sexta-feira, agosto 14, 2009

LIBERDADES DEMOCRÁTICAS

A Liberdade , de facto natural perdida pela socialização, tornou - se numa aspiração do Homem socializado.

Entre os homens socializados, a viver em qualquer regime, nomeadamente e principalmente o democrático, a sua dimensão de ASPIRAÇÃO é superior à dos primitivos onde impera na sua vertente mais autêntica e inquestionável.

Em Democracia a Liberdade foi - nos imposta para que fizesse sentido a LEI, a NORMA pela qual fosse possível controlá - La e aos direitos niveladores que a Democracia persegue, donde resulta que a Igualdade perante a Lei seja o único princípio democrático viável, cuja força jurídica por instantâneo reconhecimento se aproxima de uma ética de cidadania; daí a tremenda importância da JUSTIÇA no regime.

O resto, o tremendo resto, tem estado em construcção à medida em que o HOMEM se vai construindo em Racionalidade e redundantemente em espiritualidade.

Podemos aspirar a TUDO - a Liberdade permite - o mas não podemos ter TUDO - a nossa incapacidade pessoal não o permite enquanto DIREITO.

A confusão entre o ideal jurídico e o estado psicológico como diria Gasset, está na base da movimentação das nossas aspirações para o domínio do direito, do privilégio, com a curiosidade e agravante do seu funcionamento num registo individual e narcísico pese embora o enquadramento corporativista interesseiro e cínico a pontuar numericamente ( como convém em democracia ) como chantagem social.

Aumentar esse espaço de intervenção só será possível com a minimização da POLITICA e dos seus actores com a criação de um universo de repúdio e maledicência onde até os políticos em Oposição vão buscar argumentos de auto - flagelação empáticos e oportunistas.

Assim vai o mundo português.

quinta-feira, agosto 13, 2009

DORES DE COTOVELO...

Ena pá, o que vai por aí de tendinites, azias e outras maleitas...

Já sabíamos que o cheiro ( e não passará disso, garanto - vos ) a Poder pôs a Direita portuguesa em alvoroço e o saco de gatos que o PSD é já está a causar muuuuuitos rancores. Por enquanto contidos já que nunca se sabe...

E então essa história a despropósito da melhoria da economia portuguesa.... Logo AGORA!!!???

PORTUGAL, SA....?

Medina Carreira voltou hoje a lembrar coisas muito importantes. Algumas, se não todas as inconsequências de um País que zurzindo no Estado, vive dele, aspira o seu Poder, parasita - O quando pode, têm sido bastamente tratadas por aqui...

SPORTING

Faz dó a azia mal escondida dos sportinguistas pelos feitos do rival Glorioso nesta pré - época. A constatação de alguns factos indesmentíveis pelo seu Presidente levou à indigestão os meus amigos lagartos.
JEB tinha de dar a volta ao texto e vai daí sugere que a sua ironia!!!? ( mais um cómico! ) terá sido mal interpretada.

Estaria a fazer graça com o quê!!!!!????, exactamente !

domingo, agosto 09, 2009

ADEUS, RAUL...


As minhas homenagens pelo Homem que foste e que ensinou outros a sê - lo.

quarta-feira, agosto 05, 2009

AUTORIDADES...

Curiosa, no mínimo, a insistência de Paulo Portas em " AUTORIDADE ". Exige - a para a Polícia e para os professores porque a Polícia e os Professores têm - na de sobra.

Ver a autoridade como uma peça de vestuário que a " indisciplina " dos alunos ou a dos cidadãos vai esborroando a cada gesto de rebeldia ou de marginalidade é uma fantasia ou má - fé consciente, despudorada e demagógica que vai escondendo desses profissionais do Estado a sua incompetência e falta de qualidade para exercerem a sua profissão e dar aos rebeldes e aos marginais uma força que não possuem nem poderão possuir, também por falta de competência e meios para a exercerem.

A autoridade é um conceito que funciona em dois sentidos, não se confunde com prepotência e são fácilmente reconhecidas uma e outra. A Autoridade é natural e reforça -se à medida em que o Saber ser se projecta em qualidade e não em mediocridade; a prepotência é um exercício sobre os outros que esconde fatalmente a fraqueza de argumentos justificatórios e a incompetência com rabo de fora.

Sócrates tem sido dos líderes mais assertivos e justificativo nas suas intenções.Poder - se- á discordar das suas políticas fundamentando as críticas com outras maneiras de ver.

Nada disso se passa. A Oposição tem sido meramente REACTIVA e na maioria das vezes REACCIONÁRIA como as linhas gerais do programa do PSD provou hoje - um amontoado de intenções e receitas velhas para problemas novos.

segunda-feira, agosto 03, 2009

IRRELEVÂNCIAS, VINGANÇAZITAS, MESQUINHEZ, METC, ETC...

Tenho pouco tempo disponível para blogar...
Voltarei breve

domingo, julho 26, 2009

CONCURSO DE BELEZA !!!?




Manuela F. Leite diz que os programas eleitorais dos Partidos políticos são uma inutilidade porque ninguém os lê.


De uma assentada reduziu a pó a própria utilidade dos partidos no sistema com que ela sonha - a suspensão da própria Democracia enquanto o (a) líder iluminada se encarregaria de pôr a casa em Ordem.


Por outro lado, se não vamos votar políticas, eventualmente vamos votar putativos líderes e já agora num concurso de Beleza...
Sendo assim, ela vai perder as eleições, já que reduzindo - as a uma versão sexista perde o voto das mulheres, que nessas coisas funcionam a um nível biológico, dos gays, que em Portugal já são um lobby de respeito e dos heteros confortáveis na sua condição, como eu. GRANDE ÊRRO!
E deixemo - nos de lérias. Quando ela " deixa " o PM a falar sózinho ( outro engano, porque está muita gente atenta ) é porque não tem NADA de útil para dizer e nem saberia como o fazer sem vir ao de cima o seu reaccionarismo.
Mais vale estar calada e esperar que os tolos tomem o silêncio como dourado.
PS: As imagens dos concorrentes ao concurso foram " extraídas " do Google. Não houve nenhuma intenção de proteger M.F.Leite.

sexta-feira, julho 24, 2009

TOLERÂNCIA ZERO .... à NATALIDADE !!!!???

O REGRESSO DE SATURNO

Vejamos...

Chegámos ao século XXI com a nossa principal fonte de energia em declínio, envenenamos o ar com a mesma displicência com que o respiramos, criámos uma estúpida guerra religiosa sem fim à vista despoletada pela nossa agressividade cultural e económica, já nos falta espaço para o Lixo, o tóxico e os outros...

Cientes da herança miserável que vamos deixando a quem nasce, pensámos !!!??? , hélas, reduzir os herdeiros. Quanto menos forem menor será o impacto das malfeitorias e podemos apaziguar a nossa consciência, já residual hoje.

Einstein já o tinha dito - maior que o Universo só a Estupidez humana ( é que não há outra ).
E tem sido à letra que ela está a ser entendida pelos seus herdeiros.

Medonha, a perspectiva que antevejo quando a racionalidade, envenenada pelo avanço imparável da Incultura e Vulgaridade, porquanto é disso que se trata, dá lugar à Imbecilidade.

Eu faço -o porque o sinto - Bartali, campeoníssimo ciclista italiano citado por Daniel Oliveira com o título - Fazer a diferença - no Record de hoje.
Eu cá sinto o que faço e o que se faz sem perder a espontaneidade, resultado de uma racionalidade que o uso da Razão transformou em 1ª natureza.

A racionalidade, reflexão inteligente, parte do Eu mas não O faz centro doUniverso, é dirigida para fora, para o relacionamento com a Natureza e com os Outros, implicando inapelàvelmente a ÉTICA como seu vector principal.

Fora disso resta o barbarismo inteligente às vezes e puramente biológico na mais das vezes.
Foi o que deu origem a este post.

E QUE TAL TOLERÂNCIA ZERO À ESTUPIDEZ?

domingo, julho 19, 2009

ALEGRE

LEVOU TEMPO DEMAIS A DIAR O INEVITÁVEL. VAI TARDE E O TIMING ESCOLHIDO MARCARÁ A MEMÓRIA DOS SOCIALISTAS.

sábado, julho 18, 2009

CÁ ESTÃO ELAS...as minhas meninas



CONVIDO - VOS a conhecê - las de perto e a manter com elas um contacto permanente.
Sem cair na apologia de uma admiração já aqui trazida que me faria cair em exageros assumidos ( o pouco tempo que tenho para a narrativa reduzo - o à adjectivação ) remeto - vos para o melhor das qualidades jornalísticas de Inês Pedrosa e Clara Ferreira Alves - a LUCIDEZ.
Façam o favor de ler as suas crónicas na ÚNICA do Expresso a começar pelas últimas de 11/7.

CONSENTIDA E NEGOCIADA!!!?
Do editorial do mesmo jornal ficámos a saber que as boas ideias em política necessitam da aprovação sistémica e sectorial do povo.
O Governo, qualquer governo, tem de ter a aprovação referendada de cada sector da governação ( a Assembleia é um epifenómeno ) para levar por diante qualquer projecto.
Essas ideias veiculadas nos Media e soberanamente antecipadas já pelo corporativismo nacional ( mas que profunda lavagem cerebral levou a cabo o de Santa Comba ! ) tem, desde o 25 de Abril minado Portugal de uma maneira decisiva.
Uma farsa para farsantes tem sido a trajectória incutida, falseando o sentido profundo das regras democráticas, batoteando cínicamente a batota dos políticos.
Dizer, por outro lado que uma LEI é imposta aos cidadãos pelo Estado e apresentar essa acção como uma " enormidade " ilegítima, em Democracia esclareça - se, é cair no mundo do absurdo e de fazer de conta.
Essa palermice preciana já custou demasiado ao País.
Se os sindicatos desprezam o Governo o problema É dos sindicatos e da corporação que defendem.
Se a Função Pública acha que negociando alarvemente o voto consoante os seus interesses numa ultrajante chantagem contra o Estado sem ouvir da inteligência nacional nenhuma voz de repúdio, mais se reforça a minha confusão sobre o regime que o povo quer. Será o anarco - sindicalismo?
Gostaria de ver essa coerência nas próximas legislativas.
Eu cá sei o que quero pessoal e políticamente e vai para além disso. Só que não peço isso aos políticos, vivo -o no espaço que a maioria democrática me deixa na minha condição de super - minoritário.
O caos pós eleitoral já está marcado pelos Media num exercício grotesco e irresponsável. Resta saber a quem aproveita.
Bom proveito, minha gente!

sexta-feira, julho 17, 2009

EVIDENTEMENTE...

... que eu não esperaria outra coisa de Obama, na linha de coerência e bom-senso que tem marcado a sua Administração.

Ao suspender a palermice que foi a lei Helms - Burton que isolou Cuba do resto do Mundo está a emendar a tremenda injustiça de que foi vítima o povo cubano que, verdade se diga sempre contou com um Estado que soube valorizar e dirigir todas os seus, então, parcos recursos, na valorização do seu povo. E de que maneira o fez!

O fortalecimento do ESTADO era uma obrigação nacional, dever de qualquer governo em qualquer parte do mundo perante a ameaça e o isolamento coercivo sob o risco de capitulação e submissão à lei do mais forte, militarmente, claro.

Enquanto escrevo passam -me imagens de televisão do IRÃO que hoje está a sofrer a mesma pressão que Cuba sofreu pela escolha que fez do seu destino e da sua LIBERDADE.

Em todas as democracias há descontentes que quando exageram (!!!!? ) os seus protestos contra o Estado têm sobre si a força dos seus mecanismos de repressão que o povo sufraga e defende.

Se a cada manifestação de desagrado se entrega o Poder à RUA o Estado não existiria e a sua própria essência se desvaneceria em diletância e imbecilidade.

A tendência dos povos, das massas, é para o CAOS no seu sentido mais primário - cada um por SI. Foi o reconhecimento dessa pulsão primária que levou à construção de sistemas que O organizem, criando organismos de controlo, superação, solidariedade, estímulo, interacção, saúde, que sustenta e definirá em crescendo a harmonização social.

Não entender isto é também parte da condição humana que só milimétricamente e em espaços de elitismo confinados à CIÊNCIA se supera da sua condição de, meramente um primata como os outros.

Quando na POLÍTICA aparece alguém cujos valores gritados a plena Voz são " entendidos " pelas massas sinto que vale a pena ter esperança...no POVO quando vota.

Por enquanto não passa disso e o meu cepticismo não é frágil.

É que...

A realidade dos percursos históricos dos povos levou a que em cada ponto do Planeta se tente adequar o Estado às características que marcaram o percurso do seu povo., Esse deve(ria) ser o papel da sua elite e de mais ninguém.
Por outro lado, a Elite já não é o que era já que a força niveladora da Democracia não permite a sua plena manifestação, em conhecimento, visão, vontade, ambição, sentido de risco e mudança, determinação e principalmente... LIDERANÇA.

Estamos no século XXI. Aparentemente o que se conseguiu parece muito na visão medíocre das massas. Por ora, se não fosse a força da Democracia seríamos donos do sistema solar.

DAS REFLEXÕES IGNORANTES...

A tautologia que as duas palavras juntas contêm já que uma pressupõe a outra que a provoca(ria) não desmente necessáriamente o sentido que seu autor - A. Pires de Lima lhe deu na sua crónica do Expresso de 11/7 sobre o título - Reflexões ignorantes.

O autor discorria sobre a boutade de C.Silva - Duas pessoas sérias com a mesma informação têm de concordar - e apresenta duas posições contrárias e fundamentadas de dois gestores de topo, no caso Horta Osório e Ricardo Salgado, ambos banqueiros, sobre as OBRAS PÚBLICAS, nomeadamente o TGV e o novo AEROPORTO.

Por mim, mero cidadão, penso, porque reflecti, que há, na maioria dos casos, decisões ignorantes e intenções ignorantes mesmo que resultem de reflexões.
Acontece muitas vezes na POLÍTICA.

No postulado do objecto a reflectir é que, por norma, já lhe está associado de maneira clara ou encapotada o caminho e o fim a alcançar.
O princípio e o fim é decisão política. A metodologia implica a Técnica e as Finanças.

Em Portugal e eventualmente no resto do mundo, a discussão sobre as Obras Públicas passam sempre e únicamente sobre quem gere o dinheiro e eventuais prebendas como já o disse em tempos.

domingo, julho 12, 2009

DO MUNDO NARCÍSICO...

.... E DA SOBREVALORIZAÇÃO DE SI.

À contingência espacial que define uma naturalidade ( que não a nacionalidade ) contrapõe - se a renúncia de uma herança quando dela nos apartamos deliberadamente.

Acto subversivo, repulsivo, revelador de uma imaturidade emocional e sentimental única onde a confusão entre PÁTRIA e governos, vaidade natural e Elitismo seródio se compraz e se revela no grande lago contemporrâneo - o do NARCISO.

A universalidade da música que M. João Pires mimetiza nunca lhe pertenceu. À humildade com que se deveria vestir para a sua interpretação deveria acrescentar a consciência de funcionária eficaz na gestão de uma criação sublime - a de MOZART.

Como diz o fado - Se queres ir embora vai.....

sábado, julho 11, 2009

DEFINITIVAMENTE, NÃO....

... me surpreende que em tempos o agora P.R. Cavaco Silva tenha proferido a frase que o jornalista do Expresso repescou na reportagem sobre o personagem -" DUAS PESSOAS SÉRIAS COM A MESMA INFORMAÇÃO TÊM DE CONCORDAR ".

Conhecendo - lhe o percurso académico e político, exijo - me a honestidade intelectual de aceitar que só podia estar a falar de Aritmética e vá lá, Algebra e não de Economia e de MAIS NADA.

Porque se não...
aonde páram as opiniões do OUTRO que não concorda com Cavaco Silva, nomeadamente certas maiorias que na Assembleia da República aprovaram leis que Cavaco contestou vetando - as? Na sua falta de seriedade?

É que os valores, como é do conhecimento geral, formatam a maneira como se vêem e se usam os factos.

Por mim, não posso comungar dos valores que permitem ao P.R. pensar como pensa por mais que os tente compreender, racionalizando o que não é de todo racionalizável - a sua origem, dos valores, claro !

À vista desarmada, a frase é anti - democrática, mesmo para quem não tenha dúvidas e põe em evidência uma matriz de pensamento já antevista, de há muito tempo, de cariz fascista.

Convém seguir com mais atenção a pupila Ferreira Leite porque bebeu da mesma fonte.

domingo, julho 05, 2009

E O VERBO TAMBÉM...

Portugal está a ser assolado por uma velha, hoje literalmente mais nova, classe de oportunistas.
Lembram -me os abutres que só poisam quando de alto e de fora vêem os outros enfrentar os desafios e vencê -los para sorrateiramente virem aproveitar -se do trabalho alheio.

A recorrência deste facto na sociedade portuguesa está a atingir um descaramento tão evidente que muita gente se está a " passar -se " e a continência civilizada é mandada às malvas.

Em dois dias foi o que se viu. Vilarinho está -se cagando e Pinho cansou - se de tourear.

A incontinência verbal, associada por vezes ao desconhecimento da Língua Portuguesa, tem levado os " pés - de microfone " e a nova fornada de jornalistas a inconscientemente ou por má - formação, os interpelados ao limite da tolerância.

A diferença entre as perguntas incómodas e insolência na formulação é que as primeiras incomodam e as segundas irritam. Mas o pior, é que penso que a inconsciência destas não acrescenta mérito se propositadas, só mais insolência que não impertinência.

A moda, infantil já agora, é atacar o Poder quando se pensa que poderá estar na mó - de baixo.
Gostaria de ver algum jornalista ARRANCAR e expôr qualquer ideia, sectorial ou não para o País da parte do PSD ou do CDS e já agora do BLOCO e do PCP.

Fico à espera...

O GESTO É TUDO...


Em tempos, essa foi a resposta dos estudantes à senhora que os levou ao desvario.
Nas escolas, a contestação sempre foi um privilégio dos alunos, revelando a atenção com que seguiam os seus formadores e os políticos que definiam o seu futuro.
Hoje, essa luta foi substituída pela ferocidade de uma classe - a dos professores com uma palavra de ordem absurda - NÃO AOS EXAMES - acrescida de exigências ainda mais absurdas - QUEREMOS SER NÓS A DEFINIR como queremos ser avaliados e a definir as regras da evolução da nossa carreira docente.
Qualquer outro grupo profissional, excepto a Função Pública, provocaria um riso monumental aos seus empregadores se se apresentassem numa negociação com essa completa inversão da hierarquia e corria o risco de ser dispensado.
Em Portugal, os funcionários públicos - POLÍCIA, JUÍZES, MÉDICOS, ENFERMEIROS, PROFESSORES, etc, etc, querem substituír o Estado pela BUROCRACIA e o caos.
Ouviremos durante a campanha eleitoral declarações de simpatia e adesão a essas teses corporativas.
M.F.Leite e Paulo Portas querem mudar TUDO. O que isso quer dizer ninguém sabe e os corporativistas também não mas o caos das mudanças é - lhes música para os ouvidos, tolamente, na minha opinião.
Estaremos cá para ver se,de facto, o cansaço do Governo entregar o País aos bárbaros.

sábado, julho 04, 2009

POIS É...

O P.M. desafiou as PME para a abertura de um pacto no sentido de lhes tentar salvaguardar os pequenos e médios negócios que a sua ( delas ) incompetência não consegue salvar.

A reacção absurda apareceu de imediato pela voz do seu representante na APME a denegrir as intenções do Governo e a, pesporrentemente, declinar liminarmente o convite.

Se eu tivesse uma pequena ou média empresa pugnar - me -ia pela demissão imediata de quem parece ter uma agenda que não é, definitivamente, a das PME.

Que Portas ou Rangel assobiem para o lado e decretem o fim de prazos para as ajudar releva da agenda própria que alimentam, já ufanos, e que se estão, de verdade, a borrifar para os seus ( delas ) interesses.

DEMAGOGIAS

Lamento dizê - lo, mas parece ser um campo onde vai medrar a argumentação oposicionista.

Uma pergunta - O Bloco esperava que o Estado criasse 150 mil postos de trabalho? Claro que não. Terá percebido a mensagem e a intenção do Governo? Claro que sim.
Numa sociedade liberal, é liberal, não!!!!?, a criação de postos de trabalho é da responsabilidade dos empresários, da livre iniciativa e do Capital. Ou não!!!!?
Portugal não é uma República Comunista. O Povão não quer e tem de assumir as consequências da sua escolha, ou não!!!?

É no mínimo uma falta de rigor intelectual exigir o que ao mesmo tempo se deplora.

sexta-feira, julho 03, 2009

POIS É... JÁ NÃO HÁ PACHÔRRA!

Há dias " temi " pelo cansaço dos ministros e do PM da República em relação à tremenda pressão mediática acrescida de vários sufrágios que se avizinham.

A época é de CRETINICE global e o contágio da supressão da Razão e do bom-senso costuma ser recorrente nessas alturas em que o imediatismo se torna uma necessidade.

Fez agora uma vítima inesperada. O pedido de demissão do Ministro da Economia era incontornável apesar da minha simpatia pessoal pelo enfado e falta de chá enfatizante que deu mostra.

A Política tem uma exigência que o comum dos mortais tem, por IGNORÂNCIA, ignorar - a interpretação, não do Real mas do POSSÍVEL em determinada realidade.

A interpretação, vulgo, a consciência desse Real é uma responsabilidade individual, não POLÍTICA, cuja abrangência deve estar para além das necessidades individuais ultrapassando - as, sublimando - as em prol do colectivo e do FUTURO.

O conservadorismo que marca o medo do FUTURO no SAPIENS inferior só se encontra e se define em almas débeis para quem a superação é uma ameaça que a Ignorância transporta na incapacidade de Conhecimento.

Essa necessidade biológica de protecção da MAIORIA ESMAGADORA da população do Planeta, onde o imperativo é a SOBREVIVÊNCIA no imediato, no dia - a - dia, deveria fazer parte de TODOS os manuais de Economia e Política e não ser tratada como uma variável matemática sob o risco de entrar no mundo do ABSURDO onde as projecções idealistas da natureza humana enfrentam uma realidade que as desmente.

A acção que permitirá a definição plena da Política está para além da IDEOLOGIA e definitivamente de fora do VOTO, manifestação plena, burocrática, ignorante, interesseira, cínica, corrupta ( enquanto manifestação pessoal ) da massa votante, ignara, não só do PRESENTE como do FUTURO, cuja antevisão é- lhe um exercício Insane. E ela terá de ser elitista e autocrática dentro dos limites que a lógica ética e necessàriamente democrática exige.

Posto isto, recolho - me à diletância da OBSERVAÇÃO do que vem aí, na certeza porém que o meu destino, a Minha vida é uma responsabilidade minha que a DEMOCRACIA como fim da História não definirá JAMAIS.

À Política cedo - lhe a definição dos meus sacrifícios em prol da polis na medida em que espero o mesmo da minha espécie.

O seu escrutínio torna - se , por isso et pour cause uma obrigação da qual não me abdico. JAMAIS!

sábado, junho 27, 2009

DA IMPRESCINDIBILIDADE DO ESTADO...

.... na salvação do sistema económico e financeiro pós -crise e da eficácia da economia liberal a funcionar em roda - viva na redução das desigualdades ( a raiar a obscenidade ) planetárias, nacionais, locais, sociais, estamos conversados.

Só não viu quem não quer ou não pode ver.
Da imprescindibilidade do Estado na regulação da Liberdade, sim regulação, individual, social, local, nacional, planetária também deveríamos estar conversados.

MAS...

Ao ouvir M. F. Leite que do discurso de Menezes e do Passos adoptou a boutade - Desmantelo o Estado em cinco dias, mais coisa menos coisa, compreendo a razão que levou até hoje ao esconder das intenções da clique directiva do PSD e das suas intenções futuras de reduzir o ZÉ à sua pequenez que a sua condição social transporta.

Se em Outubro essa pequenez, mental, já agora, levar deliberadamente ao Poder o PSD e o CDS, terei uma reforma de gozo e deploração diária da condição única que o Sapiens lusitano ( não estão sózinhos... ) não abdica - a liberdade, de asnear também, claro.

DEMOCRACIA

A correcção do disparate proferido em tempos sobre a suspensão da dita tem levado a líder do PSD a sobre qualquer intervenção enaltecer a ofendida, disparando, com um nariz afinado a tudo que lhe cheire a ofensa à fulana.

OBRAS PÚBLICAS

Afinal, a serem executadas onde é que o Governo vai arranjar pessoal? Será ao pelotão dos deslocados ou aos reformados da Função Pública? Ah não!!!? Então?

AHHHHH, têm de ser as empresas privadas, a economia liberal, o capital a executar as obras.
E eu aqui a pensar que seria o Estado.

Estava errado, claro.

Bem, neste caso, se isso não for capaz de ajudar à recuperação do coma auto - induzido com que os nossos empresários, a livre iniciativa, ( aonde a M. F. Leite e quejandos nos querem conduzir... ) se comprazem há décadas não vejo, a não ser no livro vermelho de MAO com a reeducação do POVO e da sua classe dirigente a GRANDE solução para o País.

Quem tem crânio emigrará e será este o destino de Sócrates se continuar nessa patética tentativa de branquear o que o distinguiu da massa amorfa e comodista de Portugal -a sua propalada arrogância (auto - confiança ) e teimosia ( determinação ) com que qualquer líder, democrático ou não tem de estar armado.
As decisões de um líder em democracia SÃO AUTOCRÁTICAS e é assim que devem ser, pelo menos durante o período em que funciona a sua legitimidade.

Caso contrário a democracia é uma farsa alimentada e aproveitada por farsantes.

quinta-feira, junho 25, 2009

SEM ESPINHAS

Foi assim, que o PM despachou a costumeira insuficiência da Oposição e a dar sinais muito positivos aos socialistas da sua mobilização para as batalhas que se avizinham.

AUTOEUROPA

Para sindicalistas " calejados " na defesa dos direitos dos trabalhadores, os últimos acontecimentos continuam, infelizmente a mostrar porque é que Setúbal passou da terceira cidade do País para as marchas " negras " e para o declínio.

A recuperação está a ser lenta e os trabalhadores da AE que nessa altura demonstraram grande sensatez no que era mais importante para o caso a manutenção dos postos de trabalho, aburguesaram -se e perderam por momentos a capacidade de interpretação da realidade.

É evidente que o Capital, para usar uma linguagem clara, está, apesar da crise, na mó de cima e como convém aproveita -se disso tentando chantagear, sempre com boas maneiras, quando são civilizados, com a situação.

É nessas alturas que os Sindicatos fazem sentido como organizadores administrativos dos interesses dos trabalhadores que representam com uma correcta interpretação das situações e aconselhamentos adequados. NÃO FOI ISSO QUE ACONTECEU quando se abandonou a negociação por motivos quase insignificantes a querer demonstrar a sua força (!!!!? ) quando não a tinha.

Eu creio que a correcta (insisto, neste caso da AE) interpretação e ajuízada atitude dos trabalhadores que levou ao seu recuo terá sido concertada no aconchego do lar com a pragmática ajuda das suas mulheres e ainda bem.

sábado, junho 20, 2009

TGV

.
Digo, repito e repiso que o único óbice ao desenvolvimento do TGV em Portugal prende - se com as mesmas razões que estiveram na origem das tentativas de obstaculização de qualquer obra pública desde o 25 de Abril - designadamente o mérito alheio da iniciativa e execução e , principalmente o CONTROLO dos milhões a eles associados.

As lenga - lengas políticas sempre serviram, com os aliados de costume e os de ocasião, para disfarçar a Azia.

Essa da preocupação com o nosso futuro " endividado ", teria bases para andar se a capacidade de o prever fosse inata e não um produto da Inteligência, que como sabemos é muuuuuuuito interesseira e rara.


" JÁ NÃO TENHO IDADE PARA ESTAR NO GOVERNO " Mário Lino - M.O.P.

Eu traduzo: - JÁ NÃO HÁ PACHÔRRA!...

...para flexibilizações ou dobrar de espinha que a política eleitoral aconselha .


Posto isto, espero que o cansaço e falta de pachôrra não atinja o resto da equipa de Sócrates e .... nomeadamente a ele.

Ele, o PM deste País, tem a obrigação de saber que os décibéis dos soundbytes da Oposição e nisso incluo os Media na sua eterna lapdance, têm um desígnio - REDUZI - LO À MEDIOCRIDADE E CONFORMISMO GERAL, repetindo o sucesso que levou ao abandono da política nacional de um dos mais brilhantes políticos que por aqui passou - GUTERRES.

Desde que a Burguesia tomou o Poder e fê -lo território das massas através do voto, muitos grandes homens perderam a Nobreza, o Carácter e a Alma que os distinguia dos restantes democratas.,

Sócrates, como combatente que é, tem de fazer frente a essa imolação pelos medíocres e manter -se arrogante . É que é um dos melhores elogios que o povo consegue discernir.
A humildade mereceu sempre desprezo das massas e definitivamente não faz parte do código genético de quem quer estar no TOPO

MAIS VALE CAIR DE PÉ!


Posted by Picasa

sexta-feira, junho 19, 2009

IRÃO 2009







OS VELHOS HÁBITOS, DE VOLTA...



O mundo tem sido preparado, como de costume, através de manipulações, umas grosseiras, quando o alvo a atingir é pobre de espirito e outras mais sofisticadas, para quem se alimenta irracionalmente dos Media, para a mudança desejada pelos USA no IRÃO.


É tão evidente o dedo da senhora do Sistema - Hillary - na coordenação dos serviços secretos americanos em TEERÃO como em Caracas que, como de costume, só não conseguem ver os tolos de costume.




Infelizmente, Obama está a ser enredado numa teia tão complexa que se não tiver alguém de confiança muito perto da Hillary que o mantenha informado da política paralela que ela alimenta em seu próprio benefício, dár - se -á MAL.




A minha esperança é que a ingenuidade não venha a ser um traço decisivo na sua administração.




Por outro lado, o regime iraniano a cair, será pela força LIBERTÁRIA das mulheres persas, tão oprimidas e ofendidas por uma casta temente e com razão, da universalidade, em compreensão e extensão, da ABERTURA do feminino à vida em todas as suas variantes, mesmo as mais perversas.




Então se for essa senhora a manobrar os cordelinhos dessa luta, isso mete - me mais medo do que as consequências e razões legítimas da sua fúria, infelizmente.
Se a pressão se mantiver como se prevê, vai haver muito sofrimento e mortandade, não só no Irão como em todo o Oriente.

domingo, junho 14, 2009

SAUDADES


Eu tenho um pecado original que a minha auto - formação definiu - o amor pela Inteligência e pelo Carácter. E se a essa inteligência se acresce a Ética e a Racionalidade a minha admiração e respeito pelos que me precederam, é TOTAL.

Em relação a Cunhal, pela sua dimensão como homem e como político, em termos comparativos com a mediocridade nacional só posso sentir saudades.

Como saudades sinto do Lucas Pires, Soares, Amaral.... Sousa Tavares, Rego, Arnault, Zenha, Sá Carneiro...

Vá- se lá saber porquê!....

sábado, junho 13, 2009

ESQUIZOFRENIAS... alheias, claro !

... ou, se preferirem,

MAU - PERDER

Os vergonhosos 63% de abstenção nas eleições para o Parlamento Europeu têm sido apresentados pelos Media como uma derrota para (!!!!?) os políticos num exercício tão idiota que até eu que sou um crítico do sistema me sinto na obrigação de dizer alguma coisa sobre o assunto.
Para mim, eles só revelaram a derrota da cidadania e dos deveres que lhe deviam estar cívicamente associados.

Não votar não é expressão de NADA a não ser o abandono da solidariedade que a condição de votante traduz, se não em benefício próprio, a favor dos concidadãos.

Se eles constituem na visão, para mim canhestra de alguns, uma derrota para os políticos, levemos esse raciocínio até ao fim.

O Presidente da República, nas vésperas das eleições fez um veemente apelo ao voto. Este resultado, apesar de satisfatòriamente gratificante para ele, foi uma derrota PESSOAL e POLÍTICA pelo menosprezo com que os cidadãos lhe responderam.

Apresentá - lo, ou apresentar - se agora como uma vestal imune a este resultado só releva da imbecilidade ou igual menosprezo com que se prefigura o Zé - votante e é bem feita. Um bocado de pudor não cairia mal.

É de rir até às lágrimas o endeusamento e promoção de Rangel, esse criador de factos políticos falsos sobre os quais esparrama toda a verve oposicionista numa falacciosa argumentação sem adversário, claro, a não ser os factos inventados.

Esse truque é tão velho como Matusalém e no entanto ainda há basbaques, uns ingénuos, outros ignorantes e outros interesseiros que continuam a cair nele. Paciência!

Para mim, continuo a dizer convictamente que para Portugal, hoje, como há um ano, Sócrates é a melhor solução para o Governo por mais que a Rua ululante tente demonstrar o contrário. Aliás tenho por mim que a rua mostra outra coisa que não a racionalidade e argumentos.

Só que a Liberdade tem um preço e Portugal pagá - lo-á com língua de palmo à medida que empurra os seus melhores para a Rua e instala a mediocridade niveladora, pois então.
Pagá - lo -á como sempre: com lamúria, insultos gratuitos ( mas sabe bem, não? ) burrice, hipocrisia, demissionismo e emigração física e intelectual da falta de pachôrra.


segunda-feira, junho 08, 2009

SANTA INGENUIDADE !

Traduzo...

Eu não sou um profissional da política, não frequento os seus apeadeiros partidários e não sou usufrutuário das suas benesses.
Democrata por racionalidade e cultura, céptico que baste das virtualidades do sistema aplicado em toda a sua essência e extensão a povos com níveis distintos de formação, informação e desenvolvimento económico e social ( que não é uma derivada daquela e por vezes a precede ), a minha independência é real.

... para dizer isto - Portugal, se não fosse um tremendismo dizê -lo, está a um passo do disparate e sinceramente gostaria que desse o passo em frente e assumisse de vez a sua liberdade sem consequências exactamente como a pratica e votasse no PSD nas próximas eleições legislativas e autárquicas.
Seria a vingança do chinês, no caso do ZÉ, sobre um P.M. do qual aprenderam a não gostar das qualidades que a si faltam.

SANTA INGENUIDADE!

Suponhamos que ganharia o PSD. Dentro do quadro legal das reformas encetadas e a decorrer na Saúde, Educação, por exemplo, quais seriam as mudanças e em que sentido?
Em primeiro lugar duvido que não houvesse um aproveitamento cínico do que o PS fez ( as leis nem são nossas ...) e por outro lado a tentação de usar a técnica do desmantelamento progressivo e em boicote a favor da clientela privada avara de negociatas, principalmente nessas duas áreas.

Quanto ao resto, eu SEI exactamente o que vai acontecer. Tenho -o testemunhado desde o 25 de Abril como todos os portugueses adultos e os outros também.

Que venha pois, a M.Ferreira Leite com as falanges santanistas, coelhistas, menezitas, mendistas, marcelistas, barrosistas e cavaquistas repescadas do BPN, lembrar ao pagode como é que se fazem as coisas.
Eles já aí estão a aparecer na TV... O cheiro do Poder e o deboche com as Finanças Públicas é um poderoso íman. Pudera...

Eu cá tenho boa memória...

Um conselho, porém. De Sócrates, pelo que aprendi a conhecer dele, não esperem cócegas à opinião pública.
Por mim, acho que ele pensa que a responsabilidade da modernização do País ( o que quer que isso seja ) é de todos. Portanto, duvido que mude, por causa do barulho da RUA e dos Media o projecto que ele ambicionou para o País

Se quiserem, corram com ele e assumam as consequências da escolha. Insistir em malhar em cabeça dura é - lhe uma missão à qual não dará tréguas. Feitios, para não usar um termo em desuso - Patriotismo.

domingo, junho 07, 2009

VERGONHOSA ABSTENÇÃO

Se as projecções se confirmarem - 63% de abstenção - numas eleições tão importantes para o futuro do País - a composição do Parlamento que nos gere a política económica, financeira, social, que conclusão se poderá tirar desse alheamento autista?

É que NÃO HÁ NENHUMA JUSTIFICAÇÃO RACIONAL. Se ela foi do âmbito do emocional, isso, para já, só atesta a nossa imaturidade.

E por hoje, fico por aqui. Sinto - me derrotado, apesar de todo o meu pessimismo sobre a espécie ao nível da sua capacidade de interpretação do real.

Voltarei ao assunto porque ele faz parte da minha interrogação permanente aqui neste espaço há pelo menos três anos.

sábado, junho 06, 2009

ALBÂNIA 1 PORTUGAL 2

Lamentável a todos os títulos a prestação da selecção portuguesa de futebol.

Inacreditável a falta de empenho de ir à maior montra do futebol mundial por parte da maioria dos jogadores... A displicência que demonstraram durante a partida marcou o carácter de um grupo, salvo pela raiva de quem NÃO GOSTA DE PERDER - Bruno Alves.

Não me admira o processo de aburguesamento de atletas inchados de prosápia e de dinheiro para quem o estar no mundial da categoria é igual ao litro.

Não quero nem desejo sofrer a vergonha de ver esses atletas a competir nessa prova. Serão o BOMBO DA FESTA do campeonato. " Não tenho nada a provar...." é das bocas mais foleiras que tenho ouvido a alguns desses rapazes como se tivessem algo a exibir além de habilidades formais que os distinguiram em talento que não da maturidade e carácter com que se fazem campeões.

O meu reparo é extensível ao seu actual treinador cuja incompetência para gerir homens é de uma pasmosa redundância que só não vê quem ainda vive no mundo da asssociação de graus académicos com a competência que lhe deveria estar obrigatóriamente associada. Só que a realidade insiste em demonstrar a falsidade dessa asserção.


É que chapéus há muitos... Faltam cabeças onde os enfiar.


E pela do Queirós já passaram muitos sem proveito.

continuando...

... e a propósito de Cavaco Silva e do BPN, o seu silêncio, bárbaramente confundido com dissimulação e confirmação de NADA, e que não foi mais do que uma reacção de asco que eu também sentiria no lugar dele, à ofensa contida no questionamento, alguém que o meteu no mesmo saco dos POLÍTICOS, sim, desses oblíquos que é para os distinguir do resto, tem o arrojo de dizer hoje, no mesmo jornal que, cito,...

" Eu tenho o maior respeito pelo Presidente da República.... mas sobre as acções que Cavaco teve na SLN, não tenho quaisquer desculpas a pedir, pelo contrário. " - Henrique Monteiro - Expresso 5/6/09

Mas que raio de respeito é esse?

Dizer que se tem respeito a alguém e em seguida perguntar - lhe se é velhaco diz mais de quem pergunta, neste caso, do que do interpelado.
Quem não percebe isto é porque lhe falta o que o outro possui.

PERSPECTIVAS - da importância da informação/ deformação dos Media

Da sacrilização dos direitos individuais perante o Dever colectivo derivou toda a doença incurável de que sofre o sistema que deu origem ao regime democrático no Ocidente.
A enumeração fastidiosa das mil e uma sondagens à opinião dos cidadãos europeus sobre o funcionamento das instituíções democráticas de cariz político, económico ou cultural atesta pela sua negatividade o mal - estar reinante.

Algo está podre no regime e ninguém quer apontar o dedo da denúncia na sua origem quando o cheiro provém de todos os lados...

As " excepções " , tidas como a credibilização de Tudo - a liberdade lato sensu a que se associa a famigerada liberdade de expressão, não resiste sequer, sem fragorosa queda, a uma análise mesmo que superficial.

O êrro na sacralização do mediático, por exemplo, deriva da falta de cultura, racionalidade, bom - senso, objectividade, maturidade na sua prática que outrora nos permitiam acreditar na notícia, no comentário, aprender, em suma, a formar opinião, fundamentada em factos.

Actualmente abundam opiniões massificadas, interesseiras, dirigidas, intelectualmente desonestas num grau tão elevado que a dificuldade está em saber da veracidade do que se diz mais do que QUEM diz.
Dessa batota ( porque não denunciada internamente ) corporativa salva - se a independência rara, ( não porque dispara indiscriminadamente à esquerda e à direita, sobre o Governo ou sobre a Oposição ) credibilizada, factualizada, honesta, èticamente louvável de uns quantos, poucos, paladinos.
O panorama geral, principalmente em época de eleições é sempre confrangedor dada a teia de cumplicidades e do contrabando ideológico transportado em cada página.

Seria mais verdadeiro que os Media, em vez da independência aldrabada, impraticável, assumissem com transparência o seu posicionamento rotulado, sem peias.
Aí ao se ouvir ou ler se saberia estar a ouvir ou a ler opiniões sustentadas numa determinada matriz de pensamento.

É que do albergue espanhol, aparentemente de louvável e democrática representação ideológica, difícilmente se distingue o lacaio do nobre, a voz do dono do rosnar da indignação verdadeira.

OBAMA, uma visão outra, do Mundo e das coisas...


Aos poucos, com uma sinceridade desarmante num discurso claro e transparente, Obama tem levado ao conhecimento dos amigos e dos adversários o homem e o político.
A tónica humanista, adulta, substituíu a marca imatura com que o seu antecessor pontuava, com testículos pré - históricos, o seu miserável desempenho.
Nada de surpreendente para quem lhe viu a capacidade que as suas palavras e acções carregadas de sabedoria, ética, bom - senso, tinham sobre os seus seguidores nos USA e posteriormente na Europa e no Mundo.
O mundo árabe e muçulmano olhou -o, olhos nos olhos e sentiu a força da sua sinceridade e do seu empenho. Os efeitos, espera o planeta, que sejam duradouros e eficazes no sentido da PAZ e que a mortandade sacrificial deixe de o ser para ser vista como sempre foi - REPUGNANTE.

LUÍS CABRAL


A História, vulgo os homens que o conheceram de perto e os que lhe conheceram as acções como guerrilheiro, político e como homem, julgarão ( !!!? ) os seus actos na sua passagem.


O Estado Português não o devia ter feito com a sua ausência nas suas exéquias. LAMENTÁVEL os critérios, quaisquer que eles tivessem sido, à luz do comportamento devido em outras circuntâncias a Nino Vieira, por exemplo, para além do facto de que Luís Cabral era um amigo de Portugal. Só por isso mereceria respeito.

sexta-feira, junho 05, 2009

EFEITOS PERVERSOS...

O Presidente da Comissão Europeia - D. Barroso - ao apresentar as propostas da Comissão para superar o desemprego que fustiga a Europa, afirma ( supõe ) que " O maior receio de qualquer cidadão é perder o seu posto de trabalho " e que " não me ocorre nada mais grave, a não ser a morte de alguém próximo " ( conjectura ) e remata " É a maior tragédia pessoal que alguém pode viver ".

Eu não esperaria melhor do Burocrata - Mor de Bruxelas na defesa do sistema e do lugar.
E pronto, está dado o mote para as empresas e um aviso aos governos no sentido de, numa época de pressão social, serem pressionantes na ultradomesticação da classe trabalhadora já de si tão desprezada pela Economia e tão laboriosamente maltratada pela Política.

Ver esta crise ( mais uma para quem não lhe sente na pele as consequências ) como uma oportunidade tem sido um tema glosado à direita e à esquerda do espectro político, nos Bancos Centrais e nos aerópagos internacionais mas o sentido das soluções a encontrar e a Oportunidade a aproveitar é que não mudará.
Remenda -se o furo que provocou o " esvaziamento " como a um pneu e retoma - se o ar perdido.
Nada, absolutamente Nada se prepara, se fez e se fará, a não ser a cosmética habital, para mudar o que está na base dos falhanços sucessivos dos herdeiros do Iluminismo - a Razão sem Ética - por um motivo óbvio - quem podia e têm meios, em democracia, para o fazer não o fará já que são os principais beneficiados.

A Razão sem ética só tem um nome para isso -Estupidez, claro!

domingo, maio 31, 2009

EXERCÍCIOS... diletantes e meramente racionais sobre a Liberdade

Se na Natureza tudo é pré - determinado e tudo se passa segundo leis inabaláveis, o comportamento humano não obedece de todo às leis naturais senão no estrito campo físico da sua condição biológica.

Isso, apesar de ser TUDO, já que lhe delimita as fronteiras do possível, os limites da sua acção, remetendo - o à sua pequenez temporal não lhe marca o destino que a sua liberdade animal, proclama.

Até porque só nesse campo é que ela existe e tem o seu sentido pleno.

A outra, a liberdade cultural, a adquirida, social, política é uma bela utopia baseada numa concepção monista e necessária da existência da Civilização em todas as suas formas de ver o MUNDO, o COSMO e DEUS.

A sua pertença ao reino das probabilidades implica ajustamentos permanentes em relação ao REAL. O que tem falhado no seu aperfeiçoamento está no sentido das medidas correctivas.

A abundância de legislação tem reduzido amplamente o espaço do seu exercício quando a acção exigiria sim a culturalidade, a mudança consciente de mentalidades que só o Conhecimento sustenta e dá sentido.
Após o falhanço dos economistas profetizando o futuro em fórmulas matemáticas aplicadas à Liberdade, hoje, os únicos profetas serão os meteorologistas.
Apesar do caos que é o " tempo" ele pode ser mesmo assim teorizado em bases sólidas. Olhando para o céu, hoje, enquanto escrevo, posso afirmar com 99,99999% de certeza que não vai chover hoje.

O Homem precisa da universalidade para poder prever. A Globalização deriva dessa necessidade que só o Conhecimento permitiria a aplicação. Em vez de ter começado pelo cultural preferiu a matemática e pulsões primárias, essas sim universais mas com cambiantes que histórias únicas definiram e que têm sido desprezados em favor daquelas.

A taxa de juro pode -se mudar de noite para o dia; os conceitos culturais, NÃO!

Derivados de uma acumulação de conceitos empíricos que descrevem uma narrativa histórica e cultural única, a vida dos povos criou um universo paralelo tão válido como o do vizinho e o mesmo estupor perante a diferença.

Não compreender isso, simplificando o que é complexo deriva da estupidificação acelerada que a incapacidade determinante de interpretação de factos, dados, enunciados, textos, linguagem, o sapiens- sapiens cibernético tem dado provas.

O assustador é que a Estupidez, globalizada, é estúpidamente contagiosa e difícil de erradicar.

O irónico em tudo isto é que esta " nossa " capacidade adquirida ( já que não se encontra em nenhum ser vivo - a ignorância é coisa outra ) de ser ESTÚPIDOS vem de uma patologia necessáriamente do racional, incurável portanto pelo que lhe deu origem, crescimento e a sustenta até que....

P.S. - São 17:30 e pelos vistos, pelo que estou a ver, parece que o " tempo " quer contrariar as minhas 99,99999% certezas. Pois é! Nada é óbvio...

O SÍNDROMA DE WATERGATE

Eu não duvido da sinceridade da M.M.Guedes na sua auto-avaliação como boa jornalista e da seriedade com que leva a sua profissão. Essa convicção, associada a uma coragem evidente no confronto com o Poder, confrontando -O com a Sua incompetência, com a Sua venalidade, com a Sua corrupção, DEVERIA estar indelèvelmente associada a uma Objectividade que a sua apreciação pessoal do adversário descredibiliza.

Esse distanciamento exige uma frieza que a sua emotividade feminina não conseguirá ultrapassar. Associada a um posicionamento político já revelado públicamente, convenhamos que a " hostilidade " terá sempre de ser vista como um ataque do mesmo teor.

Por mim, que não sou jornalista, tenho a obrigação de " SEPARAR AS ÁGUAS " por mais desencantado que esteja e estou SEMPRE, com a prática política.

Mas a convicção, tão verdadeira como a de quem me " governa " é porventura menos válida do que a dos políticos. Eu tento funcionar intelectualmente ao nível do Ideal e os políticos ao nível do Real.

É evidente que há políticos e políticos e é EXACTAMENTE nessa obliquidade que os distingue que se releva o papel do bom jornalista.
Ora, a M.M.Guedes tem da Economia, das Finanças, da Saúde, das Obras Públicas, etc, etc, o mesmo peso crítico que um observador como eu e não sou nada parvo, até porque com menos " pittibullismo" era capaz de encostar muitos políticos à corda no lugar dela.

Posto isso, tenho de concordar que o panorama jornalístico tem sido uma porcaria, até porque não é de hoje que o proclamo e que lhe chegaria ter mais controlo emocional nesses confrontos com a Política, abandonando a agressividade, essa sim carroceira, com que pontua a sua argumentação. Na política, o cinismo é mais elegante que a frontalidade. Saber usá -lo em momentos certos e não por sistema dará melhores resultados.

Com simpatia, apesar de me ter feito perder as estribeiras, por vezes... lhe digo que o " justicialismo " tem de estar fundamentado porque senão corre o risco de ser confundido com pusilanimidade. E isso tem sido a praga dos Media, particularmente em Portugal.

Então essa ambição de derrubar ministros, assim na linha do PCP e governos.... à Watergate.... bem....

domingo, maio 24, 2009

JUSTICEIROS

UM TRIPEIRO -LISBOETA

Em Portugal, ninguém tem, como Miguel Sousa Tavares, batalhado em prol da cidade que ele aprendeu a amar - Lisboa.
Há muito tempo que sigo a sua demanda contra o desmantelamento progressivo do TEJO - lisboeta e do País em geral, no que ele tem de único na sua capacidade de se fazer amar.

O ataque a , para mim uma das zonas mais nobres da cidade, a sua zona ribeirinha, tem nele e permitam - me a colagem empática e em mim um inimigo feroz. A denúncia de sucessivos dislates a coberto do " INTERESSE PÚBLICO !!!? que tem protagonizado merece o apoio de todos aqueles que amam a cidade com a obrigatoriedade não-diletante de engrossar o clamor do repúdio contra o saque do que é NOSSO.

Francamente, eu não sei COMO e o que fazer para dar mais força a esta luta além da minha solidariedade activa com os justiceiros, agora aspeados, como Marinho Pinto, M.S. Tavares e outros, além do exercício da minha cidadania. Contra um regime outro saberia como.

ÓBVIAMENTE

DO CAMINHO DAS IDEIAS...

Henrique Monteiro - Uma ideia e seus caminhos-Expresso 23/5...

.... exortando os seus concidadãos à compreensão da Crise sugere a sua apreciação Global na assunção por cada um das suas responsabilidades próprias, ÒBVIAMENTE !

Não admitir o óbvio é estupidez. Por incrível que pareça, também ela é racionalizável mas no fim, se o processo de análise não for ele também estúpido, a conclusão só poderá ser ela também, ÓBVIA.

A validade de uma Ideia não está na sua origem e nem nas consequências indutoras da sua formulação, silogísticas portanto, o que põe em causa, à partida, a sua linearidade.

É no seu ajustamento à realidade ou não que se vai descobrindo,à medida em que se vai enriquecendo com novos dados que só esse contacto permite que está a sua Virtude, a sua adequação, o seu VALOR. NADA é óbvio!
Nessa margem de indefinição onde a Estupidez e a Ignorância se comprazem insinua - se o contrabando ( Gasset dixit ), o boicote que põe tudo em causa.
Esse é o preço da Liberdade.

A Democracia política pensou ter o assunto resolvido pela aritimética da maioria, luta para resolver essa contradição intrínseca entre o Óbvio e a Liberdade quando a sua própria origem deriva desse pressuposto. Pescadinha de rabo na boca, portanto.

A mudança será na mentalidade, no individual, no que esteve na Origem, cultural, portanto, de modo a sanar as contradições imparáveis com o outro termo da equação - LIBERDADE.

sábado, maio 23, 2009

EVIDENTEMENTE...!

Marinho Pinto tornou - se e bem, o que só o deve orgulhar e distinguir -se da fauna conformista, comodista, cobarde, corporativa, corrupta, que o quer apear da liderança da Ordem, a par de outros pares que prefeririam menos " barulho", um justiceiro, ( assim, sem aspas ).

Os interesses da Ordem e concomitantemente dos advogados passa pelo bom funcionamento da Justiça e por boas se não excelentes práticas da profissão.
A Ética que deve estar sempre presente na vida dos cidadãos e aí há uma gradação que vai ao infinito, tem de ser a base do exercício da cidadania e na Justiça mais do que em qualquer outra actividade.


Permitam -me um ligeiro desvio....

Ontem, na entrevista com Moura Guedes reiterou a denúncia sobre actividades ilícitas de alguns advogados e a senhora permitiu -se comparar a cidadania e a obrigação institucional com " bufaria ". Não me admira a confusão, já que ela está na base da mesma linha de raciocínio que tem impedido a classe jornalística de denunciar e criticar a prática malsã, desprestigiante e trauliteira com que ela exerce a sua profissão.
Finalmente levou o correctivo público, com todas as letras, olhos nos olhos do Bastonário a quem se permitiu insultar, que pôs a nu o que muita pobre gente considera jornalismo " agressivo ".

quinta-feira, maio 21, 2009

MUUUUITO A SÉRIO...


Cada vez mais me custa ouvir a OPOSIÇÃO ao Governo nas suas pobres, vagas, casuísticas e sem contrapartidas fundamentadas, explícitas, claras, transparentes e não - dogmáticas críticas ao que ele tem andado a fazer.
Esse posicionamento é quase que uma oposição anarquista ao sistema democrático em toda a sua falência - é o meu - e à sua progressiva burocratização global.

Condenar o Governo pela falência económica do País é apelar à Ditadura do Estado. Em democracia, a economia é gerida pelo mercado e pela valência das empresas e dos produtos que vendem, a par da sua EFECTIVA utilidade para os cidadãos. A leviandade também se vende ,mas o seu valor esgota - se na sua futilidade.

O Estado como o gatilho e regulador da economia foi uma experiência histórica tentada e nada impede que volte a acontecer.
Mas...
...que hoje sejam o PSD e o CDS a acompanhar o Bloco e o PCP nessa " esperança " diz bem do falhanço político, como alternativas a este governo, que esse posicionamento falho de imaginação, (aliás pontuado pela vacuidade gratuita dos reparos como " ...a continuar assim... " recorrentemente usados pela líder do PSD ), exibe a cada passo a dizer NADA sobre NADA, numa prática de tal monta demagógica que só a ignorância poderá aceitar de ânimo leve.

A sinceridade OBRIGA a que os cidadãos da Europa tenham de aceitar, pelo menos até que reajam do estupôr a que a sua ingenuidade e negligência os conduziu, aceitem e dêem graças por ter, na Europa e em Portugal dois bons organizadores e excelentes funcionários a trabalhar para eles.
Oxalá se trabalhasse tanto em Portugal como eles!

DIGERINDO E REFLECTINDO...



Eu sei que a minha prosa não é simples como também eu não o sou. A simplicidade é para a amiba... Estou a brincar, claro!

Confesso que gostaria de " simplificar " o que só palavras " complexas ", pela sua abrangência, conseguem, a meu ver, EXPLICAR e tenho andado a aprender a falar simples. Na escrita é um bocado mais difícil. Mas....



" ... Não deixa de ser redutora a factualidade segundo a qual as dinâmicas emprestadas pelos primeiros 15 anos da democracia portuguesa no sentido de transformar o País para fora do seu contexto de africanização, portanto, mais perto de um europeísmo progressivamente inevitável, pouca ou nada disseram às estruturas obsoletas do futebol. " sic sic sic - Rui Santos - Record - 21/5/09



... depois de ler isto ( este " estilo !!!? " é recorrente ) dei por mim a pensar se a minha genuína espontaneidade na escrita podia alguma vez ter alguma coisa ver com este machadês pedante e intragável.

Prometo fazer uma visita aos meus posts antigos e com a devida distância e espírito crítico diagnosticar essa.... essa.... o QUÊ!!!?

domingo, maio 10, 2009

Eu não diria melhor... mutatis mutandis...


" Em onze ficavam os quatro defesas. O resto façam rifas em quermesses de caridade " Alberto João Jardim, sobre o Marítimo.

" Rui Costa é boa pessoa, mas falta -lhe um espírito de luta feroz e primário, uma agressividade permanente... " - Domingos Amaral

O Benfica de hoje é uma equipa completamente descaracterizada, amorfa, mole, educada, sem nervos, feminina até dizer basta, sem tomates, em suma. É, sem ofensa a imagem dos seus líderes, como todas acabam por se tornar.
Jaime Pacheco ou Scolari ou Jorge Jessus, nunca o Queirós ou o Cajuda, por exemplo fariam, com esses mesmos atletas uma equipa intratável, em todos os aspectos competitivos.

Posto isto, acho que o nacional - porreirismo não deverá ser a postura do Rui e civilizadamente, neste caso, dispensar Quique para já e armar -se de um comportamento muito mais duro em relação aos profissionais que tem a seu cargo, porque se não, as contínuas desilusões que temos sofrido afastar - nos- ão cada vez mais do Estádio da Luz e da equipa com todas as consequências que isso trará à SAD.

sábado, maio 09, 2009

TAMBÉM NO FUTEBOL...



Já que se falou de patologias associadas à formulação que tem levado ao desmantelamento das " coisas ", vulgo, valores, falemos de futebol, já chamado em tempos uma escola de vida por razões que toda a gente entendia, e do que tem acontecido nos últimos tempos.

Também aí a CRISE se instalou subreptíciamente a partir do momento em que o Mercado tomou conta da coisa e os milhões se lhe associaram com estrondo impondo as suas regras.
O fairplay, ainda alimentado por alguns românticos irredutíveis vai desaparecendo no torvelinho da venalidade e do suborno psicológico dos seus intervenientes e adeptos.

Os atletas, há já quem não aguente as exigências que uma pressão intolerável obriga à robotização e se afaste para poder recuperar outra vez o prazer de jogar futebol.
Refiro - me por exemplo aos atletas sul - americanos cuja relação com a bola sempre se fez com alegria, técnica, fruição e gozo a quem tem morrido aos poucos a sua arte em prol da rigidez da tática e dos resultados que valem milhões.
Ronaldo, Adriano, Fred, foram alguns dos nomes citados pelo Record, entre outros menos sonantes que regressaram a fim de se reconciliarem consigo e com a sua arte e prazer. Outros virão atrás da resolução de problemas económicos, outros mantêm - se por cá, adaptam -se, tentando conciliar a beleza do gesto e da prática com os ditames do rigor tático e à supressão do risco e do improviso com a perda óbvia das suas qualidades que as trouxeram até nós.

Por outro lado, o último jogo entre o Chelsea e o Barcelona foi paradigmático. Os amantes do futebol fizeram a sua escolha e preferiram ver o Barcelona na final de Roma com o Manchester, duas das equipas com o futebol mais excitante do planeta a par do Arsenal.
Nem a maneira inglória e manchada injustamente como obteve o apuramento abalou a escolha no final do desafio. Barcelona merecia e tinha de lá estar na final...O que aconteceu durante o jogo foram...pormenores.

A moralidade interesseira que faz parte da matriz individual quando não é contrariada por valores mais nobres tem - se tornado aceitável e de tanta aceitação empática, a MORAL, que se justifica pelos resultados.
Outro exemplo desse desmantelamento - PEPE, ou melhor Queirós.
Pepe agrediu selvàticamente um adversário e foi condenado e bem pela justiça desportiva e pelo mundo desportivo em geral pelo seu descontrolo.
Carlos Queirós, porém, num gesto oblíquo de solidariedade decide manter sem castigo a atitude do seu seleccionado, desprotegendo- o do período de nojo e reflexão a que ele teria de se submeter.
Pepe foi quase criminoso, mas...

Eu não aceito, sem castigo, o Pepe na selecção!
Eu não aceito que a batota cometida contra o Chelsea seja branqueada a favor do melhor futebol do Barcelona!
Eu não aceito a batota no Desporto sob nenhuma justificação e muito menos pelo meu prazer e satisfação!
Eu não aceito a moralidade adversativa e casual. Posso compreendê - la mas não a honro! Ponto final!

sexta-feira, maio 08, 2009

OCIDENTE -TOTALITARISMO ou DIRECÇÃO DO ESPÍRITO?



Nenhuma novidade tirou este céptico ocidental da leitura de Pol Droit - O que é o Ocidente?

Habituado a " bojardas sociologistas ", contava com uma leitura dogmática sobre a superioridade da cultura ocidental em confronto com as OUTRAS.



Felizmente nada disso aconteceu e reforçou -me os conceitos da Sua ( do Ocidente ) formação histórica, da Sua face gloriosa e da Sua zona tenebrosa. Interiorizou com mais profundidade a convicção da justeza dos Seus conceitos e das Suas patologias e continuou a ABOMINAR o abastardamento que a Sua hipocrisia tem provocado na sua evolução espiritual.

Também confirmou (!!!? ) que estaria Aí a raíz da Sua crise, tão natural como a tensão que lhe provocou a descida da árvores e a visão do mundo dos Outros que a Sua Técnica lhe proporcionou.



O Ocidente será como conclui Pol Droit " uma direcção do espírito " e não a sufragação da Sua superioridade técnica e da Universalização perante os outros novos bárbaros dos seus conceitos de existência. Deverá ser um exemplo a propôr e não a impôr, abrindo -se às outras Culturas como um mundo aberto que a Sua História apregoa.

Mas...

Nietzsche já dizia que o Homem moderno, à medida que vai perdendo a sua capacidade de avaliação perderia também a sua Humanidade, que não é mais do que a solidariedade de espécie, digo eu.

A unidade, o ponto de referência sobre o qual o Ocidente, particularmente com os Iluministas, se baseou - o indivíduo - criou, para mim, um paradoxo inevitável e uma tensão permanente com a universalidade dos valores propostos então. Se é sobre o individual que a sua universalidade se exerce e faz sentido, a permanente crítica e dúvida que sobre eles se desabou até hoje, levou ao seu esgotamento, naquilo que Droit chamou de patologias do Universal e acrescento eu, do Indivíduo, o abismo de Nietzsche.
Este declive obrigará Narciso a outro direccionamento do olhar. O Indivíduo e a Liberdade, então sacralizados, estão na origem da patologia universal; os conceitos, eles mesmos, biológicos na sua essência entraram em conflito entre si e estão na origem dos conflitos com os outros e com os OUTROS.

Impossível mudar o que quer que seja enquanto essas condições continuarem a ser O DIREITO, base de qualquer política.
A mudança de paradigmas terá de ser muito mais profunda. A base terá de ser deslocada ou então terá de ser outra e superior ao EU.

Os falhanços históricos aconteceram em circunstâncias únicas e específicas da vida do Planeta e dos povos e não se repetirão as condições que os proporcionaram, mas os êrros, já diagnosticados poderão ser emendados e hoje em pleno século XXI nada nos impede de pensar que a Utopia seja possível. Bastaria que a nossa capacidade de avaliação voltasse a funcionar em Racionalidade, Ética, Humanidade?

Referências - o Homem só funciona capazmente com referências que respeite. A Técnica - o novo Deus - exige domínio, não reverência, e o Homem que a cria tem de estar à sua frente e não a reboque das suas consequências indutoras. Não serve!
O mundo cibernético, o mundo dos engenheiros será funcional e burocrático mas sem alma, já que mesmo aí, onde a inerrância parece não ter lugar, o indivíduo continua a ser o Individual-Universal, um paradoxo universal.

domingo, maio 03, 2009

INTRUJICE, ÓBVIA....

....diz M. Carreira em relação à ESCOLA PORTUGUESA, e CARA, acrescenta.
Onde estão os professores no meio de tanta intrujice?

É que os alunos são as vítimas dos interesses de TODA A GENTE, pelos vistos.

E até agora estão - se " borrifando " até que a realidade cá fora lhes cobra a fraca exigência e a negligência.
MUITO BEM...

Faltou acrescentar a esquizofrenia militante, mas o retrato, apesar de local, ganha contornos globalizantes pela acelerada mas certeira perspectiva histórica que a acompanha.

H.Raposo faz no Expresso de hoje ( longe de mim qualquer procura de protagonismo...,dispenso) um exercício escorreito e assertivo sobre a razão da nossa decadência civilizacional a passos lestos, irónicos, sobre coisas muuuuuito sérias e que andam longe de quem, nos dias que correm não tem tempo de sobra para pensar o Presente quanto mais perscrutar o Passado em busca de explicações para o Futuro.

Alguém com mais tempo do que eu e com mais talento debruçou - se sobre uma perspectiva minha interiorizada há décadas e formalizou - a num livro que irei adquirir.
Não conhecia o autor que H. Raposo me deu a conhecer - Roger-Pol Droit nem o livro que escreveu..., falta de tempo... - O que é o Ocidente?, mas duvido que encontre alguma novidade sobre a qual não tivesse já reflectido e dado a conhecer, inclusive AQUI.

Mas a curiosidade por uma visão de Outro é -me um vício.
Sezões, esperteza saloia, histeria...


Uma das razões que leva a que muitos cidadãos se mostrem cépticos em relação aos políticos e à Política tem a ver com o seu exercício canhestro por parte de mentecaptos e chicos - espertos.

O que aconteceu em relação ao abuso das imagens de umas pobres criancinhas, traumatizados pela vida fora a partir de então, colhidas numas escolas primárias ao engodo de uns chicos-espertos estúpidamente associadas a uma das melhores iniciativas deste governo - Magalhães - ( podem continuar a metê - lo no prego ou a vendê -lo na Feira da Ladra ( irónico, não? ) que não lhe retiram o mérito ) é um exemplo disso.

Acontece que a noção tremendista, fadista dos acontecimentos em Portugal tem tido o apoio da cada vez mais fadista Comunicação Social que avara de neurónios e de capacidade de criar interesse caminha a reboque e a toque de caixa da indignação parola do mal - dizer português, o que multiplica por cem qualquer treta, desde que seja contra os políticos. Palermice óbvia a alimentar a palermice alheia.

sexta-feira, maio 01, 2009

Bem- vindo...

...de volta www.africaminha.blogspot.com

Foram proveitosas as férias no País mais civilizado do mundo?

Essa da gripe suína tem sido motivo de " gozo " cá por casa. Mas tu, melhor que eu falarás do TAMIFLU.

Um abraço!

quarta-feira, abril 29, 2009

Da nossa e a do Outro...., perspectivas, claro!

Viatura avariada e necessidade de usar o metro ao fim de mais de vinte anos de ausência. Agradável surpresa, um pouco de desorientação e acabei por conhecer três novas linhas num percurso da estação do Oriente à Praça de Espanha.

No último percurso ia de pé e a falta de hábito desiquilibrava - me com frequência sacudindo -me, sem apoio, de um lado para outro, até que condoído, um jovem paquistanês ofereceu -me o seu lugar, também de pé, mas com um apoio de espaldas que permitia melhor equilíbrio. Agradeci e aceitei a oferta.

No momento seguinte tive a consciência clara da diferença de perspectiva com que eu me olho e a visão do jovem - um ancião em apuros. Achei graça e perdi -me numa elocubração rápida sobre a facilidade com que a nossa auto - estima e segurança alimentadas pelo peso, da maturidade, chamamos - lhe nós, da velhice, cai, a par de uma constatação que um outro " velhote " bramou, provávelmente numa situação parecida - A velhice é uma merda - Jorge Amado

domingo, abril 26, 2009

RODAS

Ainda o tão cantado azul grego e a limpidez do seu ar...
Posted by Picasa

sábado, abril 25, 2009

FREEPORT, CASA PIA, ENTRE - OS - RIOS, PORTUCALE, BPN, etc,etc...

ABSURDO é a palavra que me ocorreria se não soubesse onde vivo - Portugal. LAMENTÁVEL. é outra palavra que me sugere a penosa, porque condicionada por compromissos insondáveis, Justiça portuguesa.
É que falar da intrincada teia de motivações que levam a que um cidadão espere anos e anos a fio por justiça, traçaria, se tivesse tempo, paciência, capacidade, livre circulação e estômago, em traços estreitos, o retrato da ALMA LUSA em todo o seu esplendor.

O caso Freeport, pelos seus contornos de origem, desenvolvimento, eternização e pela personalidade oblìquamente posta no palco - Sócrates, o Primeiro - Ministro do País, é paradigmático, até aparecer o próximo caso.

Este País de meias-tintas que comemora hoje um levantamento armado que não teve coragem de ser uma Revolução, arrogou - se o direito de manchar o nome de um cidadão, à luz da liberdade de Imprensa, que por aqui se confunde com liberdade de expressão, o qual tem sido um dos mais exemplares cidadãos da República.

LAMENTÁVEL, pois a maneira irresponsável, leviana, como os MEDIA portugueses - TODOS - lidaram com este e os outros casos lembrados no título deste post.

A aceitação militante com que abraçaram a denúncia soezmente urdida e a maneira ingénua ( !!!? ) ou incompetente como se ensalivavam perante " novas provas ", DVD'S, onde um aldrabão relapso mencionava o nome de um Ministro a fim de obter fraudulentemente fundos em interesse próprio, demonstra o quanto certo país deseja " apanhar " Sócrates, derrubando -o do pedestal de competência, probidade, determinação com que se armou para tirar este País do pântano que faz fugir os melhores para zonas de melhor salubridade psicológica.

Quanto à reacção do PM em relação à urdidura tacanha que só num País tacanho teria tamanha aceitação logo à partida, pede - me mais prosa.

Voltarei ao assunto, porque se prende com a liberdade de expressão que parece que se está a pretender torná -la num privilégio de escrivinhadores, comentadores e analistas dos jornais que da liberdade, como disse hoje MST,- VÃO PASTAR CARACÓIS PARA O SARA!

quarta-feira, abril 22, 2009

E eis - me de volta...

à realidade nacional


" Aquilo não é um telejornal, é uma caça ao homem, é um telejornal travestido feito de ódio e perseguição " - Sócrates, referindo -se àquilo que M.M.Guedes costuma desfiar às sextas na TVI.

Finalmente, alguém com audição nacional diz em alto e bom som o que gente como eu tem constatado e denunciado em geral, já que a solidariedade corporativa dos jornalistas " cega- os " em relação ao trabalho dos outros como se os Media fossem uma sociedade sagrada pairando sobre os mortais, armados em seus protectores, cuja inteligência insistem em menosprezar numa aflitiva ignorância dos produtos da sua.

MM Guedes, assim como a sua miserável escolinha que a sua perspectiva de ser jornalista espalhou entre as jornalistas portuguesas, continua a confundir os entrevistados com um saco de batatas, orgulhoso de aí estar e portanto merecedor de tudo, sobre o qual continuam a despejar toda a espécie de brutalidade, má - formação cívica, má- educação e principalmente, gritante e negativa apreciação pessoal, como se isso valesse alguma coisa para o juízo do espectador.

Repito o que disse há dias por aqui sobre os Media movidos a estrogénio que se espalham pelo mundo com todas as consequências, para mim muito negativas, para o esclarecimento e informação objectiva e fundamentada. É claro que a minha visão e análise do que se tem passado está eivada do políticamente incorrecto, o que não lhe retira a objectividade que a realidade tem atestado.

Ontem, na entrevista de Judith de Sousa ao P.M. Sócrates esteve em evidência muita coisa do que tenho estado a dizer.
Confundir acutilância com desrespeito, suposições com factos, má - criação com método,estilo ou seja lá que a sua fácies revelou diligentemente durante a entrevista e PRINCIPALMENTE usar repetidas citações do P.R. Cavaco Silva a "exigir " o contraditório do Primeiro - Ministro Sócrates foi do pior, dentro do estilo Manela, do que lhe vi fazer entretanto.
Aliás, compare -se o ar quase cúmplice das suas entrevistas com as pessoas por quem nutre gosto pessoal como, também grosseiramente citado, Vitorino e compare -se com o profissionalismo cordial da entrevistadora de Marcello, à qual peço desculpa de não poder citar pelo nome pelo esquecimento a que a entrevistadora tem de se remeter numa entrevista e não ser a actriz principal.

Sócrates, repito, pela sua preparação, não só política, só tem um adversário de peso que o possa intimidar em Portugal e o seu nome é Louçã.

É por isso que me permito dar - lhe um conselho - Esqueça o Freeport, esqueça os master's voices dos Media e a nova campanha que vai criar com a ajuda do P.R. numa fedorenta guerrilha institucional, despreze os recados dados indirectamente, não alimente nem deixe os seus Ministros alimentarem os jornais e Televisões com " reacções " ao que quer que seja.
Faça, como tem feito e bem, a agenda nacional. Fale connosco e não por terceiros.

Utilize a TELEVISÃO PÚBLICA para anúncios públicos de relevância nacional, aliás como o tem feito o P.R., pelo menos enquanto não começar a campanha das eleições e alerte para a importância para o País do voto e a incivilidade da abstenção.

Continue positivo como tem sido e o resultado só será um - o anulamento da negatividade pesporrente e essa sim cada vez mais arrogante.
Santorini a.... luz e o azul
Foram umas férias inesquecíveis. Ponto final.