segunda-feira, setembro 14, 2015

UM SOPRO DE ESQUERDA


                                                               JEREMY CORBYN

THE TIMES THEY ARE A CHANGIN...

A Direita no U.K., ou em qualquer outra parte da U.E. não se coíbe, na defesa dos seus interesses de classe ( Marx continua actual... ), de usar todas as suas armas, que a narrativa construída nas últimas décadas sobre uma História que se quer cristalizada em torno dos seus valores lhe permitiu, até então mantê - los a bom recato.
O medo, acoplado a ameaças escancaradas ( pudera..., o poder económico e financeiro está nas suas mãos... ) de retaliação essencia, hoje, o cerne do seu discurso político contra as mudanças.

Acontece que a Esquerda, que aos poucos vai abandonando o nonsense ideológico da Terceira Via que manietou por muito tempo o discurso democrático alternativo na área socialista já começa a respirar e a dar - se conta da armadilha que o civilizado e consternado silêncio pós - queda do Muro a conduziu.
Entretanto, a Direita foi criando, nas Academias e nas escolas de Gestão toda uma casta de cidadãos ideológicamente inicipientes, burocratizados, intelectual e moralmente assépticos. No fim de contas, o Capitalismo é amoral, o seu referencial ético é o  Mercado e o seu objectivo conduz - se pela futurologia que os números e as equações ditam.
Em qualquer governo em que esta idiossincracia esteja sustentada, o cidadão faz parte dos algoritmos matemáticos que potenciam o Lucro como... cifra e pouco mais.

Blair no U.K e hoje Hollande em França, como os seus antecessores, em Portugal, Espanha, Grécia, etc, enterrou a luta de classes, escudado na transformação produtiva e ligeiro aumento da capacidade consumista da Esquerda, aburguesando a sua capacidade reivindicativa e de luta esclarecida.

Corbyn, a victória de Corbyn no Labour, até então na posse dos Blairistas e socialistas envergonhados, representa um sopro importante no despertar de uma consciência que tem estado adormecida pelos cantos de sereia dos Conservadores de Direita de todas as paragens.
Considerar Corbyn " uma ameaça à segurança nacional " como Cameron o faz, parte de uma estratégia que já tem dado frutos, com outras formulações menos insultuosas, durante todo este tempo de domínio do Pensamento Único na U.E., com transgenias espalhadas pelo Globo.
A clareza com que Corbyn abraça o combate encontrou eco num partido que já, como os seus homónimos europeus, não se reconhecia, de todo, e vai - lhe dar um ânimo acrescido para os combates que se avizinham, em nome de uma sociedade mais decente.

sexta-feira, setembro 11, 2015

PAIRANDO SOBRE o " I "...

UM EXERCÍCIO DIRIGIDO...

1 ) Socialistas eufóricos... ,titula o jornal " I ", com declarações fortes de dirigentes do P. S.


A questão que não foi esmiuçada é que a euforia testemunhada foi com a " surpresa "do abandono da postura soft de António Costa em relação às malfeitorias da governação da Direita durante esta legislatura, que até então parecia navegar em águas tranquilas do Mediterrâneo que não nas alterosas vagas do Atlântico deste jardim à beira - mar plantado.
E... têm razão para este estado de espírito...

2 ) Dentro da U.E. a Hungria tem estado a fazer o papel do polícia mau, que as suas circunstâncias, não só históricas mas também geográficas, pragmatizaram, como em todos os Estados diminutos, em serem a Voz dos donos, da audível e da " intuída ", como é de bom tom nos serviçais. Já o demonstrou no passado recente com Hitler...

3 )

Marinho Pinto

E vai aqui um pedido público de desculpas ao Daniel Oliveira, que antes de mim e contra mim, no apoio que dei ao noviço encimado, nas eleições europeias recentes e projectado para, em face do embasbacamento da Esquerda na denúncia da apropriação do Pensamento pela Direita, apoiar as vozes do desmascaramento da apropriação da Política pela nova casta de burrocratas, anti - patrióticas que tomaram conta da U.E., denunciou o projecto narcísico e uni - pessoal do ex - Bastonário da Ordem dos Advogados.
Ministério da mulher? E por que não um Ministério dos Gays? E por que não um Ministério dos Reformados? E por que não um Ministério dos Machos?
Essa vertente do discurso feminista já fede no Portugal de hoje, que se pretende, pelo menos nos discursos políticamente correctos, tender para a Meritocracia, conceito esse  constatado e interiorizado pela prevalência do feminino na assumpção da sua individualidade como cidadãos de pleno direito, que dispensam a colaboração dos novos " defensores ", na sua plena afirmação, como mulheres, e não como caricaturas andróginas de uma qualquer pretensa superioridade original.

Um SENADO?
Para quem " quer !!!? " combater privilégios de casta, não está nada mal...

quinta-feira, setembro 10, 2015

ANTÓNIO COSTA ganhou o debate


OK, COSTA! ASSIM ESTÁ BEM...

Sem paninhos quentes de conversa " civilizada " contra o manto protector de estabilidade sobre uma realidade, que do fundo para onde foi determinadamente lançado, vai reagindo aos poucos, naturalmente e em consequência, Costa foi decisivo, na amostragem do preço que se pagou,  se está a pagar e se irá pagar por longos anos, da governação da Direita durante esta legislatura.

Foi, definitivamente, uma surpresa e um ânimo de combate para a Esquerda, para toda a Esquerda, mesma a temerosa do efeito da dinâmica que a prestação do secretário - Geral do Partido Socialista irá trazer à campanha, que de coxa, ganhou pernas para andar e, eventualmente, trazer o voto útil ao cerne das decisões, no momento de votar.

A nota mais importante no confronto ( é evidente que só a má - fé esperaria, dum e doutro lado a dissecação pormenorizada DO QUE SE IRÁ FAZER, enquanto governo... ) foi, para mim a redução do P.Ministro Passos Coelho a uma posição ultra - defensiva, em quase todos os temas abordados e em relação à sua directa e determinada responsabilização explícita sobre o rumo escolhido, que se veio a revelar,  pelas consequências financeiras, económicas e sociais, um tremendo fiasco a que só a reacção solidária inter - geracional, familiar, evitou que tomassem proporções infinitamente mais graves.

Costa conseguiu transmitir confiança sem precisar de se esforçar muito contra o " contrabando " Syrisa e a obsessão Sócrates, que por demasiadas vezes foram esgrimidos numa canhestra colagem com um passado que a narrativa Mediatizada e de Direita quer apresentar como negra, escamoteando na pequena memória, as " imposições " de política económica da U.E., no rescaldo na crise de 98, que vieram acelerar o descalabro dos, então chamados PIGS. Uma história esquecida, portanto, e a ser feita em seu devido tempo...

Parabéns, pois, ao P.S. por este acordar... 

quarta-feira, setembro 09, 2015

ANTÓNIO contra PEDRO

A aldrabice, assim, sem aspas, das sondagens manipuladas e sibilinamente dirigidas aos hesitantes entre o masoquismo e a posse missionária, vai fazendo o seu caminho no universo mediático na posse dos interesses defendidos ferozmente pela Coligação.

É com essa tremenda pressão que se explora o que, no  seu entender ( deles ), venha a ser uma pedra no  sapato para os interesses eleitorais do P.S., o caso Sócrates, quer ele fale quer se mantenha em silêncio, que Costa irá defrontar o morto - vivo, Passos Coelho, hoje à noite.

Parte - se do princípio que a população portuguesa seja um bando de idiotas fácilmente manipulável, esquecendo - se, ou tentando que ela esqueça os quatro anos de governação dirigidos CONTRA os seus interesses e contra, objectivamente depauperando - o, os interesses do País, em nome de um futuro que os mais jovens procuram...LÁ FORA.

Espero que a massificação informativa sobre os contornos do debate e sobre os moderadores dos três canais não lhes suba à cabeça no eventual protagonismo desviante que aos neófitos se poderia eventualmente perdoar que não a jornalistas experientes e até ver, competentes.

Quanto ao erro, já apontado ao líder do  P.S. de ter sido o único a apresentar um programa eleitoral detalhado e projectado financeiramente e sobre o qual se dirigem TODAS as atenções mediáticas, desprezando assim o efeito Lázarus que poderiam provocar junto da Coligação, no sentido de fornecer pistas para o futuro que ultrapassem o Êxtase laudatório em que se entrincheiraram, é uma rasteira mistificação de chicos - espertos.

Saibam os moderadores fazer falar o silêncio...

CATARINA 10, PORTAS 5

POR ONDE ANDAVAS, CACHOPA ?


A líder do Bloco de Esquerda continua a dar cartas no que à sua contundência e assertividade crítica sobre os anos de governação da Coligação de Direita tem contemplado.

Ontem, no debate com o experiente líder do C.D.S., encostou - o às cordas, em todos os capítulos abordados. Clareza de raciocínio, conhecimento detalhado ( que não especializado, naturalmente... ) da realidade do País, nomeadamente no campo movediço da interpretação política das estatísticas e dos números assépticos que elas projectam e... agilidade mental.

A única reacção possível de Portas encontrava - se longe daí, na Grécia e nas simpatias e empatias ideológicas do Bloco de Esquerda com a reacção, votada e contrariada pelo Partido Popular Europeu encimado pela Alemanha, do Syrisa contra a Austeridade.
Portas passou ao lado do significado da oposição política democrática contra o  - NÃO HÁ ALTERNATIVA - com que a Direita tem assombrado a vida dos cidadãos da Europa e preferiu apodar de utopias às alternativas adversariantes. Fraco argumento que poderia, com tempo, ter sido explorado na sua vertente autoritária e conservadora pela sua adversária.

Quanto às propostas da Coligação para a próxima legislatura, a sua ausência remeteu - me a Camus e à fala do arauto in Estado de Sitio - " Ordem do governador. Que cada um se retire e retome as suas tarefas. Os governos bons são os governos em que nada se passa... Por isso cada um, a partir desta sexta hora, deverá ter como falso que algum cometa se tenha jamais mostrado no horizonte da cidade... "

A Austeridade não existiu... " Sem dor e sem intrujice, é Pedro que arranca os dentes!... ""


terça-feira, setembro 08, 2015

CATARINA versus " OLIVEIRA "


CATARINA MARTINS enfrenta hoje na SIC notícias o Vice - Primeiro-Ministro, Paulo Portas num frente - a -frente em que se espera ( eu espero, saiba o moderador apontar aos desejos dos ouvintes... ) ouvir do líder do CDS as propostas da Coligação de Direita para a próxima legislatura.
Já chega fazerem - se de mortos, como a denúncia de Centeno, coordenador da área económica do programa do P.S., enfatizou.

O porta - voz do Bloco de Esquerda não precisa para nada dos meus conselhos mas se fosse comigo levava em linha de conta o desmascaramento da neutralidade estadista do adversário e forçava - o a definir - se ideológicamente como o porta - voz dos interesses do Capital e dos interesses instalados e sobre as falsas competências nas negociatas penalizadoras para o interesse nacional que encabeçou, como membro do Governo, nomeadamente nos estaleiros de Viana, no caso dos submarinos, na TAP, nos Correios, na P.T, no Novo Banco, etc, etc...

Quanto às recorrentes desconversas sobre o passado e o P.S., uma lembrança essencial - O P.S., ao menos apresentou um programa estruturado, que, como todas as projecções programáticas irá depender da evolução não definível do mundo à volta. E qual é o vosso? -

E, por Deus, ataca - lhes nas mentiras que foram vendidas antes das eleições e a realidade da governação, em relação aos impostos e ao roubo nas pensões que os 600 milhões de cortes prometidos a Bruxelas ameaçam eternizar.
Quanto aos números a exibir pela Coligação, basta confrontá - los com os de 2008, nomeadamente o P.I.B, o crescimento da Dívida, as exportações, que de zero só poderiam subir um bocadinho, e o Desemprego mais a brutal perda de cérebros e juventude pela emigração forçada e estimulada pelo Governo com as consequências futuras para o País.
Na Saúde e na Educação não haverá números que resistam à intenção não - declarada, pela degradação dos serviços e descapitalização crescente, de as atirar, como à Segurança Social,  para os braços dos predadores financeiros e numa oportunidade de negociatas para os amigos de classe. Acoplar as viagens do caixeiro - viajante Oliveira a esses desideratos seria bem apanhada...

Portas anda, nesses debates, a fazer contra - informação contra o P.S. Pouco lhe interessa o espaço ocupado pelo Bloco ou pelo P.C.P no que à sua contundência crítica concerne.

Saiba a sua adversária obrigá - lo, junto do moderador, a focar - se...

domingo, setembro 06, 2015

SÓCRATES, HERE WE GO...


                                                                   José Sócrates

O ex - Primeiro - Ministro português, a enfrentar " indícios " de malfeitorias assacadas, até hoje, sem acusação formal, pelo Ministério Público, foi libertado da prisão preventiva que, desde Novembro, lhe foi imposta.

Sócrates foi um grande líder do Partido Socialista e , um grande líder de Governo. Tenho, por mim, que só a CRISE  financeira com o seu rasto de tsunamis políticos e económicos alimentados pelas exigências de um MERCADO venal, sobre a U.E. puseram travão a um projecto de transformação evolutiva da sociedade portuguesa e não a sucessão de casos com que a sua governação foi brindada por certos sectores dos Media associados a interesses que ele combatia e pelo corporativismo conservador e elitista da Justiça.
No combate político foi determinante e imbatível contra uma Direita que hoje, até ver, lhe tem tentado manchar o carácter  a reboque de MAIS UM CASO, afastando - o do combate político de hoje, nomeadamente através dos seus comentários desassombrados, então, pela T.V., um líder de Esquerda pugnando pelo fortalecimento e evolução do Estado Social e com boa imagem na U.E.

Solto, embora preso de movimentos, tornou - se o rosto da campanha para as eleições legislativas que se avizinham, para gáudio da Direita e estúpida consternação dos seus camaradas da Direcção do partido, que, a coberto da separação de poderes, não emitiram um ai de reparo sobre a forma como evoluia e evolui o processo, a despeito da inocência a presumir sobre o , convém não esquecer, investigado.
O silêncio do Partido Socialista foi... ensurdecedor, pelo que hoje não tem autoridade moral para esperar do seu ex - líder o silêncio sobre o seu direito de defesa da sua inocência, por TODOS os meios de que se possa valer.
A minha solidariedade nessa sua luta é total.

sábado, setembro 05, 2015

I LOVE THE GIRL...

                                                             
                                                                    CLARA F. ALVES

QUEREM SABER...

... O que se passa com a " CRISE " ( simplificação neo - moderna para a acumulação da estupidofilia vigente... ) e o que lhe esteve nas origens não muito distantes?
É só dar um pulinho à PLUMA CAPRICHOSA de hoje, no " E " do Expresso, sob o título - Lágrimas de crocodilo - e reflectir, com ela, sobre a tremenda hipocrisia, o desleixo, o laissez faire,  and the greed que pontuaram o desfecho que, a começar, em continuuum, pelos três B's, de burros, de BUSH, BLAIR, BARROSO E DO ASNO, perdão, AZN(O)AR, continuaram nas lideranças actuais do Ocidente e acabam na maior vaga de refugiados multiétnicos de que há memória.

Por cá, este solitário cidadão, passe a imodéstia e arremedos proféticos, já tinha projectado, não em tão curto espaço de tempo e com tantos detalhes, a realidade que hoje vivenciamos.

Voltando à " PLUMA ", está lá tudo. É saber ler... e ... usar a memória. 

O mais escandaloso de tudo isto tem sido a filtragem, encetada pela generosidade alemã sobre a " qualidade étnica " dos refugiados que a Europa pretende. A Hungria não quer muçulmanos, quando o grosso dos fugidos do CAOS que lhes foram impostos professam o Islão e o resto da U.E. não quer africanos, negros, para ser mais transparente, a não ser... futebolistas.

Que o assunto é demasiado sério, numa altura em que rareiam estadistas, é um facto.

sexta-feira, setembro 04, 2015

PORTAS - 10, ????? - 0

                                                     
                                                                      Paulo Portas

O líder do C.D.S, dominou, como quis, o palco montado pela TVI, para responder aos " cidadãos ". Nunca, mas nunca se sentiu mínimamente incomodado com as interpelações debitadas por um moderador inócuo e uma plateia anódina.
Sinceramente não percebi o alcance que as explicações sobre a política do Governo ( afinal, em que posição ali se encontrava; líder do C.D.S. ou vice Primeiro - Ministro? ) que ele debitou sem contraditório e com incursões permitidas em comparações com um adversário ausente, o P.S., poderiam interessar, hoje, em vésperas de eleições quando propostas futuras foram liminarmente escamoteadas, sibilinamente, perante o silêncio do moderador e dos interpelantes. 

O mais notável na prestação do jornalista /político foi a diluição total de qualquer marcador ideológico que lhe pudesse manchar a pose de estadista que últimamente tem afivelado. E mereceu - me o retrato oficial... encimado.

Parabéns à inteligência política do ministro, um caso raro no Governo.

Aguardo, com curiosidade acrescida, o embate com Heloísa Apolónia, a assertiva e contundente líder dos Verdes.

quarta-feira, setembro 02, 2015

PACTO DE NÃO AGRESSÃO

E... PRESSÃO SOBRE O P.S.



Jerónimo de Sousa, líder do Partido Comunista Português e Catarina Martins, porta - voz do Bloco de Esquerda protagonizaram ontem o primeiro frente - a - frente dos partidos concorrentes às eleições legislativas de Outubro em Portugal.

A nota mais importante da amena conversa foi a " incompetência " do entrevistador que, posto perante a táctica de não hostilização dos dois partidos de Esquerda, que se focaram nos aspectos fundamentais da sua luta contra a Direita no Poder e na sua posição expectante em relação ao P.Socialista falseou a intenção editorial de esclarecimento das diferenças programáticas entre esses dois partidos.A pergunta que, naturalmente, deveria ter sido feita, na ausência de fracturas inultrapassáveis que o consenso demonstrado entre os dois ia demonstrando seria - POR QUE NÃO UMA FRENTE COMUM entre o P.C.P. e o BLOCO de ESQUERDA? As vantagens que daí derivariam seriam, para a Esquerda, decisivas, não só em termos de percentagem acumulada na votação como pela dinâmica mobilizadora e pela saudável pressão sobre o P.S. obrigando - o a uma redefinição das alianças.

Outra nota recorrente na conversa compartimentada que assistimos foi exactamente isso - pressão sobre o Partido Socialista - o esperado vencedor das eleições legislativas sem a maioria absoluta no Parlamento. Pela sua história e pela sua, também ela, histórica base de apoio nenhum dos contendores recusou a sua pertença de direito nesse espaço político da Esquerda; contrapõem - lhe a sua praxis, que sob os mais diversos alibis o levam a aceitar, como orientador, em governação, o Pensamento Director da U.E,, hoje dominado pela Direita, focado nos aspectos mais daninhos da Democracia Liberal, nomeadamente a ditadura financeira e as transferências dos recursos e obrigações/ferramentas do Estado, enfraquecendo - o, para as mãos do capitalismo empresarial nacional e transnacional, nomeadamente a Saúde, a Educação, os Transportes e a Energia, com a perda, em consequência, da soberania do País.

Catarina Martins foi uma magnífica intérprete das Ideias programáticas do seu partido. Jerónimo Martins, por força da sua posição de líder deu a cara e não esteve mal, dentro das limitações, não só retóricas como de agilidade mental, conhecidas. O P.C.P. tem hoje nos seus quadros gente jovem com mais acutilância discursiva. É pena não os ver nesses frente - a - frente...

segunda-feira, agosto 31, 2015

ELEIÇÕES PORTUGUESAS


                                                        JERÓNIMO DE SOUSA

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

O secretário - geral do P.C.P. protagonizou, pelo alcance das suas declarações, inéditas, de disponibilidade do partido que lidera a constituir - se como parceiro em soluções governativas, um dos factos políticos mais relevantes da semana, em Portugal.

No panorama pré - eleitoral para as eleições legislativas, após um dos períodos mais cinzentos e penalizador da governação da Direita, pressupõe - se ( Quem, sinceramente,além dos Media?... e do inefável Presidente da República? ) que o maior partido da oposição, o P.Socialista, não vai conseguir obter do eleitorado uma maioria absoluta no Parlamento.
Põe - se, no desenvolvimento dessas premissas, a necessidade (!!!!???? ) de acordos e negociações, no sentido de estabelecer um apoio maioritário de governação na Assembleia da República, mesmo que NADA na Constituição Portuguesa obrigue a esse desiderato sibilinamente enfatizado de que não será possível a um governo sem maioria absoluta, governar. 
Percebe -  se a intenção e o alcance dos sucessivos apelos ameaçadores de Cavaco Silva, no sentido da estabilização dos ganhos que a Direita, a reboque da famigerada Austeridade, tem cavalgado, entretanto....
Contrariar o Centrão proposto É uma obrigação da Esquerda portuguesa, no sentido de fornecer ao P.S. uma abertura negocial que leve, estratégicamente, com cedências pragmáticas, a um longo afastamento da Direita do poder em Portugal.
António Costa, o líder do P.S. deu já um sinal claro ao afastar, como " um conto marciano " a possibilidade de se comprometer com a Coligação de Direita. 
Terá sido a leitura política dessa proclamação que levou o P.C.P. a se disponibilizar para soluções governativas?

Que a arrogância ideológica de soluções políticas irrealistas no quadro da realidade política, social e eleitoral do País não sustente nenhum tipo de coerência histórica que a própria História demoliu, entretanto, na linha da evolução das sociedades, é o  que se espera da ESQUERDA. 
A  " indispensabilidade " clamada por Jerónimo de Sousa, do P.C.P.  na governação do País é um dos mitos que a história portuguesa pós - Abril testemunha. O abandono programático dessa rigidez seria, também ele um passo de gigante e o País agradece.

terça-feira, agosto 25, 2015

RE(s)PÚBLICA



COISAS...

O meu amor pela Liberdade só me tem trazido dissabores e chatices, para mim e para os meus próximos.
Eu conheço - lhe as origens que já vêm da infância ( a psicopatologia comercial não tem hipóteses comigo... ) e, reforçado pela vida fora pelos " apetites " de poder e controlo que se esbarraram numa parede anti - autoritária intransponível durante a minha vida profissional e... pessoal, desenvolveu uma coerência interna que nenhuma má - fé interesseira a abalou, até hoje. Pelo respeito pela liberdade do Outro acabou sempre por passar como despreocupação e desinvestimento, em mim e nos outros. 
O mais estranho, e se calhar, nem por isso, é que, mesmo com a a continuada deploração com que, por aqui e por aí, agrido a sua ausência no que considero uma ausência deplorável no enfrentamento político com a nova casta de burrocratas ( títeres políticos )que assolam o planeta, creio firmemente na DEMOCRACIA e na justeza, pragmática, instrumental e ética da fundamentação que a sua formulação conceptual transporta - Um regime do povo e  para o povo.

O contraponto à Democracia tem sido faceado, desde sempre, pela erróneamente apelidada de elite do regime, quando, na realidade os seus falsos valores, perversamente justificados em nome da Dama e do Individualismo donde emana, estão na origem, pelo sistema a que, por força da usurpação do Poder, consideraram o Fim de História, fundamentada na mais imbecil e paradoxal projecção social de que o planeta tem conhecimento - a Globalização. O seu cortejo de misérias que a sua maximização do comércio ( um elo de aproximação dos povos, então...) e obscenidade lucrativa e predadora  na transferência de riquezas nacionais para posses transnacionais tem sido a prova inequívoca do barbarismo a que o planeta está a ser sujeito, por força da imposição de idiossincracias que o conceito exige. A liberdade de as aceitar tem sido um pormenor que as bombas vão resolvendo...

A avalanche migratória que assola hoje o Ocidente tem consigo uma mensagem, embora tardia, para a elite Ocidental; uma delas é que quando o sapiens é reduzido ao modo Sobrevivência, a História será contada, mais uma vez, pelos povos. E... será sangrenta.



sexta-feira, agosto 21, 2015

E, A PROPÓSITO DE FUKUYAMA...


Não me passou em claro a entrevista que Clara F. Alves conduziu no " E " do Expresso de 18/7, ( como sempre, inteligente, assertiva e provocatória, no sentido de ao entrevistado fornecer pistas de clarificação do seu posicionamento em relação aos grandes temas de reflexão contemporânea... ) ao autor do Fim de História e do Último Homem, Francis Fukuyama.

Sejamos claros, a minha desilusão foi total, pela percepção de um pensamento, actualizado, de uma opacidade afirmativa total. O políticamente correcto actual do intelectual remeteu - me ao seu tutor, A. Bloom, numa reprodução paradoxal da pantufeira cadeira de " constatações " que tem assassinado a reflexão filosófica sobre o Mundo e os Poderes.
Paradoxal, já que a velhice que lhe permitiu, nas suas palavras, " ... o facto de se ganhar a autoconfiança para dizermos a nós mesmos que estamos em desacordo com toda a gente à volta... " parece ter tido, hoje, um efeito, a que não terá sido alheio o clima de Califórnia, de uma bonomia céptica que reiteradamente tem atingido TODOS os pensadores desde o início do século XXI.

LAMENTO!

O PODER....AHHH...O PODER...


POLÍTICA, pura e dura a marcar a decisão do P.Ministro grego, Tsipras, de se demitir, na tentativa de provocar eleições antecipadas numa altura em que ainda não começaram a doer as novas formulações austeritárias e a sua popularidade nas sondagens vai... bem.

Aconteceu que o Presidente da República não está pelos ajustes e força a formação de um governo liderado pela oposição ao Syriza, enquanto ela se desfaz por dentro.
A relação de forças no parlamento grego quase que inviabiliza à partida um novo governo que não saia das eleições e... mesmo esse, terá de negociar a sua formação e estabilidade capitulante.

É com uma enorme desolação que vejo cumprir a máxima autocrática do Pensamento Único projectado por Fukuyama - Não há alternativa a ESTA formulação prática do Capitalismo liberal campeado na Globalização.

Recorrendo - me do meu post de ontem, antevejo problemas , repito, muuuuito sérios na Europa nesta década. E eles estão a esboçar - se na Grécia.

quinta-feira, agosto 20, 2015

INEGOCIÁVEL!!!???


Afinal, o que é que é inegociável na U.E?

Com demasiada frequência temos andado a ouvir sobre inegociabilidades dentro da estrutura da U.E e reiteradamente esse panorama reflecte um NEIN qualquer da Alemanha e dos seus nostálgicos do pan- germanismo açulados pelos seus mestres.
Inegociável a Democracia  e a soberania entre as nações que a compõem? A troco de QUÊ?

A Europa sempre foi um espaço de liberdade que resistiu sempre às tentativas imperiais de lhe darem um dono a que nem a consciência de uma História comum evitou a multiplicidade de maneiras outras de viver a Liberdade. Soube sempre escolher a liberdade sobre a dominação. E, fatalmente, pelo caminho que leva, voltará a fazer essa escolha.

INEGOCIÁVEL? Acabemos com ela. Em democracia será pelo voto já que nos tornámos os últimos e únicos representantes de nós mesmos.
Tornou - se urgente repôr a Democracia nos eixos já que a casta burrocrática, do Parlamento Europeu, do BCE e do Conselho só se representa a si própria e aos seus interesses próximos.

É que Berlim ainda não é a Capital da Europa e a não ser que o queiramos, não o deverá ser.

A chantagem exercida sobre os elos mais fracos da U.E. tem permitido uma corrupção activa da associação espontânea, voluntária das nações num projecto permanentemente torpedeado, contrabandeado, por um cisma de domínio e sujeição política, económica e financeira que outras pulsões passadas não conseguiram. A UE em criação é um embuste e antes que venha a dar origem a problemas muuuuuito sérios, as nações europeias devem pô - la nos eixos, com negociações, memória histórica e... compromissos sérios.

Nenhum político que não esteja sériamente comprometido com a reformulação dos Tratados europeus, nomeadamente o Orçamental, a reestruturação das dívidas soberanas e uma presença real nas decisões autocráticas do B.C.E., não merece o nosso voto.

Sejamos nós os inegociáveis com as dificuldades sem alternativa que através dos seus discursos titerizados nos trazem nos diktats imperiais.

terça-feira, agosto 18, 2015

quarta-feira, agosto 05, 2015

VAMOS LÁ VER ISSO...


                                                                        António Costa

Interpelado, na entrevista que concedeu ao " I ", o secretário - geral do P.S., eventualmente, caso venha a ganhar as eleições legislativas, o futuro Primeiro - Ministro do país, sobre as críticas de camaradas do partido sobre o seu distanciamento ostensivo sobre o caso Sócrates, considerado como uma falta grosseira de solidariedade devida, não importando, evidentemente, eventuais condenações ou absolvições, produziu uma das mais curiosas proclamações políticas que me foi dado a conhecer.

Disse que... " Já tenho idade suficiente para me preocupar pouco sobre o que os outros pensam a meu respeito. Ajo como penso que devo agir e respondo exclusivamente perante a minha consciência.. "

Absolutamente de acordo, como cidadão que sou, e faço minhas as suas palavras, NESSA particular condição e circunstância de como indivíduo, a minha prestação de contas tem interlocutores restritos - a minha família, - e explicações, também elas restritas - aos meus amigos. 
Acontece que A. Costa é um político, uma figura pública que TEM, de, OBRIGATÓRIAMENTE  prestar contas ao País, aos cidadãos, aos seus camaradas e aos simpatizantes do seu partido, que não deveriam esgotar - se nos seus determinismos axiológicos, nomeadamente as ditadas pela sua consciência, ou então está numa actividade errónea.
O refúgio em justificações morais ( porque é disso que se trata... ) remete - nos, como diria Savater,  a confundir a reflexão ética com a procura de justificações judiciais para sancionar uma conduta, como tem feito, até ver, o Ministério Público e, numa interpretação livre, o próprio.

O cidadão não precisa de orientações de consciência por parte de um político. Exige - lhe, isso sim, competência,  deontologia e noção clara da sua condição de prover ao bem - estar dos seus governados. O que Costa pensa como cidadão só interessará ao seu circulo restrito.
Convinha que não confundisse a interpenetração dessa dualidade e a usasse com mais assertividade.




sábado, agosto 01, 2015

NA " MOUCHE "...

                                                             
                                                                    Saragoça da Matta

Saragoça da Matta, advogado, tem feito uma ponderação analítica notável do estado da Justiça, feita pelos e para os Homens, em Democracia e, nomeadamente, não só nos seus aspectos formativos e teóricos, como práticos e instrumentais pelo que, na sua essência ética, a deveria distinguir, virtuosamente, dos outros braços do Poder.

A razão, sempre empática e interesseira, com que o sigo no " I " prende -se com a aprendizagem, misto de confirmação do que sobre a matéria me tenho debruçado por força da ditadura dos meus neurónios e da assertividade madura com que desmistifica a " pureza ", improvável, num espaço habitado por homens e mulheres que decidem, na formação das suas " convicções judiciais " com todo o peso da sua história pessoal.

Não é a primeira vez que trago aqui o meu cepticismo sobre a Justiça, hoje aplicada por intérpretes imaturos, enredados numa rede opaca e manhosa de um tecido legislativo permeável a toda a espécie de interpretações que dão sustento a sociedades hermenêuticas de decifração do que deveria ser e... Deus, é, claro e límpido na consciência de qualquer sapiens adulto - a noção do Bem e o Mal.

É oca, diz Saragoça, a "... afirmação da confiança no, supostamente, " sereno " processo de formação de convicções no julgamento judicial de casos mediáticos " e eu sublinho por baixo... e , nessa perspectiva, cabemos TODOS, teóricamente, 
E permito - me recordar, para os desatentos, a opinião de um projectado aspirante ao mais elevado cargo da República, o  da Presidência, de seu nome Rui Rio, ex - autarca do Porto, sobre o mais mediatizado e justificado, caso nacional - o caso Sócrates - .
Por mim, mais coisa menos coisa, disse ele,.. acho e sublinho, ACHO, que ele é culpado. E pergunto - me, dada a mediatização indutiva e alarvemente induzida do caso na opinião pública, se estarei a ser JUSTO.  na minha apreciação pessoal.

Rio, não é um cidadão qualquer e permite -se um julgamento pessoal e primário, como todos nós. Acontece que à Justiça exigimos outros parâmetros de avaliação sobre o que, supostamente tomamos por adquirido e verdadeiro  e, eventualmente,  sobrepujando a maldosa,  vingativa , manipulação e indução mediática. sobre o que aos cidadãos é dado a " conhecer ".

Extrapolando, para a generalidade da população, consegue - se perceber que não aceitar a " impureza " da Justiça e a subjectividade inultrapassável nos julgamentos em que a PROVA inequívoca não tenha sido dada a conhecer na acusação, deveria ser a racionalidade exigível, o cepticismo, não necessáriamente cínico, em relação à Justiça democrática, a manter - se muito atento às corruptelas que o edifício burrocrático tem alimentado.

Saragoça da Matta é um jurista, eu não, contudo, as suas preocupações parecem - me de um cidadão atento e são minhas ainda antes de ele ter nascido.
E tem o meu apoio nessas preocupações sem idade...

quarta-feira, julho 29, 2015

TÍTULOS DA SEMANA


ANTÓNIO COSTA

O líder do Partido Socialista Português reassumiu - se como chefe do partido, na linha da tradição lusa de haja quem mande, num espaço que deveria primar pelo consenso, debate e unidade.
Que tenha ganho inimigos políticos onde havia adversários ideológicos, foi um facto.
Fácil e consensual deveria ser a renovação das listas num partido que se diz plural, na sua representação nacional perante o País. Não aconteceu.

Aplaude - se o refreshment, não a contundência, que irá desmobilizar muita veterania para os combates políticos que se avizinham. 
A Política é uma arte que não se esgota no tecnicismo calculista e uniformizador. Saiba o líder do P.S. ter isso sempre presente.


CAVACO SILVA

Discurso equilibrado e... neutro, partidáriamente, o que foi uma raridade; de tão repetido nas suas linhas essenciais, assume laivos de um paternalismo insuportável pelo que de responsabilidade perante o País tenta monopolizar a preocupação.
Em vez de continuar a mandar recados aos líderes partidários, nomeadamente ao Centrão, deveria, como é do dever que o povo lhe atribuiu, falar directa e principalmente para a nação, que perante a oblíqua desresponsabilização ou indiferença pela sua intuída  inépcia, vá - se lá saber, na sua participação DECISIVA na criação de condições de governamentalidade,  deveria EXIGIR aos proponentes da governação uma clara definição de futuros consensos ou compromissos governamentais, JÁ, antes das eleições.
Ou isso é, hoje, uma irrelevância democrática?


PAULO PORTAS

Devolvido o cumprimento gestual, vamos ao que interessa...
O florentino líder do C.D.S., parceiro do P.S.D. na Coligação da Troyka que tem governado o País, continua a marcar diferenças no panorama político luso. Hoje, a sua intervenção pública, desde a irrevogabilidade manhosa, pontua - se pela pose neutra de estadista e... facilitador de negócios pelo mundo fora.
Entretanto, nos intervalos das viagens, vai editando a verborreia incontida e determinada de Passos Coelho, corrigindo - lhe as mentiras, moderando - lhe os ímpetos autistas na descrição de um País que só existe... na sua cabeça.
Pelo caminho, o silêncio total do partido que chefia, tentando passar entre os pingos da borrasca que ameaça pôr a sua representação parlamentar num... TÁXI.

terça-feira, julho 28, 2015

( continuando... o EXPRESSOANDO... )

" A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO "

A grande maquinação " arquitectada " por Martin Avillez Figueiredo no " Expresso " passado não está nada, mas mesmo nada mal pensada. Toda a narrativa estratégica esboçada pelo cronista sobre o que está(ria)(rá) por detrás da cortina da grande representação operática épico-trágica, passem as reverberações conceituais, grega plus U.E., é, nos tempos mistificadores de hoje, plausível.

Para nós, terá passado a face da tragédia em projecção, literal e metafórica, com o eminente, melhor, eminente colapso de um país, de uma nação, no que à sua economia e finanças diziam respeito, com o seu cortejo de misérias associadas, perante o Mal, representado pela intransigência europeia capitaneada pelos interesses da Alemanha e associados, quando, afinal o  espectáculo seria dirigido a uma única personagem - o sr. MERCADO.

" Não há saída para a crise de alguns países europeus sem uma reestruturação das suas dívidas soberanas... Nenhuma estratégia está a produzir os resultados esperados, o que deixa a Europa sem saber o que fazer...Ou cortar dívida de forma transparente, o que, nesse caso, os deixaria nas mãos invisíveis dos mercados... "
Como sair disto? pergunta o cronista conspirador -  .. . " Criando um cenário de colapso de tal forma terrível que até os mercados prefiram uma limpeza de dívida às claras em vez das consequências inesperadas de uma guerra civil ou de uma Europa de novo separada entre o oriente e o ocidente... "

Fabuloso maquiavelismo político por detrás da cortina por parte de QUEM, a não ser de quem segura os cordelinhos, versus, a cena enquadrada para a geral.
E eis - nos remetidos a Platão...
O interessante em tudo isto é o estado de espírito dos habitantes da caverna, após a falsa iluminação que o palco mediático produziu.
Por mim, o choque da ESTUPIDEZ, ensaiada ou real,  que diáriamente era exibida pela elite europeia foi - me mais insuportável que Maquiavel.

Para o cronista, essa suposta conspiração não devolveu a ESTUPIDEZ ao lugar da Ignorância, a nossa, e prefere o palco sob as luzes dos holofotes.

E, a Coligação no poder em Portugal e o seu presidente, também, infelizmente, pensam o mesmo.