sexta-feira, agosto 18, 2006

Quem ganhou a guerra?...

...tem sido a pergunta que muitos comentadores e jornalistas já deram resposta, mas à qual, por falta de enquadramento dos objectivos que lhe estiveram na origem ninguém respondeu convictamente.

Eu também tenho uma pergunta ALGUÉM DA EUROPA E DO OCIDENTE EM GERAL, SABE UM ÚNICO NOME DAS VÍTIMAS DESTA GUERRA ?

Quando Israel atacou e invadiu Líbano tinha um objectivo definido ou foi uma reacção
de quem se sentiu mordido nas canelas quando dois dos seus invencíveis soldados foram raptados pelo Hezbollah ? Se tinha, qual era ? Punir os civis pelo apoio que dão a essa organização ? Libertar os soldados raptados ? Obrigar o Governo do Líbano e por arrastamento a Europa a criar uma zona tampão no sul desse País e fazer aquilo que nem ele nem o Governo libanês foram capazes de fazer - desarmar o Hezbollah ?

Se foi essa a intenção de Israel, apesar do maquiavelismo da concertação com os USA, aplaude-se a estratégia e lamenta-se ( o que P.Pereira chamou já de banho de realidade ) para a Europa a guarda do caldeirão em ebulição incontrolável. E porquê?
O Hezbollah não se vai deixar desarmar pacíficamente. E por que o faria? O mundo assistiu durante 25 dias à tentativa de o destruir sem mexer uma palha, à espera que Israel tivesse êxito. Por que se iria desarmar perante quem o considera uma organização terrorista? Por quanto tempo a ONU irá aguentar as suas forças no sul do Líbano? E o que faria no caso de um ataque extemporâneo de Israel? E depois?

Enquanto a solução do problema palestiniano for deixada a Israel - USA - Autoridade ( !!!? ) Palestiniana, ela não verá NUNCA a luz do dia.
Surgiu agora, caso se queira aproveitar uma oportunidade única de globalizar as soluções em negociações SÉRIAS, associando fortemente a Rússia, a China, a África do Sul à imposição diplomática da criação definitiva do Estado palestiniano e da segurança das fronteiras de Israel, acabando de vez com o Obsceno negócio de venda de material bélico que alimenta essas escaramuças de Iraque a Afeganistão passando pela Palestina.

Já se disse que nas guerras há duas personagens - as vítimas e as que ficam ricas.Resta saber de que lado está a Europa e a sua população.

terça-feira, agosto 15, 2006

Da Utopia cercada...

"...Aos meus companheiros de luta, glória eterna por resistirem e vencerem o Império demonstrando que é possível um mundo melhor..." ( Fidel Castro 13 de Agosto de 2006 )

Voto de melhoras da parte de CALAMATCHE
PAZ !!!?

Pararam por agora as armas, destruição e o morticínio de civis, felizmente; ( e é MUITO ) e agora a Razão dos homens sábios vai-se debruçar, creio e desejo, sobre a maneira de decifrar o " código " da resolução GLOBAL da violência por aquelas paragens. Tarefa gigantesca para a qual, como primeiros responsáveis da sua criação terão a OBRIGAÇÃO moral de ser uma parte activa e não presencial. Refiro-me, como é bom de ver, à EUROPA, porque as sucessivas Administrações americanas e hebraicas só têm feito merda por aqueles lados.

Como na decifração de qualquer código, comecemos do princípio e com pequenos passos: uma vez sustentados passemos à etapa seguinte e assim sucessivamente. A determinação europeia terá de ser vigilante e denunciar, desmontando as " cascas de banana " que irão aparecer durante este processo, quer por parte dos radicais islâmicos ou dos USA ou dos sionistas. Europa perdeu a credibilidade moral perante os árabes, incluindo dos moderados e tem de se esforçar por reavê-la nos passos que terá de dar a partir de agora. O uso da diplomacia respeitosa para com um Estado soberano como o Irão na questão nuclear é um passo, não a AMEAÇA, pela simples razão de que ali NÃO RESULTARÁ; o extremar de posições criará um inimigo nuclear quando é preferível tê-lo como amigo, mesmo que ele consiga a bomba como o fizeram a India, o Paquistão, a China, a França, os USA, a Rússia, a Grã-Bretanha, a África do Sul, Israel, a Coreia do Norte...( esqueci-me de algum ? )

Tenho por mim que a dissuasão nuclear tem sido a maior protecção dos países que a possuem contra a loucura total que tem sido a arrogância dos bombardeamentos impunes e insanos sobre populações civis.

NENHUM POVO DESEJA O SEU EXTERMÍNIO e quero crer que o Irão não é excepção, assim como Israel também não o é, como tem sobejamente demonstrado.

domingo, agosto 13, 2006

Dos novos fundamentalismos... ao charuto de Churchill

Gostei da prosa de J.Pereira Coutinho no Exp. desta semana glosando a ausência do charuto de Churchill numa peça a retratar o estadista num teatro de Edimburgo, devido à proibição de fumadores em locais públicos.
A talhe de foice, também Henrique Monteiro no mesmo jornal conta um delicioso episódio de um professor americano que acendendo um cigarro em 1989, antevê o futuro que nos esperava com uma profética esperança " Espero que nos tornemos rapidamente uma minoria para então reivindicarmos alguns direitos ".

Eu não queria cometer o pecadilho de citação própria, mas logo que surgiram as primeiras hipócritas reacções aos fumadores dos miseràvelmente poluidores americanos, sabia que a " moda " chegaria Europa com mais ou menos atraso; e enumerava os milhões de "determinações", leis, normas, etc, que diariamente dão à luz no mundo a reduzir em cada dia que passa a nossa liberdade e a nossa responsabilidade cívica para com os outros.

Como é fácil de entender eu sou um fumador inveterado e apesar de me chocar, física e estèticamente a multidão ululante de obesos, alcoólatras, mentecaptos, cretinos, porcos, energúmenos, nazis, mal- cheirosos que comigo se cruzam em lugares públicos, não desejo que o Estado lhes tire a liberdade de se " matarem " com carne, álcool ou cretinice aguda, desde que seja essa a sua vontade de adultos.
UM ALERTA AOS PACIFISTAS...

...para as perigosas e apressadas " marcações " que têm sido utilizadas na identificação dos anti - Guerra ( seja ela qual for, sejam quais forem os protagonistas, sejam quais forem os alibis ) , como simpatizantes do outro lado.

A recusa e a condenação do que já foi chamado de, erradamente a meu ver, um anacronismo do séculoXXI, não faz do, perdoe-se a simplificação e o rótulo, Pacifista, uma ingénua aberração ou portador de qualquer espécie de simpatia, melhor, empatia com beligerantes de qualquer raça, cor, religião ou ideologia.

O pacifismo é o resultado de uma evolução ética e racional que distancia o Homo sapiens, pela sua postura em relação à Natureza, do neanderthalensis que desgraçadamente não foi capaz de se racionalizar.

É que têm sido muitos os marcadores que têm sido utilizados para etiquetar os anti - guerra como simpatizantes dos islâmicos. Num futuro que antevejo sombrio, a caça às bruxas que tem estado contida pela democracia fará uso dessas marcas para apontar a ignomínia.

A redutora e limitada capacidade de análise de situações complexas criou sempre impaciência, frustração e violência nos lugares e nas cabeças onde as células cinzentas não abundam. O conhecimento é penoso para o neanderthalensis; ele não consegue ver o Mundo em toda a sua paleta de cores e perspectivas e age em conformidade com o preto e o branco da sua pobre visão.
Infelizmente, essa espécie tende a tornar-se maioritária, num retrocesso biológico notável e perturbador, de decadência. E está a acontecer em todo o lado.

Uma das razões por que vou lamentar a minha morte é não poder "presenciar " a evolução dessa situação ímpar no mundo bioógico.

sábado, agosto 12, 2006

POIS É...

A impossibilidade de repetir o que a partir de agora é irrepetível - a guerra dos seis dias- está a levar o exército israelita ao desespero, como tem sido comentado por quase todos os jornalistas, israelitas incluídos.

É que a guerra de guerrilha tem cambiantes que um exército clássico como a FDI, apesar das experiências que julgou obter contra as intifadas palestinianas, não está preparadopara enfrentar. O inimigo não tem rosto e não se mostra senão nas emboscadas desmoralizantes que as TONELADAS de bombardeamento não conseguiram desmobilizar.
Já só resta o orgulho, mesmo ele desacreditado numas Forças Armadas que se está a especializar-se no morticínio de civis e estruturas de betão. Ganhar tempo para uma saída mais airosa do que aquela que foi protagonizada em Maio de 2000 para suster os danos da aventura que foi a invasão do Líbano é o que também resta a Israel.

Os danos, esses são de monta. A contenção do mais poderoso exército da região é possível como o tem demonstrado à saciedade o Hezbollah e a ameaça que pende sobre Israel aumentou significativamente, o que irá exigir da Comunidade Internacional ( o que é isto !!!? ) muita inteligência a lidar com os novos dados acrescentados à complexa situação do Médio - Oriente, sob o risco de ver Israel a incrementar apocalìpicamente a sua resposta ao cerco fundamentalista, com todas as consequências que isso irá ter na mudança da face política do planeta.

domingo, agosto 06, 2006

ORA AQUI ESTÁ...

...o texto mais claro e definitivo que eu li durante a guerra do Líbano.
Com os pedidos de desculpas, pela transcrição literal das conclusões da crónica de Jaime Nogueira Pinto no Expresso desta semana, conclusões essas reclamadas desde o fim da Guerra dos seis dias e que desde então se mantêm válidas, exequíveis, caso existisse uma coisa chamada comunidade internacional representada pela ONU, como bem diz o autor.

" Israel terá de reconhecer um Estado palestiniano plenamente estatal e independente se quiser ter paz; e o mundo árabe terá de perceber que Israel tem o direito de viver, porque está disposto a bater-se duro por esse direito. E terão que dividir território, traçar fronteiras, e portar-se como Estados normais e vizinhos.

Querer resolver as coisas a partir de textos utópicos, redigidos por cínicos na euforia das novas ordens, ou em sentenças moralizantes e boazinhas que comovem as almas laicas suburbanas e electrizam os espártacos de serviço, é tratar a guerra do Líbano em em termos de " silly season "

O problema, na minha opinião, tem sido os constantes elementos novos que se tem estado a acrescentar à já de si suficientemente complexa situação no Médio - Oriente, nomeadamente a inevitável posse de armamento nuclear pelo Irão. Nada os fará desistir, a não ser o extermínio, em nome de ALÁ, claro. E depois...será a escalada, caso a comunidade internacional continue a usar a Razão como cúmplice e advogada da violência justificada.

sábado, agosto 05, 2006

AQUI VAI UM PEDIDO HUMILDE DE DESCULPAS À BLOGOSFERA...

Para quem preza tanto a Língua Portuguesa e nutre por ela um grande respeito, foi lamentável descobrir, numa pequenina viagem que fiz pelos meus arquivos, erros vários, do tipo dos que que costumo apontar aos outros: o tê-los referenciado desculpabiliza-me por uma eventual ignorância e acautela-me para os riscos de escrever a quente e o mau hábito de não fazer a edição dos textos.

Terei mais cuidado de agora em diante. É que detesto janelas de vidro.

sexta-feira, agosto 04, 2006

PORQUE É NOS FAZEMOS ODIAR TANTO?...

...tal deveria ser a pergunta de YAIR LAPID, jornalista israelita, em contraponto à sua cândida interpelação, mistura de estupor e fuga à realidade - PORQUE É QUE NOS ODEIAM TANTO?

" Mil e quinhentos anos de anti - semitismo ensinaram-nos, da maneira mais horrível, que há qualquer coisa em nós que irrita o mundo... ", divaga melancòlicamente o nosso repórter, sem resposta à sua angustiada condição.
Foi-lhe relativamente fácil entender a hostilidade dos palestinianos, cuja realidade sem futuro para os filhos é-lhe visível no dia- a dia. O que ele não entende é o que chama de irritação do resto do mundo e o ódio dos árabes e dos vizinhos.

Sem ter a pretensão de uma resposta a essa irritação pelo povo escolhido ao qual foi dado a explicação do Bem e do Mal e a Revelação da Verdade, diria que a quase " fatalidade histórica " de fascínio-repulsa que os judeus provocam tem a ver com a sua recusa da Tradição com o Advento de Cristo e da Era dos Peixes. Israel, na História da Civilização, segue uma tradição blasfema, desenquadrada do passo cronológico e zoodiacal: entrou na Era do Aquário em plena Era dos Peixes e estará a sofrer as consequências da blasfémia. Isso diria a História não-oficial...e os iniciados " saberão do que estou a falar ". Quanto aos racionalistas sugiro outras leituras bem menos convencionais e aos trocistas desdenho a sua ignorância.

As guerras, produtos irracionais da espécie humana têm feito parte da sua ainda não resolvida animalidade e do fracasso da Cultura. A sua recorrência está, infelizmente a anos luz da extinção enquanto deificarmos a obscenidade repisada no " Viva la muerte! ", com que acarinhamos a nossa existência medíocre, por tão efémera, neste planeta.

terça-feira, agosto 01, 2006

OI LAMPIÕES!

Este Benfica de Fernando Santos começa a preocupar-me...
Ao fim de um mês de trabalho NÃO SE VÊ OBRA FEITA... a uma semana de um compromisso muito importante para as aspirações da época que se avizinha.
Aquele famigerado losango do meio campo é inoperante, quer defensiva ou ofensivamente. A bola NUNCA chega aos avançados: é enervante a lentidão dos processos nesse sector onde aparentemente ninguém sabe qual é o seu papel. Rui Costa, se não melhorar os seus índices físicos e dar mais rapidez de execução na construção das jogadas ofensivas terá NECESSÁRIAMENTE de ir para o banco até melhorar.

O futebol moderno super defensivo e tático é altamente eficaz contra o rodriguinho à Pedroto que a equipa tem apresentado. Se continuarmos nessa linha e não conseguirmos segurar na equipa o HOMEM que irá deitar abaixo este sistema - SIMÃO, estamos feitos este ano, porque os sinais são PREOCUPANTES, pelo que se tem visto.

domingo, julho 30, 2006

LÍBANO

Vivemos num planeta onde a ética dos deuses, abastardada pelo pecado original, foi substituída pela eficácia dos que sentem e vivem o Mundo como uma selva. Matar e ser morto tornou-se um acto socialmente aceite , descrentes que somos já da punição do Inferno.

Há, definitivamente, um conceito quase religioso da associação da tecnologia militar e não só, e de quem a possui, a uma superioridade genética nunca exteriorizada, a não ser nas franjas da imbecilidade dos lumpen , contrapondo-se aos sub - humanos fora do novo Éden ( o Ocidente ) , para os quais a extinção, provocada pelas bombas, doenças e a indiferença é uma fatalidade quase necessária.

Por cá, buscamos a imortalidade e assobiamos para o lado... ao mesmo tempo que ACEITAMOS as justificações para a barbárie e para o HORROR, quando não as procuramos para sossegar o que resta da nossa já tão diáfana CONSCIÊNCIA.

A minha vergonha é INFINITA!!!

quinta-feira, julho 27, 2006

LÍBANO

Continua a dança macabra com a assistência ocidental na 1ª fila a gozar o espetáculo...
A decadência comporta sinais dos quais a lentidão do processamento intelectual, emocional,sentimental e ético se aproxima da indiferença. O processo degenerativo das grandes civilizações coincidiu sempre com a substituição da acção pela reacção. Neste momento, o Mundo é dirigido por uma falua que leva a reboque um porta - avião e vários cruzadores...

quarta-feira, julho 19, 2006

BOAS FÉRIAS À BLOGOSFERA!

EU VOU CUMPRIR O MEU RITUAL ANUAL BANHANDO-ME NAS ORIGENS... E TENTANDO ESQUECER, POR ALGUM TEMPO ESTA DANÇA DE CADÁVERES EM QUE SE ESTÁ A TRANSFORMAR ESTE BELO PLANETA.

segunda-feira, julho 17, 2006

O desastre do Português...

...titula o Expresso no seu editorial, a propósito de hecatombe dos resultados do exame de Português do 9º ano de escolaridade.

Com o pedido de desculpas pela imodéstia de citação própria, recordo o que aqui foi dito em Outubro de 2003, a propósito deste tema...

" Já agora, porque não começar com o Tio Patinhas? "

Foi a pergunta deixada por um ouvinte do Fórum-TSF dedicado à introdução de textos do Big Brother e Telenovelas no " curriculum " do ensino do Português no 10º ano, em resposta aos argumentos contra a leitura " traumatizante " dos clássicos.

Quando cheguei a Portugal, vindo de Cabo Verde, no longínquo ano de 1968, para entrar no curso de Medicina, fiquei chocado com o baixo nível do Português falado e escrito dos meus colegas de curso e pelos estudantes da Secundária: o vocabulário era indigente, limitadíssimo; a formulação de qualquer ideia, mais ou menos roçando a " seriedade " do abstracto, tropeçava e tombava na incapacidade da explicação porque não havia palavras do léxico do dia- a -dia que permitissem o entendimento de uma maneira clara.

Já nessa altura, creio eu, o desconhecimento do Português estava na origem do fraco aproveitamento escolar por parte da maioria dos estudantes. Nenhuma matéria é passível de entendimento e assimilação sem se conhecer a linguagem que a veicula.

Hoje, passados estes anos todos, ninguém ainda descobriu a origem da incapacidade dos estudantes para a matemática, filosofia, etc, e abordado uma forma nova de ver a origem da " chatice ".
A verdade é que sem conhecerem o Português erudito ( que o outro o dia- a dia se encarregará disso ) não há Reforma de Ensino que nos valha.

Isso para dizer que não é facilitando, abaixando o nível das matérias, dos temas, e da linguagem que está a solução.

A aprendizagem não tem de ser traumatizante. Nenhum jovem está imune à alegria de aprender. O problema está nos adultos encarregues da sua instrução.

Não se passou muito tempo, mas parece que o diagonóstico das razões de sucessivos fracassos tarda a ser descoberto, e até lá vamos acrescentar mais uma geração de analfabetos funcionais aos que já formámos ( !!!? ) e dançar à volta de uma pergunta que também ela parece vir desse grupo: PORQUÊ ?

domingo, julho 16, 2006

MÉDIO ORIENTE

A obscenidade continua em escalada com o apoio expresso do Presidente Americano.
QUE TUDO O QUE NÃO FOSSE OU PRETO OU BRANCO nunca estaria ao alcance de Bush nós já sabíamos e que os americanos que o apoiam estão-se borrifando para o resto do Mundo também já sabíamos e que Israel esteja eventualmente, na mente de muitos europeus, a livrar-nos de uma resma de terroristas também sabemos. Posto isso, pergunto: até quando o mundo civilizado se manterá manietado nas teias dos martírios passados desse povo e se sinta incapaz de pôr termo ao que eles só farão QUANDO lhes apetecer e COMO lhes apetecer e segundo as condições que lhes aprouverem. Já é tempo da Europa abandonar o divã do psiquiatra e olhar-se definitivamente nos olhos e à volta...Já BASTA de complacências e de retórica e de COBARDIA

sábado, julho 15, 2006

ESSE GOSTO PELA MORTE...

Já fede a Palestina e essa guerra sem fim entre os bastardos de AGAR e os filhos de SARA...

Rufa o shofar pelas terras de ISRAEL anunciando novos yamim noraim . Quantas vezes mais o corno de carneiro israelita terá de tocar em penitência pelos dias terríveis que protagoniza sobre a Terra Santa?

A desproporção e a selvageria da retaliação !!!? de um país em paranóia persecutiva e brutalmente armada são aterradoras. Ao fim e ao cabo é a Lei de Talião em que uma parte da equação justiceira - um olho por olho... se tornou em - uma nação por um soldado.

A arrogância militar israelita, alimentada pela estupidez suicida de alguns sátrapas palestinianos, tem um mentor e um modelo de peso - os USA. A estratégia na região é comum e quero crer que só uma nação árabe super-armada poderá conter, pela chantagem atómica, o fascismo militar ou então precipitar de vez o Apocalipse das suas tradições.

GOG e MAGOG espreitam...

Bicmillah Irrahman Irrahim!

sexta-feira, julho 14, 2006

...DA NATUREZA HUMANA...

Há dias, na " Quadratura do circulo " ouvi JPP defender cristalinamente o fuzilamento, para o caso de americanos, apanhados pelos USA em Iraque ou Afeganistão nas milicias da resistência à ocupação.
Não ouvi o debate desde o seu início, mas o seu término deu-me para perceber que também se falou de Guantanamo e pela lógica da justificação apresentada pelo JPP concluo, talvez abusivamente, o que não creio, pelo que já conheço do homem que acha muito bem a maneira como estão a ser tratados os prisioneiros dessa prisão.
E dei-me comigo a interrogar-me em que filosofia, dos milhares de títulos da sua vasta leitura, José Pacheco Pereira foi beber a sua visão catastrófica do ser humano e da sua natureza irremediàvelmente biológica, aracional, que se patenteia no seu discurso judicativo.

Foi então que a blogosfera, em www.africaminha.blogspot.com, a propósito de uma posta do dia do www.abrupto.blogspot.com põe o dedo na ferida que os intelectuais, como JPP não conseguem fechar, na sua incapacidade de compreenderem o mundo real ( fora das bibliotecas ), a natureza e História do Homem.

Essa já chamada " filosofia do desespero " já teve representantes como Kierkgaard e Schopenhauer numa altura em que se esperaria que a Razão triunfante resolvesse os problemas da crise de então. A solução desesperada estaria na Vontade, representada pelo Trabalho.

As dionísias permanentes de consagração à vida incomodam os fazedores de receitas à nossa felicidade, a nós, os deserdados do Olimpo.

quarta-feira, julho 12, 2006

DE VOLTA AO MUNDO...


Em Timor o Poder negoceia, recolhe as armas que o ameaçaram, amnistia os rebeldes e decepa Alkatiri, no fim de contas a única vítima das cascas de banana que lhe foram estendidas e das quais não foi capaz de fugir.
Timor será por muito tempo um protectorado da Austrália com o patrocínio da ONU e o amén tácito de Portugal. Não é que lhe advenha mal nenhum por essa condição, pelo contrário. A estabilidade que as forças australianas impõem interessa a ambos os países, pela simples razão de que os negócios só se resolvem nessa base e o Governo terá tempo de construir de vez, e desta vez, com meios substanciais, as infraestruturas de arranque para a reconstrução do País.

Alkatiri teria alguma razão para se tentar proteger, fora do aparelho do Estado, das ameaças que o levaram a criar uma pequena milicia pessoal?

PALESTINA

Dos resultados do oportunismo e das contradições políticas que muitas vezes as oposições enfrentam quando alcançam o Poder,eles nunca foram tão evidentes como o são actualmente na situação palestiniana e no caso de HAMAS. Entalado entre o nacionalsmo político que ambiciona a construção de um Estado Palestiniano e o fundamentalismo pan- islamita, sentiu necessidade de, reabertas as feridas entre estas duas posições, fazer ensalivar de novo o poderoso vizinho, acabando com a ameaça de guerra civil, unindo de novo numa frente comum as Al - Aqsa, Al - Qassam e as Al - Quds contra o inimigo comum.
A previsibilidade canina de Israel, para o qual os palestinianos são todos iguais, torna-O também numa marionete simplória nesse espaço de Babel onde o povo continua a ser carne de canhão e o sangue tinge de vermelho as areias que já dantes colheram o de Cristo.

terça-feira, julho 11, 2006

BALANÇO FINAL

Não podia ter sido outra a explicação para a violenta reacção do tímido Zidane: Materazzi, segundo a versão TV Globo assobiou aos ouvidos de Zizou: - la tua sorella è una puttana. Na versão inglesa do The Guardian o insulto terá sido de natureza racista: - tu és um argelino de merda e um terrorista! Já para os jornais franceses o alvo da imprecação terá sido a progenitora do jogador.
Bem, fosse o que fosse, só poderia ter sido uma dessas bocas ou então um insulto pessoal do género de trocar as voltas ao diminuitivo ZiZou pelo mais adequado fonèticamente ZIZI ao nome do grande jogador ZInedine ZIdane, embora com conotações algo perversas.

O futebol, actividade viril onde a competitividade, o desejo de sucesso, em suma a agressividade, estimulada ao máximo pela testosterona, deixa pouca margem de manobra a outras actividades cerebrais que não sejam para o fim em vista, ocupado que está ( o cérebro ) e pouco oxigenado, em fornecer energia para outras paragens. O autodomínio poderá ser apanhado de surpresa por uma acção intempestiva, fora do contexto, como o insulto, por exemplo e a reacção difìcilmente será outra diferente de um acto reflexo.
Por mim, Zidane está perdoado e é-me impossível separar o seu acto da totalidade do seu carácter e da beleza associada ao seu futebol.

segunda-feira, julho 10, 2006

CAMPEONATO DO MUNDO

Cumpridos que foram os meus prognósticos, e apesar da resistência francesa, ( foi notável a vontade de ganhar e só por isso preferiria não ter tido razão ) a Itália, fazendo jus à sua escola que tão bom resultado lhe tem trazido, leva mais uma taça do Mundo: sem contundência e talvez sem a merecer.

Sobre isso um comentário, redundante, mas porque sim...O futebol, jogo de estratégia e tática, quando é praticado por jogadores imaginativos, cuja liberdade de acção não é amordaçada pelas teias da tática é um jogo fascinante, tão fascinante como o xadrez de Capablanca comparado ao da escola eslava de Karpov.
A lógica do negócio contaminou tudo, dos jogadores às equipas, dos torneios aos campeonatos do Mundo e só isso explicará a atribuição da Bola de ouro a Zidane. Desconheço as razões da perda de controlo, eventualmente justificada perante um insulto soez de Matterazi, mas regras são regras e quando elas são aplicadas incoerentemente...bem, está tudo estragado.
Vai haver um tempo de balanço para toda a gente envolvida neste formidável desporto:
façamo-lo com a cabeça fria, em prol da sua capacidade de unir os homens e mulheres deste planeta na pura alegria das emoções que provoca.