SUA EXCIA. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA
Marcelo Rebelo de Sousa
Tomou ontem posse como presidente da República um dos mais notáveis protagonista da política portuguesa.
No seu discurso de posse na Assembleia da República saudou a nação portuguesa e lembrou - lhe a sua História de grandeza que, palavras minhas, uma persistente safra de mediocridade educativa, política e ética tem estado, diligentemente, a apagar da memória da sua nova geração.
Um discurso formal, abrangente e adequado ao espaço da sua expressão.
Não gostei da falta de respeito institucional, político até, com que foi recebido pelos deputados do Bloco e do PCP.
Não foi um bom exemplo de quem enche a boca de democracia a atitude sectária contra um Chefe de Estado eleito com 70% de votos e um personagem político apreciado pelos cidadãos e que VAI COMEÇAR a exercer as suas funções.
quinta-feira, março 10, 2016
segunda-feira, março 07, 2016
« O ÓBVIO ULULANTE »
ECONOMIA, CLARO! QUAL?
Socorri -me da criação de Nélson Rodrigues a pontuar o título deste post, na constatação de uma nova moda que está a brotar no mundo mediático e merdiático ( oi, Clara! ) do país.
Ela tem - nos trazido uma enxurrada de " especialistas " em economês a debitar bitaites por tudo o que é televisão, jornais e rádio de Portugal, de comentadores a jornalistas, de pés - de - microfone a serventuários encartados ao Poder do dinheiro - uma ternura...
A boca de Clinton - It's economy, stupid - pôde ser sempre declinada..
Assim...
como óbvio ululante que é, ou...
Assim...
Em Portugal, tornou - se hoje, quando a Política quer recuperar o que lhe pertence através de um governo de Esquerda, uma trombeta apocalíptica, soprada não só pelos " especialistas leitores de folhas - de - chá " nacionais como pela Burrocracia ingente de Bruxelas mais os aprendizes de feiticeiro dos Media.
E porquê este estardalhaço?
De Bruxelas sabe - se que há um Pensamento Único que se quer esgotar na T.I.N.A. e no conservadorismo tristonho do norte e centro da Europa, cúmplice histórico de uma Alemanha hegemónica, pelo que o boicote a-priori da evolução de um Orçamento anti - austeridade será um desígneo da U.E mormente face à indefinição governamental em Espanha onde um partido de esquerda progressista - o Podemos - está a condicionar fortemente as alternativas tinescas que estão a ser ensaiadas na tentativa de o manter longe das decisões sobre a política espanhola.
Economia, evidentemente! QUAL?
A DO ÚLTIMO SÉCULO FOI DEMENCIAL e ameaça, sem cura visível, o novo.
Alguém disse que o ser social só é transformado através e pela consciência. Será uma luta árdua contra um condicionamento que, até ver, desgraçadamente, funcionou.
Socorri -me da criação de Nélson Rodrigues a pontuar o título deste post, na constatação de uma nova moda que está a brotar no mundo mediático e merdiático ( oi, Clara! ) do país.
Ela tem - nos trazido uma enxurrada de " especialistas " em economês a debitar bitaites por tudo o que é televisão, jornais e rádio de Portugal, de comentadores a jornalistas, de pés - de - microfone a serventuários encartados ao Poder do dinheiro - uma ternura...
A boca de Clinton - It's economy, stupid - pôde ser sempre declinada..
Assim...
Assim...
E porquê este estardalhaço?
De Bruxelas sabe - se que há um Pensamento Único que se quer esgotar na T.I.N.A. e no conservadorismo tristonho do norte e centro da Europa, cúmplice histórico de uma Alemanha hegemónica, pelo que o boicote a-priori da evolução de um Orçamento anti - austeridade será um desígneo da U.E mormente face à indefinição governamental em Espanha onde um partido de esquerda progressista - o Podemos - está a condicionar fortemente as alternativas tinescas que estão a ser ensaiadas na tentativa de o manter longe das decisões sobre a política espanhola.
Economia, evidentemente! QUAL?
A DO ÚLTIMO SÉCULO FOI DEMENCIAL e ameaça, sem cura visível, o novo.
Alguém disse que o ser social só é transformado através e pela consciência. Será uma luta árdua contra um condicionamento que, até ver, desgraçadamente, funcionou.
sexta-feira, março 04, 2016
ECOS...
O QUE É ISTO?
GRATUITIDADE. PORQUÊ? PORQUE SIM...,
...dirão os fracturantes que assolam o Bloco de Esquerda face ao cartaz provocatório e celebração, de maneira grosseira de uma lei que concede a possibilidade de adopção de crianças (também gays? ) por parte de gays em comunhão de perspectivas de vida e de tecto, I presume...
Foi uma bicada deplorável, por desnecessária, imbecil, pelo presumido efeito reflexivo, a uma ideologia consagrada em todas as paragens do planeta por milhões abastados de seres humanos. Há outras do mesmo cariz mas no Ocidente o Cristianismo, apesar dos ataques ainda ilumina muitos crentes.
Não sou católico nem professo nenhuma crença religiosa e, definitivamente, não sou estúpido; reconheço - lhe, sim, os trâmites e a definição dos seus contornos, que neste infeliz episódio ( ou era para ter graça? ) brilhou intensamente - na Lei e no cartaz.
GRATUITIDADE. PORQUÊ? PORQUE SIM...,
...dirão os fracturantes que assolam o Bloco de Esquerda face ao cartaz provocatório e celebração, de maneira grosseira de uma lei que concede a possibilidade de adopção de crianças (também gays? ) por parte de gays em comunhão de perspectivas de vida e de tecto, I presume...
Foi uma bicada deplorável, por desnecessária, imbecil, pelo presumido efeito reflexivo, a uma ideologia consagrada em todas as paragens do planeta por milhões abastados de seres humanos. Há outras do mesmo cariz mas no Ocidente o Cristianismo, apesar dos ataques ainda ilumina muitos crentes.
Não sou católico nem professo nenhuma crença religiosa e, definitivamente, não sou estúpido; reconheço - lhe, sim, os trâmites e a definição dos seus contornos, que neste infeliz episódio ( ou era para ter graça? ) brilhou intensamente - na Lei e no cartaz.
quinta-feira, março 03, 2016
WAS IST DASS?
PORQUÊ ALI?
E QUAL FOI A MENSAGEM QUE O PODEMOS QUER TRANSMITIR?
SIMPLESMENTE A GRATUITIDADE DO GESTO E... PORQUE SIM?
NO SEGUIMENTO DESSA ESPONTANEIDADE UMA REFLEXÃO, QUE NÃO ABONA A TOMADA DE POSIÇÃO ILUSTRADA PELO GESTO.
terça-feira, março 01, 2016
MAIS UMA AUSÊNCIA...
...E DESTA VEZ, LONGA.
Fiquei sem a máquina, avariou - se.
Aproveitei para dar ordem aos meus livros e reencontrar - me com alguns autores que marcaram a minha geração, nomeadamente os existencialistas, tema de acesos debates e provocações - Sartre, Kierkegaard, Heidegger - numa época libertária, revolucionária, generosa, onde a possibilidade utópica marcou profundamente toda uma geração - a minha, a dos sexagenários de hoje.
O Homem é radicalmente livre e o único criador dos seus valores - pontuávamos, inebriados pelos sucessos contra as opressões que a Ordem, social, económica, colonial, política e moral estruturou até então - a Ordem burguesa - contra a qual se uniram as elites estudantis de então, os operários e... a Filosofia. Um choque epistemológico, diria Foucault, o desabar de velhas estruturas,os estruturalistas, com a nova abertura da Educação e da Ciência às massas, na ressaca da onda que varreu o Ocidente.
Apesar do pessimismo cínico com que hoje nos revemos na infindável Burrocratização do Pensamento no Mundo, no Ocidente, que dos anos sessenta, enquanto glorificávamos a Liberdade, as obreiras utilitaristas iam reestruturando, dos manuais escolares às Academias e às fábricas à boleia de um liberalismo oportunista que, cavalgando a abertura democrática contrabandeou - um choque de realidade - pragmatizam enfáticos, toda a generosidade humanista de uma geração.
Desgraçadamente, estão a ganhar. As consequências? Estão à vista de todos. A vingança está a ser cruel, já que são os nossos filhos os veículos e os protagonistas na nova Ordem[ !!!!??? ] mundial.
Fiquei sem a máquina, avariou - se.
Aproveitei para dar ordem aos meus livros e reencontrar - me com alguns autores que marcaram a minha geração, nomeadamente os existencialistas, tema de acesos debates e provocações - Sartre, Kierkegaard, Heidegger - numa época libertária, revolucionária, generosa, onde a possibilidade utópica marcou profundamente toda uma geração - a minha, a dos sexagenários de hoje.
O Homem é radicalmente livre e o único criador dos seus valores - pontuávamos, inebriados pelos sucessos contra as opressões que a Ordem, social, económica, colonial, política e moral estruturou até então - a Ordem burguesa - contra a qual se uniram as elites estudantis de então, os operários e... a Filosofia. Um choque epistemológico, diria Foucault, o desabar de velhas estruturas,os estruturalistas, com a nova abertura da Educação e da Ciência às massas, na ressaca da onda que varreu o Ocidente.
Apesar do pessimismo cínico com que hoje nos revemos na infindável Burrocratização do Pensamento no Mundo, no Ocidente, que dos anos sessenta, enquanto glorificávamos a Liberdade, as obreiras utilitaristas iam reestruturando, dos manuais escolares às Academias e às fábricas à boleia de um liberalismo oportunista que, cavalgando a abertura democrática contrabandeou - um choque de realidade - pragmatizam enfáticos, toda a generosidade humanista de uma geração.
Desgraçadamente, estão a ganhar. As consequências? Estão à vista de todos. A vingança está a ser cruel, já que são os nossos filhos os veículos e os protagonistas na nova Ordem[ !!!!??? ] mundial.
sábado, fevereiro 20, 2016
A SEMANA EM REVISTA
OS VÍDEOS DO P. MINISTRO
António Costa, perante um panorama mediático dominado pelos MERDIA e por uma classe de " jornalistas " e comentadores declaradamente hostis ao governo e aos desenvolvimentos políticos que encetou, decidiu - se por uma comunicação directa com os cidadãos através de vídeos explicando e enumerando os fundamentos de cada decisão que, no arranque da legislatura, terá de tomar ou já tomou.
O barulho ensurdecedor terá sempre um contraditório por parte do P.S. e ajuízado seria e políticamente relevante que o P.C.P. e o Bloco de Esquerda fizessem, sempre que necessário, coro com um governo que apoiam na Assembleia da República. A tentação oposicionista, num reflexo de protecção partidária, terá de ser controlada, diáriamente. Um pé dentro e outro fora só em equilíbrio sustentável; a pé - coxinho torna - se difícil.
PERPLEXIDADES, OU TALVEZ, NÃO...
Há comentadores políticos e não só, que aprendi a respeitar durante toda a história democrática em Portugal, independentemente das proclamações partidárias de que a sua credibilidade pudesse sofrer numa análise crítica às críticas que pontuam o seu discurso. Nem sempre o meu respeito intelectual, é disso que se trata, acompanhou a adesão às análises por si efectuadas.
Últimamente, sejamos claros, desde que se perspectivou a mudança política histórica protagonizada por António Costa, chamando para o espaço de apoio a uma politica governamental o P.Comunista Português e o Bloco de Esquerda. adversários históricos da mesma área política da Esquerda, que registo uma subtil mudança na análise política de muitos deles e que se caracteriza, hoje, por uma peculiar distribuição salomónica, tipo pau e cenoura, uma no cravo e outra na ferradura, das pancadas sobre o pecado capital que Costa cometeu e que contaminou, aos seus olhos, todas as suas acções futuras.
A honestidade intelectual que não os abandonou e que, por respeito próprio e por quem os segue, continuam a exercitar não permite o desdém pelo que é política e racionalmente virtuoso nas decisões já tomadas pelo Executivo e com o apoio dos partidos de Esquerda, mas... permite, no balanço textual ou verbalizado, fixar um posicionamento idiossincrático bem definido.
Enfim...., curiosidades que uma filtragem de águas turvas deste novo tempo histórico me permitiu descortinar.
Consequências? Nenhumas, a não ser um afinamento de atenção...
BANCO DE PORTUGAL
( fica para amanhã... )
Desisti, depois de ler - Os bancos que nos sugam - de Miguel Sousa Tavares no Expresso
António Costa, perante um panorama mediático dominado pelos MERDIA e por uma classe de " jornalistas " e comentadores declaradamente hostis ao governo e aos desenvolvimentos políticos que encetou, decidiu - se por uma comunicação directa com os cidadãos através de vídeos explicando e enumerando os fundamentos de cada decisão que, no arranque da legislatura, terá de tomar ou já tomou.
O barulho ensurdecedor terá sempre um contraditório por parte do P.S. e ajuízado seria e políticamente relevante que o P.C.P. e o Bloco de Esquerda fizessem, sempre que necessário, coro com um governo que apoiam na Assembleia da República. A tentação oposicionista, num reflexo de protecção partidária, terá de ser controlada, diáriamente. Um pé dentro e outro fora só em equilíbrio sustentável; a pé - coxinho torna - se difícil.
PERPLEXIDADES, OU TALVEZ, NÃO...
Há comentadores políticos e não só, que aprendi a respeitar durante toda a história democrática em Portugal, independentemente das proclamações partidárias de que a sua credibilidade pudesse sofrer numa análise crítica às críticas que pontuam o seu discurso. Nem sempre o meu respeito intelectual, é disso que se trata, acompanhou a adesão às análises por si efectuadas.
Últimamente, sejamos claros, desde que se perspectivou a mudança política histórica protagonizada por António Costa, chamando para o espaço de apoio a uma politica governamental o P.Comunista Português e o Bloco de Esquerda. adversários históricos da mesma área política da Esquerda, que registo uma subtil mudança na análise política de muitos deles e que se caracteriza, hoje, por uma peculiar distribuição salomónica, tipo pau e cenoura, uma no cravo e outra na ferradura, das pancadas sobre o pecado capital que Costa cometeu e que contaminou, aos seus olhos, todas as suas acções futuras.
A honestidade intelectual que não os abandonou e que, por respeito próprio e por quem os segue, continuam a exercitar não permite o desdém pelo que é política e racionalmente virtuoso nas decisões já tomadas pelo Executivo e com o apoio dos partidos de Esquerda, mas... permite, no balanço textual ou verbalizado, fixar um posicionamento idiossincrático bem definido.
Enfim...., curiosidades que uma filtragem de águas turvas deste novo tempo histórico me permitiu descortinar.
Consequências? Nenhumas, a não ser um afinamento de atenção...
BANCO DE PORTUGAL
( fica para amanhã... )
Desisti, depois de ler - Os bancos que nos sugam - de Miguel Sousa Tavares no Expresso
segunda-feira, fevereiro 15, 2016
UMA AULA POLÍTICA ( 2 )
ANTÓNIO COSTA, em entrevista ao Expresso
Uma realpolityk que, oh céus! apeou a Direita, uma necessidade não só programática como também e principalmente ideológica, interrompendo a consolidação no tecido social do país de idiossincracias tinescas durante mais tempo.
As outras faces de estranhezas estão retratadas nas questões que se seguiram, às quais o primeiro - Ministro " limpou " com sabedoria e... transparência. Habituem - se!
Nenhum Estado que se preze deixa - se governar pelas agências de rating e pela mistificação económica que é o Mercado o que é diferente do que ignorar a sua existência em prol do Capital, dos seus patrões.
Investidores foram e são os fazedores de riqueza industrial, comercial e social; não são eles os protegidos pelas agências de rating mas sim a diletância predadora e venal, pelo que o respeito que merecem na sua actividade é ZERO, é LIXO. E, sim, deveriam ser os Estados a controlar as suas actividades e nunca, mas nunca o contrário.
Foi lastimável ouvir, de novo o ministro alemão Shaubble a tecer considerações sobre as opções políticas de Portugal quando não deu a cara perante Cameron e as suas exigências. O Deutchbank ainda não lhe tira o sono?
Só uma pequena lembrança - A escola de Frankfurt denunciou, no princípio do século XX, o contrabando que se infiltrava, através do seu braço económico e académico, nas democracias europeias pela criação de uma naturalidade elitista tida como necessidades ideológicas. Tal como agora, a Europa estava sobre as consequências de mais uma crise do Capitalismo e a resposta da elite foi o autoritarismo exercido através dos meios de controlo financeiro e económico. Hoje, abundam esses meios, desde as instituições da U.E nas mãos do P.P.E. ao Mercado, às agências de rating, à Academias de Economia e Gestão.
É altura da Política explicar toda a construção que nos trouxe à TINA e não se ficar apenas pelas explicações de gestão económica. É que há ouvidos atentos que convém iluminar.
Uma realpolityk que, oh céus! apeou a Direita, uma necessidade não só programática como também e principalmente ideológica, interrompendo a consolidação no tecido social do país de idiossincracias tinescas durante mais tempo.
As outras faces de estranhezas estão retratadas nas questões que se seguiram, às quais o primeiro - Ministro " limpou " com sabedoria e... transparência. Habituem - se!
Nenhum Estado que se preze deixa - se governar pelas agências de rating e pela mistificação económica que é o Mercado o que é diferente do que ignorar a sua existência em prol do Capital, dos seus patrões.
Investidores foram e são os fazedores de riqueza industrial, comercial e social; não são eles os protegidos pelas agências de rating mas sim a diletância predadora e venal, pelo que o respeito que merecem na sua actividade é ZERO, é LIXO. E, sim, deveriam ser os Estados a controlar as suas actividades e nunca, mas nunca o contrário.
Foi lastimável ouvir, de novo o ministro alemão Shaubble a tecer considerações sobre as opções políticas de Portugal quando não deu a cara perante Cameron e as suas exigências. O Deutchbank ainda não lhe tira o sono?
Só uma pequena lembrança - A escola de Frankfurt denunciou, no princípio do século XX, o contrabando que se infiltrava, através do seu braço económico e académico, nas democracias europeias pela criação de uma naturalidade elitista tida como necessidades ideológicas. Tal como agora, a Europa estava sobre as consequências de mais uma crise do Capitalismo e a resposta da elite foi o autoritarismo exercido através dos meios de controlo financeiro e económico. Hoje, abundam esses meios, desde as instituições da U.E nas mãos do P.P.E. ao Mercado, às agências de rating, à Academias de Economia e Gestão.
É altura da Política explicar toda a construção que nos trouxe à TINA e não se ficar apenas pelas explicações de gestão económica. É que há ouvidos atentos que convém iluminar.
UMA AULA POLÍTICA
ANTÓNIO COSTA
( Primeiro- Ministro de Portugal )
EM PORTUGAL MANDAM OS PORTUGUESES,
NA EUROPA, NÃO! SO...
" PRIMEIRO ESTRANHA - SE, DEPOIS ENTRANHA - SE "
Nada como um juízo popular para definir, primeiro, o estranhamento com uma prática da qual a democracia se alimentou em sua definição, como a negociação em torno da formação de uma maioria, formal ou efectiva, que sustente, tradicionalmente ou jurídicamente, um governo, dando - lhe estabilidade para, face às minorias, implementar o seu programa, seja de que natureza for.
Não é de hoje, mas a Direita, como expressão do conservadorismo " elitista ", levou a sério o formalismo representativo e, sem tibiezas, usou - o em seu proveito, no " sacrifício " das suas convicções em prol de um Bem - maior que passa pela conservação dos seus privilégios de classe e fá - lo em todas as paragens do planeta com todos os que seguem as suas linhas, ia dizer programáticas, biológicas, as do individualismo, básico e radical, intuitivamente virtuoso e ética e socialmente deficiente bordejando, a espaços, a sociopatia, pura e simples.
Qual foi, portanto a estranheza que o compromisso governativo entre o P.S e os partidos à sua esquerda, nomeadamente o Bloco de Esquerda e o P.Comunista Português mais os Verdes e o PAN provocou à Direita política e Mediática? Foi a derivada de uma convicção que uma mitologia histórica pós - PREC alimentou das confrontações políticas de Soares e Cunhal e que se prolongaram por quase 40 anos - a impossibilidade de diálogo político com incidência governamental.
Quarenta anos se passaram sobre essa certeza, da qual a Direita portuguesa hábilmente se serviu, num país maioritáriamente de Esquerda, para, apelando ao pragmatismo do voto enquanto esvaziava o conteúdo político escrutinável, governar Portugal.
António Costa derrubou o mito, na ressaca da mais daninha governação conservadora das últimas décadas e lançou as bases de uma governação nacional mais consentânea, formal, social e políticamente, com o sentir da população portuguesa e que se tiver continuidade, em termos negociais e políticos nas autárquicas de 2017, o País sofrerá uma mudança séria e, para mim, virtuosa, no regime contrabandeado de hoje.
Estamos a ler a entrevista que A. Costa deu ao semanário Expresso de sábado último e a singularidade ainda não entranhada pelos MEDIA ( e nomeadamente por esse jornal que, em relação à Coligação derrubada era um sério apoiante através dos seus comentadores, jornalistas e opinadores criteriosamente escolhidos, dos quais, como prova de abrangência redactorial surgem Nicolau Santos e Daniel de Oliveira... ) reflecte - se nas questões tomadas como embaraçantes levantadas pelos entrevistadores, como esta - O P.Socialista e o Governo correm o risco de ficarem dominados pelas esquerdas?
Desta pergunta também se infere que o Partido Socialista que já não era visto como um partido de Esquerda e que, aliado ao P.C.P e ao Bloco de Esquerda só pode mesmo ter - se tornado radical.
( a continuar... )
quarta-feira, fevereiro 03, 2016
CONTABILIDADE ou POLÍTICA ( 2 )
POLÍTICA, pois claro!
Nenhum país do mundo poderá garantir hoje, (dadas as expectativas não projectáveis do universo financeiro Global, à sua turbulência, diagnosticada já pela Reserva Federal Americana, que a queda bolsista chinesa encabeçou e pelas perspectivas de crescimento económico dos países emergentes ), a credibilidade das suas projecções orçamentais no curto prazo.
As críticas, que dos leitores de folhas de chá mediáticos às luminárias técnicas do exterior, nomeadamente das agências de rating, vulgo, sociedade de protecção aos investidores e dos crânios da troyka que montaram o tecido económico-financeiro do resgate a Portugal, de quem eles vão tecendo, provincianamente, loas, estão eivadas de má - fé intelectual, quando não de pura hipocrisia científica na leitura, não só ideológica quando não puramente matemática que fazem às escolhas políticas que orientam qualquer Orçamento de Estado, em Democracia. Bastava ter presente o resultado saído das suas receitas de resgate, hoje criticados pelo Tribunal de Contas Europeu.
As equações de deltas, tetas, betas e ómegas são instrumentos de controlo e acompanhamento do funcionamento das economias sustentadas pelas escolhas políticas. Será preciso um milagre para fazer funcionar um Orçamento, não fazendo o que o anterior governo fez e que qualquer comerciante faria e... sem deixar fugir os fregueses, no ajustamento dos imponderáveis que a própria dinâmica económica e social vai tecendo?
É evidente, para aqueles que seguiam a carroça do - Não há alternativa - num barranco de cegos, a possibilidade de mudança nas equações das variáveis que para eles eram fixas e definitivas é, também ela, uma impossibilidade. A gente percebeu...
Acabo de saber que as linhas gerais do Orçamento para 2016 recebeu luz verde do Comissário europeu das Finanças, P. Moscovici e passa para o crivo do Colégio dos Comissários.
HAJA BOM SENSO!
Nenhum país do mundo poderá garantir hoje, (dadas as expectativas não projectáveis do universo financeiro Global, à sua turbulência, diagnosticada já pela Reserva Federal Americana, que a queda bolsista chinesa encabeçou e pelas perspectivas de crescimento económico dos países emergentes ), a credibilidade das suas projecções orçamentais no curto prazo.
As críticas, que dos leitores de folhas de chá mediáticos às luminárias técnicas do exterior, nomeadamente das agências de rating, vulgo, sociedade de protecção aos investidores e dos crânios da troyka que montaram o tecido económico-financeiro do resgate a Portugal, de quem eles vão tecendo, provincianamente, loas, estão eivadas de má - fé intelectual, quando não de pura hipocrisia científica na leitura, não só ideológica quando não puramente matemática que fazem às escolhas políticas que orientam qualquer Orçamento de Estado, em Democracia. Bastava ter presente o resultado saído das suas receitas de resgate, hoje criticados pelo Tribunal de Contas Europeu.
As equações de deltas, tetas, betas e ómegas são instrumentos de controlo e acompanhamento do funcionamento das economias sustentadas pelas escolhas políticas. Será preciso um milagre para fazer funcionar um Orçamento, não fazendo o que o anterior governo fez e que qualquer comerciante faria e... sem deixar fugir os fregueses, no ajustamento dos imponderáveis que a própria dinâmica económica e social vai tecendo?
É evidente, para aqueles que seguiam a carroça do - Não há alternativa - num barranco de cegos, a possibilidade de mudança nas equações das variáveis que para eles eram fixas e definitivas é, também ela, uma impossibilidade. A gente percebeu...
Acabo de saber que as linhas gerais do Orçamento para 2016 recebeu luz verde do Comissário europeu das Finanças, P. Moscovici e passa para o crivo do Colégio dos Comissários.
HAJA BOM SENSO!
terça-feira, fevereiro 02, 2016
CONTABILIDADE ou POLÍTICA
SOBERANIA ou REALPOLITIK?
Dir - me - ão que essa é uma falsa questão, melhor, uma falsa alternância que é negada pelos conceitos eux - mêmes.
Vejamos: Portugal esteve, durante quatro anos sobre resgate financeiro por parte da Comissão Europeia, do FMI e do BCE, portanto, credor dessas Instituições. As condições do resgate impunham decisões políticas de extrema dureza para o país.
Apesar de uma canina subserviência do governo anterior no cumprimento sobrelevado dos ditâmes da troyka, nada de substancial mudou, a não ser o quase desaparecimento da classe média, um aumento brutal dos impostos, uma emigração forçada de milhares de jovens cidadãos qualificados, que uma economia debilitada exponenciou, que o Primeiro - ministro de então, Passos Coelho, apontou como uma oportunidade. A qualidade de TODOS os serviços do Estado piorou dramáticamente ao mesmo tempo que as relações de trabalho iam sendo dinamitadas pela ganância burrocrática e o país foi vendido, acéfalamente, ao retalho. Uma estupidez política que só os seus projectistas e os seus acólitos, embrenhados nas folhas de Excel e na segurança de quem se foi enchendo com a dívida soberana, poderia ser considerado um sucesso.
No entanto, débeis lamentos por parte da Troyka, findo que foi o período do desfalque nacional, fizeram - se ouvir em lágrimas de crocodilo. Tinha sido, também, um fracasso sócio-político e... não se fala mais nisso.
Hoje, a Política está a fazer- se lá fora, outra vez, nos corredores e nos salões onde se cozinhou a alarvidade contabiloburocrática que arruinou Portugal. Correm negociações entre a Política, representada pelo governo socialista no poder e o Conselho Europeu. Aparentemente, pelo que se vai sabendo das declarações da Burrocracia, nenhuma lição se tirou da experiência passada por parte dela, zero. A cassete é a mesma - É preciso cumprir as regras - Não há alternativa - .
À primeira vista, supõe - se que é o draft, o esboço do Orçamento do Estado que está em discussão ( convém não esquecer que um Orçamento de Estado é um programa político, que define uma orientação política que não contabilístico, sendo esta vertente um indicador projectivo...), quando, na verdade, se pretende, através de imposições financeiras que uma maioria conjuntural de Direita que hoje detém o poder de decisão na U.E. a conjugação de TODOS os programas políticos nacionais no mesmo modo - o definido pelo Pensamento Único, conservador e reaccionário.
( a seguir...)
Dir - me - ão que essa é uma falsa questão, melhor, uma falsa alternância que é negada pelos conceitos eux - mêmes.
Vejamos: Portugal esteve, durante quatro anos sobre resgate financeiro por parte da Comissão Europeia, do FMI e do BCE, portanto, credor dessas Instituições. As condições do resgate impunham decisões políticas de extrema dureza para o país.
Apesar de uma canina subserviência do governo anterior no cumprimento sobrelevado dos ditâmes da troyka, nada de substancial mudou, a não ser o quase desaparecimento da classe média, um aumento brutal dos impostos, uma emigração forçada de milhares de jovens cidadãos qualificados, que uma economia debilitada exponenciou, que o Primeiro - ministro de então, Passos Coelho, apontou como uma oportunidade. A qualidade de TODOS os serviços do Estado piorou dramáticamente ao mesmo tempo que as relações de trabalho iam sendo dinamitadas pela ganância burrocrática e o país foi vendido, acéfalamente, ao retalho. Uma estupidez política que só os seus projectistas e os seus acólitos, embrenhados nas folhas de Excel e na segurança de quem se foi enchendo com a dívida soberana, poderia ser considerado um sucesso.
No entanto, débeis lamentos por parte da Troyka, findo que foi o período do desfalque nacional, fizeram - se ouvir em lágrimas de crocodilo. Tinha sido, também, um fracasso sócio-político e... não se fala mais nisso.
Hoje, a Política está a fazer- se lá fora, outra vez, nos corredores e nos salões onde se cozinhou a alarvidade contabiloburocrática que arruinou Portugal. Correm negociações entre a Política, representada pelo governo socialista no poder e o Conselho Europeu. Aparentemente, pelo que se vai sabendo das declarações da Burrocracia, nenhuma lição se tirou da experiência passada por parte dela, zero. A cassete é a mesma - É preciso cumprir as regras - Não há alternativa - .
À primeira vista, supõe - se que é o draft, o esboço do Orçamento do Estado que está em discussão ( convém não esquecer que um Orçamento de Estado é um programa político, que define uma orientação política que não contabilístico, sendo esta vertente um indicador projectivo...), quando, na verdade, se pretende, através de imposições financeiras que uma maioria conjuntural de Direita que hoje detém o poder de decisão na U.E. a conjugação de TODOS os programas políticos nacionais no mesmo modo - o definido pelo Pensamento Único, conservador e reaccionário.
( a seguir...)
domingo, janeiro 31, 2016
d' O CAOS
Odeio bagunça, abomino a Ordem Burrautocrática e prefiro a organização em racionalidade ( Razão + Ética ) do Caos, o estado permanente da espécie e das suas Instituições.
Achar, convir, que o Estado seja uma necessidade, um estádio evolutivo na busca dessa ordenação que não a submissão impossível, não fará do Homem um incondicional dos poderes de que ele se outorga que extravasem a promoção da sua eficácia na coordenação harmoniosa e equilibrada dos interesses biológicos e ou corporativos com o Bem Comum.
Essa realidade de que todos têm consciência do que seja e do que poderia ser, remete - nos a Zizek, que nos nega a possibilidade dessa consciência, que existindo, foge à nossa interpretação simbólica ou utópica dada a sua profunda abstracção, em compreensão e extensão.
Uma torre de Babel que se vai trepando sem um sânscrito unificador que permita a sua interpretação numa inteligibilidade redentora.
Nos andares dessa Torre estabeleceram - se unidades linguísticas e a possibilidade de uma visão unificada sobre um real estrito - a delas e todo um cortejo simbólico e narrativo moldado por uma história comum. Ordenamentos casuísticos ocupando um nicho estabilizado no Caos - são as nações e os estados que física e jurídicamente as estabiliza ou procura a sua estabilização.
Quando e sempre que haja uma perturbação provocada por uma intrusão forasteira, as consequências, como ondas de maré, vão ficando maiores, à medida que se afastam da origem precurssora deixada ao oblívio.
O mundo de hoje, como o de ontem, está a reflectir o alcance que decisões políticas tomadas ao arrepio da consagração desse ordenamento racionalizado podem fazer.
E as borboletas nada tiveram a ver com isso...
segunda-feira, janeiro 25, 2016
CAVAQUISTA, EU!!!!???
E ESTA, HEIN?
Então não é que agora que o Homem está de saída me descubro, pela primeira vez, um apoiante de uma decisão sua? Querem ver, que afinal sou um " reaccionário " disfarçado de progressista?
Eu explico. Já botei por aqui a minha opinião sobre o tema que suscitou esta reflexão e, em princípio, nada mais teria a dizer a não ser no âmbito de um debate, o que não é o caso, pelo que, mesmo assim, dada a relevância, vamos ao assunto.
O presidente da República devolveu à Assembleia os diplomas sobre a adopção de crianças por casais do mesmo sexo e sobre as alterações à lei da IVG ( interrupção voluntária da gravidez ) aí votados.
No primeiro caso, a da adopção, Cavaco Silva considerou e bem que o interesse da criança sobreleva o dos casais proponentes à adopção, já que, acrescento eu, ao seu papel passivo tem de corresponder uma protecção adicional criteriosa de uma, sim, normalidade existencial, que as rupturas emuladas por algumas franjas da sociedade não configuram.
Quanto ao segundo diploma, que afasta os médicos objectores de consciência do aconselhamento clínico, psicológico e, porque não, reflexivo, sobre a decisão das pacientes, que não aos militantes da discriccionariedade abortiva das mulheres, é por si uma estupidez legislativa, uma batota jurídica e. sim, merece o veto presidencial.
Cavaquista? Nem por isso.
Então não é que agora que o Homem está de saída me descubro, pela primeira vez, um apoiante de uma decisão sua? Querem ver, que afinal sou um " reaccionário " disfarçado de progressista?
Eu explico. Já botei por aqui a minha opinião sobre o tema que suscitou esta reflexão e, em princípio, nada mais teria a dizer a não ser no âmbito de um debate, o que não é o caso, pelo que, mesmo assim, dada a relevância, vamos ao assunto.
O presidente da República devolveu à Assembleia os diplomas sobre a adopção de crianças por casais do mesmo sexo e sobre as alterações à lei da IVG ( interrupção voluntária da gravidez ) aí votados.
No primeiro caso, a da adopção, Cavaco Silva considerou e bem que o interesse da criança sobreleva o dos casais proponentes à adopção, já que, acrescento eu, ao seu papel passivo tem de corresponder uma protecção adicional criteriosa de uma, sim, normalidade existencial, que as rupturas emuladas por algumas franjas da sociedade não configuram.
Quanto ao segundo diploma, que afasta os médicos objectores de consciência do aconselhamento clínico, psicológico e, porque não, reflexivo, sobre a decisão das pacientes, que não aos militantes da discriccionariedade abortiva das mulheres, é por si uma estupidez legislativa, uma batota jurídica e. sim, merece o veto presidencial.
Cavaquista? Nem por isso.
domingo, janeiro 24, 2016
PRESIDENCIAIS EM PORTUGAL
FINIS
MARCELO REBELO DE SOUSA...
... Será o novo Presidente da República Portuguesa ao vencer umas eleições às quais esvaziou de carga política sustentando - se numa notoriedade nacional que a presença de anos nos canais televisivos como comentador político exponenciou, e, paradoxalmente, numa inteligência política notável.
Todo o mérito desta eleição pertence - lhe, por inteiro, pela ligação empática que conseguiu estabelecer como merecedor de confiança junto dos seus eleitores.
PARABÉNS!
MARCELO REBELO DE SOUSA...
... Será o novo Presidente da República Portuguesa ao vencer umas eleições às quais esvaziou de carga política sustentando - se numa notoriedade nacional que a presença de anos nos canais televisivos como comentador político exponenciou, e, paradoxalmente, numa inteligência política notável.
Todo o mérito desta eleição pertence - lhe, por inteiro, pela ligação empática que conseguiu estabelecer como merecedor de confiança junto dos seus eleitores.
PARABÉNS!
quarta-feira, janeiro 20, 2016
PRESIDENCIAIS
Da reunião dos candidatos, numa avaliação mediática, que se pretendeu ser psicossocial, onde a componente política das eventuais proclamações emitidas, pela redundância inconsequente do que neste campo se poderia dizer, vingou, a indignação assertiva de Marisa Matias, contra a reposição dos subsídios vitalícios a ex-servidores do Estado.
DA CRÍTICA ( II )
" Valerá a pena analisar críticamente este « e ». Será que, em si mesmo, é já cínico? Como pode uma cópula lógica ser cínica? Um homem « e » uma mulher; garfo « e » faca; sal « e » pimenta. Que há aqui a criticar? Tentemos outras ligações - senhora « e » puta; ama o próximo « e » mata - o; morrer de fome « e » comer caviar ao pequeno - almoço. Aqui o » e » parece ter - se inserido entre opostos que transforma em vizinhos imediatos, de forma que os contrastes se invectivam.
O « e » terá algo a ver com isto? Não foi ele que criou os opostos, apenas desempenhou o papel de alcoviteiro entre pares díspares. Com efeito, nos Media, o « e » mais não faz do que justapor, fundar vizinhanças, acasalar, contrastar - nem mais nem menos. O « e » tem a capacidade de formar uma série ou uma cadeia linear cujos membros individuais só se tocam por intermédio do alcoviteiro lógico; este último não diz nada sobre a natureza dos elementos que enfia numa fileira. É nessa indiferença do « e » a respeito das coisas que justapõe que desponta o germe de um desenvolvimento cínico. Com efeito, pela simples justaposição e pela relação sintagmática externa entre todas as coisas, ele produz uma uniformidade que afecta as coisas justapostas. Eis porque o « e » não permanece um « e » puro, antes desenvolve a tendência para se tornar um é - igual - a. A partir desse momento, pode desenvolver - se uma tendência cínica. Com efeito, se o « e » que pode colocar - se entre tudo significa simultaneamente « é - igual - a », tudo se torna igual a tudo e cada coisa vale tanto como outra coisa qualquer. Da uniformidade da série dos « e » nasce insidiosamente uma equivalência das coisas e uma indiferença subjectiva. "
( continuaremos, com Sloterdijk )
O « e » terá algo a ver com isto? Não foi ele que criou os opostos, apenas desempenhou o papel de alcoviteiro entre pares díspares. Com efeito, nos Media, o « e » mais não faz do que justapor, fundar vizinhanças, acasalar, contrastar - nem mais nem menos. O « e » tem a capacidade de formar uma série ou uma cadeia linear cujos membros individuais só se tocam por intermédio do alcoviteiro lógico; este último não diz nada sobre a natureza dos elementos que enfia numa fileira. É nessa indiferença do « e » a respeito das coisas que justapõe que desponta o germe de um desenvolvimento cínico. Com efeito, pela simples justaposição e pela relação sintagmática externa entre todas as coisas, ele produz uma uniformidade que afecta as coisas justapostas. Eis porque o « e » não permanece um « e » puro, antes desenvolve a tendência para se tornar um é - igual - a. A partir desse momento, pode desenvolver - se uma tendência cínica. Com efeito, se o « e » que pode colocar - se entre tudo significa simultaneamente « é - igual - a », tudo se torna igual a tudo e cada coisa vale tanto como outra coisa qualquer. Da uniformidade da série dos « e » nasce insidiosamente uma equivalência das coisas e uma indiferença subjectiva. "
( continuaremos, com Sloterdijk )
terça-feira, janeiro 19, 2016
EI - LOS QUE PARTEM...
Almeida Santos
... E em cada partida vão - me deixando mais órfão de uma geração que marcou políticamente a História portuguesa.
Almeida Santos, um dos mais distintos lutadores pela Democracia morreu ontem, aos 89 anos.
Deixará muitas saudades aos amigos com quem, no Partido Socialista de que foi Presidente, o acompanharam.
As minhas condolências à família e homenagens e solidariedade ao P.Socialista pela perda de um seu líder histórico.
DA CRÍTICA...
... E DA SUA MICROLOGIA...
" Néscios os que deploram o declínio da Crítica. É que a sua hora há muito está ultrapassada. A crítica faz - se a uma distância adequada. Está à vontade num mundo em que o que contam são as perspectivas e as ópticas e em que ainda é possível adoptar um ponto de vista. Entretanto, as coisas caíram sobre a sociedade humana de modo demasiado escaldante. A " imparcialidade ", o " olhar objectivo ", tornaram - se mentiras, ou até expressão perfeitamente ingénua de uma banal incompetência. " - Walter Benjamin, 1928
... NOS MEDIA
" O « e » é a moral dos jornalistas " - Peter Sloterdijk in Crítica da Razão Cínica
" Os mass media foram os primeiros a desenvolver uma capacidade que nenhuma enciclopédia racionalista, nenhuma obra de arte e nenhuma filosofia de vida conheceram nessa medida: com uma compreensão imensa, dirigem - se para aquilo com que a grande filosofia nunca conseguiu sonhar - a síntese total - no ponto zero da inteligência, é certo, sob a forma de uma adição total. Com efeito, admitem um empirismo caótico universal, podem falar de tudo, tocar em tudo, meter tudo na memória, justapor tudo. ( o facto de não apresentarem « tudo » é efeito da sua selectividade sempre considerável. A mentira por selecção? ). Com isso, são mesmo mais do que a Filosofia - são os herdeiros simultaneamente da enciclopédia e do circo.
A inesgotável capacidade de « ordenamento » dos mass media assenta no seu estilo aditivo. Só por se terem instalado no ponto zero da penetração intelectual podem tudo dar e tudo dizer, e tudo sempre repetido e instantaneamente. Têm um único elemento inteligível - o « e ». Com este « e » , tudo se torna literalmente vizinho de tudo. Assim se criam encadeamentos e vizinhanças que racionalistas e estetas estavam longe de esperar: medidas de economia - e - primeiras representações teatrais - e - campeonato do mundo de motos - e - imposto para as prostitutas - golpes de estado, etc. Os media podem dar tudo por terem abandonado completamente a ambição da Filosofia, que era também compreender o dado. Englobam tudo porque não apreendem nada; falam de tudo, não dizem nada...
... O « e » é a moral dos jornalistas., De certa maneira, têm de prestar um juramento deontológico que os obriga a, quando fazem uma reportagem sobre um acontecimento, aceitarem que esse acontecimento e essa reportagem sejam colocados por meio do « e » entre outras coisas e outras reportagens....
O jornalista é alguém cuja profissão obriga a esquecer como se chama o número que vem após o um e o dois. Quem ainda o sabe já não é, provávelmente, democrata - ou então é um cínico.
E, partiremos, com Sloterdijk, à análise desse « e »...
" Néscios os que deploram o declínio da Crítica. É que a sua hora há muito está ultrapassada. A crítica faz - se a uma distância adequada. Está à vontade num mundo em que o que contam são as perspectivas e as ópticas e em que ainda é possível adoptar um ponto de vista. Entretanto, as coisas caíram sobre a sociedade humana de modo demasiado escaldante. A " imparcialidade ", o " olhar objectivo ", tornaram - se mentiras, ou até expressão perfeitamente ingénua de uma banal incompetência. " - Walter Benjamin, 1928
... NOS MEDIA
" O « e » é a moral dos jornalistas " - Peter Sloterdijk in Crítica da Razão Cínica
" Os mass media foram os primeiros a desenvolver uma capacidade que nenhuma enciclopédia racionalista, nenhuma obra de arte e nenhuma filosofia de vida conheceram nessa medida: com uma compreensão imensa, dirigem - se para aquilo com que a grande filosofia nunca conseguiu sonhar - a síntese total - no ponto zero da inteligência, é certo, sob a forma de uma adição total. Com efeito, admitem um empirismo caótico universal, podem falar de tudo, tocar em tudo, meter tudo na memória, justapor tudo. ( o facto de não apresentarem « tudo » é efeito da sua selectividade sempre considerável. A mentira por selecção? ). Com isso, são mesmo mais do que a Filosofia - são os herdeiros simultaneamente da enciclopédia e do circo.
A inesgotável capacidade de « ordenamento » dos mass media assenta no seu estilo aditivo. Só por se terem instalado no ponto zero da penetração intelectual podem tudo dar e tudo dizer, e tudo sempre repetido e instantaneamente. Têm um único elemento inteligível - o « e ». Com este « e » , tudo se torna literalmente vizinho de tudo. Assim se criam encadeamentos e vizinhanças que racionalistas e estetas estavam longe de esperar: medidas de economia - e - primeiras representações teatrais - e - campeonato do mundo de motos - e - imposto para as prostitutas - golpes de estado, etc. Os media podem dar tudo por terem abandonado completamente a ambição da Filosofia, que era também compreender o dado. Englobam tudo porque não apreendem nada; falam de tudo, não dizem nada...
... O « e » é a moral dos jornalistas., De certa maneira, têm de prestar um juramento deontológico que os obriga a, quando fazem uma reportagem sobre um acontecimento, aceitarem que esse acontecimento e essa reportagem sejam colocados por meio do « e » entre outras coisas e outras reportagens....
O jornalista é alguém cuja profissão obriga a esquecer como se chama o número que vem após o um e o dois. Quem ainda o sabe já não é, provávelmente, democrata - ou então é um cínico.
E, partiremos, com Sloterdijk, à análise desse « e »...
segunda-feira, janeiro 18, 2016
AUSÊNCIAS
ANDA MUITO BARULHO PELO AR....
... DEMASIADA INFORMAÇÃO, POUCA LUCIDEZ E REFLEXÃO E... MUITA, MAS MUITA MÁ - FÉ.
VOU - ME RESGUARDAR, POR ORA...
... DEMASIADA INFORMAÇÃO, POUCA LUCIDEZ E REFLEXÃO E... MUITA, MAS MUITA MÁ - FÉ.
VOU - ME RESGUARDAR, POR ORA...
segunda-feira, janeiro 11, 2016
sábado, janeiro 09, 2016
MARCELO / NÓVOA
DAS PRESIDENCIAIS
Seria anti - democrático a definição prévia da importância das mensagens que os candidatos às eleições presidenciais queriam emitir junto aos eleitores, pelos Media. Felizmente o bom - senso imperou e tivemos debates de todos contra todos.
A curiosidade de ver putativos chefes de Estado a definir projectivamente medidas inadiáveis de política interna e externa num quadro constitucional que atribui decisões nesses domínios ao governo em exercício, teve a vantagem de, perante o exemplo dado pelo presidente cessante, fazer JÁ a triagem sobre os candidatos a excluir nas nossas preferências. Para uma presidência de facção, de conflito, majestáticamente imbuída de poderes de guardião dos supremos interesses nacionais por si interpretados como representados por uma classe restrita de cidadãos da República, chegou e sobrou a experiência.
Sampaio da Nóvoa enfrentou Marcelo R. de Sousa com uma troca renhida de argumentos desmascarantes sobre as suas posições políticas passadas, enquadradas num campo definido de posição política - o da Direita -, recusando - lhe a condição com que se apresenta, como independente e supra - partidário, tendo como contra - ataque do M.R.Sousa a sua cidadania política com opiniões que toda a gente foi conhecendo ao longo de décadas, enquanto o seu oponente tem o vazio político que ele quer preencher numa promoção surpreendente de soldado raso a general.
A sua exacta noção, de ambos, sobre os poderes presidenciais evitou - lhes as " gaffes " que outros candidatos vão somando, num processo peteresco de auto - eliminação.
Aí está! Em Democracia quem, sobre as mensagens transmitidas ou a transmitir por candidatos a qualquer cargo público electivo, decide sobre a sua relevância mobilizadora somos nós.
Eu, por mim, reduzi as candidaturas a duas. E o pragmatismo teve tudo a ver com isso. Por razões bastamente substantivas e também ideológicas, votarei Sampaio da Nóvoa, na primeira e na segunda volta das eleições.
Seria anti - democrático a definição prévia da importância das mensagens que os candidatos às eleições presidenciais queriam emitir junto aos eleitores, pelos Media. Felizmente o bom - senso imperou e tivemos debates de todos contra todos.
A curiosidade de ver putativos chefes de Estado a definir projectivamente medidas inadiáveis de política interna e externa num quadro constitucional que atribui decisões nesses domínios ao governo em exercício, teve a vantagem de, perante o exemplo dado pelo presidente cessante, fazer JÁ a triagem sobre os candidatos a excluir nas nossas preferências. Para uma presidência de facção, de conflito, majestáticamente imbuída de poderes de guardião dos supremos interesses nacionais por si interpretados como representados por uma classe restrita de cidadãos da República, chegou e sobrou a experiência.
Sampaio da Nóvoa enfrentou Marcelo R. de Sousa com uma troca renhida de argumentos desmascarantes sobre as suas posições políticas passadas, enquadradas num campo definido de posição política - o da Direita -, recusando - lhe a condição com que se apresenta, como independente e supra - partidário, tendo como contra - ataque do M.R.Sousa a sua cidadania política com opiniões que toda a gente foi conhecendo ao longo de décadas, enquanto o seu oponente tem o vazio político que ele quer preencher numa promoção surpreendente de soldado raso a general.
A sua exacta noção, de ambos, sobre os poderes presidenciais evitou - lhes as " gaffes " que outros candidatos vão somando, num processo peteresco de auto - eliminação.
Aí está! Em Democracia quem, sobre as mensagens transmitidas ou a transmitir por candidatos a qualquer cargo público electivo, decide sobre a sua relevância mobilizadora somos nós.
Eu, por mim, reduzi as candidaturas a duas. E o pragmatismo teve tudo a ver com isso. Por razões bastamente substantivas e também ideológicas, votarei Sampaio da Nóvoa, na primeira e na segunda volta das eleições.
sexta-feira, janeiro 01, 2016
DO SISTEMA FINANCEIRO
Pedro Santos Guerreiro
OBRIGADO, PEDRO!...
...Pelo muito que me tens ensinado na " decifração " de como as coisas acontecem, como acontecem e porque acontecem no mundo da BANCA, nacional, para o caso, e internacional.
Embora não seja completamente um " tótó " nessa matéria, o que me tem permitido acompanhar as suas intervenções no " Expresso ", e a síntese do fim - de - ano com " O DIABO QUE NOS IMPARIU ", agradeço - lhe o trabalho que juntamente com os seus colaboradores e colegas tem trazido ao nosso conhecimento...
BOM - ANO!
sábado, dezembro 26, 2015
DO CAPITALISMO SELVAGEM...
...E O ROUBO ÀS NAÇÕES
Por onde param os 15 a 25 biliões de dólares nos U.S.A. e entre 13.5 a 22.5 biliões de dólares na zona Euro que se encontram fora do sistema bancário normalizado, referenciado e regulado?
Toda a gente atenta sabe que estes biliões, surripiados à economia das nações, em termos da sua introdução virtuosa e socialmente útil na sua economia, encontra - se alhures em offshores e em Fundos de Investimento, num sistema bancário - sombra, segundo o FMI, fora dos sistemas de regulação nacionais. Um casino global que NENHUM estado quer desmantelar. Porquê? Por pura corrupção dos seus representantes, beneficiários da sua existência clandestina.
Esse Mercado paralelo de especulação financeira tem ameaçado o FMI, que vê fugir -lhe o controlo, que sobre as nações em dificuldades económico - financeiras, impunha, soberana, a sua agenda ideológica e económica, na linha dos estados e dos bancos que o financiam. Um caos venal, sem agenda e propósito que não o puro lucro, sem estremecimentos éticos ou mesmo morais, portanto imoral. Daí a preocupação, não inocente, com a concorrência desabrida.
A famigerada regulação, através dos Bancos Centrais, por ser, objectivamente, cúmplice do sistema regular, fez fugir para um pousio predador os outsiders financeiros, melhor, especulativos, atentos às debilidades que ela apresentava e por arrasto, a economia e as finanças das suas nações, debilidades essas que a sua inacção, quando não incompetência e , por vezes, venalidade, criavam.
Depois é só poisar sobre as presas debilitadas. Que o digam os estados intervencionados, resgatados financeiramente após intensa, e nem sempre subtil manipulação político-económica.
( continuaremos... )
Por onde param os 15 a 25 biliões de dólares nos U.S.A. e entre 13.5 a 22.5 biliões de dólares na zona Euro que se encontram fora do sistema bancário normalizado, referenciado e regulado?
Toda a gente atenta sabe que estes biliões, surripiados à economia das nações, em termos da sua introdução virtuosa e socialmente útil na sua economia, encontra - se alhures em offshores e em Fundos de Investimento, num sistema bancário - sombra, segundo o FMI, fora dos sistemas de regulação nacionais. Um casino global que NENHUM estado quer desmantelar. Porquê? Por pura corrupção dos seus representantes, beneficiários da sua existência clandestina.
Esse Mercado paralelo de especulação financeira tem ameaçado o FMI, que vê fugir -lhe o controlo, que sobre as nações em dificuldades económico - financeiras, impunha, soberana, a sua agenda ideológica e económica, na linha dos estados e dos bancos que o financiam. Um caos venal, sem agenda e propósito que não o puro lucro, sem estremecimentos éticos ou mesmo morais, portanto imoral. Daí a preocupação, não inocente, com a concorrência desabrida.
A famigerada regulação, através dos Bancos Centrais, por ser, objectivamente, cúmplice do sistema regular, fez fugir para um pousio predador os outsiders financeiros, melhor, especulativos, atentos às debilidades que ela apresentava e por arrasto, a economia e as finanças das suas nações, debilidades essas que a sua inacção, quando não incompetência e , por vezes, venalidade, criavam.
Depois é só poisar sobre as presas debilitadas. Que o digam os estados intervencionados, resgatados financeiramente após intensa, e nem sempre subtil manipulação político-económica.
( continuaremos... )
terça-feira, dezembro 22, 2015
B.A.N.I.F.
Maria Luís Albuquerque...
... a ex -ESTRELA CINTILANTE do Governo da Coligação de Direita que foi deposto na Assembleia da República que detinha a função de Ministra de Finanças, continua a revelar - se uma política de verbo fácil mas desmemoriada e... manhosa.
NÃO TENHO INFORMAÇÃO - foi a expressão mais acabada que se lhe ouviu na entrevista que concedeu à TVI, sobre mais um caso de aldrabice generalizada na Banca portuguesa.
" Apresentámos oito planos de reestruturação ( à gestão do BANIF que tinha como accionista maioritário o Estado português representado pelo Governo de que fazia parte e à Comissão Europeia... ), o último foi entregue em Setembro passado, o que revela um grande esforço do Governo no âmbito da reestruturação do banco. Ao mesmo tempo havia um processo paralelo para que fosse feita a venda "., palavras da ex - Ministra...
Vejamos - oito planos de reestruturação - OITO! E, todos foram rejeitados. Por quem? Quais foram os critérios de rejeição sucessivamente apresentados pelos decisores? De duas uma, ou os planos foram de uma completa incompetência ou a ideia subjacente nas suas apresentações foi a procastinação irresponsável e com dolo na resolução do que, em potência, então, se deflagrou nas mãos do novo Governo, agora.
DERIVANDO...
Por mim, a decisão governamental de proteger os investidores em desfavor dos contribuintes está éticamente errada e, políticamente, será um golpe sério, a arquivar no somatório das incongruências que os alibis da salvação do sistema financeiro, farão aparecer no futuro, com consequências das quais o P.S. não se poderá furtar à responsabilidade política em eventuais e sérias fracturas com os partidos que, hoje, o apoiam.
Este governo em funções será ideológicamente diferente nas soluções dos problemas ou será uma farsa sobre a qual cedo cairá o pano.
quarta-feira, dezembro 16, 2015
PRESIDENCIAIS/SAMPAIO DA NÓVOA
SAMPAIO DA NÓVOA
Está em entrevista no canal 3. Ficarão a conhecê - lo melhor e as razões porque é um excelente candidato à Presidência da República Portuguesa.
Não estão a ver? Façam o favor de ir ver, do princípio... e garanto - vos que o seu humanismo, a sua cultura, a sua visão do País vos irão conquistar.
terça-feira, dezembro 15, 2015
O " CASO " SÓCRATES
JOSÉ SÓCRATES
... Tem sido, para mim, um manancial inesgotável de (re)conhecimentos de características marcantes das alienações humanísticas que, desde a década de 80, pontuam no universo " sapiens "; digo universo sapiens, porque global.
Racionaliza - se pelo absurdo como premissa e prossegue - se com a indução como método. A Lógica tornou - se perversa porque relativizada e os conceitos instrumentais porque escravas dos contextos.
Um pandemónio meta - racionalista que o niilismo narcísico tem cavado fundo na fragmentação da Verdade pelos estilhaços do espelho em que cada um se reflecte e se revê como intérprete.
Sintetizando, estamos no reino da Vox populi como referenciador, venal, porque deliberada e maliciosamente instrumentalizado e manipulado.
A defesa jurídica de ex - P.Ministro, José Sócrates, acusado, melhor, indiciado, de corrupção no exercício do seu cargo, teve, finalmente, ao fim de mais de um ano de indiciação, o acesso aos autos de investigação do Ministério Público e deparou - se com um VAZIO acusatório pendurado em suposições e que parece exigir do indiciado a prova da sua inocência. Um absurdo, por inversão do ónus da prova, que compete, TEM de competir ao Ministério Público.
Espera que, sacudindo o edifício incriminatório construído, escorra o mel probatório da existência de abelhas no interior transubstanciado em colmeia.
A premissa/sabichona - Quem queijo tem e cabras não tem, de algum lado lhe vem - ( acho que era assim o ditado... ) desembargada num despacho judicial, remete - nos inapelávelmente, estribados nas fugas de informação processual para títulos restritos dos Media, para os estremecimentos justiceiros que deram origem ao processo Sócrates.
É daqui, dessa indução, melhor, inferição, que todo o processo investigatório se quer basear.
Sócrates, o outro, não este, deve estar a rebolar - se de riso com a aplicação trôpega da sua logística ultrapassada.
Os factos conhecidos, que os Tavares, os Teixeiras, os Oliveiras, os Silvas e os Ferreiras conhecem e sobre os quais a sua mesquinhez e, oh céus!, a sua moral se desdobrou célere são estes.
O nosso Sócrates tem um amigo de infância que se fez empresário de sucesso que lhe permite ter uma vida generosa, de seu nome Carlos Santos Silva, que, sendo rico, o ajudou, após ter abandonado as suas funções públicas, a recompôr a sua vida, concedendo- lhe empréstimos pecuniários, ajudando a sua família e pagando - lhe despesas durante as férias em conjunto das famílias. Dono de um andar em Paris, cedeu - lhe temporáriamente o uso e usufruto enquanto aí se encontrava no reatamento das suas aspirações académicas.
Fosse eu um milionário e faria EXACTAMENTE o que Santos Silva andou a fazer pelo amigo.
Quanto aos benefícios que, eventualmente, como quer fazer crer e não prova, a acusação popular e oficial contra o cidadão Sócrates, ainda estamos todos à espera de provas factuais.
Este caso está a demonstrar à saciedade e à sociedade como se fazem certas investigações em Portugal. Servirá de alerta e exemplo para os advogados de TODOS os cidadãos vítimas de uma Justiça que teima em sair dos carretos...
segunda-feira, dezembro 14, 2015
SINDROMA DE ESTOCOLMO?...
... OU... REPRESENTAÇÃO DO AFORISMO DE W. BRANDT?
Maria José Morgado, uma extremista activa do M.R.P.P., um dos partidos da pequena burguesia revolucionária e libertária que Abril deu à luz, hoje Procuradora - adjunta Distrital de Lisboa, passou, assim como o ex - Presidente da Comissão europeia, Barroso, e, valha a verdade, a maioria dos dirigentes da Extrema - Esquerda de então, pelas fases de amadurecimento político identificadas por Brandt, como uma peregrinação inevitável e normal no processo de crescimento de uma consciência política que a própria evolução sócio - económica normalizaria em conservadorismo.
Como polícia, nos cargos de relevo que exerceu e exerce na Magistratura nacional, tem sido dos mais acutilantes perseguidores dos pecadores da República, nomeadamente dos chamados crimes de colarinho branco e, pela exigência sistemática, junto dos Poderes decisórios, dada a eternidade do processamento das investigações que a incompetência e , principalmente, a falta de meios, de uma política mais assertiva contra uma criminalidade cada vez mais sofisticada.
Na sua crónica no último " Expresso " a que chamou - O efeito da toupeira do Chiado - vergasta os idiotas úteis, como eu, por exemplo, que escudados num conceito de Liberdade que dá primazia aos Direitos, Liberdades e Garantias dos cidadãos da República, apontou armas às condenações feitas às arbitrariedades que as escutas aos cidadãos prefiguram, para os ingénuos, um abuso a que nenhum elemento do circulo próximo ou afastado do escutado escapa, para ela um método de obtenção de provas sem o qual nenhuma polícia pode funcionar.
Eu não sei se a criminalidade organizada, ou não, escuta a Polícia mas quero crer que a vigilância seja mútua. No fim de contas, justifica - se, em nome da eficácia dum e doutro lado essa vigilância.
Acontece que a criminalidade conhece a Polícia, identificável, como a Procuradora ou o Juíz Carlos Alexandre e eventualmente os polícias do bairro.
Para a Polìcia, por seu lado, TODO o cidadão é eventualmente um criminoso que deve ser escrutinado e, como os meios rareiam, ESCUTA - SE. Mais, escutam - se os vizinhos, os amigos e a famíla e, como a realidade dos últimos anos provam, o resultados dessas diligências acabam plasmados nos MEDIA.
Correndo o risco de não só ser escutado e passar por um idiota útil para os criminosos, ou daquele que " vive no pavor de ser apanhado em alguma imprevidência... " e daí as minhas reservas, uma idiotice, claro, essa de ver a vida pessoal devassada por gente sobre a qual se desconhece, de todo, o perfil moral e capacidade de julgamento, no mínimo interpretativo, que poderia exemplar um tipo de relação de confiança da e sobre os meios utilizados pela Justiça, diria que a perspectiva da Polícia, sendo global e cega, consegue assustar - me tanto, porque concreta e definida, como o Terror alarve e caótico.
TODOS os casos mediáticos que se deram à luz nos últimos anos viram transcritos para o público os " segredos de Justiça ". E, até hoje, ninguém tem conhecimento das investigações que a divulgação desses segredos de justiça exige, como crimes que são. Alguém, porventura, foi julgado e condenado?
De duas uma - ou, por incompetência, não foi possível descobrir, DENTRO DE CASA, o culpado ou... a direcção e o alcance desejados dessas fugas de informação foram... um método adoptado, que, mutatis mutandis, ainda acompanhando o efeito toupeira, na citação de Kundera em que " a polícia gravava as conversas dos adversários do regime e depois divulgava - as pela rádio para os aniquilar ", tornaram mais difícil a confiança dos idiotas úteis na visão simplificada e redutora que a uma percepção de Segurança, e como no FASCISMO, sacrifica o que eles defendem - OS DIREITOS, LIBERDADES E GARANTIAS dos cidadãos.
P.S. Hoje , dia 17/12, " alertado ", sinto - me na obrigação de transparência. EU SEI o significado da expressão que deu título a este post e parto do princípio de que os leitores conhecem o passado político da procuradora, a quem, só se fosse estúpido, e não o sou, não quero de modo nenhum diminuir... A analogia pareceria, mesmo assim, deslocada, mas o seu sentido é o de uma análise política.
Quanto à invenção do aforismo de Brandt, c'est une blague, um neologismo, esse sim abusivo, de autor. E remeto - vos a R.Carnap...
Maria José Morgado, uma extremista activa do M.R.P.P., um dos partidos da pequena burguesia revolucionária e libertária que Abril deu à luz, hoje Procuradora - adjunta Distrital de Lisboa, passou, assim como o ex - Presidente da Comissão europeia, Barroso, e, valha a verdade, a maioria dos dirigentes da Extrema - Esquerda de então, pelas fases de amadurecimento político identificadas por Brandt, como uma peregrinação inevitável e normal no processo de crescimento de uma consciência política que a própria evolução sócio - económica normalizaria em conservadorismo.
Como polícia, nos cargos de relevo que exerceu e exerce na Magistratura nacional, tem sido dos mais acutilantes perseguidores dos pecadores da República, nomeadamente dos chamados crimes de colarinho branco e, pela exigência sistemática, junto dos Poderes decisórios, dada a eternidade do processamento das investigações que a incompetência e , principalmente, a falta de meios, de uma política mais assertiva contra uma criminalidade cada vez mais sofisticada.
Na sua crónica no último " Expresso " a que chamou - O efeito da toupeira do Chiado - vergasta os idiotas úteis, como eu, por exemplo, que escudados num conceito de Liberdade que dá primazia aos Direitos, Liberdades e Garantias dos cidadãos da República, apontou armas às condenações feitas às arbitrariedades que as escutas aos cidadãos prefiguram, para os ingénuos, um abuso a que nenhum elemento do circulo próximo ou afastado do escutado escapa, para ela um método de obtenção de provas sem o qual nenhuma polícia pode funcionar.
Eu não sei se a criminalidade organizada, ou não, escuta a Polícia mas quero crer que a vigilância seja mútua. No fim de contas, justifica - se, em nome da eficácia dum e doutro lado essa vigilância.
Acontece que a criminalidade conhece a Polícia, identificável, como a Procuradora ou o Juíz Carlos Alexandre e eventualmente os polícias do bairro.
Para a Polìcia, por seu lado, TODO o cidadão é eventualmente um criminoso que deve ser escrutinado e, como os meios rareiam, ESCUTA - SE. Mais, escutam - se os vizinhos, os amigos e a famíla e, como a realidade dos últimos anos provam, o resultados dessas diligências acabam plasmados nos MEDIA.
Correndo o risco de não só ser escutado e passar por um idiota útil para os criminosos, ou daquele que " vive no pavor de ser apanhado em alguma imprevidência... " e daí as minhas reservas, uma idiotice, claro, essa de ver a vida pessoal devassada por gente sobre a qual se desconhece, de todo, o perfil moral e capacidade de julgamento, no mínimo interpretativo, que poderia exemplar um tipo de relação de confiança da e sobre os meios utilizados pela Justiça, diria que a perspectiva da Polícia, sendo global e cega, consegue assustar - me tanto, porque concreta e definida, como o Terror alarve e caótico.
TODOS os casos mediáticos que se deram à luz nos últimos anos viram transcritos para o público os " segredos de Justiça ". E, até hoje, ninguém tem conhecimento das investigações que a divulgação desses segredos de justiça exige, como crimes que são. Alguém, porventura, foi julgado e condenado?
De duas uma - ou, por incompetência, não foi possível descobrir, DENTRO DE CASA, o culpado ou... a direcção e o alcance desejados dessas fugas de informação foram... um método adoptado, que, mutatis mutandis, ainda acompanhando o efeito toupeira, na citação de Kundera em que " a polícia gravava as conversas dos adversários do regime e depois divulgava - as pela rádio para os aniquilar ", tornaram mais difícil a confiança dos idiotas úteis na visão simplificada e redutora que a uma percepção de Segurança, e como no FASCISMO, sacrifica o que eles defendem - OS DIREITOS, LIBERDADES E GARANTIAS dos cidadãos.
P.S. Hoje , dia 17/12, " alertado ", sinto - me na obrigação de transparência. EU SEI o significado da expressão que deu título a este post e parto do princípio de que os leitores conhecem o passado político da procuradora, a quem, só se fosse estúpido, e não o sou, não quero de modo nenhum diminuir... A analogia pareceria, mesmo assim, deslocada, mas o seu sentido é o de uma análise política.
Quanto à invenção do aforismo de Brandt, c'est une blague, um neologismo, esse sim abusivo, de autor. E remeto - vos a R.Carnap...
terça-feira, dezembro 08, 2015
PRESIDENCIAIS
Marcelo Rebelo de Sousa
O candidato à Presidência da República Portuguesa deu uma entrevista à televisão e esclareceu ao que vinha e o que os portugueses poderão esperar dele como Chefe de Estado.
Gosto do Marcelo. Sou dois anos mais velho e acompanho a sua carreira política e o seu percurso mediático ainda antes do 25 de Abril. E gostei da entrevista e da clareza com que ela se pontuou.
Acontece que as eleições presidenciais não são um concurso de misses, de popularidade, como julgo ter descortinado na possibilidade de ter acontecido uma votação maciça da parte do feminino pouco politizado no " candidato " a Primeiro - Ministro, Passos Coelho.
A componente política dessas eleições é demasiado importante e é por essa perspectiva que também deve ser relevada. Eu não tenho dúvidas, pelo conhecimento que possuo, toda a gente, afinal, do candidato de que, a ser eleito, tem todas as condições, pessoais, culturais e políticas para vir a ser um excelente chefe de Estado.
Marcelo Rebelo de Sousa apresenta - se como candidato independente e não poderia, em verdade, ser de outra maneira e o mesmo se passa nas outras candidaturas, só que, não sendo genuínamente de Direita, ela é o seu espaço original e é nessa avaliação, política, numa sociedade que se bipolarizou, que se encontrará a resposta dos eleitores.
segunda-feira, dezembro 07, 2015
ERRATA
FOI PARA RASCUNHO ATÉ SER EDITADA O TEXTO QUE ANTECEDE ESTE POST, POR UMA QUESTÃO DE CLAREZA TEXTUAL, QUE A IRRITAÇÃO COMPLICOU.
NÃO PERDE PELA DEMORA, QUE O TEMA NUNCA FOI TÃO PERTINENTE COMO NOS DIAS DE HOJE, OS DIAS DA MUDANÇA.
E, A TALHE DE FOICE, CHAMO A ATENÇÃO PARA AS REGIONAIS FRANCESAS DOMINADAS PELA FRENTE NACIONAL. NADA DE SURPREENDENTE QUE NÃO TIVESSE SIDO POR AQUI ABORDADO.
NA POLÍTICA, COMO NA VIDA EM GERAL, É UMA QUESTÃO DE DINÂMICA - ACÇÃO/REACÇÃO. E NÃO VAI FICAR POR AQUI...
NÃO PERDE PELA DEMORA, QUE O TEMA NUNCA FOI TÃO PERTINENTE COMO NOS DIAS DE HOJE, OS DIAS DA MUDANÇA.
E, A TALHE DE FOICE, CHAMO A ATENÇÃO PARA AS REGIONAIS FRANCESAS DOMINADAS PELA FRENTE NACIONAL. NADA DE SURPREENDENTE QUE NÃO TIVESSE SIDO POR AQUI ABORDADO.
NA POLÍTICA, COMO NA VIDA EM GERAL, É UMA QUESTÃO DE DINÂMICA - ACÇÃO/REACÇÃO. E NÃO VAI FICAR POR AQUI...
domingo, dezembro 06, 2015
CRETINISMO PARLAMENTAR...
...OU CRETINISMO INTELECTUAL?
Vasco Pulido Valente
VONTADE E REPRESENTAÇÃO...
... Ao privilégio da idade e diletância intelectual que só um conforto resguardado e snob, alimentado còmodamente pelo sistema de deslumbramentos culturais que o permite - o do eudeusamento de manhas e prestígios, que rebeldias de má intencionalidade, enformada pela enumeração históricamente exaustiva de factos que à história do século XIX pertencem e sobre os quais se exige, exige V.P.Valente ( ver no Público de hoje... ) e outros que tais, uma obediência programática que não adversarie as ideias feitas e cristalizadas do(s) pensador(es) que à laia de independências, inconsequentes , tecem - se loas à vacuidade inerte de uma intelectualidade que NADA traz ao progresso das condições sociais do planeta, sem uma reacção condigna da paróquia bem - pensante, uma resposta substantiva.
Continuamos ainda na Idade - Média, no que a exterioridade exemplar da Ciência nos dá do mundo uma aproximação interpretativa, para além dos narcisismos teorizados em boutades baconianas, prenhes de intencionalidade capciosa o que lhes confere uma exigência de análise ética, o que não vem ao caso, por agora...
A pretensiosa, e deslocada no tempo e espaço, diatribe do polemista/retaliador anarquista!!!??? de Direita na exigência de conformidade histórica ao pai fundador por parte do Partido Comunista Português, de realidades hoje extintas - Lenine e a U.R.S.S. é, no mínimo, caricato.
Afinal, quem ficou pelo passado, na exigência da sua emulação histórica e praxística pelos seus filhos, no caso o Partido Comunista Português, foi a reacção à mudança, representada na(s) prosa(s), naturalmente reaccionárias, dos depostos do Poder, real e imaginado.
P. C. P.? BUUUUU! QUE MEDO!!!!
Vasco Pulido Valente
VONTADE E REPRESENTAÇÃO...
... Ao privilégio da idade e diletância intelectual que só um conforto resguardado e snob, alimentado còmodamente pelo sistema de deslumbramentos culturais que o permite - o do eudeusamento de manhas e prestígios, que rebeldias de má intencionalidade, enformada pela enumeração históricamente exaustiva de factos que à história do século XIX pertencem e sobre os quais se exige, exige V.P.Valente ( ver no Público de hoje... ) e outros que tais, uma obediência programática que não adversarie as ideias feitas e cristalizadas do(s) pensador(es) que à laia de independências, inconsequentes , tecem - se loas à vacuidade inerte de uma intelectualidade que NADA traz ao progresso das condições sociais do planeta, sem uma reacção condigna da paróquia bem - pensante, uma resposta substantiva.
Continuamos ainda na Idade - Média, no que a exterioridade exemplar da Ciência nos dá do mundo uma aproximação interpretativa, para além dos narcisismos teorizados em boutades baconianas, prenhes de intencionalidade capciosa o que lhes confere uma exigência de análise ética, o que não vem ao caso, por agora...
A pretensiosa, e deslocada no tempo e espaço, diatribe do polemista/retaliador anarquista!!!??? de Direita na exigência de conformidade histórica ao pai fundador por parte do Partido Comunista Português, de realidades hoje extintas - Lenine e a U.R.S.S. é, no mínimo, caricato.
Afinal, quem ficou pelo passado, na exigência da sua emulação histórica e praxística pelos seus filhos, no caso o Partido Comunista Português, foi a reacção à mudança, representada na(s) prosa(s), naturalmente reaccionárias, dos depostos do Poder, real e imaginado.
P. C. P.? BUUUUU! QUE MEDO!!!!
sexta-feira, dezembro 04, 2015
D'A ELITE DO REGIME X
PAULO PORTAS
UNE BLAGUEUR
À UNE BLAGUEUR, une blague - Qu' est qu'un buisson sur une autoroute? - Un portugais qui fait du stop.
O programa do governo P.Socialista Português foi aprovado, naturalmente, na Assembleia da República pela maioria que o suporta.
Estranho foi que não tivesse sido escrutinado, ajuízado, adversariado e discutido pela oposição parlamentar da Direita que apresentou um voto de rejeição, sem que as suas opções estratégicas de curto e longo prazo merecessem do Governo deposto pela maioria parlamentar um pio sobre a validade das escolhas outras do novo governo.
Não aconteceu, porque não houve da parte da oposição da PàF ( que à onamatopeia satírica e blagueur do nome teve a resposta, em altos decibéis da Esquerda... ) uma única palavra sobre a governação, a iniciar o seu programa.
O discurso de vitimização, misto de incredulidade, com a mudança imposta pela maioria de Esquerda, e ressentimento político, foi a catarse que a Coligação de Direita faceada pelos líderes do P.S.D., Passos Coelho e do C.D.S./PP , Paulo Portas, escolheram como terapia, sobre uma inevitabilidade, que, hoje, é um facto. Há um Governo e não é da Coligação da Direita. Aconteceu Política, em vez da Burrocracia e Conformismo.
Paulo Portas, o mais antigo líder partidário em exercício, foi a Voz do " sermão " político da PàF na Assembleia, visando o P.Socialista de 1975, adversário político do P.C.P, e convém não esquecer, do PSD e do CDS, que a memória histórica tende a ser instrumentalizada nos processos de indução política, cavalgando o anticomunismo partidário de resistência contra a extinta URSS, debitou, como porta - voz da Coligação, títulos mediáticos e soundbites da década de 80, que faziam capa dos jornais de então, como o " Independente ", de que foi Director. O mundo mudou e não se deu conta.
A Coligação, apoderada e manipulada por Paulo Portas, no seu processo de refundação como partido de Direita que não social - democrata, não consegue, na Oposição, como não conseguiu nos quatro anos de Governo, por inércia, por vazio identitário ou por incompetência, um discurso de oposição política à mudança imposta.
Do que se ouviu, do P.Portas e do P. Coelho ficou o silêncio da irrelevância que a Assembleia da República lhe dedicou. À falta de substância de um discurso política e programàticamente elaborado sobrou o silêncio irónico à desdenhosa pose.
Paulo Portas, é um " gambler ", como já ouvi e reitero, por aí... e acrescento, um diletante, cujo formulário e argumentação metapolítica, que a ocupação do espaço do Poder onde se exerceu, em obrigação, por necessidade interpretativa do discurso que emite(iu), obriga, se compraz no exercício indutivo, vagamente racionalizado, porque anacrónico e básico, da Política, fundamenta a caracterização.
Como indutivo e conscientemente manipulador, por e na enumeração dos factos que permitem a sua judicialização tout- court num universo lusitano, tão opinativo como mal informado, contrabandeia, porque consciente, as outras faces do espelho que finge não ver, na interpretação do que pretende História Acabada.
A batota, consciente, acontece, quando as hipóteses que o raciocínio indutivo, político, para o caso, bloqueiam, (des)acontecem.
Foi o que aconteceu nos discursos dos líderes da PàF que, difícilmente voltarão a ser Credíveis. E, não preciso citar Lincoln...
domingo, novembro 29, 2015
NÁAAAAH!
ISTO É TUDO MUITO BONITO...
...ASSIM COMO A PROSA QUE O REFLECTIU, INÊS, ( ver o " I " de sábado... ) MAS A ESQUERDA NÃO PODE NEM DEVE SER ISSO.
ISTO, SIM!
E NÃO É PRECISO PROSA PARA PERCEBER...
quinta-feira, novembro 26, 2015
CAVACO E COSTA
DE COSTAS VOLTADAS
SURREAL, no mínimo, a situação vivida pelos portugueses hoje ao ouvir os discursos da tonada de posse do novo governo, emitidos pelo presidente da República cessante e pelo P.Ministro a ser empossado formalmente no cargo.
A bravata, deslocada no tempo e no espaço de Cavaco Silva foi um sinal de impotência e de azia incontida contra uma solução governamental a qual NADA pode fazer no sentido de a obstaculizar; no mínimo, vai - lhe atirando pedras enquanto ocupar Belém e, a abrir, não escondeu a frustração de voltar a dar posse a um governo socialista.
De seu a seu dono, o cidadão Aníbal teve de engolir um sapo que lhe ficará atravessado nos seus Roteiros Presidenciais.
A. Costa relembrou ao seu empossante que o Governo responde POLÍTICAMENTE, perante a Assembleia da República e não precisou de responder às considerações deselegantes, no mínimo, sobre o seu programa económico.
Eu bem dizia que vinham aí tempos interessantes...
SURREAL, no mínimo, a situação vivida pelos portugueses hoje ao ouvir os discursos da tonada de posse do novo governo, emitidos pelo presidente da República cessante e pelo P.Ministro a ser empossado formalmente no cargo.
A bravata, deslocada no tempo e no espaço de Cavaco Silva foi um sinal de impotência e de azia incontida contra uma solução governamental a qual NADA pode fazer no sentido de a obstaculizar; no mínimo, vai - lhe atirando pedras enquanto ocupar Belém e, a abrir, não escondeu a frustração de voltar a dar posse a um governo socialista.
De seu a seu dono, o cidadão Aníbal teve de engolir um sapo que lhe ficará atravessado nos seus Roteiros Presidenciais.
A. Costa relembrou ao seu empossante que o Governo responde POLÍTICAMENTE, perante a Assembleia da República e não precisou de responder às considerações deselegantes, no mínimo, sobre o seu programa económico.
Eu bem dizia que vinham aí tempos interessantes...
terça-feira, novembro 24, 2015
A INEVITABILIDADE...
... SEM SOLIDARIEDADE INSTITUCIONAL
António Costa, o líder do partido Socialista foi, finalmente, indigitado para formar o próximo governo do país.
Aníbal Cavaco Silva, o presidente em exercício tentou tudo o que pôde para manter a Coligação de Direita no poder, mesmo na débil posição política de um governo de gestão a que foi remetida pela Assembleia da República. E fê - lo através das tentativas sucessivas de fragilização do acordo parlamentar negociado na Esquerda portuguesa entre o P.S., o P.C.P. e o Bloco de Esquerda.
Nos tempos que correm, os partidos socialistas europeus, embalados pelo discurso liberal e orçamentista do Partido Europeu, maioritário nas instâncias políticas da U.E., foram perdendo o que os distinguia programáticamente da Direita e, " obrigados " a lutar pelo Centrão político, abandonaram o espaço da Oposição aos, hoje atirados pela nomenclatura vigente a uma " radicalidade " que só a radicalização direitista admite o contraponto conceptual.
Não é de admirar, portanto, que os partidos que se situavam à esquerda dos P.Socialistas e que hoje reivindicam eleitoralmente o espaço vazio abandonado da sustentação de um estado Social inconformista com a acentuação das desigualdades sociais e de rendimento, leve o rótulo de radicalismo.
Foi com esta postura da sua família política que o pres. Cavaco Silva se opôs, procastinando, ao que, na Assembleia da República se decidiu, em sucessivas audições das " forças económicas e corporativas " no que já foi classificado por J.Pacheco Pereira, de um arremedo da Câmara Corporativa de má memória do Estado Novo salazarista. Curiosamente, o Conselho do Estado não foi tido nem achado nestas audições.
Finalmente, creio eu, abandonando, talvez inconscientemente, o Maquiavel dos meios aéticos do " Príncipe " se tenha aconselhado com o dos " Discursos ", já que prevaleceu o desiderato tido por justo ( ou será o inevitável... ) e democráticamente incontornável em democracias sem príncipes.
No entanto, antes de encerar as cortinas ainda houve tempo e espaço para pedidos de esclarecimentos, totalmente inviezados pelo que a Constituição outorga À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA.
Freitas do Amaral decifra, numa frase lapidar, as motivações " virtuosas " contidas na resistência a um governo de Esquerda - Quer salvar a face!
ISSO tem um nome...
sexta-feira, novembro 20, 2015
MODERATOR!!!???...
... OU L'AGENT PROVOCATEUR?
Radicada no passado e daltónico perverso sobre o futuro que normalmente os leitores das folhas de chá contemporâneos projectam desde o fim do século XX, está em marcha em Portugal uma narrativa histórica, refundada e reinterpretada por uma Direita que nunca desistiu de, o sendo, fazer um ajuste de contas com o passado recente pós - 25 de Abril.
A visão, melhor, a projecção, é perversa porque, ao contrário do daltónico, só vê o vermelho e vê - o como uma ameaça, hoje anacrónica e vencida por um real que só a ainda existência dos Estados que lhe deram e mal, existência histórica, ainda existem - a Rússia e a China. E existem, poderosas e... intocáveis.
Aconteceu, neste jardim à beira mar plantado, que os compêndios escolares salazarentos marcaram fundo na geração que me precedeu e na minha, muitas almas, através dos discursos, política e históricamente enquadrados pelo real pós - II G.G. - O Comunismo é a subversão de tudo; na sua fúria destruidora não distingue o erro e a verdade, o bem e o mal, a justiça e a injustiça... - que o sr. Prof.Dr. Salazar apregoava nos seus discursos de regime, mole e provincianamente fascistas.
O reciclamento do statu-quo mental, conformista, quando não deliberada e convictamente interiorizado pela maioria esmagadora da, então, elite do regime e pela maioria analfabeta do país, pobre, honrada, servil e temente dos poderes do Estado e da Igreja, foi uma dura prova de resignação e... penitência, com o perdão democrático e humanista a caucionar a reciclagem.
Hoje, Novembro de 2015, a sanha anti - comunista é um eco do passado histórico transmitido por gente vencida mas não convencida das virtuosidades democráticas que Abril abriu, que sobre o passado tece, insidiosamente, dos factos, uma simplificação analítica que sobre realidades históricas que as nações que as construíram e as dissiparam, atiram - nos ao século de Occam em mirabolantes dissertações conceptuais sobre a soberania em democracia.
A simplicidade linear e mediática, convém ter isso presente, na linha da propaganda dos " estremecimentos democráticos " da Direita representada pela Coligação governamental demitida pela Assembleia da República, que as luminárias elitistas e, curiosamente (!!!???), em consonância com os seus valores, sufragadas em sapiências, eleitas pelo presidente da República, para sobre o País, política e maioritáriamente representado na Assembleia da República, condicionar o exercício da sua maioria a contemplar num governo por si apoiado, é uma tentativa desesperada e histérica de reduzir a complexidade das mudanças do tecido político do país a soundbites e a " pintelhos " ( desculpe lá, Catroga! ) argumentativos que lembram e fedem ao Estado Novo.
Em Democracia, o poder legislativo, um dos braços do Estado, reside NA Assembleia da República, ou seja NENHUMA lei é vinculativa sem a sua aprovação e as leis aí aprovadas obrigam o Governo à sua aplicação.
O absurdo impasse político criado pela presidência da República, que aos representantes da maioria parlamentar torce o nariz, numa procastinação displicente, alimentada pelos próceres prudenciais, a justificar o injustificável à inevitabilidade da formação de um governo estável, o contrário de um governo de gestão que, pelos vistos, parece acarinhar CONTRA o seu palavreado recorrente das urgências dos superiores interesses da Nação ( estarão no seu juízo!!!!??? ), está a desvirtuar a função que lhe compete como garante da Constituição que jurou e que, pelos vistos, está a requerer uma nova leitura.
O papel moderador tem de começar, hoje, pelo depois e não pelo antes, seja ele o que quer que este tenha sido, como plebiscito, na cabeça e nas idiossincracias do cidadão e presidente Cavaco Silva.
Citando Renan - a existência de uma Nação é um plebiscito quotidiano - de que o cidadão Cavaco Silva, embora exercendo a magistratura que a Democracia lhe outorgou, não tem, a não ser autocráticamente, a definição.
É que a definição do Governo da República é da competência da Assembleia.
domingo, novembro 15, 2015
SNOBEIRAS E DILETÂNCIAS
O PORTUGAL PEQUENINO e MESQUINHO
Uma das mais extraordinárias constatações que a nossa nova " crisesinha " nos trouxe ao conhecimento foi que o discurso do - NÃO HÁ ALTERNATIVA - estava já em profunda interiorização prática em paragens insuspeitadas da nossa provinciana elite, dos críticos diletantes das acções da Direita portuguesa que, também pela linguagem, tomaram de assalto o PSD, radicalizando - o, à medida em que afastava do seu convívio próximo os seus militantes sociais - democratas.
Espantosamente, toda a Oposição política vai sendo demonizada, em nome de terrores que, durante a Revolução dos Cravos, ameaçava trazer ao convivio de uma elite média - burguesa, a " ralé " da sociedade representada, nesses dias, para ela sombrias, pelo P.C.P., e pela extrema esquerda radical enquanto se radicaliza o discurso e a pose mascarados até então pelo poder de uma maioria absoluta no Parlamento.
Por outro lado, quando Henrique Monteiro, no Expresso de ontem, o faz sobre uma convergência de esquerda que se opõe à bisonha realidade em construção pelo Pensamento Único em Portugal, chocado com o que pensa(á)!!!? ser uma radicalização quando não a viu durante esses quatro anos a ser construída com diligência e cumplicidades de quem agora, cego pelo vermelho, investe, diz - nos muuuuito sobre a hipocrisia e cinismo político mascarados de temperança.
Chamar de capitulação do P.S aos resultados dos acordos possíveis que um pacto de apoio parlamentar vai sustentar em caso de um governo P.S., é, no mínimo, idiotizar todos os dirigentes desse partido a quem Portugal deve a Democracia parlamentar que hoje sustenta e permite os insultos democráticos debitados pela casta dos direitinhas videiristas que ainda se acoitam no Poder enquanto vão criando e fortalecendo um futuro rentista em caso de retirada, junto dos grupos económicos que hoje defendem e protegem, em nome do País, claro.
A evidência de que este governo demitido não poderia continuar em funções está a ser demonstrada por estes dias na selvageria, democrática, claro, com que substituíram o desprezo pelo P.Socialista e a Esquerda em geral, com o cair da máscara fascistóide com que enfrentam com arrogância e desprezo o Parlamento, assim, como o afrontamento com o Tribunal Constitucional, então, exemplam. Os discursos, nomeadamente dos líderes da Direita, Coelho/Portas estão a ser cada vez mais perigosos, caudilhistas e alarves.
As snobeiras e diletâncias de uma classe média tropista, horrorizada com a possibilidade de convívio político e social com o estrato social donde a maioria proveio têm, nos altos cargos da República e nos Media, representantes militantes dos retratos psico - sociais de uma Direita que conseguiu demolir todos os valores com que dantes se apresentava, nomeadamente a Pátria, a Família e a Ordem.
A outra, a intelectualizada, num país abrangentemente deseducada e mantida numa ignorância servil e conveniente, a par da miséria tida como lei natural da vida, também está a sentir como uma afronta o seu impasse tropista porquanto irá sofrer, num governo de esquerda, a pressão dos que almejam uma felicidade que aquela interiorizou como sua, em exclusividade.
Toda a gente informada sabe das desvantagens de um governo de gestão. O espantoso é ver a sua defesa, contra os interesses do país, por parte dessa Direita transmontana, passe a conotação geográfica, que põe, como sempre o tem feito, muitas vezes às escondidas é certo, os seus interesses à frente do país que, hipócritamente dizem defender.
( continuaremos... )
Uma das mais extraordinárias constatações que a nossa nova " crisesinha " nos trouxe ao conhecimento foi que o discurso do - NÃO HÁ ALTERNATIVA - estava já em profunda interiorização prática em paragens insuspeitadas da nossa provinciana elite, dos críticos diletantes das acções da Direita portuguesa que, também pela linguagem, tomaram de assalto o PSD, radicalizando - o, à medida em que afastava do seu convívio próximo os seus militantes sociais - democratas.
Espantosamente, toda a Oposição política vai sendo demonizada, em nome de terrores que, durante a Revolução dos Cravos, ameaçava trazer ao convivio de uma elite média - burguesa, a " ralé " da sociedade representada, nesses dias, para ela sombrias, pelo P.C.P., e pela extrema esquerda radical enquanto se radicaliza o discurso e a pose mascarados até então pelo poder de uma maioria absoluta no Parlamento.
Por outro lado, quando Henrique Monteiro, no Expresso de ontem, o faz sobre uma convergência de esquerda que se opõe à bisonha realidade em construção pelo Pensamento Único em Portugal, chocado com o que pensa(á)!!!? ser uma radicalização quando não a viu durante esses quatro anos a ser construída com diligência e cumplicidades de quem agora, cego pelo vermelho, investe, diz - nos muuuuito sobre a hipocrisia e cinismo político mascarados de temperança.
Chamar de capitulação do P.S aos resultados dos acordos possíveis que um pacto de apoio parlamentar vai sustentar em caso de um governo P.S., é, no mínimo, idiotizar todos os dirigentes desse partido a quem Portugal deve a Democracia parlamentar que hoje sustenta e permite os insultos democráticos debitados pela casta dos direitinhas videiristas que ainda se acoitam no Poder enquanto vão criando e fortalecendo um futuro rentista em caso de retirada, junto dos grupos económicos que hoje defendem e protegem, em nome do País, claro.
A evidência de que este governo demitido não poderia continuar em funções está a ser demonstrada por estes dias na selvageria, democrática, claro, com que substituíram o desprezo pelo P.Socialista e a Esquerda em geral, com o cair da máscara fascistóide com que enfrentam com arrogância e desprezo o Parlamento, assim, como o afrontamento com o Tribunal Constitucional, então, exemplam. Os discursos, nomeadamente dos líderes da Direita, Coelho/Portas estão a ser cada vez mais perigosos, caudilhistas e alarves.
As snobeiras e diletâncias de uma classe média tropista, horrorizada com a possibilidade de convívio político e social com o estrato social donde a maioria proveio têm, nos altos cargos da República e nos Media, representantes militantes dos retratos psico - sociais de uma Direita que conseguiu demolir todos os valores com que dantes se apresentava, nomeadamente a Pátria, a Família e a Ordem.
A outra, a intelectualizada, num país abrangentemente deseducada e mantida numa ignorância servil e conveniente, a par da miséria tida como lei natural da vida, também está a sentir como uma afronta o seu impasse tropista porquanto irá sofrer, num governo de esquerda, a pressão dos que almejam uma felicidade que aquela interiorizou como sua, em exclusividade.
Toda a gente informada sabe das desvantagens de um governo de gestão. O espantoso é ver a sua defesa, contra os interesses do país, por parte dessa Direita transmontana, passe a conotação geográfica, que põe, como sempre o tem feito, muitas vezes às escondidas é certo, os seus interesses à frente do país que, hipócritamente dizem defender.
( continuaremos... )
sábado, novembro 14, 2015
TERROR
FRANÇA, DE LUTO
Jacques Bergier, herói condecorado da Resistência francesa contra a ocupação nazi, notório terrorista, dizia, a abrir o seu livro - A III GUERRA MUNDIAL JÁ COMEÇOU - , publicado em 1976, que, cito, " O terrorista que combate pelas nossas ideias é um herói sublime . O terrorista que combate por ideias diferentes das nossas é um miserável assassino. Ambos, porém, sacrificam a vida, algumas vezes aos quinze anos... "
Hoje, se fosse vivo, confirmaria e deploraria com veemência a precisão da sua projecção futurista na escalada do Terror que a cada golpe desferido contra o Ocidente parece reforçar a crença sobre uma impossibilidade que nenhuma brutalidade é capaz de banir da alma ocidental - o amor pela Liberdade.
As circunstâncias que alimentaram o terrorismo bergiano são bem conhecidas e também os seus alvos - o exército ocupante de Hitler. Foi uma guerra, com as armas possíveis, contra a mais formidável máquina de guerra e genocídio da época.
Sim, eu sei, hoje, um dia após o frio assassinato de cidadãos franceses, não é o tempo de
racionalizações sobre o Terror e a sua justificação moral, mas é seguramente TEMPO de se prever com antecedência as consequências dos nossos actos e a obrigação pelos Estados da protecção dos seus cidadãos.
Deixemos as reflexões para outra altura. Agora é tempo de chorar os mortos e solidariedade com as vítimas dos atentados desta guerra suja.
Jacques Bergier, herói condecorado da Resistência francesa contra a ocupação nazi, notório terrorista, dizia, a abrir o seu livro - A III GUERRA MUNDIAL JÁ COMEÇOU - , publicado em 1976, que, cito, " O terrorista que combate pelas nossas ideias é um herói sublime . O terrorista que combate por ideias diferentes das nossas é um miserável assassino. Ambos, porém, sacrificam a vida, algumas vezes aos quinze anos... "
Hoje, se fosse vivo, confirmaria e deploraria com veemência a precisão da sua projecção futurista na escalada do Terror que a cada golpe desferido contra o Ocidente parece reforçar a crença sobre uma impossibilidade que nenhuma brutalidade é capaz de banir da alma ocidental - o amor pela Liberdade.
As circunstâncias que alimentaram o terrorismo bergiano são bem conhecidas e também os seus alvos - o exército ocupante de Hitler. Foi uma guerra, com as armas possíveis, contra a mais formidável máquina de guerra e genocídio da época.
Sim, eu sei, hoje, um dia após o frio assassinato de cidadãos franceses, não é o tempo de
racionalizações sobre o Terror e a sua justificação moral, mas é seguramente TEMPO de se prever com antecedência as consequências dos nossos actos e a obrigação pelos Estados da protecção dos seus cidadãos.
Deixemos as reflexões para outra altura. Agora é tempo de chorar os mortos e solidariedade com as vítimas dos atentados desta guerra suja.
terça-feira, novembro 10, 2015
ANARQUISTA... sim, de ESQUERDA, OBRIGADO!
CAIRÁ HOJE O GOVERNO da Coligação de Direita!
A multiplicação concertada, nos Media, dos neo - Anti - comunistas anacrónicos que ainda não se deram conta da queda da URSS e vivem assombrados pela Sibéria e por novos Goulags, neste jardim à beira mar plantado, e que de súbito foram despertos da sonolência conformista com que aceitaram, digeriram e interiorizaram a BURROCRACIA política como o novo ideologismo do planeta globalizado, tem - nos dado uma imagem do país que, de intuída e esboçada a espaços por aqui, passou a ser uma certeza.
Há um país que renasceu, redescobrindo - se na sua dignidade possível, no 25 de Abril de 1974; há um outro que nos remete, pela sua abrangência vertical e transmitida, quando Poder, com o domínio da Educação como corrente de transmissão, a uma parte sensível da nova geração, adulterando a memória histórica do País.
Essa corrente, reaccionária e servil, em todos os parâmetros de análise política e social, remete - nos, pelo argumentário que, nítido, se projectou nestes dias febris, a uma Idade Media bolorenta e a espaços, racionalmente escolástica, tomasina.
O raciocínio dos neo - Anti - comunistas parte da mais simplificada operação lógica e reduz a complexidade, no caso, democrática, com proposições sobre o futuro político próximo, contingente, naturalmente, que não lhes irá pertencer como catalizadores directos, como verdades projectadas e que se fundamentam num passado tão longínquo como inexpectável.
Encontrar argumentos, políticos ou meramente racionalizáveis, baseados num acto de fé como premissa, não é pensar a realidade, como se esperaria de alguns " prudêncios " anti - comunistas, porque sim, doutros porque foi a herança interiorizada, doutros " contrabandeados " por memórias pessoais de um tempo de raiva que nos marcou a uns de uma maneira e a outros, doutra.
Todo o juízo de intenção que do particular extrapola, 40 anos depois e num campo que se quer e é, pela sua natureza, tão volátil como a Política, é temerário, injusto e intelectualmente deficiente.
O campo crítico a exercer jaz na legalidade constitucional e, felizmente, em Democracia , na legitimidade formal que não supera aquela, e no caso em apreço em que, com hipocrisia e cinismo político se afronta a formação de uma maioria de esquerda de apoio a um governo outro que não a um indigitado e democráticamente, sem apoio na Assembleia da República.
E, uma vez em posse, o seu programa e as suas acções políticas. Tudo o resto, pela desonestidade intelectual evidente, é fomentar um radicalismo estúpido que nos vai esclarecendo, aos distraídos, a essência política dessa gente que governou Portugal nos últimos anos.
AZIA, MAIS NADA!
A multiplicação concertada, nos Media, dos neo - Anti - comunistas anacrónicos que ainda não se deram conta da queda da URSS e vivem assombrados pela Sibéria e por novos Goulags, neste jardim à beira mar plantado, e que de súbito foram despertos da sonolência conformista com que aceitaram, digeriram e interiorizaram a BURROCRACIA política como o novo ideologismo do planeta globalizado, tem - nos dado uma imagem do país que, de intuída e esboçada a espaços por aqui, passou a ser uma certeza.
Há um país que renasceu, redescobrindo - se na sua dignidade possível, no 25 de Abril de 1974; há um outro que nos remete, pela sua abrangência vertical e transmitida, quando Poder, com o domínio da Educação como corrente de transmissão, a uma parte sensível da nova geração, adulterando a memória histórica do País.
Essa corrente, reaccionária e servil, em todos os parâmetros de análise política e social, remete - nos, pelo argumentário que, nítido, se projectou nestes dias febris, a uma Idade Media bolorenta e a espaços, racionalmente escolástica, tomasina.
O raciocínio dos neo - Anti - comunistas parte da mais simplificada operação lógica e reduz a complexidade, no caso, democrática, com proposições sobre o futuro político próximo, contingente, naturalmente, que não lhes irá pertencer como catalizadores directos, como verdades projectadas e que se fundamentam num passado tão longínquo como inexpectável.
Encontrar argumentos, políticos ou meramente racionalizáveis, baseados num acto de fé como premissa, não é pensar a realidade, como se esperaria de alguns " prudêncios " anti - comunistas, porque sim, doutros porque foi a herança interiorizada, doutros " contrabandeados " por memórias pessoais de um tempo de raiva que nos marcou a uns de uma maneira e a outros, doutra.
Todo o juízo de intenção que do particular extrapola, 40 anos depois e num campo que se quer e é, pela sua natureza, tão volátil como a Política, é temerário, injusto e intelectualmente deficiente.
O campo crítico a exercer jaz na legalidade constitucional e, felizmente, em Democracia , na legitimidade formal que não supera aquela, e no caso em apreço em que, com hipocrisia e cinismo político se afronta a formação de uma maioria de esquerda de apoio a um governo outro que não a um indigitado e democráticamente, sem apoio na Assembleia da República.
E, uma vez em posse, o seu programa e as suas acções políticas. Tudo o resto, pela desonestidade intelectual evidente, é fomentar um radicalismo estúpido que nos vai esclarecendo, aos distraídos, a essência política dessa gente que governou Portugal nos últimos anos.
AZIA, MAIS NADA!
segunda-feira, novembro 09, 2015
DANCINGH WITH THE DEVIL ( reloaded )
O MEU É MAIOR DE QUE O TEU
Está de volta a grotesca escalada, melhor, a velha escalada de exposições penianas entre a NATO e a Rússia. Esta recorrente amostragem de argumentos militares entre duas potências com capacidade declarada de se auto - destruirem é no mínimo indecoroso.
Quando a NATO começa a fazer - se ouvir por cima da Voz política ou em vez dela, a Europa, que não o destinatário das bravatas, deveria tremer de susto. Basta ter presente as consequências das suas intervenções e a miséria e o Caos que levaram aos países aos quais levaram as suas diligências humanistas.
As Forças Armadas americanas que chefiam a Nato são hoje dirigidas por dois generais, Mark Milley e James Dunford, que apostam no reacender da distanciação da Europa à Rússia, na linha de uma estratégia política militar que vem desde o fim da II G.G., não vão os europeus estar distraídos com a crise dos refugiados.
VEJAMOS...
1) O conflito, melhor, as escaramuças que se seguiram à decisão da Nato se " encostar " às fronteiras da ex - URSS através do aliciamento da Ucrânia com a deposição democrática ( hoje todos sabemos como é que essas coisas se fazem. A imaginação não é muita e os resultados não têm sido muito decepcionantes, não é ? ) do seu presidente eleito que mantinha boas relações com o vizinho russo, um despautério, portanto. Se a coisa tinha funcionado a contento com a nova satelização levada a cabo com a democratização dos antigos " aliados " da URSS, porque não estender o domínio até às suas fronteiras próximas? Acontece que os novos poderes na Rússia, vulgo Putin, não gostaram do que consideram um abuso e reagiram, com a anexação da Crimeia, de vital importância estratégica de defesa da gulodice insaciável da Nato, vulgo USA, e armaram a dissidência pró - russa contra o fascismo ucraniano.
2) Os USA e através da Nato, os países do Ocidente, desmantelaram o Afeganistão, o Iraque, a Líbia e soltaram as garras humanitárias sobre a Síria, um aliado militar da Rússia. O Irão ainda assusta já que o desconhecimento real da sua capacidade nuclear intimida e o cerco é feito pela destruição da sua capacidade económica, levando à reacção democrática do seu povo contra os tiranos ayatollahs. A receita é tão simplória que admira que os povos ainda nela caiam.
ADIANTE...
O resultado de tanto Bem levado às terras do Oriente Médio batem - nos hoje às portas, cobrando - nos o Paraíso prometido, deixando para trás a terra queimada pelos salvadores entregue à resistência fundamentalista e ao CAOS.
Por fim, a Rússia, por razões fácilmente descortináveis, resolveu prestar o auxílio devido, pelos tratados que assinou, à Síria, no combate ao Daesh e aos " democratas " insurgentes armados pela CIA para descartar mais um ÁS do seu baralho punitivo.
A braços com sérios problemas nas suas políticas domésticas que uma política austeritária agravou e sem NENHUMA razão PALPÁVEL para temer o vizinho próximo diabolizado pelo Complexo Militar - Industrial dos USA a Europa, vulgo Merkel, e agora Cameron, não estão muito entusiasmados com a abertura de novas frentes de confrontação e... têm consciência do MUITO que perderam no balanço das aventuras e cowboyadas dos yanques.
Era imperioso despertá - los para o urso esquecido e vai daí é MANOBRAS militares conjuntas e conferência em Wisbaden com os galarós emplumados da Nato a lembrar - nos que, oh céus!!!, os russos têm armas nucleares que podem varrer - nos do mapa, enquanto as da Nato são para fazer filhoses.
JÁ NÃO HÁ PACHORRA, e se a Europa, que ganhou inimigos externos à custa de uma camaradagem que ainda a levará para a cova, continuar a ser estúpida será o que lhe irá acontecer.
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