... Que de reflexões sobre as gentes já estou a ficar um bocadinho cansado...
Vejamos...
CAVACO
O presidente da República escolheu uma maneira " sui generis " de defender a dignidade e a representação do cargo que ocupa, reforçando - lhe o perfil que dele já ensaiámos por aqui.
De Wulff a Allende, de Gandhi ao Ahmadinejad, de Castro ao Xi Jinping, a visão responsabilizadora e interpretativa do cargo que exerceram ou exercem definiu e define - lhes o carácter. Não há volta a dar.
Cavaco recuou perante meia dúzia de estudantes indignados.
A quem representa afinal o P.R. e perante quem acha que deve dar a face. Para quem que, num passado não muito recente, atiçou a massa estudantil contra Sócrates, não está mal...
PINTELHOS
Conhecemos o novo transporte do P.M. e o seu preço. Na garagem da presidência do Conselho de ministros está a viatura comprada em Maio pelo seu antecessor e que custou o ordenado médio de um português por dez anos mais coisa menos coisa...
Eu sei que a representação e transporte protocolar do P.M. tem de ter a dignidade de um país europeu, vá lá, concedo... E de um país quase falido a apostar na falência das suas gentes?
Relvas por seu lado queima 120 mil euros na edição das linhas programáticas de um governo cujas balizas, definidas do exterior já toda a gente conhece. Dinheiro para o lixo, pintelhos, para os crápulas do regime...
SPORTING
Vira o disco e toca o mesmo, hoje com outros d.j... Está a tornar - se um club falido em todas as vertentes. O seu passado não é lá muito brilhante mas merecia mais respeito pela veterania que ostenta...
G8
Ainda serão só 8?... Parece que os cozinhados que preparam nas suas demarches estao a desafinar. Então não é que Obama está a roer a corda, accionando um programa de retoma completamente oposto ao da Europa?
CHINA
Não há liberdade económica que não exija, em paralelo, as outras liberdades, nomeadamente a política, que na minha opinião a procede e não o contrário. Os mandarins chineses vão descobrir essa realidade da maneira mais dura. Reagirão com tanques outra vez?
domingo, fevereiro 19, 2012
sábado, fevereiro 11, 2012
E PRONTO, ALGUÉM O DISSE...
... Com subtileza qb e ... tinha de ser a Pluma Caprichosa
Eu continuo a pensar que há políticos muito perigosos ( claro que é uma questão de perspectiva ) no actual governo da República e Relvas e o seu chefe P.Coelho encabeçam Portugal SA, gerido em consequência, como uma empresa.
Basta seguir com atenção as medidas e as evoluções da troika nacional onde pontua o burocrata Gaspar, a quem provávelmente lhe dará mais gozo as notas e os elogios da Alemanha do que a santidade em casa própria.
Eu continuo a pensar que há políticos muito perigosos ( claro que é uma questão de perspectiva ) no actual governo da República e Relvas e o seu chefe P.Coelho encabeçam Portugal SA, gerido em consequência, como uma empresa.
Basta seguir com atenção as medidas e as evoluções da troika nacional onde pontua o burocrata Gaspar, a quem provávelmente lhe dará mais gozo as notas e os elogios da Alemanha do que a santidade em casa própria.
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
SEM COMENTÁRIOS...
... A NÃO SER AO MAU PORTUGUÊS...
Com a devida vénia ao jornal " I ", transcrevo a notícia...
" A JCP ( juventude comunista portuguesa ) diz que uma média de 100 alunos estão a desistir, por dia, do ensino superior por dificuldades económicas. « Mais de seis mil estudantes abandonaram as universidades » , acusa a juventude comunista numa nota ontem divulgada. A JCP acrescenta que « 40.000 estudantes viram a sua candidatura à bolsa recusada, resultando em que mais de 15 mil estudantes tenham perdido esse apoio relativamente ao ano passado ".
Com a devida vénia ao jornal " I ", transcrevo a notícia...
" A JCP ( juventude comunista portuguesa ) diz que uma média de 100 alunos estão a desistir, por dia, do ensino superior por dificuldades económicas. « Mais de seis mil estudantes abandonaram as universidades » , acusa a juventude comunista numa nota ontem divulgada. A JCP acrescenta que « 40.000 estudantes viram a sua candidatura à bolsa recusada, resultando em que mais de 15 mil estudantes tenham perdido esse apoio relativamente ao ano passado ".
MAIS VERGASTA, S.F.F.
Povo bovino, piegas e lamuriento, fatalista e sofredor até ao masoquismo e que custe o que custar vai ser posto na gleba ordem serventuária da sua real posição, é o pensamento e o programa da maioria deslumbrada pelos beijinhos e amassos da mamã Merkel.
Diz - se por aí que os povos têm o Governo que merecem e, acrescento, em democracia também têm o Governo que escolhem, para mais com o acrescento de uma maioria que, como acontecem às maiorias, pouco ou nada quer saber, ancorada nessa legitimidade acrescida, das vozes discordantes da Oposição nem tampouco do povo que a elegeu.
Quero crer que o Governo pensa que essas vozes discordantes provêm dos comunistas ou dos socialistas, derrotados nas eleições e daí a surdez.
Aparentemente, pelo que se passa no país, até é capaz de ter razão. O risco que corre é que com tanta vergasta ainda acorda as suas gentes...
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
DA ESTUPIDEZ...
Muito falo por aqui dessa capacidade humana de ser estúpido e na sua projecção em aerópagos e espaços onde não deveria ser exercitada como na Política e seus anexantes económicos e financeiros pelo peso acrescido que trazem à Vida das pessoas.
Creio que ninguém precisará de se interrogar em humildade - Quem sou eu para...? - para a descobrir triunfante e assertiva (!!!??) , no dia - a -dia das nossas relações pessoais e no universo mais abrangente e vasto trazido pelos Media do planeta. Suponho que nem deveria exigir muita inteligência nem muita Cultura industriada ou não, para lhe reconhecer o perfil com que se apresenta.
" Custa a crer como é que um conjunto de gente supostamente eleita por ser inteligente consegue ser tão vilmente estúpida... " - Clara F. Alves, Pluma caprichosa de 4/2, glosando as intermináveis ritualizações narcísicas e inconsequentes das cimeiras europeias, enquanto o mundo vai desabando para muitos, mesmo muuuuuitos, cá fora.
Que mais dirá hoje a crítica moderna sobre essa malignidade que se vai colando subreptíciamente até ao mais prático e realista cidadão e o torna incompetente na reflexão/acção do seu comportamento perante a SUA vida, hoje.
Googlei - Da estupidez - e salta - me uma Teoria Geral da Estupidez Humana de Victor J. Rodrigues, autor que desconheço e que vou seguramente conhecer...
E recito um pequeno excerto que vem lá como amostra - " A estupidez está difundida em tal grau que não poderia ser devida à simples geração episódica e acidental de intelectos desnutridos. Pelo contrário, a exuberância dos fenómenos estupidológicos, a sua extrema variedade, a riqueza das suas realizações ou a elegância dos seus refinamentos, tudo nos faz encontrar na estupidez mais, muito mais do que uma vacuidade, uma ausência de inteligência "
Suponho que para o autor, como irei descobrir, a singularidade racional da espécie obriga à existência da sua irmã deficiente. Será? Os " apagões " episódicos serão, nesse caso, uma necessidade conceptual ou prática?
É o que vamos tentar descobrir na tese do autor, não vamos?
Creio que ninguém precisará de se interrogar em humildade - Quem sou eu para...? - para a descobrir triunfante e assertiva (!!!??) , no dia - a -dia das nossas relações pessoais e no universo mais abrangente e vasto trazido pelos Media do planeta. Suponho que nem deveria exigir muita inteligência nem muita Cultura industriada ou não, para lhe reconhecer o perfil com que se apresenta.
" Custa a crer como é que um conjunto de gente supostamente eleita por ser inteligente consegue ser tão vilmente estúpida... " - Clara F. Alves, Pluma caprichosa de 4/2, glosando as intermináveis ritualizações narcísicas e inconsequentes das cimeiras europeias, enquanto o mundo vai desabando para muitos, mesmo muuuuuitos, cá fora.
Que mais dirá hoje a crítica moderna sobre essa malignidade que se vai colando subreptíciamente até ao mais prático e realista cidadão e o torna incompetente na reflexão/acção do seu comportamento perante a SUA vida, hoje.
Googlei - Da estupidez - e salta - me uma Teoria Geral da Estupidez Humana de Victor J. Rodrigues, autor que desconheço e que vou seguramente conhecer...
E recito um pequeno excerto que vem lá como amostra - " A estupidez está difundida em tal grau que não poderia ser devida à simples geração episódica e acidental de intelectos desnutridos. Pelo contrário, a exuberância dos fenómenos estupidológicos, a sua extrema variedade, a riqueza das suas realizações ou a elegância dos seus refinamentos, tudo nos faz encontrar na estupidez mais, muito mais do que uma vacuidade, uma ausência de inteligência "
Suponho que para o autor, como irei descobrir, a singularidade racional da espécie obriga à existência da sua irmã deficiente. Será? Os " apagões " episódicos serão, nesse caso, uma necessidade conceptual ou prática?
É o que vamos tentar descobrir na tese do autor, não vamos?
sábado, fevereiro 04, 2012
EXCELÊNCIA
Num país que aconselha os jovens saídos das suas universidades a porem os seus serviços, patriòticamente, claro,... ( quando tiverem sucesso lá fora cá estaremos para nos apropriarmos provinciana e oportunísticamente dos seus feitos ) a emigrar, é no mínimo revelador do absurdo do abandono por parte do seu governo, a sua contemplação, vinda de fora, da excelência do seu trabalho na investigação científica CÁ dentro.
Numa semana foram atribuídos dez prémios internacionais à excelência dos investigadores portugueses que, como é natural, se vão, pouco a pouco, sendo recrutados ( há gente que não é estúpida lá por fora... ) por quem gosta do seu trabalho e lhes oferece estabilidade profissional e meios de aprimorarem o que sabem fazer bem.
Os meus parabéns aos premiados e continuação...
Numa semana foram atribuídos dez prémios internacionais à excelência dos investigadores portugueses que, como é natural, se vão, pouco a pouco, sendo recrutados ( há gente que não é estúpida lá por fora... ) por quem gosta do seu trabalho e lhes oferece estabilidade profissional e meios de aprimorarem o que sabem fazer bem.
Os meus parabéns aos premiados e continuação...
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
E OS BURROS SOMOS NÓS!!!???
" ACONTECIMENTOS NÃO RECORRENTES " estarão na origem dos prejuízos da Banca portuguesa diz o presidente da APB, António de Sousa.
Em linguagem de gente aponta - se aqui por baixo o que ele quis dizer...
O responsável máximo do BPI, o senhor Fernando Ulrich " penitenciou - se " formalmente, ( porque sem consequências pessoais... ) do prejuízo de 200 milhões de euros pela sua má-gestão e dos seus pares, naturalmente, no investimento oportunista e de alto risco na dívida soberana grega.
Falta saber quais os " acontecimentos não recorrentes ( DA GESTÃO, CLARO... ) " com os quais os restantes responsáveis se apresentarão perante os accionistas...
Em linguagem de gente aponta - se aqui por baixo o que ele quis dizer...
O responsável máximo do BPI, o senhor Fernando Ulrich " penitenciou - se " formalmente, ( porque sem consequências pessoais... ) do prejuízo de 200 milhões de euros pela sua má-gestão e dos seus pares, naturalmente, no investimento oportunista e de alto risco na dívida soberana grega.
Falta saber quais os " acontecimentos não recorrentes ( DA GESTÃO, CLARO... ) " com os quais os restantes responsáveis se apresentarão perante os accionistas...
quinta-feira, fevereiro 02, 2012
MAIS UMA SINGULARIDADE...
... ESSA, a do já chamado monopólio intelectual reclamado, da Ideia e do preço a pagar por quem dela, da Ideia do Outro, se aproveite, com todas as consequências, sejam elas morais, intelectuais, físicas, económicas, sociais, políticas, CIVILIZACIONAIS, em suma...
QUANTO devemos aos Gregos, aos Italianos, aos Portugueses, aos Fenícios, aos Persas, aos Árabes? Já lhes pagámos ( essa estória do Mercado - Tudo tem um preço... ) pela sua contribuição civilizacional?
Nós sabemos que os donos do MERCADO, fazem - nos pagar e bem pelos seus contributos civilizacionais; só lhes falta bloquear a capacidade libertária de quem das Ideias faz outro uso que não a mercantilista como a maior parte dos intelectuais do regime.
A massificação do conhecimento e do seu livre uso foi uma das armas da criação de uma cultura não-normalizada, contra - corrente, anti - conformista, capaz de se renovar e de inovar inscrita no - Saber é Poder - dos primórdios da revolução socialista capaz de criar uma consciência de classe outra perante os valores pragmáticos da burguesia e da aristocracia estrebuchante.
Eventualmente será essa "singularidade " transposta pelo « Anonymous » através desse espaço libertário e prenhe de conhecimentos e informação transmitidos gratuitamente e quando secretos, passíveis de desmascaramento, que o www.Abrupto.blogspot.com apoda de proto - comunismo com um sentido pejorativo inconfessado.
Fica a pergunta - Em que é que se distingue éticamente, em termos de utilidade pública, a actividade dos « Anonymous » e dos Media em geral?
QUANTO devemos aos Gregos, aos Italianos, aos Portugueses, aos Fenícios, aos Persas, aos Árabes? Já lhes pagámos ( essa estória do Mercado - Tudo tem um preço... ) pela sua contribuição civilizacional?
Nós sabemos que os donos do MERCADO, fazem - nos pagar e bem pelos seus contributos civilizacionais; só lhes falta bloquear a capacidade libertária de quem das Ideias faz outro uso que não a mercantilista como a maior parte dos intelectuais do regime.
A massificação do conhecimento e do seu livre uso foi uma das armas da criação de uma cultura não-normalizada, contra - corrente, anti - conformista, capaz de se renovar e de inovar inscrita no - Saber é Poder - dos primórdios da revolução socialista capaz de criar uma consciência de classe outra perante os valores pragmáticos da burguesia e da aristocracia estrebuchante.
Eventualmente será essa "singularidade " transposta pelo « Anonymous » através desse espaço libertário e prenhe de conhecimentos e informação transmitidos gratuitamente e quando secretos, passíveis de desmascaramento, que o www.Abrupto.blogspot.com apoda de proto - comunismo com um sentido pejorativo inconfessado.
Fica a pergunta - Em que é que se distingue éticamente, em termos de utilidade pública, a actividade dos « Anonymous » e dos Media em geral?
SINGULARIDADES...
Continua a campanha de derrube de Assad, com o comprometido apoio em módulo acéfalo e ribombante dos Media e comentaristas internacionais.
Síria está em guerra - civil desde a abertura das hostilidades ARMADAS entre os partidários do presidente sírio e os inimigos declarados do regime, dentro e fora do país.
Acontece que a carnificina só tem sido atribuída ao Poder e as acções dos insurgentes dirigidas pelo Exército Sírio Livre são apresentadas, QUANDO são relatadas, como cândidas manifestações de amor à liberdade e à democracia. As suas indignações não fazem vítimas, são meras bandeiras desfraldadas pela Paz universal... E isso agrada aos USA...
Uma pergunta me mói o juízo - Qual o país ocidental ou mundial que perante a ameaça da Ordem estabelecida não faria troar os canhões sobre revoltosos armados? QUAL???
Se o povo grego, por exemplo, pegar em armas, democráticamente, claro, como já o fez na sua história, para depôr o seu governo que paulatinamente, a mando do exterior, o conduz à miséria e ao infortúnio e levá - lo ao julgamento popular e eventualmente encarcerar os seus líderes actuais, qual seria o tom das nossas democráticas indignações? E isso agradaria aos USA?
Assad deve ser deposto? Porquê? Chavez deve ser deposto? Porquê? Ahmadinejad deve ser deposto? Porquê? Obama deve ser deposto? Porquê? ISSO agradaria aos USA, melhor, aos Standard &Poor'$, Fitch, Moody'$ e quejandos. O resto, tudo o resto é uma absurda mistificação para deleite de débeis mentais, os conscientes sub - predadores - , e os inconscientes.
Não há manifestação de protesto ocidental que não peça, últimamente, a cabeça dos seus líderes.... E então? Vamos armar os dissidentes, sufocados por tanta liberdade democrática e empurrá - los à chacina?
Há uma diferença entre esses líderes, dir - me - ão, e as manifestações desarmadas,( pacíficas é que nunca são ) e o berreiro são permitidas e... Há as famigeradas eleições... ( cujas conteúdos progamáticos se esgotam normalmente à boca das urnas ).
OK!...
Passos Coelho diz que CUSTE O QUE CUSTAR irá prosseguir o programa que, como susserano iluminado, traz por interposta directiva, na sua cabeça livre e democrática. Nós estamos a sentir diáriamente as consequências que uma mirífica projecção do seu futuro tem estado a provocar na saúde mental e física dos portugueses. Que consequências devamos tirar desse conhecimento? Pegar em armas? Há já quem o faça diáriamente, eventualmente em nome da sua sobrevivência e dos filhos...
Será que ISSO agradaria aos USA?
domingo, janeiro 29, 2012
EU JÁ DESCONFIAVA...
... ALIÁS, pensava que estava sózinho nas minhas ingenuidades humanistas...
" À medida que se envelhece vão morrendo os neurónios da ansiedade. A velhice traz liberdade " - Leonard Cohen.
Para quem, Cohen?
Citando a Pluma Caprichosa de Clara Ferreira Alves, que nos remete ao pensamento de um dos pensadores da desgraça global, a da indústria financeira, a da nova Máfia, de seu nome Mohamed A. El - Arian, que para nos proteger nos exige a miséria, para que percebamos que o futuro dos nossos filhos e netos está a ser hipotecado - de modo a autorizar outros sectores da sociedade a beneficiarem de um estilo de vida para além do que merecem - e que apodam de pintelhos as sobras, que restam do seu repasto demente, a quem vive do seu trabalho.
As palavras de Cohen soaram - me, para além da sua eventual verdade biológica, como um elogio à permanente ansiedade com que encaro a racionalidade envelhecida da GERONTOCRACIA que governa o planeta. A sua sombra tutelar tem sido um escárnio permanente à mudança geracional necessária que contaminada por uma longevidade, hoje quase obscena no desamparo com que confronta os seus excluídos, contrabandeia a evolução da espécie.
Quando o senhor El - Arian fala de trabalho sabemos bem a diferença que substancia ideológica e jurídicamente esse conceito quando o cotejamos com a sua essência no mundo operário, pequeno ou médio - burguês e qual o conceito de produção de riqueza que a alienação produtiva contrabandeia nos seus pressupostos como INVESTIDOR, ou a seu mando.
O que fazer desse conhecimento terá de ser uma obrigação de todos os que o possuem aos outros que desatentos ou manipulados se limitam a esperar que quem os trouxe a este limiar extremo de desafectação, os tire de lá, ancorados numa esperança vazia e paralizante, embalados no canto de sereia de um Media venal e de sub - predadores a mando.
Até lá, até ao despertar violento da nova geração com um programa, não só biológico e principalmente político mas também insurreccional, no sentido de apear a Brigada do Reumático que lhes trava o Futuro, resta a resistência dos humanistas...
" À medida que se envelhece vão morrendo os neurónios da ansiedade. A velhice traz liberdade " - Leonard Cohen.
Para quem, Cohen?
Citando a Pluma Caprichosa de Clara Ferreira Alves, que nos remete ao pensamento de um dos pensadores da desgraça global, a da indústria financeira, a da nova Máfia, de seu nome Mohamed A. El - Arian, que para nos proteger nos exige a miséria, para que percebamos que o futuro dos nossos filhos e netos está a ser hipotecado - de modo a autorizar outros sectores da sociedade a beneficiarem de um estilo de vida para além do que merecem - e que apodam de pintelhos as sobras, que restam do seu repasto demente, a quem vive do seu trabalho.
As palavras de Cohen soaram - me, para além da sua eventual verdade biológica, como um elogio à permanente ansiedade com que encaro a racionalidade envelhecida da GERONTOCRACIA que governa o planeta. A sua sombra tutelar tem sido um escárnio permanente à mudança geracional necessária que contaminada por uma longevidade, hoje quase obscena no desamparo com que confronta os seus excluídos, contrabandeia a evolução da espécie.
Quando o senhor El - Arian fala de trabalho sabemos bem a diferença que substancia ideológica e jurídicamente esse conceito quando o cotejamos com a sua essência no mundo operário, pequeno ou médio - burguês e qual o conceito de produção de riqueza que a alienação produtiva contrabandeia nos seus pressupostos como INVESTIDOR, ou a seu mando.
O que fazer desse conhecimento terá de ser uma obrigação de todos os que o possuem aos outros que desatentos ou manipulados se limitam a esperar que quem os trouxe a este limiar extremo de desafectação, os tire de lá, ancorados numa esperança vazia e paralizante, embalados no canto de sereia de um Media venal e de sub - predadores a mando.
Até lá, até ao despertar violento da nova geração com um programa, não só biológico e principalmente político mas também insurreccional, no sentido de apear a Brigada do Reumático que lhes trava o Futuro, resta a resistência dos humanistas...
sábado, janeiro 28, 2012
DA NÁUSEA...
... E do privilégio marcante e definidor dos carácteres que ainda a conseguem SENTIR e que lhes define a integridade ética, tive esta semana três exemplos, para não falar dos meus...
www.africaminha.blogspot.com verbera com incontida repulsa as palavras e a pose de uma antiga dirigente do PCP, de seu nome Zita Seabra, sobre o partido de que foi militante apreciada e da CGTP, com uma reescrita oportunista de lavagem ideológica, usada então, como roupagem ( outrora denunciada por Cunhal no seu - Radicalismo pequeno - burguês de fachada socialista - ) e fachada deletéria de falsas e cínicas convicções.
Miguel Sousa Tavares não aguenta a náusea que lhe causou a leitura de Manuel Maria Carrillo no DN de quinta feira, sobre o PS, sobre Sócrates, em palavras e opiniões que lamento não ter lido para assim reforçar uma opinião antiga, aqui emitida, sobre a mistificação que lhe acompanhava os textos críticos sobre o partido que lhe tinha dado alguma notoriedade mediática.
Henrique Monteiro, no Expresso de hoje e sob o título - Infelizes somos nós - comenta em virtual repugnância as lamúrias de Cavaco sobre os cortes nas suas pensões, num país que o teve 16 anos como seu líder político e que vai sendo paulatinamente empobrecido por um sistema repulsivo de vasos comunicantes que drena aos poucos que ainda não mendigam o que lhes sobra, para os empreendedores.
www.africaminha.blogspot.com verbera com incontida repulsa as palavras e a pose de uma antiga dirigente do PCP, de seu nome Zita Seabra, sobre o partido de que foi militante apreciada e da CGTP, com uma reescrita oportunista de lavagem ideológica, usada então, como roupagem ( outrora denunciada por Cunhal no seu - Radicalismo pequeno - burguês de fachada socialista - ) e fachada deletéria de falsas e cínicas convicções.
Miguel Sousa Tavares não aguenta a náusea que lhe causou a leitura de Manuel Maria Carrillo no DN de quinta feira, sobre o PS, sobre Sócrates, em palavras e opiniões que lamento não ter lido para assim reforçar uma opinião antiga, aqui emitida, sobre a mistificação que lhe acompanhava os textos críticos sobre o partido que lhe tinha dado alguma notoriedade mediática.
Henrique Monteiro, no Expresso de hoje e sob o título - Infelizes somos nós - comenta em virtual repugnância as lamúrias de Cavaco sobre os cortes nas suas pensões, num país que o teve 16 anos como seu líder político e que vai sendo paulatinamente empobrecido por um sistema repulsivo de vasos comunicantes que drena aos poucos que ainda não mendigam o que lhes sobra, para os empreendedores.
sexta-feira, janeiro 27, 2012
CRETINICES
Não encontro outra maneira de qualificar a imaturidade cívica e cultural dos bur(r)o - tecnocratas que hoje pontuam em todas as esferas do mando no planeta.
A displicência com que, em Portugal por exemplo, se está a encarar o simbólico na estrutura cultural do seu povo, as suas datas históricas, a sua coesão social num mundo cujas culturas formadoras e individualizantes se vão desvanecendo num pântano fétido chamado pomposamente Globalização, tem laivos de estupidificação alarmantes, pela coincidência (!!!???) de se realizar numa época de penúria e dissociação colectiva.
Matar o 5 de Outubro ou o 1º de Dezembro na memória dos portugueses sob o alibi da produtividade reflecte, mais do que um suborno ideológico, a arrogância da ignorância cívica que confunde as celebrações públicas com a interiorização histórica e a obrigação de a transmitir aos descendentes, festejando - os, em silêncio ou com foguetório.
A aleivosia tacanha continua manobrando irresponsàvelmente no espaço sem - alternativas criado e manipulado pelos princípios de desarticulação da DIFERENÇA, aqui, e cavalgando a ingenuidade hoje focada na sobrevivência, na vida do dia - a - dia, no resto do planeta.
Há uma dose de realidade à qual o humano aguenta. Quanto mais se carrega na sua capacidade de temporalização do encaixe das arremetidas dos realistas, dos pragmáticos, mais ténue se torna a digestão do real e mais violenta o seu repúdio.
A displicência com que, em Portugal por exemplo, se está a encarar o simbólico na estrutura cultural do seu povo, as suas datas históricas, a sua coesão social num mundo cujas culturas formadoras e individualizantes se vão desvanecendo num pântano fétido chamado pomposamente Globalização, tem laivos de estupidificação alarmantes, pela coincidência (!!!???) de se realizar numa época de penúria e dissociação colectiva.
Matar o 5 de Outubro ou o 1º de Dezembro na memória dos portugueses sob o alibi da produtividade reflecte, mais do que um suborno ideológico, a arrogância da ignorância cívica que confunde as celebrações públicas com a interiorização histórica e a obrigação de a transmitir aos descendentes, festejando - os, em silêncio ou com foguetório.
A aleivosia tacanha continua manobrando irresponsàvelmente no espaço sem - alternativas criado e manipulado pelos princípios de desarticulação da DIFERENÇA, aqui, e cavalgando a ingenuidade hoje focada na sobrevivência, na vida do dia - a - dia, no resto do planeta.
Há uma dose de realidade à qual o humano aguenta. Quanto mais se carrega na sua capacidade de temporalização do encaixe das arremetidas dos realistas, dos pragmáticos, mais ténue se torna a digestão do real e mais violenta o seu repúdio.
segunda-feira, janeiro 23, 2012
A PREVISÃO DO IMPROVÁVEL
Richard Lewinsohn ( 1894 - 1968 ) poderoso pensador alemão, num dos capítulos da sua obra SCIENCE, PROPHECY and PREDICTION, traduzido em português ( do Brasil ) por Revelação do Futuro, reflecte, com o título encimado, sobre a dificuldade inerente a tal desígnio...
E diz - " Nenhuma Língua possui, ai de nós, vocabulário suficiente e bem claro a este respeito. A Língua alemã é particularmente pobre sob este aspecto. Até o Francês, que oferece pelo menos duas expressões - provável e verosímil - em matéria de sinónimos empregados a propósito e a despropósito, indiferentemente, bem que a sua origem e o seu sentido sejam diferentes. A palavra « provável » provém da esfera moral; indica o que pode ser justificado, o que merece geral aprovação. A palavra « verosímil », pelo contrário, - assim como a palavra alemã « wahrscheinlich » que lhe corresponde exactamente quanto à formação etimológica - tem um carácter mais exterior, um subentendido céptico: a afirmação pode ser exacta mas não o é forçosamente - o que parece verdadeiro pode também não o ser "
E é com essas reservas que perante a reunião de hoje do Euro Grupo e pela lei de probabilidades objectivas referidas a páginas 231 da mesma obra, citando Keynes, não é VEROSÍMIL que saia outra coisa diferente da redundância tautológica daqueles neurónios em reflexão sobre os seus umbigos e suas iminentes importâncias auto - atribuídas.
É o que nos diz a nossa experiência desses últimos 3 anos de reuniões das cúpulas europeias...
E diz - " Nenhuma Língua possui, ai de nós, vocabulário suficiente e bem claro a este respeito. A Língua alemã é particularmente pobre sob este aspecto. Até o Francês, que oferece pelo menos duas expressões - provável e verosímil - em matéria de sinónimos empregados a propósito e a despropósito, indiferentemente, bem que a sua origem e o seu sentido sejam diferentes. A palavra « provável » provém da esfera moral; indica o que pode ser justificado, o que merece geral aprovação. A palavra « verosímil », pelo contrário, - assim como a palavra alemã « wahrscheinlich » que lhe corresponde exactamente quanto à formação etimológica - tem um carácter mais exterior, um subentendido céptico: a afirmação pode ser exacta mas não o é forçosamente - o que parece verdadeiro pode também não o ser "
E é com essas reservas que perante a reunião de hoje do Euro Grupo e pela lei de probabilidades objectivas referidas a páginas 231 da mesma obra, citando Keynes, não é VEROSÍMIL que saia outra coisa diferente da redundância tautológica daqueles neurónios em reflexão sobre os seus umbigos e suas iminentes importâncias auto - atribuídas.
É o que nos diz a nossa experiência desses últimos 3 anos de reuniões das cúpulas europeias...
sábado, janeiro 21, 2012
PURA CHANTAGEM
A ex - Presidente do PSD congratula - se com o que ela chama de responsabilidade, patriótica, claro, da UGT, pela assinatura da chamada Concertação Social. Eu daria outro nome ao desfecho protagonizado previsívelmente pela UGT; já nos habituou a essas responsabilidades patrioteiras em nome de males maiores...
" É melhor o mal inevitável em paz do que a guerra em troca de coisa nenhuma " , diz Manuela F. Leite e com ela TODOS os amorais pragmáticos deste mundo. Acontece que os danos provocados pelo pragmatismo escorreito dos Zés do planeta a braços com a sobrevivência tout - court, nem de longe se assemelham à amoralidade programática do Poder - são coisas completamente diferentes e metê - los no mesmo saco do entendimento prosaico é hipocrisia.
Tenho por mim que nenhum mal é inevitável a não ser as amorais manifestações da Natureza nos cataclismos e na mortalidade inexorável do humano.
Tudo o resto é evitável , até a Guerra, vista do ponto de vista da M.F.Leite, apesar de ela ter sido a catalizadora, em épocas de impasse e decadência intelectual, de mudanças evolutivas nas nações, como a História ocidental e mundial têm testemunhado.
Por outro lado, NENHUMA conquista social foi obtida de ânimo leve pela racionalidade governativa mas sim pelas necessidades, essas sim justificadamente pragmáticas, sociais das comunidades e sempre contra as reacções dos instalados, dos comodamente instalados em histórias acabadas por falta de alternativas que os debilitados, envelhecidos e conformistas neurónios demissionaram.
Essa dança patética à volta do umbigo na salvação de um sistema sem cura é deplorável, intelectualmente deplorável, por mais que os novos áugures da economia e finanças, substitutos rapaces da Política, estrebuchem com os números, deixando de fora das equações o factor humano.
É preferível a acção em troca de coisa nenhuma , que é o estado actual de resignação ao retrocesso civilizacional, que o mal maior do vérmico conformismo imbecilizante com que nos querem tatuar.
UMA HOMENAGEM...
... sincera de um bloguista ao senhor jornalista que reiteradamente me dá cabo dos posts, numa antecipação certeira, e para mim perturbante, na análise das coisas que nos acontecem. A razão de tanta coincidência no desmascaramento, fundamentado, racionalizado, històricamente enquadrado ( eu tento, pelo menos...) das acções políticas e não só, dos poderes da nossa praça, é - me uma desconcertante interrogação.
Eu não conheço o MST de parte alguma e ele nunca me viu mais gordo, nunca frequentámos as mesmas tertúlias e até ver, nunca me leu por aqui.
Suponho que a coincidência geracional e eventualmente as leituras e vivências pessoais que formataram a sua identidade terão tido o mesmo efeito em mim. Só pode ser isso... uma coincidência ambiental e cultural, justificada até pela ferocidade desportiva com que defende o seu FCP e eu o GLORIOSO.
A minha homenagem pelo seu trabalho como jornalista não é um afago narcísico e megalómano ( o contraditório ficará a cargo dos especialistas... ) por uma projecção oportunista do autor deste blogue; o meu ego está em paz comigo, a projecção da minha humanidade nos actos dos meus semelhantes é que não e daí a eventual megalomania, nas consciências conformistas, de que padecem os meus e definitivamente os seus reparos à narrativa comodista, conformista, decadente, irracional e por vezes estúpida que tem sido construída à volta e sob o alibi democrático e sem alternativas das soberanias actuais na Europa e no planeta em geral.
É que está TUDO em causa, nomeadamente a nossa Liberdade. Se isso não for razão válida de exigência de mudança o que será mais importante do que ela?
No arquivo ficam as minhas perguntas com que, já escritas, ia transpôr ( prefiro a pena antes do teclado...) para este espaço - ALGUÉM ACREDITA QUE...?
Eu não conheço o MST de parte alguma e ele nunca me viu mais gordo, nunca frequentámos as mesmas tertúlias e até ver, nunca me leu por aqui.
Suponho que a coincidência geracional e eventualmente as leituras e vivências pessoais que formataram a sua identidade terão tido o mesmo efeito em mim. Só pode ser isso... uma coincidência ambiental e cultural, justificada até pela ferocidade desportiva com que defende o seu FCP e eu o GLORIOSO.
A minha homenagem pelo seu trabalho como jornalista não é um afago narcísico e megalómano ( o contraditório ficará a cargo dos especialistas... ) por uma projecção oportunista do autor deste blogue; o meu ego está em paz comigo, a projecção da minha humanidade nos actos dos meus semelhantes é que não e daí a eventual megalomania, nas consciências conformistas, de que padecem os meus e definitivamente os seus reparos à narrativa comodista, conformista, decadente, irracional e por vezes estúpida que tem sido construída à volta e sob o alibi democrático e sem alternativas das soberanias actuais na Europa e no planeta em geral.
É que está TUDO em causa, nomeadamente a nossa Liberdade. Se isso não for razão válida de exigência de mudança o que será mais importante do que ela?
No arquivo ficam as minhas perguntas com que, já escritas, ia transpôr ( prefiro a pena antes do teclado...) para este espaço - ALGUÉM ACREDITA QUE...?
quarta-feira, janeiro 18, 2012
O CONFORTO E O COMODISMO...
... do primeiro ministro Passos Coelho incomodam - me. Essas duas palavras novas no léxico político do Governo e nomeadamente do seu responsável máximo têm aparecido com invulgar recorrência a pontuar o à - vontade de um político europeu ( deve ser caso único... ) a braços com uma crise sem perspectiva de saída, contida, manipulada pelas tautológicas equações dos rácios das agências de rating.
Conforto e comodismo a caracterizar uma burocrática subserviência a uma gestão exterior com laivos de desfasada aplicação taylorista no melífluo discurso parabenizante à responsabilidade e espírito de sacrifício dos que " abandonaram o espaço de conforto da reivindicação " em nome de um mal menor, de um pragmatismo insultuoso para o luxo dos idealistas, dos não - conformistas.
Paternalismo, Caridade, para os submissos e mão - forte para os dissonantes para quem a Crise não tem sido uma, na cínica avaliação dos danos colaterais, uma Oportunidade, mas sim um afunilamento inaceitável do Futuro, do progresso.
Passos Coelho é um político perigoso, com um homem- de - mão mais perigoso ainda - o sr. Relvas; o resto do Governo é formado por administrativos e alunos de sebenta. O seu parceiro da coligação, Paulo Portas, ocupado no enchimento do seu ego, deixou a Política a gestores de empresas e aos seus lacaios. Foi uma desilusão enorme...
Para quando o transporte desse desassossego que nos aflige, afligirá, já não sei, a maioria dos cidadãos para o conforto e comodismo daqueles para quem a crise tem sido uma oportunidade e não um travão às suas aspirações temporais, pelo contrário...
Conforto e comodismo a caracterizar uma burocrática subserviência a uma gestão exterior com laivos de desfasada aplicação taylorista no melífluo discurso parabenizante à responsabilidade e espírito de sacrifício dos que " abandonaram o espaço de conforto da reivindicação " em nome de um mal menor, de um pragmatismo insultuoso para o luxo dos idealistas, dos não - conformistas.
Paternalismo, Caridade, para os submissos e mão - forte para os dissonantes para quem a Crise não tem sido uma, na cínica avaliação dos danos colaterais, uma Oportunidade, mas sim um afunilamento inaceitável do Futuro, do progresso.
Passos Coelho é um político perigoso, com um homem- de - mão mais perigoso ainda - o sr. Relvas; o resto do Governo é formado por administrativos e alunos de sebenta. O seu parceiro da coligação, Paulo Portas, ocupado no enchimento do seu ego, deixou a Política a gestores de empresas e aos seus lacaios. Foi uma desilusão enorme...
Para quando o transporte desse desassossego que nos aflige, afligirá, já não sei, a maioria dos cidadãos para o conforto e comodismo daqueles para quem a crise tem sido uma oportunidade e não um travão às suas aspirações temporais, pelo contrário...
domingo, janeiro 15, 2012
A TACANHEZ CONSTRANGE - ME
Irresistível e incontrolável a marcha da mediocridade que atravessa hoje, verticalmente, as nações.
Descobrir, na pegada, também ela imparável, da Globalização moderna, os traços de carácter responsáveis por essa decadência civilizacional e nos veículos transportadores dessa uniformidade, anti - natural, anti- racional, anti - humana e dar - lhes um novo significado, uma outra interpretação, uma ética abordagem, à luz das " descobertas " que sobre os Outros hoje se tornou possível, será inevitàvelmente uma tarefa para a próxima geração, que só do caos hoje protagonizado por uma racionalidade infectada pela cupidez, conformismo, manipulação, niilismo e principalmente Estupidez, há - de surgir; e surgirá como contraponto a essa racionalidade por encomenda que hoje vigora triunfante nas esferas do Poder.
À Racionalidade ateia só uma religiosidade fundamentalista a poderá substituir, em triunfo, como ideia - não há outro posicionamento tão imune à corrupção racionalista, como reacção, do que este, pela suprema negação lógica transportada pela FÉ.
Longe de mim qualquer profetizante contaminação apocalíptica. Basta seguir os sinais que o rastreio histórico das civilizações triunfantes, hoje memórias, ( e foram quantas???...) deixaram na marcha do Sapiens sobre o planeta.
A Tacanhez deprime - me...
Portugal entristece - me... como só me poderia acontecer com um espaço que amo e habito em exigência...
Descobrir, na pegada, também ela imparável, da Globalização moderna, os traços de carácter responsáveis por essa decadência civilizacional e nos veículos transportadores dessa uniformidade, anti - natural, anti- racional, anti - humana e dar - lhes um novo significado, uma outra interpretação, uma ética abordagem, à luz das " descobertas " que sobre os Outros hoje se tornou possível, será inevitàvelmente uma tarefa para a próxima geração, que só do caos hoje protagonizado por uma racionalidade infectada pela cupidez, conformismo, manipulação, niilismo e principalmente Estupidez, há - de surgir; e surgirá como contraponto a essa racionalidade por encomenda que hoje vigora triunfante nas esferas do Poder.
À Racionalidade ateia só uma religiosidade fundamentalista a poderá substituir, em triunfo, como ideia - não há outro posicionamento tão imune à corrupção racionalista, como reacção, do que este, pela suprema negação lógica transportada pela FÉ.
Longe de mim qualquer profetizante contaminação apocalíptica. Basta seguir os sinais que o rastreio histórico das civilizações triunfantes, hoje memórias, ( e foram quantas???...) deixaram na marcha do Sapiens sobre o planeta.
A Tacanhez deprime - me...
Portugal entristece - me... como só me poderia acontecer com um espaço que amo e habito em exigência...
quinta-feira, janeiro 12, 2012
UM ACTO DE BARBÁRIE
A espécie humana, de pólo a pólo, de meridiano a meridiano é deveras singular e extraordinária na sua luta titânica entre os seus condicionalismos culturais e a sua razão biológica.
Anda na Internet um vídeo no qual se vêem quatro soldados americanos a urinar por cima de quatro cadáveres de guerrilheiros talibãs.
" Um acto de barbárie " - clama a chefia talibã, responsável pelo morticínio de milhares de inocentes através dos seus bombistas suicidas na sua luta contra a ocupação e pela manutenção da sua cultura.
" Qual o problema ? " - perguntará o cínico, se eles já estavam mortos...
Bem, no Ocidente e até ver no resto do planeta, a vandalização, a profanação de cadáveres, é TABU e condenável moral e juridicamente. Menos respeito há genèricamente pelos vivos; basta anexar - lhes um rótulo ao qual as nossas idiossincracias e os nossos ódios reajam em consonância. EXTRAORDINÁRIO!
É claro que a nossa moralidade exigirá a condenação dos culpados por esse acto " exposto " de algo que à nossa consciência foi ensinada a repudiar.
Não creio que do lado de lá surja alguma condenação parecida em situações similares...
E... sejamos honestos, as chefias militares e políticas americanas e a nossa consciência só condenaram ou espera - se que condenem os factos devido à sua EXPOSIÇÃO pública; caso contrário ficar - se - iam por outras considerações que deixo à imaginação...
Isto tudo deixa - nos aonde? No campo universal da Hipocrisia que se tornou uma característica definidora do humano. Quanto mais refinamento menos a carga simbólica da aversão que provocava outrora...
Anda na Internet um vídeo no qual se vêem quatro soldados americanos a urinar por cima de quatro cadáveres de guerrilheiros talibãs.
" Um acto de barbárie " - clama a chefia talibã, responsável pelo morticínio de milhares de inocentes através dos seus bombistas suicidas na sua luta contra a ocupação e pela manutenção da sua cultura.
" Qual o problema ? " - perguntará o cínico, se eles já estavam mortos...
Bem, no Ocidente e até ver no resto do planeta, a vandalização, a profanação de cadáveres, é TABU e condenável moral e juridicamente. Menos respeito há genèricamente pelos vivos; basta anexar - lhes um rótulo ao qual as nossas idiossincracias e os nossos ódios reajam em consonância. EXTRAORDINÁRIO!
É claro que a nossa moralidade exigirá a condenação dos culpados por esse acto " exposto " de algo que à nossa consciência foi ensinada a repudiar.
Não creio que do lado de lá surja alguma condenação parecida em situações similares...
E... sejamos honestos, as chefias militares e políticas americanas e a nossa consciência só condenaram ou espera - se que condenem os factos devido à sua EXPOSIÇÃO pública; caso contrário ficar - se - iam por outras considerações que deixo à imaginação...
Isto tudo deixa - nos aonde? No campo universal da Hipocrisia que se tornou uma característica definidora do humano. Quanto mais refinamento menos a carga simbólica da aversão que provocava outrora...
quarta-feira, janeiro 11, 2012
O MEU É MAIOR QUE O TEU...
IDIOTAS!
O Golfo Pérsico e... quem sabe, todo o Médio Oriente, ameaça abrir mais uma frente de guerra.
A fanfarronice iraniana ainda vai acabar muito mal para toda a região e para o Ocidente, que das coordenadas que lhe marcaram a designação e o desígnio lançou um novo olhar globalizante para o Oriente.
Irresistível, a provocação ao gendarme global e ao seu poderoso lobby político - militar, a possibilidade de baixar as calças e exibir os seus argumentos, marcando, desta vez definitivamente, mais um território com o crivo do CAOS, mortandade e cínica reconstrução. ZAZ! PAZ! CATRAPAZ!, que a racionalidade, a inteligência na procura de compreensão da natureza do Outro e lidar com ela civilizadamente, é uma chatice pegada.
Time is money e está - se a perder tempo demais, correcto?
O EVANGELHO DA DESGRAÇA
Vivemos em clima de guerra civil não declarada?
Essa parece ser a perspectiva de ontem do jornal " I ", a fazer jus aos seus títulos de primeira página.
AMEAÇA de CAOS no estado - bastonário dos médicos ATACA revisão da lei contra o fumo - 600 estivadores ATACAM exportações - João Jardim com a CORDA NO PESCOÇO - A Europa está a MATAR a sua galinha de ovos de ouro -
Para dizer a verdade, acho que é falta de imaginação, a que um bom dicionário de sinónimos daria soluções; mas ao abrir o jornal descobri que era o dia editorial do impagável sr. Ferreira. Estava tudo explicado... Por outro lado, não pude deixar de honestamente concordar genèricamente com o seu texto contra os chamados higieno - fascistas, que só poderia sair da pena de um fumador, como eu o sou, com toda a irracionalidade assumida sobre o que faço ao MEU corpo.
Um dia destes estão a tratar - nos como párias e apoderar - se - ão também do espaço da nossa liberdade, não só a formal como também a efectiva.
A Burocratização, a uniformização mental e comportamental, caminha, nas mãos de formiguinhas diligentes em passo acelerado pelo regresso à estúpida mentalidade de colmeia. Pôr o fumo, num planeta motorizado pela queima de combustíveis fósseis ao nível da poluição ambiental e castigá - lo socialmente, é demasiada cretinice, mesmo para os burrocratas. A sua preocupação com o mau estado eventual da minha saúde é - lhes uma OBRIGAÇÃO exigível por qualquer cidadão que contribui para ela. A preocupação com a minha saúde, assim como ao resto da minha vida é - intransmissível. Os decretos que aos poucos me querem, em detalhe, gerir a minha responsabilidade com os outros atribuem - me, em extensão e compreensão, as características dos seus autores. Como não faço parte dessa manada, sinto - me ofendido.
DON'T FUCK WITH MY JOB! - dizia em letras garrafais um colete de um estivador em greve.
Lamento, aviso, ameaça, seja o que, em essência foi dito aos decisores alerta - nos para a realidade PESSOAL de cada um dos cidadãos perante a complacência do resto do país que se está borrifando, com o eventual " É a vida... " com que sacudimos os ombros aliviados perante a desgraça alheia.
É que nenhum discurso patrioteiro, como agora está na moda, a pontuar a perda de milhões, a necessidade de sacrifícios em nome de um Bem Comum demoverá o sentimento dessa, agora sim, AMEAÇA individual que paira por cima da cabeça do cidadão trabalhador.
POR OUTRO LADO,
difícilmente veríamos o sr. Catroga com esses conflitos existenciais... Falou - se de um presumível conflito ético na sua nomeação como presidente do Conselho de Supervisão da EDP, uma empresa de cuja privatização se encarregou enquanto ministro - conselheiro e negociador com a troika no seu desmantelamento como empresa pública.
Conflito ético? Que raio de coisa é essa? Talvez o perceba melhor o estivador na sua obrigação assumida de prover a família em segurança e bem estar, em risco hoje, assim como aos milhares de compatriotas afastados dessa manada amoral para quem não há espaço para esta treta de Ética, reduzida a um livro de cheques.
Essa parece ser a perspectiva de ontem do jornal " I ", a fazer jus aos seus títulos de primeira página.
AMEAÇA de CAOS no estado - bastonário dos médicos ATACA revisão da lei contra o fumo - 600 estivadores ATACAM exportações - João Jardim com a CORDA NO PESCOÇO - A Europa está a MATAR a sua galinha de ovos de ouro -
Para dizer a verdade, acho que é falta de imaginação, a que um bom dicionário de sinónimos daria soluções; mas ao abrir o jornal descobri que era o dia editorial do impagável sr. Ferreira. Estava tudo explicado... Por outro lado, não pude deixar de honestamente concordar genèricamente com o seu texto contra os chamados higieno - fascistas, que só poderia sair da pena de um fumador, como eu o sou, com toda a irracionalidade assumida sobre o que faço ao MEU corpo.
Um dia destes estão a tratar - nos como párias e apoderar - se - ão também do espaço da nossa liberdade, não só a formal como também a efectiva.
A Burocratização, a uniformização mental e comportamental, caminha, nas mãos de formiguinhas diligentes em passo acelerado pelo regresso à estúpida mentalidade de colmeia. Pôr o fumo, num planeta motorizado pela queima de combustíveis fósseis ao nível da poluição ambiental e castigá - lo socialmente, é demasiada cretinice, mesmo para os burrocratas. A sua preocupação com o mau estado eventual da minha saúde é - lhes uma OBRIGAÇÃO exigível por qualquer cidadão que contribui para ela. A preocupação com a minha saúde, assim como ao resto da minha vida é - intransmissível. Os decretos que aos poucos me querem, em detalhe, gerir a minha responsabilidade com os outros atribuem - me, em extensão e compreensão, as características dos seus autores. Como não faço parte dessa manada, sinto - me ofendido.
DON'T FUCK WITH MY JOB! - dizia em letras garrafais um colete de um estivador em greve.
Lamento, aviso, ameaça, seja o que, em essência foi dito aos decisores alerta - nos para a realidade PESSOAL de cada um dos cidadãos perante a complacência do resto do país que se está borrifando, com o eventual " É a vida... " com que sacudimos os ombros aliviados perante a desgraça alheia.
É que nenhum discurso patrioteiro, como agora está na moda, a pontuar a perda de milhões, a necessidade de sacrifícios em nome de um Bem Comum demoverá o sentimento dessa, agora sim, AMEAÇA individual que paira por cima da cabeça do cidadão trabalhador.
POR OUTRO LADO,
difícilmente veríamos o sr. Catroga com esses conflitos existenciais... Falou - se de um presumível conflito ético na sua nomeação como presidente do Conselho de Supervisão da EDP, uma empresa de cuja privatização se encarregou enquanto ministro - conselheiro e negociador com a troika no seu desmantelamento como empresa pública.
Conflito ético? Que raio de coisa é essa? Talvez o perceba melhor o estivador na sua obrigação assumida de prover a família em segurança e bem estar, em risco hoje, assim como aos milhares de compatriotas afastados dessa manada amoral para quem não há espaço para esta treta de Ética, reduzida a um livro de cheques.
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