INCÊNDIO
se conseguires entrar em casa e
alguém estiver em fogo na tua cama
e a sombra de uma cidade surgir na cera do soalho
e do tecto cair uma chuva brilhante
contínua e miudinha - não te assustes
são os teus antepassados que por um momento
se levantaram da inércia dos séculos e vêm
visitar-te
diz-lhes que vives junto ao mar onde
zarpam navios carregados com medos
do fim do mundo - diz-lhes que se consumiu
a morada de uma vida inteira e pede-lhes
para murmurarem uma última canção para os olhos
e aormece sem lágrimas - com eles no chão
Al Berto (1948-1997)
O medo
segunda-feira, agosto 22, 2005
domingo, agosto 21, 2005
sexta-feira, agosto 12, 2005
VOLTEI e por uma razão muito simples.Num tempo de arrumar papéis e de dar uma vista de olhos por coisas passadas,encontrei numa Grande Reportagem de Fevereiro de 2005 uma crónica-comentário de Pedro Mexia, que muito prezo,dissertando sobre KINSEY,à qual deu o título de Kinsey:a ideologia do sexo.
A verdade é que o que me incomodou foi,a páginas tantas,aparecer uma opinião do autor que me fez reflectir:"a moralidade é uma decisão individual.",pelo que faltou acrescentar...e ninguém tem nada a ver com isso...
Bem, se a moralidade for vista como ela é, uma construção social,portanto artificial em contraponto ao natural,claro que é uma decisão individual,como aliás todas as superestruturas da Civilização.Construção ideológica,sem dúvida,mas que extravasa do individual na exacta medida em que,da sua prática,activa ou ausente,derivam consequências que deram origem a sanções penais aceites em toda a sociedade ocidental.
Como consequência da liberdade individual numa sociedade democrática,as teorias libertárias de Marcuse e mesmo de Kinsey,que à luz da análise de P.Mexia,partiu da estatistica para uma cruzada política de afirmação sexista da liberdade individual,pouco consentânea com o cariz científico que,cito," devia ser descritiva e factual" ,têm de se conter nos limites definidos pela Lei,como qualquer outra actividade humana no espaço referenciado.
No que diz respeito ao sexo,porque é disso que se trata,as coisas nunca foram simples,porque as pulsões de tão naturais,primárias,obrigaram a tecer uma teia de restrições,que tiveram como finalidade a racionalidade da sua prática.
Ora como sabemos,passados milénios,a coisa ainda mexe connosco.
No Médio-Oriente as raparigas casam-se aos dez,onze anos-.No Ocidente a prática de sexo a esse nivel etário é crime sempre que um adulto esteja envolvido.
O incesto,condenado em todo o Planeta,por razões que variam de peso consoante a comunidade e que no fundo tem uma justificação biológica na sua proibição,que não pròpriamente a moral,é a única prática sexual que ainda resiste à liberalização.
Apesar da racionalidade subjacente à proibição,o Ocidente bate aos pontos o resto do Planeta no que à incidência do incesto diz respeito.
Por essas e por outras é que a moralidade não pode ser uma decisão individual.Poderá,quando muito,ser uma prática individual,cujas consequências terão de ser necessàriamente julgadas,quer derivem de actos políticos,ambientais,económicos ou sexuais.
A máxima com que P.Mexia acaba o seu artigo,citando STO.Agostinho-"AMA E FAZ O QUE QUISERES" é pré-histórica e além de ser perigosa, e não revolucionária,como ele diz,suscita imagens que nos tempos modernos levariam os seus praticantes inevitàvelmente à cadeia.
Parafraseando KANT,acho que a MORAL deveria ser,é um imperativo categórico,civilizacional, não nato necessàriamente e não uma decisão individual,e é o que ainda nos permite viver em comum para além da NÁUSEA...
A verdade é que o que me incomodou foi,a páginas tantas,aparecer uma opinião do autor que me fez reflectir:"a moralidade é uma decisão individual.",pelo que faltou acrescentar...e ninguém tem nada a ver com isso...
Bem, se a moralidade for vista como ela é, uma construção social,portanto artificial em contraponto ao natural,claro que é uma decisão individual,como aliás todas as superestruturas da Civilização.Construção ideológica,sem dúvida,mas que extravasa do individual na exacta medida em que,da sua prática,activa ou ausente,derivam consequências que deram origem a sanções penais aceites em toda a sociedade ocidental.
Como consequência da liberdade individual numa sociedade democrática,as teorias libertárias de Marcuse e mesmo de Kinsey,que à luz da análise de P.Mexia,partiu da estatistica para uma cruzada política de afirmação sexista da liberdade individual,pouco consentânea com o cariz científico que,cito," devia ser descritiva e factual" ,têm de se conter nos limites definidos pela Lei,como qualquer outra actividade humana no espaço referenciado.
No que diz respeito ao sexo,porque é disso que se trata,as coisas nunca foram simples,porque as pulsões de tão naturais,primárias,obrigaram a tecer uma teia de restrições,que tiveram como finalidade a racionalidade da sua prática.
Ora como sabemos,passados milénios,a coisa ainda mexe connosco.
No Médio-Oriente as raparigas casam-se aos dez,onze anos-.No Ocidente a prática de sexo a esse nivel etário é crime sempre que um adulto esteja envolvido.
O incesto,condenado em todo o Planeta,por razões que variam de peso consoante a comunidade e que no fundo tem uma justificação biológica na sua proibição,que não pròpriamente a moral,é a única prática sexual que ainda resiste à liberalização.
Apesar da racionalidade subjacente à proibição,o Ocidente bate aos pontos o resto do Planeta no que à incidência do incesto diz respeito.
Por essas e por outras é que a moralidade não pode ser uma decisão individual.Poderá,quando muito,ser uma prática individual,cujas consequências terão de ser necessàriamente julgadas,quer derivem de actos políticos,ambientais,económicos ou sexuais.
A máxima com que P.Mexia acaba o seu artigo,citando STO.Agostinho-"AMA E FAZ O QUE QUISERES" é pré-histórica e além de ser perigosa, e não revolucionária,como ele diz,suscita imagens que nos tempos modernos levariam os seus praticantes inevitàvelmente à cadeia.
Parafraseando KANT,acho que a MORAL deveria ser,é um imperativo categórico,civilizacional, não nato necessàriamente e não uma decisão individual,e é o que ainda nos permite viver em comum para além da NÁUSEA...
NADA DE NOVO NA FRENTE OCIDENTAL-É O QUE ME APETECE CONTAR SOBRE O QUE SE ESTÁ A PASSAR EM PORTUGAL-ZERO,NICLES,NIENTE.
ESTÁ TUDO A BANHOS PARLAPIANDO SOBRE OS MESMOS TEMAS DA ÉPOCA:O ABSURDO DE PORTUGAL SER O PAÍS COM MAIS FOGOS POSTOS NO MUNDO E QUE MANIFESTA A MAIOR INCOMPETÊNCIA SOBRE AS MEDIDAS A LEVAR A CABO PARA ACABAR COM A PALAVRA QUE RECORRENTEMENTE APARECE NESTA ALTURA DO ANO-CIRCUNSCRITO.
SE NÃO ME TOMASSEM POR "INCENDIÁRIO",DIRIA QUE OS TERRORRISTAS NÃO FARIAM MELHOR SE QUISESSEM PUNIR O PAÍS PELAS POSIÇÕES QUE O NOSSO PREMIER TOMOU POR ALTURAS DA INVASÃO DO AFEGANISTÃO E DO IRAQUE.
COMO DE TEORIAS DE CONSPIRAÇÃO ESTAMOS CHEIOS,PERMITO-ME SUGERIR,DE NOVO, A PISTA DO DINHEIRO.
EM RELAÇÃO À POLÍTICA E À ABORDAGEM QUE OS MEDIA LHE TEM DEDICADO TEM SIDO DE UMA POBREZA SÓ COMPARADA COM A QUALIDADE DOS,DAS NOSSAS JORNALISTAS DE AGORA.
EM TEMPOS,BASTA CONSULTAR OS MEUS ARQUIVOS AQUI NO CALAMATCHE PARA O CONFIRMAR,CHAMEI A ATENÇÃO PARA O BAIXO NÍVEL DO JORNALISMO DE AGORA E ASSOCIEI-O CONVICTAMENTE À ENTRADA MACIÇA DE MULHERES NA COMUNICAÇÃO SOCIAL,SEM MEDO DE SER ACUSADO DE MISOGINIA.A ACUSAÇÃO FOI MOTIVADA PELA OBSERVAÇÃO ATENTA,DURANTE VÁRIOS ANOS DO QUE SE ESTAVA A PASSAR,E NEM ADMIRA,JÁ QUE É ATÁVICA A IGNORÂNCIA NACIONAL,MORMENTE ENTRE AS NOSSAS DAMAS,REPITO,DE QUALQUER ASSUNTO QUE ULTRAPASSE O SEU INTERESSE RESTRITO E QUE SE PREFIGURE DE SABER GRATUITO.E FICO POR AQUI.
ESTÁ TUDO A BANHOS PARLAPIANDO SOBRE OS MESMOS TEMAS DA ÉPOCA:O ABSURDO DE PORTUGAL SER O PAÍS COM MAIS FOGOS POSTOS NO MUNDO E QUE MANIFESTA A MAIOR INCOMPETÊNCIA SOBRE AS MEDIDAS A LEVAR A CABO PARA ACABAR COM A PALAVRA QUE RECORRENTEMENTE APARECE NESTA ALTURA DO ANO-CIRCUNSCRITO.
SE NÃO ME TOMASSEM POR "INCENDIÁRIO",DIRIA QUE OS TERRORRISTAS NÃO FARIAM MELHOR SE QUISESSEM PUNIR O PAÍS PELAS POSIÇÕES QUE O NOSSO PREMIER TOMOU POR ALTURAS DA INVASÃO DO AFEGANISTÃO E DO IRAQUE.
COMO DE TEORIAS DE CONSPIRAÇÃO ESTAMOS CHEIOS,PERMITO-ME SUGERIR,DE NOVO, A PISTA DO DINHEIRO.
EM RELAÇÃO À POLÍTICA E À ABORDAGEM QUE OS MEDIA LHE TEM DEDICADO TEM SIDO DE UMA POBREZA SÓ COMPARADA COM A QUALIDADE DOS,DAS NOSSAS JORNALISTAS DE AGORA.
EM TEMPOS,BASTA CONSULTAR OS MEUS ARQUIVOS AQUI NO CALAMATCHE PARA O CONFIRMAR,CHAMEI A ATENÇÃO PARA O BAIXO NÍVEL DO JORNALISMO DE AGORA E ASSOCIEI-O CONVICTAMENTE À ENTRADA MACIÇA DE MULHERES NA COMUNICAÇÃO SOCIAL,SEM MEDO DE SER ACUSADO DE MISOGINIA.A ACUSAÇÃO FOI MOTIVADA PELA OBSERVAÇÃO ATENTA,DURANTE VÁRIOS ANOS DO QUE SE ESTAVA A PASSAR,E NEM ADMIRA,JÁ QUE É ATÁVICA A IGNORÂNCIA NACIONAL,MORMENTE ENTRE AS NOSSAS DAMAS,REPITO,DE QUALQUER ASSUNTO QUE ULTRAPASSE O SEU INTERESSE RESTRITO E QUE SE PREFIGURE DE SABER GRATUITO.E FICO POR AQUI.
domingo, agosto 07, 2005
AMIZADES
O NÃO sempre foi uma palavra muito forte entre amigos e a parcimónia no seu uso advém de uma cumplicidade fraterna cimentada por multivivências e emoções comuns e posturas claras e coincidentes no tempo que não no modo.
O NÃO é a palavra que surge como rejeição quando de súbito nos atinge de surpresa,sem explicações,pelo gesto de um amigo,pela sua ausência prolongada pelo silêncio,pela quebra de confiança ensaiada por um comportamento,para nós anómalo.
O NÃO é a palavra que surge no espaço exigente da Amizade nos intervalos daquele canto que a nossa animalidade mantém intocável,imune e preservante do EU.
O NÃO é a palavra que surge quando na amizade a "igualdade" é cotejada em parâmetros substantivos de qualidade individual perante a acção.
O NÃO é a palavra que surge quando o nosso amigo,conhecedor das nossas fraquezas como ninguém,,usa esse conhecimento que lhe permitimos em prol de interesses pessoais e antagónicos.
O NÃO é a palavra que surge quando a Amizade acaba e no entanto o NÃO é a palavra mais usada entre amigos,sem que a Amizade esmoreça,porque em certas circunstâncias,o nosso amigo não esperaria outra coisa do que de nós conhece.
O NÃO sempre foi uma palavra muito forte entre amigos e a parcimónia no seu uso advém de uma cumplicidade fraterna cimentada por multivivências e emoções comuns e posturas claras e coincidentes no tempo que não no modo.
O NÃO é a palavra que surge como rejeição quando de súbito nos atinge de surpresa,sem explicações,pelo gesto de um amigo,pela sua ausência prolongada pelo silêncio,pela quebra de confiança ensaiada por um comportamento,para nós anómalo.
O NÃO é a palavra que surge no espaço exigente da Amizade nos intervalos daquele canto que a nossa animalidade mantém intocável,imune e preservante do EU.
O NÃO é a palavra que surge quando na amizade a "igualdade" é cotejada em parâmetros substantivos de qualidade individual perante a acção.
O NÃO é a palavra que surge quando o nosso amigo,conhecedor das nossas fraquezas como ninguém,,usa esse conhecimento que lhe permitimos em prol de interesses pessoais e antagónicos.
O NÃO é a palavra que surge quando a Amizade acaba e no entanto o NÃO é a palavra mais usada entre amigos,sem que a Amizade esmoreça,porque em certas circunstâncias,o nosso amigo não esperaria outra coisa do que de nós conhece.
sábado, julho 30, 2005
PRESIDENCIAIS II
Mas a verdade é que o defeso quer tricas.Ninguém quer saber de assuntos tão maçadores como a Ota,o TGV ou o deficit,este então já fede,não é?Nem das eleições autárquicas que se avizinham,apesar da enorme importância das mesmas.Na verdade os "banhos",melhor,o fim dos banhos e o regresso à normalidade coincidirá com a altura do "ajuste de contas" que se prefigura,verdade?
Mas eu estou para ver até que ponto vai a tão cantada maturidade cívica do Zé
Acabou de dar a maioria absoluta a um partido,descontente que estava com o rumo que as coisas estavam a tomar e acreditou que o PS,melhor, Sócrates,cuja determinação era a única virtude conhecida,levaria o barco a bom porto.
Mal foram conhecidas as primeiras medidas do Governo caiu o Carmo e a Trindade,como se de repente toda a gente tivesse sido atacada de um agudo ataque de estupidez.
Espero que nas próximas eleições autárquicas o Povão não vá cometer o mesmo erro que cometeu com Guterres,penalizando-o por ser cordato,quando se exigia mão dura,para os ladrões que fogem aos impostos,para os privilégios de uns quantos mandantes,para a preguiça nacional,para a iliteracia triunfante e arrogante,para os assassinos de estrada,para a corrupção a todos os níveis da sociedade,para a amoralidade,que digo,imoralidade feita comportamento tolerado,para a chico-espertice disfarçada de empreendedorismo,para os lucros obscenos e anti-patrióticos da BANCA e dos Seguros,para às fraudes na Segurança Social,para uma Função Pública anafada,incompetente e refastelada no emprego cativo e mordomias várias...
Bem,Sócrates tem aparentemente maior poder de encaixe e melhor estômago que Guterres.Não vai pedir a demissão,por mais vingativa que for a votação dos que há meia dúzia de meses o puseram no Poder e quase garanto que a mão não se vai afrouxar nas medidas que tiver de tomar para meter algum juízo num País cujo patriotismo se esgota ao nível do estômago para alguns e ao nível dos bolsos para outros,quer sejam amarais,andrades ou silvas.
Mas a verdade é que o defeso quer tricas.Ninguém quer saber de assuntos tão maçadores como a Ota,o TGV ou o deficit,este então já fede,não é?Nem das eleições autárquicas que se avizinham,apesar da enorme importância das mesmas.Na verdade os "banhos",melhor,o fim dos banhos e o regresso à normalidade coincidirá com a altura do "ajuste de contas" que se prefigura,verdade?
Mas eu estou para ver até que ponto vai a tão cantada maturidade cívica do Zé
Acabou de dar a maioria absoluta a um partido,descontente que estava com o rumo que as coisas estavam a tomar e acreditou que o PS,melhor, Sócrates,cuja determinação era a única virtude conhecida,levaria o barco a bom porto.
Mal foram conhecidas as primeiras medidas do Governo caiu o Carmo e a Trindade,como se de repente toda a gente tivesse sido atacada de um agudo ataque de estupidez.
Espero que nas próximas eleições autárquicas o Povão não vá cometer o mesmo erro que cometeu com Guterres,penalizando-o por ser cordato,quando se exigia mão dura,para os ladrões que fogem aos impostos,para os privilégios de uns quantos mandantes,para a preguiça nacional,para a iliteracia triunfante e arrogante,para os assassinos de estrada,para a corrupção a todos os níveis da sociedade,para a amoralidade,que digo,imoralidade feita comportamento tolerado,para a chico-espertice disfarçada de empreendedorismo,para os lucros obscenos e anti-patrióticos da BANCA e dos Seguros,para às fraudes na Segurança Social,para uma Função Pública anafada,incompetente e refastelada no emprego cativo e mordomias várias...
Bem,Sócrates tem aparentemente maior poder de encaixe e melhor estômago que Guterres.Não vai pedir a demissão,por mais vingativa que for a votação dos que há meia dúzia de meses o puseram no Poder e quase garanto que a mão não se vai afrouxar nas medidas que tiver de tomar para meter algum juízo num País cujo patriotismo se esgota ao nível do estômago para alguns e ao nível dos bolsos para outros,quer sejam amarais,andrades ou silvas.
PRESIDENCIAIS
Bem, o assunto que está nas páginas dos jornais e se debate nos media em geral são as eleições presidenciais,numa altura em que opções estratégicas de grande alcance para o País,como sejam o novo aeroporto e o TGV estão sobre a mesa do Governo.
O aprofundar das questões inerentes às ditas opções do Governo não deve ter tomado mais de dois dias de faladura nos media,que como de costume atirou-se a petiscos mais vendáveis no defeso e agarrou-se com unhas e dentes às futuras eleições presidenciais,melhor,às figuras de Cavaco Silva e de Soares,a pretensas traições,a mágoas detectadas,a desavenças familiares a urgências pressentidas,advinhando intenções,prefigurando cenários,contando deserções,definindo caracteristicas essenciais ao futuro PR,manipulando desde já a opinião pública com atribuições de valores acrescentados aos putativos candidatos (a crise exige!!!? um economista),relegando para o Limbo o "ignorante"desta matéria,cuja aversão aos números redu-lo ao nível dos nossos alunos de Matemática.
Feio,tudo muitoFEIO.
Bem, o assunto que está nas páginas dos jornais e se debate nos media em geral são as eleições presidenciais,numa altura em que opções estratégicas de grande alcance para o País,como sejam o novo aeroporto e o TGV estão sobre a mesa do Governo.
O aprofundar das questões inerentes às ditas opções do Governo não deve ter tomado mais de dois dias de faladura nos media,que como de costume atirou-se a petiscos mais vendáveis no defeso e agarrou-se com unhas e dentes às futuras eleições presidenciais,melhor,às figuras de Cavaco Silva e de Soares,a pretensas traições,a mágoas detectadas,a desavenças familiares a urgências pressentidas,advinhando intenções,prefigurando cenários,contando deserções,definindo caracteristicas essenciais ao futuro PR,manipulando desde já a opinião pública com atribuições de valores acrescentados aos putativos candidatos (a crise exige!!!? um economista),relegando para o Limbo o "ignorante"desta matéria,cuja aversão aos números redu-lo ao nível dos nossos alunos de Matemática.
Feio,tudo muitoFEIO.
segunda-feira, julho 25, 2005
AUSÊNCIAS...
Peço desculpas às pessoas que me acompanham neste espaço pela ausência forçada:problemas de software,enfim.
Mário Soares sentiu que o PS,preso nos seus ajustes de contas,não atava nem desatava, embevecido que estava também com a maioria obtida nas últimas eleições,tardava a definir-se no que às eleições Presidenciais urgia.Vai daí e baralha tudo:as certezas de Cavaco,as ambições de Freitas,as hesitações de Sócrates e a incomodidade de Alegre,enxameando o pântano de águas límpidas e transparentes.
Bem-haja a coragem política e a lucidez de um político excepcional como já não se fabrica.
Soares é fixe e tem o meu voto garantido.
Peço desculpas às pessoas que me acompanham neste espaço pela ausência forçada:problemas de software,enfim.
Mário Soares sentiu que o PS,preso nos seus ajustes de contas,não atava nem desatava, embevecido que estava também com a maioria obtida nas últimas eleições,tardava a definir-se no que às eleições Presidenciais urgia.Vai daí e baralha tudo:as certezas de Cavaco,as ambições de Freitas,as hesitações de Sócrates e a incomodidade de Alegre,enxameando o pântano de águas límpidas e transparentes.
Bem-haja a coragem política e a lucidez de um político excepcional como já não se fabrica.
Soares é fixe e tem o meu voto garantido.
domingo, julho 17, 2005
PARALELO 14 (COR DE VÓMITO,POIS CLARO!)
Anda por aì um texto,pretensamente satírico sobre as "aventuras" de um "pretenso" turista por terras de CABO VERDE.A visão da criatura que por lá passou é de uma miopia só possível no contexto da luta partidária tensa que está a acontecer no arquipélago.O partido vencido nas últimas eleições não aceitou até hoje a decisão popular de devolver o Poder ao PAICV,por mais que clame da sua democraticidade.
Exigir,ao fim trinta anos uma retracção do Partido da Independência,que nos primeiros anos de construcção do País funcionou como a única referência partidária no País num contexto histórico tumultuoso em que era necessário um exercício de poder forte e centralizado,releva da má fé dos detractores e de um mau perder inaceitável num partido,como o MPD,que se reclama de democrático.Mas isso é outro assunto,sobre o qual não vou deixar de comentar oportunamente.
Por ora,naveguemos no Paralelo 14.Cabo Verde tem 30 anos de existência.Exacto,trinta anos.Antes disso não existia NADA.Será este o ponto de partida na abordagem da patética prosa de um turista analfabeto,que pensando ir aterrar em BAHAMAS foi parar a um País que tinha começado a existir.Fê-lo numa altura em que,da sobrevivência está a singrar decididamente os caminhos do futuro,ùnicamente com o saber e vontade da sua população,cujo trabalho tem merecido o apoio de quem lhe aprecia o carácter e determinação,na educação da sua juventude,na melhoria das suas infraestruturas,na autoestima do seu Povo,na abertura da sua Morabeza,solidária e actuante,na expansão do saneamento básico,na contenção da quasi inexistente criminalidade,na promoção da cidadania da sua população,criando-lhe hábitos de respeito pela diversidade...
Enfim,nada de extraordinário num País que está a dar os primeiros passos da sua existência soberana.
Trinta anos tem CABO VERDE .Não sei donde é o turista acidental,imbecil e imbecilizante que nos passou pela terra e que escreveu o texto que circula por aì, mas garanto que,quer seja da Europa,com séculos de existência,da Ásia com milénios de cultura,só há muito pouco tempo se "livrou" das insuficiências que ele tão cretina e alarvemente glosa no seu escrito.
Coitado do SR.Emanoel Karl d`Oliveira!
Anda por aì um texto,pretensamente satírico sobre as "aventuras" de um "pretenso" turista por terras de CABO VERDE.A visão da criatura que por lá passou é de uma miopia só possível no contexto da luta partidária tensa que está a acontecer no arquipélago.O partido vencido nas últimas eleições não aceitou até hoje a decisão popular de devolver o Poder ao PAICV,por mais que clame da sua democraticidade.
Exigir,ao fim trinta anos uma retracção do Partido da Independência,que nos primeiros anos de construcção do País funcionou como a única referência partidária no País num contexto histórico tumultuoso em que era necessário um exercício de poder forte e centralizado,releva da má fé dos detractores e de um mau perder inaceitável num partido,como o MPD,que se reclama de democrático.Mas isso é outro assunto,sobre o qual não vou deixar de comentar oportunamente.
Por ora,naveguemos no Paralelo 14.Cabo Verde tem 30 anos de existência.Exacto,trinta anos.Antes disso não existia NADA.Será este o ponto de partida na abordagem da patética prosa de um turista analfabeto,que pensando ir aterrar em BAHAMAS foi parar a um País que tinha começado a existir.Fê-lo numa altura em que,da sobrevivência está a singrar decididamente os caminhos do futuro,ùnicamente com o saber e vontade da sua população,cujo trabalho tem merecido o apoio de quem lhe aprecia o carácter e determinação,na educação da sua juventude,na melhoria das suas infraestruturas,na autoestima do seu Povo,na abertura da sua Morabeza,solidária e actuante,na expansão do saneamento básico,na contenção da quasi inexistente criminalidade,na promoção da cidadania da sua população,criando-lhe hábitos de respeito pela diversidade...
Enfim,nada de extraordinário num País que está a dar os primeiros passos da sua existência soberana.
Trinta anos tem CABO VERDE .Não sei donde é o turista acidental,imbecil e imbecilizante que nos passou pela terra e que escreveu o texto que circula por aì, mas garanto que,quer seja da Europa,com séculos de existência,da Ásia com milénios de cultura,só há muito pouco tempo se "livrou" das insuficiências que ele tão cretina e alarvemente glosa no seu escrito.
Coitado do SR.Emanoel Karl d`Oliveira!
sábado, julho 16, 2005
CRIOULO-LINGUA OFICIAL EM CABO VERDE? parte II
...Pelo que me foi dado a ver,aliás sempre foi assim,a dificuldade "oficial" no posicionamento do crioulo em relação à actual Lingua Oficial,está no tipo de relacionamento (paridade) que o caboverdiano sempre teve em relação ao Português.
Sempre foi motivo de sarcasmo e faz parte do anedotário indígena as "topadas" que o natural protagoniza quando se aventurava na Lingua de Camões,agravado pelo facto do crioulo falado nas cidades ser um Português deturpado,onde as regras gramaticais e as expressões verbais crioulas criarem situações de um quase bilinguismo temporal em quem se expressa normalmente em Português.
O ensino do Português devia ser fortemente estimulado desde a pré-primária,criando uma distinção clara entre o Português e o Crioulo,pondo em relevo a Lingua Didática e as vantagens decorrentes do seu uso a nível pedagógico,científico e institucional,sem apelo nem agravo.
A obrigatoriedade do seu uso a nível oficial em organismos do Estado não obrigaria,naturalmente,o seu uso pelos utentes,mas sim pelos funcionários,cuja formação exigiria o seu domínio.
Olhando para os altos dirigentes do Estado,apesar de exercerem num Estado diglóssico (G.Almeida dixit),conseguem, sem grandes entraves,expressar-se nas duas linguas conforme o queiram.Mas o Povo,apesar de, et pour cause,viver em diglossia não é bilingue,expressando-se pelo veículo que melhor lhe permite comunicar:o crioulo.A possibilidade de também ele poder expressar-se em Português se o quiser e correctamente,deve ser uma preocupação futura do ESTADO.Direi mesmo que é uma Obrigação.
O uso indiscriminado e coincidente no tempo do Português e do Crioulo,sem que venha mal algum ao mundo,faz com que,a outros níveis,no jornalismo ou mesmo na Literatura se encontrem textos escritos em Português com graves erros de concordância,de sintaxe,de ortografia,de referências (aqui a questão é cultural),etc
Dissertando sobre o mesmo tema,Germano Almeida diz,citando um professor-..."neste momento não deixamos os nossos alunos...expressar em crioulo dentro da aula."E eu pergunto:expressar o quê?As pessoas expressam-SE numa Lingua e quando o fazem expressam O que lhes vai na alma.Há uma diferença,nâo?,mas isso é um mal geral que enferma também os portugueses-o desconhecimento dos verbos transitivos,reflexos e da gramática em geral.
Temos uma expressão em crioulo que diz que "Na crioulo tudo dáda ê dáda",ou seja vale tudo (desde que a comunicação se faça,acrescento eu).Ora sendo assim é bom que separemos a Lingua do Idioma de maneira a que contribuemos que a nossa Lingua oficial fique a salvo de diatribes que só a empobrecem e deixemos o nosso Crioulo fluir,solto,indomável,musical,sem amarras gramaticais ou POLÍTICAS,se não o quisermos matar.O maior perigo para o Crioulo é INSTITUCIONALIZÁ-LO.
...Pelo que me foi dado a ver,aliás sempre foi assim,a dificuldade "oficial" no posicionamento do crioulo em relação à actual Lingua Oficial,está no tipo de relacionamento (paridade) que o caboverdiano sempre teve em relação ao Português.
Sempre foi motivo de sarcasmo e faz parte do anedotário indígena as "topadas" que o natural protagoniza quando se aventurava na Lingua de Camões,agravado pelo facto do crioulo falado nas cidades ser um Português deturpado,onde as regras gramaticais e as expressões verbais crioulas criarem situações de um quase bilinguismo temporal em quem se expressa normalmente em Português.
O ensino do Português devia ser fortemente estimulado desde a pré-primária,criando uma distinção clara entre o Português e o Crioulo,pondo em relevo a Lingua Didática e as vantagens decorrentes do seu uso a nível pedagógico,científico e institucional,sem apelo nem agravo.
A obrigatoriedade do seu uso a nível oficial em organismos do Estado não obrigaria,naturalmente,o seu uso pelos utentes,mas sim pelos funcionários,cuja formação exigiria o seu domínio.
Olhando para os altos dirigentes do Estado,apesar de exercerem num Estado diglóssico (G.Almeida dixit),conseguem, sem grandes entraves,expressar-se nas duas linguas conforme o queiram.Mas o Povo,apesar de, et pour cause,viver em diglossia não é bilingue,expressando-se pelo veículo que melhor lhe permite comunicar:o crioulo.A possibilidade de também ele poder expressar-se em Português se o quiser e correctamente,deve ser uma preocupação futura do ESTADO.Direi mesmo que é uma Obrigação.
O uso indiscriminado e coincidente no tempo do Português e do Crioulo,sem que venha mal algum ao mundo,faz com que,a outros níveis,no jornalismo ou mesmo na Literatura se encontrem textos escritos em Português com graves erros de concordância,de sintaxe,de ortografia,de referências (aqui a questão é cultural),etc
Dissertando sobre o mesmo tema,Germano Almeida diz,citando um professor-..."neste momento não deixamos os nossos alunos...expressar em crioulo dentro da aula."E eu pergunto:expressar o quê?As pessoas expressam-SE numa Lingua e quando o fazem expressam O que lhes vai na alma.Há uma diferença,nâo?,mas isso é um mal geral que enferma também os portugueses-o desconhecimento dos verbos transitivos,reflexos e da gramática em geral.
Temos uma expressão em crioulo que diz que "Na crioulo tudo dáda ê dáda",ou seja vale tudo (desde que a comunicação se faça,acrescento eu).Ora sendo assim é bom que separemos a Lingua do Idioma de maneira a que contribuemos que a nossa Lingua oficial fique a salvo de diatribes que só a empobrecem e deixemos o nosso Crioulo fluir,solto,indomável,musical,sem amarras gramaticais ou POLÍTICAS,se não o quisermos matar.O maior perigo para o Crioulo é INSTITUCIONALIZÁ-LO.
quarta-feira, julho 13, 2005
CRIOULO-LINGUA OFICIAL DE CABO VERDE?
Discute-se na Assembleia Nacional de Cabo Verde,e não sei se já foi aprovada a oficialização do CRIOULO como lingua oficial.
Passe a singularidade de virmos a ser um País com duas linguas oficiais,confesso que a questão só terá relevância no contexto da luta partidária tensa que se trava no arquipélago,onde todos os naturais se expressam nesse Idioma.
Ou seja,o crioulo é um facto da caboverdianidade,nasceu com o seu povo e cresceu com ele e não corre nenhum risco de extinção numa Pátria unificada para lá da Diáspora,cuja expressão cultural no seu todo se faz sentir por uma maciça criolidade.A excepção, que se reflecte na literatura,onde o Idioma cede lugar à Lingua,no caso a Portuguesa,primeiro pela necessidade da estruturação do discurso,da sintaxe e depois pela inteligibilidade que se quer transmitir a um universo alargado de leitores caboverdianos e não caboverdianos.
A oficialização do crioulo como Idioma é redundante,pois.A oficialização do Crioulo como Lingua já fia mais fino,a começar pela uniformização ortográfica dos crioulos das ilhas,(que como sabemos são muito ciosas das suas particularidades)que pressupõe a criação de um dicionário lexical(um trabalho de décadas de investigação),uma gramática,ancorada em referencias estáveis que só uma literatura em crioulo (débil e quase inexistente) lhe daria consistência.Tarefa desnecessária,quando existe uma Lingua Oficial perfeitamente aberta,dinâmica e integrada pelo universo vasto dos PALOP,suficientemente moderna na harmonização dos termos locais e com uma densidade cultural e histórica inigualável no contexto das Linguas ocidentais.Um património comum e universal,pois então.
Tenho por mim que a razão do surgimento da questão está deslocada na sua justificação.
Voltarei ao tema...
Discute-se na Assembleia Nacional de Cabo Verde,e não sei se já foi aprovada a oficialização do CRIOULO como lingua oficial.
Passe a singularidade de virmos a ser um País com duas linguas oficiais,confesso que a questão só terá relevância no contexto da luta partidária tensa que se trava no arquipélago,onde todos os naturais se expressam nesse Idioma.
Ou seja,o crioulo é um facto da caboverdianidade,nasceu com o seu povo e cresceu com ele e não corre nenhum risco de extinção numa Pátria unificada para lá da Diáspora,cuja expressão cultural no seu todo se faz sentir por uma maciça criolidade.A excepção, que se reflecte na literatura,onde o Idioma cede lugar à Lingua,no caso a Portuguesa,primeiro pela necessidade da estruturação do discurso,da sintaxe e depois pela inteligibilidade que se quer transmitir a um universo alargado de leitores caboverdianos e não caboverdianos.
A oficialização do crioulo como Idioma é redundante,pois.A oficialização do Crioulo como Lingua já fia mais fino,a começar pela uniformização ortográfica dos crioulos das ilhas,(que como sabemos são muito ciosas das suas particularidades)que pressupõe a criação de um dicionário lexical(um trabalho de décadas de investigação),uma gramática,ancorada em referencias estáveis que só uma literatura em crioulo (débil e quase inexistente) lhe daria consistência.Tarefa desnecessária,quando existe uma Lingua Oficial perfeitamente aberta,dinâmica e integrada pelo universo vasto dos PALOP,suficientemente moderna na harmonização dos termos locais e com uma densidade cultural e histórica inigualável no contexto das Linguas ocidentais.Um património comum e universal,pois então.
Tenho por mim que a razão do surgimento da questão está deslocada na sua justificação.
Voltarei ao tema...
terça-feira, julho 12, 2005
ARRASTÃO
Afinal,de volta a Portugal,soube que o mini-tsunami,como erradamente a imprensa,estúpida e malfeitora me levou a acreditar ter acontecido nem isso chegou a ser.Aliás não chegou aser nem uma ondinha,aliás não chegou a acontecer,aliás nem foi NADA.Nada!!!? Nem por isso.Constituiu,isso sim, um sinal mais de uma doença larvar que aos poucos vem corroendo a sociedade portuguesa a nível de algumas consciências falhas de memória e ignorantes da sua própria história antiga e recente.
Que os cidadãos não racistas atentem nesses sinais,se não quiserem que Portugal se torne no País que o CACETEIRO da Madeira aspira.Convém começar a atalhar caminho a afiramações do jaez daquelas proferidas contra as minorias deste País educando as nossas crianças de maneira a não morder os vizinhos e a olharem para os trogloditas como uma ameaça,apesar do carácter debilóide da sua visão do mundo moderno.
Afinal,de volta a Portugal,soube que o mini-tsunami,como erradamente a imprensa,estúpida e malfeitora me levou a acreditar ter acontecido nem isso chegou a ser.Aliás não chegou aser nem uma ondinha,aliás não chegou a acontecer,aliás nem foi NADA.Nada!!!? Nem por isso.Constituiu,isso sim, um sinal mais de uma doença larvar que aos poucos vem corroendo a sociedade portuguesa a nível de algumas consciências falhas de memória e ignorantes da sua própria história antiga e recente.
Que os cidadãos não racistas atentem nesses sinais,se não quiserem que Portugal se torne no País que o CACETEIRO da Madeira aspira.Convém começar a atalhar caminho a afiramações do jaez daquelas proferidas contra as minorias deste País educando as nossas crianças de maneira a não morder os vizinhos e a olharem para os trogloditas como uma ameaça,apesar do carácter debilóide da sua visão do mundo moderno.
segunda-feira, julho 11, 2005
KABUVERDI-NHA ORGULHU,NHA CERTEZA
KABUVERDI KA TEM TATCHO(CABO VERDE ESTÁ IMPARÁVEL)
Foram vinte e cinco anos de ausência,magoada e sentida nesse afastamento imposto pelas circunstâncias da vida.As saudades,essas foram sendo mitigadas nos contactos com a família,os amigos e a música,cordão umbilical que nenhuma parteira jamais pôde cortar...
Quando há trinta anos as palavras escritas de um amigo trouxe-me,em minha casa em Portugal,a fé enorme de um povo,cujo País foi declarado inviável,a minha solidariedade impotente alimentou-se dos versos da ESPERANÇA.
Nha armon,nôs hoji ê livre e indipendenti
Dixam dabu um grandi abraçu
Um abraço di um homem livre
Dixam dabu nha morabéza di um kaboverdiano
Um grandi abraço ó camarada
Um abraço di um homem livre
5 de julho!Grandi dia pâ nôs terra
Um novo SOL dja somâ na horizonti
Pa bem lumiâ ês Kaboverdi novo,indipendenti
Livre de tormente di colonialismo
e humiliação ki nô vivê
Pã iluminâ intiligencia di nôs fidjos
Pâ bem fazê um grandfi País
Respetado na mund inter.
Estive lá nas últimas semanas e vi ao vivo e senti na carne e na alma o júbilo desta data e a certeza de um futuro imparável,alicerçada na mais jovem população do PLANETA,em cuja formação os Governos têm feito uma aposta notável.Aabertura do Ensino Superior no arquipélago está aì e a inteligência e sede de conhecimento do meu Povo tirarão proveito enorme dessa via de acesso ao futuro.
A magnitude da explosão e crescimento da cidade da Praia deixou-me de rastos.Em trinta anos a cidade decuplicou a sua população.A programação hercúlea das infraestruturas necessárias à transformação do "deserto" à volta da cidade histórica-chamado hoje de PLATEAU,pede meças,em termos de cultura de resultados a qualquer governo do planeta.Eu não queria ser um panegirista deslumbrado,pelo que trarei,assim que consultar os números que trouxe,ao v/ conhecimentoos resultados alcançados e os projectados a curto prazo.
Com a abertura do Aeroporto Internacional da Praia,e os projectados irmãos de Mindelo e Boa-vista,as perspectivas para os próximos 10 anos são soberbas.Continuaremos...
KABUVERDI KA TEM TATCHO(CABO VERDE ESTÁ IMPARÁVEL)
Foram vinte e cinco anos de ausência,magoada e sentida nesse afastamento imposto pelas circunstâncias da vida.As saudades,essas foram sendo mitigadas nos contactos com a família,os amigos e a música,cordão umbilical que nenhuma parteira jamais pôde cortar...
Quando há trinta anos as palavras escritas de um amigo trouxe-me,em minha casa em Portugal,a fé enorme de um povo,cujo País foi declarado inviável,a minha solidariedade impotente alimentou-se dos versos da ESPERANÇA.
Nha armon,nôs hoji ê livre e indipendenti
Dixam dabu um grandi abraçu
Um abraço di um homem livre
Dixam dabu nha morabéza di um kaboverdiano
Um grandi abraço ó camarada
Um abraço di um homem livre
5 de julho!Grandi dia pâ nôs terra
Um novo SOL dja somâ na horizonti
Pa bem lumiâ ês Kaboverdi novo,indipendenti
Livre de tormente di colonialismo
e humiliação ki nô vivê
Pã iluminâ intiligencia di nôs fidjos
Pâ bem fazê um grandfi País
Respetado na mund inter.
Estive lá nas últimas semanas e vi ao vivo e senti na carne e na alma o júbilo desta data e a certeza de um futuro imparável,alicerçada na mais jovem população do PLANETA,em cuja formação os Governos têm feito uma aposta notável.Aabertura do Ensino Superior no arquipélago está aì e a inteligência e sede de conhecimento do meu Povo tirarão proveito enorme dessa via de acesso ao futuro.
A magnitude da explosão e crescimento da cidade da Praia deixou-me de rastos.Em trinta anos a cidade decuplicou a sua população.A programação hercúlea das infraestruturas necessárias à transformação do "deserto" à volta da cidade histórica-chamado hoje de PLATEAU,pede meças,em termos de cultura de resultados a qualquer governo do planeta.Eu não queria ser um panegirista deslumbrado,pelo que trarei,assim que consultar os números que trouxe,ao v/ conhecimentoos resultados alcançados e os projectados a curto prazo.
Com a abertura do Aeroporto Internacional da Praia,e os projectados irmãos de Mindelo e Boa-vista,as perspectivas para os próximos 10 anos são soberbas.Continuaremos...
quinta-feira, junho 23, 2005
domingo, junho 19, 2005
FRENTE NACIONAL
Com a devida vénia,cito do blogue BARNABÉ o seguinte,comentando a prestação de um manifestante da F.N-EU TENHO ORGULHO EM SER BRANCO,etc...
Quando não se pode ter orgulho de nada,tem-se o orgulho em "ser branco".É o que sobra ao destituído total.Também a nódoa no pano,coitada deve ter orgulho em "ser nódoa",o buraco em "ser buraco",a bosta em "ser bosta"!
No entanto,o que esse imbecil ainda não entendeu é que ele nem sequer teve responsabilidade em "ser branco".É só branco por acaso.Tem,de facto,muito pouco de que se orgulhar.
Eu espero nunca vir a ouvir em Portugal,junto de portugueses negros as mesmas palavras,com novas tonalidades cromáticas,porque seria um sinal de fracasso absoluto do Governo no que à política de Emigração diz respeito.
Com a devida vénia,cito do blogue BARNABÉ o seguinte,comentando a prestação de um manifestante da F.N-EU TENHO ORGULHO EM SER BRANCO,etc...
Quando não se pode ter orgulho de nada,tem-se o orgulho em "ser branco".É o que sobra ao destituído total.Também a nódoa no pano,coitada deve ter orgulho em "ser nódoa",o buraco em "ser buraco",a bosta em "ser bosta"!
No entanto,o que esse imbecil ainda não entendeu é que ele nem sequer teve responsabilidade em "ser branco".É só branco por acaso.Tem,de facto,muito pouco de que se orgulhar.
Eu espero nunca vir a ouvir em Portugal,junto de portugueses negros as mesmas palavras,com novas tonalidades cromáticas,porque seria um sinal de fracasso absoluto do Governo no que à política de Emigração diz respeito.
O TSNAMI DE CARCAVELOS-A MANIFESTAÇÃO DA F.N.
Ainda não tinha falado do mini-tsnami que varreu a praia de Carcavelos.Não o fizera porque para lá da gravidade da concertação que envolveu tantos jovens negros,a tentativa da procura de explicações mais profundas,também elas para lá da situação particularmente penosa em que vive a juventude nos subúrbios da Capital,impunha-se.
Sou africano de Cabo Verde e estou em Portugal desde 1968.Casei-me com uma portuguesa e tivemos dois rapazes.Um deles é bioquímico e o outro engenheiro informático.A minha mulher é gerente bancário.Em vista disso,qualquer analista social concluiria:"Ora aí está um exemplo de um emigrante completamente integrado",correcto?Continuando,a minha formação cívica,moral,intelectual,cultural é europeia.Conheço a História,a Literatura,a Filosofia,aPolítica,a Economia de Portugal e da Europa em geral como nunca virei a conhecer com a mesma intensidade a ÁFRICA e não será por falta de interesse,certamente.É que já NÂO TENHO TEMPO DE VIDA SUFICIENTE.
A verdade,é que lá no fundo NÃO ME SINTO INTEGRADO.E porquê!!!?
Porque PSICOLÒGICAMENTE sinto-me caboverdiano e não há volta a dar-lhe.A minha vivência de perto de 40 anos com os portugueses não me fez sentir,SER um português.Costumo dizer à minha mulher que nunca tive um sonho passado em território português...e que em termos de cidadania e conhecimento físico e psicológico de Portugal como País,estou acima da média da população.Porém....
Isso para dizer que a INTEGRAÇÃO não existe.Ela reduz-se a um termo jurídico-social,que uma vez compreendido pelos governantes lhes dará a chave da prevenção de futuros tsunamis.CIDADANIA,é a palavra chave.COM TODAS AS CONSEQUÊNCIAS,pois claro!
Ainda não tinha falado do mini-tsnami que varreu a praia de Carcavelos.Não o fizera porque para lá da gravidade da concertação que envolveu tantos jovens negros,a tentativa da procura de explicações mais profundas,também elas para lá da situação particularmente penosa em que vive a juventude nos subúrbios da Capital,impunha-se.
Sou africano de Cabo Verde e estou em Portugal desde 1968.Casei-me com uma portuguesa e tivemos dois rapazes.Um deles é bioquímico e o outro engenheiro informático.A minha mulher é gerente bancário.Em vista disso,qualquer analista social concluiria:"Ora aí está um exemplo de um emigrante completamente integrado",correcto?Continuando,a minha formação cívica,moral,intelectual,cultural é europeia.Conheço a História,a Literatura,a Filosofia,aPolítica,a Economia de Portugal e da Europa em geral como nunca virei a conhecer com a mesma intensidade a ÁFRICA e não será por falta de interesse,certamente.É que já NÂO TENHO TEMPO DE VIDA SUFICIENTE.
A verdade,é que lá no fundo NÃO ME SINTO INTEGRADO.E porquê!!!?
Porque PSICOLÒGICAMENTE sinto-me caboverdiano e não há volta a dar-lhe.A minha vivência de perto de 40 anos com os portugueses não me fez sentir,SER um português.Costumo dizer à minha mulher que nunca tive um sonho passado em território português...e que em termos de cidadania e conhecimento físico e psicológico de Portugal como País,estou acima da média da população.Porém....
Isso para dizer que a INTEGRAÇÃO não existe.Ela reduz-se a um termo jurídico-social,que uma vez compreendido pelos governantes lhes dará a chave da prevenção de futuros tsunamis.CIDADANIA,é a palavra chave.COM TODAS AS CONSEQUÊNCIAS,pois claro!
segunda-feira, junho 13, 2005
CUNHAL-VASCO GONÇALVES-EUGÉNIO de ANDRADE-OS ANTI RELATIVISTAS
De uma assentada Portugal perde nos últimos dias três figuras marcantes da sua História no século XX.
Numa época em que as convicções andam de braço dado com a puerilidade,a coerência ética e política reduzida à "rigidez de princípios" de quem a pratica,o carácter (fora de moda),apercebida como leviana teimosia,a história impar desses três homens,nomeadamente CUNHAL,sobreleva da pequenez dos nossos dias onde a deriva faz escola.,como exemplos do que a vida e o País esperam dos seus cidadãos.
As palavras de circunstância e outras de genuíno reconhecimento seriam dispensáveis,se o respeito e a HISTÓRIA não as exigissem.
De uma assentada Portugal perde nos últimos dias três figuras marcantes da sua História no século XX.
Numa época em que as convicções andam de braço dado com a puerilidade,a coerência ética e política reduzida à "rigidez de princípios" de quem a pratica,o carácter (fora de moda),apercebida como leviana teimosia,a história impar desses três homens,nomeadamente CUNHAL,sobreleva da pequenez dos nossos dias onde a deriva faz escola.,como exemplos do que a vida e o País esperam dos seus cidadãos.
As palavras de circunstância e outras de genuíno reconhecimento seriam dispensáveis,se o respeito e a HISTÓRIA não as exigissem.
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