quarta-feira, julho 19, 2006

BOAS FÉRIAS À BLOGOSFERA!

EU VOU CUMPRIR O MEU RITUAL ANUAL BANHANDO-ME NAS ORIGENS... E TENTANDO ESQUECER, POR ALGUM TEMPO ESTA DANÇA DE CADÁVERES EM QUE SE ESTÁ A TRANSFORMAR ESTE BELO PLANETA.

segunda-feira, julho 17, 2006

O desastre do Português...

...titula o Expresso no seu editorial, a propósito de hecatombe dos resultados do exame de Português do 9º ano de escolaridade.

Com o pedido de desculpas pela imodéstia de citação própria, recordo o que aqui foi dito em Outubro de 2003, a propósito deste tema...

" Já agora, porque não começar com o Tio Patinhas? "

Foi a pergunta deixada por um ouvinte do Fórum-TSF dedicado à introdução de textos do Big Brother e Telenovelas no " curriculum " do ensino do Português no 10º ano, em resposta aos argumentos contra a leitura " traumatizante " dos clássicos.

Quando cheguei a Portugal, vindo de Cabo Verde, no longínquo ano de 1968, para entrar no curso de Medicina, fiquei chocado com o baixo nível do Português falado e escrito dos meus colegas de curso e pelos estudantes da Secundária: o vocabulário era indigente, limitadíssimo; a formulação de qualquer ideia, mais ou menos roçando a " seriedade " do abstracto, tropeçava e tombava na incapacidade da explicação porque não havia palavras do léxico do dia- a -dia que permitissem o entendimento de uma maneira clara.

Já nessa altura, creio eu, o desconhecimento do Português estava na origem do fraco aproveitamento escolar por parte da maioria dos estudantes. Nenhuma matéria é passível de entendimento e assimilação sem se conhecer a linguagem que a veicula.

Hoje, passados estes anos todos, ninguém ainda descobriu a origem da incapacidade dos estudantes para a matemática, filosofia, etc, e abordado uma forma nova de ver a origem da " chatice ".
A verdade é que sem conhecerem o Português erudito ( que o outro o dia- a dia se encarregará disso ) não há Reforma de Ensino que nos valha.

Isso para dizer que não é facilitando, abaixando o nível das matérias, dos temas, e da linguagem que está a solução.

A aprendizagem não tem de ser traumatizante. Nenhum jovem está imune à alegria de aprender. O problema está nos adultos encarregues da sua instrução.

Não se passou muito tempo, mas parece que o diagonóstico das razões de sucessivos fracassos tarda a ser descoberto, e até lá vamos acrescentar mais uma geração de analfabetos funcionais aos que já formámos ( !!!? ) e dançar à volta de uma pergunta que também ela parece vir desse grupo: PORQUÊ ?

domingo, julho 16, 2006

MÉDIO ORIENTE

A obscenidade continua em escalada com o apoio expresso do Presidente Americano.
QUE TUDO O QUE NÃO FOSSE OU PRETO OU BRANCO nunca estaria ao alcance de Bush nós já sabíamos e que os americanos que o apoiam estão-se borrifando para o resto do Mundo também já sabíamos e que Israel esteja eventualmente, na mente de muitos europeus, a livrar-nos de uma resma de terroristas também sabemos. Posto isso, pergunto: até quando o mundo civilizado se manterá manietado nas teias dos martírios passados desse povo e se sinta incapaz de pôr termo ao que eles só farão QUANDO lhes apetecer e COMO lhes apetecer e segundo as condições que lhes aprouverem. Já é tempo da Europa abandonar o divã do psiquiatra e olhar-se definitivamente nos olhos e à volta...Já BASTA de complacências e de retórica e de COBARDIA

sábado, julho 15, 2006

ESSE GOSTO PELA MORTE...

Já fede a Palestina e essa guerra sem fim entre os bastardos de AGAR e os filhos de SARA...

Rufa o shofar pelas terras de ISRAEL anunciando novos yamim noraim . Quantas vezes mais o corno de carneiro israelita terá de tocar em penitência pelos dias terríveis que protagoniza sobre a Terra Santa?

A desproporção e a selvageria da retaliação !!!? de um país em paranóia persecutiva e brutalmente armada são aterradoras. Ao fim e ao cabo é a Lei de Talião em que uma parte da equação justiceira - um olho por olho... se tornou em - uma nação por um soldado.

A arrogância militar israelita, alimentada pela estupidez suicida de alguns sátrapas palestinianos, tem um mentor e um modelo de peso - os USA. A estratégia na região é comum e quero crer que só uma nação árabe super-armada poderá conter, pela chantagem atómica, o fascismo militar ou então precipitar de vez o Apocalipse das suas tradições.

GOG e MAGOG espreitam...

Bicmillah Irrahman Irrahim!

sexta-feira, julho 14, 2006

...DA NATUREZA HUMANA...

Há dias, na " Quadratura do circulo " ouvi JPP defender cristalinamente o fuzilamento, para o caso de americanos, apanhados pelos USA em Iraque ou Afeganistão nas milicias da resistência à ocupação.
Não ouvi o debate desde o seu início, mas o seu término deu-me para perceber que também se falou de Guantanamo e pela lógica da justificação apresentada pelo JPP concluo, talvez abusivamente, o que não creio, pelo que já conheço do homem que acha muito bem a maneira como estão a ser tratados os prisioneiros dessa prisão.
E dei-me comigo a interrogar-me em que filosofia, dos milhares de títulos da sua vasta leitura, José Pacheco Pereira foi beber a sua visão catastrófica do ser humano e da sua natureza irremediàvelmente biológica, aracional, que se patenteia no seu discurso judicativo.

Foi então que a blogosfera, em www.africaminha.blogspot.com, a propósito de uma posta do dia do www.abrupto.blogspot.com põe o dedo na ferida que os intelectuais, como JPP não conseguem fechar, na sua incapacidade de compreenderem o mundo real ( fora das bibliotecas ), a natureza e História do Homem.

Essa já chamada " filosofia do desespero " já teve representantes como Kierkgaard e Schopenhauer numa altura em que se esperaria que a Razão triunfante resolvesse os problemas da crise de então. A solução desesperada estaria na Vontade, representada pelo Trabalho.

As dionísias permanentes de consagração à vida incomodam os fazedores de receitas à nossa felicidade, a nós, os deserdados do Olimpo.

quarta-feira, julho 12, 2006

DE VOLTA AO MUNDO...


Em Timor o Poder negoceia, recolhe as armas que o ameaçaram, amnistia os rebeldes e decepa Alkatiri, no fim de contas a única vítima das cascas de banana que lhe foram estendidas e das quais não foi capaz de fugir.
Timor será por muito tempo um protectorado da Austrália com o patrocínio da ONU e o amén tácito de Portugal. Não é que lhe advenha mal nenhum por essa condição, pelo contrário. A estabilidade que as forças australianas impõem interessa a ambos os países, pela simples razão de que os negócios só se resolvem nessa base e o Governo terá tempo de construir de vez, e desta vez, com meios substanciais, as infraestruturas de arranque para a reconstrução do País.

Alkatiri teria alguma razão para se tentar proteger, fora do aparelho do Estado, das ameaças que o levaram a criar uma pequena milicia pessoal?

PALESTINA

Dos resultados do oportunismo e das contradições políticas que muitas vezes as oposições enfrentam quando alcançam o Poder,eles nunca foram tão evidentes como o são actualmente na situação palestiniana e no caso de HAMAS. Entalado entre o nacionalsmo político que ambiciona a construção de um Estado Palestiniano e o fundamentalismo pan- islamita, sentiu necessidade de, reabertas as feridas entre estas duas posições, fazer ensalivar de novo o poderoso vizinho, acabando com a ameaça de guerra civil, unindo de novo numa frente comum as Al - Aqsa, Al - Qassam e as Al - Quds contra o inimigo comum.
A previsibilidade canina de Israel, para o qual os palestinianos são todos iguais, torna-O também numa marionete simplória nesse espaço de Babel onde o povo continua a ser carne de canhão e o sangue tinge de vermelho as areias que já dantes colheram o de Cristo.

terça-feira, julho 11, 2006

BALANÇO FINAL

Não podia ter sido outra a explicação para a violenta reacção do tímido Zidane: Materazzi, segundo a versão TV Globo assobiou aos ouvidos de Zizou: - la tua sorella è una puttana. Na versão inglesa do The Guardian o insulto terá sido de natureza racista: - tu és um argelino de merda e um terrorista! Já para os jornais franceses o alvo da imprecação terá sido a progenitora do jogador.
Bem, fosse o que fosse, só poderia ter sido uma dessas bocas ou então um insulto pessoal do género de trocar as voltas ao diminuitivo ZiZou pelo mais adequado fonèticamente ZIZI ao nome do grande jogador ZInedine ZIdane, embora com conotações algo perversas.

O futebol, actividade viril onde a competitividade, o desejo de sucesso, em suma a agressividade, estimulada ao máximo pela testosterona, deixa pouca margem de manobra a outras actividades cerebrais que não sejam para o fim em vista, ocupado que está ( o cérebro ) e pouco oxigenado, em fornecer energia para outras paragens. O autodomínio poderá ser apanhado de surpresa por uma acção intempestiva, fora do contexto, como o insulto, por exemplo e a reacção difìcilmente será outra diferente de um acto reflexo.
Por mim, Zidane está perdoado e é-me impossível separar o seu acto da totalidade do seu carácter e da beleza associada ao seu futebol.

segunda-feira, julho 10, 2006

CAMPEONATO DO MUNDO

Cumpridos que foram os meus prognósticos, e apesar da resistência francesa, ( foi notável a vontade de ganhar e só por isso preferiria não ter tido razão ) a Itália, fazendo jus à sua escola que tão bom resultado lhe tem trazido, leva mais uma taça do Mundo: sem contundência e talvez sem a merecer.

Sobre isso um comentário, redundante, mas porque sim...O futebol, jogo de estratégia e tática, quando é praticado por jogadores imaginativos, cuja liberdade de acção não é amordaçada pelas teias da tática é um jogo fascinante, tão fascinante como o xadrez de Capablanca comparado ao da escola eslava de Karpov.
A lógica do negócio contaminou tudo, dos jogadores às equipas, dos torneios aos campeonatos do Mundo e só isso explicará a atribuição da Bola de ouro a Zidane. Desconheço as razões da perda de controlo, eventualmente justificada perante um insulto soez de Matterazi, mas regras são regras e quando elas são aplicadas incoerentemente...bem, está tudo estragado.
Vai haver um tempo de balanço para toda a gente envolvida neste formidável desporto:
façamo-lo com a cabeça fria, em prol da sua capacidade de unir os homens e mulheres deste planeta na pura alegria das emoções que provoca.

quinta-feira, julho 06, 2006

PORTUGAL -0 FRANÇA - 1


Nada de muito surpreendente o que mesmo assim não consola a tremenda fustração de ver o possível ao nosso alcance diluir-se nos derradeiros segundos da partida.

Foi a victória, mais uma vez e principalmente desta vez, da maturidade e controlo das emoções contra a " garridice " da imaturidade e o cansaço indisfarçável de elementos fundamentais da equipa portuguesa, nomeadamente Deco, Costinha e principalmente Figo, cujo peso da dura campanha italiana e dos jogos anteriores do Mundial se fez sentir brutalmente nesta partida.
Urgia, na segunda parte, proceder de imediato às substituições, com a entrada de Tiago, Simão e por Deus, Nuno Gomes. O silêncio à volta deste jogador tem sido ensurdecedor e haverá, naturalmente uma explicação da sua ausência neste Mundial, por razões que eu ainda não consegui descortinar.

Os jogadores franceses estavam de rastos e em pânico e souberam pautar o jogo ao ritmo das suas fatigadas pernas. É nestas alturas, de observação e lucidez, que não se pode falhar e Scolari falhou por defeito.

Portugal vai perder com a Alemanha, espero que não seja uma humilhação, e a Itália vai levar a Taça para casa com uma victória contundente sobre a estafada França.

terça-feira, julho 04, 2006

ALEMANHA - 0 ITÁLIA - 2

Francamente, foi sem nenhuma surpresa que vi a Itália chegar victoriosa ao fim dos 120 m.
O seu futebol consistente, rigoroso, quando para isso é chamado, revela-se de um calculismo que raia a perfeição pelos resultados positivos que consegue.

Eu não creio que o virtuosismo e a beleza desapareçam do futebol moderno, mas o que me foi dado a ver neste mundial não augura nada de bom nesse aspecto. Ver a Argentina a jogar como jogou contra a Alemanha, o México, o Brasil, expoentes do futebol espectáculo a jogar refinadamente à defesa nos dois terços do campo enquanto os avançados " secavam " lá à frente... foi uma pena e uma desilusão.
Quanto a Portugal, a lição da final do Europeu com os gregos ficou-lhes indelèvelmente na memória e o resultado tem sido a tremenda consistência da sua defesa e linha média e a escassez de golos do Pauleta...

Espero espectáculo no jogo com a França, a par do rigor que pontua sempre esses desafios a eliminar. Veremos que tipo de futebol vai sair vencedor.

sábado, julho 01, 2006

E PRONTO...JÁ ESTAMOS NAS MEIAS - FINAIS...

...MAS QUE DIFICULDADE TEMOS EM SER FELIZES...

domingo, junho 25, 2006

E PRONTO...CUMPRIU-SE A TEORIA E A PRÁTICA E A FÉ NÃO FOI CHAMADA À CONTENDA.

JOGO DE EMOÇÕES FORTÍSSIMAS, COM NERVOS À FLOR DA PELE EM JOGADORES EXPERIMENTADOS E VICTÓRIA ARRANCADA A FERROS...
MONUMENTAL DISPARATE DE COSTINHA ABAIXA, ATÉ VER AS NOSSAS EXPECTATIVAS PARA A SEGUNDA PARTE...
FALTA MENOS DE UMA HORA PARA...

www.africaminha.blogspot.com fez um curioso exercicio sobre a Fé e a Matemática, a teoria das probabilidades versus Senhora do Caravagio, Nuno Álvares Pereira e Hygens, acabando por apelar à fé dos outros para levar de vencida os holandeses, um hábito luso por sinal. Para todos os efeitos as probabilidades também estão a favor da equipa portuguesa e juntando a isso as ajudas divinas, que nunca são de desprezar, estão no papo.

Mudando de agulhas, Nada, mas Nada, das duas equipas que se vão defrontar daqui a minutos permite duvidar da capacidade da selecção portuguesa em bater a holandesa, a não ser que esteja em dia muito Não. Ora isso é uma coisa que se vai descobrir a posteriori verdade?
Portanto as expectativas, com ou sem ajuda da Teoria ou da Fé, são favoráveis.
PORTUGAL - HOLANDA

Só há uma receita para este jogo que é a de Portugal assumir sem rebuços o favoritismo e tomar conta da bola e do jogo. Marcar impiedosamente, em cima, o Robben, não o deixar virar-se com a bola controlada e vigiar atentamente Cocu.
Aposto que a Holanda vai jogar em contenção como fez com a Argentina, mas acontece que o nosso futebol é mais rápido nas transições defesa-ataque e aí seremos capazes de a surpreender. 3 - 1 é o resultado que espero, mas como o futebol é uma caixinha de surpresas, até admito 1-0. Mas se perdermos será porque a Holanda jogou melhor e ponto final.
CHECK MATE

Como era de esperar, Alkatiri não deu razão aos seus detractores e reafirmada a confiança do seu Partido, passa a jogada para Xanana, que Ramos - Horta, falhado que foi o afastamento do Chefe de Governo, demitiu-se de todos os cargos partidários; aliás, na minha opinião ele sempre correu sózinho. Agora, ou forma um novo Partido que lhe sustente a ambição ou exila-se na Austrália.
Estranho é que sendo a base de sustentação do Governo a Fretilin isso não o tenha levado a abandonar também os cargos governativos, por uma questão de coerência co as posições que tomou contra o Chefe de Governo. Aliás, quando um ministro não concorda com o chefia do Executivo só tem um caminho a tomar: demite-se. Continuando no Governo será um foco infeccioso nas decisões que ele venha a tomar. Ou será que ele pensa em ter uma política externa e de defesa diferente da do Governo?

O maior erro que os neófitos dirigentes de Timor cometeram foi terem cavado um fosso entre as Falintil e a Fretilim, entre as armas e a política. Xanana, político inepto escolheu as armas; Alkatiri, a política, a Constituição e a Democracia. Veremos para que lado vão pender os outros actores que estão nos bastidores sem perderem a face.

sábado, junho 24, 2006

Cavaquistas em palpos de aranha...

Tem sido engraçado observar o pânico e a desilusão dos Cavaquistas pela escolha do Cavaco de um novo delfim, de seu nome SÓCRATES.
JPP já aconselha Cavaco a aparecer menos e a não ser tão entusiasta pela boa governação. Quando Manuela F. Leite, também ela vem aplaudir sem rebuços o que o Governo anda a fazer, não é de admirar tanta inquietação...
POIS É....

Já não será preciso esperar muito tempo. É claro que como protector a Austrália é mais simpática do que a Indonésia. Mais " civilizada " não se vai pôr a matar a esmo. Basta-lhe apoiar os aliados dentro do território, de seus nomes Ramos-Horta e Xanana ( a primazia não é aleatória ) e forçar o afastamento do independentista Alkatiri e o partido que o apoia - Fretilin. No mínimo deixa matar e observa o caos tão conveniente aos seus propósitos de instalação permanente.

Eventualmente, nem a guerra civil a incomodaria por aí além. Com três sapatadas resolvia o assunto, que o prémio é tentador.
Poderá ser que tudo isso venha a ser benéfico ao País, não sei, mas que se revelou útil para o conhecimento do carácter de algumas pessoas para lá do romantismo do mito criado em torno de uma luta que só as condições históricas levaram ao sucesso, é evidente.
Guardei para mim durante todo esse tempo a avaliação de Xanana como líder político. Os tempos eram de apoio, então. Agora são de análise crítica e desassombrada, aliás na linha independente e livre da blogosfera. E ela é altamente negativa na maneira COMO lidou políticamente com os antigos camaradas, demonstrando que como homem de Estado está muitos furos abaixo de Alkatiri, o homem a abater.

sexta-feira, junho 23, 2006

AI TIMOR TIMOR!...

" Um disparate político " - comentou Jorge Miranda, face ao ultimato com ameaças de renúncia de Xanana Gusmão aos Chefe do Governo e Presidente da Assembleia, respectivamente Secretário - Geral da Fretilin, Partido vencedor das eleições do qual esses dirigentes viram reforçados os seus poferes no último Congresso.
A ideia - força do ultimato de demissão de Alkatiri baseia-se em denúncias de irregularidades cometidas por esse Dirigente no último Congresso e na distribuição de armas a milicias, com a finalidade de proteger os líderes saídos do Congresso, já que ( suponho eu ) a sua desconfiança para com os Chefes das Forças Armadas, nomeadamente o exército e a cúpula da Policia era patente.

" A decisão de demitir Alkatiri veio no pior momento e com o pior argumento ", foi desse modo lapidar, que eu subscrevo, que Abílio Araújo descreve as movimentações políticas de Xanana, cujo apoio do povo, da Austrália ( com soldados armados no País ) de Ramos- Horta, cujas legítimas ambições políticas estão cada vez mais transparentes lhe permitiu, já com as costas quentes, engrossar, com a legitimidade que possui, a Voz.
Em caso de recusa de demissão do Primeiro- Ministro eleito, o que duvido, já que as forças hostis são de peso ( não acredito que ele queira voltar às montanhas, de novo ) o que fará Xanana, preso nas malhas de uma impossibilidade constitucional que, aparentemente não lhe permite exonerar o P. M., a não ser em condições que, até agora não se vislumbraram?
Alkatiri abandonará o cargo. A luta política após a sua demissão será renhida, porque ele quererá voltar para continuar o trabalho que há pouco tempo estava a ser elogiado em todo o lado, inclusivé pelo seu Presidente.

Os próximos tempos vão clarear a bruma e os actores deste, na minha opinião, golpe de Estado constitucional, passe o absurdo, virão à luz do dia e as razões deste pequeno terramoto político se saberão com mais rigor.

quinta-feira, junho 22, 2006

AI TIMOR TIMOR!

CONTINUO A NÃO GOSTAR NADA DO QUE POR LÁ SE PASSA. GUERRA DE CLÃS !!!? FRANCAMENTE!

ACHO QUE É ALTURA DE DEIXAR DE LADO ALGUM SENTIMENTALISMO PAROLO E RACIONALIZAR AS ATITUDES. A GUERRA CONTRA ALKATIRI NÃO PRENUNCIA NADA DE BOM, PELAS IMPLICAÇÕES ANTI- DEMOCRÁTICAS QUE LHE ESTÃO NA ORIGEM. AFINAL A FRETILIN TEM TANTAS FACÇÕES COMO DIRIGENTES!!!? A SER ASSIM TIMOR ESTÁ A CAMINHO DO PROTECTORADO AUSTRALIANO. SERÁ ESSA A INTENÇÃO DE XANANA E RAMOS HORTA?