sexta-feira, fevereiro 18, 2011

PAIRANDO...

EGIPTO

A revolta triunfou nos seus pressupostos mínimos que era o derrube do " faraó " Mubarak. O que ficou desses dias de raiva foi que é possível mudar TUDO, para qualquer coisa outra, desde que o povo o queira, verdadeiramente.
A mensagem que todas as revoltas consequentes trazem é sempre a mesma e tem sido testemunhada pela História dos povos - a Liberdade é possível e... exige sacrifícios que poderão ocorrer ou não, consoante a determinação do levantamento popular.

O exemplo tunisino foi fundamental porque nos tempos recentes a queda da URSS e dos governos autocráticos de Leste europeu mais a revolução iraniana já estavam esquecidas e absorvidas pela normalidade democrática que lhes sucederam.

O Egipto vai - se remeter ao silêncio e à " normalidade " se os fins últimos da revolta popular continham tão poucas referências e objectivos. E será uma pena!

PORTUGAL

O País continua em banho - maria a cozer em lume brando.
As circunstâncias que moldam o estado actual, mesmo sem se afastar muito dos atavismos da natureza lusa, têm estado a refinar - se e num mau sentido, com a contribuição de TODOS, exceptuando a solidão dos cientistas, como único espaço de excelência em Portugal.

UNIÃO EUROPEIA

A ingenuidade política que grassa no espaço europeu, atolado num presente cheio de armadilhas que a imaturidade e diletância dos seus administradores não consegue superar traz - me à lembrança a raiz dos nacionalismos que lhe deram, em tempos, o seu formato actual - o desconhecimento do vizinho - com a negligência e indiferença associadas à massificação da INCULTURA em vastas áreas do seu território.

Da " ameaça " que representava aos interesses dos USA e da China,a UE remete - se voluntàriamente à condição de parceiro menor, quase descartável no turbilhão globalizante a que hoje já nem a sua Cultura e História planetária lhe poderão valer, de nada.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

DA HIPOCRISIA, feita norma...

... ninguém escapa, nem o indivíduo nem os Estados, representados pelos seus dirigentes, no Poder ou fora dele.

Ao indivíduo, ela é-lhe uma condição de funcionamento alimentada permanentemente pela socialização que, hoje, os gurus da hipocrisia moderna chamam de inteligência emocional.
Aos Estados, ela é - lhes uma condição, não da sua existência como tais mas decorrente dos interesses dos sistemas que defendem e dos interesses pessoais dos seus líderes.

Nas últimas semanas, o exercício dessa actividade tem estado ao rubro, nomeadamente no mundo ocidental e obscuramente ainda no Médio-Oriente, despoletada pelas revoltas populares na Tunísia e no Egipto que ameaçam contaminar toda a política planetária numa brutal confrontação entre o que o Ocidente prega para si e esquece nos Outros e o medo que a Liberdade Global lhe provoca no varrimento de uma classe maníacamente cleptómana e autocrática. É que temos entre nós os representantes desse sistema na sua faceta clepto e nada nos garante uma inibição de contágio, apesar do envelhecimento obeso da nossa juventude.

Em Portugal, o Bloco de Esquerda, com a promessa de apresentar uma moção de censura ao Governo deu uma violenta sapatada no pântano da hipocrisia instalada e pôs a nu o vazio retórico das Oposições e esfregou na cara de TODOS o que ninguém quer assumir - as responsabilidades e obrigações de TODOS, no sentido de pôr o País a funcionar noutros moldes.
Se o Governo não presta, como todos dizem, o que é que ele ainda está lá a fazer? Quais as consequências a tirar?

A nu vai ficar a responsabilidade explícita do PS e do PSD na não-existência de condições de governabilidade em maioria e que essa explicação devida ao povo tem de ser dada, no Parlamento e num clima de atenção focada pela moção.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

BOA MEMÓRIA...

 


...revelou o povo caboverdiano a separar a espuma da substância, acrescentando responsabilidades acrescidas ao PAICV e ao seu governo, premiando - o pela obra feita e credibilizando o seu projecto de fazer melhor amanhã.

Parabéns à democracia caboverdiana e continuação de um trabalho sério e produtivo dos seus governantes, com o POVO, na sua expressão exacta, na primeira linha das suas preocupações sociais. Os outros, possuidores de mais - valias que a Natureza e capacidade de posse privilegiam, do Governo e do Estado só precisam de liberdade e regras claras de funcionamento em liberdade.
Posted by Picasa

domingo, fevereiro 06, 2011

CABO VERDE

 


As eleições legislativas que decorrem na minha terra configuram um duro teste aos desafiantes do Poder detido pelo PAICV.

Cabo Verde conheceu um desenvolvimento extraordinário que as dificuldades apresentadas nos índices de Emprego e Saúde, principalmente,não conseguem apagar o excelente trabalho feito.

MESTI MUDA ( É preciso mudar! ), é o mote da campanha do partido oposicionista MPD, liderado por Carlos Veiga.

Dando de barato que uma sociedade está e precisa de mudanças no sentido do seu melhor desempenho em prol das populações, ignoro o sentido das mudanças que este partido quer implementar. E procurei sabê - lo..., sem sucesso.

Do apelo à continuidade do PAICV a resposta a haver e o desafio a propôr exigiam - se programas claros e um exercício projectivo de superação DO QUE ESTÁ POR FAZER MELHOR, o que não antevi em nenhum " discurso " da campanha do MDP;
porque na comparação que se poderá fazer eventualmente entre o consulado do MPD entre 1991 e 2001 e a governação de José Maria das Neves, Cabo Verde ganhou e o MPD perde.

Sendo assim..., mudar por mudar, por leviandade, seria um êrro que não creio que os meus patrícios vão cometer.
Posted by Picasa

O PAÍS DOS CALIMEROS...

...OU...

... GERAÇÃO LIXADA?, melhor, GERAÇÃO PASMADA E ESTUPORADA !

Leio H. Raposo no Expresso de ontem e oiço a Ana Bacalhau deplorando a parvoíce do mundo e da sua ( dela ) geração e lamentàvelmente et pour cause chego à reconfirmação de que a par de fantásticos jovens que habitam Portugal há uma geração pedinte e desvirgada a desmerecer tudo o que eles andam a fazer, por si e pelo País.

Lamúrias sobre lamúrias sobre a geração que a precedeu e que na minha opinião não soube incutir - lhes responsabilidade pessoal e cívica sobre a sua vida de adultos, com ou sem canudos,extensão enganadora de uma mais valia redentora a que qualquer sociedade se prostaria em adoração.

Ora bolas para isso! MEXAM- SE!

A REALIDADE está aí para ser mudada pelos não - conformistas, para ser ludibriada pelos pragmáticos e chico - espertos e para ser transformada em outra coisa, que não ISTO, que habitam em lágrimas.

Como não creio que Portugal seja um País de moralistas como eu, ao menos que não venha a ser, com essa geração, o Portugal dos " perdidos na Vida ".

É que já não há pachôrra para tanta auto-comiseração de ressabiados que só sabem gemer e contorcer - se em sofrimento.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

ANARQUIA, JÁ!

A minha satisfação pelo que se está a passar no mundo árabe a reboque da revolta popular tunisina, às claras no Egipto e subterrâneamente já nas suas monarquias, é plena.

Há tempos perguntava eu - Será que as democracias se sentem assim tão seguras que se permitem tais ofensas aos povos que representam?

Basta já do absurdo que certos regimes contemplam hoje como uma fatalidade, a que a maioria da população não consegue fugir.
Sempre produto das circunstâncias que fazem do SAPIENS um ser imaturo e reiteradamente de fraca memória da sua história assim que a sua Vida ( sempre vista uniliteralmente ) entra, a espaços, nos " eixos ", as revoltas populares, puras na anarquia que as sustentou e sustenta, tendem, assim que enquadradas, a perder o élan transformador que as despoletou.

Não, NÃo, NÃO, até que os " enquadradores " encartados cumpram o que a revolta pede e exige, sem negociadores nem representantes fácilmente racionalizáveis pelo bom-senso dos gabinetes, a não ser a consciência interrogada das massas, aferidoras das disposições dos burocratas em cumprir as proclamações exigidas.

Então, haverá espaço para a legalidade que a legitimidade popular trouxe à rua e quer fazer LEI.
A desmobilização não pode ser para já. Ainda não, pese a pressão dos USA, UE, ONU ou Liga Árabe.

É que eles foram parceiros mudos e espectadores desinteressados da sorte das populações que normalmente SAEM À RUA em revolta.

Ainda não!

segunda-feira, janeiro 31, 2011

NEM ONTEM, NEM HOJE...

 


NENHUMA argumentação será válida contra as novas declarações de BIBI,a não ser adornada de uma colossal hipocrisia ou auto - recriminação.
Para os que condenaram TODOS os arguidos ou especialmente um deles, Carlos Cruz, para o caso, esse eventual " ajustamento ", no caso de uma eventual inocência ou erro judiciário, seria muito doloroso moralmente.

Se ontem, as declarações de BIBI estiveram na base da condenação dos arguidos do processo Casa Pia, ajoujadas pela " credibilidade " das vítimas declaradas, portanto, CREDÍVEIS, para a opinião pública e para os tribunais, porque é que HOJE não o serão?

BIBI nunca teve NENHUMA credibilidade, nem ontem nem hoje. Quanto às vítimas dos abusos, não me pronuncio a não ser na total condenação da pedofilia e dos seus autores.

A natureza humana sempre se predispôs à empatia com a patifaria. Acaba, no limite, por alimentar um misto de inveja/ódio por aqueles que ultrapassam ou parecem ter ultrapassado os limites que a sua cobardia, códigos morais, penalização social ou religiosa lhe impôe.
É com estes pressupostos que se coze a " opinião pública " quando sobre os outros cai o anátema.

Não poderá haver, não deveria haver NENHUMA condicionante jurídica que possa impedir a audição, de novo, desta testemunha e o confronto com as " provas " aduzidas e com as vítimas, em nome da JUSTIÇA.
Posted by Picasa

domingo, janeiro 30, 2011

E VIVA A REVOLUÇÃO!

 



Eu já tinha avisado e ansiado que os " sinais " estavam já aí...

Manietada pela sua demissão da direcção administrativa dos povos que a sua obrigação e essência exigiria, em prol da Cleptocracia feita regime, a POLÍTICA, desmascarada na sua cumplicidade "activa, só tinha um caminho a percorrer - a DEVOLUÇÃO do Poder a quem o deu - o POVO.

Nas sociedades democráticas instituídas pelo Globo, essa devolução tem sido formalmente protagonizada nas eleições, durante o tempo da campanha eleitoral. Uma vez cumpridas as " obrigações " exigidas( !!!???) ao Povo regressa tudo ao statu anterior, com novos protagonistas ou não.

Naturalmente, as sucessivas " mascaradas " com as quais o Povo se deixava enganar, na ilusão de que o sistema e o regime podiam ser reformados, começam a esvaziar - se de sentido e de conteúdo de que o abandono em crescendo das urnas eleitorais dá consistência.

A hora é de acção.

A minha desilusão com o comodismo e emburguesamento da juventude ociosa, niilista, burocrática e efeminada do Ocidente,ausente e negligente do seu futuro teve um revés - contentamento com a revolução dos jovens tunisinos.
Que os ventos que varreram a cleptocracia tunisina representada pelos seus dirigentes políticos tenham o efeito de um gigantesco e global tsunami,a leste a norte a sul e a ocidente e que ajude a reinventar uma nova DEMOCRACIA E UM REGIME OUTRO, que sejam capazes de redefinir uma nova matrix do SAPIENS.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

LÁ COMO CÁ...


No dia 6 de Fevereiro decidem - se as eleições em Cabo Verde.

Como de resto em todo o planeta em sufrágio, exigem - se MUDANÇAS, quanto mais não seja a cara da liderança.

Os ventos de mudança sopram na Tunísia e no Egipto e certas lideranças, aquelas que se assustam e com razão quando o povo abandona a " urna " e acciona a democracia directa,têm razão para ter medo.

Felizmente, no meu saudoso País, tão doce nos seus costumes como os pais fundadores, a fúria não foi para lá chamada.
Aquilo que nos distingue - a proximidade, nunca permitirá a resolução dos problemas políticos pela violência.

Que continue assim...

segunda-feira, janeiro 24, 2011

E Manuel Alegre?

Em Fevereiro do ano passado, quando a candidatura de Fernando Nobre se deu à luz e na ressaca das palavras proferidas por M. Alegre, " aliviado " com a definição do voto do PS dizia - As coisas estão claras - eu duvidei que estivessem e previ então que se não fizesse esquecer aos socialistas a sua declarada e reiterada oposição ao seu governo,não iria longe.

Pelos vistos, não conseguiu...
A incoerência do seu táctico posicionamento político, em nome da liberdade, magoou os seus camaradas e se para alguns engolir o sapo da sua candidatura era um mal necessário, para outros,em nome da mesma liberdade que exemplificou,era amargo demais, como se viu.

DA NATURALIDADE DAS COISAS...

" AQUELE DE ENTRE VÓS QUE NUNCA PECOU, ATIRE A PRIMEIRA PEDRA! " - Jesus Cristo

A História das Nações está íntimamente ligada, como necessáriamente tem de ser,aos seus protagonistas, em cada fase da sua Vida.A inocência está excluída das suas decisões.
Ontem, o protagonista foi o povo que elegeu Cavaco Silva para mais um mandato de 5 anos à frente do seu destino.

A Democracia também é isto e a História de Portugal estará, nos próximos anos, marcada pelos resultados da votação de ontem.
Como tem acontecido nos desenvolvimentos recentes da política portuguesa,a reacção popular aos ataques aos carácteres dos seus líderes tem sido a absolvição, para lá de qualquer análise racional que sobre os factos lhe tenha sido trazido, numa manifestação de solidariedade e esvaziamento de juízos morais a que só um reconhecimento e empatia da imperfeição do outro, justifica.

O que isso nos diz do carácter do POVO, também é ISSO, aqui ou em qualquer parte do mundo, é claro.
A natureza humana sabe - se imperfeita,e quando posta perante a imperfeição ética dos seus líderes a sua análise, quase sempre, estreita -se para o campo familiar e próximo do Eu que não para o espaço real, político, aonde deveria ser sufragada.

Cavaco Silva é, hoje, o representante político, sociológico e ético do estado moral do País.
O que se espera dele, conhecida a sua história e dos seus companheiros da jornada é incompreensível para mim..., mas eu não votei nele, naturalmente!

sexta-feira, janeiro 21, 2011

EU NÃO VOTO CAVACO...

...E passo a explicar o porquê, para lá da questão ideológica, que em essência explicaria e estaria na base de qualquer opção consciente.

A suprema ironia de " tudo isto ", é que uma " ideologia " - o Capitalismo liberal - que travou uma feroz batalha com o comunismo esteja hoje entregue a burocratas, da China aos USA, passando pela Europa e Rússia. O vazio que a tensão social, esvaziada então pelo fim da História, ideológica naturalmente,criou, foi preenchido, sem pudor já, ( ai dos vencidos! )por uma entidade sem rosto, quase etérea - o Mercado, contra a qual a " multidão " de Neri e as " massas " de Gasset se encontra na posição de Quixote.

Voltando a Cavaco, eu não voto Cavaco porque ele é, na essência, um ser desprovido de ideologia, é um BUROCRATA, um funcionário do statu quo, um representante consciente do " Império ", em Portugal.

Não confio nele, como não confio em amorais. Dos imorais conheço os sintomas e a narrativa, por exclusão; dos amorais temo a inconsciência quando sustentada pela ignorância e a hipocrisia quando apoiada no " pragmatismo ".

segunda-feira, janeiro 17, 2011

ORA, AÌ ESTÁ A RAZÃO...

...Da minha ausência de comentários à campanha eleitoral em curso e a minha séria reflexão sobre uma abstenção que diàriamente me tenta trazer à realidade do dever cívico.

Façam o favor de ir ler, com olhos de ver, " PLUMA CAPRICHOSA " de Clara Ferreira Alves do Expresso de sábado, sob o título - Os políticos e os patetas. Está lá tudo e desta vez sem paninhos quentes que a elegância da prosa por vezes atenua em suaves " desabafos ".

Fala - se muito da crise económica e financeira e não se olha para o que se passa ao nosso lado...
Do empobrecimento e decadência da generalidade da " massa cinzenta " nacional têm os MEDIA uma responsabilidade medonha, repetidamente ensaiada por aqui e por muitas outras " vozes de burro " que ainda não vencidas pelo cansaço, teimam em alertar para a bisonha realidade nacional.

Saramago deplorava a incapacidade progressiva do mundo de hoje REFLECTIR, associando esse descalabro, nas Academias, ao abandono da Filosofia e do gosto pelo raciocínio abstracto.
Tudo isso, associado à trôpega literatura que hoje, sem pudor, se dá, num exercício pungente de narcisismo,a conhecer pelos seus iguais criou um caldo de uma " coisa " que ainda não encontrei uma palavra em português que a definisse. Mas vou a tempo...

É evidente que a Política não poderia passar impune e imune a essa contaminação a montante e a juzante, como causa e efeito desse produto.
Os intelectuais, na sua maioria, abandonaram, " desprezados ", a vida pública. Tornaram - se - lhes penosas as escolhas entre venderem - se ou capitularem -se e exilaram - se para o privado e para o universo, hoje restrito, da Cultura feita impotência.

Fala - se para quem, HOJE? E de QUÊ?

quinta-feira, janeiro 13, 2011

DA CAPITULAÇÃO ANUNCIADA...

... E que vem sendo, com uma pertinácia afrontosa, tecida pelos interesses económicos, financeiros e políticos,à sua efectivação já só vai o tempo que decorre até às eleições do novo presidente da República.
Tudo se prepara já para entregar de mão - beijada o País aos decisores estrangeiros.

Nada tem isso de surpreendente na História dos povos e em Portugal isso já aconteceu com as consequências que essa nova " conspiração " terá.
Nos finais do século XVI, as circunstâncias criadas pela aristocracia política e religiosa somadas à " neutralidade interesseira " do comércio, " anexaram ", nas palavras de um investigador não referenciado, ( ver " A língua e a cultura portuguesas no tempo dos Filipes de Pilar Vásquez Cuesta " )Filipe II de Espanha.

Do seu a seu dono, quando em Portugal, hoje, temos à cabeça dessa " conspiração ", visível de cada vez que abre a boca para falar do País, o actual Presidente da República, ancorado nas mesmas forças que então quase exigiam a entrada de decisores estrangeiros no País, está tudo dito e visto. Só que o " anexado " estimado desta vez será o FMI, na esteira do Fundo de Estabilidade Económica Europeia.

Como no século XVI, hoje como ontem, a resistência, passiva ou activa, estará no Povo, que nas circunstâncias actuais terá de se aliar à outra resistência configurada pelo Governo e o seu líder - Sócrates.
Ressalta em tudo isso a tremenda importância de que se revestem as eleições que vêm aí. As escolhas serão decisivas e determinantes para o futuro próximo.
Se o Governo cair, cercado por todos os lados como está, a CAPITULAÇÃO estará à porta.

Quem diz que a História não se repete redu-la aos rostos dos protagonistas e não às circunstâncias que os criam e fundamentam as suas escolhas e a sua história.
Hoje, os protagonistas têm um rosto e uma actuação conhecida de TODOS, assim como as circunstâncias que criaram ou querem evitar, para lá da sua actuação mediática. O conhecimento da sua história também entra nas nossas escolhas. TEM DE ENTRAR!

terça-feira, janeiro 11, 2011

CONSAGRAÇÃO

 



A haver uma justa atribuição de mérito, Mourinho conseguiu - o, com a votação maciça dos jogadores de futebol que o consagraram como o melhor treinador do Planeta, juntamente com os jornalistas que não dos treinadores adversários, compreensível, aliás.

Conseguiu - o e foi uma proeza, contra os interesses da FIFA e contra o sistema que os seus parasitários mercantilistas alimentam.
Conseguiu - o com o apoio dos seleccionadores nacionais e...dos ADEPTOS, que apesar de preferências por este ou aquele sistema de jogo, sentem que o seu sectarismo por vezes não consegue manchar os factos e que o futebol que amam é feito de sangue suor e lágrimas e partilha de emoções que se espraiam nas quatro linhas do campo e qwue definem o que realmente importa - a victória das suas cores e dos atletas que apoiam.

O resto, a galáxia de interesses que à sua volta se tece, mormente na domesticação e assimilação dos rebeldes à causa do negócio de milhões que a sua actividade permite parasitar, passa ao lado durante os noventa minutos de uma partida de futebol.

Mourinho interpreta na perfeição esse sentir, na autenticidade com que vive com os seus atletas a impureza das emoções que o jogo transporta. Ele é assim.

Que continue por muitos anos mais a recusar pôr o " chapéu " de D. José de uma pretensa "aristocracia e respeitabilidade " ( ver de Zé a D. José de João Manha no Record de hoje ) que dariam caução à aceitação pelos senhores do sistema e seus lacaios e por quem só lhe pode e deve invejar o sucesso sem mas, como convém a almas pouco nobres.
Posted by Picasa

sábado, janeiro 08, 2011

NOSTALGIAS...

Proponho um pequeno exercício aos bloguistas " veteranos ", com, pelo menos 6,7 anos nessas andanças e que se traduz numa revisitação dos seus posts desde essa altura.

Confesso que a mim, numa confirmação dos meus dotes " mediúnicos ", a surpresa de me descobrir como um profeta durou pouco. É que o exercício só me revelou que, passe as evoluções de consequência, NADA se alterou no panorama político, mental, económico, ( a diversificação é uma consequência )ético ou cívico em Portugal.

A actual campanha eleitoral em curso repete, mutatis mutandis com a mesma narrativa, todas as campanhas do passado e com os mesmos protagonistas. Só mudaram as caras.

Na verdade, a " COISA " que é isto hoje, não é pertença própria...

Que a Política se tinha emigrado para longínquas paragens e se tornou incontactável também foi uma consequência que não se tinha previsto com a Globalização. E o que é que essa incompetência nos diz em relação aos seus intérpretes que ocupam elevados cargos da sua direcção? A sua falência, pela adopção de uma nova religiosidade cuja essência a sua História, na sua génese, sempre quis contrariar.

Por outro lado, também nos diz que a elite, a intelectualidade que a Ciência e a Cultura criaram se ajoelhou aos ditâmes do Capital, representado hoje por essa coisa sem rosto a que hoje se remete o futuro dos Povos.

A.Neri, filósofo italiano chamou a essa entidade, a esse novo protagonista político e não só, que paira impunemente sobre as soberanias nacionais, o IMPÉRIO e reduziu - nos a TODOS a uma massa amorfa a que chamou multidão, em luta surda e resilente contra esse novo DEUS dos nossos tempos.

Eu cá choro pela REVOLUÇÃO, por uma revolução que remeta o SAPIENS a uma condição sem esperança, universal, TOTAL, que o livre do Abismo e que lhe permita uma ascenção outra que não essa decadência inveterada e... patética.

Desgraçadamente para os que a vão enfrentar e libertador para o futuro da espécie, ela vai acontecer, tão certo como eu estar aqui hoje. O sentido da sua marcha e o click do seu despertar está por aí...

quarta-feira, janeiro 05, 2011

PRESIDENCIAIS...

POISSSS....

Que dizer?

Os MEDIA, enfadados com a crise, com os discursos políticos, com Sócrates em banho - maria e com a " fleuma " sem sal do líder da oposição e com as bonecadas do Portas, vai daí e agarra - se com unha e dentes ao cheiro de um escândalo que já tem perto de DEZ anos e que na altura não " sacudiram " muito.


Veremos os desenvolvimentos... Depois falaremos de política

sábado, janeiro 01, 2011

EIS - NOS EM 2011

... E, sem nenhumas ilusões antecipadas, a não ser continuar a celebrar mais uma passagem de ano com o " rebuliço " familiar controlado em baixos décibéis,seguir a evolução do SAPIENS , que, a passo de caracol, faz o seu destino neste belo planeta.

quinta-feira, dezembro 30, 2010

GENEALOGIA!!!!!?????

... Ou, por outro lado, CARTA ABERTA AO CLUBE DOS DESCENDENTES

Confesso que não queria reagir, mas há coisas que a minha " genealogia ", minha, porque não herdada, sem alter - egos de nenhuma ordem a não ser a DECÊNCIA que me moldou, não aguenta, ou é do meu nariz?

Sim, sei que esta é uma palavra em esvaziamento e no entanto, pergunto:
- Genealogia para explicar o QUÊ? O valor real do indivíduo? E o que é isso do valor REAL?

Sei que Hitler, sem genealogia aplicou -a no contexto da depuração rácica da sociedade alemã. Também sei que Lincoln, outro sem genealogia, desprezou - a e combateu - a na Guerra Civil americana e de uma penada, a escravatura que lhe dava sustento e caução.
Se a História dos povos e o percurso espiritual, exacto, espiritual e não religioso dos indivíduos dependessem das suas origens, a História contemporânea iria, de certeza, por maus caminhos se à sua positividade como percurso desejável de evolução ( e é disso que se trata )do Homem dependesse do domínio, real ou imaginado da aristocracia genealógica; e pelo que sabemos hoje, pela diluição do conceito genealógico da família e dos filhos de família a juventude da Europa tem sido exemplar na demolição desses " luxos " aristocráticos varrendo - os para debaixo da tapete quando não os esfrega na cara de um certo conservadorismo saudoso dos tempos dos escravos dos avós.

Para encurtar, quero crer que a valência do Homem, antigo ou moderno, sempre se fez no recanto da sua consciência e, embora reconhecido por outros, anonimato, e para os que privilegiam a acção concreta e exposição, em ética e na sua aplicação concreta - moralidade.
Sem isso, só lhe restam as árvores da sua condição, de chimpanzé.

Percebeu - se, quando Sócrates, um exemplo, apareceu como P.M. a " perplexidade " de tamanho desafio - Quem é este e de onde vem? foi a pergunta que o povo nunca fez.

Definitivamente NÃO, a genealogia tem tanta importância na psique, pelo menos na minha teve, como o estado do tempo no meu humor. Só me sugere meras reflexões, racionais e nunca sentimentais ou de outra índole.

É que sou do tempo dos bébés - provetas e dos clones...

DA ÁFRICA...

... ou a análise de um intruso sobre " agenda Africana!!!? ".

Confesso que vejo com pouca complacência as críticas que generalizada e recorrentemente surgem a propósito dos males da África, nomeadamente quando se suportam sobre bases éticas e morais e não reflexões fundamentadas da genealogia da evolução política de um continente que só recuperou a sua História há pouco mais de sessenta anos.

O olhar sobranceiro sobre a corrupção em África, sempre generalizada, quando comparada com a monstruosidade implícita no código genético do sistema que a alimenta e em plena globalização pelo Globo, o Capitalismo,é de uma hipocrisia atroz.

Falar de África implica NECESSÁRIAMENTE uma abordagem histórica do antes, durante e pós-colonialismo e ela terá de ser sempre ideológica, para lá das estatísticas que o aparente sucesso de Botswana apresenta.

A ideia, como aparentemente o texto de H. Raposo reflecte sob o título - O caos em África - no " Expresso on-line " de que o sucesso de qualquer democracia, em qualquer parte do planeta, Botswana, para o caso, implica uma clonagem, natural, crê ele, de culturas e organização social donde brotariam, num passe de mágica, a triunfante democracia de tipo ocidental,não pode ser levado a sério.
Este espaço é demasiado pequeno para citar textos de africanos, políticos intelectualizados ou intelectuais que se tornaram políticos, mas remeto este texto para as intervenções dos pais fundadores das novas repúblicas pós - colonialismo, nomeadamente Cabral, Senghor, NKruma,Nasser, etc.
É procurá - los, lê - los, conhecer as suas projecções das sociedades que queriam implementar e seguir com ATENÇÃO o boicote insidioso que o Ocidente e a URSS teceram sobre as jovens nações.

As leituras serão sempre ideológicas, assim como a interpretação, insidiosa, dos factos quando se quer colar percursos formatados a realidades que não se conhecem de todo.

Podem sempre comparar com o texto, por exemplo, do Luís Naves no blog Albergue Espanhol sobre a temática africana, como foi orientado e ver a diferença.


Adenda - É que olhar para a História Mundial e África tem sido parte determinante dessa História, com o olhar frio do historiador SIR Martin Gilbert em História do século XX, um acervo importantíssimo e neutro de factos, como tem sido o olhar do cidadão europeu sobre a África, dizia eu, é muito diferente de ler O livro negro do Capitalismo, para mim infinitamente mais importante para o balanço da História.