REN e a guerra popular contra as Torres...
ALGUÉM JÁ SE PERGUNTOU QUAIS SÃO AS SOLUÇÕES TÉCNICAS PARA LEVAR A ELECTRICIDADE AONDE ELA É PRECISA, OU SEJA PARA JUNTO DOS CIDADÃOS,SEM SE APROXIMAR DELES, SEM SER POR CABOS E TORRES!!!???., SEM SE ESTAR A ARMAR EM CARAPAU DE CORRIDA QUANDO NÃO EM CARNEIRO MAL AVISADO SOBRE UM ASSUNTO QUE DESCONHECE DE TODO?
sábado, dezembro 22, 2007
" DESMANTELO O ESTADO EM SEIS MESES " L. F. MENEZES
Esta pretensa declaração anarquista do líder!!!? do PSD vale por qualquer pretenso programa do partido do qual é o representante máximo. Vale pela irresponsabilidade política, pelo arroubo regionalista e pela falênca programática, derrotada à partida por sucessivos resultados eleitorais.
Pelo menos é um propósito honesto, frontal, que à partida não engana ninguém - Estarei aqui para defender os interesses individuais, das empresas, meus, e de quem me apoiar. O colectivo, ou seja a NAÇÃO, que se amanhe e que trate da vida dentro do " Estado possível " que eu me encarregarei, se possível de deixar para eles.
Para conteúdo político numa época em que os desafios do milénio apontam inexorávelmente para a solidariedade e gestão colectiva ( no interesse global )tudo isso cheira a mofo e revela uma mentalidade "tripeira" de ver as coisas que faz da região do PORTO a zona, se não a mais pobre, uma das mais pobres do PAÍS.
Querer alargar essa perspectiva bisonha para o resto do País é de uma pobreza política que raia a demência.
Na verdade, o que L. F. Menezes quer dizer em linguagem cifrada é o seguinte " Em seis meses porei o Estado ao serviço dos privados, alguns privados, claro ".
Esta pretensa declaração anarquista do líder!!!? do PSD vale por qualquer pretenso programa do partido do qual é o representante máximo. Vale pela irresponsabilidade política, pelo arroubo regionalista e pela falênca programática, derrotada à partida por sucessivos resultados eleitorais.
Pelo menos é um propósito honesto, frontal, que à partida não engana ninguém - Estarei aqui para defender os interesses individuais, das empresas, meus, e de quem me apoiar. O colectivo, ou seja a NAÇÃO, que se amanhe e que trate da vida dentro do " Estado possível " que eu me encarregarei, se possível de deixar para eles.
Para conteúdo político numa época em que os desafios do milénio apontam inexorávelmente para a solidariedade e gestão colectiva ( no interesse global )tudo isso cheira a mofo e revela uma mentalidade "tripeira" de ver as coisas que faz da região do PORTO a zona, se não a mais pobre, uma das mais pobres do PAÍS.
Querer alargar essa perspectiva bisonha para o resto do País é de uma pobreza política que raia a demência.
Na verdade, o que L. F. Menezes quer dizer em linguagem cifrada é o seguinte " Em seis meses porei o Estado ao serviço dos privados, alguns privados, claro ".
CAVACO ACEITA REFERENDO EUROPEU
...titula o Expresso e eu pasmo-me com tal proclamação.
É sabida a posição do Presidente do Estado português em relação aos referendos aos Tratados - É CONTRA e suponho que essa posição, reiterada em mais do que uma intervenção pública,deriva das suas reservas legítimas em relação à capacidade dos eleitores possuírem capacidade, tempo e estudos suficientes sobre as matérias em questão que lhes permitam decidir com o mínimo de credibilidade democrática sobre as disposições contidas nos tratados internacionais. E tem razão, como a têm TODOS os cidadãos que são contra o referendo,mantendo todavia que os cidadãos, para lá da sua obrigação de se informarem, DEVAM ser esclarecidos sobre tudo o que diga respeito ao seu destino.
É , falando dos políticos que são a favor destes tipos de referendo, de uma enorme hipocrisia a assunção da Democracia por esses parâmetros populistas, quando a verdade é que a Democracia que nos orienta e ao Ocidente em geral é feita, gerida, modificada, ( às vezes de forma tremendista e abusiva das liberdades e garantias, como o fundamentalismo anti tabaco, também ele hipócrita e perigoso nos seus contornos burocráticos de ameaça de novas " cruzadas " burlescas e patéticas sobre a limitação do espaço individual dos cidadãos a coberto de preocupações sanitárias), dizia eu, pela " elite política " de que eles fazem parte integrante.
Voltando ao CAVACO, é inadmissível que ele não faça um discurso político, em sede própria, aos cidadãos do seu País a marcar a sua posição do CONTRA e a justificá - la em alto e bom som com os mesmos argumentos com que o faz entre os seus.
Por mim, só a Cobardia polítia o impede, assim como aos defensores políticos do Sim. É que a fundamentação do NÃO acabaria Sempre por ser Humilhante para os eleitores e população em geral.
...titula o Expresso e eu pasmo-me com tal proclamação.
É sabida a posição do Presidente do Estado português em relação aos referendos aos Tratados - É CONTRA e suponho que essa posição, reiterada em mais do que uma intervenção pública,deriva das suas reservas legítimas em relação à capacidade dos eleitores possuírem capacidade, tempo e estudos suficientes sobre as matérias em questão que lhes permitam decidir com o mínimo de credibilidade democrática sobre as disposições contidas nos tratados internacionais. E tem razão, como a têm TODOS os cidadãos que são contra o referendo,mantendo todavia que os cidadãos, para lá da sua obrigação de se informarem, DEVAM ser esclarecidos sobre tudo o que diga respeito ao seu destino.
É , falando dos políticos que são a favor destes tipos de referendo, de uma enorme hipocrisia a assunção da Democracia por esses parâmetros populistas, quando a verdade é que a Democracia que nos orienta e ao Ocidente em geral é feita, gerida, modificada, ( às vezes de forma tremendista e abusiva das liberdades e garantias, como o fundamentalismo anti tabaco, também ele hipócrita e perigoso nos seus contornos burocráticos de ameaça de novas " cruzadas " burlescas e patéticas sobre a limitação do espaço individual dos cidadãos a coberto de preocupações sanitárias), dizia eu, pela " elite política " de que eles fazem parte integrante.
Voltando ao CAVACO, é inadmissível que ele não faça um discurso político, em sede própria, aos cidadãos do seu País a marcar a sua posição do CONTRA e a justificá - la em alto e bom som com os mesmos argumentos com que o faz entre os seus.
Por mim, só a Cobardia polítia o impede, assim como aos defensores políticos do Sim. É que a fundamentação do NÃO acabaria Sempre por ser Humilhante para os eleitores e população em geral.
sexta-feira, dezembro 07, 2007
BEM - VINDOS IRMÃOS!...
... e que a vossa estadia seja benéfica para os países que representam. Saibam ser sensatos, em nome dos povos que representam nesta importante cimeira para os dois continentes, enterrando de vez os fantasmas do Colonianismo batendo - vos racionalmente ( só assim a Europa vos entenderá )e com determinação pelos interesses da minha tão amada ÁFRICA.
... e que a vossa estadia seja benéfica para os países que representam. Saibam ser sensatos, em nome dos povos que representam nesta importante cimeira para os dois continentes, enterrando de vez os fantasmas do Colonianismo batendo - vos racionalmente ( só assim a Europa vos entenderá )e com determinação pelos interesses da minha tão amada ÁFRICA.
sábado, novembro 24, 2007
O Reino da " filho da putice "
Faço minhas a indignação de www.africaminha.blogspot.com e daí ressalto as razões da minha ausência temporária deste espaço.
Eu sei que a minha idade não ajuda ao optimismo em relação à espécie e também sei que a nova geração não me está a ajudar em NADA a mitigar a minha perspectiva em relação ao mundo novo que, penso eu ,ambicionávamos.
O absurdo ( a utilização de cereais como bio-combustível num mundo em que há pessoas a morrer de fome )a estupidez ( mais CO2 e CO para a atmosfera num mundo em que já se provou a maléfica incidência desta prática para o Planeta )a CUPIDEZ desenfreada na criação de mais valias financeiras sem UTILIDADE para os cidadãos a viver num estado de sobrevivência mínima, o conhecimento científico desprezado na sua relação efeito-lucro por energúmenos na posse dos meios de produção ", governantes a pensar no curriculum projectivo de lançamentos para lugares outros que não para os que foram eleitos, massificação ASSASSINA da Ignorância,em nome de Novas Tecnologias, só poderiam produzir em qualquer cidadão mínimamente atento esse estupor - VIVEMOS NUM MUNDO DE FILHOS DA PUTA e o raio é que muitas vezes ficamos sem saber se o SÃO por Ignorância ou por atitude convicta de quem o sabe ser - FILHOS DA PUTA
Faço minhas a indignação de www.africaminha.blogspot.com e daí ressalto as razões da minha ausência temporária deste espaço.
Eu sei que a minha idade não ajuda ao optimismo em relação à espécie e também sei que a nova geração não me está a ajudar em NADA a mitigar a minha perspectiva em relação ao mundo novo que, penso eu ,ambicionávamos.
O absurdo ( a utilização de cereais como bio-combustível num mundo em que há pessoas a morrer de fome )a estupidez ( mais CO2 e CO para a atmosfera num mundo em que já se provou a maléfica incidência desta prática para o Planeta )a CUPIDEZ desenfreada na criação de mais valias financeiras sem UTILIDADE para os cidadãos a viver num estado de sobrevivência mínima, o conhecimento científico desprezado na sua relação efeito-lucro por energúmenos na posse dos meios de produção ", governantes a pensar no curriculum projectivo de lançamentos para lugares outros que não para os que foram eleitos, massificação ASSASSINA da Ignorância,em nome de Novas Tecnologias, só poderiam produzir em qualquer cidadão mínimamente atento esse estupor - VIVEMOS NUM MUNDO DE FILHOS DA PUTA e o raio é que muitas vezes ficamos sem saber se o SÃO por Ignorância ou por atitude convicta de quem o sabe ser - FILHOS DA PUTA
domingo, novembro 18, 2007
Ausências prolongadas...
Ainda ando por aqui... Estou a tentar evitar redundâncias reactivas, mas confesso que está a ser dificil. O país é pequeno e a paróquia é conhecida de todos assim como as manobras dos paroquianos.
Lá fora,no mundo civilizado, só os dislates e o destempero civilizacional temperam o desfalecimento dos neurónios e a cegueira planetária e o EGOISMO triunfa em toda a linha...
Ainda ando por aqui... Estou a tentar evitar redundâncias reactivas, mas confesso que está a ser dificil. O país é pequeno e a paróquia é conhecida de todos assim como as manobras dos paroquianos.
Lá fora,no mundo civilizado, só os dislates e o destempero civilizacional temperam o desfalecimento dos neurónios e a cegueira planetária e o EGOISMO triunfa em toda a linha...
sexta-feira, novembro 02, 2007
DIREITA / ESQUERDA...AS LINHAS INDECISAS
Era inevitável que umas sondagens feitas no rescaldo da grande manfestação da CGTP que juntou 200 mil cidadãos em protesto contra a política governamental e na esteira da eleição de um novo líder da Oposição com todas as expectativas que daí adviriam no engrossar da massa descontente, dizia eu, era inevitável que as sondagens reflectissem ESSE dado momento do sentimento geral (!!!?).
É claro que confundir os descontentamentos ( eu também os tenho e muuuuitos ) e as frustrações legítimas dos cidadãos com a eficácia de um governo que governa para um País, DE CIDADÃOS É CERTO,presente e futuro é derivado de uma visão marcadamente ideológica de uma certa esquerda cuja capacidade de resolver ou tentar resolver os problemas que a sociedade moderna transporta se esgota na incapacidade de análise histórica do desenvolvimentodas relações sociais.
Em tempos, Eduardo Prado Coelho trouxe à nossa reflexão os contornos do que ele chamou de " linhas indecisas " entre a Esquerda e a Direita e referindo-se à avaliação das intervenções políticas de então ( estávamos nos anos oitenta, salvo erro ) dizia que uma " INTERVENÇÃO POLÍTICA QUE SE PRETENDA SOLIDÁRIA COM TUDO AQUILO QUE A ESQUERDA FOI E CONTINUA A PENSAR QUE É, DEVERIA TER EM CONTA QUE..." entre várias coisas, que o Mundo mudou e que " É PRECISO CRIAR OS MECANISMOS POLÍTICOS DE VINCULAÇÃO DAS MEDIDAS TOMADAS ( por um governo de esquerda, acrescento eu ),DE MODO QUE A QUE TODOS SE SINTAM RESPONSABILIZADOS POR ELAS, TANTO OS QUE AS PÕEM EM PRÁTICA COMO AQUELES QUE POR ELAS SÃO AFECTADOS "
A finalizar, a conclusão só podia ser uma: " A ESQUERDA, ( no caso vertente, o P.S.) tem por obrigação, CRIAR AS CONDIÇÕES ECONÓMICAS,SOCIAIS, JURÍDICAS E CULTURAIS, PARA QUE CADA INDIVÍDUO ORGANIZE DE MODO MAIS AUTÓNOMO POSSÍVEL A SUA FORMA DE EXISTÊNCIA.
E eu acrescento, MAIS NADA. Tudo o mais deriva da nossa capacidade de SERMOS CIDADÃOS RESPONSÁVEIS QUE UM DIA RESOLVERAM VIVER NUMA DEMOCRACIA. E numa democracia, para lá da visão que cada um de nós tem sobre O QUE QUER QUE SEJA, prevalece o sentido cultural das nossas escolhas tomadas em consciência e informação, das pessoas que escolhemos para nos governar. Essa base de confiança não é compatível com a neurasténica e infantil apaziguamento dos nossos desejos.
O que é importante e é a sua base são as regras sob as quais escolhemos viver.
É que a acusação de BATOTA funciona para os dois lados.
Era inevitável que umas sondagens feitas no rescaldo da grande manfestação da CGTP que juntou 200 mil cidadãos em protesto contra a política governamental e na esteira da eleição de um novo líder da Oposição com todas as expectativas que daí adviriam no engrossar da massa descontente, dizia eu, era inevitável que as sondagens reflectissem ESSE dado momento do sentimento geral (!!!?).
É claro que confundir os descontentamentos ( eu também os tenho e muuuuitos ) e as frustrações legítimas dos cidadãos com a eficácia de um governo que governa para um País, DE CIDADÃOS É CERTO,presente e futuro é derivado de uma visão marcadamente ideológica de uma certa esquerda cuja capacidade de resolver ou tentar resolver os problemas que a sociedade moderna transporta se esgota na incapacidade de análise histórica do desenvolvimentodas relações sociais.
Em tempos, Eduardo Prado Coelho trouxe à nossa reflexão os contornos do que ele chamou de " linhas indecisas " entre a Esquerda e a Direita e referindo-se à avaliação das intervenções políticas de então ( estávamos nos anos oitenta, salvo erro ) dizia que uma " INTERVENÇÃO POLÍTICA QUE SE PRETENDA SOLIDÁRIA COM TUDO AQUILO QUE A ESQUERDA FOI E CONTINUA A PENSAR QUE É, DEVERIA TER EM CONTA QUE..." entre várias coisas, que o Mundo mudou e que " É PRECISO CRIAR OS MECANISMOS POLÍTICOS DE VINCULAÇÃO DAS MEDIDAS TOMADAS ( por um governo de esquerda, acrescento eu ),DE MODO QUE A QUE TODOS SE SINTAM RESPONSABILIZADOS POR ELAS, TANTO OS QUE AS PÕEM EM PRÁTICA COMO AQUELES QUE POR ELAS SÃO AFECTADOS "
A finalizar, a conclusão só podia ser uma: " A ESQUERDA, ( no caso vertente, o P.S.) tem por obrigação, CRIAR AS CONDIÇÕES ECONÓMICAS,SOCIAIS, JURÍDICAS E CULTURAIS, PARA QUE CADA INDIVÍDUO ORGANIZE DE MODO MAIS AUTÓNOMO POSSÍVEL A SUA FORMA DE EXISTÊNCIA.
E eu acrescento, MAIS NADA. Tudo o mais deriva da nossa capacidade de SERMOS CIDADÃOS RESPONSÁVEIS QUE UM DIA RESOLVERAM VIVER NUMA DEMOCRACIA. E numa democracia, para lá da visão que cada um de nós tem sobre O QUE QUER QUE SEJA, prevalece o sentido cultural das nossas escolhas tomadas em consciência e informação, das pessoas que escolhemos para nos governar. Essa base de confiança não é compatível com a neurasténica e infantil apaziguamento dos nossos desejos.
O que é importante e é a sua base são as regras sob as quais escolhemos viver.
É que a acusação de BATOTA funciona para os dois lados.
sábado, outubro 27, 2007
KOSOVO - OU O GRANDE EMBUSTE
Em tempos escrevi aqui que seria inaceitável para a Rússia a instalação pelos USA de radares antimísseis no Leste Europeu, sob o risco de uma escalada militar e o azedar das relações entre esses dois Estados com a Europa a fazer o papel de caniche americano como de costume.Aliás o seguidismo europeu agudizou-se com a entrada de Barroso, filho dilecto de Bush,na chefia da Comissão e não é por acaso.
As razões invocadas pelos USA são tão pueris como desproporcionadas parecem ser as reacções moscovitas.Nem o Irão constitui uma ameaça para a Europa nem os radares são tão desequilibradores para a Rússia.
Mas o efeito que os USA pretendem faz parte de uma estratégia levada a cabo com todas as armas possíveis de modo a impedir o que NATURALMENTE irá acontecer - a Aliança UE - Rússia numa formidável EUROPA, tão poderosa em todos os domínios possíveis, do científico ao militar e económico, que tem provocado a multiplicação das provocações dos USA e do seu aliado britânico em relação à Rússia, sempre com consequências negativas para esse destino europeu.
Do Kosovo ao Iraque, cuja ligação à Europa foi envenenada indefinidamente, passando pelo Irão, a estratégia americana é filha do desespero.
Na Ásia, que pouco a pouco será da India e da China, já nada podem fazer contra esse Império Regional que vai crescendo, mesmo apoiando o único Estado ( dictatorial e fundamentalista islâmico )que ainda os suporta por uma questão de sobrevivência da ditadura militar.
Perder, portanto, a influência sobre Europa, que desconhecem de todo, ao fim e ao cabo,é impensável de modo que, falhado o caso iraniano, viram-se para a independência do Kosovo como o único penedo na engrenagem ao qual Sócrates tratou de " limpar " um bocadinho na última Cimeira com Putin.
Em tempos escrevi aqui que seria inaceitável para a Rússia a instalação pelos USA de radares antimísseis no Leste Europeu, sob o risco de uma escalada militar e o azedar das relações entre esses dois Estados com a Europa a fazer o papel de caniche americano como de costume.Aliás o seguidismo europeu agudizou-se com a entrada de Barroso, filho dilecto de Bush,na chefia da Comissão e não é por acaso.
As razões invocadas pelos USA são tão pueris como desproporcionadas parecem ser as reacções moscovitas.Nem o Irão constitui uma ameaça para a Europa nem os radares são tão desequilibradores para a Rússia.
Mas o efeito que os USA pretendem faz parte de uma estratégia levada a cabo com todas as armas possíveis de modo a impedir o que NATURALMENTE irá acontecer - a Aliança UE - Rússia numa formidável EUROPA, tão poderosa em todos os domínios possíveis, do científico ao militar e económico, que tem provocado a multiplicação das provocações dos USA e do seu aliado britânico em relação à Rússia, sempre com consequências negativas para esse destino europeu.
Do Kosovo ao Iraque, cuja ligação à Europa foi envenenada indefinidamente, passando pelo Irão, a estratégia americana é filha do desespero.
Na Ásia, que pouco a pouco será da India e da China, já nada podem fazer contra esse Império Regional que vai crescendo, mesmo apoiando o único Estado ( dictatorial e fundamentalista islâmico )que ainda os suporta por uma questão de sobrevivência da ditadura militar.
Perder, portanto, a influência sobre Europa, que desconhecem de todo, ao fim e ao cabo,é impensável de modo que, falhado o caso iraniano, viram-se para a independência do Kosovo como o único penedo na engrenagem ao qual Sócrates tratou de " limpar " um bocadinho na última Cimeira com Putin.
domingo, outubro 21, 2007
...E convém ter olhos de ver...
200 mil manifestantes de todo o País alertaram democráticamente o Governo para o equilibrio que rápidamente tem de ser reposto na sua relação com o povo.
Não tomar essa gigantesca manifestação com a atenção que ela merece será um erro politico gravíssimo, para o P.M. e principalmente, o mais importante, para o País.
É que o Governo de Portugal tem que governar PARA os portugueses e não para a Europa.
É que a situação deixou de ser dos sindicatos para ser uma questão nacional com contornos inquietantes de autismo por parte do Partido Socialista, que aparentemente domesticado se demitiu de fazer politica e vive à sombra do seu líder num ensimesmamento que não augura nada de bom para a democracia portuguesa.
Para piorar a situação, temos um PSD que, esquecido já das tropelias de Santana Lopes, remete-nos para um tempo de tretas que nada de bom trouxe para o País, ancorado num novo líder com uma linguagem requentada e soluções ultrapassadas a querer baralhar o que, com relativo mérito, de bom está a ser feito.
Entre a demagogia e o rigor prefiro SEMPRE o segundo.
200 mil manifestantes de todo o País alertaram democráticamente o Governo para o equilibrio que rápidamente tem de ser reposto na sua relação com o povo.
Não tomar essa gigantesca manifestação com a atenção que ela merece será um erro politico gravíssimo, para o P.M. e principalmente, o mais importante, para o País.
É que o Governo de Portugal tem que governar PARA os portugueses e não para a Europa.
É que a situação deixou de ser dos sindicatos para ser uma questão nacional com contornos inquietantes de autismo por parte do Partido Socialista, que aparentemente domesticado se demitiu de fazer politica e vive à sombra do seu líder num ensimesmamento que não augura nada de bom para a democracia portuguesa.
Para piorar a situação, temos um PSD que, esquecido já das tropelias de Santana Lopes, remete-nos para um tempo de tretas que nada de bom trouxe para o País, ancorado num novo líder com uma linguagem requentada e soluções ultrapassadas a querer baralhar o que, com relativo mérito, de bom está a ser feito.
Entre a demagogia e o rigor prefiro SEMPRE o segundo.
sábado, outubro 20, 2007
E PRONTO...
...mas não é tudo. O Tratado acabou mesmo por ser de Lisboa e o mérito cabe à diplomacia portuguesa.
A sua rectificação é que poderá eventualmente levantar sérios problemas ao nível da concordância pelas oposições partidárias que, ou por oportunismo político ou por sinceras convicções, se assumirão como vozes discordantes em nome do povo que as elegeram.
Mas a Democracia é isto. Quem está no Governo tem legitimidade para governar e se o seu líder é dado a conferências com a Oposição sempre que tem de tomar uma decisão, está feito ao bife.
Continuo a dizer que ela -a Democracia - é uma construção permanente e custou muito sangue suor e lágrimas aos seus mais antigos praticantes que ainda hoje se esbracejam para a tornar mais perfeita.
A Portugal falta ainda suar e chorar muito e só o seu povo é capaz disso se quiser tornar este País mais solidário, mais democrático e moralmente digno.
Em suma, é a tal história da responsabilidade pessoal que temos para connosco.
Os nossos direitos começam quando cumprimos bem os nossos deveres e essa responsabilidade não pode ser delegada em ninguém, mormente aos políticos e à tosca, provinciana e anti-patriótica elite (!!!?) do País que enxameia o Estado.
...mas não é tudo. O Tratado acabou mesmo por ser de Lisboa e o mérito cabe à diplomacia portuguesa.
A sua rectificação é que poderá eventualmente levantar sérios problemas ao nível da concordância pelas oposições partidárias que, ou por oportunismo político ou por sinceras convicções, se assumirão como vozes discordantes em nome do povo que as elegeram.
Mas a Democracia é isto. Quem está no Governo tem legitimidade para governar e se o seu líder é dado a conferências com a Oposição sempre que tem de tomar uma decisão, está feito ao bife.
Continuo a dizer que ela -a Democracia - é uma construção permanente e custou muito sangue suor e lágrimas aos seus mais antigos praticantes que ainda hoje se esbracejam para a tornar mais perfeita.
A Portugal falta ainda suar e chorar muito e só o seu povo é capaz disso se quiser tornar este País mais solidário, mais democrático e moralmente digno.
Em suma, é a tal história da responsabilidade pessoal que temos para connosco.
Os nossos direitos começam quando cumprimos bem os nossos deveres e essa responsabilidade não pode ser delegada em ninguém, mormente aos políticos e à tosca, provinciana e anti-patriótica elite (!!!?) do País que enxameia o Estado.
domingo, outubro 14, 2007
DEMAGOGIAS...
Em tempos escrevi aqui que o grande problema da oposição à politica do Governo de Socrates prendia-se e ainda se prende à incapacidade de fundamentação critica consistente aos vários sectores da governação, mormente os mais vergastados como o são a Saúde e a Educação.
A Economia e as Finanças estão a salvo, não tanto pelas expectativas goradas de uma grande parte da população, onde me incluo, mas pelos resultados Incontestáveis trazidos a público na última conferência do Ministro das Finanças.
O optimismo revelado pelo Governo também já atingiu a população, mesmo que disso não se esteja a dar conta, entontecida por vezes com " FRENESINS " patuscos da CGTP e da paranóia " antifascista !!!? " de mais uns quantos guardadores da liberdade PRECiana.
O que aconteceu com a visita da policia ( ninguém gosta de ver a policia por perto a não ser que seja chamado, não é? ) ao sindicato dos professores em Covilhã produziu um dos mais ridículos episódios de que há notícia últimamente que já se estão a tornar-se patéticas e descredibilizantes como armas de ataque ao Governo.
E ver nessa dança fantasmática o ridiculo a substituir o debate politico quando já falha quase tudo é penoso para o País que NUNCA ouviu das Oposições uma única palavra de aplauso ao que quer que fosse saído do actual Governo.
O que é que ISSO nos diz!!!?
O lamentável é que há muito por onde criticar o Governo, e por vezes quem o tem feito com competência e independência ( anti- sectária ) não tem sido ouvido e lido, assim como aqueles que o podem fazer, como JPP por exemplo, com competência, afogam-se de tal maneira no seu azedume indiscriminado que lhes tolda a lucidez de serem objectivos e pedagógicos.
É que os FACTOS sem interpretação, sem análise, poderão valer muito como projécteis para os demagogos e tão só.
Em tempos escrevi aqui que o grande problema da oposição à politica do Governo de Socrates prendia-se e ainda se prende à incapacidade de fundamentação critica consistente aos vários sectores da governação, mormente os mais vergastados como o são a Saúde e a Educação.
A Economia e as Finanças estão a salvo, não tanto pelas expectativas goradas de uma grande parte da população, onde me incluo, mas pelos resultados Incontestáveis trazidos a público na última conferência do Ministro das Finanças.
O optimismo revelado pelo Governo também já atingiu a população, mesmo que disso não se esteja a dar conta, entontecida por vezes com " FRENESINS " patuscos da CGTP e da paranóia " antifascista !!!? " de mais uns quantos guardadores da liberdade PRECiana.
O que aconteceu com a visita da policia ( ninguém gosta de ver a policia por perto a não ser que seja chamado, não é? ) ao sindicato dos professores em Covilhã produziu um dos mais ridículos episódios de que há notícia últimamente que já se estão a tornar-se patéticas e descredibilizantes como armas de ataque ao Governo.
E ver nessa dança fantasmática o ridiculo a substituir o debate politico quando já falha quase tudo é penoso para o País que NUNCA ouviu das Oposições uma única palavra de aplauso ao que quer que fosse saído do actual Governo.
O que é que ISSO nos diz!!!?
O lamentável é que há muito por onde criticar o Governo, e por vezes quem o tem feito com competência e independência ( anti- sectária ) não tem sido ouvido e lido, assim como aqueles que o podem fazer, como JPP por exemplo, com competência, afogam-se de tal maneira no seu azedume indiscriminado que lhes tolda a lucidez de serem objectivos e pedagógicos.
É que os FACTOS sem interpretação, sem análise, poderão valer muito como projécteis para os demagogos e tão só.
quarta-feira, outubro 03, 2007
CIMEIRA ÁFRICA - UE
JÁ É DE TODOS CONHECIDA A POLÉMICA QUE A VINDA DE MUGABE ESTÁ A PROVOCAR NOS DEMOCRATAS EUROPEUS, NOMEADAMENTE AO SR.BROWN, CUJA MERA POSSIBILIDADE DE SE VER NO MESMO ESPAÇO DO PRESIDENTE DE ZIMBABWE TIRA-LHE O SONO.
Admito que que o personagem não é flor que se cheire. Posto isso, recomendo à diplomacia portuguesa que seja suficientemente CAPAZ de evitar, já que foi o PM português, com mandato da UE é certo, que convidou o Sr. Mugabe a estar presente na Cimeira,a todo o custo o espéctáculo vexante de ver o SEU convidado a ser INSULTADO em SUA CASA,pelos outros convivas.
Haverá decerto outros lugares e outras ocasiões para isso, não na Cimeira, e evitar-se-ia essa BOÇAL ENORMIDADE, sob a capa de coragem ou livre ( !!!? ) expressão protagonizado pelo Sr.Bollinger na pessoa do seu convidado -o presidente do Irão.
É que poderá acontecer, devido à Ignorância de algum congressista do Homem Africano, ver-sede repente a falar sózinho, com os representantes africanos a abandonar a Cimeira, talvez até de vez.
JÁ É DE TODOS CONHECIDA A POLÉMICA QUE A VINDA DE MUGABE ESTÁ A PROVOCAR NOS DEMOCRATAS EUROPEUS, NOMEADAMENTE AO SR.BROWN, CUJA MERA POSSIBILIDADE DE SE VER NO MESMO ESPAÇO DO PRESIDENTE DE ZIMBABWE TIRA-LHE O SONO.
Admito que que o personagem não é flor que se cheire. Posto isso, recomendo à diplomacia portuguesa que seja suficientemente CAPAZ de evitar, já que foi o PM português, com mandato da UE é certo, que convidou o Sr. Mugabe a estar presente na Cimeira,a todo o custo o espéctáculo vexante de ver o SEU convidado a ser INSULTADO em SUA CASA,pelos outros convivas.
Haverá decerto outros lugares e outras ocasiões para isso, não na Cimeira, e evitar-se-ia essa BOÇAL ENORMIDADE, sob a capa de coragem ou livre ( !!!? ) expressão protagonizado pelo Sr.Bollinger na pessoa do seu convidado -o presidente do Irão.
É que poderá acontecer, devido à Ignorância de algum congressista do Homem Africano, ver-sede repente a falar sózinho, com os representantes africanos a abandonar a Cimeira, talvez até de vez.
Carvalho da Silva...
...e a luta contra o individualismo.
Quero crer que o adversário se chamaria egoísmo, nacional para o caso.
Tarde demais, meu caro! Há muito que se ultrapassou esse estádio de desenvolvimento humano, esse, o do individualismo. Agora encontramo-nos num nível de evolução perante o qual os raros obuzes de invectivas éticas, sociais, racionais até, colidem sem fragor ou eco quando não passam inermes pelos alvos, sem consequências.
A Democracia, essa está agónica. Esgotam-se-lhe aos poucos os pressupostos que tão diligentemente ao longo dos séculos implantou nos seus admiradores, nomeadamente o desejo de uma vivência colectiva harmónica e digna em sociedade.
Hoje, basta-nos o vivermos para dentro de nós próprios, dos nossos condomínios físicos e da alma. A vida pública tem-se reduzido aos grandes estádios e aos grandes eventos, que de tão universais se pessoalizaram nos seus efeitos para lá da cumplicidade tribal ou por isso mesmo.
A nossa própria biologia, à medida em que nos descobrimos molécula a molécula, remete-nos nessa procura do porquê do acontecer da Vida, para a sua precariedade e extinção e o absurdo da Morte, para o nosso universo interior.
É um tempo de angústias renovadas em que cada um de nós, voltado para si, procura em si, morto o Deus antigo, a absolvição.
O mundo está a transformar-se num convento, com uma religiosidade outra em que o novo Deus olha-nos com os nossos olhos e devolve-nos a nossa angústia e a nossa solidão.
É o tempo de Narciso que se ergue triunfante com Dionísio prostrado e atónito a seus pés.
...e a luta contra o individualismo.
Quero crer que o adversário se chamaria egoísmo, nacional para o caso.
Tarde demais, meu caro! Há muito que se ultrapassou esse estádio de desenvolvimento humano, esse, o do individualismo. Agora encontramo-nos num nível de evolução perante o qual os raros obuzes de invectivas éticas, sociais, racionais até, colidem sem fragor ou eco quando não passam inermes pelos alvos, sem consequências.
A Democracia, essa está agónica. Esgotam-se-lhe aos poucos os pressupostos que tão diligentemente ao longo dos séculos implantou nos seus admiradores, nomeadamente o desejo de uma vivência colectiva harmónica e digna em sociedade.
Hoje, basta-nos o vivermos para dentro de nós próprios, dos nossos condomínios físicos e da alma. A vida pública tem-se reduzido aos grandes estádios e aos grandes eventos, que de tão universais se pessoalizaram nos seus efeitos para lá da cumplicidade tribal ou por isso mesmo.
A nossa própria biologia, à medida em que nos descobrimos molécula a molécula, remete-nos nessa procura do porquê do acontecer da Vida, para a sua precariedade e extinção e o absurdo da Morte, para o nosso universo interior.
É um tempo de angústias renovadas em que cada um de nós, voltado para si, procura em si, morto o Deus antigo, a absolvição.
O mundo está a transformar-se num convento, com uma religiosidade outra em que o novo Deus olha-nos com os nossos olhos e devolve-nos a nossa angústia e a nossa solidão.
É o tempo de Narciso que se ergue triunfante com Dionísio prostrado e atónito a seus pés.
domingo, setembro 30, 2007
PPD - PSD
Se houvesse ou tivesse de haver um motivo para evitar que essa gente voltasse ao poder em Portugal, ele foi patente nesses dias de disputa eleitoral entre Meneses e Mendes.
O absurdo, que tem justificado o afastamento dos cidadãos da politica, foi levado ao paroxismo perante a mediocridade das ausentes propostas politicas que foram !!!? apresentadas pelos mediocres representantes do PSD.
Do lider regional eleito, de seu nome Meneses, esperam-se " soundbites " inconsequentes e "frenesins de dobrada", ou não fosse ele o anti-elitista sulista, carregado de complexos de inferioridade em relaçã0 à matrona Lisboa.
Enfim, que se amanhem nessa pressa urgente de abocanhar o bolo do Orçamento estatal que sempre esteve na base do seu programa politico e da sua mediocridade ideológica. Sócrates agradece a menoridade oposicionista e o País sofre a vacuidade de alternativas, mesmo que virtuais.
Se houvesse ou tivesse de haver um motivo para evitar que essa gente voltasse ao poder em Portugal, ele foi patente nesses dias de disputa eleitoral entre Meneses e Mendes.
O absurdo, que tem justificado o afastamento dos cidadãos da politica, foi levado ao paroxismo perante a mediocridade das ausentes propostas politicas que foram !!!? apresentadas pelos mediocres representantes do PSD.
Do lider regional eleito, de seu nome Meneses, esperam-se " soundbites " inconsequentes e "frenesins de dobrada", ou não fosse ele o anti-elitista sulista, carregado de complexos de inferioridade em relaçã0 à matrona Lisboa.
Enfim, que se amanhem nessa pressa urgente de abocanhar o bolo do Orçamento estatal que sempre esteve na base do seu programa politico e da sua mediocridade ideológica. Sócrates agradece a menoridade oposicionista e o País sofre a vacuidade de alternativas, mesmo que virtuais.
domingo, setembro 23, 2007
DIGO E REPITO...
Miguel Sousa Tavares tem sido na imprensa portuguesa um farol de LUCIDEZ, que ele tem transportado nas suas crónicas semanais no Expresso.
Na " mouche " e com a contundência costumeira que só uma independência intelectual sem amarras permite, veio trazer- nos à nossa consideração o privilégio de pensarmos pela nossa cabeça e desmontar as " armadilhas " que os fazedores ( mediocres ) de opinião espalham por aí.
Refiro- me àquilo que ele apelidou com pertinência " a histeria contra o estado de direito " que as reacções contra o novo Código de Processo Penal suscitaram. A ignorância funcional, quase militante de quem lê ou ouve sem um mínimo de pausa para reflectir sobre o que se diz, nomeadamente pelos " jornalistas alarmistas ", como ele os classifica tem marcado a vida pública portuguesa nos últimos tempos. Daí ser refrescante assinalar que há muita gente atenta e com elevado sentido pedagógico como no caso em apreço.
Miguel Sousa Tavares tem sido na imprensa portuguesa um farol de LUCIDEZ, que ele tem transportado nas suas crónicas semanais no Expresso.
Na " mouche " e com a contundência costumeira que só uma independência intelectual sem amarras permite, veio trazer- nos à nossa consideração o privilégio de pensarmos pela nossa cabeça e desmontar as " armadilhas " que os fazedores ( mediocres ) de opinião espalham por aí.
Refiro- me àquilo que ele apelidou com pertinência " a histeria contra o estado de direito " que as reacções contra o novo Código de Processo Penal suscitaram. A ignorância funcional, quase militante de quem lê ou ouve sem um mínimo de pausa para reflectir sobre o que se diz, nomeadamente pelos " jornalistas alarmistas ", como ele os classifica tem marcado a vida pública portuguesa nos últimos tempos. Daí ser refrescante assinalar que há muita gente atenta e com elevado sentido pedagógico como no caso em apreço.
sexta-feira, setembro 21, 2007
MISTER MOURINHO
Até no abandono do barco que pilotava e que o " armador " infiltrou com um imediato sombra e " bufo " do patrão demonstrou carácter e brilhantismo.
É claro que à " pressão " do chefe ele respondeu com a distância que a sua competência sufragava e esperou calmamente a ruptura que ( não sejamos ingénuos ) também desejava bem lá no fundo, esgotada que lhe parecia a autoridade total no plantel.
Desde a chegada de Sheva e Ballack, jogadores que ele não terá pedido e foi " forçado " a ter teve-se a sensação de que o balneário já não era o mesmo, como parecem provar os factos que estão a vir ao lume, nomeadamente a " protecção " de Abramovich.
Mais uma etapa e mais um desafio estará já traçado no seu caminho.
Só tenho a desejar - lhe a manutenção da capacidade de líderança e competência técnica inegável que o tornaram no, para mim, o melhor treinador do Mundo.
Até no abandono do barco que pilotava e que o " armador " infiltrou com um imediato sombra e " bufo " do patrão demonstrou carácter e brilhantismo.
É claro que à " pressão " do chefe ele respondeu com a distância que a sua competência sufragava e esperou calmamente a ruptura que ( não sejamos ingénuos ) também desejava bem lá no fundo, esgotada que lhe parecia a autoridade total no plantel.
Desde a chegada de Sheva e Ballack, jogadores que ele não terá pedido e foi " forçado " a ter teve-se a sensação de que o balneário já não era o mesmo, como parecem provar os factos que estão a vir ao lume, nomeadamente a " protecção " de Abramovich.
Mais uma etapa e mais um desafio estará já traçado no seu caminho.
Só tenho a desejar - lhe a manutenção da capacidade de líderança e competência técnica inegável que o tornaram no, para mim, o melhor treinador do Mundo.
sábado, setembro 15, 2007
SCOLARI
A incomodidade, agora que a espuma da polémica se vai decantando, que me invadiu ao presenciar a cena da agressão do treinador da equipa portuguesa, impediu - me de , a quente, verter aqui a minha opinião. Fá-lo-ei agora, livre de todas as emoções que as incidências próprias do desafio me provocaram e provocam em todos os amantes do futebol.
Recuso liminarmente a cruxificação pública e a humilhação que se seguiram. O gesto de Scolari, à luz do politicamente correcto que nos vai amolecendo a espinha e refinando a cobardia, pessoal e colectiva, será condenável nessa justa escala de abolição de tudo o que faz de nós seres naturais.
A agressividade que qualquer competição desportiva transporta e no futebol ela chega a raiar a agressão violenta, faz parte intrínseca e impossível de negociação, da nossa natureza, sem a qual a sobrevivência do " social e politicamente correcto " que nos mantém no limite da tolerância seria impraticável.
A incomodidade, agora que a espuma da polémica se vai decantando, que me invadiu ao presenciar a cena da agressão do treinador da equipa portuguesa, impediu - me de , a quente, verter aqui a minha opinião. Fá-lo-ei agora, livre de todas as emoções que as incidências próprias do desafio me provocaram e provocam em todos os amantes do futebol.
Recuso liminarmente a cruxificação pública e a humilhação que se seguiram. O gesto de Scolari, à luz do politicamente correcto que nos vai amolecendo a espinha e refinando a cobardia, pessoal e colectiva, será condenável nessa justa escala de abolição de tudo o que faz de nós seres naturais.
A agressividade que qualquer competição desportiva transporta e no futebol ela chega a raiar a agressão violenta, faz parte intrínseca e impossível de negociação, da nossa natureza, sem a qual a sobrevivência do " social e politicamente correcto " que nos mantém no limite da tolerância seria impraticável.
Scolari foi agressivo e a mim nem me interessa saber se foi resposta a uma agressão verbal. Sei bem, como ser sanguíneo que sou, agressivo qb, do esforço hercúleo que faço diáriamente na contenção da minha agressividade e da ira que de mim se apossa na minha vivência reflexiva dos comportamentos moralmente inaceitáveis dos outros e das consequências obscenas e vis dos seus actos.
Posto isso, não o condeno, exactamente pelo contexto e história que estiveram na origem do gesto. As instituições que o façam se não acharem justificável a sua acção.
quarta-feira, setembro 12, 2007
DA ALMA DE UM POVO...
Aquilino Ribeiro, a propósito dos vários estudos antropológicos e etnográficos feitos sobre o Lusitano, por doutos cientistas da velha Europa, de Oliveira Martins a Keiserling, Fouillé e outros, a par das opiniões e relatos de viagem de outros, lamentava no seu livro " Os avós dos nossos avós " o que ele chamou de " dissonância de Babel " presente nessas reflexões ( !!!? ).
Do " povo triste e melancólico bêbado de fado e saudade ao povo alegre, sobrenadando gloriosamente à tona das agruras da vida, entre o mar azul e céu mais azul ainda; povo de uma imaginação selvagem e de uma bárbara infantilidade, sensual e preguiçoso com uma bela história de piratas e candongueiros e de inverosímel moralidade própria de condottieris e quadrilheiros, a par de ser o povo mais idealista do mundo, doce, brando, sensível, pacífico, rotineiro, supersticioso, humilde até à abjecção, laborioso, honesto embora inculto, inteligência viva mas sem perseverança - EUROPEUS DESTEMPERADOS PELO SANGUE NEGRO... "
E perguntava - " Onde está a verdade? E porque são tão discordes? "
Cá por mim, não existe tal coisa - identidade ou carácter nacional definível para uma nação. Pelo contrário, há sim, uma história pessoal para cada um e que à medida que ela se vai fazendo o indivíduo e posteriormente o somatório dos indivíduos deixa-se transformar por ela.
Tudo isso vem a propósito da " mudança de mentalidade " que o Primeiro Ministro e o seu governo, claro, quer criar na sociedade portuguesa, exactamente na perspectiva dialéctica de influências históricas, a pessoal e a colectiva, actuando decididamente sobre estas na perspectiva de mudar aquelas.
Essa desorganização do " sistema de pensar " como já foi chamado, reorganizando as evidências mentais, pontua-as, enquadrando-as numa constatação evidente ( que não enunciada ): os povos de lingua inglesa são portadores de uma tecnologia e superioridade económica que os tornam nos mais desenvolvidos do mundo e veiculam essa superioridade através do novo sânscrito - a Lingua inglesa.
Não andará muito longe a intenção do Governo ( ou do Sócrates ) ao massificar coercivamente a aprendizagem dessa linguagem portadora de todas as respostas, à luz do que teorizei atrás.
O povo poderá não perder a Alma e ganhará um novo pensar que lhe mudará a atitude ao adquirir conhecimentos que o perspectivará melhor perante o novo Mundo.
O resto está na soberba capacidade de adaptação que TODO o Homem possui.
Esse trabalho encetado pelo Sócrates conscientemente,( o que não faz dele um doutrinário porque é um democrata ) com elevados custos eleitorais,eventualmente, já não poderá ser travado nas suas consequências, porque como disse José Gil no Courrier de 7/9, " Ele já conquistou a legitimação à - posteriori, com a aceitação da maioria dos portugueses."
E a democracia passa essencialmente por aí, apesar da sua natureza conflitual com a NOSSA liberdade.
Aquilino Ribeiro, a propósito dos vários estudos antropológicos e etnográficos feitos sobre o Lusitano, por doutos cientistas da velha Europa, de Oliveira Martins a Keiserling, Fouillé e outros, a par das opiniões e relatos de viagem de outros, lamentava no seu livro " Os avós dos nossos avós " o que ele chamou de " dissonância de Babel " presente nessas reflexões ( !!!? ).
Do " povo triste e melancólico bêbado de fado e saudade ao povo alegre, sobrenadando gloriosamente à tona das agruras da vida, entre o mar azul e céu mais azul ainda; povo de uma imaginação selvagem e de uma bárbara infantilidade, sensual e preguiçoso com uma bela história de piratas e candongueiros e de inverosímel moralidade própria de condottieris e quadrilheiros, a par de ser o povo mais idealista do mundo, doce, brando, sensível, pacífico, rotineiro, supersticioso, humilde até à abjecção, laborioso, honesto embora inculto, inteligência viva mas sem perseverança - EUROPEUS DESTEMPERADOS PELO SANGUE NEGRO... "
E perguntava - " Onde está a verdade? E porque são tão discordes? "
Cá por mim, não existe tal coisa - identidade ou carácter nacional definível para uma nação. Pelo contrário, há sim, uma história pessoal para cada um e que à medida que ela se vai fazendo o indivíduo e posteriormente o somatório dos indivíduos deixa-se transformar por ela.
Tudo isso vem a propósito da " mudança de mentalidade " que o Primeiro Ministro e o seu governo, claro, quer criar na sociedade portuguesa, exactamente na perspectiva dialéctica de influências históricas, a pessoal e a colectiva, actuando decididamente sobre estas na perspectiva de mudar aquelas.
Essa desorganização do " sistema de pensar " como já foi chamado, reorganizando as evidências mentais, pontua-as, enquadrando-as numa constatação evidente ( que não enunciada ): os povos de lingua inglesa são portadores de uma tecnologia e superioridade económica que os tornam nos mais desenvolvidos do mundo e veiculam essa superioridade através do novo sânscrito - a Lingua inglesa.
Não andará muito longe a intenção do Governo ( ou do Sócrates ) ao massificar coercivamente a aprendizagem dessa linguagem portadora de todas as respostas, à luz do que teorizei atrás.
O povo poderá não perder a Alma e ganhará um novo pensar que lhe mudará a atitude ao adquirir conhecimentos que o perspectivará melhor perante o novo Mundo.
O resto está na soberba capacidade de adaptação que TODO o Homem possui.
Esse trabalho encetado pelo Sócrates conscientemente,( o que não faz dele um doutrinário porque é um democrata ) com elevados custos eleitorais,eventualmente, já não poderá ser travado nas suas consequências, porque como disse José Gil no Courrier de 7/9, " Ele já conquistou a legitimação à - posteriori, com a aceitação da maioria dos portugueses."
E a democracia passa essencialmente por aí, apesar da sua natureza conflitual com a NOSSA liberdade.
domingo, setembro 09, 2007
PORTUGAL 2 POLÓNIA 2
Sobrou desperdício onde se pedia eficácia, imaturidade onde se pedia rigor, vedetismo onde se pedia solidariedade e responsabilidade.
Porquê a desconcentração depois do 2 - 1? Porquê habilidades circenses com o resultado ainda tão escasso?
Ricardo - responsável directo pelos 2 golos da Polónia. E está tudi dito. Das duas
vezes que foi chamado a intervir falhou estrondosamente.
Miguel - posicionamento deficiente em várias situações de ataque polaco e lento
a regressar das investidas pelo seu flanco.
B. Alves - dono e senhor do seu espaço. Fez um grande jogo. Muito concentrado e
adulto.
Meira - Tal como o seu companheiro, esteve impecável.
Bosingwa - Aquele lugar já é dele e de mais ninguém. Senhorial!
Petit - Nota máxima em rigor ,eficácia,solidariedade, táctica. Uma raridade de jogador total em alta rotação. Em termos de regularidade competiva não existe outro igual em Portugal.
Deco - Em má forma física, lento a recuperar. Meireles faria melhor o lugar ontem.
Simão NÃO SABE jogar mal. Muito pouco solicitado na 2ª parte, criou lances de perigo sempre que tinha a bola nos pés e a ver todas as suas assistências desperdiçadas.
Maniche - Excelente jogo até estoirar.
N. Gomes - Um grande equívoco. Continua a ser um jogador demasiado cobarde para aquela posição e um poço de desperdício. Não admira portanto que...
Ronaldo - queira fazer tudo sózinho e repetidamente caia nos antigos defeitos do antigamente. Que diferença quando joga para assistências...
Quaresma - Ainda não o vi a fazer um grande jogo pela selecção. Quer provar, ainda não sei o quê. Quem lhe meterá na cabeça que o que ele amiúde faz - desperdiçar jogadas de ataque com fintas e habilidades quando tem tudo para ser mais incisivo?
Moutinho - Não entrou no jogo.
Caneira - Não devia ter entrado no jogo
Maniche - O melhor homem em campo até se ter estoirado a fazer o seu papel e o do Deco.
Acreditem que a sérvia aprendeu muito de Portugal co9m este jogo e irá vencer - nos, porque a desmotivação instalou-se de VEZ.
Sobrou desperdício onde se pedia eficácia, imaturidade onde se pedia rigor, vedetismo onde se pedia solidariedade e responsabilidade.
Porquê a desconcentração depois do 2 - 1? Porquê habilidades circenses com o resultado ainda tão escasso?
Ricardo - responsável directo pelos 2 golos da Polónia. E está tudi dito. Das duas
vezes que foi chamado a intervir falhou estrondosamente.
Miguel - posicionamento deficiente em várias situações de ataque polaco e lento
a regressar das investidas pelo seu flanco.
B. Alves - dono e senhor do seu espaço. Fez um grande jogo. Muito concentrado e
adulto.
Meira - Tal como o seu companheiro, esteve impecável.
Bosingwa - Aquele lugar já é dele e de mais ninguém. Senhorial!
Petit - Nota máxima em rigor ,eficácia,solidariedade, táctica. Uma raridade de jogador total em alta rotação. Em termos de regularidade competiva não existe outro igual em Portugal.
Deco - Em má forma física, lento a recuperar. Meireles faria melhor o lugar ontem.
Simão NÃO SABE jogar mal. Muito pouco solicitado na 2ª parte, criou lances de perigo sempre que tinha a bola nos pés e a ver todas as suas assistências desperdiçadas.
Maniche - Excelente jogo até estoirar.
N. Gomes - Um grande equívoco. Continua a ser um jogador demasiado cobarde para aquela posição e um poço de desperdício. Não admira portanto que...
Ronaldo - queira fazer tudo sózinho e repetidamente caia nos antigos defeitos do antigamente. Que diferença quando joga para assistências...
Quaresma - Ainda não o vi a fazer um grande jogo pela selecção. Quer provar, ainda não sei o quê. Quem lhe meterá na cabeça que o que ele amiúde faz - desperdiçar jogadas de ataque com fintas e habilidades quando tem tudo para ser mais incisivo?
Moutinho - Não entrou no jogo.
Caneira - Não devia ter entrado no jogo
Maniche - O melhor homem em campo até se ter estoirado a fazer o seu papel e o do Deco.
Acreditem que a sérvia aprendeu muito de Portugal co9m este jogo e irá vencer - nos, porque a desmotivação instalou-se de VEZ.
sábado, setembro 08, 2007
VEM AÍ A POLÓNIA...
...e pelos vistos com más intenções, ou seja não está cá para apreciar o nosso clima. Vem para ganhar, como qualquer equipa com ambições de continuar no campeonato da Europa.
As razões que levaram Portugal a este " aperto ", à necessidade de jogar com uma pressão indisfarçável terão as suas consequências hoje. Penso que iremos ver uma equipa nervosa e intranquila e que não irá vencer este desafio se não souber esquecer-se desta necessidade imperiosa de ganhar e fazer valer com naturalidade a capacidade impar do seu futebol.
Veremos...
...e pelos vistos com más intenções, ou seja não está cá para apreciar o nosso clima. Vem para ganhar, como qualquer equipa com ambições de continuar no campeonato da Europa.
As razões que levaram Portugal a este " aperto ", à necessidade de jogar com uma pressão indisfarçável terão as suas consequências hoje. Penso que iremos ver uma equipa nervosa e intranquila e que não irá vencer este desafio se não souber esquecer-se desta necessidade imperiosa de ganhar e fazer valer com naturalidade a capacidade impar do seu futebol.
Veremos...
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