domingo, outubro 15, 2006

A COREIA - A GIGANTESCA MANIFESTAÇÃO DA CGTP- AINDA OS ECOS DE RATISBONA - A INSENSATEZ POLÍTICA DO GOVERNO EM ÁREAS CHAVE- SAÚDE, EDUCAÇÃO - A AGRESSIVIDADE DO EXPRESSO CONTRA O " O SOL " - A CABAZADA DO GLORIOSO AO LEIRIA -....


ENFIM TANTA COISA E EU SEM TEMPO...

domingo, outubro 08, 2006

TEMPO DE OUTONO...


...que se reflecte nas palavras e no desfastio das análises.

Boring!

Cavaco falou sobre a corrupção em Portugal e quando apelou aos concidadãos no sentido de combaterem a sua " mentalidade " permissiva que alimenta a pandemia do dito, reflectiu, com palavras diplomáticas de PR o que provocou o meu post uns dias antes e há uns meses atrás.
Nada vai mudar, é claro..., que as mentalidades, produto de décadas de decantação e aprimoramento do "savoir faire " no que à corrupção diz respeito não vai com conversa mole e apelos à moralidade; só a repressão cega, quase vingativa, poderá produzir algum efeito a longo prazo; e para isso a máquina da justiça terá também ela de ser moralizada e devolvida aos seus propósitos primeiros, senão... bem podem os moralistas continuar a ladrar que a caravana continuará no seu rumo de impunidade.

sexta-feira, setembro 29, 2006

Da relevância do passado dos adolescentes e...

...na má consciência que inadvertidamente cria no homem adulto, tivemos o exemplo patético, porque desnecessária foi a contricção que só nos revelou a suprema importância que o homem se atribuíu como o Moralizador da sua Pátria. Vergastando durante décadas a consciência dos seus conterrâneos, Gunther Grass mais não fez, durante todo esse tempo do que tentar apagar da sua memória a "peçonha" de ter pertencido às SS.

E por que é que ele teve " necessidade " dessa pública confissão? Porquê agora?

A ideia de que o moralista é um ser que paira acima dos outros mortais sempre foi um conceito bizarro na cabeça dos hipócritas e de quem o ataca pelo seu passado, relevante ou mesquinho.
O moralista é um ser que HOJE se tornou um homem melhor porque reconheceu os seus eventuais erros e os dos outros e não os pratica, de TODO.
A sua ética condu-lo no sentido de um aperfeiçoamento espiritual e humano que ele tenta transmitir a quem ama principalmente e por inércia cívica ao espaço que coabita com os seus semelhantes; daì a sua crítica permanente à amoralidade e mais incisivamente à imoralidade militante dos nossos dias.

Isso não faz dele um santo que acha que deve descascar pùblicamente as cebolas da sua biografia antes que outros lhe apontem erros de adolescência e o façam descer do pedestal que deliberadamente criou para si. Esse foi o seu pecado e não de ter ficado com as mãos sujas de tanto labor culinário.

domingo, setembro 24, 2006

Da função do jornalista intelectual e do intelectual jornalista....

M. S. Tavares, ( já lhe perdoei a paranóia anti- Glorioso) tem consubstanciado de uma forma que eu considero louvável o papel que ao intelectual ( como produtor de ideias, investigador das culturas, transmissor de conhecimentos, crítico " no aggiornato " de comportamentos criticáveis) se deveria exigir.
A diletância narcísica que, infelizmente, a par da deserção e da cobardia, tem marcado as intervenções que abundam por aì em nada têm ajudado à leitura dos acontecimentos e às tomadas de eventuais posicionamentos cívicos dos cidadãos.

Não foi por acaso que na sua crónica desta semana no Expresso tenha abordado o discurso de Ratzinger ( foi o intelectual a falar e não o Papa, isso foi evidente ) e lido nas entrelinhas o verdadeiro alcance do que se quis dizer.

A controvérsia que o ex- cardeal, académico e filósofo, conhecedor da Palavra e do Verbo lançou, ao citar, sem inocência o que citou, embora enquadrado numa lição sobre os contornos e contradições entre a Fé e a Razão, no mundo muçulmano teve como alvos, não só o fundamentalismo islâmico mas o cerne do Islão e dos ensinamentos corânicos. O extraordinário foi tê-lo feito como Papa e não como teólogo.
Mas o Papa quis ir mais além e ao mesmo tempo teorizou sobre os limites que à Fé a Razão Ocidental tem levantado, com todas as consequências da relativização dos valores que ela provocou no Espírito Ocidental.

É claro que a Fé e os Impérios andaram de mãos dadas durante séculos de colonização e conquista quer pelas espadas dos cruzados ou pelas alfanges da Civilização Árabe.Essa época acabou.

O relativismo ocidental racionalizou a Fé cristã ao mesmo tempo que a Ciência depurava os milagres. O Islão teve a sorte contrária dos Impérios cristãos europeus: cristalizou-se no seu passado de grandeza perdida e toda a interpretação do real ficou a cargo de um homem do século V com os resultados que se vêm actualmente.
Ver o mundo actual com os olhos de Maomé é tão patético para os muçulmanos como para os cristãos interpretá-lo com os olhos de ClementeV.

A contribuição de Ratzinger foi notável como pensador mas imprudente como político e Papa.
Que as suas palavras façam pensar com olhos de homens do século XXI aos ocidentais e aos muçulmanos é o que se deseja.

sexta-feira, setembro 22, 2006

CURVO-ME...

...em sentida homenagem pela brilhante conferência e análise feita pelo Papa Bento XVI na Universidade de Ratisbona.

Só um brilhante filósofo e atento observador do Mundo seria capaz de um texto com este alcance e saber.
M'envergonho de não ter sido capaz de, com os parcos conhecimentos que trauteio, de não ter conseguido, com o mesmo sentir do Papa, trazer a melhores observadores do que eu as pistas de reflexão várias vezes por mim evocadas e tão bem fundamentadas pelo Papa.

A mim pelo menos, cimentou o que sempre pensei sobre as raízes do diálogo de surdos entre o Ocidente e o resto do Mundo.

E quando fizer o download do texto integral aprenderei mais sobre aquilo que os nossos intelectuais, pelo menos até hoje, foram incapazes de discernir, por manifesta incapacidade ou cinismo e má-fé.

domingo, setembro 17, 2006

SPORTING - PAÇOS FERREIRA

Mais do que o resultado, completamente irrelevante para o que se viu, embora me tenha provocado esta reflexão que talvez não acontecesse no caso de eventual resultado positivo para os leões, o que se viu foi futebol, ou seja a imponderabilidade que fez com que há dias essa mesma equipa do Sporting tenha derrotado nesse mesmo estádio o melhor plantel do futebol mundial - Mourinho dixit - e não a melhor equipa, como erradamente traduziram as palavras do treinador ( é que há uma diferença não dispicienda e ele disse exactamente o que quis dizer e não o que os jornalistas disseram, mas adiante... ).

Pois dizia eu que no futebol, ganhar, mesmo que seja à melhor equipa do mundo, não torna o herói da façanha, sim não passa disso mesmo - uma façanha - o melhor do mundo, pela simples razão de que ele há dias, há estatísticas, há continuidade, há troféus, há história, e eu sei lá que mais que põem as coisas no seu devido lugar, por vezes até injustamente por ocorrências anómalas como as do golo do Paços obtido ilegalmente sem que o árbitro disso desse conta, aliás como deu conta dos incontáveis mergulhos do uzeiro e vezeiro Levezinho quando as coisas não lhe estão a correr de feição e não deu conta da agressão malévola do Tonel sobre o herói do dia.

O campeonato não tem vencedores antecipados, sabem-no os jogadores e as equipas técnicas. Os lagartos, que não os leões, já se viam campeões da época de 2006 e alguns mais afoitos já devem ter encomendado as faixas depois de terem visto o Glorioso aos papéis e o Dragão ainda titubeante e este ano espero eu, sem APITOS ou BANDEIRINHAS comprados.

Ainda nos esperam muitas surpresas este ano no mundo do futebol.

sábado, setembro 16, 2006

DO PAÍS DAS OPORTUNIDADES...

Pois é... não foi preciso esperar muito tempo sobre a previsível pressão do P.R. e dos apaniguados que lá o puseram, sobre a governação Sócrates. Aliás, esse canto de sereia de co - habitação colaborante por parte de Cavaco só enganará os ingénuos.
Ao primeiro sinal de " abertura " do PS, pela assinatura do Pacto na área da justiça, a alcateia viu, neste " País de oportunidades " uma brecha para cravar os dentes.

A Previdência, pelos milhões que movimenta, sempre esteve na mira dos lobos e dos seus lacaios. Essa cobiça já é antiga e, criados paulatinamente desde há décadas os pressupostos que " justificarão !!!?" a sua reforma, com sucessivas flexibilizações das leis laborais e criação de contratos a prazo com o seu cortejo de precaridade e empobrecimento das contribuições à Segurança Social, a par da campanha mediática da sua falência a prazo, chegou!!!? o momento esperado, pelos que muitas vezes à frente dos destinos desse grande fundo financeiro, para reclamar os despojos depois do saque.

A obscenidade, companheira inseparável da gula e da amoralidade é evidente e a preocupação desses " homens de negócios " é a mesma que os nortea no esvaziamento de todas as armas que o Estado tem para fazer face à fundamentação da sua própria existência - cuidar da sua população e não dos que dela se alimentam como vampiros.


O PAÍS DAS OPORTUNIDADES II


O " faz-te pela vida ", anexado ao comportamento esperado e aceite e o desenrascanço, tornado prática louvável, estão na base e na origem da corrupção em Portugal. A verticalidade com que atravessa todos os estratos económicos sociais e políticos do País e as faces que apresenta em todas as actividades, da mais corriqueira à mais nobre, leva-me, sem cair no odioso da afirmação a acreditar que ela está inscrita no código genético do País.

O próprio raciocínio, eivado de má-fé, estribado numa cumplicidade interesseira e acrítica pelo mundo que o rodeia e uma inveja malsã e universal pelo exterior do seu quintal, fazem-no estender esse carácter na abordagem de tudo o que à sua vida lhe diz respeito.

A matemática, esse mundo incorruptível, é-lhe um mundo estranho, porque aí, a linguagem trôpega e de duplo, triplo e sei lá... sentido é inaplicável e inaceitável.

Claro que o carácter se forma e a opção de se ser um patife funcional ou de facto é sempre uma escolha pessoal e...intransmissível. Os resistentes bem avisam " NÃO HÁ VOLTA A DAR-LHE " , no sentido de tomar as opções correctas e desunham-se a explicar o que a alcateia pretende.

Mas que é uma luta árdua e sem fim próximo também é uma verdade. É tudo uma questão de coragem e de, caso seja necessário, MAIORIA ABSOLUTA.

domingo, setembro 10, 2006

ESTA LUTA SEM TRÉGUAS...

Em tempos conturbados de emissão de opinião e crítica à nossa vil condição de então, de filhos menores de um Estado propotente e ancilosado na ignorância, incultura e religiosidade, eu seguia e admirava a coragem dos " resistentes " da República e da Capital que com as suas crónicas diárias nos punham a par do estado da Nação e apontavam os culpados, zurzindo de caminho a indolência mole e a covardia induzida pela Pide e os seus lacaios.


Sousa Tavares foi um dos nomes desses mensageiros.

Outros tempos, outros nomes, outras lutas, outras vozes, que o aperfeiçoamento do Homem terá de ser uma batalha contínua, têm aparecido a combater nas mesmas trincheiras " essas coisas que nunca mudam ", incansàvelmente.

M. Sousa Tavares tem-se distinguido desde há anos, pela sua postura ética, na primeira linha da denúncia da falência da MORAL na consciência dos seus conterrâneos, principalmente daqueles onde ela deveria, por imperativo da sua condição, estar sempre - o aparelho do Estado.

Nos nossos tempos, os moralistas e os pacifistas, assim mesmo, sem aspas, têm sido vistos como seres aberrantes, à cuja postura de abelhão irritável e irritadiço se tem acrescentado abusivamente uma aura de " santidade ". É que esse atributo torna mais fácil o ataque ao humano da sua condição quando não há argumentos para a defesa das ferroadas. - Cá te espero... ruminam enquanto aguardam pela queda do juíz. O diabo é que o moralista é intelectualmente honesto e isso distingue-o dos patifes e sabe " vigiar " as suas incoerências e as suas tentações de humano e conhece os limites e as contradições do Bem como Mal e do Mal como Bem. E faz uso desse conhecimento para se tornar um homem melhor, pelo que os outros também são capazes de o fazer.

É uma opção ser ou não ser um patife - não um determinismo humano.

Façam o favor de não desistirem de vergastar os velhacos quer habitem cantos de montras ou salões da realeza, ó moralistas de todo o mundo.

EU SOU UM MORALISTA!

domingo, setembro 03, 2006

VALHA-NOS A CIÊNCIA PORQUE...

...também a Filosofia e a sua irmã menor, ou deveria dizer mais nova, - a Sociologia andam pelas ruas da amargura. É que a vida prática com todo o seu cotejo de exigências primárias e imediatistas não deixam espaço à reflexão. Não falo de uma minoria privilegeada, que ainda hoje se vê como sujeito da História, enquanto os seus intérpretes continuam como vítimas dessa mesma história que constroem no seu dia - a dia. É que nós, a quem ainda é permitido a liberdade e tempo de pensar no intervalo do tédio que é a vida contemporânea, continuamos a tentar decifrar por que é que os outros não conseguem " usufruir " da vida que enfastiamos em pantagruélicas manifestações de cinismo, obesidade física, debilidade emocional,narcisismo galopante e tonta megalomania,( fruto do histerismo que as sociedades mais atrasadas económicamente nos permitem a comparação ) aparentemente estamos à deriva, e por mais que nos interroguemos sobre o destino da espécie, o nosso estupor devolve-nos sempre o reflexo patético de uma Torre de Babel em ruptura comunicacional,cultural,emocional e civilizacional.

Valha-nos pois a solidez da Ciência, que no seu amoral posicionamento perante a nossa ignorância, trilha o seu caminho de descoberta e conhecimento em prol do bem estar colectivo para lá dos paradigmas que ditam as ideias feitas e as modas dos milénios.

sexta-feira, setembro 01, 2006

VALHA-NOS A CIÊNCIA...

O Líbano está em " banho maria " ; Cuba vai perder um dos líderes mais carismáticos do século XX ; a Alemanha confronta-se com os seus fantasmas com Gunther ; a Espanha faz o balanço da bestialidade franquista ; a França demite-se de ser o cérebro da Europa e abraça as armas a ver se daí lhe advenha a glória perdida ; os USA impacientam-se com o seu boçal Presidente e aguardam o dia em que despacharão a sua tão simplória e provinciana Administração ; o Brasil, governado por um chico-esperto pequeno-burguês aguarda o dia em que cumprirá o seu potencial grande destino; a África ainda agoniza em corrupção, origem de toda a sua miséria, e espera pelo dia do ajuste de contas com os seus dirigentes; a China, anafada de tanta força de trabalho, globaliza o que lhe é possível; o Japão aguarda por melhores dias, enquanto espera que os seus dirigentes deixem de olhar para a sua população como a raínha dos térmitas; Portugal está...ESTÁ...ESTÁ... e não me sai o conceito...

Este mundo está uma seca medonha e a funcionar " ad hoc ".

domingo, agosto 27, 2006

MÉDIO - ORIENTE

Sobre o Médio - Oriente hoje não abrirei a boca, por respeito à lúcida análise que Miguel Sousa Tavares fez hoje no Expresso. Tudo o que já disse e poderia acrescentar corria o risco de apropriação indevida das palavras do autor, já que pecaria por redundância e repetição de coisas ditas há já longo tempo. Mas é bom saber que não estou sòzinho...
SILVA VIEIRA - O CORSÁRIO DE AVEIRO

" Às vezes m'envergonho... " mas foi-me irresistível à empatia com esse homem.
Como bom racionalista respeitador q.b. das leis da República, encontrei na minha incontrolável costela de anarquista e livre - pensador a explicação do encanto que as aventuras deste " bom pirata " me provocou, espero que sem seguimento.

Corsário, pirata não... deliciosa correcção. Os meus parabéns à elegância da distinção repovoada de memórias de um mundo que também já foi meu.

sexta-feira, agosto 25, 2006

TIVE UM APAGÃO...
O QUE É QUE ESTÁ A ACONTECER COMIGO? VIRO-ME PARA TODO O LADO E TUDO ME ESTÁ A ENTEDIAR DE MORTE, SEXO INCLUÍDO. OS NÍVEIS DE EXIGÊNCIA PARA TUDO ESTÃO TÃO BAIXOS QUE NÃO VALE O ESFORÇO DA ALMA POR MAIOR QUE SEJA, QUE PESSOA ME PERDOE...
SE NÃO, VEJAMOS... AS NOSSAS FÊMEAS, REFIRO-ME AO GÉNERO , SALVO SEJA ,DE TÃO OFERECIDAS, FORMALMENTE PELOS SINAIS-MENSAGENS QUE TRANSMITEM, OU DE FACTO, DESLIGARAM , PASSE O PLEONASMO,OS NOSSOS IMPERATIVOS CATEGÓRICOS QUE NOS ALIMENTAVAM O EGO E NOS FAZIAM SENTIR ESPECIAIS.
PARA CÚMULO, PARECE QUE TAMBÉM ELAS ESTÃO A FICAR TÃO SATURADAS DAS NOSSAS INSUFICIÊNCIAS ORGÂNICAS QUE NÃO TÊM PEJO NENHUM DE SE ABALANÇAREM FRONTALMENTE NO SEXO LÉSBICO, MESMO COM TODAS AS CARÊNCIAS A ELE ASSOCIADAS E AS FRUSTRAÇÕES EVIDENTES. TÊM VALIDO OS ARTEFACTOS PENIANOS, APESAR DE TODA A SUA POBREZA EMOCIONAL PARA ALÉM DA EFICÁCIA ORGÁSTICA.

APARENTEMENTE, PARECE QUE TUDO SE ESTÁ A REDUZIR ( SE CALHAR NUNCA PASSÁMOS DISSO ) AO SEXO E APESAR DE SOCIALIZADO, À CONSERVAÇÃO DA ESPÉCIE.
TRISTE FADO O NOSSO...

A POLÍTICA NÃO TEM PRODUZIDO, DESDE A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO NADA DE NOVO E RELEVANTE PARA A MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE VIDA SOBRE O PLANETA. A SUA IRMÃ GÉMEA - A ECONOMIA, IDEM ASPAS ASPAS...
SÓ A CIÊNCIA, NA SUA MIRAGEM DA IMORTALIDADE INDUZIDA PELO TRAUMA JUDAICO - CRISTÃO DA SUA ORIGEM, TEM TRAZIDO NOVIDADES À POBREZA GERAL DA NOSSA VIDA COLECTIVA E UM UPGRADE À NOSSA CIVILIZAÇÃO DE OBREIRAS A LABUTAR NA ENGORDA DE UMA SOCIEDADE DE PARASITAS E DO RICH MAN WORLD.

PATÉTICO, EM SUMA...

sexta-feira, agosto 18, 2006

Quem ganhou a guerra?...

...tem sido a pergunta que muitos comentadores e jornalistas já deram resposta, mas à qual, por falta de enquadramento dos objectivos que lhe estiveram na origem ninguém respondeu convictamente.

Eu também tenho uma pergunta ALGUÉM DA EUROPA E DO OCIDENTE EM GERAL, SABE UM ÚNICO NOME DAS VÍTIMAS DESTA GUERRA ?

Quando Israel atacou e invadiu Líbano tinha um objectivo definido ou foi uma reacção
de quem se sentiu mordido nas canelas quando dois dos seus invencíveis soldados foram raptados pelo Hezbollah ? Se tinha, qual era ? Punir os civis pelo apoio que dão a essa organização ? Libertar os soldados raptados ? Obrigar o Governo do Líbano e por arrastamento a Europa a criar uma zona tampão no sul desse País e fazer aquilo que nem ele nem o Governo libanês foram capazes de fazer - desarmar o Hezbollah ?

Se foi essa a intenção de Israel, apesar do maquiavelismo da concertação com os USA, aplaude-se a estratégia e lamenta-se ( o que P.Pereira chamou já de banho de realidade ) para a Europa a guarda do caldeirão em ebulição incontrolável. E porquê?
O Hezbollah não se vai deixar desarmar pacíficamente. E por que o faria? O mundo assistiu durante 25 dias à tentativa de o destruir sem mexer uma palha, à espera que Israel tivesse êxito. Por que se iria desarmar perante quem o considera uma organização terrorista? Por quanto tempo a ONU irá aguentar as suas forças no sul do Líbano? E o que faria no caso de um ataque extemporâneo de Israel? E depois?

Enquanto a solução do problema palestiniano for deixada a Israel - USA - Autoridade ( !!!? ) Palestiniana, ela não verá NUNCA a luz do dia.
Surgiu agora, caso se queira aproveitar uma oportunidade única de globalizar as soluções em negociações SÉRIAS, associando fortemente a Rússia, a China, a África do Sul à imposição diplomática da criação definitiva do Estado palestiniano e da segurança das fronteiras de Israel, acabando de vez com o Obsceno negócio de venda de material bélico que alimenta essas escaramuças de Iraque a Afeganistão passando pela Palestina.

Já se disse que nas guerras há duas personagens - as vítimas e as que ficam ricas.Resta saber de que lado está a Europa e a sua população.

terça-feira, agosto 15, 2006

Da Utopia cercada...

"...Aos meus companheiros de luta, glória eterna por resistirem e vencerem o Império demonstrando que é possível um mundo melhor..." ( Fidel Castro 13 de Agosto de 2006 )

Voto de melhoras da parte de CALAMATCHE
PAZ !!!?

Pararam por agora as armas, destruição e o morticínio de civis, felizmente; ( e é MUITO ) e agora a Razão dos homens sábios vai-se debruçar, creio e desejo, sobre a maneira de decifrar o " código " da resolução GLOBAL da violência por aquelas paragens. Tarefa gigantesca para a qual, como primeiros responsáveis da sua criação terão a OBRIGAÇÃO moral de ser uma parte activa e não presencial. Refiro-me, como é bom de ver, à EUROPA, porque as sucessivas Administrações americanas e hebraicas só têm feito merda por aqueles lados.

Como na decifração de qualquer código, comecemos do princípio e com pequenos passos: uma vez sustentados passemos à etapa seguinte e assim sucessivamente. A determinação europeia terá de ser vigilante e denunciar, desmontando as " cascas de banana " que irão aparecer durante este processo, quer por parte dos radicais islâmicos ou dos USA ou dos sionistas. Europa perdeu a credibilidade moral perante os árabes, incluindo dos moderados e tem de se esforçar por reavê-la nos passos que terá de dar a partir de agora. O uso da diplomacia respeitosa para com um Estado soberano como o Irão na questão nuclear é um passo, não a AMEAÇA, pela simples razão de que ali NÃO RESULTARÁ; o extremar de posições criará um inimigo nuclear quando é preferível tê-lo como amigo, mesmo que ele consiga a bomba como o fizeram a India, o Paquistão, a China, a França, os USA, a Rússia, a Grã-Bretanha, a África do Sul, Israel, a Coreia do Norte...( esqueci-me de algum ? )

Tenho por mim que a dissuasão nuclear tem sido a maior protecção dos países que a possuem contra a loucura total que tem sido a arrogância dos bombardeamentos impunes e insanos sobre populações civis.

NENHUM POVO DESEJA O SEU EXTERMÍNIO e quero crer que o Irão não é excepção, assim como Israel também não o é, como tem sobejamente demonstrado.

domingo, agosto 13, 2006

Dos novos fundamentalismos... ao charuto de Churchill

Gostei da prosa de J.Pereira Coutinho no Exp. desta semana glosando a ausência do charuto de Churchill numa peça a retratar o estadista num teatro de Edimburgo, devido à proibição de fumadores em locais públicos.
A talhe de foice, também Henrique Monteiro no mesmo jornal conta um delicioso episódio de um professor americano que acendendo um cigarro em 1989, antevê o futuro que nos esperava com uma profética esperança " Espero que nos tornemos rapidamente uma minoria para então reivindicarmos alguns direitos ".

Eu não queria cometer o pecadilho de citação própria, mas logo que surgiram as primeiras hipócritas reacções aos fumadores dos miseràvelmente poluidores americanos, sabia que a " moda " chegaria Europa com mais ou menos atraso; e enumerava os milhões de "determinações", leis, normas, etc, que diariamente dão à luz no mundo a reduzir em cada dia que passa a nossa liberdade e a nossa responsabilidade cívica para com os outros.

Como é fácil de entender eu sou um fumador inveterado e apesar de me chocar, física e estèticamente a multidão ululante de obesos, alcoólatras, mentecaptos, cretinos, porcos, energúmenos, nazis, mal- cheirosos que comigo se cruzam em lugares públicos, não desejo que o Estado lhes tire a liberdade de se " matarem " com carne, álcool ou cretinice aguda, desde que seja essa a sua vontade de adultos.
UM ALERTA AOS PACIFISTAS...

...para as perigosas e apressadas " marcações " que têm sido utilizadas na identificação dos anti - Guerra ( seja ela qual for, sejam quais forem os protagonistas, sejam quais forem os alibis ) , como simpatizantes do outro lado.

A recusa e a condenação do que já foi chamado de, erradamente a meu ver, um anacronismo do séculoXXI, não faz do, perdoe-se a simplificação e o rótulo, Pacifista, uma ingénua aberração ou portador de qualquer espécie de simpatia, melhor, empatia com beligerantes de qualquer raça, cor, religião ou ideologia.

O pacifismo é o resultado de uma evolução ética e racional que distancia o Homo sapiens, pela sua postura em relação à Natureza, do neanderthalensis que desgraçadamente não foi capaz de se racionalizar.

É que têm sido muitos os marcadores que têm sido utilizados para etiquetar os anti - guerra como simpatizantes dos islâmicos. Num futuro que antevejo sombrio, a caça às bruxas que tem estado contida pela democracia fará uso dessas marcas para apontar a ignomínia.

A redutora e limitada capacidade de análise de situações complexas criou sempre impaciência, frustração e violência nos lugares e nas cabeças onde as células cinzentas não abundam. O conhecimento é penoso para o neanderthalensis; ele não consegue ver o Mundo em toda a sua paleta de cores e perspectivas e age em conformidade com o preto e o branco da sua pobre visão.
Infelizmente, essa espécie tende a tornar-se maioritária, num retrocesso biológico notável e perturbador, de decadência. E está a acontecer em todo o lado.

Uma das razões por que vou lamentar a minha morte é não poder "presenciar " a evolução dessa situação ímpar no mundo bioógico.

sábado, agosto 12, 2006

POIS É...

A impossibilidade de repetir o que a partir de agora é irrepetível - a guerra dos seis dias- está a levar o exército israelita ao desespero, como tem sido comentado por quase todos os jornalistas, israelitas incluídos.

É que a guerra de guerrilha tem cambiantes que um exército clássico como a FDI, apesar das experiências que julgou obter contra as intifadas palestinianas, não está preparadopara enfrentar. O inimigo não tem rosto e não se mostra senão nas emboscadas desmoralizantes que as TONELADAS de bombardeamento não conseguiram desmobilizar.
Já só resta o orgulho, mesmo ele desacreditado numas Forças Armadas que se está a especializar-se no morticínio de civis e estruturas de betão. Ganhar tempo para uma saída mais airosa do que aquela que foi protagonizada em Maio de 2000 para suster os danos da aventura que foi a invasão do Líbano é o que também resta a Israel.

Os danos, esses são de monta. A contenção do mais poderoso exército da região é possível como o tem demonstrado à saciedade o Hezbollah e a ameaça que pende sobre Israel aumentou significativamente, o que irá exigir da Comunidade Internacional ( o que é isto !!!? ) muita inteligência a lidar com os novos dados acrescentados à complexa situação do Médio - Oriente, sob o risco de ver Israel a incrementar apocalìpicamente a sua resposta ao cerco fundamentalista, com todas as consequências que isso irá ter na mudança da face política do planeta.

domingo, agosto 06, 2006

ORA AQUI ESTÁ...

...o texto mais claro e definitivo que eu li durante a guerra do Líbano.
Com os pedidos de desculpas, pela transcrição literal das conclusões da crónica de Jaime Nogueira Pinto no Expresso desta semana, conclusões essas reclamadas desde o fim da Guerra dos seis dias e que desde então se mantêm válidas, exequíveis, caso existisse uma coisa chamada comunidade internacional representada pela ONU, como bem diz o autor.

" Israel terá de reconhecer um Estado palestiniano plenamente estatal e independente se quiser ter paz; e o mundo árabe terá de perceber que Israel tem o direito de viver, porque está disposto a bater-se duro por esse direito. E terão que dividir território, traçar fronteiras, e portar-se como Estados normais e vizinhos.

Querer resolver as coisas a partir de textos utópicos, redigidos por cínicos na euforia das novas ordens, ou em sentenças moralizantes e boazinhas que comovem as almas laicas suburbanas e electrizam os espártacos de serviço, é tratar a guerra do Líbano em em termos de " silly season "

O problema, na minha opinião, tem sido os constantes elementos novos que se tem estado a acrescentar à já de si suficientemente complexa situação no Médio - Oriente, nomeadamente a inevitável posse de armamento nuclear pelo Irão. Nada os fará desistir, a não ser o extermínio, em nome de ALÁ, claro. E depois...será a escalada, caso a comunidade internacional continue a usar a Razão como cúmplice e advogada da violência justificada.