quarta-feira, agosto 05, 2015

VAMOS LÁ VER ISSO...


                                                                        António Costa

Interpelado, na entrevista que concedeu ao " I ", o secretário - geral do P.S., eventualmente, caso venha a ganhar as eleições legislativas, o futuro Primeiro - Ministro do país, sobre as críticas de camaradas do partido sobre o seu distanciamento ostensivo sobre o caso Sócrates, considerado como uma falta grosseira de solidariedade devida, não importando, evidentemente, eventuais condenações ou absolvições, produziu uma das mais curiosas proclamações políticas que me foi dado a conhecer.

Disse que... " Já tenho idade suficiente para me preocupar pouco sobre o que os outros pensam a meu respeito. Ajo como penso que devo agir e respondo exclusivamente perante a minha consciência.. "

Absolutamente de acordo, como cidadão que sou, e faço minhas as suas palavras, NESSA particular condição e circunstância de como indivíduo, a minha prestação de contas tem interlocutores restritos - a minha família, - e explicações, também elas restritas - aos meus amigos. 
Acontece que A. Costa é um político, uma figura pública que TEM, de, OBRIGATÓRIAMENTE  prestar contas ao País, aos cidadãos, aos seus camaradas e aos simpatizantes do seu partido, que não deveriam esgotar - se nos seus determinismos axiológicos, nomeadamente as ditadas pela sua consciência, ou então está numa actividade errónea.
O refúgio em justificações morais ( porque é disso que se trata... ) remete - nos, como diria Savater,  a confundir a reflexão ética com a procura de justificações judiciais para sancionar uma conduta, como tem feito, até ver, o Ministério Público e, numa interpretação livre, o próprio.

O cidadão não precisa de orientações de consciência por parte de um político. Exige - lhe, isso sim, competência,  deontologia e noção clara da sua condição de prover ao bem - estar dos seus governados. O que Costa pensa como cidadão só interessará ao seu circulo restrito.
Convinha que não confundisse a interpenetração dessa dualidade e a usasse com mais assertividade.




sábado, agosto 01, 2015

NA " MOUCHE "...

                                                             
                                                                    Saragoça da Matta

Saragoça da Matta, advogado, tem feito uma ponderação analítica notável do estado da Justiça, feita pelos e para os Homens, em Democracia e, nomeadamente, não só nos seus aspectos formativos e teóricos, como práticos e instrumentais pelo que, na sua essência ética, a deveria distinguir, virtuosamente, dos outros braços do Poder.

A razão, sempre empática e interesseira, com que o sigo no " I " prende -se com a aprendizagem, misto de confirmação do que sobre a matéria me tenho debruçado por força da ditadura dos meus neurónios e da assertividade madura com que desmistifica a " pureza ", improvável, num espaço habitado por homens e mulheres que decidem, na formação das suas " convicções judiciais " com todo o peso da sua história pessoal.

Não é a primeira vez que trago aqui o meu cepticismo sobre a Justiça, hoje aplicada por intérpretes imaturos, enredados numa rede opaca e manhosa de um tecido legislativo permeável a toda a espécie de interpretações que dão sustento a sociedades hermenêuticas de decifração do que deveria ser e... Deus, é, claro e límpido na consciência de qualquer sapiens adulto - a noção do Bem e o Mal.

É oca, diz Saragoça, a "... afirmação da confiança no, supostamente, " sereno " processo de formação de convicções no julgamento judicial de casos mediáticos " e eu sublinho por baixo... e , nessa perspectiva, cabemos TODOS, teóricamente, 
E permito - me recordar, para os desatentos, a opinião de um projectado aspirante ao mais elevado cargo da República, o  da Presidência, de seu nome Rui Rio, ex - autarca do Porto, sobre o mais mediatizado e justificado, caso nacional - o caso Sócrates - .
Por mim, mais coisa menos coisa, disse ele,.. acho e sublinho, ACHO, que ele é culpado. E pergunto - me, dada a mediatização indutiva e alarvemente induzida do caso na opinião pública, se estarei a ser JUSTO.  na minha apreciação pessoal.

Rio, não é um cidadão qualquer e permite -se um julgamento pessoal e primário, como todos nós. Acontece que à Justiça exigimos outros parâmetros de avaliação sobre o que, supostamente tomamos por adquirido e verdadeiro  e, eventualmente,  sobrepujando a maldosa,  vingativa , manipulação e indução mediática. sobre o que aos cidadãos é dado a " conhecer ".

Extrapolando, para a generalidade da população, consegue - se perceber que não aceitar a " impureza " da Justiça e a subjectividade inultrapassável nos julgamentos em que a PROVA inequívoca não tenha sido dada a conhecer na acusação, deveria ser a racionalidade exigível, o cepticismo, não necessáriamente cínico, em relação à Justiça democrática, a manter - se muito atento às corruptelas que o edifício burrocrático tem alimentado.

Saragoça da Matta é um jurista, eu não, contudo, as suas preocupações parecem - me de um cidadão atento e são minhas ainda antes de ele ter nascido.
E tem o meu apoio nessas preocupações sem idade...

quarta-feira, julho 29, 2015

TÍTULOS DA SEMANA


ANTÓNIO COSTA

O líder do Partido Socialista Português reassumiu - se como chefe do partido, na linha da tradição lusa de haja quem mande, num espaço que deveria primar pelo consenso, debate e unidade.
Que tenha ganho inimigos políticos onde havia adversários ideológicos, foi um facto.
Fácil e consensual deveria ser a renovação das listas num partido que se diz plural, na sua representação nacional perante o País. Não aconteceu.

Aplaude - se o refreshment, não a contundência, que irá desmobilizar muita veterania para os combates políticos que se avizinham. 
A Política é uma arte que não se esgota no tecnicismo calculista e uniformizador. Saiba o líder do P.S. ter isso sempre presente.


CAVACO SILVA

Discurso equilibrado e... neutro, partidáriamente, o que foi uma raridade; de tão repetido nas suas linhas essenciais, assume laivos de um paternalismo insuportável pelo que de responsabilidade perante o País tenta monopolizar a preocupação.
Em vez de continuar a mandar recados aos líderes partidários, nomeadamente ao Centrão, deveria, como é do dever que o povo lhe atribuiu, falar directa e principalmente para a nação, que perante a oblíqua desresponsabilização ou indiferença pela sua intuída  inépcia, vá - se lá saber, na sua participação DECISIVA na criação de condições de governamentalidade,  deveria EXIGIR aos proponentes da governação uma clara definição de futuros consensos ou compromissos governamentais, JÁ, antes das eleições.
Ou isso é, hoje, uma irrelevância democrática?


PAULO PORTAS

Devolvido o cumprimento gestual, vamos ao que interessa...
O florentino líder do C.D.S., parceiro do P.S.D. na Coligação da Troyka que tem governado o País, continua a marcar diferenças no panorama político luso. Hoje, a sua intervenção pública, desde a irrevogabilidade manhosa, pontua - se pela pose neutra de estadista e... facilitador de negócios pelo mundo fora.
Entretanto, nos intervalos das viagens, vai editando a verborreia incontida e determinada de Passos Coelho, corrigindo - lhe as mentiras, moderando - lhe os ímpetos autistas na descrição de um País que só existe... na sua cabeça.
Pelo caminho, o silêncio total do partido que chefia, tentando passar entre os pingos da borrasca que ameaça pôr a sua representação parlamentar num... TÁXI.

terça-feira, julho 28, 2015

( continuando... o EXPRESSOANDO... )

" A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO "

A grande maquinação " arquitectada " por Martin Avillez Figueiredo no " Expresso " passado não está nada, mas mesmo nada mal pensada. Toda a narrativa estratégica esboçada pelo cronista sobre o que está(ria)(rá) por detrás da cortina da grande representação operática épico-trágica, passem as reverberações conceituais, grega plus U.E., é, nos tempos mistificadores de hoje, plausível.

Para nós, terá passado a face da tragédia em projecção, literal e metafórica, com o eminente, melhor, eminente colapso de um país, de uma nação, no que à sua economia e finanças diziam respeito, com o seu cortejo de misérias associadas, perante o Mal, representado pela intransigência europeia capitaneada pelos interesses da Alemanha e associados, quando, afinal o  espectáculo seria dirigido a uma única personagem - o sr. MERCADO.

" Não há saída para a crise de alguns países europeus sem uma reestruturação das suas dívidas soberanas... Nenhuma estratégia está a produzir os resultados esperados, o que deixa a Europa sem saber o que fazer...Ou cortar dívida de forma transparente, o que, nesse caso, os deixaria nas mãos invisíveis dos mercados... "
Como sair disto? pergunta o cronista conspirador -  .. . " Criando um cenário de colapso de tal forma terrível que até os mercados prefiram uma limpeza de dívida às claras em vez das consequências inesperadas de uma guerra civil ou de uma Europa de novo separada entre o oriente e o ocidente... "

Fabuloso maquiavelismo político por detrás da cortina por parte de QUEM, a não ser de quem segura os cordelinhos, versus, a cena enquadrada para a geral.
E eis - nos remetidos a Platão...
O interessante em tudo isto é o estado de espírito dos habitantes da caverna, após a falsa iluminação que o palco mediático produziu.
Por mim, o choque da ESTUPIDEZ, ensaiada ou real,  que diáriamente era exibida pela elite europeia foi - me mais insuportável que Maquiavel.

Para o cronista, essa suposta conspiração não devolveu a ESTUPIDEZ ao lugar da Ignorância, a nossa, e prefere o palco sob as luzes dos holofotes.

E, a Coligação no poder em Portugal e o seu presidente, também, infelizmente, pensam o mesmo.

quarta-feira, julho 22, 2015

" EXPRESSOANDO ..."

DITADURA DOMÉSTICA

As férias escolares deverão ser, quando não coincidem com as dos progenitores, um dos períodos mais " stressantes " para os avós, na sua reanimação dos alertas com os putos que lhes ficam em guarda.
Na parte que nos toca nesse universo, cá em casa, com três netas, tem sido... avassalador. Todas as rotinas e sub - rotinas que foram readaptadas à reforma profissional foram literalmente mandadas às urtigas, que o tempo e o modo a elas pertencem, autocráticamente.
A música, a literatura, a televisão, o cinema, a vida lá fora... ocupam os débeis pontos mortos na ditadura das cachopas, quando não vão, pura e simplesmente para a prateleira dos adiados. Mesmo os telejornais, pontualmente seguidos, de soslaio, à hora das refeições acabam por ser gravados para mais tarde.
BENDITO CANSAÇO, este de assistir e, na medida do possível, partilhar do seu torvelinho de vida...

Bem, vamos ao " Expressoando ", tendo como guia a dantes religiosa leitura dos sábados de manhã - o Expresso -  que só abri, HOJE.

PRESIDENCIAIS

Nos U.S.A. já vão em dezassete os candidatos republicanos à sucessão de Obama. Caramba! devem ter pensado, se ele o conseguiu, por que não eu?
Por aqui, mais circunspectos, a cifra anda longe da dos norte - americanos mas está a mexer, pelo menos em putativos candidatos que os Media vão projectando para a opinião pública.
No Partido Socialista repete - se a indefinição, que a projecção de um apoio declarado só após as legislativas, permite e dá azo a toda a espécie de intrigas, divisionismo, ajuste de contas, e sei lá que mais. Por mim, já não há volta a dar; ou apoiam o Nóvoa ou teremos um vencedor da Direita. Maria de Belém, com os meus respeitos, será uma candidatura de ajuste de contas e... divisionista.
Sampaio da Nóvoa assume - se de Esquerda e isso tem incomodado a ala burocrática do P.S..No mínimo estranho e se calhar, nem por isso.
No meio de tanta aritmética a politização da campanha, encetada talvez involuntáriamente por Nóvoa e para um lugar sem nomeação e para o qual é preciso ir à luta e convencer os portugueses, não com programas mas com uma visão estratégica donde partirá uma magistratura de influência, o candidato está bem posicionado e na primeira linha do apoio maioritário da Esquerda.

Aliás, o mesmo se está a passar na coligação da Direita, que tem lidado, tão canhestra como o P.S,  um calculismo tal que, perante o seu possível candidato vencedor e também calculista e cerebralmente um dos políticos mais arejados da nossa praça - Marcelo Rebelo de Sousa,tem vindo a alimentar o ódio de estimação de Passos Coelho, enquanto olha para o lado suspirando pela candidatura de Rui Rio, ex - autarca do Porto, um tecno - burocrata temperamental e... muito pouco dado a... consensos.
Santana Lopes, um ex - líder do PSD continua a ser o menino no berço...

( continuaremos..., a ditadura, lembram - se ? )

quinta-feira, julho 16, 2015

NÓS

ÁGUAS SOBREVIVENTES

Nem cães nem lua, nem o eco dum
outro,
enquanto na descida
os passos vão sendo cada vez mais
ajuizados
e o juízo é o medo e o medo uma
curta ciência
que cada vez mais se inclina.

Fala em  sabedoria quem é velho por
fora
e semeou por dentro
um campo de águas férreas,
seguras nas dobradiças dos dias,
águas de mel e de chumbo,
comparáveis, mantidas na própria
música,
as águas sobreviventes.

Nem luas nem cães, nem mesmo o sol
que sempre se adiantarão sábios os que
a cada palavra apetecida em fruta,
nada caminha assim, tão devagar no
juízo,
pela grande inclinação
que é a vida.

São sábios os que trazem os seus
animais à trela,
à beira do conduto, uns servem os
outros,
e nessa servidão a cegueira passa a
ser uma dádiva,
são homéricas por dentro as águas
férreas
e a vida é essa ilha perdida entre o
mel
e o chumbo.

ARMANDO SILVA CARVALHO

domingo, julho 12, 2015

U. E. / GRÉCIA

UFFF!!!

Já só há adultos na sala...

" NÓS NÃO CAPITULAREMOS. NUNCA! PODEMOS PERDER, MAS LEVAREMOS O MUNDO CONNOSCO " - HITLER 1945

" OU AVANÇAMOS TODOS JUNTOS OU CAÍMOS TODOS JUNTOS " - TSIPRAS

BRAVO!

sexta-feira, julho 10, 2015

A MERCEARIA DO BAIRRO






Com esta safra de funcionários que actualmente se encontram à frente dos destinos da U.E o projecto europeu tem os dias contados, com ou sem Grécia.

Se como diz Dietrich Schwanitz - Na Europa há muita coisa que foi inventada duas vezes, a primeira vez na Grécia, concretamente em Atenas e a segunda vez na aurora da Idade Moderna, por exmplo a Democracia, o Teatro e também a Filosofia, - eis - nos chegados ao tempo de reinvenções, nomeadamente na Democracia e, helas, na Filosofia.

A resposta ao OXI grego foi, como se esperava da cristalização mental e política ancorada em Bruxelas, clara e cristalina. - NÃO, NÃO GOSTÁMOS DO VOTO DOS GREGOS contra a manutenção das nossas imposições.
Se a eleição do Syrisa - um escândalo mentecapto,  na visão  da Burrocracia do Directório europeu -,  já tinha dado suficientes informações ( desprezadas liminarmente, é certo... ) que o poder do dinheiro e a chantagem política seria sempre vista como uma afronta , a reafirmação de resistência ao diktat alemão, referenciada pela sua Banca e pela ganância insaciável dos agiotas, eufemísticamente chamados pomposamente investidores, no referendo passado, foi também ela exemplar e cristalina.

Magnífica foi a interpretação do povo grego sobre o sentido não só simbólico mas substantivo da sua pertença a um espaço sobre o qual lançou luzes de humanismo e racionalidade, em oposição à morte anunciada da Democracia a favor da Plutocracia  e  Burrocracia, um espaço onde a Esquerda Europeia, satelizada, capturada voluntáriamente pelo discurso e pose do Directório da Direita no poder, hoje, na Europa se fica por lamúrias contra um radicalismo inexistente, enquanto cavalga alegremente a sua falsa representação ideológica no statu quo.

QUE FAZER COM O NÃO GREGO?


A POLÍTICA, se não estivesse hoje na mão de merceeiros e caixeiros- viajantes, saberia, nas mãos de estadistas, o que fazer e as consequências virtuosas a tirar dessa enorme prova de coragem DEMOCRÁTICA dada por um povo, obrigado, humilhantemente, a mendigar, meu Deus! pela EUROPA.
A Grécia, através do seu governo democráticamente eleito, capitulará à força da chantagem; o povo grego como se sabe, da sua História até hoje, Jamais! Porém, a sua memória histórica registará fundo esses anos de opróbrio.


terça-feira, julho 07, 2015

SIMPLESMENTE, MARIA...

                                                                 
                                                                 MARIA BARROSO
Morreu hoje uma portuguesa ilustre!
Acompanho na sua dor outro português ilustre, de seu nome Dr. Mário Soares, seu companheiro de luta contra o fascismo português e pela dignidade dos povos.

AS MINHAS HOMENAGENS!

domingo, julho 05, 2015

OXI


UMA MANEIRA OUTRA DE DIZER NÃO !

A Democracia sem embustes e em condições de inqualificável chantagem por parte das Instituições da U.E., aconteceu na Grécia pela segunda vez num curto espaço de tempo a reafirmar a desilusão grega com os políticos que a governam de fora e aqueles que a governaram nas últimas décadas.

Veremos que tipo de consequências será sobreavaliada pelos actuais detentores do Poder na U.E. e isso também nos permitirá uma visão cristalina do seu compromisso com os princípios fundadores da União Europeia.

quinta-feira, julho 02, 2015

BLACKMAIL!


MAIS AUSTERIDADE?

NEIN! NON! NO! NÃO!

E SE MAIS MODOS DE DIZER NÃO HOUVESSEM... NÃO, DEFINITIVAMENTE, NÃO!

sábado, junho 27, 2015

UMA ENTREVISTA...

... BUROCRÁTICAMENTE RESPONSÁVEL E... SÓLIDA...


... MAS POLÍTICAMENTE INSOSSA

Lamentávelmente, o líder ( aonde é que pára o P.S.?) da oposição socialista ainda não encontrou o tom certo da mobilização " revanchista " contra a troyka nacional composta por Cavaco,Passos e Portas. Tem sido tudo muito mole, muito budista e institucional.

Confundir civilidade, usar dela com políticos do cariz desses contra quem combate, em tempos de surda cólera a que NENHUMA manifestação pública de massas afectas ou simpatizantes do seu partido deu VOZ e representação nacional sob o alibi de " fora de moda " , está na raíz da fraqueza eleitoral que o P.S. tem exibido em sucessivas sondagens.
Até pode ser que venha a aprender alguma coisa, no que à sua virtude o líder da Direita reaccionária marcará na diferença seráfica que irá exibir quando for brevemente entrevistado.

HURRAH, GRÉCIA!


Alexis Tsipras

UM DIREITO, UM DEVER E UM EXERCÍCIO DEMOCRÁTICO...
... será a proposição de um referendo aos gregos sobre a aceitação ou a  recusa das condições em imposição da U.E. e do FMI nas negociações, ora interrompidas, entre o Governo grego ( é bom não esquecer a legitimidade da sua representação nacional... ) e aquelas instituições, na formatação político - financeira da condições do pagamento da sua dívida.

Passando, tangencialmente, pelas responsabilidades objectivamente atribuíveis às políticas gregas suportadas e alimentadas pela U.E. e pela FMI, enquanto lhe foram favoráveis em benefício da Banca e dos Investidores da Alemanha, Países Baixos, Dinamarca, Finlândia e oportunistas de ocasião, o que resta, em análise, perante a parede em que a Grécia se vê encostada. será uma decisão nacional.
Desconheço os contornos da pergunta que vai ser feita pela Assembleia grega para o Referendo Nacional mas não deverá andar muito longe desta -
VALE A PENA CONTINUAR A PERTENCER A ESTE ESPAÇO POLÍTICO - FINANCEIRO?

A Estupidez, quando se exercita ao nível de uma Instituição, como deveria ser a U.E., só pode ser classificada como uma categoria (i)moral, em reflexão da decadência e abandono dos princípios fundadores da União Europeia, hoje capturada por um monstruoso edifício Burrocrático que a maioria reaccionária nos Centros de decisão soube transformar, com a apatia criminosa de uma falsa representação socialista, no Pensamento Único director das vontades, ontem democráticas, hoje conformistas, dos povos da U.E.

A palavra que me salta ao pensamento no dealbar deste século é DECADÊNCIA, político - cultural e ... humanista, em todas as faces com que esses marcadores civilizacionais se possam percepcionar. Um elemento comum perpassa nos interestícios dessas estruturas, julgávamos nós adquiridas e cimentadas como heranças históricas da Humanidade - a ausência da ÉTICA e, mais grave ainda, o desprezo moral pelas incomodidades suscitadas na consciência racional adulta.

Que a Grécia se bata pela sua dignidade ( uma revelação em desuso na burocracia mental de hoje... ) e felicidade do seu povo com os meios que tem ao seu dispôr - a DEMOCRACIA - será, brevemente, um exemplo a reter e a ... SEGUIR.



quarta-feira, junho 24, 2015

ROTUNDAS...

... SEM ESCAPATÓRIA?

O planeta está refém de uma entidade maléfica que o tem gerido globalmente - A CORPORAÇÃO   FINANCEIRA -  que através dos seus tentáculos aquisitórios e de controlo - o Mercado, a Bolsa, os Fundos de Investimento, etc,etc,etc, define todos os parâmetros, melhor, o Guia do Pensamento Único que repousa à cabeceira de quase TODOS os líderes, melhor, títeres políticos, que se  encontram, neste momento, à frente dos destinos dos povos e das nações.

É desoladora a percepção desse monstruoso edifício Burocrático pago a peso de ouro e de confortáveis cadeiras e prebendas a troco da cumplicidade com a Nova Ordem.
Os canais de circulação do Dinheiro são os Governos e as suas únicas políticas residentes são a Facilitação das condições de negociatas espoliadoras dos bens patrimoniais físicos e imateriais das nações, cujos povos em letargia quase demencial, numa estúpida crença que a História tem denunciado até ao desvario - a fé nas suas elites - continuam a aceitar em cada novas eleições de refreshment da recolecção predadora.

O materialismo tão tangível que atravessa toda a pirâmide social e sustentado na sua base pelas circunstâncias, já de sobrevivência, para onde foi remetida, acaba por criar, também aí, uma falsa compreensão do sistema que não a do seu repúdio racional.
Clamar por uma superação moral numa ausência de referências éticas exemplares no cartesianismo instrumental e pragmatizado em cada alma, por força da formidável conspiração mundial contra os povos e num espaço de exaustão imaginativa e grandeza conceptual é o que tem feito a única voz audível do planeta -  a do Papa Francisco - por um retorno às aspirações de decência no relacionamento do Homem com os Outros, consigo próprio e com a Natureza.

quarta-feira, junho 10, 2015

SÓCRATES...


José Sócrates

...E O NÃO ÀS GRILHETAS...

... Que um sistema judicial, discricionário, pelo que enforma de interpretação e convicções que não da leitura clara e transparente da LEI, lhe quis impôr, através da prisão domiciliária com pulseira electrónica, tem a minha mais viva solidariedade, compreensão e apoio. 
É que eu não esperaria menos do que isso de um carácter combativo como o do ex -  Primeiro Ministro de Portugal.
Ao " abandono " seráfico e institucional de que se vê votado pelo partido de que foi, um excelente líder, sob o alibi grosseiro de " despoluição " partidária, política, diz ingénuamente António Costa, Sócrates, que NÃO ESTÁ SÓZINHO neste combate judicial, de cujo alcance, sobre as dúvidas dos cidadãos da sua eventual culpabilidade nos crimes de que é indiciado, pelos Media ainda não está, por cobardia ou cálculo, assinalado, enfrenta uma Corporação poderosa que há já largos anos o quer abater. 

Nenhum Homem, em plena posse das suas faculdades intelectuais, aceita uma suspensão voluntária da sua liberdade e das seus direitos de cidadão, seja de que ordem ou qualidade, de ânimo leve. 
O abrandamento, em cedência, dessa prerrogativa pessoal em circunstâncias que o livre - arbítrio concede, é sempre um direito que só ao sujeito concerne.

Sócrates, pelo que se conhece públicamente do seu temperamento e carácter não poderia, nas circunstâncias em que se encontra, aceitar a proposta, hoje sabe - se, discricionária, que lhe foi endossada pelo Ministério Público sem esvaziar os falsos fundamentos da sua prisão preventiva e a tensão de alerta e combate contra a Corporação. É que nada de substancial seria acrescentado à sua posição de assumida revolta contra a humilhação encenada e levada, com laivos de mesquinhez, pessoal que não jurídica, a cabo.

ADIANTE...

" Despoluir " o debate político no caso em apreço? Como é isso possível? Como é possível reclamar de um processo estruturalmenbte político a que uma condição singular de um ex - Primeiro Ministro SOCIALISTA acusado por uma Corporação à qual  deu combate nos privilégios injustificados, o seu esvaziamento para a burocracia, vista como assépticamente PURA, a não ser por puro oportunismo político e grosseira e ofensiva desmarcação partidária?



quinta-feira, junho 04, 2015

FAREWELL, MISTER!

 "TRAIÇÕES " NO FUTEBOL? NONSENSE!


Ouvi dizer que o actual treinador do Benfica está de " malas aviadas " para o rival da Segunda Circular. As circunstâncias da sua saída do Benfica terão a sua explicação nos próximos dias. Entretanto, as reacções sobre esses desenvolvimentos estão aí, no mundo sportinguista e no do GLORIOSO.
Sinceramente, já que nunca fui um fã do treinador ( uma questão de carácter, meu e dele...) que não da Instituição e DA equipa de futebol que anualmente luta pelo prestígio do SLB, NADA de especialmente relevante tenho a dizer sobre o adeus.
 Por ora, fica por cá o registo... que sobre as " fantásticas " dívidas que, eventualmente, na sua cabeça, o Benfica tenha para com as tarefas que aí desempenhou, das palavras de Diamantino - " Com as condições, ao nível do plantel, que lhe foram dadas, deveria ter feito muuuuito mais ... "

segunda-feira, junho 01, 2015

AINDA O P.S...

RUPTURA OU EVOLUÇÃO NA CONTINUIDADE?

Peter Sloterdijk, filósofo alemão, reflectindo sobre o papel fulcral de Descartes no desmantelamento de uma longa época dominada por dogmas e absolutos religiosos, numa Ordem decretada por Deus e ferozmente defendida pelos seus ministros e universidades, vê na irredutibilidade cartesiana uma convicção inabalável e projecta - a numa frase contundente - Quem tem a força de um novo início já não pode travar um diálogo com os mortos -

A Austeridade é hoje a linha teológica do Ocidente, melhor da U.E. e como bem tem sido salientado, representa, sob uma capa ideológica envergonhada dos seus pressupostos éticamente reprováveis, uma transferência democrática, jurídicamente ordinária, de recursos de uma classe para outra.


Se no capitalismo industrial do século XX o processo dessa transferência se fazia através da exploração do Trabalho de uma classe socialmente retratada no proletariado e nos assalariados agrícolas, na captação das mais - valias resultantes da sua actividade a troco de miseráveis salários, hoje, em plena era tecnológica, perante as modificações sociais que a ascensão das classes trabalhadoras através das suas conquistas reivindicativas e, principalmente, pelo acesso à Educação ( um privilégio burguês, então... ) refinou - se a investida sistémica, do controlo pelo Poder do Dinheiro, como leit-motiv das sociedades.
Por um lado elitiza - se em complexidades formais e monetárias o acesso à Educação referencial de liderança, em contraponto à Educação Pública; por outro lado e através desse mecanismo transferencial de  competências, extrapolado às Universidades, tanto Públicas como Privadas, procede - se à reafirmação e solidificação teórico - prática do Pensamento Único nos futuros gestores, não só da coisa Pública como do resto.

Todo este edifício burro - tecnocrático abjura das outras maneiras de ver, de outros caminhos que ponham em causa o funcionamento da estrutura. É evidente que nesse monolitismo conceptual acabam sempre por se intrometer variáveis, que de menosprezadas pela irrelevância atribuídas e face à rigidez e previsibilidades auto -assumidas pelo mecanismo burocrático, acabam por deitar abaixo o Sistema em Crises recorrentes.

De auto - contricções piedosas e promessas de emenda, deixa - se assentar a poeira na ignorância diagnosticada do ZÉ e atribui - se aos monges instalados nos Governos títerizados e Instituições bancárias e políticas internacionais a cersedura do rasgão temporário através de, por exemplo, uma directiva chamada, em simplificação conceptual, AUSTERIDADE. 

Uma vez aceite, sob chantagem, as regras que a enformam e que objectivamente irão transformar o quadro normativo das relações estabelecidas pelas dinâmicas históricas nacionais e sub - reptíciamente alterar, em pontos chaves, os travões protectores dos desequilíbrios sociais que o Sistema gera, a Política vê - se aprisionada dentro e nos limites do - NÃO HÁ ALTERNATIVA - que o quadro pré - criado exige.

Posto perante este caderno de encargos, que pelo desprezo evidente que a montante e a juzante se vai revelando em relação à empregabilidade, à solidariedade social, a políticas públicas de reabilitação e estímulo da economia, da Educação, da Cultura, da Saúde, tudo em nome de uma racionalidade orçamental (r)estrita, o Governo em exercício em Portugal cumpriu com zelo e militância as directivas impostas pelo Centro director da U.E. Mais, aproveitando, como bons oportunistas - A Crise é uma oportunidade, dizem- o alibi externo das imposições, cavalgaram uma agenda , também ela oportunista e ideológicamente velhaca na demolição do estado social em construcção desde Abril.

( continua... )


domingo, maio 24, 2015

" EXPRESSEMOS ", POIS...

...EM  PREGUIÇA E COM UMA VÉNIA SEMANAL.

O " Expresso " é de longe o melhor jornal português e, pelo que conheço da Imprensa internacional, dos melhores do planeta. E conheço o suficiente para fazer comparações que não citações " narcisistas " e pedantes, na linha do provincianismo deslumbrado da nossa praça.

" ALTOS "


Pedro Santos Guerreiro, Director Executivo do " Expresso " é um caso exemplar de analista político-económico, que à sageza profissional acrescenta uma disponibilidade ético-política que se reflecte na assertividade das suas opiniões " expressas " semanalmente. Um desmascaramento límpido que ao olhar subjectivo e comprometido acresce a racionalidade ( Razão + Ética ) sobre as circunstâncias do real com que se confronta.
A realidade lusa tem -lhe oferecido muitos cenários de análise e a maturidade com que os aborda, é, para mim, notável, num tempo de " manhas e falsos prestígios... )
BRAVO!


.

PARTIDO SOCIALISTA


António Costa, líder oposicionista à coligação governamental portuguesa, parece trilhar um caminho de solidez propositiva no que às incontornáveis " promessas "eleitorais o seu programa TEM de projectar, num distanciamento necessário das políticas seguidas pelo Governo PSD/CDS.
A circunstância, por aqui referida, do paradoxo político da prática socialista dentro de um sistema que a combate e renega sem alterar os pressupostos que definem e defendem a sua manutenção em oposição declarada às idiossincracias que a querem subverter, será um nó- cego que estaremos aqui a ver como será desatado.
É que, na minha opinião, a Democracia deixou - se aprisionar nos limites que um sistema económico lhe impôs, em nome do fim de História e da avalanche globalizadora da circulação, sem controlo do Capital, com mais - valias obscenas na exacta proporção da pobreza galopante da maioria da população planetária.
Um abcesso purulento, potenciador das pulsões naturais, julgávamos nós, extirpado pelo Iluminismo, e que hoje ainda nos agride e regride a concepções medievais da harmonização do Homem com a sua natureza animal.
Uma armadilha a que só uma ruptura concepcional, política, pois claro, dará satisfação.
Como, entrementes, a Ruptura ainda não atingiu o ponto de rebuçado, os alibis pragmáticos da política ocidental relembra - nos que " uma andorinha não faz a Primavera " e... faz - se o que se pode.
Não é assim a Vida, afinal?

" BAIXOS "



O ex - D.D.T. ( dono disto tudo ) fez, em tempos de glória, inadevertidamente, um auto - retrato de si e do sistema que lho permitiu, numa proclamação repetida e interiorizada por todos os DDT's ainda não desmascarados, e que dizia singelamente o seguinte - " O CAPITALISMO É UM SISTEMA AMORAL ".
Deixando de lado o absurdo do conceito " amoral " pela sua vacuidade ético-intelectual, as consequências da interiorização do despautério moral só podia, num quadro de pragmatismo racional do citador, originar um medonho edifício de irresponsabilidade onde os pruridos éticos se resolviam com atirar com o dinheiro para cima do " barulho " dos mais renitentes.
Hoje vai - se conhecendo, dramáticamente, como se fazem fortunas e como se compram silêncios, pela voz dos MEDIA ainda não corrompidos pelo sistema. E já são bem poucos, infelizmente...
Ainda bem, mesmo assim.

POLÍCIA DE CHOQUE




O braço armado do poder civil envolveu - se em escaramuças com os cidadãos, em Guimarães e em Lisboa, nomeadamente durante os festejos da conquista do campeonato nacional de futebol por parte do Benfica.
Confesso que têm sido raros os casos onde a ausência da Polícia de Choque e Assalto, nomeadamente em grandes manifestações de massas em concertos musicais e políticos se tenha sentido pela negativa. Pelo contrário, em quase todas as situações onde aparecem tem havido bronca. Porque será? Catalisadores de agressividade?
Em festas de celebrações pacíficas, como as que houve no ano transacto e seguramente com os mesmos protagonistas que lá estiveram este ano, como também estiveram nas exéquias de Eusébio precisam mesmo da presença de um Corpo de Intervenção cuja função é, objectivamente " malhar " a eito, sem olhar a quem?
Querem - me convencer que o papel deles é proteger?

segunda-feira, maio 18, 2015

EIN FAKTUM DER VERNUNFT ( um facto da Razão...)

UM MUNDO DE EMBUSTES E DE EMBUSTEIROS

Dir - me - ão que é da " NATUREZA HUMANA "  a inamobilidade de tal constatação, cuja existência reiteradamente malsã, nos definiria, não só biológicamente mas também (ir)racionalmente, como (uma) espécie que se auto-reclama de predadora universal.
A (ir)racionalidade radica -se na circunstância civilizacional de poder prover à segurança do TODO, no que diz respeito à resolução dos alibis que justificam (ir)racionalmente os contextos e a sua demolição em nome de conceitos estruturados ou projectivamente estruturantes, com o fim de a justificar.

A lógica, cerebralmente percepcionada, de uma estrutura fechada (estruturada ) que parte de dados apresentados à partida, ( verdadeiros ou falsos ) não depende dessas categorias, para fazer o seu caminho conceptual ao nível do entendimento exploratório das suas conclusões futuras, já que funciona num registo ( intelectualmente correcto  e coerente) passível de ser entendido dentro dessas premissas.

O problema que os embusteiros conhecem bem, são as consequências do que a amoralidade matemática permite contrabandear, em universos em que ela é uma parte, importante, mas não definitiva, do mundo do sapiens, ocidental, africano, asiático ou oriental.

Interpretar esses universos DISTINTOS que esporádicamente estiveram em contacto, nem sempre virtuoso, jazerá sempre numa extrapolação errada que as visões caseiras ( aparentemente estratificadas ) de uma uniformização dos interesses de classes permitirá a projecção enganadora.

O Embuste, o grande embuste que a Democracia vive nos dias que correm, os dias da também ela embusteira Globalização, que à visão das diferenças civilizacionais, não só históricas como, dentro de portas, de uma visão projectiva totalmente oposta aos valores que ela transporta e tenta universalizar através do vector dinheiro, tem contaminado, através da veiculação massiva dos transportadores do que se pretende ser Pensamento Único, asininamente ( não resisti...) burocratizado e burrocratizante de uma estória pré - determinada, que a tautologia dos pressupostos pré - definidos exige, lógicamente.

Este é o contexto civilizacional onde se tenta varrer das equações tautológicas da chamada economia científica, todas as incógnitas que as Liberdades impõem e que criou a Política, a DEMOCRACIA.
Não cabem nesta narrativa os valores condicionantes do lívre - arbítrio que fazem oscilar a estrutura asséptica dos números. Cria - se uma casta de funcionários políticos e uma Super Estrutura de Controlo e de Prebendas, hoje irremediávelmente comprometida com o seu discurso, pose e interiorização da Revelação, que se aplicam às nações em receitas Genéricas, nomeadamente aos mais renitentes, aos mais doentes, nas miseráveis declinações do nosso Primeiro - Ministro, Passos Portas Albuquerque.

No meio disto tudo ainda sobra espaço à Cretinice galopante dos, aparentemente mais avisados. Reduziu - se o problema migratório que  assola a U.E, a um outro mentecapto embuste - o de tráfico de escravos - como se um problema civilizacional que tem a idade do Homem se reduzisse à tosca criminalidade dos fornecedores pagos, do transporte de sonhos de dignidade para paragens menos caóticas do que as suas Pátrias martirizadas pela decência libertária dos hipócritas moralistas ocidentais.

Define -se, pelo pseudo combate aos traficantes, a inteligência e a estratificação mental não dão para mais, a exacta importância com que o debate consequencial das porcarias infindas que continuamos a perpetuar ( a compaixão solidária resultou sempre da pressão dos votos eleitorais... e da permanência nos tachos...) em terras alheias e cá dentro, é vista pelo Ocidente e a relativização obscena das almas e da condição humana.

A fuga a essa interpretação da Política através dos dados viciados de uma instrumentalidade anti - social crescente, como o prova o fosso social que a sabotagem classista endinheirada cavou em relação à massificação de oportunidades através da Educação das classes mais desfavorecidas, hoje no desemprego e penúria, tem de ser uma exigência que os cidadãos que não se revêem nesta leitura, TÊM de fazer.

CASO CONTRÁRIO, se não forem consequentes como cidadãos, merecem o tratamento que a sua falta de atenção suscita junto aos embusteiros democráticos da República. Cá e lá fora...

segunda-feira, maio 04, 2015

UM TORPOR MALIGNO...

QUE ME EXIGE UMA PAUSA HIGIÉNICA, TEM - ME ARREDADO DESTE ESPAÇO.

Infelizmente, malgré moi, dei - me conta, embora por razões outras (sê - las - ão? ) que a INDIGNAÇÃO, quando sacudida por sucessivos e vexatórios chamamentos e provocações, torna - se, de facto, um grande inimigo do Pensamento crítico, e não só.
Estivesse eu hoje no lugar central da luta pela dignidade travada pelos trabalhadores e pelos desempregados de todo o mundo, a impotência que as minhas irrelevantes indignações transportam seria, como fora então, sobrelevada pela acção.

Estarei, provávelmente, hoje, na mesma singular posição, etária e conceptual de H. Bloom , quando se debruçou em prol da frieza analítica contra o arroubo indignado na visão crítica do desmascaramento. As minhas desculpas, pois, ao pensador americano...

A semana Ocidental foi medonha em vacuidade institucional a nível da U.E., bisonha, melancólicamente analfabeta nos USA, irracional no Médio - Oriente e medíocre, pacatamente medíocre cá no burgo.

É que só se me enrolam insultos na garganta. Deixá - los em paz ou cuspi - los para um poço vazio é a melhor atitude, por ora.