quarta-feira, janeiro 10, 2018

OUI!

MA BELLE!




ALLONS!...

De HASS, feminista militante e radical reage, como se não a tivesse compreendido, à proclamação de  Deneuve e de mulheres que não odeiam os homens, e, de esguelha, lê nessa tomada de posição, uma subalternidade masoq e solidariedade com a violência sexista.

Se quisesse ser mauzinho e... porco misógino, que é o que as lésbicas chamam aos homens que adoram as mulheres, diria que é sintomático que esse radicalismo feminista surja de mulheres que os homens não querem. E De Hass parece contemplar esse destino, que não a doce Deneuve.

FUNDAMENTALISMO PURITANO?

Gostei de saber que a Europa está a reagir a essa nova moda yanque. O que diz o Hebdo sobre isto?

Nada, absolutamente nada, tem os USA a ensinar à Europa. Tudo, mas absolutamente tudo tem os USA a aprender com a Europa. Fê - lo no passado e hoje, mais do que nunca terá de combater o seu insuperável provincianismo puritano e hipócrita, de maneira a nunca ter por representante pessoas como o seu actual presidente e mulheres abusadas a definir - lhe o uso da sua liberdade sexual.
Confundir violência sexual com a sedução e o cortejamento é não ter a subtileza cultural que a educação, a cultura que a literacia e o respeito humano acrescentam à relação civilizada DENTRO do espaço por nós habitado.

As modas, que recorrentemente disparam dos USA em globalização infame pelo mundo, pela imaturidade civilizacional que transportam não deveriam ser seguidas cegamente pela juventude mundial. Uma posição crítica e independente será sempre o melhor juíz da justeza, sem contrabando, do seu contributo civilizacional.
Teremos de ser, necessáriamente, melhores que eles.

terça-feira, janeiro 09, 2018

A FEMINIST TAKEOVER...


... and SAFO AS A WORLD LIDER?

Foi evidente, na cerimónia dos Globos de Ouro, a capitulação masculina, perante a apropriação simbolizada e levada à cena, da vontade da Eva sobre Adão, da Vénus sobre Marte, de Safo sobre Dionísio.
As fileiras feministas deixaram - se, alegremente, infiltrar - se pela LGBT, que viciou e tem torpedeado o compromisso humanista necessário a um novo tipo de relacionamento entre os sexos, sexos, digo bem e não géneros, nesta suja " guerra dos sexos " que mancha a nossa evolução.

A contrição expectante dos " senhores que restavam " naquele meio não reflecte, não reflectirá a narrativa que ainda decorre cá fora quanto ao extremar de posições e o " às armas " proclamadas pelas " abusadas " e , hoje não inclusivas, na soberania masculina.


O upgrade a que assistimos, desde que começaram as denúncias sobre o trogloditismo singular, vulgo assédio sexual, num mar de boa vizinhança que aos poucos ia demolindo séculos de circunstancialismos históricos que  moldaram o relacionamento pessoal e profissional a partir de uma posição de poder masculino, dizia, provém de uma minoria militante que elevou o nível da confrontação, justa, a meu ver, ao nível dos preconizados pelo machismo, ajudando a que deste campo venha à luz do dia o contrapeso ao ataque.

A cerimónia, marcada por uma catarse circunscrita ao meio que a despoletou, juntou predadores contumazes, juanistas confessos, adúlteros e adúlteras que de braço dado com as vítimas e paravítimas, consagrou a Nova Ordem Sexual, retirando simbólicamente ao macho a iniciativa da corte sem correr o risco da ostracização por ASSÉDIO. Notável!


Um erro clamoroso, esse cometido pelos frágeis peitos das feministas inclusivas, as que não odeiam e que não querem ser vítimas mas sim protagonistas do seu destino, como qualquer sapiens adulto.
Os sucessos alcançados estavam a melhorar os seus companheiros e não a afastá - los. Seguir hoje as " fake swords " das LGBT fará regredir por mais uns tempos a normalização civilizada de todos os homens e mulheres deste planeta.
Se a luta continuar a ser pela liberdade será virtuosa e contará com a cumplicidade activa dos seus companheiros. Se for pelo Poder... será feia, muito feia.

segunda-feira, janeiro 08, 2018

PORTUGAL/ANGOLA

INCOMPREENSÕES SOBERANAS E...

...MÁS DIPLOMACIAS

" Esta coisa de haver nações - irmãs dá sempre merda, já se falou disto atrás mas que se dê mais uma achega ao assunto " - OLIFAQUE - João Magueijo

Inaceitável, o que se prefigura como uma chantagem inadmissível da liderança de Angola sobre o sistema político português, ponto.
Vejamos...
Perante o quadro de acusações do Ministério Público português ao ex - vice presidente de Angola, Manuel Vicente, entre outros altos dirigentes angolanos, arguido num processo de corrupção de um procurador português pelo arquivamento da investigação de crimes atribuídos a Manuel Vicente e eventualmente aos casos que lhe coubessem investigar, a troco de vantagens materiais e ocupação de lugar de relevo em instituições onde o Estado angolano, em Portugal, geria, Angola brandiu, numa primeira fase a imunidade diplomática do seu , na altura vice - presidente e agora a transferência do processo à sua soberania.
Esta abertura, suavizaria, de algum modo, a intransigência do Ministério Público numa matéria exemplar que contempla um dos seus e da qual difícilmente cederia e abre espaço a uma diplomacia subterrânea onde os interesses de Portugal, na parceria económica que almeja fortificar em prol dos portugueses aí residentes como colaboradores  e das empresas exportadoras, seriam salvaguardados.

Não me espantaria que a Magistratura portuguesa, dominada pela Direita, no quadro dos interesses ideológicos em presença hoje em Portugal, tenha a tentação de complicar a vida do Partido Socialista no governo, numa intolerância superlativa à superação deste caso e projectar as consequências para a luta partidária. Daí ser uma obrigação do Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Justiça e do governo em geral e o que resta da visão de Estado do PSD, a resolução temperada deste impasse, pelo que as declarações públicas enquanto funciona a diplomacia serão, de todo, contraproducentes.

Essa terá de ser a posição do Estado.
A minha..., não me perguntem.

sexta-feira, janeiro 05, 2018

UM ABORRECIMENTO...


... A CONVERSA DE CAFÉ...

...Dos dois candidatos à liderança do PPD/PSD, Santana Lopes e Rui Rio.
As tertúlias universitárias, ainda no imaginário dos dois, marcaram, no tuteio e no bate - boca inconsequente a conversa, que de debate sobre o seu partido e o país não teve RIGOROSAMENTE NADA, a não ser um catálogo mimetizado dos tempos de Sá Carneiro - Emagrecer as gorduras do Estado - , lembram - se?

Zurzir no Estado fê -lo o anterior líder de má memória, Passos Coelho, com os resultados que se conhecem. Por mais que se tente, dentro do PPD/PSD, branquear as malfeitorias de cujos resultados, mormente nos sectores estratégicos da Administração Pública, alienados levianamente à gula e especulação privada sob o alibi de melhor gestão, uma fraude evidente, neste atrelamento tardio ao líder demissionário, que resultados esperarão na escolha inconsequente dum ou doutro para, num futuro que desejo tão longínquo como Plutão, governar o país?

segunda-feira, janeiro 01, 2018

IMPOTÊNCIA...

... FOI A NOTA DOMINANTE DO ANO 2017

Só o desmantelamento do DAESH, ainda em curso, trouxe uma positividade, que pelo reconhecimento, sem relativismos, do mal representado na doutrina fundamentalista dos sequazes pseudo - religiosos que se acoitavam naquela organização anti - vida, uniu, embora com distintas motivações, o planeta.

É isso - UMA CAUSA COMUM - na linha do apelo do secretário geral da ONU, Guterres, conseguirá, de reverberação a reverberação, aqui, ali, trazer a comunidade do humano à sua condição humanista, libertando -a da negatividade que lhe tem marcado o trajecto.

VIVA 2018! 

É na celebração da Vida, em toda a sua diversidade, que a nossa cumplicidade redentora com o planeta que tão generosamente nos acolhe, nos salvará do CAOS. E tantas caras tem o monstro...

BOM - ANO!

sábado, dezembro 30, 2017

POR ONDE ANDÁVAMOS?...

AH!... OS " CASOS "...

Foi uma pausa imposta pelas netas em visita aos velhotes. Telejornais vistos de esguelha, debates e comentários ouvidos em intermitência, quando não televisões e jornais em black - out totais.

Comecemos pela CATALÓNIA

Já toda a gente sabe dos resultados das eleições impostas pelo governo espanhol como toda a gente sabe que, no mínimo, elas foram marcadas por uma singularidade - a eleição de deputados e do putativo e previsível chefe do governo da Generalitat que neste momento se encontram encarcerados ou exilados por Rajoy, primeiro - ministro espanhol.

Uma maioria regimental absoluta dos independentistas opôr - se - á à vitória partidária dos Cyudadanos, pelo que nada mudou, minto, se definiu, com democracia e outra vez, o querer da maioria dos cidadãos catalães.
Um berbicacho político que só pela Política se poderá resolver. Felizmente, ou infelizmente, pela perspectiva do poder instalado - o Estado - é assim que, em DEMOCRACIA, se devem resolver as COISAS.

Acontece que o Pensamento Único que a liderança da Direita na U.E., hoje acarinha e tentou impôr através da T.I.N.A. aos países não cumpridores, pouco se preocupa com as subtilezas, ontem essências, que definiam a Democracia europeia, se as Finanças e as Bancas Nacionais estiverem em ordem, o que é o mesmo que dizer, se continuam a verificar - se as condições de enriquecimento para as minorias elitistas. Basta acompanhar os processos políticos de alguns países da U.E., nomeadamente dos ex - satélites da URSS e da Aústria, por exemplo, a braços com uma deriva populista e xenófoba que não tiram o sono à Alemanha e à França, apesar das ameaças entre - portas que as últimas eleições nesses países testemunharam.
Não admira, portanto, que, em relação ao abano anti - burrocrático que se desenha em Catalónia e ao desplante português na demolição dos pressupostos tinescos, ainda estejam às aranhas na reformatação do conceito DEMOCRACIA.

D'A FUFICE, sejamos neutros, foçanguice, ANTI - ASSÉDIO

Um exercício mental

Insisto no tema, dado o aberrante interpretativo que, OH CÉUS!!!, os estados - unidenses acabaram de descobrir que fazia parte do nosso património natural. Para o caso, do mais poderoso élan vital, chamemos - lhe assim numa abordagem redutora, da Natureza, sem o qual nem as rosas justificariam a sua condição.
Falo da sexualidade e do lugar que ocupa, nas suas infinitas variações, e como é experenciada pela diversidade das espécies e, para o caso em apreço, do humano.
Não me lembro, assinalado pela História, de algum conflito sério entre nações ou global, exceptuando a destruição de Tróia e do stress de Lesbos, de Salomé, em que ela esteja na base de qualquer mortandade homicida ( não desdenho o seu contributo no imaginário islamita contra a " libertinagem ocidental "... , hoje apelidado grotescamente de guerra de civilizações, em que ela não esteja, subterrânea, denunciada, bem lá no fundo das motivações recalcadas e sublimadas, presente, transparente, como catalizadora, inocente, pois claro, no despoletar das... tensões.
Pelo que..., permito - me generalizar ( não sou biólogo nem psiquiatra ) a todas as espécies viventes e a todas as raças humanas essa provação, esse imperativo, inserta nos seus genes.

No humano, o instinto é o que emerge no e do pensamento estruturado e da acumulação das vivências que, de elaboração em laboração definiu, dessa e nessa capacidade, única mas não exclusiva, o que nós poderemos ser. O seu controlo obriga a uma ordem auto - imposta e, no limite, imposta de fora pelos outros, pela Lei, pelo Estado, que a civilidade humanista que não urbi et orbi, contempla, e vai contemplando como um objectivo, utópico, passível de atingir, pela domesticação social. Daí a diferença, as discrepâncias e as variações das abordagens contextuais sobre o mais poderoso instinto da Natureza - o sexual - . A própria sobrevivência das espécies dele depende, ponto final.
A baboseira interpretativa contemporânea sobre a sua soberania tem tudo a ver com a boçalidade da (r)evolução(?) e da desordem sapiana que o nosso trajecto natural de domínio  socialmente demente, insiste em impôr.
Poucas espécies naturais se poderão gabar desta anormalidade anti - natural que entre nós, evidentemente, se tornou numa ... aberração, com as consequências à vista, no discurso e na pose.

DA UNIÃO NACIONAL, ( reloaded as a wishful thinking... ) desejado pelo populista presidente da República Portuguesa, Marcelo Cae..., perdão, Rebelo de Sousa, falaremos em tempo oportuno.

terça-feira, dezembro 19, 2017

CONTINUEMOS, POIS...

RARÍSSIMAS

Nunca dou por adquirido o que leio, ouço ou vejo na Comunicação Social a não ser numa perspectiva fenomenológica. Nunca faço julgamentos definitivos sobre o que considero importante, tendo sempre presente que o meu olhar e entendimento sobre as pessoas e as coisas são resultados de uma vivência, que embora partilhada com os meus semelhantes serão sempre unipessoais.
Penso que o cinismo generalizado da espécie resulta dessa presunção " de quem já viu tudo ", pelo que, tanto de uma perspectiva penitencial como inquisitorial, os ataques, ad hominem, ao sabor da boataria, me arrepiam.

Feito já o contraditório por quem se sentiu atacado por este caso, nomeadamente a presidente Paula Brito e Costa, entretanto auto - demissionária, o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS), padre Lino Maia, o, na época, presidente da Assembleia Geral das Raríssima, HOJE, Ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, e conhecidos os factos, os contextos, a cronologia e as explicações havidas, reitero a minha primeira impressão aqui dada - Um ajuste de contas - feito de boas intenções, mas falsas na sua fundamentação e alcance contra os alvos pretendidos e, por inerência, o mau funcionamento do Estado.

Sem nada de substancial a agarrar, já que o arrivismo deslumbrado é, não só condição de sucesso na política como a Burocracia, pelas costas largas, alberga todo o funcionamento do Estado actual como os do passado, a Oposição atirou - se a uma presa mais apetecível - o actual ministro do sector, Vieira da Silva na urdidura de uma relação causal e cúmplice de ... gestão danosa (!!!???).

Portugal transformar - se - ia num país de inspectores de polícia do cidadão para poder dar resposta às solicitações, não só da bufaria retaliatória, em tempo mediático, que as carradas de denúncias e queixas e queixinhas de virtuosos cristãos indignados veiculam.
Impossível à Burocracia desfazer esta teia pidesca sem fazer, também, de cada um de nós, um BUFO.

Antes de lançar o anátema pessoal seria preferível a crítica política e isso e sobre isso, seria preciso fazer um tratado etnológico que ninguém se atreve, sob o risco de ostracização social,  sobre o país que somos, sobre a tão cantada simpatia dos seus naturais. Cairia muito mal a queda do mito.
É que, dos famigerados tempos salazaristas, até hoje, a matriz comportamental lusa no que respeita ao malabarismo ético e moral continua a mesma. No fim de contas é da sua natureza.

Para mim, o arrivismo não é uma singularidade no universo humano, é - lhe a primeira natureza, faz parte da, como diria Husserl, intuição originária da espécie a qual se procura dar um sentido que depende inexorávelmente do nosso juízo, que, produto da consciência, só o pode ser sobre o existente. No caso, nada há de singular nesse fenómeno a não ser uma questão de grau e... sucesso.
Nesse processo, só uma perspectiva ética poderá desadjectivar a invectivação, a inveja e a maledicência serôdia.

Aparentemente, o clique iniciador do que se chama deslumbramento, que um sentimento de permissividade e ou impunidade, desperta, toca - nos a todos e só alguns, como eu, por exemplo, ( tinha de dizê - lo, a minha snobeira... ), continuam surdos ao seu chamamento. Aos outros, a naturalidade e presteza na compreensão do fenómeno atesta a sua quase universalidade.

Posto isto, o que fica? Quase que... much ado about nothing, se não estivesse em discussão a descredibilização irresponsável de um importante sector da sociedade.

domingo, dezembro 17, 2017

EXPRESSOANDO...

NA MOUCHE

" No Governo não parece haver, entre dezenas e dezenas de assessores e especialistas em redes sociais, quem tenha uma vaga ideia daquilo a que se chama gestão de crise "- Ricardo Costa, Expresso


No aproveitamento rasteiro que a Oposição, nomeadamente A.Cristas do CDS, sem ideias, sem programa, esvaziada de tópicos políticos de confronto com a geringonça ( a não ser os fait - divers, que os Media titulam a conta - gotas em cada dia que passa, num mimetismo atroz e nauseante da configuração editorial do C.M. e da CMTV ), tem feito para contrariar as boas notícias da governação, o visado, nas entrelinhas do caso Raríssimas, um folhetim patético e maledicente, foi Vieira da Silva, o " técnica e políticamente mais sólido ministro do Governo ", ainda com R. Costa...

 Uma presa de monta, seria, na fragilização do governo, portanto.
Conhecido, através da entrevista que a fundadora de Raríssimas dá ao Expresso, os contornos deste caso, mais se me confirmam como um ajuste de contas, a que nem um eventual " deslumbramento " da visada com o seu sucesso pessoal se possa assacar um reparo consistente que mereça a demolição da magnífica instituição que criou.
Pelo que, políticamente será um tiro de pólvora seca que, infelizmente, terá uma vítima - Paula Brito e Costa.

IURD

Esteve lá tudo, estava lá tudo, está lá tudo, o que hoje se " descobre " em indignação, pasmo e repulsa, o que começou na mente dos seus fundadores numa garagem dos arredores - a exploração da crendice popular - através de uma máfia pseudo - religiosa a que só o desamparo volitivo, emocional, cultural e económico permitiram o aliciamento massivo.

O tráfico de crianças através e sobre um véu de ilegítimas e fraudulentas adopções com a cumplicidade de uma atroz negligência dos serviços do Estado e... dos tribunais, foi um upgrade das actividades da IURD em Portugal, e chega - nos ao conhecimento, com estrondo.

Impossível ao Estado, por mais que queira, atalhar na raiz e bloquear à nascença a emergência de malfeitorias sociais que o imaginário humano traz atrelado à sua condição, nomeadamente quando os seus contornos são propiciadores de miríficos chamamentos à salvação e redenção das aflições.
O controlo, através da legislação e a rapidez de resposta ao menor sinal de suspeita são, terão de ser dissuasores eficazes, também pelos sinais que enviam - Estamos atentos às vossas actividades - .
Porém, nada como o policiamento mediático e vai aqui uma vénia aos trabalhos daqueles, melhor, daquelas, que vão permitindo trazer, em trânsito e apesar de alguma malícia, associada à colagem de conotações partidárias e presunções inferidas e inseridas numa narrativa mimética de falsa objectividade, à luz os podres da sociedade e a venalidade a eles associados.

A IURD foi uma borbulha que inchou à luz da distracção e negligência e se tornou um tumor monstruoso. Reduzir a sua actividade, assim como as de organizações similares ao estrito âmbito de angariação de fiéis e caridade aplicada, terá de ser o dever de um Estado laico, como o de Portugal.
E... já vamos tarde...

( continuaremos... )

quarta-feira, dezembro 13, 2017

AS PALAVRAS IMPORTAM...

... E NA POLÍTICA, DECISIVAMENTE.


A Coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, confirmou, na entrevista dada ao Expresso, a justeza com que previ os danos mediáticos, que não substanciais, com que a geringonça teria de se haver na segunda fase da legislatura. 
As últimas eleições autárquicas assustaram, pelos resultados aquém das expectativas, quando não melindrosos, nomeadamente para o P.C.P., com perdas de Câmaras emblemáticas no imaginário pós 25 de Abril, os parceiros do P.Socialista no apoio ao governo por este liderado.

Não há volta a dar... Se o apoio de hoje, aceite e acarinhado pela Esquerda em geral, for, por razões tácticas, contrabandeado, pelo Bloco ou pelo PCP, a penalização eleitoral, então, nada terá a ver com a utilidade do voto agradecido ao Partido que nos livrou da Direita, da TINA de Passos e companhia.
Se nada garante, pelos resultados que este governo ainda continua a obter, que o agradecimento eleitoral continue a se reflectir num voto útil ao PS, em desfavor dos parceiros desta solução governativa, também nada obsta a que isso não aconteça.
Percebe - se, portanto, o dilema político do Bloco e do PCP. 

Não se percebeu foi, da agressividade insultuosa com que a projecção dos danos mediáticos sobre a geringonça, melhor, sobre o PS, inaugurada pela contundente entrevista da líder do Bloco de Esquerda, o sentido, a intenção. É que o contrabando, nomeadamente o político, deveria contemplar mais subtileza e... mais dissimulação estratégica.
Sendo assim, com as cartas na mesa, livre se sentirá o PS de, com mais finesse e mais calo, de reforçar os seus mais do que merecidos méritos quando e se os seus parceiros fizerem implodir a geringonça.
Bastará que continue a governar à esquerda como tem feito e... até ver, BEM.


sábado, dezembro 09, 2017

TRUMP?


Poderíamos presumir que seria ISSO...


Mas é apenas ISTO..., um capão pretensioso, megalómano, narcisista e perigoso pirómano. E só consegue grunhir alarvidades em monossílabos.

O mundo já é um lugar perigoso e cada vez mais... insólito e não precisávamos deste espécimen para atestar a nossa menoridade.
Por mim, podem interná - lo.

segunda-feira, dezembro 04, 2017

O APRENDIZ DE FEITICEIRO ( 2 )


Mário Centeno

Dois anos se passaram desde que, por aqui, prefaciei a enorme dificuldade que o académico e burocrata do Banco de Portugal iria enfrentar, no plano político e como político, na demolição da T.I.N.A. e no enfrentamento previsível com as reivindicações dos partidos apoiantes da solução negociada de governo pelo Partido Socialista.

Aprendiz de feiticeiro que, em dois anos fez o mestrado e o doutoramento político, com distinção. Da sanha da Teodora, das reservas do Eurogrupo e das invocações diabólicas do ex - chefe do governo da Direita, Passos Coelho já não restam nada. Tanto é assim, que a Oposição baixou os braços e as vénias vieram de um lugar inesperado - o Eurogrupo - de que corre o risco de vir a liderar, num dos momentos que se pretende de mudança na ortodoxia da U.E.

Afinal, a T.I.N.A. obsoleta sempre foi uma " ideia perigosa ", como diria Mark Blyth, que só trouxe empobrecimento aos países que lhe sofreram os azeites

Veremos, se e quando for eleito, se o uso do doutoramento político desses dois anos de governação lhe tenham dado tarimba e crédito político, que o técnico já tem de sobra, para as difíceis negociações com os seus pares da U.E.

Por cá, essa possibilidade tem sido vista com um misto de orgulho e esperança por uma refundação conciliatória da política da U.E. com os seus cidadãos na qual Centeno teria uma palavra a dizer e o pessimismo da Esquerda dura em qualquer mudança qualitativa da função restritiva do Eurogrupo.

Por outro lado, apesar de se " respirar ambiente político de fim de festa ", como nota pelo absurdo, Daniel de Oliveira no Expresso, não creio que nada de substancial em relação à política económica e financeira do Governo português vá sofrer grandes abalos com a possível " ausência " do seu controlador - mor. Mais danos mediáticos do que a desconjugação dos interesses transpostos na geringonça farão as resistências do Bloco de Esquerda e do P.C.P em troca do reforço dos seus capitais políticos, paradoxalmente endossados ao Governo PS de que indirectamente fazem parte.
Até porque,ainda com D.Oliveira, não têm muita razão de queixa, pelo contrário, face ao " mais redistributivo Orçamento do Estado " de cuja memória tem ele e nós.

domingo, dezembro 03, 2017

D' OS MAIS VELHOS

ANGOLA E...

... PINTO DE ANDRADE

Maria Aparecida do Nascimento Dias da Universidade Estadual de Paraíba, num ensaio suscitado por uma crónica de Mia Couto sobre um olhar africano do passado e de hoje sobre " os mais velhos ", referencia - nos, com um provérbio africano do poeta maliano Amadou Hampaté - Bâ - Quando morre um africano idoso é como se se queimasse uma biblioteca - , um ponto de partida sobre a agonia inexorável das tradições, de todas as tradições.

Isso é o que nos deveria dizer a Tradição de uma África intemporal, num tempo em que o conhecimento passava de boca - em - boca em todos os estádios da evolução do Homem, até à descoberta da Imprensa como veículo de divulgação globalizada do saber.
Até então, no isolamento das comunidades do humano, o saber repousava na experiência e na experimentação do real transmitida de geração a geração aos vindouros, sedimentando a memória colectiva nos " mais velhos ", nos mais sábios, que muito viram, muito sentiram, muito se espantaram.
Esse papel de autoridade e prudência para com a volatibilidade do real humanizado foi, tem sido, devastado, naturalmente, pela rapidez exponencial da divulgação do saber(!!??), sem intermediação da sagesse dos observadores da História.

Veio - me à memória essa leitura do papel dos idosos ao ler a entrevista de Vicente Pinto de Andrade ao semanário angolano Vanguarda sobre os ventos de mudança que atravessam esse fabuloso país do futuro.
Pinto de Andrade, combatente anti - colonial a que acresce uma serenidade do vitorioso na justa luta que travou, é um professor e professou sabedoria.

Saibam os jovens angolanos estar atentos não só ao barulho da " borrasca " mas também às palavras e ensinamentos dos " mais velhos " e daí tirar lições para o futuro.
Pinto de Andrade esteve à altura do seu tempo e a sua fé na jovem geração angolana não merece desilusão.

quarta-feira, novembro 29, 2017

MAU MARIA!!!

O QUE É QUE SE PASSA NO GOVERNO?

Uma lamentável exercitação tem marcado o desempenho, não só comunicacional mas também político deste governo nos últimos meses. A coordenação dos ministérios já teve dias melhores e a descentralização, para os ministros, do anúncio das medidas sectoriais sem um  pólo unificador que o primeiro . ministro referenciava é, na minha opinião, a raiz da " bagunçada " que parece ter tomado conta da governação.

Eu sei que a necessidade de fazer frente à " anomalia " de ter um presidente da República como  "tradutor " independente dos planos e medidas governamentais, diáriamente e várias vezes durante o dia, não permite ao primeiro - Ministro igual loquacidade sem o que não teria tempo de governar, estudando os dossiers. Quero crer que vem daí a multiplicação dos porta - vozes do governo e uma autonomia que se está a revelar - se um erro político.

Pouco natural a " bagunça " que a avocação sobre uma proposta política e socialmente relevante e... justíssima, do Bloco de Esquerda, após negociações acordadas e levadas a cabo com sucesso junto dos socialistas sobre as rendas ilegítimas do sector das Energias e que tinha sido aprovado em plenário e agora chumbadas, provocou.

Percebe - se a linguagem do Estado na justificação do recuo imposto pelo primeiro - Ministro que não a da política, mormente a enquadrada pelos compromissos da geringonça.

É caso para perguntar se essas inabilidades agora estampadas farão parte de uma estratégia partidária de médio - prazo ou se são só... cansaço?

sexta-feira, novembro 24, 2017

BARBARISMO...

... E COBARDIA

O ataque homicida de um bando de sociopatas intitulado Estado Islâmico, no Egipto, mais não significa que o arfar de um moribundo, já fedendo, sobre a Vida.

Lamentável que o Islão e os seus representantes não tenham, até hoje, posto fim a esta seita que conspurca o seu credo.

quarta-feira, novembro 22, 2017

ANGOLA, um processo contínuo...

... QUE NÃO EM CONTINUIDADE



Sai José Eduardo dos Santos, o criador das bases do Estado angolano e...

Entra

                                                             
                                                                      João Lourenço

Uma nova etapa histórica do desenvolvimento da Democracia angolana configurou - se com a tomada de posse do novo presidente que no seu discurso de posse, então, traçou pistas sobre as reformas que, no seu entender o Estado necessitava, de modo a cumprir a Constituição juramentada.

Hoje, passados três meses, deu passos tangíveis, estratégicos, na desestruturação das chefias das principais instituições do Estado angolano, nomeadamente a Sonangol, a Ediama, a Televisão Pública, o Banco Nacional e as Forças Armadas, a par de um enfoque decisivo na descentralização do Estado através do reforço da sua componente autárquica.
Uma passada de marcha que não, como aparenta, um passo de gigante. E tão natural que, a par do apoio do povo, não embarcou ainda no infantilismo populista insensato de " ajuste de contas ". Até porque o actual presidente fez parte do passado, hoje em deploração.

Não se sabe o que se seguirá, já que não será fácil o relacionamento com a nomenclatura " eduardina " agora em deposição dos privilégios do poder; contudo, creio eu, desde que não acompanhada pela sede de justiça que uma certa burguesia reclama sobre as responsabilidades a assacar aos demitidos pela gestão danosa da coisa pública e uma nacionalização dos patrimónios adquiridos.
Diz Rui Malaquias na Vanguarda, que essa démarche teria o apoio do povo e eu diria que dilaceraria a paz relativa que o presidente necessita para levar por diante o seu projecto. Até porque não creio que a vingança esteja nos ses planos políticos.

Sobre José Eduardo dos Santos, os juízos históricos a serem feitos sobre a sua chefia do Estado angolano nunca poderiam caber à geração de hoje. A começar pela sua ignorância do que era a Angola colonial e atrevo - me, do seu país, hoje.

Estão criadas ou em vias de se criar, saibam os quadros angolanos aproveitar as aberturas proporcionadas pelo presidente Lourenço, condições para se fazer uma Angola outra, de Cabinda a Cunene, de Huambo a Moxico.
Esse terá de ser o rumo que o seu povo agradecerá. Não o da justiça popular.

segunda-feira, novembro 20, 2017

O ASSÉDIO...etc (2)

(continuando)...

No jogo da sedução, as regras cumprem - se e o reconhecimento do NÃO definitivo, também. Quem avançar para além desta linha vermelha arrisca - se, hoje, ao opróbrio público.
Contudo...

- Queres vir, querido?, solicita, não necessáriamente,a prostituição, a liberdade, a abalar a normalidade da norma, passe a redundância, remetendo o assédio a uma exterioridade outra em que a garantia do sim, por um preço, ou por uma vontade expressa, explicita o consentimento soberano do corpo. Nenhum sinal, que não seja a linguagem corporal, verbalizada ou não, e a topografia do reconhecimento do contexto obstam ao recolhimento das regras.

A confusão estabelece - se, em contrabando, nessa desordem, que a ambiguidade dos contextos criados unilateralmente na presunção de sucesso, circunstancia.
Por outro lado, nessa exposição sem regras a não ser as determinadas pelo consentimento, pela emulação pessoal, sobra espaço para o voluntarismo amoral, imoral ou pornográfico, uma libertinagem que se auto - justifica atrás de uma cândida figuração vitimizada que se pretende sem consequências e onde cabem todas as perversões que o individualismo libertário concede, mesmo que inseridas no esvaziamento e desestruturação do conceito.

Confundir a pedofilia e a violação autorizada ou não, com o marialvismo, com o juanismo militante é uma aldrabice, uma patranha e uma estupidez que, em vez de limitar os estragos só os embrutece, à luz de um esclarecimento social numa matéria policromática que a besteira de rebanho tem acefalizada, nos Media e nas redes sociais em tons de branco e negro.

Sempre existiram, de braço dado, a normalidade, os tabus e as determinações sociais que a determinam. O Levítico abominava a homossexualidade masculina e na ignorância da feminina, lançava à fogueira os sodomitas, sem que lhe subissem os ânimos na abordagem pedófila. Outros tempos outros modos e eis - nos em Sodoma, reloaded, melhor, num continuum a que só franjas minoritárias nas sociedades ocidentalizadas lançam um olhar mais atento, de repulsa.

Neste quadro movediço de comércio de favores sexuais, se, por um lado se acentua e se vitoria a luta pela conquista do espaço público pela mulher na exigência da sua formatação adequada aos seus interesses físicos e outros, um espaço virtuoso, onde os caracteres naturais do macho se desvanecem em civilidade, desenrola - se paralelamente, atrás do espelho público um outro mundo do qual se espera impunidade e... ignorância.
Se por um lado na luta pela libertação erótico/sexual do feminino está patente uma componente de supremacia, de poder decisório sobre o corpo, a subalternidade daí resultante, na linha do natural ( não há violações na Natureza, I presume... ) para o masculino, no primeiro e ulteriores passos, atira -nos para um crescendo revolucionário em que esses e outros eventuais privilégios mudariam de ... género.

Só que, desconfio, que o auditório, fascinado pelas aparências de, há pelo menos vinte anos, dadas à costa em Holywood e que se viruliza pelo mundo violado e abusado, está a dormir.
Ou isso ou estaremos a ser, depois do " altíssimo nível de limitação dos nossos impulsos ", educação, chamar - lhe -ia, de um campo de nudistas do século passado, dessexualizados, impunemente.

sábado, novembro 18, 2017

O ASSÉDIO, OS EUNUCOS e o P.C.

QUE FUTURO?
HERMAFRODITISMO  ou...


                                                  SALIGER, julgamento de Páris

A luta pela dignidade e liberdade dos povos está a descambar, em plano inclinado, do colectivo para as tiranias da intimidade projectadas, em estrondo, na falsa placidez dos costumes.

Se já não chegasse a estupidez e o cretinismo agudo feitos virtudes à boleia da guerra dos sexos, que uma militância lésbica vai introduzindo em contrabando na justa luta do humano, singularizando - a, eis - nos atirados a uma nova formulação do odioso masculino - o ASSÉDIO SEXUAL.

O ASSÉDIO, a importunação tout- court, mais não é do que um dos traços distintivos do vivente, plantas, animais e humanos. Todos nós assediamos e sem o assédio sexual a vida, pura e simplesmente desaparece, pelo menos numa das suas características mais notáveis e... aprazíveis.
A abordagem pessoal, no preâmbulo de qualquer tipo de relacionamento, sexualizado ou não, terá sempre a marca distintiva dos actuantes, como distintos serão os seus carácteres e o seu temperamento e distintas as recepções dos seus alvos.

Atentemos...
Quantos casais e quantos felizes casados e namorados existiriam por aí se, à primeira nega dele ou dela, se afastasse o assediante ao primeiro enfado?

O não, sim, talvez... sempre fizeram parte do jogo da sedução, hoje em abominação. Sim eu sei, o que se deplora serão os avanços físicos, os apalpões e os toques SEM CONSENTIMENTO. Acontece que isso não faz parte do jogo, a pressão psicológica sim, definitivamente e... entre adultos, na plena posse da sua Razão.
Não beijar na primeira saída atira - nos para a exclusão do sexo que a mulher séria estampa e o cavalheiro agradece, mesmo que contristado.
Que digo eu?
Os julgamentos históricos são sempre feitos no " fio da navalha ". Julgar o passado com os parâmetros actualizados, adquiridos da avaliação ética ou moral que a nossa evolução humanista permite, incorre em desbragamentos políticamente correctos que pouco devem já à racionalidade com que os nossos pensadores da condição humana nos conduziu até aqui.

( a continuar... )


quinta-feira, novembro 16, 2017

CAOS

EU PECADOR ME CONFESSO..., ATÓNITO!



No turbilhão da nossa contemporaneidade, que o meu ainda não desfalecido olhar, em maravilhamento perplexo com a espécie contempla, nada me tem sido tão perturbador como a deserotização do feminino e, por contraste que não oposição, com a efeminização do masculino, a par da dessacralização da sexualidade humana.
O meu despudor estampado a uma veneração, dantes íntima, atesta - o na imagem compartilhada de uma geração sacrílega.

Da possibilidade, como condutora, sem freios, da individualidade feminina, liberta, desafiante, cínica e literalmente despudorada e esvaziada do mistério mítico da aproximação, da descoberta e do fascínio, opõe - se a destruição do olhar reverente, hoje profano, sobre a mulher.
Rompido o véu físico e metafórico à luz fria da exposição contundente e adversariante da posse hoje reencontrada como dona e senhora do seu corpo e do seu espírito, as  nossas companheiras encetaram um caminho, não já convergente mas paralelo ao nosso.

E não é de hoje a pulsão...

" Eu recordava a sua cona imensa, generosa, uma das conas mais peludas que eu tinha visto na vida; os pêlos não só eram abundantes, como compridos, e , no centro daquela cabeleira, como que penteada com risco ao meio, sobressaía um clitóris em forma de tacão de sapato tão grande como o meu dedo gordo. Durante todo o jantar fiquei a imaginar aquela cona. Mas quando chegámos a casa e ela se despiu, oh desolação! aquela espessura sagrada tinha - se convertido numa superfície lisa, absolutamente pelada, com um certo tacto de frango depenado. Meu Deus! - gritei. Ela olhou para o monte de Vénus, mole, como que muito ufana da sua obra. Raparam - mo. Gostas? É mais agradável (... ) Usa - se muito - disse - me ela orgulhosíssima da paisagem lunar " -  José Maria Álvarez, La esclava instruída

segunda-feira, novembro 13, 2017

NÃO HÁ VOLTA A DAR

O SACUDIR A ÁGUA DO CAPOTE...

...É UM DESPORTO NACIONAL...
...Como o é em todas as paragens do planeta onde a justificação dos actos por inerência ou as suas ausências são trazidos ao escrutínio das comunidades.
Este gesto encontra sempre, na sua angelização, a montante, a sua justificação. Levado à sua demonstração última chegaria a Adão.

Um acto feio e quanto maior o " pecado " e a sua  responsabilização, pior.
Sem querer alongar - me pelo tempo e espaço com exemplos por este mundo fora para o caracterizar como um humaníssimo traço do nosso carácter e atendo - me ao exercício nacional dessa prática, seria melhor chamar - lhe um reflexo, este mau hábito, por mais rotineiro que seja em Portugal em todos os escalões da sociedade, merece censura.

Posto isso e a propósito dos novos títulos dos Media e do frenesim que se lhes seguiu com a estória do jantar tecnológico da WEB SUMMIT no Panteão Nacional, ninguém em Portugal acreditou no aguaceiro provocado por tanto capote sacudido, após a revelação da indignação popular pelo desassossego dos nossos ilustres defuntos em tão sagrado lugar.
Do Governo à Presidência da República ninguém pareceu saber do agendamento do repasto, pior, ninguém o atalhou em reprimendas.

Bodes expiatórios em sacrifício? É preciso ter lata. Deixem a Directora em paz, que apesar de tudo, também não é inocente, foi burrocrata simplesmente, e... ponham trancas à porta. Ponto final!



terça-feira, outubro 31, 2017

CATALÓNIA

AUDACIOSO MOVIMENTO POLÍTICO



...Do chefe do Governo catalão na sua deslocação à sede da U.E.
Quando o inesperado se intromete na História, a realidade, que as condições objectivas, o statu quo, nos coloca e aos povos e aos Estados, tende à sua rejeição. Um acto reflexo que à interiorização do elemento forasteiro oferece resistência, tão tenaz como a determinação alienígena.

Nada disso porém se aplica ao caso catalão, à História catalã e tampouco à História comum partilhada com o Estado espanhol. Nada é inesperado, nem mesmo a urgência radical da liderança da Generalitat de Puigdemont. Os dados estiveram sempre na mesa, a Catalunha nunca abandonou o jogo, a aspiração a um Estado independente.
A História é memória suspensa nos temporáriamente vencidos e esquecimento imperdoável nos vencedores. Suscita - a a luta pela justiça, guarda - a em compêndios empoeirados a arrogância.
Nenhuma dialéctica negativa poderá interromper este continuum; quando muito, abranda - o...

Um acto reflexo, pavaloviano, que vai em crescendo de radicalização no tratamento de um problema político como criminal, foi a resposta do Estado espanhol.

Essa foi a resposta antevista quando, mutatis mutandis, se questionava por aqui, no rescaldo das resistências ferozes que líderes estrangeiros ofereciam às tentativas de auto - determinação democrática dos seus povos, durante a Primavera Árabe e mormente em relação ao líder sírio Hassad que enfrentava uma resistência armada, uma guerra civil.
A pergunta era - O que fariam os Estados Ocidentais face a dissidências, hoje?

Engana - se a Europa ao pôr - se de fora na intermediação sob o argumento, que se pretende louvável políticamente, de respeito pela soberania espanhola.
Tenho por mim que a contenção, a prevenção de conflitos mais sérios, que uma mediação amenizaria seria mais relevante que a ausência pública desse debate.
Puigdemont também assim o pensou e  a pressão política que levou à Casa Europeia foi genial.
Saibam as lideranças europeias olhar para além da espuma das coisas...