sábado, julho 20, 2013
E...passou com boa nota...
Ouvido ou não os patriarcas do partido, Seguro, pelo que ouviu das negociações com a Coligação, soube tirar as suas conclusões - A ementa governamental é para continuar - logo, não contem connosco. Caiu fora e fez bem! Com eventuais culpabilizações do PR terá TODO o PS a apoiá - lo.
Passos, melhor, Portas, acredita que quem está entalado é o presidente da República, que terá, para ser coerente e não perder a face perante os discursos que tem protagonizado, de aceitar a remodelação ministerial; portanto, devolve - lhe a iniciativa, na certeza de que não vai dissolver a Assembleia da República. Caiu fora e, segundo a(s) sua(s) análise, fez bem.
E Cavaco o que irá dizer amanhã? Exacto, dizer e não fazer já que não fará nada. Sacudirá a água do capote pelo malogro de umas conversações pelas quais deveria ter, em tempo e não agora, sido mais interventivo. E porque é que não o foi? Porque apoiou quase incondicionalmente, até à queda do Gaspar, a política que este executivo tem seguido e pretende continuar.
Dirá e com razão que a culpa é de todos e... naturalmente, de NINGUÉM.
E segue o fandango nacional com muito fado e forcadas arremetidas à mistura.
O ZÉ que se amanhe... E não tem sido sempre assim?
quarta-feira, julho 17, 2013
P.S. em escrutínio...
" Um velho sentado consegue ver o que um jovem de pé não enxerga " - ditado africano
Saiba o líder do P.S. aconselhar - se com os veteranos, porque terá de ser com pinças e muita cabeça fria o tratamento da actual situação nacional.
A primeira impressão com que fiquei e respondendo a uma pergunta aqui formulada sobre a capacidade do líder do P.S. e a sua equipa, naturalmente, de se tornar hoje a principal referência política nacional e de " tornear as armadilhas " que as veteranas oposições ao Poder lhe começariam a lançar, tenho de convir que as respostas têm sido política, táctica e estratègicamente positivas.
Em relação à pressão do P.R., respondeu bem, aceitando o diálogo com o PSD e com o CDS e melhor esteve quando separou as águas nas negociações, classificadas como inter-partidárias e não de um pretenso alvará de descomprometimento na oposição activa à política governativa encabeçada pelos dois partidos.
Da separação das águas e avaliação da coerência do partido feita pelos VERDES através do lançamento de uma moção de censura ao governo, esteve soberbo ao apoiar A moção AO governo.
A parte mais difícil foi o desafio, também ele inteligente e necessário como clarificador para as suas hostes, do Bloco de Esquerda, do pedido de negociações no sentido da formulação de um governo de esquerda, em paralelo contraponto de uma eventual aproximação táctica do PS ao CDS.
A resposta do PS aí não foi transparente e dificilmente poderia ser de outro modo, já que alimenta a hipótese de conseguir uma maioria absoluta nas próximas eleições, mas não fechou as portas. Nunca se sabe...
Ficou em stand by, pelo menos em relação ao Bloco.
O PCP, esse, instituiu - se como partido de Oposição a tudo o que não esteja consagrado nas suas linhas programáticas e assim será tratado por todos os outros partidos, quer estejam no Poder ou fora dele. Está no seu direito e... ponto final!
Resumindo, o P.S. não se tem saído mal como, hoje partido charneira e amanhã..., logo se verá...
sábado, julho 13, 2013
ADEUS, BANA!
As minhas referências vão, aos poucos, com a sua partida, me lembrando da minha mortalidade, já tão perto do seu pronunciamento...
KANTA´L UM DUET KU CIZE TO KI BU TCHIGA LÂ...
ULTIMATUM?
NÁAAA!
Uma proclamação, para ser transparente, clarificadora, incisiva, definitiva, irrevogável, mobilizadora, tem de ser capaz de pôr as condicionantes argumentáveis num ghetto, género - É assim ou sopas!
E quando se tem a legalidade e a legitimidade constitucionais e democráticas a sustentá - la, a viabilidade e a força para a defender mormente junto de quem as atribuiu, mais se deplora a contingentação que aflora o discurso da presidência da República.
O discurso do P. da República já teve todas as interpretações que a sua abrangência tornou possível, como tem sido hábito nos discursos da Presidência do Portugal democrático; basta lembrar os discursos herméticos do Eanes, Sampaio e nomeadamente os discursos cavaquistas anteriores.
Cavaco tem uma interpretação restritiva e minimalista dos poderes da Presidência num estado semi - presidencialista e age em conformidade.
Os acontecimentos decorrentes da demissão de Gaspar e do Portas, com interpretações pessoais e amplas das suas funções e do que sejam os interesses nacionais terão sido um choque que o fez abandonar o low-profile e... agir, tendo em conta que...
O condicionalismo histórico com que se depara o país tem sido a justificação pressionante sobre irrevogabilidades, das quais nenhum partido do chamado " arco do Poder " se pode alhear sob o risco de futuras penalizações eleitorais. Cavaco hoje só tem a temer o julgamento histórico e finalmente ousou aplicar uma das suas prerrogativas constitucionais - a magistratura de influência - , não já de apoio institucional à maioria eleita, cuja irresponsabilidade política testemunhou e deplorou mas de obrigar a um compromisso de salvação nacional aos directamente responsáveis pelo estado actual do país, TODOS os partidos políticos, nomeadamente o PS o PSD e o CDS. E... aparentemente, quer ficar de fora até ser obrigado, em 2014 a usar a bomba atómica, a dissolução da Assembleia da República, fazendo - se representar por um homem bom, denunciada que estará a sua parcialidade política.
Cometeu um erro político de estalo que foi o ter ostracizado, anti- democràticamente, diga - se, as forças sociais que pelo seu empenhamento mobilizador e social são capazes de sabotar soluções que as relega à insignificância, assim como as interpretações próprias sobre o país, a troika e a UE e forçar ou tentar forçar as lideranças partidárias, mormente o PS, ao engajamento total com as suas teses.
Terá o actual líder do PS, Seguro, capacidade de escapar às armadilhas e às sub-reptícias culpabilizações futuras que o discurso de Cavaco endossa ao partido?
Convenhamos e sejamos sinceros - o discurso do P.R. surpreendeu - me, pela imprevisibilidade...
Ninguém diria...
Uma proclamação, para ser transparente, clarificadora, incisiva, definitiva, irrevogável, mobilizadora, tem de ser capaz de pôr as condicionantes argumentáveis num ghetto, género - É assim ou sopas!
E quando se tem a legalidade e a legitimidade constitucionais e democráticas a sustentá - la, a viabilidade e a força para a defender mormente junto de quem as atribuiu, mais se deplora a contingentação que aflora o discurso da presidência da República.
O discurso do P. da República já teve todas as interpretações que a sua abrangência tornou possível, como tem sido hábito nos discursos da Presidência do Portugal democrático; basta lembrar os discursos herméticos do Eanes, Sampaio e nomeadamente os discursos cavaquistas anteriores.
Cavaco tem uma interpretação restritiva e minimalista dos poderes da Presidência num estado semi - presidencialista e age em conformidade.
Os acontecimentos decorrentes da demissão de Gaspar e do Portas, com interpretações pessoais e amplas das suas funções e do que sejam os interesses nacionais terão sido um choque que o fez abandonar o low-profile e... agir, tendo em conta que...
O condicionalismo histórico com que se depara o país tem sido a justificação pressionante sobre irrevogabilidades, das quais nenhum partido do chamado " arco do Poder " se pode alhear sob o risco de futuras penalizações eleitorais. Cavaco hoje só tem a temer o julgamento histórico e finalmente ousou aplicar uma das suas prerrogativas constitucionais - a magistratura de influência - , não já de apoio institucional à maioria eleita, cuja irresponsabilidade política testemunhou e deplorou mas de obrigar a um compromisso de salvação nacional aos directamente responsáveis pelo estado actual do país, TODOS os partidos políticos, nomeadamente o PS o PSD e o CDS. E... aparentemente, quer ficar de fora até ser obrigado, em 2014 a usar a bomba atómica, a dissolução da Assembleia da República, fazendo - se representar por um homem bom, denunciada que estará a sua parcialidade política.
Cometeu um erro político de estalo que foi o ter ostracizado, anti- democràticamente, diga - se, as forças sociais que pelo seu empenhamento mobilizador e social são capazes de sabotar soluções que as relega à insignificância, assim como as interpretações próprias sobre o país, a troika e a UE e forçar ou tentar forçar as lideranças partidárias, mormente o PS, ao engajamento total com as suas teses.
Terá o actual líder do PS, Seguro, capacidade de escapar às armadilhas e às sub-reptícias culpabilizações futuras que o discurso de Cavaco endossa ao partido?
Convenhamos e sejamos sinceros - o discurso do P.R. surpreendeu - me, pela imprevisibilidade...
Ninguém diria...
quarta-feira, julho 10, 2013
OUCHHH!
Atreveu - se e pensou que tinha agarrado o PS pelos t.....s, comprometendo - o institucionalmente às porcarias protagonizadas pela coligação que ele suporta institucionalmente ; acontece que escureceu definitivamente, como mau político, o cenário nacional ao comprar uma guerra com o PS.
Nada mais posso adiantar, por ora, já que não ouvi na íntegra a declaração do P.R.; gravei - a. Irei ouvi - la com a atenção devida e botarei falatório, então.
Até lá, estou perplexo, como, apesar das palavras, o PSD e o CDS se devem estar a sentir.
O que ouvi do Alberto Martins já nos deu uma ideia da caldeirada que vem aí...
EMINÊNCIA PARDA?...
Não o creio...
Passos Coelho, precisou sempre de uma presença tutelar a que a sua debilidade, cultura e densidade políticas deixaram um espaço de afirmação fàcilmente entrevisto por quem com ele trabalha de perto.
Foi assim com Relvas, posteriormente com Gaspar e agora com Portas.
Especialistas de nada foram bons coordenadores do executivo, dos quais o exemplo mais gritante terá sido o anterior P. Ministro, José Sócrates. A sua preparação política, autoridade, conhecimento da governação e dos dossiers, que lhe permitiram " ganhar " todos os debates na Assembleia da República, associado a uma positividade e modernidade estimáveis fizeram dele um dos melhores líderes governamentais e partidários em Portugal e, se tivesse tempo, sê- lo -ia na burrocrata UE actual.
O hábito não faz o monge, diz o povo, e no caso do actual Premier, nunca lhe terá servido, por razões conhecidas a que o estado actual da política governamental atesta.
Portas não me é admirável mas tem uma inteligência política capaz, pragmática, fria e racionalizada, dentro dos parâmetros da ideologia que professa. A prova está no seu trajecto e do partido que lidera.
Veremos se terá uma voz na Europa. Para todos os efeitos ainda não o conhecem. E se Portugal colher benefícios acrescidos que lhe permitam dar a volta à degradação social, económica e quiçá financeira actual, então que governe a eminência parda... até ao fim da legislatura, caso mais que provável, já que parece que nada abala as leituras e convicções institucionais do presidente da República.
terça-feira, julho 09, 2013
A DEMOCRACIA INTERROGADA (2)
2013 - EGIPTO
Este senhor chama - se Moahamed Mursi. Tinha sido eleito Presidente da República do Egipto. É um político islâmico, foi - o antes de ser eleito e não deixou de o ser para exercer o cargo para que foi eleito DEMOCRÁTICAMENTE, segundo as nossas configurações globalizadas e a crença do povo que nele votou no encerramento do processo que levou à queda do ditador Mubarak e o fim do regime de excepção que manietou o povo egípcio por décadas.
Recebeu há dias um ultimato do exército, (sim o mesmo que cedeu perante a pressão popular e consagrou a queda do antigo líder... ) que lhe exige a demissão, ou... tornava - se o braço armado do povo que contesta Mursi nas ruas. Como não se demitiu, houve um golpe de estado(!!!???) e eu a pensar que o Estado, representado por Mursi é que estava a ser golpeado.
E começou uma guerra civil com o beneplácito e apoio do Ocidente.
Golpe de estado? Qual carapuça!, indignam - se as democráticas chancelarias ocidentais e os SAUD`s " Temos de colaborar com todo aquele que esteja no poder " sintetiza, do alto do cinismo e hipocrisia do governo britânico, o sr.William Hague.
Acontece que nós sabemos do que se trata e estamos borrifando, correcto?
1992 ARGÉLIA
A FRENTE ISLÂMICA DE SALVAÇÃO ( FIS ) numas eleições democráticas ( exigimo - las, sempre, verdade?...) consegue 55% dos votos e o seu candidato à Presidência do país está à frente na corrida eleitoral e será o novo presidente da Argélia, um presidente islâmico, que professa o Islão.
Pânico nas chancelarias ocidentais e nos SAUD`s e o exército democrático argelino, representando o povo BOM da Argélia e com o alvará dos protectores, começa uma guerra civil contra a democracia.
Resultado? 150 mil mortes, tanto do lado BOM como do outro.
Quantos serão no Egipto? Quantos estão a ser no Iraque e no Afeganistão? Quantos estão a ser no Sudão? Quantos estão a ser na Síria?
E... Quantos estão a ser trucidados na República islâmica do Irão?
Fica novamente a pergunta: - Até onde cabe, no regular funcionamento das instituições democráticas, o comportamento popular, do Bom e do Mau povo, em rejeição à política dos seus governos?
Qual a escala de aferição?
PS - DECLARAÇÃO DE INTERESSE, não vá o diabo tecê - las, ou o PRISM.
SOU RACIONALISTA E ATEU, VALEU?
Este senhor chama - se Moahamed Mursi. Tinha sido eleito Presidente da República do Egipto. É um político islâmico, foi - o antes de ser eleito e não deixou de o ser para exercer o cargo para que foi eleito DEMOCRÁTICAMENTE, segundo as nossas configurações globalizadas e a crença do povo que nele votou no encerramento do processo que levou à queda do ditador Mubarak e o fim do regime de excepção que manietou o povo egípcio por décadas.
Recebeu há dias um ultimato do exército, (sim o mesmo que cedeu perante a pressão popular e consagrou a queda do antigo líder... ) que lhe exige a demissão, ou... tornava - se o braço armado do povo que contesta Mursi nas ruas. Como não se demitiu, houve um golpe de estado(!!!???) e eu a pensar que o Estado, representado por Mursi é que estava a ser golpeado.
E começou uma guerra civil com o beneplácito e apoio do Ocidente.
Golpe de estado? Qual carapuça!, indignam - se as democráticas chancelarias ocidentais e os SAUD`s " Temos de colaborar com todo aquele que esteja no poder " sintetiza, do alto do cinismo e hipocrisia do governo britânico, o sr.William Hague.
Acontece que nós sabemos do que se trata e estamos borrifando, correcto?
1992 ARGÉLIA
A FRENTE ISLÂMICA DE SALVAÇÃO ( FIS ) numas eleições democráticas ( exigimo - las, sempre, verdade?...) consegue 55% dos votos e o seu candidato à Presidência do país está à frente na corrida eleitoral e será o novo presidente da Argélia, um presidente islâmico, que professa o Islão.
Pânico nas chancelarias ocidentais e nos SAUD`s e o exército democrático argelino, representando o povo BOM da Argélia e com o alvará dos protectores, começa uma guerra civil contra a democracia.
Resultado? 150 mil mortes, tanto do lado BOM como do outro.
Quantos serão no Egipto? Quantos estão a ser no Iraque e no Afeganistão? Quantos estão a ser no Sudão? Quantos estão a ser na Síria?
E... Quantos estão a ser trucidados na República islâmica do Irão?
Fica novamente a pergunta: - Até onde cabe, no regular funcionamento das instituições democráticas, o comportamento popular, do Bom e do Mau povo, em rejeição à política dos seus governos?
Qual a escala de aferição?
PS - DECLARAÇÃO DE INTERESSE, não vá o diabo tecê - las, ou o PRISM.
SOU RACIONALISTA E ATEU, VALEU?
segunda-feira, julho 08, 2013
CONVENHAMOS...
Não creio que o presidente da República se abalance a sacudir a famigerada estabilidade política. Cavaco é um institucionalista da ordem, do " regular " funcionamento das ditas, um burocrata cumpridor e que funciona como um funcionário. Os cargos políticos que exerceu e exerce hoje, nomeadamente a Presidência do Conselho de Ministros e a Presidência da República obteve - os por uma consequência insanável da cultura política do século XX marcada indelèvelmente por um ectoplasma político chamado Salazar apoiado por uma Igreja demissionária, colaborante até à cumplicidade activa, na formatação de um povo que desgraçadamente se deixou rever e ser representado pelo linfatismo provinciano de uma elite capturada.
Indo contra a corrente do linchamento público de Portas, de quem compreendi as razões POLÍTICAS da demissão antes de se perspectivar, agora, as vantagens acrescidas e as razões estratégicas, minto, tácticas, do abanar do pântano em que se estava a transformar a coligação, acredito que... as razões nunca foram pessoais, bem pelo contrário. Só se enganou no adjectivo e na cor carregada da tinta para assustar o Coelho...
Era evidente para Portas, quase ao milímetro, as reacções transtornadas, o pânico mediático, a esperada pressão do CDS, a paralisia do Presidente da República e a incapacidade e força política do parceiro da coligação para ter qualquer outro tipo de démarches que não o que ele previu.
Acertou em tudo e ... convenhamos, sai por cima e o país, inopinadamente, ganha uma liderança política onde deve e não uma burocracia em continuidade e eleita coisíssima nenhuma...
Já agora, visto que o Presidente se está borrifando para os meus conselhos, quero ver a continuação do filme com os novos stunts remodelados coercívamente.
Já agora, deixo uma pergunta : Até onde cabe, no regular funcionamento das instituições, o comportamento popular em rejeição à política dos seus governantes? Qual a escala de medição?
Indo contra a corrente do linchamento público de Portas, de quem compreendi as razões POLÍTICAS da demissão antes de se perspectivar, agora, as vantagens acrescidas e as razões estratégicas, minto, tácticas, do abanar do pântano em que se estava a transformar a coligação, acredito que... as razões nunca foram pessoais, bem pelo contrário. Só se enganou no adjectivo e na cor carregada da tinta para assustar o Coelho...
Era evidente para Portas, quase ao milímetro, as reacções transtornadas, o pânico mediático, a esperada pressão do CDS, a paralisia do Presidente da República e a incapacidade e força política do parceiro da coligação para ter qualquer outro tipo de démarches que não o que ele previu.
Acertou em tudo e ... convenhamos, sai por cima e o país, inopinadamente, ganha uma liderança política onde deve e não uma burocracia em continuidade e eleita coisíssima nenhuma...
Já agora, visto que o Presidente se está borrifando para os meus conselhos, quero ver a continuação do filme com os novos stunts remodelados coercívamente.
Já agora, deixo uma pergunta : Até onde cabe, no regular funcionamento das instituições, o comportamento popular em rejeição à política dos seus governantes? Qual a escala de medição?
quarta-feira, julho 03, 2013
AO SR. PRESIDENTE, A.CAVACO SILVA
DEITE ABAIXO ESTE GOVERNO!
Sugiro - lhe um Governo de iniciativa presidencial e dou sugestões... As minhas razões ancoram - se no perfil dos convidados e as necessidades do país.
P. Ministro -- RUI RIO
M. Finanças FRANCISCO LOUÇÃ
M. Economia PIRES DE LIMA
M. N. Estrangeiros ANA GOMES
M. S.Social/Emprego BERNARDINO SOARES
M. da Saúde PAULO MACEDO
M. da Agricultura BAIÃO HORTA
M. Obras Públicas HELENA ROSETA
M. da Defesa LOUREIRO dos SANTOS
M. da Educação M. LURDES RODRIGUES
M. da Justiça ANTÓNIO COSTA
M. dos Transp./Energia TEIXEIRA dos SANTOS
Aposto que com um mês para prepararem um programa operativo e contundente face a todos os condicionalismos exigidos do exterior e do interior, surdo e autocrata, o país era capaz de se safar. É claro que a responsabilidade de dirigir o Conselho de Ministros será sua. Ainda tem legitimidade e legalidade para o fazer, sem mencionar o DEVER actuante que o país aplaudiria.E quando falo do país refiro - me à maioria da sua população.
A Democracia e o País agradeceriam...
IRREALISTA, EU !!!???
ADENDA - É evidente que à Banca e às grandes corporações, nomeadamente a Banca, nacional e internacional que esteve na origem ( está sempre... ) desta nova crise e forçaram os resgate com a perspectiva, como veio a acontecer, de se recapitalizarem à custa dos contribuintes, não lhes interessa, de maneira nenhuma a suspensão, mesmo que temporária, da obscena corrente que lhes vai enchendo, quase sem esforço próprio, para lá da pressão política, os cofres, SEMPRE EM NOME DO INTERESSE NACIONAL, pois claro!
O sr. sabe disso, não sabe?
Sugiro - lhe um Governo de iniciativa presidencial e dou sugestões... As minhas razões ancoram - se no perfil dos convidados e as necessidades do país.
P. Ministro -- RUI RIO
M. Finanças FRANCISCO LOUÇÃ
M. Economia PIRES DE LIMA
M. N. Estrangeiros ANA GOMES
M. S.Social/Emprego BERNARDINO SOARES
M. da Saúde PAULO MACEDO
M. da Agricultura BAIÃO HORTA
M. Obras Públicas HELENA ROSETA
M. da Defesa LOUREIRO dos SANTOS
M. da Educação M. LURDES RODRIGUES
M. da Justiça ANTÓNIO COSTA
M. dos Transp./Energia TEIXEIRA dos SANTOS
Aposto que com um mês para prepararem um programa operativo e contundente face a todos os condicionalismos exigidos do exterior e do interior, surdo e autocrata, o país era capaz de se safar. É claro que a responsabilidade de dirigir o Conselho de Ministros será sua. Ainda tem legitimidade e legalidade para o fazer, sem mencionar o DEVER actuante que o país aplaudiria.E quando falo do país refiro - me à maioria da sua população.
A Democracia e o País agradeceriam...
IRREALISTA, EU !!!???
ADENDA - É evidente que à Banca e às grandes corporações, nomeadamente a Banca, nacional e internacional que esteve na origem ( está sempre... ) desta nova crise e forçaram os resgate com a perspectiva, como veio a acontecer, de se recapitalizarem à custa dos contribuintes, não lhes interessa, de maneira nenhuma a suspensão, mesmo que temporária, da obscena corrente que lhes vai enchendo, quase sem esforço próprio, para lá da pressão política, os cofres, SEMPRE EM NOME DO INTERESSE NACIONAL, pois claro!
O sr. sabe disso, não sabe?
ET TU, BRUTE ?...
...,Estará entretanto a ruminar em Berlim, decerto com muita solidariedade europeia, o Presidente do Conselho de Ministros de Portugal, o sr. Passos Coelho, com o trambolhão que desequilibrou, aparentemente de vez, o Governo, com a debandagem do Gaspar e agora do parceiro da coligação, Paulo Portas.
Excelente a capacidade de resposta , ia dizer política, partidária revelada na sua mensagem ao país, não deixando que a saída à francesa do seu parceiro da coligação lhe deixasse o ónus de acarretar sózinho com a responsabilidade da queda do governo por demissão própria.. Foi, neste caso, bem aconselhado na resposta a dar.
Por outro lado, confesso que tenho dificuldades, como observador neutro que baste, de ajuizar com argumentos apoiados políticamente da bondade ou falta dela do gesto dramático de ruptura por parte do líder do CDS, abandonando uma coligação onde muitas vezes se sentiu como um mal necessário de cujo contributo dispensável fez agora a leitura decisiva.
Terá sido a correcta?
Em termos individuais foi - o certamente. E o CDS, o que pensará disso? A ver vamos.
Entretanto, já não há como escapar, Belém já está a arder...
Excelente a capacidade de resposta , ia dizer política, partidária revelada na sua mensagem ao país, não deixando que a saída à francesa do seu parceiro da coligação lhe deixasse o ónus de acarretar sózinho com a responsabilidade da queda do governo por demissão própria.. Foi, neste caso, bem aconselhado na resposta a dar.
Por outro lado, confesso que tenho dificuldades, como observador neutro que baste, de ajuizar com argumentos apoiados políticamente da bondade ou falta dela do gesto dramático de ruptura por parte do líder do CDS, abandonando uma coligação onde muitas vezes se sentiu como um mal necessário de cujo contributo dispensável fez agora a leitura decisiva.
Terá sido a correcta?
Em termos individuais foi - o certamente. E o CDS, o que pensará disso? A ver vamos.
Entretanto, já não há como escapar, Belém já está a arder...
segunda-feira, julho 01, 2013
AUF WIDERSEHEN, GASPAR!
" Não dever nada a ninguém ", pelo menos em Portugal, vulgaridade suprema para F. Savater, teve a sua tradução e citação no ex - ministro das Finanças de Portugal quando num arroubo de independência política e funcional enfatizou - " Eu não fui eleito coisíssima nenhuma ", traduzindo a ausência, como cabeça do Governo de quaisquer eventuais satisfações a dar aos eleitores. A haver, elas seriam, por força das circunstâncias, dadas à exterioridade, também ela não- eleita - à troika.
Não admira que, segundo a leitura feita à carta de demissão, tivessem sido exactamente os mecanismos de controlo democrático, nomeadamente o Tribunal Constitucional, a estar na origem das dúvidas e finalmente, da demissão de um pseudo - iluminado que falhou tudo o que na sua acção política(!!!!???) exigiria a uma previsibilidade racionalizada, que se revelou uma ida às bruxas.
Para ser sincero, quase se poderia lamentar o seu afastamento do escrutínio dos portugueses, já que de regresso eventual a Bruxelas ou Frankfurt a sua previsível audição como conselheiro das receitas a impôr a países sob resgate será no mínimo... surreal.
De qualquer maneira, boa - viagem de regresso!
domingo, junho 30, 2013
Ausência forçada
... e, por isso, um pedido de desculpas para os meus poucos leitores que me acompanham neste pensar alto transposto para aqui, sem pretensão outra do que a natureza humana obriga à reflexão permanente.
Muita coisa aconteceu, entretanto, e como a pena em mim antecipa, por puro prazer e espontaneidade,o teclado, há por aí uma resma de coisas prontas a virem cá parar.
Até lá...
Muita coisa aconteceu, entretanto, e como a pena em mim antecipa, por puro prazer e espontaneidade,o teclado, há por aí uma resma de coisas prontas a virem cá parar.
Até lá...
terça-feira, junho 25, 2013
A DEMOCRACIA INTERROGADA
COMO FOI POSSÍVEL?
Como foi possível a substituição do anterior Executivo liderado por Sócrates, por ISTO, por este Comité de Falência'
Como foi possível, à Fenprof, à CGTP, ao PCP e ao Bloco terem substituído o outro governo, ao não terem aprovado o PEC4 e não terem estimado políticamente o eventual, na sua errática e dogmática avaliação, mal menor, do regate e da receita do FMI, do BCE e da Comissão europeia? Incompetência política?
É - me impossível a desvalorização desse " jogo democrático " e dos seus intérpretes na regressão previsível que Passos Coelho, estribado no seu fantástico curriculum de gestor, iria protagonizar e a acéfala demolição programada do que do melhor tinha sido feito em Portugal a nível educativo, social, investigação científica, combate à pobreza e de saúde pública.
Dando de barato que é de todo impossível, para o cidadão comum, o escrutínio da governação como um todo harmónico conduzido por uma estratégia ( de bem-comum, ou não serve para NADA, senão estorvar... ) e que a visão da podridão ética de alguns dos seus elementos acabe por caracterizar o todo, é inaceitável que as estruturas oposicionistas de esquerda, por puro oportunismo político e dogmatismo partidário pontuem as políticas nacionais com barbaridades tácticas como o foi a criação de uma união nacional com o Bloco e o PCP a sustentarem a mais violenta oposição feita a um chefe de governo socialista levando o País ao resgate pela troika.
Observando o que se passou na Turquia e hoje no Brasil, interrogo - me que se a opinião pública em Portugal não estivesse, por sua vez, tão enquadrada, arregimentada e abandonada aos donos das manifestações de rua, controlando filistinamente as ondas de repúdio a conta - gotas, segundo os seus interesses partidários, a sua função não seria mais contundente e audível do que as sazonais e previsíveis demarches da CGTP e... infinitamente mais autênticas na sua espontaneidade, como esta...
E... olhando para o PS, cujo auto - assumido direito de ser a alternativa governativa está reduzido hoje, a uma repartição de boys e de burocratas políticos e nula, em substância e rasgo político e acutilâncias programáticas, em compasso gelatinoso e papagueante, enquanto a outra repartição do arco - governativo lhe vai aplanando o serviço que a sua cobardia política actual agradece, temo que a regressão veio para ficar e o pântano visado por Guterres se vai tornando mais fétido.
A ambivalência com que olho, hoje com mais cinismo do que nunca, sem culpa própria, para o cinismo da população votante, manifestante, xingado até ao tutano, que configura o País, magoa - me nas minhas convicções democráticas e isso chateia - me à brava e se há coisa de que não preciso do Poder é um cafuné hipócrita e manipulador.
Como foi possível a substituição do anterior Executivo liderado por Sócrates, por ISTO, por este Comité de Falência'
Como foi possível, à Fenprof, à CGTP, ao PCP e ao Bloco terem substituído o outro governo, ao não terem aprovado o PEC4 e não terem estimado políticamente o eventual, na sua errática e dogmática avaliação, mal menor, do regate e da receita do FMI, do BCE e da Comissão europeia? Incompetência política?
É - me impossível a desvalorização desse " jogo democrático " e dos seus intérpretes na regressão previsível que Passos Coelho, estribado no seu fantástico curriculum de gestor, iria protagonizar e a acéfala demolição programada do que do melhor tinha sido feito em Portugal a nível educativo, social, investigação científica, combate à pobreza e de saúde pública.
Dando de barato que é de todo impossível, para o cidadão comum, o escrutínio da governação como um todo harmónico conduzido por uma estratégia ( de bem-comum, ou não serve para NADA, senão estorvar... ) e que a visão da podridão ética de alguns dos seus elementos acabe por caracterizar o todo, é inaceitável que as estruturas oposicionistas de esquerda, por puro oportunismo político e dogmatismo partidário pontuem as políticas nacionais com barbaridades tácticas como o foi a criação de uma união nacional com o Bloco e o PCP a sustentarem a mais violenta oposição feita a um chefe de governo socialista levando o País ao resgate pela troika.
Observando o que se passou na Turquia e hoje no Brasil, interrogo - me que se a opinião pública em Portugal não estivesse, por sua vez, tão enquadrada, arregimentada e abandonada aos donos das manifestações de rua, controlando filistinamente as ondas de repúdio a conta - gotas, segundo os seus interesses partidários, a sua função não seria mais contundente e audível do que as sazonais e previsíveis demarches da CGTP e... infinitamente mais autênticas na sua espontaneidade, como esta...
E... olhando para o PS, cujo auto - assumido direito de ser a alternativa governativa está reduzido hoje, a uma repartição de boys e de burocratas políticos e nula, em substância e rasgo político e acutilâncias programáticas, em compasso gelatinoso e papagueante, enquanto a outra repartição do arco - governativo lhe vai aplanando o serviço que a sua cobardia política actual agradece, temo que a regressão veio para ficar e o pântano visado por Guterres se vai tornando mais fétido.
A ambivalência com que olho, hoje com mais cinismo do que nunca, sem culpa própria, para o cinismo da população votante, manifestante, xingado até ao tutano, que configura o País, magoa - me nas minhas convicções democráticas e isso chateia - me à brava e se há coisa de que não preciso do Poder é um cafuné hipócrita e manipulador.
quinta-feira, junho 20, 2013
VALE TUDO?...
... Pergunta o inefável comentador Sr. Ramos no Expresso da semana passada, chocado com as visões do historiador Rui Ramos sobre o País.
Não, não vale tudo! Em Democracia não vale tudo.
TODOS OS LÍDERES FASCISTAS DO SÉCULO VINTE FORAM ELEITOS DEMOCRÁTICAMENTE. O QUE É QUE ISSO NOS ENSINOU?
SABEMOS e o historiador também sabe que a democracia formal e não essencial, presa nos seus dogmas funcionais quando confrontada na negatividade das consequências das acções dos seus representantes simbólicos bunkerizados no Parlamento ( chamada sede de Democracia e eu a pensar que estaria essencialmente no seu suporte..., o povo, já agora votante... ) tende a confundir legalidade com legitimidade, coisa essa que só o cumprimento das promessas contratualizadas nas campanhas eleitorais exige, suporta; caso contrário há um desvirtuamento contratual de essência da legitimidade outorgada pelo Voto para governar.
Não fosse assim e teríamos, de quatro em quatro anos, demolições permanentes do edifício construído pelas legitimidades e legalidades dos anteriores Governos e, tão certo como os tijolos, alguns deles notáveis e virtuosos dos governos Sócrates, estão a ser sacados do edifício Estado, pertença, é bom não esquecer, do Povo, amanhã, com o previsível governo-Seguro, acontecerá o mesmo.
Não, não vale tudo. Essa impunidade legal que o controlo do Poder, formalmente maioritário, por 4 anos não é, não pode ser considerado legítimo quando não é exercido, com ajustes pontuais e não contrabandeados, nos moldes acordados entre os candidatos e os votantes.
É conhecido o papel reservado às oposições no Parlamento e as improcedências das suas críticas e formulações legais junto do Poder executivo, seja ele qual for. E qual o papel do Votante?
" UIVAR ", BERRAR, VOCIFERAR o que se passa CÁ FORA no país real e legítimo aos doridos ouvidos do Poder e da sua corte as consequências perniciosas do que os cidadãos e não súbditos, estão a sofrer com as suas democráticas medidas, como se a sua imanação lhe desse esse carácter e ela não a fosse buscar na sua justiça.
Esse desprezo recorrente manifestado nos indexantes com que o sr. Ramos acopla às resistências democráticas faz apelo a um Pacto de Silêncio em redor das preclaras inteligências nacionais hoje no Poder e chantageia - nos com um suposto desconhecimento histórico do que estaria para vir se o Governo caísse. A má - fé é evidente e o historiador Rui Ramos sabe - o, sabe - o tanto como sabe que o futuro faz - se, não com identidades históricas fixas, pior, com regressões civilizacionais que, objectivamente, ESTE governo lidera. A reforma do Estado não pode passar por aí, está social, económica, ética e financeiramente ERRADO.
É isso que mudou em Mário Soares, sr. Ramos, já que pergunta... Não foram as circunstâncias históricas mas sim a sua perspectiva do TODO, do alto da experiência da sua Vida plena, da sabedoria não académica enriquecida de dentro para fora e de fora para dentro e que lhe permite uma visão não sectária e históricamente enquadrada do país que ele tão bem conhece. Sai, se possível, mais enobrecido nesse enriquecimento pessoal e político.
Não, em democracia não vale tudo e se tiver de valer, que a alma não seja pequena como aquela que hoje nos guia porque será preciso uma outra, aquela do poeta, e se tiver de valer tudo será feito..., hoje ou daqui a dois anos quando a ilegitimidade for ilegalizada.
E donde virá essa soberania?
Não, não vale tudo! Em Democracia não vale tudo.
TODOS OS LÍDERES FASCISTAS DO SÉCULO VINTE FORAM ELEITOS DEMOCRÁTICAMENTE. O QUE É QUE ISSO NOS ENSINOU?
SABEMOS e o historiador também sabe que a democracia formal e não essencial, presa nos seus dogmas funcionais quando confrontada na negatividade das consequências das acções dos seus representantes simbólicos bunkerizados no Parlamento ( chamada sede de Democracia e eu a pensar que estaria essencialmente no seu suporte..., o povo, já agora votante... ) tende a confundir legalidade com legitimidade, coisa essa que só o cumprimento das promessas contratualizadas nas campanhas eleitorais exige, suporta; caso contrário há um desvirtuamento contratual de essência da legitimidade outorgada pelo Voto para governar.
Não fosse assim e teríamos, de quatro em quatro anos, demolições permanentes do edifício construído pelas legitimidades e legalidades dos anteriores Governos e, tão certo como os tijolos, alguns deles notáveis e virtuosos dos governos Sócrates, estão a ser sacados do edifício Estado, pertença, é bom não esquecer, do Povo, amanhã, com o previsível governo-Seguro, acontecerá o mesmo.
Não, não vale tudo. Essa impunidade legal que o controlo do Poder, formalmente maioritário, por 4 anos não é, não pode ser considerado legítimo quando não é exercido, com ajustes pontuais e não contrabandeados, nos moldes acordados entre os candidatos e os votantes.
É conhecido o papel reservado às oposições no Parlamento e as improcedências das suas críticas e formulações legais junto do Poder executivo, seja ele qual for. E qual o papel do Votante?
" UIVAR ", BERRAR, VOCIFERAR o que se passa CÁ FORA no país real e legítimo aos doridos ouvidos do Poder e da sua corte as consequências perniciosas do que os cidadãos e não súbditos, estão a sofrer com as suas democráticas medidas, como se a sua imanação lhe desse esse carácter e ela não a fosse buscar na sua justiça.
Esse desprezo recorrente manifestado nos indexantes com que o sr. Ramos acopla às resistências democráticas faz apelo a um Pacto de Silêncio em redor das preclaras inteligências nacionais hoje no Poder e chantageia - nos com um suposto desconhecimento histórico do que estaria para vir se o Governo caísse. A má - fé é evidente e o historiador Rui Ramos sabe - o, sabe - o tanto como sabe que o futuro faz - se, não com identidades históricas fixas, pior, com regressões civilizacionais que, objectivamente, ESTE governo lidera. A reforma do Estado não pode passar por aí, está social, económica, ética e financeiramente ERRADO.
É isso que mudou em Mário Soares, sr. Ramos, já que pergunta... Não foram as circunstâncias históricas mas sim a sua perspectiva do TODO, do alto da experiência da sua Vida plena, da sabedoria não académica enriquecida de dentro para fora e de fora para dentro e que lhe permite uma visão não sectária e históricamente enquadrada do país que ele tão bem conhece. Sai, se possível, mais enobrecido nesse enriquecimento pessoal e político.
Não, em democracia não vale tudo e se tiver de valer, que a alma não seja pequena como aquela que hoje nos guia porque será preciso uma outra, aquela do poeta, e se tiver de valer tudo será feito..., hoje ou daqui a dois anos quando a ilegitimidade for ilegalizada.
E donde virá essa soberania?
domingo, junho 16, 2013
FIM DE EMISSÃO...
E.RT. - TELEVISÃO GREGA
BEM..., para aquilo que tenho chamado de tiques fascistas isso já está a ultrapassar a fase maníaca e a entrar na fase operacional sem que se oiça de outros governos europeus uma única palavra de estremecimento... Pagarão caro, evidentemente, como a história do século XX e as cobardias e racionalizações com que enfrentaram a subida, em nome da democracia, claro, dos fascismos europeus, nos deveria ter ensinado.
Todas as análises partem de pressupostos, que à partida, se não houver má - fé, contêm um fundo de verosimilhança lógica ( os sofismas também o têm...) que obnubilia o Todo e afasta, neste caso, o dado mais importrante a reter - a liberdade de informação e a incompetência geral a mascarar uma agenda oculta - a privatização da E.R.T.. (RTP )
Se a ERT (RTP) " era escandalosamente cara, ineficaz, opaca e carecia de uma reestruturação urgente ", como espantosa e acintosamente foi caracterizada uma suposta realidade à luz dos pressupostos analíticos de H. Monteiro no Expresso de hoje, a justificar o layoff, desvalorizando a brutalidade da medida, mais, justificando -a como " não condenável no estrito senso democrático ", extrapolemos as urgências democráticas para a totalidade dos estados em falência económica e financeira e caiamos na supressão iluminada da democracia, o Fascismo, puro e duro para acabar de vez com o enfado da elite com a resistência da ralé, revisitando Mussolini, que dizia que o fascismo era (é - o ainda em muitas cabeças nos governos... ) o horror da vida confortável..., nossa , naturalmente, já que ao que se chama elite, sempre se sentiu confortável com o povo à distância segura de modo a não se informar da contundência da sua incompetência, da venal ganância e da cobardia física e intelectual.
Quem vê ainda com simpatia ou lançou um olhar de possibilidade sobre os " períodos ditatoriais limitados " do tempo dos romanos aceita, naturalmente como boa tese a regressão genérica a que estão obrigados os estados do sul da Europa, em nome da salvação do BEM-MAIOR, naturalmente... E o resto do país?
Acontece que se a vasta informação de hoje sobre o mundo não aconselha os governos proto - fascistas a não utilizar o músculo na governação, irá lembrar, mais tarde ou cedo, aos seus povos, que o PUNHO deles é mais contundente... e com resultados funestos.
É que hoje, em Portugal pelo menos, quem não souber ou conseguir governar em democracia, com ou sem crise, sem utilizar métodos fascistas, corre o risco de ser tomado à letra com as consequências devidas.
A saudade dos portugueses pelo BOTAS não é assim tanta como gostariam...
BEM..., para aquilo que tenho chamado de tiques fascistas isso já está a ultrapassar a fase maníaca e a entrar na fase operacional sem que se oiça de outros governos europeus uma única palavra de estremecimento... Pagarão caro, evidentemente, como a história do século XX e as cobardias e racionalizações com que enfrentaram a subida, em nome da democracia, claro, dos fascismos europeus, nos deveria ter ensinado.
Todas as análises partem de pressupostos, que à partida, se não houver má - fé, contêm um fundo de verosimilhança lógica ( os sofismas também o têm...) que obnubilia o Todo e afasta, neste caso, o dado mais importrante a reter - a liberdade de informação e a incompetência geral a mascarar uma agenda oculta - a privatização da E.R.T.. (RTP )
Se a ERT (RTP) " era escandalosamente cara, ineficaz, opaca e carecia de uma reestruturação urgente ", como espantosa e acintosamente foi caracterizada uma suposta realidade à luz dos pressupostos analíticos de H. Monteiro no Expresso de hoje, a justificar o layoff, desvalorizando a brutalidade da medida, mais, justificando -a como " não condenável no estrito senso democrático ", extrapolemos as urgências democráticas para a totalidade dos estados em falência económica e financeira e caiamos na supressão iluminada da democracia, o Fascismo, puro e duro para acabar de vez com o enfado da elite com a resistência da ralé, revisitando Mussolini, que dizia que o fascismo era (é - o ainda em muitas cabeças nos governos... ) o horror da vida confortável..., nossa , naturalmente, já que ao que se chama elite, sempre se sentiu confortável com o povo à distância segura de modo a não se informar da contundência da sua incompetência, da venal ganância e da cobardia física e intelectual.
Quem vê ainda com simpatia ou lançou um olhar de possibilidade sobre os " períodos ditatoriais limitados " do tempo dos romanos aceita, naturalmente como boa tese a regressão genérica a que estão obrigados os estados do sul da Europa, em nome da salvação do BEM-MAIOR, naturalmente... E o resto do país?
Acontece que se a vasta informação de hoje sobre o mundo não aconselha os governos proto - fascistas a não utilizar o músculo na governação, irá lembrar, mais tarde ou cedo, aos seus povos, que o PUNHO deles é mais contundente... e com resultados funestos.
É que hoje, em Portugal pelo menos, quem não souber ou conseguir governar em democracia, com ou sem crise, sem utilizar métodos fascistas, corre o risco de ser tomado à letra com as consequências devidas.
A saudade dos portugueses pelo BOTAS não é assim tanta como gostariam...
quinta-feira, junho 13, 2013
PRISM
VAFFANCULO!!!
What a deception...!
A segurança ( de que nível?... ) tem um preço, naturalmente...
A nível pessoal, evidentemente, da minha condição física, da minha capacidade de antecipar as ameaças, da minha acuidade racional de as analisar, do sopesamento das suas consequências e dos riscos inerentes à sua supressão e das avaliações das consequências das minhas acções preventivas.
Extrapolemos, pois, a nível nacional, com o ajoujamento lógico dos parâmetros em análise e... pasme - se com a responsabilidade interiorizada por qualquer Estado de prover à sua efectiva consumação.
Tudo bem. Acontece que há limites...
Acontece que o preço a pagar, quando se extravasam os limites da decência ( what a fuck!!!) tem por sua vez um PREÇO que a promiscuidade venal ( pela formulação possível e pela proximidade) do mal menor versus bem maior desvaloriza em vibração uníssona, tende a ser relativizado, apelando à nossa bestialidade civilizada versus os Outros, fora da nossa zona de conforto, de vizinhança próxima ou longínqua.
O espaço de ingenuidade acoplado à civilidade não - temente é necessáriamente um risco assumido e tácitamente aceite em qualquer comunidade humana. Brandi -lo é uma reverberação hipócrita que opõe a parte ao todo.
De aplaudir a denúncia do PRISM ( what a deception, OBAMA!!!...) pelo que configura de uma manobra fascista de controlo dos cidadãos e a limitação do seu espaço privado e da sua liberdade que a Democracia deveria consagrar.
What a deception...!
A segurança ( de que nível?... ) tem um preço, naturalmente...
A nível pessoal, evidentemente, da minha condição física, da minha capacidade de antecipar as ameaças, da minha acuidade racional de as analisar, do sopesamento das suas consequências e dos riscos inerentes à sua supressão e das avaliações das consequências das minhas acções preventivas.
Extrapolemos, pois, a nível nacional, com o ajoujamento lógico dos parâmetros em análise e... pasme - se com a responsabilidade interiorizada por qualquer Estado de prover à sua efectiva consumação.
Tudo bem. Acontece que há limites...
Acontece que o preço a pagar, quando se extravasam os limites da decência ( what a fuck!!!) tem por sua vez um PREÇO que a promiscuidade venal ( pela formulação possível e pela proximidade) do mal menor versus bem maior desvaloriza em vibração uníssona, tende a ser relativizado, apelando à nossa bestialidade civilizada versus os Outros, fora da nossa zona de conforto, de vizinhança próxima ou longínqua.
O espaço de ingenuidade acoplado à civilidade não - temente é necessáriamente um risco assumido e tácitamente aceite em qualquer comunidade humana. Brandi -lo é uma reverberação hipócrita que opõe a parte ao todo.
De aplaudir a denúncia do PRISM ( what a deception, OBAMA!!!...) pelo que configura de uma manobra fascista de controlo dos cidadãos e a limitação do seu espaço privado e da sua liberdade que a Democracia deveria consagrar.
D'A ELITE DO REGIME IX
MR. NYET
THE SELF - MAN LEADER
As formidáveis conquistas ( posses ) que o sistema capitalista permitiu a méritos e ganhos individuais, à luz dos pressupostos que enformam o sistema, têm sido o maior adversário da utopia comunista e o travão obstaculizante da interpretação da felicidade colectiva, de cujos meios os espectaculares avanços científicos e... ia dizer económicos..., financeiros, têm produzido.
A natureza humana, pois, é a barreira que o atavismo biológico contrapõe ao programa das Utopias.
No PCP do Jerónimo de Sousa não há espaço para opções revogáveis, que a posse do dinheiro como avatar de todas as possibilidades do humano, permite. A desconstrução dos valores iluministas que a modernidade desfocou em prol da ganância como exercício anti-tédio e da desvalorização da relação trabalho/riqueza, desonerando o individual e o seu contributo de mérito, formatou uma mentalidade à qual aos apelos utópicos responde com cinismo indisfarçável.
A repugnância com que, inevitàvelmente, a contenção democrática suscita junto da vanguarda comunista, abandonada que foi a luta armada, espraia - se em melancolia, resistência e manifestações civilizadas, objectivamente desvalorizadas pelo Poder como formalismos inultrapassáveis do ritual democrático.
Fortificado no bunker das convicções e do dogmatismo, o PCP não faz alianças e seria ridículo que as fizesse, renegando a mater que o sustenta e a praxis que o move.
Partido do NÃO, cumpre o seu destino histórico de NÃO HÁ ALTERNATIVAS...
O Homem e as suas circunstâncias, refém avesso das armadilhas dos historicismos que o querem definir dogmáticamente, também conhece a imprecação - NÃO!
Este NÃO prende -se ao acoplamento funesto, até hoje não desmascarado, pós - URSS, da Liberdade versus Ideologia.
Jerónimo de Sousa não é o líder com capacidade de esvaziar essa má relação que os Poderes exibem triunfantes em contra - argumentação e a que chamam O fim da História.
Adenda em 2/7: É evidente que a Ideologia referida acima seria a comunista, mas nada obsta a que seja qualquer uma...
quarta-feira, junho 12, 2013
MADIBA
Aos poucos, vai - se apagando a única e última para mim, referência moral que o século XX me deu a conhecer.
É evidente que quero acreditar que o mundo restrito dos meus " conhecimentos ", públicos e privados, leva - me a pecar por ignorância, mas num planeta em que os méritos humanistas são criados, vendidos e esbanjados pelos Media, perdoe - se - me essa arrogância tão informada, que a Aldeia que habito unanimaniza.
A morte antecipada de Mandela já me deixa órfão.
sexta-feira, junho 07, 2013
INFERIÇÕES TARDIAS...
Patéticos os descontrolos que a " salganhada " herdada dos USA e dos seus criminosos exercícios neo - liberais pós - crash 1973 e a mais recente hecatombe, estão a provocar na UE.
A resposta encontrada para a subida do preço do petróleo foi a desregulação financeira e a livre circulação do capital financeiro com os Estados, em demolição, no papel de observador neutro da liberdade dos " doers ".
Como foi possível a interiorização cúmplice de tanto cinismo e de tanta malfeitoria? Não pela fé no controlo da natureza humana e no seu bom - senso, certamente.
A " receita " dos memorandos de resgate ( arrepio - me sempre que me vejo perante o significado dessa condição... ) está hoje a ser posta em causa com um atraso assassino de dois anos.
Os resultados negativos que começaram a surgir na Grécia, da sua aplicação acéfala, tiveram por cá - NÓS NÃO SOMOS COMO A GRÉCIA,... lembram - se? mesquinhos arrufos com a comparação, dada a nossa incomparável capacidade de encaixe e fé nos salvadores ungidos, Gaspar e Coelho.
A única razão por que o FMI se está a descolar da receita prende - se com a inevitabilidade de renegociação das dívidas e a previsível perda de biliões por parte dos seus investidores.
Atirar o odioso da situação que ameaça sériamente a economia da zona euro para cima da Comissão Europeia visa únicamente salvaguardar Lagarde, já que de facto não houve erros mas sim uma estratégia e uma agenda troikiana que foi longe de mais.
Rasgadas hoje em Portugal as vestes da convicção, o Governo já não prevê, espera que..., atitude mais do que prudente onde as decisões vêm de fora e onde a dúvida substituiu a Fé como ideologia de resgate. Vem tarde, pois na fé perdida é mais fácil, quando assim tão abalada, partir para a descrença do que para a retoma.
Que fazer? Não a manutenção do laissez - faire, laissez passer, já que se tem revelado mais um campo de biologia que da Política. O que é bom para... confesso que desconheço os alvos compatíveis..., não o é, como a realidade reiteradamente nos ilumina quase até ao desvario, para as comunidades SAPIENS, como os bosquímanes o sabem.
Uma nova abordagem, não grandes teorias de intervenção, que faça com que a Aldeia Global o venha a ser, com pequenos passos de coesão sociológicamente efectivos que permitam e orientem a teorização económica, financeira, educacional e política no sentido de uma harmonização pacífica na espécie.
Chamem - lhe um metassocialismo ou um socioliberalismo, como queiram. O que interessa será o conteúdo que universalize o conceito e o pacifique.
Uma nova UTOPIA precisará sempre de uma sistematização que só a Educação dará lastro e continuidade que permitirá assolar o CINISMO POLÍTICO monstruoso que deu à luz no século passado e que ameaça eternizar - se.
INTELECTUAIS DE TODO O MUNDO, UNI - VOS E MEREÇAM OS ATRIBUTOS QUE VOS TITULAM! IDEIAS PRECISAM - SE!
A resposta encontrada para a subida do preço do petróleo foi a desregulação financeira e a livre circulação do capital financeiro com os Estados, em demolição, no papel de observador neutro da liberdade dos " doers ".
Como foi possível a interiorização cúmplice de tanto cinismo e de tanta malfeitoria? Não pela fé no controlo da natureza humana e no seu bom - senso, certamente.
A " receita " dos memorandos de resgate ( arrepio - me sempre que me vejo perante o significado dessa condição... ) está hoje a ser posta em causa com um atraso assassino de dois anos.
Os resultados negativos que começaram a surgir na Grécia, da sua aplicação acéfala, tiveram por cá - NÓS NÃO SOMOS COMO A GRÉCIA,... lembram - se? mesquinhos arrufos com a comparação, dada a nossa incomparável capacidade de encaixe e fé nos salvadores ungidos, Gaspar e Coelho.
A única razão por que o FMI se está a descolar da receita prende - se com a inevitabilidade de renegociação das dívidas e a previsível perda de biliões por parte dos seus investidores.
Atirar o odioso da situação que ameaça sériamente a economia da zona euro para cima da Comissão Europeia visa únicamente salvaguardar Lagarde, já que de facto não houve erros mas sim uma estratégia e uma agenda troikiana que foi longe de mais.
Rasgadas hoje em Portugal as vestes da convicção, o Governo já não prevê, espera que..., atitude mais do que prudente onde as decisões vêm de fora e onde a dúvida substituiu a Fé como ideologia de resgate. Vem tarde, pois na fé perdida é mais fácil, quando assim tão abalada, partir para a descrença do que para a retoma.
Que fazer? Não a manutenção do laissez - faire, laissez passer, já que se tem revelado mais um campo de biologia que da Política. O que é bom para... confesso que desconheço os alvos compatíveis..., não o é, como a realidade reiteradamente nos ilumina quase até ao desvario, para as comunidades SAPIENS, como os bosquímanes o sabem.
Uma nova abordagem, não grandes teorias de intervenção, que faça com que a Aldeia Global o venha a ser, com pequenos passos de coesão sociológicamente efectivos que permitam e orientem a teorização económica, financeira, educacional e política no sentido de uma harmonização pacífica na espécie.
Chamem - lhe um metassocialismo ou um socioliberalismo, como queiram. O que interessa será o conteúdo que universalize o conceito e o pacifique.
Uma nova UTOPIA precisará sempre de uma sistematização que só a Educação dará lastro e continuidade que permitirá assolar o CINISMO POLÍTICO monstruoso que deu à luz no século passado e que ameaça eternizar - se.
INTELECTUAIS DE TODO O MUNDO, UNI - VOS E MEREÇAM OS ATRIBUTOS QUE VOS TITULAM! IDEIAS PRECISAM - SE!
sábado, junho 01, 2013
D'A EVA...
... VERSUS FILOSOFIA
" Quando não se quer produzir longas narrativas históricas recorre - se a um pequeno mito que condensa o essencial em imagens " - Sloterdijk
O mito da Eva é o mais poderoso alguma vez contado sobre a perdição do homem. De maneira que...
O amor da sageza e a perda do baixo - ventre, ainda segundo o nosso filósofo, com a perda da energização, transformou a Filosofia numa organização de eunucos, enfatiza sarcásticamente Sloterdijk in Crítica da Razão Cínica.
A contradição anteposta sempre se alimentou desde Sócrates e a sua máxima, - De qualquer maneira casa - te; se tiveres a sorte de ter uma boa mulher, serás feliz, se não serás filósofo - do seu infortúnio masoquista.
Com o decorrer dos séculos, a própria história amorosa dos grandes filósofos parece ter dado razão a Sócrates. De Kant, celibatário convicto, a Nietzsche, de Schopenhauer a Byron, passando pela excepção semi - feliz de Russel, a realidade contraditória parece confirmar o que no fim de contas não passa do trivial no relacionamento de duas espécies cujo encontro é mediado pela Natureza com um fim único - a Sobrevivência - que a complexidade racional teima em RACIONALIZAR, passe a redundância.
A aparente contradição enunciada e a causalidade antevista no esvaziamento necessário(?) das pulsões sexuais ( naturais) quando em confronto com o amor da sageza, que as compensaria, remete - nos a uma conclusão perversa, que as imagens de Sócrates e Xantipa, Aristóteles e Phyllis,( citados pelo autor ) parecem caucionar.
Por outro lado, o aparente desprezo ( frustração ) a que o feminino como objecto de pesquisa parece votado nas reflexões das grandes referências filosóficas parece fundamentar, à partida, o falhanço da ousadia de , em confronto com uma realidade tão concreta, tão referencial, tão apetecível, tão desejada, tão natural como as provocações que suscita, contrariar a impotência da demanda na procura da explicação última.
Sobram no entanto, de todos os filósofos e pensadores avulsos, os aforismos e as máximas redutoras da condensação em preconceitos, da preguiça que denuncia a insegurança visceral no confronto com a origem tão pouco misteriosa do SER.
De puta à mãe, balança aferidora das nuances que o eu masculino voluntáriamente manipula resta o mundo do nosso deslumbramento, do nosso fascínio e da nossa, porque nunca satisfeita, IMPOTÊNCIA, não necessàriamente eunuca.
É que a sua capacidade de receber está para além da nossa capacidade de dar, tão sómente, e isso pesa... às almas generosas...
Cinismo ou Kinismo, vá -se lá saber...
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