalistas que não dos treinadores adversários, compreensível, aliás.

Conseguiu - o e foi uma proeza, contra os interesses da FIFA e contra o sistema que os seus parasitários mercantilistas alimentam.
Conseguiu - o com o apoio dos seleccionadores nacionais e...dos ADEPTOS, que apesar de preferências por este ou aquele sistema de jogo, sentem que o seu sectarismo por vezes não consegue manchar os factos e que o futebol que amam é feito de sangue suor e lágrimas e partilha de emoções que se espraiam nas quatro linhas do campo e qwue definem o que realmente importa - a victória das suas cores e dos atletas que apoiam.

O resto, a galáxia de interesses que à sua volta se tece, mormente na domesticação e assimilação dos rebeldes à causa do negócio de milhões que a sua actividade permite parasitar, passa ao lado durante os noventa minutos de uma partida de futebol.

Mourinho interpreta na perfeição esse sentir, na autenticidade com que vive com os seus atletas a impureza das emoções que o jogo transporta. Ele é assim.

Que continue por muitos anos mais a recusar pôr o " chapéu " de D. José de uma pretensa "aristocracia e respeitabilidade " ( ver de Zé a D. José de João Manha no Record de hoje ) que dariam caução à aceitação pelos senhores do sistema e seus lacaios e por quem só lhe pode e deve invejar o sucesso sem mas, como convém a almas pouco nobres.
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sábado, janeiro 08, 2011

NOSTALGIAS...

Proponho um pequeno exercício aos bloguistas " veteranos ", com, pelo menos 6,7 anos nessas andanças e que se traduz numa revisitação dos seus posts desde essa altura.

Confesso que a mim, numa confirmação dos meus dotes " mediúnicos ", a surpresa de me descobrir como um profeta durou pouco. É que o exercício só me revelou que, passe as evoluções de consequência, NADA se alterou no panorama político, mental, económico, ( a diversificação é uma consequência )ético ou cívico em Portugal.

A actual campanha eleitoral em curso repete, mutatis mutandis com a mesma narrativa, todas as campanhas do passado e com os mesmos protagonistas. Só mudaram as caras.

Na verdade, a " COISA " que é isto hoje, não é pertença própria...

Que a Política se tinha emigrado para longínquas paragens e se tornou incontactável também foi uma consequência que não se tinha previsto com a Globalização. E o que é que essa incompetência nos diz em relação aos seus intérpretes que ocupam elevados cargos da sua direcção? A sua falência, pela adopção de uma nova religiosidade cuja essência a sua História, na sua génese, sempre quis contrariar.

Por outro lado, também nos diz que a elite, a intelectualidade que a Ciência e a Cultura criaram se ajoelhou aos ditâmes do Capital, representado hoje por essa coisa sem rosto a que hoje se remete o futuro dos Povos.

A.Neri, filósofo italiano chamou a essa entidade, a esse novo protagonista político e não só, que paira impunemente sobre as soberanias nacionais, o IMPÉRIO e reduziu - nos a TODOS a uma massa amorfa a que chamou multidão, em luta surda e resilente contra esse novo DEUS dos nossos tempos.

Eu cá choro pela REVOLUÇÃO, por uma revolução que remeta o SAPIENS a uma condição sem esperança, universal, TOTAL, que o livre do Abismo e que lhe permita uma ascenção outra que não essa decadência inveterada e... patética.

Desgraçadamente para os que a vão enfrentar e libertador para o futuro da espécie, ela vai acontecer, tão certo como eu estar aqui hoje. O sentido da sua marcha e o click do seu despertar está por aí...

quarta-feira, janeiro 05, 2011

PRESIDENCIAIS...

POISSSS....

Que dizer?

Os MEDIA, enfadados com a crise, com os discursos políticos, com Sócrates em banho - maria e com a " fleuma " sem sal do líder da oposição e com as bonecadas do Portas, vai daí e agarra - se com unha e dentes ao cheiro de um escândalo que já tem perto de DEZ anos e que na altura não " sacudiram " muito.


Veremos os desenvolvimentos... Depois falaremos de política

sábado, janeiro 01, 2011

EIS - NOS EM 2011

... E, sem nenhumas ilusões antecipadas, a não ser continuar a celebrar mais uma passagem de ano com o " rebuliço " familiar controlado em baixos décibéis,seguir a evolução do SAPIENS , que, a passo de caracol, faz o seu destino neste belo planeta.

quinta-feira, dezembro 30, 2010

GENEALOGIA!!!!!?????

... Ou, por outro lado, CARTA ABERTA AO CLUBE DOS DESCENDENTES

Confesso que não queria reagir, mas há coisas que a minha " genealogia ", minha, porque não herdada, sem alter - egos de nenhuma ordem a não ser a DECÊNCIA que me moldou, não aguenta, ou é do meu nariz?

Sim, sei que esta é uma palavra em esvaziamento e no entanto, pergunto:
- Genealogia para explicar o QUÊ? O valor real do indivíduo? E o que é isso do valor REAL?

Sei que Hitler, sem genealogia aplicou -a no contexto da depuração rácica da sociedade alemã. Também sei que Lincoln, outro sem genealogia, desprezou - a e combateu - a na Guerra Civil americana e de uma penada, a escravatura que lhe dava sustento e caução.
Se a História dos povos e o percurso espiritual, exacto, espiritual e não religioso dos indivíduos dependessem das suas origens, a História contemporânea iria, de certeza, por maus caminhos se à sua positividade como percurso desejável de evolução ( e é disso que se trata )do Homem dependesse do domínio, real ou imaginado da aristocracia genealógica; e pelo que sabemos hoje, pela diluição do conceito genealógico da família e dos filhos de família a juventude da Europa tem sido exemplar na demolição desses " luxos " aristocráticos varrendo - os para debaixo da tapete quando não os esfrega na cara de um certo conservadorismo saudoso dos tempos dos escravos dos avós.

Para encurtar, quero crer que a valência do Homem, antigo ou moderno, sempre se fez no recanto da sua consciência e, embora reconhecido por outros, anonimato, e para os que privilegiam a acção concreta e exposição, em ética e na sua aplicação concreta - moralidade.
Sem isso, só lhe restam as árvores da sua condição, de chimpanzé.

Percebeu - se, quando Sócrates, um exemplo, apareceu como P.M. a " perplexidade " de tamanho desafio - Quem é este e de onde vem? foi a pergunta que o povo nunca fez.

Definitivamente NÃO, a genealogia tem tanta importância na psique, pelo menos na minha teve, como o estado do tempo no meu humor. Só me sugere meras reflexões, racionais e nunca sentimentais ou de outra índole.

É que sou do tempo dos bébés - provetas e dos clones...

DA ÁFRICA...

... ou a análise de um intruso sobre " agenda Africana!!!? ".

Confesso que vejo com pouca complacência as críticas que generalizada e recorrentemente surgem a propósito dos males da África, nomeadamente quando se suportam sobre bases éticas e morais e não reflexões fundamentadas da genealogia da evolução política de um continente que só recuperou a sua História há pouco mais de sessenta anos.

O olhar sobranceiro sobre a corrupção em África, sempre generalizada, quando comparada com a monstruosidade implícita no código genético do sistema que a alimenta e em plena globalização pelo Globo, o Capitalismo,é de uma hipocrisia atroz.

Falar de África implica NECESSÁRIAMENTE uma abordagem histórica do antes, durante e pós-colonialismo e ela terá de ser sempre ideológica, para lá das estatísticas que o aparente sucesso de Botswana apresenta.

A ideia, como aparentemente o texto de H. Raposo reflecte sob o título - O caos em África - no " Expresso on-line " de que o sucesso de qualquer democracia, em qualquer parte do planeta, Botswana, para o caso, implica uma clonagem, natural, crê ele, de culturas e organização social donde brotariam, num passe de mágica, a triunfante democracia de tipo ocidental,não pode ser levado a sério.
Este espaço é demasiado pequeno para citar textos de africanos, políticos intelectualizados ou intelectuais que se tornaram políticos, mas remeto este texto para as intervenções dos pais fundadores das novas repúblicas pós - colonialismo, nomeadamente Cabral, Senghor, NKruma,Nasser, etc.
É procurá - los, lê - los, conhecer as suas projecções das sociedades que queriam implementar e seguir com ATENÇÃO o boicote insidioso que o Ocidente e a URSS teceram sobre as jovens nações.

As leituras serão sempre ideológicas, assim como a interpretação, insidiosa, dos factos quando se quer colar percursos formatados a realidades que não se conhecem de todo.

Podem sempre comparar com o texto, por exemplo, do Luís Naves no blog Albergue Espanhol sobre a temática africana, como foi orientado e ver a diferença.


Adenda - É que olhar para a História Mundial e África tem sido parte determinante dessa História, com o olhar frio do historiador SIR Martin Gilbert em História do século XX, um acervo importantíssimo e neutro de factos, como tem sido o olhar do cidadão europeu sobre a África, dizia eu, é muito diferente de ler O livro negro do Capitalismo, para mim infinitamente mais importante para o balanço da História.

sábado, dezembro 25, 2010

DA LAGARTIXA E O JACARÉ...

...Há uma diferença FUNDAMENTAL que os distingue, a saber - a velhice incontornável do jacaré e o universo vasto de evolução da lagartia...

Enquanto a lagartixa ainda se mexe e mexe os neurónios em obediência ao seu destino de evolução, não necessàriamente no sentido, APARENTEMENTE superior, de ser um réptil, cujo destino é comer e dormir e fá- lo há milhões de anos sem sair DISSO, o jacaré É e algumas vezes está.

E está e continua a estar com os ares do momento, sem arrojo, sem novidade, sem um rasgo de diferença que os distinga dos outros putativos jacarés, chafurdadando nos pantanais obesos da auto-complacência.

Eu cá prefiro o destino da lagartixa...,impaciente,intolerante,bicho-carpinteiro a sacudir ideias - feitas, velhas, caducas,VIAGReiras, cínicas,pastelonas, pantufeiras, e... ressabiadas.

Eu sou pela revolução, de tudo, excepto daquele conceito cortante, único, definitivo, o único que nos distingue dentro da espécie - ÉTICA.
.

Ao menos não me aborreço de morte a ouvir e ler bocejos onde a condição de jacaré pressupunha coisa outra que não lamúrias e senilidade intelectual.

sexta-feira, dezembro 24, 2010

BOAS FESTAS...

... Mas mantenham - se atentos à VOSSA VIDA. É que VOCÊS são, em última instância, os principais responsáveis do que fizerem dela.


Atirar as culpas para os outros, seja o Governo ou o bigode irresistível do vizinho e a bunda acolhedora da vizinha, é cretinice.

Bom Ano para todos. E não é retórica....EU, sou assim!

A DILETÂNCIA E DECREPITUDE FEITAS PROSA...

... OU A CONSCIÊNCIA FEITA ACÇÃO...

Sejam claros e intelectualmente honestos, com ou sem " coturnos ", vulgo, bacharelatos e doutoramentos avalizados por iguais,e assumam de vez a incompetência e vocação para a ACÇÃO.

Intervir no campo da Política, para os intelectuais, será sempre um exercício de cuja praticidade e eficácia SÓ os políticos podem testar, essa gente tão maltratada que rege aquilo de que do alto da vossa arrogância enfastiada NÃO SÃO COMPETENTES para fazer... ( já lhes chega, em cansaço, gerir o umbigo e a pesporrência, quanto mais preocuparem - se, REFASTELADOS no sofá ,com os problemas gerais do povo ).

Ao desafio lançado na blogosfera aos intelectuais africanos, residentes na Europa suponho, a exigir - lhes em manso gesto, um retorno em colaboração, das suas mais - valias proclamadas,das suas capacidades aplicáveis, na análise e resolução dos problemas com que a sociedade africana pós-colonialismo se confronta, só tenho, como cidadão atento e sem " coturno " uma sugestão, que espero não ofender tão preclaras criaturas.

Regressem à terra que vos pariu e depois de aí permanecerem uma temporada longa a ( re )conhecer o que deixaram e do qual voluntáriamente se auto - exilaram, os que lá ficaram e o que estão a fazer, e junto do povo ouvir as suas queixas e aplausos, sim, que são muuuuuitos,tanto como as queixas e saber quem queixa e quem aplaude, enfim decifrar a realidade, não a imaginada pela cartilha do bem - estar burguês e diletante,dizia eu, terão assunto para teorizar e se à teoria aplicarem sensatamente um pouco de acção e não queixumes, garanto que os vossos netos e talvez os vossos filhos, colherão o resultado da sensatez das vossas análises e propostas postas em prática.

Levará o seu tempo, como a História dos povos tem REITERADA e académicamente ensinado.

COMECEM JÁ a apelar pelo retorno da Diáspora, mesmo a sábia e envelhecida intelectualidade, que com o seu exemplo, poderá(ia) arrastar todos os africanos, jovens e científicamente formados que, de volta, mudariam a face da política e sociedade africana.


E...com o exemplo da vossa Vida, incurtir - lhes profundamente a noção de ÉTICA e moralidade, que a solidariedade e o resto necessário serão CONSEQUÊNCIAS fabulosas.

segunda-feira, dezembro 20, 2010

ABASTARDAMENTO, mais nada...

...É o eufemismo que me ocorre, na pista dos desenvolvimentos das revelações do WikiLeaks, quando analiso as reacções de " jornalistas " e alguns comentaristas portugueses e não só, ( de alguns foi uma desilusão já prevista e que em devido tempo falarei ) sobre os FACTOS EM PRIMEIRA MÃO, que foram trazidos à consideração dos contribuintes, essa uma nova designação da UE para os seus cidadãos.

Queria começar este post a lembrar o dever de jornalistas, aos nossos escrevinhadores atascados até ao pescoço pela bruta e não suave, como dizia o outro, cumplicidade com os " ares do momento ".

Confesso que antes de estar aqui sentado e contra uma norma que impus a mim mesmo de falar sobre assuntos relevantes ANTES de conhecer outras opiniões, não vá ser acusado de fazer o que os nossos jornalistas andam a fazer quando são incompetentes ou chicos - espertos que é plagiar abordagens " sacadas " dos blogues que dizem desprezar,dizia eu, li o " Jornalismo suave " de Daniel Oliveira no " Expresso " de 18/12.
E depois de o ler, não fui capaz, por uma questão não dispicienda de honestidade intelectual,de REPETIR os argumentos que ele tão nítidamente trouxe à nossa consideração.

Remeto - vos para a sua crónica com as palavras que a mim me estavam a martelar o juízo antes de o ter lido - " O poder quer esconder, a imprensa quer revelar. E só esta tensão pode garantir um equilíbrio virtuoso. QUANDO A SEGUNDA TOMA AS DORES DO PRIMEIRO ESTAMOS EM MAUS LENÇÓIS ".

E está tudo dito, no que concerne aos Media nacionais, para o caso. E não é nada que nos surpreenda...

quinta-feira, dezembro 16, 2010

MAIS UM...

... Da minha geração que se vai...

Morreu Carlos Pinto Coelho e vai deixar saudades em quem conheceu de perto a sua decência.

Conheci - o, como a maioria do País, pela televisão, pelos programas que aí fez. Comparar a sua noção de jornalismo com aquilo que hoje se faz, nomeadamente pelos canais televisivos, releva, contundentemente, a diferença entre o bom e o medíocre, ou mesmo muito mau,em contraste com o nível, não necessáriamente " popular" das suas produções.

Como a minha memória não é curta, fica aqui a minha homenagem ao profissional e à pessoa revelada pelos ecrãs.

domingo, dezembro 12, 2010

DA ELASTICIDADE DOS CONCEITOS...

... E DAS INTERPRETAÇÕES...

...Feitas em seu nome, o caso Assange trouxe à ribalta mais um falso alicerce da construção democrática - a livre expressão.

Hoje estaremos a rever as famosas tácticas da CIA e de outros organismos que zelam pela Segurança Ocidental, aplicadas sobre um cidadão, cuja interpretação de livre expressão colide com a dos zelotas e a dos ingénuos.
Contudo, a facilidade com que uma acusação se forja e se aceita, eventualmente com vítimas compradas, ameaçadas ou eventualmente autênticas, no seguimento de uma estratégia de descredibilização, como se a VERDADE dos factos devesse ser dependente do mensageiro, mesmo com agendas tenebrosas, e não da sua autenticidade não desmentida é que me choca, embora não me surpreenda.

A hipocrisia, porque somos civilizados, nas palavras de H. Monteiro, abordando a mesma temática em sibilina desdramatização ( ver editorial do Expresso de ontem ), com que se manipula o conceito da liberdade de expressão, consoante somos vítimas ou algozes também não me surpreende.

Surpreende - me sim, a mistura de alhos com bugalhos como o faz M.Sousa Tavares no mesmo jornal, em título - A sociedade da devassa.

É que há denúncia pública e devassa privada: nem uma nem outra são condenáveis à partida, ou não?
Por outro lado,já que mantém um ressabiamento contra os blogues e não consegue distingui - los,há blogues e blogues,há jornalistas e jornalistas,há comentadores e comentadores; nessa torção angular distingo, não em juízo mas em entendimento, a minha apreciação e relevância atribuída. Porquê? Porque posso fazê -lo, porque tenho ferramentas culturais para o fazer, porque essas ferramentas, associadas a um conceito ético imune a alibis rasteiros que a empatia social tem por hábito COMPREENDER, me permitem pensar e decifrar as armadilhas que a lógica silogística aplica aos incautos.

Da relevância dos factos trazidos, para lá do formalismo legal, a verdade e a legitimação da DENÚNCIA do PÚBLICO, e não devassa que é aplicável ao John Doe e não aos políticos e outos seres que superintendem a vida de Todos,é de uma evidência ATROADORA.
Meter isso no saco das intrigas de alcova e das misérias pessoais dos que se pensam " intocáveis ", é lamentável e modelarmente um mau exercício em prol da liberdade e transparência democrática.

Mais valeria a desvalorização " hipócrita " do seu Director.


P.S. - Estou identificado no meu blogue e não procuro nenhum minuto de fama, vale?

PAIRANDO SOBRE UM NINHO DE CUCOS - parte 2

PORTUGAL

Às vezes dá - me a impressão que certos políticos e " pensadores " nacionais pecam por um provincianismo atroz, para não dizer que ao tacticismo que demonstram em algumas situações e ocasiões vai sempre atrelado um feixe de interesses detectáveis cujo alcance só estará nas suas cabeças e nas suas ambições pessoais.Normal, dirão outros tácticos, mas a mim surpreende - me sempre essa desonestidade intelectual.

Sobre as mexidas que se quer fazer, a mando dos Burrocratas de Bruxelas, às leis laborais portuguesas e cuja análise lúcida do presidente do Conselho Económico e Social - Silva Peneda, reduziu a uma frase contundente - Um disparate completo - permitiu - nos sentir a coerência corajosa de M. Alegre, os seguidismos automáticos dos tecnocratas e a cupidez da Banca Nacional, que no processo surdo em curso de renovação e reformas antecipadas, vê nalgumas medidas sugeridas, nomeadamente os " despedimentos baratos " uma forma eficaz de se fazer ao mercado barato dos jovens licenciados.

Repito a pergunta feita aqui há pouco tempo - O sistema está a sentir - se assim tão seguro nas suas borradas que se permite essa provocação reiterada aos povos que o criaram?