terça-feira, fevereiro 02, 2016

CONTABILIDADE ou POLÍTICA

SOBERANIA ou REALPOLITIK?

Dir - me - ão que essa é uma falsa questão, melhor, uma falsa alternância que é negada pelos conceitos eux - mêmes.

Vejamos: Portugal esteve,  durante quatro anos sobre resgate financeiro por parte da Comissão Europeia, do FMI e do BCE, portanto, credor dessas Instituições. As condições do resgate impunham decisões políticas de extrema dureza para o país.
 Apesar de uma canina subserviência do governo anterior no cumprimento sobrelevado dos ditâmes da troyka, nada de substancial mudou, a não ser o quase desaparecimento da classe média, um aumento brutal dos impostos, uma emigração forçada de milhares de jovens cidadãos qualificados,  que uma economia debilitada exponenciou, que o Primeiro - ministro de então, Passos Coelho, apontou como uma oportunidade. A qualidade de TODOS os serviços do Estado piorou dramáticamente ao mesmo tempo que as relações de trabalho iam sendo dinamitadas pela ganância burrocrática e o país foi vendido, acéfalamente, ao retalho. Uma estupidez política que só os seus projectistas e os seus acólitos, embrenhados nas folhas de Excel e na segurança de quem se foi enchendo com a dívida soberana, poderia ser considerado um sucesso.

No entanto, débeis lamentos por parte da Troyka, findo que foi o período do desfalque nacional, fizeram - se ouvir em lágrimas de crocodilo. Tinha sido, também, um fracasso sócio-político e... não se fala mais nisso.

Hoje, a Política está a fazer- se lá fora, outra vez, nos corredores e nos salões onde se cozinhou a alarvidade contabiloburocrática que arruinou Portugal. Correm negociações entre a Política, representada pelo governo socialista no poder e o Conselho Europeu. Aparentemente, pelo que se vai sabendo das declarações da Burrocracia, nenhuma lição se tirou da experiência passada por parte dela, zero. A cassete é a mesma - É preciso cumprir as regras - Não há alternativa - .

À primeira vista, supõe - se que é o draft, o esboço do Orçamento do Estado que está em discussão ( convém não esquecer que um Orçamento de Estado é um programa político, que define uma orientação política que não contabilístico, sendo esta vertente um indicador projectivo...), quando, na verdade, se pretende, através de imposições financeiras que uma maioria conjuntural de Direita que hoje detém o poder de decisão na U.E. a conjugação de TODOS os programas políticos nacionais no mesmo modo - o definido pelo Pensamento Único, conservador e reaccionário.

( a seguir...)

domingo, janeiro 31, 2016

d' O CAOS


Odeio bagunça, abomino a Ordem Burrautocrática e prefiro a organização em racionalidade ( Razão + Ética ) do Caos, o estado permanente da espécie e das suas Instituições.

Achar, convir, que o Estado seja uma necessidade, um estádio evolutivo na busca dessa ordenação que não a submissão impossível, não fará do Homem um incondicional dos poderes de que ele se outorga que extravasem a promoção da sua eficácia na coordenação harmoniosa e equilibrada dos interesses biológicos e ou corporativos com o Bem Comum.

Essa realidade de que todos têm consciência do que seja e do que poderia ser, remete - nos a Zizek, que nos nega a possibilidade dessa consciência, que existindo, foge à nossa interpretação simbólica ou utópica dada a sua profunda abstracção, em compreensão e extensão.
Uma torre de Babel que se vai trepando sem um sânscrito unificador que permita a sua interpretação numa inteligibilidade redentora.
Nos andares dessa Torre estabeleceram - se unidades linguísticas e a possibilidade de uma visão unificada sobre um real estrito - a delas e todo um cortejo simbólico e narrativo moldado por uma história comum. Ordenamentos casuísticos ocupando um nicho estabilizado no Caos - são as nações e os estados que física e jurídicamente as estabiliza ou procura a sua estabilização.

Quando e sempre que haja uma perturbação provocada por uma intrusão forasteira, as consequências, como ondas de maré, vão ficando maiores, à medida que se afastam da origem precurssora deixada ao oblívio.
O mundo de hoje, como o de ontem, está a reflectir o alcance que decisões políticas tomadas ao arrepio da consagração desse ordenamento racionalizado podem fazer.

E as borboletas nada tiveram a ver com isso...

segunda-feira, janeiro 25, 2016

CAVAQUISTA, EU!!!!???

E ESTA, HEIN?

Então não é que agora que o Homem está de saída me descubro, pela primeira vez, um apoiante de uma decisão sua? Querem ver, que afinal sou um " reaccionário " disfarçado de progressista?
Eu explico. Já botei por aqui a minha opinião sobre o tema que suscitou esta reflexão e, em princípio, nada mais teria a dizer a não ser no âmbito de um debate, o que não é o caso, pelo que, mesmo assim, dada a relevância, vamos ao assunto.

O presidente da República devolveu à Assembleia os diplomas sobre a adopção de crianças por casais do mesmo sexo e sobre as alterações à lei da IVG ( interrupção voluntária da gravidez ) aí votados.
No primeiro caso, a da adopção, Cavaco Silva considerou e bem que o interesse da criança sobreleva o dos casais proponentes à adopção, já que, acrescento eu, ao seu papel passivo tem de corresponder uma protecção adicional criteriosa de uma, sim, normalidade existencial, que as rupturas emuladas por algumas franjas da sociedade não configuram.

Quanto ao segundo diploma, que afasta os médicos objectores de consciência do aconselhamento clínico, psicológico e, porque não, reflexivo, sobre a decisão das pacientes, que não aos militantes da discriccionariedade abortiva das mulheres, é por si uma estupidez legislativa, uma batota jurídica e. sim, merece o veto presidencial.

Cavaquista? Nem por isso. 

domingo, janeiro 24, 2016

PRESIDENCIAIS EM PORTUGAL

FINIS


                                                    MARCELO REBELO DE SOUSA...

... Será o novo Presidente da República Portuguesa ao vencer umas eleições às quais esvaziou de carga política sustentando - se numa notoriedade nacional que a presença de anos nos canais televisivos como comentador político exponenciou, e, paradoxalmente, numa inteligência política notável.
Todo o mérito desta eleição pertence - lhe, por inteiro, pela ligação empática que conseguiu estabelecer como merecedor de confiança junto dos seus eleitores.

PARABÉNS!


quarta-feira, janeiro 20, 2016

PRESIDENCIAIS

Da reunião dos candidatos, numa avaliação mediática, que se pretendeu ser psicossocial, onde a componente política das eventuais proclamações emitidas, pela redundância inconsequente do que neste campo se poderia dizer, vingou, a indignação assertiva de Marisa Matias, contra a reposição dos subsídios vitalícios a ex-servidores do Estado.

DA CRÍTICA ( II )

" Valerá a pena analisar críticamente este « e ». Será que, em si mesmo, é já cínico? Como pode uma cópula lógica ser cínica? Um homem « e » uma mulher; garfo « e » faca; sal « e » pimenta. Que há aqui a criticar? Tentemos outras ligações - senhora « e » puta; ama o próximo « e » mata - o; morrer de fome « e » comer caviar ao pequeno - almoço. Aqui o » e » parece ter - se inserido entre opostos que transforma em vizinhos imediatos, de forma que os contrastes se invectivam.

O « e » terá algo a ver com isto? Não foi ele que criou os opostos, apenas desempenhou o papel de alcoviteiro entre pares díspares. Com efeito, nos Media, o « e » mais não faz do que justapor, fundar vizinhanças, acasalar, contrastar - nem mais nem menos. O « e » tem a capacidade de formar uma série ou uma cadeia linear cujos membros individuais só se tocam por intermédio do alcoviteiro lógico; este último não diz nada sobre a natureza dos elementos que enfia numa fileira. É nessa indiferença do « e » a respeito das coisas que justapõe que desponta o germe de um desenvolvimento cínico. Com efeito, pela simples justaposição e pela relação sintagmática externa entre todas as coisas, ele produz uma uniformidade que afecta as coisas justapostas. Eis porque o « e » não permanece um « e » puro, antes desenvolve a tendência para se tornar um é - igual - a. A partir desse momento, pode desenvolver - se uma tendência cínica. Com efeito, se o « e » que pode colocar - se entre tudo significa simultaneamente « é - igual - a », tudo se torna igual a tudo e cada coisa vale tanto como outra coisa qualquer. Da uniformidade da série dos « e » nasce insidiosamente uma equivalência das coisas e uma indiferença subjectiva. "

( continuaremos, com Sloterdijk )

terça-feira, janeiro 19, 2016

EI - LOS QUE PARTEM...



                                                                  Almeida Santos


... E em cada partida vão - me deixando mais órfão de uma geração que marcou políticamente a História portuguesa.

Almeida Santos, um dos mais distintos lutadores pela Democracia morreu ontem, aos 89 anos.
Deixará muitas saudades aos amigos com quem, no Partido Socialista de que foi Presidente, o acompanharam.

As minhas condolências à família e homenagens e solidariedade ao P.Socialista pela perda de um seu líder histórico.

DA CRÍTICA...

... E DA SUA MICROLOGIA...

" Néscios os que deploram o declínio da Crítica. É que a sua hora há muito está ultrapassada. A crítica faz - se a uma distância adequada. Está à vontade num mundo em que o que contam são as perspectivas e as ópticas e em que ainda é possível adoptar um ponto de vista. Entretanto, as coisas caíram sobre a sociedade humana de modo demasiado escaldante. A " imparcialidade ", o " olhar objectivo ", tornaram - se mentiras, ou até expressão perfeitamente ingénua de uma banal incompetência. " - Walter Benjamin, 1928

...  NOS MEDIA

" O « e » é a moral dos jornalistas " - Peter Sloterdijk in Crítica da Razão Cínica

" Os mass media foram os primeiros a desenvolver uma capacidade que nenhuma enciclopédia racionalista, nenhuma obra de arte e nenhuma filosofia de vida conheceram nessa medida: com uma compreensão imensa, dirigem - se para aquilo com que a grande filosofia nunca conseguiu sonhar - a síntese total - no ponto zero da inteligência, é certo, sob a forma de uma adição total. Com efeito, admitem um empirismo caótico universal, podem falar de tudo, tocar em tudo, meter tudo na memória, justapor tudo. ( o facto de não apresentarem « tudo » é efeito da sua selectividade sempre considerável. A mentira por selecção? ). Com isso, são mesmo mais do que a Filosofia - são os herdeiros simultaneamente da enciclopédia e do circo.


A inesgotável capacidade de « ordenamento » dos mass media assenta no seu estilo aditivo. Só por se terem instalado no ponto zero da penetração intelectual podem tudo dar e tudo dizer, e tudo sempre repetido e instantaneamente. Têm um único elemento inteligível - o « e ». Com este « e » , tudo se torna literalmente vizinho de tudo. Assim se criam encadeamentos e vizinhanças que racionalistas e estetas estavam longe de esperar: medidas de economia - e - primeiras representações teatrais - e - campeonato do mundo de motos - e - imposto para as prostitutas - golpes de estado, etc. Os media podem dar tudo por terem abandonado completamente a ambição da Filosofia, que era também compreender o dado. Englobam tudo porque não apreendem nada; falam de tudo, não dizem nada...
... O « e » é a moral dos jornalistas., De certa maneira, têm de prestar um juramento deontológico que os obriga a, quando fazem uma reportagem sobre um acontecimento, aceitarem que esse acontecimento e essa reportagem sejam colocados por meio do « e » entre outras coisas e outras reportagens....
O jornalista é alguém cuja profissão obriga a esquecer como se chama o número que vem após o um e o dois. Quem ainda o sabe já não é, provávelmente, democrata - ou então é um cínico.

E, partiremos, com Sloterdijk, à análise desse « e »...


segunda-feira, janeiro 18, 2016

AUSÊNCIAS

ANDA MUITO BARULHO PELO AR....

... DEMASIADA INFORMAÇÃO, POUCA LUCIDEZ E REFLEXÃO E... MUITA, MAS MUITA MÁ - FÉ.

VOU - ME RESGUARDAR, POR ORA...

segunda-feira, janeiro 11, 2016

sábado, janeiro 09, 2016

MARCELO / NÓVOA

DAS PRESIDENCIAIS

Seria anti - democrático a definição prévia da importância das mensagens que os candidatos às eleições presidenciais queriam emitir junto aos eleitores, pelos Media. Felizmente o bom - senso imperou e tivemos debates de todos contra todos.
 A curiosidade de ver putativos chefes de Estado a definir projectivamente medidas inadiáveis de política interna e externa num quadro constitucional que atribui decisões nesses domínios ao governo em exercício, teve a vantagem de, perante o exemplo dado pelo presidente cessante, fazer JÁ a triagem sobre os candidatos a excluir nas nossas preferências. Para uma presidência de facção, de conflito, majestáticamente imbuída de poderes de guardião dos supremos interesses nacionais por si interpretados como representados por uma classe restrita de cidadãos da República, chegou e sobrou a experiência.

Sampaio da Nóvoa enfrentou Marcelo R. de Sousa com uma troca renhida de argumentos desmascarantes sobre as suas posições políticas passadas, enquadradas num campo definido de posição política - o da Direita -, recusando - lhe a condição com que se apresenta, como independente e supra - partidário, tendo como contra - ataque do M.R.Sousa a sua cidadania política com opiniões que toda a gente foi conhecendo ao longo de décadas, enquanto o seu oponente tem o vazio político que ele quer preencher numa promoção surpreendente de soldado raso a general.

A sua exacta noção, de ambos, sobre os poderes presidenciais evitou - lhes as " gaffes " que outros candidatos vão somando, num processo peteresco de auto - eliminação.

Aí está! Em Democracia quem, sobre as mensagens transmitidas ou a transmitir por candidatos a qualquer cargo público electivo, decide sobre a sua relevância mobilizadora somos nós.
Eu, por mim, reduzi as candidaturas a duas. E o pragmatismo teve tudo a ver com isso. Por razões bastamente substantivas e também ideológicas, votarei Sampaio da Nóvoa, na primeira e na segunda volta das eleições.

sexta-feira, janeiro 01, 2016

DO SISTEMA FINANCEIRO

                                                         
                                                               Pedro Santos Guerreiro

OBRIGADO, PEDRO!...

...Pelo muito que me tens ensinado na " decifração " de como as coisas acontecem, como acontecem e porque acontecem no mundo da BANCA, nacional, para o caso, e internacional.
Embora não seja completamente um " tótó " nessa matéria, o que me tem permitido acompanhar as suas intervenções no " Expresso ",  e a síntese do fim - de - ano com " O DIABO QUE NOS IMPARIU ", agradeço - lhe o trabalho que juntamente com os seus colaboradores e colegas tem trazido ao nosso conhecimento...

BOM - ANO!


sábado, dezembro 26, 2015

DO CAPITALISMO SELVAGEM...

...E O ROUBO ÀS NAÇÕES

Por onde param os 15 a 25 biliões de dólares nos U.S.A. e entre 13.5 a 22.5 biliões de dólares na zona Euro que se encontram fora do sistema bancário normalizado, referenciado e regulado?

Toda a gente atenta sabe que estes biliões, surripiados à economia das nações, em termos da sua introdução virtuosa e socialmente útil na sua economia,  encontra - se alhures em offshores e em Fundos de Investimento, num sistema bancário - sombra, segundo o FMI, fora dos sistemas de regulação nacionais. Um casino global que NENHUM estado quer desmantelar. Porquê? Por pura corrupção dos seus representantes, beneficiários da sua existência clandestina.


Esse Mercado paralelo de especulação financeira tem ameaçado o FMI, que vê fugir -lhe o controlo, que sobre as nações em dificuldades económico - financeiras, impunha, soberana, a sua agenda ideológica e económica, na linha dos estados e dos bancos que o financiam. Um caos venal, sem agenda e propósito que não o puro lucro, sem estremecimentos éticos ou mesmo morais, portanto imoral. Daí a preocupação, não inocente, com a concorrência desabrida.

A famigerada regulação, através dos Bancos Centrais, por ser, objectivamente, cúmplice do sistema regular, fez fugir para um pousio predador os outsiders financeiros, melhor, especulativos, atentos às debilidades que ela apresentava e por arrasto, a economia e as finanças das suas nações, debilidades essas que a sua inacção, quando não incompetência e , por vezes, venalidade, criavam.
Depois é só poisar sobre as presas debilitadas. Que o digam os estados intervencionados, resgatados financeiramente após intensa, e nem sempre subtil manipulação político-económica.

( continuaremos... )

terça-feira, dezembro 22, 2015

B.A.N.I.F.


                                                          Maria Luís Albuquerque...

... a ex -ESTRELA CINTILANTE do Governo da Coligação de Direita que foi deposto na Assembleia da República que detinha a função de Ministra de Finanças, continua a revelar - se uma política de verbo fácil mas desmemoriada e... manhosa.

NÃO TENHO INFORMAÇÃO - foi a expressão mais acabada que se lhe ouviu na entrevista que concedeu à TVI, sobre mais um caso de aldrabice generalizada na Banca portuguesa.

" Apresentámos oito planos de reestruturação ( à gestão do BANIF que tinha como accionista maioritário o Estado português representado pelo Governo de que fazia parte e à Comissão Europeia... ), o último foi entregue em Setembro passado, o que revela um grande esforço do Governo no âmbito da reestruturação do banco. Ao mesmo tempo havia um processo paralelo para que fosse feita a venda "., palavras da ex - Ministra...

Vejamos - oito planos de reestruturação - OITO! E, todos foram rejeitados. Por quem? Quais foram os critérios de rejeição sucessivamente apresentados pelos decisores? De duas uma, ou os planos foram de uma completa incompetência ou a ideia subjacente nas suas apresentações foi a procastinação irresponsável e com dolo na resolução do que, em potência, então, se deflagrou nas mãos do novo Governo, agora.

DERIVANDO...

Por mim, a decisão governamental de proteger os investidores em desfavor dos contribuintes está éticamente errada e, políticamente, será um golpe sério, a arquivar no somatório das incongruências que os alibis da salvação do sistema financeiro, farão aparecer no futuro, com consequências das quais o P.S. não se poderá furtar à responsabilidade política em eventuais e sérias fracturas com os partidos que, hoje, o apoiam.
Este governo em funções será ideológicamente diferente nas soluções dos problemas ou será uma farsa sobre a qual cedo cairá o pano.



quarta-feira, dezembro 16, 2015

PRESIDENCIAIS/SAMPAIO DA NÓVOA

                             
                                                        SAMPAIO DA NÓVOA

Está em entrevista no canal 3. Ficarão a conhecê - lo melhor e as razões porque é um excelente candidato à Presidência da República Portuguesa.

Não estão a ver? Façam o favor de ir ver, do princípio... e garanto - vos que o seu humanismo, a sua cultura, a sua visão do País vos irão conquistar. 

terça-feira, dezembro 15, 2015

O " CASO " SÓCRATES


                                             
                                                               JOSÉ SÓCRATES

... Tem sido, para mim, um manancial inesgotável de (re)conhecimentos de características marcantes das alienações humanísticas que, desde a década de 80, pontuam no universo " sapiens "; digo universo sapiens, porque global.

Racionaliza - se pelo absurdo como premissa e prossegue - se com a indução como método. A Lógica tornou - se perversa porque relativizada e os conceitos instrumentais porque escravas dos contextos.
Um pandemónio meta - racionalista que o niilismo narcísico tem cavado fundo na fragmentação da Verdade pelos estilhaços do espelho em que cada um se reflecte e se revê como intérprete.
Sintetizando, estamos no reino da Vox populi como referenciador, venal, porque deliberada e maliciosamente instrumentalizado e manipulado.

A defesa jurídica de ex - P.Ministro, José Sócrates, acusado, melhor, indiciado, de corrupção no exercício do seu cargo, teve, finalmente, ao fim de mais de um ano de indiciação, o acesso aos autos de investigação do Ministério Público e deparou - se com um VAZIO  acusatório pendurado em suposições e que parece exigir do indiciado a prova da sua inocência. Um absurdo, por inversão do ónus da prova, que compete, TEM de competir ao Ministério Público.
Espera que, sacudindo o edifício incriminatório  construído, escorra o mel probatório da existência de abelhas no interior transubstanciado em colmeia.

A premissa/sabichona - Quem queijo tem e cabras não tem, de algum lado lhe vem - ( acho que era assim o ditado... ) desembargada num despacho judicial, remete - nos inapelávelmente, estribados nas fugas de informação processual para títulos restritos dos Media, para os estremecimentos justiceiros que deram origem ao processo Sócrates.
É daqui, dessa indução, melhor, inferição, que todo o processo investigatório se quer basear.

Sócrates, o outro, não este, deve estar a rebolar - se de riso com a aplicação trôpega da sua logística ultrapassada.
Os factos conhecidos, que os Tavares, os Teixeiras, os Oliveiras, os Silvas e os Ferreiras conhecem e sobre os quais a sua mesquinhez e, oh céus!, a sua moral se desdobrou célere são estes.
O nosso Sócrates tem um amigo de infância que se fez empresário de sucesso que lhe permite ter uma vida generosa, de seu nome Carlos Santos Silva, que, sendo rico, o ajudou, após ter abandonado as suas funções públicas, a recompôr a sua vida, concedendo- lhe empréstimos pecuniários, ajudando a sua família e pagando  - lhe despesas durante as férias em conjunto das famílias. Dono de um andar em Paris, cedeu - lhe temporáriamente o uso e usufruto enquanto aí se encontrava no reatamento das suas aspirações académicas.
Fosse eu um milionário e faria EXACTAMENTE o que Santos Silva andou a fazer pelo amigo.
Quanto aos benefícios que, eventualmente, como quer fazer crer e não prova, a acusação popular e oficial contra o cidadão Sócrates, ainda estamos todos à espera de provas factuais.

Este caso está a demonstrar à saciedade e à sociedade como se fazem certas investigações em Portugal. Servirá de alerta e exemplo para os advogados de TODOS os cidadãos vítimas de uma Justiça que teima em sair dos carretos...

segunda-feira, dezembro 14, 2015

SINDROMA DE ESTOCOLMO?...

... OU... REPRESENTAÇÃO DO AFORISMO DE W. BRANDT?


Maria José Morgado, uma extremista activa do M.R.P.P., um dos partidos da pequena burguesia revolucionária e libertária que Abril deu à luz, hoje Procuradora - adjunta Distrital de Lisboa, passou, assim como o ex - Presidente da Comissão europeia, Barroso, e, valha a verdade, a maioria dos dirigentes da Extrema - Esquerda de então, pelas fases de amadurecimento político identificadas por Brandt, como uma peregrinação inevitável e normal no processo de crescimento de uma consciência política que a própria evolução sócio - económica normalizaria em conservadorismo.

Como polícia, nos cargos de relevo que exerceu e exerce na Magistratura nacional, tem sido dos mais acutilantes perseguidores dos pecadores da República, nomeadamente dos chamados crimes de colarinho branco e, pela exigência sistemática, junto dos Poderes decisórios, dada a eternidade do processamento das investigações que a incompetência e , principalmente, a falta de meios, de uma política mais assertiva contra uma criminalidade cada vez mais sofisticada. 

Na sua crónica no último " Expresso " a que chamou - O efeito da toupeira do Chiado - vergasta os idiotas úteis, como eu, por exemplo, que escudados num conceito de Liberdade que dá primazia aos Direitos, Liberdades e Garantias dos cidadãos da República, apontou armas às condenações feitas às arbitrariedades que as escutas aos cidadãos prefiguram, para os ingénuos, um abuso a que nenhum elemento do circulo próximo ou afastado do escutado escapa, para ela um método de obtenção de provas sem o qual nenhuma polícia pode funcionar.

Eu não sei se a criminalidade organizada, ou não, escuta a Polícia mas quero crer que a vigilância seja mútua. No fim de contas, justifica - se, em nome da eficácia dum e doutro lado essa vigilância.
Acontece que a criminalidade conhece a Polícia, identificável, como a Procuradora ou o Juíz Carlos Alexandre e eventualmente os polícias do bairro.
Para a Polìcia, por seu lado, TODO o cidadão é eventualmente um criminoso que deve ser escrutinado e, como os meios rareiam, ESCUTA - SE. Mais, escutam - se os vizinhos, os amigos e a famíla e, como a realidade dos últimos anos provam, o resultados dessas diligências acabam plasmados nos MEDIA.

Correndo o risco de não só ser escutado e passar por um idiota útil para os criminosos, ou daquele que " vive no pavor de ser apanhado em alguma imprevidência... " e daí as minhas reservas, uma idiotice, claro, essa de ver a vida pessoal devassada por gente sobre a qual se desconhece, de todo, o perfil moral e capacidade de julgamento, no mínimo interpretativo, que poderia exemplar um tipo de relação de confiança da e sobre os meios utilizados pela Justiça, diria que a perspectiva da Polícia, sendo global e cega, consegue assustar - me tanto, porque concreta e definida, como o Terror alarve e caótico. 

TODOS os casos mediáticos que se deram à luz nos últimos anos viram transcritos para o público os " segredos de Justiça ". E, até hoje, ninguém tem conhecimento das investigações que a divulgação desses segredos de justiça exige, como crimes que são. Alguém, porventura, foi julgado e condenado?
De duas uma - ou, por incompetência, não foi possível descobrir, DENTRO DE CASA, o culpado ou... a direcção e o alcance desejados dessas fugas de informação foram... um método adoptado, que, mutatis mutandis, ainda acompanhando o efeito toupeira, na citação de Kundera em que  " a polícia gravava as conversas dos adversários do regime e depois divulgava - as pela rádio para os aniquilar ", tornaram mais difícil a confiança dos idiotas úteis na visão simplificada e redutora que a uma percepção de Segurança, e como no FASCISMO, sacrifica o que eles defendem - OS DIREITOS, LIBERDADES E GARANTIAS dos cidadãos.

P.S. Hoje , dia 17/12, " alertado ", sinto - me na obrigação de transparência. EU SEI o significado da expressão que deu título a este post e parto do princípio de que os leitores conhecem o passado político da procuradora, a quem, só se fosse estúpido, e não o sou, não quero de modo nenhum diminuir... A analogia pareceria, mesmo assim, deslocada, mas o seu sentido é o de uma análise política.
Quanto à invenção do aforismo de Brandt, c'est une blague, um neologismo, esse sim abusivo,  de autor. E remeto - vos a R.Carnap...

terça-feira, dezembro 08, 2015

PRESIDENCIAIS

                             
                                                             Marcelo Rebelo de Sousa

O candidato à Presidência da República Portuguesa deu uma entrevista à televisão e esclareceu ao que vinha e o que os portugueses poderão esperar dele como Chefe de Estado.

Gosto do Marcelo. Sou dois anos mais velho e acompanho a sua carreira política e o seu percurso mediático ainda antes do 25 de Abril. E gostei da entrevista e da clareza com que ela se pontuou.
Acontece que as eleições presidenciais não são um concurso de misses, de popularidade, como julgo ter descortinado na possibilidade de ter acontecido uma votação maciça da parte do feminino pouco politizado no " candidato " a Primeiro - Ministro, Passos Coelho.

A componente política dessas eleições é demasiado importante e é por essa perspectiva que também deve ser relevada. Eu não tenho dúvidas, pelo conhecimento que possuo, toda a gente, afinal, do candidato de que, a ser eleito, tem todas as condições, pessoais, culturais e políticas para vir a ser um excelente chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa apresenta - se como candidato independente e não poderia, em verdade, ser de outra maneira e o mesmo se passa nas outras candidaturas, só que, não sendo genuínamente de Direita, ela é o seu espaço original e é nessa avaliação, política, numa sociedade que se bipolarizou, que se encontrará a resposta dos eleitores.

segunda-feira, dezembro 07, 2015

ERRATA

FOI PARA RASCUNHO ATÉ SER EDITADA O TEXTO QUE ANTECEDE ESTE POST, POR UMA QUESTÃO DE CLAREZA TEXTUAL, QUE A IRRITAÇÃO COMPLICOU.
NÃO PERDE PELA DEMORA, QUE O TEMA NUNCA FOI TÃO PERTINENTE COMO NOS DIAS DE HOJE, OS DIAS DA MUDANÇA.

E, A TALHE DE FOICE, CHAMO A ATENÇÃO PARA AS REGIONAIS FRANCESAS DOMINADAS PELA FRENTE NACIONAL. NADA DE SURPREENDENTE QUE NÃO TIVESSE SIDO POR AQUI ABORDADO.

NA POLÍTICA, COMO NA VIDA EM GERAL, É UMA QUESTÃO DE DINÂMICA - ACÇÃO/REACÇÃO. E NÃO VAI FICAR POR AQUI...

domingo, dezembro 06, 2015

CRETINISMO PARLAMENTAR...

...OU CRETINISMO INTELECTUAL?



                                                       
                                                         Vasco Pulido Valente

VONTADE E REPRESENTAÇÃO...

... Ao privilégio da idade e diletância intelectual que só um conforto resguardado e snob, alimentado còmodamente pelo sistema de deslumbramentos culturais que o permite -  o do eudeusamento de manhas e prestígios, que rebeldias de má intencionalidade, enformada pela enumeração históricamente exaustiva de factos que à história do século XIX pertencem e  sobre os quais se exige, exige V.P.Valente ( ver no Público de hoje... ) e outros que tais, uma obediência programática que não adversarie as ideias feitas e cristalizadas do(s) pensador(es) que à laia de independências, inconsequentes , tecem - se loas à vacuidade inerte de uma intelectualidade que NADA traz ao progresso das condições sociais do planeta, sem uma reacção condigna da paróquia bem - pensante, uma resposta substantiva.

Continuamos ainda na Idade - Média, no que a exterioridade exemplar da Ciência nos dá do mundo uma aproximação interpretativa, para além dos narcisismos teorizados em boutades baconianas, prenhes de intencionalidade capciosa o que lhes confere uma exigência de análise ética, o que não vem ao caso, por agora...
A pretensiosa, e deslocada no tempo e espaço, diatribe do polemista/retaliador anarquista!!!??? de Direita na exigência de conformidade histórica ao pai fundador por parte do Partido Comunista Português, de realidades hoje extintas - Lenine e a U.R.S.S. é, no mínimo, caricato.
Afinal, quem ficou pelo passado, na exigência da sua emulação histórica e praxística pelos seus filhos, no caso o Partido Comunista Português, foi a reacção à mudança, representada na(s) prosa(s), naturalmente reaccionárias, dos depostos do Poder, real e imaginado.

P. C. P.? BUUUUU! QUE MEDO!!!!