AINDA NO REINO PSD
LUÍS MONTENEGRO
A fazer jus ao nome, o ex - líder parlamentar do governo neo - liberal do ex - líder do PSD, Passos Coelho não terá gostado dos discursos e do reposicionamento declarado do actual líder do partido, Rui Rio, na sua vertente social - democrata original.
O até já na despedida da bancada parlamentar que liderou foi, na linha do afrontamento directo, uma promessa/ameaça de oposição à pose e ao discurso de Estado do actual líder.
Uma nuvem montenegra paira, pois, sobre a nova liderança. Seguiremos, com curiosidade pouco gratuita, de que tipo de massa é feita este homem do Norte que chega, combatendo - a, com apelos à regionalização, à capital do país.
A domesticação do partido, civilizando - o em ética e filtro anti-demagógico, ao mesmo tempo que enfrenta a Frente de Esquerda liderada pelo P.S. e que tem governado com sucessos indesmentíveis na frente económica, financeira, social e... política, na percepção, junto do eleitorado, das virtudes desta solução governativa, ser - lhe - á uma tarefa de Hércules.
Passos afirmou que não vai andar por aí ao pingarelho e tão pouco o fará o domesticado, em nome da unidade e do interesse nacional, Santana Lopes.
Montenegro estará acompanhado pelos ex - passistas e virtuosos arrivistas ( sans blague... ).
A meta e a cobrança chantagista sobre a liderança já foram lançadas e, verdade se diga, com frontalidade.
Quem será o primeiro a sacudir o saco de gatos? Eu, se fosse o primeiro - Ministro, fá - lo - ia, com propósitos bem definidos.
segunda-feira, fevereiro 19, 2018
sábado, fevereiro 17, 2018
PSD/ R.R.
RUI RIO, presidente do PSD
O VERBO E A ACÇÃO
A tomada de posse do novo líder do Partido Social Democrata português, em substituição de Passos Coelho decorreu num ambiente políticamente correcto, mau grado as tensões e os recados que, de fora, os opositores ao homem do Norte, iam enviando sem nenhuma subtileza, tentando condicionar -lhe, se não o discurso, a pose.
Debalde, já que aconteceu o que daqui se previa aquando da sua vitória contra Santana Lopes nas eleições do partido. Rui Rio não se deixou intimidar e, em nome do " interesse nacional " que é todo ele uma estratégia ideológica e partidária, demoliu, com subtileza q.b. o condicionamento, que já Santana Lopes e seus apoiantes tinham lançado sobre a liderança, qualquer liderança que surgisse, no resultado das escolhas dos militantes.
Rui Rio terá ganho o partido devido à força do aparelho partidário que o acompanhou, terá afirmado S.Lopes, que teve do seu lado os barões, provávelmente a maioria dos dirigentes nacionais e ... autárquicos. Os militantes, os fazedores dos líderes, foram liminarmente descartados dessa equação e... foi o que se viu.
Ora, desta vez não funcionou o jogo dos manipuladores dos congressos e dos intriguistas e isso só pode ter sido bom para o partido. Houve uma mudança clara e, apesar do discurso de união, penso que a afirmação da liderança começou bem ao separar as águas entre o interesse nacional de médio e longo prazo e os imediatos das clientelas partidárias do Poder.
Quer queira quer não, terá de proceder a uma limpeza do balneário, na estrutura e modo do funcionamento do seu partido, subliminarmente sublinhado nas entrelinhas do seu discurso de posse, ou então enfrentará uma guerrilha permanente que a provável derrota nas eleições que se avizinham transformará em guerra total.
segunda-feira, fevereiro 12, 2018
EXPRESSOANDO... (x)
BURICCHIO, O SUPER CRÍTICO
BURICCHIO super crítico, mais famigerado que famoso, mais astuto que agudo, sem fundo mais do que profundo, tem uma tão desmesurada admiração pela própria inteligência que ficou para sempre estupefacto e deslumbrado, tão confuso e arrebatado que muitas vezes lhe acontece não compreender nada de nada. E, então, grita ao acaso, como uma Pitonisa de calças que troca a trípode por um vomitório e, ainda que se empenhe em encantar os cândidos com o seu estilo brincado e quimérico, a gente de bom - senso já reparou que tem a boca cheia de fogo e as mãos cheias de cinza.
Viveu sempre à sombra dos livros e dos pensamentos dos outros, mas é um daqueles parasitas impertinentes que, após dois ou três jantares repreendem os criados e querem ditar leis até aos dnos da casa.
Dá muito que fazer aos impressores mas as suas musas são os fórceps, a sua ambrosia é a goma arábica, o seu néctar é a bílis.... Giovanni Papini, Vigia do Mundo
Assim batia Giovanni Papini, num exercício mordaz sobre a Crítica, ontem como hoje, alimentada pelos doers, que ao cinismo pessimista pseudo realista opõe, ontem como hoje, a acção.
A intemporalidade, visitada pelo grande crítico das mediocridades e perplexidades do seu tempo acaba por reflectir a condição humana e as suas circunstâncias, moldadas pelo devir histórico ( ups....!) e as condições subjectivas que, anexantes, moldam as narrativas pessoais.
" O grande defeito das cabeças alemães consiste em não terem o sentido da ironia, do cinismo, do grotesco, do desprezo e da zombaria " - Otto Flake, citado da Crítica da Razão Cínica de Peter Sloterdijk, coisa de que os povos do sul não poderão nunca ser acusados.
A razão da soberba oitocentista que se prolongou no sul da Europa, com os " frouxos " fascismos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal teve e tem muito a ver com o ideário religioso que lhes moldou o carácter, a submissão e... pobreza, como determinações divinas. Vemos isso, com outra lupa, nas sociedades medievais do Islão.
Esta longa introdução tem a ver com a investigação pequeno- burguesa, cristã, classista, notável, que o historiador Henrique Raposo lançou sobre um exemplar da elite portuguesa do século XX pós II G.G.
A abordagem, séria e contextualizada de um período da História lusa, que este escriba amador, presente desde 1969 em Portugal, viveu, como estudante universitário, oficial de exército na guerra colonial, trabalhador por conta de outrém e... hoje na reforma, a partir da petrificação desarmante de uma pulsão progressista refém de uma condição bio - social originária, de uma inteligência que se perdeu no amargor das suas contradições e... soberba e cinismo intelectual num tempo de massificação anti - elitista, é um excelente contributo na redefinição dos parâmetros que corporizam as desigualdades sociais nos países do sul da Europa.
Falo de Vasco Pulido Valente, cujo retrato de vida, reinterpretado por H. Raposo, deu- se à estampa na Revista do Expresso desta semana.
A melancolia oitocentista que marca, ainda hoje, em profundidade, as desigualdades sociais em Portugal, Espanha, Itália, Grécia justifica o longo período fascista nesses países e o seu isolamento decidido face à mudança desses paradigmas na Europa pós II G.G. com a dispersão dos ideais democráticos.
V.P.Valente, entre outros, herdeiros da snobeira intelectual anti - comunista fez, faz a ponte entre a repugnância populista ao passado aristocrático e a deriva narcisista do individualismo contemporâneo. Foi e será um diletante.
TEOLOGIA DAS PALAVRAS CRUZADAS...
... chamou Frei Bento Rodrigues, frade dominicano, às justificações do cardeal - Patriarca pelo cruzamento das posições de João Paulo II e do cardeal Ratzinger com o Papa Francisco, em deploração da posição assumida pelo Patriarcado de Lisboa pela voz de D. Manuel Clemente, no aconselhamento da política de alcova a ser seguida pelos católicos recasados que se queiram reaproximar da Igreja, da qual saíram pelo divórcio. Abstinência sexual - determina o cardeal - Patriarca, um delírio, classifica o frade, ninguém se pode intrometer, acentua.
E eu não poderia estar mais de acordo.
A pertença a uma comunidade nunca deveria inibi - la do julgamento das suas posições desfasadas no tempo e da auto - crítica. O Papa Francisco tem - no feito com contundência e os católicos, genéricamente, têm apreciado o seu contributo.
ANGOLA
A transferência para a C.P.L.P., nos seus aspectos formalistas e diplomáticos do contencioso judiciário com Portugal sobre as acusações que pendem sobre o seu ex - vice presidente Manuel Vicente, foi uma brilhante démarche política e diplomática por sobre a preconceituosa posição da Justiça lusa, hoje numa demanda moralista sobre os podres da Pátria.
A transferência dos processos a pedido das nações signatárias do acordo, obrigaria Portugal à cedência do julgamento, caso fosse considerado procedente, do acusado, pela Justiça do país de origem, de Angola.
A Procuradoria, o Ministério Público não acredita, pelos vistos, na independência da Justiça angolana e ... eventualmente, da caboverdiana ou moçambicana ou timorense ou sãotomense.
Passam, portanto, um atestado de incompetência, aos poderes políticos signatários do acordo, numa intromissão oblíqua às prerrogativas do poder legislativo e executivo.
E agora?
BURICCHIO super crítico, mais famigerado que famoso, mais astuto que agudo, sem fundo mais do que profundo, tem uma tão desmesurada admiração pela própria inteligência que ficou para sempre estupefacto e deslumbrado, tão confuso e arrebatado que muitas vezes lhe acontece não compreender nada de nada. E, então, grita ao acaso, como uma Pitonisa de calças que troca a trípode por um vomitório e, ainda que se empenhe em encantar os cândidos com o seu estilo brincado e quimérico, a gente de bom - senso já reparou que tem a boca cheia de fogo e as mãos cheias de cinza.
Viveu sempre à sombra dos livros e dos pensamentos dos outros, mas é um daqueles parasitas impertinentes que, após dois ou três jantares repreendem os criados e querem ditar leis até aos dnos da casa.
Dá muito que fazer aos impressores mas as suas musas são os fórceps, a sua ambrosia é a goma arábica, o seu néctar é a bílis.... Giovanni Papini, Vigia do Mundo
Assim batia Giovanni Papini, num exercício mordaz sobre a Crítica, ontem como hoje, alimentada pelos doers, que ao cinismo pessimista pseudo realista opõe, ontem como hoje, a acção.
A intemporalidade, visitada pelo grande crítico das mediocridades e perplexidades do seu tempo acaba por reflectir a condição humana e as suas circunstâncias, moldadas pelo devir histórico ( ups....!) e as condições subjectivas que, anexantes, moldam as narrativas pessoais.
" O grande defeito das cabeças alemães consiste em não terem o sentido da ironia, do cinismo, do grotesco, do desprezo e da zombaria " - Otto Flake, citado da Crítica da Razão Cínica de Peter Sloterdijk, coisa de que os povos do sul não poderão nunca ser acusados.
A razão da soberba oitocentista que se prolongou no sul da Europa, com os " frouxos " fascismos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal teve e tem muito a ver com o ideário religioso que lhes moldou o carácter, a submissão e... pobreza, como determinações divinas. Vemos isso, com outra lupa, nas sociedades medievais do Islão.
Esta longa introdução tem a ver com a investigação pequeno- burguesa, cristã, classista, notável, que o historiador Henrique Raposo lançou sobre um exemplar da elite portuguesa do século XX pós II G.G.
A abordagem, séria e contextualizada de um período da História lusa, que este escriba amador, presente desde 1969 em Portugal, viveu, como estudante universitário, oficial de exército na guerra colonial, trabalhador por conta de outrém e... hoje na reforma, a partir da petrificação desarmante de uma pulsão progressista refém de uma condição bio - social originária, de uma inteligência que se perdeu no amargor das suas contradições e... soberba e cinismo intelectual num tempo de massificação anti - elitista, é um excelente contributo na redefinição dos parâmetros que corporizam as desigualdades sociais nos países do sul da Europa.
Falo de Vasco Pulido Valente, cujo retrato de vida, reinterpretado por H. Raposo, deu- se à estampa na Revista do Expresso desta semana.
A melancolia oitocentista que marca, ainda hoje, em profundidade, as desigualdades sociais em Portugal, Espanha, Itália, Grécia justifica o longo período fascista nesses países e o seu isolamento decidido face à mudança desses paradigmas na Europa pós II G.G. com a dispersão dos ideais democráticos.
V.P.Valente, entre outros, herdeiros da snobeira intelectual anti - comunista fez, faz a ponte entre a repugnância populista ao passado aristocrático e a deriva narcisista do individualismo contemporâneo. Foi e será um diletante.
TEOLOGIA DAS PALAVRAS CRUZADAS...
... chamou Frei Bento Rodrigues, frade dominicano, às justificações do cardeal - Patriarca pelo cruzamento das posições de João Paulo II e do cardeal Ratzinger com o Papa Francisco, em deploração da posição assumida pelo Patriarcado de Lisboa pela voz de D. Manuel Clemente, no aconselhamento da política de alcova a ser seguida pelos católicos recasados que se queiram reaproximar da Igreja, da qual saíram pelo divórcio. Abstinência sexual - determina o cardeal - Patriarca, um delírio, classifica o frade, ninguém se pode intrometer, acentua.
E eu não poderia estar mais de acordo.
A pertença a uma comunidade nunca deveria inibi - la do julgamento das suas posições desfasadas no tempo e da auto - crítica. O Papa Francisco tem - no feito com contundência e os católicos, genéricamente, têm apreciado o seu contributo.
ANGOLA
A transferência para a C.P.L.P., nos seus aspectos formalistas e diplomáticos do contencioso judiciário com Portugal sobre as acusações que pendem sobre o seu ex - vice presidente Manuel Vicente, foi uma brilhante démarche política e diplomática por sobre a preconceituosa posição da Justiça lusa, hoje numa demanda moralista sobre os podres da Pátria.
A transferência dos processos a pedido das nações signatárias do acordo, obrigaria Portugal à cedência do julgamento, caso fosse considerado procedente, do acusado, pela Justiça do país de origem, de Angola.
A Procuradoria, o Ministério Público não acredita, pelos vistos, na independência da Justiça angolana e ... eventualmente, da caboverdiana ou moçambicana ou timorense ou sãotomense.
Passam, portanto, um atestado de incompetência, aos poderes políticos signatários do acordo, numa intromissão oblíqua às prerrogativas do poder legislativo e executivo.
E agora?
segunda-feira, fevereiro 05, 2018
MORALIZAÇÃO... (2)
( continuemos... )
Todas as tentativas de desestabilização deste governo de Esquerda, uma anomalia no universo conservador da U.E., esgotados os argumentos racionais e políticos, viraram - se para os casos, esses já numa nova frente onde a Justiça impera e lidera quase impunemente.
Com os MEDIA desconsolados com os fracassos reiterados no empanar da geringonça, o Ministério Público, uma estrutura de elite, braço armado da Justiça lusa, quase inalterado no conservadorismo corporativo malgré a queda do fascismo em Portugal surge, por coincidência, dizem - nos, a encetar uma caça à bruxas sob a bandeira da anti - corrupção, dando à luz, exactamente agora, quando se esvaem as possibilidades de um retorno, através da possibilidade de uma coligação com a nova liderança do PSD de Rui Rio, ao Bloco Central um assalto judiciário aos podres da Pátria.
Mudar, no tempo que corre deste governo, de Esquerda, as percepções do país, lá fora e cá dentro, é todo ele uma agenda política que a falta aparente de uma ligação estruturada, entre o caso de Tancos ( falta de segurança interna ), os incêndios de Julho, controlados física e políticamente, e os de Outubro, concertados e... mortais, ( um país mal governado que não sabe tomar conta dos seus cidadãos ), uma avalanche vertical de casos investigados de corrupção, de cima abaixo do tecido social do país, onde avultam as SAD do futebol e a própria Justiça, na figura de procuradores e juízes desembargadores, secretários de Estado, e... cereja em cima do bolo - o ministro das Finanças, hoje presidente do Eurogrupo, teve uma visita do Ministério Público por ter solicitado bilhetes para ir ver uma partida de futebol de que é fã confesso, ( um país corrupto e que não merecerá a confiança das Instituições internacionais ), fez por desmerecer o sentido políticamente dirigido de coincidências.
PORÉM...,
A eventual substituição da actual Procuradora - Geral, adulada e apoiada pelos magistrados públicos, em fim de mandato, e que o Governo em pleno uso das suas prerrogativas parece não querer manter à frente do cargo e um eventual ajuste tardio de contas com o PS que já vem do tempo do ex-Primeiro Ministro socialista, José Sócrates, seguida por uma eficácia investigadora a que nem a perene falta de meios humanos e técnicos reclamadas em décadas de reivindicações pela polícia e pelos magistrados assoberbados de processos, tudo isso não passa de uma coincidência, a que só uma singularidade deu o empurrão - o GOVERNO DE ESQUERDA a cumprir, com eficácia e louvor um programa de Esquerda q.b. e que pretende continuar no mesmo rumo.
Confesso que não me comove este despertar súbito da sanha moralizadora de mudanças do país a partir da Justiça. Para isso estão lá o Governo legítimo da República e a Assembleia da República. Qualquer mudança estrutural e não calvinista deverão ter aí, com o apoio eleitoral, a sua origem.
A César o que é de César.
Todas as tentativas de desestabilização deste governo de Esquerda, uma anomalia no universo conservador da U.E., esgotados os argumentos racionais e políticos, viraram - se para os casos, esses já numa nova frente onde a Justiça impera e lidera quase impunemente.
Com os MEDIA desconsolados com os fracassos reiterados no empanar da geringonça, o Ministério Público, uma estrutura de elite, braço armado da Justiça lusa, quase inalterado no conservadorismo corporativo malgré a queda do fascismo em Portugal surge, por coincidência, dizem - nos, a encetar uma caça à bruxas sob a bandeira da anti - corrupção, dando à luz, exactamente agora, quando se esvaem as possibilidades de um retorno, através da possibilidade de uma coligação com a nova liderança do PSD de Rui Rio, ao Bloco Central um assalto judiciário aos podres da Pátria.
Mudar, no tempo que corre deste governo, de Esquerda, as percepções do país, lá fora e cá dentro, é todo ele uma agenda política que a falta aparente de uma ligação estruturada, entre o caso de Tancos ( falta de segurança interna ), os incêndios de Julho, controlados física e políticamente, e os de Outubro, concertados e... mortais, ( um país mal governado que não sabe tomar conta dos seus cidadãos ), uma avalanche vertical de casos investigados de corrupção, de cima abaixo do tecido social do país, onde avultam as SAD do futebol e a própria Justiça, na figura de procuradores e juízes desembargadores, secretários de Estado, e... cereja em cima do bolo - o ministro das Finanças, hoje presidente do Eurogrupo, teve uma visita do Ministério Público por ter solicitado bilhetes para ir ver uma partida de futebol de que é fã confesso, ( um país corrupto e que não merecerá a confiança das Instituições internacionais ), fez por desmerecer o sentido políticamente dirigido de coincidências.
PORÉM...,
A eventual substituição da actual Procuradora - Geral, adulada e apoiada pelos magistrados públicos, em fim de mandato, e que o Governo em pleno uso das suas prerrogativas parece não querer manter à frente do cargo e um eventual ajuste tardio de contas com o PS que já vem do tempo do ex-Primeiro Ministro socialista, José Sócrates, seguida por uma eficácia investigadora a que nem a perene falta de meios humanos e técnicos reclamadas em décadas de reivindicações pela polícia e pelos magistrados assoberbados de processos, tudo isso não passa de uma coincidência, a que só uma singularidade deu o empurrão - o GOVERNO DE ESQUERDA a cumprir, com eficácia e louvor um programa de Esquerda q.b. e que pretende continuar no mesmo rumo.
Confesso que não me comove este despertar súbito da sanha moralizadora de mudanças do país a partir da Justiça. Para isso estão lá o Governo legítimo da República e a Assembleia da República. Qualquer mudança estrutural e não calvinista deverão ter aí, com o apoio eleitoral, a sua origem.
A César o que é de César.
domingo, fevereiro 04, 2018
MORALIZAÇÃO...
...JUSTICIALISMO ou...
...COINCIDÊNCIAS?
A tentação é grande entre os órgãos de soberania em impôr - se uns aos outros; umas vezes com subtileza e decoro, outras vezes com desplante e sobrevalorização das prerrogativas e outras com cinismo e má - fé.
Impossível separar o elemento ideológico das tensões que por vezes se estabelecem quando a harmonização dos poderes é descartada em nome de interesses que as opções ideológicas podem, em certas circunstâncias, extremar.
Portugal está a atravessar a esse nível uma fase nítidamente, não já pressentida mas real de uma confrontação " surda " porque, embora declarada pelo Ministério Público através dos seus organismos de classe, segue por caminhos não tão óbvios.
A razão da guerrilha tem tudo a ver com o quadro político vigente em Portugal - um governo do P.Socialista associado ao Partido Comunista e ao Bloco de Esquerda, formações anti - capitalistas, ou se preferirem, contra o neo - liberalismo financeiro e político surgido em força após a crise de 2008.
Falta acrescentar que as esperanças no fracasso dessa solução governativa não foram atendidas pelo Diabo ( a UE, presume - se... ) invocado pelo ex - lider da Direita, Passos Coelho, com o acrescento da aprovação das agências de rating e dos órgão máximos da União Europeia, face ao extraordinário resultado das políticas sociais, económicas e financeiras alcançados em dois anos de governação em relativa paz social.
Ao breve flirt, que o estado de graça do Governo alimentado pelas circunstâncias, lhe foi feito pelos MEDIA, propriedades da Direita empreendedora, seguiu - se a retaliação, não já com contra-argumentos políticos económicos ou financeiros, esmagados pela realidade inequívoca dos números, debitados diáriamente, então, em todos os títulos da Imprensa pelos especialistas, mas com casos, tretas e inconsequências formalistas. Não resultou, Portugal continuava a ser bem visto lá fora e tornou - se um must internacional procurado por um mundo sedento de paz social e... retempero, físico, emocional, lazer e... negócios.
Aconteceu, então, uma das piores épocas de incêndios em Portugal e, pela primeira vez, com muitos mortos à mistura. Uma coincidência, dizem - nos, que alimentou até hoje as páginas dos jornais e aberturas televisivas, até à náusea revoltante do aproveitamento político da Direita das debilidades então constatadas e que duravam dezenas e dezenas de anos e que, hélas, foram descobertas pelo desatento país.
( continuarei... )
...COINCIDÊNCIAS?
A tentação é grande entre os órgãos de soberania em impôr - se uns aos outros; umas vezes com subtileza e decoro, outras vezes com desplante e sobrevalorização das prerrogativas e outras com cinismo e má - fé.
Impossível separar o elemento ideológico das tensões que por vezes se estabelecem quando a harmonização dos poderes é descartada em nome de interesses que as opções ideológicas podem, em certas circunstâncias, extremar.
Portugal está a atravessar a esse nível uma fase nítidamente, não já pressentida mas real de uma confrontação " surda " porque, embora declarada pelo Ministério Público através dos seus organismos de classe, segue por caminhos não tão óbvios.
A razão da guerrilha tem tudo a ver com o quadro político vigente em Portugal - um governo do P.Socialista associado ao Partido Comunista e ao Bloco de Esquerda, formações anti - capitalistas, ou se preferirem, contra o neo - liberalismo financeiro e político surgido em força após a crise de 2008.
Falta acrescentar que as esperanças no fracasso dessa solução governativa não foram atendidas pelo Diabo ( a UE, presume - se... ) invocado pelo ex - lider da Direita, Passos Coelho, com o acrescento da aprovação das agências de rating e dos órgão máximos da União Europeia, face ao extraordinário resultado das políticas sociais, económicas e financeiras alcançados em dois anos de governação em relativa paz social.
Ao breve flirt, que o estado de graça do Governo alimentado pelas circunstâncias, lhe foi feito pelos MEDIA, propriedades da Direita empreendedora, seguiu - se a retaliação, não já com contra-argumentos políticos económicos ou financeiros, esmagados pela realidade inequívoca dos números, debitados diáriamente, então, em todos os títulos da Imprensa pelos especialistas, mas com casos, tretas e inconsequências formalistas. Não resultou, Portugal continuava a ser bem visto lá fora e tornou - se um must internacional procurado por um mundo sedento de paz social e... retempero, físico, emocional, lazer e... negócios.
Aconteceu, então, uma das piores épocas de incêndios em Portugal e, pela primeira vez, com muitos mortos à mistura. Uma coincidência, dizem - nos, que alimentou até hoje as páginas dos jornais e aberturas televisivas, até à náusea revoltante do aproveitamento político da Direita das debilidades então constatadas e que duravam dezenas e dezenas de anos e que, hélas, foram descobertas pelo desatento país.
( continuarei... )
quarta-feira, janeiro 31, 2018
O ESTADO DA UNIÃO
A PALAVRA E O ACTO
TRUMP não terá escrito este discurso " conciliatório " que, a não ser pela permanência de Guantánamo, poderia ter sido verbalizado por qualquer outro presidente republicano que não ele.
O apelo ao melhor dos americanos foca - se essencialmente na captura da sua capacidade empreendedora - cada um por si - e no seu individualismo, liberto de considerações subsidiárias de alcance social.
Ao isolamento que a crença na exploração nacional dos recursos naturais inesgotáveis do país acarinha, cola - se a retórica do desequilíbrio comercial com a Europa e com a China, hoje rivais imbatíveis no contexto das nações, enquanto lança um manto de silêncio sobre a Rússia.
Face ao rearranjo das alianças estratégicas da Rússia no Oriente - Médio, Trump acredita na utopia de conciliar o REINO com Israel, desprezando o contributo vital da Turquia na NATO, que farto de esperar pela UE, amiga - se com Putin e ... aniquila o DAESH, uma lança sunita contra o IRÃO e os xiitas do Iraque, financiado pela Arábia Saudita.
Entretanto, enquanto o mundo pós-trumpista se organiza, face à deserção, Trump brinca aos cowboys com KIM e, felizmente, sem o querer e sem dar por isso levará à paz entre os coreanos e o apoio decisivo da China pelo reforço militar e económico daquela zona do Pacífico a que pouco faltará a adesão do único aliado de peso dos USA na região, o Japão.
Voltando ao Estado da União, dividida entre os urbanos e os rednecks, as Corporações e a ausência de representações do mundo do trabalho, entre os progressistas e os reaccionários, uma proeza de monta caucionada pelo actual presidente, que pura e simplesmente leu o discurso conciliador, tácticamente elaborado por quem ainda tem esperança de conter a prodigalidade néscia do seu patrão.
A União não está bem e não se recomenda.
TRUMP não terá escrito este discurso " conciliatório " que, a não ser pela permanência de Guantánamo, poderia ter sido verbalizado por qualquer outro presidente republicano que não ele.
O apelo ao melhor dos americanos foca - se essencialmente na captura da sua capacidade empreendedora - cada um por si - e no seu individualismo, liberto de considerações subsidiárias de alcance social.
Ao isolamento que a crença na exploração nacional dos recursos naturais inesgotáveis do país acarinha, cola - se a retórica do desequilíbrio comercial com a Europa e com a China, hoje rivais imbatíveis no contexto das nações, enquanto lança um manto de silêncio sobre a Rússia.
Face ao rearranjo das alianças estratégicas da Rússia no Oriente - Médio, Trump acredita na utopia de conciliar o REINO com Israel, desprezando o contributo vital da Turquia na NATO, que farto de esperar pela UE, amiga - se com Putin e ... aniquila o DAESH, uma lança sunita contra o IRÃO e os xiitas do Iraque, financiado pela Arábia Saudita.
Entretanto, enquanto o mundo pós-trumpista se organiza, face à deserção, Trump brinca aos cowboys com KIM e, felizmente, sem o querer e sem dar por isso levará à paz entre os coreanos e o apoio decisivo da China pelo reforço militar e económico daquela zona do Pacífico a que pouco faltará a adesão do único aliado de peso dos USA na região, o Japão.
Voltando ao Estado da União, dividida entre os urbanos e os rednecks, as Corporações e a ausência de representações do mundo do trabalho, entre os progressistas e os reaccionários, uma proeza de monta caucionada pelo actual presidente, que pura e simplesmente leu o discurso conciliador, tácticamente elaborado por quem ainda tem esperança de conter a prodigalidade néscia do seu patrão.
A União não está bem e não se recomenda.
terça-feira, janeiro 30, 2018
FRENESIM POLICIAL
PORTUGAL...,
... Um país de corruptores e corruptíveis?
Um olhar sobre o panorama judicial luso da última década põe - nos em contacto com uma enxurrada de casos policiais em investigação, envolvendo crimes de colarinho branco, nomeadamente tráfico de influências, peculato, corrupção política, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias.
Dir - se - ia que a Polícia Judiciária, finalmente, se encontrou com rédea livre para desmontar as teias do compadrio e promiscuidade entre as classes mais abastadas do país ou, então que, finalmente, já possui meios e competência, resguardados por apoio nunca enjeitado pela actual Procuradora Geral da República, Marques Vidal, para sair à caça.
Hoje tivemos a notícia de uma investigação a vários juízes e a um juíz - desembargador sobre acusações gravíssimas de corrupção quando ainda fresco está o julgamento de um procurador acusado, também ele, de corrupção passiva.
Esta " limpeza " judiciária pendurou - se sobre os ombros dos MEDIA e com a cumplicidade de uma nova raça de bufos e do povo sedento de sangue dos grandes, ameaça tudo o que estiver ao alcance de uma denúncia anónima.
Corre - se o perigo do emporcalhamento público de inocentes, cujas vidas poderão ser mudadas de uma maneira dramática.
Para isso estarão os tribunais, dir - se - á, enquanto os MEDIA se encarregam do julgamento público. Judicialismo com populismo será uma combinação venenosa e anti - democrática pela obliteração da presunção de inocência e pela mistura de alhos com bugalhos ao sabor de um sopro.
Não será, seguramente, o tipo de Justiça que os cidadãos democratas iriam desejar no seu país.
... Um país de corruptores e corruptíveis?
Um olhar sobre o panorama judicial luso da última década põe - nos em contacto com uma enxurrada de casos policiais em investigação, envolvendo crimes de colarinho branco, nomeadamente tráfico de influências, peculato, corrupção política, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias.
Dir - se - ia que a Polícia Judiciária, finalmente, se encontrou com rédea livre para desmontar as teias do compadrio e promiscuidade entre as classes mais abastadas do país ou, então que, finalmente, já possui meios e competência, resguardados por apoio nunca enjeitado pela actual Procuradora Geral da República, Marques Vidal, para sair à caça.
Hoje tivemos a notícia de uma investigação a vários juízes e a um juíz - desembargador sobre acusações gravíssimas de corrupção quando ainda fresco está o julgamento de um procurador acusado, também ele, de corrupção passiva.
Esta " limpeza " judiciária pendurou - se sobre os ombros dos MEDIA e com a cumplicidade de uma nova raça de bufos e do povo sedento de sangue dos grandes, ameaça tudo o que estiver ao alcance de uma denúncia anónima.
Corre - se o perigo do emporcalhamento público de inocentes, cujas vidas poderão ser mudadas de uma maneira dramática.
Para isso estarão os tribunais, dir - se - á, enquanto os MEDIA se encarregam do julgamento público. Judicialismo com populismo será uma combinação venenosa e anti - democrática pela obliteração da presunção de inocência e pela mistura de alhos com bugalhos ao sabor de um sopro.
Não será, seguramente, o tipo de Justiça que os cidadãos democratas iriam desejar no seu país.
quinta-feira, janeiro 25, 2018
BRASIL...
... UM CASO SÉRIO
LULA DA SILVA
O ex - presidente do Brasil, condenado por crimes de corrupção, dos quais sempre se declarou inocente, desafia o sistema jurídico/político do seu país, apresentando - se como candidato, nomeado pelo Partido dos Trabalhadores, às próximas eleições presidenciais.
Num país fortemente cindido políticamente e quando as sondagens o apresenta como possível vencedor das eleições, a situação, em caso de bloqueamento da sua apresentação legível de candidatura, será de difícil controlo social.
Se, entretanto, vencido jurídicamente e ausente dos boletins de voto, a sua anulação maciça com o nome do seu candidato, o P.T. criará uma singularidade única nas Democracias modernas - " eleger " um presidente detido.
E DEPOIS?
LULA DA SILVA
O ex - presidente do Brasil, condenado por crimes de corrupção, dos quais sempre se declarou inocente, desafia o sistema jurídico/político do seu país, apresentando - se como candidato, nomeado pelo Partido dos Trabalhadores, às próximas eleições presidenciais.
Num país fortemente cindido políticamente e quando as sondagens o apresenta como possível vencedor das eleições, a situação, em caso de bloqueamento da sua apresentação legível de candidatura, será de difícil controlo social.
Se, entretanto, vencido jurídicamente e ausente dos boletins de voto, a sua anulação maciça com o nome do seu candidato, o P.T. criará uma singularidade única nas Democracias modernas - " eleger " um presidente detido.
E DEPOIS?
terça-feira, janeiro 23, 2018
A CORRUPÇÃO DO PODER OU...
... O PODER DA CORRUPÇÃO
TSIPRAS
PENSAMENTO E ACTO
O Poder corrompe, diz um aforismo popular. Corrompe o quê? A acção ou o sujeito? O pensamento ou o acto consequente? É - se pelo que se pensa ou pelo que se faz?
O pensamento não - expresso não se consequencia, a acção, sempre.
O acto, como representação do pensamento expresso ou " clandestino ", se o contraria é um acto falhado? Ou um acto necessário? E o que é um acto necessário em Política? Serão os justificados pelos fins, críveis como virtuosos?
Onde estará, por fim, a virtude na Política? No domínio da relação causa/efeito face ao escrutínio dos seus predicados pelos predicativos?
´
Tsipras diz - nos que a estabilidade grega face aos seus vizinhos é exemplar. Os gregos que o apoiam temem tanto pragmatismo e contorcionismo face à ideologia que professam e sobre a qual esperam mais consistência programática.
CR 7
" Não gosto que me ponham num canto. Se for preciso, saio de lá ao pontapé " - Jorge Sampaio, ex- presidente da República portuguesa
FTV
Face à exposição assediante, sexualmente assediante da Moda, que futuro para a FTV e congéneres?
Talvez....
ISTO?
TSIPRAS
PENSAMENTO E ACTO
O Poder corrompe, diz um aforismo popular. Corrompe o quê? A acção ou o sujeito? O pensamento ou o acto consequente? É - se pelo que se pensa ou pelo que se faz?
O pensamento não - expresso não se consequencia, a acção, sempre.
O acto, como representação do pensamento expresso ou " clandestino ", se o contraria é um acto falhado? Ou um acto necessário? E o que é um acto necessário em Política? Serão os justificados pelos fins, críveis como virtuosos?
Onde estará, por fim, a virtude na Política? No domínio da relação causa/efeito face ao escrutínio dos seus predicados pelos predicativos?
´
Tsipras diz - nos que a estabilidade grega face aos seus vizinhos é exemplar. Os gregos que o apoiam temem tanto pragmatismo e contorcionismo face à ideologia que professam e sobre a qual esperam mais consistência programática.
CR 7
" Não gosto que me ponham num canto. Se for preciso, saio de lá ao pontapé " - Jorge Sampaio, ex- presidente da República portuguesa
FTV
Face à exposição assediante, sexualmente assediante da Moda, que futuro para a FTV e congéneres?
Talvez....
ISTO?
domingo, janeiro 14, 2018
ELEIÇÕES NO P.S.D.
RRRRR...!... . . .RUI RIO
Santana Lopes não quis " pôr ( ninguém ) na ordem ". Rui Rio prometeu fazer isso. Para liderar nada como alguém que o quer fazer e para isso será preciso manter na ordem os rebeldes. Assim o pensaram os militantes que elegeram R.R. para a liderança do Partido Social Democrata.
Rio chega com uma imagem de rigor, seriedade intelectual e técnica e equilíbrio ideológico. O mesmo que, perante o quadro político vigente e as projecções das sondagens, favoráveis ao governo socialista, o fez ter uma atitude realista na estratégia de demolição da " geringonça ", com uma aproximação estratégica ao P.S.
A realidade de hoje fê - lo perceber e não ao Santana, que difícilmente o P.S. deixará o poder durante os próximos anos, dadas as manifestações de apoio dos eleitores.
A Oposição, com Rio, tentará, primeiro, tirar as " peneiras " ao líder do C.D.S., Assunção Cristas que, entusiasmada com os resultados obtidos em Lisboa, onde encabeçou as listas nas eleições autárquicas últimas, tem verbalizado uma ambição legítima de crescer à custa do antigo parceiro PSD. Depois, minar a relação do P.S. com os parceiros " esquerdistas " que o apoiam na solução governativa em vigor e acarinhar com o seu apoio uma aproximação ao centro apoiando explícitamente o que considerará do " interesse nacional ".
O diabo estará nos detalhes que marcam a diferença entre governar à Esquerda ou à Direita. A liderança do P.S. de hoje quer e está a governar à Esquerda e promete manter este rumo que os resultados obtidos credibilizaram junto dos eleitores. A priorização encetada na redistribuição dos rendimentos e política de emprego, com equilíbrio orçamental e contenção com tendência a diminuir da dívida pública é um detalhe que difícilmente será ignorado pelo PSD de Rio. Um mas gigantesco, mau grado as boas relações pessoais entre os dois líderes.
Resta saber, por outro lado, que parte do programa do líder eleito teve o aval dos militantes e qual a parte do pensamento revelado de Santana Lopes que o levou à derrota. Uma curiosidade política que para o líder do governo socialista seria de preciosa utilidade.
quarta-feira, janeiro 10, 2018
OUI!
MA BELLE!
ALLONS!...
De HASS, feminista militante e radical reage, como se não a tivesse compreendido, à proclamação de Deneuve e de mulheres que não odeiam os homens, e, de esguelha, lê nessa tomada de posição, uma subalternidade masoq e solidariedade com a violência sexista.
Se quisesse ser mauzinho e... porco misógino, que é o que as lésbicas chamam aos homens que adoram as mulheres, diria que é sintomático que esse radicalismo feminista surja de mulheres que os homens não querem. E De Hass parece contemplar esse destino, que não a doce Deneuve.
FUNDAMENTALISMO PURITANO?
Gostei de saber que a Europa está a reagir a essa nova moda yanque. O que diz o Hebdo sobre isto?
Nada, absolutamente nada, tem os USA a ensinar à Europa. Tudo, mas absolutamente tudo tem os USA a aprender com a Europa. Fê - lo no passado e hoje, mais do que nunca terá de combater o seu insuperável provincianismo puritano e hipócrita, de maneira a nunca ter por representante pessoas como o seu actual presidente e mulheres abusadas a definir - lhe o uso da sua liberdade sexual.
Confundir violência sexual com a sedução e o cortejamento é não ter a subtileza cultural que a educação, a cultura que a literacia e o respeito humano acrescentam à relação civilizada DENTRO do espaço por nós habitado.
As modas, que recorrentemente disparam dos USA em globalização infame pelo mundo, pela imaturidade civilizacional que transportam não deveriam ser seguidas cegamente pela juventude mundial. Uma posição crítica e independente será sempre o melhor juíz da justeza, sem contrabando, do seu contributo civilizacional.
Teremos de ser, necessáriamente, melhores que eles.
terça-feira, janeiro 09, 2018
A FEMINIST TAKEOVER...
... and SAFO AS A WORLD LIDER?
Foi evidente, na cerimónia dos Globos de Ouro, a capitulação masculina, perante a apropriação simbolizada e levada à cena, da vontade da Eva sobre Adão, da Vénus sobre Marte, de Safo sobre Dionísio.
As fileiras feministas deixaram - se, alegremente, infiltrar - se pela LGBT, que viciou e tem torpedeado o compromisso humanista necessário a um novo tipo de relacionamento entre os sexos, sexos, digo bem e não géneros, nesta suja " guerra dos sexos " que mancha a nossa evolução.
A contrição expectante dos " senhores que restavam " naquele meio não reflecte, não reflectirá a narrativa que ainda decorre cá fora quanto ao extremar de posições e o " às armas " proclamadas pelas " abusadas " e , hoje não inclusivas, na soberania masculina.
O upgrade a que assistimos, desde que começaram as denúncias sobre o trogloditismo singular, vulgo assédio sexual, num mar de boa vizinhança que aos poucos ia demolindo séculos de circunstancialismos históricos que moldaram o relacionamento pessoal e profissional a partir de uma posição de poder masculino, dizia, provém de uma minoria militante que elevou o nível da confrontação, justa, a meu ver, ao nível dos preconizados pelo machismo, ajudando a que deste campo venha à luz do dia o contrapeso ao ataque.
A cerimónia, marcada por uma catarse circunscrita ao meio que a despoletou, juntou predadores contumazes, juanistas confessos, adúlteros e adúlteras que de braço dado com as vítimas e paravítimas, consagrou a Nova Ordem Sexual, retirando simbólicamente ao macho a iniciativa da corte sem correr o risco da ostracização por ASSÉDIO. Notável!
Um erro clamoroso, esse cometido pelos frágeis peitos das feministas inclusivas, as que não odeiam e que não querem ser vítimas mas sim protagonistas do seu destino, como qualquer sapiens adulto.
Os sucessos alcançados estavam a melhorar os seus companheiros e não a afastá - los. Seguir hoje as " fake swords " das LGBT fará regredir por mais uns tempos a normalização civilizada de todos os homens e mulheres deste planeta.
Se a luta continuar a ser pela liberdade será virtuosa e contará com a cumplicidade activa dos seus companheiros. Se for pelo Poder... será feia, muito feia.
segunda-feira, janeiro 08, 2018
PORTUGAL/ANGOLA
INCOMPREENSÕES SOBERANAS E...
...MÁS DIPLOMACIAS
" Esta coisa de haver nações - irmãs dá sempre merda, já se falou disto atrás mas que se dê mais uma achega ao assunto " - OLIFAQUE - João Magueijo
Inaceitável, o que se prefigura como uma chantagem inadmissível da liderança de Angola sobre o sistema político português, ponto.
Vejamos...
Perante o quadro de acusações do Ministério Público português ao ex - vice presidente de Angola, Manuel Vicente, entre outros altos dirigentes angolanos, arguido num processo de corrupção de um procurador português pelo arquivamento da investigação de crimes atribuídos a Manuel Vicente e eventualmente aos casos que lhe coubessem investigar, a troco de vantagens materiais e ocupação de lugar de relevo em instituições onde o Estado angolano, em Portugal, geria, Angola brandiu, numa primeira fase a imunidade diplomática do seu , na altura vice - presidente e agora a transferência do processo à sua soberania.
Esta abertura, suavizaria, de algum modo, a intransigência do Ministério Público numa matéria exemplar que contempla um dos seus e da qual difícilmente cederia e abre espaço a uma diplomacia subterrânea onde os interesses de Portugal, na parceria económica que almeja fortificar em prol dos portugueses aí residentes como colaboradores e das empresas exportadoras, seriam salvaguardados.
Não me espantaria que a Magistratura portuguesa, dominada pela Direita, no quadro dos interesses ideológicos em presença hoje em Portugal, tenha a tentação de complicar a vida do Partido Socialista no governo, numa intolerância superlativa à superação deste caso e projectar as consequências para a luta partidária. Daí ser uma obrigação do Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Justiça e do governo em geral e o que resta da visão de Estado do PSD, a resolução temperada deste impasse, pelo que as declarações públicas enquanto funciona a diplomacia serão, de todo, contraproducentes.
Essa terá de ser a posição do Estado.
A minha..., não me perguntem.
...MÁS DIPLOMACIAS
" Esta coisa de haver nações - irmãs dá sempre merda, já se falou disto atrás mas que se dê mais uma achega ao assunto " - OLIFAQUE - João Magueijo
Inaceitável, o que se prefigura como uma chantagem inadmissível da liderança de Angola sobre o sistema político português, ponto.
Vejamos...
Perante o quadro de acusações do Ministério Público português ao ex - vice presidente de Angola, Manuel Vicente, entre outros altos dirigentes angolanos, arguido num processo de corrupção de um procurador português pelo arquivamento da investigação de crimes atribuídos a Manuel Vicente e eventualmente aos casos que lhe coubessem investigar, a troco de vantagens materiais e ocupação de lugar de relevo em instituições onde o Estado angolano, em Portugal, geria, Angola brandiu, numa primeira fase a imunidade diplomática do seu , na altura vice - presidente e agora a transferência do processo à sua soberania.
Esta abertura, suavizaria, de algum modo, a intransigência do Ministério Público numa matéria exemplar que contempla um dos seus e da qual difícilmente cederia e abre espaço a uma diplomacia subterrânea onde os interesses de Portugal, na parceria económica que almeja fortificar em prol dos portugueses aí residentes como colaboradores e das empresas exportadoras, seriam salvaguardados.
Não me espantaria que a Magistratura portuguesa, dominada pela Direita, no quadro dos interesses ideológicos em presença hoje em Portugal, tenha a tentação de complicar a vida do Partido Socialista no governo, numa intolerância superlativa à superação deste caso e projectar as consequências para a luta partidária. Daí ser uma obrigação do Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Justiça e do governo em geral e o que resta da visão de Estado do PSD, a resolução temperada deste impasse, pelo que as declarações públicas enquanto funciona a diplomacia serão, de todo, contraproducentes.
Essa terá de ser a posição do Estado.
A minha..., não me perguntem.
sexta-feira, janeiro 05, 2018
UM ABORRECIMENTO...
... A CONVERSA DE CAFÉ...
...Dos dois candidatos à liderança do PPD/PSD, Santana Lopes e Rui Rio.
As tertúlias universitárias, ainda no imaginário dos dois, marcaram, no tuteio e no bate - boca inconsequente a conversa, que de debate sobre o seu partido e o país não teve RIGOROSAMENTE NADA, a não ser um catálogo mimetizado dos tempos de Sá Carneiro - Emagrecer as gorduras do Estado - , lembram - se?
Zurzir no Estado fê -lo o anterior líder de má memória, Passos Coelho, com os resultados que se conhecem. Por mais que se tente, dentro do PPD/PSD, branquear as malfeitorias de cujos resultados, mormente nos sectores estratégicos da Administração Pública, alienados levianamente à gula e especulação privada sob o alibi de melhor gestão, uma fraude evidente, neste atrelamento tardio ao líder demissionário, que resultados esperarão na escolha inconsequente dum ou doutro para, num futuro que desejo tão longínquo como Plutão, governar o país?
segunda-feira, janeiro 01, 2018
IMPOTÊNCIA...
... FOI A NOTA DOMINANTE DO ANO 2017
Só o desmantelamento do DAESH, ainda em curso, trouxe uma positividade, que pelo reconhecimento, sem relativismos, do mal representado na doutrina fundamentalista dos sequazes pseudo - religiosos que se acoitavam naquela organização anti - vida, uniu, embora com distintas motivações, o planeta.
É isso - UMA CAUSA COMUM - na linha do apelo do secretário geral da ONU, Guterres, conseguirá, de reverberação a reverberação, aqui, ali, trazer a comunidade do humano à sua condição humanista, libertando -a da negatividade que lhe tem marcado o trajecto.
VIVA 2018!
É na celebração da Vida, em toda a sua diversidade, que a nossa cumplicidade redentora com o planeta que tão generosamente nos acolhe, nos salvará do CAOS. E tantas caras tem o monstro...
BOM - ANO!
Só o desmantelamento do DAESH, ainda em curso, trouxe uma positividade, que pelo reconhecimento, sem relativismos, do mal representado na doutrina fundamentalista dos sequazes pseudo - religiosos que se acoitavam naquela organização anti - vida, uniu, embora com distintas motivações, o planeta.
É isso - UMA CAUSA COMUM - na linha do apelo do secretário geral da ONU, Guterres, conseguirá, de reverberação a reverberação, aqui, ali, trazer a comunidade do humano à sua condição humanista, libertando -a da negatividade que lhe tem marcado o trajecto.
VIVA 2018!
É na celebração da Vida, em toda a sua diversidade, que a nossa cumplicidade redentora com o planeta que tão generosamente nos acolhe, nos salvará do CAOS. E tantas caras tem o monstro...
BOM - ANO!
sábado, dezembro 30, 2017
POR ONDE ANDÁVAMOS?...
AH!... OS " CASOS "...
Foi uma pausa imposta pelas netas em visita aos velhotes. Telejornais vistos de esguelha, debates e comentários ouvidos em intermitência, quando não televisões e jornais em black - out totais.
Comecemos pela CATALÓNIA
Já toda a gente sabe dos resultados das eleições impostas pelo governo espanhol como toda a gente sabe que, no mínimo, elas foram marcadas por uma singularidade - a eleição de deputados e do putativo e previsível chefe do governo da Generalitat que neste momento se encontram encarcerados ou exilados por Rajoy, primeiro - ministro espanhol.
Uma maioria regimental absoluta dos independentistas opôr - se - á à vitória partidária dos Cyudadanos, pelo que nada mudou, minto, se definiu, com democracia e outra vez, o querer da maioria dos cidadãos catalães.
Um berbicacho político que só pela Política se poderá resolver. Felizmente, ou infelizmente, pela perspectiva do poder instalado - o Estado - é assim que, em DEMOCRACIA, se devem resolver as COISAS.
Acontece que o Pensamento Único que a liderança da Direita na U.E., hoje acarinha e tentou impôr através da T.I.N.A. aos países não cumpridores, pouco se preocupa com as subtilezas, ontem essências, que definiam a Democracia europeia, se as Finanças e as Bancas Nacionais estiverem em ordem, o que é o mesmo que dizer, se continuam a verificar - se as condições de enriquecimento para as minorias elitistas. Basta acompanhar os processos políticos de alguns países da U.E., nomeadamente dos ex - satélites da URSS e da Aústria, por exemplo, a braços com uma deriva populista e xenófoba que não tiram o sono à Alemanha e à França, apesar das ameaças entre - portas que as últimas eleições nesses países testemunharam.
Não admira, portanto, que, em relação ao abano anti - burrocrático que se desenha em Catalónia e ao desplante português na demolição dos pressupostos tinescos, ainda estejam às aranhas na reformatação do conceito DEMOCRACIA.
D'A FUFICE, sejamos neutros, foçanguice, ANTI - ASSÉDIO
Um exercício mental
Insisto no tema, dado o aberrante interpretativo que, OH CÉUS!!!, os estados - unidenses acabaram de descobrir que fazia parte do nosso património natural. Para o caso, do mais poderoso élan vital, chamemos - lhe assim numa abordagem redutora, da Natureza, sem o qual nem as rosas justificariam a sua condição.
Falo da sexualidade e do lugar que ocupa, nas suas infinitas variações, e como é experenciada pela diversidade das espécies e, para o caso em apreço, do humano.
Não me lembro, assinalado pela História, de algum conflito sério entre nações ou global, exceptuando a destruição de Tróia e do stress de Lesbos, de Salomé, em que ela esteja na base de qualquer mortandade homicida ( não desdenho o seu contributo no imaginário islamita contra a " libertinagem ocidental "... , hoje apelidado grotescamente de guerra de civilizações, em que ela não esteja, subterrânea, denunciada, bem lá no fundo das motivações recalcadas e sublimadas, presente, transparente, como catalizadora, inocente, pois claro, no despoletar das... tensões.
Pelo que..., permito - me generalizar ( não sou biólogo nem psiquiatra ) a todas as espécies viventes e a todas as raças humanas essa provação, esse imperativo, inserta nos seus genes.
No humano, o instinto é o que emerge no e do pensamento estruturado e da acumulação das vivências que, de elaboração em laboração definiu, dessa e nessa capacidade, única mas não exclusiva, o que nós poderemos ser. O seu controlo obriga a uma ordem auto - imposta e, no limite, imposta de fora pelos outros, pela Lei, pelo Estado, que a civilidade humanista que não urbi et orbi, contempla, e vai contemplando como um objectivo, utópico, passível de atingir, pela domesticação social. Daí a diferença, as discrepâncias e as variações das abordagens contextuais sobre o mais poderoso instinto da Natureza - o sexual - . A própria sobrevivência das espécies dele depende, ponto final.
A baboseira interpretativa contemporânea sobre a sua soberania tem tudo a ver com a boçalidade da (r)evolução(?) e da desordem sapiana que o nosso trajecto natural de domínio socialmente demente, insiste em impôr.
Poucas espécies naturais se poderão gabar desta anormalidade anti - natural que entre nós, evidentemente, se tornou numa ... aberração, com as consequências à vista, no discurso e na pose.
DA UNIÃO NACIONAL, ( reloaded as a wishful thinking... ) desejado pelo populista presidente da República Portuguesa, Marcelo Cae..., perdão, Rebelo de Sousa, falaremos em tempo oportuno.
Foi uma pausa imposta pelas netas em visita aos velhotes. Telejornais vistos de esguelha, debates e comentários ouvidos em intermitência, quando não televisões e jornais em black - out totais.
Comecemos pela CATALÓNIA
Já toda a gente sabe dos resultados das eleições impostas pelo governo espanhol como toda a gente sabe que, no mínimo, elas foram marcadas por uma singularidade - a eleição de deputados e do putativo e previsível chefe do governo da Generalitat que neste momento se encontram encarcerados ou exilados por Rajoy, primeiro - ministro espanhol.
Uma maioria regimental absoluta dos independentistas opôr - se - á à vitória partidária dos Cyudadanos, pelo que nada mudou, minto, se definiu, com democracia e outra vez, o querer da maioria dos cidadãos catalães.
Um berbicacho político que só pela Política se poderá resolver. Felizmente, ou infelizmente, pela perspectiva do poder instalado - o Estado - é assim que, em DEMOCRACIA, se devem resolver as COISAS.
Acontece que o Pensamento Único que a liderança da Direita na U.E., hoje acarinha e tentou impôr através da T.I.N.A. aos países não cumpridores, pouco se preocupa com as subtilezas, ontem essências, que definiam a Democracia europeia, se as Finanças e as Bancas Nacionais estiverem em ordem, o que é o mesmo que dizer, se continuam a verificar - se as condições de enriquecimento para as minorias elitistas. Basta acompanhar os processos políticos de alguns países da U.E., nomeadamente dos ex - satélites da URSS e da Aústria, por exemplo, a braços com uma deriva populista e xenófoba que não tiram o sono à Alemanha e à França, apesar das ameaças entre - portas que as últimas eleições nesses países testemunharam.
Não admira, portanto, que, em relação ao abano anti - burrocrático que se desenha em Catalónia e ao desplante português na demolição dos pressupostos tinescos, ainda estejam às aranhas na reformatação do conceito DEMOCRACIA.
D'A FUFICE, sejamos neutros, foçanguice, ANTI - ASSÉDIO
Um exercício mental
Insisto no tema, dado o aberrante interpretativo que, OH CÉUS!!!, os estados - unidenses acabaram de descobrir que fazia parte do nosso património natural. Para o caso, do mais poderoso élan vital, chamemos - lhe assim numa abordagem redutora, da Natureza, sem o qual nem as rosas justificariam a sua condição.
Falo da sexualidade e do lugar que ocupa, nas suas infinitas variações, e como é experenciada pela diversidade das espécies e, para o caso em apreço, do humano.
Não me lembro, assinalado pela História, de algum conflito sério entre nações ou global, exceptuando a destruição de Tróia e do stress de Lesbos, de Salomé, em que ela esteja na base de qualquer mortandade homicida ( não desdenho o seu contributo no imaginário islamita contra a " libertinagem ocidental "... , hoje apelidado grotescamente de guerra de civilizações, em que ela não esteja, subterrânea, denunciada, bem lá no fundo das motivações recalcadas e sublimadas, presente, transparente, como catalizadora, inocente, pois claro, no despoletar das... tensões.
Pelo que..., permito - me generalizar ( não sou biólogo nem psiquiatra ) a todas as espécies viventes e a todas as raças humanas essa provação, esse imperativo, inserta nos seus genes.
No humano, o instinto é o que emerge no e do pensamento estruturado e da acumulação das vivências que, de elaboração em laboração definiu, dessa e nessa capacidade, única mas não exclusiva, o que nós poderemos ser. O seu controlo obriga a uma ordem auto - imposta e, no limite, imposta de fora pelos outros, pela Lei, pelo Estado, que a civilidade humanista que não urbi et orbi, contempla, e vai contemplando como um objectivo, utópico, passível de atingir, pela domesticação social. Daí a diferença, as discrepâncias e as variações das abordagens contextuais sobre o mais poderoso instinto da Natureza - o sexual - . A própria sobrevivência das espécies dele depende, ponto final.
A baboseira interpretativa contemporânea sobre a sua soberania tem tudo a ver com a boçalidade da (r)evolução(?) e da desordem sapiana que o nosso trajecto natural de domínio socialmente demente, insiste em impôr.
Poucas espécies naturais se poderão gabar desta anormalidade anti - natural que entre nós, evidentemente, se tornou numa ... aberração, com as consequências à vista, no discurso e na pose.
DA UNIÃO NACIONAL, ( reloaded as a wishful thinking... ) desejado pelo populista presidente da República Portuguesa, Marcelo Cae..., perdão, Rebelo de Sousa, falaremos em tempo oportuno.
terça-feira, dezembro 19, 2017
CONTINUEMOS, POIS...
RARÍSSIMAS
Nunca dou por adquirido o que leio, ouço ou vejo na Comunicação Social a não ser numa perspectiva fenomenológica. Nunca faço julgamentos definitivos sobre o que considero importante, tendo sempre presente que o meu olhar e entendimento sobre as pessoas e as coisas são resultados de uma vivência, que embora partilhada com os meus semelhantes serão sempre unipessoais.
Penso que o cinismo generalizado da espécie resulta dessa presunção " de quem já viu tudo ", pelo que, tanto de uma perspectiva penitencial como inquisitorial, os ataques, ad hominem, ao sabor da boataria, me arrepiam.
Feito já o contraditório por quem se sentiu atacado por este caso, nomeadamente a presidente Paula Brito e Costa, entretanto auto - demissionária, o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS), padre Lino Maia, o, na época, presidente da Assembleia Geral das Raríssima, HOJE, Ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, e conhecidos os factos, os contextos, a cronologia e as explicações havidas, reitero a minha primeira impressão aqui dada - Um ajuste de contas - feito de boas intenções, mas falsas na sua fundamentação e alcance contra os alvos pretendidos e, por inerência, o mau funcionamento do Estado.
Sem nada de substancial a agarrar, já que o arrivismo deslumbrado é, não só condição de sucesso na política como a Burocracia, pelas costas largas, alberga todo o funcionamento do Estado actual como os do passado, a Oposição atirou - se a uma presa mais apetecível - o actual ministro do sector, Vieira da Silva na urdidura de uma relação causal e cúmplice de ... gestão danosa (!!!???).
Portugal transformar - se - ia num país de inspectores de polícia do cidadão para poder dar resposta às solicitações, não só da bufaria retaliatória, em tempo mediático, que as carradas de denúncias e queixas e queixinhas de virtuosos cristãos indignados veiculam.
Impossível à Burocracia desfazer esta teia pidesca sem fazer, também, de cada um de nós, um BUFO.
Antes de lançar o anátema pessoal seria preferível a crítica política e isso e sobre isso, seria preciso fazer um tratado etnológico que ninguém se atreve, sob o risco de ostracização social, sobre o país que somos, sobre a tão cantada simpatia dos seus naturais. Cairia muito mal a queda do mito.
É que, dos famigerados tempos salazaristas, até hoje, a matriz comportamental lusa no que respeita ao malabarismo ético e moral continua a mesma. No fim de contas é da sua natureza.
Para mim, o arrivismo não é uma singularidade no universo humano, é - lhe a primeira natureza, faz parte da, como diria Husserl, intuição originária da espécie a qual se procura dar um sentido que depende inexorávelmente do nosso juízo, que, produto da consciência, só o pode ser sobre o existente. No caso, nada há de singular nesse fenómeno a não ser uma questão de grau e... sucesso.
Nesse processo, só uma perspectiva ética poderá desadjectivar a invectivação, a inveja e a maledicência serôdia.
Aparentemente, o clique iniciador do que se chama deslumbramento, que um sentimento de permissividade e ou impunidade, desperta, toca - nos a todos e só alguns, como eu, por exemplo, ( tinha de dizê - lo, a minha snobeira... ), continuam surdos ao seu chamamento. Aos outros, a naturalidade e presteza na compreensão do fenómeno atesta a sua quase universalidade.
Posto isto, o que fica? Quase que... much ado about nothing, se não estivesse em discussão a descredibilização irresponsável de um importante sector da sociedade.
Nunca dou por adquirido o que leio, ouço ou vejo na Comunicação Social a não ser numa perspectiva fenomenológica. Nunca faço julgamentos definitivos sobre o que considero importante, tendo sempre presente que o meu olhar e entendimento sobre as pessoas e as coisas são resultados de uma vivência, que embora partilhada com os meus semelhantes serão sempre unipessoais.
Penso que o cinismo generalizado da espécie resulta dessa presunção " de quem já viu tudo ", pelo que, tanto de uma perspectiva penitencial como inquisitorial, os ataques, ad hominem, ao sabor da boataria, me arrepiam.
Feito já o contraditório por quem se sentiu atacado por este caso, nomeadamente a presidente Paula Brito e Costa, entretanto auto - demissionária, o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS), padre Lino Maia, o, na época, presidente da Assembleia Geral das Raríssima, HOJE, Ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, e conhecidos os factos, os contextos, a cronologia e as explicações havidas, reitero a minha primeira impressão aqui dada - Um ajuste de contas - feito de boas intenções, mas falsas na sua fundamentação e alcance contra os alvos pretendidos e, por inerência, o mau funcionamento do Estado.
Sem nada de substancial a agarrar, já que o arrivismo deslumbrado é, não só condição de sucesso na política como a Burocracia, pelas costas largas, alberga todo o funcionamento do Estado actual como os do passado, a Oposição atirou - se a uma presa mais apetecível - o actual ministro do sector, Vieira da Silva na urdidura de uma relação causal e cúmplice de ... gestão danosa (!!!???).
Portugal transformar - se - ia num país de inspectores de polícia do cidadão para poder dar resposta às solicitações, não só da bufaria retaliatória, em tempo mediático, que as carradas de denúncias e queixas e queixinhas de virtuosos cristãos indignados veiculam.
Impossível à Burocracia desfazer esta teia pidesca sem fazer, também, de cada um de nós, um BUFO.
Antes de lançar o anátema pessoal seria preferível a crítica política e isso e sobre isso, seria preciso fazer um tratado etnológico que ninguém se atreve, sob o risco de ostracização social, sobre o país que somos, sobre a tão cantada simpatia dos seus naturais. Cairia muito mal a queda do mito.
É que, dos famigerados tempos salazaristas, até hoje, a matriz comportamental lusa no que respeita ao malabarismo ético e moral continua a mesma. No fim de contas é da sua natureza.
Para mim, o arrivismo não é uma singularidade no universo humano, é - lhe a primeira natureza, faz parte da, como diria Husserl, intuição originária da espécie a qual se procura dar um sentido que depende inexorávelmente do nosso juízo, que, produto da consciência, só o pode ser sobre o existente. No caso, nada há de singular nesse fenómeno a não ser uma questão de grau e... sucesso.
Nesse processo, só uma perspectiva ética poderá desadjectivar a invectivação, a inveja e a maledicência serôdia.
Aparentemente, o clique iniciador do que se chama deslumbramento, que um sentimento de permissividade e ou impunidade, desperta, toca - nos a todos e só alguns, como eu, por exemplo, ( tinha de dizê - lo, a minha snobeira... ), continuam surdos ao seu chamamento. Aos outros, a naturalidade e presteza na compreensão do fenómeno atesta a sua quase universalidade.
Posto isto, o que fica? Quase que... much ado about nothing, se não estivesse em discussão a descredibilização irresponsável de um importante sector da sociedade.
domingo, dezembro 17, 2017
EXPRESSOANDO...
NA MOUCHE
" No Governo não parece haver, entre dezenas e dezenas de assessores e especialistas em redes sociais, quem tenha uma vaga ideia daquilo a que se chama gestão de crise "- Ricardo Costa, Expresso
No aproveitamento rasteiro que a Oposição, nomeadamente A.Cristas do CDS, sem ideias, sem programa, esvaziada de tópicos políticos de confronto com a geringonça ( a não ser os fait - divers, que os Media titulam a conta - gotas em cada dia que passa, num mimetismo atroz e nauseante da configuração editorial do C.M. e da CMTV ), tem feito para contrariar as boas notícias da governação, o visado, nas entrelinhas do caso Raríssimas, um folhetim patético e maledicente, foi Vieira da Silva, o " técnica e políticamente mais sólido ministro do Governo ", ainda com R. Costa...
Uma presa de monta, seria, na fragilização do governo, portanto.
Conhecido, através da entrevista que a fundadora de Raríssimas dá ao Expresso, os contornos deste caso, mais se me confirmam como um ajuste de contas, a que nem um eventual " deslumbramento " da visada com o seu sucesso pessoal se possa assacar um reparo consistente que mereça a demolição da magnífica instituição que criou.
Pelo que, políticamente será um tiro de pólvora seca que, infelizmente, terá uma vítima - Paula Brito e Costa.
IURD
Esteve lá tudo, estava lá tudo, está lá tudo, o que hoje se " descobre " em indignação, pasmo e repulsa, o que começou na mente dos seus fundadores numa garagem dos arredores - a exploração da crendice popular - através de uma máfia pseudo - religiosa a que só o desamparo volitivo, emocional, cultural e económico permitiram o aliciamento massivo.
O tráfico de crianças através e sobre um véu de ilegítimas e fraudulentas adopções com a cumplicidade de uma atroz negligência dos serviços do Estado e... dos tribunais, foi um upgrade das actividades da IURD em Portugal, e chega - nos ao conhecimento, com estrondo.
Impossível ao Estado, por mais que queira, atalhar na raiz e bloquear à nascença a emergência de malfeitorias sociais que o imaginário humano traz atrelado à sua condição, nomeadamente quando os seus contornos são propiciadores de miríficos chamamentos à salvação e redenção das aflições.
O controlo, através da legislação e a rapidez de resposta ao menor sinal de suspeita são, terão de ser dissuasores eficazes, também pelos sinais que enviam - Estamos atentos às vossas actividades - .
Porém, nada como o policiamento mediático e vai aqui uma vénia aos trabalhos daqueles, melhor, daquelas, que vão permitindo trazer, em trânsito e apesar de alguma malícia, associada à colagem de conotações partidárias e presunções inferidas e inseridas numa narrativa mimética de falsa objectividade, à luz os podres da sociedade e a venalidade a eles associados.
A IURD foi uma borbulha que inchou à luz da distracção e negligência e se tornou um tumor monstruoso. Reduzir a sua actividade, assim como as de organizações similares ao estrito âmbito de angariação de fiéis e caridade aplicada, terá de ser o dever de um Estado laico, como o de Portugal.
E... já vamos tarde...
( continuaremos... )
" No Governo não parece haver, entre dezenas e dezenas de assessores e especialistas em redes sociais, quem tenha uma vaga ideia daquilo a que se chama gestão de crise "- Ricardo Costa, Expresso
No aproveitamento rasteiro que a Oposição, nomeadamente A.Cristas do CDS, sem ideias, sem programa, esvaziada de tópicos políticos de confronto com a geringonça ( a não ser os fait - divers, que os Media titulam a conta - gotas em cada dia que passa, num mimetismo atroz e nauseante da configuração editorial do C.M. e da CMTV ), tem feito para contrariar as boas notícias da governação, o visado, nas entrelinhas do caso Raríssimas, um folhetim patético e maledicente, foi Vieira da Silva, o " técnica e políticamente mais sólido ministro do Governo ", ainda com R. Costa...
Uma presa de monta, seria, na fragilização do governo, portanto.
Conhecido, através da entrevista que a fundadora de Raríssimas dá ao Expresso, os contornos deste caso, mais se me confirmam como um ajuste de contas, a que nem um eventual " deslumbramento " da visada com o seu sucesso pessoal se possa assacar um reparo consistente que mereça a demolição da magnífica instituição que criou.
Pelo que, políticamente será um tiro de pólvora seca que, infelizmente, terá uma vítima - Paula Brito e Costa.
IURD
Esteve lá tudo, estava lá tudo, está lá tudo, o que hoje se " descobre " em indignação, pasmo e repulsa, o que começou na mente dos seus fundadores numa garagem dos arredores - a exploração da crendice popular - através de uma máfia pseudo - religiosa a que só o desamparo volitivo, emocional, cultural e económico permitiram o aliciamento massivo.
O tráfico de crianças através e sobre um véu de ilegítimas e fraudulentas adopções com a cumplicidade de uma atroz negligência dos serviços do Estado e... dos tribunais, foi um upgrade das actividades da IURD em Portugal, e chega - nos ao conhecimento, com estrondo.
Impossível ao Estado, por mais que queira, atalhar na raiz e bloquear à nascença a emergência de malfeitorias sociais que o imaginário humano traz atrelado à sua condição, nomeadamente quando os seus contornos são propiciadores de miríficos chamamentos à salvação e redenção das aflições.
O controlo, através da legislação e a rapidez de resposta ao menor sinal de suspeita são, terão de ser dissuasores eficazes, também pelos sinais que enviam - Estamos atentos às vossas actividades - .
Porém, nada como o policiamento mediático e vai aqui uma vénia aos trabalhos daqueles, melhor, daquelas, que vão permitindo trazer, em trânsito e apesar de alguma malícia, associada à colagem de conotações partidárias e presunções inferidas e inseridas numa narrativa mimética de falsa objectividade, à luz os podres da sociedade e a venalidade a eles associados.
A IURD foi uma borbulha que inchou à luz da distracção e negligência e se tornou um tumor monstruoso. Reduzir a sua actividade, assim como as de organizações similares ao estrito âmbito de angariação de fiéis e caridade aplicada, terá de ser o dever de um Estado laico, como o de Portugal.
E... já vamos tarde...
( continuaremos... )
quarta-feira, dezembro 13, 2017
AS PALAVRAS IMPORTAM...
... E NA POLÍTICA, DECISIVAMENTE.
A Coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, confirmou, na entrevista dada ao Expresso, a justeza com que previ os danos mediáticos, que não substanciais, com que a geringonça teria de se haver na segunda fase da legislatura.
As últimas eleições autárquicas assustaram, pelos resultados aquém das expectativas, quando não melindrosos, nomeadamente para o P.C.P., com perdas de Câmaras emblemáticas no imaginário pós 25 de Abril, os parceiros do P.Socialista no apoio ao governo por este liderado.
Não há volta a dar... Se o apoio de hoje, aceite e acarinhado pela Esquerda em geral, for, por razões tácticas, contrabandeado, pelo Bloco ou pelo PCP, a penalização eleitoral, então, nada terá a ver com a utilidade do voto agradecido ao Partido que nos livrou da Direita, da TINA de Passos e companhia.
Se nada garante, pelos resultados que este governo ainda continua a obter, que o agradecimento eleitoral continue a se reflectir num voto útil ao PS, em desfavor dos parceiros desta solução governativa, também nada obsta a que isso não aconteça.
Percebe - se, portanto, o dilema político do Bloco e do PCP.
Não se percebeu foi, da agressividade insultuosa com que a projecção dos danos mediáticos sobre a geringonça, melhor, sobre o PS, inaugurada pela contundente entrevista da líder do Bloco de Esquerda, o sentido, a intenção. É que o contrabando, nomeadamente o político, deveria contemplar mais subtileza e... mais dissimulação estratégica.
Sendo assim, com as cartas na mesa, livre se sentirá o PS de, com mais finesse e mais calo, de reforçar os seus mais do que merecidos méritos quando e se os seus parceiros fizerem implodir a geringonça.
Bastará que continue a governar à esquerda como tem feito e... até ver, BEM.
A Coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, confirmou, na entrevista dada ao Expresso, a justeza com que previ os danos mediáticos, que não substanciais, com que a geringonça teria de se haver na segunda fase da legislatura.
As últimas eleições autárquicas assustaram, pelos resultados aquém das expectativas, quando não melindrosos, nomeadamente para o P.C.P., com perdas de Câmaras emblemáticas no imaginário pós 25 de Abril, os parceiros do P.Socialista no apoio ao governo por este liderado.
Não há volta a dar... Se o apoio de hoje, aceite e acarinhado pela Esquerda em geral, for, por razões tácticas, contrabandeado, pelo Bloco ou pelo PCP, a penalização eleitoral, então, nada terá a ver com a utilidade do voto agradecido ao Partido que nos livrou da Direita, da TINA de Passos e companhia.
Se nada garante, pelos resultados que este governo ainda continua a obter, que o agradecimento eleitoral continue a se reflectir num voto útil ao PS, em desfavor dos parceiros desta solução governativa, também nada obsta a que isso não aconteça.
Percebe - se, portanto, o dilema político do Bloco e do PCP.
Não se percebeu foi, da agressividade insultuosa com que a projecção dos danos mediáticos sobre a geringonça, melhor, sobre o PS, inaugurada pela contundente entrevista da líder do Bloco de Esquerda, o sentido, a intenção. É que o contrabando, nomeadamente o político, deveria contemplar mais subtileza e... mais dissimulação estratégica.
Sendo assim, com as cartas na mesa, livre se sentirá o PS de, com mais finesse e mais calo, de reforçar os seus mais do que merecidos méritos quando e se os seus parceiros fizerem implodir a geringonça.
Bastará que continue a governar à esquerda como tem feito e... até ver, BEM.
sábado, dezembro 09, 2017
TRUMP?
Poderíamos presumir que seria ISSO...
Mas é apenas ISTO..., um capão pretensioso, megalómano, narcisista e perigoso pirómano. E só consegue grunhir alarvidades em monossílabos.
O mundo já é um lugar perigoso e cada vez mais... insólito e não precisávamos deste espécimen para atestar a nossa menoridade.
Por mim, podem interná - lo.
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