LONGA VIDA AO GLORIOSO!!!
E pronto, despachámos os lagartos. Foi uma boa victória num bom jogo com controlo total os acontecimentos. Gostei o meu Benfica, onde a maturidade,desta vez compensou os pecadilhos que de vez em vez passam por aí.
Simão foi brilhante e está em grande forma. Nuno Gomes precisa e algum banco para pôr as ideias em ordem; destoou completamente do resto do plantel e está cada vez mais cobarde na abordagem dos lances. Acho, se não houvesse outras razões, que Mantorras e Kikin merecem mais oportunidades, assim como os outros elementos do plantel, saiba F. Santos ser um bom líder.
Venha o M. United, pois!
sábado, dezembro 02, 2006
domingo, novembro 26, 2006
A MANIFESTAÇÕES DOS MILITARES, A CIDADANIA, OS PRIVILÉGIOS E DEVERES...
Só uma pergunta: aos militares são exigidas posturas e atitudes que não se exigem aos outros cidadãos e toda a gente acha que é assim que deve ser, portanto deveres acrescidos. Perante isto qual é o problema em relação a alguns privilégios que possam ter em relação aos outros cidadãos?
CAVACO E A DIREITA
A incomodidade que a posição de Cavaco Silva perante o Governo Sócrates tem provocado no PSD e no CDS tornou-se impossível de esconder.
Louve-se entretanto as atitudes sensatas de Ribeiro de Castro e Marques Mendes perante a orfandade e perda de referência política que Cavaco representava nesses espaços partidários.
Só uma pergunta: aos militares são exigidas posturas e atitudes que não se exigem aos outros cidadãos e toda a gente acha que é assim que deve ser, portanto deveres acrescidos. Perante isto qual é o problema em relação a alguns privilégios que possam ter em relação aos outros cidadãos?
CAVACO E A DIREITA
A incomodidade que a posição de Cavaco Silva perante o Governo Sócrates tem provocado no PSD e no CDS tornou-se impossível de esconder.
Louve-se entretanto as atitudes sensatas de Ribeiro de Castro e Marques Mendes perante a orfandade e perda de referência política que Cavaco representava nesses espaços partidários.
DE GLORIA OLIVAE
Qual será o enigmático significado para Bento XVI na profecia de Malaquias?
Normalmente, os Papas não escolhem os nomes por mero acaso; eles têm sempre um significado profundo que, decifrados, permitem fazer suposições sobre a sua posteriror postura no pontificado.
Bento XV, na profecia malaquiana - REGIO DEPOPULATA - teve um reinado de "esvaziamento" da Cristandade provocado pela 1ª Grande Guerra e a revolução russa que lhe subtraiu milhões de almas.
Posto isso. o que levará o Papa a quem aparentemente o título do reinado - DE GLORIA OLIVAE pressupõe um reinado de Paz, à Turquia, sede d o Patriarcao Ortodoxo? A comunhão total com os Ortodoxos, quando até agora não se tem visto nada de novo nas posições dos seus líderes que pressuponha algum eventual acordo, nomeadamente em relação à autoridade papal?
Qual será o enigmático significado para Bento XVI na profecia de Malaquias?
Normalmente, os Papas não escolhem os nomes por mero acaso; eles têm sempre um significado profundo que, decifrados, permitem fazer suposições sobre a sua posteriror postura no pontificado.
Bento XV, na profecia malaquiana - REGIO DEPOPULATA - teve um reinado de "esvaziamento" da Cristandade provocado pela 1ª Grande Guerra e a revolução russa que lhe subtraiu milhões de almas.
Posto isso. o que levará o Papa a quem aparentemente o título do reinado - DE GLORIA OLIVAE pressupõe um reinado de Paz, à Turquia, sede d o Patriarcao Ortodoxo? A comunhão total com os Ortodoxos, quando até agora não se tem visto nada de novo nas posições dos seus líderes que pressuponha algum eventual acordo, nomeadamente em relação à autoridade papal?
sexta-feira, novembro 24, 2006
MONTAIGNE REVISITADO - OS USA E O MUNDO - BUSH E A SUA REPRESENTAÇÃO...
É extraordinária a capacidade humana na justificação dos seus actos e dos outros, por vezes para lá do imaginável.
Mas o que será justificável? O meu, o teu ou o interesse colectivo?. Qual será a referência, num universo sempre em mudança ( pobre Fukuyama ! ) que justifica a acção política ou a individual? A Ética, não sendo um subproduto das emoções ou das afectividades, como erroneamnte já foi classificado, nem estando na sua origem, permitiria uma distanciação que a torna ( tornaria... )uma referência universal se não existisse a Política, superestrutura sobre a qual a Humanidade caminha.
Pelo seu fim último - a conquista do Poder - não se coaduna com a Utopia da harmonização social que a natureza humana mais os condicionalismos económicos travam a montante.
O mundo perfeito não existirá com o Homem e não fará sentido sem ele.
Apesar de tanto mau uso, a esperança está na Razão, instrumento de adaptação ao ambiente, sem a qual a sua sobrevivência como espécie está condenada.
O racionalismo puro, o acto de pensar, terá necessáriamente de conter mais qualquer coisa para além da consagração da liberdade. E é aí que a Democracia está a falhar.
O mundo não terá de ser ùnicamente representação e Vontade porque nesse espaço há um ser racional, que apesar de ainda não ter legitimado tamanho atributo para lá caminhará se a sua escolha o levar à Verdade.
E isso levar-nos-ia à questão da legitimidade dos actos políticos.
Voltaremos a esse raciocínio...
É extraordinária a capacidade humana na justificação dos seus actos e dos outros, por vezes para lá do imaginável.
Mas o que será justificável? O meu, o teu ou o interesse colectivo?. Qual será a referência, num universo sempre em mudança ( pobre Fukuyama ! ) que justifica a acção política ou a individual? A Ética, não sendo um subproduto das emoções ou das afectividades, como erroneamnte já foi classificado, nem estando na sua origem, permitiria uma distanciação que a torna ( tornaria... )uma referência universal se não existisse a Política, superestrutura sobre a qual a Humanidade caminha.
Pelo seu fim último - a conquista do Poder - não se coaduna com a Utopia da harmonização social que a natureza humana mais os condicionalismos económicos travam a montante.
O mundo perfeito não existirá com o Homem e não fará sentido sem ele.
Apesar de tanto mau uso, a esperança está na Razão, instrumento de adaptação ao ambiente, sem a qual a sua sobrevivência como espécie está condenada.
O racionalismo puro, o acto de pensar, terá necessáriamente de conter mais qualquer coisa para além da consagração da liberdade. E é aí que a Democracia está a falhar.
O mundo não terá de ser ùnicamente representação e Vontade porque nesse espaço há um ser racional, que apesar de ainda não ter legitimado tamanho atributo para lá caminhará se a sua escolha o levar à Verdade.
E isso levar-nos-ia à questão da legitimidade dos actos políticos.
Voltaremos a esse raciocínio...
quarta-feira, novembro 22, 2006
Não dá para entender este Benfica...
Tão depressa dão três como no passo seguinte levam três. Será que a Liga está a ficar pequena para as ambições desses atletas. Será que a montra europeia é muito mais apetecível e claro que é, para o marketing e amostragem dos seus talentos? Será que de facto as equipas nacionais têm uma motivação super inflaccionada quando enfrentam o Glorioso, e conhecedores das movimentações encarnada acabam por sermuito eficazes na anulação das suas pedras mais influentes? Será?
Que diabo se for assim, por que é que o treinador encarnado não se precate contra isso, respeitando de facto o adversário, seja ele qual for e anulando também ele as pedras do outro. Enfim...
Bem, que venha o Manchester e que Ronaldo não esteja com a fúria toda...
Tão depressa dão três como no passo seguinte levam três. Será que a Liga está a ficar pequena para as ambições desses atletas. Será que a montra europeia é muito mais apetecível e claro que é, para o marketing e amostragem dos seus talentos? Será que de facto as equipas nacionais têm uma motivação super inflaccionada quando enfrentam o Glorioso, e conhecedores das movimentações encarnada acabam por sermuito eficazes na anulação das suas pedras mais influentes? Será?
Que diabo se for assim, por que é que o treinador encarnado não se precate contra isso, respeitando de facto o adversário, seja ele qual for e anulando também ele as pedras do outro. Enfim...
Bem, que venha o Manchester e que Ronaldo não esteja com a fúria toda...
domingo, novembro 19, 2006
Como tem sido evidente...
... a História não acabou nos anos 90 como Fukuyama previu, enebriado com a queda do murode Berlim e do Império Soviético e a aparente universalização do neo -liberalismo como matrix e objectivo de qualquer sociedade do século XXI.
Infelizmente, à liberdade humana sempre repugnou as limitações à sua capacidade de experimentação do impossível, e de testar as verdades que lhe apresentam como definitivas.
Digo, repito e repiso que a Democracia Ocidental é um dos sistemas onde a vida humana, formatada pelo tipo de desenvolvimento económico que seguimos, é possível atingir um equilibrio meritório desde que salvaguardadas das suas perversões, nomeadamente a CORRUPÇÃO, tremendismo onde cabe toda a panóplia da fraqueza humana ainda incivilizada.
De todos os regimes experimentados pelo Homem, da monarquia ao feudalismo,do fascismo àos traídos socialismos soviético e chinês, nenhum regime conteve em si uma tal capacidade de se regenerar e corrigir a sua trajectória enquanto procura a sua perfeição.
Curta, muito curta tem sido a experienciação que quer abarcar o planeta estribado apenas na sua vertente económica de aparente sucesso, esquecidas que têm sido toda a mesquinhez e intolerancia que estiveram na origem das maiores manifestações de selvageria que o planeta presenciou até hoje, nomeadamente nas guerras religiosas na Europa, no extermínio dos indios na América do Norte e nas duas Guerras Mundiais com a suprema barbárie da detonação de duas bombas atómicas no Japão.
A compreensão e conhecimento da nossa história deveriam ensinar- nos a humildade suficiente que nos libertasse da arrogância civilizacional que nos está a levar à cegueira no relacionamento com os OUTROS.
Haja esperança na Democracia, pois!
... a História não acabou nos anos 90 como Fukuyama previu, enebriado com a queda do murode Berlim e do Império Soviético e a aparente universalização do neo -liberalismo como matrix e objectivo de qualquer sociedade do século XXI.
Infelizmente, à liberdade humana sempre repugnou as limitações à sua capacidade de experimentação do impossível, e de testar as verdades que lhe apresentam como definitivas.
Digo, repito e repiso que a Democracia Ocidental é um dos sistemas onde a vida humana, formatada pelo tipo de desenvolvimento económico que seguimos, é possível atingir um equilibrio meritório desde que salvaguardadas das suas perversões, nomeadamente a CORRUPÇÃO, tremendismo onde cabe toda a panóplia da fraqueza humana ainda incivilizada.
De todos os regimes experimentados pelo Homem, da monarquia ao feudalismo,do fascismo àos traídos socialismos soviético e chinês, nenhum regime conteve em si uma tal capacidade de se regenerar e corrigir a sua trajectória enquanto procura a sua perfeição.
Curta, muito curta tem sido a experienciação que quer abarcar o planeta estribado apenas na sua vertente económica de aparente sucesso, esquecidas que têm sido toda a mesquinhez e intolerancia que estiveram na origem das maiores manifestações de selvageria que o planeta presenciou até hoje, nomeadamente nas guerras religiosas na Europa, no extermínio dos indios na América do Norte e nas duas Guerras Mundiais com a suprema barbárie da detonação de duas bombas atómicas no Japão.
A compreensão e conhecimento da nossa história deveriam ensinar- nos a humildade suficiente que nos libertasse da arrogância civilizacional que nos está a levar à cegueira no relacionamento com os OUTROS.
Haja esperança na Democracia, pois!
domingo, novembro 12, 2006
Semana interessante essa que passou...
Foi bom ver os poderes de Bush reduzidos e o seu amigo Donald despejado do Pentágono.
Foi bom ver, pela reacção intempestiva e pesporrente, como foi classificado e bem pelo M. das Finanças, que finalmente Sócrates resolveu reduzir o escandaloso regabofe da BANCA.
Foi bom ver a acabar a arrogância malcriada e chantagista do cacique da Madeira.
Foi penoso ver a vassalagem de Mendes e seus pares ao Alberto João.
Foi uma desgraça política com consequências pavorosas para o povo iraquiano a condenação à morte do deposto ditador.
Foi necessária a greve geral ela foi feita. Amanhã já estará infelizmente esquecida sem consequências de maior, embora eu acredite que Sócrates tomou muito boa nota do que viu e daí terá de tirar as consequências para o futuro.
Foi uma surpresa a renovação ( será !!!? ) do plantel da selecção nacional...
Enfim...
Foi bom ver os poderes de Bush reduzidos e o seu amigo Donald despejado do Pentágono.
Foi bom ver, pela reacção intempestiva e pesporrente, como foi classificado e bem pelo M. das Finanças, que finalmente Sócrates resolveu reduzir o escandaloso regabofe da BANCA.
Foi bom ver a acabar a arrogância malcriada e chantagista do cacique da Madeira.
Foi penoso ver a vassalagem de Mendes e seus pares ao Alberto João.
Foi uma desgraça política com consequências pavorosas para o povo iraquiano a condenação à morte do deposto ditador.
Foi necessária a greve geral ela foi feita. Amanhã já estará infelizmente esquecida sem consequências de maior, embora eu acredite que Sócrates tomou muito boa nota do que viu e daí terá de tirar as consequências para o futuro.
Foi uma surpresa a renovação ( será !!!? ) do plantel da selecção nacional...
Enfim...
sábado, novembro 11, 2006
O cerco a Sócrates
Há uma tentativa, melhor dizendo, uma acção deliberada de ataque ao Governo de Sócrates, que pela globalidade das áreas atingidas pressupõe um único alvo: o primeiro ministro. Inexplicávelmente, o homem continua em alta nas sondagens. Dá para perceber? Todas as políticas sectoriais deste Governo têm sido orientadas e aprovadas pelo PM. Como é que é possível aprovar o indivíduo e ao mesmo tempo criticar-lhe tão veementemente as acções?
De duas uma: ou as sondagens estão desvirtuadas nas suas conclusões ou as formulações estão manipuladas de tal maneira que as conclusões estão definidas à partida.
Haverá evidentemente uma outra análise, que pelo seu carácter delicado me abstenho de prosseguir, limitando-me a seguir-lhe as incidências, por ora.
Há uma tentativa, melhor dizendo, uma acção deliberada de ataque ao Governo de Sócrates, que pela globalidade das áreas atingidas pressupõe um único alvo: o primeiro ministro. Inexplicávelmente, o homem continua em alta nas sondagens. Dá para perceber? Todas as políticas sectoriais deste Governo têm sido orientadas e aprovadas pelo PM. Como é que é possível aprovar o indivíduo e ao mesmo tempo criticar-lhe tão veementemente as acções?
De duas uma: ou as sondagens estão desvirtuadas nas suas conclusões ou as formulações estão manipuladas de tal maneira que as conclusões estão definidas à partida.
Haverá evidentemente uma outra análise, que pelo seu carácter delicado me abstenho de prosseguir, limitando-me a seguir-lhe as incidências, por ora.
sábado, novembro 04, 2006
Continuemos...
Dizia eu que o que me trouxe aqui foi aquilo que MST condenou vexatóriamente sem conhecer ( !!!? ) do que estava a falar, cito - " ...todo esse universo dos chats e dos blogues, não apenas me é absolutamente estranho como ainda o acho..." e seguem considerações paternalistas sobre como os inadaptados blogueiros deviam gerir o seu tempo e a sua vida.
Chamar à blogosfera, cito, o paraíso do discurso impune, da cobardia mais desavergonhada, da desforra dos medíocres, etc,é revelar de facto, não um desconhecimento penoso para quem se diz um homem moderno, mas uma maneira um pouco insólita de se defender. Em vez de desmontar a mentira começa a espadeirar paranòicamente...
Toda a gente sabe do controlo dos Media por interesses vários. Abundam, infelizmente as vozes dos donos sob o risco de exclusão. Há alguns, como MST, que usa sem vergonha as páginas de um jornal como o Expresso para defender interesses pesoais e outros aos quais a blogosfera permite esse " despudor " que eventualmente não seria aceite no Expresso.
Eu, por exemplo, gostaria, como todos o blogueiros de ter uma coluna nos jornais que me permitisse escrever sem censura como o faço aqui.
Esperamos pelo convite...
Dizia eu que o que me trouxe aqui foi aquilo que MST condenou vexatóriamente sem conhecer ( !!!? ) do que estava a falar, cito - " ...todo esse universo dos chats e dos blogues, não apenas me é absolutamente estranho como ainda o acho..." e seguem considerações paternalistas sobre como os inadaptados blogueiros deviam gerir o seu tempo e a sua vida.
Chamar à blogosfera, cito, o paraíso do discurso impune, da cobardia mais desavergonhada, da desforra dos medíocres, etc,é revelar de facto, não um desconhecimento penoso para quem se diz um homem moderno, mas uma maneira um pouco insólita de se defender. Em vez de desmontar a mentira começa a espadeirar paranòicamente...
Toda a gente sabe do controlo dos Media por interesses vários. Abundam, infelizmente as vozes dos donos sob o risco de exclusão. Há alguns, como MST, que usa sem vergonha as páginas de um jornal como o Expresso para defender interesses pesoais e outros aos quais a blogosfera permite esse " despudor " que eventualmente não seria aceite no Expresso.
Eu, por exemplo, gostaria, como todos o blogueiros de ter uma coluna nos jornais que me permitisse escrever sem censura como o faço aqui.
Esperamos pelo convite...
Do plágio e da blogosfera...
Confesso que hesito em falar deste assunto, pela simples razão de que já muito se disse e naturalmente repetirei o que eventualmente alguém abordou, mas o " plágio " da intervenção será naturalmente uma consequência do atraso do post. Mas a culpa não foi minha...
Francamente, para começar, desconheço os contornos da polémica à volta do suposto plágio cometido por MST no seu livro - Equador - porque não o comprei nem tampouco a obra supostamente plagiada. Por isso, sobre o assunto, até ver, ficarei por aqui embora acrescente que o PLÁGIO é pandémico.
Hoje em dia, cada frase, cada ideia, cada raciocínio, por se plasmar de e num universo exaurido de formulações novas, cai fàcilmente no dito, no formulado, no experienciado, e pouca coisa escapará a isso, nem mesmo a Arte ou a Ciência.
A manipulação ( a escrita é-o, definitivamente ) das palavras, das notas musicais, glosando temas análogos cairá fatalmente em palavras ditas e acordes já executados. Basta aos censores tempo e capacidade de pesquisa - Água mole...- e plageio sem citar o autor do pesamento.
Mas o que me trouxe aqui foi aquilo que MST condenou...
Confesso que hesito em falar deste assunto, pela simples razão de que já muito se disse e naturalmente repetirei o que eventualmente alguém abordou, mas o " plágio " da intervenção será naturalmente uma consequência do atraso do post. Mas a culpa não foi minha...
Francamente, para começar, desconheço os contornos da polémica à volta do suposto plágio cometido por MST no seu livro - Equador - porque não o comprei nem tampouco a obra supostamente plagiada. Por isso, sobre o assunto, até ver, ficarei por aqui embora acrescente que o PLÁGIO é pandémico.
Hoje em dia, cada frase, cada ideia, cada raciocínio, por se plasmar de e num universo exaurido de formulações novas, cai fàcilmente no dito, no formulado, no experienciado, e pouca coisa escapará a isso, nem mesmo a Arte ou a Ciência.
A manipulação ( a escrita é-o, definitivamente ) das palavras, das notas musicais, glosando temas análogos cairá fatalmente em palavras ditas e acordes já executados. Basta aos censores tempo e capacidade de pesquisa - Água mole...- e plageio sem citar o autor do pesamento.
Mas o que me trouxe aqui foi aquilo que MST condenou...
sexta-feira, outubro 27, 2006
Continuando...
Por que não a China!!!? Eu traduzo: - Só há uma razão - COBARDIA e inconsequência. A China tem meios de pôr na ordem os Estados que o ameaçam, só isso e é tudo.
Esse temor de saber que nos podem ripostar em conformidade está na origem dos nossos medos e a nossa política é limitar esse medo à sua expressão mais simples, ou seja impôr limitações de defesa a quem isso ainda seja possível, porque é disso que se trata no fundo e vigiar os outros contra os quais já não há remédio a não ser " obrigá-los " a tratados de contenção. O resto é uma pirâmide colossal de hipocrisia quando é apresentado sob o manto beatífico de preocupação humanitária.
Na minha opinião, a verdade da realpolitick é menos nefasta, mais transparente e mais respeitador dos governados - o Povo votante em democracia e o povo não - votante em outros regimes, que os há e merecem percorrer o seu espaço de evolução sociológica que fatalmente ( !!!? ) os conduzirá à Verdade e à perfeição democrática, ou não?
Por que não a China!!!? Eu traduzo: - Só há uma razão - COBARDIA e inconsequência. A China tem meios de pôr na ordem os Estados que o ameaçam, só isso e é tudo.
Esse temor de saber que nos podem ripostar em conformidade está na origem dos nossos medos e a nossa política é limitar esse medo à sua expressão mais simples, ou seja impôr limitações de defesa a quem isso ainda seja possível, porque é disso que se trata no fundo e vigiar os outros contra os quais já não há remédio a não ser " obrigá-los " a tratados de contenção. O resto é uma pirâmide colossal de hipocrisia quando é apresentado sob o manto beatífico de preocupação humanitária.
Na minha opinião, a verdade da realpolitick é menos nefasta, mais transparente e mais respeitador dos governados - o Povo votante em democracia e o povo não - votante em outros regimes, que os há e merecem percorrer o seu espaço de evolução sociológica que fatalmente ( !!!? ) os conduzirá à Verdade e à perfeição democrática, ou não?
PREPOSPERANDO...
Apraz-me fazer um paralelismo entre o que se tem dito a propósito do nuclear coreano e tremenda MÁ-FÉ do Ocidente versus resto do Mundo no que diz respeito às suas (deles ) opções políticas, económicas, religiosas, sexuais, etc, etc...
Vejamos: em toda a História Moderna, nenhum país do Planeta impôs regras, obrigações, tutelas morais ou outras, sobre qualquer nação do Ocidente, nomeadamente aos USA, exceptuando o parêntisis fascista de Hitler e Mussolini e mesmo isso passou-se entre nós, assunto interno, portanto.
Na nossa marcha de desenvolvimento armámo-nos até aos dentes, de Leste a Oeste, desconfiados dos nossos vizinhos e afins, que por sua vez faziam o mesmo.
Convinha que essa superioridade militar que íamos transformando a pouco e pouco em superioridade moral enquanto relativizávamos e esvaziávamos de conteúdo a " canga " de valores que estiveram na génese da nossa Civilização XL fosse absoluta, já que era a única maneira de impormos a " Democracia " aos bárbaros que de repente deixámos de ser sob o risco da extinção. ( É preciso não esquecer que a única civilização regional que teve esse poder e ainda o tem é a Ocidental )
Foi-nos possível invadir o Iraque ( que se estava a transformar em mau exemplo de desenvolvimento, porque não-democrático, uma impossibilidade claro, e ainda por cima com laivos de independência sobre o seu destino ) porque as inspecções sossegaram-nos sobre a inexistência de ADM's.
O Irão limitou-se a raciocinar como nós: a melhor defesa contra a " Democracia Ocidental", aliás como a China, seria a posse de armamento nuclear e faz por isso e faz muito bem.
Quanto à Coreia, só não vê quem não quer, procura proteger-se do seu gigantesco e potencialmente ameaçador vizinho; não tem, que se saiba, nenhuma ambição territorial sobre o Ocidente, mormente sobre os USA.
Só a parveira cega da arrogância tecnológica do Ocidente se incomodaria com este triste tigre e só os IDIOTAS ÚTEIS nos media dão eco às vozes dos donos sob as convenientes máscaras de acusação de Totalitarismo dos regimes que se quer abater.
Já agora deixo uma sugestão e uma singela pergunta: e por que não a CHINA? Por que é que nimguém se mete com esse colosso? Não tem ele tudo o que de MAU nos tem servido de alibi para expedições punitivas?
Apraz-me fazer um paralelismo entre o que se tem dito a propósito do nuclear coreano e tremenda MÁ-FÉ do Ocidente versus resto do Mundo no que diz respeito às suas (deles ) opções políticas, económicas, religiosas, sexuais, etc, etc...
Vejamos: em toda a História Moderna, nenhum país do Planeta impôs regras, obrigações, tutelas morais ou outras, sobre qualquer nação do Ocidente, nomeadamente aos USA, exceptuando o parêntisis fascista de Hitler e Mussolini e mesmo isso passou-se entre nós, assunto interno, portanto.
Na nossa marcha de desenvolvimento armámo-nos até aos dentes, de Leste a Oeste, desconfiados dos nossos vizinhos e afins, que por sua vez faziam o mesmo.
Convinha que essa superioridade militar que íamos transformando a pouco e pouco em superioridade moral enquanto relativizávamos e esvaziávamos de conteúdo a " canga " de valores que estiveram na génese da nossa Civilização XL fosse absoluta, já que era a única maneira de impormos a " Democracia " aos bárbaros que de repente deixámos de ser sob o risco da extinção. ( É preciso não esquecer que a única civilização regional que teve esse poder e ainda o tem é a Ocidental )
Foi-nos possível invadir o Iraque ( que se estava a transformar em mau exemplo de desenvolvimento, porque não-democrático, uma impossibilidade claro, e ainda por cima com laivos de independência sobre o seu destino ) porque as inspecções sossegaram-nos sobre a inexistência de ADM's.
O Irão limitou-se a raciocinar como nós: a melhor defesa contra a " Democracia Ocidental", aliás como a China, seria a posse de armamento nuclear e faz por isso e faz muito bem.
Quanto à Coreia, só não vê quem não quer, procura proteger-se do seu gigantesco e potencialmente ameaçador vizinho; não tem, que se saiba, nenhuma ambição territorial sobre o Ocidente, mormente sobre os USA.
Só a parveira cega da arrogância tecnológica do Ocidente se incomodaria com este triste tigre e só os IDIOTAS ÚTEIS nos media dão eco às vozes dos donos sob as convenientes máscaras de acusação de Totalitarismo dos regimes que se quer abater.
Já agora deixo uma sugestão e uma singela pergunta: e por que não a CHINA? Por que é que nimguém se mete com esse colosso? Não tem ele tudo o que de MAU nos tem servido de alibi para expedições punitivas?
domingo, outubro 15, 2006
domingo, outubro 08, 2006
TEMPO DE OUTONO...
...que se reflecte nas palavras e no desfastio das análises.
Boring!
Cavaco falou sobre a corrupção em Portugal e quando apelou aos concidadãos no sentido de combaterem a sua " mentalidade " permissiva que alimenta a pandemia do dito, reflectiu, com palavras diplomáticas de PR o que provocou o meu post uns dias antes e há uns meses atrás.
Nada vai mudar, é claro..., que as mentalidades, produto de décadas de decantação e aprimoramento do "savoir faire " no que à corrupção diz respeito não vai com conversa mole e apelos à moralidade; só a repressão cega, quase vingativa, poderá produzir algum efeito a longo prazo; e para isso a máquina da justiça terá também ela de ser moralizada e devolvida aos seus propósitos primeiros, senão... bem podem os moralistas continuar a ladrar que a caravana continuará no seu rumo de impunidade.
...que se reflecte nas palavras e no desfastio das análises.
Boring!
Cavaco falou sobre a corrupção em Portugal e quando apelou aos concidadãos no sentido de combaterem a sua " mentalidade " permissiva que alimenta a pandemia do dito, reflectiu, com palavras diplomáticas de PR o que provocou o meu post uns dias antes e há uns meses atrás.
Nada vai mudar, é claro..., que as mentalidades, produto de décadas de decantação e aprimoramento do "savoir faire " no que à corrupção diz respeito não vai com conversa mole e apelos à moralidade; só a repressão cega, quase vingativa, poderá produzir algum efeito a longo prazo; e para isso a máquina da justiça terá também ela de ser moralizada e devolvida aos seus propósitos primeiros, senão... bem podem os moralistas continuar a ladrar que a caravana continuará no seu rumo de impunidade.
sexta-feira, setembro 29, 2006
Da relevância do passado dos adolescentes e...
...na má consciência que inadvertidamente cria no homem adulto, tivemos o exemplo patético, porque desnecessária foi a contricção que só nos revelou a suprema importância que o homem se atribuíu como o Moralizador da sua Pátria. Vergastando durante décadas a consciência dos seus conterrâneos, Gunther Grass mais não fez, durante todo esse tempo do que tentar apagar da sua memória a "peçonha" de ter pertencido às SS.
E por que é que ele teve " necessidade " dessa pública confissão? Porquê agora?
A ideia de que o moralista é um ser que paira acima dos outros mortais sempre foi um conceito bizarro na cabeça dos hipócritas e de quem o ataca pelo seu passado, relevante ou mesquinho.
O moralista é um ser que HOJE se tornou um homem melhor porque reconheceu os seus eventuais erros e os dos outros e não os pratica, de TODO.
A sua ética condu-lo no sentido de um aperfeiçoamento espiritual e humano que ele tenta transmitir a quem ama principalmente e por inércia cívica ao espaço que coabita com os seus semelhantes; daì a sua crítica permanente à amoralidade e mais incisivamente à imoralidade militante dos nossos dias.
Isso não faz dele um santo que acha que deve descascar pùblicamente as cebolas da sua biografia antes que outros lhe apontem erros de adolescência e o façam descer do pedestal que deliberadamente criou para si. Esse foi o seu pecado e não de ter ficado com as mãos sujas de tanto labor culinário.
...na má consciência que inadvertidamente cria no homem adulto, tivemos o exemplo patético, porque desnecessária foi a contricção que só nos revelou a suprema importância que o homem se atribuíu como o Moralizador da sua Pátria. Vergastando durante décadas a consciência dos seus conterrâneos, Gunther Grass mais não fez, durante todo esse tempo do que tentar apagar da sua memória a "peçonha" de ter pertencido às SS.
E por que é que ele teve " necessidade " dessa pública confissão? Porquê agora?
A ideia de que o moralista é um ser que paira acima dos outros mortais sempre foi um conceito bizarro na cabeça dos hipócritas e de quem o ataca pelo seu passado, relevante ou mesquinho.
O moralista é um ser que HOJE se tornou um homem melhor porque reconheceu os seus eventuais erros e os dos outros e não os pratica, de TODO.
A sua ética condu-lo no sentido de um aperfeiçoamento espiritual e humano que ele tenta transmitir a quem ama principalmente e por inércia cívica ao espaço que coabita com os seus semelhantes; daì a sua crítica permanente à amoralidade e mais incisivamente à imoralidade militante dos nossos dias.
Isso não faz dele um santo que acha que deve descascar pùblicamente as cebolas da sua biografia antes que outros lhe apontem erros de adolescência e o façam descer do pedestal que deliberadamente criou para si. Esse foi o seu pecado e não de ter ficado com as mãos sujas de tanto labor culinário.
domingo, setembro 24, 2006
Da função do jornalista intelectual e do intelectual jornalista....
M. S. Tavares, ( já lhe perdoei a paranóia anti- Glorioso) tem consubstanciado de uma forma que eu considero louvável o papel que ao intelectual ( como produtor de ideias, investigador das culturas, transmissor de conhecimentos, crítico " no aggiornato " de comportamentos criticáveis) se deveria exigir.
A diletância narcísica que, infelizmente, a par da deserção e da cobardia, tem marcado as intervenções que abundam por aì em nada têm ajudado à leitura dos acontecimentos e às tomadas de eventuais posicionamentos cívicos dos cidadãos.
Não foi por acaso que na sua crónica desta semana no Expresso tenha abordado o discurso de Ratzinger ( foi o intelectual a falar e não o Papa, isso foi evidente ) e lido nas entrelinhas o verdadeiro alcance do que se quis dizer.
A controvérsia que o ex- cardeal, académico e filósofo, conhecedor da Palavra e do Verbo lançou, ao citar, sem inocência o que citou, embora enquadrado numa lição sobre os contornos e contradições entre a Fé e a Razão, no mundo muçulmano teve como alvos, não só o fundamentalismo islâmico mas o cerne do Islão e dos ensinamentos corânicos. O extraordinário foi tê-lo feito como Papa e não como teólogo.
Mas o Papa quis ir mais além e ao mesmo tempo teorizou sobre os limites que à Fé a Razão Ocidental tem levantado, com todas as consequências da relativização dos valores que ela provocou no Espírito Ocidental.
É claro que a Fé e os Impérios andaram de mãos dadas durante séculos de colonização e conquista quer pelas espadas dos cruzados ou pelas alfanges da Civilização Árabe.Essa época acabou.
O relativismo ocidental racionalizou a Fé cristã ao mesmo tempo que a Ciência depurava os milagres. O Islão teve a sorte contrária dos Impérios cristãos europeus: cristalizou-se no seu passado de grandeza perdida e toda a interpretação do real ficou a cargo de um homem do século V com os resultados que se vêm actualmente.
Ver o mundo actual com os olhos de Maomé é tão patético para os muçulmanos como para os cristãos interpretá-lo com os olhos de ClementeV.
A contribuição de Ratzinger foi notável como pensador mas imprudente como político e Papa.
Que as suas palavras façam pensar com olhos de homens do século XXI aos ocidentais e aos muçulmanos é o que se deseja.
M. S. Tavares, ( já lhe perdoei a paranóia anti- Glorioso) tem consubstanciado de uma forma que eu considero louvável o papel que ao intelectual ( como produtor de ideias, investigador das culturas, transmissor de conhecimentos, crítico " no aggiornato " de comportamentos criticáveis) se deveria exigir.
A diletância narcísica que, infelizmente, a par da deserção e da cobardia, tem marcado as intervenções que abundam por aì em nada têm ajudado à leitura dos acontecimentos e às tomadas de eventuais posicionamentos cívicos dos cidadãos.
Não foi por acaso que na sua crónica desta semana no Expresso tenha abordado o discurso de Ratzinger ( foi o intelectual a falar e não o Papa, isso foi evidente ) e lido nas entrelinhas o verdadeiro alcance do que se quis dizer.
A controvérsia que o ex- cardeal, académico e filósofo, conhecedor da Palavra e do Verbo lançou, ao citar, sem inocência o que citou, embora enquadrado numa lição sobre os contornos e contradições entre a Fé e a Razão, no mundo muçulmano teve como alvos, não só o fundamentalismo islâmico mas o cerne do Islão e dos ensinamentos corânicos. O extraordinário foi tê-lo feito como Papa e não como teólogo.
Mas o Papa quis ir mais além e ao mesmo tempo teorizou sobre os limites que à Fé a Razão Ocidental tem levantado, com todas as consequências da relativização dos valores que ela provocou no Espírito Ocidental.
É claro que a Fé e os Impérios andaram de mãos dadas durante séculos de colonização e conquista quer pelas espadas dos cruzados ou pelas alfanges da Civilização Árabe.Essa época acabou.
O relativismo ocidental racionalizou a Fé cristã ao mesmo tempo que a Ciência depurava os milagres. O Islão teve a sorte contrária dos Impérios cristãos europeus: cristalizou-se no seu passado de grandeza perdida e toda a interpretação do real ficou a cargo de um homem do século V com os resultados que se vêm actualmente.
Ver o mundo actual com os olhos de Maomé é tão patético para os muçulmanos como para os cristãos interpretá-lo com os olhos de ClementeV.
A contribuição de Ratzinger foi notável como pensador mas imprudente como político e Papa.
Que as suas palavras façam pensar com olhos de homens do século XXI aos ocidentais e aos muçulmanos é o que se deseja.
sexta-feira, setembro 22, 2006
CURVO-ME...
...em sentida homenagem pela brilhante conferência e análise feita pelo Papa Bento XVI na Universidade de Ratisbona.
Só um brilhante filósofo e atento observador do Mundo seria capaz de um texto com este alcance e saber.
M'envergonho de não ter sido capaz de, com os parcos conhecimentos que trauteio, de não ter conseguido, com o mesmo sentir do Papa, trazer a melhores observadores do que eu as pistas de reflexão várias vezes por mim evocadas e tão bem fundamentadas pelo Papa.
A mim pelo menos, cimentou o que sempre pensei sobre as raízes do diálogo de surdos entre o Ocidente e o resto do Mundo.
E quando fizer o download do texto integral aprenderei mais sobre aquilo que os nossos intelectuais, pelo menos até hoje, foram incapazes de discernir, por manifesta incapacidade ou cinismo e má-fé.
...em sentida homenagem pela brilhante conferência e análise feita pelo Papa Bento XVI na Universidade de Ratisbona.
Só um brilhante filósofo e atento observador do Mundo seria capaz de um texto com este alcance e saber.
M'envergonho de não ter sido capaz de, com os parcos conhecimentos que trauteio, de não ter conseguido, com o mesmo sentir do Papa, trazer a melhores observadores do que eu as pistas de reflexão várias vezes por mim evocadas e tão bem fundamentadas pelo Papa.
A mim pelo menos, cimentou o que sempre pensei sobre as raízes do diálogo de surdos entre o Ocidente e o resto do Mundo.
E quando fizer o download do texto integral aprenderei mais sobre aquilo que os nossos intelectuais, pelo menos até hoje, foram incapazes de discernir, por manifesta incapacidade ou cinismo e má-fé.
domingo, setembro 17, 2006
SPORTING - PAÇOS FERREIRA
Mais do que o resultado, completamente irrelevante para o que se viu, embora me tenha provocado esta reflexão que talvez não acontecesse no caso de eventual resultado positivo para os leões, o que se viu foi futebol, ou seja a imponderabilidade que fez com que há dias essa mesma equipa do Sporting tenha derrotado nesse mesmo estádio o melhor plantel do futebol mundial - Mourinho dixit - e não a melhor equipa, como erradamente traduziram as palavras do treinador ( é que há uma diferença não dispicienda e ele disse exactamente o que quis dizer e não o que os jornalistas disseram, mas adiante... ).
Pois dizia eu que no futebol, ganhar, mesmo que seja à melhor equipa do mundo, não torna o herói da façanha, sim não passa disso mesmo - uma façanha - o melhor do mundo, pela simples razão de que ele há dias, há estatísticas, há continuidade, há troféus, há história, e eu sei lá que mais que põem as coisas no seu devido lugar, por vezes até injustamente por ocorrências anómalas como as do golo do Paços obtido ilegalmente sem que o árbitro disso desse conta, aliás como deu conta dos incontáveis mergulhos do uzeiro e vezeiro Levezinho quando as coisas não lhe estão a correr de feição e não deu conta da agressão malévola do Tonel sobre o herói do dia.
O campeonato não tem vencedores antecipados, sabem-no os jogadores e as equipas técnicas. Os lagartos, que não os leões, já se viam campeões da época de 2006 e alguns mais afoitos já devem ter encomendado as faixas depois de terem visto o Glorioso aos papéis e o Dragão ainda titubeante e este ano espero eu, sem APITOS ou BANDEIRINHAS comprados.
Ainda nos esperam muitas surpresas este ano no mundo do futebol.
Mais do que o resultado, completamente irrelevante para o que se viu, embora me tenha provocado esta reflexão que talvez não acontecesse no caso de eventual resultado positivo para os leões, o que se viu foi futebol, ou seja a imponderabilidade que fez com que há dias essa mesma equipa do Sporting tenha derrotado nesse mesmo estádio o melhor plantel do futebol mundial - Mourinho dixit - e não a melhor equipa, como erradamente traduziram as palavras do treinador ( é que há uma diferença não dispicienda e ele disse exactamente o que quis dizer e não o que os jornalistas disseram, mas adiante... ).
Pois dizia eu que no futebol, ganhar, mesmo que seja à melhor equipa do mundo, não torna o herói da façanha, sim não passa disso mesmo - uma façanha - o melhor do mundo, pela simples razão de que ele há dias, há estatísticas, há continuidade, há troféus, há história, e eu sei lá que mais que põem as coisas no seu devido lugar, por vezes até injustamente por ocorrências anómalas como as do golo do Paços obtido ilegalmente sem que o árbitro disso desse conta, aliás como deu conta dos incontáveis mergulhos do uzeiro e vezeiro Levezinho quando as coisas não lhe estão a correr de feição e não deu conta da agressão malévola do Tonel sobre o herói do dia.
O campeonato não tem vencedores antecipados, sabem-no os jogadores e as equipas técnicas. Os lagartos, que não os leões, já se viam campeões da época de 2006 e alguns mais afoitos já devem ter encomendado as faixas depois de terem visto o Glorioso aos papéis e o Dragão ainda titubeante e este ano espero eu, sem APITOS ou BANDEIRINHAS comprados.
Ainda nos esperam muitas surpresas este ano no mundo do futebol.
sábado, setembro 16, 2006
DO PAÍS DAS OPORTUNIDADES...
Pois é... não foi preciso esperar muito tempo sobre a previsível pressão do P.R. e dos apaniguados que lá o puseram, sobre a governação Sócrates. Aliás, esse canto de sereia de co - habitação colaborante por parte de Cavaco só enganará os ingénuos.
Ao primeiro sinal de " abertura " do PS, pela assinatura do Pacto na área da justiça, a alcateia viu, neste " País de oportunidades " uma brecha para cravar os dentes.
A Previdência, pelos milhões que movimenta, sempre esteve na mira dos lobos e dos seus lacaios. Essa cobiça já é antiga e, criados paulatinamente desde há décadas os pressupostos que " justificarão !!!?" a sua reforma, com sucessivas flexibilizações das leis laborais e criação de contratos a prazo com o seu cortejo de precaridade e empobrecimento das contribuições à Segurança Social, a par da campanha mediática da sua falência a prazo, chegou!!!? o momento esperado, pelos que muitas vezes à frente dos destinos desse grande fundo financeiro, para reclamar os despojos depois do saque.
A obscenidade, companheira inseparável da gula e da amoralidade é evidente e a preocupação desses " homens de negócios " é a mesma que os nortea no esvaziamento de todas as armas que o Estado tem para fazer face à fundamentação da sua própria existência - cuidar da sua população e não dos que dela se alimentam como vampiros.
O PAÍS DAS OPORTUNIDADES II
O " faz-te pela vida ", anexado ao comportamento esperado e aceite e o desenrascanço, tornado prática louvável, estão na base e na origem da corrupção em Portugal. A verticalidade com que atravessa todos os estratos económicos sociais e políticos do País e as faces que apresenta em todas as actividades, da mais corriqueira à mais nobre, leva-me, sem cair no odioso da afirmação a acreditar que ela está inscrita no código genético do País.
O próprio raciocínio, eivado de má-fé, estribado numa cumplicidade interesseira e acrítica pelo mundo que o rodeia e uma inveja malsã e universal pelo exterior do seu quintal, fazem-no estender esse carácter na abordagem de tudo o que à sua vida lhe diz respeito.
A matemática, esse mundo incorruptível, é-lhe um mundo estranho, porque aí, a linguagem trôpega e de duplo, triplo e sei lá... sentido é inaplicável e inaceitável.
Claro que o carácter se forma e a opção de se ser um patife funcional ou de facto é sempre uma escolha pessoal e...intransmissível. Os resistentes bem avisam " NÃO HÁ VOLTA A DAR-LHE " , no sentido de tomar as opções correctas e desunham-se a explicar o que a alcateia pretende.
Mas que é uma luta árdua e sem fim próximo também é uma verdade. É tudo uma questão de coragem e de, caso seja necessário, MAIORIA ABSOLUTA.
Pois é... não foi preciso esperar muito tempo sobre a previsível pressão do P.R. e dos apaniguados que lá o puseram, sobre a governação Sócrates. Aliás, esse canto de sereia de co - habitação colaborante por parte de Cavaco só enganará os ingénuos.
Ao primeiro sinal de " abertura " do PS, pela assinatura do Pacto na área da justiça, a alcateia viu, neste " País de oportunidades " uma brecha para cravar os dentes.
A Previdência, pelos milhões que movimenta, sempre esteve na mira dos lobos e dos seus lacaios. Essa cobiça já é antiga e, criados paulatinamente desde há décadas os pressupostos que " justificarão !!!?" a sua reforma, com sucessivas flexibilizações das leis laborais e criação de contratos a prazo com o seu cortejo de precaridade e empobrecimento das contribuições à Segurança Social, a par da campanha mediática da sua falência a prazo, chegou!!!? o momento esperado, pelos que muitas vezes à frente dos destinos desse grande fundo financeiro, para reclamar os despojos depois do saque.
A obscenidade, companheira inseparável da gula e da amoralidade é evidente e a preocupação desses " homens de negócios " é a mesma que os nortea no esvaziamento de todas as armas que o Estado tem para fazer face à fundamentação da sua própria existência - cuidar da sua população e não dos que dela se alimentam como vampiros.
O PAÍS DAS OPORTUNIDADES II
O " faz-te pela vida ", anexado ao comportamento esperado e aceite e o desenrascanço, tornado prática louvável, estão na base e na origem da corrupção em Portugal. A verticalidade com que atravessa todos os estratos económicos sociais e políticos do País e as faces que apresenta em todas as actividades, da mais corriqueira à mais nobre, leva-me, sem cair no odioso da afirmação a acreditar que ela está inscrita no código genético do País.
O próprio raciocínio, eivado de má-fé, estribado numa cumplicidade interesseira e acrítica pelo mundo que o rodeia e uma inveja malsã e universal pelo exterior do seu quintal, fazem-no estender esse carácter na abordagem de tudo o que à sua vida lhe diz respeito.
A matemática, esse mundo incorruptível, é-lhe um mundo estranho, porque aí, a linguagem trôpega e de duplo, triplo e sei lá... sentido é inaplicável e inaceitável.
Claro que o carácter se forma e a opção de se ser um patife funcional ou de facto é sempre uma escolha pessoal e...intransmissível. Os resistentes bem avisam " NÃO HÁ VOLTA A DAR-LHE " , no sentido de tomar as opções correctas e desunham-se a explicar o que a alcateia pretende.
Mas que é uma luta árdua e sem fim próximo também é uma verdade. É tudo uma questão de coragem e de, caso seja necessário, MAIORIA ABSOLUTA.
domingo, setembro 10, 2006
ESTA LUTA SEM TRÉGUAS...
Em tempos conturbados de emissão de opinião e crítica à nossa vil condição de então, de filhos menores de um Estado propotente e ancilosado na ignorância, incultura e religiosidade, eu seguia e admirava a coragem dos " resistentes " da República e da Capital que com as suas crónicas diárias nos punham a par do estado da Nação e apontavam os culpados, zurzindo de caminho a indolência mole e a covardia induzida pela Pide e os seus lacaios.
Sousa Tavares foi um dos nomes desses mensageiros.
Outros tempos, outros nomes, outras lutas, outras vozes, que o aperfeiçoamento do Homem terá de ser uma batalha contínua, têm aparecido a combater nas mesmas trincheiras " essas coisas que nunca mudam ", incansàvelmente.
M. Sousa Tavares tem-se distinguido desde há anos, pela sua postura ética, na primeira linha da denúncia da falência da MORAL na consciência dos seus conterrâneos, principalmente daqueles onde ela deveria, por imperativo da sua condição, estar sempre - o aparelho do Estado.
Nos nossos tempos, os moralistas e os pacifistas, assim mesmo, sem aspas, têm sido vistos como seres aberrantes, à cuja postura de abelhão irritável e irritadiço se tem acrescentado abusivamente uma aura de " santidade ". É que esse atributo torna mais fácil o ataque ao humano da sua condição quando não há argumentos para a defesa das ferroadas. - Cá te espero... ruminam enquanto aguardam pela queda do juíz. O diabo é que o moralista é intelectualmente honesto e isso distingue-o dos patifes e sabe " vigiar " as suas incoerências e as suas tentações de humano e conhece os limites e as contradições do Bem como Mal e do Mal como Bem. E faz uso desse conhecimento para se tornar um homem melhor, pelo que os outros também são capazes de o fazer.
É uma opção ser ou não ser um patife - não um determinismo humano.
Façam o favor de não desistirem de vergastar os velhacos quer habitem cantos de montras ou salões da realeza, ó moralistas de todo o mundo.
EU SOU UM MORALISTA!
Em tempos conturbados de emissão de opinião e crítica à nossa vil condição de então, de filhos menores de um Estado propotente e ancilosado na ignorância, incultura e religiosidade, eu seguia e admirava a coragem dos " resistentes " da República e da Capital que com as suas crónicas diárias nos punham a par do estado da Nação e apontavam os culpados, zurzindo de caminho a indolência mole e a covardia induzida pela Pide e os seus lacaios.
Sousa Tavares foi um dos nomes desses mensageiros.
Outros tempos, outros nomes, outras lutas, outras vozes, que o aperfeiçoamento do Homem terá de ser uma batalha contínua, têm aparecido a combater nas mesmas trincheiras " essas coisas que nunca mudam ", incansàvelmente.
M. Sousa Tavares tem-se distinguido desde há anos, pela sua postura ética, na primeira linha da denúncia da falência da MORAL na consciência dos seus conterrâneos, principalmente daqueles onde ela deveria, por imperativo da sua condição, estar sempre - o aparelho do Estado.
Nos nossos tempos, os moralistas e os pacifistas, assim mesmo, sem aspas, têm sido vistos como seres aberrantes, à cuja postura de abelhão irritável e irritadiço se tem acrescentado abusivamente uma aura de " santidade ". É que esse atributo torna mais fácil o ataque ao humano da sua condição quando não há argumentos para a defesa das ferroadas. - Cá te espero... ruminam enquanto aguardam pela queda do juíz. O diabo é que o moralista é intelectualmente honesto e isso distingue-o dos patifes e sabe " vigiar " as suas incoerências e as suas tentações de humano e conhece os limites e as contradições do Bem como Mal e do Mal como Bem. E faz uso desse conhecimento para se tornar um homem melhor, pelo que os outros também são capazes de o fazer.
É uma opção ser ou não ser um patife - não um determinismo humano.
Façam o favor de não desistirem de vergastar os velhacos quer habitem cantos de montras ou salões da realeza, ó moralistas de todo o mundo.
EU SOU UM MORALISTA!
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